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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Pipa Brasey: lançamentos de clipe com Xande e DVD no Rival, desfiles no carnaval e 40 anos de sucesso na Europa

    Pipa Brasey faz lançamentos de clipe com Xande (nas redes) e do DVD "Eu, Você e a Bossa" no Rival  (Portela, Porto da Pedra, Vai-Vai; uma das "intérpretes oficiais" da Unidos de Bangu, e 40 anos de carreira internacional) (Crédito das fotos - Décio Figueiredo) Cantora brasileira radicada há  4 décadas na Suiça ,  Pipa Brasey  chega novamente ao país, desta vez para lançamento nas redes sociais do clipe  "Pode chorar",  música que tem a participação de Xande de Pilares e, também ,  do DVD " Eu, Você e a Bossa ", dia 13 de março, às 19h30,  no  Teatro Rival Petrobras, no Rio. A artista, personalidade marcante do carnaval brasileiro, conforme de hábito, estará entre as  intérpretes oficiais do samba-de-enredo, na Sapucaí durante o desfile do GRES   Unidos de Bangu. Uma de nossas  melhores referências no exterior quando se fala de samba e bossa nova, Pipa j á se apresentou nas principais casas de espetáculos da Europa, participa de mega eventos e "abrindo shows"  para estrelas da música brasileira como, por exemplo, Alcione em suas turnês internacionais.  Vale acentuar que a intérprete está completando 40 anos de uma vitoriosa carreira no exterior  e, além das inúmeras turnês europeias, também visitou países como o Japão, a Argentina, Venezuela e Bolívia, entre outros. Repertório clássico, mas com arranjos atualizados e interpretações contemporâneas Para o lançamento do DVD " Eu, Você e a Bossa"  no Teatro Rival Petrobras, Pipa Brasey selecionou um repertório formatado por clássicos da MPB e da Bossa Nova , gênero musical que extrapolou fronteiras e continua a seduzir plateias brasileiras e internacionais. A cantora,  uma das maiores divulgadoras da nossa cultura no exterior, preparou um repertório baseado em   canções imortalizadas por gênios da música como Tom Jobim e João Gilberto , e "o espetáculo é uma imersão única no encanto e sofisticação do gênero, contando a história do nascimento da bossa nova, em Ipanema, nos anos 50 " ;; além de trazer arranjos atualizados e interpretações contemporâneas para melodias que auxiliaram na construção da música brasileira.  No show, músicas como " Desafinado " e " Samba de uma nota só " (Tom Jobim/ Newton Mendonça), " Insensatez"  (Tom Jobim),  "Eu sei que vou te amar " (Tom Jobim/ Vinícius de Moraes), " Basta de clamares inocência " (Cartola) e  "Resposta ao Tempo" (Cristovam Bastos/Aldir Blanc), entre outras. Portela, Viradouro, Vai-Vai, Unidos de Bangu, Boa Vista (ES), figurino no Museu do Samba, Embaixadora Cultural e Madrinha Assincarj Por mais uma vez consecutiva, no ano passado, intérprete da Unidos de Lausanne, em Ouchy, e destaque no c arnaval d e Londres  ao lado do amigo Wantuir , na  Paraiso School of Samba . Com Wantuir e Vic Tavares , marcou presença na folia parisiense , na Champs- Elysèes , representando a " Azulinha ".  Pipa,  acostumada a cantar em desfiles carnavalescos também na Europa,  é uma das grandes personalidades do mundo do samba e do nosso carnaval.   Madrinha do carro de som da Portela por 10 anos  (logo no primeiro ano o carro ganhou  o Estandarte de Ouro) , &eacut e; uma das intérpretes oficiais da Unidos de Bangu;  esteve presente em desfiles da Vai-Vai, Porto da   Pedra e Boa Vista (ES), entre  as mais diversas agremiações, e sempre nos grupos de cantores oficiais das escolas. Celebrada pelos sambistas e amantes do carnaval,  Pipa Brasey  tem um dos seus figurinos (vestido e sapatos) usados em sua primeira apresentação em palco de quadra, durante ensaio de uma escola de samba carioca, eternizado no Museu do Samba; tornou-se Embaixadora da Associação dos Intérpretes Carnavalescos do RJ (Assincarj) ; " batizada", recebeu, no Cacique de Ramos, de Bira Presidente, o Diploma de Sambista. Pelo reconhecimento de todos esses anos difundindo a  música brasileira na Europa, recebeu o título de " Embaixadora Artística e Cultural ", da cultura brasileira em Zurique , pelo CEBRAC (Centro Brasil Cultural), na Suíça. A  intérprete foi homenageada pelo site  "Carnavalesco"  como "a artista que mais difundiu a música brasileira no exterior".  Brasey também se tornou a  "embaixadora " do  " Pré-Vestibular  Social" ,  projeto que leva o nome de   Dona Zica  e tem  Fernanda Montenegro como madrinha.  A cantora foi a primeira brasileira a gravar no famoso   Abbey Road Studios, eternizado pelos Beatles. Na ocasião, a canção selecionada foi "Retalhos de Cetim", de Benito di Paula. Cantar não é apenas o que eu faço, é quem eu sou", resume Pipa A artista tem um famoso podcast na Europa onde entrevista brasileiros bem sucedidos que moram no exterior. Durante a pandemia, a cantora fez lives com participações de  artistas como Zezé Motta,   Jorge Aragão, Leci Brandão, Xande de Pìlares e Sandra de Sá, entre inúmeras outras personalidades. " Cantar não é apenas o que eu faço, é quem eu sou... e minha missão é representar também além das fronteiras, da melhor forma, a  rica cultura musical brasileira. A música é o alimento da minha alma". Revista do Villa | Eulália Figueiredo (Assessoria de Imprensa)

