
LUSO-BRASILEIRA
REVISTA DO VILLA
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- Casa do Pintor Victor Meirelles de Lima no Bairro da Gloria, Rio de Janeiro
A Cidade do Rio de Janeiro desempenhou o papel de capital do Brasil por quase 200 anos, desde 1763 ainda no período colonial, até 21 de abril de 1960, quando a sede do governo federal foi transferida para Brasília. Por esse motivo a Cidade possui uma concentração única de prédios históricos. O Rio de Janeiro respira história em cada prédio antigo. Casa Vitor Meirelles - Rafael Costa Pesqueira Localizada na Rua Benjamin Constant número 30A no bairro da Gloria, onde hoje funciona a Escola de Dança da bailarina e coreografa Deborah Colker, está a antiga casa do Pintor Victor Meirelles de Lima (18 de Agosto de 1832 - 22 de Fevereiro de 1903). Ele foi considerado um dos principais artistas do Segundo Reinado, foi admitido como aluno na Academia Imperial de Belas Artes aos quatorze anos de idade devido ao seu talento em desenho. Em 1852, com apenas 20 anos de idade, venceu o Prêmio de Viagem a Europa com a pintura São João Batista no Cárcere e foi estudar na Itália, onde teve aulas com grandes mestres. Foi lá que executou entre 1858 e 1861 sua obra mais conhecida "A Primeira Missa no Brasil", que lhe rendeu muitos elogios no Salão de Paris, um feito inédito para um artista brasileiro naquela época. No mesmo ano sua bolsa na Europa terminou e ele teve de retornar ao Brasil, já festejado como um gênio. Expôs a Primeira Missa e entre muitas homenagens recebeu do Imperador D. Pedro II a Imperial Ordem da Rosa no grau de cavaleiro. Victor-Meirelles-de-Lima-by-Pacheco,-- Pacheco - 1860 Tornou-se um dos pintores preferidos de D. Pedro II, inserindo-se no programa de incentivo e patrocínio de artistas do monarca e alinhando-se à sua proposta de renovação da imagem do Brasil através da criação de símbolos visuais de sua história. Conquistou o posto de professor da Academia Imperial de Belas Artes, formando uma geração de grandes pintores, e continuou seu trabalho pessoal realizando outras pinturas históricas importantes, como a "Batalha dos Guararapes", a "Moema" e o "Combate Naval do Riachuelo", bem como retratos e paisagens, onde se destacam o Retrato de Dom Pedro II e suas três grandes obras em formato panorâmico, uma representando a paisagem do Rio de Janeiro, outra mostrando o Descobrimento do Brasil, e outra a entrada da Esquadra Legal na baía de Guanabara. Nas obras panorâmicas ele evidencia sua abertura para um novo modo de ver e conceber a paisagem caracteristicamente moderno, influenciado também pela fotografia, que surgia como a grande novidade da tecnologia de imagem e desde logo serviu como auxílio para os pintores comporem suas obras. Em 1889, com a Proclamação da República, veio a perseguição política aos artistas oficiais da Monarquia e em 1890 foi demitido precocemente da Academia Imperial, agora transformada em Escola Nacional de Belas Artes. Ficou em sérias dificuldades financeiras, sobrevivendo da ajuda de amigos e na manhã de um domingo de carnaval, em 22 de fevereiro de 1903, Victor Meirelles morreu aos 71 anos, na casa da Rua Benjamin Constant onde vivia. Hoje, tem suas obras expostas nos maiores museus nacionais e é nome de ruas e colégios. Foi biografado por Carlos Rubens, Argeu Guimarães, Ângelo de Proença Rosa e outros, e o Museu Victor Meirelles, localizado em sua cidade natal, Florianópolis, é dedicado a preservar sua memória, além de o Museu de Arte de Santa Catarina manter um Salão Nacional que leva o seu nome. Fonte: Arquivos do Museu Victor Meirelles Casa Vitor Meirelles - Rafael Costa Pesqueira Casa Vitor Meirelles - Rafael Costa Pesqueira Meirelles-primeira missa - Pacheco - 1860 Rafael Costa Pesqueira
- Estreia em 7 de outubro no Trayro Glaucio Gil “Todos Os Amores Menos Aquele - um relato dramatizado”, de Marciah Luna Cabral
Lei Federal de Incentivo à Cultura, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e FUNARJ, Grupo IN PRESS e VIA PAJUÇARA apresentam a peça “TODOS OS AMORES MENOS AQUELE - um relato dramatizado” ▹idealização, texto e canções originais: Márciah Luna Cabral ▹direção: Rogerio Fanju Criada a partir de experiência pessoal da atriz e autora, a peça joga luz sobre o abuso psicológico e sua eventual “invisibilidade” nas relações. O espetáculo percorre as diferentes etapas de uma relação que, gradualmente, revela mecanismos de controle, ciúme, manipulação e desqualificação. A montagem convida o público a reconhecer sinais frequentemente minimizados e comportamentos, de certa forma, ainda tolerados pela sociedade. SERVIÇO: ESTREIA: dia 07 de outubro (4ªf), às 20h ONDE: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde s/nº, Copacabana / RJ HORÁRIOS: às 4ªf, às 20h / INGRESSOS: R$60 e R$30 (meia) em https://funarj.eleventickets.com/ e na bilheteria de 2ª a 6ª das16h às 21h, sab e dom das 15h às 21h / CAPACIDADE: 104 espectadores / DURAÇÃO: 55 min / GÊNERO: drama / CLASSIFICAÇÃO: 16 anos ACESSIBILIDADE: sim TEMPORADA: até 28 de outubro A violência nas relações – mais frequente contra a mulher, mas possível em qualquer relação entre duas pessoas - ainda é uma enorme pedra no sapato da sociedade, reforçada pela ascensão da extrema direita, que exalta o patriarcado, reforça os preconceitos de gênero e tenta minimizar a gravidade do fenômeno. Tudo pode se tornar ainda mais difícil de combater quando “invisível” - nem toda violência cometida é visível a olho nu. Há o abuso psicológico, ainda mais passível de ser invisibilizado. É sobre este fenômeno coberto por uma espécie de névoa de que fala a peça “TODOS OS AMORES MENOS AQUELE – um relato dramatizado”. Um comentário em momento estratégico, uma invalidação do sentimento alheio, tudo tem nome hoje: gaslithing, mansplaining e outros horrores “silenciosos” cometidos e camuflados de cuidado e proteção. O que começa sem ação física pode sim chegar às vias de fato e à fatalidade. A atriz e autora Marciah Luna Cabral partiu de uma experiência pessoal para este texto de autoficção que joga uma lente de aumento sobre o tema. Mas sua visão traz junto também o otimismo e fala da capacidade de libertação e reinvenção. SINOPSE A atriz se divide em MULHER, ela própria quando jovem e vítima do abuso, e NARRADORA, ela no presente, contando, em relação direta com o público, sua experiência. Quadros do cotidiano se sucedem apresentando situações de crescente abuso psicológico de um homem sobre uma mulher, que duvida da própria percepção dos fatos, enquanto eles escalam até que não seja mais possível não enxergar. A ENCENAÇÃO A concepção prevê quatro personagens: MULHER e NARRADORA, vividas por Márciah Luna Cabral; NINA, uma espécie de subconsciente ou intuição, representado por um manequim; e o TECLADO, quarta presença - alma da peça e da MULHER. A atriz interage com estes elementos e com um suposto parceiro – namorado, marido - que o