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Revista do Villa

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  • Temporada 2025 Série Dellarte Concertos Internacionais SP

    Ministério da Cultura e Bradesco Seguros apresentam SÉRIE DELLARTE CONCERTOS INTERNACIONAIS 2025. Dellarte apresenta a Temporada 2025 reunindo atrações de primeira  grandeza  do universo d a  música clássica mundial no Teatro B32, em São Paulo. Andreas Ottensamer A Temporada 2025 da tradicional Série Dellarte Concertos Internacionais traz  concertos de primeira linha com orquestras de renome,  grandes solistas e instrumentistas consagrados , de abril a novembro, no Teatro B32, em São Paulo. Os ingressos  já estão  à venda. “Nesta temporada apresentamos nomes famosos que já viraram garantias de grandes performances. Um exemplo é o clarinetista austríaco Andreas Ottensamer, que é líder do seu naipe na Orquestra Filarmônica de Berlim, ou seja, está na elite do seu instrumento. Ele fará o Recital de Abertura no dia 17 de abril com o violonista montenegrino Milos Karadaglic, que tem a admiração do nosso ícone do violão Sérgio Assad, além de gravações pelos maiores selos clássicos: Sony, Decca e Deutsche Grammophon”, aponta Steffen Dauelsberg, diretor executivo da Dellarte. A Série Concertos Internacionais é apoiada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros,  em uma  correalização  do Instituto  Dellarte, Ministério da Cultura e Governo Federal - União e Reconstrução.                                                                                                                                                                                               SOBRE O CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros, considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento e o convívio social. Neste sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos na área de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas.  E ntre as atrações incentivadas, destacam-se os musicais “Bibi  —  Uma Vida em Musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “70 ?  Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderela”,   “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Conserto para Dois”, além da exposição “Mickey 90 Anos”.  Le Voice del San Carlo di Napoli SÉRIE DELLARTE CONCERTOS INTERNACIONAIS PROGRAMAÇÃO SÃO PAULO 2025   * programação sujeita a alteração   17 de abril, quinta-feira  – Teatro B32 - São Paulo Andreas Ottensamer, clarinete & Miloš Karadaglić, violão Andreas Ottensamer  nasceu em Viena, em uma família de músicos, e começou a tocar piano aos quatro anos. Desde março de 2011, Ottensamer é clarinetista da Orquestra Filarmônica de Berlim, uma referência de excelência na música mundial. Ao lado do pianista José Gallardo, ele dirige o Bürgenstock Festival, na Suíça. Nos últimos anos, Ottensamer intensificou seus estudos de regência. Ele tem um contrato de gravação exclusivo com a Deutsche Grammophon desde 2013, sendo o primeiro clarinetista desse prestigioso selo. Miloš Karadaglic , conhecido por MILOŠ, nasceu em Montenegro. " Amor à primeira audição " é como Miloš descreve o momento em que, quando criança, ele pegou pela primeira vez o violão. Aos 14 anos, Miloš decidiu ir para uma escola de música especializada. Deixar os Bálcãs e chegar a Londres para assumir uma vaga na prestigiosa Royal Academy of Music foi, segundo ele,  "um pouco como ir a Marte" . Ele é um apaixonado defensor da educação musical e atua como patrono do Fundo do Prefeito de Londres para Jovens Músicos e do Prêmio para Jovens Músicos. Ele mora em Londres e toca um violão Greg Smallman de 2018.   30 de maio, sexta-feira  – Teatro B32 - São Paulo Festival Strings Lucerne Nelson Goerner, piano Festival Strings Lucerne  (Orquestra de Cordas do Festival de Lucerna) foi fundada em 1965. Seus músicos de primeiríssima linha são famosos pelo som que produzem e pela qualidade dos instrumentos: a maioria deles construídos pelos lendários ateliês italianos Stradivarius, Amati e Guarneri del Gesù. A orquestra surgiu em função do festival de verão em Lucerna, sendo uma das mais prestigiadas orquestras suíças em atividade, buscando o diálogo criativo entre a música antiga e a música nova. Nelson Goerner  é um dos maiores pianistas clássicos do mundo. Ele é elogiado por suas performances da mais alta arte e poesia. Um apaixonado músico de câmara, Goerner colabora regularmente com Martha Argerich, Renaud Capuçon, Sol Gabetta, Gary Hoffman, Alexei Ogrintchouk e Tedi Papavrami.   28 de agosto, quinta-feira -  Teatro B32 - São Paulo Le Voci Del San Carlo Di Napoli As primeiras notícias de um conjunto vocal do Teatro di San Carlo têm suas raízes no século XIX, um período de atividade intensa e refinada, quando o Maestro Giuseppe Papa, após os sucessos obtidos no Scala, em Madri e no Colón de Buenos Aires, decide se estabelecer em Nápoles, organizando em pouco tempo um conjunto coral de alta qualidade. Desde então, o Le Voci del San Carlo di Napoli é um celeiro de grandes cantores, um espaço que celebra e incentiva a tradição operística. Este concerto inédito apresentará os mais promissores talentos do Teatro San Carlo de Nápoles, como a soprano Désirée Giove, o tenor Francesco Domenico Doto, a soprano Mariia Knihnytska, o barítono Maurizio Bove, a mezzo-soprano Sayumi Kaneko e o baixo Yunho Eric Kim. No programa, obras de compositores como Verdi, Mozart, Rossini e Puccini.   3 de novembro, segunda-feira – Teatro B32 - São Paulo Salzburg Chamber Soloists & Constanze Quartet Lavard Skou Larsen, regente A  Salzburg Chamber Soloists , fundada em 1991, é composta por músicos de 13 países diferentes e com idades entre 25 e 35 anos, todos com formação acadêmica na universidade Mozarteum, na Áustria. Já no seu primeiro ano de existência, empreendeu uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá. Uma década depois, foi premiada por sua gravação das “Oito Estações de Vivaldi/Piazzolla”. Em 2013, a orquestra chegou ao Metropolitan de Nova York e ganhou elogios do jornal “The New York Times”, pela maneira elegante como tocou Haydn pela interação atenta entre os músicos. O maestro  Lavard Skou-Larsen  é gaúcho de Porto Alegre, filho de uma brasileira e de um dinamarquês, ambos violinistas, e vive na Áustria desde os quatro anos. Aos 14 anos, Larson foi admitido na Academia de Música e Artes Cênicas do Mozarteum, em Salzburgo, e recebeu um diploma de performance com distinção. Larsen é o fundador e diretor artístico da Salzburg Chamber Soloists e também professor de violino no Mozarteum de Salzburgo desde 1991. O  Constanze Quartet  é formado por Emeline Pierre-Larsen, Sara Mayer e Hana Hobiger, nos violinos, e por Julia Ammerer-Simma, no violoncelo. Elas vêm de diferentes países e continentes: França, Austrália e Áustria, e encontraram em Salzburg uma linguagem musical em comum. As gravações pelo selo alemão CPO chamaram a atenção do público e da crítica, e o Constanze Quartet é regularmente convidado para se apresentar em festivais e turnês na Europa e nas Américas. O repertório do conjunto abrange todos os gêneros.   SERVIÇO : Série Dellarte Concertos Internacionais Teatro B32 Av. Brigadeiro Faria Lima, 3732, Itaim Bibi - São Paulo Capacidade: 490 lugares Plateia: 400,00 (inteira) / 200,00 (meia) Balcão 350,00 (inteira) / 175,00 (meia) Ingressos Populares: 42,36 (inteira) / 21,18 (meia) - ingressos limitados Desconto de 50%: idoso, estudante e Clube O Globo Vendas on-line em   dellarte.bynti.com   ou na bilheteria do Teatro B32. Pacote de 4 concertos com 50% de desconto - válido até 21 de fevereiro através do site:  https://ingresso.dellarte.com.br/comprar/29/serie-dellarte-concertos-internacionais-sao-paulo-2025 Bilheteria: de terça a sexta, das 13h às 20h. Sábados e domingos, das 17h às 20h, em dias de eventos.   MAIS INFORMAÇÕES : Reg Murray - Assessoria de Imprensa regmurray.jornalista@gmail.com (21) 98892-1549 celular e whatsapp (24) 2221-0987 Revista do Villa | Reg Murray - Assessoria de Imprensa