  • Teatro Riachuelo Rio recebe Pearl Jam Symphonic

    Projeto sinfônico que homenageia a consagrada banda americana Link para imagens:  https://drive.google.com/drive/folders/1Zdt8v2WW_Y4RhrEZFpotS4Kuq0UV7FDi   O  Teatro Riachuelo Rio  recebe no próximo dia 22 de janeiro o projeto  “Pearl Jam Symphonic”  da banda Black Circle. A apresentação vai contar com todos os clássicos do Pearl Jam, além de inúmeras surpresas, acompanhada de uma orquestra ao vivo, regida pelo músico e arranjador Dhouglas Umabel, membro da Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre), uma das orquestras mais respeitadas  do América Latina. O público irá presenciar um espetáculo feito de fã para fã, revisitando todos os álbuns do grupo  de Seattle e todas as fases dessa banda que marcou história. Sobre Pearl Jam e banda Black Circle Seattle, extremo oeste americano, 1990. Depois de colecionarem decepções tentando emplacar no mundo da música, quatro amigos ligados a um gosto musical em comum se reúnem com um cantor de San Diego, Califórnia e formam o que viria a ser, pouquíssimo tempo depois, uma das bandas mais importantes da história do rock. Além de colecionar prêmios e feitos expressivos no mundo da música, o Pearl Jam detém a marca de 70 milhões de discos vendidos, patamar que os coloca na galeria das maiores bandas da história da música internacional e recebendo diversas homenagens ao redor do globo. Uma delas, 100% inédita e exclusiva, ocorrerá no  Brasil, capitaneada pela banda carioca Black Circle, reconhecida pela comunidade internacional de fãs do Pearl Jam por interpretar com extrema fidelidade e personalidade os clássicos e as raridades da banda. Surgida no Rio de Janeiro em 2016, o grupo alcançou um feito até então inédito para qualquer tributo: chamar a atenção do próprio Eddie Vedder! O cantor não só interagiu com a banda nas redes sociais como também decidiu, de forma espontânea, “apadrinhar o grupo”, convidando os cariocas para participarem de um show beneficente recheado de grandes nomes como Adam Sandler, Adam Levine, Billie Eilish, Willie Nelson e David Letterman, e transmitido, entre outros, no canal do Pearl Jam, durante a pandemia. Se o sonho de abrir para a sua banda preferida não fosse suficiente, a Black Circle ainda viveu outra grande emoção, quando em um show do Pearl Jam, na cidade de Austin, Texas, em Setembro de 2023, Eddie Vedder recebeu da plateia uma bandeira da Black Circle, e os saudou e mencionou a banda, dedicando a eles a música que deu nome à banda, Spin The Black Circle, e recomendando ao público presente que conhecessem o grupo carioca. Em outro momento, Eddie fez uma aparição pública, junto com a sua família, usando uma camiseta da banda. Durante a pandemia, a Black Circle realizou 25 lives, todas com mais de 3 horas de duração e contribuiu para que os fãs da geração 90 pudessem ter algum momento de escape e diversão. Durante várias dessas lives, Eddie e sua esposa Jill apareceram nos comentários e interagiram com os fãs presentes, protagonizando momentos únicos. A proximidade do cantor e as manifestações de carinho dele com a banda repercutiram na imprensa brasileira e internacional, fazendo com o que o grupo carioca atraísse a atenção de grandes veículos como a Rolling Stone. Teatro Riachuelo Rio O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40 , reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows.  Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço. Serviço: Nome:   Pearl Jam Symphonic Data e horário:  22 de janeiro, 20h Vendas:  https://www.ingresso.com/espetaculos/pearl-jam-symphonic   Classificação:  Livre Duração : 100 minutos Valores : Plateia VIP - R$260,00 Plateia VIP (Ingresso Solidário) - R$143,00 Plateia - R$220,00 Plateia (Ingresso Solidário) - R$121,00 Balcão Nobre - R$200,00 Balcão Nobre ( Ingresso Solidário) - R$110,00 Balcão Superior - R$180,00 Balcão Superior (Ingresso Solidário) - R$99,00 Balcão Superior 2 (preço popular) - 50,00 Alex Varela

