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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Aniversário da empresária Ana Cristina Blois (Carmélita Restaurante -Arouca Barra Clube)

    A empresaria  Ana Cristina Blois, comemorou seu aniversário em grande estilo, nesta sexta feira dia 11, no Carmélita Restaurante, onde recebeu mais de 100 amigos, para celebrar com ela uma data tão especial! A cantora Mary Jam como sempre, não deixou ninguém ficar parado até final da festa, onde também tocou o Dj Jr Machado. A festa que terminou só depois da meia noite, com discursos emocionantes das melhores amigas e familiares, cantou parabéns ao lado dos pais e dos seus dois filhos. Decoração Carlos Lamoglia Organização Patrícia Lamoglia. Fotos Vera Donato Revista do Villa || Vera Donato

  • Entrevista: Felipe Prazeres (Maestro)

    Maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal 1- Olá Felipe Prazeres! Desde 2022 você é o maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Gostaria que  comentasse como você está vivendo essa experiência. Atuar como regente titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro  é mergulhar num repertório vasto e completo no mundo das artes, pois engloba todos os tipos de estilos, o Operístico, os Ballets e a Música Sinfônica. Teria que viver pelo menos umas três vidas para dar conta de tudo isso…. 2- A abertura da temporada 2025 do Theatro Municipal ocorreu com Uma Noite Vienense”Música de Johann Strauss II – 200 anos de nascimento. Qual é a importância de Strauss para a música? Quais são as características do seu "fazer musical"? E quais são as suas músicas preferidas compostas por Strauss? Johann Strauss II foi um dos compositores do período romântico que mais fizeram a diferença na sua época. Strauss foi o responsável por elevar o estilo de dança “Valsa” e transformá-la numa forma respeitada de música. Antes desse feito, a Valsa era considerada uma dança “indecente”, até “voluptuosa”. Graças a Strauss, podemos desfrutar de sua música, mesmo sentado numa sala de concerto, e se deleitar com suas lindas melodias. Melodias essas que influenciaram grandes nomes da música universal como Brahms, Wagner e Mahler. O meu “fazer musical” consiste em trazer a alma do estilo compositor e, com gestos e algumas informações, fazer com que todos estejam na mesma vibração. O maestro precisa estar inspirado para inspirar os músicos, senão a música simplesmente “não acontece”. É sempre difícil falar das principais obras de um compositor, mas no caso de Johann Strauss II, eu fico com a Ópera “ O Morcego”, da qual já tive a oportunidade de tocar na Orquestra Sinfônica do Municipal em 2000, atuando como violinista. A Valsa  “ Danúbio Azul” e a “Valsa do Imperador” também estão entre as minhas preferidas. 3-  Quais são as iniciativas que você tem tomado na função de maestro titular? Minhas iniciativas nessa orquestra tão querida é primeiramente dar conta de vasto repertório que ela possui. Eu já fiz parte dessa orquestra, e me orgulho bastante disso. É um trabalho de parceria, de construção de uma boa relação para conseguirmos um resultado satisfatório. 4- Como surgiu o interesse pela música em sua vida? Meu interesse pela música surgiu desde muito cedo, pois fui criado num ambiente musical. Tudo aconteceu de uma forma natural e orgânica. Primeiro a escolha pelo violino aos 11 anos e aos 17 comecei a trabalhar profissionalmente. Com  20 anos assumi o posto de spalla da Petrobras Sinfônica, há 15 anos começou meu interesse pela arte da regência, que é um caminho sem fim. Com os irmãos Carlos e Inácio Prazeres 5- Como se deu a sua formação no campo da música? Comecei meus estudos aos 6 anos com o piano, aos 11 optei pelo violino. Ficava vidrado no naipe de 1º violino das orquestras, e sonhava em um dia fazer parte.  Depois de muito estudo, ingressei na Uni-Rio, sob orientação do Professor Paulo Bosisio, que foi um grande mestre na minha vida, após isso me aperfeiçoei na Itália com o extraordinário violinista Domenico Nordio, que foi um divisor de águas no entendimento, não somente do violino, mas da música em si. Voltando para o Brasil,  ingressei no mestrado em regência na UFRJ, sob orientação do meu querido Mestre André Cardoso. 6- Quais são as suas referências (teóricas e práticas) na área? Minhas referências teóricas se dão no estudo que fiz e faço até hoje na literatura, tanto do violino, quanto na regência. A Universidade me abriu muitas portas, e o estudo no exterior tanto do violino quanto na regência me trouxeram um rigor muito importante que me ajuda bastante na preparação do grande repertório. 7- Quais são os seus  compositores (nacionais e estrangeiros) preferidos? Mais uma vez é difícil selecionar quais são meus compositores favoritos, afinal são tantos, mas vamos lá. Bach em primeiro lugar, por ser a maior referência em música ocidental de todos os tempos, depois Mozart com sua simplicidade e genialidade. Nos românticos Beethoven, que atravessou uma das maiores barreiras na música e criou um novo estilo. Dos brasileiros, Villa- Lobos, por ser o compositor que soube melhor exprimir a nossa alma e a nossa cultura. Também sou fã de Francisco Mignone. Tudo que ele compôs é interessante e genuinamente nacional. 8- Quais são os seus projetos para o ano de 2025? Tenho alguns concertos e óperas com a Sinfônica do Municipal e Petrobras Sinfônica neste ano. Faremos a Ópera A Viúva Alegre, agora em abril, no Theatro e no final do mês, faço um concerto homenageando Hector Berlioz, com a Petrobras Sinfônica. Em junho, tenho uma turnê pela Europa com a minha orquestra de câmara, Johann Sebastian Rio. Vai ser incrível! Ele também é maestro residente da Orquestra Petrobras Sinfônica. Fotógrafo Renato Mangolin Fotos:Arquivo pessoal/Divulgação  Chico Vartulli

