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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Uruguai: Entidade brasileira fortalece “Funcex Mercosul” em fase decisiva das negociações UE-Mercosul

    Foto: divulgação A Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), com sede no Brasil, formalizou a mudança de designação da “Funcex Uruguai” para “Funcex Mercosul”, num momento em que União Europeia (UE) e o Mercosul procuram concluir, ainda este mês de dezembro, um acordo comercial negociado há mais de duas décadas. O entendimento UE-Mercosul pretende criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo tarifas, propriedade intelectual, compras públicas, sustentabilidade e regras para circulação de bens e serviços entre os quatro países fundadores sul-americanos e os 27 Estados-membros europeus. A Funcex, uma das referências históricas na produção de dados, índices e estatísticas do comércio exterior brasileiro, foi também a primeira entidade do setor autorizada a se internacionalizar. Este percurso reforça a sua posição como base técnica utilizada por empresas, governos e organismos internacionais para análise das cadeias de exportação e importação do Brasil. A instituição mantém um acervo de indicadores com quatro décadas de séries, que sustentam estudos de competitividade e política comercial. A decisão de transformar a “Funcex Uruguai” em “Funcex Mercosul” resulta da expansão coordenada por João Carlos V. de Marco, diretor regional da Funcex em São Paulo e responsável pela unidade uruguaia. Hoje, segundo fontes, o Uruguai consolidou-se como centro regional para operações de trading , serviços corporativos, logística, tecnologia e inovação, beneficiando de estabilidade institucional, segurança jurídica, regimes fiscais e ecossistemas qualificados. Estes factores atraem multinacionais que utilizam o país como plataforma para operações globais. O presidente da Funcex, Antônio Carlos Pinheiro, salienta a relevância deste reposicionamento perante o novo ciclo económico internacional. “A Funcex acompanha de perto o movimento entre a União Europeia e o Mercosul e a dinâmica crescente com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, disse este responsável, destacando que a fundação está a reforçar instrumentos de análise para apoiar empresas que observam oportunidades nos dois blocos. Esta mesma fonte sublinha que a Funcex Europa, em funcionamento a partir de Portugal, permite aprofundar a ligação entre Brasil, Portugal, CPLP e mercados europeus. Através da “Funcex Mercosul”, a fundação pretende articular contactos e aproximações entre o Brasil e o mercado europeu, servindo ainda de ponte técnica e estratégica entre a América do Sul, a Europa e os países lusófonos. “Vamos criar conexões entre os dois mercados, com foco nas relações entre Brasil e Portugal, sem esquecer os países de língua portuguesa em África. A ideia é acompanhar negociações, mapear fluxos comerciais e apoiar investimentos num momento decisivo para o comércio internacional”, finalizou Antônio Carlos Pinheiro. Ígor Lopes

  • “Sorry, Baby”: quando a primeira cena já te pede o coração

    A primeira cena de “Sorry, Baby” já me ganhou. Há filmes que começam mostrando algo; este começa sentindo. Nesse instante, eu entendi que Eva Victor, em sua estreia como roteirista e diretora, tinha um domínio raro: o de construir emoção sem pressa, sem truque, sem show.   A história, à primeira vista, parece simples. É uma jovem tentando retomar a vida depois do que o roteiro chama apenas de “o ruim”, “o acontecido”, como se nomear fosse diminuir o que houve. Acho que é um filme sobre seguir, mas seguir não como “superação inspiradora”, como vemos em Hollywood. É seguir como um processo irregular, cru, cheio de vitórias pequenas, cheio de tombos silenciosos. É um filme íntimo: a dor existe, mas não define todos os minutos da personagem, e isso transforma tudo numa experiência muito mais humana. E é exatamente aqui que o roteiro brilha. A cena do banho é uma obra de arte! Agnes procura apoio na amiga para ver se ela mesma entende o que houve, qual o limite que ela permitiu até ver a enorme violência que aconteceu.    Eva Victor escreve a vida real: interrompida, contraditória, irônica, engraçada quando não devia, vulnerável quando ninguém está olhando. A estrutura em capítulos funciona como pequenas ilhas emocionais de momentos isolados nos quais vemos Agnes tentando tocar o cotidiano, ensaiando uns afetos, rindo sem querer, adotando um gato, enfim: é gente. Cada capítulo é um fragmento que parece solto, mas o roteiro costura tudo com uma precisão linda de ver, revelando aos poucos o mapa emocional dessa protagonista.   Uma das coisas que me impressionou foi como Eva Victor escolheu não mostrar o que aconteceu com Agnes, mostrou o tempo passando na fachada da casa. Não tem a crueldade na tela, a violência é na fala crua. Essa decisão parece até um respeito de uma mulher, a Eva, por outra, a Agnes. É bonito, narrativo e tão poderoso. A cena mais intensa é justamente verbal: é Agnes contando, aos pedaços, o que viveu. O roteiro controla cada pausa, cada repetição e é nesse controle que surge o impacto. Não é um grito. É um sussurro que rasga. “Sorry, Baby” não é sobre o trauma, e sim sobre o que a gente faz com ele. Cláudia Felício Roteirista, escritora best-seller e e crítica especializada em cinema