  • Batida apresenta: 1 DJ +1 Microfone | Lux Frágil

    No dia 6 de Março , às 22h30, o Lux Frágil , em Lisboa, será palco de uma apresentação única de “ 1 DJ + 1 Microfone ”, a estreia de Pedro Coquenão na escrita para teatro e encenação, com um texto autobiográfico. “Nós precisamos de dançar juntos mais do que fazer pão em casa.” Manuel Moreira , também em estreia sozinho em palco, dá corpo ao texto num espectáculo multidisplinar que cruza teatro, stand up e clubbing resultando num irresistível convite simultâneo à festa e à reflexão. Nesta noite especial, o espaço mais emblemático da vida noturna lisboeta reforça o seu papel como epicentro de partilha e vivência colectiva, onde a pista de dança abraça a dupla função de palco e protoganista num espectáculo que desafia os cânones. 1 Dj + 1 Microfone é um espectáculo multidisplinar que propõe um novo formato (nunca formatado) que compromete o DJ com o microfone e a palavra, desafia o público a escutar e a movimentar-se, em diálogo com os outros corpos presentes, baralhando as diferenças entre plateia e pista, palco e clube, espaço informal e espaço encenado. O propósito principal desta peça é cruzar o que de essencial existe em cada uma destas disciplinas, espaços e contextos. O microfone foi a primeira arma de um DJ, é proposta uma hora para dançar com as palavras. O monólogo do Stand Up, que depende do riso, a riqueza de texto e a encenação do Teatro, o movimento e a participação dos corpos, num clube com som envolvente e a informalidade do seu espaço, pretende dar saídas, possibilidades, desbloqueando e massajando o corpo com a gargalhada e a dança, e libertando a alma através do escape que o Teatro nos permite. “Apesar do que faço ser um pouco de tudo, esta peça marca a minha estreia a escrever e encenar Teatro. O Texto é Autobiográfico e Íntimo, Interage com a Actualidade. O Cenário é de Clubbing, Horizontal e o Teatro é Musical. Sob a forma de um Monólogo, que em momentos se assume Stand Up, o público é convidado a integrar-se na peça como um elemento da mesma.” Pedro Coquenão Os bilhetes já estão à venda na Ticketline e locais habituais. Autor e Encenador Pedro Coquenão Actor Manuel Moreira Técnica Luz e Som João Fonte Produção Força de Produção Lux Frágil, Lisboa 6 de Março às 22h30 Bilhetes 15€ M16 Revista do Villa | Teresa Sequeira - Força de Produção

  • Rede clínica digital portuguesa inaugurada com base na filosofia estóica

    Foto: Agência Incomparáveis A STOICNET, uma rede clínica digital, cujo slogan é “saúde com propósito, pertença com valor”, está à disposição do público e também dos profissionais de saúde que desejarem se integrar.  Estão disponibilizadas uma série de consultas unindo os cuidados clínicos com base no desenvolvimento pessoal e na filosofia estóica.   As consultas abrangem áreas para o diagnóstico da pessoa na clínica geral, psicologia, psiquiatria e nutrição. Há também serviços de personal trainer, consultoria de imagem, desenvolvimento pessoal. No site da rede, na versão gratuita e paga, pode-se encontrar o Clube dos Estóicos, com o objetivo de promover “o empoderamento e a responsabilidade individual”.   O fundador da STOICNET, o psicólogo clínico e professor universitário português Ivandro Soares Monteiro, diz que a sua clínica “surge como uma solução robusta, diferenciada e automatizada digitalmente” numa era “marcada por incertezas, notícias preocupantes e a necessidade crescente de estrutura e comunidade”.   Para a STOICNET, que junta ciência, filosofia à prática contemporânea com base nos ensinamentos de Séneca, Epicteto e Marco Aurélio, “nada é pessoal; o mundo é uma série de causas e efeitos. Podemos sempre escolher como reagir, que é o que controlamos”. E defini Monteiro: “Porque a vida é o que fazemos com o que nos acontece”. Ígor Lopes

  • Brasil: Casa dos Poveiros celebrou 95 anos de fundação na cidade maravilhosa

    Foto: cedida pela Casa dos Poveiros do Rio A Casa dos Poveiros do Rio de Janeiro, localizada no bairro da Tijuca, Zona Norte dessa cidade brasileira, celebrou, no último dia 12 de janeiro, a sua festa de 95 anos de fundação, com a presença de um público de cerca de 300 pessoas e uma atração internacional. O evento contou com a apresentação do Rancho Poveiro, vindo diretamente de Portugal, com foco nos trajes, danças e cantares dos pescadores da Póvoa de Varzim. Durante o certame, o presidente da Casa dos Poveiros do Rio, Cláudio Murad, fez um breve discurso reforçando a “sua satisfação” em relação ao trabalho desenvolvido, mas confessou ser “difícil chegar aonde chegaram”. Os responsáveis pela festividade classificaram o evento como “um dia memorável na Casa dos Poveiros do Rio de Janeiro”. Fontes ligadas à entidade realçaram que o presidente da Casa, Cláudio Murad, e o vice-presidente Cláudio Furtado, além de toda a diretoria, têm realizado um belíssimo trabalho frente à Casa dos Poveiros”. Diversos membros da comunidade luso-brasileira e autoridades portuguesas e brasileiras marcaram presença, incluído o presidente da Câmara Municipal da Povoa de Varzim, Aires Pereira e sua esposa Cristina Neves; a cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, Gabriela de Albergaria; o deputado Flávio Martins; o presidente da Real e Benemérita Sociedade Portuguesa Caixa de Socorro D. Pedro V, do Liceu Literário Português e também da Associação Luís de Camões, Francisco Gomes da Costa; o Provedor Venerável da Irmandade do SS. Sacramento Santo Antônio dos Pobres e Nossa Senhora dos Prazeres e presidente da Assembleia Geral da Casa do Poveiros, José Queiroga; o vice-presidente do Conselho Deliberativo da Casa do Poveiros, Izidro de Souza Rodrigues; entre outros presidentes das casas regionais luso-brasileiras. Ígor Lopes

