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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

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  • Artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore apresenta livro e documentário média metragem homônimos “Anni Venti” , no Museu do Amanhã

    Artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore apresenta livro e documentário média metragem homônimos “Anni Venti” , no Museu do Amanhã, no dia 13 de abril, às 16h, com o apoio institucional do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro “Anni Venti” é um recorte inédito de textos, anotações e reflexões escritas pelo próprio artista durante vinte anos de criação. O artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore, que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Sant'Elia Fiumerapido, na Itália, apresenta o livro e o documentário média metragem “Anni Venti” , que revelam os processos e os contextos de seu trabalho e suas obras ao longo de 20 anos de trajetória artística. Segundo o Instituto Italiano de Cultura Rio de Janeiro, a publicação reúne anotações, notas e observações pessoais, nascidas próximas aos processos criativos e não destinadas à publicação. É justamente essa natureza original e não mediada que torna ‘Anni Venti’ um projeto particularmente intenso: não uma reconstrução externa da trajetória do artista, mas um acesso direto ao pensamento em busca de forma. Por muito tempo, a prática de Lucio Salvatore se desenvolveu longe da lógica da visibilidade mediada. Seu trabalho circulou por meio de exposições, residências e eventos, sem ser acompanhado por uma narrativa explícita ou um sistema de comunicação coordenado. “Anni Venti” marca um passo decisivo nessa trajetória, introduzindo uma forma inicial de exposição, abrindo caminho para uma conversa mais ampla e consciente com o público. Em diálogo com o documentário homônimo, que reúne fragmentos de imagens filmadas em tempo real que sobreviveram à perda de material documental do arquivo da artista, “Anni Venti” é um convite a participar de um processo de pesquisa vivo e atual. Entre as séries e exposições em destaque, estão o projeto “Defeito de Identidade” , exibido pela primeira vez em 2025 em Brasília e São Paulo, com pinturas que investigam as políticas de identidade, migração e deslocamento, confrontando as forças que moldam as percepções de pertencimento e exclusão. A exposição individual “Fluxo Gênico” (2022), no Museu do Meio Ambiente, Rio de Janeiro, surgiu como um gesto de resistência à tentativa de transformar o Museu em um hotel de luxo pelo então Ministro Ricardo Salles. Seu acontecimento abriu caminho para a criação do novo Museu do Jardim Botânico.   A exposição “Campo” (MNBA, 2021) foi um projeto de ativação para transformar o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro em um hospital de campanha para realizar testes para o vírus SARS-CoV-2, disponibilizados gratuitamente para a comunidade local. Já “Artemide” (2021), na Igreja de Santa Maria Maggiore, do Século XIII, em Sant'Elia Fiumerado, ofereceu uma experiência histórico-espiritual, uma oportunidade de meditar sobre a força de sobrevivência dos ancestrais identificados com os preciosos afrescos do século XIII que resistiram ao tempo, ao abandono, à guerra e à pilhagem. O título da exposição é o nome da obra “Artemide”, um mosaico representando uma ícone feito com pedaços de papelão de embalagem da marca Artemide. Central na história de Salvatore foi sua a exposição individual “Metalementi” (2017-2018) curada por Fernando Cocchiarale, no Museu de Arte Moderna (MAM) Rio de Janeiro, para as comemorações de 70 anos da instituição. Essa mostra representa o elo entre os primeiros trabalhos, como as “Combustőes” , e os mais conceituais, como “Post-ar” , “Autoesquemas” e o “Quadrado preto” , abrindo caminhos as pesquisas sucessivas. A exposição “Parque Lage” ocupou o Palazzo Pamphilj, sede da embaixada Brasileira em Roma, que, caso raro, concedeu contemporaneamente a Galeria Portinari e a Galeria Cortona para que Salvatore pudesse mostrar uma importante seleção de trabalhos desenvolvidos durantes os anos de frequentação e influência determinante da Escola de Artes Visuais Parque Lage. Em 2016, na individual “Arte Capital” , no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro e, sucessivamente, na feira ArtRio, o artista apresentou pela primeira vez ao público a reconhecida série “Price Fields” , com obras realizadas com etiquetas de preço e cujo valor correspondia a soma dos preços indicados sobre as etiquetas. Em 2015, na exposição “Fragmento” , no Centro Cultural Correios, o artista provoca reflexão sobre os “Jogos de Arte” , obras participativas e outras que se tornaram icônicas, como “Post_ar".   A exposição “Campo” (MNBA, 2021) foi um projeto de ativação para transformar o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro em um hospital de campanha para realizar testes para o vírus SARS-CoV-2, disponibilizados gratuitamente para a comunidade local. Já “Artemide” (2021), na Igreja de Santa Maria Maggiore, do Século XIII, em Sant'Elia Fiumerado, ofereceu uma experiência histórico-espiritual, uma oportunidade de meditar sobre a força de sobrevivência dos ancestrais identificados com os preciosos afrescos do século XIII que resistiram ao tempo, ao abandono, à guerra e à pilhagem. O título da exposição é o nome da obra “Artemide”, um mosaico representando uma ícone feito com pedaços de papelão de embalagem da marca Artemide. Central na história de Salvatore foi sua a exposição individual “Metalementi” (2017-2018) curada por Fernando Cocchiarale, no Museu de Arte Moderna (MAM) Rio de Janeiro, para as comemorações de 70 anos da instituição. Essa mostra representa o elo entre os primeiros trabalhos, como as “Combustőes” , e os mais conceituais, como “Post-ar” , “Autoesquemas” e o “Quadrado preto” , abrindo caminhos as pesquisas sucessivas A exposição “Parque Lage” ocupou o Palazzo Pamphilj, sede da embaixada Brasileira em Roma, que, caso raro, concedeu contemporaneamente a Galeria Portinari e a Galeria Cortona para que Salvatore pudesse mostrar uma importante seleção de trabalhos desenvolvidos durantes os anos de frequentação e influência determinante da Escola de Artes Visuais Parque Lage. Em 2016, na individual “Arte Capital” , no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro e, sucessivamente, na feira ArtRio, o artista apresentou pela primeira vez ao público a reconhecida série “Price Fields” , com obras realizadas com etiquetas de preço e cujo valor correspondia a soma dos preços indicados sobre as etiquetas. Em 2015, na exposição “Fragmento” , no Centro Cultural Correios, o artista provoca reflexão sobre os “Jogos de Arte” , obras  participativas e outras que se tornaram icônicas, como “Post_ar” , as caixas de ar enviadas pelos Correio que foram taxadas pela Receita Federal brasileira. No Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia MuBe de São Paulo (2011) e no Centro Cultural Correios (2010), Salvatore apresentou seu projeto que continua evoluindo, “O ponto de vista da vida após a morte” , uma série de retratos realizados com o próprio sangue dos retratados, espécime que o artista classifica conforme as autodeclarações dos retratados.     Mais sobre o artista Lucio Salvatore em frente ao MAM Lucio Salvatore (1975) é um artista ítalo-brasileiro que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e a Itália. Nascido e criado em Sant'Elia Fiumerapido, no sul da Itália, estudou em Milão, onde cursou economia e filosofia. Em 1999, chegou ao Rio de Janeiro pela primeira vez. Nos anos seguintes, sua carreira se desenvolveu entre o Brasil e Nova York, onde explorou a fotografia. No Rio, frequentou a Escola de Artes Visuais Parque Lage. Sua pesquisa parte da condição de estrangeiro, entendida não apenas como um fato biográfico, mas como uma posição de cruzamento, deslocamento e redefinição contínua do olhar. Dessa perspectiva, emerge uma obra que conecta o pensamento abstrato e as narrativas históricas, questionando as maneiras pelas quais a memória, o território, a matéria e a experiência sensorial moldam presenças instáveis, identidades em transição e sistemas de pertencimento que nunca são definitivos. Influenciado por questões ecológicas, políticas e culturais, seus trabalhos exploram o tempo e as fronteiras não como simples temas, mas como princípios ativos de pesquisa.  É nesse espaço que a obra emerge como um lugar de síntese entre percepção e intuição, entre a dimensão sensorial e a construção conceitual, dando origem a formas que se deslocam, se transformam e migram de uma obra para outra.  Seus trabalhos estão presentes em importantes coleções públicas, incluindo o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, o Museu do Meio Ambiente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Exposições individuais selecionadas 2025 Difetto d’Identità, Galeria Karla Osorio, Brasilia 2023 Buriti, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro 2022 Intermezzo, Theatro Municipal Rio de Janeiro Fluxo Gênico, Museu do Meio Ambiente, Jardim Botânico, Rio de Janeiro 2021 Artemide, Chiesa di Santa Maria Maggiore (Sec XII), Sant’Elia Fiumerapido Campo, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro MNBA 2019 Black Square, Space Gallery Soho, New York 2018 Metaelementi, Museu de Arte Moderna, MAM Rio de Janeiro Controvalori, Martha Pagy gallery, Rio de Janeiro 2017 Parque Lage, Palazzo Pamphilj, Roma 2016 Arte Capital, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro 2015 Fragmento, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro 2011 Untitled, Museu Brasileiro de Escultura e Meio Ambiente, MuBE São Paulo 2010 Untitled, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro Eros = Physis, Galeria Arte em Dobro, Rio de Janeiro 2009 Studio, Openhouse Gallery, New York Untitled, Space SBH, Saint Barthelemy 2008 Dell’Origine, Superstudio, Milano Untitled, Teatro Romano, Cassino Inserzione Ambientale, Jardim Botanico, Rio de Janeiro Exposições coletivas selecionadas 2025 Adiar o Fim do Mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro 2023 Amazônia, Agora, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro 2021 Brasil! Galleria Portinari, Palazzo Pamphilj, Roma 2020 Some People, Museo Fico, Torino 2019 Winter Show, Space Gallery Soho, New York City 2018 Videoarte agora videoarte, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro 2015 Quinta Mostra, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro 2014 Coletiva 2014, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro.     Vera Donato

