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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

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  • Acácio Pinto apresentou em Viseu livro sobre experiência migratória dos anos 1960 para França

    Fotos: divulgação O livro “O Emigrante”, de Acácio Pinto, coloca no centro do debate literário a emigração portuguesa para França nas décadas de 1960 e 1970. A obra parte de um encontro entre duas personagens no Sud Express para retratar trajetórias marcadas pela separação familiar, pela deslocação forçada e pelos silêncios que atravessam gerações. O romance constrói-se a partir de memórias individuais e coletivas, abordando a identidade, a herança emocional e as escolhas feitas longe de Portugal, num contexto em que milhares de portugueses partiram em busca de melhores condições de vida.   A apresentação da obra realizou-se na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu, no final de 2025, e contou com a intervenção do deputado José Cesário, antigo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, e atual deputado eleito pela emigração pelo círculo de fora da Europa, sublinhando a relevância histórica e social do fenómeno migratório. Com uma narrativa assente em contextos reais, Acácio Pinto dá continuidade a um percurso literário focado em temas estruturantes da sociedade portuguesa, conferindo visibilidade a uma experiência que marcou regiões como o distrito de Viseu e que permanece atual na leitura do passado e do presente da diáspora portuguesa. O que o levou a escrever “O Emigrante” e que história quis contar a partir desse encontro fortuito entre duas personagens no Sud Express, num contexto marcado pela emigração portuguesa dos anos 1960? O Emigrante nasce das minhas memórias e das memórias de muitos ex-emigrantes com quem falei. A emigração marcou profundamente a minha infância e juventude. Nos anos 1960, o meu pai partiu para França para garantir condições de vida e estudo aos filhos. Eu e o meu irmão ficámos em Portugal com a minha mãe, que fez a escolha de permanecer para nos acompanhar e assegurar esse caminho. Essa divisão da família, motivada pelo futuro, deixou marcas que atravessam este livro. Aliás, ainda tenho bem presentes os dias em que eu ia com o taxista da minha aldeia levar o meu pai à estação de Mangualde para apanhar o Sud Express  que, no final do mês de agosto, depois das férias de verão, ia sempre à pinha. Nesse último dia de férias, a minha mãe ficava em casa a chorar e o meu pai, que só vinha a Portugal uma vez por ano, partia para mais uma viagem, em pé ou sentado nos corredores, naquele comboio carregado de emigrantes portugueses. E, esse encontro fortuito de dois emigrantes na viagem de comboio narrada no romance, um da região de Viseu, outro do concelho da Figueira da foz, não é mais do que a primeira cena e o clique para o início de uma história que, sendo sobre a emigração, é também sobre identidade, sobre aquilo que herdamos sem saber e sobre as perguntas que só surgem quando já somos adultos. Para além da emigração, o livro fala dos silêncios que atravessam as famílias e das verdades que ficam suspensas durante anos. Não se pense, porém, que este é um romance biográfico, que é sobre o meu pai. Não, não é. As personagens ganham vida própria e corresponderão às vidas de milhares de emigrantes desses anos em que Portugal foi alvo de um forte êxodo populacional, dos campos e das cidades, e que tornaram Paris a segunda cidade do mundo com maior número de portugueses. Quais foram as principais motivações pessoais, históricas ou literárias que estiveram na origem desta obra centrada na emigração a salto para França? Fixar em romances aspetos de tempos históricos tem sido um dos objetivos literários da minha escrita de há alguns anos a esta parte. Trata-se de partilhar com os leitores um olhar sobre esses acontecimentos resultantes das minhas vivências, das minhas observações, leituras e conversas com inúmeras pessoas que deles tenham conhecimento. E depois construo aquilo de que gosto, cenas e intrigas, de grande verossimilhança com os tempos e com os espaços que são tratados na respetiva obra. Ou seja, dou azo à ficção com base na realidade que está sempre muito presente nas minhas narrativas, através de espaços geográficos concretos e de personagens de base real, umas mais travestidas do que outras. No caso deste romance, vivi nos meus tempos de infância e juventude a saga de inúmeras famílias que tinham de se “empenhar”, pedindo dinheiro emprestado, para se entregarem a um passador e arriscarem uma viagem clandestina e perigosa para tentarem dar uma vida digna a si e à sua família, uma vez que Salazar impedia a saída de portugueses. Quais considera serem os pontos centrais de “O Emigrante”, em termos de identidade, memória, sacrifício e impacto das escolhas feitas longe de Portugal? Os pontos centrais de O Emigrante  têm a ver com o sacrifício que tantos portugueses tiveram de fazer nessa aventura migratória. Trabalhar “no duro”, num país em que a língua era diferente, vivendo muitas vezes em barracas (os designados bidonvilles ), longe da família e numa enorme solidão, não era, seguramente, uma tarefa fácil para esses nossos concidadãos, verdadeiros heróis de um tempo politicamente escuro e persecutório, que se vivia em Portugal, mergulhado numa ditadura que já levava quatro décadas. A acrescer a essas dificuldades, teci um enredo que coloca os emigrantes deste romance ante outros dilemas, mas estas questões, da identidade, da memória e dos desígnios da vida, são de