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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • A multifacetada Regina Ribeiro, dos palcos para a passarela

    Regina Ribeiro formada pela Escola de Dança Maria Olenewa,  foi Bailarina principal do corpo de Baile da cidade de Niterói, primeira colocada na audição do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, destacando se em solos e primeiros papéis, atriz  formada em teatro pela escola Leonardo Alves, trabalhou com Bibi Ferreira,  no seu espetáculo Bibi In Concert 2 viajando pelo Brasil, se destacou como como coreógrafa da TV Record, participou do programa Gospel Line ao lado de Mara Maravilha, e do curta metragem Pierrot e Colombina sob direção do cineasta Fernando Félix.  Regina bailarina internacional e embaixadora do  goodness ballet dance academy na Nigéria África é também jornalista, produtora cultural, apresentadora do programa Estrelando com Regina Ribeiro no canal do YouTube, CEO da empresa Regina Ribeiro Produções Artísticas LTDA,  Presidente do festival Estrelando Danças, Teatro Música, Premiada em São Paulo no Prêmio Networking Empresarial, convidada a entrega de prêmio, imigrantes da Assembleia República de Lisboa dentre outros. Em 2024 lançou o Troféu Regina Ribeiro melhores do ano e está na sua segunda edição no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No dia 29 de Março de 2025, Regina será destaque no lançamento da nova coleção FAUNA GT de Guilherme Tavares que acontecerá durante a festa Safári em Petrópolis/RJ. Foto: Divulgação  Guilherme Tavares

  • Lançamento do Retorno da Revista Manchete no Teatro Adolpho Bloch

    O retorno de um ícone do jornalismo brasileiro Na noite de ontem, 19 de março, o Teatro Adolpho Bloch foi palco de um evento histórico: o retorno da Revista Manchete , um ícone do jornalismo brasileiro. O local foi escolhido já que a sede da Manchete esteve lá por muitos anos. O evento, que celebrou o renascimento dessa publicação que marcou gerações, contou com a presença de uma plateia animada, repleta de personalidades, como: Alexandre Accioly, Camila Farani, Luiz Calainho, Gustavo Tutuca, Secretário de Estado de Turismo do Rio, entre outros. Crédito das fotos: Mateus Cony Alex Varela

  • Bate-papo com Kristhel Byancco reúne fãs e leitores na Livraria Boutique Teatro, no Fashion Mall Rio

    Na noite da última quarta-feira, a Livraria Boutique do Teatro, localizada no charmoso Fashion Mall, foi palco de um bate-papo especial com a atriz e escritora Kristhel Byancco. Conhecida por sua trajetória marcante nas artes cênicas e por sua produção literária sensível e inspiradora, Kristhel recebeu leitores, fãs e colegas do meio artístico para uma conversa intimista sobre sua carreira e seu processo criativo. Durante o encontro, Kristhel compartilhou bastidores de sua atuação nos palcos e nas telas, além de comentar sobre suas obras literárias, entre elas Lapidando Vidas, que tem conquistado espaço entre os leitores por sua mensagem de superação e autoconhecimento. Escrever é um ato de coragem e entrega, assim como atuar ,afirmou a artista, emocionando a plateia ao relatar episódios de sua vida pessoal que influenciaram suas narrativas. O evento, mediado pelos  convidados , contou com uma sessão de autógrafos e momentos descontraídos de interação com o público,  no espaço da livraria. Personalidades do meio cultural marcaram presença e prestigiaram a escritora, reforçando a importância de eventos que unem literatura e teatro em um ambiente acolhedor e criativo. É uma honra dividir minha história e minha arte com pessoas tão queridas e apaixonadas pela cultura. Esses encontros me fortalecem como artista e como ser humano . A Livraria Boutique Teatro, que tem se consolidado como um ponto de encontro cultural na Zona Sul carioca, segue com programação variada, reunindo grandes nomes da literatura e das artes. Fotos: Vera Donato Revista do Villa || Vera Donato

  • Exposição de fotografias de Bate-Bola abre no Sesc Madureira no domingo, 23 de março

