Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...
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- Secretário de Estado da Cultura de Portugal convidado para o “Conversas da Câmara”
Alberto Santos, Secretário de Estado da Cultura de Portugal. Foto: Fabrice Demoulin A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira promove, no próximo dia 22 de abril, pelas 12h, no “JNcQUOI Club”, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, mais uma edição das “Conversas da Câmara”, iniciativa que, nesta quinta sessão, terá como convidado Alberto Santos, atual Secretário de Estado da Cultura de Portugal. A moderação estará a cargo de José Manuel Diogo, coordenador do Comité de Cultura e Economia Criativa da CCILB. O encontro decorrerá em formato de almoço executivo com mesa redonda e terá como tema “Cultura, Língua e Criatividade: o soft power português do espaço luso-brasileiro para o mundo”. Segundo apurámos, a sessão propõe uma “reflexão sobre o papel da cultura e da língua portuguesa como instrumentos de projecção internacional, num momento em que as indústrias criativas e a diplomacia cultural ganham peso nas relações entre Portugal, Brasil e outros mercados”. A organização informa que as vagas são limitadas e que existem condições especiais para associados da CCILB e de câmaras parceiras. As inscrições podem ser feitas através do formulário disponibilizado pela organização no seguinte link: https://forms.gle/ELQnQRKuVDRaDQU19 A iniciativa conta com a realização da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira e com o apoio da Casa da Cidadania da Língua e da Associação Portugal Brasil 200 Anos (APBRA), além de câmaras parceiras internacionais, entre as quais a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Sul-Africana, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana e a Camera di Commercio Italiana per il Portogallo, de acordo com os materiais de divulgação do evento. Sobre o convidado Alberto Santos integra o Governo português como Secretário de Estado da Cultura e mantém funções no atual executivo, segundo a composição oficial do XXV Governo Constitucional. A informação oficial do Governo refere ainda o seu percurso ligado à gestão autárquica, à programação cultural e à área editorial. Ígor Lopes
- Entrevista: Moisés Ferrão
Nesta edição, conversamos com Moises Ferrão, artista em formação no canto lírico, com trajetória que transita entre a música, a biologia e a educação. Um olhar sensível que conecta ciência e arte — e que encontra na expressão artística um caminho de identidade e propósito — em homenagem a uma das maiores figuras do espetáculo brasileiro: . DM: Moises, sua trajetória é marcada por caminhos diversos entre arte e ciência. Como essa construção começou e o que te trouxe até aqui? Moises: Em 2022, comecei a estudar música em Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco, no CEMUVI, e segui para o Conservatório Pernambucano de Música, na cidade do Recife. Tive a oportunidade de estrear minha primeira ópera, Cavalleria Rusticana , no Teatro de Santa Isabel, aos 18 anos, que também era um desejo meu. Acredito que, quando você realiza um sonho, descobre que ele era só o começo de algo ainda maior. No lado de professor, na infância eu tinha fascínio por animais e dinossauros. Como no estado de Pernambuco não tem graduação em Paleontologia, segui para Biologia, onde você estuda a vida como um todo. Hoje estou terminando minha graduação em Ciências Biológicas. Antes eu não queria ensinar, mas depois da minha última experiência na escola, com as pessoas que me inspiraram e o amor pelas crianças, a educação foi algo em que também consegui me encontrar — e agora começo um novo ciclo. Meu grande sonho era passar no vestibular de Música (canto lírico) na Universidade Federal de Pernambuco, e agradeço a Deus por esse sonho estar se realizando. Mas, entre o mundo das artes e da biologia, eu sou a ponte que transforma vida em expressão. DM: Quando você teve seu primeiro contato com o trabalho de Rogéria e qual