natureza romanesca, embora bastante ancoradas em contextos que conhecemos. Na sua perspetiva, qual é a importância dos emigrantes para regiões como o distrito de Viseu, tanto no passado como na atualidade, do ponto de vista humano, social e económico? Os emigrantes tiveram sempre um papel capital no nosso país. No distrito de Viseu, particularmente, eles foram importantíssimos, contribuindo com as suas remessas de divisas para o desenvolvimento económico das suas terras: construíram e requalificaram moradias, espaços comerciais, colocaram os filhos a estudar e trouxeram uma outra visão da sociedade que permitiu um outro olhar sobre o mundo que nos rodeia. Dialogar com as nossas comunidades, com os emigrantes, com muitos que se tornaram empresários de sucesso, apresentando-lhes perspetivas de investimento, oportunidades de negócio nas terras de onde um dia abalaram, deve ser uma estratégia a prosseguir e a incrementar, quer pelo Governo quer pelas autarquias locais. De que forma decorreu a apresentação do livro na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu, e que significado teve para si ver a obra apresentada por José Cesário, num espaço simbólico para a região? A apresentação que teve lugar na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva foi para mim um momento especial pelo facto de Viseu ser a minha cidade do coração, onde estudei (no Liceu Alves Martins e no Magistério Primário) e onde desempenhei funções políticas durantes vários anos no Governo Civil. Para além disso, estava ladeado por dois amigos e dois políticos com créditos firmados, João Azevedo, o atual presidente da Câmara Municipal de Viseu, e José Cesário, deputado à Assembleia da República. Já agora acrescento que quando comecei a pensar na apresentação deste livro em Viseu quis logo que fosse efetuada por José Cesário, não só pelo facto de ser meu amigo e ter sido meu colega, mas sobretudo por ele ser um profundo conhecedor da diáspora portuguesa e do fenómeno da emigração. Ele, para além de ser eleito deputado pelos nossos concidadãos espalhados pelo mundo, desempenhou as funções de Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, o que lhe confere uma visão holística desta realidade. Estou-lhe muito grato pela sua disponibilidade imediata para a leitura do livro e para a sua apresentação e estou, igualmente, grato ao Município de Viseu e ao seu presidente pela sua presença, que muito me honrou, e pela colaboração e cedência das instalações. Que outras obras literárias já publicou e de que forma “O Emigrante” dialoga ou se distingue do seu percurso anterior como escritor? Tendo algumas obras publicadas, desde 2003, permito-me, porém, referir nesta oportunidade os meus outros dois anteriores romances, O Volframista  e O Leitor de Dicionários , ambos vencedores do prémio literário Cónego Albano Martins de Sousa, respetivamente, nos anos de 2022 e 2024. Direi que, sendo os três romances baseados em factos verdadeiros e em realidades históricas, sociais e políticas que marcaram épocas em Portugal e no Mundo — O Volframista , que se foca na “febre do ouro negro” e leva o leitor até aos tempos da Segunda Guerra Mundial e O Leitor de Dicionários  até aos tempos do ensino nos seminários e nos colégios particulares, à falta de oferta de ensino público, no tempo do Estado Novo —, O Emigrante  centra-se numa temática bem mais universal e intemporal ontem como hoje. Só mudam as geografias de partida e de chegada. Ou seja, se há alguma distinção a fazer no meu percurso como escritor, ela começa em 2022, com uma maior preocupação e dedicação a temas marcantes da nossa sociedade. Isto é, tendo por base territórios que vivencio, Portugal em geral e a Beira-Alta em particular, e tempos históricos que bem conheço ou cujo estudo aprofundo, tenho-me centrado na criação de tramas, intrigas e personagens fortes e rigorosamente ancoradas nesses espaços e nesses tempos. Em que locais ou canais o público pode adquirir “O Emigrante” e qual tem sido, até ao momento, a receção dos leitores? Os meus livros podem ser adquiridos na região de Viseu em várias livrarias e papelarias, ou então serem solicitados através do site da editora www.letraseconteudos.pt  ou ainda na plataforma www.wook.pt . Está claro que se alguém se dirigir a mim através das redes sociais eu também tratarei de expedir o livro para os interessados. Quanto à reação e recetividade dos leitores ela tem sido excelente com vários deles a fazerem-nos chegar as suas opiniões que são genericamente muito positivas. Aliás, estamos já a caminho da 3.ª edição. Para quem ainda não o conhece, quem é Acácio Pinto? Sou natural de um concelho do interior de Portugal, Sátão, um concelho rural, onde nasci em 1959. Os meus pais, como já referi, viveram a emigração, ele partindo e a minha mãe ficando, para que eu e o meu irmão pudéssemos estudar. Em termos profissionais fui professor do 1.º ciclo e, mais tarde, de Geografia, no Ensino Secundário. Com uma forte ligação à vida associativa e cultural, tive uma incursão na comunicação social tendo estado na fundação de alguns projetos de imprensa e de rádio e mantive uma colaboração regular, ao longo de décadas, com jornais regionais e nacionais. Desempenhei, igualmente, inúmeras funções públicas de natureza política, de que destaco as de Governador Civil do Distrito de Viseu e de Deputado à Assembleia da República, sempre pelo Partido Socialista, a cujos órgãos regionais e nacionais pertenci. Atualmente, estou aposentado, dedicando-me à escrita e à edição de livros, residindo em Sátão e na Praia de Quiaios. Ígor Lopes