  • Entrevistado: André Almeida (Equipe André Negão) Treinador de atletas de MMA

    @ andrenegaolutalivregmail EVENTO JJFA – (Jiu - Jitsu For All) / 03/05/2026 Sempre é um novo começo de história, quando André Negão, me chama para elaborar matéria, falando de suas lutas para publicar na Revista do Villa, que por sinal, sempre com muita convicção de sua coragem, determinação, fé e força! Tamanha para enfrentar o competidor Freddy Gruguer ... inclusive, pela 2ª vez... Kong Vs Freddy 2 - Será dia 03/05 o JJFA 10º edições. “Estão indo para o confere, para ver quem é quem? Rs” frase de André Negão. Ø  André Almeida líder da equipe André Negão Team do Rio de Janeiro. Ø  FAIXA preta de Luta Livre Esportiva. Ø  FAIXA Preta de Jiu Jitsu. Ø  Praticante de Sambo. Ø  Treinador de atletas de MMA. Ø  Competidor. Ø  Idade 50 anos na ativa. Ø  Dia 18 Maio Campeão Master 50 no JJFA  6° EDIÇÃO em Belo Horizonte MG. Ø  7 Setembros estarei de volta no JJFA 7° Edição. Ø  10º Edição JJFA Reapresentando - Federações da Luta Livre Esportiva que me apoiam. Agradecimentos: Gratidão aos meus Mestres e Professor: >Mr.Relma (Luta Livre) >Mr. Silvão (Luta Livre) >Mr. Roberto Moura (Jiu Jitsu) >Leonardo Sandes (Sambo)  >Ralph Martin (dono do JJFA) >Presidente CB LUTAS: Leandro >Presidente ✓FILLEPRO: Totonho Aleixo >Colaborador: Leonardo CBT     Gratidão aos meus patrocinadores:   >Frank Art's > Oclonildo Pizzas >Imperador Carnes >Red Fitness >Top Fitness Center                                                  João Paulo Penido

