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LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

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  • Onde estavas no 11 de setembro? Uma pergunta simples que carrega um mundo inteiro dentro dela.

    Vinte e cinco anos depois, uma memória de Lisboa sobre o dia em que a normalidade do mundo mudou para sempre. Imagem gerada por IA Não é apenas uma pergunta sobre um lugar. É uma pergunta sobre memória. Sobre medo. Sobre a consciência súbita de que o mundo, aquele mundo que julgávamos conhecer, podia mudar em direto, diante dos nossos olhos e sem nos pedir licença. Eu estava numa sala de projeto no edifício “bunker” da Casa da Moeda, em Lisboa. Estávamos envolvidos num dos grandes desafios de transformação da época: a implementação do SAP R/3. Eu era responsável pelas áreas de Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos da INCM e estava reunido com mais de uma dezena de colegas, vindos das várias equipas e módulos que estavam a ser implementados. Falávamos de processos. De sistemas. De integrações. De prazos. De decisões. Daquelas conversas intensas e técnicas que ocupam uma sala inteira e fazem esquecer, por momentos, tudo o que acontece do lado de fora. Até que tudo parou. Um colega entrou ou levantou-se — já nem sei bem — e disse, em voz alta, qualquer coisa como: “Um avião acabou de atingir uma das Torres Gémeas, em Nova Iorque.” Silêncio. Aquele silêncio absoluto que acontece quando uma informação é demasiado estranha, demasiado absurda, demasiado grande para ser compreendida à primeira vez. Um avião? Uma torre? Acidente? Ataque? Como era possível? E depois veio o segundo avião. E, com ele, desapareceu qualquer ilusão de acidente. O mundo tinha acabado de mudar. Naquele edifício histórico, no centro de Lisboa, fomos procurando notícias como podíamos. Pelos vários ecrãs de televisão. Pelos computadores. Pelos rádios. Pelas chamadas telefónicas. Pelas imagens repetidas até à exaustão. Não havia redes sociais a inundar-nos de vídeos, opiniões, teorias e indignações instantâneas. Não havia notificações incessantes no bolso. Não havia smartphones a transformar cada pessoa num repórter, comentador ou especialista. Mas havia uma coisa muito mais forte: a sensação física de impotência. Ninguém arredou pé. As agendas deixaram de existir. Os módulos SAP deixaram de importar. Os processos, os mapas, os requisitos, as prioridades do projeto... tudo ficou subitamente pequeno perante aquelas imagens impossíveis. Havia comoção. Havia medo. Havia incredulidade. E havia aquele impulso humano, tão simples e tão profundo, de ligar a quem amamos. Ligar à família. Aos amigos. Ouvir uma voz conhecida. Confirmar que estavam bem. Dizer, talvez sem o dizer diretamente: “Estou aqui. Pensei em ti.” O 11 de setembro ensinou-nos que a distância não protege ninguém da dor do mundo. Estávamos em Lisboa. Eles estavam em Nova Iorque. Mas, naquele instante, a geografia deixou de ter importância. A queda das Torres Gémeas entrou pelas televisões, pelas rádios, pelas conversas e pelas nossas vidas. E instalou-se dentro de nós. Há acontecimentos que mudam a História. Mas há outros que, para lá da História, mudam a nossa relação com o futuro. Depois daquele dia, o mundo passou a viajar de outra forma. A entrar num aeroporto de outra forma. A olhar para a segurança, para a ameaça, para a guerra, para a vulnerabilidade e até para o “normal” de outra forma. Percebemos, brutalmente, que a normalidade é frágil. E talvez essa seja uma das lições mais incómodas daquele dia: passamos demasiado tempo a acreditar que controlamos tudo. Os projetos. As organizações. Os resultados. Os planos de carreira. A economia. O amanhã. Depois acontece algo que não estava em nenhum PowerPoint, em nenhum plano de contingência, em nenhuma matriz de risco. E parou tudo. Ainda hoje, quando penso no 11 de setembro, não vejo apenas as torres. Vejo aquela sala de projeto. Vejo colegas em silêncio. Vejo pessoas adultas, competentes, habituadas a decidir e a resolver problemas, reduzidas à mesma perplexidade humana. Sem respostas. Sem poder fazer nada. Apenas presentes. Onde estavas no 11 de setembro? Porque há dias em que todos nos lembramos exatamente de onde estávamos. E há dias que, mesmo passados vinte e cinco anos, continuam a dizer-nos que o mundo pode mudar num minuto. Pedro Ramos

  • Eliane Salek celebra o legado de Elis Regina e Elizeth Cardoso no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca

    Novo projeto criado pela cantora e compositora reverencia duas das maiores cantoras brasileiras apresentando os clássicos que marcaram suas trajetórias Eliane Salek - Crédito fotográfico: Roberto Pontes Após o sucesso de seu show em homenagem a Ary Barroso, a cantora, pianista, compositora e arranjadora Eliane Salek retorna aos palcos no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, para homenagear duas das maiores vozes da música brasileira, Elis Regina e Elizeth Cardoso. O seu novo projeto, “Eliane canta Elis e Elizeth”, estreia no dia 12 de setembro, sábado, às 17h. O espetáculo passeia pelas obras que marcaram as trajetórias das divas da MPB, compostas por mestres como Chico Buarque, Ivan Lins, Pixinguinha, Baden Powell, Vinicius de Moraes, Ary Barroso, entre outros. Nesta nova proposta, Eliane não tocará piano, colocando sua voz no centro do espetáculo e criando uma sonoridade intimista e cheia de personalidade ao lado de dois grandes músicos: o percussionista Fabiano Salek e o violonista Pedro Holanda, ambos com forte atuação no samba e na MPB. O violão e a percussão dialogam com a voz de Eliane, criando harmonias, caminhos melódicos e sutilezas rítmicas, sem perder a essência das canções. A proposta é revelar novas cores para um repertório que já faz parte da memória afetiva do público brasileiro. - Mais do que um tributo, “Eliane canta Elis e Elizeth” é uma celebração da música brasileira e uma releitura autoral de duas intérpretes que marcaram para sempre a história da nossa canção – destaca a artista. Eliane Salek - Divulgação 50 anos de música Citada pelo crítico José Domingos Raffaeli (1936-2014) como “uma das mulheres qu e fazem a grandeza do jazz ao lado de Toshiko Akiyoshi e Tânia Maria”, e pelo baixo-barítono suíço François Loup como a “Ella Fitzgerald brasileira”, Eliane Salek atuou por 19 anos como corista e solista do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, produziu e lançou cinco álbuns, sendo seu segundo álbum, “Mistura Brasileira” (1999), considerado um dos três melhores de MPB do ano pelo jornal O Globo. Com uma leitura musical que une rigor técnico, liberdade criativa e forte identidade interpretativa, coleciona colaborações relevantes com artistas emblemáticos da música popular brasileira, como Elizeth Cardoso, Roberto Menescal, Sivuca, Toquinho, Paulinho da Viola, Paulo Moura e Zeca Pagodinho, e diversos concertos e shows no Brasil e no exterior. Na década de 1980, integrou o histórico grupo com nada menos que Rosinha de Valença, Ana Mazzotti, Lilian Carmona e Kiki Vassimon. - Aos cinco anos, os pés não tocavam o chão no banco do piano dos Recitais do Conservatório da Tijuca. Amor por toda a vida que me guiou para além do piano: para a flauta das rodas de choro e da Orquestra Sinfônica Nacional, que multiplicou oportunidades - Brasil, Portugal, França, Alemanha e Itália - para o canto popular das casas de show à ópera do TMRJ, onde recentemente cantei no projeto “Gigantes do Municipal”. Gratidão, só tenho gratidão a Deus por tanto – comemora Eliane. Arte do show Ficha técnica: Eliane Salek — voz Fabiano Salek — percussão Pedro Holanda — violão 7 cordas Carlos Pinho — assessoria de imprensa Serviço: Dia e hora: 12 de setembro, sábado, às 17h Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola – Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca, Rio de Janeiro - RJ Entrada: de R$ 30 a R$ 60, ingressos no site https://bileto.sympla.com.br/event/125616/d/407916/s/2659879 Classificação: livre Rede social: https://www.instagram.com/elianesalek/ Carlos Pinho

