Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...
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- Enquanto houver histórias para contar, o mundo continua
Estreou a peça teatral Ideias Para Adiar o Fim do Mundo , no teatro Futuros Arte e Tecnologia. A idealização é de Joao Bernardo Caldeira. A peça teatral narra a trajetória de vida de Yumo Apurinã, há seis anos radicado no Rio de Janeiro. Ele é um indígena do povo Apurinã, nascido na Aldeia Mawanaty, no território Cinta Larga, em Rondônia, cuja vida é marcada por um intenso processo de massacre, desmatamento e evangelização. Os aspectos da sua trajetória são cruzados com as obras, falas, o pensamento e a trajetória do líder indígena Ailton Krenak, possibilitando assim a realização de uma reflexão sobre o processo de violação dos povos nativos do Brasil. O texto de Joao Bernardo Caldeira, e de Yumo Apurinã, inspirado nas obras de Ailton Krenak, é denso, profundo, robusto, denunciador, reflexivo, e deixa transparecer a preocupação com os povos originários. Apresenta-se como um grito de alerta contra o processo de aniquilamento, destruição e esmagamento dos povos indígenas e suas tradições. É um texto que clama pela defesa das terras indígenas, pela preservação da floresta, e pela resistência cultural dos nativos. Conforme a fala de Yumo Apurinã durante a sua apresentação enquanto continuamos a contar histórias adiamos o fim do mundo. As histórias narradas representam a vida, a sabedoria, o conhecimento, que é passado de geração a geração, por meio da oralidade, mantendo vivas as suas tradições socioculturais. São os legados vivos da ancestralidade. Portanto, enquanto houver vida, essas narrativas serão contadas e se perpetuarão, mantendo o funcionamento e a dinâmica das sociedades nativas, e impedindo a extinção do mundo. Yumo Apurinã tem uma atuação notável. Ele domina o texto e o palco com segurança e firmeza. Atua e interpreta com uma técnica perfeita. E a esta última alia a emoção. Deixa transparecer uma forte carga emocional, ao colocar para fora a inquietude contra o processo de colonização que o seu povo viveu e continua a viver, processo liderado pelo homem branco, violento e usurpador. A direção é de João Bernardo Caldeira. Ele deixou o ator a vontade no palco, e valorizou as suas interpretações nas diversas cenas, bem como seu gestual e corporal, marcada por sua intensa movimentação pelo palco. Os figurinos criados por Wangleys Manaó são adequados e simples. Deixam transparecer as vestimentas do homem branco no corpo nativo. Ele nao está de tanga e cocar, mas de camisa de botão e calça. Num segundo momento, troca a camisa referida por uma do Brasil. E, em outro momento, fica com o peito nu, mostrando as suas tatuagens. A cenografia criada por João Bernardo Caldeira e Yumo Apurinã é criativa e adequada. No centro do palco há um banco de madeira, e dois elementos aparecem pendurados por fios presos ao teto: uma pedra, e uma escultura com formato do mapa do Brasil. Convém sublinhar que, para os indígenas, a pedra não é somente um material mineral, mas também tem um caráter sagrado, como montanhas, rios, entre outros. A Iluminação criada por Djalma Amaral é adequada, apresenta um bonito desenho de luzes, oscilando entre momentos de claridade, e momentos de escuridão. As composições criadas por Xipu Puri e Felipe Storino, e a música "Um Indígena", de Kae Guajajara e Kandu Puri, deixam transparecer o quanto a sonoridade nativa é agradável e melodiosa. Ideias para Adiar o Fim do Mundo apresenta uma dramaturgia crítica, densa e reflexiva; uma notável atuação de Yumo Apurinã, associando técnica e emoção; e, figurinos, cenografia e iluminação adequados ao espetáculo. Excelente produção cênica! Alex Varela
- "Escolhas" um espectáculo onde o público é o grande decisor estreia dia 13 de fevereiro no Teatro Villaret
Link para Press Kit: https://9tiox.r.a.d.sendibm1.com/mk/cl/f/sh/1t6Af4OiGsGQ0yNReRbd3MMAJNIysn/lPqmWwlueZAR O Teatro Villaret recebe a partir do dia 13 de fevereiro de 2025 a estreia de "Escolhas", uma comédia interativa que promete revolucionar a experiência teatral. Conta com um elenco de excelência composto por José Pedro Vasconcelos, Jessica Athayde, Joana Pais de Brito, Vasco Pereira Coutinho e Hugo Mestre Amaro. Neste espectáculo, com encenação de Marco Medeiros e texto de Sébastien Azzopardi e Sacha Danino, o público não é apenas espectador, mas sim um elemento essencial, com o poder de decidir o rumo da história e o destino das personagens. O espectáculo, nomeado para os prestigiados Prémios Molière e amplamente aclamado em Paris, combina humor, emoção e dinamismo. "Escolhas" transforma cada apresentação numa experiência única e imprevisível, totalmente guiada pelas decisões do público. Sinopse: Miguel trabalha na ourivesaria do cunhado, tem uma namorada estável e um talento musical que nunca conseguiu levar além do sonho. Tímido e indeciso vive a vida em piloto automático, até que acontece o inesperado: no dia do seu aniversário entra pela porta da loja o seu primeiro amor, que não via há anos. A partir deste momento Miguel embarca numa jornada de incertezas que o leva a confiar ao público o poder de decisão sobre as suas escolhas. Amor, trabalho, amizade, família: que caminho deve seguir? O destino está nas suas mãos! FICHA ARTÍSTICA Texto Sébastien Azzopardi e Sacha Danino Encenação e Desenho de Luz Marco Medeiros Tradução Ana Sampaio Cenário e Figurinos Rui Lopes Assistente de Encenação Rebeca Duarte Produção Força de Produção Com Hugo Mestre Amaro, Joana Pais de Brito, José Pedro Vasconcelos, Jessica Athayde, Vasco Pereira Coutinho Bilhetes Sites Revista do Villa | Teresaa Siqueira | Força Produção
- Estreia no Teatro CCBB RJ espetáculo musical em homenagem a Marku Ribas
Marku Ribas é homenageado em musical que estreia no CCBB Rio em janeiro de 2025. Espetáculo que reúne a família do artista no palco, após temporada de sucesso em Minas Gerais, chega ao circuito carioca para lembrar a trajetória do cantor, compositor, ator, dançarino e percussionista, falecido em 2013. Fotos de Pablo Bernardo: Fotos para divulgação - OneDrive MARKU MUSICAL | Fotos de divulgação - Google Drive A brilhante trajetória do multifacetado Marco Antonio Ribas, mais conhecido por Marku Ribas (1947-2013), mineiro de Pirapora, será contada no espetáculo “Marku Musical”, que chega ao Rio de Janeiro em janeiro de 2025, para temporada no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB Rio). A vida e a obra, e toda a sua intensidade, a extensa produção que marcou o estilo característico do artista ousado e inovador no cenário da música brasileira que misturou o soul, o samba, o samba rock, jazz, funk, reisado, batuque e ritmos africanos dando mais ritmo e riqueza cultural de sons. O espetáculo fica em cartaz no CCBB RJ de 8 de janeiro a 2 de fevereiro do próximo ano, com patrocínio do Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. No palco, Marku estará sendo celebrado e muito bem representado, pelas filhas do cantor, Lira Ribas e Júlia Ribas, que assinam, respectivamente, a direção, em parceria com Ricardo Alves Jr., e a direção musical, em parceria com Marcelo Dai. Elas também estarão no palco, ao lado da mãe e esposa de Marku, Fatão Ribas. O elenco conta, ainda, com o músico e ator Mário Broder e o músico nigeriano Ìdòwú Akínrúlí. O texto do espetáculo parte de uma autobiografia inédita do artista e de memórias trazidas durante os ensaios pelos familiares. Mario Broder, cantor, compositor, multi-instrumentista carioca, dará vida ao artista nas temporadas do Rio e São Paulo. O espetáculo revisita as lutas, graças e dilemas de um dos músicos mais importantes e influentes do Brasil, inovador e que sempre buscou resgatar referências ancestrais para valorizar a cultura mesclada pela diáspora de matriz africana. Além de reverenciar a trajetória de Marku. Utilizando elementos ficcionais e documentais, o espetáculo entrelaça teatro, música e cinema, baseado na autobiografia de Marku não publicada, em memórias familiares e em apreciações estéticas de seu legado e percorre a trajetória do artista em suas experiências em outros países, especialmente no Caribe, na América Central, e no continente africano. “É uma obra que trabalha com uma linguagem que vai do teatro documental ao gênero musical, e uma encenação que mistura imagens captadas ao vivo, teatro e, claro, números musicais. “Estou feliz com o convite da família Ribas para dirigir ‘Marku Musical’. Marku é um dos grandes nomes da música popular brasileira”, diz o diretor Ricardo Alves. A produção realizará um bate-papo sobre o processo criativo e a vida e obra de Marku Ribas. Além disso, haverá 04 sessões com intérprete de libras. Marku, um musical em família O projeto “Marku Musical” propõe, uma reflexão sobre as culturas originárias e ribeirinhas dos interiores do Brasil e a troca cultural de matriz africana baseado em anotações deixadas pelo próprio Marku e um rico acervo de imagens e documentos que possibilitam levar para o teatro, a sua visão, seu olhar sobre as concepções de tradição, autoria e criatividade negra diante dos estereótipos impostos pelas indústrias fonográficas e de entretenimento. Lira Ribas, filha de Marku e diretora do espetáculo, fala do quanto é significativo para ela e sua família revisitarem essas memórias: “É muito tocante para a gente, enquanto família, e uma família de artistas, após 10 anos da passagem de Marku, fazer um trabalho e falar sobre a força do homem preto africano trazia consigo e a força de um homem preto brasileiro que morou na Martinica e visitou a África, evidenciando essa trajetória e suas raízes em seu trabalho e percorrer um processo com a estreia de um espetáculo sobre a vida e a criação dele. E mais do que isso, é muito significativo também esses artistas estarem no palco juntas. Eu, a minha irmã Júlia e a minha mãe, Fatão, com a direção de Ricardo Alves Júnior, grande parceiro de muitos trabalhos comigo”, destaca Lira Ribas. Lira, aliás, relembra que o processo de pesquisa começou com a autobiografia de Marku, que chama “Marku por Marco Antônio”, que é uma autobiografia que foi escrita há alguns anos, antes do artista falecer, e que ele deixou inacabada. “ As memórias dele, o que ele sentia e vivia, seus questionamentos, tudo foi aproveitado desse material que ele mesmo produziu, escreveu e utilizamos com fidelidade até o momento em que ele conhece a minha mãe, no momento que ele casa e tal, e depois dessa parte tinham fragmentos, partes que ele colocava de memórias, mas não numa ordem cronológica. Fomos revirar todo o acervo, que a gente, enquanto família, tem na nossa própria casa, uma salinha que a gente reservou para guardar o material dele. A diretora do musical recorda que o pesquisador pernambucano Rafael Queiroz foi até Belo Horizonte e fez um levantamento do material sobre Marku, produziu um verdadeiro dossiê para mostrar muitas coisas que seriam relevantes e importantes a serem utilizadas na construção do espetáculo. “A partir desse material de pesquisa do Rafael, no acervo da família, mais a autobiografia e as memórias, tanto da família quanto de amigos, começamos a estabelecer uma ordem cronológica. Até como filha, é muito interessante eu pensar que foi a primeira vez que eu vi a vida do meu pai. É uma outra perspectiva, enxergar de fora", diz Lira. Para Lira Ribas, “é importante, é um revisitar, a gente vai vivenciando várias coisas, algumas situações que eu não vivi, que eu sabia por memória e tal. Mas, um dia, nós, elenco e direção, sentamos e fizemos um levantamento dessa história toda do Marku e todas as etapas e camadas. Conseguimos levantar coisas que a gente achava que seria interessante, como dramaturgia. E é isso, esse curioso foi a primeira vez que consegui ver a vida do meu pai, que é o personagem contado do início ao fim, e ver a grandiosidade, de fato, do trabalho dele como artista, mas também como pessoa, entender o quão família ele era, assim como que a vida dele é pautada em cima da paixão e amor pelo trabalho dele e pela família”. “É muita coisa para se contar num espetáculo, nem a própria autobiografia dele comporta, consegue absorver tudo que ele deve ter vivido e entregado, mas a gente tentou entender dramaturgicamente o que era interessante das pessoas saberem como uma contação de história mesmo. São muitas datas, muitos nomes, episódios, tudo é muito interessante na vida dele. O público vai ter a chance de poder conhecer mais sobre Marku Ribas como as vivências dele em cada local que ele passou, viveu, produziu... Como a sua Pirapora (MG) cidade natal dele, as viagens internacionais para Martinica e New Orleans; a ida dele à França, África, que é essa terra-mãe onde que ele busca toda a sua ancestralidade, falar sobre a família, sobre os ancestrais, as pessoas antes dele, os avós, a avó indígena que também estabelece muito o que ele deveria ser depois, enquanto artista, então dessa forma a gente foi entendendo que seria interessante de contar, e pautado principalmente nesse afeto que ele tinha com a família, que era esse porto seguro”, informa Lira. “Antes de ser uma apresentação, ‘Marku Musical’ é uma celebração, por meio de um espetáculo, da vida e obra deste artista que, por minha sorte, é meu pai. E estamos num processo muito bonito e de reconhecimento desse homem, de passar a olhar suas histórias, seus momentos em vida e como isso influenciou tanto nessa obra. Uma obra maravilhosa que é a carreira dele, a música dele, a arte dele”, complementa Lira. Sobre o que o público pode guardar do espetáculo, Lira acredita que possa ser a confirmação do artista empenhado em querer inovar e buscar as origens da sua arte. “Acho que todo mundo que já assistiu a peça, ou que irá assistir, nos traz uma coisa que fica muito forte para a gente que é a sensação de que quem já o conhecia fica impressionado mesmo conhecendo a obra, como que o Marku tinha sempre mais algo para mostrar e para contar curiosidades que muita gente que é fã dele não sabia. E quem nunca ouviu falar, já chegou para mim e falou assim, “nossa, sabe você ter saudade de alguém que você não conhece? Eu tô com saudade do Marku”. Outros falam “meu Deus, como é que eu nunca ouvi falar desse artista, que incrível que ele é” . É o legado dele, pautado dentro das duas linhas no teatro, uma que é a profissional, que é esse artista autêntico, a busca dele pela verdade artística dele, o guiava”. A busca pela essência e melhora dele culturalmente até dos rompimentos que ele faz com gravadoras, com o sistema, em busca da autenticidade artística, da verdade dele. Isso eu acho que é o que mais fica dele, dessa autenticidade mesmo. E da força dele entender quem ele era, da ancestralidade dele afro indígena, e de uma época que isso não era dito, que hoje a gente está mais em pauta esse assunto, mas antigamente poucos artistas tinham tanto essa verdade para falar de uma forma tão original. E completa dizendo que “a outra é a família, é esse legado de Marku, não essa família tradicional, formal, mas da família afeto mesmo, da responsabilidade paterna, a gente põe isso muito em pauta em um lugar onde o Brasil é um país com essa ausência parental, desses pais que abandonam, principalmente um homem negro que teve um pai e se torna um pai mais presente ainda, porque já não é só um pai da família, o provedor, mas se torna um país presente, ativo, afetivo, que compartilhava as funções juntamente com a minha mãe, então acho que o espetáculo traz esse lugar do afeto, de entender a importância e de humanizar esse homem preto, colocar enquanto afeto, porque ele também pode ser um bom pai, pode amar e vivenciar, amar e ser amado, isso acho que é importante e que se fala na peça também por se tratar também de um homem negro. Outra filha de Marku e que também está no projeto, assinando a direção musical e compondo o elenco do espetáculo, Júlia Ribas destaca a relevância profunda, histórica, cultural, social, cívica, familiar, e hereditária de trazer a existência de Marku através de um musical dirigido por Ricardo Alves e pela irmã Lira Ribas. “É uma alegria e um aprendizado sobre vida e obra de Marku Ribas, o nosso Marco Antônio Ribas. Uma parte dela revelada através de uma explosão artística, com a sensibilidade, a poesia, a maturidade, a historicidade de uma vida tão importante e tão pontual nesse mundo, como a vida e obra de Marku e sobre a sua importância cultural, social, cívica, familiar, e hereditária. Fundamental para esse momento é ter minha mãe, Fatão, presente em cena, possibilitando esse leque de trabalho entre nós três: mulher, esposa e filhas, numa linguagem ainda tão viva quanto a vida e obra dele, quase 11 anos depois. Sinto que vai poder alcançar outros ouvintes, outros ouvidos e trazer a memória de Marku” ressalta Júlia. Biografias Lira Ribas – Direção de elenco Lira Ribas é atriz, diretora e figurinista, atuante no teatro e no cinema. Atuou