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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Ouro Preto: Miguel Jerónimo defendeu “cooperação e sustentabilidade” como eixos para o futuro do associativismo luso-brasileiro

    Imagem: Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Minas Gerais. Foto: Gabriel Caetano Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Minas defendeu, durante o segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro, realizado na cidade mineira de Ouro Preto, entre os dias 25 e 27 de março, “uma maior proximidade entre associações, câmaras de comércio e consulados”, sublinhando a necessidade de “reforçar a cooperação para melhorar as condições das comunidades portuguesas e luso-brasileiras no Brasil”.   Miguel Jerónimo, que liderou a organização do evento em Ouro Preto, aproveitou a ocasião para destacar o encontro como uma “oportunidade para fortalecer a ligação entre diferentes entidades da diáspora”, enquadrando-o numa estratégia mais ampla de articulação institucional.   Nesse sentido, reforçou ainda que o objetivo central do encontro passou pela “criação de uma dinâmica conjunta entre diferentes entidades”.   “O que espero alcançar é que haja uma proximidade das associações, das câmaras de comércio e dos consulados, e que possamos juntos construir uma grande força de melhorar as condições das comunidades portuguesas e luso-brasileiras, especialmente aqui no Brasil”, destacou.   Essa articulação, segundo este mesmo responsável, deve traduzir-se em “resultados concretos e mensuráveis, com impacto direto nas comunidades, não apenas no plano institucional, mas também económico e cultural”, para que haja “mais negócio, mais investimento, mais bem-estar, mesmo a nível cultural, que haja mais divulgação da nossa cultura”.   O dirigente fez também um balanço positivo do encontro, sublinhando o contributo das entidades presentes e o impacto das intervenções institucionais.   “Acho que tivemos uma belíssima intervenção do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emílio Sousa, da embaixadora de Portugal no Brasil, Isabel Pedrosa, e do próprio Prefeito aqui de Ouro Preto”, referiu Miguel Jerónimo, que sugeriu que estas participações são determinantes para reforçar a mensagem de união e mobilizar a comunidade.   “Acho que todas essas mensagens são importantes para realmente causar uma impressão, para chamar as pessoas e para elas saberem que há, de facto, uma força de união por detrás de tudo o que nós podemos fazer”, explicou.   Jerónimo enfatizou também que este movimento vai além do associativismo tradicional, integrando diferentes níveis institucionais e económicos.   “Neste associativismo não estão apenas as associações luso-brasileiras, mas também todas as Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil, e nós somos 21 neste momento”, salientou.   Miguel Jerónimo acrescentou ainda o papel das estruturas de coordenação e do Estado.   “A Federação das Câmaras, que une realmente todas as Câmaras, está presente, e todos os consulados estão presentes também. Nós temos nove consulados no Brasil e, portanto, também estão presentes, porque nós temos que ter acesso, tem que haver essa ligação entre poder público, governamental, associações, setor privado, tudo isso importa”, disse.   A par da dimensão institucional, Miguel Jerónimo voltou a realçar a centralidade do desenvolvimento económico sustentável, até porque a sustentabilidade foi um tema “propositadamente” escolhido pelo empresário para ser o tema principal do encontro em Ouro Preto, além de alertar para as limitações do modelo económico vigente.   “Nós, neste momento, em muitos países, ainda estamos num modelo de economia linear, em que vai colher, usa e joga fora”, afirmou. Como alternativa a este paradigma, Miguel Jerónimo apontou a necessidade de adotar práticas mais eficientes e sustentáveis, alicerçadas ao modelo de economia circular: “Nós temos que começar a colher, usar e reciclar”, enfatizou.   Miguel Jerónimo concluiu destacando os benefícios económicos dessa transição: “Muitas coisas podem ser recicladas, isso inclusivamente vai dar uma diminuição de custo e rentabilidade para todos nós na cadeia de produção”, finalizou.   Ígor Lopes

