Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
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- Produtos portugueses conquistam mercados internacionais
Foto: Agência Incomparáveis A região Centro de Portugal é rica em produtos de alta qualidade que têm um grande potencial de internacionalização. Entre os produtos que merecem destaque estão os vinhos, os azeites, os queijos, os enchidos e as frutas. Além disso, os produtos biológicos e gourmet, que têm uma ligação forte com a tradição e a autenticidade da região, são altamente valorizados nos mercados internacionais. O mel e os produtos apícolas, as leguminosas e os frutos secos também têm ganhado crescente reconhecimento fora de Portugal. Este movimento de internacionalização é cada vez maior e faz com que as PME portuguesas, sobretudo do Interior, apostem em levar os seus produtos e serviços a mercados internacionais, como a Suíça, além da América do Norte, do Sul e demais países europeus. Diante deste cenário, especialistas afirmam que “a internacionalização das empresas do Interior de Portugal representa um desafio estratégico e uma oportunidade de crescimento num mercado global cada vez mais competitivo”. Um trabalho realizado de forma “contínua e com proximidade” pela Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro (Inovcluster), sediada em Castelo Branco, onde diversas empresas têm conquistado mercados internacionais e resultados importantes. “A Inovcluster apoia a internacionalização das empresas do setor agroalimentar através de diversas iniciativas e de projetos financiados. Entre as principais ações, destacam-se a participação em feiras internacionais, organização de missões inversas e organização de workshops de capacitação. Para além da capacitação das empresas na preparação para os mercados externos, também é feito o acompanhamento em ações internacionais, fornecendo-lhes ferramentas e estratégias necessárias para a internacionalização, incluindo a promoção digital e a especialização em nichos de mercado, como produtos naturais e biológicos”, afirmou Christelle Domingos, diretora-executiva da Inovcluster, que garantiu que “as empresas que têm internacionalizado os seus produtos com o apoio da Inovcluster são maioritariamente PME do setor agroalimentar localizadas na região Centro de Portugal”, beneficiando de projetos como o EXPORT.i9, que visa “promover o crescimento das PME de pequena dimensão para mercados externos”. Relativamente à importância de mercados internacionais, como a Suíça, Brasil, Luxemburgo e Macau, Christelle Domingos confessa que a Inovcluster “não tem trabalhado de forma aprofundada estes mercados”, porém, no passado, contou com “alguns projetos que se direcionavam para estes mercados”. “A Inovcluster tem uma abordagem estratégica na seleção de mercados-alvo para a internacionalização que se baseia em estudos de mercado, na identificação de oportunidades e tendências e na manifestação de interesse das empresas portuguesas do setor agroalimentar. A importância de cada mercado é avaliada com base no potencial de crescimento, na procura por produtos específicos e nas relações comerciais existentes entre Portugal e esses países. Recentemente temos tido algumas ações isoladas nestes mercados, como, por exemplo, a participação na Feira Internacional de Negócios (FIN) Brasil”, disse esta responsável. Produtos portugueses para “todos os gostos” A nossa reportagem entrevistou Manuel Moreira, de 59 anos, diretor de Exportação da Ramirez & Cª (Filhos), S.A., que atua no ramo da produção e comercialização de conservas de peixe, com sede na Freguesia de Lavra, concelho de Matosinhos, Portugal. Natural de Caracas, Venezuela, e filho de imigrantes, este cidadão conquistou a nacionalidade lusa aos 21 anos de idade. Hoje, atua numa empresa que exporta os seus produtos para mais de 55 mercados, cobrindo vários continentes, como o americano (norte, centro e sul), Europa, África, Médio Oriente e Ásia. Em destaque estão produtos, como conservas de sardinha nos mais variados molhos (simples e compostos), atum, saladas de atum, polvo, pota gigante, lulas, bacalhau e saladas de bacalhau, anchovas, salmão, carapau, cavala, filetes de cavala. “Também produzimos conservas especificamente adaptadas a determinados mercados, muito exigentes e com receitas exclusivas, indo ao encontro dos palatos locais”, disse Manuel Moreira, que aponta que “as exportações das nossas conservas têm vindo afirmar-se nos quatro cantos do mundo e a exportação representa quase 60% do nosso volume de negócios”. “O mercado suíço é importante” “Os pilares centrais do nosso crescimento são qualidade, variedade, packaging, marcas próprias e capacidade de inovação”, reforçou este responsável, que avalia ser “fundamental” a participação do parceiro local para implementar e articular ações no terreno. “O mercado suíço é importante, não pela dimensão, assim como Macau, mas pelas “bandeiras” que representam junto da comunidade portuguesa aí residente. O Brasil é um mercado aonde estamos há mais de 120 anos e é prioritário na nossa estratégia internacional”, reforçou. Manuel Moreira explica também as vantagens existentes no trabalho de internacionalização da Inovcluster. “Somos sócios da Inovcluster e já participamos em vários projetos muito bem desenhados pela associação. Tanto a direção como a equipa da Inovcluster são muito profissionais e dedicadas aos projetos e aos seus associados. Todas as empresas que não tenham experiência internacional ou que não disponham de competências em determinadas áreas, deveriam aproveitar as sinergias da associação para desenvolverem os seus projetos no grande mercado internacional”, afiançou Manuel, que recordou que, com o apoio da referida associação, foi possível “participar numa missão ao Canadá” e obter “expertise sobre mercados muitos específicos como o Médio Oriente e estudos de mercado à medida”. Sobre o futuro, Manuel Moreira revela que a ideia é “consolidar alguns mercados aonde temos uma presença inferior a cinco anos, designadamente, na América Central, além de continuar a desenvolver a estratégia desenhada a médio prazo para os mercados