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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

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  • Entrevista: Douglas Volpy

    Douglas Volpy nasceu em 24 de Junho de 1980 na Cidade de Caçapava interior do Estado de São Paulo. Desde muito pequeno quando sua mãe saia para trabalhar ele já gostava de cozinhar e com a ajuda de um banquinho alcançava o fogão e fazia as refeições para seus irmãos.   Douglas sempre gostava de assistir aos programas de culinária na TV onde aprendia várias receitas e fazia para vender de porta em porta com sua bicicleta no bairro onde morava. Em 2000 decidiu mudar para a Capital para aprimorar seus conhecimentos. A jornada não foi fácil, Douglas acabou sendo morador das ruas da famosa Cracolândia tendo que usar drogas e passar por várias dificuldades. Ao deixar as ruas ele conseguiu seu primeiro trabalho com carteira assinada como operador de Telemarketing, trabalhou como vendedor de loja em shopping e foi gerente de loja de Calçados.   Em 2005 foi convidado a fazer uma receita no Programa Mulheres da TV Gazeta na época com Cátia Fonseca tendo sua participação um sucesso. Várias outras emissoras começou a chamá-lo e Douglas nunca mais saiu do ar com suas receitas. Em 2010 fez sua primeira viagem para Portugal um presente que ganhou através do Programa do Gugu, em 2011 voltou ao país para ministrar cursos aos Portugueses onde depois voltou inúmeras vezes com aulas inéditas. Em 2014 foi convidado pelo Secretário de Cultura e Lazer do Estado de São Paulo a ministrar uma aula inaugural no Bom Prato da Cidade de Bauru. Ficou conhecido como os Boleiros dos famosos onde fez bolos para várias Celebridades, foi responsável por confeccionar o Bolo de Joe Jackson quando esteve ao Brasil. Participou e participa de Vários programas de Televisão, rádios, podcast onde ficou conhecido como o Queridinho das donas de casa.   Ganhou muitos prêmios pelo seu trabalho e reconhecimento.  Atualmente se prepara para lançar seu Podcast “Panela de Pressão” e seu primeiro Livro entitulado “Acorda Menina”.     1 - Fale de sua infância no despertar para cozinha... o que te motivou neste segmento?   A necessidade criou o amor pela gastronomia, minha mãe saia para trabalhar e eu cuidava dos meus irmãos, então como tinha apenas 7 anos pegava o banquinho e subia na frente do fogão para cozinhar, minha mãe ficava muito preocupada, e ali fui pegando amor. Depois tive uma tia “Dina” que me ensinou muito, não só com suas receita, mas com palavras de incentivo que me fez forte, hoje com tudo que vem acontecendo ela faz muita falta porque gostaria que ela estivesse do meu lado.     2 – Durante o processo de mudança da adolescência para juventude você teve alguma oportunidade de carreira dentro da área da confeitaria?   Na verdade comecei muito cedo fazer bolos, sempre tive tios na família confeiteiros, e assistia muito o programa da Ana Maria Braga e fazia meus Doces e Bolos e já saia vendendo de porta em porta. A paixão pela confeitaria começou ali bem na minha adolescência. 3   – Existe alguns momentos de nossas vidas Douglas Volpy que procuramos algo improdutivo, mas que nos serve de experiência para sermos melhores. Conte esta fase por favor.   Perdi muito tempo fazendo coisas improdutivas, mas que naquele momento era necessário. E tudo na vida a gente leva como aprendizado, seja bom ou ruim. 4- Fale aqui alguns nomes, ícones no meio da celebridade artística que já pediu seu bolo? Porque é conhecido como “Boleiro dos famosos”   Foram muitos artistas que já confeccionei meus bolos como por exemplo: Hebe Camargo, Joe Jackson, Adriane Galisteu, Daniela Albuqueque, Ronnie Von, Ângela Maria, Vários jogadores de futebol, Mara Maravilha, sula Miranda, Gloria Groove... 5 -  Teve oportunidades em várias emissoras de televisão, meio da política, em Portugal ministrando cursos... inclusive no projeto Bom prato... Fale desta experiência.   Acho que todos foram grandes experiências, minha ida a Portugal foi um presente do inesquecível Gugu Liberato em 2010, poxa rodei Portugal ministrando cursos, a única experiência agradável foi a Política que não tem nada a ver comigo. 6 – Atualmente trabalha também como apresentador além de Chef e Cake Designer. Deixe uma inspiração para Master chefe iniciantes... o que precisa fazer para chegar no auge?   Persistir, ir atrás e não desistir jamais. 7 – Recentemente teve participação no programa “MaisVc” da Ana Maria Braga. Qual foi sua reação de estar ao lado desta personalidade tão querida?   A Ana Maria Faz parte da minha história, pois foi vendo o programa dela nos anos 90 que aprendia a fazer as receitas e saia para vender e fazer muito dinheiro, quando cheguei em São Paulo em 2000 passei um período na Cracolândia no centro de São Paulo e usei drogas, e sempre quando ia fazer algo muito errado parece que a Ana gritava nos meus ouvidos: “ Acorda Menino”, suas mensagens me ajudaram a chegar onde cheguei, e poder estar com ela e receber aquele carinho todo é gratificante de se dizer que a vida vale a pena. 8 – Teve algum de seus projetos que te deixou muito emocionado? Acredito que teve muitos momentos, mas fale em especial algum que lembra e leva no seu coração!   Foi poder capacitar as pessoas com deficiência para o mercado de trabalho, pessoas com Síndrome de Down, acho que além de emocionalmente eu aprendi muito também, e espero ter apoio de empresários no futuro para montar uma coxinha e continuar esse sonho.    9 – Geralmente seus clientes pedem para você elaborar o tema do bolo? E você consegue sugerir algo para incrementar no evento desejado?     Sim, sempre sugiro e sempre tem muito de minha arte seja ela onde for. Doces ou Eventos 10-  Deixe uma mensagem motivacional para seu público que segue nas redes sociais.   Nunca espera dos outros até porque o sonho é seu, então corra atrás e nunca desista porque eles vão ser realizados e você pode chegar onde quiser, pois aqui estou. “Acorda menina, menino.” João Paulo Penido

