Revista do Villa
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- “Enquanto você voava, eu criava raízes” chega ao Teatro Adolpho Bloch
“Enquanto você voava, eu criava raízes”, montagem que recebeu prêmios na APTR, Shell e foi indicada em várias categorias na Cesgranrio e APCA, chega para uma temporada do Teatro Adolpho Bloch. Peça retorna ao Rio de Janeiro depois de ficar em cartaz cinco meses em São Paulo, com cerca de 9 mil ingressos esgotados. Fotos de divulgação: https://drive.google.com/drive/folders/185faLqHeny1afSTmajNZzhBP0H-V-s9q Teaser: https://drive.google.com/drive/folders/1L0XjGP8azV0FeHXtT76AjNCW1_juAdyA Os artistas André Curti e Artur Luanda Ribeiro criaram a Cia Dos à Deux há pouco mais de 25 anos, na França, com uma linguagem única que une dança, teatro, circo, artes cênicas, mímica e artes plásticas. “ Enquanto você voava, eu criava raízes” , trabalho mais recente da dupla, traz essa combinação na forma de criar e conquistou prêmios na APTR e Shell, foi indicada em categorias na Cesgranrio e APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes, além de participar de uma turnê de bem-sucedida pela França, no Festival de Avignon, e na programação da Bienal de Artes Némo 2023 e no Festival Cervantino em Guanajuato no México. Agora, a peça faz nova temporada no Teatro Adolpho Bloch , de 9 de janeiro a 23 de fevereiro de 2025, depois de receber cerca de 9 mil espectadores somente este ano. André e Artur mantêm hoje a sede do grupo no Rio de Janeiro, com grande reconhecimento e trânsito internacional e nacional, e assinam a dramaturgia, cenografia, coreografia, encenação e performance da montagem. Essa linguagem, elaborada a partir de temas de seus espetáculos e com bastante precisão técnica, lança o público na magia do teatro. Em “ Enquanto você voava, eu criava raízes” não é diferente, o corpo é o guia da partitura e a fonte de leitura do trabalho. As cenas se completam e transitam entre o onírico e a realidade: uma experiência que traz à tona alguns conteúdos do inconsciente coletivo e, ao mesmo tempo, reflete diretamente nas particularidades de cada um. Cada espectador é convidado a acessar o que há de profundo dentro de si, em assuntos a um só tempo singulares e universais. O corpo, o visceral, o medo, a solidão, a alma, a reconciliação, a luz, a cura, a morte, a vida. E, enfim, a integração. “Para mim, nesse espetáculo, ficamos à beira do abismo desde o início”, diz André. “São os abismos que temos dentro de nós, essa sensação de vazio permanente, de que há algo dentro se abrindo e um outro eu está caindo dentro de si”, completa Artur. Desde sua estreia, há pouco mais de dois anos, o espetáculo já fez quase 200 apresentações no Brasil e no exterior e vem encantando plateias com cenas sem uma narrativa linear e afinadas milimetricamente, em uma relação precisa entre imagens, fisicalidade, virtuosidade e poesia. No palco, os artistas não dizem nenhuma palavra. Nesse trânsito entre linguagens, os significados também se apresentam diversos e chegam ao público em camadas múltiplas e plurais. Um espetáculo sensorial entre sonho e realidade, em que o público é lançado a um emaranhado de sombras e luzes, diante do imensurável, da imensidão e do mistério do abismo. As imagens projetadas, criadas pelo diretor de fotografia Miguel Vassy e pela artista plástica Laura Fragoso, dialogam com a dramaturgia, assim como a música original criada por Federico Puppi ajuda a construir a magia desse universo. O espetáculo Desde a estreia em agosto de 2022, no Rio de Janeiro, o espetáculo fez quatro temporadas de sucesso (Oi Futuro, Teatro Firjan SESI Centro e Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto). Em 2023, fez sua primeira temporada em São Paulo, com sessões esgotadas, nas unidades do Sesc Santo Amaro, São José do Rio Preto e Jundiai. O espetáculo também participou do Festival de Teatro de Curitiba e do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília. Em julho de 2023, a montagem esteve em cartaz durante um mês na França, no Festival de Avignon, no Teatro Patinoire - La Manufacture. Em novembro a companhia voltou para a França, para apresentações em Paris, nos teatros La Scène nationale de Saint Quentin en Yveline e Jean-Arp à Clamart, como parte da Némo 2023 – Bienal Internacional de Artes Digitais. Em janeiro de 2024, a Cia. Dos à Deux voltou a São Paulo para uma temporada de cinco meses no Teatro Vivo, com cerca de 9 mil ingressos esgotados. Prêmios A peça ganhou o Prêmio Shell na categoria cenário, e foi indicada por iluminação e figurino. Também recebeu o prêmio de melhor espetáculo, melhor música, e cenografia no APTR (Associação de Produtores de Teatro). Cia. Dos à Deux Os artistas André Curti e Artur Luanda Ribeiro iniciaram sua parceria há pouco mais de 25 anos. O encontro aconteceu durante um festival em Paris e decidiram começar juntos uma pesquisa teatral e coreográfica, tendo como inspiração a obra “Esperando Godot”, de Samuel Beckett. Em 1998, nascia o primeiro trabalho, “Dos à Deux”, peça que originou e deu nome à companhia. Descobertos no Festival de Avignon com esse primeiro trabalho, os dois então jovens criadores tiveram um imediato reconhecimento pela crítica e pelos curadores, lhes impulsionando pelas estradas de todos os países da Europa, além da África, América do Sul, Coreia do Sul e na Índia. A premiada companhia de teatro visual arrebatou plateias em mais de 50 países, somando mais de 3 mil apresentações por toda a Europa, África Central, Ásia, Polinésia Francesa, Emirados Árabes e América do Sul. O repertório é formado por: “Dos à Deux” (1998), “Aux pieds de la lettre” (2002), “Saudade em terras d’água” (2005), “Fragmentos do desejo” (2009), “Ausência” (solo com Luís Melo, de 2012), “Dos à Deux - 2º ato” (2013) “Irmãos de sangue” (2013), “Gritos” (2016) e “Enquanto você voava, eu criava raízes” (2022). Em 2021, sete espetáculos da companhia foram exibidos na mostra online “Dos à Deux - A Singularidade de uma Trajetória”. Depois de mais de duas décadas instalada na França, em 2015, os dois artistas resolvem retornar ao Brasil para criar um espaço cultural. Artur e André reformaram um antigo cortiço construído em 1846, no bairro da Glória, além de abrigar a companhia, o espaço vem se estabelecendo como um local para oficinas e residências artísticas para outros grupos. Ficha Técnica Direção, dramaturgia, cenografia e