  • Entrevista: Ronei Farias – Ator/Influenciador

    A construção de um artista passa por escolhas, deslocamentos e, principalmente, pela coragem de se reinventar. Em um cenário onde o digital e o audiovisual se tornam cada vez mais protagonistas, novos perfis surgem conectando arte, presença e narrativa com o tempo presente. Nesta edição da Revista do Villa, conversamos com um ator e influenciador digital que vem construindo sua trajetória com consistência e propósito, explorando diferentes linguagens e buscando seu espaço no cenário artístico brasileiro. Apresentação Ronei Farias Origem: Mato Grosso do Sul Cidade / Estado: Rio de Janeiro – RJ Profissão Ator e influenciador digital Trajetória: Há cinco anos mora no Rio de Janeiro, onde vem construindo sua trajetória artística em busca de oportunidades e novos desafios na carreira, transitando entre o audiovisual e o ambiente digital. Entrevista DM 1 — Para começarmos, quem é você na arte e o que te levou a escolher a atuação como caminho? Eu me vejo como um artista em construção constante, alguém que usa a arte como ferramenta de expressão, conexão e transformação. A atuação entrou na minha vida como um chamado — foi ali que eu entendi que podia viver várias histórias, dar voz a sentimentos e provocar reflexão nas pessoas. Não foi só uma escolha profissional, foi uma identificação profunda com quem eu sou. --- DM 2 — Todo ator constrói seu próprio método. Como funciona o seu processo de criação e preparação para um personagem? Meu processo começa muito pela escuta e pela observação. Gosto de entender o contexto do personagem, o que ele viveu, o que sente e como se posiciona no mundo. A partir disso, busco trazer verdade para a construção, com referências reais, trabalhando corpo, voz e, principalmente, o emocional. Também deixo espaço para o improviso e para o que surge no momento, porque muitas vezes é ali que nasce algo mais autêntico. --- DM 3 — Entre palco, televisão e audiovisual, onde você mais se encontra hoje e por quê? Hoje me encontro muito no audiovisual, principalmente pela conexão direta com o público e pela força que as histórias ganham nas telas. Mas valorizo todas as linguagens. O palco me deu base, a TV me deu ritmo e o digital/audiovisual me conecta com o agora. --- DM 4 — O mercado artístico no Brasil exige resiliência. Quais foram os principais desafios que você enfrentou até aqui? Um dos maiores desafios foi manter a constância e acreditar no processo, mesmo quando as coisas não avançavam na velocidade que eu queria. Também existe a questão das oportunidades, que muitas vezes são limitadas. Isso exige reinvenção constante, criar seus próprios caminhos e não depender apenas do mercado tradicional. Tudo isso me fortaleceu e me fez crescer não só como ator, mas como um profissional mais estratégico. --- DM 5 — Para além da técnica, a atuação também carrega propósito. Que tipo de história você quer contar ao longo da sua carreira? Quero contar histórias que gerem identificação e impacto. Histórias que falem sobre propósito, identidade, escolhas e as consequências do mundo digital na vida real. Quero que as pessoas se vejam, se questionem e, de alguma forma, saiam transformadas. Pra mim, a arte precisa entreter, mas também provocar. --- Entrevista: Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