público não vê fisicamente. “O conceito da peça foi construído numa viagem entre o consciente e o inconsciente de uma mulher enredada nas teias do comportamento de um homem narcisista. Assim, através do fluxo de dezenas de camisas socias masculinas em cena e de um grande círculo de luz, por exemplo, temos uma metáfora para o domínio e o encarceramento. Essa metáfora traz, também, a forte ambiguidade entre onipresença e ausência, não apenas do homem, mas da própria mulher, cuja identidade vai sendo diluída na trajetória desse encontro (nos silêncios, num ciclo perturbador, na paralisia). Aliás, também colocar o piano em cena, foi uma maneira de sustentar, com música, aquilo que a Mulher não diz.”, explica o diretor, Rogerio Fanju. Em cena, alguns poucos objetos como o manequim e o teclado tocado pela atriz, que permeia as ações com canções originais de sua autoria que ajudam a contar a história. Camisas sociais masculinas vão sendo introduzidas em cena à medida em que a ação avança, cada uma delas simbolizando um estágio ou aspecto do abuso. O LIVRO Junto com a estreis da peça, será laçado o livro com a dramaturgia. O prefácio é da psicanalista clínica Patricia Serfaty, pesquisadora em Violências e Subjetividades, Pós-doutoranda, Doutora e Mestra pela UFRJ. FICHA TÉCNICA Texto, Músicas Originais, Arranjos: Márciah Luna Cabral Direção Geral: Rogério Fanju Atuação: Márciah Luna Cabral Direção de Movimento: Camila Fersi Cenário: Dóris Rollemberg Figurino: Ananda Almeida Iluminação: Paulo César Medeiros Músicas Originais e Arranjos: Márciah Luna Cabral Trilha Sonora: Márciah Luna Cabral e Rogerio Fanju Gravação da Trilha: estúdio de Edu Morelembaum Patrocínio: Ministério da Cultura, Grupo IN PRESS, Via Pajuçara Apoio: Cena Criativa WEAR Produção Executiva: José Leon Zylbersztajn Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany MÁRCIAH LUNA CABRAL – autora, atriz, compositora, arranjadora Cantora, atriz, bailarina, Bacharel em Música Popular Brasileira (Arranjo) pela UNIRIO, Licenciatura Plena em Música UCAM, com especialização em Arteterapia em Educação e Saúde e MBA em Liderança, Inovação e Gestão 4.0 PUCRS, teve os primeiros contatos com a música na escola em Praga, na República Tcheca, onde viveu parte da sua infância. Participou dos espetáculos: “Zumbi” (Guarnieri e Edu Lobo) com Luís Melo, direção de Oraci Gemba; “Pinóquio” e “Vestido de Noiva” (Nelson Rodrigues) ambas as montagens no Teatro Guaíra / PR. Participou também, de diversos espetáculos de dança. De volta ao Rio de Janeiro, fez “Evita”, no papel principal, em São Paulo, sob regência do Maestro Edson Frederico. Participou dos espetáculos “Theatro Musical Brasileiro I” e “Theatro Musical Brasileiro II”, ambos de Luis Antônio Martinez Correa. No mesmo período começou a se apresentar como cantora no Brasil e exterior. Trabalhou com os pianistas Fernando Merlino, Gil Reys, Aécio Flávio, Helvius Vilela entre outros. Fez “Porgy and Bess, um musical”; cantou no Festival Internacional de Jazz da Cidade do México, como convidada do Ministério da Cultura da Cidade do México. De volta ao Rio, inaugurou o Teatro II do CCBB RJ com o espetáculo “Theatro Musical Brasileiro I” e, em seguida, o Teatro Lamartine Babo do Centro Cultural da Light, com o show “Lamartine como Nunca”, roteiro e texto do jornalista e escritor João Máximo e direção musical do pianista e arranjador Helvius Vilela. Trabalhou com o ator e diretor Sérgio Britto no espetáculo autobiográfico “Meninos, eu vivi”. Participou do espetáculo “Quem tem medo de Kurt Weill“, direção musical de Helvius Vilella. Participou do espetáculo “Rádio Nacional: as ondas que conquistaram o Brasil”, com direção de Fábio Pilar e supervisão de Bibi Ferreira, onde viveu as cantoras Dalva de Oliveira, Marlene, Ângela Maria, entre outras. Atuou na peça “Marlene Dietrich: as pernas do século”, direção de William Pereira e texto de Aimar Labaki; cantou Villa-Lobos com Paulo Moura e Clara Sverner no Aterro do Flamengo, RJ; e na Fundição Progresso. Com o show “Da Opereta ao Samba” dá início a comemoração dos 40 anos de carreira. Desde julho de 2019 faz parte da Orquestra Sopro Novo Carioca da Yamaha. Em 2023 estreou como diretora na peça “O Guia Prático de Uma Mãe Judia”; em 2026 se apresenta pela FUNARJ na contação de história dramatizada “Um Armorial Amoroso” ao lado do ator, produtor e dramaturgo José Leon Zylbersztajn. ROGÉRIO FANJU - diretor Ator e diretor, formado em teatro pela antiga Faculdade da Cidade, e em cinema pela Universidade Estácio de Sá. Tem 40 anos de carreira, com a década mais recente dedicada à direção. Como diretor, assinou, entre outros, os espetáculos “Em um lugar chamado lugar nenhum” (5 indicações ao Prêmio Botequim Cultural 2015); “Olho por Olho” (indicado e premiado em vários festivais, entre eles Prêmio Paschoalino de melhor peça 2020); “As Pessoas” (Prêmio Sesc Artes Cênicas 2022 e convidado a se apresentar em Portugal na Universidade de Coimbra, como uma peça necessária ao mundo); “João Caetano ou Morte” (Prêmio Paschoalino 2023 de melhor peça); direção do show “Marianna Leporace canta Baden Powell” (Prêmio Pixinguinha 2007 como um dos cinco melhores shows do ano); e o curta-metragem “Maria Ninguém” como codiretor, em 2009 (selecionado para representar o Brasil no Festival de Cannes e vencedor em Los Angeles do prêmio “THE WIFTS Foundation Honorees and Filmmakers”. Alex Varela
- Liz Rosa e Pablo Fagundes celebram encontro histórico de Elis Regina e Toots Thielemans no Dolores Club
Show “Elis & Toots” revisita repertório do álbum que reuniu a cantora brasileira e o gaitista belga, com clássicos como “Wave”, “Aquarela do Brasil” e “Bluesette” Liz Rosa e Pablo Fagundes em “Elis & Toots” - Divulgação Um encontro marcante entre a música brasileira e o jazz ganha nova leitura no palco do Dolores Club, na sexta-feira, 18 de setembro, a partir das 20h30. A cantora potiguar Liz Rosa e o gaitista brasiliense Pablo Fagundes apresentam o show “Elis & Toots”, inspirado no álbum gravado por Elis Regina e Toots Thielemans, que aproximou a força interpretativa de uma das maiores vozes da música brasileira da sonoridade inconfundível da gaita do músico belga. Ingressos a partir de R$40. Abertura da casa às 19h. O espetáculo faz parte da programação do Grupo Scenarium para a Semana de Arte do Rio, que inclui ainda exposições, teatro, dança e outras atrações musicais. No repertório do show, Liz e Pablo percorrem algumas das canções que marcaram aquele encontro, entre elas “Wave”, de Tom Jobim, “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, e “Bluesette”, de Toots Thielemans. Mais do que reproduzir as gravações originais, o espetáculo propõe revisitar sua atmosfera, explorando o diálogo entre voz e gaita e a combinação de música brasileira e jazz que deu identidade ao trabalho. Para a apresentação no Dolores Club, a dupla estará acompanhada por Martché, ao piano, Berval Moraes, no baixo, e Fofo Black, na bateria. Os arranjos buscam preservar a intimidade e o refinamento harmônico que caracterizaram a parceria de Elis e Toots, ao mesmo tempo em que abrem espaço para a personalidade dos músicos e para novas possibilidades de interpretação. Semana de Arte do Rio Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea. Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade. Ao integrar festivais, instituições culturais, artistas e agentes do setor em uma programação calendarizada, diversificada e articulada, a iniciativa amplia o alcance das ações culturais, promove a ocupação qualificada dos espaços públicos e reforça a posição do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea. Durante doze dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura. Serviço: Dolores Club R. do Lavradio, 10 – Centro – RJ @doloresclub Liz Rosa & Pablo Fagundes – Elis & Toots Data: sexta-feira, 18 de setembro, às 20h30. Abertura da casa às 19h. Ingressos: a partir de R$40. Contato: (21) 96550-0002 (WhatsApp) e faleconosco@rioscenarium.com.br Programação e ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/doloresclub/ Mais informações: www.rioscenarium.com.br / @rioscenarium Teresa Tavares - Arteiras
- DellArte Concertos Internacionais apresenta Pacifica Quartet no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 21 de setembro
Quarteto norte-americano, vencedor de dois Grammys, apresenta no Theatro Municipal do Rio de Janeiro um programa que reúne Mendelssohn, Ligeti e Beethoven Pacifica Quartet - Crédito fotográfico: Lisa-Marie Mazzucco A Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais traz na segunda-feira, dia 21 de setembro, às 19h, ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o premiado conjunto Pacifica Quartet, formado por Simin Ganatra (violino), Austin Hartman (violino), Mark Holloway (viola) e Brandon Vamos (violoncelo). O programa, instigante, começa com o romantismo de Mendelssohn, muda completamente de clima com a modernidade de Ligeti e volta ao passado com uma das obras de câmara mais ousadas da carreira de Beethoven, o quarteto de cordas nº 13, acrescido de seu final original, a "Grande Fuga". A recente estreia do Pacifica Quartet no Teatro Colón, em Buenos Aires, há um mês, mereceu elogios da crítica especializada. Segundo o jornal Clarín, “Existem programas de música de câmara que são um passeio estético, e outros que funcionam como uma jornada espiritual. O apresentado pelo Quarteto Pacifica pertenceu à segunda categoria”. O La Nación, por sua vez, estampou a crítica com o título “O Pacifica Quartet estreou no Teatro Colón com uma apresentação inesquecível”. Este mesmo programa será apresentado ao público carioca. Fundado em 1994, o Pacifica Quartet rapidamente conquistou projeção internacional, vencendo alguns dos mais importantes concursos do mundo no gênero em que atua, como o prestigioso Prêmio de Música de Câmara Naumburg, em 1998. Em 2002, o conjunto recebeu o Prêmio Cleveland Quartet, concedido pela Chamber Music America, e foi selecionado para integrar o Bowers Program, do Lincoln Center. Quatro anos mais tarde, recebeu a cobiçada Bolsa Artística Avery Fisher, consolidando sua posição entre os principais quartetos de cordas dos Estados Unidos. Em 2026, recebeu o Prêmio Ruth Bader Ginsburg, concedido pela Washington Performing Arts. Pacifica Quartet - Crédito fotográfico: Lisa-Marie Mazzucco Com um som cativante e coeso, o Pacifica Quartet vem sendo elogiado pela crítica especializada por seu "fraseado musical caloroso, controle dinâmico e equilíbrio extraordinário", segundo a revista "Gramophone", e por oferecer apresentações "envolventes e cheias de personalidade... com uma tranquilidade luminosa e uma intensidade arrepiante", na definição do jornal "The New York Times". Ao longo de uma carreira que já se estende por três décadas, o conjunto conquistou dois prêmios Grammy, em 2009 e 2021, e recebeu uma indicação, em 2024. Entre as suas gravações mais aclamadas, estão os quartetos nº 1 ao nº 5 de Elliott Carter, o ciclo completo dos quartetos de Shostakovich, o quinteto para piano de Leo Ornstein, com Marc-André Hamelin, o quinteto para piano de Brahms, com Menahem Pressler, e os quintetos para clarinete de Brahms e Mozart, com Anthony McGill. A Série Concertos Internacionais é apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, com o apoio da Lei Rouanet. O projeto conta com O Globo como parceiro de mídia, apoio do Windsor Hotéis e apoio institucional da Rádio MEC e Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A produção é da Dell´Arte e a realização do Instituto Dell’Arte e Ministério da Cultura. SOBRE O CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros, considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento e o convívio social. Neste sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos na área de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. Entre as atrações incentivadas, destacam-se os musicais “Bibi — Uma Vida em Musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70? Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderela”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Conserto para Dois”, além da exposição “Mickey 90 Anos”. Pacifica Quartet - Beethoven. Quartet in B-flat major, Op. 18, No. 6 - III. Scherzo_ Allegro PROGRAMA: Felix Mendelssohn Quartet in A minor, Op. 13 György Ligeti Quartet No. 1, "Metamorphoses nocturnes" Ludwig van Beethoven Quartet in B-flat major, Op. 130, with Grosse Fuge, Op. 133 31ª EDIÇÃO DA SÉRIE O GLOBO/DELLARTE CONCERTOS INTERNACIONAIS - RIO DE JANEIRO 21 de setembro, segunda-feira, 19h Pacifica Quartet Theatro Municipal do Rio de Janeiro Praça Floriano, s/n – Cinelândia - Centro Classificação 10 anos Frisas e Camarotes: R$ 3.600,00 Plateia/Balcão Nobre: R$ 600,00 Balcão Superior: R$ 250,00 Galeria: R$ 120,00 Promocional: R$ R$ 50,00/inteira e R$ 25,00/meia (limitado a 20% de ocupação) Vendas em ingresso.dellarte.com.br de 2a. a 6a., das 9h às 16h, no whatsapp (21) 98698-1103 ou no e-mail dellarte@dellarte.com.br Alex Varela
- Baile Gafieira Rio Antigo celebra 10 anos do Gafieirando com lançamento do primeiro álbum do grupo
