Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...
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- Assinado protocolo de cooperação entre as Beiras e o Rio de Janeiro
O intercâmbio de empresas e startups é o mote central do protocolo de cooperação assinado entre a presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras (CCRB), Ana Correia, e o presidente da Agência de Promoção e Atração de Investimentos da cidade do Rio de Janeiro (Invest Rio), Alexandre Vermeulen. O documento, conhecido ainda durante o Web Summit Lisboa 2024, visa “estreitar os laços entre as Beiras, Portugal e o Rio de Janeiro, Brasil”. Foto cedida pela CCRBEIRAS Segundo apurámos, Ana Correia está focada em “promover a região Centro de Portugal”, que, para ela, é o “coração” do país. “Enquanto grandes centros urbanos como Lisboa e Porto enfrentam desafios devido à saturação, o Interior de Portugal oferece um terreno fértil para o crescimento de negócios e inovação”, considerou. Esta responsável destacou o potencial das Beiras, tanto no interior quanto no litoral, “como áreas ricas em recursos naturais e oportunidades de desenvolvimento”. “O nosso objetivo é divulgar o potencial das Beiras, atraindo empresários e startups brasileiras que possam contribuir significativamente para o desenvolvimento local, gerando valor e estimulando a economia regional”, explicou Ana Correia, que vê este acordo como “uma oportunidade de colocar o interior de Portugal no mapa global de inovação e investimentos”. Com relação à parceria com a Invest Rio, Ana Correia destaca “grandes oportunidades para os empresários das Beiras se expandirem para o mercado brasileiro, aproveitando o crescente ecossistema de inovação no Rio de Janeiro”. Por sua vez, Alexandre Vermeulen acredita “no potencial do Rio como um destino atrativo para investimentos externos, incluindo os de empresários portugueses”. Vermeulen afirma que “há investidores que veem o Rio como um local estratégico para investir, dado o seu ambiente vibrante e em constante evolução” e a parceria com a CCRB “pode proporcionar um fluxo de negócios benéfico para ambas as regiões, promovendo um intercâmbio de inovação e tecnologia que pode ser transformador”. “Esta conexão é essencial para alavancar o desenvolvimento regional de forma sustentável, posicionando o Interior de Portugal, as Beiras, como um destino atrativo para inovação e investimentos”, acrescentou Ana Correia. De acordo com a presidente do CCRB e o presidente da Invest Rio “os próximos passos desta parceria, orientada há algum tempo por Sergio Almeida, da Prefeitura do Rio de Janeiro, estão sendo planeados com ações concretas para aproximar estas duas regiões, promovendo a colaboração em projetos que beneficiem tanto as Beiras, Portugal, quanto o Brasil”. Ígor Lopes
- Baronesa Diana Macedo e Sérgio Chamone homenageiam Bayard Boiteux
A baronesa Diana lewe Van Aduard de Macedo e Sérgio Chamone, consul honorário da Finlândia receberam um grupo de convidados para almoçar na bonita residência de verão do casal, o Jasmine Hill, em Teresópolis. O evento foi realizado para homenagear Bayard Do Coutto Boiteux em função do trabalho que desenvolve em prol da divulgação do Rio de Janeiro, através do projeto Embaixadores de Turismo do Rj. Os convidados foram recebidos com espumantes e salmão defumado com pães, preparados pelo próprio Sergio e puderam degustar um almoço feito a medida do glamour necessário de um petit palais. Diana surpreendeu a todos com um bolo para comemorar o aniversário de Bayard. Veja quem passou por lá. (fotos divulgação) Diana Macedo, Alicinha Silveira e Marco Rodrigues Viviane Fernandes Bayard Boiteux, o consul da República Domicana Roberto Rubio e Matheus Oliveira Rawlson de Thuin e Kate Lyra A cantora Hanna, Sylvia de Castro, baronesa Diana Macedo, Orlanda Freire, Verônica Parente e Viviane Fernandes A consul da Bélgica Caroline Mouchart, Bayard Boiteux e Kate Lyra Ralph Camargo, Sérgio Chamone e Paulo Neves Aloysio e Joana Teixeira com Chico Vartulli Matheus Oliveira Bayard Boiteux, Sérgio Chamone, Viviane Fernandes, Diana Macedo e Matheus Oliveira Diana Macedo, Sumaya Neves, Sérgio Chamone e Caroline Mouchart, consul da Bélgica Roberto Rubio e Verônica Parente Ana Luiza e Ralph Camargo com os anfitriões Hanna, Marcelo Daher, Diana, Sérgio e Joana e Aloysio Teixeira Revista do Villa | Divulgação Rio
- Inteligência Artificial nas organizações