foi o impacto dessa descoberta na sua trajetória? Moises: Conheci o trabalho da Rogéria através da televisão. Aquela grande artista e loira magnética chamou atenção pelo seu talento e, após sua morte, virei completamente um admirador, no qual ela se tornou uma referência para mim e passei a reconhecer a grande importância dela no Brasil. DM: O que fazia de Rogéria uma artista tão única no cenário brasileiro? Moises: Havia o carisma natural. Rogéria dominava o palco com uma elegância e segurança impressionantes. Não era só sobre se transformar visualmente, mas sobre encantar o público com inteligência, humor e emoção.Outro ponto essencial era sua versatilidade artística. Ela não se limitava ao transformismo: atuava, cantava e improvisava com facilidade. Em programas de TV, teatro ou entrevistas, conseguia transitar entre o glamour e a espontaneidade de forma muito autêntica. DM: Como você enxerga a importância dela para a representatividade e a liberdade artística no Brasil? Moises: A sua importância histórica e cultural. Em uma época com muito mais preconceito, Rogéria abriu caminhos para artistas LGBTQIA+ no Brasil. Sua presença em espaços como televisão e grandes espetáculos ajudou a quebrar barreiras e normalizar discussões sobre identidade e arte. DM: Existe algum momento ou apresentação de Rogéria que te marcou de forma especial? Moises: Sim! Ela mesma contou em entrevistas que sofreu um acidente de carro, no qual pensou que sua carreira tinha acabado. Em 1982, ela retorna no programa Estúdio A…Gildo fazendo uma performance magistral cantando “Je suis Toutes Le Femme”, demonstrando força, talento e não deixando que um acontecimento encerrasse sua trajetória. DM: De que forma o legado de Rogéria ainda influencia os artistas de hoje? Moises: O legado de Rogéria ainda influencia artistas de hoje ao abrir caminhos para maior visibilidade LGBTQIA+, incentivar a liberdade de expressão e mostrar a importância da presença e identidade no palco. Sua trajetória ajudou a quebrar preconceitos e inspira novas gerações a unir arte e resistência. Sobre o entrevistado Moises FerrãoArtista, estudante de canto lírico e graduando em Ciências Biológicas Conteúdo digital Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho
- Contos de Nelson Rodrigues nunca antes encenados ganham o palco em "Diabólica vingança" a partir de 30/4 no Futuros - Arte e Tecnologia
Bruzun Company e Palavra Z Produções apresentam Espetáculo inédito “Diabólica vingança” reúne contos de Nelson Rodrigues no Futuros - Arte e Tecnologia Com estreia em 30 de abril, peça explora as tensões entre amor e violência com abordagem contemporânea Dani Ornellas e Renato Carrera em cena de ‘Diabólica vingança’ - imagem: Rafael Prevot Após estrear internacionalmente em Portugal, na Mostra de Teatro Brasil no Chapitô (2025), a peça “ Diabólica vingança ” chega ao centro cultural Futuros — Arte e Tecnologia , no Rio de Janeiro, em 30 de abril . Dirigido por Renato Carrera , o espetáculo traz à cena dois contos de Nelson Rodrigues nunca antes encenados, “A mão esquerda” e “Vingança”. A montagem é uma realização da Bruzun Company - que também é a criadora do espetáculo - e da Palavra Z Produções Culturais, com direção de produção de Bruno Mariozz . A montagem investiga as tensões entre amor e violência, explorando o universo rodrigueano sob uma perspectiva contemporânea e propondo um mergulho nas contradições do afeto humano. Em meio a paixões obsessivas e segredos íntimos, a trama aborda temas como violência de gênero, desejo, trauma e relações abusivas. Com elenco formado por Andreza Bittencourt , Dani Ornellas e Renato Carrera, a peça, dividida em dois atos, apresenta ambos os contos encenados na íntegra, sem alterações nos textos originais. A trilha sonora original de Adriano Sampaio, aliada ao uso de projeções criadas por Daniel de Jesus, conduz o público a um mergulho nas zonas mais sombrias do afeto humano, em que o amor e o ódio se confundem e a tragédia se revela inevitável. Foi em uma oficina ministrada por