  • Assinado protocolo de cooperação entre as Beiras e o Rio de Janeiro

    O intercâmbio de empresas e startups é o mote central do protocolo de cooperação assinado entre a presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRB), Ana Correia, e o presidente da Agência de Promoção e Atração de Investimentos da cidade do Rio de Janeiro (Invest Rio), Alexandre Vermeulen. O documento, conhecido ainda durante o Web Summit Lisboa 2024, visa “estreitar os laços entre as Beiras, Portugal e o Rio de Janeiro, Brasil”. Foto cedida pela CCRBEIRAS Segundo apurámos, Ana Correia está focada em “promover a região Centro de Portugal”, que, para ela, é o “coração” do país.   “Enquanto grandes centros urbanos como Lisboa e Porto enfrentam desafios devido à saturação, o Interior de Portugal oferece um terreno fértil para o crescimento de negócios e inovação”, considerou. Esta responsável destacou o potencial das Beiras, tanto no interior quanto no litoral, “como áreas ricas em recursos naturais e oportunidades de desenvolvimento”.   “O nosso objetivo é divulgar o potencial das Beiras, atraindo empresários e startups brasileiras que possam contribuir significativamente para o desenvolvimento local, gerando valor e estimulando a economia regional”, explicou Ana Correia, que vê este acordo como “uma oportunidade de colocar o interior de Portugal no mapa global de inovação e investimentos”.   Com relação à parceria com a Invest Rio, Ana Correia destaca “grandes oportunidades para os empresários das Beiras se expandirem para o mercado brasileiro, aproveitando o crescente ecossistema de inovação no Rio de Janeiro”. Por sua vez, Alexandre Vermeulen acredita “no potencial do Rio como um destino atrativo para investimentos externos, incluindo os de empresários portugueses”.   Vermeulen afirma que “há investidores que veem o Rio como um local estratégico para investir, dado o seu ambiente vibrante e em constante evolução” e a parceria com a CCRB “pode proporcionar um fluxo de negócios benéfico para ambas as regiões, promovendo um intercâmbio de inovação e tecnologia que pode ser transformador”.   “Esta conexão é essencial para alavancar o desenvolvimento regional de forma sustentável, posicionando o Interior de Portugal, as Beiras, como um destino atrativo para inovação e investimentos”, acrescentou Ana Correia.   De acordo com a presidente do CCRB e o presidente da Invest Rio “os próximos passos desta parceria, orientada há algum tempo por Sergio Almeida, da Prefeitura do Rio de Janeiro, estão sendo planeados com ações concretas para aproximar estas duas regiões, promovendo a colaboração em projetos que beneficiem tanto as Beiras, Portugal, quanto o Brasil”. Ígor Lopes

  • Baronesa Diana Macedo e Sérgio Chamone homenageiam Bayard Boiteux

    A baronesa Diana lewe Van Aduard de Macedo e Sérgio Chamone, consul honorário da Finlândia receberam um grupo de convidados para almoçar na bonita residência de verão do casal, o Jasmine Hill, em Teresópolis. O evento foi realizado para homenagear Bayard Do Coutto Boiteux em função do trabalho que desenvolve em prol da divulgação do Rio de Janeiro, através do projeto Embaixadores de Turismo do Rj. Os convidados foram recebidos com espumantes e salmão defumado com pães, preparados pelo próprio Sergio e puderam degustar um almoço feito a medida do glamour necessário de um petit palais. Diana surpreendeu a todos com um bolo para comemorar o aniversário de Bayard. Veja quem passou por lá. (fotos divulgação) Diana Macedo, Alicinha Silveira e Marco Rodrigues Viviane Fernandes Bayard Boiteux, o consul da República Domicana Roberto Rubio e Matheus Oliveira Rawlson de Thuin e Kate Lyra A cantora Hanna, Sylvia de Castro, baronesa Diana Macedo, Orlanda Freire, Verônica Parente e Viviane Fernandes A consul da Bélgica Caroline Mouchart, Bayard Boiteux e Kate Lyra Ralph Camargo, Sérgio Chamone e Paulo Neves Aloysio e Joana Teixeira com Chico Vartulli Matheus Oliveira Bayard Boiteux, Sérgio Chamone, Viviane Fernandes, Diana Macedo e Matheus Oliveira Diana Macedo, Sumaya Neves, Sérgio Chamone e Caroline Mouchart, consul da Bélgica Roberto Rubio e Verônica Parente Ana Luiza e Ralph Camargo com os anfitriões Hanna, Marcelo Daher, Diana, Sérgio e Joana e Aloysio Teixeira Revista do Villa | Divulgação Rio