  • Foi dada a partida: 50 anos do Grupo Corpo

    Chegando em 2025 aos 50 anos de sua fundação, o Grupo Corpo celebra a trajetória que transformou o universo da dança contemporânea no Brasil.   Em agosto, estreia novo balé com música original de Clarice Assad e inaugura parceria coreográfica de Rodrigo Pederneiras com Cassi Abranches - agora também coreógrafa residente da companhia.   Também chegarão ao público um livro e um documentário sobre a história da companhia mineira. O Corpo vai contar, ainda, com a parceria da Africa Creative , uma das agências mais criativas e inovadoras do mundo. Rodrigo Pederneiras - Cassi Abranche - Paulo Pederneiras - foto: Jose Luiz Pederneiras “Éramos presunçosos. Quando nossos pais cederam a casa em que morávamos, em Belo Horizonte, para que se tornasse a sede da companhia, achávamos que ia dar certo”, graceja Paulo Pederneiras, diretor artístico do Grupo Corpo. Paulo rememora o dia 22 de janeiro de 1975 , na lembrança da fundação oficial do mais importante grupo de dança contemporânea do país. No ano seguinte, o sucesso do primeiro balé do Corpo – Maria, Maria , coreografia de Oscar Araiz, música original de Milton Nascimento e Fernando Brant – já apontava: ia dar certo, sim.   Compositores de trilha original para a companhia (alguns colaboraram em mais de um balé): Milton Nascimento & Fernando Brant, Marco Antonio Araújo,Marco Antonio Guimarães & Uakti, José Miguel Wisnik, Philip Glass, Tom Zé & Gilberto Assis, João Bosco, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Lenine, + 2 (Moreno, Domenico, Kassin), Samuel Rosa, Metá Metá, Gilberto Gil e agora Clarice Assad. Cinquenta anos depois, alinham-se 43 obras criadas e montadas, com apresentações em 259 cidades de 41 países, além do Brasil.   Ao longo da sua trajetória, encomendaram música original a duas dezenas de compositores, e dançaram obras do popular e do clássico. E não há dúvidas de que o Grupo Corpo mudou o panorama da dança no Brasil e tornou-se um embaixador cultural do país nos quatro cantos do planeta, da Tailândia aos EUA, da Rússia ao Canadá.   O Corpo ampliou e consolidou o público de dança no Brasil. É o resultado da originalidade e da poesia do vocabulário coreográfico construído por Rodrigo Pederneiras, com um elenco impecável, e da extrema qualidade, cuidado e ousadia da direção de arte – cenografia, figurinos, iluminação. Sua brasilidade profunda e incontestável deságua na linguagem universal da grande arte.   2025    A festa de 2025 tem novo balé, naturalmente, que estreia em agosto, com música especialmente composta pela brasileiro-americana Clarice Assad – primeira mulher convidada a criar trilha para a companhia . Também esse ano, oficializa-se a presença de Cassi Abranches como coreógrafa residente , ao lado de Rodrigo Pederneiras. “A proposta de ter dois coreógrafos residentes trabalhando na mesma obra é pouco comum”, explica Paulo. “Serão visões diferentes da mesma trilha, criadas separadamente e depois combinadas”.   Rodrigo, que completa 70 anos no dia 23 de janeiro de 2025, é sem dúvida um dos maiores coreógrafos brasileiros, mundialmente respeitado, responsável pela sólida construção da identidade coreográfica do Corpo. “Está sendo uma delícia trabalhar a quatro mãos”, diz, completando: “a Cassi é muito pé no chão”. E Cassi, paulistana que atuou como bailarina no Grupo de 2001 a 2013, considera o convite uma “volta para casa”. Desde 2009, porém, já coreografava – e assinou em 2015, para a companhia, a Suíte Branca , quando já coreografava para companhias brasileiras e estrangeiras.   A retrospectiva destes 50 anos também será feita em forma de documentário (direção de Janaína Patrocínio) e livro (elaborado pelo Estúdio Campo e publicado pela editora BEI, que vai reunir as extraordinárias fotos de José Luiz Pederneiras produzidas ao longo de décadas para os espetáculos da companhia).   Neste ano, estabelece-se uma parceria muito especial: a agência Africa Creative encampou a campanha do cinquentenário, com direito a logomarca especial e iniciativas paralelas ao longo do ano.   Educação, formação, participação Indubitável patrimônio cultural do Brasil, o Grupo Corpo sempre trabalhou pela formação de jovens e de público através de seu Corpo Cidadão , organização sem fins lucrativos que funciona desde o ano 2000 e dirigida por Miriam Pederneiras, outra dos irmãos fundadores, e da Corpo Escola de Dança , criada também há 50 anos.   Em outro viés de formação e participação, dois programas estão ativos. Há 10 anos, funciona um bem-sucedido programa de doação incentivada para pessoas físicas (Amigos do Corpo, que oferece abatimento no imposto de renda) e inaugurou, em 2022, os Patronos do Corpo , que reúne figuras de destaque na vida nacional, com doações diretas e mais robustas. São formas de aproximação do público e maneiras de mobilizar a sociedade, trazendo um aporte financeiro importante. Todas as obras do Grupo Corpo: clique aqui... » Companhia Alex Varela

