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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

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  • Especialista brasileira, Joice Yane debateu “perceção da realidade” durante congresso em Lisboa

    Imagem: Joice Yane durante participação no primeiro dia do Congresso Metamorfose da Alma, em Lisboa. Fotos: Agência Incomparáveis A terapeuta e palestrante Joice Yane, de 30 anos, brasileira com nacionalidade portuguesa e mentora no portal “The ProjectJoy”, participou no primeiro dia do Congresso Metamorfose da Alma, em Lisboa, onde defendeu a necessidade de “ampliar a compreensão da realidade a partir da perceção, da intenção e de múltiplas dimensões de consciência”. A sua intervenção integrou a programação do encontro, que reuniu participantes e especialistas luso-brasileiros em torno de propostas de reflexão e desenvolvimento pessoal. Como avalia o congresso este ano? O congresso foi incrível. Foram dois dias muito profundos em conhecimento e reconexão. Acredito que todos os participantes tiveram uma experiência marcante para as suas vidas. Como você avalia a sua participação? Avalio positivamente, porque consegui transmitir as minhas ideias de forma clara e gerar debate. O ponto mais positivo foi a conexão genuína com palestrantes e alunos, que sentiram que finalmente alguém validava as suas experiências. Quais foram os seus objetivos? O meu objetivo era abalar as estruturas pragmáticas da nossa mente humana. Acredito que foi cumprido, pois muitos comentaram que ficaram com as suas mentes “explodindo”. Como enquadrar o conceito de realidades paralelas no contexto da construção da realidade individual? Primeiramente, precisamos compreender que as realidades paralelas são estruturas multidimensionais que formam o prisma daquilo que chamamos de "real". Toda a estrutura da existência é fragmentada em partes e subpartes, formando realidades coletivas que se fragmentam várias vezes até se tornarem realidades individuais. De que forma o “The Project Joy” aborda a manifestação da realidade a partir de múltiplas dimensões da consciência? O “The Project Joy” aborda a manifestação da realidade, não oferecendo respostas definitivas, mas sim ferramentas lógicas e concretas para que cada pessoa organize conceitos complexos que já acontecem dentro dela, muitas vezes de forma confusa ou inconsciente. O método não é uma verdade fixa; é um sistema vivo que se adapta à experiência de cada um. O objetivo não é explicar o que é a realidade, mas dar uma linguagem clara e lógica para que a pessoa navegue pelas suas próprias camadas de consciência e, a partir daí, manifeste com mais clareza a realidade que escolhe viver. Que fundamentos sustentam a ideia de que existem diferentes camadas ou níveis de realidade acessíveis ao indivíduo? Como explicar esse tema ao público? Existem pistas interessantes em várias áreas, da física quântica à neurociência, passando por certas tradições filosóficas, de que a realidade pode ter diferentes camadas ou níveis. A ciência ainda não tem uma resposta unificada, mas essas pistas convidam-nos a pensar de forma mais aberta. Para o público, o melhor caminho são exemplos didáticos que respeitem a complexidade sem assustar. Na sua perspetiva, qual é o papel da perceção e da intenção no processo de manifestação? A perceção está associada à forma como você “recebe” uma informação. A forma como você recebe a informação dita a forma como você reage a ela. Se você não tiver consciência de como essa informação está a ser processada em você, não terá controlo sobre a sua reação e, consequentemente, irá colocar-se na frequência associada a essa resposta. Já a intenção está associada à forma como você “entrega” uma informação. E a forma como você entrega pode estar condicionada pela forma como você percebe a realidade, levando a reações inconscientes aos desafios da vida e a estados de incapacidade e vitimismo. Mas, quando você se torna consciente desses processos, desenvolve a capacidade de navegar pela vida sem se prender a bloqueios. Assim, quando perceção e intenção atuam em consciência, você não reage ao mundo: você cocria a sua experiência. Que desafios identifica na compreensão pública de conceitos como realidades paralelas, muitas vezes associadas a abordagens não convencionais? Os principais desafios são o ceticismo automático, que confunde "não explicado" com "falso"; a falta de referências didáticas acessíveis; o receio de que aceitar realidades paralelas desmorone a noção de verdade única; e a dificuldade em traduzir conceitos da física teórica sem perder rigor. Mas, como eu já fui cética, sei que é possível superar esses desafios com paciência e bons exemplos. Como essa compreensão pode ajudar a nossa sociedade, a humanidade? Esta compreensão pode libertar do medo da morte, reduzir a ansiedade e abrir espaço para viver com mais presença e coragem. Mostra que cada intenção cria uma realidade, incentivando responsabilidade, compaixão e cuidado com os outros. Também oferece um sentido para o sofrimento, entendendo cada desafio como uma camada de ilusão a ser retirada. Na sociedade, pode reduzir a violência e a competição predatória, ao reconhecer que não há “inimigos” separados. Não se trata de fuga da realidade, mas de uma expansão que permite agir com mais lucidez, menos medo e mais cooperação. De que forma a sua intervenção procurou traduzir esses conceitos em aplicações práticas no quotidiano das pessoas? Eu trabalho bastante com terapeutas, médiuns, médicos e professores. Por isso, a minha intervenção está focada em ajudar aqueles que já estão a aceder a outras camadas da realidade, mas não entendem por completo o que está a acontecer ou por quê. Eu faço essa gestão da parte racional da pessoa, ajudando-a a ter clareza sobre o que está a ser processado dentro dela. Que resultados ou mudanças têm sido observados nos participantes que acompanham o seu trabalho? O principal feedback que eu recebo é de que eles finalmente estão a conseguir entender o que está a acontecer e porquê. Consequentemente, sentem-se mais livres para explorar os seus dons e ferramentas de cura, ajudando cada vez mais pessoas. O que espera acrescentar ao debate internacional promovido por este congresso, particularmente para o público em Lisboa? Ao debate internacional, acrescento uma ponte prática entre a física teórica e a experiência subjetiva. Lisboa tem sido um ponto de encontro entre culturas, e o meu objetivo é oferecer uma linguagem que dialogue tanto com o cético quanto com o curioso, sem infantilizar nem dogmatizar. Por fim, quem é Joice Yane? Nasci no Brasil e mudei-me para Portugal aos seis anos. Vivi e trabalhei em Lisboa antes de me mudar, em 2018, para o Qatar, onde fui comissária de bordo. Criei o projeto “The ProjectJoy” em 2020 e regressei a Portugal no final de 2021. Desde 2024, dedico-me exclusivamente ao desenvolvimento da iniciativa. Ígor Lopes

