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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Cinema: Meu bolo favorito

    “Meu bolo favorito” é um daqueles filmes que tem a receita para aquecer o coração da gente. O longa é uma celebração da vida e do amor na terceira idade. A trama segue Mahin, interpretada por uma atriz chamada Lili Farhadpour, uma septuagenária que, após anos de solidão, encontra uma nova oportunidade de amar ao encontrar Farramarz. Na leva de grandes atrizes, que temos tido o privilégio de assistir, Lili Farhadpour que entrega uma performance comovente, capturando as nuances de uma mulher que desafia as convenções sociais em busca de felicidade; é uma atuação emocionante, mas sem exageros. Na hora que temos a virada da história, a atriz se mantém firme, mostrando a dura realidade daquela mulher iraniana mais velha e sozinha para resolver uma situação difícil. Uma das cenas que me tocou foi quando a protagonista, Mahin, encontra uma moça de seus vinte e poucos anos em um parque; a menina está prestes a ser presa pela Polícia da Moral. Mahin intervém e salva a garota. No caminho, a senhora fala de como era a vida no Irã antes do regime totalitarista, a conversa é linda. Quem faz par romântico com a personagem Mahin é o taxista Faramarz, vivido por Esmaeel Mehrabi, no papel de Faramarz, oferece uma atuação sólida e empática, trazendo à tona a vulnerabilidade e o desejo de conexão de seu personagem, um taxista que vive sozinho há anos. É a hora que ele conta o lado do homem que vive sozinho há muito tempo. A química entre os protagonistas é tão bonita, tão delicada que torna a relação deles crível e tocante. O roteiro é um encanto e tece uma narrativa que aborda não apenas o romance na terceira idade, mas também questões culturais e políticas do Irã atual no detalhe; preste atenção nas coisas tidas como naturais para eles, mas muito diferentes da nossa realidade. A escrita é sutil, mas poderosa, permitindo que as emoções fluam naturalmente sem recorrer a clichês. Isso também se deve ao fato de que o roteiro é assinado pelos diretores do filme, Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha, que têm a história na mão e tocam em temas cada vez mais relevantes à medida que nós (e toda a população mundial) vivemos cada vez mais. Quem assiste se reconhece em alguma hora e se envolve com os personagens e suas jornadas pessoais. Fala-se da solidão, envelhecimento e da busca por conexão humana em tempos desse isolamento que vivemos, um isolamento, muitas vezes voluntário. A casa da Mahin tem a "louça de visita”, tem toalhinha de crochê cobrindo a mesa de centro da sala, tem a bagunça organizada da casa de quem vive sozinha. A atenção aos detalhes visuais enriquecem a experiência do espectador, criando uma atmosfera intimista.  Outra coisa que adorei foi a utilização da luz natural nas externas, o que parece que nos transporta para Teerã, uma cidade tão peculiar. “Meu Bolo Favorito” é uma obra cinematográfica que combina de maneira harmoniosa a técnica e a emoção, oferecendo uma perspectiva rara e valiosa sobre o amor e a vida no contexto iraniano. É um filme que toca profundamente e permanece no coração da gente depois dos créditos finais. www.claudiafelicio.com.br Cláudia Felício

  • Lilian Gonçalves, Rede Biroska, Bar do Nelson, uma São Paulo que você tem que conhecer

    Lílian Gonçalves , filha do lendário cantor Nelson Gonçalves, é uma empresária e herdeira do legado musical de seu pai. Ela é proprietária da Rede Biroska, um grupo de restaurantes e bares que oferecem uma experiência única de entretenimento e gastronomia. Um dos pontos mais famosos da Rede Biroska é o Bar do Nelson, localizado no Canuto do Val, 83  na capital paulista. Esse local é um verdadeiro ponto de encontro para fãs da música brasileira e da culinária típica. O Bar do Nelson é decorado com fotos e objetos que remetem à carreira de Nelson Gonçalves, criando um ambiente aconchegante e nostálgico. Além disso, o local oferece uma variedade de pratos e bebidas típicos da culinária brasileira, como a famosa feijoada e o caipirinha. Lílian Gonçalves é uma empresária visionária que conseguiu preservar o legado de seu pai enquanto inova e oferece novas experiências aos clientes. O Bar do Nelson, o Siga La Vaca, Japan Tower e toda Rede Biroska são exemplos de como a paixão pela música e pela gastronomia podem se unir para criar algo verdadeiramente especial. Quem visitar a capital paulista, não pode deixar de conhecer esse delicioso e prazeroso local. Eu sempre que um amigo ou uma amiga, um casal, diz que estará visitando São Paulo eu não deixo de recomendar a Rede Biroska, em especial o Bar do Nelson. Segundo minha amiga Lilian Gonçalves, eu me tornei "Embaixador do Bar do Nelson".  Gilson Romanelli