  • Sedes promove seminário com temas envolvendo a diáspora portuguesa em Bruxelas

    Evento defenderá mudanças, como a implementação do “voto eletrónico”, os “direitos cívicos e políticos”, “o perfil das diásporas” e “as políticas públicas” A Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (Sedes) promove em Bruxelas, no dia 30 de janeiro (quinta-feira), no Parlamento Europeu, o seminário “A diáspora portuguesa na União Europeia”. Serão debatidos quatro temas com relação à diáspora portuguesa e separadas por “dimensões”: académica, parlamentar, socioeconómica e o encerramento. O evento terá a presença do presidente do Conselho Coordenador da Sedes, Álvaro Beleza, e o encerramento será proferido por vídeo pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.   “Na verdade, a participação cívica dos portugueses no estrangeiro é um assunto velho e bastante debatido. Há 40 anos que moro em França e há 40 anos que este é um assunto de debate regular. Por aqui, todos estamos conscientes de que é necessário fazer alterações na Lei eleitoral, que tem de haver uniformidade nas metodologias de voto e temos de testar novas fórmulas de voto, como, por exemplo, o voto eletrónico”, realçou o presidente da Sedes Europa e também jornalista, Carlos Pereira, que fará a abertura do evento, às 16h00.   Este responsável frisou a importância do seminário e do envolvimento da Sedes, “uma das mais reputadas associações cívicas do país e, certamente, uma das mais antigas, estamos a levar este debate para Portugal. Estamos a inscrevê-lo na agenda do país. Quem sabe se, desta forma, aumenta a pressão junto de quem pode alterar a situação”.   Com os debates envolvendo a diáspora portuguesa nos parâmetros de cada assunto como o do “voto eletrónico”, os “direitos cívicos e políticos”, “o perfil das diásporas” e “as políticas públicas”, Carlos Pereira, cauteloso, alertou sobre as alterações a serem realizadas, mas, se “nada alterar, vamos continuar a chorar lágrimas de crocodilo e a dizer que a emigração bate recordes de abstenção. Mas seria sobretudo interessante saber porque razão isto acontece”.   Em seguida, o jornalista destacou, na esperança das mudanças necessárias, a posição de um cidadão português como exemplo: se “um português que resida na Guadalupe, quiser votar para as eleições presidenciais em Portugal terá de apanhar o avião, voar durante nove horas, para ir votar no Consulado Geral de Portugal em Paris, consulado do qual depende. Quem pode achar esta situação normal? Só quem não a conheça. Pois bem, vamos continuar a dar a conhecer estas situações”.   Após a abertura do evento feita por Carlos Pereira, às 16h15 o primeiro tema (dimensão académica) a ser debatido é sobre “O voto eletrónico e a diáspora portuguesa” com o vice-presidente da Sedes Europa, Alfredo Sousa de Jesus, e com participação à distância do professor de Direito Constitucional, Miguel Poiares Maduro. A moderação é de Mariana Costa.   Às 17h, na dimensão parlamentar: “Direitos cívicos e políticos dos portugueses da diáspora” com o Eurodeputado PPE/Portugal, Sebastião Bugalho, o Eurodeputado S&D / Portugal, Francisco Assis e a Eurodeputada Verdes / Países Baixos, Catarina Vieira. A moderação é de Antunes da Cunha.   Na dimensão socioeconómica, às 18h, o “Perfil das diásporas portuguesas”, com o SG da Associação Business Roundtable Portugal, Pedro Gingeira do Nascimento, e o membro do Conselho da Diáspora Portuguesa, Rui Faria da Cunha. A moderação ficará a cargo do secretário-geral da Sedes Europa, Vítor Oliveira.   Às 18h45, o encerramento do evento vai ser comandado pelo presidente do Conselho Coordenador da Sedes, Álvaro Beleza, com o tema “Políticas públicas dirigidas à diáspora”. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, participará por meio de vídeo. Uma delegação da Sedes Beira Baixa estará presente no evento com os presidentes da CIM Beira Baixa e da CIM Beiras e Serra da Estrela, assim como uma representação de autarcas da região.   A Sedes, “escola de cidadania”, é uma das mais antigas associações cívicas portuguesas. Constituída em 1970 por pessoas de diferentes formações e opções políticas diversas. Os responsáveis pela associação frisam que as “tomadas de posição e análises políticas” da Sedes “constituem referências para a comunicação social e traduzem o pluralismo das intervenções e o respeito pela diversidade política aos seus membros”.   Já a Sedes Europa foi oficializada em novembro de 2023, na Embaixada de Portugal em Paris, e os seus corpos sociais são integrados por Carlos Pereira (Paris, presidente), Alfredo Sousa de Jesus (Bruxelas, vice-presidente), Vítor Oliveira (Toulouse, secretário-geral), Adeline Afonso (Paris, secretária-geral-adjunta), Manuel Antunes da Cunha (Paris), Sérgio Tavares (Escócia), João Verdades (Luxemburgo) e Paulo Capitão (Paris).   Para aceder ao Parlamento Europeu e participar no seminário, é necessário obter uma acreditação prévia: os interessados devem enviar os seus contatos (nome, e-mail, cópia de cartão de cidadão) para o e-mail: ricardo.silveira@ext.europarl.europa.eu   Foto: Agência Incomparáveis Ígor Lopes

  • "À Primeira Vista" com Margarida Vila-Nova de volta ao Teatro Maria Matos com novas datas

    Link para descarregar foto: https://9tiox.r.a.d.sendibm1.com/mk/cl/f/sh/1t6Af4OiGsGQ0yNReRbd3MMAJNIysn/z8XUPZvGoZFN Depois de várias apresentações esgotadas e um sucesso estrondoso entre o público e a crítica, o aclamado monólogo jurídico "À Primeira Vista (Prima Facie)", com a brilhante Margarida Vila-Nova, regressa ao palco do Teatro Maria Matos com novas datas em Maio, Junho e Julho. Com encenação de Tiago Guedes, este poderoso monólogo e thriller jurídico de Suzie Miller conquistou o público em todo o mundo e, agora, prepara-se para mais uma temporada em Lisboa. Sinopse : Teresa é uma brilhante jovem advogada. Proveniente de uma família humilde de classe trabalhadora, trilhou a sua ascensão por exclusividade do seu próprio mérito e trabalho, estabelecendo-se como uma dotada advogada de defesa. Defende, contrainterroga e ganha caso após caso consecutivamente. Um evento inesperado obriga-a a confrontar as linhas onde o poder patriarcal da lei, o ónus da prova e a moral divergem, num cruzamento onde a emoção e a experiência colidem com as regras do jogo. NOVAS DATAS: Maio: 14, 21, 28 Junho: 2, 4, 9, 16 Julho: 10, 11, 12, 17, 18, 19, 24, 25, 26, 31 ­FICHA ARTÍSTICA Texto Suzie Miller Encenação Tiago Guedes Tradução Ana Sampaio Cenário Catarina Amaro Desenho de luz Nuno Meira Sonoplastia Carincur Assistente de encenação Luís Araújo Produção Força de Produção Com Margarida Vila-Nova Os bilhetes para as novas apresentações já estão à venda na ticketline e locais habituais. Revista do Villa | Força de Produção

  • Festa das Fogaceiras completa 520 anos com presença brasileira em Santa Maria da Feira

    A celebração da Festa das Fogaceiras, a mais antiga e tradicional festividade religiosa de Santa Maria da Feira, Portugal, completa nesta segunda-feira, 20, feriado local, 520 anos consecutivos. Com um novo trajeto, a procissão sairá da Igreja da Matriz às 15h30. A autarquia do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto, onde ocorre a festividade do concelho, distingue-se pela procissão em que centenas de meninas vestidas de branco transportam sobre a cabeça o pão doce como oferenda ao mártir São Sebastião por sua proteção contra a peste negra.   Às 10h30 haverá um pequeno cortejo cívico a partir da Câmara Municipal e depois uma missa solene às 11h. A programação da Festa das Fogaceiras abrange diversas ações culturais. O público assistirá no Auditório do Europarque, dia 25, a “Filarmonia da Humanidade”; a exposição “Reinventar o traje das fogaceiras”, de 19 a 21 na Praça Gaspar Moreira; na segunda-feira, 20, das 10h30 às 17h30 o concurso de desenho “As fogaceiras na rua”; dia 22, o concerto de “O Gajo”, na Capela de Nossa Senhora das Necessidades, na freguesia de Escapães, entre outros espetáculos.   A autarquia convidou para a feira três meninas de países onde a comunidade lusodescendente replica a Festa das Fogaceiras: o Brasil, onde o evento é organizado desde 1954 pela Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria no Rio de Janeiro; África do Sul, onde a tarefa cabe desde 1986 à Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória; e Venezuela, onde a Associação Civil Amigos de Terras de Santa Maria da Feira assume essa responsabilidade desde 2000, em Caracas.   “Não pode haver ato mais bonito do que uma festa que junta feirenses de quatro países e três continentes, numa demonstração de fé e resiliência do povo das Terras de Santa Maria”, confessou o presidente da Câmara Municipal da Feira, Amadeu Albergaria, que acrescentou: “Os que nascem feirenses e os que, nascendo a milhares de quilómetros, querem ser feirenses, através da nossa cultura e das nossas tradições, merecem-no”.   A Câmara Municipal da Feira distinguiu, entre outras figuras de relevo local, quatro cidadãos e entidades com papel decisivo na preservação e promoção da identidade da feira: a Associação da Comunidade Portuguesa de Pretória e Associação Civil Amigos de Terras de Santa Maria da Feira; Rodrigo Ferreira, que há 20 anos organiza a Festa das Fogaceiras em Caracas e Roselene Boaventura, responsável pela difusão do folclore português entre crianças e adultos, conhecida por ser a primeira-dama da Casa de Vila da Feira e Terras de Santa Maria, no Rio de Janeiro. Integrantes do Grupo Folclórico Almeida Garrett, da Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria carioca, têm realizado apresentações em Portugal, numa tónica de intercâmbio cultural. Cerca de 25 pessoas integram a comitiva da Casa da Vila da Feira, em Portugal, liderados pelo presidente da Casa, Ernesto Boaventura.   O evento é realizado desde 1505 em Portugal e, neste ano, 250 meninas entre 7 e 19 anos se inscreveram como protagonistas para a Festa das Fogaceiras. Conforme declarado pela autarquia, as inscrições foram esgotadas “em meia hora”. Com o trajeto maior, a procissão partirá da Igreja Matriz até à Igreja da Misericórdia e seguirá pelas ruas doutor Roberto Alves, António Ferreira Soares, São Nicolau, Vitorino de Sá e dos Descobrimentos. Daí retornam à Igreja Matriz pela Alameda do Castelo e do jardim em frente do Museu Convento dos Loios.   A procissão contará com símbolos religiosos, entre os quais um andor a São Sebastião e vários elementos da sociedade civil, entre os quais o destaque de 2025 é a charanga equestre da GNR, com 20 guardas a cavalo e em traje formal. A Câmara Municipal vai promover, para os visitantes sentirem “o sabor, a textura e o formato únicos da genuína Fogaça da Feira”, 10 mil provas gastronômicas do pão doce, em miniatura, às crianças do ensino pré-escolar e do primeiro ciclo da rede pública e privada do concelho.   Ígor Lopes