  • Show Piano e Voz - música brasileira autoral com Paulo Francisco Paes e Juli Wein, com participação especial de Mouhamed Harfouch

    Assunto:  SHOW PIANO E VOZ – MUSICA BRASILEIRA AUTORAL  com PAULO FRANCISCO PAES e JULI WEIN com participação especial de MOUHAMED HARFOUCH    Local : DOLORES CLUB – Centro   - Rio de Janeiro (Galeria de Imagens) Revista do Villa || Cristina Granato

  • Entrevista: Aline Penedo

    Aline da Silva Penedo, 44 anos nascida no Rio de Janeiro em 20/06/1980. Se formou em medicina veterinária em 2006 na universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro e foi proprietária e veterinária no Pet shop por 9 anos em Jacarepaguá. Em 2017 nasceu sua filha Alice.  Em 2018 mudou para região dos lagos no RJ e depois em 2022 se mudou para Quissamã na Região Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro onde começou a se posicionar politicamente e foi convidada para o a Posição de Presidente do PL mulher do Município de Quissamã e também Coordenadora Regional Norte Fluminense do PL Mulher, hoje está somente como Coordenadora Regional Norte Fluminense do PL Mulher do RJ. Atualmente trabalha na Secretaria de Ciência, tecnologia e inovação do Estado do RJ com o Secretário Anderson Moraes.   1-    Conte sobre sua história quando criança...o que gostava de fazer na Cidade Maravilhosa? Sou filha de policial militar e ele foi assassinado quando eu tinha 2 anos de idade. Então minha infância foi sem a presença paterna, mas foi uma infância muito boa! Eu brincava muito com meus amigos na rua de pau na lata, queimada e esconde esconde. E gostava muito de ir para praia com minha mãe e minha irmã. 2-    Estudou Medicina Veterinária, como foi este período da sua vida? Esse período foi de muito aprendizado e esforço, pois a faculdade era integral e eu fazia muito estágio, pois sempre me interessei pela parte de cirurgia de pequenos animais. Fui monitora de técnicas cirúrgicas e fiz estágio remunerado na polícia militar que por coincidência foi no batalhão que meu pai trabalhava, então conheci todos os amigos dele e me contaram algumas histórias dele. Terminei a faculdade em 2006. 3-     Quando formou abriu seu Negócio no ramo de estudo da Medicina Veterinária...qual animal você mais gostava de cuidar? Depois que me formei abri um Pet Shop e fiquei com esse Pet Shop por 9 anos trabalhando com consultas, banho e tosa e venda de produtos. Foi uma ótima experiência para aprender a lidar com público. 4-    Quando teve sua filha Alice no ano de 2017 quais foram seus planos na família para esta constituição? Alice foi programada e nasceu com muita saúde. Eu sempre desejei ter uma menina. Foi difícil financeiramente, pois justamente nessa época a loja não ia muito bem, mas temos que viver um dia de cada vez e tudo vai se encaixando. 5-     Teve algumas mudanças de endereço na qual se destacou na política... como foi este processo de sua trajetória de vida?  