performance: André Curti e Artur Luanda Ribeiro Trilha Sonora original: Federico Puppi Iluminação: Artur Luanda Ribeiro Cenotécnica: Jessé Natan e VRS Assistentes de cenotécnica: Iuri Wander, Bruno Oliveira, Eduardo Martins e Rafael do Nascimento Criação de objetos: Diirr Criação videográfica e Mapping: Laura Fragoso Imagens: Miguel Vassy e Laura Fragoso Figurino: Ticiana Passos Operação de som e vídeo: Gabriel Reis Técnico e operação de luz: Tiago D’Avila Coordenação de montagem cenotécnica e Contrarregragem: Iuri Wander Preparação/criação percussiva: Chico Santana Costura da caixa preta: Cris Benigni e Riso Costura dos figurinos: Atelier das Meninas Designer gráfico: Thiago Ristow Adaptação das artes: Thiago Ristow Coordenação administrativo-financeira: Alex Nunes Produção executiva: Julio Luz Direção de produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela - Galharufa Produções Realização: Cia Dos à Deux Teatro Adolpho Bloch Localizada no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o Teatro Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da nossa cultura. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé é responsável por devolver ao Rio de Janeiro esse espaço icônico, porém ainda mais moderno, transformado num complexo cultural. Graças à genialidade de Niemeyer, que criou um palco reversível, tornou-se possível, em um período desafiador, como a pandemia, promover espetáculos e eventos tanto na área externa, ao ar livre, quanto na interna. Ou nas duas ao mesmo tempo, em formato arena, proporcionando aos artistas, produtores, além dos cariocas e turistas, múltiplas formas de se criar e consumir arte e entretenimento. A construção é um ícone carioca – na arquitetura e na história que carrega.Único teatro na cidade do Rio de Janeiro que possui um palco reversível, permitindo que o público se acomode na área externa da casa de espetáculos, o Teatro Adolpho Bloch ganhou, em 2021, o formato arena, com capacidade para 359 lugares internos e 120 externos e um palco de 140m², equipado com a melhor estrutura. O espaço abriga ainda bistrô Bettina Café & Arte. Serviço : Nome: Enquanto você voava, eu criava raízes Data: 09 de janeiro a 23 de fevereiro de 2025 Dias e horários: Quinta a sábado - 20h Domingo - 18h Vendas: https://www.ingresso.com/espetaculos/enquanto-voce-voava-eu-criava-raizes Classificação: 18 anos Duração : 55 minutos Valores : Plateia A (quinta e sexta) - R$120,00 Plateia B (quinta e sexta) - R$40,00 Plateia A (sábado e domingo) - R$120,00 Plateia B (sábado e domingo) - R$120,00 Alex Varela
- ‘As Leis Fundamentais da Estupidez Humana’ regressam para uma temporada exclusiva no Teatro Villaret
Link para Press Kit: https://9tiox.r.a.d.sendibm1.com/mk/cl/f/sh/1t6Af4OiGsGQ0yNReRbd3MMAJNIysn/qBczugf1c5ze Após o enorme sucesso no Teatro da Trindade INATEL, o espectáculo As Leis Fundamentais da Estupidez Humana prepara-se para uma nova temporada , desta vez no palco do Teatro Villaret , com seis apresentações imperdíveis nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro e 3, 4 e 5 de março de 2025 . A peça, assinada pelo encenador e dramaturgo João de Brito , transporta para os palcos o célebre ensaio de Carlo M. Cipolla. Este texto icónico, que combina humor, filosofia e política, reflete sobre o impacto do comportamento humano na sociedade e o maior inimigo da humanidade: a estupidez. As Leis Fundamentais da Estupidez Humana contam com um elenco de excelência, composto por João de Brito na interpretação , Noiserv na música e Raquel Fradique no desenho , que dão vida a esta narrativa. Sinopse: As Leis Fundamentais da Estupidez Humana é um ensaio de Carlo Cipolla de 1973 em que o historiador económico italiano definiu, de forma bastante cómica, o comportamento humano baseado nas nossas acções e nas consequências que elas têm nos outros. Para Cipolla, o grande perigo da humanidade é a estupidez e os estúpidos, pessoas que conseguem prejudicar-se a si próprias e aos outros e que, infelizmente, proliferam em todos os quadrantes da sociedade. 50 anos depois, João de Brito, decidiu levar à cena este texto filosófico e político, colocando a acção num talho e chamando várias artes para o acompanhar na encenação, num espectáculo que se propõe ser ao mesmo tempo uma reflexão sobre os nossos tempos e sobre o maior dos nossos inimigos, a estupidez. Estas seis apresentações exclusivas são uma co-produção da Força de Produção e do LAMA Teatro. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos locais habituais. As Leis Fundamentais da Estupidez Humana marcadas pelo sucesso de uma grande temporada, sugerem que esta nova esgotará rapidamente. Bilhetes Site Teresa Sequeira | Força de Produção
- Martinho Coração de Rei - O Musical, estreia dia 10 de janeiro no Teatro Riachuelo Rio
Ministério da Cultura e Rede apresentam Martinho Coração de Rei – O Musical UMA JORNADA ANCESTRAL PELO CORAÇÃO DO SAMBA Texto e Direção de Miguel Falabella (Foto Erik Almeida) “Martinho, Coração de Rei - O Musical” mergulha nas raízes africanas do mestre sambista Martinho da Vila , revelando a profunda influência da Folia de Reis e de outras manifestações culturais afro-brasileiras em sua obra. A dramaturgia da renomada especialista em África, Helena Theodoro , inspirada em sua pesquisa sobre o continente africano e na biografia “Martinho da Vila: Reflexos no Espelho” de sua autoria, celebra a força da ancestralidade e a riqueza da cultura negra. Depois do sucesso em São Paulo, o espetáculo estreia no dia 10 de janeiro de 2025 no Teatro Riachuelo Rio , “Martinho, Coração de Rei - O Musical” passeia pela vida e obra de um dos maiores sambistas do Brasil. É uma celebração à rica história do samba e à trajetória de um ícone da música popular brasileira, e com uma trilha sonora inesquecível, o espetáculo nos transporta para o universo de Martinho da Vila , revelando um homem apaixonado pela música, pela família e pela cultura brasileira. Trata-se de mais um projeto da Fato Produções , atuante ha mais de trinta anos no mercado cultural, no comando do premiado produtor Jô Santana , que tem uma carreira marcada por produções de grande sucesso e relevância cultural, como a Trilogia do Samba, que homenageou Cartola , Dona Ivone Lara e Alcione . Neste projeto, Jô está novamente fazendo uma dobradinha com Miguel Falabella , parceiro com quem realizou o sucesso “Marrom, o Musical” e mais