  • O sucesso francês “O Deus da Carnificina” estreia montagem no Brasil no Teatro TotalEnergies

    Espetáculo fica em cartaz de 23 de abril a 07 de junho Link com imagens:  https://drive.google.com/drive/u/0/folders/19Bw_ZkOpUATKkxD05uTLgSudss-LCD45   Sucesso da premiada autora francesa Yasmina Reza,  “O Deus da Carnificina”  vai ganhar os palcos cariocas sob o olhar de Rodrigo Portella, em nova montagem que reúne no elenco Ângelo Paes Leme, Karine Teles, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch. O espetáculo acontece no  Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch , de  23 de abril a 07 de junho . O espetáculo acompanha o encontro de dois casais que tentam resolver civilizadamente uma briga entre seus filhos. Em poucas horas, a cordialidade se desfaz e revela o que sempre esteve ali: violência, egoísmo e infantilidade. A obra ganhou uma célebre adaptação para o cinema no filme Carnage, dirigido por Roman Polanski e estrelado por Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly. A peça, que se tornou um fenômeno internacional desde sua estreia, é reconhecida pelo humor ácido e pela precisão com que expõe as contradições do comportamento humano. Com diálogos afiados e situações que transitam entre o cômico e o constrangedor, a trama desmonta, pouco a pouco, as máscaras sociais que sustentam a ideia de civilidade. Nesta nova montagem brasileira,  Portella  aposta em uma encenação dinâmica e contemporânea para potencializar a tensão e o humor presentes no texto de  Yasmina Reza . Confinados na sala de estar de um apartamento, os quatro personagens se veem presos em um jogo de acusações, ironias e revelações, em que pequenas divergências rapidamente se transformam em um verdadeiro campo de batalha emocional. Entre xícaras de café, discursos politicamente corretos e explosões de sinceridade, “O Deus da Carnificina” convida o público a rir — e a se reconhecer — nesse retrato mordaz das relações humanas.  Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o  Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch  é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural. Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento. Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o  Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch  permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão. O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000  pessoas. O DEUS DA CARNIFICINA De Yasmina Reza Direção de Rodrigo Portella Tradução: Eloisa Araújo Ribeiro Com Ângelo Paes Leme, Karine Teles, Thelmo Fernandes e Anna Sophia Folch Coordenação Geral: Anna Sophia Folch e Felipe Valle [CRIATIVOS] Direção Musical/Trilha Sonora: Federico Puppi Figurinos: Karen Brusttolin Cenografia: Rodrigo Portella Cenógrafa Executiva: Rahíra Coelho Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni Assistente de Direção: Maria Clara El-Bainy [PRODUÇÃO] Direção de Produção: Felipe Valle Produção Executiva: Juliana Trimer Assistente de Produção: Gabriela Lira Realização: Curumim Produções e Trupe Produções Serviço : O Deus da Carnificina 23 de abril a 07 de junho Dias e horários:  De Quinta à Sábado: às 20h00 e Domingo: às 17h00 Vendas:   https://www.ingresso.com/evento/deus-da-carnificina/sessoes   Valores: Quinta-feira: Plateia Central: R$ 150,00 Inteira / R$ 75,00 Meia Plateia Lateral: R$ 50,00 Inteira / R$ 25,00 Meia Sexta a domingo: Plateia: R$ 150,00 Inteira / R$ 75,00 Meia Duração : 90 minutos Classificação : 14 anos Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch  - Rua do Russel, 804 - Glória Informações para a imprensa Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch: MNiemeyer Assessoria de Comunicação -  www.mniemeyer.com.br Juliana Rosa:  juliana@mniemeyer.com.br  / (21) 97209-5898 Ana Luiza Prince:  analuiza@mniemeyer.com.br  / (21) 97442-8764      Alex Varela

  • Entrevista: Jhonata Silveira (Terapeuta)