  • Associação da Imprensa do Brasil realiza a 14ª edição do Troféu AIB de Imprensa

    Consolidada como uma das premiações mais tradicionais de reconhecimento aos agentes dos segmentos de jornalismo, comunicação, arte e empreendedorismo no país, a 14ª edição do Troféu AIB de Imprensa reuniu profissionais da mídia, personalidades e representantes de diversos setores da sociedade. O evento ocorreu no Sheraton Grand Rio Hotel & Resort, no Leblon, Zona Sul do Rio, e celebrou aqueles que se destacaram ao longo do ano em iniciativas que fortalecem a imprensa, a cultura e o desenvolvimento social.   Na categoria Televisão e Jornalismo, o prêmio de Melhor Apresentadora de Jornal Matutino foi concedido a Silvana Ramiro, do Bom Dia Rio, da TV Globo. Sophie Charlotte recebeu o reconhecimento de Melhor Atriz de Novela por sua atuação em “Três Graças”, também da TV Globo. O programa Fantástico foi eleito o Melhor Programa de Variedades. O título de Personalidade da Imprensa 2025 foi entregue a Roberto Cabrini, apresentador do Domingo Espetacular, da Record.   No segmento de Cinema, o prêmio de Melhor Filme Brasileiro foi para “Ainda Estou Aqui”. Em Rádio, a JB FM 99,9 foi escolhida como a Melhor Rádio FM do Rio de Janeiro. Na área de Mídia e Comunicação, o Grupo Band recebeu o reconhecimento de Melhor Grupo de Comunicação 2025.   No universo esportivo, o Troféu AIB homenageou Arthur Antunes Coimbra, Zico, como Grande Ídolo do Futebol Brasileiro. A Comenda da Ordem do Mérito AIB foi entregue a Sintia Gomes, gerente-geral do Sheraton Grand Rio Hotel & Resort. Entre os Empresários do Ano, foram celebrados Eduardo Bicalho, da BeOffices; Julio Monteiro, CEO da Megamatte; José Koury, idealizador do Barra World Shopping; e Rondenele Mesquita Mourão, do Bar Esperança, tradicional reduto nordestino do Rio. Também foram concedidas Moções Honrosas a Agostinho Teixeira, Alexandre Accyoli, Alfredo Lopes, Ana Cristina de Lemos Santos, Antônio Fernando de Sousa Lemos, Beto Filho, Cida Moraes, Fabíola Domingos Campos, Jansen dos Santos Oliveira, Júlio Sergio de Magalhães, Marcus Antônio Silva Soares, Michael Nagy e Wanderley Rebello. Na categoria Mídia Online, o canal Canal do Rio foi destaque. O programa “O Rio Bom D+”, jornalístico e de entretenimento da Record Rio, exibido aos sábados às 13h, também recebeu reconhecimento especial. O secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro, Gustavo Tutuca, marcou presença entre os homenageados da noite.   Para conferir todos os detalhes da 14ª edição do Troféu AIB de Imprensa e a cobertura completa do evento, acesse o site oficial da Associação da Imprensa do Brasil: aibnews.com.br   Nando Andrade

  • Lisboa: Evento na Embaixada da Guiné Equatorial impulsionou cooperação económica com Portugal