Grupo apresenta novo disco no dia 17 de setembro, no Palco Dolores do Rio Scenarium, em noite com aula de dança de salão e repertório que revisita a tradição das gafieiras cariocas Gafieirando, Rio Scenarium - Crédito fotográfico: Michael Hocherman Dez anos de música, pesquisa e dedicação à tradição dos salões cariocas ganham registro em disco e uma noite especial no Centro do Rio. No dia 17 de setembro, o baile Gafieira Rio Antigo recebe o Grupo Gafieirando no Palco Dolores do Rio Scenarium para celebrar uma década de trajetória e lançar seu primeiro álbum, Gafieirando, pela gravadora Kuarup. A apresentação integra a participação do Grupo Scenarium na Semana de Arte do Rio, que movimenta diferentes espaços da cidade entre 16 e 27 de setembro. O público poderá conhecer ao vivo o repertório do novo trabalho um dia antes de sua chegada às principais plataformas digitais, em 18 de setembro. Ingressos a R$35 (meia-entrada). A noite recupera o espírito dos tradicionais bailes cariocas ao reunir música ao vivo e dança de salão. A casa abre às 19h e, às 19h30, uma aula de dança coletiva prepara o público para ocupar o salão. Às 20h30, o Gafieirando sobe ao palco com um repertório que atravessa sambas, choros, boleros e outros ritmos que fazem parte da história das gafieiras. Formado em 2016, o grupo é liderado pela saxofonista, flautista, compositora e pesquisadora Daniela Spielmann, doutora em Música com pesquisa dedicada às gafieiras cariocas. Ao seu lado estão Silvério Pontes (trompete), Alexandre Romanazzi – Maionese da Flauta (sopros), Alana Moraes (voz), Antônio Guerra (teclados e sanfona), Domingos Teixeira (violão e guitarra), Rodrigo Villa (contrabaixo) e Rodrigo Scofield (bateria). O álbum Gafieirando sintetiza essa trajetória ao combinar composições autorais, releituras de clássicos dos bailes e homenagens a personagens fundamentais da música brasileira e da cultura das gafieiras. Entre as faixas estão “O Trombone do Zé”, homenagem a Zé da Velha; “Clarinete do Moura”, dedicada a Paulo Moura; e “Albertina no Baile”, tributo às dançarinas e à tradição dos salões cariocas. O repertório também passeia por músicas como “Gafieira Carioca”, de Zé Menezes; “Fibra”, de Paulo Moura e Eloir de Moraes; “Nunca”, de Lupicínio Rodrigues; “Se Acaso Você Chegasse”, eternizada por Elza Soares; “Bolero de Satã”, de Guinga e Paulo César Pinheiro; “Reencontro”, de Silvério Pontes; e “Olha Eu Aqui Oh Oh Oh”, de Roberto Corrêa e Jon Lemos. O disco de estreia conta ainda com participações especiais de Guinga, Áurea Martins, Jovi Joviniano e Everson Moraes, ampliando o diálogo do trabalho com diferentes gerações e vertentes da música brasileira. Semana de Arte do Rio Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea. Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade. Ao integrar festivais, instituições culturais, artistas e agentes do setor em uma programação calendarizada, diversificada e articulada, a iniciativa amplia o alcance das ações culturais, promove a ocupação qualificada dos espaços públicos e reforça a posição do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea. Durante doze dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura. SERVIÇO: Gafieira Rio Antigo + lançamento do álbum Gafieirando Palco Dolores – Rio Scenarium Rua do Lavradio, 20 @rioscenarium Data: 17 de setembro. Aulão aberta de Dança de Salão com o professor Luiz Carlos a partir das 19h30. Show de lançamento do álbum Gafieirando a partir das 20h30. Abertura da casa às 19h. Ingressos: a partir de R$35 (meia-entrada). Contato: (21) 96550-0002 (WhatsApp) e faleconosco@rioscenarium.com.br Programação e ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/rioscenarium Mais informações: www.rioscenarium.com.br / @rioscenarium Teresa Tavares - Arteiras
- Orquestra Petrobras Sinfônica é uma das atrações do show de abertura da Semana de Arte do Rio com "Na Trilha do Rock"
Sob a regência do maestro Felipe Prazeres, o espetáculo “Na Trilha do Rock” reúne canções de bandas e artistas que fizeram história na música nacional Créditos: Casa de Fotografias A Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta na Semana de Arte do Rio, o concerto “Na Trilha do Rock" no dia 16 de setembro, nos Arcos da Lapa. O espetáculo marca a abertura do evento e é gratuito, com um repertório extenso que engloba canções de grupos e músicos nacionais, como Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Lulu Santos, Rita Lee, entre outros. O palco, que conta com direção de Batman Zavareze, também receberá o cantor Diogo Nogueira após a apresentação da orquestra. Sob regência de Felipe Prazeres, o programa inclui os sucessos Bete Balanço; Sonífera Ilha; Maluco Beleza; Tempos Modernos; Lanterna dos Afogados; Será?, entre outros. “O grande público não está acostumado a ouvir uma orquestra tocando pop e rock. Neste concerto, vamos mostrar que é possível unir a música clássica a estes gêneros e emocionar o público”, conta o maestro. Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea. Serviço: Data: 16 de setembro, a partir das 18h Local: Arcos da Lapa, Lapa- Rio de Janeiro Classificação indicativa: Livre Entrada Franca Informações em semanadeartedorio.com.br Alex Varela
- O que corre em nós: quando o amor e o crime se encontram
Drama dirigido por Gê Filho mergulha nos conflitos entre pai e filha, revelando como abandono, ambição e busca por reconhecimento podem atravessar gerações Filme "O que corre em nós" — Divulgação Até onde alguém seria capaz de ir para conquistar o amor e o reconhecimento de quem mais ama? Essa é uma das questões centrais de O que corre em nós, drama que mergulha em uma história marcada por conflitos familiares, crimes, traumas e pela busca desesperada por aceitação. A trama acompanha Íris, uma jovem inteligente que cresceu em meio a riscos, incertezas e relações familiares conturbadas. Filha de Mauro, um estelionatário frio, ambicioso e inescrupuloso, ela carrega as cicatrizes de uma relação marcada pela distância emocional e pela ausência do afeto que sempre desejou receber. Enquanto Mauro constrói sua vida enganando vítimas e acumulando fortuna por meio de golpes, Íris enfrenta outra batalha: conquistar o amor do próprio pai. Filme "O que corre em nós" – Diretor Gê Filho, Atriz Luísa Lopes e Ator Wagner Kampynas — Divulgação Determinada a diminuir a distância entre os dois, ela encontra no avô, Euclides, um importante apoio nessa delicada jornada. Entre mágoas, segredos e momentos de esperança, Íris tenta compreender se ainda existe espaço para reconstruir os laços familiares. Mas Mauro está prestes a executar o maior golpe de sua vida. À medida que seus crimes avançam, as consequências de suas escolhas começam a ameaçar não apenas o próprio futuro, mas também a vida de todos ao seu redor. A história se torna ainda mais complexa quando Íris decide tomar uma atitude drástica. O que inicialmente parece ser uma tentativa de justiça e reconciliação acaba colocando a jovem no centro de um jogo perigoso, no qual confiança, traição e interesses pessoais se misturam. Além da relação conturbada entre pai e filha, O que corre em nós aborda o peso das escolhas familiares e os impactos que determinados comportamentos podem deixar nas gerações seguintes. A trama questiona até que ponto somos definidos pela família em que nascemos. Se um pai escolhe o caminho do crime, será possível construir um destino completamente diferente? Ou algumas dores, marcas e escolhas continuam correndo dentro de nós? Com uma narrativa intensa, o filme explora temas como orgulho, corrupção, amor