  • Entrevista: Liberado Júnior, o empresário da comunicação

    Entrevista com Liberado Júnior, destacando sua trajetória, sua empresa de assessoria de imprensa e as cinco revistas digitais. Exclusiva para coluna, o darling da comunicação, Liberado Júnior. 1- Como você começou sua trajetória no mundo da comunicação e o que te motivou a seguir nessa área? Sempre fui apaixonado por contar histórias e conectar pessoas. Comecei minha carreira no jornalismo impresso, mas logo percebi o potencial da comunicação estratégica, o que me levou à assessoria de imprensa. 2- Qual foi o maior desafio que você enfrentou no início da sua carreira? Convencer as empresas da importância de uma comunicação bem estruturada em um mercado cada vez mais competitivo. 3- O que mais te fascina no mundo da comunicação e do jornalismo? A capacidade de moldar narrativas, influenciar opiniões e destacar as histórias únicas de cada cliente ou projeto. 4- Quem foram suas maiores inspirações na área de comunicação? Sempre admirei nomes que inovaram na maneira de se comunicar, mas minha maior inspiração vem do desejo de criar algo relevante e duradouro. 5- Qual é o maior aprendizado que você leva da sua trajetória até agora? Que autenticidade e consistência são a chave para construir uma reputação sólida no mercado. Liberado Júnior, num dos mais incríveis cartões postais do Rio, a Praia de Copacabana 6- O que diferencia sua empresa de assessoria de imprensa no mercado? Nosso diferencial está no olhar personalizado. Criamos estratégias únicas, respeitando a essência de cada cliente e priorizando resultados concretos. 7- Quais tipos de clientes você atende atualmente? Atendemos um público diversificado, desde marcas de luxo e personalidades públicas até instituições educacionais e grandes eventos culturais. 8- Qual foi o case de maior sucesso desenvolvido pela sua empresa? Um dos mais marcantes foi alavancar a visibilidade de uma marca nacional, transformando-a em referência internacional no segmento de luxo. 9- Como você vê o papel da assessoria de imprensa na era digital? A assessoria de imprensa é essencial para filtrar e amplificar mensagens. Na era digital, temos o desafio de gerenciar informações em tempo real e aproveitar o poder das redes sociais. 10- Quais são as principais qualidades que você busca na sua equipe? Criatividade, proatividade e, acima de tudo, comprometimento com os resultados dos nossos clientes. 11- Como surgiu a ideia de criar suas revistas digitais? Sempre quis explorar um novo formato para conectar leitores a temas como lifestyle, turismo e negócios. As revistas digitais foram a evolução natural dessa visão. 12- Quais são os temas principais abordados pelas suas revistas? As revistas cobrem lifestyle, turismo, gastronomia, cultura, moda e negócios, sempre com foco em tendências e inovação. 13- Qual é a maior vantagem de trabalhar com revistas digitais em comparação com as impressas? A agilidade na produção e distribuição, além da possibilidade de interatividade com os leitores. 14- Como você escolhe os destaques e pautas para suas revistas? Buscamos temas que sejam relevantes para o público-alvo, sempre antenados às tendências globais e às demandas locais. 15- Quais são seus planos futuros para as revistas? Expandir a audiência, investir em formatos interativos e explorar ainda mais as possibilidades de integração entre conteúdo e tecnologia. O empresário da comunicação, durante estadia no sexto andar do Copacabana Palace. Fotos:Arquivo pessoal/Divulgação  Chico Vartulli

  • Benjamim "Volkswagen" um década em "Auto Rádio"

    Benjamim lança hoje uma nova versão de “ Volkswagen ” , um dos mais icónicos temas do seu primeiro registo de originais, “ Auto Rádio ” , que celebra 10 anos em 2025. A efeméride serve de mote para uma digressão pelo país, com arranque em Lisboa , no B.Leza, a 3 de Abril. ­Decarregar Música e Press Kit ­ "Volkswagen" - Ouvir Aqui ... Bilhetes Concerto B.Leza - 3 de Abril - Comprar Aqui ... Há discos que são mais do que música. Com “Auto Rádio”, lançado em Setembro de 2015, Luís Nunes largou o inglês de Walter Benjamim e encontrou, pela primeira vez, a sua voz em português. Um regresso a casa que viu nascer um dos mais importantes cantautores em língua portuguesa da sua geração e que conquistou público e crítica, rendidos ao conjunto de 12 canções, das quais fazem parte êxitos como “Os Teus Passos” ou “O Sangue”. O álbum ficou também marcado pelo feito inédito da tour “Volta a Portugal em Auto Rádio – 33 concertos em 33 dias”. Dez anos depois celebramos estes 3 nascimentos com a digressão “Uma Década em Auto Rádio”. A nova versão de “Volkswagen” (tema que marcou inegavelmente a carreira de Benjamim, apesar de nunca ter sido lançado enquanto single), oferece uma canção com um tom mais intimista, onde o piano se destaca como o fio condutor dos arranjos, com coros de Best Youth (Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves) e Monday. Uma homenagem ao icónico carro que levou o músico numa viagem que percorreu o país de Norte a Sul em 33 dias. Revista do Villa | Força de Produção