    SESC Madureira apresenta "Nação Bate-Bola", esposição individual do artista visual André Arruda De 23 de março a 22 de junho, exposição inédita no Rio apresenta registros de mais de 10 anos do artista   Bate-bola: O movimento urbano mais importante do Brasil contemporâneo. Esse é o tema central da exposição “Nação Bate-Bola” que será aberta no dia 23 de março. A mostra individual do artista visual Andre Arruda, com curadoria de Isabel Portella, será apresentada no Sesc Madureira.  A exposição que acontece em Madureira, um dos bairros mais expressivos da cultura carnavalesca da cidade, traz um olhar artístico e sócio-documental desse movimento cultural do carnaval, existente há quase 100 anos nas periferias do Rio de Janeiro.  O projeto, que foi selecionado através do edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, exibirá 17 fotografias coloridas em grande formato, resultado de um processo intenso e criativo do artista que, há mais de 10 anos, acompanha esse movimento.  Também no espaço expositivo do Sesc, o público poderá encontrar dois curta metragens documentais produzidos pelo artista com importantes integrantes da cultura Bate-bola e personalidades do Rio, além de fantasias, máscaras e bandeiras das “turmas” - como são chamados os grupos desse movimento. A exposição conta também com o texto da pesquisadora de Bate-bolas e mestre em artes, Aline Valadão.   “O meu trabalho é o de mostrar esse universo quase paralelo do Rio de Janeiro, que é a segunda maior economia do carnaval carioca. Bate-bola é paixão, resistência e tradição”, define o artista visual Andre Arruda.  A exposição permite que cariocas e visitantes da cidade, de todas as classes e idades, possam entrar em contato com a paixão e a beleza de um movimento artístico autoral e comunitário das Zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro. “O carnaval de rua é uma das manifestações mais espontâneas entre os cariocas. O colorido das fantasias, os foliões cantando e dançando por toda a cidade marcam um período de liberdade de expressão que atravessa os séculos. Os registros apurados do Andre, em diferentes períodos e bairros, mostram a evolução dinâmica desse movimento popular”, explica a curadora Isabel Portella. Entre as imagens que poderão ser conferidas na exposição estão turmas de “Pirulito”, “Bola e Bandeira”, “Sombrinha e Adereço”, entre outros estilos, registradas em bairros do Rio como Oswaldo Cruz, Vila Valqueire, Marechal Hermes, Deodoro, Campo Grande e Piedade.  No documentário “Jairinho Madruga”, Andre apresenta um personagem que é parte fundamental desse movimento, o artesão de máscaras de Clóvis (outra denominação para os Bate-bolas) que há mais de 10 anos produz e “glittera” (termo usado para colorir as peças) cerca de 400 máscaras por ano.  Em “Bate-Bola é Arte?", o artista conversa com bate-boleiros, pesquisadores e entusiastas da atividade e sua relevância como movimento sócio-cultural. Anderson ‘’Buda’’, líder da turma Fascinação - de Oswaldo Cruz, Vanessa Amorim, líder da turma Bilhetes de Anchieta, formada apenas por mulheres, e o escritor Marcelo Moutinho são alguns dos entrevistados no documentário.  No dia 23 de março, domingo, a abertura da exposição contará com visita mediada com a presença do artista, a curadora Isabel Portella, a pesquisadora Aline Valadão e o artesão de máscaras Jairinho Madruga.  Sobre Andre Arruda  Trabalhou como fotojornalista nos principais jornais do Rio (Jornal do Brasil e O Globo), entre 1992 e 2000. Há mais de 30 anos atua como artista visual. Em 2017, foi premiado pelo ensaio ‘Clóvis’ no Prêmio Fotografia Brasil Porto Seguro, em São Paulo. Acumula alguns outros prêmios como o ANER, Itaú Cultural e Casa Firjan. Seu trabalho já foi exibido em mais de 10 exposições. É autor do livro “100 coisas que cem pessoas não vivem sem” e co autor de dezenas de outros. Em junho de 2023, ganhou o prêmio ''O Rio do Futuro'' do edital Firjan/Sesi 2023. No início de 2024 participou da exposição coletiva: “E o palhaço, quem é?”, também com seu ensaio de Bate-Bolas, no Paço das Artes, em São Paulo.  