Autor ressalta a importância da Inteligência Artificial, mas a prioridade é focar no “Bem-Estar e Felicidade” das pessoas no ambiente de trabalho. Pedro Ramos acompanha, há anos, a realidade das empresas nos países de língua portuguesa e diz que a “experiência do colaborador” é crucial. Pedro Ramos, CEO da KEEPTALENT Portugal O CEO da KEEPTALENT Portugal, Pedro Ramos, PhD em economia de empresas, revelou considerar, num recente artigo, a Inteligência Artificial (IA) uma realidade como instrumento para a gestão de pessoas, mas “é importante sublinhar que a IA deve ser vista como um complemento à interação humana, e não como uma substituição”. Este especialista fez um balanço de 2024 e as tendências para 2025, refletindo sobre alguns esforços a serem realizados para o ano novo, como a melhoria da gestão de pessoas nos países de língua portuguesa, mas não apenas para transformar as organizações com foco no “sucesso empresarial”, mas sobretudo promover “o florescimento humano em todas as suas vertentes”. Para Pedro Ramos, também mestre em sociologia do emprego, é urgente a compreensão dos gestores e líderes a estas tendências. Ele frisa a importância de se produzir um projeto futuro de gestão de pessoas na lusofonia, adotando uma abordagem com foco na experiência do colaborador e o seu bem-estar, tendo a IA como um instrumento para a “diversidade cognitiva”. Referente à “experiência do colaborador”, crucial para o autor, realça ser uma prioridade para as corporações de língua portuguesa. Como palestrante de gestão de pessoas em Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique, Ramos identificou nos empresários brasileiros e portugueses a compreensão de que uma gestão capaz, mais produtiva, considera a satisfação do colaborador no ambiente de trabalho. Com várias consultorias prestadas ao longo da sua carreira, em 2024 Ramos constatou, em relação à evolução da gestão de pessoas nos países de língua portuguesa, “vários desafios e inovações que moldaram a forma como as organizações lidaram e lidam com os seus colaboradores, privilegiando a experiência do colaborador, o bem-estar e a felicidade no ambiente de trabalho”. Ramos reforça: “os colaboradores são o ativo mais valioso das organizações” e, por isso, os gestores devem implementar “iniciativas que promovem a saúde mental e física, o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, assim como o desenvolvimento pessoal contínuo”. São ações demonstradas em 2024 não apenas como “uma tendência passageira, mas uma necessidade estratégica para a atração e a fidelização de talentos”. O autor observa o dia a dia das pessoas nos seus ambientes de trabalho com afazeres cada vez mais dependentes do digital para torná-los mais dinâmicos, mas ele distingue para 2025 o trabalho marcado pela “felicidade” e não subjugado a “uma questão secundária”, mas ser encarada como força de “produtividade e inovação”. Ramos insiste: “As empresas que investirem na promoção do bem-estar emocional e na criação de experiências significativas para os seus colaboradores estarão mais bem posicionadas para enfrentarem os desafios do futuro”. (Foto: cedida pelo entrevistado) Ígor Lopes
- Petrópolis Hotel: o retrato do ocaso de uma região
O Petrópolis Hotel no ano de sua inauguração. 1924. Almanak Laemmert. Foto autor não identificado. Acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro O Petrópolis Hotel foi inaugurado formalmente no dia 15 de agosto de 1923. Sua entrada era pela rua Frei Caneca, número 92. Os seus 60 quartos, em sua maioria com a frente voltada para a então chamada rua do Areal, atual rua Moncorvo Filho, possuíam água corrente, telefones e eram finamente mobiliados. No primeiro andar, existia um restaurante-café, com uma bomboniére, de onde se embarcava no elevador que servia os 3 andares do prédio e seu terraço. Este contava com um bar e um espaço para festas. De lá, o hóspede podia aproveitar uma boa vista da Cidade Maravilhosa da década de 1920. A rua do Areal em direção ao Campo de Santana. 1924. Revista da Semana. Foto autor desconhecido. Acervo BNRJ Para a época, era uma boa localização. Ficava perto da Praça da República, em sua antiga configuração, sem o corte da futura avenida Presidente Vargas e da estação ferroviária da Central do Brasil. Era servido por várias linhas de bondes que faziam ponto nas imediações. Tinha como vizinho o recreativo Luzitano Club , da rua Frei Caneca, com suas vesperais dançantes, animadas por jazz-bands . A rua do Areal no ângulo oposto. Ao fundo o hotel Petrópolis. 