  • Morre Léo Batista: a voz marcante do jornalismo esportivo brasileiro, silenciou-se

    Nesse domingo, 19 de janeiro de 2025, o Brasil perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas: o colega jornalista Léo Batista. Aos 92 anos, o jornalista deixou um legado inigualável em quase oito décadas de carreira. Sua voz, símbolo de autoridade e paixão, marcou momentos históricos da sociedade brasileira. Paulista de nascimento assim como eu, Léo nasceu em 1932, em Cordeirópolis (SP), iniciou sua trajetória jornalística na Rádio Globo, em 1948. Sua primeira grande cobertura foi o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. Em 1963, Léo Batista se juntou à TV Globo, onde se tornou sinônimo de esporte. Alguns de seus marcos incluem a cobertura de dez Copas do Mundo, o anúncio da morte de Ayrton Senna em 1994, a apresentação do Fantástico, que foi marcada pela formosa ZEBRINHA da LOTERIA ESPORTIVA, atuou também na apresentação do Jornal Nacional e na grande parceria com o narrador Galvão Bueno, na cobertura das Olimpíadas. Léo Batista recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira:  * Troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). * Prêmio Esporte Brasil. * Medalha do Mérito Esportivo. Léo Batista deixa principalmente para nós jornalistas uma marca indelével no jornalismo esportivo brasileiro. Sua voz, paixão e profissionalismo irá inspirar gerações de jornalistas. Ele resumiu da seguinte forma as características necessárias para alcançar o sucesso: — "Tem que ter gosto, tem que ter dom e tem que ter treino." Seu legado permanecerá vivo em nossas memórias. Obrigado Léo, Batista, descanse em paz.  Gilson Romanelli

  • Entrevista: Ana Durães | artista plástica internacional

    A minha convidada é a artista plástica internacional, Ana Durães, que acaba de inaugurar sua exposição, A Natureza Que Me Habita, em São Paulo.  Ana em seu ateliê momento de criação.  1- O que te inspirou para esta nova exposição? Desde a pandemia, venho mergulhada na natureza. O fato de ter meu ateliê principal hoje na serra fluminense, me fez estar mais integrada com a paisagem ao meu redor. Meu jardim virou meu mundo. Mas a contemplação, a observação, é um exercício permanente. Pinto o que sinto e vejo, mas da minha maneira. Não é uma reprodução real, mas é reconhecível. 2- Qual é o seu método de trabalho? Eu sou muito focada. Às vezes começo a trabalhar às 5 da manhã e vou até o sol se pôr. Como divido meu tempo entre Brasil e Portugal, quando chego aqui me dedico inteiramente ao trabalho. Me sinto quase num monastério. Rs. Meu trabalho é demorado, são camadas sobre camadas vou deixando a pintura me indicar o caminho. Parto de um projeto, imagens que vejo, anoto em pequenos esboços ou fotografo, mas a intuição e os caminhos que surgem vão definindo a obra. As velaturas são feitas com tinta acrílica, depois as formas vão se concretizando com a tinta a óleo. Trabalho às vezes em duas obras ao mesmo tempo. Nada é muito linear, mas tenho meu método próprio de trabalho. 3- O que as pessoas vão encontrar nesta exposição? Vão encontrar o resultado de uma longa dedicação, obras em grandes formatos, fragmentos do meu universo que costuro com meu imaginário. 4- Qual a sensação de uma tela em branco? Uau, é um mergulho no escuro, é um salto ao desconhecido, uma vontade imensa de lançar a primeira cor! Primeiro contemplo aquela tela por dias, imagino coisas, formato primeiro em minha cabeça, depois me jogo. E daí meu mundo vai se compondo, vai se formando, das angústias surgem vida, das dores, alegria - e assim faço. Com muito entusiasmo! Um flash exclusiva para esta coluna na Revista do Villa... 5- Por que pintar a natureza? Pinto a natureza porque vivo perto dela. Vivo dentro dela. Talvez se eu vivesse em Nova York meu trabalho fosse diferente. Mas pinto meu mundo. É simples assim. Não sigo tendências e achei meu próprio caminho. 6- O que você faria se não fosse pintora? Pintaria o mundo… 7- Quais os próximos projetos? Em fevereiro, faço uma exposição em Atenas, junto com o pintor Luiz Dolino, a convite da Embaixada do Brasil na Grécia. Depois, fico em Portugal o primeiro semestre, pintando no meu novo ateliê em Lisboa. Quero me dedicar a contemplar o Tejo. Contemplar as paisagens mais lineares, mais planas, deixar a luz de Lisboa me envolver. Não sei no que vai dar. Mais um mergulho no desconhecido! 8- Como você se divide entre Brasil e Portugal? Tem alguma estação do ano preferida? Não é muito definido. Gosto muito de fugir do verão daqui. Do calor. E o Inverno em Portugal não é muito rigoroso. Sinto mais frio no ateliê daqui do que lá. Então geralmente eu contemplo e imagino novos projetos em Lisboa e pinto aqui. Agora vou inverter. Pintar lá. Vai ser diferente. Um dos belos trabalho da artista plástica,  em sua exposição " A Natureza Que Me Habita".  São Paulo.  (Fotos: Marcia Prates) Chico Vartulli

