Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
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- "À Primeria Vista" - Fim de temporada
DESCARREGAR FOTOS Estreada em Julho de 2024, a peça “À Primeira Vista”, com Margarida Vila-Nova , vai ter a sua última apresentação a 31 de Março de 2026, com a sala do Teatro Maria Matos esgotada desde o primeiro ao último dia. Até à data desta comunicação, o espectáculo foi visto por 65 mil espectadores em Portugal. Ao todo, no dia 31 de Março completam-se 141 apresentações em 21 meses. O êxito desta peça deve-se a uma feliz conjugação de factores: a incrível interpretação de Margarida Vila-Nova , a encenação de Tiago Guedes e o texto da dramaturga Suzie Miller , um fenómeno em vários países desde que foi apresentado pela primeira vez, em 2019, em Sydney, na Austrália. Nestes sete anos, arrecadou vários prémios e nomeações, destacando-se os Tony, Lawrence Olivier, What’s on Stage, Drama Desk, Evening Standard e Australian Writers’ Guild . Com um tema muito actual e ao mesmo tempo transversal a várias épocas, “À Primeira Vista” é uma examinação incisiva sobre poder, consentimento e lei . O thriller jurídico conta um episódio da vida de Teresa, uma brilhante jovem advogada proveniente de uma família humilde de classe trabalhadora, que trilhou a sua ascensão por exclusividade do seu próprio mérito e trabalho. Defende, contrainterroga e ganha caso após caso consecutivamente. Até que um evento inesperado obriga-a a confrontar as linhas onde o poder patriarcal da lei, o ónus da prova e a moral divergem, num cruzamento onde a emoção e a experiência colidem com as regras do jogo. Imprensa: “Foi sobretudo a vontade de levarem a palco uma peça que lida com a violência nas relações, com a vulnerabilidade das vítimas e com a desumanização de uma justiça que obriga qualquer queixosa a reviver em loop os seus traumas com um cenário final de uma mais do que provável derrota legal, que interessou a Margarida Vila-Nova trabalhar com o encenador Tiago Guedes.” Público “´À Primeira Vista´ traz o sistema judicial à discussão e confronta a forma como as denunciantes de agressões sexuais são tratadas na justiça.” Revista Sábado “À Primeira Vista ou Prima Facie, no original, é uma peça-denúncia sobre como a justiça trai as vítimas de violação, com uma lei feita por homens, para libertar os homens e punir as mulheres. Uma lei que sistematicamente ignora as ambiguidades, as subtilezas e está ancorada no princípio de que a mulher que denuncia uma violação está a mentir.” Observador “Era um texto não só desafiante, como inquietante pelo tema: o abuso sexual e a violência sobre as mulheres, a justiça que reflete a sociedade patriarcal, com uma visão machista e misógina.” (...) “É um papel muito intenso, que exige uma total disponibilidade e entrega física e emocional.” Margarida Vila-Nova in Agenda LX FICHA ARTÍSTICA Texto Suzie Miller Encenação Tiago Guedes Tradução Ana Sampaio Cenário Catarina Amaro Desenho de luz Nuno Meira Sonoplastia Carincur Assistente de encenação Luís Araújo Produção Força de Produção Com Margarida Vila-Nova Força de Produção
- Anna Bella Geiger e Raquel Saliba inauguram a exposição “Avesso”, No Museu Histórico da Cidade
Anna Bella Geiger e Raquel Saliba inauguram a exposição “Avesso”, no Museu Histórico da Cidade, no dia 1º de março. Na mesma data, a escultora apresenta sua individual “Bashar: nós humanos”. “Sim, a vida é uma mulher!" Nietzsche Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Geiger e as esculturas de Saliba, revelando camadas, contrastes e afinidades. No primeiro pavimento (térreo), Raquel apresenta a individual “Bashar: nós humanos” reunindo esculturas recentes em diferentes técnicas na cerâmica e instalações que ampliam sua investigação material e espacial. A data não poderia ser mais oportuna: além de marcar o aniversário da fundação da cidade do Rio de Janeiro, 1º de março insere as exposições em um mês mundialmente reconhecido como o Mês da Mulher. As mostras seguem abertas ao público até [data de encerramento], com entrada gratuita. “Bashar: nós humanos” “No presente, marcado pela crença em uma subjetividade autossuficiente e pelo enfraquecimento das lógicas comunitárias, a obra de Raquel Saliba sinaliza um gesto de atenção ao que ainda nos constitui. Suas figuras não celebram o indivíduo isolado, mas evocam a condição compartilhada do existir. Bashar — que significa humanidade — nomeia este encontro de corpos que, feitos de barro, carregam a memória do tempo, das diferenças e da vida em comum. Entre nascimento e desgaste, permanência e transformação, as obras aqui expostas nos lembram que a humanidade é constituída, antes de tudo, pelas relações que estabelece e pelos vestígios sensíveis que lega à eternidade”. Shannon Botelho, 2026. Cerâmica e bronze se transformam em instigantes peças escultóricas nas mãos de Raquel Saliba. Nascida em Itaúna, Minas Gerais, formada em Psicologia, a artista dedica-se exclusivamente à arte há 15 anos, movida por um fascínio singular por técnicas ancestrais e processos primordiais. Entre elas estão a queima Anagama — queima japonesa — e a Obvara, método de queima cerâmica originado no Leste Europeu no século XII, que consiste em retirar a peça incandescente do forno. Raquel também experimenta o uso de gás em fornos híbridos combinados com lenha. Em uma de suas séries mais recentes, deixou que a ação do mar oxidasse algumas peças, resultando em superfícies que alternam entre o reluzente e o rústico. “Meu fascínio pelo figurativo e pela cerâmica vem da história do nosso (ante)passado. A cerâmica é um dos vestígios culturais utilizados pela arqueologia para reconstruir narrativas históricas anteriores à escrita”, afirma a artista. Habitantes do imaginário de Raquel, seus seres — sem gênero definido — moldados em argila ou barro, podem atingir dois metros de altura. Saiba mais sobre Raquel Saliba Raquel Saliba já morou em diferentes partes do mundo, o que possibilitou que ela fizesse vários cursos e exposições como no Carrossel do Louvre (maio de 2018), por exemplo. Residindo atualmente no Rio de Janeiro, ela vem se dedicando cada vez mais às esculturas em cerâmica, bronze e outras matérias. Parte de sua formação artística: Curso Objeto e Poema 2025 e 2026 com Xico Chaves no Parque Lage; Colagem com Pedro Varela em 2024; O Processo Criativo com Charles Watson em 2020 no Parque Lage; Encontros e Reflexões, com Iole de