  • Brasil na Rota do Vinho: Uma Jornada pelos Vinhos Brasileiros

    O Brasil, conhecido por sua diversidade cultural e belezas naturais, também tem consolidado seu espaço no cenário vitivinícola internacional. Apesar de não ser tradicionalmente associado à produção de vinhos como países europeus, o Brasil tem surpreendido críticos e consumidores com a qualidade e a variedade de seus rótulos, posicionando-se como um destino fascinante na rota do vinho. História da Vitivinicultura no Brasil A história do vinho no Brasil remonta ao século XVI, com a chegada dos portugueses. Porém, foi somente no século XIX, com a imigração italiana no sul do país, que a vitivinicultura ganhou força. Os italianos trouxeram conhecimentos técnicos e variedades de uvas que se adaptaram bem às condições climáticas e geográficas da região. Desde então, o setor evoluiu significativamente, passando por ciclos de modernização, melhoria técnica e reconhecimento internacional. Principais Regiões Produtoras: O Brasil conta com diversas regiões vinícolas que se destacam pela singularidade de seus terroirs. As principais são: Serra Gaúcha (RS) Responsável por cerca de 85% da produção nacional, a Serra Gaúcha é o berço da vitivinicultura brasileira. O Vale dos Vinhedos, primeira Denominação de Origem (DO) do Brasil, é famoso pela produção de espumantes de alta qualidade, elaborados principalmente pelo método tradicional (champenoise). Os vinhos tintos e brancos da região também têm grande destaque. Campanha Gaúcha (RS) Localizada na fronteira com o Uruguai, essa região é caracterizada por solos arenosos e um clima seco, ideal para o cultivo de uvas tintas, como Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot. Os vinhos da Campanha são intensos e estruturados, com ótima capacidade de envelhecimento.   Vale do São Francisco (BA/PE) Uma das regiões mais curiosas do mundo vitivinícola, o Vale do São Francisco se destaca por sua localização em pleno semiárido nordestino. Graças à irrigação do Rio São Francisco, é possível colher até duas safras por ano, algo raro na viticultura mundial. Os vinhos da região possuem características tropicais, com destaque para os espumantes e vinhos rosés. Planalto Catarinense (SC) Com altitudes superiores a 1.200 metros, o Planalto Catarinense tem se consolidado como uma das regiões emergentes do vinho brasileiro. O clima frio e os solos graníticos favorecem a produção de vinhos de clima frio, como Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Outras Regiões O Paraná, São Paulo, Minas Gerais e até o Rio de Janeiro têm explorado a vitivinicultura com projetos inovadores, incluindo vinhos de inverno e microvinícolas que apostam em produções exclusivas e de alta qualidade.   Destaques dos Vinhos Brasileiros O Brasil tem um forte reconhecimento na produção de espumantes, com muitos rótulos recebendo prêmios internacionais. A leveza, frescor e complexidade desses vinhos refletem o domínio técnico das vinícolas brasileiras na elaboração desse estilo. Além disso, vinhos tintos e brancos têm mostrado evolução constante, com destaque para uvas como Merlot, Tannat, Chardonnay e Riesling Itálico. Os vinhos de inverno, produzidos em regiões como Minas Gerais e São Paulo, também merecem menção especial. Essa técnica permite a colheita durante o inverno seco, resultando em uvas mais concentradas e vinhos de alta qualidade. Enoturismo no Brasil O enoturismo é uma das forças que impulsionam o setor vinícola no Brasil. O Vale dos Vinhedos, com suas vinícolas centenárias, é o destino mais visitado, oferecendo experiências como degustações, harmonizações, passeios entre vinhedos e hospedagem em hotéis boutique. Outras regiões, como o Vale do São Francisco e o Planalto Catarinense, também têm investido em estruturas turísticas, ampliando o acesso a essa cultura. Desafios e Potencial Apesar de suas conquistas, o Brasil ainda enfrenta desafios, como a alta carga tributária e a concorrência com vinhos importados. No entanto, iniciativas voltadas à sustentabilidade, inovação tecnológica e promoção do mercado interno têm fortalecido o setor. A crescente valorização dos produtos locais, aliada ao aumento do interesse internacional, aponta para um futuro promissor. Conclusão O Brasil na rota do vinho é uma história de resiliência, criatividade e paixão. Cada garrafa conta um pouco da diversidade e do talento do país, que, com terroirs únicos e vinícolas comprometidas com a excelência, continua encantando o paladar de consumidores ao redor do mundo. Seja para um entusiasta ou um curioso, explorar os vinhos brasileiros é um convite a descobrir sabores e histórias fascinantes que só o Brasil pode oferecer. * Próxima matéria : DUPLA PODA OU COLHEITA DE INVERNO João Souza

