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Mônica Paixão reposicionou o lugar das mulheres em cargos de alta gestão na hotelaria do Brasil contemporâneo

Foto: Verônica Peixoto


Em um setor historicamente comandado por homens nos cargos de alta gestão, Mônica Paixão @monikapaixao transformou a própria trajetória em um marco da hotelaria brasileira contemporânea. Seu nome entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a ocupar a gerência-geral de um hotel na cidade do Rio de Janeiro, rompendo barreiras e inaugurando um novo modelo de liderança feminina no segmento.

 

Formada em Economia pela Universidade Cândido Mendes e em Relações Públicas pela UERJ, Mônica iniciou cedo sua jornada. Aos 23 anos, ingressou como gerente de recepção no então icônico Le Meridien Copacabana, hoje Hilton Rio de Janeiro. Seu talento para a gestão e a habilidade no relacionamento com equipes rapidamente a destacaram na operação, rendendo sucessivas promoções ao longo de 14 anos.

 

Ao perceber que deveria avançar, decidiu buscar novos desafios. Em novembro de 2000, foi convidada a liderar a abertura do hotel Ipanema Plaza, tornando-se então, a primeira mulher no Rio de Janeiro a ocupar o cargo de gerente-geral. O sucesso foi imediato: no réveillon daquele mesmo ano, o hotel alcançou 100% de ocupação, consolidando um case emblemático de eficiência operacional e posicionamento de mercado.

 

Após sua chegada à gerência-geral, outras mulheres passaram a ocupar posições semelhantes no Rio. Ainda assim, a trajetória não foi simples. Mônica enfrentou resistências, tanto explícitas quanto sutis. “Em muitas reuniões, ainda hoje sou a única mulher”, afirma. Mesmo diante de comentários relacionados ao seu gênero, construiu sua autoridade com firmeza, carisma, personalidade e resultados. Foi justamente essa combinação entre visão de negócios e relações humanas que a levou a quebrar paradigmas na hotelaria.

 

Para ela, a formação em Economia forneceu bases importantes para a gestão, mas o verdadeiro diferencial sempre esteve nas pessoas. “Eu gosto de lidar com pessoas. A hotelaria traz essa gratificação”, resume. Não por acaso, define sua liderança a partir do fator humano: “80% do meu tempo é dedicado a pessoas”.

 

Contratada em um momento crítico pelo Le Canton, foi vista como a última aposta para reverter a situação do empreendimento. Enfrentou os impactos da pandemia, reestruturou equipes, reposicionou a operação e conduziu uma transformação profunda, consolidando o hotel como referência no setor. Esse percurso culminou em sua ascensão à liderança máxima da empresa, ao tornar-se CEO. Além disso, ocupa a presidência da ABIH, ampliando sua influência e inspirando homens e mulheres a novos modelos de gestão.

 

Ao olhar para o mercado, sua trajetória revela mudanças importantes. Para ela, esse movimento é uma conquista coletiva, ainda que a transformação cultural nas organizações siga em curso.

 

Mais do que uma carreira de sucesso, Mônica Paixão construiu um legado. Seu pioneirismo não apenas abriu portas, mas também reposicionou o lugar das mulheres na liderança da hotelaria brasileira.

 

 

Nando Andrade


 
 
 

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