  • Santa Teresa MGallery recebe Embaixadores do Turismo do RJ

    Bayard Boiteux e Sophie Barbara Sophie Barbara com as convidada a Ana Cristina Carvalho e Joana Maria Teixeira Matheus Oliveira e Constança Castello Branco Sylvia de Castro e Orlanda Freire Chico Vartulli e Morgana Souto Mayor Aloysio e Joana Teixeira Bernadete Simonelli e Ana Cristina Carvalho Zizi Magalhães, Sylvia de Castro ,Constança Castello Branco e Orlanda Freire Sophie Barbara, Joana Teixeira, Ana Cristina Carvalho, Matheus Oliveira e Bayard Do Coutto Boiteux Thiago Pereira, o excelente garçom que atendeu o evento com Bayard Boiteux O café da manhã no Thereze O projeto Prata da Casa, uma iniciativa da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ, recebeu 2 convidadas especiais, a escritora Joana Teixeira e a empresaria Ana Cristina Carvalho presidente da Sampres. O evento, coordenado por Matheus Oliveira, vice presidente de campanhas institucionais da entidade teve como anfitriões a gerente geral do hotel Sophie Barbara e Bayard Boiteux vice presidente executivo dos Embaixadores do RJ. O objetivo do programa é que os embaixadores filiados a Associação possam falar de seu trabalho e buscar parcerias. É uma atividade de networking, afirma Boiteux. A segunda versão do programa aconheceu mais uma vez durante café da manhã no sofisticado restaurante Thereze do Santa Teresa MGallery. A sofisticação do Petit dėjeuner foi elogiada por todos que mistura num ambiente de luxo Brasil e França. Joana Teixeira disse que sempre gostou de escrever e ler. Sua paixão pelos romances traz um conceito de amor pelo que se faz imbuído em seu dia a dia. "Minha obra tem uma ligação afetiva com minha família e de meu marido Aloysio Teixeira.  A protagonista Emily em Despertar de um amor juntamente com Ray, mostra como o amor é generoso ,empático e compassivo transcendendo  culturas, fronteiras e religiões. Vivo e me vejo na personagem, afirma Joana que deve lançar seu próximo livro em 2027. Joana também é formada em gastronomia pela Estácio e pensa também num nicho de mercado de Receitas Saudáveis. Ana Cristina que é arquiteta de formação diz que o encanto pela importação e exportacao nasceu de sua estadia na Áustria onde fez uma pós em Comércio em Comércio Exterior. Meu primeiro marido era austriaco e fomos morar em Viena, onde estudei. De volta ao Brasil, resolvi implantar algo pioneiro na distribuição de produtos no mercado da exportação e importação. E funcionou, afirma ela a Sampres está no mercado há 29 anos e nao para de conquistar novos desafios. Hoje, nos fixamos mais na distribuição em grandes empresas de alimentação, afirma a empresária. No final do café da manhã, os convidados visitaram o hotel, que é uma antiga fazenda com quartos repletos de Arte. O programa terá mais 3 versões em 2026 com Alberto Sabino, Morgana Souto Maior e Marcelo Daher. Fotos divulgação Divulgação Rio

  • Nova Iorque: Empresário português destacado na “Times Square”