  • Devagar, Devagarinho

    Estreou Martinho, Coração de Rei - O Musical, no teatro Riachuelo. Um espetáculo de Miguel Falabella. A idealização e realização é de Jô Santana. É uma superprodução, com sofisticados figurinos, cenários, e iluminação.    A dramaturgia é de Helena Theodoro que nos apresenta um texto sensível, poético, com uma narrativa estruturada, que nos possibilita conhecer as diversas facetas de Martinho José Ferreira.   Ninguém mais apropriado do que Helena para redigir o texto. Ela é amiga pessoal do artista, redigiu uma biografia sobre o mesmo, é letrada, culta, filósofa, e professora doutora. Portanto, ela é uma mulher preta qualificada.   Helena inicia o texto na África ancestral, com o Griô  narrando a história do orixá do tambor bata, Ayan, e seu filho Ayangalu, os que tocam atabaque nos terreiros. A história de Ayan e seu filho é aplicada ao contexto brasileiro, personificando em Teresa de Jesus Ferreira e em seu filho Martinho José Ferreira. A partir desse momento, a dramaturgia passa a narrar a vida do artista brasileiro.   O musical é biográfico, não linear e cronológico, e nos faz conhecer o Martinho sambista, cantor e compositor; o militar, sargento do Exército; o político, que luta por sua cultura e pela sua arte africana com as Kizombas, e a relação com a cultura africana na construção da cultura brasileira como base e essência; o do mundo, do amor e da plenitude que atua em todas as frentes, que faz curso universitário  depois dos setenta, que escreve para crianças, que é pleno em sua vida; o Martinho das mulheres, sua verdadeira  paixão; o torcedor do Vasco da Gama, entre outros aspectos da rica e diversa trajetória do artista.   Helena também teve o mérito de inserir no texto a figura de Noel Rosa, o "poeta da Vila", e realizar o encontro imaginário com Martinho. Os dois não se conheceram. Noel morreu jovem, vítima da tuberculose pulmonar, e não conheceu Martinho nem o GRES Unidos de Vila Isabel. No texto teatral há espaço para a imaginação e a criatividade!   E de dramaturga, Helena virou personagem do musical. Lá estava ela, a amiga do cantor e compositor!   A dramaturgia é complementada pelos excelentes sambas do cantor e compositor, os grandes sucessos como Madalena, Mulheres, Canta Canta, Minha Gente, entre tantos outros. Texto e musicalidade estão intimamente associados, construindo um espetáculo que exala poesia, samba, cultura preta, ancestralidades, e diversidade cultural. O elenco como um todo tem uma atuação perfeita! Contudo temos que sublinhar a atuação do ator Alan Rocha como Martinho da Vila. Há quatro atores interpretando o cantor e compositor. Mas, Alan é o principal, e arrebenta! Tem uma atuação de gala! A voz do ator é idêntica a de Martinho. Parecia que o último estava sob o palco. Ele é uma alegria e vibração! Interpreta, canta e dança de forma notável, e transmite emoção, esquenta a plateia.   O elenco é acompanhado por uma banda, cuja direção musical é de Josimar Carneiro. Os atores interpretam ao vivo versões das músicas de Martinho, que são bem cantadas e interpretadas pelo elenco, e estão em sintonia e ajustados com a banda. A dinâmica entre o elenco e a banda funciona de forma perfeita.   Josimar Carneiro como diretor musical também teve o mérito, como já comentamos, de selecionar os grandes sambas de sucesso, e incluir os sambas-de-enredo como o inesquecível Para Tudo Se Acabar na Quarta-feira, composto para o desfile do ano de 1984. Os figurinos criados por Claudio Tovar são bonitos, de um bom gosto fora do comum, e adequados. Ganham destaque os da primeira parte do musical no contexto africano, e os de reisado no contexto do morro dos Pretos Forros.   A cenografia criada por Zezinho Santos e Turíbio Santos é incrementada, adequada e arrojada. Reconstrói a letra M, inicial de Martinho, e apresenta adereços decorativos com motivos africanos. A iluminação criada por Felipe Miranda é bonita, adequada, e sofisticada com efeitos especiais.   Martinho, Coração de Rei - O Musical é um mega espetáculo, com uma superprodução, e uma dramaturgia potente; apresenta um elenco forte e talentoso; e cenografia e figurinos de bom gosto, criativos e de alta qualidade. Excelente produção de teatro-musical! Fotos: Erick Almeida Alex Varela

  • Abertura da Exposição "A Poética do Cerrado" no Centro Cultural Justiça Federal

