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- Rio Scenarium recebe a primeira celebração oficial do Dia da Gafieira
Edição especial do Gafieira Rio Antigo, no dia 22 de julho, celebra a criação da data com baile e homenagens Gafieirando - Foto: Dance a Dois O Rio de Janeiro celebra, pela primeira vez, o Dia da Gafieira, instituído pela Lei nº 9.411/2026, que estabelece o dia 17 de julho como data comemorativa permanente no Calendário Oficial da Cidade. Para marcar a conquista, o Rio Scenarium promove, na quarta-feira, 22 de julho, uma edição especial do projeto Gafieira Rio Antigo, reunindo música ao vivo, dança de salão, homenagens a personalidades que contribuíram para a preservação dessa tradição e apresentação da companhia de dança A Nata da Malandragem. Com abertura da casa às 19h, a noite começa com uma aula aberta de dança de salão, convidando o público a ocupar a pista antes do espetáculo principal. Às 20h, o grupo Gafieirando, dirigido pela saxofonista Daniela Spielmann e pelo trompetista Silvério Pontes, sobe ao palco acompanhado da cantora Alana Moraes. O repertório reúne samba, choro, maxixe, baião e outras influências que traduzem a riqueza da música brasileira e o espírito das antigas gafieiras cariocas. A criação do Dia da Gafieira nasceu de uma pergunta simples. Durante uma conversa informal, Joel Celestino dos Santos, colaborador do Rio Scenarium, questionou a produtora cultural e profissional de Comunicação Aglaise Silva e Souza sobre a existência de uma data oficial dedicada à gafieira. A partir dessa provocação, a questão foi levada à musicista e pesquisadora Daniela Spielmann, que consultou o antropólogo Felipe Berocan, autor do livro Baile de Gafieira. A pesquisa confirmou que, apesar de sua enorme importância histórica, artística e social, a gafieira ainda não possuía uma data oficial de celebração. Sua origem está relacionada a um processo desenvolvido ao longo das primeiras décadas do século XX, envolvendo a evolução dos bailes populares, das sociedades recreativas, da música brasileira e da dança de salão no Rio de Janeiro. Gafieira Rio Antigo - Dance a Dois A iniciativa dialoga diretamente com a pesquisa de doutorado desenvolvida por Daniela Spielmann na UNIRIO sobre as gafieiras cariocas e a relação entre música e dança na preservação desse patrimônio cultural. Com base em seus estudos, Felipe Berocan sugeriu o dia 17 de julho como referência para a celebração, por marcar a inauguração, em 1930, da tradicional Gafieira Elite. A proposta da criação do Dia da Gafieira foi, então, elaborada por Aglaise e apresentada ao vereador Rafael Aloísio Freitas, que conduziu sua tramitação até a aprovação da Lei nº 9.411, em maio, transformando a ideia em um marco para a cultura carioca. Mais do que instituir uma data comemorativa, a criação do Dia da Gafieira representa o reconhecimento de uma manifestação cultural construída coletivamente por músicos, cantores, professores de dança, dançarinos, pesquisadores, produtores culturais, escolas de dança, casas de espetáculo, comunicadores e tantos outros profissionais que mantêm viva essa tradição há gerações. O local escolhido para a primeira celebração oficial também carrega forte valor simbólico. O Palco Dolores ocupa um endereço que, há cerca de 70 anos, abrigava o tradicional clube de dança Humaitá, salão frequentado por marinheiros e personagens da boemia carioca. A memória desse passado faz do espaço um cenário natural para celebrar uma das expressões mais emblemáticas da identidade cultural do Rio de Janeiro. Serviço Palco Dolores – Rio Scenarium R. do Lavradio, 10 – Centro – RJ Gafieira Rio Antigo – Edição especial - Dia da Gafieira Data: quarta-feira (22 de julho), às 20h. Abertura da casa às 19h. Ingressos: a partir de R$30 (meia-entrada) Contato: (21) 96550-0002 (WhatsApp) e faleconosco@rioscenarium.com.br Programação e ingressos: https://site.bileto.sympla.com.br/rioscenarium Mais informações: www.rioscenarium.com.br / @rioscenarium Assessoria de Imprensa Grupo Scenarium – Arteiras Comunicação Iolanda Vieira – (21) 99430-2418 Teresa Tavares – (21) 98176-5423 Rô Lopes – (21) 99693-8333 gruposcenarium@arteiras.com.br Teresa Tavares
- Mônica Salmaso lança ‘Senhora das Canções – Um Tributo a Elizeth’, em agosto, pela Biscoito Fino
Show chega a Belo Horizonte (15/08, no Sesc Palladium) e Porto Alegre (23/08, no Teatro Bourbon) Registro foi feito ao vivo no estúdio, em um único dia Duas intérpretes. O mesmo amor pelo ofício. Mônica Salmaso e Elizeth Cardoso. Quem as vê no palco tão serenas – parafraseando ‘Faxineira das Canções’ (Joyce Moreno) – crê ser simples aquilo que nasce de um rigor e dedicação incansáveis à música. Repertório que jamais busca a fórmula do sucesso, respeito aos compositores e músicos que as acompanham. Devoção ao público. Voz que silencia tudo ao redor. Separadas por décadas, unidas pelo tempo que embaralha e unifica passado, presente e futuro. Esse encontro finalmente se corporifica em ‘Senhora das canções – um tributo a Elizeth’, que será lançado em agosto, pela Biscoito Fino. O álbum foi gravado ao vivo em estúdio em um único dia, durante a temporada do show homônimo, no Rio de Janeiro, em 2025. “Achamos que seria bonito entrarmos no estúdio, concentrados, com o show "quentinho" e fazer um registro do trabalho. No dia anterior ao último show, fomos ao estúdio da Biscoito Fino e gravamos o disco inteiro ao vivo. As 16 canções. Foi uma sessão de gravação das mais lindas que eu já participei”, celebra Mônica. A ideia inicial era homenagear Elizeth por ocasião do seu centenário, em 2020, mas a pandemia adiou os planos e o show só estreou em 2022, no Rio de