  • Inteligência Artificial nas organizações

    Autor ressalta a importância da Inteligência Artificial, mas a prioridade é focar no “Bem-Estar e Felicidade” das pessoas no ambiente de trabalho. Pedro Ramos acompanha, há anos, a realidade das empresas nos países de língua portuguesa e diz que a “experiência do colaborador” é crucial. Pedro Ramos, CEO da KEEPTALENT Portugal O CEO da KEEPTALENT Portugal, Pedro Ramos, PhD em economia de empresas, revelou considerar, num recente artigo, a Inteligência Artificial (IA) uma realidade como instrumento para a gestão de pessoas, mas “é importante sublinhar que a IA deve ser vista como um complemento à interação humana, e não como uma substituição”.   Este especialista fez um balanço de 2024 e as tendências para 2025, refletindo sobre alguns esforços a serem realizados para o ano novo, como a melhoria da gestão de pessoas nos países de língua portuguesa, mas não apenas para transformar as organizações com foco no “sucesso empresarial”, mas sobretudo promover “o florescimento humano em todas as suas vertentes”.   Para Pedro Ramos, também mestre em sociologia do emprego, é urgente a compreensão dos gestores e líderes a estas tendências. Ele frisa a importância de se produzir um projeto futuro de gestão de pessoas na lusofonia, adotando uma abordagem com foco na experiência do colaborador e o seu bem-estar, tendo a IA como um instrumento para a “diversidade cognitiva”.   Referente à “experiência do colaborador”, crucial para o autor, realça ser uma prioridade para as corporações de língua portuguesa. Como palestrante de gestão de pessoas em Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique, Ramos identificou nos empresários brasileiros e portugueses a compreensão de que uma gestão capaz, mais produtiva, considera a satisfação do colaborador no ambiente de trabalho.   Com várias consultorias prestadas ao longo da sua carreira, em 2024 Ramos constatou, em relação à evolução da gestão de pessoas nos países de língua portuguesa, “vários desafios e inovações que moldaram a forma como as organizações lidaram e lidam com os seus colaboradores, privilegiando a experiência do colaborador, o bem-estar e a felicidade no ambiente de trabalho”.   Ramos reforça: “os colaboradores são o ativo mais valioso das organizações” e, por isso, os gestores devem implementar “iniciativas que promovem a saúde mental e física, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, assim como o desenvolvimento pessoal contínuo”. São ações demonstradas em 2024 não apenas como “uma tendência passageira, mas uma necessidade estratégica para a atração e a fidelização de talentos”.   O autor observa o dia a dia das pessoas nos seus ambientes de trabalho com afazeres cada vez mais dependentes do digital para torná-los mais dinâmicos, mas ele distingue para 2025 o trabalho marcado pela “felicidade” e não subjugado a “uma questão secundária”, mas ser encarada como força de “produtividade e inovação”. Ramos insiste: “As empresas que investirem na promoção do bem-estar emocional e na criação de experiências significativas para os seus colaboradores estarão mais bem posicionadas para enfrentarem os desafios do futuro”.   (Foto: cedida pelo entrevistado) Ígor Lopes