e dirigiu diversas peças em Belo Horizonte, onde ganhou o Prêmio Sinparc-MG como Melhor Diretora, com o espetáculo "E Peça que nos Perdoe", em 2013, e atuou em vários filmes mineiros, dentre eles "Estado Itinerante", pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Brasília, em 2016, e "Luna", de Cris Azzi, um dos filmes selecionados para o Festival de Brasília 2018. Na função de figurinista, também foi indicada ao Prêmio Sinparc-MG diversas vezes. Já atuou com o grupo Espanca no espetáculo "Dente de Leão", e participou do filme "O Natal de Rita", dirigido por Ricardo Alves Jr., pela Globo Filmes. Além de dirigir no teatro, Lira Ribas também dirigiu shows em Belo Horizonte, entre eles o do cantor Marcelo Veronez e da atriz Mariana Arruda. Também atua como mestre de cerimônia, como no Festival Fênix, Noite no Museu Memorial da Vale, Mostra CineBH e Tributo a Marku Ribas. Fundadora e produtora de dois blocos de carnaval de Belo Horizonte, o Corte Devassa e o Magnólia, é atuante no carnaval de rua da cidade e em seus desdobramentos durante o ano. Ricardo Alves JR. - Direção Ricardo Alves Jr. é diretor de cinema, de teatro e também produtor. É fundador da produtora Entre Filmes. Seus trabalhos se caracterizam pela hibridez de linguagens em busca de construções de atmosferas e universos particulares. Seus filmes foram exibidos em diversos festivais internacionais (Berlinale Short, Forum Expanded, Semana da Crítica do Festival de Cannes, Locarno, Rotterdão, Oberhausen, Havana). “Elon não Acredita na Morte” é seu primeiro longa-metragem e teve estreia nacional no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Em 2022 lançou o documentário "Quem tem Medo?" exibido nos festivais: Tudo é Verdade, DocLisboa e DocMéxico. No teatro dirigiu 7 espetáculos, entre eles "Cine Splendid”, projeto contemplado pelo fundo Iberescena, sendo apresentado no festival MIRADA e no Sesc Ipiranga, em SP. Em 2018, dirigiu “Eclipse Solar ", espetáculo de formatura do CEFART. Seu último trabalho no teatro é o espetáculo “Tragédia” com o grupo Quatrolos Cinco, indicado ao 6º Prêmio Copasa/Sinparc de Artes Cênicas: Melhor espetáculo; Melhor texto inédito; Melhor ator e Melhor atriz. Também realizou temporada no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, e foi selecionado para a mostra oficial do Festival de Teatro de Curitiba 2023. Júlia Ribas - Direção Musical e elenco Júlia Ribas, cantora, compositora e educadora, teve grande reconhecimento nacional e internacional, sobretudo após o lançamento de seu primeiro disco “Brasiliando”, gravado pela 1° edição do “Natura Musical” (2005). Após turnê musical na Alemanha e Áustria, viagens à África e ao Haiti, cultivando parcerias sociais e culturais, Júlia lança o disco “Voz, Violão, Essência” (2013). Mais consciente e madura, remarca e pontua um tempo de reorganização do repertório musical ainda mais forte e latente, com revisitação às obras do pai Marku Ribas, idealizando o “Festival Minas Canta Marku” e também lança o EP “De Volta Pra Casa” (2019). Em sensível encontro com suas poesias e composições autorais, Júlia Ribas ressignifica e expõe sua feminilidade detentora de legados e com o rompimento de um silêncio, assumindo sua postura markuniana, sertaneja, barranqueira, musical e universal, e, ainda, autoral, expondo em 2021 o EP “Tempo”. Numa simbiose entre suas revisitações e o novo formato de “estado de palco”, em meio à pandemia, transforma todo seu trabalho em uma verdadeira celebração à música e à vida, e ecoa então, através da Lei Aldir Blanc, o álbum “Lágrima Seca”. Marcelo Dai - Direção Musical Nascido em Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, Marcelo Dai, cantor e multi-instrumentista, começou sua importante vivência artística em um projeto social chamado Corpo Cidadão, aos 7 anos de idade. O que antes era majoritariamente apenas um local seguro no qual ele ficava enquanto a mãe trabalhava, logo tornaria o que transformaria sua vida por completo. Por ser aluno da ONG, Marcelo recebeu uma bolsa integral e iniciou seus estudos de bateria aos 17 anos de idade na FEA - Fundação de Educação Artística, renomada escola de música brasileira, onde estudou com o percussionista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Aluizio Brant. Foi também aluno de bateristas como Esdra "Neném" Ferreira, Márcio Bahia e Arthur Rezende. Enquanto seus talentos lhe traziam oportunidades de performances desde cedo, Marcelo decidiu aperfeiçoar e ampliar sua carreira. Atualmente está terminando um bacharelado em Música Popular na UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, sob a tutela do grande baterista André "Limão" Queiroz, com foco nas técnicas de Blues, Jazz, Funk, Samba, Soul e Música Latina. Com versatilidade e proficiência em seu instrumento, Marcelo vem assumindo cada vez mais espaços em cenas musicais no Brasil e internacionalmente. Realizou notáveis apresentações no exterior, atuando em inúmeros festivais em três continentes. Em 2018, ganhou o prêmio “BDMG Jovem Instrumentista”, pelo qual recebeu 30 horas de aula com o exímio baterista Márcio Bahia. Mais recentemente, Murat Diril Cymbals convidou-o a participar da NAMM 2019 e logo, participou também da NAMM 2020, realizadas na Califórnia, EUA. Allan da Rosa - Dramaturgo Allan Da Rosa é poeta, cronista, contista, escritor, dramaturgo e editor. Autor de "Da Cabula" (que recebeu o Prêmio Nacional de Dramaturgia Negra 2007), "Vão", "Reza de Mãe", além dos infanto-juvenis "Zagaia" e "Zumbi Assombra Quem?" (finalista do Jabuti 2018, em sua categoria). Em coautoria, publicou "Morada, Mukondo Lírico" (Prêmio Funarte de Arte Negra 2014) e "A Calimba e a Flauta: Versos Úmidos e Tesos". Também escreveu "Pedagoginga, Autonomia e Mocambagem" (uma nova tiragem está prevista para este mês). Um dos nomes expressivos da literatura periférica, é idealizador de Edições Toró, que visava a publicação de livros de autores da literatura periférica, e “Nas Ruas da Literatura”, na Rádio USP, para discutir a obra de grandes nomes da literatura africana, brasileira e latinoamericana. Doutorando pela USP, já palestrou, recitou, oficinou e debateu em rodas, feiras, universidades, bibliotecas e centros comunitários de muitos estados do Brasil e também por Cuba, Moçambique, EUA, Colômbia, Bolívia e Argentina, dentre outras paragens. Rafael Queiroz - Pesquisa Dramatúrgica Rafael Queiroz é doutor e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e possui graduação em Comunicação Social - Rádio, TV e Internet pela mesma instituição. Escreveu e pesquisou sobre música e comunicação, abordando temas como mídia, consumo, materialidade, cenas e circuitos culturais. Foi bolsista pesquisador da Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), na Coordenadoria de Música. Escreveu para as revistas Outros Críticos e MI (Música Independente), entre matérias, resenhas, entrevistas e ensaios, ainda desenvolvendo um trabalho como DJ, tendo integrado o projeto coletivo de discotecagem de música africana e afrodiaspórica, Estrela Negra. A partir do doutorado, começa a pesquisar a música do Atlântico Negro, sua produção, distribuição e consumo relacionados a processos identitários e questões raciais, num compêndio estético e político. Sua pesquisa gerou a tese "Fogo nos Racistas! Epistemologias negras para ler, ver e ouvir a música afrodiaspórica", em que trabalha com o pensamento de autorxs negrxs e os utiliza para analisar produtos midiáticos oriundos de artistas africanos e afrodiaspóricos. Reafirmando a importância da música negra enquanto lugar imprescindível para se entender vários processos comunicacionais, sociais, culturais e políticos, e como uma das principais articuladoras da cultura expressiva negra, também a utiliza como forma de combater racismos, epistemícidios e formas hegemônicas de saberes ainda presentes dentro do âmbito acadêmico. Mario Broder - Elenco Broder cresceu no bairro Jabour, Região de Bangu na Zoa Oeste carioca e teve a chance de conviver com Hermeto Pascoal: “que trazia toda a MPB para o bairro”. O que contribui para a sua formação musical de Mário Broder. Fez parte do Grupo Funk ’N Lata, com o qual viajou em turnês se apresentando fora do estado fluminense, vivenciar o impacto da música brasileira em outras culturas. Possui no currículo experiências artísticas e musicais que lhe permitiram diversificar seu talento. Como ator, Mário participou do filme sobre a vida de Noel, interpretando