1924. Revista da Semana. Foto autor desconhecido. Acervo BNRJ Na mesma rua, na esquina oposta, da rua do Areal com a Praça da República, estava o casarão do Conde dos Arcos, antigo prédio do senado imperial e da República Velha, que funcionou ali até dezembro de 1924, depois, no ano seguinte, foi transferido para o Palácio Monroe. O Palácio do Conde dos Arcos e senado da República. 1919. Almanak Eu sei tudo. Foto de autor desconhecido. Com modificação. Acervo BNRJ Hermeto Lima, erudito e historiador, deixou memória escrita sobre a antiga rua do Areal. Antes, era rua das Bôas Pernas, assim chamada pela dificuldade de transpor a via coberta por areia. Depois, foi renomeada Barão de Paranapiacaba, mas o nome não vingou. A rua ganhou seu nome definido por ordem do prefeito Carlos Sampaio, em 1921, em homenagem ao pediatra Moncorvo Filho, fundador da Assistência à Infância do Rio de Janeiro, que funcionava quase em frente ao hotel. O Dr. Moncorvo Filho. 1922. Jornal O Social. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ Em fevereiro de 1923, o prédio estava à venda, anunciado pelo antigo dono como “acabado de construir” e “próprio para hotel ou pensão". Tinha originalmente 48 quartos, 4 lojas térreas. A sociedade no hotel foi constituída pelos sócios Manoel de Almeida e o capitão Manoel Quintella, que já era do ramo, firma registrada para “comércio de aposentos mobiliados”, sob a firma Almeida & Quintella, com capital de Rs 80:000$000 - oitenta contos de réis. Funcionou em “soft opening” desde junho de 1923 até agosto. Vista aérea do Rio. Em destaque o Campo de Santana e em vermelho o Hotel Petrópolis. 1938. Sem autor. Acervo Museu Aeroespacial. Guarda Brasiliana Fotografica Durante algum tempo, foi ponto de comemorações, réveillons e, lógico, bailes carnavalescos. A festa de Momo de 1924 foi organizada com a construção de vários coretos ornamentados em frente ao prédio do hotel, baile à fantasia no terraço e uma batalha de confete desde o Campo de Santana até a Avenida Mem de Sá. Uma comissão julgadora, composta por membros da imprensa, dava notas para os foliões e para o desfile de automóveis. Batalha de Confete na praça 11 de junho. 1922. O Malho. Foto autor desconhecido. Acervo BNRJ Apesar de ser descrito como “elegante”, era um hotel com preços módicos e não tinha condições de competir com os grandes estabelecimentos do centro, como o Avenida, na Avenida Rio Branco. Além disso, a construção de opções de luxo, como o Glória, inaugurado em 1922, ou o grande Copacabana Palace, em 1923, apontavam para uma nova configuração do setor hoteleiro do Rio de Janeiro. O Hotel Avenida. c 1920. Coleção Gilberto Ferrez. Foto Augusto Malta. Custódia Inst. Moreira Salles A degradação foi rápida. Certamente as lojas térreas não pertenciam aos sócios. Já em 1924, Abílio Vieira & Companhia abriram uma fábrica de caixotes no mesmo endereço, serrando, martelando e acabando com o sossego dos hóspedes. Revista Vida Carioca. 1924. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ Os problemas maiores começaram no final da década de 1920: penhoras de bens para pagamento de impostos e títulos protestados. O hotel passou a se chamar “Rio Petrópolis”, em 1926. Em 1929, o vizinho Luzitano Club fecha as portas. Um novo dono, Manoel A. Affonso, é notificado por infração de posturas municipais: o elevador do prédio estava “funcionando em desacordo com a lei”. Em 1938, veio o golpe final. O então primeiro delegado auxiliar da capital, Dr. Frota Aguiar, enviou um ofício ao chefe de polícia, o sinistro Filinto Muller, pedindo o fechamento de vários hotéis do Rio de Janeiro, por irregularidades, pois estavam funcionando com finalidade diferente do que estava previsto nas suas licenças. Dentre eles, o Rio Petrópolis. Para piorar, os gerentes do negócio foram acusados de facilitação da “prática de lenocínio” - exploração ou facilitação da prostituição. O chefe de polícia da capital. Filinto Muller. 1934. Revista Criminal. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ O delegado Auxiliar Frota Aguiar. 1934. Revista Criminal. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ Algumas reaberturas, melancólicas, foram tentadas. Com outros nomes, o ponto acomodou, em 1941, o Panamá Hotel, “rigorosamente familiar”, oferecendo “salas e quartos” para aluguel. Em 1947, o prédio passou por reformas e o negócio de hotelaria reabriu sob o nome de Rio Negro. O estabelecimento foi comprado por evangélicos e oferecia descontos para pastores, em 1951. Com o mesmo nome, mudou de dono várias vezes, mas nunca perdeu a fama de “barra pesada”. Em 1958, uma gangue de ladrões paulistas, sob o comando do vulgo “Promessinha", foi presa no local. No final da década de 1960 foi comprado por espanhóis, agora renomeado de Hotel Guisande. Foi fechado no mesmo ano, sob a velha alegação de local de favorecimento à prostituição. Aspecto atual. Fachada da esquina de rua Frei Caneca com Moncorvo Filho. Fotos do autor Hoje o prédio é residencial, descaracterizado e em péssimo estado de conservação. Quase um “estudo de caso”, o ponto sofreu com a franca decadência da zona central da cidade, com o deslocamento dos atrativos turísticos, com a mudança daquilo que se costumava chamar de “sala de visitas do Brasil”, definitivamente de malas prontas para a zona sul do Rio e suas praias. Aspecto atual. Fachada da rua Moncorvo Filho. Fotos do autor Aspecto atual.Entrada da rua Frei Caneca. Fotos do autor Aspecto atual. Fachada da esquina de rua Frei Caneca Imagem Google Maps Após anos de negligência, foi assinada a lei complementar número 229 de 2021 que instituiu o programa “Reviver Centro”, da prefeitura do Rio de Janeiro. O projeto tem a intenção de recuperar a zona central da cidade. Logrou êxito em alguns eixos viários do centro, com a reconfiguração do porto, retrofit predial, ressignificação de velhos edifícios e a construção de novas unidades habitacionais. No ano de 2024, foi anunciada uma grande revitalização do Sambódromo e a derrubada do elevado 31 de março, quase vizinhos do antigo hotel Petrópolis. Que as obras tragam dias melhores para a região. *BNRJ - Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. #riodejaneiro #rioantigo #historia #memoria #history #hotel #hoteis #centrodorio #ruafreicaneca #arquitetura #carnaval #revivercentro #sambodromo #filintomuller #retrofit #resignficação Flavio Santos
- Entrevista: Cláudio Wanderley (Casa da Guia Cascais)
NATUREZA, HISTÓRIA, ARTE, DESIGN, GASTRONOMIA, LOJAS, LAZER E SERVIÇOS. A CASA DA GUIA é um local único, de referência e dos mais bonitos que poderá visitar em Cascais. Situada na antiga Quinta dos Condes de Alcáçovas preserva ainda o seu emblemático Palace te do séc. XIX, totalmente recuperado em 1999 pelo arquiteto/empresário Cláudio Wanderley . À saída de Cascais, a caminho do Guincho, na falésia, a Casa da Guia estende-se até ao Farol da Guia e é contemplada pela imensidão do Oceano Atlântico. Tanto o nascer como o pôr do sol são neste espaço espetáculos inesquecíveis. De fácil acesso a pé ou de carro é ainda servida, de autocarro e de uma ciclovia para bicicleta e pedestres que liga a Marina ao Guincho passando pelo Museu Condes Castro Guimarães e pela famosa na Boca do Inferno. Nestes dois hectares à beira-mar pode desfrutar de vários restaurantes, cafés e Lojas. Pode ainda admirar a magnífica vista a partir das esplanadas, terraços e jardins ou do anfiteatro ao ar livre. Um local com uma variedade de atrativos se pode passear, fazer compras, almoçar, jantar ou simplesmente relaxar lendo ou usufruindo da companhia dos seus amigos.No interior do Palacete encontra uma na inúmera variedade de lojas quase todas com vista para o mar ou jardim. Nosso espaço foi concebido para oferecer ao público, lojistas e parceiros um ambiente acolhedor, tranquilo e sofisticado, que valoriza o convívio, a beleza arquitetônica e o total respeito pela natural que o envolve. Venha passear ou fazer compras à Casa da Guia e deliciar-se num dos nossos restaurantes. Encantar-se com a paisagem e sinta o que faz desta Casa um local muito especial. Cláudio Wanderley – Arquiteto/ Empresário 1 - Conte por favor sua experiência pessoal e profissional, o que faz atualmente em Portugal e visão interna na sua qualidade de vida? Com 80 anos, sou arquiteto brasileiro Claudio Wanderley levo uma vida cheia, e não tenho vontade de parar. Ao longo da carreira assinei projetos no Brasil, em França, Espanha, Marrocos ou no Senegal, e continuo a trabalhar em novas ideias. Proprietário da Casa da Guia , onde reabilitei o palacete e a propriedade, tornando um sítio que estava fechado e à venda há vários anos, numa zona com má fama e prostituição, num espaço comercial aberto a todos, com restaurantes e lojas – e uma vista extraordinária sobre o mar. 2 - Qual condição turística atualmente em Lisboa e Cascais? Sai do Brasil há mais de meio século, mas ainda carrego o sotaque carioca. Tenho experiência universitária no Brasil e quando mudei para a Europa, tive encontros com uma Lisboa "da Idade Média” e os trabalhos em projetos importantes como o da Herdade da Comporta ou a renovação dos Champs Elysées, em Paris. Radicado no Estoril desde 1989, explico como cheguei à Casa da Guia — uma antiga propriedade fidalga, pertencente aos marqueses de Rio Maior primeiro e aos condes de Alcáçovas depois, mandada construir por um marido por causa da saúde débil da mulher, que ali poderia beneficiar dos ares do mar — e o que deseja para o futuro deste que se tornou num dos pontos obrigatórios a visitar no concelho de Cascais. 