    Imagem de Pedro Ramos nos emblemáticos painéis luminosos da “Times Square”, na metrópole norte-americana. Foto: divulgação Pedro Ramos, especialista português na área de Recursos Humanos e Gestão das Pessoas, com atuação no universo lusófono, foi recentemente destacado nos icónicos painéis luminosos da “Times Square”, em Nova Iorque, tendo como foco a sua distinção, no final do ano passado, com o prémio “People Transformation CEO” nos Burj CEO of The Year 2025, considerados os “Óscares” do mundo dos negócios. Um prémio entregue durante evento no Dubai. Doutorado em Economia e CEO Rharo by Group Talent e da Dale Carnegie Training Portugal, este responsável tem sido figura marcante entre Portugal, Brasil e os países de língua portuguesa no campo do desenvolvimento das lideranças nas empresas. A presença num dos espaços mediáticos mais emblemáticos do mundo assinala o reconhecimento internacional do seu percurso no domínio da liderança e transformação organizacional. O destaque surge na sequência da distinção atribuída pela CEO Clubs Network, entidade promotora dos prémios, que reconheceu o impacto do trabalho desenvolvido na área da gestão de pessoas. Este reconhecimento acontece numa fase em que este responsável tem liderado projetos de transformação organizacional em diversas empresas e geografias, consolidando a sua presença no panorama internacional da liderança e desenvolvimento de talento, com forte interação junto da Comunidades dos Países de Língua Portuguesa. Na altura da atribuição do prémio, o responsável sublinhou o significado da distinção, destacando o trabalho desenvolvido em equipa. “ Um agradecimento especial ao júri e à organização dos Burj CEO Awards pela confiança e distinção, e a todos os parceiros, clientes e equipas que caminham comigo neste propósito de transformar empresas através das Pessoas”, referiu o empresário, que não escondeu o contentamento com o reconhecimento. “É uma enorme honra integrar um grupo tão restrito de líderes europeus reconhecidos globalmente - e, acima de tudo, reforçar a mensagem de que, a partir da Europa, é possível influenciar positivamente a forma como o mundo pensa a Gestão de Pessoas, a Liderança e a Transformação Organizacional”, acrescentou. Já perante a projeção da sua imagem em Nova Iorque, nos últimos dias, Pedro Ramos partilhou a emoção do momento nas redes sociais. “Há dias de enorme felicidade! Hoje tive o privilégio de ter a minha fotografia projetada nos painéis luminosos de “Times Square”, bem no coração de “NYC”. A divulgação do Prémio Burj CEO of the Year 2025 recebido no Dubai no final do ano passado”, destacou o gestor, que salientou ainda o simbolismo pessoal e profissional desta visibilidade internacional. “Um sonho concretizado! Mas, mais do que orgulho, responsabilidade. Gosto desta sensação de ser um ‘Cidadão do Mundo’, mas com reconhecimento público ainda melhor”, enfatizou. Com um percurso ligado à gestão de pessoas, liderança e desenvolvimento organizacional, Pedro Ramos exerce também funções como presidente da Sociedade da Excelência Luso-Brasileira, vice-presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras e docente universitário, acumulando atividade em diferentes mercados. Neste sentido, a presença de um português nos ecrãs de “Times Square” ganha, segundo fontes ligadas ao premiado e que foram consultadas pela nossa reportagem, “particular relevância” num contexto em que Nova Iorque se afirma como um dos principais centros financeiros e empresariais do mundo, reunindo empresas multinacionais, investidores e comunidades internacionais. Ígor Lo pes