Freitas, 2019, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil; exposição coletiva A Cara do Rio (Centro Cultural dos Correios), 2018; curso Conversando sobre esculturas objeto etc. e tal com Joao Goldberg, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil em 2016 e 2017; cursos de escultura e cerâmica no Morley College, Londres, Reino Unido 2014 e 2015; cursos de escultura no Heatherley School of Art, Londres, Reino Unido em 2015; workshop “O inconsciente na argila”, com Sandy Brown, Inglaterra, junho de 2015; cursos de Cerâmica e Escultura na UAL (University Arts of London), professor Timothy Harker, Londres, Reino Unido em 2013; Centro de Artes de Fremantle, Austrália Ocidental 2003. “Avesso” “Os trabalhos de Anna Bella Geiger apresentados em ‘Avesso’ foram realizados a partir dos anos 1960. Neles, a artista desloca a imagem de um campo compositivo para um campo orgânico, fazendo da superfície uma espécie de pele tensionada, onde cortes, cavidades e dobras insinuam um interior que insiste em emergir. Mais do que um gesto expressionista, trata-se de uma investigação estrutural da imagem: Geiger expõe o avesso, desestabiliza o plano e transforma a matéria em linguagem crítica. Ao afirmar uma poética centrada no corpo em um sistema historicamente regulado por narrativas masculinas de autonomia e universalidade, a artista tensiona os limites da imagem e inscreve, de modo não panfletário, uma presença feminina que reivindica espaço na redefinição da arte e de seus discursos. Por sua vez, Raquel Saliba apresenta um conjunto de corpos femininos que discutem a condição da mulher não apenas no contexto das violências físicas, mas também nas formas de negação da individualidade e da plenitude do ser produzidas por uma lógica patriarcal e por agressões simbólicas naturalizadas. Corpos acéfalos, reduzidos a troncos, instauram um discurso contundente sobre a experiência feminina no contemporâneo: a supressão da identidade como mecanismo de controle. Uma obra de caráter instalativo sintetiza a narrativa: cabides sustentam troncos femininos como se fossem mercadorias expostas, evocando a objetificação do corpo da mulher — transformado em produto, disponível ao consumo. Contudo, nesses corpos aparentemente destituídos de identidade reside uma força latente: se denunciam a redução e as violências, também afirmam autonomia, beleza e potência expressiva”, diz Sannon Botelho. De Anna Bella Geiger foram selecionadas gravuras em metal, telas em guache e nanquim sobre papel, obras em técnica mista, objetos escultóricos. O recorte é mapeado a partir da produção dos anos 1960 e chega a trabalhos mais recentes, explorando volume, textura e espaço. Já Raquel Saiba expõe delicados torsos femininos em cerâmica, submetidos a diferentes técnicas de queima ou moldados com tecidos ou transformados pela ação do mar depois de algum períodos de submersão. Alguns estarão suspensos em um conjunto de instalações que flutuam no ambiente, presos por fios de metal a armações de ferro; outros, “protegidos” por redomas de vidro ou agrupados, ostentando medidas diversas. “Para mim, como mulher, o feminino é forte. Está e estará sempre presente no meu trabalho. Como escultora, gostaria de abrir mais portas para outras mulheres, especialmente aquelas que vivem sob opressão, preconceito e diferentes formas de violência. A intimidação das mulheres ainda é muito grande, sobretudo entre as que lutam por independência e liberdade”, define Raquel Saliba. Serviço “Avesso” – exposição de Anna Bella Geiger e Raquel Saliba (2º pavimento) “Bashar: nós humanos” – individual de Raquel Saliba (1º pavimento) Curadoria: Shannon Botelho Abertura: dia 1º de março, domingo, das 11h às 15h Visitação: de 3 de março a 3 de maio de 2026 Local: Museu Histórico da Cidade Endereço: Est. Santa Marinha, s/nº - Gávea, Rio de Janeiro Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h Assessoria de imprensa: BriefCom Assessoria de Comunicação / Bia Sampaio: (21) 98181-8351 / biasampaio@briefcom.com.br / @briefcomcomunicacao Entrada gratuita Classificação livre Vera Donato
- “No eixo Europa e espaço lusófono vejo um potencial imenso e ainda pouco explorado”
Imagem: Linia Brandt, autora, escritora, responsável pela Suíça Literatura Network, clube de network para escritores, e também da RBCE Network. Foto: divulgação A Suíça recebe, de 18 a 22 de março, o Salão do Livro de Genebra, que terá lugar no espaço Palexpo, onde diversas editoras e escritores estarão presentes promovendo a literatura, mas também a língua portuguesa. Uma das participantes será Linia Brandt, responsável pela Suíça Literatura Network, clube de network para escritores, e também da RBCE Network. As suas obras poderão ser encontradas no stand E-Linia Brandt D28. Escritora e autora de quatro livros, Linia Brandt, radicada na Suíça há 27 anos, desenvolve obras que abordam imigração, identidade, integração e superação. Em entrevista à nossa reportagem, esta autora e editora explica o trabalho que será desempenhado unindo a comunidade lusófona num ponto comum de encontro num país também ele marcado por muita diversidade cultural. Portugueses e brasileiros estão entre os participantes. Que objetivos estabelece para a sua participação na edição deste ano no Salão do Livro de Genebra? O Salão do Livro de Genebra é, sem dúvida, um dos eventos literários mais relevantes da Europa francófona, e esta 40ª edição tem um significado especial. Para mim, participar neste evento não é apenas apresentar um livro, mas levar a voz lusófona a um espaço historicamente marcado pela francofonia, mostrando que a literatura em língua portuguesa tem força, profundidade e lugar neste cenário multicultural. Os meus objetivos são dar visibilidade à literatura lusófona, ampliar as pontes entre a comunidade brasileira na Europa e o mercado editorial europeu e fortalecer o posicionamento da língua portuguesa como língua de cultura, reflexão e criação literária. Quero que a presença lusófona no Salão não seja apenas simbólica, mas que gere conexões reais, com editores, leitores, profissionais do livro e outras comunidades da diáspora. Estarei presente no Salão do Livro de Genebra no stand “E-Linia Brandt D28”, à frente do Suíça Literatura Network, clube de network para escritores, e também da RBCE Network. Através dessas duas frentes, pretendo não só apresentar o meu mais recente livro, mas também promover a literatura lusófona como um todo, criando