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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Marcia Milhazes Companhia de Dança estreia“Piquenique, variações amorosas” em 09 de janeiro,no Mezanino do Sesc Copacabana

    Com 28 anos de uma sólida trajetória e projetos premiados no Brasil e no exterior, a Marcia Milhazes Companhia de Dança está de volta aos palcos cariocas com uma obra inédita.  Com direção artística, concepção e coreografia de Marcia Milhazes , uma das mais importantes artistas brasileiras do cenário da dança contemporânea, o espetáculo “Piquenique, variações amorosas” estreia em 09 de janeiro de 2026 no Mezanino do Sesc Copacabana . A montagem encerra a trilogia formada ainda por “Sempre seu” (2015) e “Guarde-me” (2017). O projeto foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2024/2025.   A obra coreográfica mergulha no campo emocional de duas pessoas, com cenas amorosas de duas pessoas imersas num ambiente de fantasias, dois corpos enroscados em movimentos sutis travando confissões entre eles. No palco, essa história de amor é interpretada por Ana Amélia Vianna e Domenico Salvatore – bailarinos de longa data na companhia –, como dois amantes, viajantes que se perdem em suas emoções, sem autonomia, encontrando algo que ainda não haviam despertado em si mesmos.   Embalado por músicas do cancioneiro romântico brasileiro dos anos 30 e 40, em “Piquenique, variações amorosas”, essas duas pessoas vivem cenas de um romance que os vira ao avesso. Assim como em seus trabalhos anteriores, a trilha sonora assinada por Marcia é fruto de uma extensa pesquisa que resgata a memória musical de artistas brasileiros. Neste espetáculo, destaque para as vozes de Carmen Miranda, Clementina de Jesus, Orlando Silva, Francisco Alves, Lamartine Babo e Pixinguinha.   A companhia tem 28 obras coreográficas, além de quatro óperas, seis vídeos-dança e projetos em arte performance e educação. O cerne das obras consiste em falar sobre laços humanos, estabelecendo uma forte ligação com as memórias sonoras e culturais brasileiras, desde o barroco até o samba. “Me encanta neste novo trabalho falar mais uma vez sobre o sensível, sobre este lugar da fantasia que está dentro de nós. Ela é fundamental para entendermos as nossas próprias raízes, esse lugar no fundo das nossas memórias”, diz Marcia.   Parceiras de vida e de trabalho, Marcia convidou a irmã, a artista plástica Beatriz Milhazes , para criar um cenário que dialogasse com a montagem, assim como nos dois primeiros espetáculos da trilogia. Para isso, a artista criou uma obra inédita, um enorme painel de 9,5 metros de extensão por 6 metros de altura.  A pintura é composta por desenhos cheios de contornos despertando no público um mergulho visual onírico e misterioso. “O painel corrobora com esse mundo de fantasia, com desenhos muitos sutis criando uma sensação meio caleidoscópica”, diz Marcia Milhazes.   Marcia Milhazes nasceu e trabalha no Rio de Janeiro. Teve sua formação como bailarina clássica pela Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Pós-graduada em Estudos da Dança e Coreografia/Coreologia pela Laban Centre for Movement and Dance, em Londres (1991-1992). Atuou como professora convidada na Universidade de Tulane (Nova Orleans) e na New World School (Miami) em 2007; e como coreógrafa residente na Florida International University FIU (1999). Em 2010, foi reconhecida pela revista “Bravo!” como uma das mais importantes artistas brasileiras do Século XXI e entre as dez mais importantes da dança na década.    Durante a pandemia, montou o espetáculo “Paz e Amor” que integrou a programação do projeto “Em Casa com o Sesc SP”. A obra foi indicada a melhor espetáculo de Dança APCA (2020) e ganhou o primeiro Prêmio de Cultura Qualicult-Qualicorp (2021). No mesmo período, criou os vídeos-dança “Pássaros” e “Sonho de Primavera”, tendo sido premiada nos festivais Pool International Dance Film Festival (Berlim/2020), The London International Screen Dance Festival (Londres/2021) e The Vrystaat Arts Festival (África do Sul/2020). No Brasil, os trabalhos participaram do Dança em Foco 2020, Nova Dança International Film Festival 2021.   Em 2022, apresentou a performance “Gamboa 3” na The Pace Gallery, em Nova  York, como parte da exposição “Sagrada Mistura”, da artista plástica Beatriz Milhazes. Em 2022, a obra “Paz e Amor” foi apresentada no Teatro Le Regard du Cygne, em Paris, e em turnê pelo Brasil (Belo Horizonte, Belém e São Paulo). No mesmo ano, estreou “Paisagens Experimentais em Tempo de Confinamento”, no Sesc Anchieta. Em 2025, a obra “Celeste” para a intérprete solo Maria Alice Poppe ganhou temporadas no Brasil e na França.   Ficha Técnica  Coreógrafa/Diretora artística/Concepção: Marcia Milhazes Intérpretes:  Ana Amélia Vianna e Domenico Salvatore Cenário: Beatriz Milhazes Desenho de luz: Marcia Milhazes e Glauce Milhazes Trilha sonora (colagem): Marcia Milhazes Edição de trilha sonora: Domenico Salvatore  Desenho de figurino: Marcia Milhazes Confecção : Eunice Matos Desenho gráfico: Marcia Milhazes Designer gráfico: Edson Lopes Assessoria de Imprensa: Andrea Gonçalves e Paula Catunda   Foto: Denise Mendes Técnico de luz: Boyjorgejp  Produção executiva : Marcia Milhazes Companhia de Dança     SERVIÇO Espetáculo: “Piquenique, variações amorosas” Temporada: 09 a 18 de janeiro De 09 a 11 (sexta a domingo), às 20h30 De 15 a 18 (quinta a domingo), às 20h30 Local: Mezanino do Sesc Copacabana ( Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana ) Ingressos: R$ 10 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira) Informações: (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Vendas online: site da Ingresso.com Capacidade: 100 lugares Classificação: Livre Duração: 50 min.   Nas redes: Instagram @mmilhazesdanca Site: www.marciamilhazes.com.br      Assessoria de Imprensa Andrea Gonçalves (21) 97149-9540 andreag@intrepidacomunicacao.com.br   Paula Catunda (21) 98795-6583 paula.catunda@gmail.com     Alex Varela

  • A Mente Visionária por trás de 'Entre Nós Dois' e a Nova Era do Cinema Nacional

    Rio de Janeiro — No pulsante cenário do audiovisual brasileiro, surge um projeto que promete não apenas entreter, mas sacudir as estruturas sociais através de uma narrativa visceral. 'Entre Nós Dois' é o nome da minissérie que marca a ascensão de Matteus Ferreira como uma das mentes mais agudas e necessárias do roteiro atual. Escritor, criador e protagonista, Matteus assume a responsabilidade de guiar o público por um labirinto emocional onde o amor e a posse travam um duelo perigoso. A Arquitetura do Impacto A visão de Matteus Ferreira não se limita à estética; ela se materializa em uma trama onde cada diálogo e cada silêncio foram milimetricamente pensados para confrontar a realidade. Como autor e criador, ele conduz a narrativa com a mão firme de quem sabe que o entretenimento é uma ferramenta potente de transformação social. ("Minha intenção com 'Entre Nós Dois' sempre foi furar a bolha do silêncio. No cinema nacional, temos o dever de usar a tela como um espelho da sociedade. Cada linha desse roteiro foi escrita para que o público não apenas assista, mas sinta o peso das escolhas e a urgência da denúncia. Valorizar o nosso cinema é valorizar as nossas próprias verdades", afirma Matteus Ferreira em entrevista exclusiva). Um Elenco de Peso e Alma A narrativa ganha vida com Matteus Ferreira e Josilane Sant’Ana nos papéis de Lucas e Ana. A dinâmica entre o carisma inicial de Lucas e a perda gradativa do brilho de Ana serve como o núcleo de tensão que sustenta a obra. Ao lado deles, um time talentoso compõe este ecossistema de emoções: Joelma Sant’Anna, Bruno Monção, Bia Brasiliense, Oliver Love, Mayara Trigo, Luiza Machado, Janaína Gazoni, Alexandre Amaral e Tom Queiroz. A preparação deste elenco ficou sob a batuta de Aline Garrido, especialista em explorar o limite da atuação para garantir que cada cena transborde o realismo exigido pelo texto de Matteus. Excelência Técnica: Do Rio para as Telas Para traduzir essa visão visceral em imagens, Matteus cercou-se de nomes de peso no audiovisual: Direção Geral: Neto Favaron, com sua sólida trajetória e experiência como Diretor de Fotografia, traz um olhar cinematográfico refinado e único para a obra. Produção Executiva: Bruno Monção, com bagagem no Centro de Investigação Artística e CPX Films, garante a estratégia e gestão necessárias para que a arte se transforme em impacto visual. Co-roteiro: Lucas Sant’Anna atua no suporte técnico, refinando a estrutura e os ganchos da obra criada por Matteus. Fotografia: Júlio Ricardo captura a verdade por trás das lentes, traduzindo a densidade da história através de um jogo de luz e sombras preciso. O Compromisso Social e o Futuro Com gravações previstas para o final de janeiro de 2026 no Rio de Janeiro, 'Entre Nós Dois' já nasce com um compromisso social inegociável. A obra não romantiza o ciúme; ela o expõe como o primeiro degrau de uma escada perigosa. ("O cinema nacional precisa ser corajoso. 'Entre Nós Dois' é o meu grito de que o amor não machuca, não controla e, acima de tudo, não mata. Estamos construindo algo que vai além do set; estamos construindo consciência", conclui Matteus Ferreira). O Cinema Nacional Pede Passagem A contagem regressiva para as gravações de 'Entre Nós Dois' no Rio de Janeiro já começou. Mais do que uma minissérie, o projeto de Matteus Ferreira é um lembrete necessário de que a arte é a nossa ferramenta mais potente para iluminar as sombras da realidade social. Com uma equipe de excelência e um roteiro que não teme o confronto, a obra promete ser um marco no audiovisual brasileiro de 2026. Não perca nenhum detalhe dessa jornada: Acompanhe os bastidores, os ensaios do elenco e o dia a dia do set através das redes oficiais. Fique por dentro de tudo o que acontece por trás das câmeras e veja como essa narrativa visceral está sendo construída frame a frame. Siga agora: @atormatteusferreira Matteus Ferreira

