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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

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  • Companhias aéreas se unem por mais voos entre Portugal e Brasil

    Azul Linhas Aéreas Brasileiras e euroAtlantic Airways vão operar juntas em voos entre São Paulo e Lisboa. Com o aumento da demanda as empresas aéreas vão operar entre o Aeroporto Viracopos, em São Paulo, e o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. [Crédito da foto: divulgação/euroAtlantic Airways] A euroAtlantic Airways (EAA) anunciou no dia 2 de janeiro, em nota à imprensa, um acordo com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras para oferecer voos entre Brasil e Portugal. Devido à demanda por voos entre os dois “países irmãos”, a união é considerada estratégica e oferece, conforme divulgado na nota, “voos diretos adicionais conectando o Aeroporto Viracopos, em São Paulo, ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa”. As operações vinham sendo realizadas desde 19 de dezembro de 2024.   Considerada uma das principais empresas portuguesas no “setor de aluguer de aeronaves (wet-leasing) e serviços charter”, a EAA opera no mercado há um pouco mais de 30 anos. O CEO da companhia e também presidente, Stewart Higginson, revelou que a “colaboração estratégica com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras” fortalece o relacionamento “entre o Brasil e Portugal”. Ele recordou que foram “mais de três décadas de excelência operacional” e prometeu “oferecer a excepcional segurança, conforto e qualidade de serviço que os passageiros da Azul esperam.”   O presidente da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, Abhi Shah, destacou que a “euroAtlantic Airways possui relações comerciais com grandes companhias aéreas em todo o mundo e ampla experiência no transporte de passageiros. Além disso, é reconhecida pela qualidade no serviço prestado e confiabilidade no setor.” ígor Lopes

  • Instituto Caminhos da Palavra inaugura com oficinas on-line de escrita literária