    As relações humanas estão no centro da vida — seja no amor, na família ou no ambiente profissional. Compreender emoções, conflitos e padrões de comportamento é um dos maiores desafios do mundo contemporâneo. Nesta edição da Revista do Villa, conversamos com um terapeuta que atua desde relacionamentos amorosos até dinâmicas dentro de empresas, ajudando pessoas e equipes a encontrarem equilíbrio, comunicação e evolução. Apresentação Nome artístico ou profissional: Resposta: Jhonata Silveira Cidade / Estado: Rio de Janeiro - RJ Formação e/ou experiência: (A ser preenchido – formação (Psicólogo), especializações (TCC – Terapia Cognitiva comportamental com ênfase em Orientação Profissional jovens e adultos e terapia de casais focando suas dimensões sexuais, tempo de atuação, formado há mais de 9 anos atuando na área clínica há 6 anos e atuando como consultor de Recursos Humanos há mais de 10 anos. áreas atendidas -Clínica – Terapia individual e de casais. Recursos Humanos (JS CONSULTORIA – ESPECIALIZADA EM RECRUTAMENTO & SELEÇÃO) Atuação atual: Terapeuta com atuação em relacionamentos pessoais e corporativos Entrevista DM 1 — Para começarmos, apresente-se aos leitores da Revista do Villa. Qual é o seu nome profissional, sua formação e como você define o seu trabalho como terapeuta? (Resposta) Me chamo Jhonata Silveira, tenho 35 anos e sou psicólogo com atuação clínica, especializado em terapia de casais, além de atuar como consultor em Recursos Humanos. Meu trabalho é guiado por princípios éticos, com uma abordagem humanizada, acolhedora e baseada na construção de confiança. Busco oferecer um espaço seguro onde as pessoas possam se compreender, se desenvolver e transformar suas relações.   DM 2 — Você atua tanto com terapia de casais quanto em relações dentro de empresas. Quais são as principais diferenças — e semelhanças — entre esses dois universos? (Resposta) Apesar de estarmos falando de contextos diferentes — o pessoal e o profissional — ambos são sustentados pelas relações humanas. Em qualquer um deles, existem expectativas, sentimentos, conflitos, desejos e acordos, sejam eles explícitos ou não. A principal diferença está na forma como as demandas aparecem, mas, na essência, os padrões de comportamento tendem a se repetir. Por exemplo, uma pessoa que tem dificuldade de se comunicar em um relacionamento afetivo — expressar o que sente, o que deseja ou o que a incomoda — provavelmente enfrentará desafios semelhantes no ambiente profissional. Da mesma forma, questões como falta de liderança, comprometimento ou parceria, quando presentes na vida pessoal, frequentemente se refletem no trabalho. Ou seja, não existe uma separação total: o indivíduo é o mesmo em todas as suas relações, e seus padrões acabam atravessando esses diferentes espaços. DM 3 — Na sua experiência, quais são os conflitos mais comuns que as pessoas enfrentam hoje em seus relacionamentos? (Resposta) Os conflitos mais comuns estão, em grande parte, ligados às expectativas que criamos — muitas vezes distantes da realidade vivida. Isso acontece em diversas áreas: vida amorosa, sexual, familiar, social e profissional. No entanto, o principal fator que sustenta esses conflitos é a falta de diálogo. Muitas vezes, partimos do pressuposto de que o outro deveria saber o que sentimos, pensamos ou desejamos, sem que isso seja realmente comunicado. A ausência de comunicação gera frustrações, mal-entendidos e dificuldade de compreensão — tanto de si quanto do outro. Além disso, sentimentos como posse, obrigação e dever costumam aparecer de forma inconsciente nas relações. Um exemplo comum que vejo em atendimento: uma noiva revelou ao parceiro que ele nunca a havia levado a um motel. Ele ficou surpreso e questionou por que ela nunca tinha falado antes. A resposta foi o medo de ser julgada. Esse tipo de situação ilustra como o silêncio, muitas vezes, sustenta conflitos que poderiam ser resolvidos com diálogo. DM 4 — Muitas pessoas só buscam ajuda quando a situação já está no limite. Como você enxerga o papel da terapia preventiva nos relacionamentos? (Resposta) A terapia preventiva é fundamental, pois nos permite desenvolver autoconhecimento desde cedo. Desde a gestação, somos atravessados por expectativas, desejos e projeções de outras pessoas, o que acaba moldando quem nos tornamos. Crescemos, muitas vezes, sem saber diferenciar o que realmente é nosso daquilo que foi imposto ou aprendido ao longo da vida. Isso pode gerar adoecimentos emocionais e até físicos. A terapia oferece um espaço de reflexão e consciência, ajudando o indivíduo a entender quem ele é, o que deseja e como quer viver. Esse processo fortalece a autonomia, reduz o medo de se posicionar e permite viver relações mais saudáveis em todas as áreas da vida. DM 5 — Para quem nunca fez terapia, mas sente que precisa melhorar suas relações pessoais ou profissionais, qual seria o primeiro passo? (Resposta) O primeiro passo é, de fato, querer e se permitir viver essa experiência com abertura e profundidade. A terapia exige disposição para olhar para si mesmo com honestidade. A fala tem um papel fundamental nesse processo — ela possibilita dar sentido ao que muitas vezes está confuso ou não elaborado. Com o acompanhamento de um profissional ético e qualificado, a pessoa desenvolve habilidades para lidar melhor com seus pensamentos, emoções e comportamentos. Com o tempo, isso traz mais leveza, clareza e equilíbrio para a vida e para as relações. 📌 Envio de material: Para publicação, solicitamos o envio de nome profissional, breve currículo (formação/experiência) e, se possível, 1 ou 2 fotos em boa qualidade. Sou psicólogo, especializado em Terapia Cognitivo-Comportamental, com atuação voltada para adolescentes (a partir de 15 anos), adultos e casais. Minha prática clínica é objetiva, estruturada e orientada para resultados, auxiliando no manejo de questões como ansiedade, autoestima, relacionamentos, desenvolvimento emocional e vida profissional. Possuo pós-graduação com ênfase em sexualidade humana, disfunções sexuais e terapia de casal, o que me permite atuar de forma aprofundada nas dinâmicas afetivas e íntimas, promovendo maior qualidade nas relações e bem-estar emocional. Atuo com:✓ Atendimento clínico individual✓ Terapia de casal, incluindo demandas relacionadas à sexualidade✓ Grupos terapêuticos para adolescentes✓ Orientação profissional e de carreira. Além da clínica, também atuo como psicólogo organizacional, com foco estratégico em recrutamento e seleção, avaliação psicológica e desenvolvimento organizacional. Desde 2017, conduzo processos estruturados de atração e retenção de talentos, com ênfase em performance, aderência cultural e redução de turnover. Sou membro do Instituto ProHumanidade (NR-01), atuando no mapeamento de riscos psicossociais e na implementação de programas de saúde mental corporativa. Minha atuação integra o cuidado com o indivíduo e o desenvolvimento de relações mais saudáveis — tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. CRP 05/57426 Entrevista: Delcio Marinho & ChatGPT   Delcio Marinho