Me mudei para Região do Lagos porque meu ex-marido recebeu uma proposta de emprego numa fazenda e fomos morar na fazenda. Então vendi minha loja e após 4 anos ele decidiu voltar a produzir leite e fomos morar em Quissamã. Em Quissamã comecei a me posicionar politicamente e fui convidada a ser Presidente do PL Mulher de Quissamã e Coordenadora Regional Norte Fluminense do PL Mulher e estou também Presidente Estadual do Instituto Harpia Mulher. 6-    Como é para você ser convocada para liderar um partido feminino que hoje é visto como um dos principiais que defende a direita do país, o Partido Liberal (PL)? É uma Honra! Conheci e estou conhecendo mulheres admiráveis como a Pastora Marisa que é a vice Presidente do PL Mulher do Estado do Rio de Janeiro, ela é nosso alicerce. Temos um grande trabalho pela frente para trazer cada vez mais mulheres para se interessarem pela política e avançarmos. 7-    Trabalha atualmente na Secretaria de Ciência, tecnologia e inovação do Estado do RJ... quais projetos visa hoje em atender no Brasil? -  Projetos da SMCTI - Empreenda Rio: Parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, o Empreenda Rio visa incentivar o empreendedorismo. - Jovens Cientistas Cariocas: Em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), este programa visa fortalecer a ciência e a inovação. - Naves do Conhecimento: Oferecem cursos gratuitos de tecnologia e empreendedorismo. - Naves Satélites e Navezinhas Cariocas: Oferecem cursos gratuitos de tecnologia. - Outras iniciativas relacionadas à ciência e tecnologia no Rio de Janeiro A FECTI (Feira de Ciências) é a maior feira de ciências do estado, voltada para a educação básica. - O Festival da Ciência leva conhecimento e inovação para a Nave do Engenhão. 8-    Como é trabalhar com Renomado Secretario Anderson Moraes? É uma Honra trabalhar com o Secretário Anderson Moraes que está no segundo mandato como Deputado Estadual. Anderson Moraes é reconhecido por sua postura combativa e incansável na defesa dos interesses da população de bem, trabalhando arduamente para garantir a eficiência e a transparência na gestão dos recursos públicos. Sua liderança e determinação inspiram seus colaboradores, colegas e eleitores, consolidando-o como uma voz atuante no cenário político estadual. Não é porque trabalho para ele não, mas o Secretário é muito Humano e trata todas as pessoas igualmente, é muito atencioso, correto e sempre pronto em ajudar a população! 9-    Quais pontos fortes acredita para mudança em uma gestão melhor no Brasil? Primeira coisa temos que ter maioria no Senado e na Câmara para que nosso Presidente Jair Messias Bolsonaro possa governar a partir de 2026! Pois tenho certeza que estando elegível ele ganhará as eleições! Mesmo ele não tendo a maioria no Senado e na câmara na sua gestão como Presidente vimos muita melhora, mesmo com pandemia e guerra. 10-    Deixe uma mensagem para o público feminino quanto a violência doméstica e o que deve ser feito? No caso de violência doméstica a mulher deve entrar em contato com 190 e avisar as autoridades e se distanciar o mais rápido possível do agressor! Procure estar em local seguro com pessoas de confiança e se resguarde não fique com medo e não tenha contato com o agressor para sua segurança! João Paulo Penido