Janeiro, passando por São Paulo e com nova temporada no Rio, m 2025, quando finalmente foi gravado. Mônica foi para o estúdio acompanhada pelos músicos que estavam com ela desde o nascimento do projeto: Luciana Rabello (cavaquinho), Mauricio Carrilho (violão de 7 cordas), Paulo Aragão (violão, direção musical e arranjos), Aquiles Moraes (trompete e flugelhorn), Magno Julio (percussão), Marcus Thadeu (percussão). Teco Cardoso (flautas) e Nailor Proveta (clarinete) participaram da apresentação em São Paulo e da gravação do álbum. “Na última temporada no Rio, a formação era somente com o Aquiles, mas a gente tinha arranjos lindos do Paulo Aragão para os três sopros, então achamos que era legal ter no disco, e depois na turnê, o time completo. O Teco e o Proveta foram ao Rio e gravamos a cobertura dos instrumentos deles”, explica. Imagem: Mônica Salmaso - Foto: Divulgação A homenagem surgiu de uma visita de Mônica Salmaso à Casa do Choro, no Rio de Janeiro, e do encontro com Luciana Rabello (cavaquinho) e Mauricio Carrilho (violão de 7 cordas), não por acaso músicos que atuaram ao lado de Elizeth, na década de 1980. Garimpeira das canções, Mônica há muito conhecia a obra de Elizeth, mas alcançou a dimensão da ‘Divina’, quando mergulhou no projeto. “Lembro de ter assistido a um programa Chico e Caetano onde ela foi convidada. Ela era de outra geração e sua presença no programa me chamou a atenção. Era uma dama reverenciada com muito respeito. E o olhar dela para todos era simples, concentrado e feliz. Só entendi de verdade o tamanho da Elizeth quando fui fazer a pesquisa de repertório para nossa homenagem. Ali, me dei conta do tamanho da discografia desta cantora”, explica. Mônica elenca outras qualidades de Elizeth que a tocam: “a beleza do canto, a dignidade, o respeito pelo trabalho e pelos colegas e o profissionalismo vocal e de comportamento”. Imagem: Elizeth Cardoso - Foto: Reprodução A partir de um mergulho na extensa discografia, nasceu o repertório com um passeio pelos muitos caminhos musicais percorridos por Elizeth: sambas gravados nas décadas de 50 (‘Seresteiro’, de Raul Moreno, Renato Lima e Zé Keti); sambas-canções de discos antológicos como ‘Canção do amor demais’ e ‘Elizeth interpreta Vinícius’, clássicos que ela visitou (‘Violão Vadio’, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, ‘Sei lá, Mangueira’, de Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho), pérolas esquecidas (‘A mentira acaba’, de Rui de Almeida e Arnô Provenzano) e até mesmo uma rara composição da cantora (‘Se as estrelas falassem’). A escolha do repertório foi tarefa árdua diante da grandiosidade da discografia da Elizeth. “Tem muito material. Canções icônicas, descobertas, lançamentos e aquelas escondidas que a gente ama encontrar, vários estilos de música diferentes. Primeiro, escutei tudo o que há disponível e fiz uma lista grande de possibilidades que me interessaram. Depois, fui decupando e trocando figurinhas com o Paulo Aragão que assina a produção musical”, detalha Mônica, que acrescenta: “não fico preocupada em cantar canções mais ou menos conhecidas. Elas ficam com “peso igual” e quem manda é a sensação de que eu tenho o que dizer cantando as canções escolhidas do repertório dela”. O álbum traz canções não gravadas por Elizeth, mas que dialogam com seu universo: ‘Nossa Senhora do Silêncio’ (Mauricio Carrilho/Paulo César Pinheiro) e ‘De Bem Com o Amor’ (Luciana Rabello/Paulo César Pinheiro). “A Luciana Rabello e o Mauricio Carrilho tocaram com a Elizeth por anos, foram muito próximos dela e são compositores incríveis. Achei bonito colocar no repertório músicas deles, inclusive pensando que Elizeth amaria cantá-las”, pontua Mônica. Imagem: Mônica Salmaso - Foto: Divulgação A cantora abriu ainda uma terceira “janela”: ‘Deixa pra Lá’ (Dino e Meira), do repertório de Izaurinha Garcia, que descobriu em um cd de preciosidades presenteado por Cristina Buarque. Foi uma oportunidade para homenagear também o centenário de Izaurinha Garcia, celebrado em 2023. ‘Carta de Poeta’ (Baden Powell / Paulo César Pinheiro) quase ficou de fora do álbum e traz uma história curiosa, que reafirma o respeito que Mônica e Elizeth têm por seu trabalho e como suas escolhas estão imbuídas de verdade e coerência. “O show tem uma canção muito difícil, ‘Valsa sem nome’. Estava na passagem de som do 2º show do “Terças no Ipanema”, quando comentei que era preciso coragem sempre pra cantá-la. Aí a Luciana e o Maurício disseram que, em shows, a Elizeth evitava cantar essa e ‘Carta de Poeta’. Dizia que “às vezes saia, outras vezes não” (risos). Não conhecia ‘Carta de Poeta’, eles me mostraram e caí de amores. É escandalosamente linda! E a gravação da Elizeth é primorosa. Fiquei “mordida” pela ideia de cantá-la. Aprendi e fizemos na passagem de som da terceira noite. No show não fiz, estava tomando coragem. Quando tínhamos terminado a gravação das músicas escolhidas para o cd no estúdio, no calor e na felicidade daquela sessão de gravação mágica, pedi pra gente gravar ‘Carta de Poeta’. E assim foi. Ela entrou no último show do “Terças no Ipanema” e veio pra ficar. Agora eu que lute, porque vale a pena!”. Mônica e Elizeth. Estava escrito. A Divina "Divina", "Enluarada", "A Magnífica" - os epítetos colecionados por Elizeth Cardoso ao longo de mais de cinco décadas de carreira dão mostras de sua versatilidade e de sua importância na cena musical popular brasileira no século XX. Elizeth começou no rádio, nos anos 40, atuou intensamente na cena fonográfica dos anos 60 e 70, participou de importantes espetáculos musicais, cantou até o fim da vida, em 1990. Brilhou no choro, no samba, no samba-canção, na música romântica, teve papel importante nos primórdios da bossa nova. Fixou clássicos da nossa música, lançou diversos jovens compositores, atuou com a mesma desenvoltura ao lado de conjuntos regionais, de trios de jazz e de grandes orquestras. Senhora das Canções. Alex Varela