  • Um espanhol no coração do Rio: Luiz Villarino Perez, o homem e o bar que fizeram história

    Da chegada ao Rio aos grandes empreendimentos, a trajetória de Luiz Villarino revela a história de um imigrante espanhol que construiu seu legado entre o comércio, a noite carioca, a hotelaria e o setor bancário. Luiz Villarino Perez chegou ao Brasil em 1921 com apenas 16 anos de idade. Oriundo da cidade de Ginzo de Limia, província de Ourense, Espanha. Filho de Isabel Perez Villarino e do político Leonardo Villarino Perez, não quis seguir os estudos superiores nem o negócio de compra e venda de gado que seu pai montou para ele e seu irmão mais velho. Talvez, fugindo do recrutamento militar obrigatório, em consequência da desastrosa Guerra do Rif, uma tentativa neocolonialista espanhola. Exatamente no ano de 1921, os espanhóis sofreram sua pior derrota, em Annual. Muitas famílias espanholas mandavam seus filhos para o exterior, evitando a morte certa em Marrocos. Batalha de Annual. Os restos mortais espalhados. 1921. Fotógrafo desconhecido. Domínio público. Foto de internet. Desembarcou no porto do Rio no dia 12 de outubro daquele ano. Foi recebido por contatos da família, como Camilo Cuquejo, gerente do Café Colombo, estabelecimento da rua Nova do Ouvidor, n.º 3, esquina com rua Sete de Setembro. Também recebeu o apoio do capitalista Víctor Fernández Alonso, futuro dirigente da Companhia Novo Mundo, de seguros marítimos e terrestres, da Rua General Câmara, n. 71. No início da década de 1920, Alonso era comissário e consignatário de gêneros alimentícios, com uma firma na rua do Ouvidor, n.º 106. Um detalhe curioso: a firma V. Fernandes & Cia, da qual Alonso foi sócio, explorava a venda de bilhetes de loterias e apostas do “jogo do bicho”. Um dos seus sócios era um forte “banqueiro” do jogo, antes da proibição. Víctor Fenandéz Alonso, de terno claro e gravata borboleta. 1929. Revista Careta. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ Camilo Cuquejo. Divulgação. 1920. Revista Vida Doméstica. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. Café Colombo. Divulgação. 1920. Revista Vida Doméstica. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. Interior do Café Colombo. Divulgação. 1920. Revista Vida Doméstica. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. A colônia espanhola do Rio daquele tempo reunia-se, especialmente, no Centro Gallego, da rua Visconde de Rio Branco, n.º 53, na Casa de Cervantes, da rua da Constituição, n.º 38, e no salão nobre do prédio da Beneficência Espanhola. Foi lá, neste último, numa tarde, que Villarino conheceu Aurélia Gonzalez Alvarez, de apenas 13 anos, e com quem se casou em 20 de outubro de 1927. Dona Aurélia era filha do industrial Casimiro Gonzalez Garcia e tocava piano no Centro Gallego. Os dois tiveram um filho único, Eugênio Gonzalez Villarino, nascido em 15 de setembro de 1928. Nos primeiros anos na cidade, morou na casa de uma família espanhola na rua Silva Manuel, atual rua André Cavalcanti, no centro da cidade. Festa no Centro Gallego. 1918. Revista Fon Fon. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ Reunião e baile na Beneficência Hespanhola. 1924. Revista da Semana. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. Reunião na Casa de Cervantes. 1925. Revista da Semana. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. Casamento de Villarino Revista Vida Doméstica. 1928. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ Seu primeiro emprego foi de ajudante de garçom na então famosa confeitaria Alvear & Cia. Situada no número 118 (em outras fontes, 114) da elegante Avenida Rio Branco, perto do antigo prédio do Jornal do Brasil. A Casa Alvear era frequentada pela elite da capital, que gostava de comparecer ao chá das 5 horas. Também era o ponto das melindrosas e dos almofadinhas, que se refrescavam com os sorvetes da casa. A coluna Tópico do Dia, do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, descrevia o ambiente da casa em 1916: “o Alvear tornou-se um pon to de encontro das rodas que procuram ser elegantes (cousa aliás que nem sempre se consegue). Assim, ficará na história da cidade como o Carceller, os Castellões, o Paschoal e a Colombo, cada um representando uma quadra social e dos costumes de uma época.” O escritor e jornalista Benjamim Costallat, frequentador da confeitaria naqueles “anos loucos", lembrava bem do jovem Villarino. Costallat, que ganhou um artigo na Revista do Villa, gostava de tomar o sorvete Melle Cinema, batizado em homenagem ao seu romance decadentista. Já com seus 59 anos, em 1956, o escritor lembrava de como pagava o serviço do “rapazote espanhol sorridente e trabalhador” com gorjetas generosas. Interior da confeitaria e sorveteria Alvaer. 1919. Semanário Fon Fon. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. Confeitaria e sorveteria Alvaer. 1919. Semanário Fon Fon. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. Costallat. 1922. Revista Souza Cruz. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. Villarino começa sua vida empresarial com o comércio de doces, chocolates e guloseimas – uma bombonière. Em acordo com os donos da casa Alvear, montou uma vitrine numa das portas da confeitaria. Era o ano de 1924. Após 3 anos de vendas e lucros, abriu o Café Acadêmico Limitada, localizado na rua do Catete, n.º 236, esquina da antiga rua Carvalho Monteiro, atual rua Arthur Bernardes, de frente para a antiga Faculdade Nacional de Direito. Antigo prédio da Faculdade Nacional de Direito. c.1980. Fotógrado desconhecido. Acervo UERJ Esquina de Rua do Catete com Arthur Bernardes. Imagem Google Maps. Da década de 30 até o ano de 1942, entrou e saiu de diversas sociedades, principalmente bares e leiterias. Desfez uma parceria com Oscar Camillo da Silva Ramôa, na firma Camillo & Villarino, em 1934. Foi sócio do Café e Bar Villarino Limitada, em abril de 1935. Em dezembro daquele ano, entrou em sociedade com outros comerciantes na Leiteria Nevada, da rua Bittencourt Silva, n.º 1-B. No ano seguinte, abriu um botequim na rua 13 de maio n.º 41, com capital de 10 contos. Ainda no mesmo ano, sob a firma Montoro & Cia. Limitada, com José Montoro, abriu um botequim na rua da Carioca, n.º 65, com o capital de 65 contos. Na rua 13 de maio, no n.º 48, foi sócio da leiteria L. Villarino & Cia. Limitada, em 1937. Um ano depois, entrou em sociedade de mais um botequim, o Ribeiro & Villarino Limitada, na Avenida Rio Branco, n.º 64. Ao fim, preferiu ficar apenas com as Casas Pardellas, intituladas as “Rainhas do Whisky”, situadas no centro do Rio, na rua da Assembleia n.º 76 (depois, rua México, n.º 148-D) e a outra na rua de São José, n.º 120. E ainda, uma filial na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, esquina com Siqueira Campos. A última whiskeria Pardellas fechou em 1984. O ponto foi vendido para o Banco Itaú, por 500 milhões de cruzeiros. Além das whiskerias, a Casa Villarino, sua preferida, localizada na esquina das avenidas Calógeras e Presidente Wilson. Casa Paredellas. c.1983. Acervo O Globo. A. Bar Villarino. 2026. Foto do autor B. Villarino e João Emídio Ferreira da Silva no Pardellas. Jornal Última Hora.1958. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ A revista Manchete, na coluna Pelas Esquinas da Noite, de meados da década de 1950, pintava um panorama dos bares da Esplanada do Castelo e adjacências. Depois do trabalho, era a hora do “aperitivo”. As opções eram o Juca's Bar, do Hotel Ambassador, com ar-condicionado, e o bar do Hotel Serrador, frequentado por políticos e escritores. Já O Grande Ponto, fornecedores dos carros-restaurante⁶ dos trens da Central do Brasil, ficava na rua Pedro Lessa, n.º 31-A, com filial na rua Graça Aranha, n.º 81-B, era o local dos jornalistas, funcionários públicos, policiais e bicheiros... O Lidador era a parada dos diplomatas e homens de negócios. Licurgo leite, João Condé, Di Cavalcanti, Vinícius de Moraes e Rubem Braga no Juca's. 1951. Jornal das Letras. Fotógrafo desconhecisdo. Acervo BNRJ O Bar Villarino era um deles. Lugar das “doses generosas de whisky”, segundo Costallat. Descrito por seus frequentadores como um bar simples, no fundo de uma casa de comestíveis. Ruy Castro, na resenha que fez para a revista Manchete, em 1990, do seu livro Chega de Saudade, lembra que Vinícius de Moraes formou a dupla com Tom Jobim nas mesas do Bar Villarino, descrito por ele como “bar-mercearia”. Em outro depoimento posterior, em 1983, para a mesma revista, Tom Jobim se recorda de ter encontrado Vinícius de Moraes primeiramente no Clube da Chave, no posto seis. Porém, o encontro oficial foi em 1956, apresentado por Lúcio Rangel, no bar Villarino, “onde todo mundo se reunia no fim do dia, com a desculpa de esperar o trânsito melhorar”. Vinicius de Moraes no Villarino. Fotógrafo desconhecido. Foto de Internet Em meados da década de 1950, o bar Villarino estava na “ordem do dia”. Segundo o tabloide da época, FLAN, o bar era a “nova mania dos intelectuais”. Era o reduto de sambistas, do povo do rádio, do teatro, da política e dos jornais. Juscelino frequentou, assim como Haroldo Barbosa. Ary Barroso dizia fazer parte da “República Independente do Villarino”. A lista de frequentadores famosos era extensa: Sílvio Caldas, Antônio Maria, João Donato, Edu da Gaita, Humberto Teixeira e Vadico, parceiro de Noel Rosa, Fernando Lobo, Sérgio Porto, Paulo Mendes Campos, Flávio de Aquino, Simeão Leal e o poeta John dos Passos, Millôr Fernandes, Lúcio Rangel, Aloísio Oliveira e Luís Jatobá. Em 1953, foi criada a Construtora e Imobiliária Villarino, com endereço na rua México, n.º 148, sobreloja. Diversos empreendimentos na zona sul do Rio foram vendidos pela firma. Construtora e imobiliária Villarino. 1955. Correio da Manhã. Arte do Jornal. Acervo BNRJ. A fortuna de Villarino começou a ser notada pelos jornalistas quando comprou o prédio do Cine Metro, do Passeio Público, dos herdeiros da família Armbrust, por 51,5 milhões de cruzeiros, em meados de 1956. Segundo o próprio Villarino, pagou 20% à vista e o restante, incluindo os juros, no prazo de 4 anos. Por ocasião da compra do edifício, o colunista do jornal Última Hora, Edmar Morel, em uma coluna de junho de 1956, o entrevistou e o descreveu da seguinte forma: “(...) um sujeito simpático. Não tem cara de milionário, tampouco de espanhol. Parece muito mais um professor catedrático, muito experiente e senhor de si”. O depoimento descrito linhas acima, de Costallat, é dessa época. Surpreendido, escreveu o artigo “O Homem que comprou o Metro”, no Jornal do Brasil. Cine Metro, ao centro. 1939. Recorte da Vista aérea do Passeio Público. Acervo Museu Aerospacial e Brasiliana Fotográfica. Villarino. Jornal Última Hora. 1956. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ Mas o grande salto foi dado em 11 de dezembro de 1962. Em uma assembleia de acionistas, realizada na rua Araújo Porto Alegre, n.º 56, sobreloja, com a presidência de Eugênio Gonzalez Villarino, reuniram-se a diretoria e os acionistas do Banco Bhering S/A. A diretoria do velho banco achou por bem aumentar o capital de 15 milhões de cruzeiros para 40 milhões, representados por 1000 ações ordinárias e ao portador. Ficou acertado que o banco passaria a se chamar Banco Villarino S/A. Luiz Villarino entrou com o aporte de capital de CR$ 7.249.500,00, representados por 14.499 ações, sendo eleito presidente do banco. Provavelmente, a primeira agência foi inaugurada em julho de 1963, na rua das Laranjeiras, n.º 197-A. No ano seguinte, foi aberta a nova matriz, na rua México, n.º 148, lojas C e D, esquina com a Avenida Almirante Barroso. No 3.º aniversário da sociedade, a Tijuca ganhou uma agência, na rua Haddock Lobo, n.º 332. A 4.ª agência bancária foi aberta no bairro de Copacabana, na rua Barata Ribeiro, n.º 255-B. Infelizmente, em abril de 1971, os acionistas e a diretoria acharam conveniente passar o negócio adiante. A instituição foi incorporada pelo banco Bradesco, em mais um capítulo da longa e antieconômica concentração bancária brasileira. Logomarca Banco Villarino S.A. Correio da Manhã. 1964. Arte do jornal. Acervo BNRJ. Nova Agência em Copacabana. 1968. Correio da Manhã. Arte do jornal. Acervo BNRJ Diretoria do Banco Villarino entregando cheque ao jorgador Espanhol do C.R. do Flamengo pelo título de 1963. Última Hora. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ. No biênio 1967-1968, foi agraciado pelo presidente Costa e Silva com a Medalha de Honra da Ordem do Mérito do Trabalho, com cerimônia que contou com a presença do ministro Jarbas Passarinho, no Ministério do Trabalho, no bairro Castelo. No ano seguinte, ganhou a Medalha de Grande Comendador da Espanha, concedida pelo General Francisco Franco, e o título de Cidadão Carioca. Villarino recebe de Jarbas Pasarinho a Ordem do Mérito do Trabalho. 1967. Correio da Manhã. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ Em 1968, foi a vez do tradicional Itajubá Hotel, na rua Álvaro Alvim, juntar-se às Organizações Villarino. O Edifício Brasil, onde fica instalado o hotel, já era de propriedade do grupo. O prédio foi inaugurado em 1928 e foi por algum tempo, quando o local se chamava “quarteirão-Serrador”, o maior arranha-céu do Rio. Villarino resolveu manter aberto o empreendimento. Declarou, ao jornal Diário de Notícias: “(...) não iríamos deixar no desemprego toda essa gente que há longos anos, decididamente, presta seus serviços à firma e também não seríamos justos se privássemos a Guanabara de um dos seus mais tradicionais hotéis”. Os paulistas, com razão, costumam festejar seus grandes empreendedores, muitos deles estrangeiros. No Rio de Janeiro, ainda é preciso resgatar a memória dos que suaram para construir a segunda maior economia do país. No depoimento a Edgar Morel, de 1956, Villarino disse que se achava um sortudo, pois teria ganhado três vezes na loteria, numa delas pelo bilhete n.º 4.795. Na verdade, a sorte é fruto do trabalho duro. O galego e tricolor Luiz Villarino Perez faleceu no dia 8 de novembro de 1983. Cariocas Honorários de 1971. Auditório do O Globo. 1971. Arte do jornal. Acervo o Globo. Luiz Villarino recebe o título de Carioca Honorário.1971. O Globo. Acervo O Globo. Itajubá Hotel. 1928. Jornal A Manhã. Fotógrafo desconhecido. Acervo BNRJ.. Luiz Villariño Perez. O Globo. 1971 - Fotógrafo desconhecido. Acervo O Globo. *BNRJ = Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; *Este é um artigo revisado e ampliado do original de fevereiro de 2021 Flavio Santos