  • Prémio Brasil-Portugal de Sustentabilidade com inscrições até 28 de junho

    Foto: divulgação/Sebastião Jacinto Estão abertas até 28 de junho as inscrições para o II Prémio Internacional de Sustentabilidade Brasil–Portugal 2026, promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - Minas Gerais, para reconhecer iniciativas voltadas ao meio ambiente, responsabilidade social e governança.   Podem participar empresas, startups, organizações da sociedade civil, instituições académicas e centros de pesquisa dos dois países. As inscrições devem ser feitas no site oficial do prémio, onde está disponível o regulamento.   A premiação reúne três categorias principais: Ambiental, Social e Governança, divididas entre pequenas e médias empresas, com até 200 colaboradores e grandes empresas. Há ainda uma categoria especial que concede o Prémio Master de Sustentabilidade.   A edição de 2026 adota como eixo a transição para modelos de baixo carbono e uso de fontes de energia limpa, dentro do conceito ESG. Entre os temas estão economia circular, eficiência energética, infraestrutura, mobilidade e práticas organizacionais.   A cerimónia de premiação está prevista para 6 de outubro de 2026, com programação a partir das 17h. Ígor Lopes

  • Saúde como consumo: O uso desnecessário de suplementação e o risco para a saúde

    O fitness e rotina de vida saudável são coisas que crescem cada vez mais na sociedade, e o dado divulgado pela Global Wellness Institute (GWI) de que o setor movimenta atualmente cerca de US$5,6 trilhões no mundo, é a prova disso. No Brasil não seria diferente, o setor no país representa quase US$100 bilhões e redefine padrões de consumo, principalmente para mulheres, que representam o principal público-alvo desse mercado, algo que fica cada vez mais evidente nas redes sociais, como no Instagram e Tiktok. Mas, como tudo vira capital, Wellness não se limita apenas a um estilo de vida, mas sim, uma fonte de lucro para empresas e influenciadores. Na bolha do “gymtok”, pessoas que gravam e consomem conteúdo de academia, está se tornando cada vez mais comum a divulgação de suplementos. Criadores de conteúdo prometem benefícios sem evidências científicas, muitas vezes em doses que não serão absorvidas pelo corpo, resultando apenas em um “xixi caro” ou que podem até causar uma intoxicação, para os seguidores usarem os “cupons de desconto” divulgados pelos mesmos. O nutricionista e educador físico Lucas Eduardo Campos acredita que o uso banalizado de suplementos ocorre porque a indústria é muito forte e cria a sensação de necessidade para resolvê-las, então com a ascensão de influenciadores, que cada vez mais influenciam um público-alvo, o mercado consegue criar demandas para que o público ache que, com os suplementos, vai conseguir alcançar o lifestyle propagado nas redes sociais e finaliza o raciocínio dizendo “Eu acho que todo esse ecossistema, ele contribui muito. Hoje, o wellness, ser fitness, pertencer a esse grupo, também é uma ostentação.” A influência na prática e promessas de benefícios sem evidências O crescimento do alcance da Virgínia Fonseca, influenciadora e uma dos CEO da marca de cosméticos e suplementos Wepink é o retrato perfeito disso. Virgínia vende em seus stories uma vida luxuosa, mostra viagens e “corpo perfeito”, que, apesar de ser transparente quanto as suas diversas cirurgias plásticas, passa a imagem de que conquistou esse corpo com os suplementos da própria marca, além de treino e dieta. A Globo, ao pesquisar para entender o perfil do público da concorrência, divulgou que a influencer é uma personalidade com forte influência entre mulheres da classe C e D, mulheres que gastam dinheiro com seus suplementos que prometem ajuda extraordinária, como se uma cápsula com 18 vitaminas pudesse fazer um grande milagre, mesmo não havendo evidências de que combinar essas substâncias seja benéfico em quem não tem deficiência de vitaminas e minerais. Em entrevista para o Portal Leo Dias, Virgínia conta que no ano de 2025 faturou R$1,3 bilhões com sua marca, claro que esse valor inclui também a venda de cosméticos, mas não muda o fato de que também fatura muito com seus suplementos, os quais o faturamento específico não é divulgado pela mesma. O que é possível concluir com isso é que, para o mercado, vender a imagem de que para ser como quem divulga o produto, é preciso consumi-los, só que, como afirma o Lucas Eduardo, “o corpo dessa galera é conquistado com esteroide e anabolizante. E, o problema é que essa propaganda de suplementos é muito lucrativa, porque vende a ideia de que você vai se assemelhar àquela pessoa consumindo o que ela consome.” Um relato de caso clínico divulgado na Revista de Medicina, cujo título é “Toxicidade Induzida Por Suplementos: Relato De Caso De Uso Abusivo E Consequências clínicas” demonstra o quão grave é uma intoxicação por suplemento ao mostrar a história de uma paciente de 20 anos que foi internada no Hospital de Clínicas no dia 30 de agosto de 2024, apresentando inapetência, icterícia e colúria com início há cinco dias. Ela relatou uso diário de suplementos devido à diarreia e fraqueza, o quadro clínico da paciente sugeriu hepatotoxicidade (lesão no fígado causada por medicamentos, chás, suplementos ou substâncias químicas) associada ao uso excessivo de suplementos. O aumento do uso inadequado e excessivo desses produtos levanta preocupações sobre os riscos potenciais à saúde. Com isso, é possível concluir que influenciadores e marcas precisam ser mais responsáveis ao divulgar os seus produtos e o consumidor tem de saber quando realmente precisa daquele suplemento, tendo discernimento e fazendo exames de rotina, para que assim, não corra o risco de colocar a sua própria saúde em risco. Larissa Penido

  • Genebra: “Praticamente dobramos a quantidade de serviços consulares, o que só reforça a necessidade de um serviço presente e de qualidade”

