top of page
FB_IMG_1750899044713.jpg

Revista do Villa

Revista do Villa

Revista do Villa

Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Projeto vitivinícola luso-brasileiro leva o Dão ao destaque internacional com 97 pontos da Falstaff

    Foto: divulgação A região do Dão voltou a afirmar-se no panorama internacional do vinho com a distinção atribuída pela revista Falstaff ao Domínio do Açor Vinha Celta 2022. O vinho alcançou 97 pontos e passou a integrar a lista dos melhores vinhos ibéricos com preço inferior a 100 euros, numa publicação considerada referência no setor do vinho e da gastronomia na Europa. O reconhecimento surge num contexto de crescente valorização da vitivinicultura portuguesa pela crítica internacional, num movimento sustentado pela “diversidade de castas autóctones, pela leitura rigorosa do território e pela conjugação entre práticas tradicionais e abordagens contemporâneas de produção”. Instalado no coração do Dão, e segundo apurámos, o Domínio do Açor resulta de um projeto criado para “valorizar o terroir da região, marcado pela altitude, pela proximidade à Serra da Estrela e pelos solos graníticos que caracterizam esta zona vitivinícola do centro de Portugal”, condições naturais que estão na base do perfil dos vinhos produzidos na propriedade. O projeto nasceu da iniciativa de um grupo de investidores brasileiros, oriundos de Belo Horizonte, que optaram por investir em Portugal no setor do vinho, apostando na estabilidade do mercado, na projeção internacional crescente dos vinhos portugueses e no posicionamento estratégico do Dão no segmento premium. Hoje, a equipa conta com brasileiros e portugueses. A enologia está a cargo de Luís Lopes, enólogo da nova geração portuguesa, enquanto a direção técnica e a curadoria do projeto contam com Guilherme Corrêa, sommelier brasileiro com percurso internacional. A abordagem do Domínio do Açor procura uma leitura contemporânea da região, mantendo a ligação às castas e aos métodos tradicionais do Dão. Na análise da Falstaff, Portugal e Espanha são hoje identificados como dois dos países mais dinâmicos da Europa no setor vitivinícola, com oferta diversificada e reconhecimento crescente nos mercados internacionais. A distinção atribuída ao Vinha Celta 2022 insere-se neste enquadramento. Os vinhos do Domínio do Açor estão atualmente presentes em vários mercados externos, entre os quais Brasil, Estados Unidos, Japão, Suíça, Reino Unido, Alemanha e países nórdicos, reforçando a presença internacional do vinho português. “Com esta classificação, o Domínio do Açor consolida a sua posição entre os projetos mais acompanhados da nova geração do Dão e contribui para a afirmação de Portugal no circuito internacional dos vinhos de qualidade. É um orgulho para nós ver que este projeto consegue apresentar ao público produtos de excelente qualidade e reconhecimento internacional”, finalizou Otacílio Soares, um dos sócios-fundadores da vinícola, sediada em Oliveira do Hospital, no coração da região do Dão, uma das mais emblemáticas de Portugal. Recorde-se que o vinho “Encruzado 2023”, da mesma vinícola, também conquistou em maio deste ano a “pontuação máxima” atribuída pela revista portuguesa “Evasões”. Ígor Lopes

  • Entrevista: Professor Dr. Ely Paiva

    Professor Dr. Ely Paiva Historiador, escritor e pesquisador das relações políticas da Primeira República DM – Para começarmos, qual é seu nome completo e como costuma assinar profissionalmente? Poderia também destacar sua formação e trajetória acadêmica? ELY PAIVA: Meu nome completo é Ely Carneiro de Paiva, mas profissionalmente assino como Ely Paiva. Nasci em Uberlândia, em 1965, e atualmente sou professor da Unicamp, na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM). Sou formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), doutor pela Unicamp e pós-doutor pela Polytechnique Montréal, no Canadá. Sou também associado correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS) e autor de dois outros livros. DM – O que motivou a escrita deste novo livro? E por que a inauguração do Palácio do Catete se tornou um capítulo especial? ELY PAIVA: Sou apaixonado por História e, em 2012, escrevi um livro sobre um estelionatário famoso no Rio de Janeiro em 1897. A partir dessa pesquisa, aprofundei-me na história política conturbada daquele ano — marcado por Canudos, atentados e grande instabilidade — e isso me levou a desenvolver este novo trabalho. O Palácio do Catete foi inaugurado pelo vice-presidente Manoel Vitorino, em fevereiro de 1897, durante os quatro meses em que Prudente de Morais esteve afastado por questões médicas. Vitorino, acreditando que Prudente talvez não retornasse, realizou uma reforma caríssima e promoveu uma festa grandiosa, com quase mil convidados. Ele era um homem vaidoso, apaixonado por holofotes e cerimônias, ao contrário do discreto Prudente. Consegui reunir detalhes preciosos sobre essa inauguração analisando jornais da época — informações que não aparecem em outros livros sobre o Catete. Curiosamente, o mesmo Manoel Vitorino seria posteriormente acusado de envolvimento no atentado contra Prudente, ocorrido em dezembro daquele mesmo ano. DM – Como foi o processo de pesquisa histórica? Houve descobertas marcantes ou revelações inesperadas ao longo desses anos? ELY PAIVA: Pesquisei durante dez anos, principalmente em fontes primárias como jornais e documentos oficiais. Entre as descobertas mais relevantes, localizei um depoimento inédito de Prudente de Morais, aparentemente desconhecido da historiografia. Nele, o presidente fala sobre aquele momento de polarização da República. Esse material foi publicado em novembro de 1901 em dois jornais distintos — um paulista e outro carioca. O jornalista Carlos de Laet acusou Prudente de ter as “mãos sujas de sangue” por não ter reprimido atentados cometidos contra monarquistas no início de 1897, o que teria culminado no ataque à sua própria vida. Prudente respondeu com quatro justificativas, que depois foram contestadas uma a uma por Laet — e tudo isso está analisado no livro. Outra surpresa foi o comportamento ambíguo de Bernardino de Campos, que alternava apoio entre republicanos radicais e moderados. Embora fosse ministro de Prudente, repassava informações aos jacobinos e evitou a condenação de radicais envolvidos na morte de um jornalista monarquista. E permanece ainda um mistério o real nível de envolvimento do vice-presidente Manoel Vitorino no atentado — se foi conivente, cúmplice ou participante direto. DM – O que o público pode esperar do lançamento no Rio de Janeiro? Haverá programação especial? ELY PAIVA: Espero um público interessado em política, história e no fascinante universo do Rio Antigo. O livro traz muitas passagens sobre a vida na cidade no final do século XIX, incluindo um capítulo curioso sobre o “fantasma das Laranjeiras” — um episódio que mobilizou multidões após ser divulgado nos jornais, tornou-se assunto nacional e até tema de Carnaval. Haverá sessão de autógrafos na Livraria da Travessa, em março, no Rio de Janeiro, em um lançamento duplo com outro título da nossa editora Ayran. Provavelmente teremos também um bate-papo com os leitores. Já realizamos um pré-lançamento em Campinas, no dia 15 de novembro. DM – Como escritor e professor, que mensagem deixa para quem deseja compreender melhor a história do Brasil por meio da literatura? ELY PAIVA: Existem muitos paralelos entre os conflitos políticos da Primeira República e acontecimentos recentes do país. O livro, escrito em linguagem leve e jornalística, ajuda a compreender a polarização ainda presente entre conservadores e progressistas. Também permite entender o quanto foi longa e difícil a construção de uma verdadeira República, marcada por preconceito contra indígenas, ex-escravizados, sertanejos e tantos outros grupos excluídos. Naquele período, mulheres e analfabetos — que representavam 85% da população — sequer podiam votar. Prudente de Morais foi o primeiro presidente civil, mas a democracia ainda estava longe de ser plena. O livro contribui para refletirmos sobre essa trajetória e sobre episódios pouco conhecidos, como o atentado frustrado contra o presidente, que resultou na morte do marechal Bittencourt. Créditos Entrevista: Delcio Marinho (DM) Entrevistado: Prof. Dr. Ely Carneiro de Paiva – Unicamp Criação de Conteúdo Digital: ChatGPT Crédito Fotográfico Antoninho Perri – Jornal da Unicamp Delcio Marinho

