Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
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- Itália: Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha com grande participação da literatura lusófona
Imagem: Rayanna Pereira (esq.), coordenadora de Relações Internacionais da Câmara Brasileira do Livro (CBL); Diego Drumond, vice-presidente da CBL; Sevani Matos, presidente da CBL; Floriando Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil; Fernanda Garcia, Diretora Executiva da CBL; Ana Cláudia Paiva, Analista de Relações Internacionais da CBL. Foto: divulgação/CBL/IMEPH A literatura portuguesa está presente na Itália na 63ª edição da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha (BCBF). O evento, que decorre de 13 a 16 de abril, conta com a participação do Brasil através do Brazilian Publishers, projeto de internacionalização de conteúdo editorial brasileiro fruto da parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) brasileiro. Segundo os organizadores, esta iniciativa reafirma a posição do país como “potência criativa” no mercado editorial para crianças e jovens, aposta no “matchmaking e no tradicional networking brasileiro para expandir negócios internacionais na Itália”, apresentando uma delegação composta por 24 editoras, entre elas a IMEPH, liderada por Lucinda Marques, com sede no Ceará. Devido a outra agenda internacional, esta empresária designou a presidente do Instituto Rogaciano Leite, Helena Roraima Cavalcante Leite, para representar a editora no evento, além de apresentar o catálogo e conduzir reuniões estratégicas com editores, agentes literários e parceiros internacionais. “A participação da IMEPH integra uma agenda estruturada de internacionalização, que inclui rodadas de negócios (matchmaking) no stand brasileiro, conectando editoras nacionais a compradores internacionais interessados em novas narrativas e parcerias”, disse Helena Leite, que explicou que a IMEPH tem na Itália, à disposição dos leitores, um “catálogo diverso com identidade nordestina”. “Presente na Feira de Bolonha desde 2016, a IMEPH apresenta, nesta edição, um catálogo com 45 títulos, sendo 15 lançamentos. As obras abrangem literatura infantil e juvenil, incluindo poesia, cordel, prosa e livros silenciosos”, frisou Helena. “Bolonha exige excelência e o Brasil entrega justamente isso. Temos autores e ilustradores de alto nível e premiados e uma literatura diversa que tem capacidade única de diálogo universal. Estar com 24 editoras e uma estrutura focada em gerar conexões reais mostra a maturidade e a força do Brasil”, confirmou a presidente da CBL. Por sua vez, Rayanna Pereira destaca o papel estratégico da feira para o crescimento sustentável das editoras brasileiras no exterior. “Bolonha é a vitrine definitiva para o livro ilustrado e para as narrativas que cruzam fronteiras. A nossa missão é pavimentar o caminho para que a qualidade da nossa produção encontre editores de todos os continentes”, concluiu. Recorde-se que, na edição de 2025, a participação do Brazilian Publishers, que incluiu 24 empresas brasileiras, resultou em números expressivos. Os negócios gerados e previstos alcançaram US$ 13,4 milhões, “um crescimento de aproximadamente 793% em relação a 2024”, quando o volume registado foi de US$ 1,5 milhão”. Ao longo da feira, também foram realizados 622 contactos comerciais, “reforçando o evento como uma importante plataforma para a internacionalização da literatura brasileira e para a ampliação de parcerias no mercado global”. Para Sevani Matos Presidente da CBL, o evento é o momento em que o trabalho de internacionalização atinge o seu ápice. O stand brasileiro está localizado no Hall 29, corredores D-22 e E-21, reunindo as 24 editoras participantes. A feira ocupa quatro grandes pavilhões (25, 26, 29 e 30), além de áreas adicionais na entrada (SC) e no primeiro andar, consolidando-se como uma plataforma internacional de grande escala. A edição de 2026 tem como país convidado de honra a Noruega e reúne participantes de quatro continentes: América, Europa, Ásia e África. Entre os países de língua portuguesa, destacam-se Brasil, Portugal e Moçambique. Também em entrevista à nossa reportagem, Lucinda Marques disse que estar nesse evento de grande porte na Itália, mais uma vez, para mostrar o caminho que a IMEPH tem percorrido, já que a literatura nordestina tem ganhado espaço em diversos destinos, além do Brasil, pois “já passamos por iniciativas, feiras e salões literários em todo o mundo, como França, Colômbia, Portugal, por exemplo, entre muitos outros e a nossa agenda para os próximos meses terá novidades em outros locais”, mencionou Lucinda Marques. Ígor Lopes
- Abertura da temporada 2026 da Série O Globo/Dellarte reúne Franz Liszt Chamber Orchestra e Pablo Barragán no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