Carrera sobre a construção dos personagens de Nelson Rodrigues que ele conheceu a atriz Crica Rodrigues, neta do escritor, e lhe perguntou se havia algum texto inédito nas gavetas do avô. Assim, o conto “Vingança” chegou às mãos de Carrera. “Os dois contos têm em comum a vingança e como se chega ao limite por razões amorosas, e até que ponto você pode ir por amor ou o que a vingança pode provocar. Tudo isso é trabalhado através dos tipos e situações rodrigueanas sempre presentes em sua obra”, diz o diretor. “Diabólica vingança” é a quinta montagem de Carrera baseada em uma obra de Nelson Rodrigues. Entre direção e atuação, ele esteve em “Vestido de noiva” (Prêmio Questão de Crítica de Melhor Espetáculo), “Senhora dos afogados”, encenada por Ana Kfouri; “A serpente” e “A falecida”, dentro do projeto “2 X Nelson”. “Com a estreia de Diabólica vingança, o Futuros - Arte e Tecnologia torna-se mais uma vez o palco de espetáculos inéditos e provocantes, apresentando ao público novas histórias de um dos maiores dramaturgos da história de nosso país. A peça, assim como as grandes obras do autor, permite refletir sobre a complexidade das relações humanas”, ressalta o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida. Os contos – Em “A mão esquerda”, Lauro é um homem atormentado por um segredo físico. Após encontrar o amor e se relacionar com sua namorada, ele descobre o significado da palavra “desprezo”. Em meio a uma tensão crescente, que mistura vergonha, desejo e ameaça, ele acaba se vingando por meio de um desfecho macabro. Já no conto “Vingança”, Dinorá, uma mulher aprisionada em um casamento sem afeto, encontra, no leito de morte, a oportunidade de ferir o marido com uma revelação irreversível. Sobre a Bruzun Company Com mais de 15 anos de parcerias em pesquisas e criações de projetos, a Bruzun Company é lançada oficialmente com a estreia da comédia musical “Os Bruzundangas”, primeira adaptação do livro escrito por Lima Barreto para os palcos. A companhia é composta por Renato Carrera, Dani Ornellas, Daniel de Jesus e Bruno Mariozz. O espetáculo “Os Bruzundangas” fez três temporadas nas quatro unidades do CCBB (Rio, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte). Em 2024, a peça foi apresentada no FIAV Bogotá - Festival Internacional de Artes Vivas por meio da 2ª edição do ¡Hola Rio!, um edital de internacionalização da cultura fluminense realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. Em 2025, a companhia estreou “Irmãs”, partindo da obra “As três irmãs”, de Anton Tchékhov na arena do Sesc Copacabana, uma livre adaptação de “As três irmãs”, de Tchekov, com três atrizes pretas interpretando as personagens principais (indicada ao Prêmio APTR de melhor figurino) e “FIDES - Fé em latim”. Com texto e direção de Renato Carrera, a montagem versava sobre o assédio sexual, moral, familiar e religioso. Atualmente a companhia prepara um musical sobre “Tereza de Benguela”, com estreia prevista para 2027. Sobre o Futuros - Arte e Tecnologia Inaugurado há 21 anos, o centro cultural Futuros - Arte e Tecnologia é um espaço de exibição, criação e inovação artística. Com uma programação gratuita voltada a todos os públicos, o espaço promove e recebe exposições, apresentações artísticas, espetáculos teatrais, entre outros eventos que convidam o público a refletir sobre temas que norteiam sua linha curatorial, como meio ambiente, ancestralidade, diversidade, educação e tecnologia. O Futuros abriga galerias de arte, um teatro multiuso e o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que mantém um acervo de mais de 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil e atividades interativas sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas. O centro cultural tem gestão do Instituto Futuros. Desde agosto de 2025, o Futuros – Arte e Tecnologia recebe o projeto Upload, realizado pela Zucca Produções, e correalizado pelo Futuros - Arte e Tecnologia e pelo Coletivo 2050, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS, com patrocínio da