situados na Europa de Leste, bem como apostar fortemente no Médio Oriente e repensar a estratégia para alguns mercados sediados na região do extremo Oriente, com entrada e saída de novos players”. Já Miguel Fernandes, de 47 anos, sócio-gerente da empresa Impacktplus, que detém a marca “Casa do Favo Portuguesa”, revela que os negócios já chegaram a mercados como Portugal, EUA, França e Alemanha, para aonde são exportados produtos como mel e compotas. Este responsável sublinha que as exportações “ainda são residuais”. A empresa, associada à Inovcluster, tem a sua sede em São Martinho do Porto, Portugal, e tem interesse em geografias como a América do Norte e Europa. “Gostaria que as associações tivessem um papel agregador, principalmente as pequenas empresas nas vendas internacionais (…) que permita que várias pequenas empresas pudessem dividir estes custos através de um representante na Inovcluster, por exemplo”, defendeu Miguel Fernandes. Resultados “amplamente positivos” A diretora-executiva da Inovcluster reiterou que o feedback das empresas que participam nas iniciativas da entidade tem sido “amplamente positivo”. “Ao longo de 15 anos, a Inovcluster ajudou na execução de mais de 50 projetos cofinanciados, abrangendo 54 mercados internacionais, e organizou mais de 700 eventos, workshops e formações. Estas ações contribuíram para a inovação e internacionalização de 944 empresas, refletindo o impacto significativo e o reconhecimento das empresas pelos benefícios obtidos através do apoio da Inovcluster”, referiu Christelle Domingos, que defendeu a relevância comercial da internacionalização de produtos e serviços. “A internacionalização é considerada uma estratégia crucial para o crescimento e competitividade das empresas. A Inovcluster reconhece que expandir para mercados externos permite às PME aumentar a sua base de clientes, diversificar riscos e potenciar a inovação. Além disso, a presença em mercados internacionais pode fortalecer a marca e abrir novas oportunidades de negócio, contribuindo para a sustentabilidade e sucesso a longo prazo das empresas”, finalizou Christelle Domingos. Ígor Lopes
- Única apresentação do Espetáculo Chiquinha Gonzaga em Madureira
“Chiquinha Gonzaga: eu quero passar” Espetáculo sobre a vida e obra da mulher mais importante na história da música brasileira circula pelos espaços Sesc RJ Crédito das Fotos: Daniel Barboza Link das fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1l79EajbntaDZem1KW2QWJ7htXX053j4G?usp=sharing Inspirado na trajetória de uma das figuras mais emblemáticas da música brasileira, o recital cênico “ Chiquinha Gonzaga: eu quero passar” , que iniciou circulação dia 8 de março, em Caxias, seguirá em temporada até o mês de junho, por diversos espaços do Sesc RJ. A montagem que é um recorte abolicionista, feminista e artístico da vida dessa mulher, que celebra a trajetória revolucionária da musicista que lançou a primeira marchinha de Carnaval no Brasil. A próxima apresentação será dia 26 de abril, no Sesc Madureira, às 15h. O projeto foi selecionado no Edital Sesc RJ Pulsar. Com interpretação de Raquel Paixão, direção cênica de Elisa Lucinda e direção musical de Maria Teresa Madeira, a obra apresenta um repertório exclusivamente composto por Chiquinha Gonzaga, em um diálogo sensível entre música e teatro. Raquel Paixão interpreta a personagem, revelando curiosidades e momentos decisivos da sua caminhada feminista e abolicionista. Ao longo do recital, o público é convidado a revisitar a história de Chiquinha, não apenas como uma artista de vanguarda, mas também como uma mulher negra em um Brasil marcado por desafios sociais e raciais. A pianista compartilha suas próprias vivências como mulher e artista negra, refletindo sobre a importância de dar visibilidade a essas narrativas no contexto da música clássica. “A música de Chiquinha Gonzaga sempre esteve presente em minha vida. Tenho formação em música clássica, com bacharelado, mestrado e especialização em piano. Nesse ambiente, sempre tive na memória músicas como Corta-Jaca, Plangente, Lua Branca, além da marchinha de carnaval Ô Abre Alas, que faz parte do nosso universo cultural” , compartilha Raquel Paixão. A diretora cênica e multiartista, Elisa Lucinda, reforça que o objetivo do recital cênico é o de promover o acesso à obra e biografia da compositora, explorando seu repertório musical e o conectando às diferentes fases de sua vida. Além disso, também investiga o contexto social carioca em que a compositora esteve inserida, através de análise das obras de teatro e música onde a maestra esteve presente como autora e colaboradora. “O Brasil não tem produzido no seu imaginário a imagem da Chiquinha Gonzaga negra e o recorte que ela foi uma feminista, uma revolucionária, filha de uma mulher negra, teve que casar escondida com seu pai porque ele era burguês e ela negra. Essas questões que nunca foram problematizadas nas produções que ela não foi representada como negra ”, pontua Elisa. “Todas as mulheres são herdeiras dos caminhos que a Chiquinha Gonzaga abriu, por isso, vamos fazer um recital cênico que vai realizar o papel que eu gosto que a arte faça: divirta, reflita e ensine arte e educação”, completa a diretora. Maria Teresa Madeira, diretora musical, elogia Raquel Paixão, expressando o trabalho de excelência exercido pela pianista, pesquisadora e como professora, difundindo a música brasileira. “Esse projeto traz a figura de Francisca Edwiges Neves de Gonzaga, mais uma vez, como protagonista. Essa maestra, compositora, pianista, arranjadora e uma pessoa muito influente na nossa vida musical brasileira, que trouxe à tona problemas sociais, que até hoje nos são muito caros”, afirma. “Então, muitos vivas a esse trabalho incrível, que eu tenho muita alegria de poder colaborar e que tenho certeza que vai trazer uma luz mais brilhante ainda sobre a vida dessa figura tão impressionante e tão marcante que é nossa Chiquinha Gonzaga” , conclui a diretora musical. Raquel Paixão revela ainda que sempre soube que Chiquinha Gonzaga foi a primeira musicista profissional do Brasil, em um tempo em que o estudo do piano para mulheres