  • Busca por saúde impulsiona wellness e levanta questões sobre comportamento

    A indústria wellness é um setor global multibilionário focado em produtos e serviços que promovem a saúde física, mental e emocional de forma desenvolta, e não é segredo para ninguém que essa indústria tem crescido cada vez mais no Brasil, que se tornou um dos países que mais consomem mercadorias de “bem-estar” pelo mundo, sendo um setor que representa aproximadamente R$96 bilhões,  segundo dados do Global Wellness Institute (GWI).   Como tudo, o crescimento dessa indústria possui dois lados. As pessoas estão se informando mais e obtendo uma consciência maior sobre o que é saúde de fato, pois não é só a ausência de doenças, e construir uma rotina de vida saudável é prevenção e equilíbrio. O problema começa com o outro lado da moeda, “ quando vira uma obsessão, comprometendo a saúde mental do indivíduo, causando sensação constante de ansiedade e culpa quando não consegue contar as calorias da refeição, comportamentos compensatórios ou punitivos, isolamento social para evitar contato com comida, entre outros”, como afirma a nutricionista e criadora digital Monique Fonseca.   É inegável que a busca pelo corpo perfeito existe há séculos e está enraizada na nossa sociedade, mas foi só no século XX, na década de 20, que houve uma explosão de dietas e foi quando contar calorias ganhou força, principalmente nos Estados Unidos. Desde então, sempre tem algo que está em alta, sendo prometido por muitos, hoje, principalmente nas redes sociais, que vai ser algo milagroso e que irá mudar a sua vida. Por mais que ainda haja vestígios de “jejum intermitente”, dieta da moda que se popularizou em 2015, atualmente a obsessão por proteína e treinos intensos tem se destacado.   O macronutriente é necessário para diversas funcionalidades do corpo humano, como ajudar na saciedade, produzir enzimas e hormônios, construir e manter tecidos do corpo, entre outros, porém, o controle excessivo de treinos e macronutriente no geral, como é divulgado e incentivado por diversos influenciadores pelas redes sociais, podem ter uma influência negativa, principalmente sobre crianças e adolescentes que acompanham esse tipo de conteúdo. Segundo a nutricionista Ana Ribeiro, especialista em transtornos alimentares, essa “cultura da dieta”, que é um sistema de crenças e valores que estabelece a magreza como ideal a ser alcançado, atribuindo um valor moral não só a forma física, mas também aos alimentos, cria a falsa impressão de que quando se tem comportamentos que vão de encontro a esses ideais, hábitos não tão saudáveis acabam sendo vistos como saudável e dignos, mesmo que ultrapassem os limites, gerando uma normalização de comportamentos transtornados.   A indústria wellness não é a culpada pelas consequências do controle excessivo, mas sim, o incentivo dele. É importante diferenciar que o inimigo não é o autocontrole, mas a extrapolação desses para reforçar a ideia de que somos responsáveis por gerenciar nossa saúde, alimentação, estética e performance, independente de diferenças genéticas, de fatores socioeconômicos, culturais, ambientais e comportamentais que influenciam na tomada de decisão quanto nossa alimentação. Essa lógica transforma o ato de se alimentar em sucesso ou fracasso, sendo a magreza sinônimo de disciplina. Nesse aspecto, os transtornos alimentares são também sintomas de existir dentro dessa estrutura social.    Crescimento de incentivo à dieta nas redes sociais e seus riscos   Além disso, a nutricionista também afirma que as redes sociais intensificaram essa ideia de que a prática de restrições alimentares sempre foi admirada e incentivada pela sociedade, sendo vendida como disciplina, e hoje é propaganda de forma mais direta, todos veem, falam e discutem sobre isso. “Essa ideia de que é só ter disciplina e esforço que se consegue chegar no corpo idealizado e na ‘alimentação perfeita’, chega a pessoas mais vulneráveis emocionalmente e como tudo isso é extremamente admirado e reforçado, esse é o caminho para serem aceitas, valorizadas e amadas.”   A Monique Fonseca, nutricionista, disserta sobre resgatar a nutrição, medicina e atividade física da mão daqueles que utilizam dessa para vender culpa e vergonha individual  em redes sociais, jornais e demais meios de comunicação para mudar o debate público sobre alimentação e saúde para evitar que transtornos alimentares sejam disfarçados de estilo de vida saudável e acrescenta que “seria de grande ajuda termos um meio de regularizar conteúdos de saúde nesses espaços ou a implementação de alguma ferramenta para identificar o quanto determinado assunto é comprovado cientificamente.”   Torna-se um sinal de alerta quando é algo que ocupa muito tempo do dia de um indivíduo, quando se evita eventos sociais, gera-se isolamento, estresse, ou seja, há impacto ou prejuízos na vida e no funcionamento dessa pessoa. Assim, a influenciadora Giovana Aguilera, que começou nas redes sociais para mostrar o processo de recuperação de um transtorno alimentar e hoje é uma influencer do meio fitness e saudável aconselha, “O mundo é gigante, você vai desperdiçar a única chance de viver e explorar o mundo por culpa e ansiedade por um corpo que viu na internet ou por algo que comeu? Respira.” Ela também relata que durante a sua recuperação, começou a valorizar mais a comida e momentos com sua família e amigos, e também afirma que “a comida faz parte de festa, comemorações, de momentos que são memoráveis e não é apenas caloria”. Larissa Penido