  • Com 30 anos de trajetória, Cia Os Buriti apresenta o espetáculo “Depois do Silêncio” a partir de 13 de janeiro, no Teatro Poeira

    Baseada em fatos reais, peça narra a trajetória da menina americana surdocega Helen Keller e seu encontro com a professora Anne Sullivan   Combinando teatro e dança, montagem inclusiva é encenada em português e em libras pelas próprias atrizes   Depois de uma curta temporada em 2022, o espetáculo “Depois do Silêncio”, da companhia brasiliense Os Buriti, está de volta ao Rio de Janeiro. A peça ficará em cartaz de 13 de janeiro a 25 de fevereiro (sessões terça e quarta, às 20h), no Teatro Poeira. Com direção artística de Eliana Carneiro, a peça é baseada em fatos reais da vida da menina americana Helen Keller (1880-1968), que perde a visão e a audição ainda na primeira infância, vivendo em um mundo totalmente apartado até a chegada da professora Anne Sullivan. A partir desse encontro, Anne começa a árdua tarefa de ensinar língua de sinais tátil e fazer com que Helen aprenda a se comunicar com o mundo.   Em cena, as atrizes Camila Guerra e Naira Carneiro interpretam Anne Sullivan e Helen Keller, respectivamente. A atriz Renata Rezende (surda) traz ao palco um contexto autobiográfico, criando um diálogo paralelo entre o período em que viveram as personagens (os anos 1890) e os dias atuais. Combinando teatro e dança, o espetáculo é encenado em português e em libras pelas próprias atrizes tornando a montagem inclusiva para surdos. “A peça não só pretende contribuir para a reflexão de jovens e adultos sobre a temática da acessibilidade e visibilidade das pessoas com deficiência, mas também ser um exemplo de inclusão a partir do encontro de atrizes ouvintes e surdas em cena”, conta Naira Carneiro.   Com sede em Brasília, a companhia Os Buriti completou 30 anos de trajetória em 2025. Em janeiro de 2026, o grupo estará em cartaz com a mostra “Os Buriti 30 anos” no Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília. https://www.youtube.com/watch?v=L9qC7nUBp8k&authuser=0 https://www.youtube.com/watch?v=lkdKZ9X_q-I&authuser=0   Sobre a trajetória da peça “Depois do Silêncio” estreou em formato online em 2021 no YouTube. Participou dos festivais virtuais “Festival de Mujeres em Escena por la Paz” (Colômbia), “Festival Funarte Acessibilidança” e “Mulher em Cena 2021” (DF). No mesmo ano, a peça teve sua estreia presencial na “MID – Mostra Internacional de Dança”, no CCBB de Brasília; e participou do festival “Campão Cultural” (MS).   Em 2022, participou dos festivais “Teatrália” (Espanha), do FTB – Festival do Teatro Brasileiro (Bahia) e do Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha (SC). Neste mesmo ano, a peça integrou a programação do SESC RJ PULSAR cumprindo curta temporada no Sesc Copacabana (RJ) e participou da Mostra Modos de Acessar no Sesc Paulista (SP). Em 2023, “Depois do Silêncio” fez temporada na reinauguração do Teatro SESI Sorocaba (SP).   Em 2024, o espetáculo fez temporadas pelo SESI SP (São José dos Campos e São José do Rio Preto) e circulação pelo SESC PULSAR por cidades quatro cidades Estado do Rio de Janeiro: Nova Iguaçu, Barra Mansa, São João de Meriti e Teresópolis. Ainda no mesmo ano, integrou a programação do “Crear em Libertad - Encuentro Internacional de Danza y Artes Contemporáneas de Asunción”, no Paraguai. Em 2025, fez temporadas no SESC Goiânia (GO), Caixa Cultural Brasília e SESC Gama (DF), além de ter retornado ao Paraguai com apresentações no Teatro Municipal de Assunção.   Sobre Helen Keller Escritora e ativista social norte-americana (1880-1968), foi a primeira pessoa surdocega a entrar para uma instituição de ensino superior. Formou-se em filosofia e lutou em defesa dos direitos sociais, das mulheres e das pessoas com deficiência. Aos 18 meses de idade, contraiu uma doença que a deixou sem visão e audição. Com a dificuldade de se comunicar, tornou-se uma criança considerada mal-educada e rebelde, tinha muitos ataques de fúria e acessos de mau humor.   Antes de completar sete anos, passou a contar com a ajuda da professora Anne Sullivan. Contratada pela família, com muito trabalho e paciência, Anne conseguiu fazer Helen entender o significado das palavras que eram soletradas em sua mão. A primeira palavra entendida por Helen foi água e, no mesmo dia, a menina aprendeu 30 palavras. Mais tarde, numa rápida assimilação, ela aprendeu o alfabeto braille e o manual, o que facilitou sua escrita e leitura, e também a falar. Anne e Helen permaneceram juntas por 49 anos realizando palestras, viagens e difundindo a importância da língua de sinais, da inclusão e lutando pela emancipação das pessoas com deficiência.   Sobre a Cia Os Buriti – Teatro de Dança Com 30 anos de trajetória, a companhia criada em 1995 se dedica a montar espetáculos fundindo diferentes linguagens artísticas. Fundada por Eliana Carneiro, a companhia é composta por seus filhos Naira Carneiro e Guian Larrea, Camila Guerra, Renata Rezende e pelos músicos Jorge Brasil, André Togni, Daniel Pitanga, Marília Carvalho, Diogo Vanelli e Carlos Frazão. Sediada em Brasília, o grupo já se apresentou por diversas cidades brasileiras e também no exterior (Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, França, Áustria, Grécia, Índia, México, Paraguai e Romênia), participando de festivais e encontros de teatro, dança e música.   A Cia Os Buriti já montou 16 espetáculos autorais: “À Beira do Sol” (2022), “Depois do Silêncio” (2021), “Lampião no Céu” (2017), “KALO – Filhos do Vento” (2016), “Aurora” (2016), “Os Buriti Contam Histórias” (2013), “Cantos de Encontro” (2012), “Blima – Imagens do Sagrado” (2012), “Varal de Histórias” (2010), “Lia de Manaká” (2010), “Trilogia de Gênios da Música” (2007), “Cordas e Contos” (2006), “O Marajá Sonhador e Outras Histórias” (2004), “A Menina que Veio do Céu” (2001), “Inana A Grande Mãe” (1997) e “Os Buriti Dançam Bamboo” (1995).   Site: http://osburiti.com.br Instagram: @osburiti | @ depois.do .silencio.espetaculo Facebook: facebook.com/osburiti   Ficha Técnica Direção : Eliana Carneiro e Rogero Torquato Direção Artística e Coreografias : Eliana Carneiro Intérpretes Criadoras : Camila Guerra, Naira Carneiro e Renata Rezende Roteiro e Dramaturgia : O Grupo Trilha Sonora Original : Diogo Vanelli Desenho de Luz : Camilo Soudant Cenografia : Rodrigo Lélis Artista Gráfico e Vídeo Arte : Gabriel Guirá Design : Gilberto Filho Figurinos : O Grupo | Boneca: Neuza Freire Fotos : Diego Bresani Produção Executiva : Thiago Miyamoto Assessoria de Imprensa : Paula Catunda e Catharina Rocha Direção de Produção : Naira Carneiro | Os Buriti Produções Artísticas Realização : Cia Os Buriti     SERVIÇO   Espetáculo: “Depois do Silêncio” Temporada: de 13 de janeiro a 25 de fevereiro de 2026 Local: Teatro Poeira Endereço: Rua São João Batista, 104 - Botafogo Dias e horário: terça e quarta, às 20h Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) Venda online: Sympla Horários da bilheteria:  Terça a sábado, das 15h às 20h Domingo, das 15h às 19h . Classificação: 12 anos Duração:  60 min. Capacidade: 170 lugares   Alex Varela