recentemente o espetáculo “A Partilha” , o diretor Falabella e a dramaturga Helena Theodoro alicerçam um espetáculo recheado de africanidades e referências icônicas da história do povo preto - fazendo um resgate ao panteão, outrora grego, mas aqui retratado na sua real origem, pois o espetáculo é uma contemplação a lendas e mitos afro-brasileiros e ao samba. Dividido em dois atos com duração de 150 minutos com 15 minutos de intervalo, o espetáculo passa pelo homem de família, pelo compositor, que foi militar, apaixonado por futebol e chega ao carnaval, às grandes e ancestrais rodas de samba - inclusive neste momento da Roda de Samba, teremos a participação de grandes nomes do samba. No palco, um time de bambas, 20 talentosos atores-cantores-bailarinos e 8 músicos dão vida a essa história, entre os quais temos a felicidade de contar com netos de Martinho : a atriz, cantora e dançarina Dandara Ventapane e o músico Guido Ventapane . Este grandioso espetáculo de teatro musical movimenta mais de 300 empregos diretos e indiretos gerados neste período desde a concepção até o fim da temporada, conta com mais de 250 figurinos criados pelo premiado Cláudio Tovar e confeccionados por colaboradoras do negócio Tereza com apoio do Instituto Humanitas360. Por meio dessa parceria, nove mulheres egressas do sistema prisional estão costurando e bordando as peças em ateliê instalado na Oficina Cultural Oswaldo Andrade, cenografia ágil, surpreendente, e uma seleção músicas de Martinho da Vila que certamente todo mundo já conhece. Esperamos por todos e todas, para celebrar a história do samba e se conectar com suas raízes africanas. FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1Dz2xi7GxPKM6sleApKBfJgSMNyQ-O9i-?usp=sharing VIDEO: https://drive.google.com/file/d/1MBUvfLdr8usY_eEb-GpOELg-OKXM5yF5/view?usp=sharing FICHA TÉCNICA Um espetáculo de Miguel Falabella Idealização e Realização – Jô Santana Dramaturgia – Helena Theodoro Diretora Assistente – Iléa Ferraz Direção Musical – Josimar Carneiro Coreografias – Rafael Machado Cenografia – Zezinho Santos e Turíbio Santos Figurinos – Cláudio Tovar Visagismo – Everton Soares Designer de Luz – Felipe Miranda Designer de Som – Bruno Pinho Programação Visual – Dorotéia Design Elenco em ordem alfabética Alan Rocha Anastácia Lia Celso Luz Dandara Ventapane Daniela Dejesus Dante Paccola Felipe Miranda Fernanda Godoy Fernando Leite Grazzi Brasil João Cortins Ley Oliveira Maria Antônia Ibraim Matheus Oliveira Matheus Paiva Milena Mendonça Negravat Renée Natan Roberta Gomes Suéllen Sanches Banda Percussão: Denis Lisboa e Guido Ventapane Baixo elétrico: Nino Nascimento Bateria: Andre Boxexa Cavaquinho: Jayme Vignoli Violão 7 cordas: Josimar Carneiro Piano e sanfona: Kiko Horta Flauta, clarinete e saxofone: Joana Saraiva Pianista ensaio: Marcio Guimarães Percussão Ensaio: Denis Lisboa SERVIÇO “MARTINHO CORAÇÃO DE REI, O MUSICAL” - ESTREIA 10 DE JANEIRO Teatro Riachuelo Rio - Rua do Passeio, 38 /40 - Centro, Rio de Janeiro - RJ Bilheteria física do teatro sem taxa de conveniência Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 14h às 19h. Em dia de espetáculo, das 14h até o horário de início da sessão. Bilheteria on-line www.ingresso.com Duração: 150 minutos com 15 minutos de intervalo Classificação: 16 anos Sessões Quinta à Sábado às 20h e Domingo às 19h VALOR DE INGRESSO Plateia Vip (Tom Maior): 200,00 Plateia (Casa de Bamba): 150,00 Balcão Nobre (Vila Isabel) : 100,00 Balcão Superior (Canta Canta Minha Gente) : 39,00 Alex Varela
- "Zona Lésbica" estreia no Centro Cultural Banco do Brasil
Um espetáculo sobre mulheres que vivem e celebram o amor entre si. Crédito da Foto: Íra Barillo O espetáculo "ZONA LÉSBICA" estreia no dia 10 de janeiro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ) . A temporada gratuita acontece no Teatro III , com apresentações de quinta a domingo — às 19h nas quintas, sextas e sábados, e às 18h aos domingos — até 2 de fevereiro . Sessões dos dias 12, 16, 18, 23, 24 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro terão acessibilidade em LIBRAS e audiodescrição. Escrita por Verônica Bonfim, a peça é uma celebração artística que combina humor, sensibilidade e representatividade, ao mesmo tempo que aponta para as lutas ainda necessárias por direitos e visibilidade das mulheres lésbicas e corpos dissidentes. Com uma equipe criativa inteiramente LGBTQIAPN+ , o espetáculo mistura teatro e performance para criar um manifesto potente e transformador. Crédito da Foto: Ira Barillo "ZONA LÉSBICA" reúne sete mulheres — Dani Nega, Carolina Godinho, Yasmin Patacho, Jéssica Lamana, Monique Vaillé, Nely Coelho e Verônica Bonfim — que, além de atuar, trouxeram à cena depoimentos e experiências pessoais. Uma peça mergulhando nas potências e desafios vívidos por mulheres lésbicas, ao mesmo tempo que reivindica e celebra sua história. No coração da narrativa está Zami , um espaço utópico imaginado como um refúgio para corpos dissidentes. Este lugar simbólico representa o desejo coletivo das personagens de viverem sem medo, em plenitude e acolhimento, construindo uma realidade onde o amor e a liberdade prevalecem. Crédito da Foto: Ira Barillo As idealizadoras Carolina Godinho , Dani Nega e Monique Vaillé destacam o caráter transformador do espetáculo: "Mais do que contar nossas histórias, elevamos nossas vozes e vislumbramos um futuro em que possamos existir livremente, sem limitações." Para a dramaturga Verônica Bonfim , o projeto é também uma homenagem às mulheres que pavimentaram o caminho: "É uma dramaturgia para falar de mulheres que amam mulheres e, sobretudo, celebrar nossa existência! A todas que tiveram que sangrar para que hoje pudéssemos seguir vivas e orgulhosas. É por elas! É por nós! É para todas, todos e todes!" Sob direção de Simone Beghinni , o espetáculo expande os limites da cena tradicional. Para Beghinni, "o palco é um lugar de urgência, onde se pode questionar, criar e transcender. É uma lente de aumento que coloca a humanidade em xeque, um reduto para (re)invenção." O projeto foi contemplado pelo edital emergencial "EVOÉ! RJ" , da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, via Lei Paulo Gustavo . A peça é uma celebração artística que aponta para as lutas ainda necessárias, combinando humor, sensibilidade e representatividade. SOBRE O CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar. SERVIÇO: Temporada: 10 de janeiro a 2 de fevereiro de 2025 Quando: de quinta a sábado às 19h, domingo às 18h Duração: 85 minutos Classificação: 16 anos Ingressos: Gratuitos - disponíveis na bilheteria física ou no site do CCBB ( bb.com.br/cultura ) Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro III Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro (RJ) Tel. (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br Informações sobre programação, acessibilidade, estacionamento e outros serviços: bb.com.br/cultura Confira a programação completa também nas redes sociais: x.