  • Bravo Tenores In Concert: um espetáculo único com três Tenores e orquestra no Teatro Riachuelo Rio

    Link para fotos:  https://drive.google.com/drive/folders/1lOelNIIo5JFmxNqYPL0pffPOP0YTSv9F?usp=sharing   Um show inteiro com os maiores clássicos italianos em um palco com três tenores, acompanhados de uma orquestra. É o que promete o espetáculo  Bravo Tenores In Concert  com a regência do maestro Renato Misiuk, que acontece no  Teatro Riachuelo Rio  no próximo dia 29 de janeiro. Criado em 2015, o espetáculo fez sua grande estreia no Espaço das Américas em SP para um público de 8 mil pessoas dividido em duas sessões. O crossover de estilos é presente sempre com os “Bravos”. Juntar numa mesma canção o protagonista do musical O Rei Leão com o Turandot da Ópera de Manaus é possível? Sim, é o que veremos e ouviremos ao vivo. Juntar um cantor oficial da Disney com o grande solista da festa de San Genaro dá certo? Acontece em nosso palco. O apresentador Ronnie Von disse em seu programa quando conheceu os Tenores: “Que me desculpem os queridos Pavarotti, Carreras e Placido Domingos, mas esses meninos são a reencarnação do original e tem uma vantagem, são brasileiros. Não perco o show deles por nada”. Teatro Riachuelo Rio O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40 , reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows.  Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço. Serviço: Nome:  Bravo Tenores in Concert Data e horário:  29 de janeiro, 20h Vendas:  https://www.ingresso.com/espetaculos/bravo-tenores-in-concert   Classificação:  12 anos Duração : 90 minutos Valores : Plateia VIP - R$280,00 Plateia - R$240,00 Balcão Nobre - R$200,00 Balcão Superior - R$ 42,00 Alex Varela