  • Petrópolis Hotel: o retrato do ocaso de uma região

    O Petrópolis Hotel no ano de sua inauguração. 1924. Almanak Laemmert. Foto autor não identificado. Acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro O Petrópolis Hotel foi inaugurado formalmente no dia 15 de agosto de 1923. Sua entrada era pela rua Frei Caneca, número 92. Os seus 60 quartos, em sua maioria com a frente voltada para a então chamada rua do Areal, atual rua Moncorvo Filho, possuíam água corrente, telefones e eram finamente mobiliados. No primeiro andar, existia um restaurante-café, com uma bomboniére, de onde se embarcava no elevador que servia os 3 andares do prédio e seu terraço. Este contava com um bar e um espaço para festas. De lá, o hóspede podia aproveitar uma boa vista da Cidade Maravilhosa da década de 1920. A rua do Areal em direção ao Campo de Santana. 1924. Revista da Semana. Foto autor desconhecido. Acervo BNRJ Para a época, era uma boa localização. Ficava perto da Praça da República, em sua antiga configuração, sem o corte da futura avenida Presidente Vargas e da estação ferroviária da Central do Brasil. Era servido por várias linhas de bondes que faziam ponto nas imediações. Tinha como vizinho o recreativo Luzitano Club , da rua Frei Caneca, com suas vesperais dançantes, animadas por jazz-bands .  A rua do Areal no ângulo oposto. Ao fundo o hotel Petrópolis. 1924. Revista da Semana. Foto autor desconhecido. Acervo BNRJ Na mesma rua, na esquina oposta, da rua do Areal com a Praça da República, estava o casarão do Conde dos Arcos, antigo prédio do senado imperial e da República Velha, que funcionou ali até dezembro de 1924, depois, no ano seguinte, foi transferido para o Palácio Monroe. O Palácio do Conde dos Arcos e senado da República. 1919. Almanak Eu sei tudo. Foto de autor desconhecido. Com modificação. Acervo BNRJ Hermeto Lima, erudito e historiador, deixou memória escrita sobre a antiga rua do Areal. Antes, era rua das Bôas Pernas, assim chamada pela dificuldade de transpor a via coberta por areia. Depois, foi renomeada Barão de Paranapiacaba, mas o nome não vingou. A rua ganhou seu nome definido por ordem do prefeito Carlos Sampaio, em 1921, em homenagem ao pediatra Moncorvo Filho, fundador da Assistência à Infância do Rio de Janeiro, que funcionava quase em frente ao hotel. O Dr. Moncorvo Filho. 1922. Jornal O Social. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ Em fevereiro de 1923, o prédio estava à venda, anunciado pelo antigo dono como “acabado de construir” e “próprio para hotel ou pensão". Tinha originalmente 48 quartos, 4 lojas térreas. A sociedade no hotel foi constituída pelos sócios Manoel de Almeida e o capitão Manoel Quintella, que já era do ramo, firma registrada para “comércio de aposentos mobiliados”, sob a firma Almeida & Quintella, com capital de Rs 80:000$000 - oitenta contos de réis. Funcionou em “soft opening” desde junho de 1923 até agosto. Vista aérea do Rio. Em destaque o Campo de Santana e em vermelho o Hotel Petrópolis. 1938. Sem autor. Acervo Museu Aeroespacial. Guarda Brasiliana Fotografica Durante algum tempo, foi ponto de comemorações, réveillons e, lógico, bailes carnavalescos. A festa de Momo de 1924 foi organizada com a construção de vários coretos ornamentados em frente ao prédio do hotel, baile à fantasia no terraço e uma batalha de confete desde o Campo de Santana até a Avenida Mem de Sá. Uma comissão julgadora, composta por membros da imprensa, dava notas para os foliões e para o desfile de automóveis. Batalha de Confete na praça 11 de junho. 