  • Mais de R$ 500 milhões de investimentos no primeiro “Arranha Céu” de Sinop-MT

    O volume expressivo de recursos financeiros, a seriedade de um programa de investimentos e o planejamento de um grande empreendimento imobiliário são atributos que inspiram a segurança de um negócio bem-sucedido. Esta percepção de mercado presente em Sinop ganha mais força com o início das obras do empreendimento Raízes SB da incorporadora São Benedito. Reconhecida pela sua solidez no mercado imobiliário em Cuiabá com um legado superior a 50 grandiosos empreendimentos com mais de 5 mil unidades habitacionais de médio e alto padrão, chegando a um total de um milhão e meio de metros quadrados construídos também gera a confiança da capital do Nortão. A trajetória de conquista em Sinop começou com planejamento, um roteiro empreendedor foi necessário para que o projeto audacioso que promete transformar a paisagem urbana surgisse. O diretor de Produtos da São Benedito, Gilson Porto, pontua que o interesse do poder público em ampliar o desenvolvimento urbano de Sinop foi um ponto de partida. “A incorporadora já idealizava por alguns anos criar em Sinop uma segunda referência imobiliária, ultrapassando a barreira da capital. E nossa projeção se tornou possível diante dos esforços públicos em nos atrair, afinal que município nesse Estado não deseja ter uma incorporadora que é sinônimo de segurança e qualidade, quando a construção civil investe a prosperidade aparece. Nessa referência, em 2022 a Câmara de Vereadores de Sinop através do Projeto de Lei Complementar que trata sobre a alteração no Plano Diretor de Sinop oportunizando a construção de prédios superiores a 21 pavimentos, destravando assim o nosso desejo em investir pesado em Sinop”, relembra. A movimentação pública estratégica impulsionou a incorporadora a lançar o empreendimento de tamanha magnitude e qualidade com todos os detalhes que apenas as grandes construtoras conseguem fazer. O comprometimento foi mensurado em ações e investimentos. O superintendente Comercial da São Benedito, Heitor Barua, reforça as principais iniciativas. “Para que os futuros compradores pudessem visualizar com mais clareza o que estava por vir, a Incorporadora instalou uma moderna central de vendas em Sinop, fez parcerias com imobiliárias, capacitações, abriu as portas do apartamento decorado.  Espaço luxuoso este que permite viver a experiência do novo lar que será oferecido pelo Raízes. O cuidado com os detalhes e a qualidade dos acabamentos impressionam, deixando claro o compromisso da incorporadora em entregar um imóvel de alto padrão. Além destes itens primordiais, um dos pontos relevantes que reforçam a robustez e confiabilidade da São Benedito é a pontualidade das obras, iniciamos e vamos concluir no prazo estipulado”, pontua.   O início das obras foi marcado pela transparência e pela presença constante dos representantes da empresa no local, garantindo que o projeto se desenvolvesse conforme o prometido. “O Raízes é um produto sólido da incorporadora, que tem um histórico de entregar empreendimentos de sucesso, sempre atendendo e até superando as expectativas de seus clientes. E Sinop, que já é um polo de desenvolvimento em Mato Grosso, ganha com o Raízes um empreendimento que reflete o momento de modernização e progresso da cidade. A Incorporadora São Benedito, com seus investimentos e visão estratégica, se consolida como uma das grandes responsáveis por esse movimento”, finaliza Barua, que destaca ainda que o empreendimento deve fazer girar na economia local um montante superior a meio bilhão de reais até a entrega da obra. SERVIÇO: Central de Vendas Sinop: Av. das Figueiras 1.107 – Setor Comercial Funcionamento: todos os dias 7h30 às 17h30 Alex Oliveira

  • Escritora brasileira terá agenda em Portugal unindo poesia e vinho

    Rose White mantém o projeto VinhAR-TE, que estará em cidades como Lisboa, Bucelas, Coimbra, Marco de Canaveses (Douro), Porto, Nelas e Viseu, de 30/abril a 07/maio. Foto: Agência Incomparáveis A poeta e escritora brasileira Rose White desembarca em Portugal para a turnê VinhAR-TE, um projeto que une poesia e vinho em uma experiência cultural e apaixonante. De 30 de abril a 7 de maio de 2025, Rose irá apresentar-se em espaços onde o vinho e a literatura estarão presentes. As apresentações acontecem em Lisboa, Bucelas, Coimbra, Marco de Canaveses (Douro), Porto, Nelas e Viseu.   Com uma trajetória que combina literatura e a cultura do vinho, Rose White é conhecida por “transformar palavras em emoção, criando momentos de conexão entre o público e a tradição vinícola”.   Na sua opinião, a poesia está em todos os lugares, “basta saber olhar”.   Escritora e poeta brasileira, com obras como "Trilhas: A POESIA de Rose White", ela encontrou no universo dos vinhos uma fonte de inspiração. Cada taça, cada rótulo carrega histórias que ela transforma em versos emocionantes, conectando pessoas através da arte e do sabor.   Entre os seus projetos, destaca-se "Astrologia com Vinho e Poesia", onde ela une as "estrelas" ao encantamento do vinho, criando experiências singulares.   A sua sensibilidade traduz a essência dos rótulos, celebrando o cuidado e a tradição que fazem parte desse mundo gigante e tão especial.   Agora, Rose atravessa o Atlântico para se conectar com os produtores de Portugal, numa jornada dedicada a estreitar caminhos com a rica cultura das quintas portuguesas. Inspirada pela tradição, Rose deseja criar experiências poéticas inesquecíveis.   "Será um prazer estar com vocês, levando arte e emoção para a sua vinícola. Vamos fazer de 2025 um ano repleto de memórias incríveis? O seu rótulo merece e estou pronta para uma apresentação especial", finalizou Rose White.   Ígor Lopes