3 -O que busca neste segmento Turismo para agregar as demandas no seu estabelecimento comercial Casa da Guias (Cascais)? Pensei em fazer um anti-shopping. Porque estávamos na época dos shoppings, não paravam de abrir. Então resolvi fazer um anti-shopping com o espaço exterior, com os restaurantes com esta vista, com este clima... Foi difícil no começo, mas depois pegou. Depois tornou-se difícil conseguir lojistas aqui para dentro do palacete. Chegámos a fazer uma exposição de peixes do Aquário Vasco da Gama aqui dentro, foi preciso inventar... E aos poucos foi atraindo pessoas cá para dentro. Levou algum tempo até estabilizar. 4 -Como encontra o número de brasileiros últimos 10 anos, que vivem atualmente em Portugal? E quais as áreas de consumo que mais procuram em Portugal? Há uns 10 ou 15 anos. E agora muito pouca gente troca isto, porque é um espaço agradável e diferente. Como dizia o Luís XIV, "depois de mim, o dilúvio, que se lixe" [risos]. Mas seguramente vai continuar porque aqui não se pode fazer nada habitacional. Para ser rentável, tem que se manter dois hectares e meio de bosque, um jardim. Tudo isso tem um preço caro. Ou é uma casa particular de uma pessoa com muito dinheiro que cuida do jardim, ou é algo que tem uma rentabilidade... E inclusive assim é mais democrático, porque qualquer pessoa pode vir ver o mar e almoçar com esta vista. 5 -Como é vista a conexão de Portugal junto Brasil relação a mão de obra, moradia e estilo de vida? Gostei de Portugal pelo desafio que era o desfasamento com o resto da Europa. Lembro-me de atravessar a linha do comboio e havia uma mulher com uma bandeirinha vermelha, nem sinais havia... Eu achava isso um charme. Tinha amigos que diziam: 'eu não fico aqui nem morto!' Mas eu achava simpático. E também venho de um país em desenvolvimento, o Brasil. Hoje, acho que só há uma passagem com bandeirinha, infelizmente. E assim foi, comecei a ter projetos interessantes. Um deles foi a Comporta, que hoje está na moda. 6 -Neste período que está morando em Portugal, qual sua visão referente parte política e socioeconômica? Qual benefício traz para Casa da Guias – Cascais? A ideia foi logo transformar a Casa da Guia num espaço comercial, aberto ao públicoSim, porque eu não iria morar aqui sozinho com dois gatos [risos]. Era muito grande. Para ter viabilidade comercial, a inspiração foi a Casacor, e deu certo. No início não: era uma tragédia. Quem é que vinha alugar um espaço comercial aqui no meio do mato, meio abandonado? Mas, aos poucos, lá conseguimos. https://casadaguiacascais.pt/ casadaguia@hotmail.com João Paulo Penido
- Parabéns, Fernandinha!
Fernanda Torres fez história ao se tornar a primeira brasileira vencer o Globo de Ouro (Golden Globes) como melhor atriz pela sua atuação no filme "Ainda Estou Aqui", do cineasta Walter Salles. A cerimônia ocorreu no dia 5 de janeiro de 2025, no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Com a presença do diretor Walter Salles, do ator Selton Mello, que interpretou o Deputado Rubens Paiva, esposo de Eunice (Fernanda Torres) no filme, Fernanda Torres, surpreendeu e ganhou o Globo de Ouro, concorrendo ao lado de grandes nomes da indústria, como Angelina Jolie, Nicole Kidman e Kate Winslet, a brasileira foi a vencedora pelo trabalho como Eunice Paiva em "Ainda estou aqui", demonstrando o reconhecimento internacional de seu talento. Fernanda Torres foi a grande vencedora do Globo de Ouro e que deixou muitos brasileiros em êxtase com essa gigante conquista. Essa foi a primeira vitória brasileira em uma categoria de atuação no prêmio em Filme Dramático. Este é um grande marco para o cinema brasileiro. O filme "Ainda Estou Aqui" também foi indicado na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. A atriz brasileira impressionou no tapete vermelho com um elegante vestido preto com mangas e penteado sofisticado, enquanto suas concorrentes também chamaram atenção com seus looks imponentes. Esta indicação, e essa vitória representa um passo importante para o cinema brasileiro, abrindo caminhos para futuras gerações de atores e atrizes brasileiros. Parabéns aos governos que investem em cultura. Gilson Romanelli
- E o GLOBO DE OURO vai para... FERNANDA TORRES!