  • Visto por mais de 50 mil pessoas em São Paulo, o espetáculo ‘Senhora dos Afogados, do Teatro Oficina, chega ao Rio de Janeiro para a Semana de Arte do Rio

    Após grande sucesso de crítica e público, o Teatro Oficina leva ao Rio o espetáculo ‘Senhora dos Afogados’, de Nelson Rodrigues, com direção de Monique Gardenberg ‘Senhora dos Afogados’ Escrita em 1947, é um mergulho denso no inconsciente familiar – uma tragédia brasileira em forma e espírito, marcada por paixões, desejos proibidos e morte. ‘Senhora dos Afogados’ nos mostra uma sociedade à beira do colapso. A montagem do Teatro Oficina, com direção de Monique Gardenberg, chega ao Rio no dia 18 de setembro e fará 10 apresentações, até 3 de outubro, no Ação e Cidadania, na Gamboa. Nelson Rodrigues, como dizia Zé Celso, “é um artista dionisíaco, que estupra todas as máscaras sociais no cosmo da vida como ela é”. Ele é “um outro”, para lá do bem e do mal, tão imenso quanto Shakespeare, Rimbaud e Oswald de Andrade. “Monique é uma parceiraça, nos conhecemos em 1994 quando levou a nossa montagem de ‘Hamlet’ para o Rio, no Parque Lage, e sempre se manteve ligada ao Zé Celso. 30 anos depois, quando voltávamos do crematório após a morte do Zé, Monique perguntou o que iríamos fazer depois da montagem da ‘Queda do Céu’, o projeto que Zé estava trabalhando na adaptação. Foi aí que falei que seria filmar ‘Senhora dos Afogados’ e, na hora, saiu a pergunta se ela topava dirigir. Topou, e a direção da Monique é sensacional, com um processo completamente diferente do que estávamos acostumados. A mistura que ela faz do teatro com cinema, e nós acostumados à câmera em cena, deu muito certo”, conta Marcelo Drummond. Nesta encenação, o espaço cênico é atravessado por elementos audiovisuais, trilha original e climas sensoriais. Um coro recorrente de “putas do cais” evoca Zé Celso e sua montagem operística reforça o clima alucinatório da narrativa. ‘Senhora dos Afogados’ Ambientada em uma casa à beira-mar, onde o oceano é mais que cenário – é extensão simbólica da psique familiar – a peça propõe um mergulho nos limites entre realidade e delírio, desejo e culpa. A casa, impregnada de sal, luto e memória, torna-se um organismo vivo: muda como as marés, ecoa as vozes silenciadas e revela as camadas subterrâneas de uma família dilacerada e uma sociedade hipócrita. No centro da trama está Misael (Marcelo Drummond), juiz assombrado por segredos que emergem das profundezas do passado. Ao seu redor, giram personagens tomados por impulsos inconfessáveis: Moema (Lara Tremouroux), a filha intensa, e Eduarda (Leona Cavalli), esposa e figura central de uma dinâmica familiar marcada por moralismo, poder e ressentimento. “Fazer ‘Senhora dos Afogados’ no Rio é especial, um mergulho ainda maior nas águas profundas do universo de Nelson Rodrigues. Ao mesmo tempo em que celebramos a continuidade do Teatro Oficina, com essa direção de Monique Gardenberg homenageando Zé Celso; num grande encontro de atores e atrizes que trabalharam com ele”, afirma Leona Cavalli. Senhora dos Afogados é um espetáculo que convida o público a encarar seus próprios abismos. Semana de Arte do Rio Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá mais de dez festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea. CRÍTICAS: https://blog.bobsousa.com.br/orgia-dionisiaca-no-mar-revolto https://escritosdevagner.wordpress.com/2025/05/06/senhora-dos-afogados-fascinio-perplexidade-e-catarse-es-crita/ https://deusateucombr.wordpress.com/2025/05/05/senhora-dos-afogados-por-marcio-tito/ SERVIÇO: Local: Ação e Cidadania (Rua da Gamboa, 246 – Santo Cristo) Datas: Setembro – 18, 19, 20, 24, 25, 26, 27 | Outubro – 01, 02 e 03 Horários: Sessões às 19h | Domingos às 17h Duração: 150 minutos (com intervalo) Classificação indicativa: 16 anos Capacidade: 495 lugares Ingressos: R$120,00 (inteira) | R$60,00 (meia) Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/125561 FICHA TÉCNICA: Família Drummond Misael Drummond – Marcelo Drummond Dona Eduarda – Leona Cavalli Dona Marianinha – Regina Braga Moema – Lara Tremouroux Paulo – Kael Studart Dora – Zizi Yndio Clarinha – Larissa Silva Vizinhas Cristina Mutarelli, Giulia Gam, Michele Matalon e Lígia Cortez Cais Noivo – Roderick Himeros Mãe do Noivo – Sylvia Prado Dona do Puteiro – Selma Paiva Vendedor de Pentes – Marcelo Dalourzi Sabiá – Alexandre Paz Mulheres da Vida Danielle Rosa, Kelly Campêllo, Larissa Silva, Mariana de Moraes e Zizi Yndio do Brasil Michês Tony Reis e Victor Rosa Banda Carlos Eduardo Samuel, Felipe Botelho e Pedro Gongom Realização: Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona Texto: Nelson Rodrigues Direção e Trilha Sonora: Monique Gardenberg Direção de Vídeo: Igor Maros Dumont e Ciça Lucchesi Arquitetura Cênica: Marília Piraju Figurino: Cássio Brasil Visagismo: Sonia Ushiyama Souto Desenho de luz: Pedro Felizes e Sarah Salgado Direção Musical: Felipe Botelho Direção de Movimento: Marcia Rubin Direção de Cena: Elisete Jeremias e Rafael Bicudo Desenho e Operação de Som: Camila Fonseca Adereços e Objetos: Abmael Henrique Máscaras Vizinhas: Ricardo Costa Direção de Produção: Tati Rommel Produção: Ana Sete e Filipe Fonseca Produção executiva: Anderson Puches Ass. de Direção: Maria Borba 2o Ass. de Direção: Anderson Moreira Sales e Vinícius Tardite Câmera ao vivo: Igor Maros Dumont Operação de luz: Victoria Pedrosa e Monise Pedrosa Assistente de som: Clevinho Ferreira Contrarregra: Uirá Clemente Assistente de maquiagem: Erica Gabi e Cleiton Almeida Camareira: Cida Melo Assistente de camareira: Yaminah Olubunmi Identidade visual e programa: Igor Maros Dumont Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação Coordenação Acervo Oficina: Elisete Jeremias Guardiã Figurinos / Acervo Oficina: Cida Melo Arquivo Acervo Oficina: Thaís Sandri Montagem Rio de Janeiro Produção: Maria Borba e Ciranda de 3 trupe Sonorização: 220 Decibéis Montagem de luz: LPL Espaço cênico: P&G e Cenostage Coordenador de montagem: Ney Silveira Apoio Cultural: P&G, Cenostage, On Projeções e LPL Realização: Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro e Semana de Arte e Cultura do Rio de Janeiro Alex Varela