Wilson Batista autor da música Lenço do pescoço, famosa pela polêmica entre Wilson e Noel. No momento é vocalista do Grupo Farofa Carioca. Broder trabalha muito com a influência do Soul, do samba rock, das melodias ritmadas e batidas fortes que vem do samba, dos instrumentos musicais africanos, sua música é para dançar e sentir. Ìdòwù Akìnrúlì - Elenco Nigeriano, pertencente ao povo Yourùbá, dedica-se à realização de ações de promoção das artes e cultura Yourùbá no Brasil. Trabalha com artistas da Nigéria e África em geral, com foco na tradição e expressões contemporâneas da música e da dança, principalmente. Vencedor do prêmio de melhor trilha sonora no Festival Cineserra e Festival de Cinema de Santa Cruz do Sul pelo documentário "Fè Mye Talè". Também recebeu o prêmio de dança Açorianos: Trilha Sonora de Difusão e Formação em Dança; e foi vencedor da 3ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais. Além disso, nos últimos anos, desde 2018, tem sido um dos mestres convidados para ministrar aulas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), através do programa Encontros de Saberes, sobre a Cultura Yorùbá. Em 2018 e 2023, promoveu o Intercâmbio Cultural entre Nigéria e Brasil, fazendo parte da comissão organizadora da visita do rei Ooni Oba Adéyeyè Enitàn Oguúnwusi, maior autoridade do povo Yorùbá, a Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também atuou como facilitador durante a visita do escritor nigeriano Wolw Soyinka, Prêmio Nobel de Literatura, em 2017. Atualmente, é coordenador da empresa ÌLÚ AKIN Produções, idealizador e produtor do projeto Ontologias Outras, Grupo ÌBEJÌ, Ò sé è túra Adrica’njazz, Festival ÌPÀDÉ e FELA DAY POA (Evento em tributo a Fela Kuti). Fatão Ribas - Elenco Maria de Fatima Diniz Bastos Ribas, conhecida como Fatão, nasceu em 12 de abril de 1955 e foi casada com Marku Ribas durante 35 anos, ficando viúva em 2013. Fatão é assistente social e exerceu por 43 anos a profissão, sendo um nome de referência na área de urbanização de vilas e favelas na cidade de Belo Horizonte. Durante todo o período de casamento, Fatão sempre esteve presente nas decisões e na história de carreira de Marku, tendo acompanhado de perto seus processos criativos. Após o falecimento do artista, ela continua seu processo, empenhada em manter a obra dele viva, por meio do acervo da família, a gerência da parte burocrática do material artístico e do legado de Marku, juntamente com suas duas filhas, Júlia e Lira Ribas. A presença de Fatão nos palcos de “MARKU MUSICAL” reforça a noção de documentário para o trabalho e traz possibilidades de trazê-lo para o palco através da presença de sua família. Sobre o CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar. Serviço Marku Musical Temporada: 8 de janeiro a 2 de fevereiro de 2025 Dias e horários: Quarta à sábado às 19h e domingo às 18h Valor do ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia) Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada. Ingressos adquiridos na bilheteria do CCBB ou antecipadamente pelo site bb.com.br/cultura Classificação: 12 anos Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro I Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro Informações: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br Funcionamento do CCBB Rio: de quarta a domingo, das 9h às 20h (fecha às terças).
- Entrevista: Chef Madeleine Saad
Minha convidada é um exemplo de mulher e uma maravilhosa Chef, simplesmente Madeleine Saade! Flash exclusivo para coluna da elegante festeira Madeleine Saad 1- Olá Madeleine! Qual é uma boa dica para uma bela festa de fim de ano, sabemos da sua maravilhosa gastronomia. Planejar a sua virada com antecedência: tema, música, bebida, buffet e serviço, definir seu publico alvo, open bar com drinks diversos; para brindar a virada do ano: champagne ou espumante, buffet com comidas leves e frescor, ilha gastronomica e open buffet com terrines, salmão, patês, jambon en croüte, saladas diversas, finger food e uma decoração no tema da festa. 2- Quando você começou a se interessar por ter um buffet? Como está estruturada a sua equipe de funcionários? Logo depois que eu parei de trabalhar com moda, marca Dijon. me divorciei e resolvi dar um tempo, um ano sabático. Depois comecei a pensar que precisava fazer algo, não queria mais moda. Foi quando pensei nas grandes festas que participei e nas que fazia ainda casada. meus pais eram bastantes festeiros, como todo bom libanês adoravam receber pessoas com bastante fartura; foi quando me veio a ideia de usar esta minha experiencia para explorar a culinária. qual a melhor maneira pra isso além de eu mesma organizar jantares. comecei fazendo eventos em 2008. Iniciei o Madeleine Gastronomie, buffet especializado em culinária libanesa. A empresa tem como estrutura uma equipe treinada por mim de garçonetes e garçons para eventos. Carlos, Cris e minha filha Tamima que me ajudam com a organização dos eventos. 3- Qual é o público que você tem preferência em atender? Qualquer publico é meu alvo: executivos, jovens e todos que apreciam uma boa gastronomia e principalmente a oriental libanesa que eu trago da minha infância os odores, o paladar e feito com muito amor por mim e minha equipe. 4- Você tem algum livro de receitas publicado? Não porque eu sempre quis fazer um livro de culinária libanesa popular com preço para todos. Surgiu a oportunidade com a revista Caras e patrocínio da Tramontina de fasciculos semanais nas bancas, ficando por 36 semanas falando sobre culinária, etiqueta, comportamento e com grande sucesso. (preço acessível a todos). 5- Quais os ingredientes que você mais utiliza para preparar suas refeições? Temperos: Sumac, Zaatar, 7 temperos, Curcuma, Jamaica, Azeite, Manteiga clarificada, muitas ervas frescas, Tomilho. 6- Você chegou na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1964. Como era o RJ daquela época? O que mudou? Cheguei em 1964, golpe no rio de janeiro antiga capital do brasil. De fato o rio era muito glamuroso, se festejou naquele ano no Copacabana Palace um grande baile de 3 mil pessoas da sociedade e autoridades nos salões do hotel. 7- Na Dijon, você era a responsável pela versao feminina da loja. Quais foram as principais tendências que você lançou? Acredito que a tendencia foi o glamour, mulheres elegantes que vinham ao brasil para comprar na Dijon pois só tínhamos lojas no rio e foi a primeira loja no brasil com Happy Hour. O que superou a minha expectativa foi a calça jeans com plaquetas, que tinha lista de espera junto com o grande marketing que a Dijon tinha das top models. 8- No réveillon de 2024 você será responsável por organizar alguns jantares. Você poderia revelar alguns? Tenho sim 2 reveillons para organizar. Um deles já fazemos a mais de 4 anos e o outro vamos entregar delivery. 9- Você tem descendência libanesa. Como se sente nesse momento de guerra? Minha irmã , parentes e amigos, muito triste com esta guerra. O mundo está perdido e cheio de ódio, é um mundo que eu não conheço e nem quero conhecer. 10- Quais são os seus projetos futuros? O meu futuro é hoje, tratar de ter saúde e um mundo melhor sem guerras e ódio. Chico Vartulli
- Entrevista: Sónia Crisóstomo