  • Eu não quero ser a próxima: o feminicídio como urgência social no Brasil

    A frase, repetida silenciosamente por mulheres de diferentes idades, classes sociais e regiões do Brasil, deixou de ser apenas um desabafo. Tornou-se um reflexo do tempo em que vivemos. Em 2025, os recorrentes casos de feminicídio e violência de gênero, expostos diariamente nos noticiários, revelam uma realidade alarmante: uma crise silenciosa, constante e profundamente enraizada. Ser mulher no país passou a exigir não apenas coragem, mas vigilância permanente. Mais do que números, trata-se de um problema estrutural que atravessa o cotidiano, impacta comportamentos, escolhas e a forma como ocupamos espaços — dentro e fora de casa. Os casos que se acumulam nas manchetes não se restringem às estatísticas: eles atravessam conversas, influenciam rotinas e moldam, de maneira quase invisível, a forma como lidamos com sentimentos como: medo, vergonha, insegurança e inadequação. Muitas mulheres deixam de denunciar situações de violência por receio do julgamento social. A desaprovação, o preconceito e uma cultura ainda profundamente machista contribuem para o silenciamento das vítimas. Frases como “ela não percebeu os sinais antes?” ou “no começo todo agressor dá indícios”  seguem sendo repetidas com naturalidade, deslocando a responsabilidade para quem sofre a violência e reforçando uma lógica persistente de culpabilização. Nesse contexto, “eu não quero ser a próxima” deixou de ser apenas uma frase de impacto para se tornar um sentimento coletivo — um alerta que expõe uma urgência social impossível de ignorar. Uma matéria publicada pela revista Marie Claire  ao longo deste ano destacou dados de uma pesquisa do Instituto Ipsos , segundo a qual o Brasil ocupa a quinta posição entre os países onde as mulheres mais temem sofrer agressão física. O levantamento aponta que 56% das brasileiras  têm receio de se tornar vítimas de violência — percentual inferior apenas ao de países como Indonésia (73%), Itália (63%), Turquia (59%) e Canadá (58). O estudo, realizado em 30 países, também revela um aumento na conscientização sobre a violência de gênero e os direitos das mulheres — ainda que essa consciência, por si só, não seja suficiente para garantir segurança. Dados pesquisados pela WGH Brazil , braço nacional da organização internacional Women in Global Health  — rede global que atua pela igualdade de gênero na liderança e na saúde — reforçam que a violência de gênero no Brasil é atravessada por marcadores raciais e sociais. Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero (2024) indicam que 48% das brasileiras já sofreram violência doméstica ou familiar ; desse total, cerca de 14 milhões são mulheres negras . Ainda segundo o estudo, 61% das vítimas não procuraram a polícia , evidenciando o impacto do medo, da desconfiança institucional e do julgamento social. Essa análise foi compartilhada nas plataformas digitais da WGH Brazil, organização da qual faço assessoria de imprensa.   No estado do Rio de Janeiro , apenas em 2025, 79 mulheres foram assassinadas vítimas de feminicídio  — uma média de quase oito mortes por mês. Outras 242 mulheres escaparam da morte , números que expõem a dimensão da violência e, ao mesmo tempo, a fragilidade das redes de proteção. Vale lembrar que muitos casos seguem subnotificados , já que inúmeras mulheres não denunciam agressões físicas, psicológicas ou financeiras. A coação emocional, em especial, permanece invisível na maioria das estatísticas. No último mês, a cidade de São Paulo  tornou-se holofote nacional diante de sucessivos casos de violência contra a mulher. Foram mais de 53 registros entre janeiro e outubro , e o episódio mais recente gerou uma comoção tão grande que mulheres foram às ruas em um coro único:   “Parem de nos matar.”  O grito ecoou em diversas manifestações pelo Brasil, especialmente nos protestos realizados em dezembro de 2025, denunciando o feminicídio e exigindo o fim da violência de gênero. No Brasil, o crime de feminicídio foi tipificado como lei federal em março de 2015 , passando a ser contabilizado separadamente de outros tipos de homicídio. A legislação considera feminicídio quando o assassinato envolve violência doméstica ou familiar, bem como menosprezo ou discriminação à condição de mulher da vítima. As penas variam de 12 a 30 anos de prisão . Esse silêncio, no entanto, não atravessa apenas mulheres cis. Mulheres trans também são vítimas de violência de gênero e doméstica , muitas vezes enfrentando camadas adicionais de vulnerabilidade: o preconceito institucional, a dificuldade de acesso à rede de proteção e o medo de não serem acolhidas ou levadas a sério. A violência, nesses casos, não se limita ao corpo — ela atinge a identidade, a dignidade e o direito básico de existir com segurança. Crianças e adolescentes também estão entre as principais vítimas da violência no ambiente doméstico. Em muitos casos, o lar — que deveria ser espaço de cuidado — se transforma no lugar onde o medo se instala. Por isso, mecanismos como o Disque 100 integram essa mesma rede de proteção, reconhecendo que a violência doméstica e de gênero raramente atinge apenas uma pessoa: ela se espalha, silencia e deixa marcas profundas em toda a estrutura familiar. O cenário internacional também acende alertas. Em Portugal , segundo