Entrevista: Breno Ferreira
- Delcio Marinho

- 12 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Apresentação
Breno Ferreira é professor de skate na Vila Olímpica Radialista Apolinho. Começou como voluntário em um projeto social em São Cristóvão e hoje soma mais de duas décadas dedicadas ao esporte, à educação e ao desenvolvimento de crianças e jovens.
Breno, como nasceu a sua vocação e sua relação profissional com o skate?
Comecei a andar de skate com 15 anos. Logo conheci um representante da prefeitura que criou um projeto social em São Cristóvão, e eu comecei a dar aulas lá como voluntário. No início era uma brincadeira — eu só ajudava a garotada a treinar — e, quando percebi, já estava fazendo faculdade de Educação Física, já estava trabalhando no projeto com carteira assinada. Isso foi em 2002, e estou nisso até hoje.
O skate é esporte, é lazer… como você enxerga essa dualidade?
É esporte e é lazer. Hoje já estou aposentado, mas quando eu era mais novo a gente andava muito nos picos de rua, que são os obstáculos que as pistas tentam reproduzir: uma borda para deslizar, uma rampa para descer, uma escada para pular. Antigamente não tinha tantas pistas de skate, então éramos obrigados a aprender na rua mesmo.
Como no balé, muitas crianças começam cedo por causa do desenvolvimento técnico. No skate também é assim?
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Qualquer esporte praticado desde cedo dá mais técnica e mais responsabilidade ao aluno. Eu comecei “velho”, com 15 anos. Uma criança de 7 tem muito mais chance de chegar mais longe, até sonhar com Olimpíada, como a Raíssa Leal e outros atletas.
E a presença das meninas no skate, que antes era rara? Hoje a gente vê uma cena muito diferente.
Isso é o fator Raíssa Leal. A fadinha mudou tudo. Depois que ela apareceu, competiu em campeonatos mundiais e começou a ganhar, inspirou muitas meninas a começarem a andar. Antes o skate era visto como coisa de menino, marginalizado, ou de quem “não era esportista”. Mas quem praticava sempre soube que era esporte de verdade. Ela quebrou o paradigma e abriu portas para outras pessoas verem que existe mercado, existe carreira, que dá para trabalhar com skate.
Para quem quer começar no skate, qual é a sua dica?
Coragem. Se joga. A gente só vive uma vez. Tem que aproveitar o máximo e fazer o que quer fazer na vida. Se deixar para amanhã, acaba nunca fazendo. Vale para o skate e para qualquer atividade física.
Você costuma usar frases hilárias nas aulas. Isso também faz parte da sua metodologia?
É um jeito carinhoso de tratar as crianças e também os adultos. Criando um ambiente divertido, eles vão querer estar aqui. Eles não têm obrigação de vir, como numa escola. Então a gente tem que tratar bem, brincar, e ao mesmo tempo passar a técnica do skate com responsabilidade. Tudo isso cria um ambiente confortável para eles aprenderem.

Crédito
Entrevista produzida por Delcio Marinho & ChatGPT
para a Revista do Villa.
Delcio Marinho

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