  • Alumbramentos, um espetáculo que resgata a memória de um desastre ambiental, estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, com acessibilidade criativa em Libras

    Alumbramentos estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro CCBB (RJ) no dia 22 de maio de 2026 com temporada até o dia 31 de maio de 2026, acompanhada de uma exposição de pintura do artista visual Rafael Prado. Na peça, um intérprete surdo e um ouvinte contracenam com os atores para garantir uma acessibilidade de qualidade diferenciada. Alumbramentos reúne fragmentos de uma memória estilhaçada: restos de sonhos, vozes e gestos de uma comunidade ribeirinha atravessada por um desastre ambiental. Como afluentes de um rio, histórias e personagens surgem, se entrelaçam e se perdem, revelando modos de vida, tradições e uma íntima relação entre o vilarejo e a natureza. A peça, dirigida por Erika Rettl, se baseia na linguagem do realismo fantástico e propõe uma reflexão poética sobre a relação entre seres humanos e a natureza, evocando saberes das culturas tradicionais e os efeitos da exploração ambiental. A dramaturgia, de Fidelys Fraga e Clara Anido, foi construída de forma colaborativa com a participação da diretora e dos atores a partir de uma inspiração livre no texto 'Alumbramentos' da escritora Nathercia Lacerda. Tem uma estrutura fragmentada e mistura diferentes tempos, criando uma cronologia que se dobra sobre si mesma. Em uma narrativa entrecortada e não-linear, surgem pistas de como o crescimento de uma fábrica corrói a identidade local. As memórias dos vários personagens são interpretadas pelos atores Joyce Araújo e Gustavo Vieira, que já fizeram parte do Núcleo de Pesquisa da Linguagem da Máscara Teatral, coordenado pelo Grupo Teatral Moitará. Eles contracenam com dois intérpretes, Ricardo Boaretto e Jhonatas Narciso, um surdo e outro ouvinte, usando tanto a Libras quanto os recursos do Visual Vernacular (VV), uma linguagem performática criada pela cultura surda. Boaretto e Narciso também participaram da pesquisa como consultores para garantir uma acessibilidade cultural criativa e diferenciada. O objetivo é que tanto o público surdo como ouvinte usufruam de um espetáculo profundamente imagético. Rettl, diretora de Alumbramentos, vem se relacionando com artistas surdos há mais de 17 anos através do Ponto de Cultura Palavras Visíveis, um programa bilíngue (LIBRAS e português) coordenado pelo Grupo Moitará que integra experiências teatrais entre surdos e ouvintes. A temporada do espetáculo no CCBB ainda prevê uma roda de conversa intitulada “O visível e o invisível da construção dramatúrgica”, gratuita, com a presença de intérpretes de Libras que acontecerá no sábado 30 de maio, após a sessão. Na equipe artística, o espetáculo ainda conta com direção musical de Caio Padilha e parceiros profissionais que acompanham o trabalho do Grupo Moitará de longa data, como Carlos Alberto Nunes, cenógrafo e figurinista, e Djalma Amaral, na criação de luz. Alumbramentos propõe uma confluência entre arte, consciência ambiental e inclusão, fortalecendo o cenário cultural do Rio de Janeiro. Oferece ao público uma vivência única que alia estética, reflexão e responsabilidade social. Na entrada do teatro, estará instalada a exposição do artista visual Rafael Prado com quatro obras criadas especialmente para o espetáculo Alumbramentos, uma delas foi a base do cartaz e das artes do espetáculo. Prado é natural de Rondônia e desenvolve sua pintura a partir de referências do território amazônico e das encantarias regionais tecendo uma relação direta entre humano, animal e paisagem. O projeto é realizado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Política Nacional Aldir Blanc. Obteve o apoio do CCBB RJ para a estreia tanto do espetáculo quanto da exposição. Serviço - ALUMBRAMENTOS: Data: (sexta a domingo) 22, 23, 24 e 29, 30, 31 de maio de 2026 Horário: (sexta e sábado) 19h / (domingo) 18h30 Local: Teatro III – CCBB Rio de Janeiro Endereço: Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro/RJ Classificação indicativa: 14 anos (espetáculo com acessibilidade em Libras) Ingressos: (sexta e sábado) preços populares R$30 e R$15 (meia-entrada) à venda na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura (domingo – 24 e 31 de maio) ingresso solidário, em troca de 1kg de alimento não perecível, exclusivamente na bilheteria física do CCBB, a partir das 9h do dia do evento. Atividades complementares (gratuitas): ● Exposição “Alumbramentos” do artista visual Rafael Prado Acessível no hall de entrada do Teatro III do CCBB durante toda a temporada. ● Roda de conversa ‘O visível e o invisível da construção dramatúrgica’ com a equipe artística e de acessibilidade no 30 de maio (sábado), após a sessão do espetáculo. Duração 30 minutos. Contato: Para solicitações de entrevistas e outras informações de imprensa, contate a nossa assessoria de imprensa: ÔLIVU ENTERTAINMENT - Luna Gámez (21) 966655518 contact@olivuentertainment.com Material de divulgação do espetáculo Alumbramentos: Fotos e artes Alumbramentos Sinopse: Alumbramentos reúne fragmentos de uma memória estilhaçada: restos de sonhos, vozes e gestos de uma comunidade ribeirinha atravessada por um desastre ambiental. Como afluentes de um rio, histórias e personagens surgem, se entrelaçam e se perdem, revelando modos de vida, tradições e a íntima relação entre o vilarejo e a natureza. Em uma narrativa entrecortada e não-linear, surgem pistas de como o crescimento de uma fábrica corrói a identidade local. Alfandegário, funcionário disposto a tudo para ascender, entra em confronto com João, curandeiro que tenta preservar os laços comunitários. À medida que a natureza se degrada, o povoado se distancia de sua origem encantada: as mulheres de olhos amarelos, guardiãs dos sonhos mágicos, são silenciadas, rompendo a força misteriosa que mantém aquele mundo de pé. Entre disputas, afetos e presságios, o espetáculo acompanha o desmanche de um modo de existência, até que um pequeno apocalipse reduz tudo a escombros e revela, nesse colapso, ecos de um mundo que também insiste em se romper fora da cena. Ficha técnica: Coordenação Geral: Grupo Teatral Moitará Atores criadores: Gustavo Vieira e Joyce Araújo Direção: Erika Rettl Dramaturgia: Fidelys Fraga Asistente de Dramaturgia: Clara Anido Consultoria e acessibilidade cultural em Libras e Visual Vernacular: Jhonatas Narciso e Ricardo Boaretto Direção e Supervisão Musical: Caio Padilha Cenografia e figurino: Carlos Alberto Nunes Iluminação – Desenho de luz: Djalma Amaral Direção de Produção: Grupo Teatral Moitará - Venício Fonseca Produção Executiva: Chris Rebello Intérpretes de Libras Roda de Conversa: Jhonatas Narciso e Lorraine Mayer Artes visuais criadas para o projeto: Rafael Prado Programação visual: Gustavo Vieira Assessoria de Imprensa: Luna Gamez - Ôlivu Entertainment Mídia digital bilíngue (Libras / português): Aline Gomes da Silva e Jhonatas Narciso Documentarista audiovisual: Gabo M. Barros. Fotografia: Laura Rios Mais sobre a exposição de Rafael Prado Na entrada do teatro III do CCBB RJ, o artista visual Rafael Prado expõe quatro pinturas em óleo sobre tela que acompanham a temporada do espetáculo "Alumbramentos”. O conjunto é formado por três obras de grande formato e uma de menor dimensão, posicionadas no corredor de acesso à sala de apresentações. Natural de Rondônia, Prado desenvolve sua pintura a partir de referências do território amazônico e das encantarias regionais. Seu trabalho parte da relação direta entre humano, animal e paisagem, tratando essas presenças como parte de um mesmo corpo. Essa forma de construir imagem atravessa sua produção e aparece também nesse conjunto. As pinturas apresentadas no CCBB se aproximam do universo do espetáculo ao tratar da origem da cosmologia que atravessa a narrativa. Entre as imagens estão a figura de uma mulher-felino (com rosto humano e corpo animal), o encontro entre um felino e uma sucuri sob uma lua amarela e o detalhe do olhar do animal em meio à vegetação. Nessas imagens, os corpos se enfrentam, se encaram e ocupam o mesmo espaço. São as primeiras imagens que o público encontra, antes de qualquer explicação. Elas colocam em circulação essas presenças e abrem um campo de percepção que acompanha o espectador até a sala. Alex Varela