espaços de diálogo e visibilidade para autores e vozes que navegam entre culturas. Acredito que a diversidade linguística é a maior riqueza de um evento como este, e a língua portuguesa, falada por mais de 260 milhões de pessoas no mundo, merece ocupar esse espaço com determinação, construindo pontes entre a francofonia e a lusofonia. Que resultados espera alcançar? Espero alcançar resultados que vão muito além da presença física no evento. Em primeiro lugar, pretendo fortalecer a visibilidade da literatura lusófona no coração da Europa francófona, mostrando que a nossa língua e as nossas histórias têm relevância e ressonância neste cenário multicultural. Com o lançamento do meu mais recente livro, “Quer Imigrar para a Suíça? Para Alcançar Seu Sonho, Prepare-se para uma Grande Odisseia, Entre Coragem, Transformação e Reconstrução”, baseado nos meus 27 anos de imigração na Suíça, espero tocar leitores de diferentes origens, gerando identificação e reflexão sobre temas universais. Além desta obra, levarei ao Salão antologias através das quais dou apoio social a causas relevantes, como o autismo e as pessoas neurodivergentes, com a obra “Duas Missões, Amar e Existir”, e o enfrentamento à violência doméstica, com a obra “Vozes Livres”. Acredito que a literatura tem o poder de dar voz a essas causas, transformando consciência em ação e visibilidade em acolhimento. Através do Suíça Literatura Network, o meu objetivo é ampliar a rede de escritores lusófonos, tanto os residentes na Europa quanto os que estão no Brasil e em África, criando oportunidades concretas de colaboração e profissionalização para autores que, muitas vezes, não têm acesso ao mercado editorial europeu. O Salão é o ambiente ideal para conectar esses talentos com editores, livreiros e profissionais do setor, abrindo portas para que escritores de diferentes continentes possam apresentar suas obras num dos palcos mais importantes da Europa. Pela RBCE Network, pretendo estabelecer novas parcerias editoriais e institucionais, ampliando o alcance da revista como plataforma de referência para a comunidade brasileira no exterior. Quero sair do Salão com acordos concretos que fortaleçam a presença da lusofonia nos próximos eventos literários europeus. Por fim, o resultado mais importante que busco é plantar sementes duradouras. Que a presença lusófona nesta 40ª edição não seja um episódio isolado, mas o início de uma participação consistente e crescente. O Award Suisse Conexões que Resplandecem apresenta-se como uma plataforma internacional de reconhecimento e visibilidade. Que critérios orientam a seleção dos homenageados e como esta iniciativa se articula com a missão da RBCE Network e do Clube de Network Suíça Literatura Network? O Award Suisse Conexões que Resplandecem é uma plataforma internacional de reconhecimento, criada para valorizar trajetórias que impactam positivamente a comunidade. A iniciativa é organizada pela RBCE Network, em articulação com o Suíça Literatura Network, reforçando a missão de ambas as plataformas: dar visibilidade à diáspora brasileira e fortalecer conexões culturais e profissionais no cenário internacional. Os critérios de seleção dos nomeados são baseados no trabalho desenvolvido em prol da comunidade. São reconhecidos empreendedores, artistas, escritores e profissionais cuja atuação tenha relevância social ou profissional. O foco está em valorizar iniciativas que promovem impacto coletivo, cultura, solidariedade e desenvolvimento. Não existe votação, nem a escolha de apenas um “melhor da categoria”. Todos os homenageados são reconhecidos de forma igualitária, pelo valor e pela contribuição que oferecem. O propósito do prémio não é criar competição, mas celebrar trajetórias que fazem a diferença. A cerimónia acontecerá no dia 21 de março, no Hotel Mövenpick Casino Genève, reunindo convidados, líderes comunitários, representantes culturais e profissionais de diversas áreas para uma noite de reconhecimento, celebração e conexões significativas. Num cenário global marcado por desafios geopolíticos, mobilidade profissional e transformação digital, que papel atribui às redes internacionais como o Award Suisse na construção de pontes entre culturas, negócios e produção literária, particularmente no eixo Suíça, Europa e espaço lusófono? Num cenário global marcado por desafios geopolíticos, mobilidade profissional e transformação digital, as redes internacionais desempenham um papel fundamental na articulação entre culturas, negócios e produção literária. O Award Suisse nasce exatamente nesse contexto, como uma resposta à necessidade de reconhecer homens e mulheres que, no seu país de origem ou na diáspora, transformam realidades e geram impacto positivo. Trata-se de um reconhecimento honorário, sem caráter competitivo ou financeiro, que celebra trajetórias inspiradoras em categorias como Liderança Inspiradora, Inovação e Empreendedorismo, Impacto Social, Expressão Cultural e Artística, entre outras. No eixo Suíça, Europa e espaço lusófono vejo um potencial imenso e ainda pouco explorado. O Award Suisse tem a capacidade de dar visibilidade a esse potencial, conectando talentos lusófonos ao ecossistema europeu de negócios, cultura e inovação. Ao reunir líderes, empreendedores, artistas e escritores de diferentes origens, criamos um ambiente de aprendizado, crescimento e reconhecimento mútuo que transforma redes em laços de cooperação genuína. A produção literária, em particular, ocupa um lugar central nessa articulação. A literatura é uma ferramenta poderosa de diplomacia cultural, capaz de humanizar narrativas, quebrar estereótipos e abrir caminhos para colaborações que vão muito além do livro. O Award Suisse, aliado ao Suíça Literatura Network e à RBCE Network, forma um ecossistema completo que conecta histórias, inspira pessoas e transforma realidades. Por fim, quem é Linia Brandt? Sou mãe, esposa, avó e apaixonada pelas pessoas. Possuo as nacionalidades brasileira, suíça e italiana, formando um mosaico de identidades que refletem a minha vivência entre culturas e a capacidade de transformar diversidade em ação e propósito. Radicada na Suíça há 27 anos, sou ativista em conexões internacionais e articuladora da Diáspora Brasileira, criando pontes de forma genuína, fomentando a cultura e fortalecendo conexões globais. Com formação como Assistente Social Educacional, Assistente de Vida pela Cruz Vermelha Suíça, diploma em Conselho em Nutrição e