Em janeiro de 2025 participou da coletiva “Rio de Corpo e Alma”, no Museu Histórico da Cidade, no Parque da Cidade, com fotografias de Bate-bolas. O projeto é uma coprodução da Fava Comunicação & Arte e belOlhar.  Realização: Sesc Madureira Co-produção: Fava Comunicação & Arte e belOlhar  Produção Executiva e Comunicação: Fabiana Gabriel Coordenação Geral: Bel Tinoco Curadoria: Isabel Portella Identidade Visual: Juliana Montenegro Fotos para download: https://drive.google.com/drive/folders/14JrEvKTuo77unG87Zfw37nh-NKhF_iwX    Confira aqui o video Jairinho Madruga: https://www.youtube.com/watch?v=rPcUTjfhyfw SERVIÇO Sesc Madureira Endereço: Rua Ewbanck da Câmara, 90 23 de março - 22 de junho 2025 Abertura: 23 de março, às 11h Visitação:  De terça a sexta 10h às 19h.Sab, Dom e feriados: 10h às 16h. Entrada Gratuita Fabiana Gabriel Produção Cultural e Comunicação Revista do Villa || Fabiana Gabriel

  • Projeto sobre a Copa do Mundo Feminina de Futebol é selecionado no Edital de Apoio às Cientistas Mães pela FAPERJ

    Uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ, em parceria com o Instituto Serrapilheira e apoio do movimento Parent in Science selecionou o projeto sobre a Copa do Mundo Feminina de Futebol no Edital de “Apoio às Cientistas Mães “pela FAPERJ.   O edital "Apoio às Cientistas Mães", que visa diminuir o esperado impacto da maternidade sobre aquelas que exercem atividades acadêmicas, apoia e incentiva professoras/pesquisadoras com vínculo empregatício em Instituição de Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro, que se tornaram mães nos últimos 12 (doze) anos.   A professora Paola Lohmann, do Programa de Pós-Graduação em Administração da Unigranrio Afya e coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Turismo foi uma das pesquisadoras que teve projeto contemplado nesta edição do Edital e participou da Cerimônia de assinatura do Termo de Outorga, realizada no Palácio Guanabara, no dia 13 de Março.   Para ela, os Editais de fomento de pesquisa e as bolsas da FAPERJ são de suma importância para a produção científica e para a sociedade como um todo. "Investir em ciência e educação é um papel do Estado e nós, pesquisadores e educadores, temos a responsabilidade de trabalhar a geração do conhecimento de forma integrada com o setor público, o setor privado e a sociedade civil", afirma a pesquisadora, doutora pela Universidade de Aveiro, em Portugal.   A sua proposta está relacionada à Copa do Mundo Feminina de Futebol, que será realizada no Brasil em 2027 e tem como principal objetivo estimular a inovação e o desenvolvimento territorial a partir do megaevento esportivo. O projeto trabalhará inclusive pautas de grande relevância não só para o Estado, mas para o país como um todo, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, englobando saúde e bem-estar, geração de emprego, inclusão e diversidade.   "Recentemente, realizamos um evento, que também contou com apoio da FAPERJ, e discutimos a importância de se estimular o investimento no futebol feminino de base e na formação das atletas". Segundo a pesquisadora, este é um nicho de mercado promissor e é dever dos diferentes setores ter um olhar mais atento a esta modalidade esportiva, que tem associada o papel de empoderamento da mulher na sociedade" . "Apesar de já estarmos a menos de 3 anos da realização deste campeonato, as ações públicas e privadas neste momento ainda são tímidas e este projeto terá um papel fundamental na articulação e no desenvolvimento de ações em prol do futebol feminino, dentro e fora do campo", afirma ela. Para a pesquisadora, existem também diversas oportunidades e desafios para muito além dos gramados, envolvendo inclusive o empreendedorismo. "A realização de eventos esportivos gera uma série de postos de trabalho e queremos mais mulheres atuando nas diferentes frentes.   Que projetos como esse inspirem mais alunos e professores na pesquisa, ciência e tecnologia... Um agradecimento especial à FAPERJ. Que façamos por merecer!"   Mais informações do projeto podem ser obtidas pelo instagram @npturunigranrio ou acessando o site www.nptu.com.br   Revista do Villa || Alessandra Dayrell