filial, abandono, redenção e a necessidade humana de ser aceita. Íris representa essa busca por pertencimento, mesmo quando o caminho escolhido pode levá-la a situações cada vez mais perigosas. Mauro, por sua vez, simboliza um homem disposto a ultrapassar limites em busca de poder e dinheiro, sem perceber que suas escolhas podem colocar em risco aquilo que talvez seja mais valioso: a própria família. O que corre em nós apresenta um retrato dramático sobre os segredos que atravessam gerações e sobre como o amor, quando distorcido pela necessidade de aprovação, também pode se transformar em risco. Mais do que uma história sobre crimes e golpes, o filme convida o público a refletir sobre família, identidade, escolhas e perdão. Filme "O que corre em nós" — Divulgação No fim, permanece uma pergunta: até onde você iria para conquistar o reconhecimento de alguém que ama? Uma história intensa e delicada, em que o maior golpe talvez não seja financeiro, mas emocional — e em que o preço das escolhas pode transformar para sempre aquilo que corre dentro de nós. FICHA TÉCNICA Título: O que corre em nós País: Brasil Gênero: Drama / Ficção Ano: 2026 Duração: 42 minutos Idioma original: Português Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos Direção: Gê Filho Roteiro: Gê Filho Elenco: Luísa Lopes, Wagner Kampynas, Gê Filho, Dinorá Gomes, Jefferson Domingues, Sheila Coelho, Paulo Brigatti e Leonardo Targino. Direção de fotografia: Lalo Almeida Som: Guga Lourenço Música: Diego Ferreira Edição: Gê Filho Produtora: Eudaemonia PD Gabriella Oliveira
- Fenômeno de público e crítica, “Sonho Encantado de Cordel - O Musical” retorna aos palcos em turnê nacional
Com músicas originais de Paulinho Moska, Chico César e Zeca Baleiro, peça vista por mais de 80 mil pessoas inicia nova circulação que percorrerá nove cidades, com oito destinos já confirmados Elenco de Sonho Encantado de Cordel, O Musical - Crédito João Pedro Hachiya Depois de conquistar mais de 80 mil espectadores, “Sonho Encantado de Cordel, O Musical” está de volta para uma nova turnê nacional. A circulação, prevista para nove cidades, estreia nos dias 12 e 13 de setembro, no Teatro Amazonas, em Manaus, sábado, às 20h, e domingo, às 17h e às 20h. Boa Vista, Macapá, Belém, Rio Branco, São Luís, Maceió e Vitória também já estão confirmadas. Apresentado pelo Ministério da Cultura e pela CAIXA Vida e Previdência, com apoio da CAIXA Seguridade, o espetáculo reúne 14 atores, cantores e multi-instrumentistas e propõe uma viagem musical para toda a família. O público acompanha uma história sobre sonhos, imaginação e coragem, embalada por dez canções inéditas compostas especialmente para a montagem. O musical é livremente inspirado no enredo “Uma Delirante Confusão Fabulística”, criado por Rosa Magalhães para o carnaval de 2005 da Imperatriz Leopoldinense, em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. No palco, clássicos como “A Pequena Sereia”, “A Rainha da Neve”, “O Soldadinho de Chumbo” e “O Rouxinol e o Imperador” encontram a força poética e popular da literatura de cordel. A história Rosa Cordelista é uma jovem determinada que, mesmo diante da desaprovação da mãe, sonha em se tornar uma grande autora de cordel. Guiada pela imaginação, ela é transportada para um reino encantado e encontra Hans Christian Andersen. Juntos, os dois atravessam uma aventura povoada por personagens míticos dos contos de fadas. Nesse universo, reis vaidosos, imperadores sábios e a poderosa Rainha da Neve disputam o título de Maior Monarca de Todos os Tempos. Entre desafios, músicas e danças, Rosa descobre que os sonhos e a criatividade são forças capazes de transformar o mundo e a própria vida. Cenas de Sonho Encantado de Cordel, O Musical Premiada criação brasileira para histórias universais Com texto e direção de Thereza Falcão, “Sonho Encantado de Cordel - O Musical” combina referências da cultura nordestina à atmosfera fantástica dos contos de Andersen. A encenação ganha dimensão visual com mais de dez cenários e 50 figurinos concebidos por Rosa Magalhães e realizados sob a condução de Mauro Leite, seu parceiro de criação. As projeções e os vídeos são dirigidos pelo artista visual Batman Zavareze. As coreografias têm assinatura de Renato Vieira, e a direção musical é de Marcelo Alonso Neves. A trilha reúne dez composições inéditas de Paulinho Moska, Chico César e Zeca Baleiro, aproximando ritmos brasileiros da magia das histórias que atravessam gerações. Em 2026, a superprodução foi indicada em quatro categorias para uma das maiores premiações do teatro brasileiro, o Prêmio APTR, conquistando na categoria de melhor figurino. Homenagem a Rosa Magalhães O espetáculo é o último trabalho de Rosa Magalhães e tornou-se também uma homenagem póstuma à artista, falecida em 25 de julho de 2024, aos 77 anos. Envolvida no projeto desde o início, ela deixou prontos os desenhos dos figurinos e os principais conceitos visuais da montagem. Com mais de cinco décadas de carreira, Rosa Magalhães foi artista plástica, figurinista, cenógrafa e carnavalesca. Além dos títulos conquistados no Sambódromo, participou de grandes eventos, como a abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007 - trabalho premiado com um Emmy em 2008 - e o encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Sobre Hans Christian Andersen Autor de mais de 150 contos de fadas, Hans Christian Andersen transformou experiências da infância e a percepção das desigualdades sociais em histórias marcadas por sensibilidade, imaginação e defesa da dignidade humana. Sua obra inclui clássicos como “O Patinho Feio”, “A Pequena Sereia”, “A Rainha da Neve”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Polegarzinha” e “O Rouxinol e o Imperador”. Sobre Thereza Falcão Escritora, autora, diretora teatral e roteirista, Thereza Falcão tem mais de 25 anos de carreira na TV Globo. Entre seus trabalhos estão as novelas “Novo Mundo” e “Nos Tempos do Imperador”, indicada ao Emmy Internacional. No teatro, recebeu o Prêmio Coca-Cola de melhor texto e melhor espetáculo. Sonho Encantado de Cordel, O Musical - Crédito Ficha técnica: Apresentação: Ministério da Cultura e CAIXA Vida e Previdência Inspiração: Enredo “Uma Delirante Confusão Fabulística” (2005), de Rosa Magalhães Idealização: Sérgio Lopes Texto e direção: Thereza Falcão Músicas originais: Paulinho Moska, Chico César e Zeca Baleiro Direção musical: Marcelo Alonso Neves Coreografias: Renato Vieira Cenários e figurinos: Mauro Leite Design de luz: Daniela Sanchez Produção, marketing e comercial: Mauricio Tavares Direção de produção: Filomena Mancuzo Produção executiva: Neco FX Produção de elenco: Felipe Ventura Assessoria de imprensa: Carlos Pinho Incentivo: Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet Apoio: CAIXA Seguridade Realização: Inova Brand e Ministério da Cultura Elenco: Adriana Lessa - Mãe da Rosa e Rainha da Neve Agnes Brichta - Sereia Ariel Ananda K - Sereia e tecelã Carlo Porto - Rei Vaidoso e Soldadinho Carol Romano - Duende Dedé Danni Marinho - Arauto e tecelão Elizandra Souza - Rosa Emily Oliveira - Bailarina Fábio D'Lélis - Conselheiro do Rei Fernanda Misailidis - Rouxinol Guilherme Carvalho - Andersen João Attuy - Imperador Sábio e Netuno Julia Nogueira - Rouxinol em Belém e São Luís Lívia Feltre - Duende Dudú Marcela Coelho - Sereia e sanfoneira Sara Chaves - Rosa em Manaus, Boa Vista e Macapá Serviço | Turnê nacional 2026 A circulação está prevista para nove cidades brasileiras. Oito destinos estão confirmados; a nona cidade será anunciada em breve: Manaus/AM | Teatro Amazonas Avenida Eduardo Ribeiro, 659, Centro. 