A série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais estreia sua temporada 2026 no dia 20 de abril , segunda-feira, às 19h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro . A abertura ficará a cargo da consagrada Franz Liszt Chamber Orchestra , uma das mais destacadas formações de câmara do mundo, com mais de seis décadas de excelência artística. A direção é do violoncelista István Várdai. O concerto inaugural terá a participação do espanhol Pablo Barragán , reconhecido como um dos maiores expoentes de sua geração no clarinete. O programa transita entre o classicismo vienense, o folclore do Leste Europeu e o romantismo do século XIX, com obras de Mozart , Bartók e Schubert. FRANZ LISZT CHAMBER ORCHESTRA A Franz Liszt Chamber Orchestra foi fundada em 1963 por ex-alunos graduados na Academia de Música Liszt Ferenc, em Budapeste. O conjunto reúne alguns dos melhores instrumentistas da Hungria e desempenha um papel de orquestra nacional, ao mesmo tempo em que conquistou grande reconhecimento internacional ao longo das últimas seis décadas. Hoje, a orquestra é considerada uma das mais notáveis representantes da música de câmara no mundo, graças à sua precisão, versatilidade e excepcional capacidade de adaptação. Desde seus primeiros anos, o conjunto realizou turnês por mais de cinquenta países — sob as respectivas lideranças de Frigyes Sándor, János Rolla e, a partir de 2016, Péter Tfirst —, apresentando-se em salas de concerto prestigiosas, como o Carnegie Hall, em Nova York, o Suntory Hall, em Tóquio, a Sydney Opera House, o Teatro Colón, em Buenos Aires, e o Théâtre de la Ville, em Paris. Além disso, o grupo já foi acompanhado por solistas do naipe de Sviatoslav Richter, Mstislav Rostropovich, Isaac Stern, Yehudi Menuhin, Jean-Pierre Rampal e Martha Argerich, entre muitos outros. Em 2011, inaugurou o Ano Liszt e a presidência húngara da União Europeia em um concerto em Madri que contou com a presença do rei Juan Carlos I e de sua esposa, a rainha Sofia. No início de 2020, o aclamado violoncelista István Várdai assumiu a direção artística da orquestra, com a missão de promover o aprimoramento dos músicos, a preservação das tradições e a busca por uma renovação da programação, incorporando rearranjos de obras-primas consagradas e contemporâneas. ISTVÁN VÁRDAI, Diretor Artístico István Várdai cresceu em uma família de músicos na cidade húngara de Pécs. Estudou na Academia de Música Liszt Ferenc, na Academia de Música de Viena e na Academia Kronberg, na Alemanha. Vem colecionando prêmios desde 2007, ano em que obteve o terceiro lugar no 13º Concurso Internacional Tchaikovsky, um dos certames mais disputados do mundo. No ano seguinte, conquistou a primeira colocação no Concurso Internacional de Música de Genebra. Em 2012, recebeu o Prix Montblanc, concedido aos jovens músicos mais promissores do mundo, e em 2014, venceu o Concurso Internacional de Violoncelo da ARD, em Munique. Ele toca um violoncelo Stradivarius conhecido como "Ex-du Pré-Harrell", em referência a seus antigos proprietários, a britânica Jacqueline du Pré e o americano Lynn Harrell. PABLO BARRAGÁN , Clarinete O clarinetista Pablo Barragán estudou no Conservatório de Sevilha, com Antonio Salguero, e na Fundação Barenboim-Said, com Matthias Glander. É vencedor do Prix Crédit Suisse Jeunes Solistes de 2013, entre outros concursos. Na temporada 2025/26, ele atua como solista convidado de diversas orquestras, como na abertura da temporada da Orquestra de Câmara de Colônia, onde tocou o concerto para clarinete de Mozart, o mesmo que apresenta, agora, no Rio de Janeiro. Outros compromissos sinfônicos incluem a Filarmônica de Baden-Baden, a Orquesta Sinfónica de Castilla y León, sob a direção de Vasily Petrenko, a Filarmônica Janáček de Ostrava, a Orquestra NFM Leopoldinum da Breslávia e a turnê sul-americana da Franz Liszt Chamber Orchestra. Com esta última orquestra, o clarinetista gravou e lançou, em outubro de 2024, o disco "Szinergia", contendo as "Danças Folclóricas Romenas" de Bartók, também incluídas no programa do recital carioca. Desde 2020, Pablo Barragán é professor na Academia Barenboim-Said, em Sevilha, e ministra masterclasses em instituições como a Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madri. Ele também é artista da fabricante de clarinetes Buffet Crampons e toca um instrumento do modelo RC Prestige. Em sua 31ª temporada, a Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais traz ao Rio de Janeiro o que há de melhor na música de câmara internacional, com recitais de artistas consagrados e artistas em ascensão, que devem surpreender pelo alto nível técnico de suas apresentações. Para os fãs de música clássica, uma opção para garantir presença em todos os espetáculos pagando menos é tornar-se assinante da série. Entre os benefícios, 50% de desconto no valor dos ingressos, garantia do mesmo lugar em toda a temporada e prioridade na compra de outros eventos da Dellarte. A Série Concertos Internacionais é apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, com o apoio da Lei Rouanet. O projeto conta com O Globo como parceiro de mídia, apoio do Windsor Hotéis e apoio institucional da Rádio MEC e Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A produção é da Dell´Arte e a realização do Instituto Dell’Arte e Ministério da Cultura - Governo do Brasil do lado do povo brasileiro SOBRE O CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros, considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento e o convívio social. Neste sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos na área de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. Entre as atrações incentivadas, destacam-se os musicais “Bibi — Uma Vida em Musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70? Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderela”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Conserto para Dois”, além da exposição “Mickey 90 Anos”. PROGRAMA WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756 - 1791) Adágio e fuga em dó menor, K. 546 I. Adagio II. Fuga Concerto para clarinete e orquestra em lá maior, K. 622 I. Allegro II. Adagio III. Rondó: Allegro BÉLA BARTÓK (1881 - 1945) Danças Folclóricas Romenas, Sz. 68 (versão para orquestra de cordas) I. Joc cu bâtǎ (allegro moderato) II. Brâul (allegro) III. Pê-loc (andante) IV. Buciumeana (moderato) V. Poargǎ româneascǎ (allegro) VI. Mǎrunţel (allegro vivace) FRANZ SCHUBERT (1797 - 1828) Quinteto de cordas em dó maior, D. 956 I. Allegro ma non troppo II. Adagio III. Scherzo. Presto — Trio. Andante sostenuto IV. Allegretto SERVIÇO: SÉRIE DELLARTE CONCERTOS INTERNACIONAIS Franz Liszt Chamber Orchestra & Pablo Barragán, clarinete 20 de abril, segunda-feira, 19h Theatro Municipal do Rio de Janeiro Praça Floriano, s/n – Cinelândia - Centro Classificação 10 anos Frisas e Camarotes: R$ 3.600,00 Plateia/Balcão Nobre: R$ 600,00 Balcão Superior: R$ 250,00 Galeria: R$ 120,00 Promocional: R$ R$ 50,00/inteira e R$ 25,00/meia (limitado a 20% de ocupação) Assinaturas à venda com 50% de desconto. Valores temporada: Frisas e Camarotes: 14.400,00 Plateia/Balcão Nobre: R$ 2.400,00 Balcão Superior: R$ 1.000,00 Galeria: R$ 480,00 Vendas em ingresso.dellarte.com.br de 2a. a 6a., das 9h às 16h, no whatsapp (21) 98698-1103 ou no e-mail dellarte@dellarte.com.br Alex Varela
- Açores: Especialistas debateram papel das migrações durante Fórum no Corvo e nas Flores
IV Fórum das Migrações decorreu nas ilhas do Corvo e das Flores. Foto: Agência Incomparáveis “A ideia é descentralizar as atividades do Governo e, de facto, há problemas diferentes em relação às ilhas de maior dimensão e àquelas que se encontram numa situação mais periférica”. Foram estas as palavras do secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do Governo dos Açores, Paulo Estêvão, ao justificar, na sessão de abertura, a escolha das ilhas do Corvo e das Flores para receberem o quarto Fórum das Migrações, que decorreu entre os dias 8 e 10 de abril. Governante participou on-line, desde Lisboa, em virtude de cuidados médicos após ser submetido a uma cirurgia. Ao longo de três dias, os concelhos do Corvo, Lajes das Flores e Santa Cruz das Flores receberam várias personalidades, entidades e autoridades que sublinharam o impacto do evento e a necessidade de reforçar políticas de integração num arquipélago marcado historicamente pela emigração e, hoje, também pela imigração. Estiveram ainda presentes representantes institucionais, especialistas e organizações ligadas às migrações. Na intervenção de abertura da sessão inaugural, Paulo Estevão considerou “muito importante” a realização do Fórum naquele território, agradecendo “a todos aqueles que se deslocaram à Ilha do Corvo para poderem falar sobre estas problemáticas e terem a oportunidade de conversar com tantos imigrantes que nós também temos na Ilha do Corvo”. Este governante concluiu defendendo que a ilha do Corvo “ é um bom exemplo de como é possível ultrapassar muitos dos desafios demográficos que o país está a enfrentar em regiões mais periféricas”. No âmbito do evento, e em declarações à nossa reportagem, o diretor regional das Comunidades do governo açoriano, José Andrade , fez um balanço “muito positivo” da iniciativa. “O balanço final deste quarto Fórum das Migrações dos Açores não podia ser melhor”, começou por destacar este responsável, que salientou a opção de levar o encontro às ilhas mais ocidentais do arquipélago. “Desta vez, quisemos assumir o exemplo máximo da descentralização regional, que foi não apenas trazer o Fórum às duas ilhas do Grupo Ocidental do Arquipélago dos Açores, mas também fazer os três dias, as três sessões, nos três concelhos das duas ilhas”, acrescentou, defendendo ainda a continuidade do projeto, afirmando que o “Fórum das Migrações merece continuar, porventura, prosseguindo esse esforço de descentralização para as demais ilhas dos Açores, porque ele é, tem sido e deve continuar a ser um espaço privilegiado de reflexão e debate em relação à questão das migrações, que tem uma importância crescente no mundo, na Europa, em Portugal, e, como se viu, também nos Açores”. Também à nossa reportagem, o presidente do conselho diretivo da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), Pedro Portugal Gaspar , enquadrou a presença da instituição no evento como parte de uma estratégia nacional. “A nossa presença aqui no Fórum das Migrações na Região Autónoma dos Açores insere-se numa política que a AIMA pretende desenvolver de acompanhamento e mobilização das ações no terreno”, sublinhou este responsável, que destacou que “os Açores têm uma especificidade que não terão outras zonas do continente” na área migratória, e, portanto, “a nossa presença simboliza esse acompanhamento de perto dos desafios”. “qualquer imigrante bem integrado é um imigrante feliz” Pedro Portugal Gaspar acrescentou ainda ser “importante para nós retermos aqui alguns contributos e auxiliar também para o desafio da matéria de integração na articulação com as entidades da sociedade civil”. Já o chefe de missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Portugal, Vasco Malta, explicou o contributo da organização para os trabalhos, procurando falar “sobre a perspetiva da mobilidade humana nas ilhas”. Vasco Malta sublinhou igualmente a importância do trabalho de proximidade para delinear estratégias de migração humana e regulada, afirmando que “é muito importante investir nos municípios, nas comunidades locais, nas associações da sociedade civil, porque são elas que podem ajudar a resolver o problema da integração, obviamente, tendo como pano de fundo uma política