Serede, Oi, Eletromidia, Rastro,Tahto e Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC. Ficha Técnica Texto: Nelson Rodrigues Direção: Renato Carrera Elenco: Dani Ornellas, Andreza Bittencourt e Renato Carrera Cenário e Projeção e Identidade Visual: Daniel de Jesus Trilha Sonora Original: Adriano Sampaio Iluminação: Renato Machado Figurino: Dani Ornellas Comunicação, Operação de Som e Microfonação : Rafael Prevot Produção Executiva: Natasha Arsenio Assistente de Produção: Marilene Ribeiro Direção de Produção: Bruno Mariozz Idealização: Renato Carrera Realização: Bruzun Company e Palavra Z Produções Culturais SERVIÇO : Espetáculo: “Diabólica vingança” Temporada: 30 de abril a 24 de maio de 2026 Horários: de quinta a domingo, às 19h Local: Teatro Futuros - Arte e Tecnologia Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo – Rio de Janeiro Tel: (21) 3131-3060 Ingressos: R$ 60 inteira | R$ 30 meia-entrada Vendas pela plataforma Sympla: AQUI Duração: 60 min. Capacidade: 63 lugares Classificação indicativa: 12 anos Instagram do espetáculo: @bruzuncompany Assessoria de imprensa: Catharina Rocha - catharocha@gmail.com - (21) 99205-8856 Paula Catunda - paula.catunda@gmail.com - (21) 98795-6583 Para mais informações sobre o Futuros - Arte e Tecnologia: Felipe Teixeira - felipe.teixeira@agenciafebre.com.br - (21) 99151-9425 Katia Carneiro - katia.carneiro@agenciafebre.com.br - (21) 99978-2881 Siga-nos no Instagram e no Linkedin Alex Varela
- Entrevista: Jorge Coutinho - ator
Nesta edição, conversamos com Jorge Coutinho, ator e uma das figuras marcantes da história cultural brasileira, com atuação também no campo institucional. DM: Jorge, você tem uma origem marcada por desafios. Como foi sua infância e de que forma essas experiências influenciaram sua trajetória? Jorge: Sou filho caçula da dona de casa vassourense Mercedes Antônia Coutinho e do marmorista Manoel Coutinho. Vim ao mundo pelas mãos da minha avó, a famosa parteira Marta Rocha. Da minha infância, vivida nos bairros de São Cristóvão e Cordovil, trago lembranças de tempos difíceis. Houve uma época em que a realidade me obrigava a estudar sob a luz de lamparina e a transportar latas d’água na cabeça. Motivado pela dificuldade financeira que minha família enfrentava, ainda na adolescência comecei a trabalhar como lixador em uma antiga fábrica de sapatos no bairro de Triagem. --- DM: Em que momento a cultura e o samba entram na sua vida e começam a moldar seu olhar artístico? Jorge: Foi nessa época que fui apresentado ao fantástico mundo das Escolas de Samba por meio da minha avó paterna, dona Hercília, integrante da Escola de Samba Capela. Com a separação dos meus pais e a morte da minha avó paterna, me mudei para o bairro Proletário da Gávea, onde passei a viver com minha mãe. --- DM: Antes da atuação, você passou por outras profissões. Como foi esse caminho até encontrar sua verdadeira vocação? Jorge: Não tendo me adaptado ao ofício, busquei novos caminhos e fui para o curso de bombeiro hidráulico. Ao completar 18 anos, cumpri meu dever cívico no serviço militar obrigatório, onde aprendi o ofício de bombeiro eletricista. Após o serviço militar, me empreguei no Copacabana Palace como bombeiro hidráulico. Foi lá, ao assistir aos ensaios das grandes companhias artísticas, que descobri minha verdadeira paixão e a profissão que realmente queria seguir. --- DM: Como foi sua formação artística e os primeiros passos no teatro e nos movimentos culturais do país? Jorge: Sempre fui obstinado. Me matriculei no Conservatório e também no curso do Teatro Tablado. Em 1958, fiz meu primeiro trabalho como ator na peça “Do mundo nada se leva”, ao lado de nomes já consagrados da dramaturgia brasileira. Em 1960, ao participar do Centro Popular de Cultura da UNE, iniciei meu sonho de descentralizar a cultura, que sempre esteve muito presente nas classes mais abastadas e escassa para as classes menos favorecidas. --- DM: Você esteve presente em momentos históricos da cultura brasileira. Como foi essa participação e quais as