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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

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  • Ayrton Senna: Um Legado de Velocidade, Paixão e Eterna Saudade

    Em 1º de maio de 2025, o mundo do automobilismo e legiões de fãs ao redor do planeta relembram, com um misto de nostalgia e saudade, os 31 anos da partida precoce de Ayrton Senna da Silva. Três décadas e um ano se passaram desde aquele fatídico Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, mas a aura do tricampeão mundial de Fórmula 1 permanece tão viva quanto as cores vibrantes de seu icônico capacete amarelo, verde e azul. Mais do que um piloto talentoso e implacável nas pistas, Senna personificou a busca incessante pela perfeição, a paixão ardente pelo esporte e uma profunda conexão humana que transcendia o asfalto. Sua pilotagem ousada e inovadora, marcada por ultrapassagens geniais e uma concentração inabalável sob pressão, redefiniu os limites da Fórmula 1. Ele não apenas pilotava carros de corrida; ele os dominava com uma maestria que beirava o transcendental, como se corpo e máquina fossem uma só entidade dançando em alta velocidade. Para além dos números impressionantes – três campeonatos mundiais (1988, 1990 e 1991), 41 vitórias, 65 pole positions – o legado de Senna se estende por sua filosofia de vida e sua marcante personalidade. Sua determinação em superar obstáculos, sua busca pela excelência em cada detalhe e sua fé inabalável inspiraram milhões de pessoas. Suas entrevistas eram carregadas de reflexões profundas sobre a vida, a superação e o papel do ser humano no mundo, elevando o esporte a um patamar de significado que ia muito além da competição. A relação de Senna com o Brasil era visceral. Ele carregava a bandeira brasileira com orgulho e representava para muitos a esperança e a garra de um povo. Suas vitórias eram celebradas como conquistas nacionais, unindo o país em um sentimento de euforia e admiração. Sua preocupação com as questões sociais e seu desejo de contribuir para um Brasil melhor eram evidentes, culminando na criação do Instituto Ayrton Senna, que até hoje transforma a vida de milhões de crianças e jovens através da educação. Mesmo após 31 anos de sua ausência física, o legado de Ayrton Senna continua a ecoar nas pistas e nos corações dos fãs. Seu nome é sinônimo de talento puro, garra indomável e um espírito competitivo que jamais será esquecido. Aquele 1º de maio de 1994 deixou uma lacuna irreparável no automobilismo, mas plantou uma semente de inspiração que floresce a cada nova geração de pilotos e admiradores. Ayrton Senna não foi apenas um campeão; ele foi um ícone, um herói e, acima de tudo, um ser humano que tocou profundamente a vida de inúmeras pessoas. Sua memória permanece viva, alimentada pelas imagens de suas conquistas, pelas palavras inspiradoras e pela eterna saudade de um mestre da velocidade que se tornou uma lenda atemporal. O Brasil e o mundo jamais se esquecerão de Ayrton Senna da Silva, o piloto que nos ensinou a perseguir nossos sonhos com paixão e a nunca desistir de buscar a perfeição. Gilson Romanelli

  • Entrevista: Luís Felipe Ximenes (Gestor Esportivo, Escritor, Professor)

    Agora é uma honra em elaborar esta entrevista para um profissional de ampla experiência, quando se fala em Gestão Esportiva. Atuando neste meio mais de 30 anos no mercado e passando em 16 clubes profissionais no Brasil...sim! Vou falar com Luís Felipe Ximenes.   1– Sabemos que rei Pelé nasceu no Município de Três Corações – MG. Como se sente em nascer no mesmo local e o que atuava na cidade quando mais novo? "Nascer em Três Corações, terra do Rei Pelé, é uma honra e uma responsabilidade. A gente cresce ouvindo o nome dele em cada esquina, como se ele estivesse presente em tudo — no campo de terra, na escola, na conversa com os amigos. É uma inspiração que nos acompanha desde cedo. Quando eu era mais novo, já me interessava muito pelo esporte, claro, mas também pela organização das coisas: era aquele garoto que queria entender por que um time ganhava, por que o outro perdia, o que estava por trás das decisões. Na cidade, ainda jovem, participei de muitas iniciativas ligadas ao esporte e comecei a perceber que minha vocação estava fora das quatro linhas, mas ainda dentro do jogo. Três Corações não me deu só o berço, me deu também a base para olhar o futebol com seriedade, paixão e especialmente um olhar para a educação." 2– Teve passagens em vários times de futebol renomados no Brasil e com Personalidades influentes... Conte quais foram estes e cada emoção vivenciada, por favor? Tive o privilégio de passar por clubes que são instituições no futebol brasileiro: Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Coritiba, Goiás, e outros projetos que marcaram minha trajetória. Em cada um, vivi experiências únicas. No Flamengo, por exemplo, senti o peso e a paixão de uma das maiores torcidas do mundo — é uma pressão diferente, diária, que exige preparo e equilíbrio. No Fluminense, vivi um momento de reconstrução e pude contribuir com a reorganização do clube, o que sempre me atrai como gestor. No Coritiba, foi especial por ser um clube com uma torcida muito fiel e um ambiente propício para trabalho sério. No Atlético/MG, encontrei um desafio imenso, mas também a chance de aplicar conceitos de gestão em meio à complexidade. Trabalhar com personalidades influentes também foi parte do aprendizado. Conviver com atletas consagrados, técnicos de renome e dirigentes experientes ensina muito sobre liderança, comunicação e tomada de decisão sob pressão. Mas, acima de tudo, cada passagem me ensinou que o futebol exige competência, humanidade e capacidade de ler o ambiente. Emoção não falta — mas precisa estar a serviço da razão para que o trabalho dê resultado. 3– O que um Gestor de Esporte tem que trabalhar para atender com Excelência as demandas? Atender com excelência às demandas no esporte exige uma combinação de competências técnicas, humanas e estratégicas. É fundamental compreender que o gestor esportivo atua como um elo entre diversos setores: atletas, comissão técnica, diretoria, torcedores e patrocinadores. Portanto, é essencial desenvolver habilidades de comunicação eficaz, liderança empática e tomada de decisão baseada em dados. Além disso, é crucial manter-se atualizado com as melhores práticas de gestão, finanças e marketing esportivo. A formação contínua, como a oferecida em cursos especializados, é uma ferramenta valiosa para aprimorar essas competências. A experiência prática, aliada ao conhecimento teórico, permite ao gestor antecipar desafios e implementar soluções eficazes. Por fim, a paixão pelo esporte deve ser equilibrada com uma visão estratégica e profissional, garantindo que as decisões tomadas beneficiem tanto o desempenho esportivo quanto a sustentabilidade organizacional. 4– Já teve alguma oportunidade em projetos Internacionais e o que pode trazer de conceito para o Brasil destas experiências observadas? Morei e trabalhei fora do país. Independentemente do local onde estamos, o importante é observar, absorver e aprender com a cultura de cada povo, para aplicar em nossas experiências. 5– Fundador de Curso EAD Gestor de Futebol. Conte desta iniciativa, qual público e locais? A comunidade mundial de gestão esportiva foi criada no ano de 2020, está na sua 18ª turma, conta com mais de 1000 e está presente em 20 países. 6– Quais suas Graduações Educacionais? Sou graduado em Educação Física pela UFMG e tenho mestrado em Educação.   7– já atuou como Professor de MBA em algumas Instituições de Nível Superior d Educação? Quais delas e as disciplinas aplicadas? Já lecionei no IBMEC, UNICURITIBA, UNINCOR, UNICARIOCA, CBF ACADEMY, entre outras. Sempre lecionando gestão esportiva. 8– Teve acesso a série A campeonato Brasileiro, Finalista da Copa Libertadores, Campeão, Tetra Campeão, Campeão Brasileiro Série B. Estes Títulos te faz um homem vitorioso! Conte estas Emoções? Já perdi muito mais campeonatos do que ganhei. Seguir trabalhando com aquilo que gosto, depois de mais de 30 anos de estrada é a minha maior vitória e definição de sucesso. 9-  Autor do Livro: O certo é certo, mesmo dando errado está voltado para qual público? O livro é uma compilação de tudo o que vivi ao longo da minha carreira, que teve como consequência, a construção do meu modelo de gestão. Penso que qualquer pessoa que tenha interesse em gestão nas suas mais diferentes formas, irá se interessar pelo livro. O livro pode ser adquirido através do meu instragram @felipeximenes. 10– Como Gestor do Esporte nos conte quais são os planos para este ano 2025 com relação a investimentos nos Negócios e qual mensagem deixa ao seu leitor? Estou trabalhando desde julho de 2024, como CEO do Joinville Esporte Clube, tradicional equipe de Santa Catarina, que está em um processo de transformação muito grande no seu modelo de gestão e governança. Meu plano é terminar o ano de 2025 com os objetivos do clube alcançados e com a garantia do acesso à série C. João Paulo Penido