    Imagem: Sofia Lourenço (dir.), presidente da Associação Mais Lusofonia, e o embaixador da Guiné Equatorial, Tito Mba Ada, durante o evento em Lisboa. Foto: divulgação A Embaixada da República da Guiné Equatorial em Lisboa acolheu uma ação de prospeção ao mercado da Guiné Equatorial, um encontro que contou com o apoio da Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro (InovCluster) e da Câmara Municipal de Castelo Branco, no passado dia 17 de novembro. A iniciativa contou com a presença de várias personalidades de relevo, tais como o embaixador da Guiné Equatorial, Tito Mba Ada, o embaixador da Guiné-Bissau, Artur Silva, a presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Nelma Fernandes, o adjunto da AICEP, Rui Lourenço, e dois autarcas do município de Castelo Branco: Leopoldo Rodrigues (presidente) e Christelle Domingos (vereadora). Para Sofia Lourenço, presidente da Associação Mais Lusofonia, que também esteve presente, este “grandioso evento” teve como principal objetivo “fortalecer laços comerciais entre os países e valorizar o que Portugal tem de melhor, em especial Castelo Branco”.   Esta líder associativa concluiu agradecendo “a confiança da Embaixada da Guiné Equatorial com o compromisso de sempre agregar valor às relações entre os países de língua portuguesa”.   Ígor Lopes

  • Entrevista: Breno Ferreira

    Apresentação Breno Ferreira é professor de skate na Vila Olímpica Radialista Apolinho. Começou como voluntário em um projeto social em São Cristóvão e hoje soma mais de duas décadas dedicadas ao esporte, à educação e ao desenvolvimento de crianças e jovens. Breno, como nasceu a sua vocação e sua relação profissional com o skate? Comecei a andar de skate com 15 anos. Logo conheci um representante da prefeitura que criou um projeto social em São Cristóvão, e eu comecei a dar aulas lá como voluntário. No início era uma brincadeira — eu só ajudava a garotada a treinar — e, quando percebi, já estava fazendo faculdade de Educação Física, já estava trabalhando no projeto com carteira assinada. Isso foi em 2002, e estou nisso até hoje. O skate é esporte, é lazer… como você enxerga essa dualidade? É esporte e é lazer. Hoje já estou aposentado, mas quando eu era mais novo a gente andava muito nos picos de rua, que são os obstáculos que as pistas tentam reproduzir: uma borda para deslizar, uma rampa para descer, uma escada para pular. Antigamente não tinha tantas pistas de skate, então éramos obrigados a aprender na rua mesmo. Como no balé, muitas crianças começam cedo por causa do desenvolvimento técnico. No skate também é assim? : Qualquer esporte praticado desde cedo dá mais técnica e mais responsabilidade ao aluno. Eu comecei “velho”, com 15 anos. Uma criança de 7 tem muito mais chance de chegar mais longe, até sonhar com Olimpíada, como a Raíssa Leal e outros atletas. E a presença das meninas no skate, que antes era rara? Hoje a gente vê uma cena muito diferente. Isso é o fator Raíssa Leal. A fadinha mudou tudo. Depois que ela apareceu, competiu em campeonatos mundiais e começou a ganhar, inspirou muitas meninas a começarem a andar. Antes o skate era visto como coisa de menino, marginalizado, ou de quem “não era esportista”. Mas quem praticava sempre soube que era esporte de verdade. Ela quebrou o paradigma e abriu portas para outras pessoas verem que existe mercado, existe carreira, que dá para trabalhar com skate. Para quem quer começar no skate, qual é a sua dica? Coragem. Se joga. A gente só vive uma vez. Tem que aproveitar o máximo e fazer o que quer fazer na vida. Se deixar para amanhã, acaba nunca fazendo. Vale para o skate e para qualquer atividade física. Você costuma usar frases hilárias nas aulas. Isso também faz parte da sua metodologia? É um jeito carinhoso de tratar as crianças e também os adultos. Criando um ambiente divertido, eles vão querer estar aqui. Eles não têm obrigação de vir, como numa escola. Então a gente tem que tratar bem, brincar, e ao mesmo tempo passar a técnica do skate com responsabilidade. Tudo isso cria um ambiente confortável para eles aprenderem. Crédito Entrevista produzida por Delcio Marinho & ChatGPT para a Revista do Villa. Delcio Marinho