consequências disso na sua vida? Jorge: Estive presente na criação do movimento do Cinema Novo e do Grupo Opinião. O Grupo Opinião foi responsável por divulgar a música de compositores populares que depois se tornaram conhecidos pela elite. Nos anos de chumbo, o espetáculo “Noitada de Samba”, que produzi ao lado de Leonides Bayer, e realizado pelo Grupo Opinião, foi considerado pela opinião pública um grande foco de resistência, permanecendo em cartaz por 10 anos. Por conta desse movimento cultural e político, fui exilado na Argentina. DM: Após o exílio, você protagonizou um momento marcante na televisão brasileira. Como foi essa experiência? Jorge: Ao retornar do exílio, participei da novela “Passo dos Ventos”, de Janete Clair, onde protagonizei o primeiro beijo entre um homem negro e uma mulher branca na televisão, desafiando o preconceito que existia na época. DM: Além da carreira artística, você também teve atuação institucional. Como foi essa experiência? Jorge: Com a carreira de ator já solidificada, iniciei minha atuação sindical à frente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões. Fui presidente do SATED/RJ e também integrei o Conselho de Comunicação Social do Congresso, contribuindo com a representação da classe artística. Convite Especial No próximo dia 29, às 19h, no Cine Joia, em Copacabana, acontece o lançamento do longa-documentário: “A MINHA HISTÓRIA JÁ FALA POR MIM” “A trajetória de Jorge Coutinho, um pioneiro na TV brasileira” Um filme de memória, arte e resistência — que transforma vida em narrativa. Ficha Técnica (resumida) Realização: DMTV Produções Coprodução: Conchas Produções Artísticas | MW Produções Artísticas Direção: Leandro Jozé Roteiro: Jorge Coutinho e Leandro Jozé Produção Executiva: Leandro Jozé, Isa Di Morais, Jorge Coutinho, Ronald Siqueira Barbosa Tema Musical: “Meu Quintal é Maior do que o Mundo” — Lucas Donato Participação especial: Xande de Pilares Estrelado por: Jorge Coutinho “Jorge Coutinho é a memória viva de um país que ainda aprende com seus artistas.” “Ao mestre, com carinho.” Jorge Coutinho Criação de Conteúdo Digital Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho
- Castelo Branco: autarquia recebeu embaixador da Guiné Equatorial para “reforçar cooperação” no espaço lusófono
Imagem: Da esquerda para a direita: Sónia Mexia, vereadora do município; Tito Mba Ada, embaixador da Guiné Equatorial em Portugal; Leopoldo Rodrigues, presidente do município, Christelle Domingos, vereadora do município; e Sofia Lourenço, presidente da Associação Mais Lusofonia. Foto: Câmara Municipal de Castelo Branco O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, recebeu, no dia 14 de abril, nos Paços do Concelho da autarquia albicastrense, o embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, Tito Mba Ada, acompanhado por Sofia Lourenço, presidente da “Associação Mais Lusofonia”, numa reunião centrada no fortalecimento das relações no universo lusófono e na identificação de novas formas de cooperação. A iniciativa decorreu num quadro de aproximação entre instituições e comunidades ligadas à lusofonia, tendo como principal objetivo “promover contactos que possam traduzir-se em futuras parcerias de caráter cultural, económico e institucional”. O encontro permitiu igualmente debater áreas de interesse comum e reforçar pontes entre diferentes realidades que partilham a língua portuguesa como elemento agregador. Leopoldo Rodrigues utilizou as redes sociais para destacar o significado institucional da visita. “Foi um encontro marcado pelo diálogo e pela partilha, onde abordámos oportunidades de cooperação e o reforço das relações no espaço da lusofonia, com enfoque em áreas de interesse comum”, afirmou. “Castelo Branco afirma-se como um território aberto ao mundo, disponível para construir parcerias e desenvolver laços que promovam o desenvolvimento, a cultura e a proximidade entre povos”, acrescentou o presidente da autarquia albicastrense. Também através das redes sociais, Sofia Lourenço, presidente da “Mais Lusofonia”, valorizou o encontro diplomático. “Uma visita muito promissora, unindo povos que falam a mesma língua, apenas com sotaques diferentes. Vamos caminhando. Isto é “Mais Lusofonia””, salientou. A receção ao embaixador da Guiné Equatorial insere-se na estratégia de internacionalização e valorização institucional de Castelo Branco, procurando “reforçar o papel deste concelho da Beira Baixa como plataforma de diálogo e cooperação entre comunidades de matriz lusófona”. Ígor Lopes