  • Entrevista: Evandro Martini | Sommelier Ítalo-brasileiro

    Sommelier Ítalo-brasileiro que retorna ao Brasil depois de uma experiência de 18 anos na Itália, período este aplicado no desenvolvimento de sua técnica em degustação de vinhos. Atuou por seis anos na produção de uvas, com foco no cuidado, gestão e manuseio das parreiras, sendo chefe de vindima e selecionador de campo. Durante dois anos apoiou a parte produtiva de vinhos, conhecendo os processos da mágica transformação do suco de uva em vinho. Taça de vinho do porto - ©Jon Sullivan/Wikimedia Commons Com dez anos na gerência de vendas da Vinícola Pilandro, na Região Marche, responsável pelo lançamento dos vinhos Verdicchio dei Castelli di Jesi. Professor Sommelier, escritor, fundador do Instituto Evandro Martini – Estudos do Vinho, que tem a missão de ensinar e formar novas gerações de consumidores e profissionais enófilos.   “Uma taça de vinho melhora em boa companhia.” Um novo roteiro enoturístico na Itália: onde tomar vinhos de vulcão Desde 2006, todos os anos participo da Vinitaly, principal feira de vinho na Itália, o concurso e exposição internacional de vinhos acontece em Verona, a terra de Romeu e Julieta, mas a região é o Vêneto - local de onde mais saíram imigrantes para o Brasil, por sinal minha família foi uma que atravessou o Atlântico em barcos a vapor lá pelo idos de 1890. A feira recebe mais de 4 mil produtores e quase cem mil frequentadores todos os anos.   Vou contar algo da última grande surpresa que tive na Vinitaly, a feira internacional de vinhos em Verona: os vinhos do ETNA. Vinhos vulcânicos, vinho de vulcão, vinho do maior vulcão ativo da Europa - uma experiência singular para quem aprecia grandes vinhos, os enoviajantes compreendem isso. Como conhecedor dos vinhos italianos, eu já sabia da escalada de qualidade dos vinhos daquela região, arrisco dizer que em pouco tempo os vinhos vulcânicos vão se tornar celebridades. Nas minhas degustações na feira, em relação aos produtores ali presentes, deu para perceber a vontade de crescer em qualidade.    A uva Nerello Mascalese representa o mundo das descobertas das uvas autóctones na Itália, estão proporcionando ótimos vinhos e com tendência de em breve período de se tornarem grandes estrelas do vinho italiano. As principais uvas além da Nerello Mascalese são Nerello Cappuccio e Corricanti, que são tintos, e o Catarrato para o vinho branco.   Na degustação dos vinhos tintos, espere notas minerais do início ao fim, frutas vermelhas, mas não doces, os vinhos que passam por barricas tendem à maturação nas notas de café e chocolate amargo, do mais jovem ao mais envelhecido, a persistência na boca é extremamente longa e forçada a salivação.    Na degustação dos brancos, as notas minerais lhe farão sentir o sal marinho, bicarbonato e frutas exóticas como o liche e o damasco, uma certa secura da boca provocando salivação nas partes mais internas da boca, ideal para acompanhar frituras de peixes e legumes.   Os vinhos vulcânicos do Etna   A ilha da Sicília no extremo sul da Itália tem fatores bem curiosos e ótimos vinhos, imagine os feitos ao pé de um vulcão? Os vinhos vulcânicos têm sido muito apreciados. O clima quente e invernos amenos deixam a ilha bem própria para vinhos fortes e temperamentais, não tenha medo nunca de um vinho Siciliano de 14,5% de álcool, mesmo sendo vinhos de graduações alcoólicas altas são sempre muito saborosos pelo amadurecimento completo dos cachos de uva. Na microrregião do Etna, o cultivo da uva é bem difícil, quase os considero viticultores heroicos, pois há muitas particularidades do terreno e da geografia que exigem acentuada criatividade para levar avante o cultivo das parreiras. Para alguém trabalhar ao pé de um vulcão que é o mais ativo da Europa, o Etna, a pessoa tem de ter muita paixão pelo que faz. Em 2024, o Etna teve erupções de quantidade importante de lava. O solo vulcânico é bom para o plantio de uvas, favorece os vinhos vulcânicos, mas o plantio só pode ser feito em pequenas localidades ao pé do vulcão, e neste solo a uva Nerello Mascalese está fornecendo ano após ano sempre uma qualidade a mais. Minha experiência me diz que quanto mais velha a vinha, melhor é o produto, e eu creio que agora que a maioria das vinhas desta região estão acima dos 40 anos, os vinhos estão na ascendente de qualidade, por este motivo eu tenho propriedade em dizer que logo estaremos vendo os preços desta pequeníssima região subir em espiral.   Os produtores estão todos no mesmo lado do vulcão, pois ali o solo está pronto e não corre risco de que o material expelido pelo vulcão os atinja. As vinícolas estão a Leste do Vulcão formando uma meia lua em torno da caldeira magmática. Os cerca de 200 produtores de vinho e outros 400 de uva dividem este pequeno território de 1200 hectares, estão divididos também por terroir, e cada setor da área produtiva representa uma real mudança das características aromáticas e gustativas do vinho.    Confira a forma de simplificar as 4 divisões:   O Versante Norte :   o vinho mais mineral, equilibrado e com ótima tendência de guarda. Versante Leste :   os com grande complexidade aromática, tânicos e sabores profundos. Versante Sudeste :   vinhos frutados, com mais corpo e mineralidade equilibrada. Versante Sudoeste :   os mais vivazes, mais alcoólicos e taninos mais macios.       O enoturismo e o vulcão mais ativo da Europa   Para se ter ideia da importância dessa microrregião, os produtores decidiram produzir menos garrafas de vinho para poderem melhorar ainda mais a qualidade do vinho de vulcão. Isto na prática quer dizer: quanto menos cachos tenha um pé de uva, mais elementos concentrados as uvas terão, fazendo por sua vez vinhos mais importantes.   Na região do Etna estão sendo realizadas muitas obras para favorecer o enoturismo. Em razão da alta busca pela experiência de se provar o vinho produzido perto do vulcão ativo, as cantinas se preparam para receber turistas de toda a parte do mundo, admiradores da natureza, curiosos por causa da visita ao vulcão e também para recepcionar os enoviajantes.   Então, na próxima vez que pensar em viajar para a Itália, faça uma parada obrigatória em Catania, que é a cidade do Etna, você terá uma belíssima surpresa, pois poderá visitar algumas “cantinas” da região e entender um vinho feito com muita coragem e ótimas uvas. Fernanda Torres - ©Adam Chitayat/Wikimedia Commons Qual é o melhor vinho para comemorar a premiação do Globo de Ouro?   Nos últimos dias, um assunto em alta foi a premiação do Globo de Ouro. Isso me fez pensar na realização de uma atriz como Fernanda Torres em receber um prêmio internacional pela excelente atuação em um filme brasileiro. Representar a cultura cinematográfica de um país, nesse nível, pode ser comparado, pelos amantes do futebol, à honra de ganhar uma Copa do Mundo sendo artilheiro.   Diante disso, fiz outro tipo de comparação, comum ao meu dia a dia, e me perguntei: qual vinho eu escolheria para comemorar um evento como a premiação do Globo de Ouro? Quais critérios de escolha eu usaria?  Então, vamos lá! Refletindo, cheguei à conclusão de que: a marca de espumantes Italiana que se usa para festejar a vitória na Fórmula1 é a Cantina Ferrari, uma empresa de sólida reputação da região italiana do Trento, a qual fornece as famosas garrafas para o momento do pódio. Quem nunca viu os pilotos brincarem com as espumas, encharcando uns aos outros no tão tradicional momento da vitória? Uma alegria singular – uma prática repetida com euforia única, presenciada há longos anos por fotógrafos e cronistas do esporte. Imagens e textos comoventes nascem da garra e determinação dos automobilistas, é impossível não remeter a Ayrton Senna - automobilismo e vitória se tornam sinônimos! Lembro bem de uma imagem dele colocando a garrafa sobre a cabeça, num ato de “autobatismo” com a vitória, numa espécie de profundo agradecimento pela conquista.   É também curioso o caso de um consórcio italiano que fechou negociações com uma associação de tênis profissional para que ambos se tornassem os fornecedores dos vinhos para as competições. A Asti DOC (Denominação de Origem Controlada) possui mais de 100 associados e produz os espumantes e vinhos da região do Piemonte, numa parceria que permite que desde 2023 eles levem suas marcas para as comemorações.   