  • Mostra inédita gratuita no CCBB RJ celebra o Abril Indígena

    "Cosmologias da Imagem: cinemas de realização indígena" , que o CCBB RJ realiza de 16 de abril a 12 de maio em celebração ao Abril Indígena . A retrospectiva reúne 33 filmes – 12 longas e 21 médias e curtas-metragens – produzidos por cineastas indígenas brasileiros entre 2011 e 2024 , trazendo uma nova abordagem para o cinema documental e expandindo as formas de narrativa audiovisual.  Como diz Ailton Krenak , "estamos ocupando as telas" — e essa ocupação também é reparação histórica.       É a primeira vez que o Rio de Janeiro apresenta uma mostra inteiramente dedicada a produções de cineastas indígenas — um marco inédito para a cidade . A mostra destaca a diversidade de visões de mundo dos  povos indígenas brasileiros por meio de filmes que transitam entre documentários, filmes-rituais, narrativas híbridas e vídeo-performances, rompendo com as convenções do cinema tradicional. Além das exibições, a programação inclui debates e sessões comentadas com realizadores.   O Brasil conta hoje com 305 etnias indígenas identificadas, cada qual com sua própria cosmologia e visão de mundo, que, em parte, vêm sendo representadas cinematograficamente.   A curadoria é assinada por Olinda Tupinambá (Curadora, jornalista, cineasta e ativista ambiental, indígena dos povos Tupinambá e Pataxó Hãhãhãe — é hoje uma das principais vozes na difusão do cinema indígena no Brasil. Com um olhar potente e profundamente conectado às raízes de seu povo. Com 10 obras próprias e independentes, Olinda foi curadora e produtora de vários festivais. Também é  coautora do doc Falas da Terra , da Globo) e Júnia Torres (antropóloga e documentarista, cofundadora do forumdoc.bh ), também grande referência na difusão do cinema indígena.   A sessão de abertura (16/04) traz o premiado longa “Nūhū Yãg Mū Yõg Hãm: Essa Terra é Nossa!” , de Sueli e Isael Maxakali , um filme que reafirma o cinema indígena como ferramenta de resistência e reconstrução do imaginário social sobre os povos originários. A sessão será comentada por Sandra Benites , curadora indígena e diretora de Artes Visuais da Funarte.   Outros destaques incluem a mesa-redonda "Retomada e transformação nos cinemas e nas artes indígenas" , com as curadoras e o cineasta Guarani Nhandewa Alberto Alvares , além da exibição comentada de "Yvy Pyte - Coração da Terra" , dirigido por Alvares e José Cury. Revista do Villa || Anna Accioly