  • Copacabana – A princesinha do mar – Parte Final

    Avenida Atlântica - Anos 70 - Acervo Pessoal Os anos 1980 mostraram um  Rio  bastante diferente: uma  cidade  com visíveis sinais de enfraquecimento político e econômico, enfrentando graves problemas. Foram tempos de crescente descaracterização do bairro e pelo crescimento das  favelas .   A  cidade  assistiu a uma nova etapa rodoviária. Objetivando melhorar o trânsito, foi definida a ampliação do anel viário litorâneo, com o alargamento das praias de Copacabana, de Ipanema e do Leblon, entre outras ações.   O paisagista Roberto Burle Marx remodelou as famosas calçadas de Copacabana em mosaicos desenhados com pedras portuguesas, reforçando uma antiga tradição que constitui uma das marcas do urbanismo carioca. Calçadão de Copacabana - Anos 70 Outro passo importante, buscando uma melhor qualidade de vida para os habitantes da cidade, foi a criação, em 1977, do Plano Urbanístico Básico do Rio de Janeiro. Segundo o professor Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, a grande contribuição desse projeto reside em apresentar, pela primeira vez, o conceito de  “preservação do patrimônio construído e natural” , orientação que influenciou todos os planejamentos até hoje. Entretanto o plano não avançou na questão habitacional voltada para as populações mais carentes. Esse primeiro planejamento urbano (submetido à consulta popular) veio apresentar soluções para a cidade, adequando-a à nova realidade. Contando com o apoio de recursos federais, teve importância particular, já que foi desenvolvido por técnicos locais, “talvez os únicos que poderiam desatar os nós e encontrar caminhos para a nebulosa situação urbana”, destacou a arquiteta e urbanista Nina Maria Rabha.   Já a festa do Réveillon de Copacabana nos anos 80, ficou marcado com o espetáculo do Hotel Méridien, que incrementou um show de raios laser a famosa cascata de fogos. Cascata de fogos - Réveillon Anos 80 - Le Meridien Rio A partir daí, a hotelaria e os restaurantes da orla marítima, juntamente com a Prefeitura, aderiram a esse show, tornando Copacabana palco da mais grandiosa festa de réveillon do Rio de Janeiro e da maior queima de fogos simultânea do mundo, registrada no Guinness, o livro de recordes, desde 1990, que a cada ano recebe um público sempre maior, calculado em mais de 2 milhões de pessoas, que vêm de outros bairros, de outros estados, de outros países. Réveillon da Atântica - Anos 90 “Os primeiros shows pirotécnicos feitos em Copacabana foram feitos por Antônio Chieffi Filho e Biagino Chieffi, na época proprietários da Fogos Caramuru, que também fez a queima dos fogos de artificio da inauguração de Brasília, hospedados no Copacabana Palace, fizeram um show pirotécnico para a virada do ano daí então começou a tradição.” — Armando Chieffi   “Em toda a orla, emergem de pequenos buracos cavados na areia, as luzes das velas circundadas de oferendas e são entoados cânticos por toda a curva atlântica. Os bares e os restaurantes ficam lotados e o calçadão se transforma no ponto nobre da tradicional passagem do ano. Os apartamentos defronte ao mar recebem seus convidados para sofisticadas ceias. É a confraternização pública e gratuita, mais pacífica do mundo, que acontece nos 4km de asfalto e areia, num ritual: olhar para o céu e deixar-se iluminar pelo esplendoroso show de pirotecnia. De uma ponta a outra da praia, do  Forte do Leme   ao  Forte de Copacabana   explodem os diversos tipos de fogos, durante 15min, culminando com o efeito mágico da cascata de luzes de 127m, que desce do topo do Hotel Méridien.”   Copacabana passa abrigar outro evento que se fixou no calendário da cidade: a Maratona do Rio, que desde 1984 foi designada pelo Comitê Olímpico Brasileiro como prova seletiva das Olimpíadas de Los Angeles. Com início e final de percurso na praia, os 42.195m tem uma participação anual de 5.000 corredores, em média.   Parque Estadual da Chacrinha - Copacabana Ainda nesse ano, o prefeito Marcello Alencar, em sua primeira administração, inaugura o  Parque da Chacrinha , área verde do bairro, com acesso à reserva de mata atlântica do Morro de São João. Na ocasião foi plantado um espécime raro da flora nativa local, que havia desaparecido com a urbanização do bairro, a “Eugenia Copacabanensis” ou araçá da praia.   No ano seguinte, atendendo a uma reivindicação antiga dos moradores do Bairro, o prefeito manda plantar na areia da praia de Copacabana, em vários locais, verdadeiros oásis de coqueiros. Dessa forma são garantidos outros pontos de sombra na praia.    Mais o que mais ficara marcado nos anos 80, foi sem dúvida a boemia da centenária princesinha do Mar. Noite de Copacabana - Anos 80 Algumas boates marcaram a história do bairro como a Palace Club e Crepúsculo de Cubatão, anos 80. Boate Crepúsculo de Cubatão - Copacabana - Anos 80 O Palace Club ficava situado no prédio do atual Cassino Atlântico, no Posto 6 em Copacabana, e sucedeu ao “night-club” Castel nos anos 80, no hotel Rio Palace. Era uma sofisticada discoteca e piano bar. Ponto de encontro da sociedade carioca. Cartão da Boate Palace Club - Copacabana - Anos 80 Com o público jovem e underground, a boate Crepúsculo de Cubatão ficava na rua Barata Ribeiro, 54 em Copacabana e funcionou de 1984 a 1989.Sucesso inesquecível dos anos 80, a boate abriu as portas, em 1984, num subsolo de Copacabana e virou a casa noturna queridinha de uma multidão de jovens, atraídos pelo clima underground da casa e pela seleção musical, que incluía The Cures e Sisters of Mercy. Parte da fama da casa era atribuída à rigorosa seleção feita na porta.   Copacabana, simplesmente única, complexa, deslumbrante e misteriosa. O único bairro carioca que consegue reunir todos sem distinção de classe social.   Rainha da noite carioca que encanta a todos que nela passam! Copacabana - A Princesinha do Mar (nos dias atuais...) Vinícius de Moraes Fontes: Arquivo Pessoal Arquivo Nacional Arquivo Hotéis Othon S/A Brasiliana fotográfica Leme Antigo IPHAN   André Conrado