  • Entrevista: Antônio Carlos Silva

    Nesta edição, conversamos com Antônio Carlos Silva, marchand e artista ligado ao universo das artes visuais, conectando sensibilidade, criação e expressão em um mercado que une cultura e identidade. --- DM: Como surgiu o seu interesse pelo mercado de arte e pela atuação como marchand? Antônio: A arte é um dom, por isso fui agraciado com esse privilégio. Meu pai era pianista e um excelente pintor; com isso, a cada dia o desejo pela arte vinha despertando e se renovando dentro de mim. Hoje, eu trabalho não somente com o corpo, mas também com a alma. --- DM: Na sua visão, o que torna uma obra de arte realmente marcante ou valiosa? Antônio: A arte é uma criação da alma, que coloca sentimentos e valores, transportando o raciocínio com amor. Acredito que a arte é privilégio de poucos, por isso não existe qualificação social. --- DM: Como você enxerga o cenário atual do mercado de arte no Brasil? Antônio: O mercado no Brasil, na minha visão, é muito frágil, porque o nosso ciclo social, muitas vezes, não tem um público abrangente, devido ao fato de muitos não darem valor, como percebemos em outros países. A arte precisa ser mais valorizada no Brasil, mas, infelizmente, a cultura do nosso país impede o desenvolvimento. Ainda assim, acredito que isso um dia possa mudar. --- DM: Quais são os maiores desafios de trabalhar com arte e artistas atualmente? Antônio: O desafio é criar e ter o poder de desenvolver. Quando se cria com amor, a arte te dá esse respaldo. Através do dom, você se esforça a cada dia. Seria viável uma maior valorização dos artistas como incentivo. Hoje, nem todos que têm o dom conseguem viver da arte; muitos sobem a escada, mas param na metade dos degraus por falta de recursos e reconhecimento. --- DM: Que conselho você daria para quem deseja começar a colecionar ou investir em arte? Antônio: Desperte o dom que há em ti! Pois as conquistas virão naturalmente. Tenha sempre um direcionamento próprio, sem pegar atalhos. --- Sobre o entrevistado Antônio Carlos Silva Formado pelo CEFET como mecânico naval, Antônio Carlos Silva também atua com marchetaria geométrica, desenvolvendo trabalhos ligados à arte e à criação artesanal, unindo técnica, sensibilidade e expressão artística. --- Conteúdo digital Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