  • Novos Embaixadores de Turismo do RJ tomam posse em janeiro

    Um grupo de 18 novos Embaixadores de Turismo do Estado do Rio de Janeiro toma posse neste mês de janeiro, em um evento fechado para cerca de 80 convidados. O Programa Embaixadores do Rio foi criado durante a gestão do então prefeito Saturnino Braga e, desde então, é coordenado pelo professor Bayard Do Coutto Boiteux. As personalidades escolhidas para atuar na promoção institucional do Estado do Rio de Janeiro, por meio de suas atividades profissionais e influência social, foram selecionadas em 2025 por um júri presidido pela Baronesa Diana Macedo. O colegiado foi composto por Eric Herrero, Célia Domingues, Matheus Oliveira, Zizi Magalhães, Aloysio Teixeira e o próprio Bayard Boiteux. “Nosso desafio é reunir um grupo heterogêneo, que contemple a diversidade e que, em função de suas atividades laborais, possa promover institucionalmente o Rio de Janeiro. Desde a criação do programa, já foram nomeados cerca de 300 Embaixadores, mas atualmente 135 atuam de forma efetiva”, afirma Boiteux. Entre os novos Embaixadores de Turismo estão o cônsul-geral da França no Rio de Janeiro, Eric Tallon; a presidente da Fundação Theatro Municipal, Clara Paulino; o secretário municipal de Cultura de Miguel Pereira, Júlio César de Souza; a psicóloga e cientista da sustentabilidade Carla Pimentel; a produtora cultural Rose Oliveira, diretora do Grupo Ginga; o diretor da Fundação Museu da Imagem e do Som, Cesar Miranda Ribeiro; o colunista social Cesar Gabriel Almeida; a presidente da Fundação Cidade das Artes, Daniela Ribeiro; o fazendeiro Edgar Ramos; o fotógrafo e empresário João de Orléans e Bragança; o artista plástico Jerome Poignard; o diretor da Casa Roberto Marinho, Lauro Cavalcanti; Marcia Wu, secretária-geral da Câmara de Intercâmbio Brasil-China; Priscila Bentes, CEO do Circuito Elegante; Rosária Filgueiras, pianista; Suzana Magalhães, hoteleira; Steve Solot, diretor da Latin American Training Center (LATC); e Francisco de Orléans e Bragança, diretor da Tribuna de Petrópolis. Segundo Bayard Boiteux, os resultados do trabalho dos Embaixadores nem sempre são facilmente mensuráveis, mas têm impacto direto na imagem e na promoção do destino. “Entrevistas, shows, exposições e até posts em redes sociais muitas vezes são mais eficazes do que campanhas promocionais tradicionais. É fundamental estar presente nos principais eventos dos mercados emissores mas entender como os Embaixadores, muitas vezes em conversas informais ou em atividades que não são diretamente ligadas ao turismo, acabam gerando resultados concretos para o Rio”, explica. O Programa Embaixadores de Turismo do RJ é coordenado pelo Portal Consultoria em Turismo, com apoio da Associação dos Embaixadores de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, do restaurante Capitu e da Sociedade Nacional de Agricultura. A organização do evento é assinada pela Ascom Divulga Rio e pela Matheus Oliveira Produções. Divulgação Rio

  • Mestre Acácio Fernandes - Competidor de Jiu- Jitsu

    Equipe Rio de Janeiro Fighting Team   Em participação num dos eventos da JJFA, um dos mais renomados da cidade de Belo Horizonte/MG que têm como Presidente o Professor Ralfe, lutadores do Rio de Janeiro se conhecem e após conversas e lembranças das décadas 80/90 e 2000, onde havia um evento Rio x Minas que acontecia uma vez ao ano em cada estado, resolvem retomar esta nostalgia e fundam a equipe Rio de Janeiro Fighting Team. Os Mestres Acácio Fernandes e Rolney Pereira juntamente com os Professores Luis Ghaspar e Juliano Penido e demais professores de Itaguaí, Rio das Ostras, Maricá, Itaipuaçu, São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro, através do Professor Cleiton Nascimento, se reúnem em janeiro de 2026 para a apresentação oficial e formalização da equipe de Jiu-Jitsu competitivo do estado do Rio de Janeiro para competirem dentro e fora do estado, com espírito esportivo, em competições glamurosas chamadas Rio x Minas dos anos 80 e 90. Com o advento da competição mineira de elevada qualidade técnica e premiações valorosas que motivaram a princípio o Mestre Acácio Fernandes como também os Professores Juliano Penido e Luis Ghaspar a formarem uma equipe unificada do Rio de Janeiro buscando apoio do Mestre Rolney Pereira, decidem se reunir no início de janeiro de 2026 para formalização dessa equipe, reunindo vários professores e outros mestres, formando uma só equipe para representar o estado do Rio de Janeiro nas competições não só em Minas Gerais como também em outros estados como Paraíba, Amazonas, Juiz de Fora e até buscando vaga no campeonato europeu, abrindo portas a todos os professores e mestres que estiverem disposto a participarem dessa equipe cujo nome não poderia ser outro, Rio de Janeiro Fighting Team. > Lutei disposta de cinturão Gi e NoGi > Tenho 51 anos > 38 anos de Jiu-Jitsu > Sou formado pelo clube Paes de Jiu-Jitsu pelo GM Anselmo Paes > Sou fundador do Instituto Gênesis Grappling Team Paes BJJ > Participo de Campeonato Até Hoje no Jiu-jitsu e na Luta Livre > Sou faixa Preta e vermelho 7° Grau no jiu-jitsu > Faixa Preta 1° Grau na Luta Livre Esportiva   Ø  Faixa Branca e vermelha 7° Grau Jiu-Jitsu Tradicional Japonês.   Títulos BJJ Sul América Brasileiro Mundial Estadual   Luta livre Sul América Estadual Brasileiro Mundial   Fundador da Unión African Of Brazilan Jiu-Jitsu na África com Representação na Argélia, Tunísia, Egito, Arábia Saudita.   Equipe Rio de Janeiro Fighting Team Jiu-Jitsu Gi NoGi Freestyle Jiu-Jitsu   Da esquerda para direita. Mestre Acácio Fernandes    Mestre Rolney Pereira Prof. Ricardo Pires Prof. Luiz Ghaspar Prof. Cleiton Nascimento Prof. Juliano Penido João Paulo Penido