    Horizonte Cerrado - Viver no Centro do Mapa Exposição no Centro Cultural Justiça Federal apresenta um panorama da poética do Cerrado, a partir da coleção de Sergio Carvalho, ao mesmo tempo em que estabelece conversas-embates entre obras que configurem este universo que o centro excêntrico (em relação ao mapa cultural brasileiro) produz como discurso visual e estético. Com curadoria de Marília Panitz, a mostra que reúne cerca de 140 obras de mais de 40 artistas, será inaugurada no dia 25 de janeiro ELDER ROCHA Paisagens instáveis 14 Foto Ding Musa FÁBIO BAROLI Batata quando seca a rama é que fica enxuta FOTO DING MUSA FERNANDA AZOU Distopia GISELE CAMARGO Brutos Cipó (11), 2022 ISADORA ALMEIDA Goyazes 5 JOÃO ANGELINE O Bioma Cerrado é o segundo maior da América do Sul. As modernas capitais dos estados abarcados pelo bioma vão tendo que se haver com a potência da ancestralidade em seus entornos. Cada vez mais, os habitantes desses centros, e em especial aqueles cujo matéria prima do trabalho é a poética, lançam mão da natureza e da cultura ao redor, um redescobrimento que deixa sua marca na produção artística e na ação política de declarar suas especificidades em relação a outras regiões. E suas semelhanças.   A proposta desta mostra é estudar, dentro da Coleção Sérgio Carvalho, os indícios de tal hipótese. Sérgio é um colecionador de arte contemporânea brasileira, com um acervo que contempla todas as regiões do Brasil. Mas, talvez por viver em Brasília, tenha um documento dos mais interessantes da produção artística – do final do século passado e das duas primeiras décadas deste em que vivemos –, no centro do país.   Com obras que abrangem as últimas décadas do século XX e as duas primeiras deste século, Horizonte Cerrado  reflete a potência artística de uma região que, embora geograficamente central, é culturalmente excêntrica. Ao reunir produções dos estados do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) e regiões limítrofes de Minas Gerais e Bahia, é possível traçar um mapeamento cultural que transcende fronteiras geopolíticas. O Cerrado, enquanto espaço físico e simbólico, influencia não apenas os que nasceram ali, mas também aqueles que, por escolha ou destino, passaram a habitá-lo, reinterpretando sua força e beleza em diversas linguagens artísticas.   Horizonte Cerrado: Viver no centro do mapa  é uma realização do Instituto de Promoção à Arte e Cultura – IPAC, com produção assinada pela 4 Art e patrocínio da Eletrobras.   A EXPOSIÇÃO A mostra apresenta-se distribuída em cinco salas. Sala 1 – Na linha contínua da paisagem, o que permanece... A ideia de paisagem é percorrida por suas diferentes abordagens. Pode ser uma operação de recorte do elemento que a define, a pedra, em uma experiência de não assentamento, ou de pouso na superfície geométrica de cor – quase um inventário –, ou o relato do cotidiano, ação banal tornada poética. Pode figurar a visão do passageiro que percorre a distância da mata ao cerrado e à cidade futurista, em imagens em movimento que são quase abstrações ou a composição de horizontes oníricos, cujas personagens se perdem na imensidão ao redor. Ou pode mergulhar nos elementos que à compõem, experiência física de diluição no lugar ou decodificá-la através da tela, quase inexistente, como alusão à distopia. Artistas: Dirceu Maués, Fernanda Azou, Gisele Camargo, Irmãos Guimarães e Ismael Monticelli, Marcos Siqueira, Pedro Gandra.   Sala 2 – Entre traçados, anotações e costuras O traço aqui se impõe como desenho, não importando em que linguagem as obras são concebidas. O traço anota o pensamento, anota o lugar, deriva nas possibilidades da figuração, ganha o espaço tridimensional para se inscrever. E na criação dos trabalhos, apresenta certas questões, ou narrativas. É na justaposição, nos recobrimentos e nas emendas que o sentido se apresente para o olhador. Como se a linguagem fosse tomando para si todos os vestígios dos olhares, dos objetos, dos movimentos... Reaproveitamentos do mundo. O que já foi, continua presente nas transformações das coisas?  Artistas: Athos Bulcão, Elder Rocha, Evandro Prado, Helô Sanvoy, Luiz Mauro, Miguel Ferreira, Raquel Nava, Rava, Virgílio Neto.   Sala 3 – Chão de terra, céu azul, chão de concreto Camadas de tempo vão se sobrepondo. O novo inventa uma história fictícia para estabelecer sua hipótese, aposta em um futuro como abandono do passado. Mas a raiz se impõe. Entre a construções, cresce a vegetação que retoma sutilmente o seu espaço. O cerrado dormita a cada ano, parece morrer, mas retorna à primeira chuva. A cultura se modifica e segue aprendendo com a inovação para seguir viva. Sob o imenso céu azul do centro do Brasil – sempre o mesmo – a história se faz inscrita na paisagem. O concreto se desenha sobre o chão mais antigo do país. E passamos a fazer a arqueologia das coisas, com os olhos entre duas direções. Artistas: Adriana Vignoli, Alice Lara, David Almeida, Florival Oliveira, Isadora Almeida, João Angelini, Karina Dias, Luciana Paiva, Ludmilla Alves, Marcelo Solá, Matias Mesquita, Pedro David, Pedro Ivo Verçosa, Wagner Barja.   Sala 4 – Das reminiscências do agora Há algo que atravessa as terras antigas. Uma disposição de ver o invisível. Às vezes por fé, outras por atualização da memória através de suas imagens e objetos... às vezes por medo. Há ainda aquilo que se forja pela metaforização da vida comum, um certo mergulho no fantástico, E há a conjugação das palavras com as figuras. No encontro entre ancestralidade e projeção do futuro, o imaginário se manifesta. Toda imagem transcende sua função rotineira, tudo se desloca no universo das coisas. Artistas: Andrea Campos de Sá e Walter Menon, Antônio Obá, Coletivo Três Pe, Derik Sorato, Léo Tavares, Valéria Pena Costa.   Sala 5 – O comum extraordinário: subversões E a vida comum pode ser extraordinária, a depender do viés do olhar que a captura (?). a forma de descrevê-la pode torná-la experiência única, muitas vezes improvável, outras insuportável. Afinal, a naturalização do que ocorre com a sociedade provoca a banalidade. É preciso visão poética e visão política. É preciso subverter a ordem que não pareça ter sentido. E muitas vezes, é necessário inventar a realidade para poder produzir a mudança. As imagens aqui presentes são figurativas, algumas realistas. Os eventos são reconhecíveis, mas...a partir daí tudo é deslocamento, tudo é estranhamento. Como deve ser. Artistas: Bento Ben Leite, Camila Soato, Fabio Baroli, Pamella Anderson. O COLECIONADOR Residente em Brasília, Sérgio Carvalho, advogado, 64 anos, começou sua coleção de arte contemporânea em 2003, quando conheceu Nazareno, José Rufino, Eduardo Frota e Valéria Pena-Costa, que o apresentaram a outros artistas. Encantado com o universo poético de cada um deles, Carvalho resolveu vender as gravuras de Oswaldo Goeldi que possuía para comprar fotografias de Lucia Koch.   Hoje – 22 anos após iniciar sua coleção – Sérgio Carvalho reúne obras de alguns dos mais importantes artistas contemporâneos brasileiros, entre os quais Regina Silveira, Nelson Leirner, Iran do Espírito Santo, Efrain Almeida, Sandra Cinto, Emmanuel Nassar, Hildebrando de Castro, Rubens Mano, Berna Reale, Ana Elisa Egreja,  Jonathas de Andrade, Flavio Cerqueira  Sofia Borges , Camila Soato e Rodrigo Braga, Zé Crente, Cícero e Mestre Paquinha.   SERVIÇO Horizonte CERRADO – Viver no CENTRO do Mapa Abertura:  25 de janeiro – 15h Visita guiada com a curadora:  25 de janeiro – 16h Período:  25 de janeiro a 23 de março Centro Cultural Justiça Federal Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro / RJ Uber: Rua México, 57, Centro, Rio de Janeiro / RJ Dias/Horários: terça a domingo, das 11h às 19h Agende sua visita mediada em: visitas.ccjf@trf2.jus.br   Assessoria de Imprensa Meio e Imagem Comunicação Vera Matagueira: (21) 3807-6497 | 97326-6868 Ana Ligia Petrone: (21) 99985-7744 Alex Varela