“Eu fortemente desaconselho aqueles que vem para Portugal com visto de turista para esperar pela sua documentação”, advertiu Sónia Crisóstomo. O empreendedorismo feminino em Portugal tem registado um crescimento significativo nos últimos anos, refletindo uma tendência global de aumento da participação das mulheres no mundo dos negócios. De acordo com estudos recentes, as mulheres representam cerca de 34% dos empreendedores nesse país europeu, com crescimento em áreas como a tecnologia e a inovação. Um avanço que é também impulsionado por iniciativas governamentais e privadas que incentivam a criação de startups lideradas por mulheres, além de uma crescente consciência sobre a igualdade de género no ambiente empresarial. Foto: Divulgação Para perceber melhor este cenário, conversamos com a empreendedora Sónia Crisóstomo, que integra o Clube de Mulheres Empreendedoras de Portugal e o Business Club do World Trade Center, em Lisboa, além de atuar em diferentes frentes empresariais, ligando, sobretudo, Portugal à América do Sul e ao resto da Europa. Esta responsável, que conta com experiência internacional, mencionou os desafios de se investir e empreender em Portugal, mas destacou também as oportunidades existentes. Sónia enumerou os benefícios de se ter empresas com “sotaque” feminino e defendeu serem necessários esforços para se promover um ambiente de trabalho feliz para o sucesso dos negócios e para uma vida pessoal mais serena. No dia a dia, quais os principais desafios de uma empreendedora brasileira em Portugal? Os desafios são inúmeros. Desde conseguir e compreender o visto correto para vir para Portugal. Este é o primeiro passo. Eu fortemente desaconselho aqueles que vem para Portugal com visto de turista para esperar pela sua documentação. Tudo é moroso, lento e burocrático como a maioria dos serviços públicos em todos os países. O segundo grande desafio é o aculturamento. Erra quem pensa que “somos irmãos e falamos a mesma língua, e está tudo certo”. A cultura europeia é diferente e falar o português do Brasil ajuda, mas pode nos colocar em situações constrangedoras. O terceiro grande desafio é a compreensão dos tributos. Cada local, cada tipo de serviço tem a sua tributação peculiar e a carga tributária pode inviabilizar o negócio se simplesmente o empresário quiser fazer um “copy+paste” do seu negócio do Brasil. Que negócios almeja em Portugal? Tenho algumas áreas diferentes de negócios que são executadas por mim e/ou com apoio de empresas locais parceiras em áreas específicas. A Ponte360, que lidero, desenvolve projetos nas áreas de missões empresariais, internacionalização de negócios, eventos/palestras de pequeno, médio e grande portes, e representações comerciais de empresas estrangeiras em Portugal. Outra atuação que mantenho é na área artística, cultural e pessoal. Sou escritora, artista com obras e livros lançados no Carrossel do Louvre, em Paris, e com as certificações que tenho e continuo a estudar, sou coach de well-being para empresários e lideranças que buscam estabelecer uma trilha de autoconhecimento com foco na felicidade e no bem-estar pessoal e nas suas organizações. Acredita que empreender e investir em Portugal é hoje um risco ou uma oportunidade? Tudo na vida é risco e oportunidade, não existe nada certo. O que vai determinar se os passos foram dados corretamente é o conhecimento de mercado, o conhecimento do próprio negócio, as boas conexões no ecossistema local e um “colchão” financeiro que permita o mínimo de maturidade no seu negócio até começar a florescer. Mas ninguém prevê uma pandemia, por exemplo. Como avalia o atual mercado empresarial em Portugal, considerando as tendências e a concorrência? Portugal está a crescer a olhos vistos. Apesar de que o português é um pouco “fadista”, digo isto de forma divertida e sem juízo de valor, o mercado é sim promissor. Portugal é um país vocacionado para as energias renováveis, à literacia, à boa mesa e incentiva o turismo pelos belos recursos naturais e cidades que podiam estar (e estão) em filmes de época, como Monsanto, que sediou alguns takes da Série “House of The Dragon”, ou mesmo Óbidos, uma cidadezinha medieval simpática que agita o mercado do imaginário. Portugal também abriga grandes hubs de negócios e incubadoras de startups movimentando o mercado da inovação. Portanto, é muito mais promissor e vejo a concorrência como algo saudável. A concorrência sempre nos desafia a sermos melhores. Qual o papel da mulher nesse ramo? Gosto de falar sobre o tema trazendo números. Em estudos da McKinsey, Credit Suisse Ressearch Institute, Deloite, S&P Global Market Inteligence e Harvard Business Review vemos que “empresas com mulheres em posições executivas seniores mostram um ROI superior em até 10% em comparação com empresas sem mulheres nesses cargos; empresas fundadas ou cofundadas por mulheres geram 78 centavos de dólar por cada dólar investido, em comparação com 31 centavos gerados por empresas fundadas por homens; organizações com maior diversidade de género na liderança são 21% mais propensas a obter lucratividade acima da média; startups fundadas por mulheres performam 63% melhor do que as fundadas por homens no que diz respeito ao crescimento de receita; empresas com maior diversidade de género têm 20% mais chances de serem vistas como inovadoras. Não sou adepta a levantar bandeiras de equidade, basta fazer o que tem que ser feito. Às vezes, com um pouquinho mais de coragem porque o desafio pode ser maior. Que resultados espera alcançar? Eu diria que esta é uma boa pergunta. Não posso dizer que já fiz tudo o que queria na vida, mas já alcancei todos, absolutamente todos, os resultados que planeei. Foi duro, sofri, chorei, achei que não era possível. Mas usei a constância e a persistência como conselheiras. Mudei de rota quando necessário. Agora, quero trabalhar para mostrar às pessoas que trabalho e inteligência emocional devem andar juntas. Se a pessoa ainda está “morrendo de trabalhar”, então ainda não aprendeu a trabalhar com inteligência. A qualificação é importante neste meio? Em qualquer meio. Uma frase que uso como mantra: “Ou passamos a dor de aprender ou passamos pela dor do arrependimento”. Quando disse há pouco que consegui tudo que o queria foi porque estudei para isso. E estudar não é só sentar no banco de uma faculdade, é aprender com erros e acertos de outros, é ouvir bons conselhos, é escolher um bom mentor. A que entidades está conectada hoje em dia? Estou ligada à entidades como Jethro – Diplomacia Civil Humanitária; Clube de Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa; G100; Divine Academie Française des Arts, Letres et Culture de Paris; World Trade Center, em Lisboa; Clube Mulheres Empreendedoras de Portugal; entre outras. Que trabalho desempenha no Clube de Mulheres Empreendedoras de Portugal? Somos um grande grupo que cresce sob a liderança da Dra. Rijarda Aristóteles. O Clube é jovem, nasceu em 2020 e já está presente em quatro continentes com mulheres que falam a Língua Portuguesa, onde desenvolvemos o networking para negócios, palestras e cursos de conteúdo relevante para as empresárias. São feitas reuniões abertas com conteúdo e reuniões somente para as Embaixadoras. Eu apoio algumas das iniciativas da Dra. Rijarda, que é incansável no desenvolvimento das mulheres que querem empreender, participando de reuniões, contribuindo para apuração das métricas e partilhando conhecimento. Por fim, quais os planos para o futuro? Expandir os negócios, expandir a mante, continuar a realizar boas conexões, cultivar os meus valores inegociáveis de ética, me cercar de pessoas que falam o meu nome numa mesa cheia de oportunidades, cuidar do físico, mental e espiritual para estar bem para novos cargos que assumirei ainda este ano, como ser avó. Quem é Sónia Crisóstomo? Mulher, esposa, mãe de duas potências femininas. Uma eterna e feliz aprendiz. Posso ser encontrada nas redes sociais em: @soniacrisostomo; @ponte360; e https://ponte360.com Ígor Lopes
- Copacabana, a princesinha do mar – Parte 5
O Glamour da Princesinha do mar Imagem da recém-inaugurada Avenida Atlântica - 1919 - IMS Ao longo da década dos 20, Copacabana passou por várias transformações em sua orla, algumas devido as frequentes ressacas e outras seguindo o desenvolvimento do bairro. O proprietário da Empresa Balneária, que explorava as barracas para banho na praia de Copacabana, Luiz Dante Torre, teve a ideia de colocar bancos de 10 em 10 metros ao longo de toda a Avenida Atlântica, mas em 1926 a falta de bancos era cobrada à Prefeitura, já sob a gestão de Antônio da Silva Prado Junior. Começava também a construção de um prédio na esquina da avenida com a então denominada rua do Barroso, atual Siqueira Campos, projeto do engenheiro Eduardo Pederneiras e de propriedade dos srs. Rocha Miranda Filhos & Companhia Limitada. Mas o mais marcante fato de 1923 na avenida foi a inauguração do Hotel Copacabana Palace , ícone da arquitetura do Rio de Janeiro, que se tornaria um símbolo do glamour carioca. Na época de sua inauguração, era o maior hotel da América Latina e representava a modernidade da cidade. Imagem de Copacabana - Anos 20 - Brasiliana Fotografica Copacabana Palace Construído entre 1919 e 1923, o Copacabana Palace foi erguido a pedido do então presidente Epitácio Pessoa (1919-1922), que desejava que a cidade do Rio de Janeiro – capital do Brasil na época – tivesse um grande hotel turístico . Imagem da construção do Copacabana Palace - 1920 - ao lado o Palacete da Familia Duvivier A intenção era um projeto que ficasse para os anos seguintes, mas o foco inicial para o Hotel era ajudar a hospedar o grande número de visitantes esperados para a Exposição do