- Irmão Café: Wilson Moreira 90 anos celebra legado do mestre do samba em turnê pelo Sesc RJ
O projeto Irmão Café: Wilson Moreira 90 anos realiza, em 2026, uma circulação com quatro apresentações em unidades do Sesc no estado do Rio de Janeiro, celebrando o legado de um dos mais sensíveis compositores da música brasileira. Protagonizado pela cantora Mariana Baltar, com direção musical de Josimar Carneiro e orientação artística de Paulão 7 Cordas, o espetáculo homenageia o saudoso Wilson Moreira, que completaria 90 anos em 12 de dezembro de 2026. A turnê é resultado do edital Sesc Pulsar, iniciativa do Sesc Rio. Foto: Clóvis Scarpino © Acervo Pessoal Acompanhada por banda de formação regional (violão 7 cordas, cavaquinho, sanfona e duas percussões) e com participação especial do Jongo da Serrinha, Mariana Baltar constrói um espetáculo que atravessa diferentes camadas da obra de Wilson Moreira. Para além dos sucessos consagrados, o repertório revela um compositor profundo, ligado às matrizes africanas e rurais, trazendo à cena jongos, calangos e outros batuques menos difundidos, mas fundamentais para compreender sua trajetória. Foto: Thomas Valentin (2025) "Wilson Moreira compôs muitos sucessos, mas entendo que não recebeu o devido reconhecimento em vida. É preciso cantá-lo e reverenciá-lo", afirma Mariana Baltar. "Quando ele se foi, chorei como quem perde um farol. Me empenharei para trazer ao palco a beleza das suas músicas através da emoção que me toma ao lembrar da sua presença." Natural de Realengo, Wilson Moreira teve sua obra registrada por intérpretes como Elizete Cardoso, Clara Nunes, Zeca Pagodinho e Dorina, além da própria Mariana, que em 2010 gravou "Jongo do Irmão Café" (Wilson Moreira / Nei Lopes), canção que também inspira o projeto. Ao mesmo tempo, sua produção revela um universo mais amplo, que atravessa o jongo, o caxambu e outras expressões da cultura negra brasileira; dimensão que o espetáculo traz ao centro da cena. A presença do Jongo da Serrinha, representado por Lazir Sinval, Deli Monteiro e Cida Santana, reforça esse elo com a ancestralidade. "O jongo carrega a força da roda, da comunidade e da espiritualidade — elementos que sempre atravessaram a trajetória de Wilson. É uma forma de honrar não só o artista, mas o território simbólico e afetivo que o formou", destaca a cantora. Foto: Monica Ramalho | Figurino: Vania MS. Vee (2026) O repertório nasceu de um gesto íntimo: uma lista de músicas escrita em um guardanapo por Paulão 7 Cordas, durante uma conversa sobre a criação do projeto. A partir dessa memória, Irmão Café se constrói como um tributo que une afeto, pesquisa e recriação. "O público vai encontrar uma história coletiva — de resistência, dignidade e sobrevivência, mas também de alegria e celebração da vida", afirma Mariana. A circulação por unidades do Sesc Rio amplia o acesso ao repertório e fortalece a difusão da cultura popular brasileira em diferentes territórios. "É também um movimento de descentralização, que possibilita que essa memória seja celebrada, reconhecida e continuada", completa. A diversidade é um eixo estruturante do espetáculo. Com interpretação em Libras, presença significativa de mulheres no elenco e equipe e a participação do diretor de produção Maury Cattermol, profissional LGBTQIAPN+ com grande trajetória reconhecida em prêmios, o projeto se constrói a partir de uma perspectiva inclusiva e coletiva. "A diversidade presente em Irmão Café foi, ao mesmo tempo, uma escolha consciente e um caminho que se revelou naturalmente ao longo do processo. A presença de mulheres no elenco e na equipe técnica, a interpretação em Libras, a participação do Maury e a força de músicos e diretores com mais de 60 anos de estrada não surgiram como 'cotas' ou 'marcas de inclusão', e sim como expressões vivas do próprio espírito do espetáculo. Era impossível falar de ancestralidade, de resistência e de comunidade sem que essas vozes estivessem ali, ocupando o palco e construindo a narrativa", conclui. Foto: Monica Ramalho | Figurino: Vania MS. Vee (2026) Serviço: Irmão Café: Wilson Moreira 90 anos caminha aos palcos, assim, como um gesto de continuidade em encontro entre memória, território e criação, que mantém viva a obra de um dos grandes nomes do samba brasileiro. Foto: Monica Ramalho | Figurino: Vania MS. Vee (2026) Turnê – Irmão Café: Wilson Moreira 90 anos 17 de julho de 2026 (sexta-feira) Teatro Sesc Rosinha de Valença, Av. Profa. Silvina Borges Graciosa, 44 – Belo Horizonte, Valença (RJ) 7 de agosto de 2026 (sexta-feira) Sesc MadureiraR. Ewbank da Câmara, 90 – Madureira, Rio de Janeiro (RJ) 14 de agosto de 2026 (sexta-feira) Sesc São GonçaloAv. Pres. Kennedy, 755 – Estrela do Norte, São Gonçalo (RJ) 20 de novembro de 2026 (sexta-feira – feriado da Consciência Negra) Centro Cultural Sesc QuitandinhaAv. Joaquim Rolla, 2 – Quitandinha, Petrópolis (RJ) Sobre Mariana Baltar Mariana Baltar é cantora popular brasileira com carreira iniciada em 2001, no projeto Gafieira Dance Brasil, idealizado por Paulo Moura e Cliff Korman, em Nova Iorque. Atuou por anos no circuito da Lapa e lançou álbuns que transitam entre repertório autoral e releituras da MPB. Destaca-se pelo compromisso com a pesquisa, valorização e difusão da cultura. Atualmente, além de cantora, é preparadora vocal e fonoaudióloga. Sobre o Jongo da Serrinha Fundado há cerca de 40 anos na