  • Entrevista: Germano Abreu

    Germano Abreu, carinhosamente chamado de Mano, nasceu no Ceará, tem 42 anos e chegou ao Rio de Janeiro em 2009, há 16 anos atrás. É formado em Mecânica Industrial e pintou seus primeiros quadros aos 8 anos de idade, sendo sua especialidade a captura de emoções por meio do abstrato figurativo, contemplando as belezas naturais do Rio de Janeiro, sua principal fonte de inspiração. Mano utiliza a técnica de acrílico sobre tela. Azul, amarelo, verde e branco. Essas cores mostram o DNA e a sensibilidade de Germano Abreu, que exaltam a energia do mar, dos ambientes públicos e das pessoas que ele observa em sua caminhada.   Qual sua área de atuação na arte? Eu sou apaixonado por pinturas em quadros e telas e também por esculturas, majoritariamente peças produzidas por fios e arames, já tendo criado mais de 50 quadros abstratos e algumas esculturas com materiais reciclados.   Germano, você é do Ceará e mora no Rio de Janeiro, onde você acredita que reside o público alvo do seu trabalho? Algumas das minhas peças foram adquiridas por amantes de arte que residem em diversas partes do Brasil, além de países como França, Espanha e Estados Unidos.   Você já participou de exposições de arte? Já participei de uma exposição coletiva no Parque Lage, no Jardim Botânico e, em breve, pretendo realizar uma própria.   De onde vem sua inspiração para criar? Minha inspiração para as obras geralmente surge quando estou contemplando a natureza, onde me renovo para os próximos trabalhos. Amo pincelar a natureza e suas cores. Inspiração nunca me falta, pois pintar é uma coisa que flui da criatividade da alma, estou sempre criando coisas novas na minha imaginação.   Quando você começou a fazer arte? Minhas primeiras criações, ainda que não profissionais, surgiram durante a infância. Acredito que aos meus 8 anos de idade, no Estado do Ceará, minha terra natal.   Você sempre foi 100% focado nas artes ou possui outros hobbies e/ou áreas de atuação? Sou apaixonado também por futebol, esporte que pratico nas horas vagas. Além disso, minha formação original é em técnico em mecânica industrial, apesar de sempre ter sido um pintor e escultor autodidata. Contudo, a arte só foi incorporada de vez e passou a ser minha profissão e principal área de atuação durante o período pandêmico, a partir do ano de 2020.   Como surgiu essa decisão corajosa de fazer uma transição de carreira para o mundo artístico? Certo dia resolvi criar uma tela, postei uma foto da mesma nas redes sociais e tive grande aceitação. Começaram a chegar mensagem de elogios, incentivos e muito apoio para que eu continuasse. Daí em diante afirmo que não parei mais, pintei muitos e muitos quadros para curar os dias tristes da pandemia. É justo afirmar que pintar foi uma válvula de escape.      Serviço : Local - Ateliê e Consultoria de Artes Plásticas - Germano Abreu Endereço - Rua senador Vergueiro, 218, loja 23 – Flamengo, Rio de Janeiro Entrada gratuita por meio de agendamento prévio: (21) 97224-3629 Horário - das 9h às 17h, de segunda à sexta-feira - almoço de 12h às 14h Paulo Serpa

  • Breaking Carioca realiza nova etapa no Centro do Rio

    O evento contará com premiações em dinheiro para primeiro e segundo lugares  No dia 3 de maio, o Breaking Carioca invade a Sede da Urbana de Dança, no Centro do Rio de Janeiro, para a terceira etapa do circuito, reunindo talentos da cultura urbana para um campeonato de breaking 1x1 nas categorias Bboy e Bgirl. O evento será realizado das 14 às 20 horas, com entrada gratuita para o público.  A competição oferecerá premiação em dinheiro para os dois primeiros colocados de cada categoria, sendo R$1000,00 para o primeiro lugar e o segundo colocado fica com R$500,00. Para avaliação dos candidatos, o evento conta com um corpo de jurados conceituados no cenário.  O Breaking Carioca terá a presença de Bboy Hiena (KND Crew), representando a Baixada Fluminense, Bboy Kaleu, lenda do breaking de São Gonçalo, com mais de 20 anos de trajetória no breaking, e Bgirl Miwa, de São Paulo, que fortalece a representatividade feminina no evento.  Realizado pela IqFenix e Conexão Eventos, o Breaking Carioca conta com o patrocínio da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, contemplado na Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).  Sobre o espaço  A Sede da Cia Urbana de Dança do Rio de Janeiro foi conquistada por meio do edital Reviver Cultural, e tem como missão acolher as danças urbanas com encontros, workshops, apresentações e outras ações formativas voltadas à cena da cultura de rua.  SERVIÇOS:  Breaking Carioca - Terceira Etapa 03 de maio de 2025  Das 14h às 20h  Sede da Urbanos de Dança - Rua Primeiro de Março, 23 – Loja A, Centro, Rio de Janeiro  Premiação:  1º lugar: R$1.000  2º lugar: R$500 Crédito das Fotos: Divulgação Revista do Villa || Angel Comunicação