dados divulgados pelo canal She Rise Consulting , comandado por Luciene Mello , um relatório da APAV Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, revelou um aumento de 13,4% nos casos de violência doméstica em relação a 2023 . Nesse contexto, a violência doméstica representa 76% dos registros , englobando mulheres, crianças e idosos, evidenciando que a violência doméstica atinge diferentes grupos, embora a maioria das vítimas apoiadas seja composta por mulheres. Na Itália , em novembro deste ano, o Congresso aprovou por unanimidade uma nova lei que tipifica o feminicídio de forma autônoma no Código Penal, estabelecendo a prisão perpétua  como pena máxima. A medida entrou em vigor como resposta direta ao crescimento dos crimes de gênero no país. Em conversa com a advogada e escritora Drª Renata Soares, pedi que ela explicasse, A Lei Maria da Penha como Instrumento Preventivo e Estruturante no Enfrentamento do Feminicídio A aplicação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) nos casos de Feminicídio é fundamental para a compreensão e o enfrentamento dessa modalidade criminosa em sua expressão mais extrema. Tal diploma legal atua de forma preventiva e estruturante, uma vez que incide diretamente sobre o histórico de violência doméstica e familiar que, em grande parte dos casos, antecede o crime. Na prática, a Lei Maria da Penha possibilita a identificação do ciclo de violência — psicológica, moral, patrimonial, sexual ou física — que, não raras vezes, culmina na morte da mulher. Quando esse histórico é devidamente reconhecido e comprovado nos autos, passa a constituir elemento essencial para a caracterização do Feminicídio, nos termos da Lei nº 13.104/2015, que através da Lei 14.994/24 alterou o Código Penal Brasileiro (Art. 121-A) ao classificar essa conduta como crime autônomo, com uma pena maior e mais severa, refletindo a gravidade da violência de gênero, além de promover a modificação da Lei nº 8.072/1990, incluindo o Feminicídio no rol dos crimes hediondos. Nesse sentido, dispõe a Lei nº 8.072/1990: Art. 1º São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 — Código Penal, consumados ou tentados:   I-B — feminicídio (art. 121-A). A classificação do feminicídio como crime hediondo decorre de sua extrema gravidade e elevada repulsa social, implicando tratamento jurídico mais rigoroso, sendo inafiançável e insuscetível de graça, indulto ou anistia, além de submeter o condenado a critérios mais severos para a progressão de regime.  Diante desse cenário, a pergunta que permanece é inevitável: como lidar com essa realidade de forma mais consciente e empática?  Como construir um olhar menos julgador, mais atento e verdadeiramente acolhedor para uma questão que atravessa camadas íntimas e profundas da experiência feminina? Ao longo deste texto, trago dados, pesquisas e fontes diversas para reforçar uma verdade incômoda: essa realidade é agora . Pode estar acontecendo com uma amiga, uma prima, uma sobrinha, uma mãe, uma avó — comigo, com você, com tantas outras mulheres que vivem perseguições psicológicas, agressões silenciosas e violências de múltiplas naturezas simplesmente por serem mulheres. Um mundo gerado por nós, afinal, todos viemos ao mundo através de uma mulher. E é aqui que faço um chamado direto aos homens. Vocês têm um papel crucial nessa discussão. Que ódio é esse que se confunde com amor? Que amor é esse que fere, persegue, ameaça e mata? Estamos construindo juntos um mundo de igualdade, e nele precisamos nos sentir seguras para amar, escolher, existir e viver sem medo. É fundamental que as mulheres consigam ver, sentir e reconhecer os discursos e, principalmente, as ações dos homens no espaço coletivo , não apenas como declarações em redes sociais, mas como atitudes concretas. Romper o pacto da masculinidade, repreender, denunciar amigos que reproduzem discursos red pill ou incel, agir ao perceber que uma irmã, mãe, filha, amiga ou qualquer mulher esteja sofrendo violência silenciosa seja ela psicológica, financeira ou emocional, é responsabilidade coletiva. Damos sinais. Sempre damos. Converso sobre isso com meus amigos, com meu pai, com meus irmãos. Vocês precisam caminhar ao nosso lado. Mesmo com os avanços das mulheres em carreiras, posicionamentos e autonomia, sabemos que o feminismo “um movimento social que, sem disparar uma bala, mudou radicalmente a sociedade” Vera Iaconelli  não é algo que pode ou deve retroceder. Mas os homens podem, sim, tornar esse caminho mais leve, entendendo que só queremos que nossas escolhas sejam respeitadas. Estamos na dor, mas queremos ser ouvidas. Acho que nós, mulheres, não precisamos ter medo de falar sobre nossas vulnerabilidades. Ao mesmo tempo, é necessário respeitar o tempo da dor, compreender os silêncios e encontrar a voz certa para falar sobre o que nos atravessa e, muitas vezes, nos embarga. Tudo isso tem a ver com confiança, algo profundamente vulnerável, potente e, ao mesmo tempo, frágil. E talvez seja justamente por isso que continuamos dizendo, em uníssono:  eu não quero ser a próxima. Este texto é dedicado a todas as mulheres que foram silenciadas.  E a todas aquelas que, neste momento, estejam sofrendo qualquer forma de violência, independentemente de quem seja o agressor. Não se cale! Este texto é para você. Tainara Souza!   Ana Paula de Deus