Dietética pela IFAS International em Nyon, diploma FEL (Formadora de Língua Estrangeira) pelo sistema suíço, formadora de adultos, além de formação em Web Design e Grafismo pelo IFAGE Suisse, construí uma base sólida e multidisciplinar que sustenta a minha atuação em diversas frentes. Atuo como Assistente Social Educacional em Genebra, em contexto pré-escolar, acompanhando e orientando crianças em escola pública, e contribuo para a integração linguística e cultural como professora e formadora de adultos. Com toda esta experiência, estou à frente da RBCE Network, Revista Brasil Conexão Europa, onde atuo como CEO e Editora-Chefe, unindo competências em comunicação, design, educação e articulação internacional para desenvolver projetos editoriais e ampliar uma rede voltada à valorização da comunidade brasileira no exterior. A minha trajetória une literatura, educação, ação social e articulação internacional, dando voz àqueles que vivem entre culturas e transformando experiências em impacto coletivo. Ígor Lopes
- Castelo Branco: “Mais Lusofonia” apresentou diversidade cultural no livro de receitas “O Sabor da Lusofonia”
Na imagem, o jornalista e escritor, Ígor Lopes (esq.), a presidente da Associação “Mais Lusofonia”, Sofia Lourenço, e João Carlos Antunes, professor. Fotos: Agência Incomparáveis/Dinis Gonçalves O auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco acolheu, na terça-feira, dia 24 de fevereiro, o lançamento do livro “O Sabor da Lusofonia – Uma coletânea de receitas em português com diferentes sotaques”, numa iniciativa promovida pela Associação Mais Lusofonia, que tem sede nesta mesma cidade. O evento contou com a presença de lideranças locais, autarcas, jornalistas, membros da associação, além de entusiastas do mundo lusófono e da gastronomia, mas também participantes na elaboração das receitas que constam no livro, num momento que destacou a cultura como instrumento de aproximação entre comunidades e territórios. A obra reúne receitas provenientes d a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), refletindo a diversidade geográfica e cultural do universo lusófono. De Portugal, estão representadas regiões como Beira Baixa, Algarve, Douro, Alentejo, Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo e Beira Alta. Do Brasil, constam contributos de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará. O livro integra ainda receitas de Cabo Verde (Ilhas de Santo Antão e Santiago), Guiné-Bissau, Angola, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau. O livro conta com prefácio do vice-presidente da associação, Í gor Lopes, intitulado “Sabores que unem, gestos que amparam”, e posfácio da presidente da associação, Sofia Lourenço, com o título “Mais Lusofonia: de um sonho a um projeto concretizado”. Em declarações à Agência Incomparáveis , Sofia Lourenço realçou que o livro representa “o culminar de todo o trabalho que fomos fazendo de intercâmbio, desta vez na gastronomia”. A presidente sublinha ainda que a obra vai além da dimensão técnica das receitas, integrando o carinho que as pessoas projetaram em cada contributo e assumindo-se como “uma me s cla de intercâmbio cultural e de sabores”, resultado do envolvimento de associados e colaboradores dentro e fora da região. Já Igor Lopes, que conduziu a apresentação do evento, explica que o projeto editorial se insere numa estratégia mais ampla da associação, articulando intervenção social, cultura e educação. Para Ígo r Lopes, o livro funciona como um espaço de aprendizagem intercultural, “como se fosse um curso de línguas, mas de culturas”, contribuindo para a projeção internacional da associação e para a afirmação de Castelo Branco no contexto lusófono. O valor simbólico da iniciativa foi igualmente sublinhado pelo professor João Carlos Antunes, que enquadrou a gastronomia como ferramenta de integração e inclusão. Na sua perspetiva, projetos desta natureza são essenciais porque promovem a união entre povos, o respeito pela diversidade e a troca de saberes, através de uma linguagem universal: a dos sabores. Assim, mais do que uma simples coletânea culinária, “O Sabor da Lusofonia” afirma-se como um projeto cultural e social que transforma a cozinha num espaço de encontro, memória e pertença, reforçando os laços entre os povos unidos pela língua portuguesa. O encontro contou com um momento musical elogiado com a atuação dos músicos João Nunes e Rui Marques. No posfácio do livro, Sofia Lourenço sintetiza esta visão numa afirmação que marcou todo o encontro e o próprio projeto: “Nós não viemos ao mundo para fazer sombra”, uma ideia que confirma não apenas o livro como um gesto coletivo de afirmação cultural, social e humana no espaço lusófono, mas também o posicionamento e a missão da Associação Mais Lusofonia enquanto agente ativo de intervenção, inclusão e projeção da lusofonia a partir de Castelo Branco. No final do evento, houve, além da venda dos livros, uma degustação gastronômica lusófona com foco em receitas presentes na obra e confeccionadas pelos membros da Associação. Ígor Lopes
- "Memórias para se transformar em Flor" estreia no Sesc Copacabana
O espetáculo performático inte rnacional, criado pelo colombiano Mauricio Flórez, traduz por meio da dança e de experiências sensoriais as memórias do autor com relação ao corpo humano e as plantas, cabendo ao público a escolha da narrativa dramatúrgica do dia. Link com release e fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1kDSyddijtjUyVWhZtcpvz8FxsTNhwD_f Idealizado e dirigido pelo dançarino colombiano, coreógrafo e professor Mauricio Flórez, “Memórias para se Transformar em Flor” é um espetáculo performático que aborda a relação do corpo humano com as plantas e a natureza vegetal através da dança, do teatro e de experiências sensoriais. Selecionado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar , o espetáculo solo e inédito no Rio de Janeiro estreia em curtíssima temporada a partir de 5 de março , às 19h , na Sala Multiuso do Sesc Copacabana , com espaços de acessibilidade e tradução em libras. Jogos cênicos de luz, música, aromas, som, livros, flores e objetos posicionados em lugares espalhados formam um palco interativo onde o público tem a oportunidade de interagir em diferentes atmosferas, o que gera uma apresentação diferente a cada dia. São as escolhas da plateia que desenham a dramaturgia da peça, sendo o público o responsável por definir quais histórias serão contadas, mas caminhando para a transformação metafórica do corpo em flor. “O espetáculo busca refletir e ampliar a ideia de vida para além do humano, convocando a beleza e o encanto pelo universo vegetal para estabelecer um elo de identificação entre as pessoas e o mundo das plantas, revelando assim alguns dados misteriosos que cativam a imaginação e o interesse pela natureza. Pensando a dança e o corpo como caminho para adentrar num ‘estado de natureza’, o espetáculo traz a seguinte pergunta: ‘o que nós, seres humanos, podemos aprender com as plantas?’ Nossos corpos são distintos dos das plantas, mas a energia vital que nos anima é compartilhada. Aprender sobre as plantas é, portanto, aprender sobre o mundo, sobre nós mesmos e sobre aqueles a quem chamamos outros”, analisa Mauricio Flóres, artista colombiano residindo no Brasil desde 2012. “Memórias para se Transformar em Flor” estreou em São Paulo, e em 2024 foi indicado às categorias de Melhor Espetáculo e Melhor Interpretação do Prêmio APCA . Apesar do amplo cenário que remete às 16 “memórias” do autor, formando um núcleo narrativo que articula mitologia, ciência, botânica, história da arte e experiências em torno da ideia de metamorfose e florescimento, a montagem busca transmitir conhecimento de forma simples. E faz isso ativando os circuitos de encantamento que despertam o campo da cognição humana a partir de algumas histórias mitológicas e científicas que inspiram também a movimentação do corpo na obra. Com uma estrutura dramatúrgica que contempla dois momentos, um mais narrativo (parecido a uma aula ou palestra performática) e o outro mais focado na dança e no trabalho corporal, a peça privilegia os movimentos mais instintivos e propõe a desaceleração como prática necessária para os corpos do século XXI. Com o intuito de passar adiante todo conhecimento adquirido ao longo de muito estudo realizado para a preparação da peça, Mauricio Flórez transformou o espetáculo em “Metamorfoses do Corpo” , uma oficina de dança gratuita direcionada a artistas e estudantes de artes cênicas, que envolve um trabalho de pesquisa, experimentação e compartilhamento de ferramentas. A oficina será ministrada para uma turma de 20 alunos, e as aulas acontecerão nos dias 10 e 11 de março , das 19h às 21h. “A oficina utiliza a dança como instrumento pedagógico e se propõe como objetivo cultivar o encantamento, a admiração, e a curiosidade pelo misterioso comportamento do mundo vegetal no que diz respeito ao movimento contínuo e silencioso das plantas, sua forma de alimentação, metabolismo e inteligência, características que estão sacudindo a ciência nos últimos anos. No encontro, se entrecruzam as práticas corporais com algumas referências bibliográficas que abrangem histórias mitológicas onde seres humanos e deuses alteram a anatomia dos seus corpos para gerar transformações mágicas e, por outro lado, a literatura científica sobre botânica e pesquisas recentes sobre a inteligência vegetal”, finaliza Flórez. SINOPSE Espetáculo que entrelaça mitologia e ciência para falar da relação entre o corpo humano e o corpo vegetal. Em cena, 16 objetos iluminados — livros, plantas, imagens e sementes — guardam memórias que, a cada apresentação, são escolhidas pela plateia, conduzindo o performer por um percurso único até a transformação do corpo em flor. SERVIÇO “Memórias para se Transformar em Flor” Temporada: 05 a 15 de março de 2026 Horário: Quinta-feira a domingo, às 19h Ingressos: R$ 10 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) Local: Sesc Copacabana – Sala Multiuso Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana Tel.: (21) 4020-2101 Classificação Indicativa: 12 anos Duração: 80 minutos Instagram: @mauricio.florez_ OFICINA GRATUITA - “METAMORFOSES DO CORPO” Data: 10 e 11 de março Horário: 19h às 21h Duração: 4h (total) Total de participantes: 20 pessoas Público-alvo: artistas, interessados e estudantes de artes cênicas, acima de 16 anos. Inscrições pelo e-mail leticia@corporastreado.com FICHA TÉCNICA Criação, Direção e Performance: Mauricio Flórez Dramaturgia e Assistência de Direção: Gustavo Miranda Concepção de Iluminação e Espaço Cênico: Hideki Matsuka Adaptação de Luz: Patrícia Savoy Operação de Luz: Nicholas Duran Criação de Figurino: Beto Souza / Thelores Drag Criação de Trilha: Hedra Rockenbach Ambiente Sonoro: Gustavo Miranda Objetos Cênicos e Adereços: Marcos Yamamoto (cerâmicas), Satie Inafuku – arteSfato (adereço cabeça), Mauricio Celis (coração) Colaboração Artística: Key Sawao, Ricardo Iazzetta, Carol Minozzi, Bia Sano, Marco Xavier, Pedro Galiza, André Menezes Aulas de Botânica: Anderson Santos - Escola de Botânica de São Paulo Apoio: Key Zetta e Cia; Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida e Oficina Cultural Oswald de Andrade Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação Produção Executiva: Jean Martins Produção: Corpo Rastreado / Letícia Alves Alex Varela
- Festival da Primavera 2026 | ANO DA CULTURA E DO TURISMO BRASIL-CHINA
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro abriu as portas em grande estilo para celebrar o ano novo chinês, o Ano do Cavalo de Fogo que símbolo de força, coragem e determinação. O espetáculo teve emoção do início ao fim, tudo regido pelo toque elegante e pela disciplina chinesa. A Orquestra de Copacabana,estava como sempre impecável regida por Luiz Potter que também assinou os arranjos! A elegância da soprano chinesa Yu Xi e a beleza com que as brasileiras interpretaram clássicos da música chinesa arrancaram suspiros! De repente surge Armandinho Macêdo, mestre da guitarra baiana que rasgou o silêncio com o lindo lamento do timbre da sua guitarra...isso foi magia pura, foi realmente incrível! Parou? Claro que não! A orquestra volta a tocar e mais uma vez o público é surpreendido por solistas que saíram da plateia como costumamos ver em mídias que viralizam, foi lindo e emocionante vê-los cantar para deleite da plateia. Um ponto que me chamou a atenção foi a inclusão, sim, a interação de um público que não tem acesso à cultura e os chineses fazem questão de agregar e trazer para suas celebrações alunos de escolas públicas e pessoas da comunidade, desmistificando assim pensamentos de uma sociedade que precisa ter um olhar mais profundo no tocante aos menos favorecidos, parabéns aos organizadores do evento. Yu Xi e Orquestra de Copacabana Armandinho Macêdo e Orquestra de Copacabana. Val Guimarães