  • Fafá de Belém, o Musical, estreia dia 15 de janeiro no Teatro Riachuelo Rio

    No palco, Fafá ganha vida nas interpretações das atrizes Lucinha Lins e Helga Nemeczyk Crédito: Nil Canine Fafá de Belém, o Musical  utiliza a linguagem do teatro musical para narrar a trajetória de uma das mais importantes cantoras da música brasileira. Iniciaremos nossa jornada pela floresta amazônica, berço e cenário de origem da artista. Por meio das lendas e mitos dos povos da floresta — indígenas, ribeirinhos, marajoaras, entre outros — contaremos e cantaremos a saga da nossa cabocla Fafá. Ecologia, meio ambiente e MPB são ingredientes que compõem o nosso espetáculo em homenagem ao cinquentenário desta grande cidadã e artista brasileira. O musical fica em cartaz no Teatro Riachuelo Rio de 15 de janeiro a 8 de março. A história será contada em três planos. O primeiro plano se passa no presente, durante a gravação de um documentário em homenagem aos 50 anos de carreira de Fafá de Belém. A partir de suas lembranças, vão surgindo os demais planos. O segundo plano representa a memória da infância, em uma Belém lírica — entre mitos e lendas. No terceiro plano, assistimos à construção da carreira da cantora — de Belém para o mundo. Três atrizes interpretarão a cantora nas fases da infância, juventude e maturidade: Fafá-menina, Fafá-cantora e Fafá de Belém. No início da peça, os planos se estabelecem de forma independente; a partir de determinado momento, eles se atravessam e se completam. Fafá de Belém Em 2025, Maria de Fátima Palha de Figueiredo, mais conhecida como Fafá de Belém, completa 50 anos de carreira. A cabocla de voz sensual que invadiu a cena musical brasileira em meados dos anos 1970 quebrou padrões de comportamento, trazendo consigo toda a cultura da região Norte do país.  Segundo o jornalista Arthur da Távola, foi através da voz da jovem Fafá, pela tela da TV, que ele pôde descobrir o Brasil profundo, amazônico, tão pouco conhecido, até então, pelos brasileiros das grandes capitais. A canção era “Filho da Bahia”, de Walter Queiroz, que fazia parte da trilha sonora da novela  Gabriela , da TV Globo. E, assim, com apenas 18 anos, aquela menina que vinha da floresta entrou nas casas de todo o país com o seu sorriso aberto, sua gargalhada inconfundível, suas curvas, seus seios fartos, seu jeito espontâneo e livre de viver.  A partir de 1979, se torna uma porta voz na luta pelos direitos da mulher, cantando músicas com viés mais feminista, como: “Bilhete”, “Sob medida” e “Que me venha esse homem” .  Foi a musa da campanha  Diretas Já , viajando país afora e reivindicando o direito de os brasileiros votarem para presidente. A canção “Menestrel das Alagoas” virou o hino do movimento e, de fato, Fafá se aproximou mais do povo. Como consequência, passou a gravar um repertório mais popular: “Abandonada”   e “Nuvem de lágrimas”  –  o que resultou em um aumento significativo na vendagem de seus discos. Como se já não bastasse tanta popularidade, a cantora coleciona hits em diversas trilhas de novelas. São mais de 70 canções!  Falar de Fafá é falar do Círio de Nazaré, maior evento religioso do mundo. É misturar a fé católica à fé cabocla. É religião com indigenismo. É cantar para os três papas que visitaram o Brasil e, também, cantar mambos, cúmbias, calipsos e carimbós – ritmos que formaram a sua identidade musical paraense.   E, seguindo o fluxo dos rios, a voz que veio da floresta desaguou em Portugal, onde reina absoluta entre fados e pimbas, tornando-se cidadã portuguesa. Com seu temperamento rasgado e passional, conquistou a comunidade  LGBTQIA+, dialogou com as novas gerações e estourou mundialmente com o remix da canção “Emoriô”, feito pela jovem dupla francesa Trinix. A faixa virou  hit nas baladas brasileiras e, também, nas pistas da Europa. Por fim, Fafá de Belém rodou o mundo, mas nunca se desconectou de suas raízes amazônicas.  A mestiçagem e a miscigenação de povos, etnias e elementos culturais e religiosos são parte importante de sua obra musical e de sua visão de mundo. Nossa homenageada é embaixadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e da Fundação Amazônia Sustentável, além de ser uma das vozes que fomentou a escolha de Belém para sediar a mais recente edição da COP – Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. Sobre o Teatro Riachuelo Rio Localizado no icônico edifício do antigo Cine Palácio, na Cinelândia, berço dos maiores movimentos sociais e culturais do país, o Teatro Riachuelo Rio é um dos mais tradicionais palcos do Brasil. Tombado como patrimônio histórico e arquitetônico, o espaço preserva sua fachada neomourisca e foi completamente revitalizado para atender aos mais altos padrões técnicos da cena cultural contemporânea. Desde sua reinauguração, em 2016, o Instituto Evoé é responsável pela gestão do teatro, que hoje representa a união entre história, modernidade e pluralidade artística. Um retrofit completo devolveu vida ao prédio, mantendo detalhes originais da construção de 1890 e integrando elementos de design contemporâneo, como poltronas, iluminação cênica de última geração e estrutura técnica de padrão internacional. Com capacidade para 999 espectadores, distribuídos entre plateia e dois balcões, o Teatro Riachuelo Rio ocupa cerca de 3.500m². Conta com palco de 280m², subpalco, fosso de orquestra, camarins, sala de ensaio e espaços de convivência que atendem a uma programação diversa. Ficha técnica Fafá de Belém, o musical Direção geral e idealização: Jô Santana Texto: Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche. Direção artística: Gustavo Gasparini Pesquisa: Rodrigo Faour Elenco:  Lucinha Lins (atriz convidada) Helga Nemetik  Laura Saab Ananda K Clarah Passos Daniel Carneiro Diego Luri Fernando Leite Gabriel Manitta Karen Silveira Mona Vilardo Naieme Sérgio Dalcin Thuca Soares Diretora assistente: Iléa Ferraz Direção musical: Marcelo Alonso Neves Assistente de direção musical e regente: Glauco Berçot Coreografia: Renato Vieira Coreógrafa assistente: Soraya Bastos  Cenografia: Ronald Teixeira Assistente de cenografia: Pedro Stamford Figurinista: Claudio Tovar  Assistente de figurino: Paulo Raika Visagista: Beto Carramanhos Desenho de som: Bruno Pinho e Paulo Altafim Iluminador: Paulo Cesar Medeiros Fotos still: Leo Aversa  Design gráfico: DOROTÉIA DESIGN / Adriana Campos, Flávia Pacheco, Pedro Cancelliero e Iara Moraes Marketing: Edu Santos Marketing cultural e parcerias: Gheu Tibério Assistente de marketing cultural e parcerias: Paula Rego e Pedro Ribeiro Assessoria de imprensa: amigos comunicação /Mauricio Aires e Rogério Alves Clipping: Top Clip Social media: Stace Mayka Performance: V2P Direção de produção: Carmem Oliveira / Renato Araujo Assistente de Produção: Thales Huebra Assessoria jurídica: FRANCEZ ADVOGADOS – Andrea Francez, Myrna Malanconi e João Pedro Batista  Contabilidade: Yara Brasil Direção financeira e leis de incentivo: Janaína Reis  Assistente Administrativo: Marcela Lima Direção técnica: Ricardo Santana Chef: Osmar Ribeiro Produção: Charge Produções e Fato Produções SERVIÇO FAFA DE BELEM, O MUSICAL De: 15 de janeiro a 08 de fevereiro de 2026 Horários:  quintas e sextas-feiras, às 20h / sábados e domingos, às 17h     Classificação:  12 anos Duração:  2h40 (com intervalo de 15 min) Ingressos:   https://www.ingresso.com/espetaculos/fafa-de-belem-o-musical   Valores: Plateia VIP - R$ 200,00 Plateia - R$ 180,00 Balcão Nobre - R$ 100,00 Balcão - R$ 40,00 Informações para a imprensa Teatro Riachuelo Rio: MNiemeyer Assessoria de Comunicação -  www.mniemeyer.com.br Juliana Rosa:  juliana@mniemeyer.com.br  / (21) 97209-5898 Informações para a imprensa "FAFÁ DE BELÉM, O MUSICAL": Mauricio Aires e Rogerio AlvesAmigos Assessoria de Comunicação55 21 99988-2158 / 55 21 96744-0203 mauricioaires@amigosassessoria.com.br    Alex Varela