  • Entrevista: Kristhel Byancco (empresária,atriz, escritora e pastora)

    Empresária da La Byancco Comércio, Produções e Representações Ltda. Atriz, escritora, poetisa, designer de jóias, palestrante, pastora pela OMEBE. Presidente da Fundação FEC (Fé, Esperança e Caridade) há 26 anos. Embaixadora da Paz (Universe Peace Federation). Membro da ACLASP, Academia Ciência letras e artes de São Paulo. Diretora nacional social da Virada Feminina e diretora nacional da Libra (Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil). Master coach, palestrante e mentora pela SLAC (Sociedade Latina Americana de Coaching). Passou por grandes empresas com Tv globo, Tv manchete, SBT, para um dia criar a sua própria empresa. Embaixadora da ABME Mulher nacional. Celebrante de casamento - JETHR0 - internacional. Embaixadora de a ONG Florescer. Apresentadora do Programa “Guia de Estilo Batom Vermelho e Salto Alto” Programa Moda.com . Diretora da Associação Nacional e Internacional de Imprensa-ANI. Embaixadora Rota da Empreendedora. Palestrante da Rota das Empreendedoras,confirmada para palestrar Bussines mentoring Network- Dubai Experience 2025. Embaixadora Master Clube MNLP (Mulheres de Negócios Língua Portuguesa). “Todas minhas conquistas foram doloridas, mas nunca desistir com os nãos. Afinal só vence quem suporta”. Jóias do poder    A jóia do poder é uma palestra de consciência e transformação de um pensamento em relação ao seu verdadeiro. Em outras palavras, o seu verdadeiro poder de existir em uma sociedade.  Assim como uma pedra preciosa que passa por um processo de lapidação também somos nós, as mulheres, com a nossa capacidade de nos adaptarmos. Por isso faço uso da mensagem que tem por trás de uma pedra preciosa. Já pensou no processo que um diamante, um rubi, esmeralda, safira, turmalina da Paraíba passam para se tornarem lindos, fortes e resistentes?  A jóia do poder é trazer a sua essência como mulher que enfrenta adversidades, como choque, estresse, perdas, violências, traumas e outros eventos traumáticos. Uma gema passa por alguns processos doloridos para se tornar preciosa. Assim é uma mulher no seu processo de lapidação, neste processo de purificação e trazendo a melhor adaptação para o seu engate, ou seja, a sua melhor adaptação no convívio da sociedade inserida.  Nunca esqueça que você irá reluzir se tiver a luz de um diamante lapidado. Não importa o processo, o importante é o resultado. A mente entende que você é o reator da sua própria luz, onde quer que você for o seu brilho jamais irá apagar.  A resiliência é o fundamento de nossa palestra. Não importam quais foram às dores e os traumas. Você precisa entender o processo, isto implica as injustiças, as calúnias, as perdas, os lutos, tudo que lhe fez te pressionar a ponto de não suportar por algum momento. Doeu, chorou e se desesperou. Esse é o processo! Você se tornará mais forte, mais resiliente, mais linda e, sobretudo, a jóia do poder.    Kristhel Byancco, Mineira de Governador Valadares, criada em uma fazenda até os 14 anos. Foi morar em Vitória com sua avó paterna, e lá conquistou títulos de beleza, propagandas, shows como bailarina, formada em Educação Física. Aos 21 voltou a voar novos ares e foi morar no Rio de Janeiro, onde mora até hoje.  Empresária da La Byancco Comércio, Produções e Representações Ltda., atriz, escritora, poetisa, designer de jóias, Presidente da Fundação FEC (Fé, Esperança e Caridade) há 25 anos. Embaixadora da Paz (Universe Peace Federation). Membro da ACLASP, Academia Ciência letras e artes de São Paulo. Diretor nacional social da Virada Feminina, diretora nacional da Libra (Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil). Master coach, palestrante e mentora pela SLAC (Sociedade Latina Americana de Coaching).    Site - www.kristhelbyancco.com.br   Instagram - @kristhelbyanccooficial YouTube - @kristhelbyanccooficial Linkedin - @kristhelbyancco Twitter - @kristhelbyancco   Roda de negócios. Clube de mulheres de negócios da língua portuguesa. Descrição: Transforme Seu Negócio no Conecte-se 2025! O Conecte-se 2025 é o evento global para mulheres que querem expandir seus negócios, fazer networking com líderes globais e mergulhar nas tendências de inovação e sustentabilidade. Esteja ao lado de empreendedoras e empresárias que estão moldando o futuro. Aproveite painéis exclusivos, rodadas de negócios e oportunidades únicas de crescimento. Não deixe para depois – garanta agora seu lugar e prepare-se para transformar seu futuro! 1- Nasceu em Minas Gerais, lugar rural... Onde ouvíamos cantar dos pássaros, pescaria, cuidar de animais... Conte esta proximidade e período que viveu, por favor? Eu nasci em Governador Valadares, e fui morar com meus pais na fazendo que o meu avô materno havia dado para meus pais, coronel José da Regina. Eu lembro que nossa casa era grande, e sempre estava na Cidade que meu avô construiu, desbravador. Eu andava a cavalo e tinha um porquinho de estimação, vaca (nova Era) o nome dela, um cavalo que eu sempre cavalgava. Os nomes dos cavalos eram sempre um ritmo de dança: Tango e bolero. Porém lá em casa tinha muitos gansos, muitos mesmos. Existia um que me perseguia, até que eu fui correr dele de cortei meu queixo, neste dia eu pedi meu papai para fazer um favor; que matasse ele ganso perseguidor. Me libertei da minha primeira perseguição. Meu papito o levou para a fazenda do lado da nossa que era do meu tio Perly e matou o bicho, comeu com a cachaça do próprio alambique “a moreninha “. Lembranças... (risos) Eu aprendi a dançar com dez anos pela televisão, ballet e tinha na cidade um sanfoneiro que sempre me acompanhava nos meus shows, nos comícios políticos do meu avô. Sempre amei as artes e eu mesma produzi minha tiara com o rabo do galo lá da fazenda. Era uma menina muito "aparecida", imitava as pessoas da cidade. Já nasci artista. Muitos cases! (risos)   2- Após adolescência, deu início fase de vestibular independência... em busca do sonho, que fez você ir para Rio de Janeiro, cidade maravilhosa neste período? Neste período eu já tinha 20 para os 21 anos. Eu logo que cheguei no Rio fui morar com um amigo costureiro e sua esposa por pouco tempo. Ela tinha ciúmes e tive que procurar um outro lar e foi aí que eu usei a carta que meu pai escreveu para o irmão da maçonaria da Tijuca, e lá eles me colocaram para morar em um quarto que eu dividia com outra moça.  