Centenário da Independência do Brasil, um evento de dimensões internacionais, realizado na esplanada do Castelo, em 1922. O empresário Octávio Guinle chamou uma grande equipe para erguer seu hotel, que foi o primeiro grande edifício de Copacabana, cercado apenas por pequenas casas e mansões. Imagem do anúncio da Inauguração do Copacabana Palace - Anos 20 - Fundação Biblioteca Nacional Imagem do Hotel Copacabana Palace - 1923 - IMS “Para liderar a equipe que construiu o Palace foram chamados o arquiteto francês Joseph Gire e o engenheiro César Melo e Cunha. Gire se inspirou em dois famosos hotéis da Riviera Francesa: o Negresco, em Nice, e o Carlton, em Cannes. César impôs o mármore de Carrara e cristais da Boêmia. Foi um projeto marcante para época, pois essa região da Zona Sul da cidade ainda era pouco habitada. O Copacabana Palace mudou a estrutura social do bairro de Copacabana” conta o historiador Maurício Santos. Imagem do projeto inicial do Hotel Copacabana Palace Imagem do recém-inaugurado Hotel Copacabana Palace - 1923 - Biblioteca Nacional Entretanto, o hotel só foi inaugurado em 13 de agosto de 1923, quase um ano após a Exposição do Centenário. Isso se deveu às dificuldades na importação de mármores e cristais e na execução das suas fundações (com catorze metros de profundidade, conforme exigido pelo projeto); à falta de tecnologia e experiência no país para tal confecção; e a uma violenta ressaca que, em 1922, destruiu a Avenida Atlântica, causando danos aos pavimentos inferiores do hotel. Para marcar a inauguração, contou-se com a presença da grande cantora, atriz e vedete francesa Mistinguett , que, mesmo tendo as famosas "mais belas pernas do mundo", foi proibida de mostrá-las na festa. Sua presença e sua apresentação tornaram a inauguração do hotel um evento de projeções mundiais. Em sua abertura, só seis apartamentos estavam ocupados, mas sua equipe já contava com cerca de mil funcionários. As diárias custavam menos de 10 dólares e davam direito a pensão completa e transporte para o Centro da cidade. Desde o início sua marca era o requinte, a sofisticação e em um artigo publicado no mês seguinte a sua inauguração, a iniciativa foi muito elogiada. O atraso na inauguração do hotel gerou uma polêmica. A área onde o hotel se encontra foi liberada por Epitácio Pessoa quando o mesmo era presidente. Epitácio queria o hotel pronto antes de 1922 (por conta da Exposição do Centenário) e em troca liberou que se fizesse um cassino no Palace. Imagem do cassino do Copacabana Palace - 1925 Como não ficou pronto a tempo da Exposição do Centenário, o presidente Artur Bernardes tentou caçar o funcionalmente do cassino do Copacabana Palace. Mas ele perdeu na Justiça e essa área do Hotel ajudou a deixar o prédio ainda mais conhecido. O Copa, apelido pelo qual ficou conhecido, teve seu batismo oficial realizado em 13 de agosto de 1923 com a visita do presidente da República, Artur Bernardes, em companhia de outras autoridades, dentre elas o prefeito do Rio de Janeiro, Alaor Prata. Foram recebidos por Octávio Guinle. No dia seguinte o hotel começou a receber hóspedes, distintos turistas e brasileiros da melhor sociedade. Imagens dos salões do Copacabana Palace - 1930 - Biblioteca Nacional Imagem da entrada do Copacabana Palace - Anos 20 - Arquivo Nacional Para o comando gastronômico do Copacabana Palace, foi contratado o chef Auguste Escoffier, trazido do Hotel Savoy, de Londres. Em 1930, com a contratação do chef tcheco Fery Wunsch como maitre sênior a cozinha do hotel se consagrou. Rigoroso em relação a protocolos e etiquetas, Octávio Guinle criou o Código de Empregados da Companhia Copacabana Palace onde detalhava, em 18 itens, a conduta de seus funcionários. Para supervisionar o hotel, possuía, em seu quarto, a suíte B, um sistema de escuta que possibilitava que ele soubesse de tudo o que se passava no Copa. Em 1934, foi construída a piscina do hotel, com projeto do engenheiro César Melo e Cunha, ampliada em 1949. Em 1938, inaugurou-se o "Golden Room", com um espetáculo do ator, cantor e humorista francês Maurice Chevalier . Imagem da construção da piscina do Copacabana Palace - 1934 - ao lado o Morro do Inhangá - Arquivo Nacional Depoimentos : "Av Atlântica, lindas casas construías pelas famílias Guinle, Dias Garcia, Paula Machado, imediações posto 03. Ainda hoje existe a casa dos Dias Garcia... Chateaubriand adquiriu por compra uma da família Guinle. Nesta avenida existiu o Hotel Londres muito antes do Copacabana Palace . Na esquina da Atlântica com Santo Expedito moravam familiares de Olegário Mariano. A área hoje é ocupada por um restaurante usado para festas no carnaval. 1918/1925 época de minha referência não existiam prédios (arranha-céu), somente casas. O primeiro edifício da Avenida Atlântica foi construído no final do Posto Seis, edifício Olinda, ali hoje é um hotel construído por Santos Dias (família pernambucana). “Na esquina da Avenida Atlântica com Barrozo , Posto Três existia prédio servindo assistência pública como mais adiante uma escola pública . Ha um fato, acredito ocorrido 1919 a 1922, naufrágio e/ou encalhe de um navio mercante cujos restos permaneceram por muito tempo no local, era nas imediações hoje Copacabana Palace ”. Fontes : Arquivo Pessoal Biblioteca Nacional Brasiliana fotográfica Copacabana Palace Hotel Instituto Moreira Salles André Conrado
- Casa de Portugal de São Paulo celebrou “Luso-Brasilidade Musical”, novo livro de Ígor Lopes
Evento ficou marcado pela homenagem póstuma a Roberto Leal, através do seu filho Rodrigo Leal; Objetivo da obra é “promover um melhor diálogo cultural entre Brasil e Portugal”. Apresentações decorreram no Brasil nas cidades de Vitória, Rio de Janeiro, Olinda / Recife e São Paulo. Fotos: Agência Incomparáveis A Casa de Portugal de São Paulo foi palco, no dia 27 de novembro, da última apresentação em solo brasileiro em 2024 do livro "Luso-Brasilidade Musical - A influência da Música na Ligação entre Brasil-Portugal", da autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes. O evento ficou marcado pela homenagem póstuma ao cantor Roberto Leal, através do seu filho, o músico Rodrigo Leal, que recebeu diplomas da Academia Luso-Brasileira de Letras, da Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina, da Associação de Portugueses do Estado do Espírito Santo e com declamação de poema pelo Instituto Um Olhar sobre a Língua Portuguesa no Mundo. Uma data que ficou marcada ainda por ser o dia em que Roberto Leal celebraria 73 anos de vida. Houve apontamentos musicais por Andrea Teixeira, instrumentista premiada internacionalmente, que tocou, ao piano, os hinos de Portugal e do Brasil, além do guitarrista Wallace Oliveira e Fernanda. Os músicos recordaram o trabalho do cantor português. Já no dia seguinte, 28, houve uma pequena apresentação do livro no âmbito do Almoço das Quintas, no restaurante “O Marques”, nas instalações da Casa de Portugal de São Paulo, com a presença de autoridades portuguesas e luso-brasileiras. A obra, realizada pelo Governo Federal do Brasil, leva o selo da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), e é fruto de um projeto que pretendeu celebrar os 200 anos de Independência desse país sul-americano. Fotos: Agência Incomparáveis Promover o diálogo Este novo trabalho de Ígor Lopes destaca as relações culturais entre os dois países, tendo a música como elo central. O livro examina o papel da música lusófona na construção de uma identidade cultural compartilhada entre Brasil e Portugal. Nas 255 páginas desse projeto literário, Ígor Lopes explora como a música, desde o fado e o samba até as influências contemporâneas, tem sido uma força de integração, criando diálogos culturais que transcendem fronteiras geográficas e históricas. A aposta recai em entrevistas a nomes que moldaram o tom das relações no campo artístico e musical, nos dois países. No seio da pesquisa que dá corpo a este novo livro, editado em 2022, há referências à cooperação cultural e musical, um retrato do movimento associativo português no Brasil, a imponência do fado, a integração promovida pelo samba, estudos sobre a vida e obra de nomes como a fadista portuguesa Maria Alcina, o compositor Alcino Correia, o cantor Roberto Leal, a exuberância de Carmen Miranda, entre outros casos que marcaram a agenda artística luso-brasileira. O prefácio é assinado por Ricardo Cravo Albin, musicólogo brasileiro, considerado um dos maiores pesquisadores da Música Popular Brasileira, autor do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e responsável pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Há ainda a participação de entidades e autoridades entre os dois países irmãos. Existem referências à cooperação cultural e musical e um retrato do movimento associativo português no Brasil. “Foi um momento em que pude estar junto de portugueses, brasileiros, lusodescendentes e amantes da lusofonia e da cultura, num convívio com a comunidade portuguesa e lusodescendente em São Paulo”, disse Ígor Lopes. No Brasil, o livro passou ainda por Vitória, Rio de Janeiro, Olinda e Recife, com o apoio internacional da In-Finita Editorial. Já em Portugal, houve apresentações em Lisboa e em Castelo Branco. “O objetivo destes lançamentos é promover um melhor diálogo entre os cidadãos residentes no Brasil e em Portugal, incentivando o espírito colaborativo entre os dois países. Escrever “Luso-Brasilidade Musical” foi uma jornada de redescoberta das profundas ligações que unem Brasil e Portugal por meio da música", finalizou Ígor Lopes. O livro, entregue em todo o mundo, pode ser solicitado em: info@agenciaincomparaveis.com . Ígor Lopes