  • Encontro Luso-Brasileiro debaterá Inteligência Artificial e Direitos Humanos em Coimbra

    Foto: divulgação O “ Encontro Luso-Brasileiro sobre IA e Direitos Humanos: Desafios Éticos e Legais” realiza-se a 3 de fevereiro de 2026 , entre às 9h e às 13h , na Sala 1.05 do Colégio da Trindade , na cidade portuguesa de Coimbra, um evento que constitui um espaço de diálogo académico entre docentes e investigadores de Portugal e do Brasil sobre os mais recentes desenvolvimentos na interação entre Direito e Inteligência Artificial, com particular enfoque no impacto da IA nos direitos humanos. A iniciativa visa “aprofundar a reflexão sobre os desafios éticos e legais colocados pela Inteligência Artificial, dando especial destaque a uma análise comparada dos desenvolvimentos legislativos no Brasil e na União Europeia/Portugal”, incluindo matérias como governança algorítmica, responsabilidade civil, direitos de personalidade, direitos de autor, autodeterminação informacional e avaliação de impacto em direitos fundamentais. O programa inclui intervenções de académicos do Instituto Jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (IJ/FDUC) , da Universidade do Vale do Rio dos Sinos ( UNISINOS) e  da Universidade de São Paulo . O encontro será realizado no âmbito do projeto estratégico UIDB/04643/2025 – Instituto Jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra , reforçando a cooperação académica luso-brasileira e o debate interdisciplinar sobre os desafios jurídicos da inovação tecnológica. O evento conta com entrada gratuita, mediante inscrição prévia em https://ls.uc.pt/index.php/946218?lang=pt Ígor Lopes

  • Ivan Alves Filho - historiador e pesquisador brasileiro

    Apresentação Ivan Alves Filho é historiador e pesquisador brasileiro, com trajetória dedicada ao estudo da história social, política e cultural do Brasil. Há mais de cinco décadas desenvolve pesquisas aprofundadas sobre o Quilombo dos Palmares, tema ao qual se dedica desde 1975, com investigações em arquivos e bibliotecas do Brasil, de Portugal e da França. Autor do livro Memorial dos Palmares, atualmente em sua quarta edição, Ivan Alves Filho consolidou a obra como uma referência internacional sobre o tema, presente em dezenas de bibliotecas brasileiras e em mais de 50 bibliotecas estrangeiras. A obra recebeu reconhecimento institucional da UNESCO por sua relevância para o conhecimento histórico e para a preservação da memória da luta contra a escravidão. DM 1 — Quando e de que forma começou sua pesquisa sobre o Quilombo dos Palmares, que se tornaria uma obra de referência internacional? Ivan Alves Filho — Comecei a pesquisar Palmares em 1975, durante meu primeiro mergulho nos arquivos de Portugal, logo após a Revolução dos Cravos. A partir dali, nunca mais interrompi esse trabalho. Foram décadas de pesquisa em arquivos e bibliotecas do Brasil, de Portugal e da França, sempre buscando compreender, com rigor histórico, a dimensão política, social e humana do Quilombo dos Palmares. DM 2 — O livro Memorial dos Palmares já está presente em dezenas de bibliotecas no Brasil e no exterior. O que esse reconhecimento representa para o senhor? Ivan Alves Filho — Naturalmente, fico extremamente feliz. Saber que a obra está catalogada em 52 bibliotecas internacionais e em muitas outras no Brasil demonstra que o tema ultrapassa fronteiras nacionais. Palmares não é apenas um episódio da história brasileira, mas uma experiência universal de resistência, organização social e luta pela liberdade. DM 3 — A UNESCO reconheceu oficialmente o Memorial dos Palmares como obra relevante para o conhecimento histórico. Qual o peso desse reconhecimento? Ivan Alves Filho — Trata-se de um reconhecimento de enorme importância. A UNESCO, que é uma espécie de ministério mundial da Educação, reconheceu a relevância da obra em 1998, dez anos após sua primeira edição. Isso reforça o valor do livro não apenas como pesquisa acadêmica, mas como instrumento de preservação da memória histórica da humanidade. DM 4 — Na sua visão, por que o Quilombo dos Palmares ocupa um lugar tão central na história da luta contra a escravidão? Ivan Alves Filho — Porque Palmares talvez represente a luta mais longa, organizada e heroica travada pela humanidade contra a escravidão. Entre o final do século XVI e o início do século XVIII, o quilombo construiu uma experiência coletiva de liberdade, resistência e autonomia que desafia até hoje as narrativas simplificadas sobre o período colonial. DM 5 — Após quase cinquenta anos de pesquisa e reconhecimento internacional, o que o senhor considera mais importante que o público compreenda sobre Palmares hoje? Ivan Alves Filho — Que Palmares não pertence apenas ao passado. Ele continua sendo um símbolo vivo de resistência, dignidade e luta por justiça. Reconhecer Palmares é reconhecer a importância da memória histórica como ferramenta para compreender o presente e construir um futuro mais justo e consciente. Entrevista – Revista do Villa Criação de Conteúdo Digital: Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

