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Revista do Villa

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Irreverência e Crítica Politica

Estreou o Auto da Compadecida no teatro Arena Sesc Copacabana.

 

A concepção e direção é de Gabriel Villela, em parceria com o Grupo Maria Cutia.

 

O texto de Ariano Suassuna é irônico, satírico, humor ácido, crítico, se conecta com a política atual, reflexivo, musicado, mescla cultura erudita e popular, valoriza a cultura regionalista nordestina, e as tradições e expressões populares.

 

A adaptação realizada pela Companhia torna a peça ainda mais contemporânea porque foi introduzido no texto acontecimentos de agora, políticos, de comportamento, da nossa sociedade, como, por exemplo, a referência à “papudinha”, ao “Banco Master”, à “lama de Brumadinho”, entre outros fatos.

 

O elenco tem uma atuação notável. Ele é constituído por: Leonardo Rocha como João Grilo; Hugo da Silva como Chicó e Severino do Aracaju;Mariana Arruda como Mulher do Padeiro e Nossa Senhora Compadecida; Dê Jota Torres como palhaço, padeiro e Manuel (Nosso Senhor Jesus Cristo); Thiago Queiroz como Sacristão; Marcelo Veronez como Padre João e o Diabo; Polyana Horta como Antônio Morais e o Bispo. Como podemos observar, alguns atores se revezam em mais de um personagem. E realizam de forma talentosa. Eles estão unidos, entrosados e afinados. São irreverentes e despojados. Eles interpretam com qualidade, e emocionam. Fazem o público rir e se divertir, com o bom humor que deixam exalar. Eles cantam bem, e tocam instrumentos musicais. Empolgam e comovem. Dominam o texto, passando com clareza, e utilizando uma linguagem de fácil compreensão. Dominam o palco, se movimentando intensamente e preenchendo todos os espaços. Estabelecem uma boa comunicação com a público. Portanto, uma atuação de qualidade e arrebatadora.

 

A direção é de Gabriel Villela, que realizou as marcações necessárias e precisas, dando uma direção ao elenco, que atua de forma impactante. Ademais, conforme está redigido no release disponibilizado pela assessoria de imprensa da JSPontes, “A direção de Gabriel Villela funde ao texto de Suassuna humor ácido e estética exuberante que acentua o caráter burlesco da obra. Com abordagem política – sem didatismo ou partidarismo –, o espetáculo revela novas camadas da dramaturgia original, destacando aspectos do Brasil contemporâneo”.

 

Os figurinos e a cenografia criados por Gabriel Villela são de competência, qualidade,  bom gosto, adequada combinação de cores, tecidos estampados, misturando elementos da arte popular e circenses, e apresentando um rebuscamento que remete a arte barroca. Tem um ar carnavalizado, lembrando as produções da artista Rosa Magalhães!

 

A direção musical é de Babaya, Fernando Muzzi e Hugo da Silva, que selecionou e organizou uma trilha sonora que apresenta um conjunto de canções da melhor qualidade da música popular brasileira, que são inseridas no contexto das cenas. Não foram compostas músicas originais  exclusivamente para o repertório da peça.

 

A iluminação criada por Richard Zaira apresenta um desenho de luz que contribui para realçar a interpretação dos atores. A variação luminosa acompanha o contexto das cenas, criando ritmo e dinamismo e complementando as falas.

 

Texto, direção, cenografia, figurinos e iluminação formam um conjunto harmônico e coeso, evidenciando a qualidade do espetáculo.

 


Excelente e Imperdível produção cênica!

 

Alex Varela

 
 
 

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