  • Vitória: o silêncio da resistência

    Por Cláudia Felício (autora best-seller, roteirista e crítica especializada em cinema) Casa com toalhinha rendada? Banheiro pequeno? Reunião de condomínio caótica? Temos! Em “Vitória”, Fernanda Montenegro interpreta Nina, uma senhorinha carioca que filma o tráfico do morro em frente de casa com o celular. Dirigida pelo genro, Andrucha Waddington, Fernanda Montenegro dispensa adjetivos como atriz. O filme explosivo não quer ser explosivo e apelativo, descambado para a violência, é um um filme verdadeiro. Na literatura (e no cinema também), usamos muito a técnica narrativa do slow burn — que a gente vai cozinhando o espectador em fogo brando, sem pressa de chegar ao clímax.O filme é quase todo lento. Durante muito tempo, quase nada acontece. Mas não é um nada vazio, é o nada da vida real. A rotina da protagonista Nina é lenta mesmo; ela é uma massagista aposentada que vive sozinha no Rio. Ela é o que vemos em tantas senhoras cariocas: sozinha, com a casa cheia de memórias, casa apertada, os móveis antigos, os paninhos de crochê, as toalhas rendadas. O filme passeia por essa casa como quem respeita o território de alguém (isso eu gostei). Só que do lado de fora, o mundo já desabou. O tráfico tomou conta do morro em frente; a cidade virou território de medo. E Nina, com seus gestos lentos e sua força discreta, decide fazer o que ninguém mais faz: filmar. Com o tiro comendo, uma cena me chamou a atenção: a cena em que ela se esconde na banheira é de uma beleza triste e poderosa. Uma idosa dentro de uma banheira vazia, se agarrando ao que sobrou de segurança é um símbolo silencioso da solidão urbana e do abandono. Agora, não posso deixar de falar da atuação da protagonista, temos que bater palmas de pé para Fernanda Montenegro. Com 94 anos, ela faz cenas de movimento com uma naturalidade que muitos atores jovens invejariam. Ela corre, abaixa, levanta, fecha a janela com força, se protege. O corpo em cena é um corpo presente, ativo, lindo de assistir. Claro que o filme tem seus problemas. O arco do personagem Marcinho, o garoto que se envolve com o tráfico, para mim, foi rápido demais, faltou, como diria vovó, “faltou sustância”. Por outro lado a vizinha Bibiana é uma graça: uma mulher trans interpretada com doçura e dignidade pela Linn da Quebrada. Ela funciona como uma espécie de parceira afetiva e solidária da Nina, tem até uma cena que dançam bolero juntas. Ela é cabeleireira e é a vizinha que todo mundo queria ter: fofa e atenta ao que importa. Aliás, falando em vizinhança, tem uma cena da reunião de condomínio que é antológica. Parece com o meu prédio? Parece. Parece com o prédio de todo mundo? Também. Aquele desfile de pequenas mesquinharias, comentários atravessados e discussões que não levam a nada é puro Rio de Janeiro. Puro Brasil. O filme engrena mesmo quando os vídeos gravados por Nina começam a circular, quando a polícia aparece, quando o mundo da casa precisa se confrontar com o mundo da rua, o impacto chega com força. Vitória não é um grande espetáculo. Não é um filme de tirar o fôlego. É um filme feijão com arroz gostoso — mas feito com carinho, respeito e verdade. Um retrato digno de uma mulher comum que se recusa a ser silenciada. E acho que, no final das contas, a maior beleza do filme seja essa: mostrar que o heroísmo não está nas grandes cenas, mas nos pequenos gestos. Está no corpo que ainda se move, na xícara que se quebra, na vizinha que filma, na vizinha que ajuda: estão aí as coisas mais humanas que definem a mim, a você e a todo mundo. Cláudia Felício

  • "Em Nome da Mãe" emociona em noite de reestreia no Rio*

    Nem a chuva que chegou de mansinho ao Rio, na noite de quinta-feira (10 de abril), espantou a plateia que foi prestigiar a reestreia da peça Em Nome da Mãe, no Teatro Adolpho Bloch. O monólogo, protagonizado pela atriz Suzana Nascimento, explora os arquétipos da alma feminina,  passando pela virgem, mulher, mãe, feiticeira e anciã, e também os entrelaçamentos dessa narrativa milenar com a sociedade atual, a partir de apontamentos da própria atriz em cena. O público aplaudiu de pé o espetáculo que recebeu cinco indicações no Festival Internacional do Teatro de Angra (FITA), conquistando dois prêmios: Melhor atriz e Categoria especial. Na versão audiovisual, em 2022, a montagem foi premiada no 16º Prêmio APTR, em quatro categorias: espetáculo, atriz, direção e música. Na plateia nomes como Luísa Thiré, Debora Oliviere, Josie Antello, André Curti e Arthur Luanda, entre outros! Link para imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1FdlZ4xo3mj2wz_wiHnQa0IW9w5p9SNIL Crédito das fotos: Mateus Cony Alex Varela

  • Governo dos Açores acompanha trabalho da Associação “Mais Lusofonia” no apoio às comunidades lusófonas