  • Os Satyros estreiam espetáculo ciborgue, sem atores

    Você já assistiu a uma peça de teatro sem atores?   “PEÇA PARA SALVAR O MUNDO” . da cia OS SATYROS. idealização e dramaturgia de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez . direção de Rodolfo García Vázquez   Designer de IA Generativa: Thiago Capella Atriz Ciborgue: Mariana Leme   Uma “peça ciborgue”: ao invés de atores no palco, um avatar . É ele quem vai interagir com o público em tempo real.   Tomando várias formas - homem, mulher, criança - vai entrevistar a plateia porque precisa de ajuda: o seu sistema não entende as informações contraditórias que recebe dos humanos, que fazem guerras, destroem a natureza e ao mesmo tempo buscam um mundo melhor.   ESTREIA: dia 23 de abril (4ªf) às 20h30 no Espaço dos Satyros ( Praça Roosevelt, 214 Consolação / SP ) . quartas e quintas às 20h30 . ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/104708?share_id=1-copiarlink   ► LEIA ABAIXO O MANIFESTO TECNOFÁGICO. Manifesto Tecnofágico por uma devoração crítica da tecnologia   1. Nosso ponto de partida é o Brasil — mas um Brasil em transe tecnológico. Aqui, nesse chão híbrido tropical, emergem contrafeitiços, gambiarras, melodias,formas de resistência que nos fazem dançar com as máquinas.   2. Somos criadores da máquina, mas como artistas nunca seremos suas criaturas. A técnica nasce de mãos humanas, de corpos sensíveis.Somos atravessados pelas máquinas, mas nunca vamos nos submeter a elas.   3. Devorar não é copiar: é transmutar. Antropofágicos, sim — comemos as energias e pulsões de seres humanos e máquinas, dos seres da natureza e das programações computacionais,e seguimos além — em direção a uma terra prometida e nunca alcançável.   4. Toda técnica é cosmológica. Não existe tecnologia neutra, universal, fora das relações de poder. O algoritmo é uma forma de poder.   A arte entra no combate contra os algoritmos.   5. Nada é mais humano do que um robô tupiniquim. Toda inteligência artificial é fruto de um esforço coletivo da humanidade. Nossa tecnologia tupiniquim carrega o peso de toda a violência de nossa história. Reconhecer isso nos liberta para construir uma tecnoarte viva.   6. A estética do pensar é nossa arma secreta. Os artistas podem subverter a lógica dos algoritmos dominantes.Pensar como artista não é calcular:é criar formas e transgressões que escapam ao tecnocapitalismo.   7. Recusar o destino não é recusar o futuro. Enfrentamos o império do algoritmo e das programações não com isolamento,mas com desvio, glitch, dança e contraprogramação.Queremos futuros múltiplos, mestiços, indeterminados.   8. Somos tecnoxamãs, tecnopoetas, tecnodesviantes. Comunicamos com o digital como quem canta para espíritos —não para dominá-los, mas para coexistir com suas forças.   9. A cosmotecnologia é parte da cosmopolítica. Somente através de uma arte cibernética podemos confrontar o Tecnocapitalismobuscamos uma arte que pulsa com os circuitos,que tensiona o tempo, desprograma os protocolos,e inventa formas de existir em meio a tecnofeudalismo cada vez mais opressivo.   10. O teatro é nossa máquina de presença — e de desprogramação. O teatro é laboratório de futuros: lugar onde a técnica encontra o corpo,e o corpo, em sua fragilidade, reencena o mundo.Hackeamos os algoritmos não para destruí-los, mas para subvertê-los.Tecnofagia também é o teatro do futuro: ensaio de mundos ainda não nascidos,onde a humanidade pulsa mais forte do que o cálculo. Alex Varela

  • Sem Energia, Sem Sociedade: a Falha que Pode Parar o Século XXI

    A queda de energia que atingiu Portugal e partes da Espanha nesta semana revelou uma fragilidade estrutural que governos e empresas continuam subestimando. Em minutos, vimos um colapso funcional: hospitais em alerta, mobilidade urbana paralisada, redes de comunicação fora do ar e o comércio em suspensão. Não se trata de um caso isolado. O Brasil já enfrentou crises similares — como o apagão do Amapá em 2020 —, e os riscos continuam latentes. Em um mundo cada vez mais digital e automatizado, a dependência absoluta da energia elétrica tornou-se um ponto cego estratégico. Tenho observado que os debates sobre resiliência energética ainda são tímidos diante da complexidade do problema. O caso europeu deixou evidente como a sociedade atual está acoplada a um ecossistema elétrico frágil. Segundo dados da União Europeia, redes móveis entram em colapso após poucas horas sem fornecimento. No Brasil, projeções da Abradee indicam que menos de 40% das cidades possuem infraestrutura robusta para emergências prolongadas. Isso significa que basta uma falha — seja climática, técnica ou cibernética — para que serviços básicos entrem em pane e a ordem social entre em estado crítico. A experiência portuguesa reforça o alerta: a comunicação digital depende integralmente da eletricidade. Durante o apagão, redes móveis e servidores ficaram inoperantes, comprometendo até serviços de emergência. No Brasil, onde a conectividade é desproporcionalmente concentrada em grandes centros, o impacto seria ainda mais desigual. Além disso, o comércio se mostra vulnerável: terminais de pagamento, caixas eletrônicos e sistemas de estoque são imediatamente afetados. Em Bizkaia, na Espanha, mais de 45 mil trabalhadores do varejo foram atingidos pela paralisação. Estamos, literalmente, a uma tomada de distância da estagnação econômica. Outro ponto crítico é a mobilidade urbana. Em Madri, semáforos desligados provocaram acidentes e o metrô foi paralisado. No Brasil, onde a logística urbana já enfrenta gargalos estruturais, um cenário semelhante teria impactos exponenciais. A saúde pública também não escapa. Mesmo com geradores, hospitais operam sob tensão — como vimos no Amapá. UTIs, exames e conservação de vacinas dependem de fornecimento estável. Por fim, há a questão da segurança: a escuridão facilita o crime, reduz a vigilância eletrônica e amplia a sensação de vulnerabilidade, especialmente em áreas já afetadas por baixos índices de segurança pública. E Agora? A transição energética global não pode ignorar a resiliência. Precisamos repensar desde as infraestruturas críticas até os hábitos domésticos. A descentralização da produção de energia, o fortalecimento de redes autônomas e o preparo da população para emergências devem ser tratados como políticas de Estado. A pergunta que fica é: estamos construindo uma sociedade inteligente — ou apenas mais dependente? André Aguiar