pública eficaz, virada para a integração da população imigrante, porque qualquer imigrante bem integrado é um imigrante feliz, é um imigrante que contribui, é um imigrante produtivo e é exatamente isso que se pretende”. Autarcas discutiram futuro dos territórios Ainda na sessão de abertura do Fórum, no Corvo, o presidente da Câmara Municipal local, Marco Silva , enquadrou o debate nas especificidades dos territórios ultraperiféricos, salientando que “a abordagem da temática das migrações” nessas zonas “exige-nos um enquadramento próprio”. O autarca referiu também que “devemos encarar o futuro das migrações como um pilar estrutural na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável”. Por sua vez, a presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, Elisabete Noia, afirmou que “é de extrema importância trazer estes fóruns e estas temáticas à Ilha das Flores, são importantes porque nós estamos a sofrer alguma perda de população, e eu acho que nós temos que atrair os imigrantes, passar a mensagem de que aqui vive-se bem, aqui consegue-se fixar família, aqui consegue-se ter boa qualidade de vida, e eu acho que estes fóruns e estas temáticas devem ser debatidas aqui no nosso concelho”. O presidente da Câmara Municipal das Lajes das Flores, Beto Vasconcelos, defendeu uma abordagem inclusiva às migrações, sublinhando que a integração é essencial para o funcionamento das comunidades locais. “Precisamos de todos aqueles que querem fazer parte das nossas vidas em comunidade”, afirmou, referindo que, no município, os trabalhadores estão integrados no quotidiano. O autarca destacou a importância do Fórum na projeção do território e na valorização das ilhas. “A visibilidade que isto nos dá é fundamental também para quem é de fora”, disse Beto Vasconcelos, que alertou para o desconhecimento sobre a diversidade interna dos Açores e para as dificuldades do dia-a-dia. Entidades valorizaram papel das migrações “Dentro dos Açores existem diferentes realidades” e “quem não vive cá não entende os nossos problemas”, referiu, apontando limitações no acesso a serviços e bens essenciais. Também o professor da Universidade dos Açores, Paulo Fontes, afirmou que a imigração deve ser encarada para além da dimensão laboral, comentando que “não [devemos] ver só os imigrantes como um recurso económico, que vêm pontualmente colmatar certas falhas pontuais da economia”. O académico acabou por acrescentar que os imigrantes devem ser vistos “como alguém que social, culturalmente e economicamente vem a ser uma mais-valia, vem valorizar”. Também presente no evento, a presidente da Associação dos Emigrantes Açorianos (AEA), Andrea Moniz-DeSouza , disse à nossa reportagem que a iniciativa tem relevância concreta para as comunidades, afirmando que “o Fórum é uma causa muito importante a promover as migrações e dar a entender as lutas que os imigrantes e os emigrantes têm passado”. Esta dirigente associativa acrescentou que, “com estes fóruns, vamos aprendendo sobre as experiências e também nos ajuda a levar para frente ações para ajudar a melhorar as vidas das pessoas”. Por seu turno, o presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), Leoter Viegas , classificou o evento como “extremamente importante”, uma vez que “é uma ocasião para vários atores que intervêm nas áreas das migrações, e não só, debaterem as questões relacionadas com as migrações em Portugal e, particularmente, nos Açores”. Leoter revelou ainda ter deixado uma proposta concreta ao executivo regional para criar “u ma estratégia regional para as migrações, com o objetivo fundamental de nós apresentarmos um documento a médio e longo prazo para aquilo que nós efetivamente queremos para as migrações”. Ponto alto do encerramento deste Fórum foi a inauguração do serviço da AIMA no balcão da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) em Santa Cruz com a presença de Pedro Portugal Gaspar, presidente do Conselho Diretivo da AIMA, e de Carlos Miguel Fernandes Mateus, presidente da RIAC nos Açores, bem como da autarca local. Ígor Lopes
- Ponta Delgada recebe primeira missão empresarial promovida pela Casa dos Açores de Minas Gerais
Imagem: Ponta Delgada, Açores. Foto: Agência Incomparáveis A recém-criada Casa dos Açores de Minas Gerais, no Brasil, presidida pelo luso-brasileiro Claudio Motta, vai promover a primeira “Missão Empresarial Minas Gerais – Açores”, entre os dias 20 e 24 de abril, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. Estarão presentes empresários, investidores, instituições e autoridades numa “iniciativa de cooperação económica e empresarial entre Brasil e Portugal”. Ao longo de cinco dias, esta missão empresarial estabelece uma ponte entre Minas Gerais e os Açores, combinando encontros institucionais, promoção económica, valorização territorial e intercâmbio cultural, num modelo que reforça a cooperação entre o Brasil e a Região Autónoma dos Açores. Segundo apurámos, a deslocação aos Açores surge como “desdobramento do primeiro Encontro Empresarial de Andrelândia, município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, situado a cerca de 280 km de Belo Horizonte, capital do Estado. Um evento que teve lugar no passado mês de fevereiro e que “representa um novo passo na estratégia de internacionalização da instituição, que se afirma como ponte ativa entre os dois territórios”. “Mais do que um encontro empresarial, a missão pretende criar um espaço de intercâmbio de experiências, geração de oportunidades de negócio e