divisa entre Vaz Lobo e Madureira, o Jongo da Serrinha é uma das principais referências na preservação do jongo no Brasil, atuando na transmissão de saberes e na valorização da cultura afro-brasileira. Ficha técnica Cantora e direção artística: Mariana Baltar Participação especial: Jongo da Serrinha (Lazir Sinval, Deli Monteiro e Cida Santana) Músicos: Josimar Carneiro (violão 7 cordas), Jayme Vignoli (cavaquinho), Kiko Horta (sanfona), Marcus Thadeu e Paulino Dias (percussão) Direção musical: Josimar Carneiro Direção de produção, executiva e comunicação: Maury Cattermol (Ritmiza Produções) Orientação artística: Paulão 7 Cordas Consultoria: Jefferson Almeida Gestão: Mistura e Manda Produções Assistente de produção: Chris Mendonça (Odoyá Produção e Arte) Técnicos de som: Dudu Lauriano e André Lima Fotografia/Videomaker da turnê: Michelle Beff e Victor Hugo Medeiros Intérpretes de Libras: Carla Regina e Sulamita Andrade Catering: Stéphanny Blanco Motorista: Reinaldo Borges Imprensa: Fernanda Lacombe Realização: Sesc Rio (@sescrio) Instagram: https://www.instagram.com/sescrio Instagram: https://www.instagram.com/marianabaltar Instagram: https://www.instagram.com/ritmizaproducoes Fernanda Lacombe
- Brasil: Casa dos Açores de Minas Gerais apresentará novas iniciativas de cooperação luso-brasileira em fórum internacional
Claudio Motta, presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais. Foto: Agência Incomparáveis A Casa dos Açores de Minas Gerais, presidida por Claudio Motta, vai participar, no próximo 29 de julho, no “Fórum Internacional Minas Mundi”, integrado na “Wine Expo BH 2026”, em Belo Horizonte, onde apresentará a palestra "Açores e Minas Gerais: Pontes de Inovação e Negócios", uma iniciativa que servirá para “divulgar novos projetos destinados a reforçar as relações institucionais, económicas, culturais e turísticas entre Minas Gerais e os Açores”. Segundo apurámos, durante a sessão, a instituição pretende apresentar uma “visão renovada da ligação histórica entre os dois territórios, defendendo que a herança açoriana pode assumir um papel ativo na promoção do desenvolvimento económico, da inovação, do empreendedorismo, do turismo e da cooperação internacional”. Um dos principais destaques será o lançamento da “Rota Açoriana de Minas Gerais”, projeto que pretende identificar e integrar municípios, patrimónios históricos, instituições culturais, empreendimentos turísticos e iniciativas económicas que testemunham a presença açoriana no Estado brasileiro. A iniciativa objetiva “criar um percurso de valorização da memória comum, promovendo simultaneamente o turismo cultural e novas oportunidades de desenvolvimento local”. Será também apresentada a “Casa Jovem”, programa dirigido às novas gerações, concebido para “aproximar jovens descendentes de açorianos e outros interessados na cultura atlântica através de ações de formação, intercâmbio, empreendedorismo, liderança e cooperação internacional”. Segundo a Casa dos Açores de Minas Gerais, estas iniciativas “refletem uma nova abordagem ao papel das entidades culturais, procurando conciliar a preservação da identidade histórica com a criação de redes de colaboração entre instituições, empresas, universidades e entidades públicas de ambos os lados do Atlântico”. A participação no “Fórum Internacional Minas Mundi” visa ainda “incentivar o diálogo, a troca de experiências e a construção de novas parcerias capazes de gerar benefícios para ambos os lados do Atlântico”, demonstrando também como uma herança histórica comum pode “transformar-se num instrumento de inovação, desenvolvimento e aproximação entre os dois territórios”. Ígor Lopes
- Muito além do futebol: Roger Silva interrompe coletiva para acolher jornalista deficiente visual
Em sua apresentação no Atlético-GO, treinador se emocionou ao ver repórter, relembrou história da filha Giulia e deixou recado potente sobre inclusão O técnico Roger Silva durante sua primeira entrevista coletiva pelo Atlético Goianiense. (Foto: divulgação) A apresentação de Roger Silva como novo comandante do Atlético Goianiense trazia consigo a pressão natural dos resultados e as expectativas para a Série B. No entanto, o que marcou o início de sua trajetória no clube não foi a tática, mas um gesto de profunda humanidade e empatia. Pedro Paulo Lemes, repórter do Globo Esporte Goiás, que inspira o jornalismo esportivo. (Foto: Reprodução/Instagram) O momento que emocionou a sala de imprensa aconteceu quando o treinador identificou o jornalista Pedro Paulo Lemes, conhecido como Pepê, que é deficiente visual. Ao perceber a presença do repórter do Globo Esporte Goiás, o técnico fez questão de interromper a coletiva para falar diretamente com ele. "Saiba que você vai ter sempre o meu respeito. Sinta-se incluído", declarou Roger, que ainda colocou o ambiente à disposição para uma entrevista exclusiva. "Esse ambiente é para todos e por todos." A trajetória de Pedro Paulo Lemes inspira o meio esportivo. Ele iniciou no Globo Esporte como estagiário e hoje é destaque na produção de reportagens. A sua competência já havia chamado a atenção nacional quando, ainda na faculdade, narrou partidas de futebol por uma rádio universitária. A sensibilidade demonstrada por Roger tem raízes em sua vida pessoal. Ele é pai de Giulia, que também convive com a deficiência visual, o que o faz compreender de perto as barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência na busca por autonomia e espaço no mercado de trabalho. Roger Silva e sua filha Giulia - Foto: Arquivo pessoal A atitude de Roger Silva ressoa como um importante manifesto em um ambiente frequentemente cobrado por sua rigidez. Foi uma demonstração de que o esporte se torna maior quando abre suas portas para a diversidade e o respeito. Link fonte :https://www.instagram.com/p/Dakzb57oS-3/ (Globo Esporte Goiás on Instagram) Laura Borges