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj Assessoria de imprensa do CCBB RJ: Giselle Sampaio (21) 3808-0142 - gisellesampaio@bb.com.br Assessoria de imprensa do espetáculo Lyvia Rodrigues (21) 980615853 – contato@aquelquedivulga.com.br FICHA TÉCNICA: Idealização: Carolina Godinho, Dani Nega e Monique Vaillé Dramaturgia e Roteiro: Verônica Bonfim Elenco: Dani Nega, Carolina Godinho, Iasmin Patacho, Jessica Lamana, Monique Vaillé, Nely Coelho e Verônica Bonfim Direção Artística: Simone Beghinni Direção de Movimento: Iasmin Patacho Direção Musical: Dani Nega Direção de Imagem: Carolina Godinho Cenógrafa: Carla Ferraz Iluminadora: Lara Cunha Figurino: Marah Silva Visagismo e Maquiagem: Diego Nardes Assistente de Visagismo: Lucas Tetteo Assistente de Figurino: Lais Luz Assistente de Maquiagem: Fany Coelho Costureira: Francis Mary Goulart Direção de Produção: Monique Vaillé e Nely Coelho Produção Executiva: Nuala Brandão Produção da Logística do Projeto: Fabíola Godoi Produção de Acessibilidade: Gaby Krüger e Julia Aquino Operação de Luz: Thayssa Carvalho Administração Financeira e Prestação de Contas: Delas Cultural Assessoria de Imprensa: Lyvia Rodrigues | Aquela Que Divulga Programação Visual: Yasmin Lima Mídias Sociais: Sofia Paiva Intérprete de Libras: JDL Traduções Audiodescrição: Riovox Serviços e Organizações de Eventos Registro em vídeo da peça: Bem Medeiros e Rodrigo Menezes Fotos: Íra Barillo Apoio: Espaço Partisan Realização: Delas Cultural, Ginja Filmes, Centro Cultural Banco do Brasil e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Paulo Gustavo. Alex Varela
- Entrevista: Glória Severiano Ribeiro
A beleza é elegância de Glória Severiano Ribeiro Glória Severiano Ribeiro , mulher de muita fé, sofisticada e atuante em eventos filantrópicos. Uma personalidade da sociedade carioca. 1- Olá Glória! Você é uma mulher de fé. Qual é o lugar que a fé deve ocupar no mundo contemporâneo marcado por diversas calamidades? O mundo contemporâneo está com muitas dificuldades. Mas, quando nós nos entregamos e colocamos Deus como nossa direção, a vida fica diferente. Deus é o nosso guia. Nós devemos acordar entregando o dia a Deus que ele conduz a todos nós. Minha mãe assim dizia: "Mostra-me Senhor como queres que eu seja; mostra-me Senhor onde queres que eu esteja, para que eu possa cada vez mais sentir para melhor dizer. " Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as estas coisas vos serão dadas em acréscimo." Família para mim é uma preciosidade mais importante que existe, acompanhado de muita fé. 2- Como você observa o avanço das religiões pentecostais que são bastante intransigentes com as tradições católicas? Respeito todas as religiões. É importante termos fé. Agora, para mim, a fé em Deus, Nossa Senhora, mãe de Jesus, é a mais importante que a nossa fé católica. Mas eu respeito todas as religiões e admiro a seriedade deles e o amor a Deus. 3- Você é uma mulher culta e esclarecida. Como se deu a sua formação? Eu estudei no colégio Sagrado Coração de Maria, em São Paulo, Sacré-Coeur de Marie. Me formei até o clássico. A minha formação, a base mais importante, acho que foi a minha família. Porque eu acredito que a família, como o Papa Joao Paulo II falava, é a base de uma sociedade. E eu procuro estar a par de tudo. Mas o mais importante para mim é a formação que recebemos no lar, em casa, que nos abastece para o resto da vida. 4- Você gosta de viajar! Quais os lugares que você visitou que mais lhe impressionaram? Gosto muito de viajar! Tenho ido muito a Portugal, porque minha filha mora lá. Tenho adorado a cidade. Acho um lugar maravilhoso! Adoro ver as igrejas lindas que tem lá. A paisagem maravilhosa. Adoro Roma, Paris, e New York. Eu considero que cada cidade tem a sua peculiaridade. E é muito gostoso viajar e poder conhecer as tradições de cada lugar. O lindo casal Luiz e Glória Severiano Ribeiro em noite festiva 5- No campo da gastronomia, qual é a cozinha que tem os melhores pratos? Amo comida italiana! Adoro massa, risoto! A minha predileta é a comida italiana! E também amo a comida árabe! E a brasileira também! O arroz com feijão, e a farofinha é maravilhoso! 6- Você tem se destacado a frente de eventos filantrópicos. Quais são as ações filantrópicas que mais lhe interessam? Justifique. Há 65 anos surgia uma instituição com um propósito vivo: combater a pobreza ao promover a autonomia das pessoas, da invisibilidade à inclusão social produtiva . O Instituto da Providência confia que a real mudança acontece quando cada pessoa tem a oportunidade de crescer, aprendendo a cuidar de si para cuidar também dos seus. Acreditamos que o caminho para fortalecer um legado é mudar o futuro. Desejamos que todos nós, que nos apoiamos em rede pela transformação social no Brasil , sigamos em sinergia no rumo de abraçar as mudanças que valorizam a nossa vida. 7- Você é casada com Luiz Severiano Ribeiro, presidente do Grupo Severiano Ribeiro, proprietário de mais de 250 salas no país. A sétima arte te fascina? Que tipos de filmes mais lhe agradam? Você prefere o escurinho do cinema degustando uma pipoquinha, ou a sala da sua residência? Uma frase que o meu sogro falava: cinema é a maior diversão! Eu não consigo me concentrar muito na televisão fico inquieta, mas quando eu chego na telona e vendo um filme, eu viajo junto com ele. Amo cinema! Eu fico feliz de compartilhar com o Luiz. Todos os fins de semana nós vemos os filmes com antecedência para ver a melhor hora de assistir. A minha predileção são filmes mais românticos, que nós sonhamos! Filmes com mensagens positivas. Tenho também vistos religiosos, as histórias da Virgem de Guadalupe, da Nossa Senhora. Cinema é a maior diversão! É o programa que eu mais amo fazer! Glória Severiano e sua linda família reunidos 8- Quais são os seus planos para o ano de 2025? 2025 é um ano santo, que nós ganhamos em dúzia centenária. É o ano da esperança! 2024 foi o da oração! E 2025 é o ano da esperança! E eu como sou uma pessoa muito sonhadora e esperançosa, eu quero entregar esse ano que Nossa Senhora faça um pedido para Deus, que ela interceda, como ela fez nas bodas de Canã, e que ela faça um milagre nesse mundo, que acabe com as guerras, haja paz nos corações, e que o mundo seja melhor. E eu como uma pessoa que acredito, eu falo assim: eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a vossa palavra. Foi quando a Maria disse o sim ao anjo Gabriel. E eu também quero ser uma serva de Deus. Tenho tantos ideais para 2025, tantos sonhos, que eu vou dizer: eu espero que Deus me mostre o caminho que eu deva seguir, e que seja um ano de muita alegria, muita esperança, um mundo muito melhor. Fotos:Arquivo pessoal/Divulgação Chico Vartulli