1922. O Malho. Foto autor desconhecido. Acervo BNRJ Apesar de ser descrito como “elegante”, era um hotel com preços módicos e não tinha condições de competir com os grandes estabelecimentos do centro, como o Avenida, na Avenida Rio Branco. Além disso, a construção de opções de luxo, como o Glória, inaugurado em 1922, ou o grande Copacabana Palace, em 1923, apontavam para uma nova configuração do setor hoteleiro do Rio de Janeiro. O Hotel Avenida. c 1920. Coleção Gilberto Ferrez. Foto Augusto Malta. Custódia Inst. Moreira Salles A degradação foi rápida. Certamente as lojas térreas não pertenciam aos sócios. Já em 1924, Abílio Vieira & Companhia abriram uma fábrica de caixotes no mesmo endereço, serrando, martelando e acabando com o sossego dos hóspedes. Revista Vida Carioca. 1924. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ Os problemas maiores começaram no final da década de 1920: penhoras de bens para pagamento de impostos e títulos protestados. O hotel passou a se chamar “Rio Petrópolis”, em 1926. Em 1929, o vizinho Luzitano Club fecha as portas. Um novo dono, Manoel A. Affonso, é notificado por infração de posturas municipais: o elevador do prédio estava “funcionando em desacordo com a lei”.   Em 1938, veio o golpe final. O então primeiro delegado auxiliar da capital, Dr. Frota Aguiar, enviou um ofício ao chefe de polícia, o sinistro Filinto Muller, pedindo o fechamento de vários hotéis do Rio de Janeiro, por irregularidades, pois estavam funcionando com finalidade diferente do que estava previsto nas suas licenças. Dentre eles, o Rio Petrópolis. Para piorar, os gerentes do negócio foram acusados de facilitação da “prática de lenocínio” - exploração ou facilitação da prostituição. O chefe de polícia da capital. Filinto Muller. 1934. Revista Criminal. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ O delegado Auxiliar Frota Aguiar. 1934. Revista Criminal. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ Algumas reaberturas, melancólicas, foram tentadas. Com outros nomes, o ponto acomodou, em 1941, o Panamá Hotel, “rigorosamente familiar”, oferecendo “salas e quartos” para aluguel. Em 1947, o prédio passou por reformas e o negócio de hotelaria reabriu sob o nome de Rio Negro. O estabelecimento foi comprado por evangélicos e oferecia descontos para pastores, em 1951. Com o mesmo nome, mudou de dono várias vezes, mas nunca perdeu a fama de “barra pesada”. Em 1958, uma gangue de ladrões paulistas, sob o comando do vulgo “Promessinha", foi presa no local. No final da década de 1960 foi comprado por espanhóis, agora renomeado de Hotel Guisande. Foi fechado no mesmo ano, sob a velha alegação de local de favorecimento à prostituição. Aspecto atual. Fachada da esquina de rua Frei Caneca com Moncorvo Filho. Fotos do autor Hoje o prédio é residencial, descaracterizado e em péssimo estado de conservação. Quase um “estudo de caso”, o ponto sofreu com a franca decadência da zona central da cidade, com o deslocamento dos atrativos turísticos, com a mudança daquilo que se costumava chamar de “sala de visitas do Brasil”, definitivamente de malas prontas para a zona sul do Rio e suas praias. Aspecto atual. Fachada da rua Moncorvo Filho. Fotos do autor Aspecto atual.Entrada da rua Frei Caneca. Fotos do autor Aspecto atual. Fachada da esquina de rua Frei Caneca Imagem Google Maps Após anos de negligência, foi assinada a lei complementar número 229 de 2021 que instituiu o programa “Reviver Centro”, da prefeitura do Rio de Janeiro. O projeto tem a intenção de recuperar a zona central da cidade. Logrou êxito em alguns eixos viários do centro, com a reconfiguração do porto, retrofit predial, ressignificação de velhos edifícios e a construção de novas unidades habitacionais. No ano de 2024, foi anunciada uma grande revitalização do Sambódromo e a derrubada do elevado 31 de março, quase vizinhos do antigo hotel Petrópolis. Que as obras tragam dias melhores para a região.    *BNRJ - Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.   #riodejaneiro #rioantigo #historia #memoria #history #hotel #hoteis #centrodorio #ruafreicaneca #arquitetura #carnaval #revivercentro #sambodromo #filintomuller #retrofit #resignficação Flavio Santos