  • Rio de janeiro: melhores eventos e homenagens é lançado no Fairmont Copacabana

    O Fairmont Copacabana recebeu mais um lançamento de livro :Rio de Janeiro  Melhores  Eventos e Homenagens,da editora Quiça books  lotou o salão Copacabana . Os convidados foram recebidos por Isabelita dos Patins e puderam desfrutar de um vin d'honneur com uma mesa de pastas e pães com espumante e vinhos portugueses . O livro coordenado por Bayard Boiteux e Matheus Oliveira teve a participação de 16 coautores como Márcia Melchior ,Sonia Baggetti ,Rosane Palha, a cantora Hanna ,Viviane Fernandes ,Alana Morgana ,Patrick Sabatier ,jesus Abreu ,Alex Gonçalves ,o consul  geral da República Dominicana ,,Roberto Rúbio ,o consul geral geral do México Hector Valezzi,Maurício Diniz ,Ana Cristina Carvalho ,Sylvia Faillace ,Luiz Otávio Pinheiro e Netto Moreira . O evento foi coordenado pela Ascom Divulga Rio e recebeu mais de 180 convidados .vejam nas fotos de Messias Martins quem passou por lá . Bayard Boiteux e Orlanda Freire  Joana Teixeira ,liberado Jr e Zizi Magalhães  Viviane Fernandes e Isabelita dos Patins  Hanna e Marcelo Daher  Bernadete Simonelli e Sylvia Faillace Regina Bogossian e Marcia Wu Ana Cristina Carvalho ,Bayard Boiteux e Martina Farmbauer  Fernando Tostes ,Yvonne Bezerra de Melo e Ana Cristina Carvalho  Rosane Palha e Roberto Rubio Márcia Melchior e Viviane Fernandes Hector Valezzi  Ana Cristina Carvalho Sérgio Costa e Silva e Patrick Sabatier  Eliane Ovalhe e Walther Class Villarino ,,Dorys Daher e Chico Vartulli Sonia Baggetti  Matheus Oliveira  Matheus Oliveira ,Bayard Boiteux ,Constança Carvalho e Marco Rodrigues  Divulgação Rio

  • Brasil: Bernardes Arquitetura, presente também em Portugal, apresenta novo empreendimento no Rio de Janeiro e reforça presença internacional

    Thiago Bernardes, responsável pela Bernardes Arquitetura. Foto: divulgação Com presença consolidada no Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa, o Bernardes Arquitetura avança na sua expansão internacional e apresenta o MARE Ipanema, um novo empreendimento residencial desenvolvido na Zona Sul carioca.   O MARE Ipanema by Bernardes Arquitetura, localizado na Rua Teixeira de Melo, a poucos passos da praia e do Hotel Fasano, reúne 26 unidades compactas - entre double suítes, T1, gardens e coberturas de 42 a 69 m² - num projeto realizado pela Leblon Realty e estruturado pela Piimo Empreendimentos Imobiliários.   Com soluções de sofisticação e funcionalidade, o edifício integra fechaduras eletrónicas, parque de bicicletas, lavandaria, área de pranchas, sistema de segurança com dois portões e carregamento elétrico para carros e bicicletas, o que reflete a assinatura contemporânea de Thiago Bernardes, arquiteto carioca, neto de Sérgio Bernardes, que valoriza o morar carioca: luz natural, leveza, integração com o bairro e soluções funcionais que definem o DNA do escritório. O portfólio do Bernardes Arquitetura inclui também ícones arquitetónicos brasileiros, como o MAR - Museu de Arte do Rio, o Hotel Arpoador, os restaurantes Adega Santiago e Gurumê, o Hotel Fasano Frade em Angra dos Reis e as Villas Fasano em Trancoso.   O lançamento coincide com um cenário favorável do mercado imobiliário e turístico do Rio de Janeiro, que registou 744 mil turistas estrangeiros em 2025 - o maior número em cinco décadas - e prevê alcançar os 833 mil visitantes internacionais no próximo verão, de acordo com os dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo ( Embratur).   A valorização constante da Zona Sul e a crescente procura por residências compactas de luxo reforçam o MARE Ipanema como uma oportunidade estratégica para investidores portugueses interessados em ativos residenciais de elevada liquidez e forte potencial de rentabilidade.   O lançamento do MARE Ipanema surge também num momento de forte atuação do escritório em Portugal, onde Bernardes assina projetos como a Fundação Albuquerque (Sintra), a Casa MMC e a Casa Tejo (Oeiras) e o futuro Edifício Marechal Carmona (Cascais), previsto para ser concluído em 2026.   Ígor Lopes