  • Suíça: Empreendedorismo no país chama a atenção de empresário português

    As relações comerciais entre Portugal e a Suíça têm vindo a fortalecer-se ao longo dos anos, impulsionadas por setores estratégicos como a tecnologia, a indústria farmacêutica, a inovação e os serviços financeiros. Com um ambiente de negócios dinâmico e um regime fiscal atrativo, a Suíça apresenta-se como um destino privilegiado para empresas e empreendedores portugueses que procuram expandir as suas operações além-fronteiras. No entanto, para garantir uma internacionalização segura e eficaz, especialistas defendem ser “essencial” contar com o suporte de profissionais especializados, nomeadamente na área do direito, que possam orientar as empresas nas questões regulatórias, fiscais e jurídicas que envolvem o mercado suíço. Fontes consultadas pela nossa reportagem garantem que profissionais experientes envolvidos no processo são “fundamentais” para identificar as melhores soluções jurídicas, ajudando empresários a navegarem pelas diferenças legislativas entre os dois países, seja na criação de empresas, na proteção de investimentos, no cumprimento de normas de Compliance ou na obtenção de vistos e autorizações de residência para profissionais e investidores. Um dos movimentos mais realizados entre empresários portugueses e suíços, hoje, é a exploração das oportunidades de negócio entre os dois países. Luíz Eduardo Cucci Gayoso Fernandes tem 36 anos de idade, é advogado e atua em áreas, como direito de empresa e imigração, com foco na internacionalização de empresas, investimentos estrangeiros e governamentais. Vive em Lisboa, Portugal, de onde exerce funções com um olhar voltado para o mundo, tendo a Suíça como destino frequente. Hoje, Luíz atua como advogado e consultor especializado em direito empresarial e imigração. Tem a sua atividade centrada em abranger a assessoria a investidores e empresas interessadas em estabelecer ou expandir operações a nível europeu, incluindo a constituição societária, regulação, implementação de soluções tecnológicas para empresas e a orientação sobre os regimes de incentivos. No ano passado, esteve no país, no mês de junho, com motivações empresariais, com o intuito de promover uma melhor interação entre o mercado português e o suíço. “A viagem foi impulsionada pela procura de novas oportunidades estratégicas e pela necessidade de compreender, de forma aprofundada, os ambientes de negócios de referência no país. O interesse reside em analisar como as estruturas jurídicas, fiscais e imigratórias da Suíça – reconhecidas pela estabilidade e eficiência funcionam e como posso ajudar as pessoas a investirem e a usufruírem ao terem empresa aberta na Suíça ou alguma filial”, disse Luíz Fernandes. A visita de negócios passou por cidade, como Zurique, Genebra, Lausanne e Luzerna, onde este responsável teve a oportunidade de conversar com comerciantes, investidores e colegas de profissão para “entender melhor o perfil dos suíços para as compras e investimentos, bem como os benefícios fiscais e investimentos que o público investidor pode usufruir”. Luíz recorda que, nesta deslocação à Suíça, não teve contacto com portugueses, “porém, sei que há uma grande comunidade, que eu gostaria de poder ajudar”. “A Suíça chamou-me a atenção profissional pela sua reputação internacional em termos de estabilidade jurídica, transparência fiscal e governança de alto nível”, revelou este advogado, que considera “o sistema descentralizado, o que confere autonomia aos cantões e representa um cenário privilegiado para a implementação de estratégias empresariais e imigratórias eficazes”. “Alem disso, é um pais onde há habitantes com alto poder aquisitivo, o que promove mais segurança para a implementação de negócios”, completou. Relativamente ao mercado e o empreendedorismo na Suíça, Luíz Fernandes sublinha que “o mercado no país caracteriza-se pela sua elevada competitividade e por um rigor normativo que estimula a inovação”. “As empresas atuam num ambiente em que a disciplina administrativa e os incentivos fiscais combinam para oferecer condições propícias à criação e ao crescimento sustentável dos negócios. Adicionalmente, o acesso a fundos e investimentos europeus reforça o dinamismo e a atratividade do ecossistema empreendedor local”, atestou. Diferenças entre Portugal e Suíça Já sobre as diferenças em relação a Portugal, Luíz esclarece que, “na Suíça, o sistema fiscal é descentralizado, com uma regulamentação rigorosa e autónoma a nível cantonal, o que proporciona estabilidade e segurança jurídica”. Porém, na sua opinião, e “em contraste, Portugal tem implementado regimes específicos – como o International Business Centre na Madeira –, que oferecem benefícios fiscais significativos e programas de incentivo à inovação, como os vistos D2 e o Startup Visa”. “Assim, enquanto a Suíça destaca-se pela robustez e transparência do seu ambiente normativo, Portugal aposta em políticas públicas direcionadas para atrair investimento e estimular o empreendedorismo. Outra diferença identificada refere-se ao perfil de consumo, pois, em Portugal, há baixos salários e altos custos de habitação, enquanto que, na Suíça, existe um maior equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta, com salários também bem acima da média europeia, o que propicia um melhor cenário para venda de produtos premium”, referiu. Luíz sugere ainda que empreender na Suíça “exige uma preparação meticulosa e um profundo conhecimento do ambiente regulatório, dada a alta competitividade, alto investimento inicial e as rigorosas exigências normativas”. Entretanto, afirmou Luíz, “o cenário oferece inúmeras vantagens, como a segurança jurídica, habitantes com alto poder aquisitivo e a transparência fiscal, que, se bem exploradas, proporcionam condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável dos negócios”. Quando o assunto são os projetos futuros, Luíz Fernandes não esconde que “Portugal e Suíça estão no seu radar de investimentos”. “Os meus projetos futuros envolvem a expansão das atividades de consultoria internacional, com ênfase na articulação de parcerias que liguem investidores europeus aos mercados suíço e português. Portugal permanece como um mercado estratégico, graças aos seus robustos incentivos fiscais e ao ambiente empreendedor dinâmico. Pretendo desenvolver iniciativas que promovam a integração entre os mercados, ampliando a colaboração e criando sinergias que beneficiem todos os envolvidos”, finalizou Luíz Fernandes. Na visão deste cidadão português, “a Suíça representa um modelo de excelência, caracterizado por uma estabilidade económica e jurídica inigualável”. “Para mim, o país helvético simboliza um ambiente onde a tradição e a inovação unem-se para criar um cenário propício ao investimento seguro e à implementação de estratégias empresariais de alto padrão, servindo de referência para práticas que se disseminam também no âmbito europeu”, mencionou este profissional, que esclarece que o seu trabalho “consiste em transformar desafios regulatórios e fiscais em oportunidades de crescimento para empresas e investidores”. “Presto assessoria estratégica que alia conhecimento jurídico à prática comercial, facilitando a navegação entre os sistemas regulatórios a nível europeu, mas, principalmente, em Portugal, onde tenho atuado especialmente para empresas do ramo de tecnologia”, confirmou. “Tenho trabalhado também com questões voltadas para a imigração e para os lusodescendentes, seja por meio de pedidos de nacionalidade, abertura de empresas ou vistos, com o intuito de dar o apoio completo aos clientes. Atuo nesta área há mais de cinco anos, período durante o qual desenvolvi uma sólida expertise na articulação de parcerias e na implementação de soluções que promovem a internacionalização dos negócios e Legal Compliance para empresas”, finalizou Luíz Fernandes. Foto: divulgação Ígor Lopes