    O escritor e gestor cultural carioca Henrique Rodrigues inaugura em 22 de janeiro o Instituto Caminhos da Palavra , com o intuito promover a literatura nacional nas suas mais diversas manifestações, por meio de acesso, formação e difusão. Um dos destaques do Instituto são as oficinas de criação literária , com formato on-line, oferecendo conteúdos diversos relacionados às manifestações literárias. O instituto passa a ser também responsável pela realização do Prêmio Caminhos de Literatura , destinado a revelar novos talentos da literatura brasileira.   Em fevereiro, estão programadas oito oficinas on-line: Aline Bei (Clube de Escrita), André Vianco (Escrevendo Horrores), Flávia Gasi (Tem história nesse jogo), Jéssica Balbino (Escrever o Corpo), Julián Fuks (Fundamentos do Romance), Cíntia Moscovitch (Conto, esse pequeno notável), Luna Vitrolira (Poética das vozes) e Paula Gicovate (Roteiro de longa-metragem: primeiros passos). Informações sobre inscrição, valores e forma de pagamento estão disponíveis no site: www.caminhosdapalavra.com.br     O Instituto dá início às atividades em 22 de janeiro, quarta-feira, por meio de um bate-papo on-line com transmissão pelo site do Instituto Caminhos da Palavra às 19h30 com as participações do escritor, editor e gestor público José Castilho e do escritor, ator, contador de histórias e produtor cultural Otávio Júnior, e mediação de Henrique Rodrigues.   Programação - Fevereiro de 2025   Oficina on-line: “ Clube de Escrita”, com Aline Bei Data : 3 /10 / 17 e 24 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Ao longo dos quatro encontros, os integrantes irão desenvolver a escrita como um estado contínuo de criação, um modo de existência para além do ato de vestir com linguagem o que se almeja escrever.   Sobre Aline Bei – É formada em Letras pela PUC-SP, em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia-Helena e pós-graduada em Escritas Performáticas pela PUC-RIO. “O peso do pássaro morto”, finalista do prêmio Rio de Literatura e vencedor do prêmio São Paulo de Literatura e do prêmio Toca, é o seu primeiro livro. Em 2021 lançou seu segundo livro, “Pequena Coreografia do Adeus”, pela Companhia das Letras. O romance foi finalista do prêmio Jabuti e do prêmio São Paulo de Literatura e já vendeu mais de 140 mil cópias. Os dois livros foram publicados em Portugal pela Particular editora.   Oficina on-line: “Tem história nesse jogo”, com Flávia Gasi Data: 3 / 10 / 17 e 24 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: A oficina será baseada em análises de jogos e exercícios de transcrição de textos literários para narrativas de videogames, seja na adaptação de obras existentes ou na criação de material inédito.   Sobre Flávia Gasi: Com mais de 24 anos de experiência em jornalismo e comunicação no mercado gamer e de cultura pop como escritora e editora, Flávia Gasi escreveu games, traduziu obras, e tem games, livros e HQs publicadas. Foi premiada pelo troféu Ângelo Agostini por Melhor Publicação Independente de Grupo. Seu trabalho acadêmico se debruça sobre narrativa de videogames e desradicalização de extrema-direita de comunidades games. Atualmente é diretora de narrativa, professora doutora de narrativa, escritora e produtora de conteúdo.   Oficina on-line: “Conto, esse pequeno notável”, com Cíntia Moscovich Data: 4 / 11 / 18 e 25 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Ao longo dos quatro encontros, serão realizadas leituras analíticas e exercícios de escrita do conto, esse pequeno notável da literatura.   Sobre Cíntia Moscovich : escritora, jornalista e ministrante de oficinas literárias. Autoras de 8 livros individuais, entre eles "Essa coisa brilhante que é a chuva", mereceu os prêmios Jabuti, Portugal Telecom e Clarice Lispector, entre outros.   Oficina on-line: “Escrever o Corpo”, com Jéssica Balbino Data: 4 / 11 / 18 e 25 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: O que seu corpo diz sobre você? A oficina explora a escrita como ferramenta de investigação do corpo como espaço de memória e criação. Por reflexões, textos e exercícios, vivências corporais serão transformadas em narrativas que ressignificam dores, descobrem afetos e criam novas existências. Os encontros são divididos em: “O corpo como arquivo: narrar uma história guardada no corpo”, “Café com monstros: o que seus monstros dizem sobre você?”, “O texto que rebola: celebrar sensualidade da palavra” e “Encerrando ciclos, abrindo caminhos: uma carta ao corpo”.   Sobre Jéssica Balbino :  jornalista, mestre em comunicação pela Unicamp, colunista do Estado de Minas e produtora de conteúdo para a revista TPM. Escreve sobre corpo, diversidade, literatura e periferia. É autora dos livros "Gasolina & Fósforo" e "Traficando Conhecimento". Atua também como roteirista, podcaster, curadora de literatura, diversidade e conteúdo. Viciada em café, tem medo de estátuas e acredita que as narrativas em disputa podem transformar o mundo. Nas horas "vagas", é psicanalista.   Oficina on-line: “Fundamentos do romance”, com Julián Fuks Data: 5 / 12 / 19 e 26 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: O romance é um gênero literário em constante transformação, sujeito a crises sucessivas que parecem sempre prestes a acabar com ele. Em quatro encontros, veremos as muitas metamorfoses que vão sofrendo ao longo do tempo os elementos fundamentais que o compõem: voz narrativa, personagens, enredo, tempo, espaço, linguagem. E pensaremos, na teoria e na prática, as diversas estratégias que têm garantido ao gênero sua continuidade e sua permanência.   Sobre Julián Fuks:   escritor e crítico literário. É autor dos romances "A resistência" e "A ocupação", entre outros, tendo recebido os prêmios Jabuti, Saramago, Oceanos e Anna Seghers. Escreveu também o ensaio "Romance: História de uma ideia", publicado pela Companhia das Letras. É colunista do portal UOL, e já teve seus livros traduzidos para onze idiomas.   Oficina: “Roteiro de longa-metragem: primeiros passos”, com Paula Gicovate Data: 5 / 12 / 19 e 26 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Nos quatro encontros serão apresentados elementos básicos da criação de um longa-metragem, acompanhados de exercícios voltados para a estruturação do roteiro.   Sobre Paula Gicovate: formada em Letras | Formação de Escritor pela PUC Rio, é escritora e roteirista. Recentemente desenvolveu o roteiro de uma série da Thalita Rebouças, escreveu séries como "Homens são de Marte” (GNT), programas como “Onda Boa com Ivete Sangalo” (MAX) e “Esquenta” (Globo), além de desenvolvimentos de argumentos originais e adaptações literárias para o cinema. Recentemente foi selecionada para o LAB Varilux 2023 para desenvolver o argumento da adaptação de seu último romance "Notas Sobre a Impermanência, que foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2022   Oficina: “Escrevendo Horrores”, com André Vianco Data: 6 / 13 / 20 e 27 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Ao longo das quatro aulas, serão apresentados os fundamentos da literatura de dark fantasy , com exercícios para a elaboração de contos e romances dessa categoria literária.   Sobre André Vianco: Escritor, roteirista e dramaturgo, um dos mais renomados autores de terror e dark fantasy . Criador de uma elogiada obra que já ultrapassou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos. Estreou em 2000, consagrando-se best-seller ao ser publicado por sua primeira editora. Foi roteirista contratado da Rede Globo, professor da Roteiraria, dirigiu curtas-metragens, e fundou a Vivendo de Inventar, onde orienta e ensina novos escritores em suas carreiras.   Oficina: “Poética das vozes”, com Luna Vitrolira Data: 6 / 13 / 20 e 27 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: A oficina é um convite à reflexão sobre poesia, a partir de noções de ritmo, imagem e memória, propondo o exercício da escrita e estimulando o uso da voz e do corpo no processo criativo. Além disso, a oficina objetiva direcionar para os caminhos da publicação, considerando os passos necessários para elaboração do livro: organização dos poemas, criação de conceito e narrativa, diagramação, orelha, capa e estratégias de divulgação para lançamento com criação de conteúdo para redes sociais.   Sobre Luna Vitrolira: Luna Vitrolira é poeta, performer, cantora, pesquisadora, educadora e Mestra em Teoria da Literatura. Autora dos livros “Memória tem Águas Espessas”, lançado em 2024 e “Aquenda - O amor às vezes é isso”, finalista do prêmio Jabuti 2019, com o qual estreou na literatura, na música e no cinema, com livro, disco e filme, homônimos. É também idealizadora do projeto “Mulheres de Repente”. Foi jurada de dois grandes prêmios Oceanos e Jabuti, na categoria poesia. Integra a exposição Falares no Museu da Língua Portuguesa - SP.     Inauguração do Instituto Caminhos da Palavra: 22/01/2025, quarta-feira, bate-papo “Um Brasil literário” com Henrique Rodrigues, José Castilho e Otávio Júnior, às 19h30 transmitido pelo site: www.caminhosdapalavra.com.br   Informações sobre as oficinas: Site: www.caminhosdapalavra.com.br WhatsApp: (21) 98816-7955 E-mail: contato@caminhosdapalavra.com.br Instagram: @icaminhosdapalavra     Alex Varela