  • Covilhã: Médico titular da equipa “Boca Juniors” será homenageado pela Academia Portuguesa de Fibromialgia

    Foto: divulgação A Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica realizará, no dia 30 de janeiro, às 17h30, no Auditório da Mutualista da Covilhã, na região Centro de Portugal, uma cerimónia pública e oficial para integrar o professor doutor Gustavo Ariel Esteban como novo Académico Correspondente. Gustavo Esteban é licenciado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, tem pós-graduações em Nutrição, Suplementação e Farmacologia do Desporto e em Medicina e Ciências Aplicadas à Atividade Física e é mestre em Design e Gestão de Atividades Físicas para a Saúde e membro da Federação Internacional de Medicina do Desporto. O homenageado exerce atualmente funções como professor adjunto de Fisiologia do Esforço e como coordenador da Pós-Graduação em Especialização em Medicina do Desporto da Universidade Nacional de La Plata. De igual modo, é licenciado em Alto Rendimento e médico titular da conceituada equipa argentina de futebol Club Atlético Boca Juniors, sendo também o autor da obra “ Objetivo Músculo: Mecanismos para o Desenvolvimento Muscular, Nutrição e Suplementação” . No decorrer da cerimónia, o professor doutor Gustavo Ariel Esteban proferirá a sua comunicação oficial intitulada: “Objetivo Músculo no Desporto e no Exercício versus na Fibromialgia” . Em representação da Academia, o seu presidente e fundador, o p rofessor José Luis Arranz Gil , docente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior (UBI), apresentará o discurso de resposta. José Luis Arranz Gil, que é também responsável pela Unidade de Fibromialgia e Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica na Covilhã, tem alertado, nos últimos dias, que “o frio e a humidade intensificam a rigidez muscular e o desconforto físico, afetando diretamente o bem-estar psicológico dos pacientes”. “Na região Centro de Portugal, onde os invernos são longos e húmidos, é essencial ajustar o acompanhamento clínico e assegurar uma resposta integrada”, acrescentou este especialista. O docente da UBI reitera ser “fundamental que as entidades patronais, a Segurança Social portuguesa e o sistema de saúde do país olhem para a necessidade de políticas que garantam flexibilidade no trabalho, adaptação de funções e apoio adequado”. A sessão de integração de 30 de janeiro de 2026 finalizará com a intervenção do presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, p rofessor Miguel Castelo-Branco Craveiro Sousa. Ígor Lopes

  • Embaixadores de Turismo do RJ assistem Quebra Nozes no Theatro Municipal do RJ

    A convite do diretor artístico do Theatro Municipal Eric Herrero  ,um grupo de Embaixadores de Turismo do RJ assistiu ao balé Quebra Nozes com o corpo de balé ,coro feminino e orquestra do Theatro ,dirigido por Hélio Bejani e Jorge Teixeira  .      O grupo foi ciceroneado pelo vice presidente executivo da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ Bayard Boiteux que recebeu os convidados na frisa com espumante  e acompanhou o grupo para uma visita aos bastidores ,onde puderam conversar com a solista Liana Vasconcellos ,também em embaixadora do Turismo ,que encantou o público ,como Sra Stahlbaum.                                                                        A atividade promovida pela Associação dos Embaixadores terminou com o espetáculo de som e luzes de natal ,na fachada do Teatro  .                      Uma noite cultural de um Rio que respira Natal    Bayard Boiteux e Liana Vasconcellos  Matheus Oliveira ,Zizi Magalhães ,Rawlson de Thuin e Vera Aninha  O grupo com a solista Liana Vasconcellos  Zizi Magalhães,Vera Aninha e Vanda Klabin  Eric Herrero recebendo os convidados  Divulgação Rio