- Evento reconheceu empresas, lideranças, personalidades e instituições luso-brasileiras no Porto
Foto: divulgação Empresas, lideranças, personalidades e instituições luso-brasileiras foram reconhecidas no Porto no âmbito do Prémio “Aproxima Portugal-Brasil”, no último dia 25 de fevereiro, pelo seu contributo para o “fortalecimento da cooperação entre Portugal e Brasil”. A cerimónia de entrega, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, com o apoio do Sistema Fecomércio e do governo de Minas Gerais, realizou-se nas instalações do Tivoli Kopke Porto Gaia Hotel, assinalando mais uma edição de uma distinção que reconhece nomes que interagem entre os dois países. Na sessão de abertura, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB), Otacílio Soares, sublinhou que o Prémio “traduz, de forma muito concreta, aquilo que a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira procura fazer todos os dias: aproximar pessoas, empresas, instituições e visões de futuro”. Este responsável destacou também que a cerimónia reflete “o trabalho anual dos nossos comités, que escutam empresas, aproximam instituições e constroem agendas comuns para responder às exigências de um mundo em rápida transformação”, defendendo ainda que a relação entre Portugal e o Brasil exige “menos lugares comuns e mais construção”, valorizando exemplos que mostram ser possível “cooperar melhor, inovar em conjunto e criar prosperidade com identidade”. Houve ainda a intervenção do secretário de Estado da Cultura de Portugal, Alberto Santos, que mencionou a situação atualmente vivida em Minas Gerais, onde algumas cidades, como Juíz de Fora, foram gravemente afetadas por chuvas extremas. Referindo-se às “horas duras, difíceis” atravessadas pelo estado brasileiro, em particular nas zonas de Juiz de Fora e Ubá, este governante falou de “vítimas mortais, desaparecidos e centenas de pessoas deslocadas”, deixando assim uma “palavra simples e sentida às famílias enlutadas e a todos os que estão no terreno, no resgate e na reconstrução”. Agradecendo o convite da CCILB, Alberto Santos reconheceu que o Prémio distingue protagonistas que transformam afinidade histórica em cooperação com “resultados verificáveis”. O Secretário de Estado português defendeu também que a cultura é hoje uma verdadeira infraestrutura de desenvolvimento e projeção internacional, sublinhando que a gastronomia é “uma das expressões culturais mais imediatas e mais exigentes”, onde convivem “a memória, o território, o saber, a disciplina e a identidade”, concluindo que Portugal pretende uma relação com o Brasil “baseada em seriedade, previsibilidade, mas muito mais em ambição”, sustentada no comércio, na cultura e em ações que contribuam para a vida concreta das pessoas. Por sua vez, o presidente do Sistema Fecomércio de Minas Gerais, Nadim Donato, afirmou ser “uma grande honra estar na cidade do Porto, um território que respira história, cultura, comércio e vinho”. De igual modo, este líder empresarial sublinhou que o vinho e a gastronomia “vão muito além do produto”, traduzindo “linguagem cultural, identidade, economia, turismo e, sobretudo, conhecimento”. Nadim Donato destacou ainda que a presença mineira no evento constitui “uma aposta clara na educação profissional como vetor de desenvolvimento económico, social e cultural de Minas Gerais”, referindo que trazer Minas ao Porto é promover “diálogo entre tradição e inovação, entre técnica e identidade, entre Brasil e Portugal”. Ainda durante o evento, e em declarações exclusivas à Agência Incomparáveis , Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - Minas Gerais, explicou o papel da instituição na aproximação entre Brasil e Portugal e a atuação em Minas Gerais. “Estamos num ótimo caminho. Esta iniciativa permite promover parcerias entre empresários de Minas em Portugal e de Portugal em Minas”, sublinhou Jerónimo, que destacou também a “soberba” gastronomia mineira apresentada durante todo o evento e reforçou a expansão da Câmara de Comércio no estado brasileiro, com a abertura de polos de representação em várias cidades mineiras e a assinatura de protocolos de cooperação entre a Câmara Portuguesa e os governos, tribunais, universidades e organizações não governamentais. “Temos que captar investimento de Portugal para Minas Gerais e apoiar empresários mineiros que queiram investir em Portugal. Trazer empresas para Minas, fazê-las ficar alguns dias discutindo negócios, o que também fortalece a economia local”, concluiu. Conheça os premiados Após as intervenções, foram anunciados os galardoados desta edição: Carlos Mota Santos - Personalidade do Ano , pelo papel na afirmação internacional da Mota-Engil e na consolidação da presença empresarial portuguesa no Brasil; Jorge Viana - Integração Institucional e Promoção do Investimento , pelo impulso à internacionalização das empresas brasileiras e pela criação da Casa Brasil; António Feijó - Cultura, Educação e Cooperação Académica , pelo reforço de programas que aproximam instituições, investigadores e criadores dos dois países; Nadim Donato - Comércio, Serviços e Desenvolvimento Económico Regional , pelo contributo para o aprofundamento da cooperação económica entre Minas Gerais e Portugal; Luís Rodrigues - Aviação, Mobilidade e Conectividade Estratégica , pelo papel da TAP Air Portugal como principal elo entre Portugal e Brasil; Carlos Abade - Promoção Internacional , pela estratégia que reforçou a presença de Portugal no mercado brasileiro; Amanda Lima - Comunicação Social , pelo contributo para uma informação mais rigorosa sobre as realidades dos dois países; Fernando Daniel Nunes - Indústria, Design e Internacionalização da Marca Portugal , pela projeção internacional da Vista Alegre; Catarina Santos Cunha - Desenvolvimento Urbano e Diplomacia Local , pelo impacto da sua ação na internacionalização do Porto; Marco Lessa - Gastronomia , pelo papel transformador da cozinha como elo cultural e económico entre Brasil e Portugal. O evento contou com uma mistura entre a gastronomia mineira e a portuguesa assinada pelos Chefs do Senac em Minas. Ígor Lopes
- Montagem inédita, "Nas Ruas ao Redor" estreia no Teatro Ziembinski