  • A premiada flautista e compositora Gabriela Koatz revela sua voz em EP comemorativo de 30 anos de trajetória musical

    A premiada flautista, cantora e compositora  Gabriela Koatz  lança seu primeiro EP solo,  Todas as Coisas Que Eu Sou , no dia 22 de abril, em show no  Little Club , em Copacabana. A apresentação marca não apenas sua estreia como cantora, mas também a celebração de três décadas dedicadas à música, em um espetáculo que reverencia suas múltiplas influências e presta uma homenagem póstuma à professora e regente  Valéria Mendonça .  No repertório, releituras de clássicos da bossa nova/MPB, jazz e composições para flauta solo, além de músicas autorais. O público vai relembrar grandes obras de compositores como  Tom Jobim, Edu Lobo, Joyce Moreno, Léa Freire, Hermeto Pascoal, Pixinguinha, Piazzolla  e  Camargo Guarnieri .  Com trajetória consolidada como instrumentista, Gabriela construiu seu percurso transitando com naturalidade entre rodas de choro e samba, bailes de forró, concertos de música de câmara e contemporânea. Ao longo dos anos, dividiu o palco com nomes como  Kiko Horta, Marcelo Caldi, Geraldo Azevedo, Carlos Malta, Gabriel Grossi ,  Gabi Buarque  e  Carol Panesi , além de integrar formações como a  Orquestra Pro Arte  e a  Oficina da Música Universal , de  Itiberê Zwarg  -  experiências que moldaram uma escuta ampla e sofisticada, agora refletida em sua estreia solo. Em  Todas as Coisas Que Eu Sou  essa diversidade se traduz em um repertório eclético que percorre bossas, chorinhos e temas de samba-jazz, com arranjos que privilegiam a harmonia, a improvisação e a riqueza rítmica brasileira. Acompanhada por músicos de destaque no cenário carioca,  Gabriela  conduz um show de duas horas em que sua voz surge como fio condutor de uma narrativa musical experiente, revelando uma intérprete que alia precisão técnica a sensibilidade.  Formada em flauta transversal e bacharel em  Musicoterapia  pelo  Conservatório Brasileiro de Música , Gabriela também carrega em sua trajetória a experiência de quem investiga a música como linguagem de escuta e transformação - dimensão que atravessa seu trabalho de forma sutil, sem se sobrepor à sua potência artística. Participante de corais premiados e autora de trilhas para teatro, ela amplia seu repertório expressivo com uma abordagem que integra rigor e delicadeza. Após o lançamento de um EP com o  Duo Fronteira , em 2022, Gabriela inaugura agora um novo capítulo, afirmando-se como cantora e compositora em um projeto que sintetiza sua história e projeta novos caminhos. Reconhecida desde cedo - quando conquistou o  primeiro lugar  no  Concurso   Rosa Mística  (1999/Curitiba)  - e com presença confirmada no  18th World Congress of Music Therapy , em 2026, na  Itália , a artista apresenta no seu novo disco  Todas as Coisas Que Eu Sou  um autorretrato que ecoa suas origens, encontros e reinvenções. Resumo: Gabriela Koatz  é uma premiada flautista, cantora e compositora carioca, com formação em flauta transversal e bacharelado em musicoterapia pelo  Conservatório Brasileiro de Música . Com mais de 30 anos de trajetória, transita entre o samba, o choro, o forró e a música de câmara, com passagens por palcos como  Sala Cecília Meirelles ,  CCBB ,  Rádio MEC  e  Circo Voador . Atuou em projetos como  Duo Fronteira ,  Orquestra Pro Arte  e a  Oficina da Música Universal , de Itiberê Zwarg. Ela já dividiu o palco com nomes como  Carlos Malta ,  Geraldo Azevedo ,  Marcelo Caldi ,  Gabi Buarque,  entre outros. Em 2026, lança seu primeiro EP solo,  Todas as Coisas Que Eu Sou , afirmando sua identidade também como cantora. Sua formação em musicoterapia atravessa sua trajetória como um diferencial de escuta e sensibilidade artística. Lançamento do EP solo “Todas as Coisas Que Eu Sou”  Gabriela Koatz Local:  Little Club Endereço:   R. Duvivier, 37 - loja L - Copacabana, Rio de Janeiro, RJ Telefone:  (21) 97077-8585 (Reservas pelo Whatsapp) Horário:  20h Ingressos:  R$ 70,00  Alex Varela