  • Direita: O delírio de Quixote no Corredor das Havaianas

    Se Miguel de Cervantes estivesse vivo e morasse no Brasil, ele não escreveria sobre as planícies da Mancha, mas sobre as redes sociais brasileiras. O Cavaleiro da Triste Figura não precisaria de armadura; bastaria um celular na mão e uma capacidade inesgotável de ver gigantes onde existem apenas chinelos de borracha. O episódio recente envolvendo a atriz Fernanda Torres e a marca Havaianas é o "suco" da paranoia nacional. Na campanha de fim de ano, Fernanda sugere que o brasileiro entre em 2026 com os "dois pés" — uma metáfora batida sobre garra e proatividade. Mas, na mente do Quixote de Teclado, "pé direito" virou uma patente ideológica e "os dois pés" tornou-se uma convocação revolucionária para o extermínio da oposição.Em uma peça publicitária leve e bem-humorada, a atriz sugere que os brasileiros não entrem em 2026 com o "pé direito", mas sim com os "dois pés" — uma metáfora clara para determinação, coragem e entrega ("pé na porta", "pé na estrada").  Contudo, para uma ala barulhenta da extrema direita, a semântica deu lugar ao delírio. Políticos e influenciadores bolsonaristas interpretaram a fala como um "ataque ideológico" contra a "direita", ignorando que a expressão "pé direito" é uma superstição milenar e não uma patente partidária. O resultado? Vídeos de parlamentares jogando chinelos no lixo e convocando boicotes, em mais um ato de devaneio que beira o cômico. Essa paranóia não é isolada,recentemente, o cantor sertanejo Zezé di Camargo, figura ligada ao bolsonarismo, protagonizou um episódio de puro radicalismo. Após a inauguração do SBT News — evento que contou com a presença institucional do Presidente Lula, do Ministro Alexandre de Moraes, do governador Tarcísio de Freitas e outras autoridades — Zezé se revoltou.O cantor, em um vídeo onde afirmou que a emissora estava se "prostituindo" por receber as autoridades vigentes do país, pediu que seu especial de Natal gravado fosse retirado do ar. A recusa em aceitar a convivência democrática e institucional é o sintoma de uma doença que cega: para esse grupo, se não há exclusão do "inimigo", há traição. Ao tentarem "cancelar" marcas como Havaianas ou atacar veículos de comunicação por cumprirem seu papel institucional, os extremistas acabam isolando-se ainda mais da maioria da população, que busca apenas consumir produtos de qualidade e viver em um país estável. É fascinante observar como a extrema direita se tornou o principal cabo eleitoral de Lula para 2026. Cada vez que o grupo se perde em pautas lunáticas, eles empurram o eleitor de centro e o cidadão comum para longe Como na  obra original, Quixote culpava o  Mago   Frestão  por transformar gigantes em moinhos para lhe tirar a glória da vitória. Hoje, a extrema-direita criou o seu próprio "Frestão": as agências de publicidade e a "classe artística globalista". Para esse grupo, não existe roteiro, existe código. Não existe trocadilho, existe conspiração. Atacar as Havaianas por causa de uma expressão milenar de sorte é o equivalente moderno a avançar de lança em riste contra uma pá de madeira girando ao vento. O moinho (as havaianas) continua girando, sendo exportadas e calçando o mundo, enquanto o cavaleiro termina no chão,soluçando, esbravejando contra um inimigo que ele mesmo fabricou. Não é um fato isolado, é um método de desconexão com a realidade. O histórico recente de "lutas épicas" da direita radical beira o folclore: A Fé nos Pneus: Militantes orando para pneus de caminhão,o contato Imediato com celulares no topo da cabeça buscando ajuda extraterrestre. Ao politizar o sagrado direito de usar um chinelo sem ser chamado de "comunista", essa ala se isola em um deserto semântico. O brasileiro médio, o nosso  Sancho Pança , olha para tudo isso com o cansaço de quem só quer chegar ao fim do mês sem ter que interpretar mensagens cifradas em comerciais de sandália. A ironia final desta tragicomédia é que a paranoia se tornou a estratégia de derrota perfeita. Ao focar em "combater" Fernanda Torres e marcas de calçados, a direita abdica de discutir o país real — a economia, a segurança, o futuro.Enquanto os extremistas jogam chinelos no lixo e pedem intervenção alienígena, eles pavimentam a estrada para a esquerda em 2026. Afinal, entre o governo atual e um grupo que declara guerra a uma metáfora de ano novo, o eleitor tende a escolher o lado que não o obriga a usar  ''chapéu de alumínio''. O bolsonarismo radical ainda não percebeu que, para derrubar moinhos, é preciso primeiro entender que eles não são gigantes. No Brasil de 2025-2026, o maior inimigo da direita não é o "sistema", mas a sua própria incapacidade de calçar as Havaianas da humildade e caminhar na realidade. Gilson Romanelli-Jornalista

  • “Brasil e Portugal: novas rotas económicas num ano decisivo para o acordo UE–Mercosul”

    Otacilio Soares da Silva Filho - Chair do Advisory Board da Targa 5 Advisors e Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira A maturidade das relações económicas entre Brasil e Portugal em 2026 também aponta para uma oportunidade histórica. Com a efetivação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul ambos os países se apresentam diante de uma oportunidade de redefinir as suas posições no espaço transatlântico e abrir fase de integração mais profunda, competitiva e estratégica. Por trás de si, há anos de uma relativa expansão do comércio bilateral, com destaque para os setores de energia, tecnologia, logística, vinho, agroindustrial, turismo e real estate. Empresas portuguesas intensificaram as suas atividades no Brasil e o Brasil expandiu as suas atividades em Portugal, consolidando o país com relevância crescente como porta de entrada para o mercado europeu. Uma relação que sempre misturou laços históricos e culturais com pragmatismo económico torna-se, agora, uma relação claramente orientada para a inovação, a sustentabilidade e a internacionalização. Essa caracterização torna o possível acordo UE–Mercosul central. Para Portugal, representa também um centro político, económico benéfico na conexão entre a Europa e a América do Sul. Para o Brasil, representa a oportunidade de elevar o seu patamar de competitividade, a diversificação de suas exportações e a atração de uma nova cadeia de valor. Assim, 2026 será o ano em que investimentos em logística, portos, agricultura indústria farmacêutica, turismo, economia criativa e serviços financeiros será acelerado. Cabe às instituições empresariais, como as câmaras de comércio, aproximar governos, reguladores e a iniciativa, preparando e traduzindo o acordo em projetos concretos. A sistematização de oportunidades setoriais, a preparação das PME para os padrões europeus, o apoio às missões empresariais, a formação de grupos temáticos: sustentabilidade, inovação, turismo, agro-alimentar, acordos ambientais ou cooperações tecnológicas, por exemplo, devem estar na pauta. Além disso, 2026 também será marcado pela consolidação de inovação e pela expansão de hubs  de investimento. Portugal está qualificado para receber empresas brasileiras que querem investir no mercado europeu somando a segurança regulatória e a qualificação de mão-de-obra e o Brasil, por sua vez, é um destino estratégico para portuguesas que buscam escala, tecnologia e integração global. Portugal vê o Brasil como um parceiro estratégico para crescer, buscando o grande mercado brasileiro. O Brasil, por sua vez, visa Portugal como porta de entrada para a Europa. O acordo comercial UE-Mercosul é a base para essa nova aliança, que vai além do comércio, focando em custo reduzido, tecnologia e influência geopolítica. O objetivo é que, até 2026, essa parceria se transforme em uma vantagem competitiva global. Otacilio Soares da Silva Filho Chair do Advisory Board da Targa 5 Advisors Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) Ígor Lopes