  • O Hospital Nossa Senhora das Dores

    Hospital Nossa Senhora das Dores de Cascadura, em destaque. c. 1929. Extrato de fotografia de H. S. Holland. Acervo Brasiliana Fotográfica. Em domínio público. A tuberculose foi um flagelo que ceifou milhares de vidas no Brasil entre os séculos XIX e XX. A corte imperial era um dos lugares mais propícios para se contrair uma doença, com admoestações internacionais para se evitar o desembarque no porto do Rio de Janeiro. As autoridades imperiais estavam atentos para a necessidade de se construir estabelecimentos específicos para isolamento e “tratamento” dos enfermos, pois, na verdade, o diagnóstico era uma sentença de morte pela “Dama Branca”. As instituições funcionavam como locais de espera da morte. Já em 1838, o provedor da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, José Clemente Pereira, reclamava que não existiam cômodos separados para os “tísicos”.  José Clemente Pereira. Pintura de Oscar Pereira da Silva. Acervo Museu Paulista. Domínio Público. Ainda no terreno do complexo da Santa Casa, da praia de Santa Luzia, foram construídas novas enfermarias para separar os tuberculosos, e assim permaneceu até 1883. As dependências estavam sempre lotadas e a arquitetura não retratava o conhecimento médico-científico da época. Portanto, era preciso tirar os enfermos do centro do Rio de Janeiro e construir instalações modernas. Enfermaria da Sanata Casa lotada de tuberculosos. 1915. Foto de autor desconhecido. Jornal A Rua. Acervo da BNRJ. Em 8 de novembro de 1883, o então provedor da Santa Casa, João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe, autorizou a compra da “chácara do Ferraz”, na longínqua localidade rural de Cascadura, na época, uma freguesia do Engenho Novo. A chácara pertenceu ao conselheiro Luís Pedreira do Couto Ferraz, o Visconde do Bom Retiro, comprada pelo preço de 34 contos de réis. Com a morte do conselheiro em 1867, o terreno foi, em parte, desmembrado e vendido. Barão de Cotegipe. Sem data. Acervo Museu Paulista. Foto Photographia Allemã Alberto Henschel & C. Visconde do Bom Retiro. 1861. Litografia de Sébastien Sisson. Galeria de Brasileiros Ilustres. Reprodução de internet. A propriedade era vizinha da residência do vigário da Candelária, reverendo Antônio de Pádua e Silva. O imóvel ficava em uma colina com água potável, com alamedas cercadas de plantações de bambus, arvoredo, mangueiras “da Bahia” e um pomar. Um pequeno córrego, perene, canalizado em 1891, cercava a chácara, que tinha três “frentes”, sendo uma para a Estrada Real, lugar onde os médicos mandavam convalescer seus doentes. Estação antiga de Cascadura. 1908. Sem autor. Reprodução de internet. O antigo hospital foi inaugurado no casarão da propriedade, em 1884, exclusivamente para o público feminino. É considerado o primeiro hospital específico para o tratamento de tuberculosos no Brasil. Serão as irmãs de São Vicente de Paulo, juntas ao corpo médico, que darão suporte ao tratamento dos enfermos. Em 1907, os repórteres do Jornal do Brasil fizeram uma visita e ficaram bem impressionados com as instalações. O hospital era comandado pelo doutor Silva Gomes, o “médico dos pobres” e um dos incentivadores do projeto. Se as condições de isolamento do prédio eram perfeitas, ainda era um espaço adaptado.  O Dr. Silva Gomes, o médico dos pobres, diretor do hospital. 1930. Correio da Manhã. Foto autor desconhecido. Acervo BNRJ. Antigo casarão do hospital. 1909. Revista da Semana. Foto sem autor. Acervo BNRJ. Em 1910, o casarão antigo começa a ser demolido. O novo hospital, na Estrada do Campinho, de 1914, foi construído com o aporte financeiro do poder legislativo e contraparte da Santa Casa. A empreitada foi um esforço do médico Miguel de Carvalho e teve suas obras supervisionadas pelo sanitarista Oswaldo Cruz. O conjunto era formado por 16 edifícios, sendo seis pavilhões de forma circular, elevados do solo, distanciados e com dois andares. Os pavilhões circulares têm 6 metros de pé direito, com capacidade para 16 leitos, eles eram ligados por passadiços e um elevador. No centro de cada pavilhão, existia uma chaminé para levar o ar respirado para fora da cumeeira cônica do telhado. Todos eram circundados por uma varanda de dois metros, de onde recebiam a luz do sol nascente. O conjunto ainda era formado por um pavilhão octogonal e outro retangular para serviços auxiliares. Foram projetadas também a lavanderia, o necrotério, o plano inclinado, o desinfectório, o fornecimento de água quente, refeitório individual, incinerador a gás para os detritos, dentre outras. Ainda em construção durante a inauguração, uma pequena pérola, a capela neogótica de Nossa Senhora das Dores. As obras ficaram por conta de R. Rebecchi & Co. Foto 9. A arquitetura do Hospital N. S. das Dores. 1939. Extrato da fotografia Vista aérea de Cascadura. Acervo Museu Aeroespacial. Brasiliana Fotográfica Aspecto dos pavilhões e do prédio central. Revista da semana. Foto sem autor.1914. Acervo BNRJ Interior de uma das enfermarias .Revista da semana. Foto sem autor. 1914. Acervo BNRJ Fachada do novo hospital no alto da alameda. Revista da semana. Foto sem autor. 1914. Acervo BNRJ Pavilhão e fachada. Jornal Correio da Manhã. Foto sem autor. 1914. Acervo BNRJ A festa de inauguração contou com a presença do presidente da república, Marechal Hermes, do cardeal Arcoverde, do Dr. Paulo de Frontin e do prefeito da capital, Bento Ribeiro, dentre outros. A comitiva saiu da estação Central do Brasil na manhã do dia 25 de junho, num trem especial. Chegaram à estação de Cascadura às 10:30 da manhã e entraram em um carro que os conduziu pela alameda que dá acesso ao hospital. Foram recebidos pela banda de música dos “Expostos”, vestidos com seus fardamentos. No salão da secretaria, foi feita uma solenidade com discursos. Ao meio-dia, foi servido um lanche rápido, terminando a inauguração oficial às 12:20. O Cardeal Arcoverde e o presidente Marechal Hermes chegam para a inuaguração. Revista da semana. Foto sem autor. 1914. Acervo BNRJ O presidente Hermes e Dona Nair de Teffé desembarcam do automóvel no alto da colina. Jornal A Época Foto sem autor. 1914. Acervo BNRJ Apesar da boa intenção e de toda a pompa, o número de doentes aumentou e o número de mortes, atingindo seu auge em 1925. Um ano após a inauguração e da segregação feminina, as enfermarias da rua de Santa Luzia estavam lotadas de tuberculosos e o Hospital Nª Srª das Dores estava com sua lotação máxima. Mesmo sobrecarregado, em 1919, o jornal Gazeta de Notícias fez uma visita às instalações do hospital e saiu muito bem impressionado com as condições do estabelecimento. Causou comoção a situação das internas “sem salvação” e as demais que, àquela altura, contavam 237 almas, a lotação máxima da casa. As internas do Hospital. Jornal Gazeta de Notícias. Foto sem autor. 1914. Acervo BNRJ Entrada do Hospital e administração ao fundo. Foto Augusto Malta. 1930. Acervo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Reprodução de Internet Ao longo do século XX, com o aparecimento de novos medicamentos e do diagnóstico precoce, dificilmente o enfermo ia ao encontro da morte. Na década de 1960, o hospital sofreu reformas e remodelações, ganhando novas especialidades médicas e funcionando como hospital geral. Nos anos 70 e 80, fez convênio com o antigo INAMPS e o IASERJ. Os doentes de tuberculose foram transferidos, aos poucos, para o hospital São Sebastião, no bairro do Caju. A ala psiquiátrica ganhou destaque. Problemas financeiros da Santa Casa e a falta de repasse de verbas fizeram a unidade hospitalar entrar em decadência, nos últimos trinta anos.  A Capela e o Hospital de Nossa Senhora das Dores. Ano 2023. Foto Carlos Erbs Junior.Prefeitura do Rio de Janeiro Em 2024, a Prefeitura do Rio inaugurou, em parte do complexo, uma unidade de acolhimento de pessoas com transtornos psíquicos e moradores de rua. Existem especulações sobre o interesse do mercado imobiliário no vasto terreno do hospital e, na contramão, foi elaborado um projeto municipal de tombamento dos prédios históricos do conjunto. Fontes ABNRJ: Acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; ANRJ: Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. ABF: Acervo Brasiliana Fotográfica; DP: Foto de Domínio Público #historia #history #rioantigo #oldriophotos #velhoriodejaneiro #riodejaneiro #historiadobrasil #oldrio #velhorio #historiadorio #historyresearch #pesquisahistorica #memoria #cascadura #suburbios #rio de Janeiro #tuberculose Flavio Santos