  • Entrevista: Ângela Brodbéck | Escritora

    Escritora Ângela Brodbéck defende “raízes” como “principal fonte de inspiração”.   Ângela Brodbéck tem 48 anos de idade, é escritora e trabalha no aeroporto de Zurique, na Suíça. É natural de Olinda, no nordeste brasileiro, e conta com dupla nacionalidade (Brasil-Suíça). Vive no país helvético desde 1996, onde continua a dar asa aos seus sonhos através da literatura, tendo como influências maiores as suas raízes no outro lado do Atlântico, mas também a cultura local. É casada com um suíço, tem duas jovens filhas (19 e 17 anos) e um filho de seis anos, todos nascidos na Suíça. Recentemente, esteve no Brasil a apresentar um nova obra.   Em entrevista à nossa reportagem, Ângela revelou parte do seu percurso, o respeito que tem pela Suíça, o papel da literatura lusófona na Suíça e o carinho pela sua terra natal. Falou sobre projetos, explicou os seus livros e referiu como destina parte do seu tempo a outras causas sociais e de apoio ao próximo.   Que livro foi apresentado no Brasil em dezembro? Foi uma manhã de autógrafos da minha autobiografia “Filha do Nordeste Brasileiro”, que aconteceu na Livraria do Jardim, no Recife, estado de Pernambuco, Brasil.   Como explica a obra? O título "Filha do Nordeste Brasileiro" já contém a síntese dos meus objetivos. A obra é uma narrativa em que, pela análise das experiências pessoais, tentei entender a mim mesma. Mas também percebi que as minhas situações e infortúnios ainda são comuns na atualidade, e pessoas do mundo inteiro, de alguma forma, poderiam se beneficiar delas. A obra possui tanto sentido autoterápico quanto inspiracional, trazendo esperança para aqueles que não acreditam no decurso da vida. A obra ajuda a ressignificar e superar o passado, tornar o presente feliz e projetar um futuro esperançoso.   Que outros livros tem publicados? Tenho paixão pela escrita e comecei desde cedo. A obra “Filha do Nordeste Brasileiro” foi o meu primeiro livro lançado. O segundo, “Deserto do amor”, é um livro de poesias e fotografias do deserto de Israel, país pelo qual também tenho muita afeição e que muito me influenciou. O terceiro livro, lançado em julho de 2024, é um romance ficção inspirado no calor e na exuberância do Estado de Pernambuco, intitulado “Samantha”.   Que trabalho desempenha além da literatura? Após o lançamento do livro, criei um projeto na Suíça chamado “Espaço Internacional da Mulher”, onde, juntamente com uma equipa, que continha advogadas, psicólogas, psicopedagogas, nutricionistas, sexólogas, doulas e outras especialidades, promovíamos lives  para trazer e discutir informações do universo feminino, como o combate à violência sexual, doméstica, doenças sexualmente transmissíveis e muitos outros temas. Este projeto foi inspirado na ONG brasileira “Casa de Passagem”, e demos continuidade ao seu lema: “A informação salva vidas”. Este trabalho me rendeu prémios na Itália, Portugal e França, e também fui a vencedora do “Prémio Luiza Brunet de enfrentamento da violência contra a mulher na Europa” em 2022. Por causa da minha paixão pela arte, realizo também um trabalho nas redes sociais denominado “Mostra tua arte na Suíça”, onde exponho talentos artísticos brasileiros residentes ou não na Europa. Através de livres e entrevistas, procuro incentivar e expor a cultura de Pernambuco e brasileira para a Suíça.   Como a literatura entrou na sua vida? Desde cedo eu sempre amei ler, embora venha de uma família iletrada. Eu amava ler para a minha mãe e para os vizinhos que também eram iletrados. Eu era membro da biblioteca da escola. No ensino secundário, gostava muito de participar das competições de leitura e também de escrever. Cada livro que lia me inspirava a escrever outro. Cecilia Meirelles era a minha musa inspiradora na adolescência, assim como Monteiro Lobato e Jorge Amado. Até pensei em escrever novelas, mas, por ser uma romancista nata, escrevi durante o ginásio cinco livros, carinhosamente datilografados pela bibliotecária da escola. Todos eles foram expostos e lidos; isto foi um grande incentivo que deixava a jovem Ângela muito feliz.   Apresenta os seus livros também na Suíça? Muito pouco. Vendi bastante exemplares aqui, porém, tudo via Instagram. Nunca estive numa feira ou salão de livros para fins de venda. Já estive em lançamentos na Espanha, apresentei a minha história em alguns seminários e encaminho as pessoas ao link de compra.A única feira que participei foi em Lisboa, no stand da Rede Sem Fronteiras. Foi uma experiência maravilhosa. Este ano pretendo ir ao salão do livro em Genebra.   Na sua opinião, como a literatura lusófona, em língua portuguesa, é vivenciada na Suíça? Atualmente, tenho visto muito empenho e valorização. As organizações de salões de livros em Genebra têm reunido muitos autores brasileiros residentes na Suíça e em outros países da Europa. Estamos ganhando muitos leitores brasileiros aqui, pois eles aprendem, através da cultura europeia, a valorizar ainda mais a sua cultura e o seu idioma.   Como é ser uma escritora brasileira no país helvético? A Suíça é um país maravilhoso, com os seus lagos azuis, alpes, montanhas e outras belezas naturais; este encanto tomou parte na construção das minhas obras, mas o Brasil é a minha raiz e principal fonte de inspiração. Tenho uma relação profunda e especial com a minha terra natal. Quanto às minhas obras, a Suíça ainda não as absorveu devidamente pela ausência de tradução para o alemão, mas a edição portuguesa teve uma boa recepção entre os meus conterrâneos.   Explique a sua experiência e participação na sessão especial da série documental, “Eu não desisto de você”, que aborda sobre a Casa de Passagem, ONG que acolhe comunidades carentes. Qual o seu envolvimento? A advogada Ana Vasconcelos (1944-2009), ex-presidente da Casa de Passagem, é homenageada com a série biográfica "Eu não desisto de você", composta por cinco episódios de 26 minutos, que será exibida pela TV Brasil (data indefinida). O documentário reconstrói a sua trajetória através dos testemunhos das ex-meninas moradoras de rua e de comunidades carentes do Recife que frequentaram, na década de 1990, a ONG Casa de Passagem. Eu fui uma das meninas carentes que participaram no Projeto AMI (Agentes Multiplicadores de Informações).   