  • Entrevista: Priscila Bentes

    A minha entrevistada é a empresária do turismo premium e CEO do Circuito Elegante, Priscila Bentes. O alto astral de Priscila Bentes 1. O que é o segmento premium? Como ele se comporta no Rio e no Brasil? O segmento premium engloba produtos e serviços de alta qualidade, voltados para quem busca experiências diferenciadas e personalizadas. No Rio de Janeiro e no Brasil, esse mercado segue em expansão contínua, e o Circuito Elegante, há mais de 20 anos, é uma referência quando se trata de hotéis, pousadas e restaurantes reconhecidos por sua excelência em serviços personalizados, o que demonstra a solidez desse segmento no país.  2. O segmento premium é uma realidade? Sim, é uma realidade consolidada. Posso mencionar como exemplo o Copacabana Palace, ícone da hotelaria há mais de um século e referência absoluta quando se fala em serviço premium de excelência. Ao mesmo tempo, cresce a busca por novidades, o que impulsiona o surgimento de outros tipos de empreendimentos, incluindo uma categoria que tem ganhado destaque: casas sofisticadas que oferecem atendimento privativo e serviço de excelência, um modelo que se distancia totalmente das plataformas tradicionais de aluguel. Exemplos como a Casa Poema, na Chapada dos Veadeiros, e a Casa Näh Praia, em Alagoas, mostram como experiências personalizadas se tornaram o novo objeto de desejo dos clientes.   3. Como você recebeu a notícia de ter sido nomeada Embaixadora de Turismo do RJ? Receber a nomeação como Embaixadora de Turismo do RJ foi uma honra imensa. O Rio é a minha casa, é onde está a minha família e onde recarrego minhas energias depois das minhas viagens, e ver essa ligação reconhecida após mais de três décadas dedicadas ao turismo brasileiro é muito especial. Sou uma entusiasta da nossa terra; já percorri os sete continentes, indo até a Antártida, mas nada se compara ao nosso país e por isso representar o Rio é um privilégio e uma responsabilidade que assumo com entusiasmo. 4. Quais são os grandes desafios do segmento premium? Muitos se autointitulam “premium”, mas atender de fato a esse padrão exige dedicação em vários aspectos. Os desafios vão muito além da entrega de um bom serviço. Atender esse público exige padrões elevados de qualidade, infraestrutura impecável e equipes altamente preparadas para oferecer um atendimento verdadeiramente personalizado. Manter consistência nessa entrega talvez seja o maior desafio.  5. Onde o segmento premium é presença obrigatória? O segmento premium é presença obrigatória em destinos que despertam desejo no viajante exigente — lugares onde natureza, cultura, história, exclusividade e autenticidade se combinam para criar experiências únicas. É por isso que o Circuito Elegante está presente hoje em 17 estados, certificando quase uma centena de empreendimentos estrategicamente posicionados nesses cenários de alto potencial para o turismo premium. Para garantir que cada um desses estabelecimentos realmente entregue o padrão esperado, realizamos uma avaliação rigorosa baseada em 10 pilares que analisam desde arquitetura, conforto, atendimento e gastronomia até bem-estar, sustentabilidade e a experiência intangível que transforma a estadia em memória. Assim garantimos que, ao viajar para um hotel do Circuito Elegante, o hóspede esteja indo para um destino genuinamente premium, daqueles que entregam excelência em cada detalhe. A empresária Priscila Bentes no Hotel Fasano , Salvador. 6. Como se deu sua entrada no segmento premium? Minha jornada no turismo se deu pelo Costão do Santinho, em Florianópolis, no qual trabalhei por 5 anos. De volta ao Rio, em 2003, decidi seguir carreira solo, através de consultoria estratégica para pequenos meios de hospedagem com perfil premium. Na época ainda poucos conheciam esses lugares, os quais se tornaram objetos de desejo pelo viajante exigente. Motivada pela paixão em promover e conectar estabelecimentos que oferecem serviços de alta qualidade — e guiada pela frase de Oscar Wilde, “Tenho o mais simples dos gostos. Me contento apenas com o melhor” — criei o selo Circuito Elegante em 2006, então formado por apenas 15 pousadas na região serrana fluminense e hoje composto por quase 100. Ao longo dessas duas décadas, construímos uma rede sólida de parceiros e o crescimento orgânico da plataforma comprova a visão acertada de estabelecer um selo de qualidade para o turismo premium brasileiro. 7. Você faz outros tipos de trabalho? Além de liderar o Circuito Elegante, sou fundadora e presidente do Instituto XIS – Multiplicando Inovação e Sustentabilidade, organização sem fins lucrativos que certifica empreendimentos turísticos com base em práticas ESG. Recentemente, celebramos um marco importante: o Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado tornou-se o primeiro evento a conquistar o SeloXIS, que avalia mais de 100 indicadores de impacto sustentável. Também edito a Circuito Elegante Magazine , revista quadrimestral com tiragem de 8 mil exemplares e já em sua nona edição, onde destacamos destinos, personalidades e práticas inovadoras no setor. Participo ativamente de eventos, palestras e projetos voltados à excelência na hospitalidade e, agora, como Embaixadora de Turismo do Rio de Janeiro, quero contribuir ainda mais para fortalecer a cidade como destino premium internacional. Meu trabalho abraça múltiplas frentes, mas sempre com foco na excelência e no atendimento personalizado que faz cada cliente se sentir único. 8. Quais são seus projetos futuros? Gosto de me manter em movimento e em constante atualização. Por isso, um dos meus objetivos é ampliar minha atuação à frente do Circuito Elegante, expandindo para novas regiões do país e fortalecendo parcerias que elevem o padrão do turismo premium. Também quero aprimorar nossa presença digital, levar a certificação a destinos emergentes e apoiar empreendimentos que desejam se posicionar no alto padrão, facilitando o acesso dos viajantes a experiências realmente inovadoras e exclusivas. E quem sabe, ainda em 2026, um projeto no audiovisual tome forma?! Vamos torcer! Rsrs Sobre Priscila Bentes: Priscila Bentes é uma empresária, jornalista e educadora brasileira que se destacou principalmente no setor de turismo e hospitalidade. Ela é sócia fundadora e CEO do Circuito Elegante, importante selo de qualidade de hotelaria e gastronomia, com uma plataforma inovadora que conecta viajantes a experiências extraordinárias e elegantes no Brasil, revolucionando a forma como o turismo de alto padrão é apresentado no país. O Circuito Elegante representa o seu principal empreendimento, sendo uma plataforma que se tornou referência no mercado de turismo de alta qualidade brasileiro. Durante mais de duas décadas, ela seleciona, inspeciona e recomenda os melhores empreendimentos de hospedagem e gastronomia do Brasil. Priscila possui carreira literária, tendo lançado dois livros além de ser Publisher há 5 anos da Circuito Elegante Magazine, revista com conteúdo de estilo de vida, viagens e temas voltados para a sustentabilidade e regeneração dos destinos turísticos. Além de sua atuação no turismo, Priscila é presidente do Instituto XIS, uma organização dedicada à promoção da sustentabilidade e curadoria com propósito. Através desta instituição, ela conecta o turismo elegante com práticas sustentáveis, além de certificar, com o SeloXIS – Multiplicando Inovação e Sustentabilidade, empreendimentos do turismo – Hotéis, restaurantes, agências de viagens, eventos, teatros, casas de show e parques, com práticas ESG, o tripé da sustentabilidade. Priscila demonstra forte compromisso com a valorização e empoderamento feminino. Em 2017, ela criou o HUB "Eu+Set", que reúne mulheres 50+ em projetos voltados pesados para empoderar, gerar networking e apoiar mulheres em situação de fragilidade social, reforçando seu papel como defensora dos direitos e da representatividade feminina. Com uma carreira multifacetada, Priscila Bentes continua a influenciar positivamente o setor de turismo e a sociedade brasileira como um todo. Sua atuação vai além do simples empreendedorismo, englobando educação, literatura, sustentabilidade e ativismo social, consolidando-a como uma figura de referência no cenário nacional.   Bentes entregando a Certificação SeloXIS para Marta Rossi e Eduardo Zorzanello do Festuris. Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação  Chico Vartulli