Eu tinha pouquíssimo recurso precisava arrumar um emprego, eu, nesta época, era virgem e morria de medo de várias coisas. Inclusive de me perder no meio do caminho, mas graças a Deus, em pouco tempo eu li em um jornal do senhor José Carlos, o esposo da Miriam (foi uma mãe para mim). Anunciando um teste para bailarina de um grande espetáculo com a artista internacional Watusi e Grande Otelo o diretor O renomado Maurício Sherman. Passei no teste chorando porque eu teria que mostrar meus seios.Pense o constrangimento, queria morrer, todas as bailarinas teriam que fazer aquilo.   Tirei a parte de cima do biquíni e joguei em direção ao Sherman e comecei a chorar. Ele riu, pegou meu biquíni e foi até a mim e me entregou e me disse para ir para um canto do palco, ali eu pensei: meu Deus, acabou minha oportunidade! Foi ali que nasceu uma “Estrela“.   Resumindo me tornei a primeira bailarina, um quadro só meu. O Juan Carlo Berard me treinou e me disse: você é uma estrela, vou criar um quadro pra ti. Faça tudo que eu lhe ensinar. Fizemos uma coreografia, mostramos para o Sherman e fui aprovada. Meu primeiro emprego de carteira assinada. Tínhamos restaurantes da rede do Chico Ricarey. Afinal a mídia me adotou, e dali pra frente muitas matérias, capas de revistas e comerciais em pouco tempo já estava dentro da Globo. Foram 10 anos trabalhando na emissora. Passei pelos trapalhões, viva o Gordo, Chico Anísio, novelas, aberturas com Hans Donner. Retrospectiva, até meus 30 anos de idade. 3 – Realizando seu sonho começou a ter oportunidade na carreira artística, no meio da televisão... Fale da sua fase e experiência em grandes redes de televisão: Manchete, Globo, SBT e contatos com referências influentes?   Eu tive muitos assédios, eu era brava demais, e eu fiz também muito fotonovelas, videoclips de cantores, fui Dinorah de Ivan Lins e Erasmo Carlos, Peninha. Mas além de todos os trabalhos que eu tinha como modelo e atriz em teatros e depois mais tarde cinema, eu sempre busquei explorar todos os meus talentos. Com 25 anos eu já tinha um ateliê de costura e minha própria grife, M. Christ ateliê, fazia corseletes com bordados, rendas, miçangas, carrutilhos, um luxo. Minha bordadeira mineira é a minha costureira Chica, nós fazíamos figurinos para shows como, da Elba Ramalho, Vando, etc. Eu tinha muita penetração nas revistas da rede manchete, fazia também bijoux e jeans pintado, rasgado, com corrente, pintura a mão, eu era muito mais muito criativa e vanguardista. 4- Como foi participar de novelas consagradas da Rede Globo: Barriga de aluguel e Guerra dos Sexos? Eu amava, e fazia tudo para não dar trabalho para as figurinistas, eu sempre já levava algo das minhas criações para sugerir para meus personagens. A Helena Bricio me amava, dizia: a Kristhel não dá trabalho, me sentia orgulhosa. Eu tive por pouco tempo na Globo, eu saí e depois não consegui voltar, minha vida tomou outro rumo, mas sinto saudades dos palcos das artes cênicas. Cinema foi 4 filmes, amei trabalhar. Eu quero sempre buscar dentro de mim talentos a serem descobertos. Alma de artista sem medo de ser feliz. 5 – Como foi participar da abertura “Viva o Gordo” com Jô Soares um ícone tão irreverente e único? Meu Deus, lindo demais! Ele era querido e me tratava com muita gentileza, ai ai ai. Jó ele era um galanteador. Querido demais, brincalhão. Amei trabalhar com ele, em um dos meus livros tenho uma declaração dele pra mim. Inclusive coloquei a nossa foto no livro “Voo de uma Estrela“. 6 – Também foi Atriz e Produtora de peças teatrais, Musical, Estilista e Designer de joias...? Conte esta experiência magnífica, por favor? A joia veio pra mim em um momento de dor e abandono. Meado ano de 1999, grávida da minha filha Rebeca, estava no nosso apartamento em Miami e uma das brigas. Meu marido me deixou sozinha e veio para o Brasil, eu desesperada e chorando eu adormeci no chão, naquele carpete azul royal, eu dormir falando: e agora, Deus, o que vou fazer? E tive um sonho uma voz dizia: pega papel e lápis e vou lhe ensinar o que você vai fazer, eu já era evangélica, eu sabia que era Deus falando comigo.  Peguei papel de faz.  1 lápis azul de olho, o lápis de olho preto e o lápis vermelho de boca. E voltei para o mesmo lugar. Então como nada me veio acordada, eu adormeci de novo chorando. E ali no chão voltei a dormir, tive um sonho que eu estava diante de uma gruta linda e uma voz dizia assim: enfia as mãos nestas águas, e assim eu fiz, a sensação era maravilhosa, e eu tirei as mãos cheias de pedras preciosas, e a voz dizia jogam elas na sua frente. E Deus me ensinou a desenhar joias. Era muito mistério. Tive alegria e voltei para o Brasil contei esta história para uma amiga de Brasília e ela me deu as pedras e eu desenhei a minha primeira coleção e executada. Pois a que Deus me deu, eu até hoje não executei ela muito complexa e cara. Um segredo ainda. Desenhei, contratei uns estagiários, patenteei e ainda guardada tem 25 anos.   Conte esta experiência magnífica, por favor. Nada na minha vida foi simples e sem emoções. E a Hebe Camargo lançou no programa dela a minha coleção. Meu Deus! Emocionante! Meu filho Newton Neto de terninho e eu com um barrigão de fora no programa da Hebe só meu. Luxo. Ela era muito querida.Chegou ir à Paraíba com uma parceria com Gerardo Rabello. Um grande jornalista e comunicador. Grandes projetos fizemos juntos.   