MONTAGEM INÉDITA, “NAS RUAS AO REDOR” ESTREIA NO TEATRO ZIEMBINSKI Idealizado e dirigido por Sergio Kaufmann e com dramaturgia de Elisa Ottoni, o espetáculo parte de um território específico para apresentar encontros, observar afetos e debater questões que são universais. Pouca gente presta atenção ou se dá ao trabalho de questionar, mas os nomes das ruas da cidade podem trazer muitas surpresas e informações. Foi atento a essas peculiaridades em algumas ruas da Vila da Penha, bairro da zona norte carioca, que o diretor Sergio Kauffmann começou a idealizar o que viria a ser “ Nas ruas ao redor ”, espetáculo inédito que estreia dia 06 de março , às 20h , no Teatro Ziembinski , na Tijuca. Rua da Coragem; Rua da Justiça; Rua da Tranquilidade; Travessa da Bondade; Rua da Inspiração e Rua da Brandura são apenas alguns dos locais em cujas encruzilhadas poéticas se esbarrarão os personagens da montagem, que conta ainda com músicas autorais sob Direção Musical e Trilha Sonora de Rafael Lorga . A temporada de estreia da peça é viabilizada pelo edital Pró-Carioca, programa de fomento à cultura carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura. “ Nas Ruas ao Redor é um espetáculo que tem como ponto de partida ruas de nomes poéticos de um bairro do subúrbio carioca. A partir delas, apresenta personagens que habitam esses espaços, situações fantásticas e reflexões sobre a relação com um território em constante transformação. A narrativa se constrói com forte presença da musicalidade - em diálogo direto com a relação do elenco com a música - e com humor, atravessada pela experiência do grupo em palhaçaria e jogo cômico”, ressalta Sergio, nascido e criado na região, e o responsável pela direção de Jef Lyrio , Laura de Castro , Roberto Rodrigues , Sara Hara e Vânia Gomes , o elenco em cena. Mas engana-se quem acha que, pelo recorte, a montagem fale sobre algo para os que conhecem a região. Afinal, como já escreveu León Tolstói, “ fale de sua aldeia e estará falando do mundo ”. “Ouvi algumas pessoas se surpreenderem: ‘ mas uma peça sobre a Vila da Penha? ’. Como se houvesse um questionamento implícito sobre a potência artística que poderia emergir desse território. A peça parte de um território específico, mas trabalha com experiências que não são exclusivas dele: memória, pertencimento, medo, desejo, transformação, convivência. Mesmo quem nunca esteve no bairro reconhece esses afetos. O espaço funciona como ponto de partida, não como limite - o que está em cena são relações humanas que atravessam qualquer cidade”, pontua Kauffmann. O espetáculo faz com que o público se conecte a ele não pelo mapa, mas pela escuta: as vozes, as contradições, os personagens e situações que poderiam existir em muitos outros lugares. E é assim que, ao mergulhar profundamente em um lugar, a peça convida a plateia a olhar para seus próprios territórios com mais atenção e poesia. As ruas da peça, por exemplo, funcionam como um eixo dramatúrgico a partir do qual são abertas determinadas histórias. Deste modo, a dramaturgia articula distintos modos de percepção do bairro. “Embora o mote inicial tenha sido proposto por mim, a elaboração dramatúrgica aconteceu de forma coletiva, desenvolvendo-se na sala de ensaio, nas visitas à região e, sobretudo, a partir das contribuições de Elisa Ottoni , nossa dramaturga, que auxiliou na organização das ideias e na estruturação das situações que nos atravessaram ao longo do percurso criativo. A partir dessa experiência dramatúrgica viva - criada e elaborada em sala de ensaio - iniciamos a composição de músicas autorais que atravessam alguns dos temas da peça”, resume Sergio. O fato de grande parte do elenco possuir uma relação profunda com a música fez com que esse campo também fosse explorado na montagem, fazendo com que o espetáculo incorporasse canções próprias: temas associados a determinados personagens e situações que conduzem a narrativa. O ator e músico Rafael Lorga é o criador da maior parte dessas composições, em parceria com Elisa Ottoni nas letras. Ator da peça, Jef Lyrio é também compositor e contribuiu com colaborações que ampliaram ainda mais esse universo sonoro. “Evito dizer que esta peça é sobre o subúrbio carioca. Compreender essa complexidade é fundamental para escapar da visão generalista que frequentemente associa o subúrbio a espaços degradados e perigosos, como se a cidade ‘verdadeira’ pulsasse apenas em outro lugar. Esse discurso aparece, inclusive, entre moradores do próprio bairro — e aí se revela mais uma camada dessa complexidade. O espetáculo valoriza e reverencia presenças que suspendem a rotina cotidiana e instauram outras temporalidades — figuras que promovem rupturas no ritmo habitual do bairro e que, por meio de seus modos de vida, produzem formas alternativas de convivência e reinventam a relação com o território”, observa o diretor e idealizador da montagem. Buscando radicalizar a experiência de um bairro em transformação, a peça evidencia um problema recorrente: o esvaziamento das ruas e o receio de ocupar o espaço público, reflexo dos impasses de uma cidade historicamente mal resolvida com a segurança pública, atravessada por violências e corrupções. “Trazemos à tona histórias esquecidas e memórias soterradas e elaboramos um espetáculo cuja encenação avança até a imagem de um bairro cru, esvaziado dos elementos que fazem uma rua ser rua: a vida, as pessoas e seus afetos; as presenças, os encontros e a memória”, encerra Sergio Kauffmann. SERVIÇO “NAS RUAS AO REDOR” Temporada : 06 a 29 de março Horário : Sextas-feiras e sábados às 20h e domingos às 19h - Nos sábados 14 e 21 de março haverá sessão com libras e audiodescrição - Ingressos : na bilheteria do teatro, de terça a domingo de 14 às 20h Ingressos R$ 30,00 inteira R$ 15,00 meia Link de venda de ingressos : https://bileto.sympla.com.br/event/116859 Local : Teatro Ziembinski Endereço : Praça Urbano Duarte, s/n – Tijuca Classificação Indicativa : Livre Duração : 70 minutos Instagram : @nasruasaoredor FICHA TÉCNICA Idealização e Direção: Sérgio Kauffmann Dramaturgia: Elisa Ottoni Elenco: Jef Lyrio, Laura de Castro, Roberto Rodrigues, Sara Hara e Vânia Gomes Assistente de Direção: Juliana Brisson Direção de Movimento: Guilherme Mattos Direção Musical: Rafael Lorga Preparador Vocal: Pedro Lima Cenografia: Alice Cruz Iluminação: Tomás Ribas Figurino: Elen Carvalho Design Gráfico: Alice Cruz Gestão de Redes Sociais: Bia Ferraz Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Comunicação Direção de Produção: Alice Cruz e Sérgio Kauffmann Produção Executiva: Angélica Lessa Assistente de Produção: Felipe Lins Fotógrafo: Rodrigo Menezes Realização: Rodopio Produções Culturais Nome Colunista