12 de setembro, sábado, às 20h 13 de setembro, domingo, às 17h e às 20h Ingressos: shopingressos.com.br Boa Vista/RR | Teatro Municipal de Boa Vista Avenida Glaycon de Paiva, 1171, São Vicente. 26 de setembro, sábado, às 19h30 27 de setembro, domingo, às 16h e às 19h Ingressos: shopingressos.com.br Macapá/AP | Teatro do SESI Avenida Desidério Antônio Coelho, s/n, bairro Trem. 10 de outubro, sábado, às 20h 11 de outubro, domingo, às 16h e às 19h Belém/PA | Theatro da Paz Praça da República, s/n, Campina. 17 de outubro, sábado, às 20h 18 de outubro, domingo, às 16h e às 19h Rio Branco/AC | Teatro Universitário da Ufac Campus da Universidade Federal do Acre, Rodovia BR-364, km 4, Distrito Industrial. 23 de outubro, sexta-feira, às 20h 24 de outubro, sábado, às 16h e às 19h São Luís/MA | Teatro Arthur Azevedo Rua do Sol, s/n, Centro. 7 de novembro, sábado, às 20h 8 de novembro, domingo, às 16h e às 19h Maceió/AL | Teatro Gustavo Leite Rua Celso Piatti, s/n, Jaraguá. 15 de novembro, domingo, às 17h e às 20h Vitória/ES | Teatro Universitário da Ufes Avenida Fernando Ferrari, 514, campus de Goiabeiras. 21 de novembro, sábado, às 20h 22 de novembro, domingo, às 16h e às 19h Classificação etária: livre Duração: 70 minutos Rede social: https://www.instagram.com/sonhoencantadodecordel/ Carlos Pinho
- Entrevistado: Rodrigo Anjos/ Ator - Cinema - Televisão – Teatro
Da vida no campo aos sets de cinema, ator constrói sua trajetória com diferentes personagens, muitas profissões pelo caminho e uma fé que atribui à mãe, Dona Rita, a força para seguir em busca do sonho artístico Rodrigo Anjos - Divulgação Ator brasileiro com trajetória artística iniciada em 2018, reunindo experiências em cinema, teatro, musical, performance e televisão. Participou de produções audiovisuais independentes e ampliou sua atuação para a produção executiva. Desde 2025, mantém formação continuada em São Paulo, com cursos, laboratórios e oficinas da SP Escola de Teatro nas áreas de teatro documentário, performance, narrativa interativa, criação para a cena e cinema brasileiro. Conte como foi sua infância antes de chegar na televisão? Fui criado apenas com a minha mãe, a qual me ensinou tudo que sei hoje na lida do campo, desde do plantio a colheita, algo que me orgulho muito, é saber trabalhar na roça, porque não é apenas plantar e colher, é ter fé, e acreditar em Deus, e em São José, que a maior benção virá, que é a chuva, pois aprendi a rezar vendo a minha todos os dias antes de dormir, e ao acordar, rezando o Pai Nosso, Ave Maria, e Santa Maria, uma oração sagrada, a qual pratico diariamente acompanhada do terço. Vamos lá, fui vendedor de picolé, ajudante de pedreiro, ajudante de padeiro, vendedor de porta em porta, carreteiro, cuidador de passarinhos, pastor de ovelhas, vaqueiro, cerqueiro, churrasqueiro, frentista, operador de loja, garçom, monitor bandeirinha, planfeiteiro, pesquisador, orientador de público, auxiliar de alimentação, somelier, meu Deus, são muitas profissões, e um sonho no coração. Como diz meu Amigo'Pai o professor e pesquisador, Beto Patriota, "O Sertanejo Antes De Tudo É Um Forte". E eu sou graças a Deus. Destaca quais papéis mais surpreendentes já atuou como ator? O personagem "Jodiel Farah" no filme Lições De Um Salvamento, esse jovem é um ateu, que é descrente da Bíblia, e o usuário de drogas, e que vivia na prostituição, mais vou salvo nas águas. Então, vejo esse personagem como o mais relevante, depois dele veio o "Jamir Ribeiro" no filme Amigos Do Criador, era um jovem rebelde na escola e dentro de casa, mesmo sendo riquinho, acredito que esse papel foi muito fácil pra mim, porque eu apliquei quase tudo da minha infância e adolescência, no personagem, calma, nem sempre fui assim, vale a pena assistir a história, para conhecer um pouquinho do Rodrigo Dos Anjos, ambos de autoria Aderaldo Miranda. Descreve a direção e os companheiros de cenário ... o que significam pra sua experiência profissional? O Cinema me deu bons amigos, Joél Áuves, Aderaldo Miranda, Beto Patriota, três seres humanos que considero como pai, porque sempre me ensina a caminhar pelos os bons caminhos, ambos foram meus diretores. E os colegas de trabalho, eu levo algumas amizades verdadeiras, como por exemplo a da atriz Aline Bastos, de Lauro De Freitas-BA, que levo como experiência, que " Que A Arte Não Combina Com Futilidade" Autora, a própria Aline Bastos. O restante eu tenho uma admiração de longe, Deus abençoe a todos. Qual seu sonho profissional? "Acordar de manhã, sabendo que naquele dia, eu terei mais um dia, de gravação, e uma excelente atuação" dito isso, o que vier daí pra frente, está vindo através da minha fé e perseverança, não é sorte, é Deus e Nossa Senhora no comando da minha vida. De todos trabalhos artísticos que participou, qual você se sentiu mais à vontade em participar e quais dificuldades? Os trabalhos que eu me senti mais à vontade, foram os filmes O Livreiro Da Orla, e Ondas Da Emoção, porque além de eu ser o protagonista, eu era produtor executivo. Nunca encontrei dificuldades para atuar, as dificuldades maiores, sempre foram o translado, porque sempre tinha algum custo financeiro pra mim, o restante eu sempre brinquei. O que sua mãe significa em sua carreira e em sua vida? Falar da minha mãe, dona Rita, é falar da fé em Deus, eu digo isso, porque se não fosse os joelhos dela no chão, sem sombras de dúvidas, as minhas quedas teria sido fatal, já fui salvo várias vezes, pela intersecção de Nossa Senhora, através de pedidos da minha mãe, só quem acredita na força da oração, vai entender o que eu tô falando, porque minha mãe, foi tudo aquilo e muito mais, na vida de um filho, ela foi do alicerce ao telhado, uma mãe como a minha mãe, se eu perder, eu perderei o caminho na terra, porque com ela ainda encontro atribulações, e sem ela, irei encontrar terremotos, por isso sigo o que ela me ensinou, joelhos no chão, e muita oração. Um dia terei o privilégio imenso, de assistir novelas ao lado dela, as quais eu serei protagonista, e dizer pra ela, nós conseguimos. Deixe uma mensagem de vitória para crescer na vida artística, o que deve manter? Se Deus é por mim, nada será contra mim. O segredo é ter fé. Trabalhando em silêncio. Minha Mãe Dona RITA, minha força na terra. Trajetória Artística : Rodrigo Anjos 2018 - Filme "O Fio Da Meada" (Personagem - Célio Santana) Diretor - Flaviano Oliveira. 