7 – Teve uma breve oportunidade na carreira política na Paraíba, que contribuiu para projeto social... Criando Ong: a FEC (Fé, Esperança e Caridade) que te beneficiou com premiação de título de cidadã Paraíba... o que esta fase te lembra? Pois é fui casada com um paraibano Ricardo Rique. Tenho dois filhos lindos, e como eu saí da Globo e fui ajudar meu esposo na época ser deputado eu vi muita pobreza na época e comecei ajudar aquelas pessoas carentes. A Paraíba hoje é outro universo. Uma evolução fora de série. Linda, sempre foi esplêndida, mas em 1992 tinha muitas coisas a fazer, como eu já nasci com a filantropia na veia. Foi um caminho que me fez conhecida no estado todo e com muitos colegas e amigos da Globo. Era Geovana Antonella, Rosamaria Murtinho, Eric Johnson, Thaís Araújo,fiz a Chica da Silva com ela, Edwin Luizi,Wanessa de Oliveira, e tantos amigos queridos.Me ajudaram a divulgar a FEC, fazia palestras a importância da dentição, a importante do aleitamento, é uma caravana da alegria me acompanhava nas cidades grandes e pequenos municípios. Eu amava levar saúde e qualidade de vida para a população carente. Chegaram a me apelidar a “Evita do Sertã”o na capa da revista Isto É , revista na época super conceituada. Eu nunca deixei de ser eu porque eu iria subir na favela ou eu ia visitar os Sítios, eu e os meus chapéu, joias e unhas grandes, roupas coloridas. O amor é colorido e muita compaixão.   8 – Conheceu um grande amor na vida... isto é sentimento lindo para todo ser humano... conte este  momento. Eu estava fazendo uma peça teatral “Luz del Fuego“. Um grande musical, eu morava em São Paulo, e autor desta peça Walcir Carrasco eram dois diretores, um morava no Rio. Atílio Ricco e o outro morava em São Paulo, Henrique Martins. Então na época o hotel Meridian era um dos meus patrocinadores. Em uma noite eu tinha uma conhecida que me convidou para jantar com ela e o marido dela, nesta época, eu amava os sapatos do Fernando Pires, ele fez todos os sapatos da peça diga de passagem, eu uso Fernando Pires. Ele faz sapatos que eu amo. Então descendo as escadarias do hotel eis que o Rique havia vindo do noivado do seu irmão Renato, estava daquele jeito” (risos). Gente, ele era e é muito engraçado, e olhou pra mim e disse que eu iria me casar com ele. Achei ele totalmente fora da casinha. Era barbudo e falava alto, fiquei constrangida. Resumindo, eu disse que não gostava de homem barbudo e que falava alto, e ele fumava eu odeio cigarros o cheiro. Ufa é demais para mim. Pois no outro dia eu estudando meu texto na beira da piscina, ele chega de cabelo cortado e de barba feita. E me perguntou se ele tinha chance. Ai ai ai... eu comecei a rir. E falei o que você está fazendo aqui, ele disse que sempre frequentava para jogar gamão, e aí começamos a conversar. Eu ia para São Paulo e lá estava ele, e acabamos sendo amigos, ele foi meu maior patrocinador, fiz a peça em São Paulo e no Rio e depois ele me pediu em casamento menos de 2 meses e vivi este grande amor juntos por 14 anos. A vida nos apresenta guerras que nunca poderia imaginar que eu viveria e iria suportar. Hoje eu sei que faz parte de um grande propósito e mistério.   Ainda me doe quando volto nesta história. Estou viva e isto que importa. Se não fosse Deus na minha vida não estaria aqui para lhe dar esta entrevista.   9 – Na vida religiosa ocorreu uma transição, mas que te inspirou na história da Rainha Esther ...texto muito conhecido no Livro da Sagrada Escritura... como foi viver este momento religioso e Espiritual? Eu não tinha outra opção, eu fui para Cristo, logo quando eu me casei com o Ricardo, a minha primeira gravidez era de gênios e eu perdi lá na Paraíba. E nestas idas e voltas eu fui alcançada pelo Cristo vivo lá na Paraíba, por intermédio de umas irmãs da Assembleia de Deus. Tem 30 anos está história. Uma longa caminhada a conversão é uma mudança de rota e tudo faz parte de um plano divino. Hoje não me vejo sem esta intimidade que tenho com o Pai das luzes o gerador de consciência. Hoje a minha fé é que me move. Fiz Ester no teatro, porém foi a pior experiência que eu tive no teatro. Escolhi pessoas erradas para me dirigir, acho que a insegurança do momento que estava passando busquei nomes, e nem sempre isto é essencial. Mas já passou sofri muito e tive muito prejuízo financeiro. Aí eu desiludi com este universo. E tive outras decepções, mas não quero falar sobre. Para falar sobre o assunto vou ter que expor pessoas.  Sofri e perdoei, pra que relembrar? Bora perdoar e se libertar.   10 – Foi um sucesso Rainha Esther, que fez um acervo de joias: Coroas, tiaras, braceletes, anéis... Que chama muito atenção do público feminino... pensa também levar algum acessório para criança, homens ou outro gênero em outras apresentações?   Eu fiz questão de fazer acessórios e tenho como acervo até hoje. Fiz uma coleção lindíssima para homens, com couro de jacaré, prata, diamantes brancos e pretos, espinélio e safiras. Gostaria de repetir. Lancei no Hotel que é o ícone no Rio de Janeiro: Copacabana Palace. Modelos como Carlos Machado e sua esposa Ive, e meu filho Newton desfilaram para mim. O salão azul abrigou o show. Incrível! Para crianças e noivas somente por encomendas.   11 – Deixe uma mensagem Espiritual para seus leitores da Revista do Villa . A vida precisa ter definido um caminho que se leva a Deus o Criador. E a palavra de Deus no livro de sabedoria milenar, nos revela que só há um caminho. Que é Jesus Cristo de Nazaré. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida" é uma frase de Jesus que aparece no Evangelho de João, capítulo 14, versículo 6.  Jesus usa esta frase para se apresentar como a solução para as necessidades espirituais e existenciais da humanidade. Ele também promete ser uma fonte de orientação e esperança.    Significados da frase: * Jesus é a verdade que nos liberta do poder do pecado.  * Jesus é a luz do mundo.  * Jesus é o caminho que nos leva ao encontro do Pai.  * Jesus é a fonte de paz e verdade.  * Jesus convida-nos a buscar unidade e cooperação.  * Jesus desafia-nos a viver os nossos valores através de ações concretas de amor. Com Deus não se zomba. Abram seus olhos, tudo que plantamos iremos colher. Perdoem sempre. O perdão não é para o outro e sim para você. Perdoe e deixa ir. Deus é justo juiz. Apenas se mantém de pé para ver o que Deus irá fazer. João Paulo Penido