  • Tributo a Roberto Leal na Casa de Portugal de São Paulo emocionou o público

    Crédito da imagem: Imagem: Odair Sene O cantor e compositor Roberto Leal, que se tornou um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 1970, recebeu homenagem do filho Rodrigo Leal, que desde menino o acompanhou em várias apresentações pelo Brasil. No dia 30 de novembro, Rodrigo se apresentou na Casa de Portugal de São Paulo (CPSP) com a banda que sempre acompanhou o pai no Brasil e as participações especiais de renomados cantores, como Sérgio Reis e Sula Miranda.   Com a casa lotada por saudosistas das canções de Roberto Leal, falecido em 2019 devido a um câncer de pele, Rodrigo Leal, que contou com a participação da filha Mayra Leal no show, revelou o tributo como um sonho pessoal e possível de ser realizado onde surgisse um convite.   “Começar a levar esse tributo para fora de São Paulo era meu desejo, levar aonde puder, desde o início eu sempre disse que isso é uma saudação, não é só vender um show, é muito mais que isso, é uma alegria e não se perder o bom vício de se manter as festas que o pai fazia, foi o que prometi para ele. Mais do que divulgar as canções do Roberto Leal, é não parar de trazer Portugal para o Brasil, esse é o intuito e isso a gente vai fazer”.   A CPSP tornou-se um ambiente especial para Roberto Leal, onde ele se apresentou algumas vezes, mas sobretudo por ter sido o “último destino que meu pai teve”, lembrou Rodrigo, de onde saiu o cortejo fúnebre até o cemitério Congonhas, zona sul da cidade.   “Eu tento não me basear nisso nesse detalhe, eu fico com as dezenas de vezes que vim aqui desde criança acompanhando meu pai, é a casa com certeza mais emblemática para mim aqui em São Paulo. Quantos shows meu pai fez aqui, quantos shows eu fiz aqui com ele, quantas vezes vim garoto nesse mesmo camarim, então tem sim um sentimento muito especial. Aliás, as casas portuguesas todas, o Arouca, o Gebelinense, lugares que meu pai esteve tantas vezes, mas aqui tem um sabor diferente porque é a casa de toda a gente”, relatou Rodrigo.   Com o tributo na CPSP, instituição da guarda e proteção dos valores da comunidade luso-brasileira e também da história musical de Roberto Leal, Rodrigo a escolheu três vezes para cantar os sucessos mais destacados do cantor mais representativo da cultura portuguesa no Brasil, com mais de 30 milhões de discos vendidos.   Diante de várias canções marcadas pelo sucesso e constantemente tocadas nas rádios dos anos 1970, Rodrigo descontraiu-se com uma brincadeira ao falar que preparar uma seleção de canções do pai é uma “encrenca”, mas em seguida reconheceu as vantagens de poder contar com tantas opções para um repertório de 20 músicas. Ele disse: “fica sempre uma para fora”.   “Então tentei mudar algumas músicas, desde a última vez que vim aqui. Temos um show especial hoje com amigos como Sérgio Reis, Sula Miranda, Padre Antonio Maria, Dalvan que vão cantar músicas que estavam fora do repertório”, mencionou Rodrigo, antes de entrar no palco e destacar a canção “Panela Velha”, que a banda nunca tocou e interpretada no show por Sérgio Reis.   Outra canção, com letra comovente de Roberto Leal, “Como é linda minha aldeia”, foi cantada por Dalvan, instante mencionado por Rodrigo, quando prometeu: “conseguir não chorar”. A “última vez que meu pai cantou com Dalvan”, lembrou Rodrigo, “tem quase 40 anos”.   O primeiro sucesso de Roberto Leal no Brasil foi “Arrebita”, lançado em 1971 num compacto simples. Após sua presença na Discoteca do Chacrinha, sua voz levou os brasileiros à alegria e balançou os portugueses saudosos da “terrinha”. Depois vieram outras, como “Bate o Pé”, “Uma Casa Portuguesa”, entre outras. Ígor Lopes

  • Com programação gratuita, "6º Festival Ziembisnki de Esquetes - Os Ciclomáticos" reúne grupos de teatro de todo o Brasil

