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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

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Resultados encontrados para busca vazia

  • Rio de Janeiro: comunidade portuguesa participou em evento da “Confraria de Saberes e Sabores da Beira Grão Vasco”, de Viseu

    Foto: cedida pela organização do evento. A cerimónia de entronização de dez novos confrades (cavaleiros) e uma comendadora no V Capítulo da Confraria de Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’ foi realizada no dia 1 de dezembro, no Rio de Janeiro. O evento decorreu nas instalações da Casa do Distrito de Viseu, no Rio, tendo sido prestigiado por autoridades governamentais do Brasil e de Portugal, políticos e membros da comunidade portuguesa.   Durante a cerimónia, organizada com o simbolismo da comunidade beirã, foram entronizadas personalidades da comunidade portuguesa no Rio de Janeiro ou a ela ligadas. A confraria agora tem mais de 200 confrades e comendadores.   A vereadora Teresa Bergher, nascida em Penalva do Castelo, aproveitou o encontro e homenageou o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, com o título de Cidadão Honorário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Durante o seu discurso, a vereadora destacou o trabalho que este responsável realiza junto das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, especialmente no Brasil.   Nesta mesma ocasião, Teresa Bergher entregou a Medalha de São Francisco de Assis (III Milênio), a mesma que recebeu o Papa Francisco, quando da sua passagem pelo Brasil, ao Almoxarife José Ernesto Silva, pelo seu trabalho em benefício da aproximação das comunidades portuguesas, bem como na promoção da cultura lusa no mundo.   “Um galardão que me honra. A receber a medalha de S. Francisco de Assis — III Milênio das mãos da minha querida amiga doutora Teresa Bergher, vereadora da Câmara do Rio de Janeiro, com o meu bom amigo, doutor José Cesário. Bem haja. Espero ser merecedor de tamanha distinção”, declarou José Ernesto.   Também foi homenageado com uma moção de congratulações e louvores o jornalista José Luis Araújo, membro da Confraria Grão Vasco, pela sua trajetória profissional na comunicação social, na imprensa, bem como diretor da Gazeta Rural, revista que acaba de completar 20 anos de fundação.   Os organizadores ressaltaram a importância do membro fundador da confraria carioca, António Cordão, “para o sucesso” do V Capítulo da Confraria Grão Vasco no Rio de Janeiro, “o catalisador para que muitas empresas e particulares apoiassem a iniciativa, cuja receita reverteu a favor da instituição. É, também, uma das figuras que dinamiza inúmeras atividades da Confraria e da Casa do Distrito de Viseu, da qual foi seu presidente”.   Além dos nomes citados, prestigiaram o evento a Cônsul Geral Adjunta de Portugal no Rio de Janeiro, Ana Rita Ferreira; o presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas, Flávio Martins; o presidente da Casa do Distrito de Viseu, Maurício Moreira, e a secretária da Confraria, Ane Carolina Botelho, entre outros.   Claudia Pamplona, presidente da Obra Portuguesa de Assistência, com sede no Rio, foi uma das personalidades entronizadas. Ígor Lopes

  • As Polacas – Uma jornada de memórias e silêncios

    Se você está com disposição para se conectar a uma história, vá ver  As Polacas . É um filme de uma potência emocional rara, equilibrando a densidade de um tema histórico sensível com uma narrativa visual sofisticada. O longa é tocante não só por mostrar uma realidade dura, mas também por celebrar a capacidade humana de sonhar e resistir.   Ao retratar a opressão das mulheres dentro de um contexto histórico específico, o filme também lança luz sobre as estruturas sociais que temos até hoje e que perpetuam a violência contra o gênero feminino.   Na telona, temos a história baseada em fatos reais de mulheres judias trazidas para o Brasil no início do século XX com a promessa de uma vida melhor. Tudo mentira e acabaram sendo vítimas de uma rede de exploração sexual. A narrativa é ambientada no Brasil do início do século XX e mergulha no submundo da exploração sexual de mulheres judias, conhecidas como “polacas”. É necessário dizer que, linguisticamente “polaca”, na época, virou um sinônimo pejorativo para prostituta.   O roteiro não é linear e isso dá ritmo e agilidade para uma história super densa. A força do filme não fica por conta apenas de sua narrativa envolvente, mas também na forma como os aspectos técnicos potencializam a experiência do espectador. A fotografia é um show : tem uma paleta de cores que vai dos tons quentes da nostalgia e para os sombrios da tragédia; aí as imagens evocam tanto a beleza dos sonhos quanto a dureza dos pesadelos vividos pelas personagens. Os enquadramentos são íntimos, muitas vezes claustrofóbicos, refletindo o aprisionamento físico e emocional das protagonistas e isso nos coloca pertinho daquelas mulheres. É nessa hora que o diretor faz um golaço.   João Jardim optou por não usar os excessos dramáticos. Segundo o diretor, “ficamos bastante atentos na maneira de filmar, no desenho do filme para que ele fosse um pouco seco. Não que o longa seja seco, é uma história melodramática de uma mãe que tem um filho roubado, mas quisemos dialogar com a dor de forma realista. Então, nos momentos de violência, o filme tem um realismo que o tira do melodrama”.   Apesar de ser exposta, na tela, a dor crua, a direção deixou um espaço para o realismo sensível. É bom demais, como mulher, sentir que a luta da protagonista, que os sentimentos dela conversam com os meus. As conversas sussurradas, os gestos de solidariedade e até pequenos momentos de humor em meio à escuridão criam uma profundidade emocional.    Os diálogos são enxutos e carregados de subtexto conferem uma força poética à narrativa. Além dos diálogos, temos os silêncio s e é aí que o público se conecta ao drama. A emoção decola e convida quem assiste a refletir em um tema que ecoa no presente: a exploração sexual da mulher. “O filme acaba se encaminhando para uma outra história que dialoga com um tema atual: a opressão da mulher. Quando esses elementos estão presentes, há um diálogo com o expectador de uma outra maneira, sai da fantasia e vai para outro lugar. Acho que esta é qualidade do filme: como ele está nos dois lugares no melodrama e no realismo” – disse João Jardim a esta coluna.   A trilha sonora é uma extensão da dor das personagens; ela se entrelaça com os silêncios que não são só meras pausas, mas parecem gritos sufocados por aquelas mulheres sem voz, invisíveis até para os que compartilham sua fé.   Há uma violência multifacetada, que se estende para além dos bordéis. As “polacas” judias enfrentam o desprezo da sociedade em geral e, de maneira mais cruel ainda, são rejeitadas pela própria comunidade judaica, que as vê como uma mancha na sua moralidade. Agora, lembre-se de que estamos falando do começo do século, época em que as mulheres já eram marginalizadas, então, essas “polacas” se tornaram párias duplamente excluídas – por sua condição de prostituição e também por serem mulheres.   A produtora executiva do filme, Iafa Britz, revela que sempre quis contar essa história. “Minha conexão vem tanto da minha descendência quanto da minha experiência como mulher judia. Minha avó era polonesa, assim como minha mãe é descendente de poloneses, e essa herança sempre despertou a vontade de me aprofundar nessas narrativas e histórias. A ideia de fazer o filme nasceu do desejo de dar voz às mulheres cujas histórias e jornadas foram apagadas”.   O elenco entrega performances impecáveis, com destaque para Valentina Herszage, que encarna a protagonista com uma vulnerabilidade e também com uma força que desarma que está assistindo. Cada lágrima parece ecoar dentro da gente e em centenas de outras mulheres esquecidas pela História.   As Polacas  é mais do que um filme; é um convite à memória, um lembrete das feridas históricas que não devem ser ignoradas e ainda teimam em não fechar mesmo tanto tempo depois. Este é o tipo de cinema que não apenas se assiste, mas que se sente. Cláudia Felício