    A identidade açoriana está profundamente ligada à diáspora e às comunidades lusófonas que, ao longo dos séculos, têm encontrado nos Açores um ponto de encontro entre culturas e tradições. O Governo da Região Autónoma dos Açores, através da Direção Regional das Comunidades, tem desempenhado um papel fundamental no fortalecimento destes laços, tanto no apoio aos imigrantes lusófonos que vivem no arquipélago, como na valorização da vasta diáspora açoriana espalhada pelo mundo. Neste contexto, a presença do diretor regional das Comunidades, José Andrade, na terceira Gala Beneficente da Associação “Mais Lusofonia”, em Castelo Branco, Portugal continental, reforça o compromisso dos Açores com a promoção da cultura lusófona e a criação de pontes entre as diversas comunidades. A parceria entre a Direção Regional das Comunidades e a referida Associação, liderada pela luso-brasileira Sofia Lourenço, tem sido essencial para impulsionar iniciativas que valorizam a herança cultural comum e o apoio às comunidades lusófonas. Em entrevista à nossa reportagem, José Andrade, diretor regional das Comunidades do Governo da Região Autónoma dos Açores, falou sobre o trabalho desenvolvido nos Açores e a importância de iniciativas como esta gala para a união e cooperação entre povos que partilham uma história e um idioma em comum, além de enumerar os projetos futuros. Nas últimas semanas, esteve no continente a participar numa Gala promovida pela Associação Mais Lusofonia, com sede em Castelo Branco, que foca as suas ações na comunidade lusófona. Qual o nível de parceria entre a Direção Regional das Comunidades do Governo da Região Autónoma dos Açores e a referida Associação? A Direção Regional das Comunidades do Governo da Região Autónoma dos Açores e a Associação Mais Lusofonia partilham objetivos coincidentes na sua missão estratégica, designadamente, ao nível da ligação às comunidades lusófonas. Por isso, temos um promissor caminho a percorrer, com possíveis iniciativas conjuntas ou atividades partilhadas, no âmbito de uma parceria que se quer crescente e mutuamente vantajosa. Tomei contato com a Associação em setembro de 2023, por ocasião do seminário “Brasil em Portugal: Integrando, Investindo e Aprendendo”, promovido pela Casa do Brasil - Terras de Cabral, no auditório da Escola Profissional do Fundão, como orador convidado do painel sobre “Investimentos & Empregabilidade”. Quatro meses depois, em janeiro de 2024, fui convidado a participar na segunda Gala Beneficente da “Mais Lusofonia”, mas não pude estar presente por incompatibilidade de agenda, e, um ano depois, em janeiro de 2025, tive o grato prazer de tomar parte na sua terceira Gala Beneficente, realizada na cidade-berço da própria Associação, em Castelo Branco, região Centro do país. Como avalia o evento e o que pôde experienciar? Foi aí que tive oportunidade de conhecer melhor a Associação Mais Lusofonia e, em especial, a missão solidária que desenvolve em Cabo Verde. Fiquei muito bem impressionado com o espírito voluntarioso e a capacidade empreendedora dos seus dirigentes e associados, mas sobretudo com a liderança inspiradora da sua fundadora e presidente, Sofia Lourenço. Ela própria é um exemplo notável de solidariedade ao serviço da lusofonia, porque nasceu no Brasil, vive em Portugal e trabalha em benefício do desenvolvimento social dos países africanos de língua oficial portuguesa. Destaco aqui o trabalho solidário que tem vindo a desenvolver em Cabo Verde, a que nos ligam especiais relações de cumplicidade. Nos extremos da Macaronésia, Açores e Cabo Verde partilham o mesmo oceano Atlântico, a mesma condição arquipelágica, o mesmo número de ilhas habitadas, a mesma história, a mesma língua, a mesma cultura e, até, a mesma vocação emigratória - somos muitos mais na nossa diáspora do que nas nossas ilhas - com comunidades comuns na costa Leste dos Estados Unidos. Portanto, Cabo Verde é uma das causas comuns que o Governo dos Açores partilha com a associação “Mais Lusofonia” e isso mesmo tive ocasião de confirmar em contatos desenvolvidos com autoridades cabo-verdianas, igualmente presentes nesta Gala da Lusofonia. No contexto deste evento, recebeu uma homenagem, atribuída em outra oportunidade, como reconhecimento pelo seu trabalho em prol das comunidades. Qual o seu sentimento em relação a este facto? Foi uma honra, imerecida, ser homenageado pela “Mais Lusofonia” enquanto Diretor Regional das Comunidades do Governo dos Açores. Faço tudo o que posso, mas não mais do que a minha obrigação, e tudo o que faço é também resultado dos colaboradores que tenho e das parcerias que mantenho. A