    Com premiações em dinheiro que somam R$ 10 mil, o evento celebra os 28 anos d’Os Ciclomáticos, que agora é Ponto de Cultura do RJ, e realiza pela primeira vez uma Mostra de Espetáculos Teatrais, mantendo a tradição de oferecer Oficinas de Direção Teatral. E-Flyer Mostra de Esquetes e de Montagens - 6º Festival Ziembisnki de Esquetes Os Ciclomáticos O ano de 2025 começa com o Centro do Rio de Janeiro sendo palco de uma grande celebração ao teatro. Com entrada totalmente gratuita e contando com a participação de grupos oriundos de diversos estados do Brasil, o 6º Festival Ziembinski de Esquetes - Os Ciclomáticos acontece de 14 a 18 de janeiro no Teatro Municipal Gonzaguinha , que fica no Centro de Artes Calouste Gulbenkian. Não satisfeitos em dar um valioso espaço às novas gerações de artistas que vem se formando, os integrantes do grupo Os Ciclomáticos Cia de Teatro , criadores, organizadores e dirigentes do evento, inovam e, pela primeira vez, realizam uma Mostra de Espetáculos Nacionais (em caráter não competitivo) que acontece no mesmo teatro, de 21 a 25 de janeiro . Antes disso, no dia 19 de janeiro , as cinco cenas finalistas do Festival se apresentam na Areninha Cultural Municipal Jacob do Bandolim , no Pechincha, em Jacarepaguá. Gisberta - Basta um nome para lembrarmos de um Ódio - leticia atriz Ratificando que o evento é uma grande festa das artes cênicas que tem como principal característica agregar e reunir artistas de todos os lugares, gêneros e classes sociais, o Festival promoverá também ações formativas através de duas turmas de uma Oficina de Direção Teatral , desenvolvida pelo diretor Ribamar Ribeiro , que acontecerá no Espaço das Artes Os Ciclomáticos , nos dias 28 e 30 de janeiro . Tamanha movimentação reforça uma das principais ideias do projeto que, contemplado pelo edital Pró-Carioca , programa de fomento à cultura carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, é uma homenagem da companhia Os Ciclomáticos ao diretor polonês Zbigniew Ziembinski , revolucionário no teatro brasileiro. “É uma sensação incrível realizar este evento porque somos fruto de festivais de teatro, já participamos dos grandes festivais nacionais e internacionais. Termos a possibilidade de promover o nosso festival, que já faz parte do cenário teatral do Rio de Janeiro, é uma grande honra e de uma importância ímpar, pois permite que novos grupos e companhias solidificadas tenham a possibilidade de dar mais visibilidade ao seu trabalho e, dessa forma, permita a continuidade da obra teatral. Hoje o Festival se tornou uma referência no Rio de Janeiro e reconhecido por grupos do Brasil”, celebra Ribamar Ribeiro no primeiro grande evento de sua companhia em 2025. Querência-quer-ver-o-mar - Teatro-Duvelhomoco-Criações - bergsescramos Berg Farias Em caráter competitivo, o Festival distribuirá prêmios em dinheiro aos três melhores esquetes (sem ordem de classificação), eleitos pelos jurados oficiais, além do Melhor Esquete eleito por um júri popular . Além disso, o Festival premiará com troféus as categorias de Melhor Direção , Melhor Atuação (dois prêmios), Concepção Estética , Prêmio Especial do Juri e Prêmio Especial de Os Ciclomáticos . A sexta edição conta com números expressivos: foram mais de 95 inscrições pra Oficina de Direção Teatral, 130 espetáculos para a Mostra de Espetáculos Nacionais e mais de 120 interessados em apresentar e concorrer aos prêmios Festival Ziembinski de Esquetes – contando com procura até de companhias de Portugal. Em 2025, o montante soma R$ 45 mil como aporte total de recursos para os grupos das duas Mostras, com parte do valor em prêmios em dinheiro e também na estrutura de ajuda de custo. A dinâmica do evento contará com quatro eliminatórias , cada uma com pelo menos cinco esquetes , totalizando 20 participantes . Um júri formado por Milton Filho , Renata Tavares e Vinícius Cristóvão , profissionais de renome no mercado das artes cênicas, irá escolher as cinco cenas que participarão de uma final, onde serão reapresentadas e definida a premiação pelo corpo de jurados. Menina Mojuba - Fotos de Bruna Prado - 008 - Iboru O 6º Festival Ziembinski de Esquetes Os Ciclomáticos abre a celebração pelos 28 anos d’Os Ciclomáticos Cia de Teatro, grupo que nasceu em festivais de teatro como os produzidos pela FETAERJ (Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro) e a extinta Universidade Gama Filho. A companhia contabiliza apresentações mundo afora, como quando levou parte de seu repertório à Espanha através do festival ¡Hola, Rio! , selecionada pelo edital Casa de América . Antes disso, Os Ciclomáticos marcaram presença em festivais de países como Alemanha , França e Peru – neste último, no FESTEPE , a Companhia recebeu o Prêmio de Companhia Ilustre da América Latina e Ribamar recebeu o prêmio como diretor pela pesquisa de linguagem desenvolvida no grupo.   “Cada vez mais Os Ciclomáticos vem se expandindo: em 2024 nos tornamos Ponto de Cultura graças a todo o empenho levando arte pelo país. Estamos com muita força na Europa e América Latina, conseguimos ultrapassar a fronteira, e cada vez mais estamos reverberando nossa identidade periférica para o mundo. Foram projetos lindos e viagens fantásticas e inesquecíveis com um público maravilhoso que nos recebeu com tanto amor! Em breve faremos o Cineclube Os Ciclomáticos e a versão 2025 do projeto ‘ Verão é tempo de teatro ’ ! E tem mais novidades em breve! Viva a arte brasileira, que não para!”, conclui Ribamar. Leões, vodka e um sapato 23 - Fotos Miguel Ramos   SERVIÇO :   6º FESTIVAL ZIEMBINSKI DE ESQUETES - OS CICLOMÁTICOS QUANDO : 14 a 18 de janeiro de 2025 HORÁRIO : 18h (apenas no dia 18 de janeiro começará às 17h) LOCAL : Teatro Municipal Gonzaguinha – Rua Benedito Hipólito, 125 – Centro – Rio de Janeiro   MOSTRA ESPECIAL (AS CINCO CENAS PREMIADAS) QUANDO : 19 de janeiro de 2025              HORÁRIO : 18h LOCAL : Areninha Cultural Municipal Jacob do Bandolim ENDEREÇO : Praça Geraldo Simonard, s/nº - Pechincha - Jacarepaguá ENTRADA GRATUITA - Retirada de senhas no local e dia do evento   MOSTRA DE ESPETÁCULOS TEATRAIS QUANDO : 21 a 25 de janeiro de 2025 HORÁRIO : 19h LOCAL : Teatro Municipal Gonzaguinha – Rua Benedito Hipólito, 125, Centro, Rio de Janeiro, RJ ENTRADA GRATUITA   OFICINA DE DIREÇÃO TEATRAL COM RIBAMAR RIBEIRO QUANDO : 28 de janeiro de 2025 (Turma A) e 30 de janeiro de 2025 (Turma B) HORÁRIO : 13h às 18h LOCAL : Espaço das Artes Os Ciclomáticos ENDEREÇO : Rua Santana, 119 - Lojas A, B, C e D - Centro - Rio de Janeiro GRATUITO - Vagas limitadas Alex Varela