2018 - Peça Teatral "A Comédia - Suassuna O Contador De Causos" (Personagem - Narrador) Diretor - Jorge Lins. 2018 - Peça Teatral "O Musical - Gabriela Cravo E Canela" (Personagem - Coronel Jesuíno) Diretor - Jorge Lins. 2018 - Filme "Justiça Fulminante" (Personagem - Bandido 2) Diretor - Roberval Cardoso. 2019 - Filme "Lições De Um Salvamento" (Personagem - Jodiel Farah) Diretor - Joél Áuves. 2021 - Filme "Amigos Do Criador" (Personagem - Jamir Ribeiro) Diretor - Aderaldo Miranda. 2022 - Filme "Zé Da Cupira - O Cangaceiro De Poço Redondo" (Personagem - Feirante 2) Diretor - Beto Patriota. 2022 Fui Prêmiado Com O Troféu Amácio Mazzaropi, No XVI-FESTIPOEMA - Pela Academia De Letras De Pindamonhangaba-SP Pelo O Poema "O Inventor Do Nada” Autor - Jair Junior Moura Teixera. 2023 - Filme "COE - Comando De Operações Especiais" (Personagem - Guto Ribeiro) Diretor - Flaviano Oliveira. 2023 - Filme "A Outra Face" (Personagem - Cliente) Diretor - Aderaldo Miranda" 2023 - Filme "O Que É Virtual" (Personagem - Mordomo) Diretor - Aderaldo Miranda. 2024 - Filme "O Livreiro Da Orla" (Personagem - Lopes) Diretor - Joél Áuves. 2024 - Filme "Ondas Da Emoção" (Personagem - Luciano Maia) Diretor - Joél Áuves. Ambos Filmes, Eu Fui Produtor Executivo. 2025 - Curso "Laboratório De Teatro Documentário" Pela SP, Escola De Teatro" Diretor - Luiz Campos. 2025 - Performance "Des-lo-car-mo-nos / Displace Us" Festival Satyrianas 2025" Pela Escola SP, De Teatro" Pesquisadores - Matteo Bonfitto e Tiago Porteiro. 2025/2026 - Figurante da Novela "A Caverna Encantada" Autora - Iris Abravanel. 2026 Figurante do Filme "Dark House" Diretor - Cyrus Nowrasteh. 2026 - Oficina "Internacional Narrativa Interativa E Criação Para A Cena" Pela SP, Escola De Teatro" Diretor - Giovanni Delgado Ferreira. 2026 - "Workshop Internacional: Taller Cabaret" Pela SP, Escola De Teatro" Diretor - Pedro Franco Albuquerque. 2026 - Curso "O Cinema Da Boca Por Quem Fez A Boca" Pela SP, Escola De Teatro" Atriz - Nicole Puzzi - produtor/roteirista/diretor Diogo Gomes. 2026 - Filme "A Margem Da Boca" (Personagem - Jornalista) Concepção/supervisão geral - Nicole Puzzi - Diogo Gomes - Joseane Santos - Direção Pérola Guimarães. 2026 - Filme "Linguagens Do Amor" (Personagem - Fernando) Diretor - Radoc Lobo. 2026 - Filme "Atadura" (Personagem - Zumbi Alfa) Diretor - Marcos ZOOM Nunes. CINEMA – ATUAÇÃO 2026: Atadura, A Margem da Boca 2024: Ondas da Emoção, O Livreiro da Orla 2023: O que é virtual, A Outra Face, COE - Comando de Operações Especiais, 2022: Zé da Cupira - O Cangaceiro de Poço Redondo, 2021: Amigos do Criador 2019: Lições de um Salvamento 2018: Justiça Fulminante, O Fio da Meada TELEVISÃO E PARTICIPAÇÕES 2026: Dark House, 2025/2026: A Caverna Encantada TEATRO E PERFORMANCE 2025: Des-lo-car-mo-nos / Displace Us Festival Satyrianas 2025 - SP Escola de Teatro 2018: O Musical - Gabriela Cravo e Canela, A Comédia - Suassuna, O Contador de Causos. FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO 2026: O Cinema da Boca por Quem Fez a Boca, Workshop Internacional: Taller Cabaret, Oficina Internacional - Narrativa Interativa e Criação para a Cena 2025: Laboratório de Teatro Documentário PRODUÇÃO EXECUTIVA 2024: Ondas da Emoção, O Livreiro da Orla PRÊMIOS E RECONHECIMENTOS 2022: Troféu Amácio Mazzaropi - XVI FESTIPOEMA Dir. Joél Áuves Academia de Letras de Pindamonhangaba - SP | Poema: O Inventor do Nada, de Jair Junior Moura Teixeira. Categoria, modalidade ou forma de participação: Fui Premiado Com O Troféu Amácio Mazzaropi, No XVI-FESTIPOEMA - Pela Academia De Letras De Pindamonhangaba-SP Pelo O Poema "O Inventor Do Nada” Autor - Jair Junior Moura Teixera. Links de sua trajetória profissional Vídeos YouTube – Vídeo 1 YouTube – Vídeo 2 YouTube – Vídeo 3 YouTube – Vídeo 4 YouTube – Vídeo 5 Matérias sobre Rodrigo Anjos Blog do Carlos Sett – Rodrigo Anjos: dos rincões baianos para o cinema The Date News – Rodrigo Anjos, o talento baiano que despontou do interior para o cinema nacional Revista Encontrei – Do cinema para a televisão: Rodrigo Anjos João Paulo Penido
- Entrevistado: Stefano Maximino/ Ator e Professor de Artes
Da inspiração de uma professora no Morro do Cantagalo aos palcos e às telas, Stefano Maximino construiu na arte um caminho de expressão, transformação e descoberta. Stefano Maximino - Divulgação Entre o cinema, o teatro e a educação, Stefano Maximino, Ator e professor de Artes transita entre as telas, os palcos e a sala de aula, conciliando a atuação com o trabalho de formação e criação audiovisual. No cinema, integra o elenco de “Rede Paralela”, thriller político dirigido por Igor Moreira, que reúne Jayme Periard e Alexandra Richter no elenco e chega em breve ao streaming. Também está em “Socorro! Minha Babá Tirou Férias”, comédia dirigida por Cris D’Amato, com lançamento previsto no Globoplay. No teatro, participou da temporada de “O Santo e a Porca”, de Ariano Suassuna, apresentada no Teatro Cândido Mendes, com direção de Paulo Marcos Carvalho. Sua atuação também se estende à educação. Como professor, desenvolveu o projeto audiovisual “Rótulos”, realizado no Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral e selecionado para o Festival do Rio. Entre seus trabalhos mais recentes está ainda o curta-metragem “Coágulo”, filme de terror LGBTQIAPN+ dirigido por Hsu Chien, com Carmo Dalla Vecchia no elenco. A produção vem circulando por festivais no Brasil e no exterior, com seleções como o Erotic Film Festival, em Londres, e o Rio LGBTQIAPN+, além de ter recebido o Troféu Orgulho no Dijanho International Festival. Nesta entrevista ao colunista João Paulo Penido, ele fala sobre sua trajetória, os desafios de atuar em diferentes linguagens e os projetos que vêm movimentando sua carreira. 