  • Museu do Recôncavo Wanderley Pinho

    Instalado no Engenho Freguesia, considerado o primeiro engenho do país, o Museu ocupa um espaço do século XVI marcado pela presença indígena e pela história do trabalho escravizado. Imagem do Museu do Reconcavo Wanderley Pinho - acervo - Imagem 1 Em 1877, 121 pessoas escravizadas atuavam no local. Herdeiro do casarão, o historiador José Wanderley Pinho — professor, prefeito de Salvador e deputado federal — propôs uma das primeiras iniciativas de proteção ao patrimônio cultural no Congresso. Embora a proposta tenha sido interrompida pela dissolução do Parlamento em 1930, o texto serviu de base para a futura legislação de proteção ao patrimônio cultural e inspirou a criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1937. Imagem do Engenho da Freguesia no século XIX - IPHAN - Imagem 2 O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, localizado às margens da Baía de Todos os Santos, na Enseada de Caboto, em Candeias, reabriu ao público este mês após uma ampla requalificação estrutural e museológica. O espaço inaugura um novo conceito, que privilegia narrativas africanas e indígenas e propõe uma reflexão crítica sobre o período colonial e escravocrata no Recôncavo Baiano. Na capela de Nossa Senhora da Conceição da Freguesia, uma parada da comitiva para a bênção da imagem da padroeira pelo padre Juarez Machado. O governador visitou a Sacristia, onde estão imagens sacras dos séculos XVII a XIX, restauradas pela equipe do artista plástico, restaurador e professor José Dirson Argôlo. Imagem da Capela de Nossa Senhora da Conceição da Freguesia - Museu do Reconcavo - Imagem 3 Instalado no antigo Engenho Freguesia, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1940, o Museu foi criado no início da década de 1970 e ocupa um conjunto arquitetônico formado por Casa Grande, capela, antiga fábrica, receptivo náutico e edificações de apoio.  Imagem do receptivo nautico do antigo engenho - Acervo Museu - Imagem 4 A reabertura marca uma nova fase do Museu do Recôncavo, que assume a missão de ser um espaço de diálogo e reflexão. O projeto propõe recontar a história a partir das vozes da comunidade do entorno, transformando o espaço em referência para a compreensão da diversidade e complexidade da sociedade brasileira. A partir de um amplo trabalho de pesquisa e concepção realizado pelo IPAC, o Museu passa a contar com cinco núcleos expositivos que estruturam a história, além da Capela de Nossa Senhora da Conceição da Freguesia, com exposição de arte sacra, e o térreo para exposições temporárias de longa duração. Imagem do restauro das obras de arte do Engenho - Museu do Reconcavo - Imagem 5 O Núcleo Histórico apresenta uma linha do tempo que revisita os principais marcos do Engenho Freguesia e a trajetória do próprio Museu. No Núcleo dos Povos Originários, o visitante encontra fotografias, vídeo documentário e uma intervenção artística em grafismo feita pelo artista indígena Thiago Tupinambá. O Núcleo dos Povos Escravizados reúne manuscritos do poema “Os Escravos”, de Castro Alves, digitalizados do original preservado no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), administrado pelo IPAC em Cabaceiras do Paraguaçu. Também há documentos históricos e totens para acesso à plataforma Slave Voyages, um banco de dados gratuito sobre o tráfico transatlântico de escravizados. O Núcleo Doméstico apresenta mobiliário, retratos, pinturas, desenhos e uma cozinha de época, sem janelas e grandes fornos, retratando o espaço onde as mulheres escravizadas trabalhavam, preparavam a alimentação dos seus senhores e articulavam formas de resistência. Em vez de quartos e salas em estilo colonial, devidamente arrumados, a disposição do mobiliário evidencia a mão de obra de artesãos anônimos.  