  • Professor e escritor Fábio Antônio Gabriel lança mais um livro: “Mediação — Fundamentos e Práticas Educativas”

    O professor, pesquisador e escritor Fábio Antônio Gabriel, com diversos livros publicados, entre ensaios e coletâneas, lançou recentemente “Mediação — Fundamentos e Práticas Educativas”. Ao longo da sua carreira, tem se dedicado a temas associados à filosofia e à educação. Com a nova obra, centrada na “prática da mediação” e na importância da “figura do mediador”, desenvolve-se o conhecimento artístico, histórico e cultural.   Para a museóloga e mediadora cultural Danielly Dias Sandy, prefaciadora do livro, a formação de Gabriel e a sua experiência como “docente, pesquisador e escritor” proporcionam uma obra capaz de despertar uma aguçada “percepção do leitor acerca da prática da mediação”.     O “livro é mais do que um guia; é uma obra dedicada a instigar aqueles que desejam aprofundar o seu conhecimento e as suas habilidades na arte da mediação”, enfatiza a museóloga, também pesquisadora na Unidade de Investigação Aplicada em Gestão (UNIAG), Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal.   Dividida em seis capítulos, “Mediação — Fundamentos e Práticas Educativas”, uma publicação (2024) da Editora Inter Saberes, foi pensada por Gabriel para ter uma progressão didática para ajudar o profissional interessado em dar os primeiros passos na carreira sem as “complexidades da mediação” e, assim, facilitar o seu aprendizado como mediador.   Por isso, há uma preocupação do autor, já no capítulo inicial, em desvendar os fundamentos e como aplicar em “diversos contextos”, sendo também uma obra direcionada a outros campos profissionais integrados a programas interdisciplinares, culturais e educativos.   No início de cada capítulo, o autor faz um check-in  do tema desenvolvido e, no final, traça uma “síntese” do referido assunto, seguido por obras para o leitor ampliar os seus conhecimentos. Também disponibiliza “atividades de autoavaliação”, um meio para assimilar as informações aprendidas sobre a formação de mediador.   Com texto fluente sobre a “prática da mediação”, o autor pontua as etapas a serem seguidas pelo leitor e, no segundo capítulo, revela como o profissional deve agir para ser bem-sucedido na mediação.   Já no terceiro capítulo mostra alguns exemplos de como os profissionais podem ter uma visão da prática real e, no capítulo seguinte, abre com um novo exemplo: sobre o “processo de mediação” nos museus, onde “tudo é feito segundo uma intencionalidade pedagógica e educacional”. Há também referências sobre a ética do mediador.   No quinto capítulo, intitulado “Mediações em diferentes contextos no âmbito cultural”, ele segue com exemplos provenientes de galerias de artes e exposições virtuais. No sexto capítulo, Gabriel orienta o profissional a “desenvolver projetos de ação educativa” focados num “maior envolvimento do público” e toma o “pai da filosofia” como exemplo de conduta para os mediadores.   Sabe-se que o filósofo grego, condenado à morte por cicuta, deixou um método, pelo qual, conforme reflexão de Gabriel, deve ser tomado como referência pelo mediador, pois o ajuda a compreender que não está sozinho devido aos “conhecimentos da vida cotidiana” reunidos entre os séculos.   “Ser mediador cultural é ser como Sócrates, figura que estimula as pessoas a pensar em novas perspetivas, visando sempre à emancipação humana. O mediador cultural também é convidado a ajudar as pessoas a desconstruir vários preconceitos e a construir novas ideias e pensamentos, mostrando-se abertas ao novo. Não se trata de uma verdade dogmática, mas de um conhecimento provado pela argumentação e pelo diálogo, com base no qual novos saberes podem ser estabelecidos”, esclareceu Gabriel.   A vida académica de Fábio Antônio Gabriel   Com sólida formação académica, universo onde atua como professor universitário e no ensino médio, dedicou anos da sua vida aos estudos, nos quais se ateve a conexões entre teologia, filosofia, sociologia e educação. A maioria dos seus livros, enquanto professor-pesquisador, são dedicados a temas sobre suas áreas de atuação. Ele também já publicou um livro de poemas.   Gabriel é doutor em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Brasil, onde adquiriu, no segundo semestre de 2024, o certificado de pós-doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática. Atualmente, leciona filosofia na rede estadual do Paraná no município de Santo Antônio da Platina e atua como professor contratado do Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), campus Jacarezinho.   Gabriel possui especializações em Filosofia e Ética, Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia, Ensino Religioso, Gestão e Organização da Escola com ênfase em Direção Escolar, Psicopedagogia Clínica e Institucional.   Nos primeiros anos de formação, bacharelou-se em Teologia e se licenciou em Filosofia, Letras, Pedagogia e Ciências Sociais. O escritor mantém um site , onde divulga suas obras, inclusive e-books , disponíveis gratuitamente: www.fabioantoniogabriel.com . Fotos enviadas pelo autor. Ígor Lopes