Fernanda Torres, de 59 anos, foi a vencedora do prêmio de melhor atriz em filme de drama, na noite deste domingo (5), no Globo de Ouro 2025. Em seu discurso, a atriz relembrou que Fernanda Montenegro, sua mãe, passou pela premiação há 25 anos. Fonte: Canal UOL Revista do Villa | Em Destaque
- Entrevista: Josier Marques Vilar
Josier Marques Vilar em momento de trabalho o presidente da Associação do comércio 1- Olá Josier! Você é médico e empresário. Como é possível conciliar essas duas atividades? Já não exerço a atividade médica assistencial que fiz por 25 anos. Como legado da minha profissão, trouxe para a ACRJ a empatia, a inovação e a esperança de que é possível o Rio voltar a ser um lugar atrativo para se “Viver, Trabalhar, Empreender, Investir e Visitar”. 2- Quando e por que você deixou apenas de atuar como médico, e passou também a ser um empreendedor na área da saúde? Quando percebi que poderia contribuir ainda mais implementando conceitos modernos de gestão baseados na Inovação na saúde, através de minhas atividades empresariais. 3- Quais são as dicas que você poderia dar para os médicos ou técnicos da área de Saúde que abriram seus negócios na área e ter um bom funcionamento? Não transigir com aspectos éticos e Morais Pensar e agir sabendo que aparentemente todos gestores fazem coisas semelhantes mas que sempre existem maneiras diferentes e melhores para um mesmo procedimento administrativo ou operacional. Nunca se acomode. Como diz um ditado africano: “todos os dias um leão e uma gazela despertam na África. A gazela sabe que precisa correr mais rápido que os leões para não ser devorada. E o leão sabe que precisa correr mais rápido que a mais lenta gazela pra não morrer de fome”. 4- Como se deu a sua formação médica? Qual é a sua especialização? Sou formado em medicina na UFF, onde fiz residência e mestrado. Posteriormente fui professor concursado de Clínica Medica por 22 anos. Sou clinico de formação. 5- Como médico, você poderia comentar sobre sua trajetória no campo? Foi uma ótima experiência. Aprendi muito observando, examinando e tratando pessoas. Fomentei o que existe de melhor na natureza humana através da pratica medica: a gratidão, a compaixão e o humanismo. Na Associação do comércio, um flash exclusivo de Josier Marques 6- Como você analisa a área da saúde no Brasil? Muito complexa. Temos um setor público (SUS) e um Privado (Saúde Suplementar) desconectados e que muitas vezes geram desperdicios por falta de integração dos dados e das informações. O nosso grande desafio é garantir o acesso de forma equânime a todos e medir os resultados dos desfechos clínicos, para implantarmos melhorias continuas. 7- Você foi eleito em maio de 2023 para o cargo de presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Como está sendo a experiência do exercício do cargo? Uma excelente e nova experiência. Estamos conseguindo reunir importantes lideranças empresariais da cidade e do Estado para que possamos retomar o protagonismo econômico e empresarial para o Rio de Janeiro. 8- No exercício do referido cargo, quais são as diretrizes que norteiam a sua atuação, e as suas principais iniciativas? No 1º ano do meu mandato, procurei arrumar a casa para o necessário crescimento e iniciar a restauração do nosso histórico e belo prédio, tombado pelo Patrimonio Histórico. Agora, já no 2º ano, estamos dando andamento a diversos projetos focados nos micro, pequenos e médios empresários do Rio de Janeiro, que são quem efetivamente necessita de nosso apoio. 9- Você poderia comentar sobre a Associação Comercial do Rio de Janeiro, sua estrutura, quem a integra, seu funcionamento, sua área de atuação, entre outros? É a mais antiga associação empresarial do país. Foi fundada em 1809 por Dom João VI, e teve como seu 3º presidente o maior empresário brasileiro do século 19, o Barão de Mauá. O Barão é quem inspira todos os presidentes da ACRJ a seguirem sua saga desenvolvimentista e seu compromisso com o RJ e o Brasil. Em honra ao Barão de Mauá tenho tentado dar minha contribuição. A ACRJ é formada por um Presidente, um quadro associativo de aproximadamente 1000 sócios, um conselho diretor, um colegiado de vice-presidentes, um conselho fiscal, um conselho superior formado por beneméritos e 25 conselhos empresariais temáticos, que são a mola propulsora da ACRJ. 10- Quais são os seus projetos futuros? Vamos investir fortemente na inteligência artificial para dar apoio aos micro, pequenos e médios empresários em suas tomadas de decisão e criar o *Ninho do Empreendedor* em uma loja em nossa sede, para dar apoio a todos os empresários e empreendedores que necessitam de ajuda para desenvolver seus negócios. Estou muito esperançoso que o Rio em pouco tempo tenha através da ACRJ um ecossistema empresarial forte, gerador de riqueza e empregos. Nosso gargalo é a segurança pública. Se o governo federal assumir a coordenação das políticas públicas de segurança através da implementação do SUSP em parceria com o governo do Estado e prefeituras da região metropolitana, venceremos esse desafio. No seu posto, o estimado e competente Josier Marques Vilar Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação Chico Vartulli