  • Especialista português em Cabo Verde para participar em congresso com foco na liderança e cooperação lusófona

    Imagem: Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Portugal. Foto: divulgação O Human Leaders International Congress 2026, presidido por Lúcia Brito, realiza-se nos dias 24 e 25 de julho, no Campus da Universidade de Cabo Verde, e contará com a participação do português Pedro Ramos, na qualidade de embaixador do evento. A presença do gestor inclui a dinamização de um workshop de liderança promovido pela Dale Carnegie Portugal, organização que lidera, integrando a componente formativa de um encontro que pretende posicionar Cabo Verde como ponto de ligação entre África, Europa, América e Ásia. Apresentado como o maior congresso de liderança humanizada em África, o evento tem como objetivo “inspirar, capacitar e conectar líderes de diferentes setores, com enfoque na criação de soluções para desafios estruturais, como a desigualdade, o desemprego e a sustentabilidade”. A proposta centra-se na adoção de modelos de liderança que colocam as pessoas no centro das decisões, promovendo equipas equilibradas, organizações responsáveis e contextos institucionais mais resilientes. No contexto cabo-verdiano, a organização, que conta com uma vasta equipa internacional de gestores na sua organização, enquadra a liderança humanizada como instrumento de transformação, valorizando fatores como a posição geográfica do país, o capital humano e a herança cultural. O congresso pretende “estimular o diálogo entre governos, empresas, academia e sociedade civil, criando um espaço de cooperação internacional com impacto económico, social, cultural e ambiental”. Pedro Ramos surge neste cenário com um percurso ligado à gestão, formação executiva e internacionalização, reforçando a ligação ao espaço lusófono. A sua participação, enquanto embaixador, integra a estratégia do congresso de mobilizar agentes com experiência em contextos multiculturais e com capacidade de articulação entre mercados. A Dale Carnegie Portugal, da qual Pedro Ramos é CEO, assegura a realização de um workshop dedicado à liderança, orientado para a “aplicação prática de metodologias de desenvolvimento de equipas e desempenho organizacional”. “Em Cabo Verde, vamos trabalhar competências de liderança com aplicação direta no terreno, alinhadas com a realidade das organizações e das pessoas”, afirmou Pedro Ramos, acrescentando que o objetivo passa por “capacitar líderes para decisões consistentes e sustentáveis, com impacto nas comunidades”. O Human Leaders International Congress prevê reunir participantes oriundos de diferentes áreas, incluindo dirigentes empresariais, executivos, empreendedores, profissionais de saúde, académicos, representantes governamentais, organizações internacionais, especialistas em recursos humanos, jovens líderes, membros da diáspora africana e comunicadores. A diversidade de perfis integra a estratégia do evento de promover cruzamento de experiências e construção de parcerias. Segundo apurámos, já confirmaram presença no evento nomes como José Maria Neves, presidente da República de Cabo Verde, João Lins, diretor Executivo da FGV no Brasil, Leyla Nascimento, especialista em Desenvolvimento do Capital Humano e presidente da ABRH Brasil, Joanita Rodriguês, reitora da UniPiaget em Cabo Verde, Luís Sinate, natural de Moçambique e diretor executivo do Afroseminarium, entre outras personalidades. O programa inclui intervenções de oradores internacionais, sessões temáticas e momentos de networking, com enfoque na partilha de conhecimento e na criação de oportunidades. A organização destaca ainda o papel de Cabo Verde como “plataforma de diálogo global, num contexto de reforço das relações entre países e regiões”. A participação no congresso, incluindo o acesso ao programa e aos oradores confirmados, pode ser consultada em https://humanleaders.cv/, onde se encontram igualmente disponíveis as inscrições para o evento. Ígor Lopes

  • Fundação brasileira apoia aposta portuguesa como plataforma de atração de investimento da diáspora