  • Verônica Ferriani e Alfredo Del-Penho celebram 20 anos de amizade em show dedicado a Cartola no Dolores Club

    Após duas décadas de amizade e afinidade musical, Verônica Ferriani e Alfredo Del-Penho se encontram no palco para celebrar a poesia e a obra de Cartola. “Verônica Ferriani & Alfredo Del-Penho Cantam Cartola” - Divulgação Duas décadas de amizade, afinidade musical e uma paixão compartilhada pelo samba estão na origem do encontro de Verônica Ferriani e Alfredo Del-Penho no palco do Dolores Club, no Centro do Rio. Na quinta-feira, 10 de setembro, os dois apresentam o espetáculo “Verônica Ferriani & Alfredo Del-Penho Cantam Cartola”, dedicado à obra de um dos maiores compositores da música brasileira. O show começa às 20h30. Ingressos a partir de R$ 40. Abertura da casa às 19h. Verônica e Alfredo se conheceram há 20 anos, em meio à efervescência cultural carioca, e desde então construíram uma amizade atravessada pelo samba. Embora tenham se encontrado musicalmente diversas vezes ao longo desse período, esta será a primeira vez que dividem o palco em um projeto concebido especialmente para os dois. A escolha de Cartola como ponto de encontro não é por acaso: suas canções sempre estiveram presentes no repertório individual dos artistas. No palco, eles propõem um mergulho por diferentes caminhos da obra do compositor, combinando algumas de suas criações mais conhecidas a canções menos presentes nos repertórios habituais. “O Mundo é um Moinho” e “As Rosas Não Falam” aparecem ao lado de pérolas como “Basta de Clamares Inocência” e “Pedem Socorro”, revelando diferentes nuances de um cancioneiro marcado pela poesia, pela delicadeza melódica e por um olhar singular sobre o amor e a vida. O encontro também aproxima duas trajetórias que se desenvolveram de forma independente ao longo dessas duas décadas. Verônica Ferriani e Alfredo Del-Penho construíram carreiras próprias na música brasileira, com discos, shows e projetos que mantêm forte diálogo com o samba e a canção popular. Agora, transformam a afinidade cultivada ao longo dos anos em um espetáculo conjunto. Serviço: Dolores Club R. do Lavradio, 10 – Centro – RJ Verônica Ferriani & Alfredo del Penho cantam Cartola Data: quinta-feira, 10 de setembro, às 20h30. Abertura da casa às 19h. Ingressos: a partir de R$40. Contato: (21) 96550-0002 (WhatsApp) e faleconosco@rioscenarium.com.br Programação e ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/doloresclub/ Mais informações: www.rioscenarium.com.br / @rioscenarium Teresa Tavares - Arteiras

  • Rock in Rio 2026: As estrelas não estavam apenas no palco

    Entre música, estilo e personalidade, a Cidade do Rock também foi palco para quem sabe fazer presença Marcinha Veríssimo Na segunda-feira, 7 de setembro, no Rock in Rio, teve show de todo tipo. No palco, os grandes cantores. Fora dele, nossos amigos, que não deixaram por menos e fizeram da Cidade do Rock seu próprio desfile. Porque tem gente que vai ao festival para ver o show — e tem gente que acaba virando parte dele. Com Marcinha Veríssimo (em destaque) o Rock in Rio recebeu suas verdadeiras estrelas, e elas não estavam apenas no palco. Veja quem passou por lá: As irmãs Tamborindeguy: Alice e Narcisa As Marias Matarazzo: Carolina e Antônia - fotos de divulgação e acervo pessoal Maria Geyer e Marcinha Veríssimo - fotos de divulgação e acervo pessoal Regina Célia Pereira, como sempre aproveitando a vida - fotos de divulgação e acervo pessoal Vinícius Bertolli - fotos de divulgação e acervo pessoal Cesar Gabriel de Almeida