- Monólogo “Mata Teu Pai”, com Debora Lamm, ganha nova temporada no Sérgio Porto
Monólogo “Mata Teu Pai”, com a atriz Debora Lamm, volta ao circuito carioca depois de cinco anos Com direção de Inez Viana e texto de Grace Passô, peça faz curta temporada entre 10 e 26 de janeiro, no Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto. (Crédito das fotos: Rodrigo Menezes) Indicada como melhor atriz ao Prêmio Shell 2024 por sua atuação em “Último Ensaio”, espetáculo que celebra os 15 anos da Cia. OmondÉ, Debora Lamm está de volta ao teatro com outra montagem da companhia, o monólogo “Mata Teu Pai”, que estreou em 2017 e estava longe dos palcos cariocas havia cinco anos. Com direção de Inez Viana e texto de Grace Passô, a peça é inspirada em uma das mais conhecidas personagens da dramaturgia grega, Medeia – e tem muito a dizer sobre os dias atuais, nos quais imperam o retrocesso e a intolerância. A encenação se baseia no discurso de Medeia, no qual o público tem papel fundamental. Junto com a atriz Debora Lamm, estão em cena As Meninas da Gamboa – um grupo de dez senhoras com mais de 65 anos, moradoras da região da Gamboa, no Rio. Elas formam um coro, espécie de inconsciente de Medeia. Para além de um paralelo sobre o mito, Grace Passô recria a sua feiticeira, performada por Debora Lamm, e a insere nos dias de hoje, criando assim um debate sobre a condição da mulher. Também propõe uma mudança na história, inaugurando uma nova perspectiva e versão para o mito. “É um texto que revê a ótica da Medeia como expatriada, como uma mulher que vive sozinha, cuida dos filhos sozinha. A peça revê a condição da mulher e questiona a postura do Jasão, mas sem perder a estrutura trágica”, diz Debora. “Ela não sofre por ele com aquele amor romântico idealizado. Sofre pela postura dele, ela virou mãe solo”, completa. Medeia está em movimento, vive em meio a escombros da cidade onde agora está. Encontra mulheres: síria, cubana, paulista, judia, haitiana. Se vê na mesma condição de imigrante. Algumas tornam-se suas cúmplices, outras suas algozes. Percorre um caminho interior, no qual decide que quem tem que morrer é ele, Jasão, que a desprezou e tirou seu direito de ser sua mulher. Ela tem consciência de seus direitos e luta por eles. “Esta peça é a voz de várias mulheres. A Grace usa a história da Medeia para falar de muitos temas, especialmente sobre o patriarcado. ‘Mata Teu Pai’ é mata o patriarcado”, diz Inez, que fez atualizações na montagem para a reestreia. O cenário original não existe mais: agora há uma mesa, e Inez entra em cena para fazer duas ações e operar a luz ao lado do palco. A peça “Mata Teu Pai” é a primeira de uma trilogia (ainda não concluída) concebida e dirigida por Inez Viana e escrita por Grace Passô. Sexto espetáculo da Cia OmondÉ, primeiro em forma de monólogo, a peça estreou nacionalmente em janeiro de 2017, no Espaço Cultural Sérgio Porto. A segunda peça da trilogia chama-se “Mata Teu Pai, ópera balada” e estreou no Sesc Pompeia, em 2022. Em 2025, o espetáculo fará temporadas nas unidades do CCBB de Belo Horizonte e Brasília. Ficha Técnica Texto: Grace Passô Direção: Inez Viana Atriz: Debora Lamm Participação: As Meninas da Gamboa Direção de produção: Bem Medeiros Produção executiva: Matheus Ribeiro Iluminação original: Nadja Naira e Ana Luzia de Simoni Adaptação de iluminação: Sarah Salgado e Iaiá Zanatta Direção musical: Felipe Storino Direção de movimento: Marcia Rubin Foto e vídeos: Elisa Mendes e Rodrigo Menezes Realização: Eu + Ela Produções Artísticas Produção: Cia OmondÉ SERVIÇO Espetáculo: “Mata Teu Pai” Temporada: de 10 a 26/01 de 2025 Local: Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto ( Rua Humaitá, 163 – Humaitá ) Dias e horários: sextas e sábados às 20h. Domingos às 19h Duração : 80 min. Classificação etária: 14 anos Informações: (21) 2535-3846 e 98587-0494 Capacidade: 130 lugares Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia) Nas redes sociais Instagram: @asmedeias | @omonde Assessoria de imprensa Catharina Rocha ( catharocha@gmail.com ) (21) 99205-8856 Paula Catunda ( paula.catunda@gmail.com ) (21) 98795-6583 Alex Varela
- Copacabana, a princesinha do mar – Parte 7