limitava-se às habilidades domésticas, voltadas para a recreação familiar. No entanto, que Chiquinha Gonzaga, assim como ela, tinha uma mãe negra, foi uma descoberta tardia. “Como pianista negra, sempre me senti isolada no universo da música clássica, pois havia poucas mulheres negras nas quais eu pudesse me espelhar. Quando descobri a negritude de Chiquinha Gonzaga, isso despertou em mim um forte sentimento de pertencimento. Meu desejo é que, com este espetáculo, eu consiga inspirar novas gerações de pianistas, utilizando a música e a figura de Chiquinha como referência”, celebra a artista. Sobre Chiquinha Gonzaga Francisca Edwiges Neves Gonzaga foi pianista, maestra e compositora, uma das mais admiráveis artistas brasileiras, pioneira em assumir a música como profissão, num tempo onde mulheres eram restringidas ao trabalho doméstico. Também foi ativa nas causas da abolição e, segundo registro em suas biografias, a própria maestra comprou alforria de pessoas escravizadas com dinheiro que arrecadava da venda das partituras de suas composições. Teve formação clássica em piano, mas em suas composições já integrava a corporeidade das celebrações populares: observam-se as células rítmicas do Maxixe, Umbigada e Lundus em suas composições, além de forte influência do Choro, gênero musical que nasceu na boemia carioca e cuja criação teve direta participação da maestra. Enriqueceu o patrimônio musical brasileiro em larga escala deixando diversas obras para piano, bandas e trilhas para teatro. Sobre a Artista Raquel Paixão é pianista, atriz e professora com uma carreira que reflete seu compromisso com a música brasileira. Desde a infância, sua relação com o piano é marcada pela excelência. Aos 17 anos, conquistou o 1º lugar no Concurso Jovens Instrumentistas (Campos dos Goytacazes - RJ). Em 2019 e 2020, realizou recitais no Brasil e no exterior, dedicados ao repertório brasileiro para piano solo. Recentemente, recebeu o prêmio Urso de Prata, em Berlim, pelo curta "Manhã de Domingo", no qual interpretou uma pianista. Sua formação acadêmica inclui Bacharelado em Piano, Mestrado em Música e especialização em Pedagogia do Piano. Como educadora, destaca-se pela publicação da coletânea "Teclas Brasileiras", uma contribuição ao repertório didático para pianistas em formação e à valorização de compositoras nacionais. Sobre a Paragogí Cultural Fundada por Rafael Lydio, produtor cultural com mais de uma década de experiência no mercado, a Paragogí Cultural é uma empresa que enxerga a cultura como uma ferramenta essencial para promover a inclusão e fortalecer a diversidade em todas as suas formas — racial, de gênero, religiosa e cultural. Nosso propósito é simples, mas poderoso: potencializar a cultura como agente de transformação social e igualdade de oportunidades. Acreditamos que inclusão é garantir o acesso igualitário a bens, serviços e experiências para todos, enquanto a diversidade é a celebração da multiplicidade de perspectivas, valores e identidades. A Paragogí Cultural atua no centro das questões sociais, criando ambientes onde pessoas de diferentes etnias, orientações sexuais, culturas e gêneros convivem de maneira respeitosa e enriquecedora. São essas interações que buscamos fortalecer e expandir por meio de nossos projetos, promovendo espaços de respeito, empatia e diálogo. Com uma abordagem inovadora e uma visão inclusiva, buscamos não apenas gerar impacto cultural, mas também contribuir ativamente para a construção de um mundo mais plural, acessível e justo. Acreditamos que a verdadeira transformação acontece quando as pessoas se sentem representadas, ouvidas e respeitadas em suas particularidades. É esse compromisso que nos impulsiona todos os dias. SERVIÇOS CIRCULAÇÃO SESC Espetáculo Chiquinha Gonzaga: eu quero passar Classificação livre 26 de abril, 15h - Teatro Sesc Madureira - R. Ewbank da Câmara, 90 - Madureira, Rio de Janeiro - R$15,00 (inteira), R$7,50 (meia-entrada para casos previstos por lei, estendida a professores e classe artística mediante apresentação de registro profissional e programa Mesa Brasil), R$ 7,50 (convênio), R$5,00 (credencial plena), gratuito (público PCG). Revista do Villa || Angel Comunicação
- Entrevista: Paulo Márcio Serpa (Ator, Diretor e Professor de Teatro)
Criador do Grupo de teatro "Entrando em Cena” no Rio de Janeiro no ano de 2015, que hoje possui sede na cidade de Três Rios/RJ, onde atende adolescentes e jovens preparando-os para ingressar no mercado artístico. Desenvolve um trabalho de teatro educativo nas escolas e creches do município de Três Rios trabalhando o desenvolvimento de habilidades, buscando atender os aspectos físicos, emocionais e sociais, estimulando o crescimento global do aluno. O grupo “Entrando em Cena" em seu primeiro ano em Três Rios foi ganhador de quatro prêmios no Festival de teatro local. Em 2024 foi contemplado com dois projetos da Lei de incentivo à Cultura Paulo Gustavo RJ que versam sobra a importância da inclusão de pessoas com deficiência e sobre a formação do “eu” através da cultura. 1 – O que fez pensar em abrir um Grupo de Teatro para atender adolescentes e Jovens? Criei um método diferente de teatro que aplico nas escolas há mais de 26 anos, se chama “a criança e o teatro dentro do processo educativo” e é muito interessante. Desde quando vim morar em Três Rios e já há 20 anos eu não só trabalho com adolescentes... desenvolvo até mesmo com crianças do berçário e da pré-escola no desenvolvimento corporal. O Grupo “Entrando em Cena “que é para adolescente... e eu faço Oficinas nas escolas. Vou e divulgo meu trabalho e a criança que quer participar, faz o curso comigo... entendeu? Então, o Curso tem uma duração de 1 ano. Fora a isso, assim... Eu promovo festival de teatro e atividades Culturais. 2 – No desenvolvimento do trabalho de Teatro em escolas o que percebe nos alunos quanto aprendizagem? Cheguei a trabalhar em uma escola, onde eu começava com o Berçário, que trabalhava o sistema corporal: as cantigas... e do Berçário elas acompanhava até a Faculdade. Então foi um percurso bacana, esta convivência com eles estes anos todos... ver o crescimento foi uma coisa muito importante. 