    Foto: Agência Incomparáveis A Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), com sede no Brasil, enquadra a primeira edição do Fórum “Portugal Nação Global”, organizada pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, no final de abril, como um “sinal de reposicionamento estratégico de Portugal na economia internacional”, valorizando o modelo centrado na “mobilização da diáspora e na captação de investimento estrangeiro”. Ainda que não tenha participado no encontro realizado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a entidade acompanha a evolução das relações económicas entre Portugal e Brasil através da sua estrutura internacional, com destaque para a Funcex Europa. Em declarações à nossa reportagem, o presidente da Funcex, António Carlos da Silveira Pinheiro, enquadra este movimento como parte de uma estratégia mais ampla de internacionalização. “O modelo apresentado pelo governo de Portugal no Fórum, que visa atrair investimento estrangeiro, com foco na sua diáspora, vai ao encontro daquilo que defendemos: uma ligação estruturada entre Estado, empresas e diáspora, capaz de gerar investimento e presença internacional”, afirmou este responsável brasileiro. Na leitura da Funcex, que a foi a primeira Fundação brasileira a ter autorização do governo do Brasil para se internacionalizar, “o reforço da ligação entre Portugal e as comunidades portuguesas no exterior, bem como a aproximação a investidores brasileiros, insere-se numa lógica de internacionalização económica estruturada”. “Portugal tem condições para se afirmar como plataforma de entrada qualificada na Europa para empresas brasileiras, ao mesmo tempo que reforça a sua ligação ao Brasil e ao Mercosul”, acrescentou António Carlos da Silveira Pinheiro. Segundo apurámos, a Fundação tem vindo a apostar no encaminhamento de investimento para Portugal, posicionando o país como ponto de convergência entre Europa, América Latina e países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. “Temos trabalhado ativamente para levar investimento para Portugal, criando pontes concretas entre empresas e mercados”, referiu o presidente da Funcex, que sublinhou que o atual cenário internacional, marcado pela “reconfiguração das cadeias de valor e pela procura de novos mercados”, cria “condições para intensificar a presença de empresas brasileiras em território português”, sobretudo em áreas como “energia, tecnologia, serviços e inovação”. Em sentido inverso, identifica oportunidades para empresas portuguesas expandirem a sua atividade no Brasil e no Mercosul. A Funcex destaca ainda o papel da diáspora portuguesa e luso-brasileira como elemento estruturante deste processo. “A diáspora é um ativo estratégico, porque conhece os mercados, compreende as culturas e facilita a criação de negócios e parcerias”, explicou António Carlos da Silveira Pinheiro. Neste enquadramento, as comunidades portuguesas nos países da CPLP, por exemplo, assumem uma função relevante na dinamização de redes económicas e na circulação de capital e conhecimento, reforçando a presença internacional de Portugal. A atuação da Funcex Europa tem sido orientada para consolidar este ecossistema, promovendo “ligações institucionais e empresariais entre Portugal, Brasil, Mercosul e mercados emergentes”. À nossa reportagem, a Fundação defendeu que a “continuidade deste posicionamento exige políticas de atração de investimento, simplificação administrativa e instrumentos financeiros adequados”. O Fórum “Portugal Nação Global” evidenciou uma tendência de valorização da diáspora como ativo económico, alinhada com a estratégia da Funcex, que aposta na internacionalização como motor de crescimento e na construção de redes globais com Portugal no centro das ligações entre Europa, Brasil, Mercosul e CPLP. Ao todo, mais de 800 participantes estiveram presentes nos dois dias de evento, 29 e 30 de abril em Lisboa. Ígor Lopes

  • Entrevista: Abiud José - ator

    Nesta edição, conversamos com Abiud José, ator que compartilha sua trajetória, desafios e visão sobre o cenário atual das artes e do entretenimento. DM: Quando você descobriu que a atuação era mais do que um interesse e poderia se tornar sua profissão? Abiud:Foi um processo, pois venho da música. Cantei muito em bares, bandas e até em trio elétrico, mas houve um momento específico em que senti que não poderia mais viver sem estar no palco ou diante das câmeras. Percebi que a atuação não era só um hobby, mas uma necessidade de expressão e de conexão, assim como tenho com a música, e passei a encarar a profissão com todo o respeito e seriedade que ela merece, desde o começo, há 32 anos. DM: Qual personagem ou trabalho mais marcou sua trajetória até agora? Abiud:Com certeza foi o personagem Homem do Júri, em , do diretor , que está no Globoplay. Foi meu primeiro longa como elenco. Cito também o Ernesto, de Clube dos Garotos, do diretor Vitor Neves, da Telemilenio. O Ernesto me desafiou de uma forma muito única, me obrigou a sair da minha zona de conforto e explorar emoções que eu ainda não conhecia tão bem. Foi um trabalho que me transformou como artista e também como pessoa, e até hoje as pessoas me reconhecem ou comentam sobre ele com muito carinho, apesar de ele ter sido meu primeiro vilão. DM: Como é o seu processo de preparação para interpretar um personagem? Abiud:Gosto de começar pela pesquisa e pela construção da história de vida dele, o que chamamos de “biografia”. Mergulho no texto, entendo seus desejos, medos e conflitos. Também busco referências, observo pessoas, estudo maneirismos e, claro, trabalho muito junto ao diretor — às vezes dou uma dorzinha de cabeça no Felipe Carneiro (risos). Para mim, o segredo é viver o personagem o máximo possível antes mesmo de entrar em cena ou gravar, para que tudo pareça natural e verdadeiro. DM: Quais são os maiores desafios enfrentados atualmente pelos atores no mercado artístico? Abiud:O mercado é muito dinâmico e competitivo. Um dos grandes desafios é a constante reinvenção, já que as plataformas e as formas de consumir conteúdo mudam muito rápido. Além disso, manter a consistência, a disciplina e, principalmente, a saúde emocional em meio às instabilidades da profissão exige muita força. Mas também vejo isso como um desafio incrível, que nos impulsiona a evoluir sempre. DM: Que mensagem ou sentimento você busca transmitir ao público através do seu trabalho? Abiud:Meu maior objetivo é provocar emoção, seja alegria, reflexão ou identificação. Quero que as pessoas, ao me verem interpretando, sintam que não estão sozinhas, que possam se ver naquela história e talvez até encontrar um pouco de conforto ou esperança. Acredito muito no poder da arte de tocar o coração e de renovar a fé das pessoas, como a gente sempre fala sobre os bons fluidos. Sobre o entrevistado Abiud José Ator formado em Teatro, Cinema e Artes Cênicas pela vida e por instituições como Work Zapata, Mono Vídeo e Sesc Teatro. Ao longo da carreira, participou de importantes trabalhos, entre eles as peças Concerto As Sete Dores de Maria, Quem Fala de Nós, Tem Paixão e, atualmente, em cartaz no Teatro Vannucci, Frozen. No audiovisual, participou de filmes, séries e novelas como Vale Tudo, Salve Rosa, Xeque Mate, Hora Extra e está nos cinemas com Ruas da Glória, sempre se dedicando a personagens intensos e marcantes. Conteúdo digital Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