  • Entrevista: Cláudio Wanderley (Casa da Guia Cascais)

    NATUREZA, HISTÓRIA, ARTE, DESIGN, GASTRONOMIA, LOJAS, LAZER E SERVIÇOS. A CASA DA GUIA   é um local único, de referência e dos mais bonitos que poderá visitar em Cascais. Situada na antiga Quinta dos Condes de Alcáçovas preserva ainda o seu emblemático Palace te do séc. XIX, totalmente recuperado em 1999 pelo arquiteto/empresário Cláudio Wanderley . À saída de Cascais, a caminho do Guincho, na falésia, a Casa da Guia estende-se até ao Farol da Guia e é contemplada pela imensidão do Oceano Atlântico. Tanto o nascer como o pôr do sol são neste espaço espetáculos inesquecíveis. De fácil acesso a pé ou de carro é ainda servida, de autocarro e de uma ciclovia para bicicleta e pedestres que liga a Marina ao Guincho passando pelo Museu Condes Castro Guimarães e pela famosa na Boca do Inferno. Nestes dois hectares à beira-mar pode desfrutar de vários restaurantes, cafés e Lojas. Pode ainda admirar a magnífica vista a partir das esplanadas, terraços e jardins ou do anfiteatro ao ar livre.   Um local com uma variedade de atrativos se pode passear, fazer compras, almoçar, jantar ou simplesmente relaxar lendo ou usufruindo da companhia dos seus amigos.No interior do Palacete encontra uma na inúmera variedade de lojas quase todas com vista para o mar ou jardim. Nosso espaço foi concebido para oferecer ao público, lojistas e parceiros um ambiente acolhedor, tranquilo e sofisticado, que valoriza o convívio, a beleza arquitetônica e o total respeito pela natural que o envolve. Venha passear ou fazer compras à Casa da Guia e deliciar-se num dos nossos restaurantes. Encantar-se com a paisagem e sinta o que faz desta Casa um local muito especial.   Cláudio Wanderley – Arquiteto/ Empresário 1 - Conte por favor sua experiência pessoal e profissional, o que faz atualmente em Portugal e visão interna na sua qualidade de vida? Com 80 anos, sou arquiteto brasileiro Claudio Wanderley levo uma vida cheia, e não tenho vontade de parar. Ao longo da carreira assinei projetos no Brasil, em França, Espanha, Marrocos ou no Senegal, e continuo a trabalhar em novas ideias. Proprietário da  Casa da Guia , onde reabilitei o palacete e a propriedade, tornando um sítio que estava fechado e à venda há vários anos, numa zona com má fama e prostituição, num espaço comercial aberto a todos, com restaurantes e lojas – e uma vista extraordinária sobre o mar.   2 - Qual condição turística atualmente em Lisboa e Cascais?   Sai do Brasil há mais de meio século, mas ainda carrego o sotaque carioca. Tenho experiência universitária no Brasil e quando mudei para a Europa, tive encontros com uma Lisboa "da Idade Média” e os trabalhos em projetos importantes como o da Herdade da Comporta ou a renovação dos Champs Elysées, em Paris. Radicado no Estoril desde 1989, explico como cheguei à Casa da Guia — uma antiga propriedade fidalga, pertencente aos marqueses de Rio Maior primeiro e aos condes de Alcáçovas depois, mandada construir por um marido por causa da saúde débil da mulher, que ali poderia beneficiar dos ares do mar — e o que deseja para o futuro deste que se tornou num dos pontos obrigatórios a visitar no concelho de Cascais.   3 -O que busca neste segmento Turismo para agregar as demandas no seu estabelecimento comercial Casa da Guias (Cascais)? Pensei em fazer um anti-shopping. Porque estávamos na época dos shoppings, não paravam de abrir. Então resolvi fazer um anti-shopping com o espaço exterior, com os restaurantes com esta vista, com este clima... Foi difícil no começo, mas depois pegou. Depois tornou-se difícil conseguir lojistas aqui para dentro do palacete. Chegámos a fazer uma exposição de peixes do Aquário Vasco da Gama aqui dentro, foi preciso inventar... E aos poucos foi atraindo pessoas cá para dentro. Levou algum tempo até estabilizar.     4 -Como encontra o número de brasileiros últimos 10 anos, que vivem atualmente em Portugal? E quais as áreas de consumo que mais procuram em Portugal? Há uns 10 ou 15 anos. E agora muito pouca gente troca isto, porque é um espaço agradável e diferente.  Como dizia o Luís XIV, "depois de mim, o dilúvio, que se lixe" [risos]. Mas seguramente vai continuar porque aqui não se pode fazer nada habitacional. Para ser rentável, tem que se manter dois hectares e meio de bosque, um jardim. Tudo isso tem um preço caro. Ou é uma casa particular de uma pessoa com muito dinheiro que cuida do jardim, ou é algo que tem uma rentabilidade... E inclusive assim é mais democrático, porque qualquer pessoa pode vir ver o mar e almoçar com esta vista.   5 -Como é vista a conexão de Portugal junto Brasil relação a mão de obra, moradia e estilo de vida? Gostei de Portugal pelo desafio que era o desfasamento com o resto da Europa. Lembro-me de atravessar a linha do comboio e havia uma mulher com uma bandeirinha vermelha, nem sinais havia... Eu achava isso um charme. Tinha amigos que diziam: 'eu não fico aqui nem morto!' Mas eu achava simpático. E também venho de um país em desenvolvimento, o Brasil. Hoje, acho que só há uma passagem com bandeirinha, infelizmente. E assim foi, comecei a ter projetos interessantes. Um deles foi a Comporta, que hoje está na moda.   6 -Neste período que está morando em Portugal, qual sua visão referente parte política e socioeconômica? Qual benefício traz para Casa da Guias – Cascais? A ideia foi logo transformar a Casa da Guia num espaço comercial, aberto ao públicoSim, porque eu não iria morar aqui sozinho com dois gatos [risos]. Era muito grande. Para ter viabilidade comercial, a inspiração foi a Casacor, e deu certo. No início não: era uma tragédia. Quem é que vinha alugar um espaço comercial aqui no meio do mato, meio abandonado? Mas, aos poucos, lá conseguimos. https://casadaguiacascais.pt/        casadaguia@hotmail.com           João Paulo Penido

  • Parabéns, Fernandinha!

    Fernanda Torres fez história ao se tornar a primeira brasileira vencer o  Globo de Ouro (Golden Globes) como melhor atriz pela sua atuação no filme "Ainda Estou Aqui", do cineasta Walter Salles. A cerimônia ocorreu no dia 5 de janeiro de 2025, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Com a presença do diretor Walter Salles, do ator Selton Mello, que interpretou o Deputado Rubens Paiva, esposo de Eunice (Fernanda Torres) no filme, Fernanda Torres, surpreendeu e ganhou o Globo de Ouro, concorrendo ao lado de grandes nomes da indústria, como Angelina Jolie, Nicole Kidman e Kate Winslet, a brasileira foi a vencedora pelo trabalho como Eunice Paiva em "Ainda estou aqui", demonstrando o reconhecimento internacional de seu talento. Fernanda Torres foi a grande vencedora do Globo de Ouro e que deixou muitos brasileiros em êxtase com essa gigante conquista. Essa foi a primeira vitória brasileira em uma categoria de atuação no prêmio em Filme Dramático. Este é um grande marco para o cinema brasileiro. O filme "Ainda Estou Aqui" também foi indicado na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. A atriz brasileira impressionou no tapete vermelho com um elegante vestido preto com mangas e penteado sofisticado, enquanto suas concorrentes também chamaram atenção com seus looks imponentes. Esta indicação, e essa vitória representa um passo importante para o cinema brasileiro, abrindo caminhos para futuras gerações de atores e atrizes brasileiros. Parabéns aos governos que investem em cultura.  Gilson Romanelli

  • E o GLOBO DE OURO vai para... FERNANDA TORRES!