3 – Como surgiu a ideia em você atuar como ator e o que mais gostava em interpretar? Na verdade, eu trabalho com habilidades artísticas. Então a minha linguagem com relação ao teatro é uma linguagem aborda a totalmente diferente do que um Curso de teatro normal. O entrando em cena é destinado para pessoas que tem mais dificuldade. Elas usam o teatro em uma forma para se relacionar e desenvolver alguma questão entre eles. 4 - Sou muito a favor desta praticidade e continuidade nas escolas, desde educação infantil...até mesmo creche? Pois é. Aqui, eu tenho uma vantagem grande. Porque eu pego aqui as crianças na creche e depois elas vão para escola... e na maioria das vezes eu trabalhos nas escolas, que elas foram. Daí elas permanecem comigo também. Então assim, eu consigo fazer um acompanhamento. Daí consigo avaliar a criança no que ela está desenvolvendo, o que precisa desenvolver? Em questão da oralidade, como ela lida com relações dela...ne? Toda esta questão! 5 – Com esta geração cada vez mais voltada para tecnologia e crianças com ansiedade, Espectro autista, Tdah, Tod... etc fez você desenvolver algo para atender este público de Inclusão, que é muito satisfatório. Conte como está sendo, por favor? Eu descobri este trabalho com criança, quando eu fui levar meu filho na creche. Eu achei assim maior barato, porque assim, na cidade do interior onde eu morava, na época não tinha creche. Quando meu primeiro filho nasceu...eu fui levar para fazer adaptação e achava aquilo um processo tão interessante e daí eu pedi a Diretora da creche que se eu pudesse fazer uma brincadeira com eles... e aí comecei a fazer brincadeiras com eles com dinâmica de teatro. E ai foi uma coisa que começou a dar certo. Em três meses eu já estava ali trabalhando com as crianças, desenvolvendo uma série de atividades: contos infantis, e a coisa foi indo...quando fui ver já estava em 7 creches do RJ. Então estava sendo uma demanda muito grande e eu tinha meu filho pequeno ainda. Na verdade, eu adoro trabalhar com criança com autismo, é mais fácil porque eles são observadores, apesar de todas as características que eles têm comportamentais, eles são observadores, são participativos, mesmo nas dificuldades deles. Pelo menos assim um trabalho que eu fiz aqui em Três Rios eu peguei um Grupo que tinha pelo menos 60% era público autista. Tinha 2 com Síndrome de Daw, uma menina que não falava e conseguiu falar nas atividades, que foi importante também, porque com problema familiar travou a fala da garota. Então é um trabalho bem bacana, agora você trabalhar com pessoas com autismo, cada um tem o comportamento diferente ne? Então assim, você tem que ser muito dinâmico para você poder alcançar todos eles. Às vezes é complicado, mas assim eu adoro. A maioria deles são indicados por psicólogos e estou sempre em contato com eles e a resposta que eu tenho e muito interessante. 6 – Sabemos que no início muitas vezes os responsáveis dos filhos com Espectro Autista chegam cansados porá não terem experiência em saber lidar com a situação e te procurar no Teatro. Conte esta experiência, por favor? Muitas das vezes a gente usa também o teatro como um caminho até terapia porque muitos deles são resistentes e a vivência teatral tem um forte poder de ampliar sua visão sobra as coisas. Os meus alunos desenvolvem muito sua inteligência emocional e com isso ficam menos resistentes a aceitar ajuda. 7 - Que bacana! Porque você trabalha o emotivo dele... fez ele se conhecer de dentro para fora...? Sim. Eu percebi várias evoluções no comportamento. Geralmente faço trabalho em grupo...pois eu acredito ne? Estímulo tempo inteiro e acabam falando entre si. Esta idade que você falou ai de 6 anos é uma idade que gosta muito...hoje em dia o meu maior grupo está dentro desta faixa de idade...eles concentram nestas atividades, mas tem que ser muito dinâmico e tem que sair por parte deles estas necessidades. Eu acredito em um teatro que tem de interpretar o outro...você precisa interpretar suas emoções para que o outro viva um personagem me? Então como você vai interpretar suas emoções se você não as conhece. Então o primeiro passo antes de fazer o teatro e do autoconhecimento. A dinâmica, minhas brincadeiras, jogos são que buscam em volta disso...depois vou começar prestar atenção no movimento grupo. Em qual vou aplicar ali para desenvolver algo diferente através deles se conhecerem...aula por aula...através da necessidade. 8 -Muitas crianças devidas celular nesta geração, não conseguem trabalhar o lado emocional...qualquer situação que aflige, não estão preparados para o equilíbrio...e nisto ocasiona frustação em não saber lidar com o ambiente. Olha eu acompanhei esta geração a bastante tempo e várias passaram por mim e a pior foi esta do celular. O celular mexeu com cabeça e emoções das pessoas, tirando atenção delas para coisas da vida...acho que é um inimigo do ser humano...eu vejo dessa maneira. Com toda atividade que a gente tem tira muita coisa. Lembro da minha infância nem todo mundo tinha telefone em casa, a gente brincava mais...mesmo que demorava a informação ela chegava e a gente tinha calma e hoje e tudo rápido as pessoas não se falam, não se veem, não se sentem, não se olham. Agora assim a gente acabou tendo que tirar o celular da sala de aula...uma coisa importante porque realmente não e para ficar porque eles ficavam passando um por outro, mas está sendo um desafio para eles, mas estão conseguindo. 