  • REMIX - COMPANHIA DEBORAH COLKER Se Apresenta no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

    SINOPSE REMIX O espetáculo reúne cenas icônicas extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4x4” (2002) e “Belle” (2014). A dramaturgia convida o público a viver e reviver emoções em uma experiência inédita, que demarca a produção mais ousada já realizada pela Companhia para os palcos de teatro. SERVIÇO REMIX - COMPANHIA DEBORAH COLKER Data e horário: 03, 04, 05/06 (quarta a sexta), às 19h30 | 06 e 07/06 (sábado e domingo), às 16h Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, S/Nº – Centro) Capacidade: 2.222 lugares Ingressos: de R$25,00 (meia-entrada) a R$220,00 (inteira) Vendas online: https://feverup.com/m/609762?preview=92176726 Classificação etária: 10 anos Duração: 100 minutos (com intervalo) Alex Varela

  • Cláudio Motta: Missão histórica pretende tornar Casa dos Açores de Minas Gerais “ponte global de negócios, turismo e identidade luso-brasileira”

    Cláudio Motta: Missão histórica pretende tornar Casa dos Açores de Minas Gerais “ponte global de negócios, turismo e identidade luso-brasileira” Imagem: Cláudio Motta, presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais. Foto: Agência Incomparáveis O presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais, Cláudio Motta, valorizou o impacto da missão empresarial realizada entre 20 e 24 de abril em Ponta Delgada, sublinhando a receção institucional recebida, a presença de 32 empresários mineiros e a assinatura de novos acordos destinados a projetar a instituição em Portugal e no espaço atlântico. Em entrevista exclusiva à nossa reportagem, no âmbito da referida missão empresarial, Cláudio Motta fez um balanço detalhado da iniciativa, destacou os setores económicos envolvidos, explicou a relevância histórica de Andrelândia na relação com os Açores e apontou novas metas de internacionalização para a instituição. Esta missão, segundo disse, teve como objetivos “reforçar ligações económicas e institucionais entre Minas Gerais e o arquipélago, promover oportunidades de investimento, estimular contactos empresariais, realizar rondas de negócios e valorizar setores estratégicos como agroindústria, turismo, tecnologia, ambiente e comércio”. Cláudio Motta não deixou de mencionar a importância de a missão decorrer nos Açores, destacando que o caracter internacional da Casa dos Açores de Minas Gerais, que “é a mais recente casa inaugurada no Brasil e a oitava no país”. Motta defendeu que a aproximação económica entre os dois territórios deve assentar em valores sólidos, afirmando que “essas conexões empresariais não só trazem valores de empreendedorismo, mas, acima de tudo, valores humanos, valores de transparência, de ética, de credibilidade”. Este dirigente destacou também o caráter inédito da visita, sublinhando que a comitiva foi recebida pelo governo açoriano “de forma única, porque é a primeira vez que uma missão de Minas Gerais vem aos Açores com 32 empresários”. Sobre a composição da delegação, explicou que a missão trouxe “empresários do segmento de leite, derivados e principalmente produção de queijos”, acrescentando que “os queijos de Minas são conhecidos na Zona da Mata, das Vertentes e, principalmente, do Sul de Minas”. Este líder associativo revelou também a presença de empresários ligados à inovação e à tecnologia, afirmando que, “nesse momento, estamos apresentando uma tecnologia inovadora brasileira e que pretende ser mineira também, através da Casa dos Açores”. Também da área do turismo estiveram presentes empresários mineiros, uma vez que se trata “do maior negócio do mundo”, até porque o setor do turismo representa, em Minas Gerais, “em torno de 35 milhões de turistas internos”. Sobre o turismo nos Açores, Cláudio Motta sublinhou que o arquipélago está a ser conduzido “de uma forma muito sábia”, acrescentando que “já chegam a quase um milhão e quinhentos mil turistas”. Motta apontou afinidades naturais entre os dois territórios. “Temos montanhas nos Açores, temos montanhas em Minas, temos aqui vulcões, não temos em Minas, mas temos cachoeiras, cascatas dos dois lados e queremos trazer essa conexão do turismo nessas duas regiões fundamentais”, referiu. Ao detalhar os pilares económicos comuns entre Minas Gerais e os Açores, Cláudio Motta afirmou que “as três vertentes da Casa dos Açores de Minas Gerais são exatamente as ligadas aos Açores”, ou seja, o turismo, a energia limpa e as bacias leiteiras, até porque “as bacias leiteiras de Minas Gerais e dos Açores são as maiores do Brasil e de Portugal”. Neste sentido, comentou que foram lançados convites institucionais ao governo dos Açores para participar na próxima Feira Internacional de Vinhos, que vai ser realizada em Belo Horizonte, e que também terá uma componente turística, o que permitirá aos Açores “levar para o Brasil os seus produtos para que façamos também essa conexão turística importante”. Sobre a presença do prefeito de Andrelândia na missão, Francisco Reginaldo Nogueira, Motta disse que a decisão resulta de investigação histórica recente. “Fizemos recentemente uma pesquisa aprofundada e descobrimos que Minas Gerais tem uma relação muito próxima com os Açores”, afirmou, acrescentando que existem “descendentes dos Açores por todo o Estado, principalmente nas regiões do Sul de Minas, começando por Ouro Preto, passando por Prados, Lagoa Dourada, Resende Costa, Tiradentes e outras cidades mais, chegando até Andrelândia”. Cláudio Motta atestou, de forma especial, que o município mineiro, Andrelândia, “é a única cidade em Minas Gerais fundada por um açoriano, André da Silveira”, acrescentando que isso ocorreu “a partir de 1760, não se sabendo a data exata”. Prosseguindo a explicação histórica, referiu que André da Silveira “construiu uma catedral em Andrelândia e trouxe do Porto a Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação”, uma imagem religiosa que permanece no