Como é a sua vida na Suíça? A minha vida é simples: sou integrada ao País, me dedico à família, me sinto em casa aqui, sem esquecer as minhas origens. O frio até hoje me incomoda. Gosto do meu trabalho, sou feliz por ter uma família suíça que tem orgulho de mim e me incentiva.   Como é viver na Suíça? Viver na Suíça é aprender a lidar com regras. Se você fala o idioma, tem facilidades para se adaptar ao país e às regras. Seja no ambiente familiar ou no ambiente de trabalho, gosto da maneira como as coisas funcionam por aqui.   Convive com a comunidade portuguesa ou brasileira na Suíça? Tenho muitos conhecidos e amigos brasileiros aqui, mas eu tenho muitos amigos suíços também e, como trabalho num ambiente internacional, tenho colegas de toda a Europa.Também participo de alguns eventos brasileiros.   Frequenta associações portuguesas ou brasileiras no país? Eu sou uma pessoa que gosta de estar em casa, gosto de estar só. Aproveito o meu tempo de solitude para escrever e saio muito pouco. É por este motivo que não sou membro de nenhuma associação.   Com que frequência vai ao Brasil? Isto é relativo. Não tenho frequência certa; às vezes vou em anos consecutivos, às vezes passo três anos sem ir. Já passei sete anos sem ir por depender de vários fatores.   O que a Suíça significa para si? A Suíça significa muito para mim, é minha casa; é o lugar onde amadureci, me tornei mulher, esposa, mãe e escritora.   Como e por que foi viver nesse país? Como viver na Suíça é seguir regras, o país torna-se pouco acessível. A maneira mais fácil é através do casamento, que não indico fazer por interesse. A vida já é muito difícil quando amamos, e sem amor, numa cultura diferente, tornar-se um fardo. Amo este país, mas não quero dizer que viver nele é somente felicidade. Quando achamos felicidade e paz em nós mesmos, seremos felizes em qualquer lugar.   O que espera do futuro? Espero um futuro preferencialmente saudável, quero ser lida em vários idiomas, ter a minha autobiografia no cinema e mostrar a realidade de muitas mulheres nordestinas/brasileiras para o mundo. Desejo ampliar o projeto informativo para mulheres, fazer o que amo, estar com minha família, continuar escrevendo, aprendendo e viajando.   A língua é um problema? Nunca foi. Sou muito comunicativa, embora o meu alemão não seja igual ao de um nativo. Não estudei alemão profundamente, mas fiz um curso de 6 meses em 1997 que me ajudou muito na minha comunicação. Entendo perfeitamente tanto o alemão quanto o suíço-alemão.   Que projetos tem pela frente? Divulgar as minhas obras lançadas em 2024: “Samantha” e “Deserto do Amor”. Desejo terminar de escrever dois projetos, que estão em aberto, e encontrar sócios para o projeto Espaço Internacional da Mulher.   Quem é Ângela Brodbéck? Ângela Brodbéck nasceu sob o sol e céu azul de Olinda, Pernambuco, e levou consigo, até os Alpes suíços, a essência das cores e sabores de sua terra natal. Há 29 anos, transformou o cenário de montanhas e neve em lar, tecendo uma vida repleta de sonhos realizados e histórias para contar. De família humilde, Ângela herdou da avó, uma mulher de espírito vigoroso, a paixão pelas artes e a resiliência diante da vida. Ainda menina, guiada por uma curiosidade insaciável e uma imaginação fértil, começou a preencher páginas com histórias, poesias e sonhos. No ambiente de sua escola, viu suas palavras tomarem forma em cinco livros, datilografados pela bibliotecária: um marco precoce de seu talento. A sua trajetória profissional e pessoal é tão multifacetada quanto as suas inspirações literárias. De aprendiz de corte e costura à decoradora de eventos, passando pelo projeto AMI da ONG Casa de Passagem em Recife e por um curso prático para Catering Worker, Ângela sempre buscou superar os limites do possível. Hoje, divide o seu tempo entre a rotina no aeroporto de Zurique e o aconchego da sua família, composta pelo marido e três filhos, as suas maiores fontes de alegrias. Influenciada por ícones como Frida Kahlo, Cecília Meireles, Jorge Amado, Anita Diamant e Napoleon Hill, Ângela tece em suas palavras um diálogo entre mundos, sensibilidades e lições. Sua escrita carrega em prosa a autenticidade das vivências, refletindo anseios e impressões da sua alma nordestina e a vastidão dos horizontes que cruzou. Com uma vida dedicada à busca da beleza nos detalhes e à construção de um legado literário, Ângela Brodbéck transforma experiências em arte e convida os seus leitores a se perderem nas páginas de suas histórias, tão ricas e envolventes quanto o percurso que a levou até aqui. Recebi o troféu “Cultura Sem Fronteiras” pela Entidade Rede Sem Fronteiras, na categoria “Literatura”, em Lisboa – 2022, por mérito, reconhecimento e por promover o engrandecimento da cultura lusófona; Fui condecorada em 2022 com a Cruz do Reconhecimento Social e Cultural, recebendo o título de “Dama Comendadora” pela Câmara Brasileira de Cultura, em Campina Grande-PB-Brasil; Recebi o prémio “Luiza Brunet 2022 de combate à violência contra as mulheres”, organizado pela Revista High Profile (Londres-Inglaterra), que ocorreu na Torre Eiffel - Paris-França; Recebi o Prémio de Reconhecimento de Méritos no Evento Summi Estética em Málaga-Espanha em 2024; Recebi Moção de Aplauso como presidente da Associação Internacional da Mulher pela Câmara Municipal de Porto Velho em 2024.   Por fim, como vive o coração do imigrante na Suíça? No meu caso, sou muito grata porque a Suíça entrou no momento certo na minha vida. Eu não a busquei, nem a desejei: ela simplesmente chegou até mim. Nunca tive a intenção de viver no estrangeiro e sofri muito com a falta da família. Os primeiros dois anos foram muito difíceis. Me adaptei, me familiarizei, mas sempre tive um grande amor pelo nordeste brasileiro, apesar de toda a dor que eu vivi no país; isso não diminuiu o meu amor pela família, nem deixei de ver a leveza natural do país, tampouco a alegria e a espontaneidade do seu povo. O meu coração é grato por todos os anos que vivi aqui na Suíça, onde as coisas realmente funcionam, porém, estudo a possibilidade de um dia voltar ao meu nordeste brasileiro.     Ígor Lopes