  • Entrevista: Marcello Carvalho, cantor e compositor

    Marcello Carvalho é cantor e compositor independente, movido pela paixão pela música e pela inspiração que encontra na positividade, na força e na resiliência. Desde sua primeira composição, criada a partir de um sonho, não parou de compor e experimentar diferentes ritmos. Ao longo de sua trajetória, participou de entrevistas na Super Rádio Tupi e na Rádio Costa Verde, além de ter sido escolhido como Artista Independente do Dia na Rádio Roquette Pinto, que apresentou duas de suas músicas. Seu samba “A Lua Clareia o Mar” também integrou a programação da Rádio Costa Verde por dois meses. Atualmente, Marcello busca novas oportunidades profissionais, parcerias, empresário e gravadoras. Entre seus trabalhos mais recentes está “Rio de Janeiro”, um samba em homenagem à cidade, pensado também para campanhas publicitárias e projetos da temporada primavera/verão. Marcello Carvalho - Divulgação 1 - Como Cantor Independente deu Entrevista em algumas rádios e participação, sendo artista do dia. Fale sobre esta experiência. A Rádio Tupi foi a primeira a me descobrir como artista da música. Depois veio a Rádio Roquete Pinto, onde fui o artista independente do dia. Falaram muito bem de mim e colocaram algumas de minhas músicas na programação daquela manhã. A Rádio Costa Verde colocou minha música " A LUA CLAREIA O MAR" durante 2 meses diariamente. Tive participação em podcast. Música: A LUA CLAREIA O MAR 2- A tua Música “Joia Rara” foi elaborada depois de um sonho? Conte como foi esta inspiração? Sempre gostei de música, mas ainda não sabia que tinha habilidade para compor. Acredito que o sonho que tive foi aflorado pela maneira que conduzo minha vida com amor no coração e minha musicalidade. Após este fato, fiz treze músicas em três meses. Logo fui convidado pela Rádio Tupi para dar entrevista, contando como tudo aconteceu e colocaram " JOIA RARA " no ar. Hoje possuo 57 músicas em diversos estilo musical. Música : Joia Rara (Inspirada em um inusitado Sonho real) 3 - Conte seus Sonhos e projetos com a música... o que almeja dentro desse campo Musical? Meu sonho é ser descoberto por um empresário/investidor da música; uma gravadora ou colaboradores. Recebo muitos elogios pelo meu trabalho Música: RIO DE JANEIRO 4 - Atualmente já tem alguma gravadora, estúdio ou alguma estrutura dentro deste mundo da música? Ainda não. Aguardo com essas participações em Rádios; podcast e agora na Revista do Villa, aconteça uma parceria com Empresário/ investidores da música; gravadoras; colaboradores, para que alavanque minha carreira. Música: O TEU AMOR É UMA CACHAÇHA 5 – Teve algum convite para participação de Eventos para show? Por enquanto, somente em ambientes particulares. Aguardo que receba apoio para que possa me estruturar com músicos. Minhas gravações são feitas pelo meu produtor musical, que é multi instrumentista. Música: A TRANSFORMAÇÃO 6- Deixe uma mensagem positiva para o leitor (a) nesta composição Musical. Nunca desistam dos seus sonhos. Tenha sempre perseverança e acreditem em Deus. Espero que minhas músicas, levem mensagens do bem para todos ouvintes. Muito obrigado a todos e fiquem em paz. Marcello Carvalho - Acervo pessoal João Paulo Penido

  • Nando Phadho celebra os 100 anos de um dos maiores compositores do mundo no dia 10 de outubro, no Teatro J. Safra

    Protagonista de superproduções da Broadway montadas no Brasil, como “Les Misérables”, “O Fantasma da Ópera” e “A Bela e a Fera”, celebra o centenário de um dos maiores compositores do mundo. Nando Phadho – 100 Anos de Tom Jobim Idealizado pelo produtor musical Fran Carlo, espetáculo estreia no dia 10 de outubro no Teatro J. Safra, em São Paulo, trazendo tocantes releituras de clássicos do maestro. Nando Pradho - Crédito fotográfico: Priscila Tessarini "Com composições que transitam entre o popular e o erudito, Tom Jobim sempre foi um artista de vanguarda. “Antônio Brasileiro” também é universal. Por isso, sua obra não é um campo sagrado; ela é um convite a releituras à altura da grandeza do maestro. Assim, nasceu o show “Nando Pradho – 100 Anos de Tom Jobim”, que marca o centenário de Tom Jobim (1927-1994), um dos maiores compositores do mundo. Estrelado por Nando Pradho, importante nome dos musicais no Brasil, esse concerto especial estreia no dia 10 de outubro, no Teatro J. Safra, em São Paulo. O repertório faz um passeio pelas diversas fases da carreira de Jobim, desde o nascimento da Bossa Nova, da qual é um dos fundadores nos anos 1950, até o icônico disco “Edu & Tom”, de Edu Lobo e Tom Jobim, de 1981. Inclui clássicos como “Se Todos Fossem Iguais a Você”, “Luiza”, “Pela Luz dos Olhos Teus”, “Só Tinha Que Ser com Você”, “Águas de Março”, “Eu Sei Que Vou Te Amar”, “Insensatez”, “Garota de Ipanema” e “Chega de Saudade”, entre outros. “Nando Pradho – 100 Anos de Tom Jobim” - Divulgação O show é idealizado e dirigido pelo experiente produtor musical Fran Carlo, responsável também pelo bem-sucedido “Concerto Para Pixinguinha”, com a cantora Vânia Bastos e o contrabaixista e arranjador Marcos Paiva – que estreou em 2013 e, três anos depois, deu origem ao disco homônimo. “O objetivo do espetáculo é fazer o experimento de tirar uma voz já consagrada dos musicais e fazê-la mergulhar na obra de Tom Jobim”, afirma Fran Carlo. Com 20 anos de carreira, Nando Pradho foi protagonista de cinco superproduções da Broadway montadas no Brasil e no México, incluindo “Les Misérables”, “O Fantasma da Ópera” e “A Bela e a Fera”, além de ter participado de musicais como “Chicago” e “Victor Victória”. Agora, sua voz de tenor dramático estará a serviço da obra de Jobim, transformando-se em um canto de entrega e sentimento. “É hora de trabalhar nos detalhes da delicadeza do universo de Tom Jobim”, diz o cantor. “Ele foi um mestre na arte de conectar a composição melódica a cada palavra dita na letra.” Multi-instrumentista, Nando Pradho vai revisitar esse repertório afetivo – para ele e para o público –, adicionando seu sax e alguns detalhes de flauta, o instrumento que Jobim também tocava. Também ator, dublador e artista plástico, Pradho cresceu ouvindo artistas como Noel Rosa e o próprio Jobim graças a seu pai, a quem o cantor reconhece como o responsável por sua cultura musical. “Em casa, quando criança, MPB e jazz estavam presentes sempre que meu pai estava lá. Me lembro como se fosse hoje o momento em que recebi a notícia do falecimento de Tom. Senti demais”, conta. Por isso, interpretar a obra jobiniana era um antigo sonho seu. “Essa oportunidade de trabalhar com Fran torna isso possível e viável, pois eu não faria sem que houvesse o capricho e o cuidado que essa obra merece e exige.”" Serviço: Nando Phadho – 100 Anos de Tom Jobim Duração: 75 min. Recomendação: Livre Gênero: Musical Data: 10 de outubro, sábado, às 20h Ingressos: a partir de R$ 60 Ingressos online: https://www.teatrojsafra.com.br/espetaculo.html?id=619 Bilheteria Quartas e quintas – 14 às 21h Sextas, Sábados e Domingos – 14h até o horário dos espetáculos Aceita os cartões de débito e crédito: Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard. Não aceita cheques. Telefone da bilheteria: (11) 3619 3183 Teatro J. Safra | 627 lugares Endereço: Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda - São Paulo – SP Telefone: (11) 3611 3042 e 3611 2561 Abertura da casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do Teatro. Acessibilidade para deficiente físico Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 40,00 Tom Jobim - Arquivo pessoal SOBRE TOM JOBIM Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 1927. Sua genialidade como pianista e compositor redefiniu a identidade musical do Brasil, transformando-o em um dos maiores expoentes da música mundial. Sua técnica ao piano, marcada pela economia de notas e elegância harmônica, tornou-se a base de sustentação para a revolução que estava por vir. Na década de 1950, ao lado de parceiros fundamentais como Vinicius de Moraes, fundou as bases da Bossa Nova. A parceria com o "Poetinha" gerou hinos eternos, como “Garota de Ipanema”, mas a internacionalização de sua obra o levou além. Morou em Nova York (EUA), período em que levou a música brasileira para fora das nossas fronteiras. Sua genialidade atraiu os maiores astros do jazz e do pop mundial: foi gravado pela lendária Ella Fitzgerald e fez parceria com “A Voz” Frank Sinatra no histórico álbum “Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim” (1967). Entre seus discos mais importantes estão “The Composer of Desafinado, Plays” (1963), “Wave” (1967) e “Urubu” (1976). Nos anos 1970, o maestro eternizou outro capítulo de ouro da MPB ao lançar o aclamado álbum “Elis & Tom” (1974), divisor de águas que uniu a sofisticação de seus arranjos à interpretação visceral de Elis Regina. Em 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos, Tom Jobim morreu em Nova York (EUA), após sofrer uma parada cardíaca enquanto se recuperava de uma cirurgia na bexiga. Nando Pradho - Crédito fotográfico> Sergio Santoian SOBRE NANDO PRADHO Nascido em 14 de outubro de 1978, em São Paulo, desde muito jovem, o cantor demonstrou grande talento e paixão pelas artes. De tanto ouvir jazz na infância, por causa de seu pai, o timbre do saxofone foi o que mais o interessou. Aos 13 anos, estudava de 6 a 8 horas por dia; aos 14, já dava aulas em duas escolas e em casa. Passou a se apresentar em diversas casas noturnas, onde começou a construir seu nome na cena musical. Sua versatilidade e habilidade em diferentes áreas artísticas o destacaram rapidamente. Tornou-se um dos pioneiros de musicais no Brasil, no início dos anos 2000, em uma época em que não havia escolas de formação de artistas para esse tipo de espetáculo. Em 2017, decidiu expandir seus horizontes e mudou-se para o México, onde continuou sua carreira artística. Foi protagonista de cinco superproduções da Broadway, montadas no Brasil e no México: “Les Misérables” (Brasil, 2017/México, 2018/19); “Jekyll & Hide” (Brasil, 2010); “Miss Saigon” (Brasil, 2007/2008); “O Fantasma da Ópera” (Brasil, 2005/2006); e “A Bela e a Fera” (Brasil, 2003) – além de participar de outras produções. Na televisão, atuou em “Cúmplices de um resgate”, no SBT, e na novela “A Favorita”, na Globo. No cinema, fez a dublagem dos personagens Gaston, em “A Bela e a Fera” (2017), e Ernesto de la Cruz, em “Viva” (2018). Flavia Fusco