- Copacabana, a princesinha do mar – Parte 6
Após a inauguração do Copacabana Palace Hotel, Copacabana passava ser conhecida mundialmente. Imagem da Praia de Copacabana - 1928 - IMS O desenvolvimento chegava ao bairro, e nos anos seguintes Copacabana seguiu criando moda, revolucionando os costumes e se consolidando como atração principal na cidade maravilhosa. Muito mais que um bairro, Copacabana representava o glamour, beleza e um estilo de vida. Em 1930, o Mère Louise ou Restaurante Igrejinha estava decadente, em seu lugar, foi inaugurado, em 20 de março de 1935, o Casino Balneário Atlântico, belo prédio em estilo art decó. Anunciado como o Palácio encantado do Posto VI. Sonho maravilhoso dos contos de Sherehazade, viria a preencher uma lacuna existente na mais bela praia do mundo: Copacabana. Foi construído pela Comp. Melhoramentos e Construcções e seu proprietário era Alberto Quatrini Bianchi. Imagem do Cassino Balneario Atlantico - 1935 - Acervo Museu Aeroespacial Antes da inauguração oficial, foi realizado no cassino um baile de carnaval, em 23 de fevereiro de 1935. “O baile inaugural do Casino Balneário Atlântico foi a nota carnavalesca de sabbado passado. Todo o Rio elegante compareceu, por assim dizer, a festa sumptuosa que mobilizou os círculos sociaes da metrópole para o primeiro grande baile do Carnaval de 1935. Luxo. Alegria. Deslumbramento. Delírio. Nos salões do novo centro da elegância, em Copacabana, decorados pelos 96 artistas Gilberto Trompowisky e Luiz de Barros, movimentaram-se as figuras mais expressivas do nosso mundanismo. Focaliza esta página alguns detalhes photographicos da grande festa do Casino Balneário Atlântico, que annuncia para os quatro dias de Carnaval outros bailes igualmente sumptuosos” ( Fon-Fon, 9 de março de 1935 ). Imagem da Inauguração do Cassino Balneario Atântico - 1935 - Revista Fon Fon No mesmo ano de sua inauguração, 1935, o Cine-Varieté, no Casino Balneário Atlântico, passou a receber o público, tornando-se um dos mais chiques e elegantes locais da Avenida Atlântica. Apresentava produções internacionais e nacionais e realizava matinés infantis. Aos domingos eram distribuídos brinquedos para as crianças. Imagem de anuncio do Cine Variete - Cassino Balneario Atlântico Desenvolvimento A implantação dos arranha-céus em Copacabana dividiu as opiniões dos moradores: para uns, os edifícios não passavam de casas de cômodos e pareciam verdadeiros caixões, para outros, eram uma onda de civilização. De qualquer forma, a quantidade de edificações como essas, era ainda pouco expressiva. Os prédios mais altos localizavam-se na Avenida Atlântica, na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e no Lido – os lugares que possuíam maior largura. Imagem da Praça do Lido - Copacabana - Anos 30 - Brasiliana Fotografica Em 1933, já havia 70 edifícios de apartamentos, sendo 7 com mais de 10 andares e 63 com mais de 4 andares. Apesar de ainda existirem muitas casas, o surgimento dos pequenos e grandes prédios foi mudando rapidamente a fisionomia das ruas do bairro. Copacabana teve a sua paisagem marcada pelas construções em estilo art-decó, com a simplicidade das linhas retas, as janelas inspiradas em vigias de navio e guarda-corpos de ferro arredondado. Foi neste bairro que este estilo se mostrou de forma mais expressiva. Até hoje, podemos identificá-lo em alguns prédios: nos vastos halls, nos detalhes em ferro e vidro das portas, nos letreiros e luminárias, nos relevos sutis do concreto das fachadas, nas saliências e reentrâncias… Imagens de edificios em estilo art decó - Praça do Lido - Anos 40 - Arquivo Geral Em 1938, na administração do prefeito Henrique Dodsworth, são concluídos os trabalhos de corte do morro do Cantagalo, ligando Copacabana à Lagoa Rodrigo de Freitas. Imagem da abertura do Corte do Cantagalo - anos 40 - Arquivo Geral A década de 40 viu Copacabana se firmar como bairro chique e sua vida noturna é dividida entre seus dois cassinos. Durante a administração de Dodsworth na prefeitura do Rio de Janeiro, intervenções urbanas atingiram a área da boemia, particularmente na Lapa, colocando abaixo centenas de edifícios, abrindo parques e avenidas, ao mesmo tempo fechando os prostíbulos no Mangue (1942) e reprimindo a boemia malandra da Praça Onze. Logo depois de empossado, em 30 de abril de 1946, o presidente Eurico Dutra, em decreto, proíbe o jogo no Brasil, cassinos (seguindo os conselhos da então primeira-dama, D. Santinha, de que acabasse como aqueles "antros de pouca vergonha"), atingindo diretamente o meio artístico. O Cassino Atlântico fechou as portas por não ter um hotel de sustentação, como era o caso do Copacabana Palace Hotel, que transformou o espaço para shows e outras atividades turísticas. A recuperação viria com uma transferência da boêmia para as boates em Copacabana. Assim surge a nova boêmia em Copacabana, onde o seu templo maior (embora de curta duração e final trágico) foi a boate Vogue. Imagem da antiga Boate Vogue em Copacabana - Anos 40 “Tematizar o bairro de Copacabana dos anos 40 e 50 é resgatar as ambiguidades e tensões de uma nova maneira de viver. Como o bairro mantém um sentido tradicional de antigos bairros cariocas, permanece nele certa relação de convívio por meio de pequenas solidariedades, mas plena de vigilância e controle. ” “Também já se pode perceber uma tendência para novas perspectivas frente ao mundo (um individualismo privatista), novas formas de ser, de agir e de sentir, aliadas à impessoalidade de certas