  • O que fazer quando ganhamos uma garrafa de vinho

    Ganhei um vinho de presente, mas não sei em que ocasião devo abrir a garrafa Aventura em uma garrafa: desvendando o Ripasso della Valpolicella   Nos últimos dias, fui pego de surpresa por uma situação curiosa: uma amiga ganhou um vinho de presente e me perguntou em que ocasião ela poderia abrir a garrafa.   A resposta óbvia, "abra e desfrute", me pareceu primária demais. Em razão do meu temperamento que não gosta de coisas simples, resolvi complicar um pouco e, de quebra, apresentar a Ana Paula  ao fascinante mundo do vinho.   Para tanto, pedi uma foto da tal garrafa. Em instantes, recebi a imagem de um tinto imponente: um Ripasso della Valpolicella . Nada mal para um presente. E que presente ela ganhou, mal sabia ela dos detalhes desse vinho. Puxa vida, não poderia ter sido uma garrafa menos emblemática? Agora, eu tinha que ir além de respostas corriqueiras, acompanhando-a pelos caminhos a serem explorados por este vinho e pela amizade que nos une.   Na verdade, comecei a pegar o fio que conduzia tudo isso – ela ganhou o vinho da agência de turismo que está cuidando de tudo relacionado à próxima viagem que ela tem planejada com o esposo. Nada menos que a terra do vinho. Para minha surpresa (e responsabilidade), a Ana Paula, curiosa por natureza, revelou que ela e o marido têm planejada uma viagem à Itália no ano que. Então, ela queria muito mais que uma ocasião para beber o vinho – ela queria entender a história daquele vinho para saborear com uma peculiaridade de futura expert no assunto.   De repente, a tarefa simples de sugerir um "abra e beba" se transformou na chave para desvendar e explicar uma história milenar  de forma simples, objetiva e bonita para um leigo. Afinal, eu não acredito em um mundo onde a beleza é desprezada.   O BERÇO DO RIPASSO: VALPOLICELLA   Comecei a compartilhar meu conhecimento sobre a região italiana do Vêneto , onde esse vinho, notável por sua técnica, é elaborado. A sub-região é a Valpolicella .   Conta a lenda que os romanos, ao conquistarem as colinas do Nordeste italiano, depararam-se com inúmeras vinícolas dispostas nos vales entre o rio Adige (que corta a cidade Verona) e a cadeia pré-alpina. Foi assim que batizaram o local de "Vales das muitas vinícolas": valli (vales), poli  (muitos) e cella  (lugar onde se faz ou se guarda o vinho). Isso demonstra que a região, super-adaptada a uvas de qualidade, produz vinho há mais de dois mil anos.   O terroir da Valpolicella  é singular: as colinas, o frescor dos ares alpinos, a pureza da água que desce das montanhas e um solo de ótima drenagem. A exposição solar pode ser controlada com vinhedos nas encostas leste ou oeste. Este cenário abrangente oferece aos produtores a possibilidade de criar uvas da mais alta qualidade.   A TÉCNICA ÚNICA: O "RIPASSO"  As uvas Corvina, Molinara e Rondinella  são as responsáveis pela criação do Ripasso. O que o torna especial é a sua técnica de vinificação, que é, de forma muito sucinta, o aproveitamento digno  das cascas e sementes do seu "irmão mais velho" e nobre: o Amarone della Valpolicella . O Amarone é feito com esse mesmo trio de uvas, mas que são secadas em esteiras ou pequenas caixas por meses em galpões ventilados, para concentrar açúcar e sabor, antes de serem fermentadas.   O método Ripasso é uma segunda fermentação : logo após a retirada do vinho Amarone das cascas ele é colocado nos barris para amadurecimento, então o vinho "fresco" da Valpolicella é posto em contato com elas. Em contato se entende que serão misturadas nos tonéis de aço. Esse procedimento de "repassagem" (daí o nome Ripasso , que significa "repassar" ou "reprocessar") aproveita o açúcar residual, os taninos e os sabores remanescentes nas cascas do Amarone.   Degustação e harmonização   Fico pensando na pessoa que presenteou a Ana Paula. Essa agência de turismo tem um sommelier  entre os colaboradores e não sabe. Um Ripasso, especialmente no Brasil, denota um ótimo gosto  e um cuidado em tornar o presente exclusivo. É um gesto que reforça os laços de amizade com uma sutileza que permanece na memória. O que esperar na degustação? Aromas:  um desfile de frutas vermelhas , como cerejas maduras e amora, misturado a notas mais complexas para os narizes treinados, como frutas secas, couro e tabaco. Na boca:  é um vinho amável e aconchegante, relativamente mais doce e fácil de gostar. As frutas vermelhas maduras criam uma festa, mas o retrogosto revela a potência marcante do Ripasso. Este ligeiro amargor, mixado com as notas doces, é o seu grande charme. Harmonização:  por ser um vinho com certa robustez, ele pede pratos mais fortes. Na Itália, eu iria de cordeiro . No Brasil, sugiro carne assada  ou pratos robustos e temperados, como uma costela assada por horas ou um delicioso mignon  ao molho funghi . O que importa, no fim, é o momento  em que esta garrafa será aberta. Qual "besta" sairá deste conjunto de trabalhos e retrabalhos: um ser domesticado, dócil e refinado, ou um brutamontes desengonçado? Qual monstro será criado com toda as tramas e engenhosidade que essa demanda requer? Essa curiosidade, somente minha amiga e seu esposo vão saber. Vou torcer para que ela me convide para o dia em que, finalmente, toda essa saga descritiva tenha fim e ela então prove que tudo que contei é a mais pura das verdades. De fato, eu gostaria é de beber com eles, mas ser invasivo não é o meu forte! Viva de modo intenso e beba lentamente.   Evandro Martini