  • A história de Malcon Mclean, o inventor do Contêiner de Transporte

    Na década de 1950, um homem teve uma ideia que revolucionaria para sempre o transporte, o comércio internacional e a economia global: Malcom McLean, o inventor do contêiner de transporte. Nascido nos Estados Unidos em 1913, McLean começou a trabalhar em um posto de gasolina e juntou dinheiro suficiente para comprar um caminhão usado em 1934, iniciando sua trajetória no setor de transportes. À medida que sua empresa crescia, a frota de McLean se expandiu para mais de 1.700 caminhões com 32 filiais, tornando-a a segunda maior companhia de caminhões dos Estados Unidos em 1955, até sendo listada na Bolsa de Valores de Wall Street. No entanto, McLean estava muito ciente das ineficiências do transporte marítimo. Na época, as mercadorias eram transportadas de forma avulsa em navios cargueiros, exigindo processos manuais demorados de carga e descarga nos portos. Esses atrasos frequentemente se estendiam por semanas, elevando drasticamente os custos de envio. Um dia, enquanto observava esse processo em um porto em Nova Jersey, McLean teve um pensamento revolucionário: "E se meu caminhão pudesse ser carregado no navio de uma só vez, com toda a carga?" Essa ideia mudaria o curso da história. Ele imaginou retirar a carroceria do caminhão e carregá-la diretamente nos navios. Para tornar esse conceito realidade, projetou contêineres metálicos com dimensões compatíveis com os reboques. Assim nasceu o contêiner de transporte. No início, ninguém queria transportar essas grandes caixas. As empresas de transporte marítimo rejeitaram a ideia por considerá-la pouco prática. Determinado, McLean comprou a Pan-Atlantic Steamship Company, mais tarde renomeada como SeaLand, para implementar sua visão. Em abril de 1956, McLean realizou a primeira remessa: 58 contêineres transportados de Newark a Houston em um antigo petroleiro da Segunda Guerra Mundial reformado para carregar contêineres. Os resultados foram surpreendentes. McLean não apenas reduziu o tempo de envio, mas também transformou a logística de transporte de bens, passando de "porto a porto" para "porta a porta". Essa inovação reduziu a necessidade de mão de obra, o tempo de permanência nos portos e os custos de envio. Em 1967, McLean conseguiu um contrato para transportar suprimentos militares ao Vietnã. Ele percebeu que, em vez de voltar com contêineres vazios, os navios poderiam parar no Japão e trazer produtos para os Estados Unidos, abrindo novas rotas comerciais com a Ásia. Apesar de seu impacto profundo no mundo, a contribuição de McLean nunca foi plenamente reconhecida. Ele faleceu em 2001 e permanece relativamente desconhecido para o público em geral. Em dezembro de 1999, a Maersk adquiriu o negócio internacional de contêineres da SeaLand. Em 2000, a Maersk Line adotou o nome comercial global Maersk SeaLand, consolidando o legado de McLean na indústria marítima. Malcon McLean é o exemplo de como uma ideia inovadora pode mudar o mundo.  Gilson Romanelli

  • Empresária luso-brasileira, Sofia Lourenço foi distinguida como “Personalidade do Ano de 2024” em Portugal

    A presidente da Associação Mais Lusofonia, empresária e responsável pela Clinibeira, em Castelo Branco, Sofia Lourenço, foi recentemente distinguida como "Personalidade do Ano de 2024". A cerimónia de entrega do prémio decorreu no Museu do Oriente, em Lisboa, e contou com a presença de várias personalidades ligadas à cultura e à literatura, incluindo o presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal (NALAP), Dom Nuno Barroso, e representantes da Literarte e do Instituto Cultural de Évora. Comentando o prémio, Sofia Lourenço afirmou: “É uma grande responsabilidade, isto porque ser destacada por toda a acção humanitária entre os países de língua portuguesa enche o meu coração de orgulho. Somos privilegiados, espalhados pelo mundo, ligados pela mesma forma de comunicar, apenas com sotaques diferentes. De forma alguma alimenta egos, mas sim aumenta a força para continuar. Obrigada a todos os membros da Associação Mais Lusofonia, por toda a nossa união e sentido de solidariedade”. Este prémio surge após uma série de conquistas notáveis da autora e gestora de instituições. No início de 2024, Sofia Lourenço recebeu a “Comenda Luís Vaz de Camões”, em Leiria, na Capela de São Pedro, Monumento Nacional, um reconhecimento pelo seu contributo à literatura e à cultura da língua portuguesa e pela sua dedicação à comunidade lusófona. Além disso, em outubro de 2023, lançou o livro “Mulheres Extraordinárias” em Castelo Branco, um trabalho que reúne relatos inspiradores de mulheres de todo o mundo, incluindo o seu próprio percurso. Uma obra da qual é coautora. O livro, lançado anteriormente em São Paulo, contou com a presença de diversas personalidades, incluindo representantes da Embaixada de Cabo Verde em Portugal e da Câmara Municipal de Castelo Branco, entre outros. Além do seu trabalho literário, Sofia Lourenço tem uma carreira destacada na área da saúde, sendo responsável pela Clinibeira, em Castelo Branco, uma clínica com mais de 22 anos de experiência, onde são oferecidos serviços de medicina dentária e terapias complementares. Sofia Lourenço foi também agraciada com uma “Moção de Honra ao Mérito” pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina, no Brasil, e foi aceite como Académica Correspondente da Academia Luso-Brasileira de Letras, com sede no Rio de Janeiro, durante uma cerimónia em março de 2023. O reconhecimento de Sofia Lourenço reflete o seu empenho contínuo na promoção da língua e cultura portuguesas, bem como a sua dedicação à melhoria da saúde e bem-estar das comunidades que serve. “Agradeço o reconhecimento, há muito a fazer. Vamos caminhando”, concluiu Sofia Lourenço, que também lidera a Associação Mais Lusofonia, empenhada em ações humanitárias em várias geografias do mundo.   Fotos: Agência Incomparáveis Ígor Lopes