  • Copacabana, A Princesinha do Mar - Parte 4

    A alegria de Copacabana… Imagem de Copacabana - Posto 6 - 1907 - La Mere Louise (a primeira casa a direita , na esquina) - IMS Na esquina da rua da  Igrejinha de Copacabana  ,atual Rua Francisco Otaviano, com a  Avenida Atlântica , no Posto 6, em Copacabana, conhecido como o  cantinho da alegria , havia uma casa cujo dono era, pelo menos desde 1902, Edmundo Bittencourt, proprietário do jornal  Correio da Manhã.  Ele a alugou para a francesa Madame. Louise Chabas, que abriu o restaurante  Mère Louise,  em torno de 1903,   conforme noticiado pelo semanário  Rua do Ouvidor,  de 10 de janeiro de 1903. Foi muito elogiado por sua gastronomia. Na referida edição era sugerido:  um passeio a Copacabana e comer no restaurante de Mme . Louise Chabas, perto da igrejinha, dirigido pelo sr. August Castella onde encontrarão boas iguarias e preços cômodos . Era também um hotel. Imagem do Cabaré La Mere Louise em 1906 - Augusto Malta - IMS O restaurante de Mme. Chabas passou a ser, em 1907, também o cabaré  Mère Louise , que se tornou um dos cabarés mais famosos do Brasil,  à maneira do de Montmartre, em Paris, onde quem saiba fazer algo sobe ao palco e… faz o que sabe! ”.     Segundo o escritor Ruy Castro, o estabelecimento funcionava  ao estilo de um saloon do Oeste americano, com varanda, portas em vaivém dando para o salão, piano, balcão, espelho e mesas, tudo em torno de uma cadeira de balanço da qual Madame Louise controlava o movimento. Apesar do ambiente mais propício a vaqueiros, seus clientes eram a nata letrada e boêmia do Rio: políticos, ministros de Estado, diplomatas, artistas e jornalistas, alguns acompanhados de ‘amigas’ ou admiradoras . Ainda segundo Castro:  Louise conhecia a todos pelo nome e ia de mesa em mesa, falando com cada um. Tal intimidade tornava natural que, em emergências, ela cedesse – pela escorchante diária de 6 mil-réis – discretos aposentos nos fundos para quem precisasse ‘repousar ‘.   Mme. Chabas vendeu o estabelecimento, em torno de 1911, para a Companhia Cervejaria Brahma e continuou funcionando como  Mère Louise ,  onde era oferecido não somente roleta a dez tostões, mas colos e pernas nuas como atrativo estonteante e embriagador de muita alma nova que se corrompe, de muito talento em flor que se esteriliza, de muita promissora atividade que se estiola  ( Gazeta de Notícias , 2 de março de 1911 )     Forte de Copacabana Imagem do Morro da Igrejinha de Copacabana - Posto 6 - 1907 - IMS No mesmo Posto 6 da Praia de Copacabana, depois de várias tentativas não concluídas, o projeto do Forte era retomado em 1908, com o lançamento da pedra fundamental enterrada junto a uma caixa lacrada contendo coleções de selos nacionais, moedas de ouro, de prata, de níquel, de cobre e jornais do dia.   Construído no promontório da Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, sempre viveu ligado à santa, cujas origens remontam ao antigo Império Inca e ao Santuário da Virgem do Lago da Titicaca, na Bolívia. Imagem do morro da Igrejinha de Copacabana em 1910 - Posto 6 - IMS O Coronel Eugênio Franco ,  militar brasileiro, quando ainda era major de engenharia, em 1908, foi o presidente da comissão de construção do Forte de Copacabana. Para a construção do Forte, foi demolida a Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana , que deu origem ao nome do bairro. Imagem da construção do Forte de Copacabana em 1914 - Posto 6 A década de 20 , datam os primeiros edifícios de apartamentos de Copacabana e o   Forte do Leme (atual Forte Duque de Caxias) , que junto com o novo Forte de Copacabana faziam a guarda da princesinha do Mar.   Imagem da Praia de Copacabana em 1920 - Brasiliana Fotografica Três anos após a inauguração da Avenida Atlântica, em 5 de julho de 1922 ,  os revoltosos do Forte de Copacabana ,  atravessaram a Avenida Atlântica , em marcha contra 4.000 soldados governistas. Os amotinados pretendiam fazer um desagravo à prisão do marechal Hermes da Fonseca, ordenada pelo presidente Epitácio Pessoa. Imagem da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana em 1922 - IMS Esta revolta foi ambientada no período em que acontecia a campanha de sucessão ao governo do presidente Epitácio Pessoa. A disputa eleitoral envolveu Artur Bernardes, representante da oligarquia paulista, e Nilo Peçanha, apoiado pelos militares e oligarcas dissidentes do Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. Imagem da Revolta dos 18 do Forte - Copacabana - 1922 - Arquivo Geral Os tenentistas possuíam ideais positivistas, estavam ligados às forças armadas, lutavam por uma política democrática de forma que se posicionavam contra o governo e o sistema oligárquico vigente (poder concentrado nas mãos das elites agrárias tradicionais).   No início da revolta, eram 301 amotinados, no meio 29 e no final 19, dos quais 18 eram militares, a maioria no posto de tenentes, daí nasceu o termo tenentismo. Destes somente Eduardo Gomes  e Siqueira Campos    sobreviveram ao último tiroteio.   Na próxima e imperdível matéria, nasce o glamour de Copacabana! Não percam.     Fontes : @aclubtour Arquivo Nacional Brasiliana fotográfica Instituto Moreira Salles IPHAN André Conrado

  • Brasil: edição inaugural do FliParaíba recebeu elogios dos autores participantes