- Restaurante Escama, uma explosão de sabores
O restaurante Escama localizado no coração do Jardim Botânico é especializado em frutos do mar como o nome sugere e com apenas cinco anos de funcionamento já tem três indicações de Estrelas Michelin em 2024, 2025 e 2026! O casarão que abriga o restaurante é puro charme, mas no tocante à riqueza dos sabores dos pratos aí é sem palavras de tão maravilhosos! O que agrada ao paladar não assusta o bolso pois os preços são bem honestos. A única coisa que eu coloco como não positivo é a demora dos pedidos até chegar a mesa, final de semana é pior! Mas durante a semana tem um menu executivo no almoço bem em conta,com entrada, principal e sobremesa que variam entre R$50,00 e R$70,00 dependendo da escolha! Eu sempre levo convidados pq nunca decepciona pela explosão de sabores e por nunca decepcionar! Eu super recomendo esse restaurante escolhido por muitos artistas e jornalistas, pessoas das artes e apreciadores da boa mesa! Val Guimarães
- Santa Cruz das Flores tem agora novo balcão da AIMA nos Açores
Imagem: Pedro Portugal Gaspar (esq.), presidente do Conselho Diretivo da AIMA; Elisabete Noia, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores; José Andrade, diretor regional das Comunidades do governo dos Açores; Carlos Mateus, presidente da RIAC nos Açores. Foto: Agência Incomparáveis O novo serviço da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) no balcão da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) foi inaugurado no último dia 10 de abril, em Santa Cruz das Flores, na ilha das Flores, Açores, à margem do quarto Fórum das Migrações, numa cerimónia com representantes do governo dos Açores, da AIMA, da RIAC e da autarquia local. No discurso de lançamento do serviço, o diretor regional das Comunidades do governo dos Açores, José Andrade , destacou o alcance territorial da medida, sublinhando que, “pela primeira vez, vai chegar a Santa Cruz, à Ilha das Flores e ao Grupo Ocidental dos Açores, a possibilidade de os imigrantes aqui residentes, e são muitos, como vimos nos últimos dias, quer nas Flores, quer no Corvo, poderem tratar localmente dos seus assuntos de regularização administrativa, sem terem a necessidade, como até agora acontecia, de se deslocarem a outras ilhas dos Açores”. José Andrade afirmou também que o novo balcão representa a oportunidade de “levarmos a descentralização ao extremo do arquipélago”, prestando, assim, “uma resposta de proximidade sem precedentes”. Este responsável acrescentou ainda que, quando o serviço estiver disponível nas nove ilhas, os Açores poderão tornar-se “a região do país com melhor capacidade de resposta local aos cidadãos imigrados em Portugal”. Por sua vez, o presidente do Conselho Diretivo da AIMA, Pedro Portugal Gaspar , salientou a importância dos protocolos celebrados com o governo regional e com a RIAC, enquadrando a iniciativa numa estratégia de “descentralização efetiva de prestação do serviço de apoio ao migrante” e de regularização documental em todo o arquipélago. Segundo Pedro Portugal Gaspar, a proximidade territorial traduz-se em melhores resultados, defendendo que “a proximidade e a capilaridade são dados importantes para um melhor acolhimento e uma melhor integração do próprio migrante”, acrescentando que os Açores registam já tempos médios de espera “três vezes inferiores à média nacional”, prevendo que o alargamento da rede permita otimizar ainda mais esse desempenho tanto nos Açores como para efeitos de cálculo da média nacional. Já o presidente da RIAC nos Açores, Carlos