  • Entrevista: Djalma Augusto dos Santos Mello

    O entrevistado de hoje é o renomado historiador Djalma Augusto dos Santos Mello. 1- Olá Djalma! Você acabou de lançar a obra A Província Fluminense. Literatura, imprensa, arte e escravidão no longo século XIX. Qual é a premissa fundamental do estudo?   O século XIX no Brasil foi um século em transformação. Para o filósofo Karl Polanyi, o século XX passou por intensas mudanças, no entanto, o século XIX no país vivenciou o Nascimento Cultural. Não tivemos História Antiga e nem História Medieval, mas sim,  a Idade Moderna e Contemporânea,  bem diferente do quadro histórico europeu. Os escritores e artistas europeus levaram para a superfície a cultura europeia e ela encontrava-se atrás dos muros nos principais mosteiros, muito bem trabalhado de uma forma verossímil no livro O Nome da Rosa de Umberto Eco e nas universidades de Paris,  Coimbra,  Oxford,  Cambridge,  Bolonha e Salamanca na Espanha com os ensinamentos do neoplatonismo aristotélico-tomista liderado por Bernard de Chartres,  Pseudo Areopagita,  Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. O Brasil vivenciou nos oitocentos uma intensa atividade artística e cultural nas letras após a criação da Imprensa Régia por D. João VI em 1808, a Missão Francesa liderada por Lebreton e as gravuras de Debret,  além é claro do alemão Rugendas. A nossa História da Arte estava em formação,  assim como o conhecimento na fauna,  flora e mineralogia de uma forma auspiciosa pela Imperatriz Leopoldina e a Missão Austríaca,  destacando Spix e Martius. Até mesmo o principal escritor do romantismo alemão Johann Goethe conheceu a flora brasileira,  mesmo sem nunca ter pisado no continente americano.  Recebeu dos aventureiros germânicos,  espécies até então desconhecidas na Europa. 2- Por que a região  Vale do Café Fluminense lhe interessa como objeto de estudo?   Nasci em Barra Mansa-RJ, cidade que encontra-se no Vale do Café Fluminense,  uma cidade histórica fundada em 1832 na condição de vila e desmembrada de Resende em 1857, tornando-se cidade e ponto estratégico na economia cafeeira. Todo o Vale do Café é rico em documentação histórica.  Os arquivos públicos de Piraí,  Resende,  Vassouras e Barra Mansa tem uma farta documentação,  fontes primárias riquíssimas sobre diversos temas, principalmente escravidão e imprensa nos séculos XIX e XX. 3- Como se deu a sua formação como historiador?   Tornei-me historiador quando desenvolvi a minha primeira pesquisa para a publicação do meu primeiro livro Oitocentos no plural: História e Literatura nos tempos machadianos. Ed. RH Produções Artísticas,  Volta Redonda-RJ, 2021. Fui atrás de documentos e historiografia sobre a história da literatura brasileira no século XIX na Biblioteca Nacional e na biblioteca da Academia Brasileira de Letras. 4- Quais são as suas principais referências no campo da história?   As minhas principais referências são Fernand Braudel, historiador francês da segunda geração da Escola dos Annales da França, o historiador cultural britânico Peter Burke, o historiador estadunidense Robert Darnton,  um especialista em Iluminismo e o italiano Carlo Ginzburg. No Brasil, o historiador Sidney Chalhoub, o polímata Marco Lucchesi  e as historiadoras Lilia Moritz Schwarcz e Mary del Priore. 5- Além de ser um pesquisador de qualidade, você também leciona em alguma universidade?   Não. Sou palestrante em universidades públicas,  privadas e diversas Academias de Letras. 6- Você considerou relevante a lei que regulamentou a profissionalização do historiador?   Sim! A Lei 14038 reconhece a função do historiador,  um trabalho sério e profissional. A Lei diferencia o amador que escreve a História sem ter-se formado na área,  separando o profissional do amador.   7- Como você define a história?    A História é uma Ciência Social, uma área que foi escrita por uma elite intelectual e pensada para escrever sobre as elites. No livro de Homero Ilíada,  a Guerra de Tróia deveria ser lembrada ad aeternum na conquista dos Reis,  segundo Agamenon diante de Aquiles. A ideia de pensar a História somente do ponto de vista mítico e elitizado não foi total, mas um parcial equívoco do personagem Agamenon.  William Shakespeare escreveu sobre Júlio César,  assim como Alexandre Dumas escreveu uma biografia de Napoleão Bonaparte,  no entanto,  a história dos menos afortunados,  ainda que tenha sido verossímil,  tem um valor histórico e social inquestionável.  Cito por exemplo a obra Os Miseráveis de Victor Hugo. A História estava alinhada com a filosofia de Augusto Comte no Brasil em boa parte do Brasil Imperial no século XIX e na República Velha, uma elite que fomentava a “ordem” e o “progresso” na República. Com o surgimento da Escola dos Annales na França,  fundada pelos historiadores Marc Bloch e Lucien Febvre (1929-1989), a História estreitou laços com a Geografia Humana, Sociologia e  Antropologia. Um olhar híbrido na área de História, reforça a hermenêutica e desconstruiu a ideia que a História é só museu e todo o historiador é um antiquário,  palavras essas muito bem definidas por Marc Bloch em seu livro Apologia da História ou ofício do historiador? Nenhum historiador é dono da verdade,  pois a verdade é tangível e relativa. A História é problematizada buscando compreender o passado para explicar o nosso tempo. 8- Quais são os seus projetos futuros na área de história?   Tenho um projeto que será organizado por mim e pelo escritor e historiador Leonardo Santana. Seremos organizadores de um livro com cerca de 15 intelectuais com enorme credibilidade nacional e internacional e esperamos que seja lançado no segundo semestre de 2025. Em março ou abril vou lançar o meu primeiro romance histórico e o cenário geográfico é uma fazenda na zona cafeeira em Barra Mansa,  empoderamento feminino de uma sinhazinha e um escravo muçulmano. Uma obra ficcional flexibiliza o escritor e o historiador diante da história oficial.   Já estou escrevendo um livro ainda sem título e o tempo histórico é a Baixa Idade Média, tecendo um novo olhar sobre Dante Alighieri,  A Divina Comédia a mentalidade medieval. Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação  Chico Vartulli