    Foto: cedida pelo poeta Carlos Seixas O último dia de programação do primeiro Festival Literário Internacional da Paraíba (FliParaíba), que teve lugar em João Pessoa, no dia 30/11, no nordeste brasileiro, celebrou “interculturalidades, sabenças indígenas e africanas e territórios da palavra”. Houve ainda lançamentos de livros e standes de diversas livrarias e editoras. Participante na mesa “Superação e Resiliência – celebração em literatura: resiliência e territorialidade”, o escritor angolano António Quino falou sobre a importância da ancestralidade e do respeito à língua, e de como cada um tem uma missão, sendo a língua um agente de comunicação que nos ajuda nesse processo. “Cada um de nós é um ser físico que representa e corporiza a sua comunidade, o seu país, a sua religião, o seu povo, mas também representa a si. E cada um de nós é ao mesmo tempo, consciente ou inconscientemente, uma entidade espiritual. Cada um tem em si corporizados os seus ancestrais e por isso temos a obrigação de cumprir uma missão que as vezes foge a nossa compreensão”, disse. Por sua vez, o poeta cabo-verdiano José Luís Tavares frisou a importância da língua para a identidade de cada país, e recordou a luta dos países como Angola e Cabo Verde pela soberania das suas línguas nacionais. “Nós temos um território vasto. Portanto, não há uma única língua. É claro que o português é o elo que liga esses territórios, mas ele também pode ser um fator de divisão, como é no nosso país, porque o português não tem sabido conviver com quer as línguas que nasceram do português, que são resultados de um processo histórico, quer as línguas nacionais e dos povos que lá estavam”. E concluiu fazendo uma chamada pela diversidade: “Hoje cada um vai fabricando, vai inventando processo de interiorizar, de tornar coisa própria a língua portuguesa, através da música, da literatura e das outras formas de conhecimento, sem imposições extemporâneas e anacrónicas em termos históricos”. A nossa reportagem conversou com autores que marcaram presença nesta edição inaugural do FliParaíba. Carlos Seixas, poeta brasileiro, residente em Recife, classificou o evento como “bem interessante”, pois houve discussões em torno de temas como “educação e o futuro dos jovens”, sublinhado que a escritora Maria Valéria Rezende “estava preocupada com a falta de leitura dos jovens”. “A leitura é de suma importância para o desenvolvimento da pessoa e, por conseguinte, da sociedade como um todo. A realização desta primeira edição faz com que a cidade de João Pessoa se afirme como um novo polo de disseminação da cultura. A cidade, ao lado de grandes feiras literárias no Nordeste do Brasil, vai se colocar mais ainda como um grande centro de atração para grandes nomes da literatura”, afirmou Carlos Seixas, que, há poucos dias, lançou a obra infantojuvenil “O nome, você inventa”, que leva o selo da In-finita Editorial. Recorde-se que o FliParaíba foi realizado pelo Governo da Paraíba em parceria com a Associação Portugal Brasil 200 anos (APBRA), entidade com sede em Portugal, e que é liderada por José Manuel Diogo. O evento teve como tema central “Camões 500 anos – uma nova cidadania da língua”. Os painéis decorreram nas instalações do Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa, de 28 a 30 de novembro. Ígor Lopes

  • "O Tradicional e o Moderno na Dança do Mestre-Sala e da Porta-Bandeira” estreia em 18 de dezembro, na Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (Abac)

    Idealizado por Luiz Antonio Pilar, espetáculo teatral retrata a trajetóriado casal de mestre-sala e porta-bandeira Rute Alves e Julinho Nascimento, da Viradouro Um dos casais de mestre-sala e porta-bandeira mais festejados do carnaval carioca, Rute Alves e Julinho Nascimento, estrelas da Sapucaí há mais de 20 anos, têm sua história contada e dançada por eles mesmos no espetáculo teatral “O Tradicional e o Moderno na Dança do Mestre-Sala e da Porta-Bandeira”. Idealizada por Luiz Antonio Pilar, com texto de Leonardo Bruno (dupla à frente do premiado musical “Leci Brandão – Na Palma da Mão”), a montagem estreia em 18 de dezembro na Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (Abac), com entrada franca. A direção e coreografia são de Juliana Meziat.  Desde 2018 na Unidos do Viradouro como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho Nascimento e Rute Alves estão acostumados com as multidões da Sapucaí defendendo a bandeira da escola. Desta vez, eles vão estrear em um palco inédito, do teatro. Em cena, os artistas recordam suas trajetórias pessoais e profissionais dançando ao som de diferentes ritmos que fizeram parte de suas histórias na Zona Norte do Rio. Julinho vem de uma família de sambistas (o pai era compositor da Portela). Já na casa da Rute, a família era evangélica e o carnaval não era bem visto, mas essa vocação se desenvolve fora do mundo do samba e ela vai atrás do carnaval.  Permeado por músicas como “Bumbum Paticumbum Prugurundum”, “Maria Helena e Chiquinho” e “O Canto Livre de Angola”, o texto criado por Leonardo Bruno é fruto de longas conversas com o dois e da sua própria relação como jornalista que cobre o carnaval há 20 anos. “Tem a trajetória cronológica deles, mas especialmente o que eles sentiram. Qual foi a sensação de ganhar um título? Qual foi a sensação de ser dispensado por uma escola? As emoções que eles viveram foram muito importantes para nortear o roteiro”, diz o autor. “O bailado do casal de mestre-sala e porta-bandeira é uma tradição brasileira que deve ser valorizada e preservada.”  Ao lerem juntos o texto do espetáculo pela primeira vez, Julinho e Rute se emocionaram e viram um filme de suas vidas. “É algo inovador na minha vida. Penso que é um presente chegar aos 51 anos, vivendo esse momento de maturidade no carnaval, e, ao mesmo tempo, ser presenteado com algo novo tão grandioso”, conta Julinho, que teve sua estreia como mestre-sala aos 16 anos na Escola de Samba Tradição, dançando ao lado da madrinha Vilma Nascimento, história contada no espetáculo. Os figurinos e objetos cênicos criados por Rute vão acompanhando a história dos dois. “Vou levar para a cena o boneco que eu carreguei nas costas no desfile de 2012 pela Vila Isabel. Tenho ele guardado até hoje”, lembra a artista.   Despois das três apresentações (18, 20 e 21 de dezembro) na Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (Abac), o espetáculo terá uma única apresentação na quadra da Unidos da Viradouro, em Niterói, no dia 27 de dezembro.  FICHA TÉCNICA   Texto/roteiro: Leonardo Bruno Coreografia e Direção: Juliana Meziat Elenco: Rute Alves e Julinho Nascimento Atores Narrando em off: Verônica Bonfim e Milton Filho Figurinos: Rute Alves Cenários: Lorena Lima Iluminação: Caio Maciel Contrarregra: Feliphe Santos Identidade Visual: Marquinho Passos Idealização e Direção de Produção: Luiz Antonio Pilar Realização : Lapilar Produções Artísticas Ltda.     SERVIÇO: “O Tradicional e o Moderno na Dança do Mestre-Sala e da Porta-Bandeira” Apresentações : dias 18 (quarta) e 20 (sexta) de dezembro, às 19h.Dia 21 de dezembro (sábado), às 10h. Local: Academia Brasileira de Artes Carnavalescas (Abac)  Endereço : Travessa do Ouvidor, 9 – Centro Entrada franca:   Dia 27 de dezembro, às 18h. Local: Quadra Unidos da Viradouro Endereço: Av. do Contorno, 16 – Barreto, Niterói Entrada franca.   Recomendação etária: Livre Instagram da peça: @adancadomsedapb   Alex Varela

  • Festival Varilux de Cinema Francês chega ao CCBB Rio em dezembro exibindo filmes a preço popular