  • WAR na vida real: Fim da Era Maduro e o Novo Mandato de Destino na América Latina

    A madrugada de 3 de janeiro de 2026 não marca apenas a queda de um regime; marca o sepultamento definitivo do princípio de autodeterminação dos povos no Hemisfério Ocidental. A Operação Resolução Absoluta , que culminou na captura de Nicolás Maduro em Fuerte Tiuna, é o ápice de uma diplomacia de força que substituiu o diálogo pelo "xeque-mate" militar. Sob o comando de Donald Trump, os Estados Unidos não apenas removeram um ditador; eles reescreveram as regras do jogo geopolítico com a sutileza de um martelo. Ao estilo de uma partida de War levada às últimas consequências, a Casa Branca decidiu que o tabuleiro da América do Sul precisava de um novo dono. O argumento do "narcoterrorismo" e da "crise humanitária" — embora fundamentado em fatos trágicos da realidade venezuelana — serve agora como o verniz moral para uma intervenção que cheira a petróleo e pragmatismo imperial. A estratégia de Trump foi um "all-in" clássico. Ao ignorar as instituições multilaterais, como a ONU e a OEA, Washington demonstrou que a legitimidade de um governo vizinho agora é medida pela conveniência da Casa Branca. A extradição sumária de Maduro para Nova York é o troféu de uma administração que prefere a eficácia do tweet em letras maiúsculas e o poder da Delta Force à paciência da diplomacia. No entanto, o custo dessa "vitória" pode ser alto demais. Ao declarar que os EUA administrarão a Venezuela por tempo indeterminado, Trump flerta com o conceito de ocupação colonial em pleno século XXI. O distanciamento estratégico de lideranças locais, como María Corina Machado, revela que o plano não é necessariamente restaurar a democracia venezuelana, mas sim instaurar uma gestão de conveniência americana. As reações continentais desenham o abismo que se abriu. De um lado, o entusiasmo de Javier Milei; do outro, a cautela de Lula ao apontar um "precedente perigoso". A verdade é que, hoje, qualquer nação latino-americana com recursos estratégicos e instabilidade interna deve se perguntar: quem define quando a soberania expira? Não se trata de defender o indefensável regime de Maduro, que asfixiou seu povo por anos. Trata-se de questionar se a solução para uma ditadura pode ser uma intervenção que ignora fronteiras e leis internacionais. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do globo e, nas palavras do próprio Trump, o envolvimento de empresas americanas será "pesado". A linha entre "libertação" e "espólio de guerra" nunca foi tão tênue.Um Novo Mundo em Letras Maiúsculas se apresenta. ​O mundo agora observa um tabuleiro redesenhado. A paralisia da Rússia e da China diante da velocidade da ação americana mostra que, na era do pragmatismo brutal, a força bruta ainda é a última palavra. A Venezuela entra em 2026 não como uma nação livre, mas como um experimento geopolítico sob tutela. Se o florescimento democrático ocorrer, será à sombra das baionetas americanas. O tabuleiro foi virado, os dados foram lançados e, por enquanto, o vencedor leva tudo — inclusive o direito de decidir o que é soberania. Gilson Romanelli

  • Entrevista: Sergio Luiz Ribeiro, cientista social

    Entrevista com o cientista social e Jornalista Sérgio Luiz Ribeiro da Silva. Exclusiva para coluna do cientista social Sérgio Luiz Ribeiro 1- Olá Luiz! Você poderia comentar sobre a sua obra, que está no prelo, A Construção Étnica do Povo Brasileiro Vista Pelo Olhar do Futebol...Até o Jogo dos 7 a 1?   O livro – que começou como uma pesquisa por causa da vergonhosa derrota de 7 a 1 da Seleção Brasileira diante da Seleção Alemã na Copa do Mundo de Futebol Masculino de 2014 – não se limitou a investigar apenas os motivos daquela derrota, aumentando o seu campo de pesquisa para entender como é jogado o futebol brasileiro, buscando uma análise vista pelo olhar étnico, cultural, social, político e histórico. Mas para seguir esse roteiro, obviamente, foi preciso estudar a história e a construção social do próprio povo brasileiro. O livro está em busca de parceiros para publicação.   Na primeira parte do livro a pesquisa mergulha na construção étnica, cultural, política ehistórica do Brasil, estruturada nas três raças (indígena, branca e negra). Essa base demiscigenação é a matriz da brasilidade, e é a brasilidade que faz o brasileiro jogar futebol como só ele joga.   Esse arcabouço étnico e sociocultural do Brasil fica ainda maior com a chegada mais tarde dos povos asiáticos e de origens árabes, e mais europeus, como italianos e alemães. Resumindo, a pesquisa analisa a construção étnica, cultural e histórica do Brasil pelo olhar do futebol, mas também analisa o futebol pelo olhar étnico, histórico e sociocultural. Ainda na primeira parte é apresentado ao leitor uma investigação do futebol desde a Antiguidade, mostrando que esse tipo de esporte é praticado a milênios e em todos os continentes, pelos mais diversos povos e etnias.   Além de analisar a habilidade do jogador brasileiro, tendo a Seleção Brasileira de futebol masculino como referência, a pesquisa também analisou os modelos de futebol jogados pelos outros sete países campeões em copas do mundo de futebol masculino, sempre sobre o olhar cultural.   Quanto ao jogo do 7 a 1, o livro identificou uma ruptura inédita no modus operandi da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014, fugindo de um padrão nacional que existia desde a Copa do Mundo de 1950, o que causou um hiato cultural, técnico e tático pelo qual a Seleção nunca tinha passado antes, ocasionando o jogo do 7 a 1. Ainda assim, o livro também é uma celebração do país Brasil e do futebol, celebrando o melhor dos povos que deram origem ao nosso povo (sem deixar de reconhecer as injustiças e atrocidades), mas focando no que nos há de melhor, a fim de enobrecer a autoestima do povo brasileiro, e colocar de vez uma pá de cal no que restou do viralatismo, propondo uma visão decolonial protagonizada pela brasilidade (um modo comportamental que envolve ancestralidade, características históricas, sociais e culturais). Por isso, mesmo sendo uma pesquisa, o texto é o menos técnico possível, priorizando pela linguagem comum e pela leveza, além de caminhar pela história do futebol e pela história do Brasil com bom humor. é um livro para quem gostam de literatura, para quem gosta de futebol, para acadêmicos, e para todos os gêneros.   Diante do que falei acima e do que direi abaixo, vou me dar o direito de não detalhar os resultados da pesquisa que dão originalidade ao livro. Isso fica para os leitores, rs.   2- Quais sâo os projetos de pesquisa que você desenvolve?   A minha linha de pesquisa é: Juventude; Educação; Cultura Urbana; Sociedade; Políticas Públicas; Tecnologias e suas intervenções; Transições; Brasilidades. Já desenvolvi pesquisas em cada uma dessas áreas, ligado a governos estaduais, prefeituras, universidades, terceiro setor e UNESCO. Outra pesquisa que desenvolvo no momento é sobre o comportamento da Juventude dentro do processo educacional, abordando a cultura juvenil e como ela se transforma para entrar no mercado de trabalho.   3- Quais são as suas referências (teóricas e práticas)?   Me formei em ciências sociais pela UFRRJ, onde a formação inclui Antropologia, Sociologia e Ciência Política, além de outras matérias em menor escala, mas que ajudam a estruturar o cientista social. Em geral, para cada tema de pesquisa se escolhe teorias, teóricos e referências que têm a ver com tal tema. Isso varia muito. Para o livro A Construção Étnica do Povo Brasileiro Vista Pelo Olhar do Futebol...Até o Jogo dos 7 a 1, a base teórica é muito vasta, mas os pilares principais são Casa grande e senzala, de Gilberto Freyre, O homem cordial (Raízes do Brasil), de Sérgio Buarque de Holanda, e Homo Ludens: O Jogo como Elemento da Cultura, de Johan Huizinga. Quanto às práticas, que em pesquisa chamamos de metodologia (estudo, estratégia, orientação e justificativa teórica que define o processo) e método (ferramentas técnicas que definem a ação e o trabalho na prática), essa pesquisa foi desenvolvida com entrevistas, suporte bibliográfico, investigação documental, análise de documentários e recortes jornalísticos, além de estudos de outras ciências, como Psicologia, Psicomotricidade, Neurociência, e outras que ajudaram a embasar o livro (principalmente a parte que fala do jogo do 7 a 1).   4- Quais são as instituições onde você atua?   Atualmente faço parte do Instituto Ideias Vivas, do Coletivo Malungo, e Produtora Etnia Entretenimentos. São instituições que estudam e promovem as raízes culturais do Brasil. Palestra motivacional em Petrópolis -  Inteligência Arficial: benefícios ou ameaças? Como usar a IA a seu favor 5- Por que o tema futebol lhe atrai?   Por que sou brasileiro? (rsrsrsrs, brincadeirinha). Como pessoa eu sempre fui apaixonado por samba, carnaval e futebol. Como pesquisador eu nunca tinha cogitado o futebol como laboratório, e confesso que foi uma pesquisa incrível, que começou por eu ter ficado inconformado com o jogo dos 7 a 1.   6- O futebol está associado à brasilidade?   No Brasil nós temos um conjunto cultural chamado brasilidade, que estrutura nosso comportamento, podemos dizer que no Brasil o futebol está associado à brasilidade, pelo fato da brasilidade ser a nossa estrutura cultural.   7- A frase: O Brasil é o país do futebol, ainda tem validade? Justifique.   O futebol brasileiro é o que tem mais títulos mundiais, cinco Copas do Mundo, e isso com uma administração corrupta e desorganizada (se o futebol brasileiro fosse bem-organizado e sem corrução, quantos copas do mundo o Brasil teria?). O Brasil é o maior exportador de jogadores de futebol de acordo com os rankings do CIES Football Observatory e da FIFA. Segundo a revista Premier Football UK, o PIB brasileiro é (em números absolutos) o mundialmente mais influenciado pela exportação de jogadores (Sérvia e Uruguai tem os PIBs mais influenciados em números proporcionais). Enquanto podemos contar aos dedos os craques de cada geração que os outros países produzem, o Brasil não para de produzir inúmeros craques em gerações seguidas, além disso temos o Rei do Futebol, Pelé e, acredite, ninguém driblou mais do que Garrincha.   Somos o país do futebol? Popularmente sim, e é claro que não queremos ser só o país do futebol – e isso é preciso que se diga. Consideremos também que já não sejamos o único país destacadamente à frente dos demais. Outros países hoje conseguem também esse destaque. E o mais curioso é que o futebol brasileiro ficou assistindo os outros países crescerem futebolisticamente e não fez nada para crescer ainda mais. A frase "Ninguém é mais bobo no futebol" nos serviu e nos serve para "justificar" evolução futebolística de países como Equador, Bolívia, Colômbia, México, Honduras, Marrocos, Gana, Nigéria, Austrália, Bélgica, Suíça, países que nos últimos anos nos enfrentam de igual para igual e que, outrora, com todo o respeito, tinham derrotas quase certas ao enfrentarem a Seleção Brasileira.   Sim, é verdade que todas estas seleções evoluíram, afinal tudo evolui, está no DNA da construção social da Humanidade, e com o futebol não seria diferente, mas na verdade a frase serve para, de forma velada, escondermos um erro gravíssimo: o futebol brasileiro ficou assistindo o futebol dos outros países evoluírem e se organizarem, enquanto o nosso futebol ficou estacionado, apenas produzindo craques (considere que a produção de craques tem origem cultural, e não origem organizacional ou administrativa). O futebol brasileiro só não caiu mais porque, mesmo estacionado, o seu patamar sempre foi altíssimo, mas a falta de evolução organizacional e administrativa deixou o futebol dos outros países se aproximarem.   Essa aproximação aconteceria mesmo se o futebol brasileiro fosse bem administrado e organizado? Não sabemos, o que sabemos é que a desorganização e a corrupção possibilitaram tal aproximação e – em alguns momentos - até a superação. Veja: é como se você fosse um cientista ou um artista bem sucedido, e em vez de continuar se especializando, desenvolvendo ainda mais as suas pesquisas ou as suas habilidades, você para no tempo e fica se achando o máximo. Tem algo de arrogância por trás disso. Na linguagem do futebol "jogar de salto alto" significa soberba, falta de humildade. Nesse sentido o estacionamento pela falta de organização do futebol brasileiro é o maior "salto alto" da sua história.   Tudo isso passa pela falta de organização e investimentos em pesquisas, resgates das tradições e uma teimosia absurda em querer imitar modelos europeus de futebol, o que é ainda um resquício do viralatismo. E ainda assim conseguimos ganhar cinco Copas do Mundo. Aliás, a chegada de um número gigante de treinadores estrangeiros atualmente ao Brasil mostra como essa paralização, esse atraso, essa pouca preocupação em evoluir, afetou inclusive os treinadores brasileiros. A paixão do brasileiro pela Seleção também sofreu um esfriamento, e os preços caríssimos dos ingresos para ver os jogos também ajudaram nisso Sim, o Brasil é o país do futebol popularmente falando, mas paradoxalmente cuida pouco do futebol, e nesse sentido o Brasil não é o país do futebol. O jogo do 7 a 1 foi uma lamentável coroação desse estacionamento, embora aquele placar tenha se dado por uma ruptura no padrão cultural convocatório da Seleção Brasileira.   8- Quais são os seus planos futuros?   Lançar o livro A Construção Étnica do Povo Brasileiro Vista Pelo Olhar do Futebol... Até o Jogo dos 7 a 1, e para isso estamos procurando parceiros, já que no Brasil o mercado editorial para escritores iniciantes não é algo simples. Uma empresa de marketing já se propôs a taralhar a divulgação do livro quando ele for publicado. Depois outros livros virão, na área de pesquisas, mas também em outros segmentos, como poesia, romance e até infantil (livros que já estão prontos), mas o momento agora é trabalhar pelo livro dos 7 a 1. outrossim, é que continuar absorvendo conhecimento é um dever de todo professor e pesquisador, e isso não pode parar, temos que estudar para sempre. Também tenho recebido algumas ideias para podcast. Vamos ver, rs. Ideias boas são sempre bem-vindas! Aula de Sociologia na UFRRJ Sergio Luiz Ribeiro da Silva Cientista Social e Jornalista Instagram @_sergioluizribeiro Chico Vartulli

  • Guilherme Tavares - Chef, Estilista, Consultor e Produtor

    Estilista Guilherme Tavares estreia programa de TV RESGATE no Hotel Bossa Nova Ipanema   O estilista e comunicador Guilherme Tavares estreia o programa de TV RESGATE em um cenário emblemático do Rio de Janeiro: o Hotel Bossa Nova Ipanema. A estreia marca um novo capítulo em sua trajetória artística e audiovisual, unindo moda, comportamento, arte, gastronomia e histórias reais de superação. Exibido pela TV C RIO, na Claro Rio / Net – Canal 6, o programa RESGATE propõe conversas profundas e inspiradoras com personalidades, celebridades e convidados especiais, revelando vivências, desafios, recomeços e conquistas que atravessam o universo criativo e humano. Com uma atmosfera elegante e contemporânea, o Hotel Bossa Nova Ipanema — referência em lifestyle, design e hospitalidade — serve como palco perfeito para a proposta do programa, que valoriza a sensibilidade, a autenticidade e o olhar artístico de Guilherme Tavares como apresentador. RESGATE nasce como um espaço de acolhimento, reflexão e inspiração, reforçando a vocação de Guilherme Tavares em conectar moda, cultura e emoção, agora também na televisão.   📺 RESGATE 📍 Estreia no Hotel Bossa Nova Ipanema 📡 TV C RIO – Claro Rio / Net Canal 6 João Paulo Penido

  • Brasil: Montenegro aproveitou férias para visitar o Cristo Redentor no Rio de Janeiro

    Foto: divulgação Durante as férias no Brasil, e acompanhado pela família, o primeiro-ministro português Luís Montenegro passou pelo Rio de Janeiro nos últimos dias, onde visitou o Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, um dos principais símbolos religiosos e culturais do país. No local, foi recebido pelo Padre Omar Raposo, reitor do santuário e dirigente da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex) na área social, com atuação no Brasil e Portugal. O encontro ficou também marcado por momentos de recordação da relação histórica e simbólica entre os dois países, com destaque para a geminação entre o Cristo Rei, em Almada, Portugal, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, formalizada em outubro de 2009, iniciativa que completa 16 anos e que reforçou a cooperação pastoral, cultural e institucional entre as duas nações irmãs. Segundo apurámos, durante a conversa, Padre Omar referiu, além da geminação entre os “Cristos”, o mestrado em Gestão que frequenta no ISAG – European Business School, instituição de ensino superior sediada no Porto, Portugal, especializada nas áreas da gestão, economia, turismo e negócios internacionais. No mesmo contexto, Padre Omar convidou Luís Montenegro e a família para assistirem ao espetáculo “Samba de Fé”, realizado no Palco Petrobras da Árvore do Rio, no Lagoon, na Lagoa Rodrigo de Freitas, bairro nobre carioca, iniciativa de entrada gratuita integrada na programação natalícia da cidade maravilhosa. O concerto, com repertório de música brasileira e temas do projeto “Samba de Fé”, associou evangelização, cultura e uma ação solidária de recolha de alimentos, água, enxoval para recém-nascidos, brinquedos e outros bens destinados a projetos sociais apoiados pelo Consórcio Cristo Sustentável, aliança liderada pelo santuário e focada em cidadania, inclusão social e sustentabilidade. Ainda segundo fontes, o convite foi aceite por Montenegro. Cresce a presença de turistas portugueses no Rio de Janeiro O Rio de Janeiro registou a entrada de 23.185 turistas provenientes de Portugal nos primeiros quatro meses de 2025, posicionando o país no sétimo lugar entre os principais mercados emissores internacionais, segundo dados da Secretaria de Estado de Turismo do Rio de Janeiro. No total, o Rio recebeu 901.991 visitantes estrangeiros entre janeiro e abril, com abril a registar um crescimento superior a 54% face ao mesmo mês de 2024, apesar de ser tradicionalmente considerado de época baixa. Por sua vez, o Cristo Redentor recebe, em média, entre 7 mil e 10 mil visitantes por dia, segundo dados do setor turístico fluminense, variando conforme a época do ano, condições meteorológicas e calendário de feriados. Em períodos de alta temporada, como férias escolares, verão e grandes eventos no Rio de Janeiro, esse número pode ultrapassar 15 mil visitantes diários. Em termos anuais, o monumento regista cerca de 2,5 milhões de visitantes, ainda de acordo com essas mesmas entidades. Para além da dimensão turística, o fluxo diário inclui peregrinos, fiéis e participantes de atividades pastorais e ações sociais desenvolvidas pelo Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor. No passado mês de agosto, o Santuário Cristo Redentor divulgou, no seu canal no YouTube, o vídeo institucional “O Cristo Redentor de verdade”, que apresenta o local como “muito mais do que um monumento ou um cartão-postal”. A produção ressalta a função do Cristo como “santuário de fé e centro de ações sociais, culturais e ambientais”. Narrado pela atriz e apresentadora Regina Casé, o vídeo mostra o alto do Morro do Corcovado como local de missas, batismos, casamentos e peregrinações. Também destaca projetos do Santuário em diferentes regiões do Rio de Janeiro, nos quais a renda obtida em eventos aos pés do monumento é destinada a iniciativas sociais. Nas palavras da instituição, o Cristo Redentor é um “símbolo de fé, de amor e da nossa capacidade de cuidar uns dos outros”. O vídeo encerra reforçando que, além de Património Histórico Nacional e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, o monumento é apresentado como “santuário de fé, esperança e transformação”. Assista ao vídeo, com cerca de dois minutos, neste link: https://www.youtube.com/watch?v=XvNgFgbJxjI Ígor Lopes

  • Entrevista: Kelly Cardoso, Gestora da Educação Pública | Educação Infantil

    Apresentação KELLY: Meu nome é Kelly Cardoso e atuo na educação pública desde 1998. Sou formada em Letras — Português e Literaturas de Língua Portuguesa — e Mestre em Novas Tecnologias Digitais na Educação. Atuo na direção escolar desde 2009, no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Iniciei minha trajetória na gestão em uma escola que atendia do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e, atualmente, estou à frente de uma unidade voltada exclusivamente para a Educação Infantil. --- Desafios da gestão em 2025 DM: Kelly, quais foram os principais desafios enfrentados por você na gestão escolar ao longo de 2025? KELLY: Em 2025, nosso maior desafio foi estruturar a equipe e organizar o funcionamento de uma nova unidade escolar recém-inaugurada. Trabalhar com uma equipe totalmente nova, composta por professores recém-concursados, e atender a um público diferente daquele com o qual eu estava habituada — crianças entre 2 e 5 anos — exigiu adaptação, sensibilidade e muito planejamento. --- Projetos e momentos marcantes DM: Houve algum projeto ou acontecimento em especial que marcou o ano de 2025 na escola? KELLY: A própria inauguração da escola já foi um grande marco. A unidade foi construída em uma comunidade com condições econômicas vulnerabilizadas e chegou como um verdadeiro alento para pais e mães que precisavam de um espaço seguro para deixar seus filhos enquanto trabalham. Após esse momento inicial, a festa de Natal também se destacou como um grande acontecimento. As crianças receberam o Papai Noel, se divertiram muito e puderam viver uma experiência lúdica e afetiva. Esses momentos alimentam a capacidade de sonhar, que é tão importante na infância. --- O papel da escola na Educação Infantil DM: Na sua avaliação, qual é o papel da escola na formação das crianças na Educação Infantil? KELLY: Atuando na Educação Infantil, considero que a escola exerce um papel primordial na formação física, intelectual e psicológica das crianças. É nesse espaço que suas habilidades são estimuladas e desenvolvidas, preparando-as para uma vida adulta mais equilibrada e tranquila. --- Expectativas para 2026 DM: Quais são suas expectativas e esperanças para o ano de 2026? KELLY: Nossa maior esperança para 2026 é que seja um ano de muito crescimento e avanços significativos para nossas crianças, tanto no aspecto pedagógico quanto no desenvolvimento emocional e social. Crédito Entrevista: Delcio Marinho Criação de Conteúdo Digital: ChatGPT Delcio Marinho

  • Após cinco temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, três em São Paulo, e passagens marcantes pela França e pelo México, Cia Dos à Deux retorna ao Teatro Adolpho Bloch

    Após cinco temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, três em São Paulo, e passagens marcantes pela França e pelo México, Cia Dos à Deux retorna ao Teatro Adolpho Bloch em janeiro de 2026 para curta temporada com o espetáculo Enquanto Você Voava, Eu Criava Raízes Vencedor dos prêmios APTR de Melhor Espetáculo, Melhor Música Original e Melhor Cenário, e Shell de Melhor Cenário, além de indicações aos prêmios APCA e Cesgranrio, entre outros, o espetáculo é um marco da linguagem autoral da cia, que há mais de 25 anos emociona plateias em mais de 50 países Fotos de divulgação:  https://drive.google.com/drive/folders/185faLqHeny1afSTmajNZzhBP0H-V-s9q   Teaser:  https://drive.google.com/drive/folders/1L0XjGP8azV0FeHXtT76AjNCW1_juAdyA   Após  cinco temporadas de sucesso  na cidade do Rio de Janeiro,  três em São Paulo  (uma no Sesc Santo Amaro e duas Teatro Vivo), além de passagens marcantes pela  França  e pelo  México  — onde cerca de 16 mil espectadores vivenciaram sua poesia visual — o espetáculo ENQUANTO VOCÊ VOAVA, EU CRIAVA RAÍZES, da premiada  Cia. Dos à Deux , retorna ao Teatro Adolpho Bloch, no dia 07 de janeiro, para uma  curta temporada, com oito únicas apresentações . O espetáculo é uma experiência sensorial: sem o uso da palavra, constrói uma dramaturgia do corpo em diálogo com as artes visuais, o cinema, a dança e o teatro. Transitando entre o sonho e a realidade, traz à tona conteúdos do inconsciente coletivo como medo, solidão, alma, reconciliação, luz, cura, morte e vida. Esta será a última temporada em 2026 deste espetáculo, até que a companhia estreie sua nova criação - “ConfuZo(s) - está escurecendo dentro de mim” -, ainda no primeiro semestre, no Rio de Janeiro. A cia também será homenageada com o lançamento de um documentário sobre sua história, dirigido por Roberto Bomtempo e produzido pelo Canal Curta! e Matizar Filmes. UMA POÉTICA DO CORPO, DA IMAGEM E DO SILÊNCIO Segundo  Artur Luanda Ribeiro,  “ É uma jornada sensorial e universal, onde cada espectador acessa suas próprias memórias e emoções .”. Em cena,  nenhuma palavra é dita , a dramaturgia é guiada pelos  corpos em diálogo com as artes visuais, o cinema, a dança e o teatro . Nesse navegar por várias linguagens, os significados também se apresentam diversos e chegam ao público em camadas múltiplas e plurais, em que cada gesto e cada silêncio se tornam portadores de significado, simbolismo e poesia. “Para mim, nesse espetáculo, ficamos à beira do abismo desde o início” , diz  André Curti.  “São os abismos que temos dentro de nós, essa sensação de vazio permanente, de que há algo dentro se abrindo e um outro eu está caindo dentro de si ”, completa  Artur Luanda Ribeiro.  A CRÍTICA “Um retrato da exuberância e das possibilidades artísticas, uma miríade de imagens de rara beleza que desperta os sentidos do espectador”  Gabriela Mellão, Revista Bravo   “A excelente Dos à Deux destaca-se neste perturbador teatro visual, onde convocou cinema, artes plásticas, artes digitais e dança sob iluminação em claro-escuro, a ponto de suspender o tempo à força de visões enigmáticas e oníricas...”  Alain Pécoult, La Provence   “Uma coreografia afinada ao milímetro por mágicos artistas. Saímos atordoados, piscando um pouco as pálpebras, como acordar de um longo ritual iniciático. Extraordinário.”  Sonia Garcia-Tahar, Provençal  “Uma espécie de ópera imagética onde os dois acrobatas se aproximam e parecem infinitamente diáfanos, quase dissolvidos em um material que os absorve. Uma obra original em que você tem que se deixar levar como num sonho.”  Veronique Hotte, HOTELLO  “Durante os 55 minutos de duração do espetáculo, por parte do público, há um silêncio sepulcral e uma total ligação com o palco. Uma grande troca de energia. Todos parecem hipnotizados pelos dois artistas.”  Gilberto Bartholo, O Teatro Me Representa   É poesia em estado de pureza.”  Felipe Mury, Teatro de Arte do Rio de Janeiro  Ao longo da encenação, podíamos sentir e ouvir o silêncio de uma plateia atenta, atônita, com a respiração suspensa, processando, cada um, o significado daquelas imagens. Era difícil olhar para o lado, mas dava para sentir que havia uma vibração que puxava tudo para frente, para o centro, para a metáfora do nosso inconsciente que era explorado de forma plástica, onírica, metafísica.”  Pedro Alonso, Olhar Crítico  “A Cia Dos à Deux através do silêncio, fala para o mundo. [...] Os dois artistas apresentam uma obra que fala ao homem, aos sentimentos que os cercam, com uma beleza estética incrível, diferenciada, algo que nossos olhos não estão habituados.”  Paty Lopes, Artecult  “O que vemos é um resultado extraordinário [...]. Seja do jeito que se pensar há a ousadia bem sucedida e perfeitamente executada dos grandes artistas.”  Cláudia Chaves, Correio da Manhã  “É capaz, assim, de ecoar o emblemático mistério de Clarice Lispector – ‘Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa’...”  Wagner Corrêa de Araújo, Escrituras Cênicas  TRAJETÓRIA E RECONHECIMENTO Desde sua estreia em 2022, o espetáculo percorreu palcos importantes como o Festival de Avignon (França), o Festival Internacional Cervantino (México), o Festival de Teatro de Curitiba e o Cena Contemporânea (Brasília). Em pouco mais de três anos, a montagem já contabiliza mais de 240 apresentações, consolidando-se como uma das obras mais emblemáticas da companhia. CIA. DOS À DEUX – 27 ANOS DE CRIAÇÃO E POESIA VISUAL Fundada em Paris, em 1998, por André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a Cia. Dos à Deux nasceu de uma pesquisa inspirada na obra “Esperando Godot”, de Samuel Beckett. Descobertos no Festival de Avignon, os artistas conquistaram reconhecimento internacional e levaram suas criações a mais de 50 países. Em 2015, após duas décadas na França, retornaram ao Brasil e criaram o Espaço Dos à Deux, na Glória, RJ — um casarão de 1846, restaurado pelos artistas e transformado em centro de criação, residência e formação artística. Teatro Adolpho Bloch Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o Teatro Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé é responsável por devolver ao Rio de Janeiro esse espaço icônico, transformado num complexo cultural moderno. Graças à genialidade de Niemeyer, que criou um palco reversível, tornou-se possível, mesmo em períodos desafiadores como a pandemia, promover espetáculos e eventos tanto na área externa, ao ar livre, quanto na interna, ou nas duas ao mesmo tempo, em formato arena, proporcionando múltiplas formas de criar e consumir arte e entretenimento. Único teatro na cidade do Rio de Janeiro com palco reversível, permitindo que o público se acomode na área externa, o Teatro Adolpho Bloch ganhou, em 2021, o formato arena, com capacidade para 359 lugares internos e 120 externos, e palco de 140 m², equipado com a melhor estrutura. O espaço abriga ainda o bistrô Bettina Café & Arte. FICHA TÉCNICA Direção, Dramaturgia, Cenografia e Performance: André Curti e Artur Luanda RibeiroTrilha Sonora Original: Federico PuppiIluminação: Artur Luanda RibeiroFigurino: Ticiana PassosCriação de Objetos: DiirrPreparação Percussiva: Chico SantanaCriação Videográfica e  Mapping : Laura FragosoImagens: Miguel Vassy e Laura FragosoCenotécnica: Jessé Natan e VRSAssistentes de Cenotécnica: Iuri Wander, Bruno Oliveira, Eduardo Martins, Rafael do NascimentoOperação de Som e Vídeo: Gabriel ReisTécnico e Operação de Luz: Leandro BarretoCoordenação de Montagem e Contrarregragem: Iuri WanderCostura da Caixa Preta: Cris Benigni e RisoCostura de Figurinos: Atelier das MeninasDesign Gráfico: Tiago RistowAdaptação das Artes: Thiago RistowCoordenação Administrativo-financeira: Alex NunesDireção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela – Galharufa ProduçõesRealização: Cia. Dos à Deux Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany Serviço : Nome:   Enquanto você voava, eu criava raízes Data:  09 de janeiro a 23 de fevereiro de 2025 Dias e horários: Quartas e Quintas - 20h Vendas:   https://www.ingresso.com/espetaculos/enquanto-voce-voava-eu-criava-raizes   Classificação:  Livre Duração : 55 minutos Valores : Plateia Central : R$ 130,00 Inteira / R$ 65,00 Meia Plateia Lateral : R$ 50,00 Inteira / R$ 25,00 Meia Alex Varela

  • “Os Figurantes… E Depois?” estreia no Rio de Janeiro com humor ácido e elenco estrelado

    Uma comédia inteligente que ilumina o universo invisível dos coadjuvantes na arte e na vida, revelando que o perrengue é comum a todos, é universal O Rio de Janeiro se prepara para receber a estreia de "Os Figurantes… E  Depois?", uma comédia teatral original que promete risadas e reflexões profundas sobre o que significa estar sempre "no fundo da cena", ser um figurante. Com um texto inédito que une a sensibilidade de autores consagrados do teatro e do audiovisual, a montagem oferece uma visão ácida e inteligente do universo dos coadjuvantes, seja no set de filmagem, no palco ou no cotidiano. O espetáculo estreia dia 09/01 e fica em cartaz até 08/02, na Casa de Cultura Laura Alvim - Teatro Laura Alvim, em Ipanema, Zona Sul do Rio. A peça fala dos dilemas e dos sonhos dos figurantes, aqueles que buscam um lugar ao sol e dão base para complemento de cenas na ficção. Idealizado e produzido por Carol Cezar, têm autoria de Wendell Bendelack (que também assina a direção) e Rafael Primot, autores premiados no teatro, colaboram ainda com o texto, os autores Andrea Batitucci e Cleomácio Inácio. Em cena, cinco atores carismáticos e conhecidos do grande público, Bia Guedes, Carol Cezar, Hugo Germano, Rodrigo Fagundes e Tati Infante dão voz e corpo a personagens que, pela primeira vez, saem das sombras. O espetáculo utiliza o formato de esquetes interligadas que, juntas, formam um mosaico afetivo e caótico da vida dos figurantes nos bastidores, costurado por um fio narrativo que confere à peça um ritmo ágil e um "deboche carinhoso". Carol Cezar conta que o espetáculo nasceu de uma intensa pesquisa de roteiros e histórias reais e que uma das inspirações veio de uma situação que ela presenciou sobre a frustração de um figurante que perdeu uma participação especial para outro ator: "Ali eu entendi que existia uma peça sobre o desejo de ser visto — e sobre o impacto quando isso não acontece", relata.  A peça é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Top Down Consultoria & Projetos S.A., XMarketing Promocional Ltda, Prima Vida Odontologia de Grupo Ltda, Valsa Consultoria e Gestão de Saúde S.A e Intensive Care Serviços Médicos Hospitalares S.A, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS. Quem Nunca Batalhou por uma fala? O espetáculo transcende rapidamente o universo artístico. O público se reconhece porque a peça fala sobre trabalho, precariedade, sonhos e a luta diária por dignidade, o que é comum em todas as profissões que não estão sob os holofotes e os aplausos.  Carol Cezar revela a chave para a identificação do público: "O mais bonito de ver é que o público percebe rapidamente que “Os Figurantes …” não é uma peça 'sobre o audiovisual'. É sobre qualquer pessoa tentando existir num mundo enorme. A peça transforma a experiência do coadjuvante em uma pergunta universal: "Quantas vezes você já se sentiu figurante da sua própria vida? No trabalho, na família, numa relação amorosa, numa cidade que engole a gente? Os personagens são espelhos, querem ser vistos, valorizados — ou ao menos lembrados. Por isso o público se reconhece, porque todo mundo já batalhou por uma fala", afirma.  E conclui: “O que sempre nos interessou nesse texto foi usar o humor como lente — não para debochar, mas para ampliar aquilo que é humano. Quando digo que escancaramos o ego, o improviso e a vulnerabilidade, não é para ridicularizar ninguém, é para mostrar que todos nós, de algum jeito, estamos tentando ser vistos, reconhecidos, lembrados. E isso é profundamente humano”. A luz dos holofotes é para todos A  invisibilidade do coadjuvante, algo que o texto da peça estende como uma metáfora para a vida pessoal e profissional, é algo que aproxima mais o público,  sobre como se pode conduzir o caminho para o que cada um considera ser seu sucesso. Assim pensam também, os integrantes do elenco.  A atriz Bia Guedes entende que “ninguém é protagonista o tempo todo, e tudo bem. É o que a peça nos lembra. É sempre bom olhar a vida com menos cobrança e mais leveza! Entendendo que até nos momentos em que pareço estar só “figurando”, eu continuo fazendo parte do todo e isso também tem muito valor. Essa peça me faz pensar muito sobre aqueles momentos em que a gente se sente apagado, como se só estivesse “de fundo” na própria vida. Mas tudo isso de um jeito leve e divertido! Com a direção do Wendell Bendelack as cenas se constroem de um jeito dinâmico e milimetricamente pensado! E além de tudo isso, ainda podendo dividir palco com colegas de elenco tão talentosos!”. Hugo Germano, revela que procura não se deixar abalar pelas opiniões alheias sobra a construção do seu espaço na arte: “Busco sempre ser o protagonista da minha vida e não depender da aprovação ou licença dos outros para agir,  acredito que um artista tem que ter algo a dizer em cena, sem fugir da sua essência. O maior desafio é  representar um figurante respeitando seus desejos e anseios. Esse espetáculo me faz pensar em todas as escolhas que tomo profissionalmente, nas minhas referências artísticas , o teatro me dá a possibilidade de colocar todas as minhas memórias em cena”. Reflete o ator.  Já Tati Infante fala sobre a arte de "ensaiar para o sucesso" em meio à competição, a visibilidade, o que dialoga bastante com seu trabalho nas redes sociais: “O humor de “Os Figurantes...” é exatamente o tipo de comédia que eu amo, aquele humor ácido que a gente ri… e depois pensa, “Meu Deus, sou eu!”. A peça mostra atores transformando um set de filmagem num verdadeiro ringue de UFC por uma fala e eu, como atriz e influenciadora, olho aquilo e penso, “...Gente, isso aqui é um documentário!”. O mais divertido é que a peça me lembra diariamente que a gente tem que ensaiar como se o holofote fosse chegar, mesmo quando na vida real ele está mais para luz de geladeira piscando. Porque se depender do barulho do mundo, da concorrência e das redes sociais, ninguém ouve nem o “ação!”. E complementa: Nas redes sociais, é igualzinho, todo mundo querendo seu close, sua frase, seu momentinho de glória. A diferença é que no teatro a gente disputa por uma fala… E na internet a gente disputa por uma visualização e ainda agradece quando vem. A peça acaba sendo quase um curso intensivo de sobrevivência artística, rir de si mesma, competir com leveza e entender que, no fim das contas, não importa se a fala é grande, pequena ou inexistente, mas o importante é entrar em cena como se fosse protagonista”. Rodrigo Fagundes, com uma carreira já consolidada no teatro, TV e cinema, marcada por personagens icônicos, muitos deles construídos no timing e no universo da comédia, fala sobre suas experiências em início de carreira, os sonhos e frustrações e sobre como encarar os perrengues do dia a dia com o olhar de comédia, levando o drama de maneira linear para ter leveza e não se abalar: “Me lembro de ter feito uma figuração no filme da Rosane Svartman, “Como Ser Solteiro”, quando estava no meu primeiro ano da CAL (escola de teatro). Filmamos uma madrugada inteira. Eu estava tão feliz, tão artista, me sentindo um protagonista, mas estava ali apenas para passar com uma bandeja e servir uma água para a personagem na cena. Saí radiante. Quando fui assistir no cinema, tinha virado o garçom ‘sem cabeça’ que passa ao fundo. Fiquei tão arrasado, mas hoje, vendo tudo que conquistei, agradeço por esse choque de realidade que tive lá atrás, pois vamos aprendendo que nossa profissão tem muitos momentos onde sua vocação é testada. Transformo tudo em combustível, reclamo de vez em quando, mas sigo em frente”, relembra com humor.  Rodrigo ainda complementa: “Acho que a comédia e o drama andam juntas. Depende do seu olhar para a vida. E no palco isso ganha uma potência muito forte, pois vira espelho, reflete comportamentos, atitudes, identificação, desejos… Acho que nossa peça traz um liquidificador de momentos e sentimentos de personagens em situações patéticas, hilárias, tristes, mas que refletem muito essa perseverança que temos e alimentamos todo dia. E estamos falando do humor, tinta forte aqui, sem medo do ridículo. Mergulhar e saber que através da comédia estamos falando de dramas que muitos vão se identificar. E se não tiver holofote, a gente acende o ring light”, brinca. A peça é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Top Down Consultoria & Projetos S.A., XMarketing Promocional Ltda, Prima Vida Odontologia de Grupo Ltda, Valsa Consultoria e Gestão de Saúde S.A e Intensive Care Serviços Médicos Hospitalares S.A, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS. MiniBios D’os Figurantes Carol Cezar é atriz e produtora, atualmente no ar com a série “Chuva Negra” de Rafael Primot. Paralelamente, segue em turnê com o espetáculo “Clarice & Nelson – Um recorte biográfico por meio de entrevistas”, texto de Rafael Primot e Franz Keppler, com direção de Helena Varvaki e Manoel Prazeres e em produção do espetáculo. Sua trajetória no teatro é marcada por paixão e obstinação, estando envolvida desde a escolha dos textos, captação de recursos, até a produção e estreia. Entre seus trabalhos mais recentes no palco estão: “A Serpente” de Nelson Rodrigues (direção de Eric Lenate), “Amor é Química” de David França Mendes (direção de Oscar Francisco), “A Hora Perigosa” de Clara Meirelles (direção de Daniel Herz) e “Cascavel” de Catrina McHugh (direção de Sérgio Ferrara). Na TV, Carol também se destacou em novelas da Globo: “Além do tempo”, “A regra do jogo”, “A Lei do Amor” (2017) e “Malhação - vidas brasileiras” (2018). Wendell Bendelack é ator, diretor, produtor e autor desde 1996. É formado em Direito na UNAMA – Universidade Nacional da Amazônia, no Pará e na CAL (Casa das Artes das Laranjeiras) no Rio de Janeiro. Como ator: TEATRO : Musical: “Titaníque” e “Alguma Coisa Podre”. Peça “Susto”, “Perdoa Me Por Me Traíres”, de Nelson Rodrigues, “Clementina, Cadê você?”, “Surto”, “Romeu e Julieta”, “Mamãe não pode saber”, entre outros. Na TV: “Sexo Frágil”, “Tapas e Beijos”, “Amor, Eterno Amor”, “Cobras e Lagartos”, “Malhação”, “Insensato Coração” e “Totalmente Demais”, todas na TV Globo. Série – “Impuros” (FOX). No cinema: “A Máquina”, “Meu Nome Não é Johnny”, “Elvis e Madona”, “Encantados” e “Copa de Elite” e “Um Pai no Meio do Caminho”. Como diretor de teatro: “Surto”, “Novela Brasil”, “Pra sempre nunca mais” e “Era pra ser um stand up”, “DeZencontros” e o “Mundo Ideal”.  Como Produtor de Teatro: “Surto”, “Novela Brasil”, “A Fábula dos brinquedos”, “Perdoa Me Por Me Traíres”, “Susto”, “Romeu e Julieta”, “Mamãe não pode saber”. Como autor em Teatro: “Surto”, “Novela Brasil”, “A Fábula dos brinquedos” e “Entrelaçados”. Na TV como Autor/Colaborador das Novelas: “Volta Por Cima”, “Elas por Elas, "Cara e Coragem” (indicada ao Emmy), “Nos Tempos do Imperador”(indicada ao Emmy) e “Pega Pega”, ambas na TV Globo. Rafael Primot é ator, diretor e roteirista, com uma carreira consolidada no teatro, cinema e televisão. No audiovisual, se destacou como roteirista da série “5x Comédia” da Amazon Prime, co-roteirista de showrunner de “Chuva Negra” da Globoplay/Canal Brasil, onde também atua e dirige. Dirigiu ainda a comédia com Marjorie Estiano e Débora Falabella “Todo Clichê do Amor” e o longa de suspense “Gata Velha Ainda Mia”. Sua trajetória é marcada por uma autoral e inovadora, sempre buscando contar histórias que desafiem e emocionem o público. No teatro, esteve à frente de produções como “A Herança”, “Inverno da Luz Vermelha” e “Baby, Você Precisa Saber de Mim”, demonstrando sua versatilidade e talento como intérprete. Recebeu mais de 27 prêmios nacionais e internacionais como criador (Gramado, Festival do Rio, Prêmio Shell, APCA, etc.). Andrea Batitucci é carioca radicada em Madrid, autora de teatro e roteirista com experiência em projetos audiovisuais para cinema, televisão, streaming e publicidade.  Foi roteirista e coordenadora de roteiro de séries como “Vai Que Cola”, “A Vila”, “Além da Ilha” e “Nada Suspeitos”. No setor de entretenimento, foi roteirista do Prêmio Multishow de Música e é criadora e roteirista do game show Crush Animal, apresentado por Monique Alfradique e dirigido por Carol Durão. No cinema atuou como colaboradora nos filmes “Minha Vida em Marte” e “Minha Mãe É Uma Peça 3”. É uma das roteiristas finais do longa “Minha Melhor Amiga”, estrelado por Monica Martelli e Ingrid Guimarães com estreia prevista para maio de 2026. Para o teatro escreveu , entre outros, o espetáculo “Manhê” (2025) com direção de Rafael Primot , “Tatá, o travesseiro” (2019, Artesanal Cia de Teatro), indicado a dois prêmios de melhor espetáculo infanto-juvenil, e “Azul” (2023, Artesanal Cia de Teatro), em cartaz desde 2023 e vencedor dos prêmios: melhor espetáculo infantil de 2024 pela APTR (Rio); Espetáculo do Ano de 2024 pela APCA (SP); Melhor Espetáculo, Melhor Dramaturgia, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Cenografia e Melhor Desenho de Luz pela 3ª edição do Troféu Caneca Pecinha é a Vovozinha (jornalista e crítico teatral Dib Carneiro Neto, 2024); e Melhor Intérprete, Melhor Elenco, Melhor Dramaturgia, Melhor Direção e Melhor Espetáculo pelo Prêmio Deus Ateu de Teatro 2024. Cleomácio Inácio é ator e cantor com formação em teatro musical pelo SESI/SP (2014-2016), Escola de Arte Dramática EAD/ECA/USP (2017-2020) e Humor (SP Escola de Teatro). Em 2022 protagonizou o musical “Tatuagem” (Dir. Kleber Montanheiro), pelo qual foi indicado ao Prêmio Bibi Ferreira. Em 2023 integrou o elenco de “A Herança” (Dir. Zé Henrique de Paula), peça vencedora do APCA, com Miriam Mehler no elenco. Estreou nos cinemas no longa “13 Sentimentos” (2024), de Daniel Ribeiro. Também em 2024, esteve no elenco de “Codinome Daniel”, “Um Porre de Shakespeare”, e “Dom Casmurro”, todos com direção de Zé Henrique de Paula. Em 2025 fez o musical “Rocky – O Lutador” e se juntou à Cia Brasileira na peça “Sonho Elétrico”, ao lado de Jesuíta Barbosa, e dirigida por Marcio Abreu. No próximo ano fará parte da série “Jogo de Cena”, último trabalho de Toni Venturi. Bia Guedes é uma artista multifacetada, transitando entre o teatro, TV, cinema, shows e mídias sociais com constante movimento. Em 2025 esteve no elenco da novela “Volta por Cima”, no horário das 19h na Tv Globo. Na Netflix, está no elenco da série “Ponto Final”. Protagonizou o filme “Cansei de Ser Nerd”, com direção de Gualter Pupo e lançamento previsto para 2026. Com uma carreira marcada por participações em produções renomadas, Bia foi finalista do Prêmio Multishow de Humor e atuou em diversas novelas como “Novo Mundo”, “Joia Rara”, “Morde e Assopra”, “Salve Jorge”, “Império”, além de séries como “A Grande Família”, “Amor e Sexo”, “Tapas e Beijos”, “Filhas de Eva”, entre outras. No cinema, participou de filmes como “Minha Mãe é uma Peça 2’, de Paulo Gustavo, “De Pernas pro Ar 3”, de Ingrid Guimarães e o filme. No teatro, Bia fez parte do elenco de diversas peças, como “Agora Vai”, “Uma Fortuna pra Dois”, “Ela é Meu Marido”, “Senhora solidão”, “Surto”, “Boca Rosa a Peça”, “Novela Brasil”, “Terapia do Riso”, “Pequenos Poderes”, além de integrar o coletivo Clube da Cena e atualmente está em cartaz com “4K, Comédia” entre amigos. Esteve no elenco da turnê do Show de Luccas Neto em “O Mundo de Magia” e “Fantasia”. Seu talento foi reconhecido com prêmios importantes, como o Prêmio Oscarito de melhor atriz no Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro, o Prêmio Elizabeth Savalla de melhor atriz no Festival de Resende, e como melhor atriz coadjuvante no Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora. Sua versatilidade também se destaca em participações em vídeos para os canais Porta dos Fundos e Parafernalha. Hugo Germano é ator, diretor e escritor. No teatro estrelou e protagonizou a montagem “Macunaíma - uma rapsódia musical”, adaptação da obra de Mário de Andrade, sob a direção de Bia Lessa, com a Cia. Barca dos Corações Partidos (2019). Foi indicado ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Ator de musical por “A cuíca do Laurindo”, dirigido por Sidnei Cruz (2016). Atuou também nos espetáculos: “Musical Dona Ivone Lara, um sorriso negro”, direção de Elísio Lopes Junior (2018), “Cartola o Mundo é um moinho”, direção de Roberto Lage (2016); “Malala, a menina que queria ir à escola” (2018/19) e “Vestido de Noiva” (2013), sob direção de Renato Carrera. E recentemente no espetáculo “Viva o povo brasileiro” de João Ubaldo direção de André Paes Leme. Com mais de 15 anos de carreira na área de artes cênicas. Germano participou de produções como “A Toca” (2013) e “Sob Pressão” (2018). No cinema, foi escalado para produções como “Desenrola”(2010), “Um Suburbano Sortudo 2” (2016) e “Pluft” (2022). No ano de 2022, integrou o elenco de “Mar do Sertão” e “No Rancho Fundo”, em 2023, novelas da Rede Globo. O artista realizou duas peças-vídeos e também produziu o filme “Inanição”, que participou em festivais pelo mundo. Em 2023, estreia no filme biográfico do comediante Mussum em “Mussum, o Filmis”. O filme ganhou o Festival de Gramado como melhor longa-metragem de 2023. No ano de 2024, participou da série “Detetives do Prédio Azul". Tati Infante , é atriz, bailarina clássica, empresária (fundadora da marca Rio Eyewear) e influenciadora digital. Formada em Ballet Clássico, integrou o corpo de baile do programa Planeta Xuxa. Além de atuar, idealiza e produz os espetáculos teatrais da sua própria companhia. Em 2014, seu espetáculo “Nadistas e Tudistas”, com direção de Daniel Herz, foi indicado ao Prêmio Zilka Salaberry. Desde então, produziu e atuou em mais cinco montagens teatrais. Na televisão, fez diversas participações na TV Globo, em novelas como “Haja Coração” (2016), “Malhação – Vidas Brasileiras” (2018), “Cara e Coragem” (2022), “Vai na Fé” (2023) e “Família é Tudo” (2024). Também atuou em novelas da Record, como A “Terra Prometida” e “Jesus”. No streaming, está no elenco da 4ª temporada de “Arcanjo Renegado” (Globoplay). Participou dos longas “O Drible Perfeito” e “Loloucas”, de Heloísa Périssé, além das produções “As Moiras” e “Ameaça Invisível”. Sua trajetória digital começou em 2020, durante a pandemia, e rapidamente ganhou força, resultando em parcerias com grandes marcas como Magalu, Americanas, Localiza, Delícia, BYD, L’Oréal, TIM, entre outras. Reconhecida também por seu espírito empreendedor, recebeu a Medalha Juscelino Kubitschek como Personalidade Feminina (2022), o Troféu JK de Personalidade Revelação no Digital (2023) e o Troféu JK de Personalidade Feminina do Ano no Empreendedorismo (2024). Atualmente, escreve seu stand-up autoral, unindo humor, autenticidade e sua experiência de vida. Rodrigo Fagundes é ator formado pela CAL (Casa das Artes das Laranjeiras). Integrante da Cia. Os Surtados desde 2003, participou do elenco da comédia “Surto”, enorme sucesso de público, por 10 anos. Entre seus últimos trabalhos no teatro estão “Gargalhada Selvagem”, com direção de Guilherme Weber; “Como me tornei estúpido”, com direção de Sérgio Módena; e Silvia, com direção de Gustavo Wabner e com a qual foi indicado na categoria Melhor Ator no Prêmio de Humor em 2019. No cinema, participou de “Desapega”, de Hsu Chien; “Tudo Bem no Natal que Vem”, de Roberto Santucci; e “Zuzu Angel”, de Sérgio Rezende. Na TV, seus trabalhos mais recentes foram nas novelas “Volta por Cima”, “Cara e Coragem” e “Pega Pega”, todas da TV Globo, além das séries “Detetives do Prédio Azul” e “Impuros”. Ganhou o prêmio Melhores do Ano de Melhor Comediante com seu personagem Patrick, do humorístico “Zorra Total” em 2005. Ficha Técnica  Espetáculo: “Os Figurantes… E depois?” Idealização e produção: Carol Cezar  Texto: Wendell Bendelack, Rafael Primot, Andrea Batitucci e Cleomácio Inácio Direção: Wendell Bendelack Elenco: Bia Guedes, Carol Cezar, Hugo Germano, Rodrigo Fagundes e Tati Infante Iluminação: Paulo Roberto Moreira Direção de Arte: Letícia Ponzi e Fernanda Vieira Direção musical e Trilha Sonora: Rodrigo Marçal e João Mello da Costa Direção de Produção: Letícia Napole Produção Executiva: Júlio Luz Fotógrafo: Beto Roma Programação Visual: Luciano Cian Videomaker: Blinkers Produções Mídias Sociais : Mariana Lima Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa Idealização e Realização: Carol Cezar Produções Artísticas Serviço Espetáculo: “Os Figurantes… E depois?” Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Teatro Laura Alvim Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema Informações:    (21) 2332-2016 Temporada: 09 de janeiro a 08 de fevereiro Dias: Sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19h Ingressos: R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira) Capacidade: 190 lugares Classificação etária: 12 anos Duração: 90 minutos   Vendas: https://funarj.eleventickets.com/ Alessandra Costa