    Fernanda Torres, de 59 anos, foi a vencedora do prêmio de melhor atriz em filme de drama, na noite deste domingo (5), no Globo de Ouro 2025. Em seu discurso, a atriz relembrou que Fernanda Montenegro, sua mãe, passou pela premiação há 25 anos. Fonte: Canal UOL Revista do Villa | Em Destaque

  • Entrevista: Josier Marques Vilar

    Josier Marques Vilar em momento de trabalho o presidente da Associação do comércio 1- Olá Josier! Você é médico e empresário. Como é possível conciliar essas duas atividades? Já não exerço a atividade médica assistencial que fiz por 25 anos. Como legado da minha profissão, trouxe para a ACRJ a empatia, a inovação e a esperança de que é possível o Rio voltar a ser um lugar atrativo para se “Viver, Trabalhar, Empreender, Investir e Visitar”. 2- Quando e por que você deixou apenas de atuar como médico, e passou também a ser um empreendedor na área da saúde? Quando percebi que poderia contribuir ainda mais implementando conceitos modernos de gestão baseados na Inovação na saúde, através de minhas atividades empresariais. 3- Quais são as dicas que você poderia dar para os médicos ou técnicos da área de Saúde que abriram seus negócios na área e ter um bom funcionamento?   Não transigir com aspectos éticos e Morais  Pensar e agir sabendo que aparentemente todos gestores fazem coisas semelhantes mas que sempre existem maneiras diferentes e melhores para um mesmo procedimento administrativo ou operacional. Nunca se acomode. Como diz um ditado africano: “todos os dias um leão e uma gazela despertam na África. A gazela sabe que precisa correr mais rápido que os leões para não ser devorada. E o leão sabe que precisa correr mais rápido que a mais lenta gazela pra não morrer de fome”. 4- Como se deu a sua formação médica? Qual é a sua especialização? Sou formado em medicina na UFF, onde fiz residência e mestrado. Posteriormente fui professor concursado de Clínica Medica por 22 anos. Sou clinico de formação. 5- Como médico, você poderia comentar sobre sua trajetória no campo? Foi uma ótima experiência. Aprendi muito observando, examinando e tratando pessoas. Fomentei o que existe de melhor na natureza humana através da pratica medica: a gratidão, a compaixão e o humanismo. Na Associação do comércio, um flash exclusivo de Josier Marques 6- Como você analisa a área da saúde no Brasil? Muito complexa. Temos um setor público (SUS) e um Privado (Saúde Suplementar) desconectados e que muitas vezes geram desperdicios por falta de integração dos dados e das informações. O nosso grande desafio é garantir o acesso de forma equânime a todos e medir os resultados dos desfechos clínicos, para implantarmos melhorias continuas. 7- Você foi eleito em maio de 2023 para o cargo de presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Como está sendo a experiência do exercício do cargo? Uma excelente e nova experiência. Estamos conseguindo reunir importantes lideranças empresariais da cidade e do Estado para que possamos retomar o protagonismo econômico e empresarial para o Rio de Janeiro. 8- No exercício do referido cargo, quais são as diretrizes que norteiam a sua atuação, e as suas principais iniciativas? No 1º ano do meu mandato, procurei arrumar a casa para o necessário crescimento e iniciar a restauração do nosso histórico e belo prédio, tombado pelo Patrimonio Histórico. Agora, já no 2º ano, estamos dando andamento a diversos projetos focados nos micro, pequenos e médios empresários do Rio de Janeiro, que são quem efetivamente necessita de nosso apoio. 9- Você poderia comentar sobre a Associação Comercial do Rio de Janeiro, sua estrutura, quem a integra, seu funcionamento, sua área de atuação, entre outros? É a mais antiga associação empresarial do país. Foi fundada em 1809 por Dom João VI, e teve como seu 3º presidente o maior empresário brasileiro do século 19, o Barão de Mauá.  O Barão é quem inspira todos os presidentes da ACRJ a seguirem sua saga desenvolvimentista e seu compromisso com o RJ e o Brasil. Em honra ao Barão de Mauá tenho tentado dar minha contribuição. A ACRJ é formada por um Presidente, um quadro associativo de aproximadamente 1000 sócios, um conselho diretor, um colegiado de vice-presidentes, um conselho fiscal, um conselho superior formado por beneméritos e 25 conselhos empresariais temáticos, que são a mola propulsora da ACRJ. 10- Quais são os seus projetos futuros? Vamos investir fortemente na inteligência artificial para dar apoio aos micro, pequenos e médios empresários em suas tomadas de decisão e criar o *Ninho do Empreendedor* em uma loja em nossa sede, para dar apoio a todos os empresários e empreendedores que necessitam de ajuda para desenvolver seus negócios. Estou muito esperançoso que o Rio em pouco tempo tenha através da ACRJ um ecossistema empresarial forte, gerador de riqueza e empregos. Nosso gargalo é a segurança pública. Se o governo federal assumir a coordenação das políticas públicas de segurança através da implementação do SUSP em parceria com o governo do Estado e prefeituras da região metropolitana, venceremos esse desafio. No seu posto, o estimado e competente Josier Marques Vilar Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação  Chico Vartulli