  • Ruan Peixoto - ator, criador e empresário

    Apresentação Ruan Peixoto é ator, criador e empresário, com atuação que transita entre o audiovisual, projetos autorais e o universo do empreendedorismo criativo. Dono de uma trajetória multifacetada, ele equilibra diferentes funções com consciência estratégica, ética e um olhar atento às transformações do mercado cultural e das redes sociais. Entrevista DM 1 — Você atua em diferentes frentes — artística, criativa e empresarial. Como faz para equilibrar tantas funções sem perder o foco e a saúde emocional? Ruan Peixoto — “Eu diria que o segredo está em saber priorizar. Em momentos de maior demanda em uma área específica, como no lançamento de um novo projeto empresarial, por exemplo, preciso focar mais no lado empreendedor. Mas em outras fases, como durante a criação de um roteiro ou gravação de um programa, série, filme, podcast ou até novela, é essencial dedicar a energia necessária para cada função. Sempre tento ouvir meu corpo e minha mente para saber quando desacelerar ou quando acelerar o ritmo. A chave está em manter uma rotina organizada, ter uma visão clara das prioridades e confiar na minha equipe para que eu possa focar nos aspectos que exigem mais minha presença naquele momento.” DM 2 — Entre tantas atividades, qual delas você sente que mais revela quem você é — e qual te desafia mais? Ruan Peixoto — “Eu acredito que o trabalho de ator é o que mais revela quem eu sou, porque é onde consigo me expor de forma mais crua, seja por meio das emoções ou das vivências de personagens. O palco ou as câmeras têm um poder de expressão que, para mim, é único. Já o que mais me desafia, sem dúvida, é a função de empresário. Essa área exige uma visão mais estratégica, um equilíbrio entre risco e planejamento, e uma constante adaptação ao mercado e ao comportamento do consumidor. Sinto que essa função me desafia a ser mais racional, enquanto as outras me pedem mais emoção e criatividade.” DM 3 — De que forma o seu olhar empreendedor influencia suas escolhas e processos no campo artístico? Ruan Peixoto — “Como empresário, sou muito pautado pela eficiência e pela inovação. Tento trazer essa visão para o meu lado artístico, o que significa pensar sempre em como um projeto pode agregar valor ao público, ser sustentável e, ao mesmo tempo, autêntico. Sempre que desenvolvo uma ideia criativa, tento imaginar como ela pode se conectar com as pessoas, não apenas de forma superficial, mas criando um impacto genuíno. A experiência de gerir e administrar negócios me deu uma visão mais pragmática da arte, ajudando a encontrar soluções criativas dentro dos recursos disponíveis, sem perder a essência.” DM 4 — Você já recusou projetos importantes ao longo da carreira? O que pesa nessa decisão? Ruan Peixoto — “Sim, já recusei — e mais de uma vez. Já me afastei de filme, série e até clipe musical quando percebi que o projeto não estava alinhado com os meus valores e com a minha visão artística. Em um desses casos, ao longo do processo, descobri comportamentos e atitudes do diretor que não condiziam com uma boa índole nem com o ambiente profissional em que acredito. Quando tive essa clareza, optei por sair do projeto, mesmo sabendo que isso poderia gerar impacto na minha carreira naquele momento. Acredito muito que o sucesso não pode vir a qualquer custo. Prefiro construir uma trajetória coerente, limpa e verdadeira.” DM 5 — Como você encara a responsabilidade de ter visibilidade e influência nas redes sociais hoje? Ruan Peixoto — “É uma grande responsabilidade, sem dúvida. Vejo as redes sociais como uma ferramenta poderosa para conectar e inspirar as pessoas, mas também entendo que exige cuidado constante. Tento ser sempre autêntico nas minhas postagens e na maneira como compartilho minha vida e meu trabalho, sem expor aspectos pessoais de forma invasiva. Acredito que, como influenciador, tudo o que faço online pode impactar positiva ou negativamente as pessoas. Por isso, tento sempre passar uma mensagem construtiva, que promova autoconhecimento, diversidade e respeito.” Entrevista – Revista do Villa Criação de Conteúdo Digital: Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

  • ‘CÃO’: Parceria inédita entre os premiados grupos Clowns de Shakespeare (RN) e Magiluth (PE) estreia dia 15 de janeiro no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