  • Abertura da Exposição SONHOS CRUZADOS de CLAUDIO EDINGER e BETINA SAMAIA

    Casa proeza anuncia   PROJETO RADAR PROEZA, COM A EXPOSIÇÃO “SONHOS CRUZADOS”, DOS FOTÓGRAFOS BETINA SAMAIA E CLAUDIO EDINGER Cidade, memória e imaginação: as imagens aéreas de Claudio e as paisagens oníricas de Betina se encontram no Rio, sob a curadoria de Ana Fortes e Rogério Reis Abertura no dia 6 de dezembro inclui conversa pública com os artistas e o lançamento de “ Machina Mundi Brasil”, novo livro de Edinger   FOTOS DE DIVULGAÇÃO: https://drive.google.com/drive/u/2/folders/1QGneLGrCA352-BsnbV9P8H5AuVouqPC3 No dia 6 de dezembro de 2025, a Casa Proeza, no Centro do Rio de Janeiro, inaugura “Sonhos Cruzados”, exposição que reúne cerca de 20 obras dos fotógrafos Betina Samaia e Claudio Edinger. Com curadoria de Ana Fortes e Rogério Reis, a mostra marca a abertura do Projeto Radar Proeza — iniciativa idealizada pelas designers e produtoras culturais Ana Fortes e Duda Ballesteros para aproximar fotógrafos, artistas e designers paulistanos do circuito cultural carioca. Na ocasião, será lançado o novo livro de Edinger, Machina Mundi Brasil , com sessão de autógrafos dos dois artistas. “Sonhos Cruzados” apresenta um diálogo que nasce da convivência afetiva dos fotógrafos com o Rio. Carioca de nascimento e morador de São Paulo há décadas, Edinger revisita a cidade a partir de suas paisagens aéreas, fruto de uma pesquisa recente que desloca para o céu o rigor de sua investigação sobre o comportamento humano e a arquitetura urbana. Reconhecido nacional e internacionalmente — com prêmios como a Leica Medal of Excellence (1983/85), o Ernst Haas Award e o Higashikawa Award (Japão) — Edinger consolidou uma obra que atravessa a contracultura, o retrato e, mais recentemente, a fotografia aérea, expandindo constantemente suas fronteiras estéticas. Samaia, paulistana e psicóloga de formação, aproxima-se do território carioca por meio de composições noturnas, ligadas a uma pesquisa que atravessa o inconsciente, as memórias e o processo intuitivo de criação. Ao longo dos últimos anos, recebeu diversos prêmios internacionais de fotografia — especialmente na França e nos Estados Unidos — que destacaram a originalidade de sua pesquisa imagética baseada em luz, sonho e deslocamentos do real. Como escreve Rogério Reis, “Betina nos impulsiona para uma atmosfera surrealista — um lugar utópico, inusitado e onírico. Sua pesquisa nos conecta com o etéreo, onde a ‘fonte de luz’, assim como a predominância da cor azul, são elementos de destaque.” Sobre Edinger, o curador observa que “munido de um simples flash Vivitar, Claudio consolidou-se como um dos melhores retratistas do campo editorial, com técnica de foco seletivo e iluminações inusitadas, ampliando sua investigação para paisagens aéreas realizadas com seus inseparáveis drones.” Para Claudio, a fotografia aparece como o lugar onde o pensamento encontra forma: “Quando comecei a estudar filosofia, entendi que a fotografia respondia todas as minhas perguntas. Ela preserva aquilo que o tempo apaga — conversas, instantes, estados de espírito. A fotografia preserva o conhecimento, e o conhecimento sempre foi o que mais me interessou”, afirma. Betina também parte de uma dimensão subjetiva. Ela fotografa desde criança, mas transformou a prática em atividade profissional em 2006, quando percebeu que a imagem era uma forma de organizar memórias, sensações e atravessamentos pessoais. “Eu sempre fotografei, desde os 12 anos, de maneira intuitiva. Muitos dos meus projetos surgem assim: começo a fotografar sem planejar e só depois entendo o que estava buscando. A noite, a luz filtrada, o infravermelho — tudo isso aparece como linguagem para acessar algo que está no inconsciente”, explica. Seu trabalho noturno, profundamente ligado ao sonho, dialoga com a abordagem de Edinger justamente por revelar outra camada da mesma cidade. Ana Fortes resume essas duas formas de olhar um território: “A