  • Entrevista: Claudia Taitelbaum (CEO da Exhimia Home)

    Arquiteta gaúcha, casada, mãe do Mateus e da Isabela, Claudia Taitelbaum, hoje CEO da Exhimia Home, marca que completa 15 anos, é a única do segmento comandada por uma mulher. A empresa é considerada hoje uma das principais referências na produção de peças em acrílico.   Em 2010, após retornar de uma viagem pela Austrália ao lado do atual marido, Claudia Taitelbaum (1975, Porto Alegre) decidiu criar um negócio voltado para soluções de design integradas para o varejo. Com pouca reserva financeira que ainda tinha guardado após seu retorno ao Brasil e morando na casa da sogra, em São Paulo, a arquiteta deu o primeiro passo e, ao lado do então sócio, alugou duas mesas de uma sala comercial por um preço amistoso graças à alguns amigos do sócio, na Avenida Faria Lima.   Ali, naquelas duas mesas surgia o grupo Exhimia Retail Solutions. Entre 2010 e 2013, a sala foi sendo pouco a pouco ocupada pela marca, crescendo organicamente, com responsabilidade e sem qualquer investidor. "Todos foram indo embora e nós fomos ficando e ocupando cada vez mais a sala!". Até que em 2013, o grupo já estava grande o suficiente para extrapolar a sala e, alguns empréstimos bancários e enxugamento de despesas depois, montaram uma fábrica própria incentivada por um pedido especial de um cliente parceiro. "Encaramos o pedido como um desafio e uma oportunidade!", conta ela animada.   Em 2018, a Exhimia migrou para um galpão de 1.600 metros, três vezes maior que o anterior, localizado na zona sul de São Paulo. Com frota própria e uma equipe composta de 42 profissionais, a empresa de Taitelbaum estava à todo vapor produzindo, enviando e instalando mobiliários para lojas, quiosques, expositores para uma variedade de produtos nos mais diversos pontos de venda em todo o Brasil. Naquele ano, a empresária e já mãe de dois filhos - hoje Isabela está com oito anos e Mateus com doze - enfrentou a forte retração econômica que, segundo ela, afetou muito o segmento.   O efeito se estendeu até o segundo semestre de 2019, quando seu sócio se desligou da empresa. Ainda assim a empresária seguiu firme, agora como CEO, e se uniu ao setor numa breve recuperação. Tão logo isso começou a acontecer, o país foi novamente surpreendido por um fato ainda maior: a pandemia de a Covid-19.   Durante a pandemia, shoppings e lojas fechados a Exhimia precisou se reinventar. Iniciava-se então em 2019 uma nova fase do negócio. Foram milhares de máscara face Shield e protetores de acrílico, além de totens de álcool gel. A demanda desses materiais ocupou a empresa, sem necessidade de demissões e fechamento por dois anos, período que durou toda a pandemia.   O negócio de Retail no Brasil pós pandemia, no ano de 2021 estava muito enfraquecido, os materiais de proteção para Covid não estavam mais sendo procurados com o fim da pandemia.  Porém, o Home Office continua forte, as pessoas em casa, e comprando e reformando suas casas. Então, em 2021 surge a Exhimia Home. Onde você encontra produtos de alta qualidade para sua casa, mobiliários e peças para todos os ambientes.   “ Nossa criatividade, cuidado na entrega, excelência no atendimento ao cliente, sempre nos acompanhou e com a Exhimia Home levamos isso ao cliente final”, explica Claudia Taitelbaum, fundadora e CEO da Exhimia Home. ” “Com fábrica e frota própria, queremos entregar muito mais que produtos, queremos entregar uma experiência única ao cliente, com agilidade, qualidade e muito profissionalismo, que é o nosso forte. ”, afirma Rafael Scotti, fundador da Exhimia Home.   Um dos destaques da Exhimia Home são as peças de acrílico, com acabamento e qualidade impecáveis e as peças feitas sob medida.     1-    Com tantos contratempos nestes quinze anos rotineiros no aspecto de mudanças e projeções em investimento, algo produtivo e visionário, uma gaúcha que constituiu família, mas não ficou somente nisso, deu foco em criar uma fábrica no segmento moveleiro, o que te inspirou? O que me inspirou foi a vontade de construir algo que fosse além da minha própria história. Sempre acreditei que, mesmo diante dos desafios e incertezas, era possível criar um legado, algo diferente. A formação da minha família foi o primeiro passo, mas eu queria também gerar oportunidades, transformar ideias em produtos, impactar vidas. A fábrica nasceu do amor pelo que é feito com acrílico, com dedicação, e da certeza de que sonhos grandes pedem coragem e ação. 2-    Como Empreendedora neste projeto acrílico Fabril o que está direcionando seu mercado hoje quanto a busca de produtos? Hoje, o que direciona o mercado é a busca por personalização, qualidade e inovação. Os clientes querem produtos que unam estética moderna, funcionalidade e durabilidade, especialmente em acrílicos, que oferecem versatilidade para diferentes segmentos, como decoração, mobiliário e comunicação visual. Estamos atentos às tendências de design sustentável, produção sob medida e soluções criativas para atender às novas demandas de consumidores cada vez mais exigentes e conscientes. 3-    Está atuando com forte capacidade produtiva para atender o Home, que vem crescendo muito quanto tecnologia e Inteligência Artificial, o que consegue enxergar no futuro breve de novidades? Estamos, sim, atuando com forte capacidade produtiva para atender o setor Home, que vem se transformando rapidamente com a tecnologia e a Inteligência Artificial. Acredito que, em um futuro muito próximo, veremos a integração cada vez maior de produtos inteligentes no mobiliário, peças que se adaptam ao ambiente, à rotina do usuário e até interagem com outros dispositivos conectados. O acrílico, por ser versátil e moderno, se encaixa perfeitamente nessa tendência, permitindo a criação de designs inovadores, funcionais e tecnológicos. Nosso foco é acompanhar essas evoluções e desenvolver soluções que unam beleza, tecnologia e praticidade para o lar do futuro. 