  • Regina Ribeiro: quando o movimento se transforma em conexão

    Artista amplia sua atuação para além dos palcos e cria pontes culturais entre Brasil, Europa e África Regina Ribeiro - Divulgação Dança é movimento e Regina Ribeiro traduz bem isso. Aos 60+, a bailarina, atriz, jornalista, produtora cultural e empresária vive a fase da carreira, marcada pela expansão internacional e pela criação de projetos que aproximam arte, cultura, empreendedorismo e diferentes países. Se os palcos foram durante décadas o principal território de sua atuação, hoje Regina amplia esse espaço. Brasil, Itália, Portugal e Nigéria estão entre os países que fazem parte de sua agenda de projetos, intercâmbios e novas parcerias. Entre os próximos compromissos está o “Euro Brasil - Laços em Movimento” Intercâmbio Cultural, marcado para 17 de setembro, no Restaurante Casa do Ninho, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. A proposta une cultura, networking e negócios em um encontro voltado à criação de conexões entre empreendedores e profissionais interessados em ampliar sua atuação nas relações Brasil–Europa. A agenda internacional também inclui novas ações entre Brasil e Portugal e uma viagem à Nigéria, onde Regina atua como embaixadora da Goodness Ballet Dance Academy. A proposta é promover intercâmbio de conhecimentos e experiências na dança, fortalecendo a presença brasileira em iniciativas culturais internacionais. Outro projeto no horizonte é a realização do Troféu Regina Ribeiro em Lisboa, prevista para setembro de 2027. Criada no Brasil pela própria artista, a premiação passa agora a ganhar uma dimensão internacional, reconhecendo profissionais e personalidades de diferentes áreas. Cultura que cria pontes A internacionalização da carreira, entretanto, não é apenas um plano para o futuro. Ela já começou a acontecer. Somente neste ano, Regina firmou uma parceria de intercâmbio cultural entre Brasil e Itália voltada à divulgação da tarantella, em conjunto com seu partner, o bailarino Romilton Santana. A programação reuniu apresentações de dança, palestras e gastronomia típica, além da presença do cônsul da Itália e do presidente do Museu da Imagem e do Som (MIS). Organizada por Alfredo Apicella, a iniciativa também abriu espaço para novos projetos sociais e culturais. Regina estabeleceu ainda uma parceria com a Academia Cultural de Letras, Arte e Ciências Internacional, com o objetivo de desenvolver iniciativas voltadas à cultura nacional e internacional. A artista também foi homenageada pela instituição. No Brasil, o reconhecimento acompanha essa nova fase. Em 24 de agosto, Regina recebeu uma homenagem na Sala Cecília Meireles, concedida pelo Instituto Soberana Ordem dos Heróis da Sociedade Nacional e Internacional. Para a artista, homenagens e parcerias fazem parte de um mesmo movimento: reconhecer trajetórias, fortalecer a cultura e criar novas possibilidades de conexão. Uma trajetória construída nos palcos A capacidade de criar novos caminhos é sustentada por uma carreira construída ao longo de décadas. Formada pela Escola de Dança Maria Olenewa, Regina foi bailarina principal do Corpo de Baile da Cidade de Niterói e conquistou o primeiro lugar na audição para o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde se destacou em solos e primeiros papéis. Sua trajetória, porém, nunca ficou restrita à dança. Formada em teatro pela Escola Leonardo Alves, trabalhou com Bibi Ferreira no espetáculo Bibi In Concert 2, em turnê pelo Brasil. Na televisão, destacou-se como coreógrafa da TV Record e participou do programa Gospel Line, ao lado de Mara Maravilha. Também participou do curta-metragem Pierrot e Colombina, dirigido pelo cineasta Fernando Félix. Depois de 36 anos de dedicação à dança, Regina decidiu encerrar um ciclo de sua trajetória nos palcos do Theatro Municipal. O movimento continua Entre homenagens, intercâmbios, premiações e novos projetos, Regina Ribeiro vive uma nova etapa sem abandonar aquilo que esteve no centro de sua vida: a dança. A bailarina que construiu sua carreira nos grandes palcos hoje também circula por salas de aula, projetos culturais, eventos empresariais, iniciativas sociais e encontros internacionais. Itália, Portugal e Nigéria fazem parte dos novos caminhos que se abrem diante dela. No Brasil, continuam os projetos, as apresentações e as ações de reconhecimento. Os 36 anos dedicados ao Theatro Municipal, portanto, não aparecem como um ponto final, mas como a base para uma nova fase. Porque, para Regina, a dança nunca foi apenas movimento do corpo. É movimento de ideias, de pessoas, de culturas e de oportunidades. E é justamente nesse movimento que ela encontra novas formas de criar conexões. A dança só muda de palco e Regina Ribeiro continua em movimento. Nando Andrade