- Entrevista: Juliano Penido / Penido jiu-jitsu Santana Dos Montes-MG
O professor de jiu-jitsu de Santana dos montes MG, Juliano Penido participou neste final de semana de um grande torneio no Rio de janeiro e trouxe um excelente resultado para casa! No dia 22 de fevereiro de 2026, a equipe Penido jiu-jitsu competiu na COPA PÓDIO - campeonato carioca, realizado no clube municipal da Tijuca (RJ), mestrando talento, disciplina e muita garra no tatame. Parabéns aos atletas: -Prof: Juliano Penido -Latiffa Penido -Larissa Penido -Vitor Sales -bruno ferreira -thiago Santana Que trouxeram: 5 medalhas de ouro. Categoria (Gi) 1 medalha de bronze. Categoria (No-GI) Vocês representaram o Município Santana dos montes - MG com honra e dedicação! Que está conquista seja apenas mais um passo de muitas vitórias que ainda estão por vir. A prefeitura de Santana dos montes-MG, por meio da secretaria municipal de esportes, parabeniza todos pelo excelente trabalho e resultado. Instagram: Santanadosmontesoficial, penido_jiujitsu_sdm https://www.instagram.com/copapodio?igsh=MTI0dmo5bXBsY2t1Zg == https://www.instagram.com/p/DVQ3vatjh9j/?igsh=bzYwaHl3c2h6dXRn Julianopenidobjj – Juliano Penido/ Competidor Faixa Preta de Jiu-Jitsu João Paulo Penido
- The Fevers celebram 60 anos de sucesso com show especial no Teatro Riachuelo Rio
Grupo se apresenta no dia 4 de março, no Rio de Janeiro, celebrando seis décadas de hits que marcaram gerações No dia 4 de março , os The Fevers sobem ao palco do Teatro Riachuelo Rio para um show especial da turnê comemorativa “60 anos de Sucesso” , que celebra seis décadas de uma das trajetórias mais marcantes da música brasileira. A apresentação integra a turnê nacional que percorre o país revisitando clássicos que atravessaram gerações e seguem emocionando o público. Sobre a turnê: A turnê “60 anos de sucesso”, que vai rodar o Brasil este ano, promete fazer todo mundo cantar, dançar e festejar a boa música. Não vão faltar hits como “Mar de rosas” e “Vem me ajudar”. O trabalho mais recente do grupo, o álbum “Vem dançar 2” contou com ótima gravação e repertório selecionado. Atualmente, a banda conta com mais de cem mil inscritos em seu canal do YouTube. Para um dos fundadores do grupo, o baixista Liebert Ferreira, a marca é digna de orgulho. “Graças a Deus a cada dia seguimos na estrada com o público cantando junto com a gente as nossas canções. São músicas que marcaram a vida das pessoas e até hoje temos que tocá-las pois o público quer ouvi-las. Toda vez que fazemos um show, o público canta e dança com a gente, e isso nos dá muita felicidade. Tomara que a gente dure ainda muitos e muitos anos.” Para outro fundador, o cantor Luiz Cláudio Elbert, “apesar das perdas que inevitavelmente o tempo nos traz The Fevers ainda tem à frente a figura marcante de Liebert Ferreira desde a fase inicial, reforçados pelas presenças de Rama, Otávio Henrique e Claudio Mendes, que mantém e atualizam a qualidade musical da banda.” Já o tecladista Claudio Mendes nem era nascido enquanto o grupo dava seus primeiros passos. “Eu cheguei ao mundo no final dos anos 60, época que foi muito importante para as próximas gerações, e que pude vivenciar desde então. Anos inspirados na música mundial, e The Fevers estava lá! Sucesso total nas rádios e programas de televisão. Hoje, me orgulha fazer parte dessa trupe, e compartilhar um momento tão especial.” O exímio guitarrista Rama diz que “quando as luzes se acendem no palco começa uma nova experiência. Cada dia é um novo sonho para milhares de fãs que adoram as músicas e o som dos Fevers. Nós, os artistas, damos energia e motivação para viver, sonhar, se apaixonar, e ir em frente para as pessoas que estão à espera disso. Temos esse privilégio que é uma missão também.” Cesar Lemos, que voltou recentemente para a banda, como guitarrista e cantor, descreve os 60 anos como “uma trajetória admirável, emplacando sucessos que atravessaram décadas! Embalando e emocionando corações de milhões dentro e fora do Brasil! O The Fevers... Desde a Jovem Guarda nos anos 60, inovando nos anos 70 e 80 como os ‘Reis dos bailes’, escrevendo trilhas sonoras de muitas novelas e por que não dizer, de nossas vidas!! Além de todo o sucesso fonográfico, o grupo tem sido um verdadeiro celeiro de produtores, compositores e diretores de gravadoras!! The Fevers turnê 60 anos! Muito mais que uma celebração de aniversário; será uma festa mágica, trazendo de volta o melhor de cada era, as canções que emocionam e fazem bater mais forte nossos corações!” “Uma das marcas positivas da Banda durante esse 60 anos de existência é o prazer de estar onde os fãs se encontram. Não importa a distância nós estaremos lá pois a festa não pode parar”, celebra o baterista Otávio Henrique. E nesses 60 anos de estrada o grupo também acompanhou artistas como Cassiano, Clara Nunes, Erasmo Carlos, Roberto Carlos e Ronnie Von, entre outros. Sobre o Teatro Riachuelo Rio Localizado no icônico edifício do antigo Cine Palácio, na Cinelândia, berço dos maiores movimentos sociais e culturais do país, o Teatro Riachuelo Rio é um dos mais tradicionais palcos do Brasil. Tombado como patrimônio histórico e arquitetônico, o espaço preserva sua fachada neomourisca e foi completamente revitalizado para atender aos mais altos padrões técnicos da cena cultural contemporânea. Desde sua reinauguração, em 2016, o Instituto Evoé é responsável pela gestão do teatro, que hoje representa a união entre história, modernidade e pluralidade artística. Um retrofit completo devolveu vida ao prédio, mantendo detalhes originais da construção de 1890 e integrando elementos de design contemporâneo, como poltronas, iluminação cênica de última geração e estrutura técnica de padrão internacional. Com capacidade para 999 espectadores, distribuídos entre plateia e dois balcões, o Teatro Riachuelo Rio ocupa cerca de 3.500m². Conta com palco de 280m², subpalco, fosso de orquestra, camarins, sala de ensaio e espaços de convivência que atendem a uma programação diversa. Serviço: Nome: The Fevers Data e horário: 04 de março, 20h Vendas: https://www.ingresso.com/espetaculos/the-fevers-60-anos-de-sucesso Classificação: Livre Duração : 120 minutos Valores : Plateia VIP - R$ 150,00 Plateia - R$ 130,00 Balcão Nobre - R$ 100,00 Balcão 1 - R$ 50,00 Informações para a imprensa: MNiemeyer Assessoria de Comunicação - www.mniemeyer.com.br Juliana Rosa: juliana@mniemeyer.com.br / (21) 97209-5898 Alex Varela