  • Apresentação do livro “Teatro José Lúcio da Silva: Contributos para a sua História (1951-1967)” de Adélio Amaro

    O escritor leiriense Adélio Amaro vai apresentar, no próximo dia 18 de janeiro, pelas 15 horas, com entrada livre, o livro: “Teatro José Lúcio da Silva: Contributos para a sua História (1951-1967)” , numa iniciativa inserida na comemoração do 59.º aniversário do Teatro José Lúcio da Silva, onde decorrerá o evento. Recriando o primeiro aniversário do Teatro (1967), a sessão contará com um momento cultural da responsabilidade do Coro do Orfeão de Leiria e do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez. Nesta mesma sessão, com acervo do Arquivo Municipal de Leiria e da Biblioruralis (Associação Cultural), será inaugurada uma exposição com alguns cartazes do primeiro ano de atividade do Teatro, assim como diversa documentação e maquetas anteriores à respetiva inauguração. A exposição ficará patente até ao dia 3 de março e poderá ser visitada diariamente das 18 às 22 horas, com entrada livre. Segundo apurámos, o livro “Teatro José Lúcio da Silva: Contributos para a sua História (1951-1967)”, além do enquadramento social, cultural e político do concelho de Leiria, retrata, ao longo de 478 páginas, o processo da demolição do Teatro D. Maria Pia (1958) e descreve todo o procedimento que levou ao aparecimento do novo Teatro, após José Lúcio da Silva oferecer “5 mil contos” para a respetiva construção. Desta forma, o leitor terá a oportunidade de conhecer a dinâmica da cidade enquanto se discutia, na praça pública, o futuro do novo teatro e, principalmente, a sua nova localização. Note-se que foi José Lúcio da Silva que desbloqueou a situação ao oferecer o novo teatro à cidade de Leiria. Este acabou por ser construído nos terrenos cedidos pelos herdeiros de António Marques da Cruz e inaugurado a 15 de janeiro de 1966. Durante o primeiro ano de atividade, o Teatro José Lúcio da Silva recebeu o melhor que havia no país no âmbito da Sétima Arte e do Teatro. Para o presidente do município de Leiria, Gonçalo Lopes, autor do prefácio, o “Teatro José Lúcio da Silva é uma das mais notáveis instituições culturais de Leiria, com uma história de décadas de serviço à comunidade e à cultura. Fundado em 1966 pela generosidade de José Lúcio da Silva e da sua esposa, este teatro nasceu com o propósito de promover a democratização do acesso à cultura e às artes, uma missão de enorme valor. Esse legado encontra-se plasmado nesta obra, da autoria de Adélio Amaro, a quem importa deixar um agradecimento pelo contributo para o conhecimento da história desta instituição e da relevância que assume para a comunidade leiriense”. Adélio Amaro é também presidente do Centro do Património da Estremadura, consultor para a Cultura Popular na Câmara Municipal de Leira, responsável pela Biblioruralis e diretor do jornal Gazeta Lusófona, da Suíça. Foi distinguido recentemente pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina – AFCHL, com sede no Brasil, assim como pela Academia Luso-Brasileira de Letras, do Rio de Janeiro, entre outras entidades portuguesas e internacionais. Imagens: Agência Incomparáveis e departamento de Comunicação da Câmara de Leiria Ígor Lopes

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