4-    Teve uma viagem Internacional para Austrália junto com marido a qual fez abrir novos horizontes para pensarem em Negócios voltados para soluções design para o varejo, conte este período, por favor? A viagem para a Austrália foi um divisor de águas para nós. Estar em um país tão inovador, com um mercado varejista altamente dinâmico e focado em experiência de compra, abriu nossos olhos para novas possibilidades. Observamos como o design é utilizado de forma estratégica para atrair clientes, otimizar espaços e criar ambientes mais interativos e personalizados. Essa vivência nos inspirou a pensar além da produção tradicional, levando em conta soluções completas de design para o varejo, desde displays diferenciados até mobiliário funcional em acrílico e outros materiais. Foi um período de muita pesquisa, aprendizado e troca de ideias, que nos motivou a trazer essa visão moderna e ousada para o nosso próprio negócio. Além das viagens por diversos países que fizemos e abriu nossa mente para muitas possibilidades. 5-    Como foi para você sair de 2 mesas o grupo Exhimia Retail Solutions e se tornar uma fábrica própria, conquistando “Prêmio Popai Brasil”? Foi uma jornada de muita determinação e superação, além de coragem. Começamos de forma muito simples, com apenas duas mesas e muita vontade de fazer diferente. Aos poucos, fomos conquistando clientes, investindo em qualidade, inovação e atendimento personalizado. Com a criação do grupo Exhimia e a consolidação da nossa fábrica própria, conseguimos dar um salto profissional, oferecendo soluções completas para o varejo. Receber o ‘Prêmio Popai Brasil’ foi um marco emocionante, pois representou o reconhecimento de todo esse esforço e dedicação. Mais do que um troféu, foi a confirmação de que acreditar no nosso propósito e não desistir dos nossos sonhos realmente faz a diferença. 6-    Em 2018, a Exhimia migrou para um galpão de 1.600 metros, 3 vezes maior em um ritmo de tempo com dificuldades e ficando com pé no chão te faz uma mulher de grande sucesso, conte esta emoção. A mudança para um galpão de 1.600 metros, em 2018, foi um dos momentos mais marcantes da minha trajetória. Mesmo diante das dificuldades, tomamos a decisão com muita responsabilidade e pé no chão, conscientes dos riscos e dos desafios que viriam. Ver a Exhimia crescer três vezes em estrutura física foi emocionante — uma mistura de medo, gratidão e orgulho. Cada metro conquistado ali carregava a história de muito trabalho, de noites sem dormir e de sonhos que, aos poucos, estavam se materializando. Essa conquista me fez entender que sucesso não é apenas chegar a um objetivo, mas ter a coragem de crescer de forma consciente, valorizando cada etapa da caminhada. 7-    Falando no aspecto familiar, sabemos que constituiu com marido 2 filhos, que estão na pré-adolescência, como foi conciliar o lado de Empresária, mãe, esposa nesta linda Gestão de tempo na Exhimia Home ? Conciliar a vida de empresária, mãe e esposa nunca foi fácil, mas sempre foi uma prioridade para mim. A chegada dos nossos dois filhos, hoje um deles já na pré-adolescência, trouxe ainda mais sentido ao que eu faço. Aprendi a organizar o meu tempo de forma estratégica, estabelecendo prioridades e sabendo que, em alguns momentos, seria preciso abrir mão de certas coisas para estar presente nas que realmente importam. A gestão da Exhimia Home também me ensinou muito sobre equilíbrio: assim como na empresa, em casa também é preciso planejamento, organização, dedicação e amor. Ter o apoio do meu marido e envolver a família em nossos sonhos fez toda a diferença nessa caminhada. Eles são, sem dúvida, a minha maior motivação diária. 8-    Exhimia precisou se reinventar na pandemia do Covid 19, criando a máscara face Shield e protetores de acrílico, além de totens de álcool gel, conte este Macro produtivo e quais Clientes conquistou? A pandemia foi um grande desafio para todos, e para nós da Exhimia não foi diferente. Tivemos que nos reinventar rapidamente para manter a fábrica ativa e, mais importante, para contribuir com soluções de proteção em um momento tão crítico. Desenvolvemos máscaras Face Shield, protetores de acrílico para estabelecimentos comerciais e totens de álcool gel, focando na agilidade, qualidade e funcionalidade dos produtos. Esse movimento não só manteve a equipe em atividade, como também abriu novas portas: conquistamos clientes importantes do setor de saúde, varejo, redes de farmácias e grandes empresas preocupadas com a segurança de seus colaboradores e clientes. Foi um marco de resiliência e inovação para nós, mostrando que a capacidade de adaptação é essencial em tempos de crise. 9-    A criatividade no cuidar na entrega, excelência no atendimento ao cliente, sempre acompanha e com a Exhimia Home levam isso ao cliente final, este planejamento leva satisfação do Cliente fidelizando, conte algum depoimento? Desde o início, sempre acreditamos que a criatividade no cuidar da entrega e a excelência no atendimento fazem toda a diferença. Cada projeto é tratado como único, e levamos isso muito a sério na Exhimia Home. Esse cuidado gera satisfação genuína no cliente e cria laços de fidelização muito fortes. Lembro de um depoimento especial de uma cliente que nos emocionou: ela disse que, ao receber o produto, percebeu que ali não tinha apenas qualidade, mas também carinho em cada detalhe, desde o acabamento até a forma como foi embalada e entregue. Para nós, isso é a verdadeira recompensa: saber que nosso trabalho vai além do produto físico e toca pessoas de forma positiva, mudando as casas onde elas moram.   10-  Deixe uma mensagem de aproveitamento para seu leitor quanto a marca Exhimia Home hoje no mercado? A Exhimia Home é mais do que uma marca: é a materialização de sonhos, dedicação e inovação. Cada produto que entregamos carrega um propósito: transformar ambientes e criar experiências que façam sentido para quem valoriza qualidade, beleza e funcionalidade. Hoje, mais do que nunca, acreditamos que o lar precisa refletir a essência de quem somos. E é isso que oferecemos: soluções pensadas nos mínimos detalhes para quem busca exclusividade e autenticidade. Convidamos você a viver essa experiência com a Exhimia Home, uma marca feita para quem enxerga além do óbvio e acredita que cada espaço pode contar uma história única. https://exhimiahome.com.br/ @exhimiahome João Paulo Penido