- Festa das Luzes - Chanucá - Dia 26 na Praia de Copacabana
Ministério da Cultura apresenta, CHANUCÁ - FESTA DAS LUZES, tradicional festa judaica que faz parte do Calendário Oficial do Rio de Janeiro, será comemorada com acendimento de candelabro de seis metros de altura na Praia de Copacabana em celebração pela paz. Uma celebração pela paz e harmonia entre os povos será realizada pela comunidade judaica no dia 26 de dezembro, quinta-feira, às 18h, na Praia de Copacabana, entre as ruas Figueiredo de Magalhães e Santa Clara, quando será acendido um hanukkiah (escultura em forma de candelabro), de seis metros de altura. A Festa das Luzes (Chanucá) terá também apresentações musicais, teatrais e circenses. Toda a programação é gratuita e aberta para o público. HANUKKIAN NA PRAIA DE COPACABANA Link para Release e imagens: https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1I68wrpI72pS5pZcAW52nXHDP8DCYp9Py A Festa das Luzes ou Chanucá, tradicional evento realizado pela comunidade judaica, será realizada dia 26 de dezembro, quinta-feira, às 18h, na Praia de Copacabana, quando será acendido um hanukkiah (escultura em forma de candelabro), de seis metros de altura, com um show de luzes, seguido de uma oração coletiva pela paz e harmonia entre os povos. Para festejar, apresentações musicais com Déborah Levy (teclado) e Michel Nirenberg (sax), Banda Rag Samba Eletro, teatrais e circenses (Circo & Cia) estão programadas. E no domingo, dia 29, a Praça Zózimo Barroso do Amaral, no Leblon, recebe a partir das 18h, diversas atividades culturais, com artistas de circo (Circo & Cia), teatro Centro de Investigação Artística), e música a cargo da saxofonista Daniela Spielmann e o violinista Gilbert Vilela. Antes disso, dia 18, nesta quarta-feira, vários menorás medindo entre 1,5m e 3m, serão acesos em diversos pontos da cidade comemorando a Festa das Luzes, como nos túneis Zuzu Angel, Rebouças e Santa Bárbara, Shopping Rio Sul, Leblon, Rio Design, Campo Grande, Barra Shopping e Shopping da Gávea, Arpoador, Estação do Metrô Cardeal Arco-Verde, Praça Saens Pena, entre outros locais. O hanukkiah tem nove pontas e é muito semelhante ao menorá , candelabro de sete pontas e conhecido símbolo do judaísmo. Os menorás iluminam os caminhos da paz, solidariedade e tolerância. Toda a programação é gratuita e aberta para o público, contando com estruturas de acessibilidade, segurança e banheiros durante os eventos. O Chanucá Festa das Luzes) é viabilizado através da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, com o apoio do Ministério da Cultura e Governo Federal, com patrocínio da CBC, CSN, Banco Safra, TGB, Sulatlântica, fundo Rogério Jonas Zilbersztajn (RJZ) e apoio da Fierj. Hanukkah, ou Chanucá, é conhecido como “O Festival das Luzes” e seu principal símbolo é o candelabro de nove pontas (com a ponta do meio mais elevada que as outras) chamado de hanukkiah. É uma tradicional festa judaica que celebra a vitória da luz sobre as trevas e a liberdade de religião e de expressão para todos . A palavra hebraica "chanucá" significa "dedicação" ou "inauguração". A primeira noite de Chanucá começa após o pôr-do-sol do 24º dia do mês judaico de Kislev e a festa é comemorada durante 8 dias. A festa comemora a Guerra dos Macabeus e a vitória dos judeus sobre os Selêucidas no ano de 2.200 AC. A tradição diz que, após a reconquista de Jerusalém, os judeus encontraram um pote de azeite que durou oito dias, apesar de haver apenas o suficiente para um dia, sendo este o milagre de Hanukkah. Em memória desse acontecimento, os judeus acendem uma vela ou lamparina em cada oito dias da festa. SERVIÇO: Grande Festa de Chanucá na Praia de Copacabana Dia 26 de dezembro, a partir das 18h Av. Atlântica, entre as ruas Figueiredo de Magalhães e Santa Clara Classificação livre - Entrada franca Atrações Artísticas: Banda Rag Samba Eletro , formada há 25 anos por oito ritmistas de diversas escolas de samba do Rio de Janeiro, apresenta um repertório com música judaica, sucessos nacionais e internacionais. Déborah Levy (teclado) Mestra em Música pela UNIRIO, RJ, 2016. MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes, RJ, 2010 e Bacharel em Música Popular Brasileira (Arranjo), pela UNIRIO, 2005. Profissional atuante na área de artes, com especialização em música, ênfase em piano, teclado, arranjo, prática de conjunto e composição musical. Atua profissionalmente na área de música popular desde 1989, tanto na área de performance, quanto de ensino de piano. Michel Nirenberg (saxofone) - Com um destacado currículo e tendo se graduado com louvor em seu bacharelado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestrado na James Madison University (JMU), Nirenberg traz um repertório eclético, do jazz ao choro, samba, baião e maracatu. Teatro – com atores do Centro de Investigação Artística, apresentando a peça “O Milagre de Chanucá” Circo - artistas da Circo & Cia Festa de Chanucá no Leblon 29 de dezembro, às 18h Praça Zózimo do Amaral (Leblon) Classificação livre - Entrada franca Atrações Artísticas: Daniela Spielmann – sax - começou a tocar saxofone aos 17 anos e sempre se interessou pela música brasileira. Além de fortemente marcada pelo choro, sua música também incorpora o frevo, o maracatu, o samba, a bossa nova e o jazz. Gilbert Vilela – violinista – participa da “Orquestra de Rua” na Casa Amarela Providência, onde também é professor voluntário para crianças e adolescentes. Teatro – com atores do Centro de Investigação Artística, apresentando a peça “O Milagre de Chanucá” Circo - artistas da Circo & Cia MAIS INFORMAÇÕES : Reg Murray - Assessoria de Imprensa regmurray.jornalista@gmail.com (21) 98892-1549 celular e whatsapp Revista do Villa | Reg Murray
- Paulo Rangel defende relevância da participação de Portugal no G20 no Brasil
Foto: Agência Incomparáveis Durante a visita da comitiva portuguesa ao Brasil, entre os dias 18 e 20 de novembro, no âmbito da participação nas reuniões do G20, uma oportunidade disponibilizada a Portugal, na qualidade de observador, a convite da Presidência brasileira, a reportagem da Agência Incomparáveis conversou, com exclusividade, com Paulo Rangel, ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, sobre a participação no evento internacional e os resultados atingidos. O governo português anunciou que vai contribuir com 300 mil dólares anuais para a nova Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, durante a cimeira do G20. No âmbito deste evento internacional, e durante a primeira sessão de trabalho da reunião de chefes de Estado e de Governo do G20, o governo português saudou o presidente Lula por trazer para o centro da discussão “temas absolutamente essenciais como a erradicação da pobreza e da fome”. O G20 é um dos principais fóruns internacionais sobre cooperação económica e desenvolvimento internacional. Foi estabelecido em 1999 e inclui, desde 2008, uma Cimeira anual, com a participação dos respetivos Chefes de Estado e de Governo. Os membros do G20 são: EUA, China, Alemanha, Rússia, Reino Unido, França, Japão, Itália, Índia, Brasil, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Indonésia, México, Turquia e, ainda, a União Europeia e a União Africana e representam as maiores economias, compondo