relações, a uma frieza e à expansão crescente da violência urbana. ” – Depoimentos de então moradores do bairro. Nessa época a vida noturna da cidade transfere-se definitivamente para Copacabana e o comércio varejista tinha 793 estabelecimentos, enquanto a população do bairro chegava perto dos 75.000 habitantes. Devido a importância do bairro, na Academia Brasileira de Letras de Janeiro de 1946 havia vários Imortais morando em Copacabana. Copacabana, a Princesinha do Mar, foi eternizada em música de João de Barros, o Braguinha, e Alberto Ribeiro e gravada em 1946, por Dick Farney, tornando-se conhecida no mundo todo, com centenas de gravações. Imagem de Dick Farney em gravação da musica Princesinha do Mar - Anos 40 Naturalmente, com toda essa nobreza e afluência, duas grandes favelas já estavam nas encostas dos seus morros, desde a década anterior: a do Cantagalo e a da Babilônia. O bairro crescia, construções de casas e edifícios eram levantadas e ruas abertas em direção do mar. Imagem de Copacabana - Anos 40 - IMS Na próxima matéria chegaremos aos agitados anos 60 e 70 na princesinha do mar. Não percam! Fontes : @aclubtour Acervo Museu Aeroespacial Arquivo Geral Biblioteca Nacional Brasiliana fotográfica Instituto Moreira Salles André Conrado
- “Mostra Carroça de Mamulengos: Três Gerações de Arte Brincante” estreia em 18 de janeiro, no CCBB Rio de Janeiro
Trupe itinerante criada há 47 anos por Carlos Gomide e Schirley França,Cia Carroça de Mamulengos apresenta três espetáculos do repertório, além de oficina sobre cantos e cantigas e seminário de pedagogia brincante. Fotos dos espetáculos disponíveis neste link Depois de temporadas de sucesso no CCBB Belo Horizonte e CCBB Brasília, a “Mostra Carroça de Mamulengos: Três Gerações de Arte Brincante” chega ao Teatro II do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro , entre 18 de janeiro e 23 de fevereiro de 2025. Os três espetáculos que integram a mostra representam diferentes recortes históricos da Cia Carroça de Mamulengos, trupe itinerante formada por três gerações da família Gomide-França: “O Babauzeiro” remete à origem, “Histórias de Teatro e Circo” consagra o nascimento dos filhos, e “Janeiros” representa a passagem da condução da companhia aos filhos. A realização é patrocinada pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A Cia Carroça de Mamulengos foi criada em Brasília há 47 anos pelo bonequeiro Carlos Gomide e a atriz Schirley França. Desde então, o casal viveu na estrada com seus oito filhos, que nasceram e cresceram em cena. Formada por brincantes, atores, músicos, bonequeiros, contadores de histórias e palhaços, a família já alcança sua terceira geração de artistas. Pais, mães, filhos, netas, noras e genros vivem o desenvolvimento de uma arte que dialoga com a cultura popular do Brasil e do mundo. Representando a origem do grupo, “O Babauzeiro” traz os primeiros bonecos recebidos por Carlos Gomide das mãos do mestre paraibano Antônio do Babau. Essa encenação pode ser considerada o ponto de partida da tradição do mamulengo contemporâneo brasileiro. Em “Janeiros”, o público acompanha o momento em que os filhos assumiram a condução da companhia para contar suas próprias histórias, recriando linguagens e convidando outros artistas para contribuir com suas criações. A grande pérola da mostra é “Histórias de Teatro e Circo”, com cenas que existem há mais de 30 anos. A montagem traz a ancestralidade e a tradição de toda a família Gomide-França para o palco: avós, filhos, noras e netas, totalizando 23 pessoas e muitos bonecos. Mais do que um espetáculo, o público vai encontrar uma tradição rara de se ver, uma trupe de artistas seguindo uma tradição familiar, um modo de vida que atravessa o tempo e a memória. Sobre os espetáculos O Babauzeiro – João Bondade contratou Benedito para cuidar do seu pomar, onde as frutas eram cultivadas e distribuídas para a comunidade. Mané Vou-lá-Hoje vê uma boa oportunidade para ganhar dinheiro fácil. Sabirinho é um passarinho raro (mistura de sabiá com canarinho), e, com Mané por perto, está correndo perigo. Em cena, Carlos Gomide revive o Babau, dando vida a bonecos que foram recebidos das mãos de mestres desse folguedo. No Babau, todas as relações de uma sociedade estão representadas em formas de bonecos: o político e o Estado, o coronel e seus privilégios, o padre e a igreja, o vaqueiro e seu boizinho, o médico e sua influência, o doido e suas loucuras, o policial e o abuso do poder, os empregados e desempregados, deuses e diabos, criando todos os ingredientes para encenações de dramas, comédias, romances e tragédias. Janeiros – Em cena estão os irmãos Maria, João, Isabel e Matheus. Com lirismos e brincadeiras, o espetáculo conta a história de um homem que plantou seu sustento por onde passou. Em suas andanças, ele encontrou a velha mais velha da terra: a Mãe Coragem, que ousou domar o Boi Bravo do Tempo. Vai janeiro, vem janeiro, e os artistas andantes estão na beira de um caminho, decidindo o que fazer da vida, buscando encontrar, entre caixas, memórias e sonhos, o presente que a velha plantou na terra. Histórias de Teatro e Circo - Este espetáculo surgiu a partir do nascimento dos filhos de Carlos Gomide e Schirley França. Traz cenas que já existem há mais de 38 anos, como a da burrinha Fumacinha – que neste momento está sendo interpretada pela décima quinta brincante da família. A montagem traz toda a família Gomide-França para a cena: avós, filhos, noras e netas, totalizando 23 pessoas e muitos bonecos. Mais que um espetáculo, o público vai encontrar uma tradição rara de se ver, uma trupe de artistas que, com quase meio século de vida e arte, segue uma tradição familiar, um modo de vida que atravessa o tempo e a memória. É fino e delicado, mas traz a força da ancestralidade e da tradição. Oficina e seminário Para além do palco, a “Mostra Carroça de Mamulengos: Três Gerações de Arte Brincante” promoverá duas atividades gratuitas, formativas e vivenciais para dialogar diretamente com o público. No dia 25/02, às 11h, no Teatro II do CCBB, as artistas e educadoras Schirley França e Maria Gomide, mãe e filha, realizam o seminário “Diálogos sobre Pedagogia Brincante: a cultura de ensinar e aprender dentro das tradições populares”. No 01/02, às 11h, no Teatro II, será realizada a oficina “Cantos e Cantigas Populares”, aberta a todas as idades. Informações para a participação