- Bolinha: o comunicador que abriu portas para gerações de artistas e marcou a televisão brasileira
Edson Cabariti transformou simplicidade, irreverência e talento em um dos programas de auditório mais populares da história da TV 'Bolinha' Imagem: Reprodução Existem personalidades da televisão que atravessam gerações. Mesmo quem não viveu o auge de suas carreiras conhece seus nomes e reconhece a importância que tiveram para a história da comunicação no Brasil. Com Bolinha foi exatamente assim. Nasci em 1993. Quando Bolinha se despediu da televisão, eu ainda era uma criança e, por isso, não tive a oportunidade de acompanhar seu trabalho. Mesmo assim, seu nome sempre foi citado como referência entre os grandes apresentadores do país. Ao assistir recentemente a uma emocionante homenagem conduzida pela cantora e apresentadora Viviane Vidmar, em seu canal no YouTube, com a participação da filha do Bolinha, Vitória Cury, e de diversos artistas que passaram pelo Clube do Bolinha, compreendi por que seu legado continua tão vivo na memória da televisão brasileira. Entre histórias de bastidores, lembranças emocionantes e depoimentos de gratidão, ficou evidente que Bolinha fez muito mais do que comandar um programa de auditório. Ele acolhia talentos, incentivava carreiras e fazia questão de abrir espaço para quem ainda buscava uma oportunidade de mostrar seu trabalho ao Brasil. Foi essa emoção que me inspirou a revisitar a trajetória de Edson Cabariti "o eterno Bolinha" e recordar a história de um homem que transformou simplicidade, espontaneidade e carisma em uma das carreiras mais marcantes da televisão brasileira. Abertura "Clube do Bolinha" Imagens: TV Bandeirantes Antes da fama, Edson Cabariti conheceu de perto as dificuldades da vida. Filho de imigrantes de origem síria e turca, cresceu trabalhando em diversas profissões. Foi engraxate, mascate, feirante, balconista, cobrador de ônibus e vendedor ambulante. Essa vivência moldou seu jeito espontâneo de conversar com o público e fez com que jamais perdesse a simplicidade, mesmo depois de se tornar um dos maiores apresentadores do país. Foi justamente essa facilidade para lidar com as pessoas que abriu as portas do rádio e, posteriormente, da televisão. Imagem: Acervo Tv.Brasileira O acaso que mudou sua carreira Sua entrada definitiva na história da televisão aconteceu quase por acaso. Em 1967, na TV Excelsior, o apresentador foi chamado às pressas para substituir Chacrinha, que havia deixado a emissora após um desentendimento. O desempenho surpreendeu tanto a direção quanto o público. O comunicador improvisava, brincava e dominava o palco de maneira natural. Ali nascia definitivamente o personagem Bolinha. O Clube do Bolinha virou fenômeno nacional Em 1974, já na Band, estreava o programa que o eternizaria. Durante aproximadamente vinte anos, o Clube do Bolinha reuniu música, humor, dança, concursos e participação popular, tornando-se um dos programas de maior audiência das tardes de sábado. As famosas Boletes, suas camisas estampadas, o jeito irreverente de comandar o palco e o incentivo constante aos artistas iniciantes transformaram a atração em uma verdadeira vitrine da música brasileira. Muito antes dos realities musicais, Bolinha já descobria talentos. Diversos artistas passaram pelo palco do programa antes da fama nacional, entre eles: Leandro & Leonardo; Chitãozinho & Xororó; Alan & Aladim; Margareth Menezes; Sidney Magal; Wando; Amado Batista; Fafá de Belém; Agnaldo Timóteo; Jair Rodrigues; Moacyr Franco. Muitos retornariam anos depois apenas para agradecer ao apresentador pelo espaço que receberam quando ainda Muito além do entretenimento. Embora fosse lembrado pelo humor e pela alegria, Bolinha teve um papel importante na democratização da televisão. Seu palco recebia artistas populares, sertanejos, sambistas, humoristas, transformistas, bailarinos e pessoas anônimas, oferecendo espaço para manifestações culturais que nem sempre encontravam visibilidade em outras emissoras. O programa refletia um Brasil diverso, espontâneo e popular, aproximando o público da televisão de uma maneira que poucos comunicadores conseguiram repetir. A doença e a despedida Em meados da década de 1990, Bolinha passou a enfrentar um câncer no aparelho digestivo. Mesmo lutando contra a doença durante cerca de três anos, seu estado de saúde piorou rapidamente nos últimos meses de vida. Na madrugada de 1º de julho de 1998, o apresentador morreu em São Paulo, apenas quinze dias antes de completar 62 anos. Sua morte repercutiu em praticamente todos os telejornais e programas de entretenimento do país. Artistas, cantores e colegas de televisão prestaram homenagens emocionadas àquele que havia aberto portas para tantas carreiras. O sentimento predominante era de que a televisão brasileira perdia um de seus comunicadores mais autênticos. Imagem: Vitória Cury em entrevista ao programa 'Domingo Show' Divulgação Tv Record Vitória Cury: a guardiã da memória do pai Depois da morte de Bolinha, sua filha, Vitória Cury, assumiu a missão de preservar a história construída pelo pai. Ela passou a reunir fotografias, figurinos, documentos, gravações e objetos pessoais com o objetivo de criar o Instituto Edson Bolinha Cabariti, dedicado à preservação da memória do apresentador. Em diversas entrevistas, Vitória revelou que considera essa uma missão de vida. Também compartilhou lembranças dos últimos momentos ao lado do pai, demonstrando o