Agora, voltando ao foco: o Globo de Ouro que Fernando Torres, nossa atriz, conquistou mereceria qual vinho?   Logo pensei num vinho espumante brasileiro premiado internacionalmente, o Casa Valduga, por exemplo. Cabe frisar que os vinhos espumantes do Brasil têm um reconhecimento internacional de longa data, embora as exportações aparentemente ainda não façam jus à qualidade das nossas bolhas. No entanto, eu também poderia recomendar à nossa Fernanda um espumante de uma DOC de Pinto Bandeira - RS. Após anos e muito empenho dos produtores, foi possível registrar essa região como DOC. Por meio dessa certificação, os produtores da região se comprometem a respeitar processos de produção das uvas e da fabricação do espumante, fornecer aos órgãos estatais e privados liberdade para controlar e fiscalizar os processos.   Taça de vinho na vinha - ©Itu/Wikimedia Commons Considerando outras opções, para esta comemoração poderíamos, quem sabe, propor um Franciacorta italiano, feito na região da Lombardia, norte da Itália. Uma combinação perfeita e proporcional à classe, à elegância e ao perfil extrovertido de Fernanda Torres.    A propósito, não há como deixar de fora a pluralidade que marca o povo latino, e isso remete a um cava espanhol, por que não? Noites quentes, ao som das músicas mediterrâneas espanholas, as bolhas brilhariam ao ritmo das danças e festas, o sangue latino fervilha e sabe festejar.   Atualmente tem aumentado a preferência pelos espumantes ingleses. Sussex, na Inglaterra, pode ser considerada a melhor região para essa produção, tem sido comparada à Champagne, na França, e conta com uma enorme qualidade e performance na taça – sendo esse espumante de Sussex uma das minhas melhores degustações em 2024. Em contrapartida, penso que a seriedade anglo-saxônica ficaria para uma tarde mais íntima e com poucos amigos.    Obviamente, festejar com uma garrafa de champanhe representa o clímax em comemorações em muitos lugares do mundo – grandes produtores, ótimos produtos, experiências explícitas nas taças e nos olhares, são o máximo em meios às opções aqui descritas para a melhor atriz da premiação.  Em tempo, cabe lembrar que um Veuve Clicquot combinaria de forma inebriante, a história da viúva Eunice Paiva contra um sistema, que é o enredo do filme Ainda estou aqui , com o champanhe da viúva que também j á foi um filme ( A viúva Clicquot –  a mulher que formou um império, 2023), a qual teve sua história de amor interrompida pela lástima da morte...    Enfim, histórias não faltarão, bem como, mais sugestões não faltariam, mas, exatamente agora, o que de fato penso: deixaria um Dom Pérignon Vintage debaixo da cama para dar sorte no evento do Oscar.     Evandro Martini - Sommelier Ítalo-brasileiro.   1 – Quem era Evandro Martini antes de conhecer as vinhas? Conte um resumo de sua infância, juventude até chegar neste universo dos vinhos.   Nascido em Curitiba, em uma família que veio do interior do Paraná em razão da crise do café. Estudei e trabalhei em diversos ramos, com acentuado perfil para vendas. Fui desde auxiliar financeiro em um canal de televisão até baixista em uma banda. Casei em 2.000, mudei para a Itália em 2.006 e meu filho Brenno nasceu lá em 2.010. Desde então, minha trajetória foi se direcionando para o universo do vinho.   2 – Quando começou a trabalhar como Sommelier te passa um filme na cabeça... conte as aventuras que passou neste contexto internacional, citando Itália, entre outros países que conheceu visitando plantações de uva. Eu trabalhava na Itália no campo gerindo o trabalho nas parreiras, quando apareceu um curso da ONAV - Organizzazione Nazionale Assaggiatori di Vino. Eu fiz o curso e descobri um talento: que o meu paladar é limpo, talvez por nunca ter fumado e ter bons hábitos alimentares. Isso foi muito útil para avaliar os vinhos da empresa em que trabalhei. Antes de engarrafar um vinho, muitos degustadores devem avaliar para que nenhum defeito ou sobressalência de algum aspecto gustativo desvie do objetivo do enólogo, e para mim era realmente muito fácil fazer estas avaliações.    A maior curiosidade que me impactou foi uma visita à Grécia, fomos a uma vinícola que tinha por característica deixar o vinho oxidar, aquilo parecia um defeito. Fiquei muito intrigado com essa peculiaridade. No entanto, à noite fomos a uma festa típica grega - e lá tudo fez sentido, o vinho servido harmonizava espetacularmente com a gastronomia daquela região, o queijo fresco era presente em diversos pratos, o efeito da oxidação do vinho aprimorava aqueles sabores. Quebrar barreiras de mentalidade num mundo tão tradicionalista como o do vinho acaba se tornando uma vantagem.   3 – Qual foi a grande fase de sua vida neste conhecimento e apresente suas conquistas através do seu trabalho relacionado à natureza das vinhas.   Aprendi a gerir o vinhedo com Giovani, um senhor de 75 anos. Ele respeitava a plantação como se fosse a família dele, eu internalizei esse entendimento. Em 2015, eu gerenciei a vinha sozinho, pois Giovani tinha ido cuidar das vinhas celestiais. Aquela safra estava caminhando muito bem, perto da perfeição, quando numa conversa com o Pietro Lavelli, que era o proprietário, decidimos fazer vinhos concentrados e importantes para guarda, isto é, vinhos que podem durar muito tempo engarrafados. Fiz as podas para que as uvas ficassem com pouca água e muita substância, e isto funcionou, os vinhos: Centanni Barbera e o 110 & Lode Merlot ficaram fantásticos, com pontuações acima dos 96/100.    Aprender e executar, isso me trouxe muita satisfação. Realmente naquele momento eu poderia dizer que honrei o que aprendi. Por outro lado, em 2018, quando eu era Diretor Comercial de Região, fiz uma ótima campanha de publicidade e com um vinho recém-criado: Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC - IL Pozzetto 2018, ganhamos o reconhecimento da guia de vinhos “Gambero Rosso”, a mais importante da Itália.   4 - Tem um trecho da Sagradas Escrituras fala de um milagre onde transforma água e vinho, tornando o segundo melhor que o primeiro... com base neste acontecimento você já presenciou algum consumidor falando de cura ao tomar vinho?   Essa pergunta me pareceu um pouco inusitada, mas, depois de refletir, posso afirmar que sim. Vou contar o que presenciei. Durante o tempo em que eu estava na Direção Comercial fazíamos muitos eventos, eram jantares, degustações, almoços, aperitivos, reuniões e toda a sorte de confraternizações. Um grupo em particular sempre me pedia para fazer aperitivos. Começaram com poucos, mas com o passar do tempo, o grupo se tornou bastante numeroso, eram empreendedores da região que buscavam um lugar para descontração. O vinho pode contribuir com a melhora da qualidade de vida. Naquele grupo, eu vi essa afirmação se concretizar, no início as conversas não passavam de trivialidades como futebol e notícias corriqueiras, mas creio que o consumo do vinho somado a um ambiente adequado fez com que as conversas subissem de nível.   Depois de um tempo, os assuntos sobre alimentação saudável, sustentabilidade, qualidade de vida e de tempo, eram naturais nas rodas de conversa. Eu vi que esses momentos regados a aperitivos contribuíram para que houvesse uma melhor conexão de ideias, formando um tipo de rede intelectual - e a cada duas semanas fui notando uma melhora na qualidade de vida daquelas pessoas.    Eu vejo o vinho como uma possibilidade de uma vida melhor, pois permite uma quebra na rotina e normalmente quando você se dedica a algo - nesse caso o universo do vinho - você passa a ser mais criterioso, pois tende a se preocupar com a escolha de alimentos que harmonizam com o vinho, consequentemente o seu paladar o leva a escolhas mais específicas e saudáveis. Poderia afirmar que o vinho, assim como o hábito da leitura, pode transformar a mentalidade das pessoas.   5 – No momento do ciclo de vida ao termos consultas periódicas com cardiologistas, falam para beber vinho que é bom para o coração... além deste fato a companhia de pessoas amáveis em determinado ambiente fica mais agradável? O que pensa neste sentido Evandro?   