reforço de parcerias duradouras, aproximando agentes económicos dos dois lados do Atlântico”, disse à nossa reportagem o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais. Ainda de acordo com este responsável, entre os principais destaques desta nova etapa está a “implantação da primeira representação institucional da Casa dos Açores de Minas Gerais em Andrelândia, bem como a estruturação de uma delegação internacional em Lisboa, reforçando a presença da instituição em território português continental”. Nos últimos dias, a nossa reportagem conversou com José Andrade, diretor regional das Comunidades, que se mostrou interessado em auxiliar na ligação entre o Estado mineiro e a dinâmica das comunidades açorianas no arquipélago. Sabemos que um dos objetivos da Casa dos Açores em Minas Gerais, além de promover as tradições, folclore, etnografia, usos e costumes dos Açores no Brasil, é também “alimentar e possibilitar novas interações no campo económico, beneficiando as relações comerciais entre os dois territórios”. Programa formato à medida das interações entre Açores e Brasil O arranque da missão está marcado para o dia 20 de abril, em Ponta Delgada, com reuniões institucionais entre os participantes e os membros do Governo Regional dos Açores. A delegação será recebida pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e pelo Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, num dia centrado no setor agrícola. A agenda inclui ainda um almoço institucional na Associação Agrícola de São Miguel, em Rabo de Peixe, e um encontro com o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, reforçando o diálogo com estruturas representativas do setor primário. No dia seguinte, 21 de abril, a missão prossegue com uma visita técnica à UNILEITE – União das Cooperativas Agrícolas de Laticínios de São Miguel, nos Arrifes, permitindo o contacto direto com o modelo cooperativo açoriano. Ainda durante a manhã, decorre a cerimónia de criação da Delegação de Lisboa da Casa dos Açores de Minas Gerais, formalizada através da assinatura de um termo de cooperação no Azoris Royal Garden Hotel, em Ponta Delgada. A tarde inclui uma prova de produtos regionais promovida pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação e uma sessão de esclarecimento sobre oportunidades de investimento, com a participação de Camilo Moniz, da Ordem dos Economistas, e Emanuel Cordeiro, da Ordem dos Contabilistas. O dia encerra com a apresentação do livro “Somos Açores – Um arquipélago vivo pela ação das Casas dos Açores”, da autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, no Hotel Marina Atlântico. A 22 de abril, a agenda institucional mantém-se com encontros dedicados às políticas públicas e incentivos ao investimento. A delegação reúne-se com o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, e com a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral. Durante a tarde, está previsto um encontro com o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, seguido de uma visita técnica ao Ecoparque de São Miguel, gerido pela MUSAMI, onde serão apresentados processos de gestão e valorização de resíduos. O dia 23 de abril é dedicado à componente territorial e turística, com um percurso pela ilha de São Miguel que inclui passagens por Vila Franca do Campo, Vale das Furnas e Parque Terra Nostra, além de visitas à Queijaria Furnense e à Fábrica de Chá Gorreana, integrando a valorização dos produtos locais e do património natural. Em paralelo, decorre um programa institucional na ilha do Faial, com deslocação à cidade da Horta, onde está previsto um encontro com o presidente da Câmara Municipal, Carlos Ferreira, seguido de almoço institucional. A missão encerra dia 24 de abril com uma visita ao Vale das Sete Cidades, no concelho de Ponta Delgada, e um almoço de encerramento oferecido pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades. A programação termina com um momento cultural, com a apresentação do espetáculo “Quando o Mar Galgou a Terra”, encenado pela atriz brasileira Eleonora Marino Duarte, no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. “Esta iniciativa reforça o nosso compromisso com a promoção do desenvolvimento económico, da cooperação internacional e da valorização das relações históricas entre Brasil e Portugal, através da interação com os Açores, abrindo novas oportunidades para o setor empresarial e consolidando uma ligação que se projeta no futuro”, finalizou Claudio Motta. Ígor Lopes
- Helena de Lima não é apenas memória
Na história da música brasileira, há nomes que não gritam — permanecem. ( 17 de maio de 1926 — 16 de maio de 2022 ) pertence a essa linhagem rara. Sua trajetória atravessa o período mais elegante da canção nacional, quando o rádio era soberano e as boates funcionavam como verdadeiros laboratórios de interpretação. Não era uma artista de excessos. Era de precisão. De escolha. De silêncio bem colocado entre uma frase e outra. Nos anos 1950 e 1960, enquanto muitos buscavam volume, Helena trabalhava profundidade. Sua voz não pedia atenção — conquistava. Havia ali um entendimento fino do repertório, uma leitura emocional que dispensava artifício. Cantava como quem conhece o peso de cada palavra. Frequentou os espaços certos, construiu uma carreira sólida e, sobretudo, manteve uma coerência estética que hoje faz falta. Não se rendeu ao efêmero. Preferiu o caminho mais difícil: o da permanência. Helena de Lima não é apenas memória. É referência silenciosa de um tempo em que talento e elegância caminhavam juntos — sem necessidade de validação instantânea. Jorge Coutinho