9 - Pura realidade...eu sou do ano de 1981...realmente passei por algumas gerações...da carta do correio, ficha telefone, cartão telefone, bip, telefone com fio e agora o Iphone...uma loucura de evolução. Para eu fazer um conto hoje de fadas, vamos dizer assim. Está sendo muito distante. O Folclore, as brincadeiras folclóricas, cadê elas? Cadê o pique bandeirinha? Entendeu? A amarelinha? ... esta coisa agente não vê mais.... É tudo automático. Tenho 45 anos em sala de aula...realmente as crianças estão muito diferentes. Se você não conseguir alcançar ali, não consegue fazer nada. Digo que é difícil trabalhar dentro da escola isso. 10 - Paulo, você atuou em alguma novela ou filme além do teatro? Eu gravei um programa “Síndrome da vila da Agonia” foi episódio do Sitio do Pica-Pau amarelo...eu participei também de um seriado na Globo: O dia mais quente do ano, teve participação com Suzana Vieira...direção do Wolf Maya. Nunca gostei muito de atuar, gostava mais de dirigir e fazer algo por trás das histórias...mas fiz morte de vida Severina, fiz Severino e até fui premiado e ao mesmo tempo dirigi 60 adolescentes e eles eram loucos para fazer teatro e eu comecei assim dessa maneira para pegar um grupo ensaiando em musical e pronto...a vida inteira foi isso. Produzi também um seriado para Renato Aragão, quando ele fez 26 anos de idade e assim ele comprou da tv , foi um trabalho bem bacana, que fiz pra ele, fiz o programa sem censura durante 5 anos como produtor do programa, fiz canal jazz, Brasília Sucursal, fiz muitos produções de filmes para assistir a noite...muita parte técnica da tv e não deu muito tempo para fazer ator...interpretei teatro Fernando pessoa e acabei estudando 3 anos, fazendo muitos cursos até formação , mas gosto mais em dirigir e produzir do que interpretar. Na realidade como tudo começou, quando estava fazendo programa de radionovela nas comunidades no RJ, tinha vínculo com CBN e ainda tinha este projeto com radio teatro então trabalhei assim muito tempo e foi muito rico o trabalho. E sempre trago alguém que tenha habilidade e tentar desenvolver para colocar ela pra cima...e fazer ela correr atrás. Aqui tenho resultado e sou sozinho...administro sozinho e coloco eles para trabalhar. Ao mesmo tempo estão estudando e trabalham. Meu maior orgulho foi quando um aluno meu tinha sérias dificuldades para falar, de relacionar, todo tipo de dificuldade imaginar. Um dia nós fizemos enquete...uma morte aconteceu no hotel e a gente saiu da sala de aula e ele virou falando assim: e isso aí dava uma peça...daí o menino foi em casa e pegou papel e escreveu peça de teatro e demorou e veio a família e perguntando que estava me perturbando...falei que não...o trabalho que vem fazendo muito bacana e acabou envolvendo com história e acabou ganhado prêmio de melhor ator... Esse é um dos objetivos maiores do meu trabalho... que é o desenvolvimento dos meus trabalhos. João Paulo Penido
- Restaurantes com Estrelas - Guia Michelin 2024
O Guia Michelin 2024 reconheceu diversos restaurantes no Rio de Janeiro, destacando-os por sua excelência gastronômica. A seguir, apresento os estabelecimentos premiados, seus endereços e os motivos que os levaram a conquistar as cobiçadas estrelas Michelin. Restaurantes com Duas Estrelas Michelin 1. Oro • Endereço: Rua General San Martin, 889 – Leblon • Motivo da Premiação: Sob o comando do chef Felipe Bronze, o Oro oferece uma experiência culinária inovadora, combinando técnicas modernas com ingredientes brasileiros. A criatividade e consistência dos pratos justificam as duas estrelas recebidas.  2. Oteque • Endereço: Rua Conde de Irajá, 581 – Botafogo • Motivo da Premiação: O chef Alberto Landgraf proporciona uma cozinha contemporânea com foco em ingredientes frescos e técnicas refinadas. A harmonia dos sabores e a apresentação impecável dos pratos foram determinantes para a conquista das duas estrelas.  3. Lasai • Endereço: Rua Conde de Irajá, 191 – Botafogo • Motivo da Premiação: Recém-promovido a duas estrelas, o Lasai, liderado pelo chef Rafael Costa e Silva, destaca-se pelo uso de ingredientes orgânicos e sazonais, muitos provenientes de sua própria horta. A proposta de menu degustação oferece uma jornada gastronômica única.  Restaurantes com Uma Estrela Michelin 4. Mee • Endereço: Avenida Atlântica, 1702 – Copacabana (Belmond Copacabana Palace) • Motivo da Premiação: Especializado em culinária pan-asiática, o Mee oferece pratos que combinam sabores do Japão, Tailândia, Coreia e China. A qualidade dos ingredientes e a execução precisa garantiram a estrela Michelin. 5. Cipriani • Endereço: Avenida Atlântica, 1702 – Copacabana (Belmond Copacabana Palace) • Motivo da Premiação: Comandado pelo chef Nello Cassese, o Cipriani apresenta uma culinária italiana clássica com toques contemporâneos. A elegância do ambiente e a excelência no serviço complementam a experiência gastronômica. 6. San Omakase Room • Endereço: Rua Dias Ferreira, 617 – Leblon • Motivo da Premiação: Este restaurante intimista oferece uma experiência omakase, onde o chef André Nobuyuki Kawai prepara pratos personalizados com base nos ingredientes mais frescos do dia. A atenção aos detalhes e a autenticidade da culinária japonesa foram reconhecidas com uma estrela.  Restaurantes Bib Gourmand no Rio de Janeiro Além das estrelas Michelin, o guia também reconhece estabelecimentos que oferecem excelente relação custo-benefício com o selo Bib Gourmand. No Rio de Janeiro, dois restaurantes foram destacados nessa categoria: 7. Brota • Endereço: Rua Conde de Irajá, 132 – Botafogo • Motivo da Premiação: Focado em pizzas artesanais e pratos vegetarianos, o Brota utiliza ingredientes orgânicos e locais, proporcionando sabores autênticos em um ambiente acolhedor.  8. Sult • Endereço: Rua Conde de Irajá, 109 – Botafogo • Motivo da Premiação: Com uma proposta de cozinha contemporânea, o Sult oferece pratos criativos que valorizam ingredientes brasileiros, mantendo preços acessíveis e qualidade elevada.  Esses reconhecimentos refletem a diversidade e riqueza da cena gastronômica carioca, que combina tradição e inovação para oferecer experiências culinárias memoráveis. Viviane Fernandes
- Dia dos Povos Indígenas