altitude, em Edinger, e a escuridão luminosa, em Samaia. Juntos, eles propõem uma viagem pelos contornos visíveis e invisíveis do Rio”. “Sonhos Cruzados” acontece no Distrito Criativo do Centro do Rio, área em plena revitalização cultural, marcada pela abertura de novos espaços expositivos e por iniciativas que ampliam e diversificam o circuito artístico carioca. PROGRAMAÇÃO | Sábado, 6 de dezembro | Casa Proeza 14h — Abertura da exposição 15h —  Conversa com Betina Samaia e Claudio Edinger. Mediação de... 16h —  Sessão de autógrafos: lançamento de Machina Mundi Brasil  e assinatura de livros de ambos os artistas 17h —  Coquetel de abertura   Sobre Claudio Edinger Claudio Edinger (Rio de Janeiro, 1952) é um dos nomes centrais da fotografia brasileira, reconhecido pela pesquisa sobre retrato, comportamento humano e, mais recentemente, pela exploração de paisagens aéreas com drones. Autor de mais de vinte livros, recebeu prêmios como a Leica Medal of Excellence, o Ernst Haas Award e o Higashikawa Award, e exibiu obras no Centre Pompidou, no ICP de Nova York, no MAM São Paulo, no Museu Oscar Niemeyer e em festivais internacionais.   Sobre Betina Samaia Betina Samaia (São Paulo, 1964) é fotógrafa e psicóloga formada pela PUC-SP. Sua produção investiga o inconsciente, a memória e estados de sonho, utilizando técnicas como noite americana, infravermelho e intervenções de luz. Participou de exposições no Brasil, França, Marrocos e Estados Unidos, e publicou livros como Azul , Noite afora/Noite adentro , Multiverso e Amazônia – O Fim do Verde . Sobre a Casa Proeza A Casa Proeza, idealizada pela designer Maria Eduarda Ballesteros, a Duda, nasce na Rua do Ouvidor como um novo polo cultural no Centro Histórico do Rio. Instalada em um sobrado de 1895 e integrada ao programa Reviver Cultural, a iniciativa se desdobra do estúdio de design criado por Duda, propondo um modelo híbrido que une galeria, estúdio, loja, garimpo de móveis e, em breve, um café — um espaço vivo dedicado à criação autoral, ao pensamento contemporâneo e à revitalização urbana. O imóvel histórico foi renovado com projeto da arquiteta Bel Lobo, reforçando a vocação da Casa como ponto de encontro entre arte, design e cotidiano. Mais do que uma galeria tradicional, a Proeza se afirma como um espaço fluido e multidisciplinar que celebra a criação contemporânea em suas várias linguagens. Com programação contínua e foco na fotografia, no design e em práticas curatoriais experimentais, a Casa busca fomentar trocas, receber diferentes públicos e fortalecer a cena cultural do Centro do Rio, tornando-se um ponto de convivência, reflexão e efervescência criativa no coração da cidade. Sobre o Projeto Radar Proeza O Projeto Radar Proeza nasce do movimento contínuo de Ana Fortes, designer e diretora criativa carioca que vive em São Paulo e transita intensamente entre o Rio-SP. Assim como a palavra palíndrome radar, em movimento de ida e volta, a proposta do projeto é ampliar o diálogo entre as duas cidades. Prioritariamente, mas sem se limitar a esse eixo geográfico, o projeto mantém um olhar atento e amplo, buscando grandes nomes da arte e do design contemporâneos para levar ao Distrito Criativo do Rio. Em parceria com Duda Ballesteros, o Projeto Radar Proeza afirma a Casa Proeza como um espaço de encontro e circulação de ideias e criatividade, fortalecendo sua missão em revitalizar o Centro do Rio. SERVIÇO : “Sonhos Cruzados” – Betina Samaia e Claudio Edinger Curadoria: Ana Fortes e Rogério Reis Abertura: sábado, 6 de dezembro de 2025, às 14h Temporada até 7 de fevereiro de 2026 Local: Casa ProezaEndereço: Rua do Ouvidor, 26 – CentroRio de Janeiro | RJ Telefone :   (21) 97135-2520 Instagram: @casa_proeza Horários de visitação:Terça a sexta, das 11h às 18h Sábados, das 11h às 15h   Classificação livre | Entrada gratuita Mais informações para a imprensa: Mônica Villela Companhia de Imprensa(21) 97339-9898 | monica@monicavillela.com.br   Cristina Granato