município mineiro, sendo padroeira da cidade. Uma réplica da imagem foi entregue ao autarca da Horta, durante deslocação à margem da missão ao Faial, quando o prefeito de Andrelândia, Claudio Motta e o diretor regional das Comunidades, José Andrade, estiveram juntos em prol da renovação dessa ligação. Cláudio Motta revelou que a deslocação ao Faial fez parte da estratégia de reencontro histórico. “Estivemos na ilha do Faial, à cidade da Horta, onde nasceu André da Silveira”, afirmou. Cláudio Motta justificou essa visão histórica afirmando que “o Brasil precisa realçar esse ponto da história, porque, se nós não sabemos de onde viemos, não sabemos nunca e nunca saberemos para onde vamos”. Uma missão com avaliação “perfeitamente positiva” Ao fazer o balanço global da missão, Cláudio Motta mostrou total satisfação com os resultados alcançados. “Foi uma missão perfeitamente positiva”, afirmou, acrescentando que foi feita “uma avaliação criteriosa, harmoniosa e que foi fantástica”. Este dirigente destacou a forma como a comitiva foi acolhida, sublinhando que “tivemos uma receção extraordinária do governo dos Açores em todos os aspetos. Fomos recebidos com muito carinho, com muita gentileza”. Reflexos que levam Cláudio Motta a revelar a intenção de repetir a iniciativa. “Queremos fazer a segunda, a terceira, a quinta, a décima, se Deus quiser, muitas outras missões”, acrescentou. Sobre o acordo assinado nos Açores que formalizou a Delegação de Lisboa da Casa dos Açores de Minas Gerais, este responsável explicou que “a Casa dos Açores de Minas Gerais precisava ter braços”. “Por isso, foi criada uma representação institucional em Andrelândia, a cidade fundada por André da Silveira, e criamos também uma representação internacional, que é exatamente na cidade de Lisboa, com dois empresários importantes, Alexandre Brodheim e Pedro Gouveia, empresários que vieram aos Açores para assinar connosco um termo de cooperação de parceria e de delegação institucional para que possamos gerar oportunidades verdadeiras de negócio entre os empresários mineiros, Portugal, Açores e outras partes do mundo”, acrescentou Cláudio Motta. Na sua opinião, a missão estratégica da instituição é ser “essa conexão importante luso-brasileira”. Nessa mesma linha, acrescentou que pretende que a entidade seja “um fator determinante de contribuição dessas duas nações importantes, mas, acima de tudo, uma conexão para o mundo”. “Com toda a modéstia, mas, acima de tudo, com muito valor e coragem, queremos que a Casa dos Açores de Minas Gerais se torne referência entre as Casas dos Açores existentes no mundo”, afirmou. Missão coincidiu com celebrações pelo “Dia da Comunidade Luso-Brasileira” No “Dia da Comunidade Luso-Brasileira”, celebrado a 22 de abril, Cláudio Motta deixou também uma mensagem simbólica, desde os Açores. “Hoje é um dia muito importante para o Brasil, porque é o dia em que nós fomos descobertos. E é fundamentalmente importante porque é o “Dia da Comunidade Luso-Brasileira”, afirmou, acrescentando que “nesse dia muito especial, nós estamos aqui nos Açores, que fazem parte fundamental dessa nação portuguesa enquanto um arquipélago de nove ilhas”. O presidente da instituição considerou, por isso, “pertinente que a Casa dos Açores de Minas Gerais pudesse desde o arquipélago dar os parabéns a todos os luso-brasileiros do mundo”. Na mesma mensagem, defendeu que essa comunidade “está espalhada por uma diáspora imensa portuguesa e açoriana” e “precisa cada vez mais se reforçar, precisa cada vez mais entender as suas razões, os seus propósitos, as suas raízes”. O responsável concluiu com uma declaração identitária. “A nossa língua é a nossa pátria, por isso a importância dessa comunidade Luso-Brasileira”, finalizou. Visita ao Faial reforçou elo histórico entre Horta e Andrelândia No decurso da missão empresarial da Casa dos Açores de Minas Gerais aos Açores, realizou-se, no dia 23 de abril, um programa paralelo na ilha do Faial que integrou o prefeito de Andrelândia, Francisco Reginaldo Nogueira; o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais, Cláudio Motta; e o diretor regional das Comunidades do governo dos Açores, José Andrade. A deslocação incluiu encontros institucionais na cidade da Horta, nomeadamente com o presidente da Câmara Municipal local, Carlos Ferreira, assumindo particular simbolismo pela ligação histórica entre o Faial e o município mineiro fundado por André da Silveira. Também em declarações à nossa reportagem, Cláudio Motta explicou o significado da homenagem levada à Horta, diretamente associada ao fundador de Andrelândia. “Quando o André da Silveira foi para o Brasil, ele mandou construir nas terras dele a igreja que hoje é a igreja da cidade de Andrelândia”, disse. Sobre a herança religiosa preservada no município brasileiro, o dirigente explicou que André da Silveira “mandou trazer do Porto a Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação, que está até hoje na catedral de Andrelândia”, e que é a padroeira da cidade. Cláudio Motta revelou depois o gesto simbólico preparado para a visita oficial ao Faial, afirmando que teve “a ideia de fazer uma réplica da imagem de Nossa Senhora, autorizada pelo padre local e pelo bispo”, acrescentando que a imagem foi entregue pela primeira-dama de Andrelândia, Tânia, ao autarca da Horta. O presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais descreveu ainda as reações vividas durante a cerimónia institucional, sublinhando que “o prefeito ficou tão emocionado que chegou às lágrimas”. Sobre os cuidados no transporte da imagem religiosa entre o Brasil e os Açores, explicou que “ambas as coroas vieram separadas e tudo foi trazido em mãos pela primeira-dama da cidade”, ou seja, “não despachou a mala, não colocou nem na bagagem de mão, trouxe com todo o cuidado, colocou no colo, viajou com ela no colo”. “Daí a importância do detalhe da história tão espetacular”, concluiu Cláudio Motta. Ígor Lopes