cerca de 85% do PIB mundial, mais de 75% do comércio mundial e cerca de 2/3 da população mundial. Nesta oportunidade, o ministro estava acompanhado pelo primeiro-ministro português, Luís Montenegro; pelo embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos; pelo deputado luso-brasileiro eleito pelo círculo de Fora da Europa, Flávio Martins, que é também presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP); e por Gabriela de Albergaria, cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro. À nossa reportagem, Paulo Rangel avaliou a participação portuguesa no certame e considerou “a luta contra a pobreza e contra a fome o resultado mais evidente e mais forte” da reunião que contou com a presença de diversos chefes de Estado e de governo do mundo. Como avalia a participação de Portugal no G20? Foi uma oportunidade extraordinária para Portugal ter participado em todas as sessões como convidado, no fundo, para assistir permanentemente a todos os trabalhos preparatórios e a todas as reuniões de ministros, foi realmente extraordinário porque nos deu acesso a um fórum em que estavam nações que representam dois terços da população mundial, que representam 80% do PIB do mundo e, portanto, estamos a falar de uma organização com uma importância crucial. Isto permitiu a Portugal estar presente, debater, propor medidas, contribuir para a relação dos documentos, intervir com ministros em todas as áreas, em várias cidades do Brasil, porque o Brasil desconcentrou e muito bem esta iniciativa e esta presidência e aquilo que eu tenho a dizer é que Portugal está imensamente grato ao Brasil e à presidência brasileira do G20, porque foi uma oportunidade que nunca tínhamos tido e que, eu diria, aproveitamos em pleno. E como avalia as conclusões do encontro? A luta contra a pobreza e contra a fome, julgo, foi o resultado mais evidente e mais forte desta presidência e há, de facto, agora um conjunto de iniciativas que vão permitir ajudar os países em desenvolvimento, onde a fome e a miséria continuam a ser problemas muito persistentes e com muita dificuldade de serem superados. Portugal aqui também está com muita atenção para as guerras e os conflitos que estão em curso, que verdadeiramente também nos retiram a oportunidade de lançar estes programas, porque obviamente para se lançar programas de apoio, de ajuda às pessoas que estão na pobreza ou que estão até mesmo na fome ou na iminência da fome, tem que haver segurança para aqueles que vão ajudar e, portanto, com conflitos isso não é possível, isso é grave e um imenso problema. Uma outra dimensão muito relevante é a questão do combate às alterações climáticas e, portanto, também aí Portugal esteve muito presente, primeiramente teve intervenção nos dois momentos e, portanto, tivemos, aliás, algumas reuniões paralelas à margem para fazer projetos de colaboração, por exemplo, na Amazónia, para nos envolvermos mais em programas em que vários países europeus estão empenhados em ajudar os oito países que, no fundo, estão ligados à Amazónia, porque a Amazónia, na verdade, sendo, obviamente, integrando o território destes países, é o pulmão da humanidade e, portanto, toda a humanidade tem de cuidar e ajudar a cuidar, porque o que representa em termos de ambiente, de natureza, evidentemente, tem um impacto global, não é um impacto apenas no continente americano ou no continente sul-americano e, portanto, há aqui uma responsabilidade global de ajudar estes oito países a cuidarem da sua floresta, este é um aspeto também muito importante e eu diria que estes são pontos relevantes. Nestas cimeiras há muitos encontros bilaterais que, embora Portugal seja um país muito bem inserido na comunidade internacional, porque está na União Europeia, tem a Cimeira Ibero-Americana, tem a Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, tem a NATO, está na ONU muito dinâmica, o secretário-geral da ONU é português, o presidente do Conselho Europeu também é um português, portanto, isso significa que estamos muito bem inseridos, mas houve aqui uma oportunidade de falar diretamente com líderes e com países que, normalmente, não estão nos fóruns em que nós estamos ou, pelo menos, não estão com este grau de facilidade de acesso e isso para o nosso país foi muito importante para afirmar, no fundo, aquela que é a vocação universalista portuguesa, que é justamente a de ser um fazedor de pontes, um mediador entre regiões do mundo ou Estados que estão, eu não diria em conflito, mas muitas vezes em tensão e, portanto, nós temos essa capacidade de fazer pontos e aqui o Brasil deu-nos esta grande oportunidade. Queria também saudar o Brasil por outra coisa, por ter convidado a Angola, no fundo, convidou um país de língua portuguesa em África e um país de língua portuguesa na Europa, isto também é uma grande valorização desse ativo comum que temos e, portanto, não sendo eu Ministro de Negócios Estrangeiros da Angola, embora grande amigo do meu homólogo, isto representa uma visão que o Brasil tem, pois decidiu escolher dois países que nunca tinham participado e ambos países de língua portuguesa. Ígor Lopes
- Escritor João Morgado lançou livro em África com a ajuda da Associação “Mais Lusofonia”
Fotos: Associação Mais Lusofonia No âmbito de mais uma missão humanitária realizada em Cabo Verde pela Associação “Mais Lusofonia”, o escritor português João Morgado apresentou o livro “Praia di Bunitas”, em julho, no Museu da Educação, na cidade da Praia. A mesa de honra contou com a presença do autor, de Maria Clara Marques Gomes Rodrigues, presidente da Assembleia Municipal da Praia, e de Sofia Lourenço, presidente da Associação Mais Lusofonia. Este projeto literário foi um dos pontos dessa missão às ilhas da Brava e de Santiago, reunindo cerca de 20 voluntários portugueses e luso-brasileiros. Esta missão foi composta também por formações realizadas por elementos portugueses da área da Saúde, um espetáculo de dança envolvendo jovens e professores bravenses, a distribuição de cerca de dez toneladas em doações, que seguiram para Cabo Verde em malas, via aérea, e num contentor de 40 pés, via marítima, além da entrega de donativos às entidades Fazenda da Esperança e Aldeias SOS Cabo Verde Infantil. “Praia di Bunitas” foi ainda apresentada ao presidente da República de Cabo-Verde, José Maria Neves, e a Dom Arlindo Gomes Furtado, Cardeal da Diocese de Santiago de Cabo Verde. Os livros foram distribuídos gratuitamente por escolas e bibliotecas, pela “Mais Lusofonia”, que tem sede em Castelo Branco, Portugal. A ideia do projeto de João Morgado, que se juntou ao grupo como voluntário, foi aceite pela Associação, que mobilizou patrocinadores que viabilizaram a impressão da obra. Segundo apurámos, este conto infantojuvenil “mistura português e crioulo” e é a primeira incursão do autor no ambiente cultural africano. “É uma ousadia só possível por ser integrada numa campanha solidária, mas que me deu muito prazer”, frisou João Morgado, que explicou que esta nova obra “fala da amizade de uma menina pela sua boneca e de como a ‘deusa das águas’ pede que cuidem dos oceanos”. “Uma mensagem ecológica”, referiu o autor, que comentou ainda, que, “na Europa, estamos a perder esta batalha, imersos no consumismo e no desperdício, mas em África há ainda uma relação forte com a natureza, com a mãe-natureza, é importante que estas mensagens permaneçam nos mais jovens”. A apresentação do livro, que foi prefaciado pelo embaixador de Cabo-Verde em Portugal, Eurico Correia Monteiro, contou com a presença da escritora cabo-verdiana Vera Duarte Pina, que elogiou o trabalho de Morgado. “Vamos distribuir a obra pelas escolas gratuitamente. Foi um projeto árduo de um ano em Portugal para conseguirmos patrocínios através de atividades que nós desenvolvemos, que os voluntários da Associação fazem. Sem ajuda autárquica ou do governo conseguimos levar a cabo o projeto do livro, não só na Praia como também de algumas ações na Ilha da Brava. A presidente da Câmara Municipal da Praia, Clara Marques, reforçou que a cooperação existente tem valorizado as ligações de Portugal com Cabo Verde. “O objetivo foi distribuir o livro pelas escolas de ensino básico em Cabo Verde. Este livro, que muito nos agradou, intensificou o nosso processo de intercâmbio cultural e ação social, em toda as vertentes que a missão possui”, finalizou Sofia Lourenço, presidente da Associação Mais Lusofonia. Fotos: Associação Mais Lusofonia Ígor Lopes