  • Brasil: “Festa Portuguesa” em Minas Gerais terá caráter beneficente

    A tradicional “Festa Portuguesa” em Minas Gerais terá lugar este ano no próximo dia 28 de março, pelas 20h, no Salão Verde do Automóvel Clube de Belo Horizonte. O evento tem caráter beneficente e é organizado pelo Rotary Club de Belo Horizonte Mangabeiras em parceria com a Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil de Minas Gerais. Segundo apurámos, o objetivo é “arrecadar fundos para o Instituto Mano Down, que promove a inclusão e autonomia de pessoas com Síndrome de Down”. “A programação inclui uma imersão na cultura luso-brasileira, com gastronomia portuguesa preparada pelos chefs Nélio Eustáquio e Cátina Martins. Haverá, também, apresentações culturais, como a Dança Sênior do Grupo Conviver e música portuguesa com o fadista Tarcísio Costa”, revelaram os organizadores. Para Silvana Rizzioli, presidente do Rotary Club de BH Mangabeiras, a “Festa Portuguesa” “desempenha um papel significativo na comunidade rotariana do Brasil e de Portugal”. “Além do caráter beneficente, a festa promove uma imersão na cultura luso-brasileira, fortalecendo os laços históricos e culturais entre Brasil e Portugal. A programação inclui gastronomia portuguesa autêntica, apresentações culturais e música tradicional, criando um ambiente de celebração e intercâmbio cultural”, comentou Silvana Rizzioli, que reforçou que, “para a comunidade rotariana, eventos como este exemplificam o compromisso com causas humanitárias e a promoção da paz e compreensão entre os povos”. Já na opinião do presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil de Minas Gerais, Miguel Jerónimo, esta iniciativa ganha especial relevância pelo seu carater beneficente, mas também pela promoção e valorização da cultura e das tradições de Portugal. “O Rotary Clube é uma instituição de grande importância para a sociedade onde a sua Missão é servir ao próximo, difundir a integridade e promover a boa vontade, paz e compreensão mundial por meio da consolidação de boas relações entre líderes, profissionais, empresariais e comunitários. Além do caráter beneficente, é sem dúvida uma entidade que promove a difusão da cultura e valores humanitários num mundo, que hoje está cada vez mais carente e necessitado desse apoio”, afirmou Miguel Jerónimo, que acredita ser este, “certamente, também, o momento de celebrar a nossa língua em comum, a língua Portuguesa das nossas Comunidades Portuguesas e Luso-Brasileiras, os seus descendentes, apoiadores e simpatizantes”. Protocolo viabiliza evento A interação entre as duas entidades é fruto de um Protocolo de Cooperação assinado com o intuito de “fortalecer os laços entre o meio empresarial e causas sociais, gerando novas oportunidades para projetos conjuntos de impacto positivo na sociedade”. Um dos resultados dessa parceria é a idealização da “Festa Portuguesa”. “A colaboração entre o Rotary Club de BH Mangabeiras e a Câmara Portuguesa de Minas Gerais reforça a importância de parcerias estratégicas que potencializam o impacto social e cultural das iniciativas rotarianas, tanto no Brasil quanto em Portugal”, mencionou Silvana Rizzioli. O acesso ao evento, segundo a organização, deverá ser feito informando nome completo e efetuando depósito bancário ou PIX, conforme dados abaixo: Valor: R$190,00 PIX (email): rotarymangabeiras@gmail.com Ou depósito bancário: CNPJ: 70.948.245/0001-20 - Banco: 104 – Caixa Económica Federal - AG: 2255 - OP: 1388 Poupança - CONTA: 00073901359-4 O comprovante deverá ser enviado ao número WhatsApp: +55 31 98871-0765 Para mais informações, o público pode visitar as redes sociais do Rotary Club de Belo Horizonte Mangabeiras e da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil de Minas Gerais. Fotos: Divulgação Ígor Lopes

  • No Universo dos Brancos...

    Estreou Onde Vivem os Bárbaros no teatro Gláucio Gill. A realização é da Brecha Criações. O texto original é do autor chileno Pablo Manzi, que foi adaptado por Patrick Sampaio. O texto é contemporâneo, crítico, denunciador, apresenta discussões complexas sobre a branquitude e colonialidade, discute os diversos significados que o conceito de bárbaro pode assumir, e denuncia a violência, mesmo nas sociedades democráticas de direito, realizada pelos chamados grupos nazifascistas contra pretos, índios, judeus, ciganos, grupos homo afetivos, entre outros.    A dramaturgia narra uma situação ficcional de um encontro familiar, um jantar, entre três primos que há muito tempo não se viam. Cada um levou a sua vida de maneira distinta, tem histórias e experiências diferentes e ao se reencontrarem percebem o quão diferentes são e estão. E o quanto essas diferenças, no modo de vida contemporâneo, podem representar uma ameaça. De repente, o telefone toca, e a anfitriã vai atender. Do outro lado, uma voz anuncia um plano de violência contra si e seus entes queridos. A partir desse momento toda a complexidade da trama se desenvolve, revelando as facetas do medo e as tensões vividas em nossa sociedade.    O elenco, integrado por Caio Riscado, Isadora Cecatto, Joana Kannenberg, Júlia Horta e Patrick Sampaio, apresenta uma técnica perfeita de interpretação aliada à  capacidade de transmitir emoção. Medo e tensão atravessam todo o espetáculo, temperados com o humor ácido e cáustico presente nas várias passagens do texto. Os atores apresentam uma boa movimentação pelo palco, e um domínio correto do texto, passando a mensagem com Clareza. Eles estão ajustados e sintonizados.   A direção é de Patrick Sampaio que realizou as marcações precisas e certeiras, e definiu a direção de correta atuação dos atores.   Patrick Sampaio também foi o responsável pela correta adaptação do texto a realidade brasileira.   A cenografia criada por Tainá Medina apresenta uma correta distribuição dos elementos que a integram, fato que cria uma paisagem harmônica. O elemento central é a mesa de jantar com taças e garrafas de vinho, e um bode de pelúcia cenográfico com marcas de sangue. Há também uma mesinha com telefone e um jarro de flores, e do lado oposto uma pá enterrada num monte de terra. O piso do palco é de tom de terra, inclusive numa parte contendo o material propriamente dito.   Os figurinos criados por Isadora Amorim e Paloma Borges são adequados, e de bom gosto.   A iluminação criada por Lara Cunha apresenta um correto desenho de luz, e realça a interpretação dos atores por meio dos seus respectivos personagens.   Onde Vivem os Bárbaros apresenta uma dramaturgia crítica, e marcada por pitadas de humor ácido, e uma adaptação correta ao contexto brasileiro; elenco de qualidade que associa interpretação e emoção; e cenografia, figurinos e iluminação adequados e corretos. Ótima produção cênica! Fotos: Isadora Relvas e Philipp Lavra Alex Varela