Imagem do acervo do novo Museu do Reconcavo Wanderley Pinho - Imagem 6 O Núcleo da Memória reúne objetos de suplício e tortura na Sala do Silêncio, convidando o público à reflexão. “Esta reabertura consolida nossa política de preservação e requalificação dos museus do IPAC, ao mesmo tempo em que nos convida a revisitar o passado e escutar as vozes daqueles que moldaram a história do Recôncavo e da Bahia. Aqui vamos recontar a história a partir dessa perspectiva e já estamos preparando uma série de atividades para ocupação do museu”, destaca Marcelo Lemos, diretor-geral do IPAC. No térreo, o Museu abriga a exposição temporária de longa duração “Encruzilhadas”, que reúne obras de arte negra brasileira e africana dos acervos do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e do Solar Ferrão. São 40 artistas representados, entre eles Mestre Didi, Pierre Verger, Rubem Valentim, Juarez Paraíso, Emanoel Araújo, Bel Borba, Arlete Soares e Alberto Pitta. A mostra inclui, ainda máscaras da Coleção Cláudio Masella, industrial italiano que reuniu peças de 18 etnias de 15 países. Imagem do acervo do Museu do Reconcavo Wanderley Pinho - Imagem 7   Acervo e visitação   O acervo original do Museu do Recôncavo conta com 260 peças, entre mobiliário, indumentária, desenhos, pinturas, cerâmicas e fotografias, além de instrumentos de tecnologia rural e industrial e objetos de suplício. Destas, 141 foram restauradas por uma equipe de 15 profissionais coordenada pelo professor Dirson Argolo. Entre elas, 30 imagens sacras. Imagem do acervo sacro do antigo Engenho da Freguesia - Museu do Reconcavo Wanderley Pinho - Imagem 8 O Museu oferece visitas guiadas com monitores especializados, áudio-guia em Libras, banheiros acessíveis e áreas de descanso, além de espaços para residências e ocupações. O percurso, que inclui a Capela de Nossa Senhora da Conceição da Freguesia, tem duração média de duas horas. O equipamento funcionará de quarta a domingo, das 10 às 17h, com acesso gratuito. Imagem dos salões do Museu do Reconcavo Wanderley Pinho - Secult - Imagem 9   Fontes : Museu do Recôncavo Wanderley Pinho IPAC IPHAN Secult André Conrado

  • Lançamento de “Casas Cariocas” celebra o período que consagrou o Rio de Janeiro como Capital Cultural do Brasil

    Na tarde e noite de 15 de dezembro, a Casa do Artista Gerson Pinheiro, em Ipanema, transformou-se no centro absoluto da cena cultural e social carioca ao receber o lançamento do livro “Casas Cariocas”, de Luis Villarino — jornalista, escritor, produtor cultural, editor da Revista Villa e Embaixador do Turismo do Rio de Janeiro. Mais do que um lançamento literário, o encontro foi um acontecimento à altura dos grandes eventos de fim de ano, reunindo representantes da alta sociedade, da cultura, das artes, da comunicação e do turismo, em uma noite que celebrou a memória, a elegância e a identidade do Rio de Janeiro no período em que a cidade se consolidou como a Capital Cultural do Brasil. A obra “Casas Cariocas” apresenta um depoimento histórico essencial sobre as casas noturnas que marcaram época no Rio de Janeiro, resgatando a fase de ouro da vida social e cultural, quando boates, shows e restaurantes funcionavam como verdadeiros polos de criação, encontro e liberdade artística. É nesse cenário que surgem e circulam nomes fundamentais da música e da cultura brasileira — de Maysa a Tom Jobim, passando por intérpretes, compositores, intelectuais e personagens que ajudaram a construir um período em que o Rio irradiava comportamento, arte e sofisticação para todo o país. O lançamento foi marcado por uma atmosfera de requinte, afetividade e celebração, com conversas animadas, reencontros simbólicos e a sensação compartilhada de se viver um momento histórico. O público presente reafirmou, com sua presença, o valor da memória cultural e a importância de preservar os espaços e histórias que fizeram do Rio uma referência nacional e internacional. O sucesso do evento já projeta seus próximos desdobramentos. O lançamento de “Casas Cariocas” dará origem a um Especial de Fim de Ano do Programa do Villa, que trará entrevistas exclusivas com convidados, personalidades e agentes culturais que promovem, preservam e divulgam o Rio de Janeiro como Capital Cultural, ontem e hoje. A noite em Ipanema consolidou Luis Villarino como um dos grandes guardiões da memória cultural carioca contemporânea e confirmou Casas Cariocas como uma obra indispensável para compreender o período histórico que definiu o Rio de Janeiro como Capital Cultural do Brasil. Serviço Livro: Casas Cariocas Autor: Luis Villarino Local do lançamento: Casa do Artista Gerson Pinheiro — Ipanema, Rio de Janeiro Data: 15 de dezembro Gênero: Memória cultural, história do Rio de Janeiro EM BREVE Especial de Fim de Ano — Programa do Villa Entrevistas com personalidades que promovem o Rio de Janeiro Texto e Cobertura: Delcio Marinho & ChatGPT Colaboração Imagens: Susi Cantarino Delcio Marinho

bottom of page