  • Entrevista: Ricardo Facchini – Estilista

    Moda & Estilo A moda vai além da estética — ela é identidade, construção de imagem e expressão de permanência. Em um cenário cada vez mais acelerado e descartável, trabalhar com matéria-prima nobre e conceito atemporal é, acima de tudo, um posicionamento. Nesta edição da Revista do Villa , conversamos com o estilista Ricardo Facchini, da Facchini Couro , que construiu uma trajetória sólida ao longo de mais de quatro décadas, desenvolvendo peças em couro com elegância, personalidade e um olhar voltado à durabilidade e sofisticação. Apresentação Nome: Ricardo Facchini Marca: Facchini Couro Área de atuação: Moda em couro Experiência: Mais de 44 anos atuando no setor de confecção Entrevista DM 1 — Ricardo, sua marca trabalha com couro, um material nobre e marcante. Como você define a identidade das suas criações? Como minha moda é em couro, as roupas que faço são mais clássicas e minimalistas, voltadas a um público AA, que preza qualidade e durabilidade. DM 2 — Ao longo da sua trajetória, como você foi entendendo e definindo o público que queria atingir? Ao longo dos meus 44 anos na confecção, estudando meu público, senti que queria atender homens e mulheres dentro de um estilo clássico, mas com uma pitada de arrojo. DM 3 — Sua história com a moda vem de muito cedo. Como essa influência familiar impactou suas escolhas profissionais? Nasci em uma família onde a moda sempre foi um elemento de destaque. Isso facilitou minhas escolhas e, logo no início dos anos 80, quando comecei meu trabalho, já encontrei o nicho certo. Ao longo dos anos, sempre defini meu estilo como uma moda contemporânea. DM 4 — O comportamento do consumidor mudou muito com a internet e as redes sociais. Como você enxerga essa transformação? Com a entrada da internet na vida moderna, o público passou a desejar muito mais as roupas das blogueiras, peças que tragam sensualidade e elegância ao mesmo tempo. Eu me atualizo constantemente para atender esse perfil. Acompanho desfiles em Milão, Nova York e Paris, faço um mix dessas referências e crio minha própria identidade. DM 5 — Como você equilibra tendência e elegância nas suas coleções? Trabalho com tendências, mas sempre com cuidado para não cair no exagero ou no ridículo. DM 6 — Quais são suas principais referências no universo da moda? Gosto muito de referências como Chanel, Carolina Herrera e Hermès. Mas sempre coloco o toque da minha própria intensidade nas criações. DM 7 — O couro carrega um simbolismo forte dentro da moda. Como você enxerga esse material no guarda-roupa contemporâneo? Por ser uma matéria-prima nobre, o couro desperta desejo. Ele é um item de destaque e inclusão no guarda-roupa das minhas clientes. DM 8 — Seu trabalho vai além da criação. Existe também um olhar direto para o cliente. Como funciona essa relação? Além de ser dono da marca, tenho um olhar pessoal para cada cliente. Vejo cada uma como única. Não apenas vendo, mas também dou dicas de combinação e orientação para um uso mais adequado e personalizado do estilo. DM 9 — Se tivesse que resumir sua moda em uma palavra, qual seria? Atemporal. DM 10 — Para quem está começando agora na moda, que conselho você deixaria? A moda está sempre em movimento. Meu conselho é que os novos estilistas encontrem seu próprio DNA e sigam firmes, mesmo diante das constantes mudanças de matéria-prima e tendências do mercado. Entrevista:Delcio Marinho & ChatGPT Delcio Marinho