  • Monólogo “Mata Teu Pai”, com Debora Lamm, ganha nova temporada no Sérgio Porto

    Monólogo “Mata Teu Pai”, com a atriz Debora Lamm, volta ao circuito carioca depois de cinco anos Com direção de Inez Viana e texto de Grace Passô, peça faz curta temporada entre 10 e 26 de janeiro, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto. (Crédito das fotos: Rodrigo Menezes) Indicada como melhor atriz ao Prêmio Shell 2024 por sua atuação em “Último Ensaio”, espetáculo que celebra os 15 anos da Cia. OmondÉ, Debora Lamm está de volta ao teatro com outra montagem da companhia, o monólogo “Mata Teu Pai”, que estreou em 2017 e estava longe dos palcos cariocas havia cinco anos. Com direção de Inez Viana e texto de Grace Passô, a peça é inspirada em uma das mais conhecidas personagens da dramaturgia grega, Medeia – e tem muito a dizer sobre os dias atuais, nos quais imperam o retrocesso e a intolerância.   A encenação se baseia no discurso de Medeia, no qual o público tem papel fundamental. Junto com a atriz Debora Lamm, estão em cena As Meninas da Gamboa – um grupo de dez senhoras com mais de 65 anos, moradoras da região da Gamboa, no Rio. Elas formam um coro, espécie de inconsciente de Medeia. Para além de um paralelo sobre o mito, Grace Passô recria a sua feiticeira, performada por Debora Lamm, e a insere nos dias de hoje, criando assim um debate sobre a condição da mulher. Também propõe uma mudança na história, inaugurando uma nova perspectiva e versão para o mito.   “É um texto que revê a ótica da Medeia como expatriada, como uma mulher que vive sozinha, cuida dos filhos sozinha. A peça revê a condição da mulher e questiona a postura do Jasão, mas sem perder a estrutura trágica”, diz Debora. “Ela não sofre por ele com aquele amor romântico idealizado. Sofre pela postura dele, ela virou mãe solo”, completa.   Medeia está em movimento, vive em meio a escombros da cidade onde agora está. Encontra mulheres: síria, cubana, paulista, judia, haitiana. Se vê na mesma condição de imigrante.  Algumas tornam-se suas cúmplices, outras suas algozes. Percorre um caminho interior, no qual decide que quem tem que morrer é ele, Jasão, que a desprezou e tirou seu direito de ser sua mulher. Ela tem consciência de seus direitos e luta por eles.   “Esta peça é a voz de várias mulheres. A Grace usa a história da Medeia para falar de muitos temas, especialmente sobre o patriarcado. ‘Mata Teu Pai’ é mata o patriarcado”, diz Inez, que fez atualizações na montagem para a reestreia. O cenário original não existe mais: agora há uma mesa, e Inez entra em cena para fazer duas ações e operar a luz ao lado do palco.    A peça “Mata Teu Pai” é a primeira de uma trilogia (ainda não concluída) concebida e dirigida por Inez Viana e escrita por Grace Passô. Sexto espetáculo da Cia OmondÉ, primeiro em forma de monólogo, a peça estreou nacionalmente em janeiro de 2017, no Espaço Cultural Sérgio Porto. A segunda peça da trilogia chama-se “Mata Teu Pai, ópera balada” e estreou no Sesc Pompeia, em 2022. Em 2025, o espetáculo fará temporadas nas unidades do CCBB de Belo Horizonte e Brasília.  Ficha Técnica Texto: Grace Passô Direção: Inez Viana Atriz: Debora Lamm Participação: As Meninas da Gamboa Direção de produção: Bem Medeiros Produção executiva: Matheus Ribeiro Iluminação original: Nadja Naira e Ana Luzia de Simoni Adaptação de iluminação:  Sarah Salgado e Iaiá Zanatta Direção musical: Felipe Storino Direção de movimento: Marcia Rubin Foto e vídeos: Elisa Mendes e Rodrigo Menezes Realização: Eu + Ela Produções Artísticas Produção: Cia OmondÉ   SERVIÇO   Espetáculo: “Mata Teu Pai” Temporada: de 10 a 26/01 de 2025 Local: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto ( Rua Humaitá, 163 – Humaitá ) Dias e horários: sextas e sábados às 20h. Domingos às 19h Duração : 80 min. Classificação etária: 14 anos Informações: (21) 2535-3846 e 98587-0494 Capacidade: 130 lugares Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)   Nas redes sociais Instagram: @asmedeias | @omonde   Assessoria de imprensa   Catharina Rocha ( catharocha@gmail.com ) (21) 99205-8856   Paula Catunda ( paula.catunda@gmail.com ) (21) 98795-6583 Alex Varela

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