Mateus , considerou tratar-se de “um dia marcante” para a entidade, tanto pelo novo serviço agora disponibilizado como pelo reforço da missão da rede pública açoriana. Carlos Mateus recordou que a instituição tem vindo a adaptar-se aos novos tempos, descentralizando o contact center regional e criando projetos de proximidade, como o RIAC Móvel, destinado a cidadãos com mobilidade reduzida. Este profissional, diante do olhar atento das duas assistentes técnicas que atuam no RIAC nas Flores, Eliana Sousa e Marta Castro, destacou ainda que a parceria com a AIMA responde a uma necessidade concreta de justiça territorial. “Não era muito digno um cidadão que tivesse, em qualquer ilha, de ter de se deslocar a outra ilha para prestar um serviço”, afirmou, acrescentando a importância do crescimento da procura, uma vez que a RIAC atendeu 119 mil pessoas no primeiro trimestre de 2025, um número que subiu para “mais 30 mil atendimentos em loja” face ao período homólogo do ano passado. Por sua vez, a presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, Elisabete Noia , saudou a instalação da nova resposta pública, considerando que se trata de “um serviço muito importante aqui para a Ilha das Flores”. A autarca lembrou que, até agora, a agência mais próxima se situava no Faial ou na Terceira, o que implicava custos acrescidos para quem necessitava tratar da sua situação documental. “Só para terem uma ideia, para tratar de qualquer assunto, a agência mais próxima era no Faial ou na Terceira, e isso tinha custos acrescidos a quem queria tratar e legalizar a sua situação”, referiu, defendendo que a integração passa também pelo acesso simplificado aos serviços administrativos, sublinhando que o município de Santa Cruz das Flores está “de braços abertos para acolher e para ajudar”. Para a presidente da autarquia, facilitar processos de legalização, saúde, escola e trabalho representa “um passo importante” para combater a perda demográfica e criar condições para fixar novos residentes nas Flores. Antes da abertura desta nova valência, a AIMA contava com três lojas nos Açores, nomeadamente em Ponta Delgada, Terceira e Faial. Ígor Lopes
- MPB4 sobe ao palco do Teatro Riachuelo Rio para o show “Esperança Brasil”
Um convite para renovar o otimismo sem jamais esquecer a história Créditos: Leo Aversa Link com imagens: MPB4 No dia 29 de abril , o conjunto MPB4 chega ao Teatro Riachuelo Rio, para uma única e especial apresentação . O quarteto propõe um equilíbrio perfeito entre a canção como instrumento de crônica social e a música como celebração da vida com "Esperança Brasil" . A estreia deste novo espetáculo discute a urgência do debate político com leveza, apontando para novos ares na cultura brasileira. Com a participação especial de Joyce Moreno , o grupo, que completa 62 anos de carreira em 2026, constrói uma narrativa que reafirma: mesmo nos tempos mais desafiadores, a utopia de um país mais justo e feliz ainda é a nossa melhor melodia. Mais do que um espetáculo, " Esperança Brasil " é a prova da resiliência do povo contada através da harmonia. Com a voz marcante do MPB4, emoção e reflexão se encontram para reafirmar a força da cultura como caminho para imaginar e construir novos futuros. Sobre MPB4 Os últimos anos foram dos mais produtivos para o MPB4, do alto de seus 60 anos de valiosíssimos serviços prestados à música brasileira, ou seja, à MPB – sigla que o próprio quarteto criou e que acabou ganhando vida própria. Em maio de 2016 o grupo formado por Aquiles Reis (voz), Dalmo Medeiros (voz e viola), Miltinho (voz, violão, direção musical) e Paulo Malaguti Pauleira (voz, teclado, direção musical), lançava o CD O Sonho, a Vida, a Roda Viva, somente com canções inéditas de diversos autores. Pouco tempo depois, "O Sonho, a Vida, a Roda Viva - MPB4 50 anos ao vivo" foi lançado em CD e DVD, pela dobradinha MP,B Discos/Som Livre. Após levar a quarta estatueta do Prêmio de Música Brasileira na categoria de Melhor Grupo de MPB, o MPB4 também volta aos palcos, agora para celebrar o lançamento do álbum em CD, DVD e nas plataformas digitais. Teatro Riachuelo Rio O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40 , reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows. Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço. Serviço: MPB4 Esperança Brasil Dia 29 de abril, quarta-feira, às 20h Vendas : https://www.ingresso.com/espetaculos/mpb4-esperanca-brasil Valores : Plateia VIP - R$ 160,00 Plateia - R$ 140,00 Balcão Nobre - R$ 120,00 Balcão - R$ 50,00 Classificação : 12 anos Duração: 90 min Teatro Riachuelo Rio - Rua do Passeio, 38 - Centro, Rio de Janeiro - RJ Informações para a imprensa: MNiemeyer Assessoria de Comunicação - www.mniemeyer.com.br Juliana Rosa: juliana@mniemeyer.com.br / (21) 97209-5898 Ana Luiza Prince: analuiza@mniemeyer.com.br / (21) 97442-8764 Alex Varela
- Lisboa: Otacílio Soares participa em fórum internacional sobre investimento e negócios no Chipre
Imagem: Otacílio Soares, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira. Foto: Agência Incomparáveis O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, Otacílio Soares, será um dos oradores convidados no evento “ Invest and How to Do Business in Cyprus” , agendado para 28 de abril, entre as 08h30 e às 10h30, no Business Club do World Trade Center Lisboa. Organizada pelo World Trade Center Lisboa Business Club, com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, a iniciativa reunirá empresários, investidores e decisores económicos interessados em explorar o potencial do Chipre como plataforma estratégica entre a Europa, a Ásia e o Médio Oriente. Na sua intervenção, Otacílio Soares abordará de que forma Portugal e o Brasil poderão beneficiar do reforço das relações comerciais e de investimento com o mercado cipriota, destacando oportunidades de cooperação empresarial, expansão internacional e criação de novas pontes económicas entre os três países. O painel contará igualmente com a presença do embaixador da República do Chipre em Portugal, Elpidoforos Economou, do CEO da Invest Cyprus, Marios Tannousis, do diretor da World Trade Centers Holdings Cyprus, Antony Georgakis, do presidente do WTC Lisboa, Luciano Menezes, e da advogada especializada em imigração Marielle Burti. Realizado integralmente em língua inglesa e sem tradução simultânea, o encontro destina-se a líderes empresariais e responsáveis institucionais que procuram diversificar mercados e posicionar-se perante novas oportunidades globais de investimento. Ígor Lopes
- A Saúde é a Moeda mais Cara
Boletim de Prevenção e Atenção à Saúde Rio de Janeiro e Brasil – Abril de 2026 (Informativo, educativo e explicativo – sem alarmismo, com foco no cuidado coletivo) --- Vírus em circulação - Influenza A (gripe): alta circulação, especialmente no Rio de Janeiro. Sintomas: febre, tosse, dor no corpo, cansaço. - Mpox (varíola dos macacos): casos confirmados no Brasil, inclusive no RJ. Sintomas: febre, mal-estar, lesões na pele. - Oropouche: transmitido por mosquitos, já com registros de casos e óbitos. Sintomas: febre, dor de cabeça, dores musculares. - Gripe Aviária H5N1: monitorada globalmente; ainda sem transmissão sustentada entre humanos no Brasil, mas em vigilância. --- Recomendações de Atenção - Ao primeiro sinal ou dúvida: procure atendimento médico imediato. - Não se automedique: remédios sem receita não substituem avaliação profissional. - Não minimize sintomas: febre, dores intensas ou cansaço persistente merecem atenção médica. - A sua saúde é prioridade da sociedade: cuidar de si é também cuidar do coletivo. --- Medidas de Prevenção - Vacinação: mantenha vacinas em dia (especialmente contra gripe). - Higiene: lave as mãos com frequência, use álcool em gel. - Ambientes: evite aglomerações se estiver com sintomas. - Repouso e hidratação: importantes, mas sempre acompanhados de avaliação médica. --- Mensagem-chave > A saúde é a moeda mais cara. > Não espere piorar, não confie apenas em “vai passar”. > Procure um hospital ou médico ao perceber alterações. Delcio Marinho