  • “World Trade Center Lisboa”: Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira integrou painel estratégico

    Imagem: Otacílio Soares integrou o painel “Conectando o Brasil à Europa e ao Oriente Médio e Norte da África: Um Caminho Estratégico via Portugal e Chipre”. Foto: divulgação/Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB), Otacílio Soares, participou, no passado dia 28 de abril, no fórum internacional “Invest & How to Do Business in Cyprus”, realizado no Business Club do World Trade Center Lisboa, numa iniciativa promovida pelo WTC Lisbon Business Club e dedicada à criação de oportunidades concretas de investimento e negócios na República de Chipre. O encontro reuniu empresários, investidores, representantes institucionais e líderes do setor privado interessados em compreender o posicionamento estratégico de Chipre enquanto plataforma de negócios entre a Europa, o Médio Oriente, o Norte de África e a Ásia, bem como o seu potencial para empresas que procuram expandir operações para novos mercados internacionais. No âmbito da programação, Otacílio Soares integrou o painel “Conectando o Brasil à Europa e ao Oriente Médio e Norte da África: Um Caminho Estratégico via Portugal e Chipre”, dedicado ao papel de Portugal e de Chipre enquanto plataformas estratégicas complementares para o mercado brasileiro para investimento, comércio internacional e mobilidade empresarial entre diferentes geografias. Durante a sessão, o presidente da CCILB partilhou o painel com o embaixador da República de Chipre em Portugal, Elpidoforos Economou; o diretor-executivo da Invest Cyprus, Marios Tannousis; o diretor da World Trade Centers Holdings Cyprus, Antony Georgakis; o presidente do World Trade Center Lisboa, Luciano Menezes; e a advogada especializada em imigração e mobilidade internacional, Marielle Burti. Ao longo do debate, os oradores analisaram o posicionamento estratégico de Chipre enquanto porta de entrada para os mercados europeus e do Mediterrâneo Oriental, abordando temas como investimento estrangeiro, fiscalidade internacional, enquadramento regulatório, mobilidade empresarial e oportunidades de expansão para empresas lusófonas. Promovido pelo “World Trade Center Lisbon Business Club”, com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, o encontro reforçou o papel de Lisboa como plataforma de diplomacia económica e de ligação estratégica entre a Europa, o Brasil e novos mercados internacionais. Ígor Lopes

  • Entrevista: Bia Passos - atriz

    Nesta edição, conversamos com Bia Passos, atriz que compartilha sua trajetória, desafios e visão sobre o universo das artes e da interpretação. DM: Quando você percebeu que a atuação fazia parte da sua vida e o que te motivou a seguir essa carreira? Bia:Desde que me entendo por gente, a arte faz parte da minha vida. Minha paixão começou ainda na infância, quando fui apresentada ao teatro, à dança, ao canto… às artes no geral. Minha primeira personagem na TV Globo veio aos 7 anos de idade, e foi ali que comecei a enxergar a atuação como prioridade na minha vida. DM: Qual personagem ou trabalho mais marcou sua trajetória até hoje? Bia:Sem dúvida, . Foi uma novela de muito sucesso e eu amava a minha personagem. Tenho lembranças muito especiais dos bastidores e de contracenar com grandes atrizes como , e , entre tantas outras feras que fizeram parte desse elenco. DM: Como funciona o seu processo de preparação para interpretar um personagem? Bia:São muitos meses de estudo para entender e mergulhar profundamente em cada personagem: compreender suas motivações, ações e emoções. É um processo que exige tempo e dedicação, mas, sinceramente, é uma das partes que eu mais gosto na profissão. DM: Quais são os maiores desafios enfrentados atualmente pelas atrizes no cenário artístico? Bia:São muitos. O mercado mudou e continua mudando muito rápido. Existe uma adaptação constante a novas formas de consumo de conteúdo e, mais recentemente, às discussões sobre inteligência artificial, que ainda geram muitas dúvidas e preocupações dentro do meio artístico. DM: Que mensagem ou sentimento você busca transmitir ao público através da sua arte? Bia:Gosto de levar alegria para as pessoas e fazer com que elas se identifiquem com aquilo que estão assistindo, seja na TV, no teatro ou no digital. Espero que, de alguma forma, meu trabalho possa tocar alguém e fazer diferença na vida dessa pessoa. Sobre a entrevistada Bia Passos Atriz formada em Artes Cênicas pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras e residente em Artes Cênicas no em 2023, Bia Passos iniciou sua trajetória artística ainda na infância e construiu uma carreira marcada pela versatilidade entre televisão, teatro musical, dança e canto. Na televisão, participou de produções como, na TV Globo, além da Record TV, e do reality , do Gloob. Nos palcos, acumula experiência em grandes produções de teatro musical, integrando o elenco de e entre outros produzidos pela Touché Entretenimento. Conteúdo digital Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

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