forte vínculo familiar e o desejo de manter vivo seu legado para as novas gerações. Um estilo que inspirou gerações É impossível contar a história dos programas de auditório sem mencionar Bolinha. Seu jeito de conversar diretamente com o público, valorizar artistas iniciantes e conduzir atrações ao vivo influenciou diversos apresentadores que vieram depois. Embora cada um tenha desenvolvido seu próprio estilo, comunicadores como Fausto Silva, Gugu Liberato, Ratinho e Raul Gil ajudaram a consolidar um formato de entretenimento popular do qual Bolinha foi um dos principais pioneiros. Sua influência pode ser percebida na valorização da música ao vivo, dos quadros com participação popular e na figura do apresentador como alguém próximo do telespectador. Acervo: História da Tv Brasileira Um legado que permanece Vinte e oito anos após sua partida, Bolinha continua sendo lembrado como um símbolo de uma época em que a televisão reunia famílias inteiras diante da tela. Mais do que um animador de auditório, foi um comunicador que acreditava no talento das pessoas, incentivava novos artistas e fazia da simplicidade sua maior marca. Em tempos de formatos cada vez mais tecnológicos, sua trajetória permanece como um exemplo de que o carisma, a autenticidade e o respeito ao público continuam sendo ingredientes insubstituíveis para quem deseja permanecer na memória coletiva. Porque alguns apresentadores fizeram sucesso. Bolinha fez história. Igor Alcantara
- Amar também é cuidar: como uma relação LGBTQIA+ transformou a saúde mental em um projeto de vida
Por muito tempo, homens foram ensinados que amar significava proteger, prover e permanecer em silêncio. Demonstrar afeto, pedir ajuda ou apoiar emocionalmente quem se ama raramente fez parte da educação masculina. Adilson Henrique e José Gabriel Por muito tempo, homens foram ensinados que amar significava proteger, prover e permanecer em silêncio. Demonstrar afeto, pedir ajuda ou apoiar emocionalmente quem se ama raramente fez parte da educação masculina. Para homens LGBTQIA+, esses desafios costumam ser ainda maiores, marcados por preconceitos, invisibilidade e pela necessidade constante de legitimar suas relações diante da sociedade. Mas novas histórias estão ajudando a transformar essa realidade. Entre elas está a do psicanalista brasileiro José Gabriel Almeida, que encontrou no amor um espaço de fortalecimento pessoal e profissional. Mais do que um relacionamento, sua história ao lado do companheiro Adilson revela como o afeto pode ser um instrumento de cuidado, crescimento e incentivo mútuo. Enquanto José Gabriel dedica sua carreira à escuta clínica de homens e da população LGBTQIA+, Adilson tornou-se seu maior incentivador. Longe dos estereótipos que ainda cercam as relações entre homens, ele participa ativamente da construção do projeto profissional do companheiro, colaborando na comunicação, nas estratégias de divulgação e na presença digital do perfil @jgalmeida.psi. Familia Almeida Essa parceria ultrapassou os limites da vida a dois. Ao perceber a importância da comunicação para aproximar a saúde mental das pessoas, Adilson também passou a incentivar e apoiar o trabalho da psicanalista Kátia Luzia Almeida, mãe de José Gabriel. Hoje, ele contribui com o desenvolvimento das redes sociais da profissional, fortalecendo a divulgação do perfil @kluziaalmeida.psi e ajudando a ampliar o alcance de um trabalho voltado ao acolhimento e à escuta. Como forma de compartilhar essa experiência, Adilson criou o perfil @adil_son93, onde mostra, de maneira espontânea, os bastidores da vida ao lado de um psicanalista. Mais do que retratar a rotina do casal, o espaço propõe uma reflexão sobre parceria, cuidado e apoio emocional, demonstrando que o amor também pode ser construído por meio da presença, da colaboração e do incentivo aos sonhos do outro. Para José Gabriel, essa experiência reforça uma das ideias centrais da psicanálise: ninguém constrói sua história sozinho. "As relações que estabelecemos ao longo da vida têm um papel profundo na maneira como nos percebemos e enfrentamos os desafios. Quando existe apoio, respeito e espaço para crescer, o amor também se torna uma forma de cuidado." Essa compreensão atravessa seu trabalho clínico. Em um momento em que cresce o debate internacional sobre saúde mental, masculinidades e diversidade, José Gabriel oferece um espaço onde a vulnerabilidade não seja confundida com fraqueza, mas reconhecida como parte da experiência humana. A história desse casal também convida a ampliar o olhar sobre o significado das relações afetivas. Em uma sociedade que, por muito tempo, restringiu o papel dos homens à ideia de força e independência, histórias como essa mostram que apoiar, incentivar e caminhar ao lado de quem se ama também são expressões de coragem. Talvez seja justamente essa uma das maiores contribuições das novas masculinidades: compreender que o amor não diminui ninguém. Ao contrário, cria as condições para que as pessoas floresçam. Quando um companheiro acredita no sonho do outro, quando uma família cresce unida em torno do conhecimento e quando diferentes gerações encontram na saúde mental um propósito comum, a psicanálise deixa de ser apenas uma profissão. Ela passa a ser uma forma de construir vínculos mais saudáveis, relações mais conscientes e uma sociedade onde cuidar também seja reconhecido como um gesto de amor. José Gabriel Almeida – @jgalmeida.psi Adilson – @adil_son93 Kátia Luzia Almeida – @kluziaalmeida.psi Adilson Henrique, José Gabriel Almeida
- "A Metamorfose", a partir da obra de Franz Kafka, faz temporada de estreia no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.