  • 7 Dicas de como harmonizar vinho com comida

    Qual pergunta você faria ao Dr. Google se precisasse escolher um vinho muito rápido? Sabe aquela sensação de ficar em frente à prateleira de vinhos em um supermercado, em uma adega, em um empório? Você observa, observa de novo, pensa um pouco e compra o vinho pelo formato da garrafa ou por algum detalhe do rótulo. Ou usa um critério aleatório para a escolha: vinho com nome de gente, vinho de algum país com o qual você se simpatize, vinho chileno, vinho argentino, vinho francês, vinho italiano, etc. De fato, o universo do vinho é vasto e há muita gente que gostaria de saber que vinho combina com qual prato. Como harmonizar vinho com comida. Qual prato harmoniza com vinho tinto? Qual prato combina com vinho seco? Crédito: By Associazione Provinciale Cuochi Ancona. - Luca Santini (a cura di), Un territorio, i suoi frutti, i suoi sapori e le sue ricette, Ancona, 2005., CC BY-SA 4.0. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=84379367 . Acesso em: 23-jan-2025   Se você tem esse tipo de dúvida, neste texto vamos sanar parte de suas dúvidas ou quem sabe aumentá-las.   Eu se pudesse viveria à base de vinho, mas vinho não é água, ele é complexo. A água é a base da vida, talvez o produto mais fácil de vender também, por enquanto ainda existe água em abundância. Quando temos sede, no ato nosso corpo pede: água! As outras escolhas passam por sucos, refrigerantes, água aromatizada, mas só a água mata a sede. A escolha de um vinho poderia ser fácil, mas a diversidade de sabores, aromas e sensações que o vinho nos proporciona torna o processo de escolha um tanto complexo. Observando como tem funcionado a escolha de uma garrafa de vinho, temos alguns elementos para poder identificar as necessidades e pretensões das pessoas. Uma delas é a necessidade de harmonizar com alguns pratos.   Confira 7 dicas para harmonizar vinho com comida:   Peixe, frutos do mar, ave e pratos leves - Vinho Branco Carnes vermelhas e pratos mais pesados - Vinho Tinto Requintados (caviar, lagosta, escargot) e crus - Espumante Sobremesas - Espumante Doce ou Vinho Doce Licoroso Charutos – Fortificados (exemplo: vinho do porto) ou Vinhos de Meditação Charcutaria (salames, defumados, patês) - Vinhos Rosé Orientais e aperitivos - Vinho Rosé   Existem outras regras também, que consistem em combinar o sabor. Concordância e contraposição. Concordância: quando o vinho tem as mesmas características do prato, por exemplo: se vai limão no tempero, o vinho que concorda é o branco jovem, pois a acidez do prato vai concordar com a acidez do vinho Contraposição: o vinho tem uma característica oposta, por exemplo: um prato à base de carne ensopada se adequa a um vinho *tânico e mais alcoólico, pois o tanino bloqueia a salivação, ajudando a “enxugar” a boca.  * tânico corresponde a uma sensação de comer um caqui ou banana verde, a boca parece que cria uma película  (diz-se que a boca fica amarada), mas logo se dissolve com a salivação.   Essa é a verdadeira loucura que é escolher um vinho, a equação vai aumentando até que é melhor desistir e partir para a cerveja, mas o convidado é uma pessoa a ser honrada na mesa e então pedimos permissão aos deuses e voltamos ao limbo enológico.   Vinho Branco versus Vinho Tinto Fui convidado para um jantar com meus colegas sommeliers em Ancona, na região central da Itália, e ofereceram um prato histórico da cidade: Stoccafisso all’Anconetana, feito com base no peixe seco dos mares do norte. A diferença entre o Bacalhau e o Stoccafisso está no modo de secar os peixes, o Bacalhau é seco sal e o Stoccafisso é seco ao vento.  Um momento antes do jantar um professor sommelier nos contou a história do prato, em que marinheiros italianos que fizeram uma viagem à Noruega e foram pagos pelo serviço pelos noruegueses com o peixe pelos noruegueses, ao levarem os peixes secos para Ancona descobriram essa maneira “italianizada” de preparo e entrou para a história. Até aí tudo bem, o problema é que a tradição desse prato propõe que ele seja acompanhado com vinho tinto. Então com todos à mesa começa o debate, tinto com peixe é blasfêmia, e outros diziam blasfêmia é tocar num prato e sua harmonização histórica que é vinho tinto. Sei que antes de tocar naquele perfumadíssimo prato, da cozinha exalavam aqueles sonhados aromas, a discussão era bastante intensa entre os adeptos do tinto e os adeptos do branco. Uma imagem teatral, italianos que não falam baixo por nada no mundo, com as mãos sempre ao ar e nunca paradas enquanto falam, e até mesmo quando não falam eles mexem as mãos como se dissessem que estão entendendo ou discordando.  Os assuntos sobre acidez, gordura do peixe, método de cozimento, se o peixe foi hidratado com água fria ou morna, os temperos usados, tudo servia para defender uma ou a outra tese, e até mesmo alguns momentos de ofensas pessoais, nada sério.   Aquilo se arrastava por uns quinze minutos, os ânimos foram se acalmando. Chega o tal prato. Antes de servirem, as chefes de cozinha começaram a retirar pedras daquela panela grande e alta, foram retirando uma a uma, cerca de quinze pedras de bom tamanho, as pedras na panela têm a função de não deixar o peixe nem os temperos grudarem no fundo, à medida que a água vai fervilhando as pedras se movem de lugar movimentando suavemente aquele cozido.  Com os pratos todos servidos e o vinho tinto nas taças, assim que começamos a comer, recomeça a infinita discussão: vinho tinto com peixe? Pratos vazios, noite terminada, pergunto ao proprietário o que ele achou daquela noite confusa e de tanta discussão. Momento mágico, recebo a resposta dele, que com um sorriso no rosto, olhar de felicidade, exprimia uma satisfação impressionante, ele disse: “a tradição está mantida, pois a discussão será sempre o alimento principal destas noites. Eu tinha achado que o prato principal era o Stoccafisso All’Anconetana, mas na verdade era o treinamento para sommeliers saberem defender seus pontos de vista.” Entendendo isso posso dizer que até o fato de uma harmonização incorreta pode ser um prazer e um aprendizado. Ah, o que eu achei da harmonização? Horrível, peixe com tinto não vai bem. Evandro Martini  - Crédito: acervo do autor Revista do Villa | Evandro Martini