O primeiro dia de comemoração do Dia dos Povos Indígenas, sem o lendário e amigo compadre Raul Hawakati Mauri No último 19 de abril, comemoramos o Dia dos Povos Indígenas, uma data importante para refletir sobre a cultura, a história e os direitos dos povos originários no Brasil. É também um dia para homenagear aqueles que dedicaram suas vidas à luta pelos direitos e pela preservação da cultura indígena. Neste ano, a data assume um significado especial para a comunidade de Aruanã, pois é o primeira comemoração da data sem a presença do lendário cacique Raul Hawakati Mauri. Um líder respeitado e admirado, Raul foi mais do que um cacique - foi um amigo e um defensor incansável dos direitos indígenas. Assim como sua esposa, minha saudosa comadre Iraci, que faleceu logo depois do meu compadre Raul. Suas contribuições para a preservação da cultura e da história da aldeia Buridina de Aruanã foram imensa. Raul Hawakati Mauri deixou um legado que continuará a inspirar gerações futuras. Neste Dia dos Povos Indígenas, queremos homenagear a memória de Raul e celebrar a riqueza cultural e a diversidade dos povos indígenas. É um momento para refletir sobre os desafios que ainda enfrentamos e para renovar nosso compromisso com a proteção e a promoção dos direitos indígenas. Que a memória de Raul Hawakati Mauri nos inspire a continuar trabalhando juntos para preservar a cultura indígena e promover a justiça e a igualdade para todos os povos indígenas. Feliz Dia dos Povos Indígenas! Gilson Romanelli
- O Caminho de Francisco: um Papa do povo, um legado de esperança
Jorge Mario Bergoglio, um nome que ecoa simplicidade e paixão, transcendeu as fronteiras da Argentina para se tornar o Papa Francisco, o primeiro pontífice latino-americano da história. Sua jornada, marcada por humildade e um profundo amor pelo próximo, moldou um papado que desafiou tradições e inspirou milhões ao redor do mundo. Nascido em Buenos Aires, em 1936, em uma família de imigrantes italianos, Francisco cresceu em meio à vibrante cultura argentina, onde o futebol e a fé se entrelaçavam. Sua paixão pelo San Lorenzo, time do coração, nunca o abandonou, tornando-se um símbolo de sua identificação com o povo. A simplicidade de sua vida, mesmo após ascender ao papado, é um testemunho de sua crença na importância da humildade e da proximidade com os necessitados. A eleição de Francisco em 2013 marcou um ponto de inflexão na história da Igreja Católica. Sua escolha do nome Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis, já prenunciava um papado dedicado à pobreza, à paz e à defesa do meio ambiente. Sua primeira aparição na sacada da Basílica de São Pedro, com um simples "boa noite" e um sorriso caloroso, conquistou corações e demonstrou sua disposição em se conectar com as pessoas de forma direta e genuína. Francisco não hesitou em enfrentar os desafios da Igreja Católica, buscando reformas profundas e promovendo um diálogo aberto e inclusivo. Sua voz ecoou em defesa dos refugiados, dos marginalizados e das vítimas da injustiça social. Ele denunciou a cultura do descarte, o consumismo desenfreado e a indiferença diante do sofrimento humano. Sua encíclica "Laudato Si'", um apelo urgente à ação em defesa do planeta, ressoou em líderes mundiais e ativistas ambientais, consolidando sua liderança moral em questões globais. Apesar de sua saúde frágil, Francisco manteve um ritmo incansável, viajando pelo mundo, encontrando-se com líderes políticos e religiosos, e levando sua mensagem de esperança e misericórdia aos confins da Terra. Sua presença em lugares de conflito e sofrimento, como a ilha de Lesbos, na Grécia, onde visitou refugiados, ou a República Centro-Africana, onde clamou pela paz, demonstrou sua coragem e compromisso com os mais vulneráveis. A morte de Francisco, um evento que inevitavelmente chegará, deixará um vazio imenso no mundo. No entanto, seu legado perdurará, inspirando gerações futuras a construir um mundo mais justo, fraterno e solidário. Sua simplicidade, sua paixão pelo futebol, suas lutas para fazer mudanças dentro da igreja, sua defesa dos pobres e sua mensagem de esperança continuarão a ecoar nos corações daqueles que buscam um mundo melhor. O Papa Francisco nos ensinou que a verdadeira grandeza reside na humildade, que a fé se manifesta no serviço aos outros e que a esperança é a força que nos impulsiona a construir um futuro mais promissor. Seu caminho, marcado por gestos de amor e palavras de sabedoria, permanecerá como um farol de luz, guiando a humanidade em direção a um mundo onde a justiça e a paz reinem para sempre. Descanse em paz, Papa Francisco... Gilson Romanelli
- “As Pequenas Coisas”, peça inédita no Brasil do premiado autor canadense Daniel Maclvor, estreia em 17 de abril na Arena do Sesc Copacabana
Inez Viana dirige o espetáculo com idealização de Ana Carbatti e Liliane Rovaris, que dividem a cena com Adassa Martins Inez Viana e eleno As Pequenas Coisas_Crédito Rodrigo Menezes As vidas de três mulheres de gerações diferentes se cruzam e se transformam à medida em que elas se reconciliam consigo mesmas e umas com as outras. Este é mote da peça “As Pequenas Coisas”, que estreia em 17 de abril na Arena do Sesc Copacabana. Inédito no Brasil, a obra foi escrita por um dos mais celebrados dramaturgos da atualidade, o canadense Daniel MacIvor. Com direção de Inez Viana, o espetáculo tem idealização das atrizes Ana Carbatti (que também assina a tradução) e Liliane Rovaris, que dividem a cena com Adassa Martins. O projeto foi contemplado pelo Edital Sesc RJ Pulsar. Com uma linguagem ácida e bem-humorada, a peça “As Pequenas Coisas” traz aos palcos potentes discussões sobre solidão, estruturas de gênero, raça e etarismo. A obra (no original, “Small Things”) faz parte da trilogia “Try”, composta ainda por “Communion” e “Was Spring”. MacIvor ficou conhecido na cena teatral brasileira com montagens de sucesso de suas obras, como “In on it” “Cine monstro”, “À primeira vista” e “A ponte”. Em cena, Patricia (Ana Carbatti) é uma professora aposentada que se muda para uma cidade pequena e contrata como governanta Nice (Liliane Rovaris), uma mulher de origem simples que fala pelos cotovelos. O relacionamento delas é mediado pela filha de Nice, Bel (Adassa Martins), jovem mãe solteira de duas crianças e que tem que lidar com uma possível transgeneridade/não-binariedade da criança de 8 anos. Apesar de conviverem, elas sentem-se isoladas e incompreendidas. Aos poucos, a trama revela um universo feminino de enorme complexidade e humor, cujas solidão e tormentos serão apaziguados pela solidariedade e pelas pequenas coisas que as unem. “O cruzamento de vidas pode se dar ao acaso, como se fosse inevitável escapar do destino. Ou podemos duvidar que esse