- Perfil: Vanessa Goes
Vanessa é bacharel em Direito, recém formada com trajetória voltada ao Direito Público. Possui experiência prática adquirida em órgãos relevantes, como a Corregedoria Geral do Estado, a Procuradoria do COREM, o Tribunal de Justiça (atuando na área de violência doméstica) e o Detran, com foco em demandas administrativas. Ao longo da formação, aprofundou seus conhecimentos em Direito Administrativo, especialmente em licitações, processos administrativos (PAD), servidores públicos e concursos. Também possui curso complementar em Direito Eleitoral, incluindo capacitações pela FGV e pelo TCE. É pós-graduada em Direito Público, consolidando sua atuação técnica na área. Destacou-se como Coordenadora de comunicação da OAB Jovem/RJ, sendo a primeira estagiária a ocupar posição de liderança na seccional, onde atuou por dois anos. Atualmente, integra a Comissão de Direito Administrativo da OAB Caxias, fortalecendo sua atuação institucional na área. André Cantarino
- Morar na cor
A décima exposição realizada pela FLEXA reúne artistas de diferentes gerações em torno da cor enquanto uma experiência vital A FLEXA tem o prazer de anunciar sua décima exposição, Morar na cor , que integra o programa de 2026 da galeria. A mostra, com abertura marcada para o dia 18 de abril , tem curadoria assinada por Luisa Duarte e Daniela Avellar , e é acompanhada de texto crítico de Renato Menezes , curador da Pinacoteca de SP. A coletiva propõe pensar a cor, na arte, para além de sua dimensão estritamente formal. Partindo da compreensão de que os cromatismos são atravessados pela experiência, pela subjetividade e pelo cotidiano, a exposição coletiva entende toda paleta de cor enquanto um campo ativo, capaz de produzir diferentes afetos e percepções. A cor aparece nas obras reunidas, como força estruturante dos trabalhos e da experiência proposta ao público, cuja expografia se inspira no trabalho do arquiteto mexicano Luis Barragán, e é assinada por Julio Shalders . Voltando no tempo, surpreende saber que as estátuas gregas da Antiguidade eram originalmente multicoloridas. Análises com luz ultravioleta, realizadas nos anos 1980, revelaram vestígios de pigmentos sobre os mármores hoje vistos como brancos. As intempéries apagaram essas cores, presentes em detalhes como pele, rostos e ornamentos. Ao tensionar a tradição ocidental que historicamente relegou a cor a um lugar de excesso ou até mesmo de superficialidade, Morar na cor propõe um deslocamento. Saindo do ornamento para ocupar o lugar do pensamento, a cor é capaz tanto de preencher o espaço expositivo como se presentificar nas distintas obras agrupadas, fazendo com que o espectador reflita sobre os sentidos simbólicos contidos na experiência cromática. O título da exposição se inspira no ensaio homônimo publicado por Lygia Pape em 1988. Nele, a artista reflete sobre a relação da cor com as moradias vernaculares cariocas. Reunindo artistas de diferentes gerações, a mostra se organiza em três núcleos que exploram distintas aproximações com a cor. Em um deles, a investigação cromática se dá pela observação empírica e pela variação sutil entre tons, aproximando-se de uma experiência quase tátil. Em outro, a cor emerge dos signos do cotidiano e das arquiteturas populares, incorporando referências visuais de contextos urbanos e vernaculares. O terceiro eixo questiona certo pudor diante da cor. Nesse conjunto, cores saturadas e avivadas comparecem nos lembrando da complexidade cromática e sua capacidade de produzir conexões enérgicas. A exposição propõe, assim, uma aproximação expandida da cor, entendida como experiência viva, situada entre o olhar, o corpo e o mundo. Fazem parte da mostra Abraham Palatnik, Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Aluísio Carvão, Amadeo Luciano Lorenzato, Amelia Toledo, Ana Claudia Almeida, André Ricardo, Antonio Ballester Moreno, Antonio Bandeira, AVAF, Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Cícero Dias, Dudi Maia Rosa, Frank Stella, Ione Saldanha, Jorge Guinle, Judith Lauand, Lucia Koch, Luiz Braga, Luiz Zerbini, Lygia Pape, Marcone Moreira, Maria Leontina, Mariana Palma, Miguel Rio Branco, Milton Dacosta, Montez Magno, Paulo Pasta, Rafael Kamada, Rodrigo Cass, Rubem Valentim, Sol LeWitt, Tomie Ohtake, entre outros. SERVIÇO‘Morar na cor’ Abertura convidados: 16 de abril, 18h às 21h Abertura público: 18 de abril, 15h às 19h Visitação: seg—sex, 10h às 19 | sáb, 12h às 17h Encerramento: 18 de julho de 2026 FLEXAR. Dias Ferreira, 214 – Leblon, Rio de Janeiro www.flexagaleria.com Informações para imprensa: Vanessa Cardoso – (21) 98235-8685 Daniella Cavalcanti – (21) 98876-9660 Cristina Granato
- Suíça: “Revista Repórter X” realiza 14.ª Gala Cultural com homenagens à diáspora lusófona