    A animação ‘Selvagens’ terá duas exibições: dias 14 e 22 (divulgação: Festival Varilux) Em parceria com o CCBB RJ, evento traz longas de sua 15a. edição que passarm por festivais como Cannes. Sinopses dos filmes: Aqui Fotos dos filmes: Aqui Trailers Aqui Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 2024 – O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro ganhou sotaque francês em dezembro. De 14 a 22, em três sessões diárias, 14 produções integrantes da edição do Festival Varilux de Cinema Francês , encerrada em novembro último, foram programadas para o espaço e poderão ser vistas ou revistas pelo público. E o melhor, a preços populares: R$ 10, a inteira. Uma oportunidade única e imperdível para quem não conseguiu acompanhar o evento em sua data original. O festival se orgulha de poder propor a seleção do festival no CCBB, um dos centros culturais mais visitados da cidade e que proporciona ao público uma programação qualificada. Disponibilizar os filmes com preços populares faz parte da nossa missão de democratização do cinema e de formação de novas plateias, comemora Emmanuelle Boudier, diretora e curadora do Festival Varilux . Estarão lá os principais títulos desta edição, entre eles, O Sol por Testemunha, de René Clement, em homenagem ao ícone do cinema francês Alain Delon, morto em agosto último; dois longas do diretor Quentin Dupieux , o filme de abertura de Cannes, em 2024, O Segundo Ato , com nomes como Léa Seydoux, Louis Garrel, Vincent Lindon e Raphaël Quenard, e Daaaaaalí!, protagonizado pelos astros Pio Marmai e Gilles Lellouche; o thriller dramático O Sucessor , de Xavier Legrand , diretor de “Custódia” – ganhador de quatro César em 2019 e premiado em San Sebastián em 23. Também reconhecido com prêmio do júri em San Sebastián, A Fanfarra, de Emmanuel Courcol , é outra atração programada ao lado de A História de Souleymane, de Boris Lojkine. O longa recebeu  prêmios do Júri e de Melhor Ator (Abou Sangare) na mostra Um Certain Regard de Cannes 2024. As crianças – e também toda a família – serão contempladas como a animação Selvagens, de Claude Barras, que aborda a luta contra a destruição de uma floresta.  Para informações sobre o festival, basta acessar: https://variluxcinefrances.com/2024/ O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux, Pernod Ricard/Lillet, Axa, Michelin, além do Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são as Alianças Francesas, a Embaixada da França no Brasil, Air France, Fairmont (grupo Accor), além das distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial. O HOMENAGEADO Ícone do cinema francês, muso d e gerações, o ator Alain Delon, morto em agosto último, é o homenageado desta edição. Para celebrá-lo, será exibido o clássico de 1960 “ O Sol por Testemunha” , de René Clément, cineasta vencedor de dois Oscar por “Três Dias de Amor” (Au-delà des Grilles – 1949) e “Brinquedo Proibido” (Jeux Interdits- 1952). “O Sol por Testemunha”, que revelou Delon aos 25 anos, serviu de inspiração para a identidade visual da mostra. As artes de divulgação foram criadas a partir de uma das cenas do filme: quando seu personagem Tom Ripley está velejando.  Convidado inicialmente para o papel do milionário Philippe, Delon pediu para interpretar o antagonista, de caráter duvidoso e personalidade que acreditava estar mais próxima a dele. O filme, baseado na obra de Patrícia Highsmith, ganhou remake com Matt Damon em 1999 e uma série em 2024. OS FILMES DA MOSTRA CCBB Apenas Alguns Dias - Quelques Jours Pas Plus 2024 / 1h43 / Comédia dramática Com: Camille Cottin, Benjamin Biolay, Amrullah Safi Direção: Julie Navarro Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Arthur Berthier, um crítico de rock relegado às reportagens gerais após destruir um quarto de hotel, é ferido por um policial enquanto cobre a desocupação de um campo de migrantes. Nessa ocasião, ele se apaixona por Mathilde, a líder da associação Solidariedade Exilados. Querendo ajudar e agradá-la, ele concorda em abrigar Daoud, um jovem afegão, pensando que será por apenas alguns dias. A História de Souleymane - L’histoire de Souleymane 2024 / 1h33 / Drama Com: Abou Sangare, Nina Meurisse,Alpha Oumar Sow Direção: Boris Lojkine Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Recentemente chegado em Paris, Souleymane tenta sobreviver entregando refeições de bicicleta. Ao mesmo tempo, ele prepara uma entrevista determinante para a obtenção do asilo e de documentos para poder trabalhar. Mas ele encontra muitas pedras em seu caminho. FESTIVAL DE CANNES - SELEÇÃO UN CERTAIN REGARD PRÊMIO DO JURI PRÊMIO DE MELHOR ATOR - ABOU SANGARE Ouro Verde - La Promesse Verte 2024 / 2h04 / Drama Com: Alexandra Lamy, Félix Moati, Sofian Khammes Direção: Edouard Bergeon Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: 14 anos Sinopse: Para tentar salvar seu filho Martin, injustamente condenado à morte na Indonésia, Carole embarca em uma luta contra os exploradores de óleo de palma responsáveis pelo desmatamento e contra os poderosos lobbies industriais. BOX OFFICE NA FRANÇA: 316 457 Daaaaaalí! 2024 / 1h18 / Comédia dramática Com: Anais Demoustier, Gilles Lellouche, Edouard Baer, Jonathan Cohen, Pio Marmai Direção: Quentin Dupieux Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Uma jornalista francesa encontra icônico artista surrealista Salvador Dalí em várias ocasiões, para um projeto de documentário cuja realização se revela bem difícil e cheia de surpresas. BIENNALE DI VENEZIA 2023 /Hors Compétition BOX OFFICE NA FRANÇA: 482 718 Diamante Bruto - Diamant Brut 2024 / 1h43 / Drama Com: Andréa Bescond, Idir Azougli, Malou Khebizi Direção: Agathe Riedinger Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: 14 anos Sinopse: Liane, 19 anos, ousada e cheia de energia, vive com sua mãe e sua irmãzinha num bairro empoeirado de Fréjus. Obcecada pela beleza e pelo desejo de se tornar famosa, ela enxerga na televisão uma oportunidade de ser amada. O destino finalmente parece sorrir para ela quando é pré-selecionada para o reality show "Miracle Island". ESTREIA MUNDIAL NO BRASIL ESTREIA NA FRANÇA DIA 20 DE NOVEMBRO 2024 FESTIVAL DE CANNES 2024 Seleção oficial Mega Cena - Heureux Gagnants 2024 / 1h43 / Comédia dramática Com: Audrey Lamy, Fabrice Eboué, Anouk Grinberg Direção: Maxime Govare, Romain