1 - Fale de sua carreira como ator e Professor de Artes? Minha maior motivação para ser ator sempre foi uma sensação muito íntima de que a vida, por si só, não me bastava. Eu precisava transbordar. E encontrei na arte esse lugar de transbordamento, de experimentar outras vidas, outras emoções, outras possibilidades de existir. Desde muito pequeno eu já queria ser artista. E, curiosamente, a educação também entrou nesse caminho. Acredito muito na potência de um professor na vida de um aluno porque eu mesmo fui profundamente marcado por uma professora, Marina Henriques, quando era aluno do antigo Espaço Criança Esperança, no Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro. Ela costumava me dizer: “Stefano, tudo que você se propuser a fazer, faça o seu melhor. ” Essa frase me acompanha até hoje e virou quase um princípio para tudo o que faço. Ser professor de Artes me permitiu devolver um pouco daquilo que a arte fez por mim. Recentemente tive uma experiência muito especial ao desenvolver, com meus alunos do Colégio Estadual Pedro Álvares Cabral, o curta-metragem “Rótulos”, um projeto que nasceu dentro da escola com o propósito de despertar o senso crítico dos alunos por meio do audiovisual. Muitos deles nunca tinham tido contato com teatro ou com uma câmera. O filme acabou sendo selecionado para a categoria Nova Geração do Festival do Rio, e isso foi emocionante não apenas pela seleção, mas pelo que ela representou para aqueles jovens. Lembro especialmente da sensação de vê-los diante da tela, reconhecendo-se como protagonistas daquela história. Quando recebi a ligação da diretora comunicando a seleção, foi uma felicidade imensa. Acho que esse projeto sintetiza muito do que sou hoje: um ator que continua buscando novos personagens e experiências, mas também um artista que acredita na capacidade transformadora da arte. 2 — Conte sobre a estreia do filme “Socorro! Minha Babá Tirou Férias”. Socorro! Minha Babá Tirou Férias foi um presente que recebi dos Estúdios Globo em 2025 e uma experiência muito importante na minha trajetória. Tive a oportunidade de fazer o trabalho de dublê do Rodrigo Sant’Anna, que é um ator de enorme talento e interpreta diferentes personagens no filme. Estar nesse universo e acompanhar de perto esse processo foi uma grande escola para mim. E trabalhar com a Cris D’Amato, que é uma referência no cinema de comédia, foi uma honra. Aprendi muito observando a direção, o ritmo, o funcionamento de uma comédia e, principalmente, entendendo que o ator precisa estar disponível para o jogo. Existe uma frase que ficou comigo durante esse trabalho: a arte do ator também é saber esperar. Você pode estar preparado, estudando, fazendo sua parte, mas cada projeto tem seu tempo. E falar sobre as babás também é muito especial, porque são personagens que fazem parte da história de tantas famílias e ocupam um lugar afetivo muito importante na nossa sociedade. Estou muito ansioso para que o público possa finalmente assistir ao filme. A previsão de estreia ainda não foi divulgada, mas espero que em breve ele chegue ao público pelo Globoplay. Também estou aguardando com muita expectativa o longa “Rede Paralela”, dirigido pelo meu amigo Igor Moreira, com Jayme Periard e Alexandra Richter no elenco. É um thriller político, de suspense, e interpreto Josias, braço direito de uma organização envolvida em uma série de escândalos. São trabalhos muito diferentes entre si, e isso me interessa profundamente como ator. Tenho vontade de transitar por gêneros, personagens e universos diferentes. É justamente essa possibilidade de me reinventar que me faz continuar apaixonado pela profissão. 3 – O teatro é uma parte muito importante da sua carreira. Como você define sua relação com o palco? O teatro é a minha base. O palco é o ar que eu respiro. Existe alguma coisa no encontro entre ator e público que é impossível de reproduzir completamente em outro lugar. Quando estou em cena, sinto como se entrasse em uma realidade paralela — e o mais bonito é poder levar o público comigo. Cada apresentação é única. Mesmo fazendo o mesmo texto, a energia muda, a plateia muda, o ator muda. E essa efemeridade é justamente uma das coisas que mais me fascinam no teatro. Recentemente encerramos uma temporada de “O Santo e a Porca”, de Ariano Suassuna, no Teatro Cândido Mendes, com direção de Paulo Marcos Carvalho. Foi um grande prazer e também um respiro fazer comédia. Eu sempre me senti muito confortável no drama, então viver Dódó e mergulhar no humor foi um exercício delicioso. Tive a oportunidade de brincar com o corpo, com o tempo da cena e, principalmente, de estabelecer uma relação muito direta com o público. As peripécias do personagem para se disfarçar e conquistar o coração da sua amada provocavam uma resposta muito bonita da plateia. Tivemos apresentações com ingressos esgotados, o que para qualquer artista de teatro é uma alegria enorme. Quem sabe Dódó ainda não volte para uma nova temporada? Eu adoraria e precisa aceitar. "Coágulo" Rio LGBTQIA+ 2026 - Divulgação 4 — Como foi participar de “Coágulo”, um filme de terror LGBTQIA+? Coágulo foi um daqueles convites que chegam e você sente que precisa aceitar. O filme é dirigido pelo meu querido amigo Hsu Chien, um diretor com quem eu já tinha muita vontade de trabalhar. É um terror que aborda a sexualidade na terceira idade dentro de um universo vampiresco. Acho muito interessante quando o cinema consegue utilizar um gênero — nesse caso, o terror — para falar de temas que ainda são pouco explorados. O filme está tendo uma trajetória muito bonita em festivais pelo mundo. Já passamos pelo Rio LGBTQIA+, pelo Erotic Film Festival, em Londres, e recebemos também o Troféu Orgulho no Dijanho Internacional Festival.Foi uma experiência muito divertida e, ao mesmo tempo, muito potente. E dividir o trabalho com o Carmo Dalla Vecchia foi especial. Ele é um ator extremamente generoso em cena, daqueles que fazem o colega crescer junto. Espero sinceramente que nossos caminhos se cruzem novamente. Tenho buscado justamente isso na minha carreira: personagens que me provoquem, projetos que tenham alguma coisa a dizer e diretores com os quais eu possa construir. Quero continuar experimentando e me permitindo ser surpreendido pelo próximo personagem. "Coágulo" Rio LGBTQIA+ 2026 - Divulgação 5 — Que mensagem você deixaria para quem sonha em começar uma carreira como ator? Eu venho de uma família humilde de São Gonçalo. Minha mãe é dona de casa e meu pai foi soldador metalúrgico. Eles não tiveram a oportunidade de concluir sequer o ensino fundamental, mas me deram uma coisa que nenhuma formação acadêmica ou dinheiro consegue comprar: valores, educação e a coragem de acreditar que eu poderia construir o meu próprio caminho. A carreira artística ainda pode parecer muito distante para quem vem de uma realidade como a minha. E, de fato, não é uma estrada fácil. Mas difícil não significa impossível. Eu sou prova disso...já vivi muita coisa que um dia parecia distante: me formei em Teatro, construí uma trajetória no palco, participei de trabalhos no audiovisual e hoje também tenho a felicidade de atuar como professor e levar a arte para dentro da sala de aula. E ainda sinto que estou apenas começando. Porque acho que uma das grandes armadilhas da vida é esperar estar pronto. A gente nunca está completamente pronto. Não espere se sentir preparado para começar. Estude. Faça teatro. Procure oficinas, inclusive gratuitas. Leia. Assista a filmes. Vá ao teatro. Desenvolva seu repertório. Faça um bom material e procure profissionais sérios para orientar sua carreira. E, principalmente, não tenha vergonha de começar pequeno. O meu conselho é simples: não espere o momento perfeito. Comece hoje. O caminho também faz parte da formação do artista. 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