    Foto: Agência Incomparáveis Durante evento social e cultural em Genebra, que reuniu diplomatas, artistas e membros da comunidade brasileira, portuguesa e lusófona na Suíça, o Gazeta Lusófona conversou com Evaristo Nunes, vice-cônsul do Brasil em Genebra, que destacou a importância da cultura, da integração e do apoio à comunidade brasileira no país helvético.   Este diplomata comentou sobre a diversidade e o perfil da comunidade brasileira em Genebra, que inclui desde profissionais da saúde e engenheiros até músicos e escritores, destacando também a integração plena dos brasileiros na sociedade suíça e a variedade de origens dentro da comunidade, que abrange diferentes regiões do Brasil e combinações binacionais com portugueses, italianos e espanhóis.   À margem do “Award Suisse 2026”, realizado dia 21 de março, em Genebra, e organizado pela RBCE Network, o vice-cônsul brasileiro falou sobre os serviços consulares, revelando que a quantidade de atendimentos praticamente dobrou, além de realçar a preocupação com a próxima geração de brasileiros emigrados, já que, na sua opinião, “manter a cultura, a língua e as raízes é essencial para a integração e o fortalecimento da comunidade no exterior”.   Como classifica hoje a comunidade brasileira que reside na Suíça, especificamente em Genebra?   A nossa comunidade é muito grande, não tão grande como a portuguesa, obviamente, e por razões óbvias, mas uma comunidade extremamente diversa, com um perfil heterégeno. Temos desde banqueiros, pessoal do trabalho doméstico, médicos, escritores. O Paulo Coelho, que é escritor, por exemplo, mora aqui, e tem um museu, inclusive. Então, temos uma comunidade muito plural, que nos impõe um desafio imenso de preparação, de conhecimento, tanto das questões suíças, das questões europeias, mas, claro, tentando acomodar isso dentro das questões brasileiras. E, cada dia que passa, cada vez mais é o nosso trabalho. Nós estamos crescendo, nós praticamente dobramos a quantidade de serviços consulares, o que só reforça a necessidade de um serviço presente e de qualidade.   E o perfil dos brasileiros que vivem aqui, qual é?   Eu diria que três quartos, mais ou menos, são mulheres. Na Suíça francesa, há pessoas do Nordeste e do Norte, também de Goiás e um pouco de Minas Gerais. São pessoas que, obviamente, estão espalhadas em vários setores, então não dá para especificar o perfil do trabalhador, mas muitos são binacionais. Há muitos brasileiros-italianos, brasileiros-portugueses, brasileiros-espanhóis, então há uma variedade.   Integrados completamente já na sociedade suíça? Completamente integrados…   Como estão as relações Brasil e Suíça? Nesse aspeto, quem toma conta do tema das relações Brasil-Suíça, como país, é a Embaixada do Brasil em Berna, mas o que eu posso dizer é que o acordo Mercosul-União Europeia está andando rapidamente, aliás, eu sou um dos especialistas nesse tema, a minha tese de mestrado é sobre esse tema. Mas o outro bloco, que é o EFTA - Associação Europeia de Comércio Livre, composta por quatro países que não pertencem à União Europeia: Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, é outro acordo que também foi celebrado, até mesmo antes do acordo com entre UE e Mercosul. Os dois temas estão caminhando juntos, por razões naturais, são economias muito complementares, mas, nesse aspeto, especificamente comercial, as coisas estão andando muito rapidamente, e as relações Brasil-Suíça são históricas. Desde que o Brasil é Brasil, no sentido de independência, existem relações Brasil-Suíça. Desde que a Confederação Helvética não era ainda nem Suíça, já havia presença Suíça no Brasil.   Como vê a interação dos cidadãos lusófonos num país que conta com quatro línguas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche. Existe uma língua estrangeira, como a portuguesa, bem presente nas ruas, tendo em conta a imigração massiva de brasileiros e portugueses, por exemplo… É engraçado isso, porque, obviamente, falamos a mesma língua, mas o registo fonético é diferente, e obviamente que a “pegada” cultural está dentro da língua. Então, certos trejeitos, certos cacoetes de uma das formas de falar o português não encontram ressonância, às vezes, no outro. Mas é normal e é muito bom. Os meus filhos, por exemplo, fazem catequese junto da comunidade portuguesa. O padre é brasileiro. E está tudo bem! Então, o que acontece aqui é que os portugueses, como são imigrantes, e nós, brasileiros, também somos imigrantes, acaba que a aproximação é muito natural. Há muitos casais entre brasileiros e portugueses.   É uma dinâmica orgânica? É muito orgânica, e orgânica no nível familiar. É muito comum um casal brasileiro-português na Suíça. É extremamente comum que, numa família, tenha um marido ou uma mulher portuguesa e, do outro lado, um marido ou uma mulher brasileira. Claro que isso gera algumas tensões, obviamente, mas essas tensões estão longe de ser uma questão que impeça a comunicação e a integração. E acaba que uma comunidade reforça a outra.   Que mensagem deixa para a comunidade brasileira residente aqui em Genebra e que pode precisar do vosso serviço? Estamos agora com uma nova instalação, próxima à ONU. É uma instalação muito moderna, muito boa, atendemos todos os dias, fazemos atividades extras aos sábados, vamos para Lausanne, enfim, estamos com um planeamento de itinerância exatamente para poder abarcar essa comunidade que é maravilhosa, que está mais afastada do centro de Genebra, e nós estamos nessa lide diária que é representar, acolher, prestar serviço e reorientar, porque, afinal, nós não podemos esquecer que emigramos, e, no Brasil, infelizmente, não há uma cultura ainda da emigração. O brasileiro acaba saindo do país, talvez um pouco sem estar muito bem preparado para esse momento. E com a consciência e o conhecimento de que precisa emigrar com a sua condição, fica mais fácil. A nossa intenção aqui é exatamente que a integração e a emigração sejam ótimas, mas que também a imigração seja bem resolvida. (…) Porque quem não tem raiz cai. Quem não tem raiz tomba. É disso que se trata. A gente tem hoje uma preocupação muito grande com a próxima geração de brasileiros emigrados. É um olhar atento que a diplomacia brasileira tem. A gente tem um olhar muito sério sobre isso, porque nós já estamos na segunda, terceira, quarta geração de emigrados. Língua, cultura, obrigações, proximidade, comunidade, tudo isso importa. Principalmente no mundo tão hostil ao estrangeiro. Se estou bem seguro de mim, por mais que o mundo esteja caindo, continuo bem seguro de mim. É disso que se trata.   Ígor Lopes

  • Artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore apresenta livro e documentário média metragem homônimos “Anni Venti”, no Museu do Amanhã, no dia 13 de abril, às 16h, com o apoio institucional do Instituto It

    “Anni Venti” é um recorte inédito de textos, anotações e reflexões escritas pelo próprio artista durante vinte anos de criação  Imagens para baixar aqui O artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore, que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Sant'Elia Fiumerapido, na Itália, apresenta o livro e o documentário média metragem “Anni Venti”, que revelam os processos e os contextos de seu trabalho e suas obras ao longo de 20 anos de trajetória artística. Segundo o Instituto Italiano de Cultura Rio de Janeiro, a publicação reúne anotações , notas e observações pessoais, nascidas próximas aos processos criativos e não destinadas à publicação. É justamente essa natureza original e não mediada que torna ‘Anni Venti’ um projeto particularmente intenso: não uma reconstrução externa da trajetória do artista, mas um acesso direto ao pensamento em busca de forma . Por muito tempo, a prática de Lucio Salvatore se desenvolveu longe da lógica da visibilidade mediada. Seu trabalho circulou por meio de exposições, residências e eventos, sem ser acompanhado por uma narrativa explícita ou um sistema de comunicação coordenado.  “Anni Venti” marca um passo decisivo nessa trajetória, introduzindo uma forma inicial de exposição, abrindo caminho para uma conversa mais ampla e consciente com o público . Em diálogo com o documentário homônimo, que reúne fragmentos de imagens filmadas em tempo real que sobreviveram à perda de material documental do arquivo da artista, “Anni Venti” é um convite a participar de um processo de pesquisa vivo e atual.   Entre as séries e exposições em destaque, estão o projeto “Defeito de Identidade”, exibido pela primeira vez em 2025 em Brasília e São Paulo, com pinturas que investigam as políticas de identidade, migração e deslocamento, confrontando as forças que moldam as percepções de pertencimento e exclusão.  A exposição individual “ Fluxo Gênico” (2022), no Museu do Meio Ambiente, Rio de Janeiro, surgiu como um gesto de resistência à tentativa de transformar o Museu em um hotel de luxo pelo então Ministro Ricardo Salles. Seu acontecimento abriu caminho para a criação do novo Museu do Jardim Botânico . A exposição “ Campo” (MNBA, 2021) foi um projeto de ativação para transformar o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro em um hospital de campanha para realizar testes para o vírus SARS-CoV-2, disponibilizados gratuitamente para a comunidade local. Já “Artemide” (2021), na Igreja de Santa Maria Maggiore, do Século XIII, em Sant'Elia Fiumerado, ofereceu uma experiência histórico-espiritual, uma oportunidade de meditar sobre a força de sobrevivência dos ancestrais identificados com os preciosos afrescos do século XIII que resistiram ao tempo, ao abandono, à guerra e à pilhagem. O título da exposição é o nome da obra “Artemide”, um mosaico representando uma ícone feito com pedaços de papelão de embalage m da marca Artemide. Central na história de Salvatore foi sua a exposição individual “Metalementi” (2017-2018) curada por Fernando Cocchiarale, no Museu de Arte Moderna (MAM) Rio de Janeiro, para as comemorações de 70 anos da instituição. Essa mostra representa o elo entre os primeiros trabalhos, como as “Combustőes”, e os mais conceituais, como “Post-ar” , “Autoesquemas” e o “Quadrado preto”, abrindo caminhos as pesquisas sucessivas. A exposição “Parque Lage” ocupou o Palazzo Pamphilj, sede da embaixada Brasileira em Roma, que, caso raro, concedeu contemporaneamente a Galeria Portinari e a Galeria Cortona para que Salvatore pudesse mostrar uma importante seleção de trabalhos desenvolvidos durantes os anos de frequentação e influência determinante da Escola de Artes Visuais Parque Lage. Em 2016, na individual “ Arte Capital”, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro e, sucessivamente, na feira ArtRio, o artista apresentou pela primeira vez ao público a reconhecida série “Price Fields”, com obras realizadas com etiquetas de preço e cujo valor correspondia a soma dos preços indicados sobre as etiquetas. Em 2015, na exposição “Fragmento”, no Centro Cultural Correios, o artista provoca reflexão sobre os “Jogos de Arte”, obras participativas e outras que se tornaram icônicas , como “Post_ar”, as caixas de ar enviadas pelos Correio que foram taxadas pela Receita Federal brasileira. No Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia MuBe de São Paulo (2011) e no Centro Cultural Correios (2010), Salvatore apresentou seu projeto que continua evoluindo, “O ponto de vista da vida após a morte”, uma série de retratos realizados com o próprio sangue dos retratados, espécime que o artista classifica conforme as autodeclarações dos retratados. Programação segunda-feira, 13 de abril, no Museu do Amanhã, Rio de Janeiro Observatório, 16h-19h 16:00 recepção na entrada do Museu 16:30 café de recepção 17:00 falas iniciais 17:20 exibição vídeo 18:00 Q&A 18:20 café de encerramento Mais sobre o artista Lucio Salvatore em frente ao MAM Lucio Salvatore (1975) é um artista ítalo-brasileiro que vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e a Itália. Nascido e criado em Sant'Elia Fiumerapido, no sul da Itália, estudou em Milão, onde cursou economia e filosofia. Em 1999, chegou ao Rio de Janeiro pela primeira vez. Nos anos seguintes, sua carreira se desenvolveu entre o Brasil e Nova York, onde explorou a fotografia. No Rio, frequentou a Escola de Artes Visuais Parque Lage. Sua pesquisa parte da condição de estrangeiro, entendida não apenas como um fato biográfico, mas como uma posição de cruzamento, deslocamento e redefinição contínua do olhar. Dessa perspectiva, emerge uma obra que conecta o pensamento abstrato e as narrativas históricas, questionando as maneiras pelas quais a memória, o território, a matéria e a experiência sensorial moldam presenças instáveis, identidades em transição e sistemas de pertencimento que nunca são definitivos. Influenciado por questões ecológicas, políticas e culturais, seus trabalhos exploram o tempo e as fronteiras não como simples temas, mas como princípios ativos de pesquisa. É nesse espaço que a obra emerge como um lugar de síntese entre percepção e intuição, entre a dimensão sensorial e a construção conceitual, dando origem a formas que se deslocam, se transformam e migram de uma obra para outra. Seus trabalhos estão presentes em importantes coleções públicas, incluindo o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, o Museu do Meio Ambiente do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Exposições individuais selecionadas 2025 Difetto d’Identità, Galeria Karla Osorio, Brasilia 2023 Buriti, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro 2022 Intermezzo, Theatro Municipal Rio de Janeiro Fluxo Gênico, Museu do Meio Ambiente, Jardim Botânico, Rio de Janeiro 2021 Artemide, Ch iesa di Santa Maria Maggiore (Sec XII), Sant’Elia  Fiumerapido Campo, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro MNBA 2019 Black Square, Space Gallery Soho, New York 2018 Metaelementi, Museu de Arte Moderna, MAM Rio de Janeiro Controvalori, Martha Pagy gallery, Rio de Janeiro 2017 Parque Lage, Palazzo Pamphilj, Roma 2016 Arte Capital, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro 2015 Fragmento, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro 2011 Untitled, Museu Brasileiro de Escultura e Meio Ambiente, MuBE São Paulo 2010 Untitled, Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro Eros = Physis, Galeria Arte em Dobro, Rio de Janeiro 2009 Studio, Openhouse Gallery, New York Untitled, Space SBH, Saint Barthelemy 2008 Dell’Origine, Superstudio, Milano Untitled, Teatro Romano, Cassino Inserzione Ambientale, Jardim Botanico, Rio de Janeiro Exposições coletivas selecionadas  2025 Adiar o Fim do Mundo, FGV Arte, Rio de Janeiro 2023 Amazônia, Agora, Instituto Inclusartiz, Rio de Janeiro 2021 Brasil! Galleria Portinari, Palazzo Pamphilj, Roma 2020 Some People, Museo Fico, Torino  2019 Winter Show, Space Gallery Soho, New York City 2018 Videoarte agora videoarte, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro 2015 Quinta Mostra, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro 2014 Coletiva 2014, EAV Parque Lage, Rio de Janeiro Para saber mais Texto critico Site Instagram Alex Varela

  • Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria acolherá celebração do “Dia da Comunidade Luso-Brasileira”

    Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria recebe, a 22 de abril, o “Dia da Comunidade Luso-Brasileira”. Foto: divulgação/Blog Azulejos Antigos no Rio de Janeiro A Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria, localizada no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, será palco, no dia 22 de abril, às 20h, da celebração do Dia da Comunidade Luso-Brasileira, uma iniciativa realizada em parceria com a Associação Luís de Camões e com o apoio da Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas. Segundo apurámos, estão ainda em fase final de elaboração os detalhes do programa, bem como os nomes das autoridades presentes.   A sessão integra-se nas iniciativas promovidas pela sociedade civil para valorizar o Dia da Comunidade Luso-Brasileira, data instituída pela Lei n.º 5.270/1967 e ratificada, em 2000, pelo Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre Portugal e Brasil.   O evento, tradicional junto da comunidade luso-brasileira, reúne representantes da comunidade portuguesa e brasileira num momento de “reconhecimento histórico e cultural”, reforçando a “relevância das associações” na consolidação das relações bilaterais.   Além da comemoração simbólica, a celebração destaca também a importância contemporânea da diáspora portuguesa no Brasil, reconhecendo o papel estratégico das redes associativas na promoção da cultura, na articulação institucional e no desenvolvimento económico e social.   O evento ocorre num contexto de intensificação das relações bilaterais, reforçadas recentemente, por exemplo, pelas comemorações do bicentenário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países ou pela realização do segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro, em Minas Gerais.   A organização solicita que a presença seja confirmada pelos canais da Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria até ao dia 15 de abril. Ígor Lopes

  • Entrevista: Guilherme Tavares - Chef, Estilista, Consultor e Produtor

    Guiherme Tavares posiciona sua marca no Festival de Cannes com projeção global e alto potencial de retorno   O estilista brasileiro Guilherme Tavares apresenta a coleção GT UPSYCLE WOMAN no dia 24 de maio de 2026, no Palais de l’Europe, na Riviera Francesa, durante o Festival de Cannes — um dos maiores hubs de visibilidade, mídia e influência do mundo. Inserido em um ambiente que reúne imprensa internacional, celebridades e grandes players do mercado de luxo, o desfile integra o Mirror Fashion Day e representa uma oportunidade estratégica de posicionamento global da marca. A coleção GT UPSYCLE WOMAN traduz o DNA de Guilherme Tavares: uma moda autoral, sofisticada e alinhada às novas demandas do mercado internacional, com foco em sustentabilidade, exclusividade e alto valor agregado. Com base no conceito de upcycling de luxo, as peças são desenvolvidas como produtos únicos, com forte apelo comercial para o e-commerce e mercado internacional, atendendo a um público que busca autenticidade, propósito e design diferenciado. A apresentação em Cannes amplia significativamente o potencial de:   - Visibilidade global e mídia espontânea - Inserção no mercado europeu - Fortalecimento de marca no segmento de luxo - Conversão em vendas e parcerias internacionais   GT UPSYCLE WOMAN é mais do que uma coleção — é um ativo de posicionamento internacional com potencial real de retorno financeiro e expansão de marca.     Instagram: @guilhermetavaresoficial GT UPSYCLE WOMAN | MIRROR FASHION DAY – CANNES 2026 João Paulo Penido

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