cruzamento seja mesmo traçado pelo destino, ao invés de nossa própria busca por novas perspectivas. E quando vidas se cruzam, como acontece em ‘As Pequenas Coisas’, valores são revistos e as questões, inerentes ao afeto, são respondidas com uma transformação profunda do ser. A peça nos conta sobre como podemos nos rever a partir de encontros inusitados e lidar com eles, para que tenhamos novas revelações sobre nós mesmas”, conta Inez Viana. A ideia de montar o espetáculo surgiu da atriz Liliane Rovaris depois de fazer parte do elenco de outro obra de MacIvor, “A ponte” (2018). Em busca de um texto para montar com a atriz e amiga Ana Carbatti, Liliane se deparou com a trilogia “Try”. Carbatti escolheu “As Pequenas Coisas” para traduzir. “Essa trilogia tem o mesmo mote: são mulheres que vão se transformando na medida em que vão convivendo. Gostei muito do texto porque tem humor e as três personagens têm muita ironia. A solidão que elas vivem leva para um estado irônico da vida, e é essa mesma ironia que elas usam para se aproximarem”, diz Carbatti. A trilha sonora original do espetáculo, composta por Aline Gonçalves, traz um diferencial: foi gravada por músicos cegos em uma parceria especial com o Instituto Benjamin Constant. A iniciativa reforça o compromisso do projeto com a valorização da diversidade artística, criando uma sonoridade única que dialoga diretamente com a sensibilidade e a essência do espetáculo. Ficha Técnica Idealização: Ana Carbatti e Liliane Rovaris Elenco: Adassa Martins, Ana Carbatti e Liliane Rovaris Texto: Daniel MacIvor Tradução: Ana Carbatti Direção: Inez Viana Assistente de direção: Lux Negre Direção de movimento: Denise Stutz Assessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda Designer de Luz: Lara Cunha Direção musical: Aline Gonçalves Cenografia: Marieta Spada Produção: Kawaida Cultural Direção de produção: Aliny Ulbricht Coordenação de produção: Raissa Imani Produção executiva: Nuala Brandão Captação de parceria e formação de plateia: Renata Leite Fotografia: Rodrigo Menezes SERVIÇO= Espetáculo: “As Pequenas Coisas” Temporada 17/04 a 11/05 Dias e horários: Quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 18h) Local: Arena do Sesc Copacabana (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana) Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Classificação indicativa: 14 anos Duração: 90 minutos Instagram : @pequenascoisasteatro Alex Varela
- “Brasil Origem Week” retorna a Portugal com programação em Vila Nova Gaia
Foto: Agência Incomparáveis Após as edições em Paris e Bruxelas, o festival “Brasil Origem Week” retorna para a sua segunda edição (a primeira foi no Porto), em Portugal, no World of Wine (WOW), em Vila Nova Gaia, para apresentar a riqueza cultural, gastronómica e empresarial do Brasil. O evento terá início no dia 24 de abril, das 16h às 20h, e prosseguirá nos dias 25, 26 e 27, das 14h às 20h, com painéis, rodadas de negócios, exposições artísticas e shows musicais. A entrada é livre, com direito à degustação de comidas típicas dos Estados brasileiros. “Esta segunda edição portuguesa do Brasil Origem Week é especial. Vamos mostrar um pouco da diversificada cultura brasileira com os mais diferentes produtos como biojoias, moda, além da parte de gastronomia, artes. É uma forma de Portugal descobrir um Brasil que ainda não conhece”, ressaltou o idealizador do evento, Marco Lessa. A gastronomia será um dos destaques, centrada no Estado da Bahia e na cidade de Recife, com chefs a “prepararem delícias do Brasil em sessões de cozinha show”. Serão exploradas “desde a fusão Brasil-Portugal, com a moqueca de bacalhau, de Zana Hora, participante do MasterChef Portugal em 2022, até sabores famosos no nordeste brasileiro”. O especialista em bolo de rolo, Marcos Monteiro, vai mostrar a preparação do doce, património cultural e imaterial de Pernambuco, e o chef Emanuel Sávio, que participou no MasterChef Brasil, vai ensinar a fazer cuscuz com manteiga de garrafa, macaxeira cozida e queijo coalho. Entre os artistas brasileiros, vão expor os seus trabalhos, uma mostra sobre futebol intitulada “Um olhar sobre uma paixão do Brasil”, do fotógrafo Daryan Dornelles e a “Mais Bossa, por favor!”, da pintora Helô Plantier. No “Fórum Brasil/Portugal — Oportunidades e Perspectivas”, os especialistas convidados vão debater sobre investimentos na Bahia e em Recife, além de uma mesa-redonda sobre oportunidades para empresários brasileiros em Portugal. No “Fórum Mulher”, com lideranças femininas, o tema será “o papel da mulher nos negócios e redes de apoio para empreendedoras”, sob o comando de Rijarda Aristóteles e a participação da fundadora da ONG Alumna, Programa de Mentoria, Larissa Ushizima, a empresária Raquel Lopes e a consultora Karla Martins. As apresentações musicais vão ser no Bossa Bar com caipirinhas preparadas pela Casa Cachaça, de Raquel Lopes. Durante o festival, além das apresentações citadas, também vai acontecer a “Feira Origem Brasil”, o workshop “Destinos Turísticos Brasileiros”, o “Fórum Brasil / Portugal”, “Desfile de moda — Cores e tons do Brasil” e “Concertos de Além-Mar”. Ígor Lopes
- Cerimônida de Abertura da CAFRAM
Em um momento histórico para as relações comerciais entre África e Américas, a CAFRAM - Câmara África América e Caribe realizou sua cerimônia de posse no dia 15 de abril, contando com a presença de figuras de grande expressão no cenário político, diplomático e cultura , na sede do CRAB-SEBRAE. Ana Cristina Carvalho assumiu oficialmente a presidência da CAFRAM, tendo a missão de conduzir esta instituição que nasce com objetivos ambiciosos de transformar o panorama do comércio entre continentes historicamente conectados. Com experiência de 30 anos no setor internacional, a presidente terá o desafio de materializar a visão de uma câmara que promove não apenas negócios, mas também o compartilhamento de conhecimento, tecnologia e o fortalecimento da diversidade cultural. Neguinho da Beija-Flor, nomeado Embaixador da África, representa a valorização dos laços culturais e históricos entre o Brasil e o continente africano , assim como liberdade , ascencao