Escrito e dirigido por Jopa Moraes, o espetáculo é a nova criação do coletivo Anêmona Teatro, e materializa em cena o inseto gigante imaginado pelo escritor de Praga. 'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica Kafka consegue como ninguém descrever o que perturba a existência moderna porque incute às metáforas um peso concreto — não estabelecendo comparações de "como" ou "tal qual", mas deformando a realidade que se apresenta, aproximando definitivamente as pessoas das bestas que em suas paranoias mais sombrias elas suspeitam ser. E assim, sem cerimônias, Kafka dá start a seu texto mais célebre, "A Metamorfose", entalhando na mente do leitor a imagem do jovem Gregor Samsa, um vendedor ambulante que acorda um belo dia transformado em um enorme e repulsivo inseto. Essa nova adaptação para os palcos, criação do coletivo Anêmona Teatro, se passa em uma Cidade de Praga de clima tropical atlântico. Logo, é e também não é a história que tanta gente conhece. Escrita e dirigida por Jopa Moraes, abre mão da narração em terceira pessoa e dramatiza os acontecimentos da novela, potencializando as demais personagens e construindo ações físicas que dêem contorno a seus dilemas. Mantendo-se fiel a ordem de acontecimentos da trama, a dramaturgia ressalta o humor desconcertante de Kafka, tantas vezes escondido por trás de sua fachada austera. Essa é a história da família Samsa tentando sobreviver e se manter unida perante uma irremediável metamorfose. Por um lado, há carinho pelo jovem, principalmente por parte da irmã mais nova, mas há, também, uma constante e crescente sensação de mal-estar com sua presença. Para o pai, a mãe e a irmã, a conta parece não fechar. Sem o dinheiro que ele trazia para a mesa, o esforço para manter viva e segura a colossal barata que agora é Gregor vai pouco a pouco deixando de fazer sentido. Em tempos em que se debate no Brasil as consequências da escala 6x1, a história desse clássico parece falar diretamente com a gente. 'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica Afinal, quando Gregor Samsa acorda de sonhos intranquilos e percebe sua transformação, o primeiro pensamento que cruza sua mente é que precisa ir trabalhar, mesmo que ainda nem saiba comandar corretamente suas patinhas. Com sua prosa seca e impiedosa, o escritor de Praga é taxativo — para o jovem caixeiro-viajante não existe e nem existirá vida além do trabalho. No jogo proposto por Jopa, o palco é terreno de materialização das imagens perturbadoras criadas por Kafka. Através de um figurino que mistura indumentária e manipulação de bonecos, concebido pela figurinista Dimi Rumbelsperger e construído pelo aderecista Alex Grilli, o monstruoso inseto aparece de forma concreto aos olhos do público. Vivido por Vitor Schei, explorando a gama do arsenal físico do ator, somos expostos à rotina perturbadora de Gregor, descobrindo como habitar sua nova carapaça. Assim, o choque recebido pela família (Larissa de Paula, Nayane Ficher e Rafael Nasária) aparece sem enfeite nenhum, fugindo dos simbolismos que aproximam a história de um melodrama. O verdadeiro julgamento se dá na cabeça de cada um, que, presenciando as escolhas impossíveis que as personagens são obrigadas a tomar, talvez possa se perguntar, como sugere Clarice Lispector: "eu sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?" Sinopse A família de Gregor o vê como uma praga dentro de sua própria casa. O curioso é que Gregor Samsa, antes de se transformar em um enorme e repulsivo inseto, quase não parava em casa. Era um vendedor ambulante e passava o tempo todo em trânsito, dormindo em trens sacolejantes e hotéis vagabundos. O jovem também era — e definitivamente não é mais — o arrimo de seu núcleo familiar. Essa é a história da família Samsa tentando sobreviver e se manter unida perante uma irremediável metamorfose. Até onde alguém se transforma e permanece sendo quem é? Por quanto tempo se pode amar alguém que não te dá nada em troca? 'A METAMORFOSE' - Foto: Rafael Mollica A Metamorfose a partir da obra de Franz Kafka Direção e Dramaturgia: Jopa Moraes Elenco: Vitor Schei, Larissa de Paula, Nayane Ficher e Rafael Nasária Figurinos: Dimi Rumbelsperger Iluminação e Cenografia: Jopa Moraes Direção Musical: Gustavo Gomes Projeto Gráfico e Edição de Vídeos: Rafael Nasária Dramaturgismo: Mateus Sabato Fotos e Captação de Vídeo: Rafael Mollica Bióloga no Set: Luiza Mout Indumentária Inseto: Alex Grilli Máscaras Pesadelo: Chris Igreja Preparação Corporal: Vitor Schei e Jopa Moraes Assistência de Cenografia: Nayane Ficher Catering Ensaios: Larissa de Paula e Dimi Rumbelsperger Assessoria de Imprensa: Malu Selonk Produção: Anêmona Teatro Serviço: “A Metamorfose” a partir da obra de Franz Kafka Direção e dramaturgia: Jopa Moraes com Anêmona Teatro Temporada: 16 de julho a 02 de agosto de 2026 Dias e horários: Quinta a domingo, às 19h Valor do ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia-entrada) à venda na bilheteria do CCBB e no site bb.com.br/cultura. Duração: 80 minutos Classificação: 14 anos Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro III Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ Sobre o CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São mais de 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão, ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar. Centro Cultural Banco do Brasil Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ Siga o CCBB nas redes sociais: facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | tiktok.com/@ccbbcultura Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças) ATENÇÃO: domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal no 6.278/2017). ASSESSORIA DE IMPRENSA CCBB RJ Flávia Pinheiro | (21) 3808-0150 (21) 99972-6933 | maria.flavia@bb.com.br Assessoria de Imprensa de A Metamorfose Malu Selonk | (21) 98004-6789 | maluselonk@gmail.com Alex Varela
- EUA: Projeto “Taste & Feel Portugal 2.0” promove produtos portugueses em Nova Orleães
Iniciativa promoveu encontros de negócios, experiências gastronómicas e ações de divulgação para ampliar a presença de produtos portugueses no mercado internacional. Foto: divulgação/InovCluster O projeto “Taste & Feel Portugal 2.0”, promovido pela InovCluster e pelo Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), participou, em junho, na New Orleans Wine & Food Experience (NOWFE), em Nova Orleães, Estados Unidos, onde promoveu os produtos agroalimentares das regiões Centro e Alentejo junto de profissionais do setor, compradores e consumidores, reforçando a estratégia de internacionalização da oferta portuguesa. Ao longo do certame, os visitantes tiveram oportunidade de conhecer uma ampla seleção de produtos portugueses através de provas, experiências gastronómicas e encontros de caráter profissional, com especial destaque para vinhos, azeites, queijos e enchidos. Um dos momentos centrais da participação portuguesa foi o showcooking protagonizado pela chef norte-americana Dee LaVigne, que apresentou receitas desenvolvidas pela chef portuguesa Michele Marques, numa colaboração estabelecida no âmbito do projeto e que procurou demonstrar a versatilidade dos produtos portugueses e a sua capacidade de integração em diferentes referências gastronómicas, aproximando-os do mercado e do consumidor norte-americano. A presença no The Grand Tasting, um dos eventos mais emblemáticos da NOWFE, permitiu também aumentar a notoriedade da gastronomia portuguesa e criar oportunidades de negócio, através do contacto direto com distribuidores, importadores e outros profissionais da área alimentar. Além da vertente comercial, a missão distinguiu-se pelo seu compromisso social. O “Taste & Feel Portugal 2.0” integrou a edição deste ano da NOWFE na qualidade de patrocinador oficial, associando-se a um festival que, ao longo de mais de três décadas, já angariou mais de 1,5 milhões de dólares para organizações sem fins lucrativos dedicadas ao apoio alimentar, à formação culinária e ao desenvolvimento da comunidade local de Nova Orleães. Segundo os promotores, esta participação permitiu consolidar a imagem dos produtos portugueses num mercado considerado estratégico, reforçando a competitividade internacional das empresas participantes e contribuindo para aumentar o reconhecimento da qualidade e autenticidade da produção agroalimentar nacional. Cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do COMPETE 2030 - Programa Temático Inovação e Transição Digital, o “Taste & Feel Portugal 2.0” tem como principal objetivo promover e valorizar os produtos agroalimentares das regiões Centro e Alentejo nos mercados internacionais. Ígor Lopes
- Maurício Einhorn celebra 94 anos com o show “Mestre da Harmônica” no Dolores Club, na Lapa
Um encontro raro entre história, virtuosismo e música brasileira em estado puro com a participação especial do saxofonista francês Idriss Boudrioua e um time de músicos de pesoImagem Maurício Einhorn - Foto: Nando Chagas Aos 94 anos, Maurício Einhorn sobe ao palco do Dolores Club, na Lapa, para uma apresentação histórica que celebra mais de oito décadas dedicadas à música. Considerado um dos três maiores gaitistas do mundo e um dos arquitetos do samba jazz e da moderna música instrumental brasileira, ele apresenta o show “Maurício Einhorn 94 Anos - Mestre da Harmônica” no dia 16 de julho, quinta-feira, às 20h30. Autor de clássicos eternizados como “Batida Diferente”, “Estamos Aí” e “Tristeza de Nós Dois”, o músico carioca construiu uma trajetória monumental ao lado de nomes como Tom Jobim, Sergio Mendes, João Donato, Paulo Moura, Eumir Deodato, Baden Powell, Luiz Bonfá, Stan Getz e tantos outros gigantes da música brasileira e internacional. Mais do que um instrumentista virtuoso, Einhorn revolucionou a linguagem da harmônica no Brasil, criando uma assinatura sonora marcada pela sofisticação melódica, improvisação refinada e impressionante liberdade criativa. Sua música atravessa gerações com elegância, balanço e emoção. No espetáculo, o público será conduzido por uma viagem entre a Bossa Nova, o Samba Jazz, o Choro e os grandes standards do jazz norte-americano. Cada apresentação de Einhorn é única: um exercício vivo de invenção musical, espontaneidade e sensibilidade artística de um mestre absoluto em plena atividade. Arte do show Acompanhado por um time de grandes músicos, com Marcos Nimrichter (piano), Bruno Aguilar (baixo) e Xande Figueiredo (bateria), o concerto contará ainda com participação especial do saxofonista francês Idriss Boudrioua, ampliando ainda mais a potência e a sofisticação desse encontro histórico. A produção artística é da renomada Luciana Moisakis. No repertório, composições autorais e clássicos que marcaram a música brasileira e mundial, como “Burlesque”, “Bonita”, “Blues Cheio de Truques”, “Marburg”, “Take The ‘A’ Train”, “Travessuras”, além do emblemático medley de “Batida Diferente” e “Estamos Aí”, entre outras preciosidades. - Completo 94 anos, dos quais 89 de harmônica - gaita, como chamamos no Brasil - e mais de 70 em atividade profissional. É muito tempo! E celebro tudo isso no palco. Eu tenho que agradecer à benção divina de me trazer até aqui com lucidez. E, é lógico, aos maravilhosos músicos que me acompanham nas apresentações e me honram com seus talentos – comemora Einhorn. Serviço: Local: Dolores Club - Rua do Lavradio, 10, Lapa, Rio de Janeiro – RJ Dia e horário: 16 de julho, quinta-feira, às 20h30 (abertura da casa às 19h) Ingresso: de R$ 30 a R$ 60, vendas no site https://bileto.sympla.com.br/event/121495/d/389271/s/2573336 Local com acessibilidade Classificação indicativa: 18 anos Produção Artística: Luciana Moisakis Assessoria de Imprensa: Carlos Pinho Rede social: https://www.instagram.com/mauricioeinhornoficial/ https://www.instagram.com/doloresclub/ Carlos Pinho