Dra. Sofia Lourenço, essa sim, é que é merecedora do nosso reconhecimento pelo trabalho espontâneo e voluntário, consistente e consequente, que desinteressadamente sempre faz acontecer. Na sua opinião, como as comunidades lusófonas têm auxiliado no desenvolvimento económico dos Açores? Tem números atualizados dos imigrantes e as suas nacionalidades residentes nos Açores, hoje? As comunidades lusófonas em geral - e, em especial, a comunidade brasileira, mas também, por exemplo, a comunidade cabo-verdiana - são parte integrante e interessante do desenvolvimento dos Açores, a nível cultural, social e económico. Brasileiros, cabo-verdianos, angolanos, são-tomenses, moçambicanos ou guineenses, como a generalidade dos imigrantes nos Açores, mas com a facilidade acrescida da cumplicidade linguística, contribuem para reforçar e valorizar a diversidade cultural, para compensar a erosão demográfica e para ultrapassar as carências locais de mão-de-obra adequada, designadamente, na hotelaria, na restauração e na construção. Segundo o mais recente relatório da AIMA - Agência para a Integração, Migrações e Asilo, relativo ao ano de 2023, residem oficialmente na Região Autónoma dos Açores mais de seis mil cidadãos estrangeiros provenientes de 98 países. Destes cidadãos ainda sem cidadania portuguesa, 1.834 são naturais de outros países lusófonos: 1.351 do Brasil, 315 de Cabo Verde, 58 de Angola, 43 de Guiné Bissau, 34 de São Tomé e Príncipe, 31 de Moçambique e 2 de Timor Leste. Como avalia o papel do governo açoriano na valorização da diáspora açoriana? A diáspora açoriana é muito importante para a Região Autónoma dos Açores e, por isso, é devidamente valorizada pelo governo açoriano. Assim tem sido em quase meio século de autonomia política: primeiro com o Gabinete de Emigração e Apoio às Comunidades Açorianas, logo em 1976, depois com a Direção Regional das Comunidades, a partir de 1997, e agora no quadro acrescido da nova Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, no âmbito da orgânica do XIV Governo dos Açores, desde 2024. Este é o reconhecimento de que estamos mais fora do que dentro (menos de 250 mil habitantes nas nove ilhas e mais de três milhões de açorianos e açordescendentes no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá) e a prova de que os Açores só ficam verdadeiramente completos com a sua “décima ilha”. Que ações e agenda tem previstas para os próximos tempos em relação à diáspora açoriana? Posso dar aqui alguns exemplos, entre outros possíveis. O colóquio “Pensar a Diáspora” vai reunir em Ponta Delgada, no mês de março, personalidades representativas das comunidades açorianas de Brasil, Estados Unidos, Canadá e Bermuda, para diagnosticar a situação atual e perspetivar os desafios futuros. A Sister Cities Summit vai conjugar a participação das cidades de Portugal e das cidades dos Estados Unidos da América que se encontram geminadas entre si, no mês de junho em Ponta Delgada, em parceria com a FLAD - Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. O Fórum Global do Espírito Santo vai congregar especialistas internacionais sobre a mais representativa devoção açoriana por ocasião das Grandes Festas do Espírito Santo realizadas em Ponta Delgada em julho, na Nova Inglaterra em agosto e em Santa Catarina em setembro. Os Jogos das Comunidades vão desafiar os jovens açordescendentes da diáspora açoriana a conhecerem os Açores e a celebrarem a Açorianidade, em setembro, na ilha Terceira. Por fim, como caracteriza o trabalho desenvolvido pela Direção Regional das Comunidades e qual a importância de se valorizar e promover iniciativas tendo em vista a comunidade lusófona residente no arquipélago e a diáspora açoriana? A Direção Regional das Comunidades do Governo dos Açores tem uma dupla missão, que cumpre com gosto: fomentar a Açorianidade, com os açorianos e açordescendentes residentes no exterior da Região, e facilitar a Interculturalidade, com os imigrantes que se encontram radicados nas nossas ilhas. Em ambos os casos, a língua portuguesa é um instrumento importante, seja através da sua preservação junto das novas gerações da diáspora açoriana, seja através da sua aprendizagem por parte dos “novos açorianos” que nos chegam de países não lusófonos. Na diáspora, apoiamos o funcionamento de organizações comunitárias, como, por exemplo, a escola oficial portuguesa da Bermuda. Nos Açores, promovemos Cursos de Português para Falantes de Outras Línguas, já com 36 turmas em 12 anos envolvendo 690 formandos de 55 nacionalidades diferentes. Foto: Agência Incomparáveis Ígor Lopes

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