João Carlos Veloso Gonçalves, conhecido popularmente como “Quelhas”, escritor e responsável pela iniciativa. Foto: divulgação A “Revista Repórter X”, com sede na Suíça, promove, no próximo dia 2 de maio, a sua 14.ª Gala Cultural no Centro Dona Olímpia, em Uffikon, no cantão de Lucerna. Segundo apurámos, a iniciativa assinala mais de uma década de atividade do projeto editorial fundado em 2012, com a presença na diáspora lusófona e registo institucional no país helvético e no Liechtenstein. A gala inclui homenagens a personalidades ligadas à cultura, comunicação e comunidade. O evento integra ainda atuações e participações de artistas e convidados de várias áreas. O evento, com entrada gratuita, reúne diferentes expressões artísticas e contará com a apresentação de Zé Figueiras, conhecido apresentador da SIC, estação de televisão portuguesa, estando prevista a abertura de portas às 17h, jantar às 19h e início do espetáculo após a refeição. O encerramento está previsto para às 00h30 do dia seguinte. A publicação é dirigida por João Carlos Veloso Gonçalves, que assinala que o projeto “posiciona-se como espaço de expressão cultural e ligação entre comunidades lusófonas”. “A Gala cultural da “Revista Repórter X” reflete a sua visão plural de cultura, abrindo espaço para artistas de várias expressões, como música, literatura, performance, moda, artes visuais e outras manifestações”, disse à nossa reportagem o escritor João Carlos Veloso Gonçalves, conhecido popularmente como “Quelhas”, sendo o responsável pela iniciativa. As inscrições para o jantar devem ser efetuadas previamente junto da organização em: revistareporterx.blogspot.com ou através do contacto +41 76 394 91 70. Ígor Lopes
- Taís Araujo volta ao teatro com “Mudando de Pele”, solo inédito que acompanha uma mulher em busca de sua identidade
Texto dirigido pela premiada Yara de Novaes faz sua estreia no Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro, a partir de 23 de abril e em seguida aterrissa em São Paulo Crédito: Pedro Napolinário Quanto você já se adaptou para estar em algum lugar? Quantos incômodos sentiu por não se sentir pertencente? Qual o significado de se reconhecer em sua pele e identidade? Essas são algumas das perguntas que permeiam “Mudando de Pele”, montagem teatral da autora inglesa Amanda Wilkin com direção de Yara de Novaes que marca o retorno de Taís Araujo aos palcos, e é o resultado da busca da atriz por pesquisar e contar histórias originais sobre mulheres. “Estou há anos em busca de um texto que fale sobre histórias de mulheres e mulheres pretas que não passe pela questão da sobrevivência ou da dor. Mudando de Pele é uma reflexão com temas universais, que dialoga com o público em geral e com a artista que sou”, explica Taís. Para dar vida à empreitada, a atriz buscou a direção de Yara de Novaes e da diretora assistente Ivy Souza , que trouxeram ritmo célere e formaram uma espécie de “solo coletivo” já que no palco acompanham Taís duas musicistas: Dani Nega , que também assina a direção musical, e Layla , responsável por tocar ao vivo instrumentos como a kora africana, uma harpa pouco conhecida no Brasil mas bastante utilizada pelos povos da África Ocidental. “Eu me sinto honrada em construir com a Taís esta parceria junto de outros artistas que admiro muito. Este solo parte de deslocamentos que sua protagonista nem sabia que tinha e que geram uma grande jornada”, aponta Yara. Na montagem, Taís é Mayah, uma mulher de quase 40 anos que sente-se inconformada em ter que reproduzir acordos sociais, emocionais e identitários. Movida por um desejo de ruptura profunda, ela inicia uma travessia de autoconhecimento e transformação, que se realiza a partir do encontro com outras mulheres - uma história que, no palco, para além das músicas originais apresentadas - é também contada por meio de um figurino assinado com maestria por Teresa Nabuco, que revela o estado da personagem em camadas, primeiramente desencaixado para então “mudar de pele” na busca pela plenitude. “Mudando de Pele” tem produção da Quintal Produções , tradução de Diego Teza , dramaturgismo de Nathália Cruz , cenografia de André Cortez , direção de movimento e colaboração artística de Cristina Moura e desenho de luz de Gabriele Souza . Sinopse: Mayah é uma mulher de quase 40 anos que, em uma súbita fúria, rompe com um ciclo em que precisava se encaixar para manter um trabalho e sustentar um relacionamento desgastado. Livre de suas antigas prisões, ela encontra um novo lar e um novo emprego. Nesta busca encontra Mildred, uma senhora jamaicana de 90 anos que lutou pelos direitos civis, e Kemi, uma jovem que não pede licença para existir. A partir destas uniões - e de alguns desencontros -, Mayah se transforma enquanto reconhece seu próprio valor e identidade. Sobre Taís Araujo Um dos nomes mais expressivos e relevantes de sua geração, Taís Araujo tem mais de 30 anos de carreira e números superlativos: são cerca de 20 obras entre novelas e minisséries, além de 13 filmes no cinema. Já o teatro ajuda a contar sua própria história desde sua estreia nos palcos, em 1997, com “Orfeu da Conceição”, de Haroldo Costa. De lá para cá esteve no elenco de 10 montagens com destaque para “O Método Grönholm”, dirigido por Luiz Antonio Pilar e “Caixa de Areia”, de autoria e direção de Jô Bilac. Em 2015, estreou “O Topo da Montanha” com direção de Lázaro Ramos. A montagem - pela qual foi indicada ao prêmio Shell de melhor atriz - ficou mais de cinco anos em cartaz e arrebatou mais de meio milhão de espectadores. “Mudando de Pele” é seu primeiro solo e é resultado da pesquisa de Taís por contar e erguer peças com valor social. Sobre a diretora Yara de Novaes É atriz, diretora e professora de teatro. Recebeu vários prêmios por suas atuações e direções, entre eles, APCA, Prêmio Shell, Questão de Crítica, APTR, Aplauso Brasil e Fundacen. Em 2005 formou o Grupo 3 de Teatro com Débora Falabella e Gabriel Paiva. Dirigiu diversos espetáculos, como "Tio Vania", de Anton Tchécov (com o Grupo Galpão); "Caminho para Meca", de Athol Fugard (com Cleyde Yáconis); "A serpente", de Nelson Rodrigues, “A Ira de