  • InovCluster e Castelo Branco promovem ações para os mercados do Brasil e da Guiné Equatorial

    InovCluster e o município de Castelo Branco marcaram presença junto do mercado equato-guineense. Foto: divulgação   O município português de Castelo Branco, em articulação com a InovCluster – Associação do Cluster Agroindustrial do Centro, entidade com centenas de associados que reúne e apoia os principais intervenientes do setor agroindustrial, promoveu nos dias 17 e 19 de novembro duas iniciativas estratégicas de internacionalização: uma ação de prospeção ao mercado da Guiné Equatorial e uma missão empresarial Brasil-Portugal.   Prospeção ao Mercado da República da Guiné Equatorial   A sessão de prospeção ao mercado guineense decorreu, no dia 17 de novembro, na Embaixada da República da Guiné Equatorial em Portugal e contou com a presença do embaixador da Guiné Equatorial, do presidente e da vereadora da Câmara Municipal de Castelo Branco, e do embaixador da Guiné-Bissau em Portugal, evidenciando a relevância diplomática e económica da iniciativa.   Participaram também entidades estratégicas, como Nelma Fernandes, presidente da CE-CPLP (Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), e Rui Lourenço Pereira, Diretor-Adjunto da Direção Comercial da AICEP, que esclareceram os procedimentos necessários para iniciar a exportação para a Guiné Equatorial.   Após a sessão de esclarecimentos, foram apresentadas 21 empresas portuguesas do setor agroalimentar, abrangendo vinhos, bebidas espirituosas, azeites, carnes, lacticínios, conservas, padaria e pastelaria, produtos gourmet, compotas e derivados.   A sessão incluiu ainda um momento final de networking e de degustação de produtos, promovendo a interação entre produtores nacionais e representantes guineenses.   Um dos pontos simbólicos do encontro foi a assinatura do Livro de Honra entre o embaixador da Guiné Equatorial e o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, reforçando o compromisso institucional e estabelecendo as bases para a realização de uma futura missão empresarial entre ambos os territórios.   Missão Empresarial do Estado de Santa Catarina   Já no dia 19 de novembro, Castelo Branco recebeu uma missão empresarial do Estado brasileiro de Santa Catarina, organizada em parceria com a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Portugal de Santa Catarina.   A comitiva brasileira contou com 39 empresários de diversos setores, incluindo tecnologia, serviços e imobiliário, que visitaram a cidade do centro de Portugal para explorar oportunidades de cooperação e de intercâmbio empresarial.   A missão teve início com uma sessão de boas-vindas de Leopoldo Rodrigues e com a apresentação da estratégia InvestCB , estruturada em cinco eixos industriais para desenvolver a economia do concelho: agroalimentar, frio, automóvel, tecnologias de informação (IT) e aeronáutica.   Seguiu-se uma visita à Incubadora Industrial de Castelo Branco, com momentos de networking e reuniões B2B, fomentando o diálogo, a troca de experiências e a criação de potenciais parcerias entre empresas portuguesas e brasileiras.   Estas iniciativas do município de Castelo Branco e da InovCluster reforçam assim o papel impulsionador do InvestCB no esforço de aproximar as empresas locais de mercados internacionais, fortalecendo a competitividade do setor agroalimentar português e promovendo relações comerciais sustentáveis. Ígor Lopes

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