Depois de anos falando que o consumo de vinho faria bem à saúde hoje há muitos artigos que pautados em pesquisa falando ao contrário. Meu entendimento sobre o consumo de vinho e saúde é muito mais holístico, isto é, devemos ter um olhar global para emitir uma opinião. Em relação aos países onde o consumo de vinho é maior, a expectativa de vida acompanha esse percentual. O vinho é um alimento, serve para nos nutrir, o álcool que o vinho possui serve para manter no tempo esse alimento, o álcool pode fazer mal se consumido em alta quantidade ou em produtos de baixa qualidade. Melhorar o produto e o consumo deve ser a meta de quem aprecia o vinho. Considero uma pena que boa parte dos produtores sugeridos pelo mercado acabam usando muitos recursos químicos para obter vinhos mais baratos.   Claro que são produtos que não fazem mal à saúde diretamente, mas qual é o limite para correções químicas dos vinhos? Qual a reação suportável para cada pessoa desses aditivos do vinho? Hoje vemos uma quantidade de pessoas com os mais diversos tipos de alergias alimentares, a maioria jovens que ainda não experimentaram o vinho, minha pergunta é: há boas pesquisas sobre os efeitos dos produtos químicos nos alimentos industrializados? Isso é algo com que devemos nos preocupar. Mas tenho certeza de que uma taça de vinho de um produtor que respeita o consumidor faz um bem incalculável.   6 – Atualmente temos variedades de espécies de uvas, utilizadas na fabricação de champanhe, vinho, geleia... o próprio suco integral da uva misturado com maçã, entre outras frutas. Qual a margem de consumo hoje no Brasil? E se há algum país com maior demanda? Explique, por favor.   Há mais de 5 mil tipos de uvas, sendo usadas pelo ser humano e pelos animais em diversas regiões do mundo. A planta da uva é muito produtiva, bem cuidada pode produzir muitos quilos de uva. Existem basicamente duas categorias: Vitis Vinífera e Vitis Labrusca. A diferença entre elas é a quantidade de açúcares que produzem. As viníferas são extremamente doces, facilitando a transformação do açúcar em álcool, por isso são utilizadas para fazer vinhos, já a labrusca, sem essa capacidade de acumular tanto açúcar, é muito melhor para o consumo.   Exemplificando, a uva Merlot que é Vitis Vinífera é docíssima, se você comer essa uva madura vai te dar muita sede, coisa diferente ocorre se você consome a uva Isabel que é Labrusca, cultivada no Brasil, a quantidade dela de açúcares é baixa dando lugar para acidez e minerais que ajudam a matar a sede. Por isso na Europa é muito difícil encontrar suco de uva, pois eles cultivam a Vitis Vinífera, como dito anteriormente, é muito doce para o consumo direto. Falando sobre o suco de maçã que em quase todos os sucos de frutas é acrescentado, vale dizer que a tecnologia criou macieiras extremamente resistentes a doenças, criando uma superprodução, mas deixando o fruto com pouco gosto característico, e nisso a indústria aproveita para inserir e baratear outros sucos de fruta, um espécie de “efeito chuchu”, aumenta o volume e leva pouco sabor.      7- Qual é o vinho considerado mais caro hoje e qual origem?   Um tema interessante que eu gostaria de expandir: o preço do vinho. Poderia citar os grandes vinhos franceses das melhores safras históricas, garrafas que chegam a centenas de milhares de dólares, são leiloadas assim como ocorre com quadros e obras de arte. Mas sugiro refletir o que leva um vinho a custar tão caro? Poderíamos dizer que é pela raridade, pelas poucas garrafas que existem, mas então eu argumento sobre pequenos produtores de 1.000 garrafas, mas seus vinhos custam pouco. Dizer sobre a localização do vinhedo, Petrus que é um dos vinhos mais caros do mundo é vizinho de outros tantos produtores do Pomerol que não chegam nem a 10% do preço do Merlot Petrus. A safra? Quando é o melhor ano, como aconteceu em 2015, todos os vinhos melhoram. Dessa forma, o preço se mantém o mesmo por questões de mercado. O preço das safras excepcionais tende a aumentar de preço dez anos depois. Qual é o elemento que faz o vinho ter preços altíssimos? A minha experiência reconhece que o fator principal é a história. Sim, se você tem um vinho, você possuirá a história daquele produto.   Por exemplo: é como um livro impresso por Gutemberg, foge do mundo material e entra no campo da consciência histórica, representa uma empresa, uma família, uma vida, todo o esforço em criar a bebida que representa a criatividade humana e a transformação natural. Sobre preço, ele diminui quando entendemos o valor. Um exemplo, pagaram pelo Domaine Romainée-Conti 1945 482.000,00 Euros, o equivalente a 3.015.430,00 reais, observe o ano.   8 – Quando você visita as plantações de uva, consegue identificar a qualidade pela cor da uva? Qual a coloração ideal para estar no ponto?   Nossa que pergunta interessante. Existem muitas regras fáceis para quem planta uvas, uma delas é que dentro de um território, onde uma uva se adapta bem, quase tudo ali vai ser aquela a dominante. Por exemplo: se estou na Serra Gaúcha, os vinhedos que mais eu vou ver são da uva bordô, mais plantada em absoluto, muito adaptada à região. Caso eu vá para a região de Champagne, na França, com certeza vou verificar a Chardonnay em todo lugar. É tipo a regra do futebol que em time que está ganhando não se mexe. Vou contar uma coisa que aconteceu comigo, quando estava nas minha primeira vindima, o período de colher as uvas. Naquela ocasião, no meio da uva Turbiana havia algumas plantas de Chardonnay, então durante o ano marcamos onde estavam aquelas plantas, reconhecemos pelo desenho da folha e pela cor mais intensa delas.   Na hora da vindima, observamos que o trabalho de identificar e sinalizar foi inútil, pois eram totalmente diferentes das outras, não tinha como errar. Funciona que cada varietal tem sua própria formação de folhas.   Sobre a maturação ideal para as uvas, na Itália temos um ditado: “Chi trova il giorno giusto per la vendemmia presto gira in Ferrari per la campagna”, ou seja, Quem encontra o dia exato para fazer a colheita das uvas, logo vai ter uma Ferrari para ir andar na fazenda. Isso indicava a importância desse dia. Tem algumas curiosidades como: o melhor dia da colheita são 100 dias depois da floração, quando os pássaros começam a comer as uvas ou os javalis as derrubam no chão, histórias não faltam. Hoje na realidade são feitas medidas para ver a curva de maturação. Ideal é quando os açúcares se estabilizam com os ácidos, o máximo do doce com a melhor acidez.     9 – Você já ganhou alguma premiação sendo degustador de algum Cliente? Comente.   Bem, eu estive no comando das vendas de uma Região da Itália, Marche, e posso dizer que o maior prêmio foi que um brasileiro conseguiu vender por 3 anos seguidos todo o estoque de vinho, chegando a ter que negar novos clientes, pois me faltava o produto. Minha experiência em adaptar o nosso vinho aos pratos que os restantes propunham me fez ser reconhecido como o brasileiro do vinho.   Um fato curioso, um cliente que conquistei queria o vinho mais importante nosso, que era Passione Verdicchio Superior, mas quando fui provar os pratos daquele restaurante notei que o nosso Pozzetto, que era um vinho mais básico, seria muito melhor para harmonizar o estilo do tempero dele, tendo base em verdes como a salsinha e a cebolinha, o que harmonizava muito mais com o vinho mais simples e mais barato. Quando sugeri, o proprietário não acreditou muito, achando que o Superior faria mais efeito, mas por insistência minha ele colocou os dois vinhos na carta, o vinho Pozzetto virou febre e naquele restaurante era quase só consumido este vinho, o proprietário entendeu a importância de um Sommelier. 10 - Você escreveu em nossa revista sobre os vinhos do vulcão Etna. Faça um link dessa ideia com uma mensagem para aqueles que estão iniciando seus estudos a respeito do vinho.     Os vinhos do vulcão Etna, na Sicília, são uma metáfora sobre brincar com o perigo. Essa é uma mensagem parecida com a que eu digo sempre aos iniciantes do mundo dos vinhos, brinquem com os mais variados tipos de vinho, sejam curiosos e arrisquem nos mais diversos estilos, mantenham a cabeça aberta para que o inusitado seja uma bela surpresa na taça, não percam oportunidade de provar novidades, todo o vinho melhora se a companhia é boa. Se quer estudar, vale a pena. O Brasil está precisando de críticos no vinho, pessoas com conhecimento apropriado para melhorar o nosso produto e consumo. Voltei ao Brasil com o objetivo de desenvolver projetos para o conhecimento dos vinhos e o bem estar que isto proporciona. João Paulo Penido