Narciso”, de Sérgio Blanco; e mais recentemente, “Mãos Trêmulas”, de Victor Nóvoa, “Teoria King Kong”, de Virginie Despentes, “Prima Facie” de Suzie Miller, com Débora Falabella, e “Lady Tempestade”, de Silvia Gomez, com Andrea Beltrão. Seus recentes projetos no audiovisual incluem as séries “Angela Diniz”, e as inéditas “Samu” e “Véspera”. No cinema, foi protagonista do filme “Malu”, de Pedro Freire, filme vencedor no Festival Sundance de Cinema. Sobre a Quintal Produções A Quintal Produções é uma empresa de produção fundada em 2008 que se dedica à criação, desenvolvimento e gestão de projetos culturais, especialmente no campo das artes cênicas. Reconhecida por sua qualidade, a Quintal vem emplacando sucessivos êxitos nos palcos brasileiros, entre eles “Lady Tempestade”, com Andrea Beltrão. e Teoria King Kong, ambos dirigidos por Yara de Novaes. Vale ainda citar “Pequeno Monstro” e “BR-Trans”, protagonizados por Silvero Pereira; “Tudo”, dirigido por Guilherme Weber; e, “Cérebro Coração” com Mariana Lima, direção de Enrique Diaz e Renato Linhares. Em cada projeto, a Quintal reafirma seu propósito de promover experiências artísticas potentes, capazes de refletir e debater temas prementes à ideia de civilidade, identidade e diversidade. Mudando de Pele Serviço Teatro Sesc Ginástico ( Avenida Graça Aranha, 187 – Centro) De 23 de abril a 24 de maio de 2026 Quintas e sextas às 19h; sábados e domingos às 17h Ingressos: a partir de 06/04 em www.ingresso.com R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia-entrada); R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados); Gratuito (público cadastrado no PCG) Classificação indicativa: 14 anos FICHA TÉCNICA Mudando de Pele de Amanda Wilkin com Taís Araujo Dani Nega e Layla Direção: Yara de Novaes Tradução: Diego Teza Dramaturgismo: Nathalia Cruz Diretora assistente: Ivy Souza Diretora de movimento e colaboração artística: Cristina Moura Direção musical, arranjos eletrônicos e criação musical: Dani Nega Arranjos para kora e steel pan: Layla Preparadora vocal e fonoaudióloga: Janaína Pimenta Cenografia: André Cortez Design de luz: Gabriele Souza Design de som: Arthur Ferreira e Gabriel Salsi Figurinos: Teresa Nabuco Videografismo: Alice Cruz e Letícia Leão Visagismo: Adriana Teixeira Assistente de cenografia: Alice Cruz Assistente de figurinos: Michelle Rabischoffsky Costureiras: Sonia Maria da Silva Alfaiate: Fábio Martins Diretor técnico: Ricardo Vivian Coordenação de palco: Antônio Lima Técnico de som e microfonista: Gabriel Salsi Técnico de luz e operação: Ricardo Vivian Técnico de montagem: Iuri Wander Contrarregra: Nivaldo Vieira Construção da cenografia: André Salles Equipe de comunicação | Trigo Casa de Comunicação Coordenação de comunicação: Antonio Trigo Assessoria de imprensa: Laís Gomes e Renata Ramos Conteúdo digital | Digimakki CEO: Victoria Oliveira Coordenadora: Carla Azevedo Analista: Itaiara Andrade Identidade visual: Fábio Arruda e Rodrigo Bleque | Cubículo Fotos: Pedro Napolinário Arte finalista: Marcos Nascimento Diretora de produção: Verônica Prates Coordenadora de projetos: Valencia Losada Produção executiva: Camila Camuso Assistente de produção: Ellen Miranda Assessoria jurídica: Bruno Mros Produtora Taís Araújo: Cecília Bastos Produção geral: Quintal Produções e AXIC'S Mais informações e fotos: https://www.dropbox.com/scl/fo/z42409ixr4uknrdlkkpvg/ADDzNOd8PJF7hWUoTYrY5tI?rlkey=681191tooe6h0tv3ur8cvpx5q&st=ejtec032&dl=0 Alex Varela
- Entrevista: João Sousa, terapeuta com atuação em saúde mental
Nesta edição, conversamos com João Sousa, terapeuta com atuação em saúde mental, psicanálise clínica e Medicina Tradicional Chinesa. Um olhar que integra mente, corpo e espiritualidade em tempos de aceleração e ansiedade coletiva. --- DM: O que te levou a atuar como psicanalista clínico e terapeuta da Medicina Tradicional Chinesa? João: Sou um estudioso do comportamento humano; fui em busca de descobertas, inclusive as minhas próprias. --- DM: Como você integra a psicanálise com as práticas da Medicina Tradicional Chinesa no atendimento? João: Separadas. O atendimento psicanalítico é uma forma de tocar o inconsciente humano: relembrar, repetir e elaborar. A medicina tradicional chinesa é a cura através de terapias milenares que envolvem o toque físico e a energia do terapeuta, frequências vibracionais etc. --- DM: Quais são as principais demandas emocionais e físicas que você observa nos pacientes hoje? João: O mundo vive um surto de TAG, transtorno de ansiedade generalizada, e isso desencadeia inúmeras reações adoecidas na mente que se refletem no corpo físico. A evolução do transtorno de ansiedade leva à síndrome do pânico. --- DM: Na sua visão, qual a importância do equilíbrio entre mente e corpo no processo de cura? João: Quatro pilares: ancorar a fé no espiritual; terapias para cuidar da mente e do corpo; e hábitos saudáveis como meditação e silêncio. --- DM: Que orientação ou reflexão você deixaria para quem busca mais saúde emocional e qualidade de vida? João: Fazer terapias; se afastar do que nos faz mal; boa alimentação; exercícios físicos e alimentar sua essência com silêncio, música de qualidade e orações. --- Sobre o entrevistado João Sousa Terapeuta especialista em MTC e saúde mental. Neuropsicopedagogo, especialista em psicologia social e cognitiva. Psicanalista clínico, especialista em psicanálise clínica e membro sênior da ONP. --- Criação de Conteúdo Digital Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho










