Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...
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- Segunda edição do “Congresso Metamorfose da Alma” reúne luso-brasileiros em Lisboa
Imagem: Tati Pinheiro, responsável pela iniciativa. Foto: Agência Incomparáveis Entre os dias 18 e 19 de abril Lisboa vai receber a segunda edição do Congresso Internacional Metamorfose da Alma nas instalações do Seminário Torre d’Aguilha, reunindo participantes e palestrantes em programação presencial organizada por Tati Pinheiro. O evento mantém o formato com vagas limitadas e apresenta atividades voltadas a práticas integrativas. No sábado, dia 18, estão previstas intervenções de Catia Simionato, Kelly Curcialeiro, Marcia Pugliese, The Project Joy (Joice Yane) e Andrea Francomano. Os temas incluem energia dos ambientes, numerologia, realidades paralelas e apometria, com pausa para almoço entre 12h e 13h. Já no domingo, a programação retoma com participação de Cristina Sá em atividade sobre sexualidade e encerra com Gisela Hendricks, em sessão sobre o uso da voz. A seleção dos participantes inclui nomes que estiveram na edição anterior, como Joice Yane, Cristina Sá e Gisela Hendricks, além de novos integrantes. O congresso ocorre após a primeira edição em Portugal e mantém Lisboa como sede desta etapa internacional do projeto. Ígor Lopes
- Jantar anual dos Embaixadores do Rio oferecido por Orlanda Freire
Orlanda Freire abriu seu apartamento.no .alto Leblon para receber o jantar anual dos Embaixadores de Turismo do RJ. Considerada uma das melhores anfitriãs da atualidade no Rio.a anfitriã fez com quem os 60.convidados pudessem.desfrutar de alta gastronomia .de glamour e cuidados com cada detalhe da noite . O evento que faz parte do calendario anual da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ contou com a presenca da presidente da entidade Constanca Carvalho.Fotos Messias Martins Constança Carvalho ,Bayard Boiteux ,Orlanda Freire e Matheus Oliveira Dorys Daher ,Chico Vartulli e Isis Penido Marcia Wu e Marcelo Daher Matheus Oliveira e Steve Solot O Consul da Finlandia Sérgio Chamone e a cantora Hanna Willys Haubrichs ,Joana Teixeira e Bayard Boiteux Morgana Souto Mayor e Zizi Magalhães Eliane Mourão e Sylvia de Castro Sophie Barbara e o consul geral da França Eric Tallon O Consul.da República Dominicana Roberto Rubio e Sra Verônica de Rubio Cantora Hanna .Alicinha Silveira ,Carla Pimentel.e Orlanda Freire Rawlson de Thuin ,Orlanda Freire ,Sumaya e Paulo Neves Bayard Boiteux ,Orlanda Freire e Eric tallon Regina Bogossian ,Maurício Diniz e Isis Penido Aloysio Teixeira ,Hanna e Eric Tallon ,Consul geral doa França Cintia Ventura ,Vinícius Fernandes e Orlanda Freire Bernadete Simonelli ,Orlanda Freire e Chico Vartulli Fátima Teixeira ,Matheus Oliveira ,Katia Brasileiro e Eliane Mourão Alicinha Silveira e Marco Rodrigues Marcia Wu e Eliane Ovalle Alberto Sabino ,Regina Bogossian ,Maurício Diniz ,Isis Penido e Villarino Marcelo Daher ,Diana Macedo e Sérgio Chamone Um pouco do jantar Willys Haubrichs ,Orlanda Freire e Marcelo Antunes Sophie Barbara ,Bayard Boiteux e Orlanda Freire Orlanda Freire e Sylvia Failace Divulgação Rio
- Boletim de Prevenção e Atenção à Saúde
Rio de Janeiro e Brasil – Abril de 2026 (Informativo, educativo e explicativo – sem alarmismo, com foco no cuidado coletivo) --- Vírus em circulação - Influenza A (gripe): alta circulação, especialmente no Rio de Janeiro. Sintomas: febre, tosse, dor no corpo, cansaço. - Mpox (varíola dos macacos): casos confirmados no Brasil, inclusive no RJ. Sintomas: febre, mal-estar, lesões na pele. - Oropouche: transmitido por mosquitos, já com registros de casos e óbitos. Sintomas: febre, dor de cabeça, dores musculares. - Gripe Aviária H5N1: monitorada globalmente; ainda sem transmissão sustentada entre humanos no Brasil, mas em vigilância. --- Recomendações de Atenção - Ao primeiro sinal ou dúvida: procure atendimento médico imediato. - Não se automedique: remédios sem receita não substituem avaliação profissional. - Não minimize sintomas: febre, dores intensas ou cansaço persistente merecem atenção médica. - A sua saúde é prioridade da sociedade: cuidar de si é também cuidar do coletivo. --- Medidas de Prevenção - Vacinação: mantenha vacinas em dia (especialmente contra gripe). - Higiene: lave as mãos com frequência, use álcool em gel. - Ambientes: evite aglomerações se estiver com sintomas. - Repouso e hidratação: importantes, mas sempre acompanhados de avaliação médica. --- Mensagem-chave > A saúde é a moeda mais cara. > Não espere piorar, não confie apenas em “vai passar”. > Procure um hospital ou médico ao perceber alterações. Delcio Marinho
- Lisboa: Internacionalização para o Brasil em debate
Lisboa recebe, no próximo dia 14 de abril, uma sessão dedicada à internacionalização empresarial para o Brasil, numa iniciativa conjunta da Caixa Geral de Depósitos e da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira. O encontro, marcado para as 14h30 na Culturgest, pretende reunir especialistas e representantes empresariais para uma abordagem prática aos desafios e oportunidades do mercado brasileiro. Sob o tema "Internacionalizar para o Brasil: Lições Práticas", a sessão propõe uma partilha de experiências assente em casos reais e conhecimento técnico, com foco em áreas críticas para o processo de expansão internacional. O programa inclui intervenções sobre Trade Finance, despacho aduaneiro, logística internacional e enquadramento da internacionalização, reunindo contributos de entidades financeiras, especialistas do setor e representantes institucionais. A iniciativa integra ainda a apresentação de um estudo de caso ligado à internacionalização para o Brasil, com destaque para o percurso, obstáculos e resultados alcançados por uma empresa portuguesa no terreno. O objetivo, segundo os organizadores, passa por "fornecer ferramentas e informação útil para empresas que pretendam entrar ou consolidar presença naquele mercado, num contexto de crescente interesse pelas relações económicas luso-brasileiras". O encontro termina com uma sessão de perguntas e respostas, seguida de um momento de networking entre participantes, reforçando a vertente prática e de contacto direto entre os agentes económicos envolvidos. Ígor Lopes
- Castelo Branco: Cabo Verde oficializa esta semana Sofia Lourenço como cônsul honorária do país durante cerimónia
Sofia Lourenço, empresária, ativista e nova cônsul honorária da República de Cabo Verde na região. Foto: Luz & Cor studio Sofia Lourenço, empresária e ativista social, vai receber, no próximo dia 17 de abril, pelas 16h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Castelo Branco, a carta patente que formaliza a sua nomeação como cônsul honorária da República de Cabo Verde na região, numa cerimónia promovida pela Embaixada cabo-verdiana em Portugal. A entrega da carta patente marca a oficialização das funções consulares de Sofia Lourenço nos distritos de Castelo Branco, Viseu e Guarda, território onde passará a representar o país africano, com especial enfoque na promoção das relações institucionais entre os dois países e no apoio à crescente presença da comunidade cabo-verdiana residente na região Centro. A nomeação havia sido anunciada anteriormente por Elisângela Carvalho, conselheira da Embaixada da República de Cabo Verde em Portugal, no âmbito da quarta Gala Beneficente da Associação “Mais Lusofonia”, realizada no passado dia 10 de janeiro, na Quinta das Olelas, em Castelo Branco. O evento reuniu representantes diplomáticos, autarcas, dirigentes associativos e membros da sociedade civil, de Portugal, de Cabo Verde e de outras geografias, num ambiente de valorização da lusofonia e de reforço da cooperação internacional. Nessa mesma ocasião, foi comunicado que a designação resultou de “decisão do ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades de Cabo Verde, José Luís Livramento,” com o objetivo de “dar continuidade ao trabalho já desenvolvido por Sofia Lourenço no apoio à diáspora e na dinamização de iniciativas sociais e culturais”. Em declarações à nossa reportagem, Sofia Lourenço sublinhou o significado pessoal e coletivo da nomeação. “Abraço esta nomeação com sentido de responsabilidade, porque sinto como um abraço, por todo o carinho e sentimento de pertença que tive desde que conheci Cabo Verde há muitos anos, onde também realizamos ações voluntárias de valorização daquele povo e promovemos o encontro cultural entre áfrica e a região Centro de Portugal”, afirmou Sofia, que sublinhou anda que “falamos a mesma língua, partilhamos hábitos, cultura e principalmente história. É uma honra conseguir unir três países num só coração”. A nova cônsul honorária cabo-verdiana destacou o compromisso com a inclusão e o trabalho de proximidade. “Muito há para fazer, desbravar e, principalmente, mostrar que não há desigualdade e sim, vontade de acolher. Contarei com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco nas ações para que o trabalho consular seja desempenhado com rigor e dignidade”, acrescentou. Esta responsável finalizou garantindo que assumirá funções com sentido de responsabilidade. “Agradeço a confiança e honrarei este compromisso como mulher livre e de bons costumes”, concluiu. Percurso marcado pela ligação ao território e à lusofonia Sofia Lourenço é uma cidadã luso-brasileira que reside em Castelo Branco há mais de 30 anos, terra de onde são naturais os seus pais, mantendo uma forte ligação às suas raízes e ao território. É jurista, licenciada em Direito, com especialização em Medicina Legal, e conta ainda com formações nas áreas da saúde, nomeadamente pós-graduações em Medicina Ortomolecular, Nutrição Funcional e Bioquímica. Possui também uma licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa, com especialização em Acupuntura. Paralelamente, Sofia Lourenço tem desenvolvido atividade nas áreas cultural e associativa, sendo membro correspondente da Academia Luso-Brasileira de Letras, conselheira da Sociedade da Excelência Luso-Brasileira e integra também a Direção de Ação Social da Associação Romã Azul. É ainda presidente da Associação Mais Lusofonia, fundada em 2021, através da qual tem promovido diversas iniciativas de solidariedade social e intercâmbio cultural entre Portugal, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Brasil, São Tomé e Príncipe e, mesmo, no Interior português. Reconhecida pelo seu ativismo social e pela promoção da igualdade de género, foi também distinguida pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina, recentemente. No plano profissional, é empresária no setor da saúde e bem-estar, estando à frente da Clinibeira. Ígor Lopes
- "Saudade", espetáculo do grupo Os Geraldos, de São Paulo, chega ao Rio para curta temporada, de 1ª a 10 de maio no CCBB RJ
Inspirado livremente no conto "Pinguinho", do jornalista, escritor e “imortal” maranhense Viriato Correia (1884-1967) , que narra a história de um vilarejo onde a morte era motivo de festa e brincadeiras infantis, porque tudo parava na cidade, até que um episódio muda para sempre o olhar daquelas crianças. A peça ressignifica a saudade como um ato de resistência e celebração. A música ao vivo, executada em cena por 13 atores , apresenta c anções tradicionais em português, espanhol, francês, italiano e latim , num repertório popular e conhecido pelo público. O grupo Os Geraldos, com 20 integrantes e criado há 18 anos em Campinas, investiga o teatro popular que valoriza a relação direta com o público. Já passou por 105 cidades em 24 estados brasileiros e 10 países. O CCBB RJ recebe o espetáculo SAUDADE, do Grupo Os Geraldos, com concepção e direção de Douglas Novais, dramaturgia de Julia Cavalcanti e Paula Guerreiro, e direção musical de Everton Gennari. No elenco, Alexandre Cremon, Carolina Delduque, Emme Toniolo, Everton Gennari, Gileade Batista, Guilherme Crivelaro, João Fernandes, Julia Cavalcanti, Paty Palaçon, Paula Guerreiro, Pedro Dias, Roberta Postale e Valéria Aguiar. Inspirada no conto Pinguinho, de Viriato Correia (*), e nos escritos de Rubem Alves, a montagem reflete sobre os temas infância, morte e perda, ancorados em canções do imaginário coletivo, cantadas ao vivo por 13 intérpretes. No vilarejo que ganha forma no palco, a saudade se manifesta como presença ativa — cantada, dita e corporificada — sustentando o encontro entre os atores e o público. (*) Viriato Corrêa (1884-1967) - jornalista, escritor e dramaturgo maranhense, nomeado imortal da Academia Brasileira de Letras em 1938. Foi professor na Escola Dramática no Rio de Janeiro, e fez grande sucesso como dramaturgo e autor de livros infantis. Seu livro infantil “Cazuza”, onde foi publicado o conto “Pinguinho”, é sua obra mais conhecida e traz elementos autobiográficos. Uma curiosidade: a primeira apresentação deste trabalho foi em língua espanhola. Ainda na fase inicial de pesquisa, em 2024, a montagem foi aprovada — entre mais de 200 inscrições de 24 países — na Convocatoria Iberoamericana de Residencias de Creación, do Programa Iberescena, que selecionou apenas dois projetos. Esse reconhecimento foi o ponto de partida para uma residência internacional realizada junto na Catalunha, Espanha, seguindo para Itália, França e Inglaterra. "Lá apresentamos uma primeira versão do espetáculo em espanhol para um público que, no debate pós-espetáculo, parecia tão conectado à obra que foi como se, entre aquele vilarejo catalão e nosso Brasil profundo, não houvesse tanta diferença assim", conta o diretor Douglas Novais. SINOPSE Em um pequeno vilarejo, a morte era motivo de festa e brincadeiras entre as crianças, porque a cidade parava e toda a sua rotina era alterada. Um dia, um acontecimento muda para sempre o olhar daquelas crianças, que se encontram com a fragilidade da vida e a força das memórias, marcando o fim da inocência. A MONTAGEM SAUDADE se constrói na intersecção entre o teatro popular e uma pesquisa multicultural. A música ao vivo, executada em cena pelos 13 atores, tem papel central na narrativa - mais do que acompanhar a ação, a música organiza a progressão das cenas. Canções tradicionais em português, espanhol, francês, italiano e latim — repertórios populares e conhecidos - remetem a memórias afetivas, criando uma comunhão entre palco e plateia, onde o canto coletivo atravessa línguas, territórios e gerações. O cenário de Douglas Novais, também diretor, traz um chão de vidro, que ora reflete a cena como um espelho, ora é iluminado por baixo. A luz é do premiado Caetano Vilela. Os figurinos, também de Novais, são de algodão cru, inspirados em roupas da infância dos atores, pesquisada em fotos de família. A visualidade da cena como um todo é inspirada na paleta de cores e na visão do homem simples retratado por Portinari. A CRÍTICA O crítico e fotógrafo Bob Sousa descreveu a visualidade do espetáculo como "espinha dorsal da experiência cênica", destacando a integração entre imagem, som, palavra e corpo para construir um campo de memória compartilhada. Ele aponta a inspiração nas pinturas de Cândido Portinari, perceptível no olhar voltado ao homem comum e ao Brasil interiorano, e ressalta o coro como elemento central, que dissolve protagonismos e afirma o trabalho coletivo como escolha estética e ética. Já o crítico de arte Rômulo Sobrinho descreve a experiência de assistir a SAUDADE como algo que "fala menos ao intelecto e mais à pele, à memória e ao afeto". Ele destaca a cenografia "minimalista sem ser fria, simbólica e sem excessos", onde os objetos funcionam "como gatilhos da memória afetiva do espectador". Sobre a trilha sonora, afirma que ela "atua como um personagem invisível, costurando emoções, preenchendo vazios e potencializando aquilo que não é dito em palavras". Para ele, ao final, "saímos do teatro com a sensação de que algo ficou ecoando, uma lembrança, um nome, um afeto". Marcos Antônio Alexandre, doutor em Letras pela FALE-UFMG, relata ter vivenciado um "encontro profundo com minhas memórias e minhas saudades", transitando "do riso ao choro" e recuperando o "olhar das infâncias" sobre a perda. Ele elogia a direção musical de Everton Gennari, que faz o público se perguntar "Qual é o som do céu estrelado?", e a interpretação de todo o elenco, com especial menção a Gileade Batista como Pinguinho, "repleta de engenhosidade, espontaneidade, espiritualidade, leveza, dramaticidade e liderança". Alexandre conclui que a obra permite "retomar territórios e buscar diálogos com outras gerações". FICHA TÉCNICA Direção e concepção de cena, figurino e cenografia: Douglas Novais Direção musical e preparação vocal: Everton Gennari Dramaturgia: Julia Cavalcanti e Paula Guerreiro Direção de texto: Douglas Novais e Paula Guerreiro Elenco: Alexandre Cremon, Carolina Delduque, Emme Toniolo, Everton Gennari, Gileade Batista, Guilherme Crivelaro, João Fernandes, Julia Cavalcanti, Paty Palaçon, Paula Guerreiro, Pedro Dias, Roberta Postale e Valéria Aguiar Iluminação: Caetano Vilela Visagismo e maquiagem: Douglas Novais e Gileade Batista Assistência de direção: Julia Cavalcanti Assistência Dramatúrgica: Emme Toniolo e Tatiana Alves Coordenação do Ateliê Kairós: Emme Toniolo Assistência do Ateliê Kairós: Gileade Batista, Guilherme Crivelaro, Vinícius Zaggo, Valéria Aguiar, Agnes Foster, Aline Sivieri e Jennifer Adélia Fotografia: Stephanie Lauria, Bob Sousa e Guto Muniz Design gráfico e Ilustrações: Guilherme Crivelaro Redação do programa: Paula Guerreiro Operação de luz: Débora Piccin Coordenação de produção executiva: Paty Palaçon Produção executiva: Anna Helena Longuinhos Assistência de produção: João Vitor Paulato, Nicole Mesquita, Lívia Telles Captação e Projetos: Carolina Delduque, Paula Guerreiro, Lívia Telles, Paty Palaçon Assistência de Captação e Projetos: Pedro Dias, Anna Helena Longuinhos e Débora Piccin Coordenação técnica: João Fernandes e Alexandre Cremon Assistência técnica: Roberta Postale e Pedro Dias Coordenação de comunicação: Nicole Mesquita Coordenação de gestão: Tatiana Alves Coordenação geral: Douglas Novais Produção: Os Geraldos Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany OS GERALDOS É um grupo de teatro formado por artistas, de 18 a 59 anos, que vêm de pequenas cidades do interior de São Paulo e de outros estados, trazendo consigo um olhar enraizado no Brasil profundo. Desde 2008, o grupo desenvolve um teatro popular que valoriza a relação direta com o público e combina pesquisa técnica com a vivência de quem conhece o país por dentro. A estética do grupo desenvolve-se em três frentes principais: as Visualidades do Espetáculo, com um ateliê próprio responsável pela criação de figurinos, cenários e iluminação; a Expressividade Vocal, que investiga a palavra falada e cantada como matéria central da cena; e o Coro, entendido tanto como base estrutural da encenação quanto como um signo da ética do trabalho coletivo, de modo que a relação entre estética e ética se manifesta na cena e no processo de criação. O grupo já passou por 105 cidades, em 24 estados brasileiros e 10 países. Além da circulação nacional e internacional, Os Geraldos administram o Teatro de Arte e Ofício (TAO), um espaço independente de 41 anos, que é sede para suas criações, formações e para o fortalecimento de uma cena teatral coletiva e acessível. SOBRE O CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São mais de 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar. SERVIÇO Temporada: de 1º a 10 maio de 2026 Onde: Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Rua Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro / RJ Horários: sexta e sábado, às 20h e domingo às 18h Ingresso: R$ 30 (inteira), e R$ 15 (meia para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência e acompanhante, quando indispensável para locomoção, adultos maiores de 60 anos e clientes Ourocard), à venda no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB RJ de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h (fechado às terças) Gênero: drama musical Capacidade do teatro: 158 lugares Duração: 60 minutos Classificação: 12 anos Acessibilidade do teatro: sim Centro Cultural Banco Do Brasil Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ Siga o CCBB nas redes sociais: facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | tiktok.com/@ccbbcultura Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças) ATENÇÃO: domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017). Assessoria de Imprensa CCBB RJ Flávia Pinheiro | (21) 3808-0150 (21) 99972-6933 | maria.flavia@bb.com.br Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação contato@jspontes.com.br João Pontes (21) 99983-7232 Stella Stephany (21) 99983-9540 Alex Varela
- No Labirinto do Cérebro
Uma sessão para convidados do longa documental No Labirinto do Cérebro foi realizada neste dia 14 de abril, data escolhida especialmente por marcar o nascimento de Paulo Niemeyer — referência que deu origem ao Dia Nacional do Neurocirurgião no Brasil. A escolha não é apenas simbólica: conecta diretamente o filme ao ponto de partida da própria especialidade no país, ancorada na trajetória de um médico que ajudou a estruturar um campo ainda inexistente na medicina brasileira. Inspirado no livro homônimo de Paulo Niemeyer Filho e dirigido pela premiada escritora e roteirista Sonia Rodrigues, o documentário reconstrói a trajetória da neurocirurgia no Brasil a partir desse gesto inaugural. Em um período marcado pela escassez de recursos e pela ausência de referências técnicas, Paulo Niemeyer avançou como autodidata em um território de alto risco, quando cirurgias cerebrais eram realizadas com diagnósticos imprecisos e poucas garantias. É desse cenário — em que o conhecimento era construído na prática e sob pressão — que emerge a base da neurocirurgia brasileira. A narrativa acompanha como essa iniciativa pioneira se desdobra, ao longo das décadas, até a criação do Instituto Estadual do Cérebro (IEC), hoje dirigido por Paulo Niemeyer Filho, um hospital público dedicado exclusivamente a cirurgias neurológicas de alta complexidade. Construído a partir de depoimentos de médicos, especialistas, pacientes e familiares, o filme articula avanços científicos e seus impactos humanos, evitando reduzir a medicina à dimensão técnica. Ao longo do documentário, Paulo Niemeyer Filho assume também o papel de narrador e propõe uma reflexão que tensiona o imaginário da própria especialidade: mais do que prolongar a vida a qualquer custo, a medicina deveria se voltar à qualidade de vida, à saúde e à ideia de felicidade — um deslocamento que, longe de ser consensual, revela as contradições contemporâneas do campo. No Labirinto do Cérebro foi realizado com recursos incentivados pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, por meio da Lei de Incentivo ao ISS, e pela Lei do Audiovisual, com patrocínio de SulAmérica, Rede D’Or, Multiplan e Ivesa. Cristina Granato
- Ouro Preto: “Carta de Minas” propõe criação da Federação das Associações Luso-Brasileiras
Imagem: Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Minas Gerais. Foto: Agência Incomparáveis A constituição de um comité para estruturar a Federação das Associações Luso-Brasileiras é uma das principais propostas da “Carta de Minas 2026”, apresentada no âmbito do segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro, entre 25 e 27 de março, em Ouro Preto, no estado brasileiro de Minas Gerais. Um evento organizado pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - Minas Gerais e que reuniu representantes institucionais, lideranças associativas e autoridades políticas e diplomáticas de Portugal e do Brasil. O comité responsável pela futura Federação será composto por José Manuel Vieira Fernandes Leitão Diogo, Ana Cristina da Silva Calvinho Elias, Franhklin Athos de Sá Pereira, Maria Vieira Sardinha Gonçalves e Estefânia Carla Meireles, tendo como missão “criar estruturas de governança, definir estatutos, articular políticas e promover uma atuação conjunta das associações luso-brasileiras”. A proposta visa “garantir que a Federação funcione como um elo central de coordenação, promovendo integração, troca de experiências e cooperação estratégica entre os diversos organismos da diáspora”. Segundo Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - Minas Gerais, “a Carta representa uma mudança de patamar”, pois “saímos de iniciativas pontuais para um modelo estruturado, com continuidade, governança e capacidade real de gerar impacto económico e institucional entre Brasil e Portugal”. Este responsável acrescentou que, com esta iniciativa, “o associativismo luso-brasileiro reforça o seu papel como plataforma de integração, cooperação e desenvolvimento, apontando para a construção de uma agenda comum mais coesa e sustentável”. De acordo com a “Carta de Minas 2026”, o comité terá a responsabilidade de “delinear mecanismos permanentes de acompanhamento e avaliação, assegurando que a Federação não se limite a iniciativas pontuais, mas se consolide como uma entidade estruturada e duradoura, capaz de representar de forma efetiva as associações em fóruns nacionais e internacionais”. Neste sentido, a Federação deverá “fomentar a participação ativa das associações em projetos de educação, mobilidade académica, empreendedorismo, inclusão social e sustentabilidade, reforçando simultaneamente a identidade cultural e histórica da comunidade luso-brasileira e promovendo melhor articulação com órgãos públicos, instituições diplomáticas e câmaras de comércio entre Brasil e Portugal”. Ígor Lopes
- Festival Música que Transforma, da Orquestra Petrobras Sinfônica, chega à 6ª edição com programação gratuita nos dias 24 a 26 de abril
O evento já clássico na cidade conta com apresentações musicais, mesas-redondas e masterclasses para jovens musicistas e profissionais da área na Fundição Progresso. Entre os dias 24 e 26 de abril, a sede da Orquestra Petrobras Sinfônica, na Fundição Progresso, será o ponto de encontro da música no Rio de Janeiro com a sexta edição do Festival Música que Transforma. O evento gratuito reúne apresentações, mesas-redondas, oficinas, minicursos e masterclasses, promovendo o intercâmbio de conhecimento e destacando a música como ferramenta de transformação social. O evento, que é idealizado pelo Núcleo Educativo e tem a Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica como anfitriã, mantém o objetivo de fomentar a integração dos projetos sociais musicais, promovendo a democratização do acesso à arte e, em particular, à música de concerto. A programação começa na sexta (24), às 14h, com apresentação musical do Sweet Jazz e segue com a mesa-redonda “Passado e presente das orquestras juvenis: do cinquentenário do Centro Coral Sinfônico Infanto-juvenil do Rio de Janeiro (COSIJ) ao sucesso da Academia de Música da Osesp” com Tania Prates Rein (COSIJ), Gabriela Chagas (Academia de Música da Osesp) e mediação de Monique Andries (Academia Juvenil). No sábado (25), o destaque fica por conta das oficinas, minicursos e masterclasses. Na parte da manhã, acontece a oficina “Arranjo para orquestras e grupos de câmara” com Ricardo Candido (Petrobras Sinfônica) e o minicurso “A frequência das obras clássicas sob a perspectiva da co-criação” com Tania Prates Rein (COSIJ). Na parte da tarde, Leo Fuks (UFRJ) apresenta o minicurso “Acústica e instrumentos musicais”, e, em seguida, é a vez da masterclass “Música de Câmara” com Elione Medeiros (Petrobras Sinfônica). Já no domingo (26), o tema da mesa-redonda é sobre “A importância da experiência em orquestras juvenis na futura carreira musical”, com depoimentos de músicos profissionais: Pedro Bayer (Petrobras Sinfônica), Leo Fuks (UFRJ) e Sammy Fuks (Petrobras Sinfônica), com mediação de Tomaz Soares (Petrobras Sinfônica). Para encerrar o Festival, a apresentação musical fica por conta da Orquestra de Câmara da Fiocruz, Camerata Laranjeiras e Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica. “O Festival Música que Transforma não tem esse nome por acaso. Ao longo dos mais de 10 anos de Academia, descobrimos que a transformação de vidas através da música é a nossa energia”, afirma Monique Andries, Coordenadora do Educativo e Academia Juvenil da Petrobras Sinfônica. Serviço : Festival Música que Transforma Local: Fundição Progresso - R. dos Arcos, 24 - Espaço 7 (Sala de Ensaios da Petrobras Sinfônica) - Centro, Rio de Janeiro - RJ Data: 24 e 26 de abril Mais informações: https://petrobrasinfonica.com.br/academia  ; Inscrições: http://bit.ly/6FMQT  ; Gratuito Programação : 24/04 – Sexta 14h - Apresentação musical: Sweet Jazz 14h30 - Conferência: Passado e presente das orquestras juvenis: do cinquentenário do Centro Coral Sinfônico Infanto-juvenil do Rio de Janeiro (COSIJ) ao sucesso da Academia de Música da Osesp com Tania Prates Rein (COSIJ) e Gabriela Chagas (Academia de Música da Osesp). Mediação de Monique Andries (Academia Juvenil) 25/04 – Sábado 9h - Oficina: Arranjo para orquestras e grupos de câmara com Ricardo Candido (Petrobras Sinfônica) 11h30 - Minicurso: A frequência das obras clássicas sob a perspectiva da co-criação com Tania Prates Rein (COSIJ) 14h - Minicurso: Acústica e instrumentos musicais com Leo Fuks (UFRJ) 16h30 - Masterclass: Música de Câmara com Elione Medeiros (Petrobras Sinfônica) 26/04 – Domingo 10h - Mesa-redonda: A importância da experiência em orquestras juvenis na futura carreira musical: depoimentos de músicos profissionais com Pedro Bayer (Petrobras Sinfônica), Leo Fuks (UFRJ) e Sammy Fuks (Petrobras Sinfônica). Mediação de Tomaz Soares (Petrobras Sinfônica) 12h30 - Apresentação Musical: Orquestra de Câmara da Fiocruz, Camerata Laranjeiras e Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica Sobre a Orquestra Petrobras Sinfônica: Aos 51 anos, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores organismos sinfônicos do continente. Fundada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra se firmou como um ente cultural que expressa a pluralidade da música brasileira e transita fluentemente por distintos estilos e linguagens. Tem como diretor artístico e maestro titular Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional. Modelo de Gestão: A Orquestra Petrobras Sinfônica possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos. Sobre a Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica: Criada em 2012, a Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica é o projeto socioeducativo da Orquestra Petrobras Sinfônica. Há 14 anos, oferece formação gratuita para jovens entre 15 e 20 anos, oriundos de projetos sociais e orquestras comunitárias, a fim de prepará-los para o ingresso em curso superior de Música e sua consequente inserção profissional. Por dois anos, os academistas participam de aulas coletivas de Teoria e Percepção Musical (TEPEM) e de Prática de Orquestra, e têm a oportunidade ímpar de se aperfeiçoarem em seus instrumentos com os renomados músicos da Orquestra Petrobras Sinfônica. Atualmente, a Academia conta com 34 alunos que se dedicam aos seguintes instrumentos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarineta, fagote, trompete, trompa e percussão. A taxa de aprovação dos alunos da academia nos Testes de Habilidade Específica (THEs), obrigatórios na seleção dos cursos de música nas universidades, ao longo desses 14 anos, é de 98,5%. Site: https://petrobrasinfonica.com.br | Facebook: @PetrobrasSinfonica | Instagram e YouTube: @petrobras_sinfonica Sobre a Petrobras: Patrocinadora oficial da Orquestra Petrobras Sinfônica desde 1987, a Petrobras oferece uma parceria essencial para mantê-la entre os principais organismos sinfônicos do continente, sempre desenvolvendo um importante trabalho de acesso à música clássica, de formação de jovens talentos egressos de projetos sociais diversos, bem como de formação de plateia. Ao incentivar diversos projetos, a Petrobras coloca em prática a crença de que a cultura é uma importante energia que transforma a sociedade. Por meio do Programa Petrobras Cultural, apoia a cultura brasileira como força transformadora e impulsionadora deste desenvolvimento, ajudando a promover uma transição energética justa para todos. Alex Varela
- “Os momentos mais marcantes foram efetivamente os de proximidade e presença junto da comunidade”, disse o Adido de Segurança Social em Londres ao deixar o posto
Imagem: Renato Filipe Tiago assumiu funções em março de 2020 como adido de Segurança Social no Consulado Geral de Portugal em Londres. Foto: divulgação Renato Filipe Tiago, 46 anos, natural de Lapa do Lobo, no concelho de Nelas, no distrito beirão de Viseu, é licenciado em Solicitadoria e em Línguas e Literaturas Modernas e exerceu funções como adido de Segurança Social no Reino Unido, no Consulado Geral de Portugal em Londres, durante seis anos. Ao longo deste período, acompanhou de perto a Comunidade Portuguesa no Reino Unido e nas Ilhas do Canal, num contexto marcado pelo Brexit e pela pandemia de COVID-19, destacando o trabalho de mediação entre os sistemas de segurança social português e britânico e o apoio técnico e informativo prestado aos cidadãos portugueses. Em entrevista à nossa reportagem, Renato Filipe Tiago fez um balanço da sua missão e já aponta para um novo desafio profissional ligado à equipa dos adidos portugueses de Segurança Social espalhados pelo mundo. Quando ingressou nos serviços em Londres? Assumi funções como adido de Segurança Social no Reino Unido, no Consulado Geral de Portugal em Londres, em 1 de março, de 2020. Ao longo dos últimos seis anos como adido para a Segurança Social junto do Consulado-Geral de Portugal em Londres, que balanço faz do trabalho desenvolvido junto da Comunidade Portuguesa no Reino Unido e nas Ilhas do Canal? Durante estes seis anos, o adido de Segurança Social no Reino Unido, no âmbito do Despacho n.º 7712-B/2019, de 30 de agosto, tem facilitado a comunicação dos cidadãos nacionais, não só com os diversos serviços nacionais, mas também com os britânicos, nomeadamente os serviços das Congéneres, simplificando a linguagem, ultrapassando a barreira linguística, desconstruindo o sistema de Segurança Social local e a realidade do BREXIT. Esta dinâmica permitiu alcançar resultados extremamente positivos, traduzidos numa procura significativa, na realização de um elevado número de atendimentos e iniciativas de proximidade e num reconhecido nível de satisfação por parte da Comunidade Portuguesa. O adido de Segurança Social no Reino Unido recebeu, aproximadamente, 4.000 pedidos, facto que regista o excelente nível de resposta por parte dos serviços de Segurança Social. Em consonância com a excelente articulação e dinâmica de cooperação estabelecidas com a rede diplomática e consular portuguesa no Reino Unido. Quais foram as principais necessidades e preocupações sociais apresentadas pelos portugueses residentes no Reino Unido durante o seu mandato, particularmente num período marcado por mudanças relevantes como o Brexit? Os cidadãos nacionais procuravam atendimento e aconselhamento técnico-especializado nas matérias de Segurança Social, não só presencialmente, mas também via telefone ou e-mail. Essencialmente, procurava esclarecer e informar os cidadãos sobre os procedimentos que deviam adotar, de forma a salvaguardar os direitos já adquiridos ou os direitos em formação, tanto para os que decidiram regressar a Portugal, como para aqueles que se estabeleciam inicialmente ou permaneciam no Reino Unido. As matérias dominantes foram essencialmente as prestações diferidas, nomeadamente prestações por morte e a pensão de velhice, resultando da necessidade que a Comunidade Portuguesa e os trabalhadores com carreira contributiva nos dois países têm em obter informação neste domínio, exponenciada pelo BREXIT. No exercício das suas funções, que tipo de apoio ou orientação foi mais frequentemente solicitado pelos emigrantes portugueses no que diz respeito às matérias da Segurança Social portuguesa? A preocupação principal decorreu inevitavelmente do BREXIT e constrangimentos associados, nomeadamente o EU Settlement Scheme, com impacto direto e consequências negativas na vida dos cidadãos. Porém, apesar de o Reino Unido ter saído da União Europeia, em 31 de dezembro de 2020, aplicam-se ainda as regras dos Regulamentos UE, com adaptações, em virtude da celebração do Acordo de Comércio e Cooperação entre o Reino Unido e a União Europeia, em 24 de dezembro de 2020, que veio salvaguardar os direitos já adquiridos ou em formação. Como caracteriza a Comunidade Portuguesa no Reino Unido após estes anos de contacto direto com cidadãos, associações e instituições locais? A Comunidade Portuguesa no Reino Unido e ilhas do Canal carateriza-se por ser uma comunidade pacata, empreendedora, muito dinâmica e que se encontra extramente bem integrada na realidade do Reino Unido, desenvolvendo todo o tipo de atividades, inclusive atividades de índole mais complexa ou técnica. Tal como em outros países, também no Reino Unido o associativismo surge como um elo de aglutinação e ligação com realidade portuguesa. Quais foram os maiores desafios enfrentados no desempenho do cargo de adido para a Segurança Social em Londres e de que forma procurou responder a essas dificuldades no terreno? Não obstante as dificuldades iniciais de integração e instalação, pela novidade da função, todavia o maior desafio surgiu com a pandemia COVID-19, não só pela necessidade de assegurar e manter uma resposta contínua, mas também pela necessidade de proteção individual e coletiva. Num plano mais prático, a maior dificuldade assentou na divulgação e criação de uma imagem de confiança e reconhecimento técnico no seio da comunidade, resolvendo os problemas dos cidadãos nacionais, contrariando a desconfiança e distanciamento inicial. Recorda algum episódio, caso ou momento que considere particularmente marcante durante o seu trabalho junto da diáspora portuguesa no Reino Unido? Os momentos mais marcantes foram efetivamente os momentos de proximidade e presença junto da comunidade, quer fosse durante as presenças consulares, realizando atendimento presencial aos cidadãos, quer fosse próximo do associativismo em eventos de maior amplitude. Como é apanágio nosso, em todos os momentos, fui extremamente bem recebido, existindo sempre um profundo e sincero agradecimento, elogiando a presença, as funções e a resposta obtida. Como foi a sua relação com os atores diplomáticos portugueses no Reino Unido? A relação com os restantes atores diplomáticos portugueses no Reino Unido foi uma relação de proximidade, que resultou numa excelente articulação e dinâmica de cooperação, com a Embaixada, com os Consulados Gerais de Portugal em Londres e em Manchester e com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, invariavelmente elementos fundamentais. Endereço também um especial agradecimento às equipas dos Consulados Gerais de Londres e de Manchester, que sempre colaboraram comigo e foram determinantes para o sucesso desta iniciativa. Na sua perspetiva, qual é a importância de Portugal manter adidos da Segurança Social junto de comunidades emigrantes em países com forte presença portuguesa? A importância é elevada e assenta em três eixos, essencialmente na melhoria do acesso dos cidadãos nacionais residentes no estrangeiro à Segurança Social, no reforço e ganhos da articulação com as entidades congéneres de Segurança Social e no aproveitamento das sinergias com a rede diplomática e consular. Este modelo permite otimizar recursos e melhorar a resposta às necessidades dos cidadãos, sendo uma mais-valia, tanto pela redução dos tempos de resposta, como pela criação de canais de comunicação diretos entre os adidos e as autoridades locais. No Reino Unido, em 2026, surge o início da obrigatoriedade de realização de prova de vida para os Pensionistas residentes no Reino Unido. Ao terminar esta missão em Londres e preparar um novo destino profissional, que mensagem gostaria de deixar à Comunidade Portuguesa que acompanhou ao longo destes seis anos de trabalho? A mensagem que deixaria é uma mensagem de profundo agradecimento e simultâneo reconhecimento pelo valor e esforço da nossa gente, que tão nobremente nos representa cá fora, seja nos lugares de destaque que assume, seja nas conquistas que alcança. Por fim, quais serão os seus próximos desafios. Não estando ainda definido, contudo o próximo desafio passará por uma ligação à equipa dos adidos de Segurança Social. Para além de estarem representados na Alemanha, França, Luxemburgo, Reino Unido e Suíça; passaram também a estar representados fora do continente europeu, nomeadamente Estados Unidos da América e Canadá. Ígor Lopes