  • Adeus a Jimmy Carter: uma vida de serviço e compromisso

    James Earl Carter Jr., mais conhecido como Jimmy Carter, foi um político e filantropo americano que serviu como 39º presidente dos Estados Unidos de 1977 a 1981. Nascido em 1º de outubro de 1924, em Plains, Geórgia, Carter é lembrado por sua liderança visionária e seu compromisso com os direitos humanos. Infância e Educação Carter cresceu em uma família tradicional sulista, com raízes na agricultura e no cultivo de amendoins. Ele se formou na Academia Naval dos Estados Unidos em 1946 e serviu na Marinha até 1961. Após a morte de seu pai, Carter retornou a Plains para gerenciar a fazenda da família. Carreira Política Carter iniciou sua carreira política em 1963, como senador do estado da Geórgia. Em 1970, foi eleito governador do estado e, em 1976, conquistou a nomeação do Partido Democrata para a presidência. Ele venceu a eleição presidencial de 1976 contra Gerald Ford. Presidência (1977-1981) Durante sua presidência, Carter enfrentou desafios econômicos, incluindo inflação e recessão. Ele também lidou com crises internacionais, como a invasão soviética do Afeganistão e a crise dos reféns no Irã. Carter é lembrado por suas políticas progressistas, incluindo: Anistia aos desertores da Guerra do Vietnã: Carter concedeu anistia incondicional aos desertores da Guerra do Vietnã. Acordos de Camp David: Carter mediou os acordos de paz entre Israel e Egito. Desregulamentação: Carter promoveu a desregulamentação de setores econômicos, como o financeiro e o energético. Pós-Presidência Após deixar a presidência, Carter dedicou-se a questões de direitos humanos e diplomacia. Ele fundou o Carter Center, que promove a democracia e os direitos humanos em todo o mundo. Carter também recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2002. Legado Jimmy Carter é lembrado como um líder visionário e um defensor dos direitos humanos. Sua presidência foi marcada por desafios, mas também por conquistas significativas. Faleceu no dia 29 de dezembro de 2024, com 100 anos, sem dúvida ele continuará a ser uma figura respeitada nos Estados Unidos e no mundo pelo grande legado que nós deixou. Gilson Romanelli

  • Brasil: Praia de Ipanema inaugura quiosque com sabores portugueses e apoio da TAP Air Portugal

    Casal se descontrai no verão carioca com os picolés distribuídos no Porto Tap [Crédito da foto divulgação / cedida pela TAP ] A cidade do Rio de Janeiro ganha mais um espaço, onde os turistas poderão aproveitar o verão carioca com os sabores de Portugal na praia de Ipanema. O quiosque, batizado de Tap Air Portugal, foi aberto no dia 21 de dezembro e permanece até 21 de janeiro de 2025.   Localizado na orla marítima, uma das praias mais conhecidas do mundo devido à canção “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, o local está entre os postos 8 e 9, um dos pontos mais badalados da orla carioca. Ao criarem o espaço, os criadores quiseram “transformar o verão” numa “experiência única para os cariocas e turistas”.   Sob o lema “Mate sua sede de viajar com a TAP”, os turistas podem se refrescar com picolés ou gelados premiados nos sabores de pastel de nata ou vinho e com direito a brindes. Também foram montadas para os amantes de práticas desportivas de verão, quadras de beach tennis, futevôlei e vôlei de praia com aulas guiadas por instrutores.   No quiosque, o visitante também pode se divertir ao som sob o comando de um DJ, aproveitar os painéis instagramáveis, relaxar em cadeiras de descanso e refrescar com chá gelado.   “O Porto TAP promete ser o ponto de encontro perfeito para aproveitar as praias de Ipanema com muita diversão e uma pitada da cultura portuguesa diretamente para as famosas praias brasileiras”, destacaram os organizadores.   A criação do quiosque é uma parceria entre o aeroporto Rio Galeão (Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim) e a companhia aérea Tap Air Portugal, com voos que conectam 13 cidades brasileiras a Portugal.   Ígor Lopes

  • Copacabana, a princesinha do mar – Parte 8

    Imagem da Avenida Atântica - Final dos anos 60 A virada para os anos 1960 associa-se, frequentemente, a ideias como o “rodoviarismo”, as fábricas de automóveis e os migrantes dirigindo-se maciçamente para as cidades, em busca de empregos e de possibilidades para obter recursos e conforto. Nesse período, para as camadas mais favorecidas, a vida moderna oferecia inúmeras novidades, traduzidas em facilidades, como os eletrodomésticos e os alimentos industrializados.   A imagem de  Brasília ,  construída no Planalto Central, e a do  Rio de Janeiro ,  não mais capital do país, mantendo seus contornos turísticos, com obras por todo lado redesenhando seu espaço urbano, agregam aspectos importantes. Essa fase de renovação e de crescimento seguiu até os anos 1970, quando começou o que os economistas chamam de “década perdida”...   Em contrapartida em 1963, a Avenida Atlântica, mais precisamente no charmoso Leme, (parte do bairro de Copacabana), ganhara seu primeiro grande edifício: O Hotel Leme Othon Palace. Imagem da Praia do Leme - 1970 - Brasiliana Fotografica Imagem da Capa de revista com o Lobby principal do Leme Othon Palace Imagem de um dos Lobbies do recém inaugurado Leme Othon Palace Hotel - 1964 Para muitos, o imponente prédio da Avenida Atlântica de número 656, esquina com Rua Anchieta, era somente Leme Palace Hotel.   O Hotel de mármore preto e branco com letras douradas na fachada, fez parte da vida de muitos cariocas. Foi palco de festas, casamentos e encontros.   Inaugurado em 17 de abril de 1964, foi considerado o prédio mais alto da época, com 194 apartamentos. A construção foi da Sisal, que também fez o Le Meridièn e o Edifício Garagem, na Rua Gustavo Sampaio.  O Leme Palace não tinha piscina. Tinha o Deck e o Barroco Bar. Tinha a Boate Balaio e cozinha Internacional, com o Chef Paul Hachler. Imagem da Avenida Atlântica 1968 em visita da Rainha Elizabrth II, observa-se o Leme Othon Palace, ainda maior edifício da orla Construído no lugar do antigo casarão do Presidente Epitácio Pessoa, a inauguração do Leme Palace foi um boom na época. O Grupo de Hotéis Othon S.A, selecionava profissionais de vendas com idade entre 25 a 50 anos, com promessa de remuneração sem limites. A ideia era montar um grande time, para garantir que o Hotel funcionasse a 100%. Imagem do recém inaugurado Leme Othon Palace Hotel O Leme Othon era anunciado em Nova York e em Tóquio.    Abriu as portas com coquetel, coletiva para a imprensa, lançamento de livro, Festival de comida suíça, casamento, exposição de quadros, jantar para candidatas ao título de Miss Brasil e eventos internacionais. Foi no hotel que executivos da Metro Goldwin Mayer ficaram hospedados para definir lançamento de filmes em toda a América Latina   O bom êxito da unidade Leme, levava o Grupo Othon a começar em junho de 1972, as obras de mais um hotel. O Rio Othon Palace Hotel, em Copacabana.   Reduto das Estrelas ...   O Leme Othon Palace Hotel entrava na rota das estrelas receberia artistas como Cláudia Cardinalle, o cineasta Dino de Laurentis, Rock Hudson, e Mike Connors. Também sediaria eventos corporativos do Governo Brasileiro. Imagem da atriz Claudia Cardinale - Leme - Copacabana - anos 60 Nessa época, o Meridien, ainda não existia.  O Leme era o hotel do momento. Para se ter uma ideia, grande parte das personalidades nacional ou internacional que vinham ao Rio, escolhiam o Leme Palace...   Como todo hotel, teve escândalos e algumas polêmicas.  Carlos Lacerda (que foi governador) chegou a morar no Hotel. Chico Anísio quando separou se por alguns dias, de Rose Rondéli, também foi para o Leme Palace.   Com decoração elegante, tinha salão de convenções, Galeria de Artes e Lobby bar com piano. Como não tinha piscina, o serviço de praia era supereficiente.  O Leme Othon Palace tinha a badalada Boate Balaio, comandada pelo Rei da Noite, o pianista Sacha Rubin. Imagem de Sasha Rubin na Boate Balaio - Leme Othon Palace Hotel   Boate Balaio   Na Boate Balaio reinava o pianista Sacha´s. Com voz rouca, cigarro no canto da boca e um copo de uísque sobre o piano, ele era a sensação de todas as noites. A Balaio abria cedo. Das 17 às 19h, era possível ouvir música barroca na Boate. Alcyr Pires Vermelho também tocava piano lá.   A Boate recebia personalidades como Carmem Miranda, Ginger Rogers, Henry Ford, Marlene Dietrich e Ali Khan. Figura simpática, Sacha se apresentava para gente como Jk, Rockfeller e Ibrahim Sued, que era figura constante. Imagem do anúncio da Boate Balaio com Sasha Rubin - Leme Othon Palace Hotel - anos 70 Sacha Rubin não se chamava Sacha. O nome dele era Salomon Rubin. Adotou apelido de infância, dado por uma Governanta que trabalhava na casa dele. Sacha que já tinha passado pela Vogue (do Barão Stuka) e pelo May Ling, chegou na Balaio, depois que a Casa dele fechou.    A convite de Carlos Machado -  criou por volta de 1954 -  O Sachas Foi ele próprio quem procurou as 4 lojas, em que a Boate funcionaria na Antônio Vieira, no Leme. A Casa noturna foi um sucesso por 10 anos. Com a transferência do Governo Federal para Brasília, o Sacha´s não resistiu. Foi vendido em setembro de 1966.   Em 5 de dezembro do mesmo ano, Sasha Rubin assumia noite do Leme Othon Palace Hotel. Foi um convite da Direção Geral. A Balaio funcionou com sucesso até 1976. Foi lá, que o pianista comemorou 25 anos de trabalho no Brasil. Imagem da duplicação da Avenida Atântica nos anos 70 - Leme   Fontes : Arquivo Pessoal Arquivo Hotéis Othon S/A Brasiliana fotográfica ACERVO da Página LEME ANTIGO (Agradecimento a David Groisman) André Conrado

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