  • Copacabana, a princesinha do mar – Parte 9

    Imagem da orla de Copacabana - Anos 70 Nos anos 70, no governo Negrão de Lima, foi inaugurada a ampliação da praia e da  Avenida Atlântica  . Uma nova concepção urbanística dá à  praia de Copacabana   uma grande faixa de areia. As calçadas da orla marítima, continuaram com seus desenhos em forma de ondas, mas o canteiro central ganhou belos desenhos geométricos, do arquiteto e urbanista Burle Marx e várias árvores.  Imagem da Boate Fred´s , terreno onde seria construido o Le Meridien Rio Imagem da duplicação da Avenida Atlântica - anos 70 “Copacabana, pode não ser o melhor - e é um ponto bastante discutido pelos urbanistas -, mas, para os seus moradores e para o visitante, o bairro é infinitamente lindo e viável ”.   Parte dos problemas do bairro veio do crescimento do número de automóveis, e para estes, Copacabana é quase inviável, por não ser possível acomodá-los nos estacionamentos e garagens existentes.   Visando a uma melhor solução para os problemas foram se formando as  Associações de Amigos e Moradores  das seguintes áreas, como:  Bairro Peixoto, Praça Cardeal Arcoverde, Leme, Pedra do Inhangá, Postos Quatro, Cinco e Seis e Arpoador .   Entre 1974 e 1976, a avenida Atlântica ganharia seus dois arranha-céus.  O Le Meridièn Rio e o Rio Othon Palace Hotel.   Inaugurado em 1975, Hotel Le Méridien Rio foi inaugurado pela rede francesa Le Méridien. Com 545 quartos distribuídos em um prédio de 39 andares. Imagem da construção do Hotel Le Meridien Rio - Anos 70 - Arquivo Leme Antigo - Esta altura só foi possível graças a um acordo com o governo do então  Estado da Guanabara , que autorizou a construção do prédios acima do  gabarito  da região, com a condição de que eles fossem sempre mantidos como hotéis. Está situado em uma localização privilegiada, com vista para a  Praia de Copacabana  e o  Oceano Atlântico , com vistas diretas sobre o  Pão de Açúcar  e o  Cristo Redentor  no  Corcovado . Imagem da cascata de fogos do Hotel Le Meridien - Anos 70 O hotel era endereço de famosos que passavam pela cidade, conhecido também pelo estrelado restaurante Le Saint-Honoré, além da cascata de fogos que descia do terraço pela fachada no réveillon.   Numa iniciativa do Méridien, no Réveillon de 1976, promoveu uma deslumbrante queima de fogos do alto de seu edifício, assim fixou-se no calendário da cidade esse evento e institui-se a queima de fogos na praia. O hotel virou referência do Réveillon de Copacabana, com sua cascata de fogos de Copacabana por 21 anos. Para quem via a cena da praia, a sensação era como se o edifício sumisse diante dos fogos e da fumaça.   Em 1974, Copacabana acompanharia a construção de um dos maiores hotéis do Rio de Janeiro. O Rio Othon Palace Hotel, no posto 5 da Avenida Atlântica nº 3264; começa a ser concebido pelas mãos do renomado arquiteto Affonso Eduardo Reidy em 1974. Imagem do mapa da aréa que seria construído o Rio Othon Palace Hotel Para isso, seis antigas casas (sendo duas na orla e quatro de fundos) foram demolidas para a construção do grande arranha-céu que marcaria para sempre a história da bela princesinha do mar. Imagem das casas que ocupavam o terreno do Rio Othon Palace Hotel - Inicio anos 70 - Arquivo Pessoal Imagem da construção do Rio Othon Palace Hotel - 1974-75 - Copacabana - Arquivo Pessoal Inaugurado em 1976, na fase de expansão da rede hoteleira Othon, que se tornou a maior da América do Sul.   Tudo no Rio Othon Palace era grandioso; com os seus impressionantes 34 andares, 586 apartamentos e suítes ,5 restaurantes e 14 salões de eventos, o gigantesco hotel contribuiu enormemente para o crescimento hoteleiro da cidade. Imagem da duplicação da Avenida Atântica nos anos 70 - Leme Imagem da Avenida Atântica com o final das obras do Rio Othon Palace - 1975 “Os anos 70, os hotéis altos de Copacabana – Rio Othon Palace e Le Méridien despontaram nos céus de Copacabana, modificando a paisagem da orla e indicando um novo crescimento imobiliário, ocorrido no início dos anos 1980, substituindo-se antigos prédios nas ruas próximas à praia por edifícios residenciais e comerciais de alto padrão”.   Noite dos anos 70   Nas infindáveis noites de Copacabana, brilhavam as duas boates que tinham os dois grandes hotéis como endereço.   O Regine’s do Méridien e o Crocodilos do Rio Othon Palace.   Régine foi pioneira ao criar o conceito de discotecas com DJs, lançando um novo modo de viver a noite. Ela entendia que o segredo do sucesso era não apenas o local, mas quem estava nele, e por isso impôs uma rígida política de portas, tornando seu espaço ainda mais desejado. Imagem da Boate Regine´s do Hotel Le Meridien com a anfitriã. Régine’s não era apenas uma boate; era um símbolo de status social. Desde sua fundação, a boate cultivava um ambiente de exclusividade onde apenas os mais privilegiados e influentes poderiam entrar. A política de portas era extremamente rigorosa, e Régine tinha um olho clínico para quem deveria ou não entrar. Celebridades, aristocratas, empresários, e políticos faziam parte do seleto grupo que frequentava o local, e a lista de convidados era criteriosamente escolhida. A filial no Rio de Janeiro, trouxe o luxo europeu para a alta sociedade brasileira, atraindo tanto estrelas internacionais quanto locais.    Crocodilo’s – Rio Othon Palace Hotel.   Não tão famosa como a Regine´s, a Boate Crocodilos do Rei da noite carioca, Ricardo Amaral agitou a noite já muito movimentada de Copacabana. Na próxima e última matéria, chegaremos aos anos 80 e 90 na centenária Copacabana. Não percam! Fontes:  Arquivo Pessoal Arquivo Hotéis Othon S/A Brasiliana fotográfica Leme Antigo (David Groisman) André Conrado

  • Inscrições para a sexta Colectânea de Poesia Lusófona em Paris encerram a 20 de janeiro

    Foto: cedida pela organização As inscrições para a sexta Colectânea de Poesia Lusófona em Paris estão abertas para pessoas maiores de 18 anos e residentes “em qualquer país do mundo, desde que escrevam na Língua Portuguesa”. O tema é livre e os analistas estarão atentos à qualidade dos poemas, que poderão ser negados se tiverem “temas obscenos ou que possam ferir a dignidade de terceiros”.   Os poemas devem ser enviados até o dia 20 de janeiro (segunda-feira) com a ficha de inscrição, uma fotografia pessoal e nota de apresentação para o e-mail poesiasofonaparis@gmail.com . Caso o autor tenha os seus poemas escolhidos, deverá assumir “o compromisso de adquirir um livro por cada poema selecionado no valor de 15 euros”. Neste mesmo e-mail, os interessados podem solicitar o regulamento.   Os coordenadores Adélio Amaro e Frankelim Amaral, escritores reconhecidos na comunidade lusófona pelos poetas, frisam que a coletânea, uma parceria entre a Portugal Mag Editora e a BiblioRuralis — Associação Cultural, foi criada para promover os poetas de “Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor espalhados por todo o mundo”.   As cinco edições anteriores contaram com a participação de mais de 340 poetas de vários países de Língua Portuguesa. Neste ano, ressaltam os organizadores, as apresentações da colectânea já têm garantida a participação do Consulado Geral de Portugal em Paris. Ígor Lopes

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