serão divulgadas em breve no site . . Sobre a companhia A companhia foi criada em Brasília, em 1977, pelo ator, compositor, artesão e bonequeiro Carlos Gomide (Babau). Em 1980, Carlos conheceu a atriz brasiliense Schirley França. Juntos, constituíram família e há 47 anos percorrem o Brasil convivendo com diversos brincantes da cultura popular. Nestes anos de história, a companhia participou de turnês e festivais em todo país, ministrou diversas oficinas e vivências, se apresentou em teatros, praças, feiras e ruas. O grupo reúne em seu repertório as seguintes montagens: “O Benedito” (1980), “Mamulengo é Terno Divino” (1981), “O palhaço Alegria” (1982), “Barraca da União” (1984), “A Engenhosa História da Vida” (1990), “Os quatro elementos” (1992), “Histórias de Teatro e circo” (1996), “Afilhados do Padrinho” (2002), “Felinda” (2010), “Pano de Roda” (2012), “Janeiros” (2015), “Plantão de Utilidade Lúdica” (2022) e “Babauzinha” (2023). Sobre o CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar. Ficha Técnica Histórias de Teatro e Circo Concepção: Carroça de Mamulengos Direção e roteiro: Maria Gomide Direção musical: Beto Lemos Figurinos: Isabel Gomide Cenário: Carroça de Mamulengos Criação e construção dos bonecos: Carlos Gomide Cenotécnica e adereços: Carroça de Mamulengos Brincantes: Carlos Gomide, Schirley França, Maria Gomide, Francisco Gomide, João Gomide, Matheus Gomides, Pedro Gomides, Isabel Gomide, Luzia Gomine, Idália Campos, Gabriela Carneiro, Luiza Silvino, Iara Gomide, Ana Gomide, Helena Gomides, Naiá Gomides, Liana Gomides, Luna Gomide, Amari Gomide Desenho de luz: João Gioia O Babauzeiro Direção, dramaturgia, cenário, cenotécnica e adereços: Carlos Gomide Brincantes: Carlos Gomide, Maria Gomide, Francisco Gomide, João Gomides, Matheus Gomides, Isabel Gomide Figurinos: Isabel Gomide Criação e construção dos bonecos: Carlos Gomide e mestres da tradição Desenho de luz: João Gioia Janeiros Concepção: Carroça de Mamulengos Direção: Rodolfo Vaz Direção musical: Beto Lemos Dramaturgia: Raysner de Paula e Maria Gomide Brincantes: Maria Gomide, João Gomides, Matheus Gomides, Isabel Gomides Cenário e figurinos: Wanda Sgarbi Criação e construção dos bonecos: Carlos Gomide Assistência de direção: Fernanda Vianna e Juliana Pautilla Sonoplastia: Francisco Gomide Contrarregra: Gabriela Carneiro Desenho de luz: João Gioia Ficha Técnica de Produção Direção de produção: Silvio Batistela Coordenação de produção: Ártemis (Ártemis Produções Artísticas) Coordenação administrativo-financeira: Alex Nunes Produção executiva : João Gomides Coordenação Geral: João de Barro Produções Arte Gráfica: Zé Maiaia SERVIÇO Mostra Carroça de Mamulengos: Três Gerações de Arte Brincante Temporada: de 18 de janeiro a 23 de fevereiro de 2025 Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Teatro 2 Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro – RJ Informações: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia-entrada. Bilhetes disponíveis na bilheteria do CCBB ou pelo site bb.com.br/ cultura Histórias de Teatro e Circo Datas e horários: 18, 19, 25 e 26/01 Sábados, às 16h e 19h. Domingos, às 15h e 18h. O Babauzeiro Datas e horários: 01, 02, 08 e 09/02 Sábados, às 16h e 19h. Domingos, às 15h e 18h. Janeiros Datas e horários: 15, 16, 22 e 23/02 Sábados, às 16h e 19h. Domingos, às 15h e 18h. Oficina de Cantos e Cantigas Populares Dia: 01/02, às 11h, no Teatro II Entrada franca Informação para a participação serão divulgadas em breve no site . . Seminário Diálogos sobre Pedagogia Brincante: a cultura de ensinar e aprender dentro das tradições populares 25/02, às 11h, no Teatro II Entrada franca Informações para a participação serão divulgadas em breve no site bb.com.br/cultura . Capacidade Teatro 2: 153 lugares Classificação: Livre. Funcionamento CCBB : De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças). ATENÇÃO: Domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017 Assessoria de imprensa CCBB RJ Giselle Sampaio gisellesampaio@bb.com.br | 21 3808-0142 Siga o CCBB RJ nas redes sociais bb.com.br/cultura | facebook.com/ ccbb.rj | instagram.com/ ccbbrj | x.com/ccbb_rj | tiktok.com/@ccbbcultura Instagram Cia Carroça de Mamulengos: carrocademamulengos Assessoria de iprensa do espetáculo Paula Catunda paula.catunda@gmail.com (21) 98795-6583 Alex Varela
- A tradição de estourar champagne no Réveillon
Reflexões sobre o ritual e o consumo consciente de espumantes A chegada de um novo ano é, para muitas culturas, um momento de celebração, renovação e esperança. Entre as tradições mais icônicas, está o ato de "estourar" champagne ou espumante no Réveillon. Essa prática, associada à prosperidade e alegria, remonta à ideia de que o barulho e a efusividade do momento afastam energias negativas e simbolizam a explosão de coisas boas por vir. Contudo, é importante refletir sobre essa prática, que, além de desperdiçar uma bebida de grande valor, também não respeita o propósito para o qual ela foi criada. Espumantes e champagnes são produtos desenvolvidos com dedicação artesanal e qualidade refinada, concebidos para serem degustados e apreciados em sua complexidade. Estourá-los não apenas desperdiça parte do líquido como também compromete a experiência de saborear essa bebida de forma plena. Champagne x Espumante: Entendendo as diferenças A confusão entre "champagne" e "espumante" é comum, mas são termos que não devem ser usados de forma intercambiável. A principal diferença está na origem e no método de produção. Champagne : O champagne é um tipo de espumante exclusivo da região de Champagne, na França, protegido por denominação de origem. Isso significa que apenas espumantes produzidos nessa região, seguindo regras rigorosas, podem receber esse nome. Ele é feito pelo método tradicional (também chamado de champenoise), que envolve uma segunda fermentação na própria garrafa. As uvas utilizadas no champagne são: Chardonnay : Proporciona frescor e notas cítricas. Pinot Noir : Traz corpo, estrutura e aromas mais frutados. Pinot Meunier : Contribui com suavidade e complexidade aromática. Espumante : Espumante é um termo genérico que abrange qualquer vinho com gás carbônico natural produzido em diversas regiões do mundo. No Brasil, por exemplo, temos excelentes espumantes, especialmente da Serra Gaúcha, que competem em qualidade com os melhores internacionais. Métodos de produção: Tradicional (Champenoise) : Assim como o champagne, a segunda fermentação ocorre na garrafa. Charmat : A segunda fermentação ocorre em tanques de aço inox, resultando em espumantes mais frescos e frutados. As uvas para espumantes podem variar, mas as mais comuns incluem: Moscato, para espumantes mais leves e adocicados. Prosecco (Glera), para espumantes italianos suaves e aromáticos. Chardonnay e Pinot Noir, para espumantes mais complexos. Como consumir champagne e espumantes Para apreciar o melhor de um champagne ou espumante, algumas orientações são essenciais: Temperatura : Sirva entre 6°C e 10°C. Temperaturas mais altas podem prejudicar os aromas e sabores, enquanto muito frio pode "adormecer" as características da bebida. Taça ideal : Prefira taças tipo flute ou tulipa, que preservam as borbulhas (perlage) por mais tempo e direcionam os aromas ao nariz. Abertura correta : O barulho exagerado ao abrir a garrafa, por mais tradicional que seja, não é o ideal. Retire a rolha lentamente, sem deixar o líquido escapar, preservando a carbonatação e evitando desperdícios. Harmonização : Champagnes e espumantes brut combinam com frutos do mar, queijos suaves e aperitivos. Variedades demi-sec ou moscatel harmonizam bem com sobremesas ou pratos levemente adocicados. Uma nova perspectiva para o Réveillon Ao entender a história, o valor e a delicadeza por trás de uma garrafa de champagne ou espumante, podemos transformar a celebração do Réveillon em um momento de maior respeito à bebida e ao trabalho que ela representa. A energia do momento não precisa ser comprometida; um brinde tranquilo e cheio de intenção pode ser tão vibrante quanto o som de uma rolha sendo arremessada. Vamos começar o novo ano com consciência, valorizando não só os rituais que nos conectam, mas também o cuidado e o prazer de saborear momentos únicos. Que cada brinde seja uma celebração do presente e das possibilidades que estão por vir. Cheers! João de Souza
- Aniversário do decorador Carlos Lamoglia no Hotel Nacional-São Conrado/Rio de Janeiro
O decorador Carlos Lamoglia comemorou, na noite de ontem (22/12) seu aniversário no Hotel Nacional com uma festa pra lá de especial. Teve participação artística da Mary Jam, Horta Santana e DJ Scarlet. A produção ficou por conta de Patrícia Lamoglia, bolo de Antônio Maciel e doces da Louzieh, Fabiana Dangelo, Top Sweet, Rosângela Loureiro e Simone dos Doces. A decoração da festa foi com muito brilho e plumas. Todos os convidados estavam brilhando no look, com pedia o convite, Use e abuse do seu brilho. Entre os vários quitutes da festa teve uma estação japonesa, um bar de drinks e uma estação de frios do Hotel. Veja na na galeria de imagens todos os convidados que estiveram no evento. Revista do Villa | Vera Donato
- Enquanto houver histórias para contar, o mundo continua
Estreou a peça teatral Ideias Para Adiar o Fim do Mundo , no teatro Futuros Arte e Tecnologia. A idealização é de Joao Bernardo Caldeira. A peça teatral narra a trajetória de vida de Yumo Apurinã, há seis anos radicado no Rio de Janeiro. Ele é um indígena do povo Apurinã, nascido na Aldeia Mawanaty, no território Cinta Larga, em Rondônia, cuja vida é marcada por um intenso processo de massacre, desmatamento e evangelização. Os aspectos da sua trajetória são cruzados com as obras, falas, o pensamento e a trajetória do líder indígena Ailton Krenak, possibilitando assim a realização de uma reflexão sobre o processo de violação dos povos nativos do Brasil. O texto de Joao Bernardo Caldeira, e de Yumo Apurinã, inspirado nas obras de Ailton Krenak, é denso, profundo, robusto, denunciador, reflexivo, e deixa transparecer a preocupação com os povos originários. Apresenta-se como um grito de alerta contra o processo de aniquilamento, destruição e esmagamento dos povos indígenas e suas tradições. É um texto que clama pela defesa das terras indígenas, pela preservação da floresta, e pela resistência cultural dos nativos. Conforme a fala de Yumo Apurinã durante a sua apresentação enquanto continuamos a contar histórias adiamos o fim do mundo. As histórias narradas representam a vida, a sabedoria, o conhecimento, que é passado de geração a geração, por meio da oralidade, mantendo vivas as suas tradições socioculturais. São os legados vivos da ancestralidade. Portanto, enquanto houver vida, essas narrativas serão contadas e se perpetuarão, mantendo o funcionamento e a dinâmica das sociedades nativas, e impedindo a extinção do mundo. Yumo Apurinã tem uma atuação notável. Ele domina o texto e o palco com segurança e firmeza. Atua e interpreta com uma técnica perfeita. E a esta última alia a emoção. Deixa transparecer uma forte carga emocional, ao colocar para fora a inquietude contra o processo de colonização que o seu povo viveu e continua a viver, processo liderado pelo homem branco, violento e usurpador. A direção é de João Bernardo Caldeira. Ele deixou o ator a vontade no palco, e valorizou as suas interpretações nas diversas cenas, bem como seu gestual e corporal, marcada por sua intensa movimentação pelo palco. Os figurinos criados por Wangleys Manaó são adequados e simples. Deixam transparecer as vestimentas do homem branco no corpo nativo. Ele nao está de tanga e cocar, mas de camisa de botão e calça. Num segundo momento, troca a camisa referida por uma do Brasil. E, em outro momento, fica com o peito nu, mostrando as suas tatuagens. A cenografia criada por João Bernardo Caldeira e Yumo Apurinã é criativa e adequada. No centro do palco há um banco de madeira, e dois elementos aparecem pendurados por fios presos ao teto: uma pedra, e uma escultura com formato do mapa do Brasil. Convém sublinhar que, para os indígenas, a pedra não é somente um material mineral, mas também tem um caráter sagrado, como montanhas, rios, entre outros. A Iluminação criada por Djalma Amaral é adequada, apresenta um bonito desenho de luzes, oscilando entre momentos de claridade, e momentos de escuridão. As composições criadas por Xipu Puri e Felipe Storino, e a música "Um Indígena", de Kae Guajajara e Kandu Puri, deixam transparecer o quanto a sonoridade nativa é agradável e melodiosa. Ideias para Adiar o Fim do Mundo apresenta uma dramaturgia crítica, densa e reflexiva; uma notável atuação de Yumo Apurinã, associando técnica e emoção; e, figurinos, cenografia e iluminação adequados ao espetáculo. Excelente produção cênica! Alex Varela