  • Ciência e Espiritualidade: a Revolução da Consciência já começou

    O Conselho Federal de Medicina deu um passo significativo ao criar uma Comissão de Saúde e Espiritualidade. A decisão não é apenas um reconhecimento do impacto que a espiritualidade tem sobre a saúde, mas também um indicativo do que a ciência já vem demonstrando há décadas: o ser humano não pode ser compreendido apenas pelo prisma da biologia. Estudos comprovam que nossos pensamentos e emoções influenciam diretamente nossos processos fisiológicos. O livro Você é o Placebo, de Joe Dispenza, reúne evidências científicas de que a mente tem o poder de reconfigurar o corpo. Pacientes que acreditavam estar recebendo um medicamento real – mas ingeriam apenas placebos – apresentaram curas e melhoras significativas. Isso sugere que não é apenas a substância química que atua, mas sim a crença e a resposta do organismo àquilo que a mente entende como real. Se a ciência já reconhece essa conexão, por que ainda há resistência em aceitar que espiritualidade e saúde estão interligadas? O que impede a integração dessas áreas no entendimento da existência humana? Autonomia Emocional e Inteligência Espiritual: O Caminho Para a Transformação O avanço das pesquisas sobre neurociência e comportamento humano revela que a forma como nos sentimos determina a maneira como experienciamos a realidade. Emoções como medo e estresse prolongado impactam negativamente a saúde física, enquanto estados emocionais elevados, como gratidão e amor, promovem uma reorganização biológica positiva. Nesse contexto, dois conceitos emergem como fundamentais: autonomia emocional e inteligência espiritual.         •       Autonomia emocional refere-se à capacidade de autorregulação, de compreender e direcionar as próprias emoções sem ser refém de padrões inconscientes.         •       Inteligência espiritual é a habilidade de perceber a vida além da materialidade, reconhecendo um sentido mais amplo para a existência e acessando estados de consciência elevados. Quando combinadas, essas duas forças não apenas promovem bem-estar, mas também tornam a manifestação consciente uma realidade. Não se trata de uma crença mística, mas de um processo que envolve biologia, neuroplasticidade e campos de energia sutis. O Papel da Consciência na Criação da Realidade A física quântica já demonstrou que o observador influencia o sistema observado. A realidade não é algo fixo e absoluto, mas sim algo que responde à interação da consciência. Isso ressoa com os princípios de diversas tradições espirituais, que há milênios afirmam que o mundo externo é um reflexo do estado interno. Essa perspectiva, aliada aos avanços da ciência, nos leva a um questionamento essencial: será que estamos subestimando o poder que temos sobre a própria realidade? Se pensamentos e emoções moldam nossos processos fisiológicos, e se a consciência influencia a manifestação do que experienciamos, então aquilo que acreditamos, sentimos e projetamos possui um impacto maior do que imaginamos. Não há mais espaço para a dicotomia entre ciência e espiritualidade. A separação foi uma construção limitada de um tempo em que o conhecimento ainda não compreendia a totalidade do ser humano. Mas agora, as evidências estão diante de nós. O futuro da saúde, da ciência e da própria sociedade passa pela compreensão de que somos mais do que matéria. Somos consciência em ação. E diante dessa nova perspectiva, a questão não é mais se essa integração faz sentido, mas sim: estamos prontos para assumir a responsabilidade pelo que criamos? Noélli Santiago

  • Mulher de fibra: Julce Lucion, a empresária que comanda quase 2 mil colaboradores

    Além da empresária, quase 600 mulheres fazem parte do time da Nutribras Alimentos. Em um setor tradicionalmente dominado por homens, Julce Maria Caregnatto Lucion se destaca como uma das principais empresárias do agronegócio brasileiro. Nascida em Marema, Santa Catarina, Julce é diretora-geral da Nutribras Alimentos, uma empresa com produção autossustentável localizada em Sorriso, Mato Grosso.  Com uma trajetória de sucesso, Julce se mudou para Sorriso com o objetivo de ampliar o negócio familiar, ao lado do marido e CEO, Paulo Lucion, e dos filhos Paulo César Lucion (28 anos), e Maria Eduarda Lucion (24 anos).  O casal construiu uma empresa que hoje emprega cerca de 1.700 funcionários diretos e cerca de 4.000 indiretos. Sua liderança e visão empreendedora foram fundamentais para o crescimento da Nutribras Alimentos, mas Julce não está sozinha, na empresa 578 postos de trabalho também são ocupados por mulheres.  “É fundamental ter mulheres na liderança e no time da Nutribras Alimentos. Elas trazem uma perspectiva única e uma abordagem mais colaborativa e inovadora para os negócios. Nós acreditamos que as mulheres têm um papel fundamental a desempenhar na nossa empresa. Elas são capazes de liderar equipes, desenvolver soluções criativas e impulsionar o crescimento econômico”, afirma Julce.  A empresária complementa que, “a empresa sempre esteve comprometida em promover a igualdade de oportunidades e a inclusão”. Além dos negócios da família, Julce é uma mulher dedicada a sociedade e ao meio ambiente.  Desde sua chegada a Sorriso, ela se envolveu em diversas causas sociais e trabalhos voluntários, demonstrando sua preocupação com o bem-estar da comunidade. Sua contribuição para o desenvolvimento de Mato Grosso foi reconhecida com o Título de Cidadã Mato-Grossense, um reconhecimento à sua dedicação e trabalho árduo. Julce Lucion é um exemplo inspirador de mulher empreendedora que comanda com sucesso uma grande empresa, ao mesmo tempo em que se preocupa com o bem-estar da sociedade e do meio ambiente. Sua história é um testemunho da força e da resiliência das mulheres que se destacam em setores tradicionalmente masculinos.  Alex Oliveira

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