Choay Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Uma chance em 19 milhões. É mais provável ser atingido por um meteorito do que ganhar na loteria. Para os nossos sortudos ganhadores, o sonho rapidamente vira pesadelo, e suas vidas se despedaçam em um espetacular festival de humor ácido e fortes emoções. BOX OFFICE NA FRANÇA: 424 023 1874, o Nascimento do Impressionismo - 1874, La Naissance de l'impressionnisme 2024 / 1h35 / Docu- ficção Com: Olivier Bonnaud, Marie-Stéphane Cattaneo, Régis Chaussard Direção: Julien Johan, Nancy Hugues Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Em 1874, Monet, Renoir, Degas e seus colegas organizaram sua primeira exposição coletiva de forma independente. Este documentário de ficção revive a história desses jovens pintores que se rebelaram contra o academismo de sua época, traçando o surgimento da revolução impressionista. RECORDE DE AUDIÊNCIA NO CANAL ARTE EM 2024! O Roteiro da Minha Vida - François Truffaut - Le Scénario de ma Vie - François Truffaut 2024 / 1h33min / Documentário Direção: David Teboul, Serge Toubiana Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Truffaut ainda tem muito para nos contar sobre si mesmo, sobre a vida, sobre a infância, sobre nós... Quase quarenta anos após a sua morte, o principal diretor da Nouvelle Vague relembra sua infância e os primeiros trinta anos de sua vida. Baseando-se em escritos inéditos do cineasta, o diretor David Teboul explora a ligação entre seus filmes e as correspondências para construir o filme com um ângulo intimista. FESTIVAL DE CANNES 2024 - CANNES CLASSICS/DOCUMENTÁRIOS O Segundo Ato - Le Deuxième Acte 2024 / 1h20 / Comédia Com: Léa Seydoux, Louis Garrel, Vincent Lindon Direção: Quentin Dupieux Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Quatro atores se encontram na filmagem de uma obra realizada 100% com inteligência artificial. Aos poucos torna-se difícil distinguir a ficção da realidade. BOX OFFICE NA FRANÇA: 455 689 FESTIVAL DE CANNES 2024 - FILME DE ABERTURA Selvagens - Sauvages 2024 / 1h27 / Animação Vozes: Laetitia Dosch, Benoît Poelvoorde Direção: Claude Barras Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Em Bornéu, à beira da grande floresta tropical, Kéria acolhe um filhote de orangotango encontrado na plantação de dendê onde seu pai trabalha. Ao mesmo tempo, Selaï, seu jovem primo, se refugia na casa deles para escapar do conflito entre sua família nômade e as empresas madeireiras. Juntos, Kéria, Selaï e o macaquinho vão lutar contra a destruição da floresta ancestral, que está mais ameaçada do que nunca. Do mesmo diretor de Minha Vida de Abobrinha (2016), filme que foi indicado ao Oscar de melhor filme de animação e conquistou o prêmio da audiência e o prêmio Cristal no 40o Festival de cinema de animação de Annecy.  FESTIVAL DE CANNES 2024 - SESSÃO ESPECIAL O Sucessor - Le Successeur 2024 / 1h52 / Drama - Thriller Com: Marc-André Grondin, Yves Jacques, Anne-Elisabeth Bossé Direção: Xavier Legrand Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: 14 anos Sinopse: Feliz e realizado, Elias se torna o novo diretor artístico de uma renomada casa de Alta Costura francesa. Ao saber que seu pai, com quem não mantinha contato há muitos anos, faleceu de um ataque cardíaco, ele viaja para o Quebec a fim de resolver questões da herança. Lá, o jovem criador descobrirá que herdou algo muito mais complicado do que apenas o coração frágil de seu pai. O Último Judeu - Le Dernier des Juifs 2024 / 1h30 / Comédia Dramática Com: Michael Zindel, Agnès Jaoui, Solal Bouloudnine Direção: Noé Debré Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: livre Sinopse: Aos 27 anos, Bellisha leva uma vida tranquila como se fosse um pequeno aposentado: frequenta cafés, vai ao mercado e passeia pela cidade. Ele mora com a mãe, Giselle, que raramente sai e acredita que ele está firmemente integrado na vida profissional. Tudo muda quando Giselle percebe que são os últimos judeus do bairro. Ela está convencida de que chegou a hora de partirem também. Bellisha prefere ficar e, para tranquilizar sua mãe, finge que está planejando a partida deles. BOX OFFICE NA FRANÇA: 189 237 Três Amigas - Trois Amies 2024 / 1h57 / Comédia dramática Com: Camille Cottin, India Hair, Sara Forestier,Vincent Macaigne, Damien Bonnard Direção: Emmanuel Mouret Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Joan não está mais apaixonada por Victor e sofre por se sentir desonesta com ele. Alice, sua melhor amiga, a tranquiliza: ela mesma não sente paixão por Eric, mas o relacionamento deles está indo maravilhosamente bem! Ela não sabe que ele está tendo um caso com Rebecca, sua amiga em comum. Quando Joan finalmente decide deixar Victor e que ele desaparece, a vida das três amigas e suas histórias viram de cabeça para baixo. SELEÇÃO OFICIAL DA BIENNALE DI VENEZIA 2024  ESTREIA NA FRANÇA DIA 06 DE NOVEMBRO 2024 O Sol Por Testemunha - Plein Soleil 1960 / 1h54 / Thriller Com: Alain Delon, Marie Laforêt, Maurice Ronet Direção: René Clément Distribuição no Brasil: Bonfilm Classificação indicativa: Livre Sinopse: Tom Ripley é enviado à Europa para trazer o filho de um ricaço de volta aos Estados Unidos. Ludibriado pelo herdeiro que pretende permanecer no Velho Continente com sua noiva, ele resolve assumir a identidade e a boa vida do jovem mimado. O FILME QUE REVELOU ALAIN DELON! O CLÁSSICO DO FESTIVAL EM HOMENAGEM AO FAMOSO ATOR FALECIDO A programação dia a dia nos Cinema I e II Sábado – dia 14 14h SELVAGENS 16h TRUFFAUT, O ROTEIRO DA MINHA VIDA 18h A FANFARRA Domingo – dia 15 14h 1874, O NASCIMENTO DO IMPRESSIONISMO 16h DAAAAAALI! 18h O SOL POR TESTEMUNHA Segunda feira – dia 16 14h O SEGUNDO ATO 16h O ÚLTIMO JUDEU 18h OURO VERDE Quarta-feira - dia 18 14h TRES AMIGAS 16h20 DAAAAAALI! 18h TRES AMIGAS Quinta-feira – dia 19 14h A HISTÓRIA DE SOULEYMANE 16h DIAMANTE BRUTO 18h APENAS ALGUNS DIAS Sexta-feira – dia 20 14h MEGA CENA 16h A HISTÓRIA DE SOULEYMANE 18h O SUCESSOR Sábado – dia 21 14h TRUFFAUT, O ROTEIRO DA MINHA VIDA 16h O SEGUNDO ATO 18h O SUCESSOR Domingo – dia 22 14h SELVAGENS 16h APENAS ALGUNS DIAS 18h A FANFARRA -------------------------------------------------------------------- Siga Festival Varilux de Cinema Francês nas redes: Instagram / TikTok / Facebook / Youtube / Giphy / Spotify Alex Varela