profissional e sucesso do afro descendente. Simone Capela, sub-secretária da Acessibilidade de Niterói, marcará presença representando a importância de um comércio que respeite aspectos sociais das comunidades envolvidas. Roberto Rubio, Consul Geral da República Dominicana, eleito Embaixador do Caribe , demonstra o alcance geopolítico da CAFRAM, que não se limita às relações Brasil Africa mas America do Sul e. Central , incluindo a região caribenha com sua rica diversidade cultural e potencial econômico. Jorge Luiz Secretaria de Cultura do Estado , Elaine Marcondes , Neguinho da Beija Flor , Ana Cristina Carvalho , Sergio Firmino Secretário de Carnaval do Estado e Theo Schuck Secretário de Meio Ambiente do Estado ANA CRISTINA CARVALHO E THEO SCHUCK SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO RIO Celia Domingues ACRJ e Ana Cristina Carvalho CAFRAM Ana Paula Reis EDUCAFRO , OABRJ e Ana Cristina Carvalho CAFRAM Ana CRistina Carvalho , Sergio Costa e Silva e Neguinho da Beija Flor Vinicius Roseira Tv Turismo , Roberto Rubio Cônsul Geral da República Dominicana e Ana Cristina Carvalho Revista do Villa || Ana Cristina Carvalho
- Bairros Históricos do Rio de Janeiro - Aterro do Flamengo
Considerado o maior parque urbano do mundo à beira mar, o Aterro do Flamengo é um local histórico que, apesar de alguns problemas – sobretudo de segurança – mora no coração do povo do Rio de Janeiro. Após um conflitante processo, o Parque do Flamengo, conhecido como Aterro, foi inaugurado em 17 de outubro de 1965, com o nome Parque IV Centenário. Bairro do Flamengo antes do aterro - início anos 50 Idealizado por Lota Macedo Soares, o Parque do Flamengo foi projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy. A programação recreativa foi elaborada por Ethel Bauzer Medeiros, o paisagismo por Roberto Burle Marx e Arquitetos Associados, a iluminação ficou a cargo do americano Richard Kelly e a obra civil realizada pela SURSAN – Superintendência de Urbanização e Saneamento. Tudo isso aconteceu no governo de Carlos Lacerda, que, no primeiro momento, ficou receoso em fazer o Parque. Aterro do Flamengo - antes e depois “ O Parque do Flamengo foi projetado de maneira ambiciosa. Nobre ambição, ato de amor, tentar melhorar as condições de habitabilidade de uma cidade, criando um parque novo, organismo vivo, feito para o homem e na medida dele ”, disse Lotta de Macedo Soares, comentando a construção pela qual tanto lutou. Após a demolição de uma série de morros (como o do Castelo, Querosene e Santo Antônio) que ficavam na região central da cidade, a área onde hoje está o Parque do Flamengo se tornou um espaço um tanto quanto vazio, como se esperasse uma grande obra. Criadores Lota Macedo Soares e Burle Marx Construção do aterro - Anos 50 - Arquivo Nacional Contudo, a ideia de transformar em parque a área aterrada não era unânime: “ A questão oscilava entre fazer no local um novo bairro ou simplesmente as pistas para o tráfego. A Lota teve um papel fundamental nisso, já que havia morado em Nova York, conhecia a importância do Central Park e de outros parques urbanos. Ela e a poeta Elizabeth Bishop, com quem era casada, eram amigas dos grandes urbanistas internacionais da época ”, disse a arquiteta Margareth da Silva Pereira. A ideia inserida no projeto era a de criar um parque que não fosse sobrecarregado de equipamentos, de modo que os amplos espaços, sem indicação de atividades pré-definidas, sugerissem a sensação de liberdade. Assim, os usuários utilizariam as áreas de lazer da forma que escolhessem. Outro desafio era planejar o espaço como parte de um circuito que organizasse o tráfego de veículos (entre a Zona Sul e o Centro) sem que a área perdesse sua identidade. O projeto também deveria integrar os equipamentos urbanos já existentes, como o Aeroporto Santos Dumont, de 1944, e o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra (mais conhecido como o Monumento aos Pracinhas), inaugurado em 1960. Aterro do Flamengo no seu início - Anos 60 - Arquivo Nacional Construção do Aterro do Flamengo O Parque – ou Aterro – tem uma área de 1.300.000 m², localizada entre o Aeroporto Santos Dumont e a Praia de Botafogo. É Patrimônio Mundial da Humanidade na categoria “Paisagem Cultural Urbana”, título concedido pela UNESCO em 2012. São 11.600 árvores de 190 espécies da flora brasileira e de outras regiões tropicais. Sendo a maior área de lazer ao ar livre da cidade, o Parque do Flamengo oferece equipamentos variados para a prática de esportes, recreação, cultura, gastronomia e entretenimento. Raras palmeiras do Sri Lanka trazida por Burle Marx para o Aterro do Flamengo “ Planejado para ser um parque vivo, onde você se diverte educando e educa divertindo, ele não é apenas um imenso jardim onde você pode contemplar variada flora, fauna e a bela paisagem da Baía de Guanabara. Aqui você dispõe de campos de pelada, pistas de skate, BMX e aeromodelismo, tanque de nautimodelismo, ciclovia, quadras de basquete, vôlei, power soccer, futsal, tênis, gateball, playground, cidade das crianças, parkour, postos de salvamento e praia. Encontra, ainda, Museu de Arte Moderna, Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, Marina da Glória, Teatro de Marionetes, Teatro de Arena, Coreto, Pavilhões Recreativos, Monumento a Estácio de Sá, quiosques de alimentação e restaurantes ”, informa o site oficial do Parque. Paisagismo de Burle Marx no Aterro do Flamengo Além de Aterro, o Parque IV Centenário tem outros nomes. Pela Lei Municipal nº 1219/88, passou a ser oficialmente designado de Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, no trecho entre o Aeroporto Santos Dumont e o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. Na parte do Monumento ao final dos jardins situados ao longo da Praia de Botafogo, chama-se Carlos Lacerda. Em outubro deste ano, comemora-se 60 anos do belo parque; e o desejo da maioria dos cariocas é que o Parque, Aterro do Flamengo siga sendo um local bonito e de lazer e com segurança, para que toda a população tenha acesso a esse belíssimo espaço. Fontes : Arquivo Nacional Brasiliana Fotográfica MultiRio André Conrado