  • Brasileiros narram experiência na passagem pela alfândega em Lisboa

    Foto: Agência Incomparáveis   Numa tentativa de reduzir os tempos de espera nas chegadas no aeroporto de Lisboa, Portugal, que nos últimos dias chegaram a ultrapassar as sete horas, o governo português anunciou esta terça-feira (30) a suspensão imediata, por um período de três meses, da aplicação do sistema europeu de controlo de fronteiras Entry Exit System (EES).   A decisão foi comunicada pelo Ministério da Administração Interna (MAI), reconhecendo a incapacidade atual da Polícia de Segurança Pública (PSP) para responder ao elevado volume de passageiros extracomunitários.   Neste sentido, a suspensão temporária do EES surge ao abrigo dos regulamentos europeus e insere-se num conjunto de medidas de contingência destinadas a normalizar o funcionamento do controlo de fronteiras externas, num contexto de forte pressão sobre a infraestrutura aeroportuária de Lisboa, que tem vindo a ser alvo de críticas por parte de passageiros, companhias aéreas e sindicatos, que exigem soluções estruturais para o problema.   As outras medidas anunciadas pelo governo português incluem o reforço imediato da estrutura operacional com militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) com formação certificada, que irão apoiar a PSP na zona de chegadas, bem como o aumento de cerca de 30% na capacidade dos equipamentos eletrónicos e físicos utilizados no controlo documental.   Segundo o MAI, o objetivo é “replicar na zona de chegadas a redução dos tempos de espera já alcançada na área das partidas, após a implementação de medidas semelhantes em setembro”.   A ANA - Aeroportos de Portugal garantiu que, no próprio dia 30, o tempo de espera não excedeu os 90 minutos, registando-se uma melhoria a partir das 10h, após o primeiro pico de chegadas. Ainda assim, a concessionária admite que os constrangimentos têm sido recorrentes, sobretudo ao fim de semana.   A nossa reportagem conversou com o empresário brasileiro Renan Santana, de 40 anos, residente há cinco anos em Portugal. Ao chegar a Lisboa no último dia 22, Renan sublinha que todo o procedimento decorreu com “tranquilidade”.   “A minha chegada foi bem tranquila. Geralmente, utilizo o local onde podemos passar com o passaporte eletrónico, mas, desta vez, essa opção não estava ativa para passaportes brasileiros. Fui para a fila normal, que estava grande, e fiquei duas horas no total, entre a chegada e a passagem pela alfândega. Não considero esse tempo um problema, pois a fila foi sempre avançando, ou seja, havia muitos balcões em funcionamento”, disse este empresário, que teve uma experiência diferente da sua enteada, que aterrou em Lisboa dias antes.   “Cheguei no dia 16 de dezembro e fiquei na fila por cerca de quatro horas. Havia poucos profissionais trabalhando nos balcões. Com o passar do tempo, o número de profissionais foi diminuindo ainda mais. Foi a primeira vez que passei por esta situação no aeroporto de Lisboa”, contou Isadora Guerreiro, de 17 anos, estudante e residente em Brasília. “Hoje, dia 31, a situação está melhor”, afirmaram as autoridades portuguesas.  Embora sublinhe não ter responsabilidade direta pelo controlo de fronteiras, a ANA afirma estar a colaborar com as autoridades e a apoiar os passageiros afetados, nomeadamente através da distribuição de água e alimentos, para mitigar os impactos dos atrasos.   Ígor Lopes

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