  • 30ª Edição da Série o GLOBO/DELLARTE Concertos Internacionais Temporada 2025

    Dellarte apresenta a 30a. Temporada da Série Concertos Internacionais reunindo atrações de primeira grandeza do universo da música clássica mundial. Leif Ove Andnes © Helge Hansen_Sony Music Entertainment A Temporada 2025 da tradicional Série O Globo/Dellarte Concertos Internacionais traz orquestras de renome mundial com grandes solistas e instrumentistas consagrados, em uma programação dedicada à comemoração de três décadas de parceria com O Globo. A Temporada 2025, que vai de março a novembro, traz ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro músicos reverenciados pela crítica e pelo público.  Para os fãs de música clássica, uma opção para garantir presença em todos os espetáculos pagando menos é tornar-se assinante da série. Entre os benefícios, 50% de desconto no valor dos ingressos, garantia do mesmo lugar/assento em toda a temporada e prioridade na compra de outros eventos da Dellarte. As assinaturas já estão à venda.                                                                                                                                                                                                                                                            “No aniversário de 30 anos da série O Globo/Dellarte, apresentamos uma temporada com nomes famosos que já viraram garantias de grandes performances, como o pianista norueguês Leif Ove Andsnes ou a Orquestra de Câmara do Concertgebouw de Amsterdã, e outros artistas incensados pela crítica especializada e donos de currículos impressionantes. Um exemplo é o clarinetista austríaco Andreas Ottensamer, que é líder do seu naipe na Orquestra Filarmônica de Berlim, ou seja, está na elite do seu instrumento. Ele fará um recital com o violonista montenegrino Milos Karadaglic, que tem a admiração do nosso ícone do violão Sérgio Assad, além de gravações pelos maiores selos clássicos: Sony, Decca e Deutsche Grammophon” , aponta Steffen Dauelsberg, diretor executivo da Dellarte. Concertgebouw Chamber Orchestra Amsterdam PROGRAMAÇÃO DELLARTE 2025 RIO DE JANEIRO   * programação sujeita a alteração   24 de março, sábado – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Alessio Bax, piano & Ensemble Com 14 anos,  Alessio Bax  se formou com honras no conservatório de Bari, sua cidade natal na Itália e, na década de 1990, mudou-se para os Estados Unidos. Já se apresentou com mais de 150 orquestras, incluindo as filarmônicas de Londres, de Nova York e de São Petersburgo e a Royal Philharmonic. Recebeu diversos prêmios em concursos internacionais. Desde 2017, é diretor artístico do Incontri in Terra di Siena Festival, um festival de música de verão na região de Val d'Orcia, na Toscana. No concerto que fará no Rio de Janeiro, ele estará acompanhado de Lucille Chung ao piano, Daishin Kashimoto no violino, Adrien La Marca na viola, Paul Watkins no violoncelo e Nabil Shehata no contrabaixo.   18 de abril, sexta-feira – Teatro Municipal do Rio de Janeiro Andreas Ottensamer, clarinete & Miloš Karadaglić, violão Andreas Ottensamer  nasceu em Viena, em uma família de músicos, e começou a tocar piano aos quatro anos. Desde março de 2011, Ottensamer é clarinetista da Orquestra Filarmônica de Berlim, uma referência de excelência na música mundial. Ao lado do pianista José Gallardo, ele dirige o Bürgenstock Festival, na Suíça. Nos últimos anos, Ottensamer intensificou seus estudos de regência. Ele tem um contrato de gravação exclusivo com a Deutsche Grammophon desde 2013, sendo o primeiro clarinetista desse prestigioso selo. Miloš Karadaglic , conhecido por MILOŠ, nasceu em Montenegro. " Amor à primeira audição " é como Miloš descreve o momento em que, quando criança, ele pegou pela primeira vez o violão. Aos 14 anos, Miloš decidiu ir para uma escola de música especializada. Deixar os Bálcãs e chegar a Londres para assumir uma vaga na prestigiosa Royal Academy of Music foi, segundo ele,  "um pouco como ir a Marte" . Ele é um apaixonado defensor da educação musical e atua como patrono do Fundo do Prefeito de Londres para Jovens Músicos e do Prêmio para Jovens Músicos. Ele mora em Londres e toca um violão Greg Smallman de 2018.   1º. de junho, domingo – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Festival Strings Lucerne Nelson Goerner, piano Festival Strings Lucerne  (Orquestra de Cordas do Festival de Lucerna) foi fundada em 1965. Seus músicos de primeiríssima linha são famosos pelo som que produzem e pela qualidade dos instrumentos: a maioria deles construídos pelos lendários ateliês italianos Stradivarius, Amati e Guarneri del Gesù. A orquestra surgiu em função do festival de verão em Lucerna, sendo uma das mais prestigiadas orquestras suíças em atividade, buscando o diálogo criativo entre a música antiga e a música nova. Nelson Goerner  é um dos maiores pianistas clássicos do mundo. Ele é elogiado por suas performances da mais alta arte e poesia. Um apaixonado músico de câmara, Goerner colabora regularmente com Martha Argerich, Renaud Capuçon, Sol Gabetta, Gary Hoffman, Alexei Ogrintchouk e Tedi Papavrami.   25 de julho, sexta-feira – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Concertgebouw Chamber Orchestra Amsterdam Antje Weithaas, violino Fundada em 1987, a  Concertgebouw Chamber Orchestra  é um conjunto de câmara composto por músicos da renomada Orquestra Real do Concertgebouw de Amsterdã, eleita pela revista especializada “Gramophone” a melhor do mundo. Alguns dos astros que já se apresentaram como solistas junto a esse grupo camerístico são Maria João Pires, Sarah Chang, Janine Jansen, Mischa Maisky, Schlomo Mintz e Friedrich Gulda. A orquestra foi escolhida para tocar na cerimônia do casamento real do Príncipe Willem-Alexander com a princesa Máxima, em fevereiro de 2002, o que resultou num disco recordista de vendas. Antje Weithaas  é uma violinista clássica alemã, nascida em 1966, conhecida por suas performances solo e de música de câmara. Ela tem um extenso repertório que inclui os grandes concertos de Mozart, Beethoven e Schumann, novas obras como o concerto para violino de Jörg Widmann, clássicos modernos de Shostakovich, Prokofiev, Ligeti e Gubaidulina, e concertos menos tocados de Hartmann e Schoeck.   26 de agosto, terça-feira – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Le Voci Del San Carlo Di Napoli As primeiras notícias de um conjunto vocal do Teatro di San Carlo têm suas raízes no século XIX, um período de atividade intensa e refinada, quando o Maestro Giuseppe Papa, após os sucessos obtidos no Scala, em Madri e no Colón de Buenos Aires, decide se estabelecer em Nápoles, organizando em pouco tempo um conjunto coral de alta qualidade. Desde então, o Le Voci del San Carlo di Napoli é um celeiro de grandes cantores, um espaço que celebra e incentiva a tradição operística. Este concerto inédito apresentará os mais promissores talentos do Teatro San Carlo de Nápoles, como a soprano Désirée Giove, o tenor Francesco Domenico Doto, a soprano Mariia Knihnytska, o barítono Maurizio Bove, a mezzo-soprano Sayumi Kaneko e o baixo Yunho Eric Kim. No programa, obras de compositores como Verdi, Mozart, Rossini e Puccini.   23 de setembro, terça-feira – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Leif Ove Andsnes, piano Com sua técnica impecável, veia lírica e interpretações de grande sensibilidade, o celebrado pianista norueguês  Leif Ove Andsnes  ganhou reconhecimento mundial tocando concertos e recitais nas principais salas do mundo e com suas principais orquestras. Já foi artista residente nas filarmônicas de Berlim e de Nova York e na Sinfônica de Gothenburg, dirigiu festivais de música nos Estados Unidos e na Europa e ganhou inúmeros prêmios, como o Hindemith Prize Frankfurt, o Preis der Deutschen Schallplattenkritik e o Royal Philharmonic Society Music Awards. Paralelamente, ele se dedica a uma extensa discografia, com mais de 50 títulos – lançamentos solo, de câmara e concertos, muitos deles best-sellers – abrangendo um repertório que vai do barroco até os dias atuais e, muitas vezes, explorando preciosidades raramente gravadas. Ele recebeu sete vezes o Gramophone Awards.   18 de outubro, sábado   – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Sheku Kanneh Mason, violoncelo Isata Kanneh-Mason, piano Os irmãos  Kanneh-Mason  são as estrelas de uma nova geração de artistas. Sheku e Isata estrearam seu duo no Carnegie Hall, em Nova York. Desde então, realizam turnês por todo o mundo, com programas que mesclam obras canônicas e composições menos conhecidas do público. Sheku se apresenta todo verão no BBC Proms, e não foi diferente em 2020, quando fez um recital emocionante com sua irmã Isata para um auditório vazio, devido à pandemia de Covid-19. O violoncelista  Sheku Kanneh-Mason  se apresenta em escolas, em clubes underground ou nas principais salas de concerto do mundo. Depois de vencer a competição BBC Young Musician em 2016, a performance de Sheku no casamento do Duque e da Duquesa de Sussex no Castelo de Windsor, em 2018, foi assistida por dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Ele toca um violoncelo Matteo Goffriller de 1700. A pianista  Isata Kanneh-Mason  é muito requisitada internacionalmente como solista e musicista de câmara, com repertório eclético. Isata recebeu o cobiçado prêmio Leonard Bernstein, o prêmio Opus Klassik de melhor artista jovem e foi uma das escolhidas para a residência artística “Junge Wilde”, promovida pela Konzerthaus Dortmund.   1º. de novembro, sábado – Theatro Municipal do Rio de Janeiro Salzburg Chamber Soloists & Constanze Quartet Lavard Skou Larsen, regente A  Salzburg Chamber Soloists , fundada em 1991, é composta por músicos de 13 países diferentes e com idades entre 25 e 35 anos, todos com formação acadêmica na universidade Mozarteum, na Áustria. Já no seu primeiro ano de existência, empreendeu uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá. Uma década depois, foi premiada por sua gravação das “Oito Estações de Vivaldi/Piazzolla”. Em 2013, a orquestra chegou ao Metropolitan de Nova York e ganhou elogios do jornal “The New York Times”, pela maneira elegante como tocou Haydn pela interação atenta entre os músicos. O maestro  Lavard Skou-Larsen  é gaúcho de Porto Alegre, filho de uma brasileira e de um dinamarquês, ambos violinistas, e vive na Áustria desde os quatro anos. Aos 14 anos, Larson foi admitido na Academia de Música e Artes Cênicas do Mozarteum, em Salzburgo, e recebeu um diploma de performance com distinção. Larsen é o fundador e diretor artístico da Salzburg Chamber Soloists e também professor de violino no Mozarteum de Salzburgo desde 1991. O  Constanze Quartet  é formado por Emeline Pierre-Larsen, Sara Mayer e Hana Hobiger, nos violinos, e por Julia Ammerer-Simma, no violoncelo. Elas vêm de diferentes países e continentes: França, Austrália e Áustria, e encontraram em Salzburg uma linguagem musical em comum. As gravações pelo selo alemão CPO chamaram a atenção do público e da crítica, e o Constanze Quartet é regularmente convidado para se apresentar em festivais e turnês na Europa e nas Américas. O repertório do conjunto abrange todos os gêneros.   30 ª  EDIÇÃO DA SÉRIE O GLOBO/DELLARTE CONCERTOS INTERNACIONAIS 202 5   PROGRAMAÇÃO SÉRIE CONCERTOS INTERNACIONAIS RIO DE JANEIRO 2025 * programação sujeita a alteração   24/03 - Alessio Bax (Piano) & Ensemble 18/04 - Andreas Ottensamer (Clarinete) & Miloš Karadaglić (Violão) 01/06 - Festival Strings Lucerne & Nelson Goerner (Piano) 25/07 - Concertgebouw Chamber Orchestra Amsterdam & Antje Weithaas (Violino) 26/08 - Le Voci Del San Carlo Di Napoli 23/09 - Leif Ove Andsnes (Piano) 18/10 - Sheku Kanneh-Mason (Violoncelo) & Isata Kanneh-Mason (Piano) 01/11 - Salzburg Chamber Soloists & Constanze Quartet, Lavard Skou Larsen (Regente)   SERVIÇO: Theatro Municipal do Rio de Janeiro Praça Floriano, s/n – Cinelândia - Centro Classificação 10 anos Assinaturas Dellarte — Oito concertos com 50% de desconto. Valores temporada: Frisas e Camarotes: 14.400,00 Plateia/Balcão Nobre: R$ 2.400,00 Balcão Superior: R$ 1.000,00 Galeria: R$ 480,00 Valores avulsos: a definir Desconto de 50% (eventos avulsos) Idoso, Estudante e Clube O Globo Vendas em  ingresso.dellarte.com.br  ou  4002 0099   - de 2a. a 6a., das  9h às 16h,  no whatsapp (21) 98698-1103 ou no e-mail  dellarte@dellarte.com.br     MAIS INFORMAÇÕES : Reg Murray - Assessoria de Imprensa regmurray.jornalista@gmail.com  (21) 98892-1549 celular e whatsapp (24) 2221-0987 Revista do Villa (Reg Murray - Assessoria de Imprensa)