  • Mimo Festival 2026: Rio de Janeiro recebe uma das mais potentes edições do Mimo Festival

    Rio de Janeiro recebe uma das mais potentes edições do Mimo Festival Com grandes nomes da música brasileira e internacional, o evento reúne artistas do Brasil, Mali, Costa do Marfim, Portugal e Estados Unidos em uma programação gratuita marcada por encontros singulares, diversidade, histórias e diferentes territórios. Nos dias 19 e 20 de setembro, o MIMO Festival realiza sua 9ª edição no Rio de Janeiro, integrando a programação da Semana de Arte do Rio, com o patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro. O evento conta com 8 shows e DJ sets e 15 filmes em dois dias de programação gratuita. O festival volta ao Circo Voador, na Lapa, um dos mais importantes espaços de espetáculos da cidade e, em paralelo, o Festival MIMO de Cinema chega ao histórico Cine Santa Teresa, primeiro cinema do bairro e um dos últimos cinemas de rua remanescentes da cidade. No sábado, 19 de setembro, o palco do Circo Voador recebe Tiken Jah Fakoly, da Costa do Marfim, uma das grandes vozes do reggae mundial; Fernanda Abreu, com a celebração dos 30 anos de “Da Lata”; e Gabriele Leite, vencedora do Prêmio da Música Brasileira 2026, na categoria Melhor Lançamento Erudito. A noite termina com a norte-americana DJ Reborn, D J oficial de Ms. Lauryn Hill, em um set que atravessa hip-hop, soul, funk e sonoridades da diáspora africana. No domingo, 20 de setembro, Capicua recebe Emicida como convidado especial de seu show, retomando no palco do MIMO uma parceria artística de longa data. A programação traz ainda o Tinariwen, coletivo tuaregue do Mali vencedor do Grammy, e o encontro instrumental entre a pianista brasileira Bianca Gismonti e o violonista português Manuel de Oliveira. “Voltar ao Rio de Janeiro a convite da Prefeitura do Rio, agora para integrar a Semana de Arte do Rio, é uma grande alegria. É uma iniciativa de grandes dimensões, à altura da potência cultural do Rio e do que a cidade merece. O MIMO chega com uma programação forte, reunindo grandes artistas do Brasil e do mundo, e estamos muito felizes em fazer parte desse movimento que coloca a arte e a cultura no centro da cidade” afirma Lu Araújo, idealizadora e diretora do MIMO Festival. Ao longo da trajetória, o MIMO já realizou 66 edições em 16 cidades do Brasil e da Europa, reunindo um público de 2,1 milhões de pessoas. Toda essa plateia não apenas assiste aos espetáculos, mas participa da construção de uma atmosfera de troca, convivência e celebração. Programação Completa Mimo Festival 19 de setembro 20h - Dj Machintal (Brasil) 20h30- Gabriela Leite (Brasil) 21h30- Fernanda Abreu (Brasil) 23h30- Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim) 01h- Dj Reborn (Estados Unidos) 20 de Setembro 18h- Dj Machintal (Brasil) 18h30- Bianca Gismonti & Manuel de Oliveira (Brasil/Portugal) 20h- Capicua /participação especial Emicida (Brasil/ Portugal) 22h- Tinariwen ( Mali) Programação completa Festival Mimo de Cinema 19 de setembro Exibição 16h DISCOTERRA Direção: Gustavo Aquino dos Reis, Daniel Wierman e Arnaldo Robles 30 min | 2025 | Documentário | BA SAMBA DE LATADA Direção: Josildo Sá 27 min | 2022 | Documentário | PE RESSONÂNCIAS Direção: Ana Amélia Arantes 25 min | 2025 | Documentário | MG BREGUERAGEM Direção: Daniel Arcades 17 min | 2026 | Documentário | BA Exibição 18h DUQUE DE CAXIAS, O ALBERGUE DO ROCK Direção: Guilherme Zani 22 min | 2025 | Documentário | RJ BLACK FUTURE, EU SOU O RIO Direção: Paulo Severo 72 min | 2024 | Documentário | RJ Exibição 20h AS TRAVESSIAS DE LETIERES LEITE Direção: Iris de Oliveira e Day Sena 90 min | 2025 | Documentário | BA 20 de Setembro Exibição 16h SAGRADO COMPOR Direção: Henrique Dantas e Marcelo Abreu 23 min | 2023 | Documentário | BA BÁRBARA – A FORÇA DA ANCESTRALIDADE Direção: Edson Spitaletti e Sandro Cácio 15 min | 2025 | Documentário | SP SILÊNCIO NA BOIADA Direção: Luiza Fernandes 20 min | 2025 | Documentário | SP-MA UMA ORQUESTRA NO CONTRABAIXO Direção: Sergio Sbragia 38 min | 2025 | Documentário | RJ Exibição 18h O CARNAVAL É DE PELÉ Direção: Daniele Leite e Lucas Santos 20 min | 2025 | Documentário | PE DONA ONETE – MEU CORAÇÃO NESTE PEDACINHO AQUI Direção: Mini Kerti 90 min | 2025 | Documentário | RJ Exibição 20h APOPCALIPSE SEGUNDO BABY Direção: Rafael Saar 109 min | 2026 | Documentário | RJ Serviço: Mimo Festival Dias: 19 e 20 de setembro Horário: a partir de 20h Local: Circo Voador - R. dos Arcos, s/n - Lapa, Rio de Janeiro Entrada: GRATUITA, POR ORDEM DE CHEGADA. SUJEITA À LOTAÇÃO. Festival Mimo de Cinema Dias: 19 e 20 de setembro Horário: a partir das 16h Local: Rua Paschoal Carlos Magno, 136 - Santa Teresa- Rio de Janeiro Entrada: GRATUITA, POR ORDEM DE CHEGADA. SUJEITA À LOTAÇÃO. Sobre a Semana de Arte do Rio Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea. Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade. Ao integrar festivais, instituições culturais, artistas e agentes do setor em uma programação calendarizada, diversificada e articulada, a iniciativa amplia o alcance das ações culturais, promove a ocupação qualificada dos espaços públicos e reforça a posição do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea. Durante doze dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura. Alex Varela

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