    Grupos apresentam uma fábula contemporânea sobre relações de trabalho, poder e precarização CÃO - Fotos de Rogério Alves Fotos de divulgação: https://drive.google.com/drive/folders/1PYqz22ILwsYB5rdUfHVQR8DyW2V_EAGE?usp=sharing     A luta de classes costuma acontecer longe dos palcos, mas, nesta história, fica claro como o esforço de muitos sustenta o poder de poucos. É desse ponto que nasce CÃO , a primeira parceria entre os premiados grupos nordestinos Clowns de Shakespeare  (RN) e Magiluth (PE), que estreia dia 15 de janeiro de 2026 no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. A temporada seguirá até 15 de março, com sessões de quinta a sábado, às 19h; e domingo, às 18h. O espetáculo conta com o patrocínio do Banco do Brasil, com incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Em circulação, ainda cumprirá temporadas no CCBB Belo Horizonte e CCBB Salvador.   Com direção de  Fernando Yamamoto  e Luiz Fernando Marques (Lubi) , CÃO foi criada a partir de cinco residências artísticas realizadas entre Natal, Recife e Rio de Janeiro. Embora inspirado na tragédia shakespeariana “Coriolano”, a peça não busca adaptá-la. O que se vê em cena é uma fábula contemporânea atravessada por elementos do realismo fantástico, comicidade e música, marcas que se entrelaçam nas linguagens do Clowns e do Magiluth.   A trama acompanha um grupo de trabalhadores de eventos: técnicos, cenógrafos, produtores, mestres de cerimônia e seguranças que, após dias preparando um teatro para a posse de um recém-eleito líder em uma jovem república, recebe uma notícia que desmonta toda a cerimônia e os coloca num vertiginoso jogo de pressões, ordens e urgências incompreensíveis: a morte do novo governante.   É nesse momento que CÃO revela a capacidade de transformar o caos em comicidade. A partir daí, abre-se um sem-fim de situações rocambolescas, desdobramentos absurdos e peripécias hilárias que incluem confusões políticas, protocolos impossíveis, desmandos surrealistas e a necessidade de reorganizar tudo em poucas horas.   “ A gente parte de Shakespeare, mas usando só o que nos interessa: o conflito de classes, a insatisfação do povo, a manipulação política e o jogo de forças que recai sempre sobre quem trabalha. O processo da montagem foi muito natural. Fomos descobrindo, juntos, onde estavam as fraturas do presente, e daí nasceu CÃO. É uma obra que reflete profundamente a poética dos dois grupos, esse encontro tão desejado há tantos anos ”, afirma Fernando Yamamoto, diretor e coautor da dramaturgia.   CÃO - Fotos de Rogério Alves   A comédia como ferramenta de reflexão   Para Yamamoto, o espetáculo cria um riso que, ao mesmo tempo em que diverte, faz refletir sobre temas urgentes e profundos, especialmente as relações de trabalho, tão em voga no Brasil contemporâneo. O humor, aqui, não alivia a crítica, mas a expõe. Cada atropelo, cada falha de comunicação, cada ordem descabida evidencia a precarização que realmente vem atravessando as relações de trabalho no Brasil.   “ Quando partimos para investigar ‘Coriolano’, foi ficando claro que o que nos movia era o olhar para quem trabalha. Tanto no texto original quanto na realidade latino-americana, são sempre essas figuras que sustentam tudo, organizam tudo, reorganizam tudo, e são justamente as mais precarizadas ”, comenta o diretor Luiz Fernando Marques (Lubi).   Lubi lembra ainda que a peça também questiona o fazer cultural: “ A cultura é um campo em que a precarização aparece de maneira gritante. E é justamente nesse campo que seguimos criando, resistindo e nos reinventando ”, completa.   Em cena, quem dá corpo a essa engrenagem é o elenco composto por Caju Dantas, Diogo Spinelli, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Olivia León e Paula Queiroz , sob dramaturgia assinada por Giordano Castro  e Fernando Yamamoto , com cenário de Fernando Yamamoto, Luiz Fernando Marques e Rogério Ferraz , direção de produção de Talita Yohana , figurino de Maria Esther , iluminação de Ronaldo Costa e dramaturgia sonora de Ernani Maletta .   Entre tropeços, correrias, confusões e descobertas, CÃO celebra aquilo que o teatro tem de mais vivo: rir da própria tragédia e seguir em frente, mesmo quando o protagonista morre antes mesmo de entrar em cena. O espetáculo também revela ao público o movimento dos bastidores e as urgências de quem precisa fazer tudo acontecer e, ainda assim, inventar poesia em meio ao caos.   ACESSIBILIDADE : Haverá interpretação em Libras e audiodescrição em apresentações com datas a confirmar.   SINOPSE: CÃO é uma colaboração entre os grupos Clowns de Shakespeare (RN) e Magiluth (PE), que nasceu de uma pesquisa sobre o Brasil contemporâneo, suas contradições, afetos e resistências, com foco na questão do trabalho precário em suas diversas facetas. Um grupo de trabalhadores de eventos — mestres de cerimônia, técnicos de som e luz, cenógrafos, produtores, seguranças e outros —, após trabalharem ininterruptamente por 48 horas para garantir que o teatro estivesse impecável para a posse do recém-eleito líder da jovem república do Lácio, recebe uma notícia que interrompe toda a programação e os coloca em uma situação de extremo estresse e submissão aos interesses de pessoas poderosas cujas motivações lhes são incompreensíveis. A partir dessa situação fabular, CÃO lança luz sobre o lugar do trabalhador no Brasil contemporâneo, na América Latina e no mundo.   FICHA TÉCNICA: Direção : Fernando Yamamoto e Lubi (Luiz Fernando Marques) Dramaturgia : Giordano Castro e Fernando Yamamoto Elenco : Caju Dantas, Diogo Spinelli, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral, Olivia León e Paula Queiroz Stand-in : José Medeiros Figurino : Maria Esther Cenário : Fernando Yamamoto, Luiz Fernando Marques e Rogério Ferraz Adereços: Boneca : Carlos Alberto Nunes, Mona Magalhães e Raibolt Perna : Mona Magalhães e Raibolt Taxidermia sintética : Vitor Martinez Dramaturgia sonora : Ernani Maletta Colaboração em palhaçaria : Ésio Magalhães Projeto de iluminação : Ronaldo Costa Engenharia de som : Gabriel Gianni Coordenação geral e produção executiva : Renata Kaiser Direção de Produção : Talita Yohana Design gráfico : Bruno Parmera Fotos de divulgação : Rogério Alves Assessoria de imprensa : Prisma Colab Consultoria e desenho de projeto para lei : Ana Paula Medeiros Realização:  Ministério da Cultura, Centro Cultural Banco do Brasil e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro Patrocínio : Banco do Brasil   SOBRE O CCBB RIO DE JANEIRO: Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente:  pra tudo que você imaginar. SERVIÇO: CÃO Temporada: de 15 de janeiro a 15 de março de 2026 Horário: quinta a sábado, às 19h; domingo, às 18h Duração: 90 minutos Classificação: 16 anos Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$15 (meia) Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada Ingressos adquiridos na bilheteria do CCBB ou antecipadamente pelo site https:/ bb.com.br/cultura     Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Endereço: R. Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fechado às terças) Contato: (21) 3808-2020 e ccbbrio@bb.com.br   Mais informações em bb.com.br/cultura   Siga também o CCBB nas redes sociais: facebook.com/ccbb.rj  | instagram.com/ccbbrj  | tiktok.com/@ccbbcultura     ASSESSORIA DE IMPRENSA CCBB RIO DE JANEIRO : Giselle Sampaio gisellesampaio@bb.com.br   21 3808-0142 | 21 99972-6933   ASSESSORIA DE IMPRENSA: Mario Camelo Prisma Colab mariocamelo@gmail.com   mario@prismacolab.com.br   +55 21 99992.3644 Alex Varela

  • Júpiter domina o céu de janeiro e transforma noites comuns em um espetáculo raro

    O maior planeta do Sistema Solar atinge seu auge de brilho em 2026 e se torna o grande protagonista do céu noturno. Crédito: NASA / ESA / A. Simon (Goddard Space Flight Center) / Origem: Telescópio Espacial Hubble Em janeiro de 2026, o céu noturno ganha um personagem central. Júpiter surge mais brilhante e imponente do que em anos recentes, chamando a atenção até de quem não costuma observar o firmamento. O fenômeno ocorre por causa da aproximação da oposição, quando a Terra se posiciona entre o Sol e o planeta, intensificando seu brilho e tornando-o visível durante praticamente toda a noite. O resultado é um ponto luminoso marcante, estável e impossível de confundir com estrelas comuns. Júpiter aparece logo após o pôr do sol e acompanha o céu ao longo das horas, dominando o horizonte com uma presença silenciosa e constante. Mesmo sem equipamentos, o planeta se destaca com clareza. Com binóculos simples, já é possível observar suas principais luas alinhadas ao redor do disco luminoso. Mais do que um espetáculo visual, Júpiter carrega um peso simbólico e científico. Maior planeta do Sistema Solar, ele abriga fenômenos extremos, como a famosa Grande Mancha Vermelha, uma tempestade que persiste há séculos. Suas dezenas de luas continuam sendo objeto de estudos, especialmente aquelas que podem esconder oceanos sob camadas de gelo. Janeiro também favorece encontros visuais entre Júpiter e a Lua, criando composições naturais que rendem imagens elegantes e impactantes. Em noites de céu limpo, o planeta assume o papel principal, oferecendo um raro equilíbrio entre ciência e contemplação. Para o olhar editorial, o momento é ideal. O fenômeno permite narrativas visuais amplas, mapas celestes explicativos e imagens detalhadas captadas por observatórios e missões espaciais. Em um mundo acelerado, Júpiter surge como um lembrete discreto de que alguns dos maiores espetáculos continuam acontecendo acima de nós, sem ruído, sem pressa e com absoluta elegância. Cesar Gabriel de Almeida

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