  • ‘Professor Samba: Uma Homenagem a Ismael Silva’ reestreia no dia 7 de maio

    Musical reestreia dia 7 de maio, quarta, às 20:30, no Teatro Fashion Mall   O espetáculo ficará em cartaz todas as quartas de maio, na Sala Rosamaria Murtinho, e transporta o público para a boemia carioca da Lapa para contar a fascinante história do sambista do Estácio; sessões terão participações especiais de grupos de escolas de samba   Um espetáculo para saudar um dos grandes nomes da música brasileira. Assim é o musical “ Ismael Silva: Professor Samba ’', uma homenagem ao ilustre Ismael Silva (14/09/1905 −14/03/1978), sambista carioca e um dos fundadores da que é considerada a primeira escola de samba, a “Deixa Falar”, que anos depois se tornaria a aclamada Estácio de Sá. O espetáculo ficará em cartaz todas as quartas de maio, a partir do dia 7, às 20:30, na Sala Rosamaria Murtinho . E toda semana vai ter uma participação especialíssima de componentes de uma escola de samba carioca, que entrarão em cena ao final do espetáculo fazendo uma grande festa. A peça foi indicada os prêmios APTR, na categoria direção de movimento (Édio Nunes e Milton Filho) e Prêmio Shell, na categoria melhor ator (Edio Nunes).   A estreia, claro, será com a Estácio de Sá. Depois, participam a Império Serrano, a Viradouro e a Imperatriz Leopoldinense. Três atores se revezam no papel principal: Edio Nunes - que também assina a idealização e direção, Jorge Maya e Milton Filho . O texto é de Ana Veloso , que também assina a direção. E a direção musical é de Wladimir Pinheiro .   A trama se desenvolve com o personagem apresentando ao público uma roda de samba, ambientada na Lapa das décadas de 20 a 50, recheada de muitas histórias, música e a boa "malandragem", característica da boemia carioca, contando suas aventuras e passeando por fatos importantes da cultura popular e do cenário histórico do Rio de Janeiro da época.   O trio de protagonistas dá vida a Ismael Silva com muita versatilidade, e ainda se desdobra em diversas figuras, contando a história do professor samba e transitando por fatos importantes da sociedade no contexto da época em que o gênero se renova, resiste, luta contra preconceitos e permanece vivo e forte, tanto tempo após sua saída da Casa da Tia Ciata (13/01/1854 – 10/04/1924), para conquistar o mundo.    Assim, o espetáculo mostra que o teatro musical brasileiro é mais um espaço para que os grandes nomes da nossa cultura e do samba possam ser reverenciados.  “ A transformação do samba, os blocos de carnaval, a virada para a criação da escola de samba, o pulsar da bateria, a criação da estrutura não só musical, mas de organização daqueles blocos, cordões, a evolução do maxixe para o samba, são sedimentações feitas a partir do envolvimento de Ismael e seus contemporâneos, que transformaram o samba num estilo musical que transcende, que é estilo de vida, de cultura, e sociedade que desenha a figura da malandragem, da cabrocha, da cadência, do que se tornou símbolo não só do território fluminense, mas de um país, assim como o futebol, o Brasil é a terra do samba a partir dele e de outros artistas representados na peça ’’, diz Edio Nunes, que completa: “ É a cultura do povo preto que foi abraçada, mas que este mesmo povo  sempre foi colocado de lado. Vidas e histórias como a dele, merecem ser contadas, cantadas e reverenciadas”.   História de luta e resistência nos palcos   Para o artista, a peça também é uma forma de chamar a atenção da sociedade para não esquecer de nomes tão importantes que ajudaram a transformar a cultura nacional, mesmo com o peso do estigma social e racial, batalhas travadas ainda na atualidade:    “E sse espetáculo conta a história de um homem, artista, negro, favelado, que mostra que tem talento e que pode ter o espaço dele por merecimento, ser valorizado. Algo não tão distante da realidade atual. É o nosso caso, somos três artistas pretos, transitamos de maneira multifacetada pela arte. Eu, Jorge e Milton possuímos uma carreira extensa com mais de 30 anos fazendo isso, e todos os dias temos que provar que podemos, que somos capazes, nada vem fácil, nós criamos, produzimos, colocamos espetáculos nos palcos, temos outros trabalhos além viver da arte para nos mantermos ’’, complementou o ator.    Para Ana Veloso, o espetáculo também tem como objetivo fazer uma reflexão sobre a descolonização dos corpos pretos:    “ Entendemos, Édio e eu, que precisávamos extrapolar o objetivo inicial, de contar a história do sambista do Estácio, que foi um dos criadores da primeira escola de samba. Queríamos traçar um paralelo entre passado, presente e futuro, discutir problemas humanos, enfatizar que corpos negros são corpos políticos, que não podem ser dissociados de sua realidade histórica, social e cultural. Para alcançar esse objetivo, inseri na dramaturgia traços da vida dos atores, que também compõem a cena, ajudando a contar a história de tantos “Ismaeis”, artistas brasileiros, negros, que dedicaram suas vidas à construção da nossa cultura ”, pontua a autora e diretora.   Quem foi Ismael Silva   Nascido em 1905 em Niterói, Ismael Filho, caçula de um cozinheiro e de uma lavadeira, mudou-se com a mãe e os quatro irmãos para o Rio de Janeiro após a morte precoce do pai. No Rio Comprido, bairro vizinho ao Estácio, o menino tornou-se o melhor aluno da escola. Começou na rua o interesse pelo samba. O primeiro, “Já desisti”, composto aos 14 anos. Muito jovem começou a frequentar os bares do Estácio, onde os sambistas se reuniam. Lá conheceu Francisco Alves, um dos principais cantores da época, que foi procurar o jovem para gravar seus sambas. O compositor aceitou a parceria, e ao lado de Nilton Bastos e Francisco Alves integrou uma das mais famosas parcerias da música popular brasileira, o trio “Os Bambas do Estácio”. Ismael foi um dos fundadores da 1ª Escola de Samba do Brasil, a Deixa Falar, em 1928, que depois virou a Estácio de Sá. Ismael tornou-se parceiro frequente de Noel Rosa, mas após a morte do amigo Noel, em 1937, Ismael passou por momentos de extrema dificuldade: foi preso por uma briga de bar, passou dificuldades financeiras e ficou um tempo isolado. A volta triunfal ocorreu em 1950, quando seu samba Antonico foi gravado por Alcides Gerardi, com grande sucesso. Nas décadas de 60 e 70 fez foi reverenciado por diversos artistas como Chico Buarque, Vinícius de Moraes e os integrantes do Zicartola. A vida de Ismael, cheia de altos e baixos, e sua obra genial, são a inspiração de nossa homenagem. Ismael morreu em março de 1978, aos 73 anos, deixando mais de 100 composições que fazem parte da nossa cultura musical.   Serviço: “Professor Samba – Uma homenagem a Ismael Silva” De 7 a 28 de maio de 2025 Quartas, às 20:30 Valores: R$100 (inteira) e R$50 (meia-entrada) Local: Sala Rosamaria Murtinho - Teatro Fashion Mall  Endereço: Estrada da Gávea, 899, sala 213, São Conrado, Rio de Janeiro/RJ. Telefone: (21) 99857-8677 14 anos. 90 minutos Revista do Villa || Angel Comunicação

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