Imagem da Orla de Copacabana - Anos 50 A década de 50 marcaria Copacabana com três acontecimentos importantes: o atentado a Carlos Lacerda, em 5 de julho de 1954; a morte de Aída Cury, em 14 de julho de 1958; o nascimento da Bossa Nova, em 1958 com a gravação do disco Canção do amor demais por Elizete Cardoso, cujo acompanhamento era feito pelo violonista João Gilberto, com uma nova forma rítmica, uma batida diferente, logo batizada de Bossa Nova. João Gilberto tornou-se depois cantor e o papa da Bossa Nova, reconhecido no mundo inteiro. A Bossa Nova nasceu na Avenida Atlântica, na casa de Nara Leão, onde a partir de 1956, jovens da classe média, como: Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Carlinhos Lyra e outros, em torno de cervejas e sanduíches se reuniam para cantar. Imagem de Nara Leão - Anos 50 Nesse mesmo ano, um incêndio determinava o fechamento de um dos mais famosos edifícios de Copacabana, o Vogue, na Avenida Princesa Isabel, cuja boate Vogue era frequentada pela alta sociedade carioca. O edifício Vogue pertencia ao industrial Francisco Atalaia e a boate ao Barão Von Stuckart que na tragédia estava em Buenos Aires... Imagem da Boate Vogue Copacabana - Anos 50 Imagem do incêndio da Boate Vogue em 1956 Dois anos depois o Rock and Roll é lançado no Brasil, justamente em Copacabana, no Copa Golf onde hoje é o Shopping Cassino Atlântico. Do Leme ao Posto Seis, Copacabana torna-se definitivamente centro de lazer da cidade. Haviam 06 cinemas, o Bob’s, a varanda do Hotel Miramar, a Colombo, a piscina do Copacabana Palace, as missas do Padre Barbosa, a Americana, o Bar do Frederico (no andar térreo da boate Fred’s) e o Scaramouche (em frente ao Bob’s). O roteiro da noite incluía 36 restaurantes, 4 teatros, 3 lanchonetes (snack bars), 2 clubes e 20 boates (night clubs). Imagem do Hotel Miramar com sua badalada Varanda - Anos 50 A partir dos anos 50 também houve um grande “boom” hoteleiro do bairro, impulsionado grande parte pela Rede Othon de Hotéis. Imagem do saguão do antigo Hotel Olinda Othon - Avenida Atântica Os Hotéis Othon (fundado em 1943 por Othon Lynch Bezerra de Mello), construíram diversos hotéis no bairro, como o Hotel Olinda, Hotel Califórnia e Hotel Lancaster na Avenida Atlântica, além do Hotel Castro Alves na Praça Serzedelo Correia, respectivamente nas décadas de 50 e 60); fazendo com que a hospitalidade brasileira ficasse ainda mais renomada. A expansão seguiu pelos anos 70 e 80, sendo a única rede de hotéis possuir 6 hotéis próprios na Avenida Atlântica, totalizando 8, somente no bairro. Imagem do antigo Hotel California Othon - Avenida Atlântica Com o alto padrão econômico da população de Copacabana expandiu-se o transporte individual que dividia, com dificuldade, o espaço de acesso ao bairro, com ônibus e bondes. O desenvolvimento da indústria automobilística, recém-criada no Brasil, fez com que a construção de prédios com garagens e estacionamento. As famílias de classe média cuja aspiração era atingir um status convencionado pela sociedade de então, procurava morar em Copacabana, mesmo que fosse em pequenos apartamentos. Em menos de duas décadas verificou-se a necessidade de abrir novos túneis, dentro do bairro. O primeiro ligava, em 1960, a Rua Barata Ribeiro à Rua Raul Pompéia, hoje denominado Túnel Sá Freire Alvim. Esse foi um ano de grandes modificações, que visavam a melhoria do trânsito de veículos em Copacabana. Imagem da inauguração do Tunel Sá Freire Alvim - Copacabana - Anos 60 O presidente da República, Juscelino Kubitschek, comemorava o quarto aniversário de seu governo e o Rio de Janeiro deixaria, dali a alguns meses, de ser a capital do país, uma vez que a inauguração de Brasília já estava marcada para 21 de abril. No dia 30 de janeiro, após a inauguração da pista de alta velocidade do Aterro do Flamengo, o presidente Kubitschek, juntamente com o prefeito do Distrito Federal, Sá Freire Alvim, inauguravam a duplicação da Avenida Princesa Isabel, possibilitando a ligação do túnel Marques Porto, ou Túnel Novo, com a Avenida Atlântica por mais de uma pista. Para essa duplicação da pista, foi necessária a implosão de um prédio, a primeira da cidade. Imagem da inauguração da duplicação da Avenida Princesa Isabel - Anos 60 Com a transferência do Distrito Federal e sua capital para Brasília, o Rio de Janeiro ressentiu-se muito, pois todos os órgãos oficiais, ministérios, Câmara e Senado se transferiram para lá e, por extensão, Copacabana também sentiu os efeitos do impacto sofrido na cidade. “Quero ser pobre sem deixar Copacabana”, a frase define a paixão pelo bairro, mas Brasília, a nova capital federal, acenava para todos que quisessem crescer com ela. Billy Blanco, compositor de música popular brasileira – por diversas vezes cronista do Rio de Janeiro, nas suas obras musicais -, contrário a esse êxodo, compôs “Não vou pra Brasília”, samba lançado em 1957. Em 1963, outro túnel era entregue ao trânsito, cada vez mais pesado, de Copacabana, ligava as ruas Tonelero e Pompeu Loureiro, e recebeu o nome de Túnel Major Rubem Vaz. Imagem da construção do Tunel Major Rubem Vaz - ano 1963 A aspiração de viver em Copacabana, inclusive para as classes sociais menos favorecidas, fez surgir os edifícios com os apartamentos conjugados, de dimensões mínimas, tipo JK, numa alusão às iniciais do presidente Juscelino Kubitschek, mas, na realidade, queria dizer “janela e kitnete”. O mais importante bairro da cidade transformara-se numa verdadeira selva de prédios, que se reproduzia de maneira vertiginosa e muitas vezes desordenada... Na próxima matéria chegaremos aos agitados anos 70 e 80! Não percam! Fontes: @aclubtour Arquivo Geral Biblioteca Nacional Brasiliana fotográfica André Conrado