  • Exposição “Os Rostos de Camões” já pode ser visitada em Brasília

    Foto cedida pela organização do evento Entre os dias 3 de dezembro e 19 de janeiro de 2025, o Senado Federal brasileiro, em parceria com a Associação Portugal Brasil 200 anos, com sede em Coimbra, vai receber a exposição “Os Rostos de Camões: 10 Ideias para um Futuro de(s)colonizado”, em Brasília. A exposição terá dois momentos no Brasil: será exibida na Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho: de 3 de dezembro a 3 de janeiro de 2025; e no Salão Negro do Congresso Nacional: de 18 de dezembro a 19 de janeiro de 2025. O objetivo, segundo apurámos, é “explorar a riqueza e a diversidade da língua portuguesa”. Sob a visão do fotógrafo e artista visual João Francisco Vilhena, a exposição une passado e presente numa narrativa visual inspirada no célebre retrato de Luís Vaz de Camões. Composta por dez retratos contemporâneos, as obras trazem figuras anónimas vestidas com trajes do século XVI, simbolizando a pluralidade das culturas de língua portuguesa. Os retratos são acompanhados de textos inéditos de José Manuel Diogo, responsável pela Associação Portugal Brasil 200 anos, que aprofundam a reflexão sobre identidade e herança cultural. Os retratos, criados com figurinos de óperas como Rigoletto e Roberto Devereux, incluem peças icónicas como os gibões e as gorjeiras brancas, evocando o espírito maneirista do século XVI. A diversidade das idades, origens e territórios de língua portuguesa representados nas imagens sublinha a unidade na diversidade que caracteriza a herança da língua. Depois da estreia em Coimbra, Portugal, a mostra chega à capital do Brasil, Brasília. Ígor Lopes