  • Vai rolar sim: "Tio Paulo sabia das coisas"

    No ano de 1998, a atriz Fernanda Torres participou do Programa Roda Viva e compartilhou uma história que, na época, parecia apenas uma piada.No entanto, 27 anos depois, essa história se tornou uma profecia que se cumpriu de forma surpreendente. Fernanda contou que seu tio, Paulo, disse que um dia iria vê-la no Oscar. A resposta da atriz foi cética: "O Oscar nunca vai rolar". No entanto, o destino teve outros planos. Em 2025, Fernanda Torres está disputando a categoria de Melhor Atriz no Oscar, e o filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles, está concorrendo nas categorias de melhor filme, e melhor filme estrangeiro. Fernanda Torres tem a chance de trazer  o inédito Oscar para o Brasil. A cerimônia do Oscar 2025 acontecerá no dia 2 de março, um domingo de carnaval, e para felicidade da minha querida irmã Maria Áurea Romanelli, que estará aniversariando, e não tenho dúvidas que para ela e para grande  maioria dos brasileiros de bom senso, e que acreditam que investir em cultura é fundamental para formação de uma sociedade justa, sem dúvida essa data será como uma "final de Copa do mundo".  Fernanda Torres concorrerá com outras grandes atrizes, nada mais nada menos que Demi Moore, Cynthia Erivo, Karla Sofía Gascón e Mikey Madison. Essa é a primeira vez na história que um filme brasileiro disputa a principal categoria do Oscar. Essa história, do tio Paulo, é um exemplo de como as palavras têm poder e podem se tornar realidade. A profecia do Tio Paulo se cumpriu de forma surpreendente, e Fernanda Torres está vivendo um momento histórico em sua carreira. Essa história também nos lembra da importância de nunca subestimar o poder das palavras e da crença. O Tio Paulo acreditou em Fernanda e em seu potencial, e agora sua profecia se tornou realidade. Parabéns a Fernanda Torres e ao filme "Ainda Estou Aqui" pela indicação ao Oscar. Que essa história seja um exemplo de inspiração para todos que sonham em alcançar seus objetivos. Gilson Romanelli

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