  • Hora de Clarice, um leitura teatral inédita e gratuita com Beth Goulart, chega ao Teatro Adolpho Bloch

    Leitura teatral inédita e gratuita com Beth Goulart, no Teatro Adolpho Bloch, celebra o aniversário de Clarice Lispector dia 10 de dezembro Atriz volta a interpretar Clarice, sob direção de Luiz Fernando Carvalho, no texto inédito Hora de Clarice Link para imagens:  https://drive.google.com/drive/folders/14Zh1T-F3P62h5QBO9OvF8KntDwG_XeoY   O cineasta Luiz Fernando Carvalho, que lançou este ano o filme A Paixão Segundo G.H,  fará uma homenagem à Clarice Lispector. Ele dirige a atriz Beth Goulart na leitura teatral Hora de Clarice, com participação do Duo Bevilacqua Assunção, formado pela pianista Inês Assumpção e pelo violoncelista Miguel Bevilacqua. A apresentação será no dia 10 de dezembro (terça-feira), aniversário da escritora, no Teatro Adolpho Bloch, na Glória. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro, no dia 10, a partir das 15h. O texto teatral é a partir do livro "Clarice Lispector Entrevista" (Rocco) com dramaturgia de Melina Dalboni, que este ano lançou, também pela Rocco, o livro "Diário de um filme". Em cena, de entrevistadora, Clarice Lispector se torna a entrevistada ao se revelar através de suas próprias perguntas e do olhar das grandes personalidades que ela entrevistou ao longo da carreira, como Chico Buarque, Djanira, Nelson Rodrigues, Tom Jobim, Maria Martins, Vinicius de Moraes, Oscar Niemeyer, dentre outros. "Vamos festejar o aniversário de Clarice!", diz Luiz Fernando. No mesmo dia, o artista plástico Luiz Aquila vai exibir pela primeira vez a série "Clarice", com oito obras inéditas (técnica mista) criadas em homenagem à autora, e será lançado o livro "Clarice Lispector Entrevista" (Rocco), coletânea que reúne 83 entrevistas, sendo 35 inéditas, feitas pela escritora entre 1968 e 1977. Teatro Adolpho Bloch Localizada no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o Teatro Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da nossa cultura. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé é responsável por devolver ao Rio de Janeiro esse espaço icônico, porém ainda mais moderno, transformado num complexo cultural. Graças à genialidade de Niemeyer, que criou um palco reversível, tornou-se possível, em um período desafiador, como a pandemia, promover espetáculos e eventos tanto na área externa, ao ar livre, quanto na interna. Ou nas duas ao mesmo tempo, em formato arena, proporcionando aos artistas, produtores, além dos cariocas e turistas, múltiplas formas de se criar e consumir arte e entretenimento. A construção é um ícone carioca – na arquitetura e na história que carrega.Único teatro na cidade do Rio de Janeiro que possui um palco reversível, permitindo que o público se acomode na área externa da casa de espetáculos, o Teatro Adolpho Bloch ganhou, em 2021, o formato arena, com capacidade para 359 lugares internos e 120 externos e um palco de 140m², equipado com a melhor estrutura. O espaço abriga ainda bistrô Bettina Café & Arte. Serviço : Nome:  Dramaturgia em Leituras - Hora de Clarice  Data:  Terça, 10 de dezembro às 20h Vendas:   https://www.ingresso.com/espetaculos/dramaturgia-em-leituras-hora-de-clarice    Classificação:  Livre Duração:  90 minutos Ingressos Gratuitos (Retirada na Ingresso.com e na Bilheteria dia 10/12 a partir de 15h) Informações para a imprensa: MNiemeyer Assessoria de Comunicação -  www.mniemeyer.com.br Juliana Rosa:  juliana@mniemeyer.com.br  / (21) 97209-5898 Rafaela Barbosa:  rafaela@mniemeyer.com.br  / (21) 99061-5257 Alex Varela

  • Entrevista: Vera Duarte

    FliParaíba: “Tive a felicidade de levar a mulher escritora cabo-verdiana para João pessoa”, avaliou Vera Duarte.   Foto: Vera Duarte (cedida pela entrevistada) A escritora cabo-verdiana Vera Duarte foi uma das participantes convidadas da primeira edição do Festival Literário Internacional da Paraíba (FliParaíba), que teve lugar em João Pessoa, entre os dias 28 e 30 de novembro, no nordeste brasileiro, com o objetivo de “conectar as culturas do Brasil, África e Portugal, num espaço onde a literatura se transforma em resistência e promove o entendimento de novos mundos”.   No dia 29, o tema “Pluralidade e Diversidade – Educação como Pilar do Futuro Descolonizado” foi o mote para o encontro entre Maria Valéria Rezende e Neide Medeiros, ambas da Paraíba; além de Vera Duarte. Segundo esta escritora africana, a experiência em João Pessoa foi inesquecível.   “Já participei em muitos festivais, mas, neste houve uma magia qualquer que deu um toque especial. Talvez pela organização. Conheci o José Manuel Diogo e a sua espetacular dinâmica cultural, pude reencontrar o amigo Tom Farias e conheci a querida Cissa Guimarães”, afirmou Vera, que realçou o facto de o local contar com “uma mística especial”, devido ao “espaço maravilhoso” onde foi realizado o festival.   “O Mosteiro de São Francisco é um lugar maravilhoso, pois é carregado de história. Há uma mística muito especial. Existe uma conjugação interessante entre a madeira e o ouro. Estes elementos são capazes de nos transportar para algo, de alguma forma, transcendental, pois prepara o nosso espírito para outras vivências. Foi genial ter-se feito o evento nesse local”, comentou.   Vera Pina avalia ainda que a organização do evento foi muito feliz ao levar o festival para uma zona descentralizada dos grandes centros urbanos, o que ajudou a criar um “ambiente de entusiasmo entre o público e os participantes, proporcionado muitas conversas e aproximação”.   “Houve um carinho muito grande do público, da organização e entre os autores. Venho de um país pequeno e isso sensibilizou-me muito. Fiquei encantada com como fui recebida por todos e, também, com a maneira com que o público me abordou depois da minha fala para conversar e tirar fotografias. Na verdade, quando os autores escrevem querem mesmo é comungar com os leitores”, recordou.   Esta autora, conhecida pelas diversas obras editadas e por ter recebido prémios internacionais, como Prémio Tchicaya U Tam’si de Poesia Africana, nasceu no Mindelo e se destaca no cenário do “ativismo literário-cultural”. Garante que em João Pessoa o festival foi “um sucesso desde a sua estreia”.   “Este primeiro FliParaíba é inesquecível”, sublinha Vera, que não esconde o entusiasmo por ter levado a voz feminina africana ao evento no Nordeste brasileiro.   “Tive a felicidade de levar a mulher escritora cabo-verdiana para João pessoa. Quero agradecer a Morabeza com que fomos tratados em João Pessoa”, finalizou Vera Duarte, que tem agenda marcada em fevereiro em dois festivais literários internacionais na Índia. Ígor Lopes

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