  • “Horizontes. Memória e pele”, de David Catá, abre no Instituto Cervantes RJ

    Projeto inédito no Brasil investiga o corpo como território da memória e do pertencimento O corpo como arquivo sensível, superfície de inscrição e território de memória. É a partir dessa perspectiva que o artista galego David Catá apresenta, pela primeira vez no Brasil, a exposição “ Horizontes. Memória e pele ” , em cartaz de 9 de abril a 9 de junho, na sala de exposições do Instituto Cervantes RJ, uma organização do Instituto Cervantes RJ, com a colaboração do setor Cultural da Embaixada da Espanha no Brasil. “ Cada horizonte é um lugar vivido. Não é meramente uma paisagem geográfica, mas um território emocional e autobiográfico. Ao ser costurada na pele, a paisagem deixa de ser algo externo e torna-se parte do corpo: uma fronteira difusa entre o que é habitado e o que se é”, afirma o artista.   Horizontes que atravessam a experiência pessoal e se transformam em cartografias afetivas Multidisciplinar, Catá transita entre pintura, vídeo, música, fotografia e performance, tendo o próprio corpo como suporte recorrente de sua prática. Em “Horizontes”, o artista aprofunda uma investigação já presente em sua trajetória , a relação entre memória, identidade e pertencimento. Ao bordar paisagens diretamente na pele, cria imagens que tensionam os limites entre interior e exterior, indivíduo e território. O projeto deriva de uma série anterior, na qual o artista bordava, na palma das mãos, os rostos de pessoas próximas como gesto de homenagem e permanência, além de paisagens de lugares como México, Beijing, Espanha. Entre corpo e território Deslocando a paisagem para o corpo, Catá propõe uma inversão simbólica: o que antes era contemplado à distância passa a ser incorporado, inscrito na pele como memória viva. As imagens, registradas em fotografia e vídeo, evidenciam essa fusão entre corpo e espaço, sugerindo uma continuidade entre o sujeito e o mundo que o cerca. Mais do que um conjunto de obras, “Horizontes” se constrói como uma experiência sensorial e reflexiva, em que o corpo deixa de ser apenas suporte para se afirmar como lugar de inscrição da memória e da identidade — um espaço onde se cruzam afeto, tempo e pertencimento. “A técnica que o artista utiliza para bordar em sua própria pele, obviamente, impressiona e é completamente admirável, mas o que nos impactou ainda mais e nos parece altamente relevante é a profundidade dos motivos que o fazem empregar esse método. Porque a costura da obra vai somente até a epiderme, é superficial, mas os motivos que provocam essa intervenção mergulham e alcançam as profundidades da alma do David. Isso é arte em sua maior plenitude", diz Aline Pereira da Encarnação, Gestora cultural do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro   Elementos naturais e diálogo com o Rio de Janeiro, onde bordará uma paisagem Nesta seleção de obras, Catá destaca uma perspectiva que encontra na natureza uma linguagem comum, universal e profundamente humana. Nos registros fotográficos ocorre uma composição entre o seu corpo ( no caso, a palma da mão ) e a paisagem que dialoga com o tema retratado em linhas de bordado. Em conjunto com essa série, serão mostradas outras fotos: “Reminiscencias”, “Abismos” e “La vida tras la ventana”, totalizando cerca de 33 registros coloridos. Em todas elas, a paisagem não é contemplada à distância: é tocada, percorrida e incorporada. No contexto do Rio de Janeiro, cidade onde a natureza não é um pedaço de terra, mas uma presença viva e poderosa, Horizontes dialoga diretamente com o meio ambiente. Ele bordará uma paisagem exclusivamente quando chegar à cidade : após uma longa e sensível pesquisa, o horizonte eleito foi o do Pão de Açúcar do ângulo que se avista da Praia de Botafogo , contemplando montanha, vegetação, céu e mar. Ele fará o registro fotográfico, incorporado à exposição. A obra de Catá estabelece uma relação profunda com os elementos naturais — mar, terra ou horizonte — não como uma representação, mas como uma experiência sensorial e emocional. O artista não observa a natureza de fora: ele se mimetiza com ela, partindo do pressuposto de que o corpo humano também é paisagem, matéria e origem.   O projeto inclui ainda uma oficina de pintura infantil gratuita, realizada com alunos de uma escola pública de São Gonçalo do Rio antes da abertura, quando as crianças pintarão sobre as suas palmas das mãos. Trata-se de uma parceria com a SEEDUC - Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro - e a área Acadêmica do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro. O resultado também fará parte da mostra através de uma “vídeo-criação” registrada por ele no contexto do horizonte dentro própria escola.    Saiba mais sobre David Catá David Catá nasceu na Galícia, Espanha, em 1988. É um artista contemporâneo multidisciplinar que combina fotografia, videoarte, pintura e música. Licenciado em Belas Artes pela Universidade de Pontevedra e primeiro classificado no mestrado em Fotografia, Conceito e Criação da EFTI, também prosseguiu estudos musicais profissionais no Conservatório Viveiro (Lugo). A música é o fio condutor que permeia os seus projetos artísticos, criando trilhas sonoras que enriquecem as suas obras visuais. O processo criativo de Catá centra-se num diálogo entre a memória pessoal e o ato artístico. Utiliza objetos pessoais e fotografias do seu álbum de família como fontes de inspiração, explorando temas como a natureza fugaz da vida, os vestígios físicos e imateriais e a dor emocional. Estes elementos estão profundamente enraizados na sua trajetória artística, conferindo uma dimensão emocional e evocativa ao seu trabalho. A obra de David Catá tem sido exibida internacionalmente e reconhecida em diversos países, incluindo os Estados Unidos, a Alemanha, o México, o Brasil, Portugal, o Chile, o Peru e a Espanha. Ao longo de sua carreira, ele recebeu inúmeros prêmios, incluindo o primeiro prêmio de artes visuais do Conselho Provincial de Ourense (2010 e 2019), o primeiro prêmio Reganosa (2015) e o primeiro prêmio de arte mural no festival AMARTE Burela (2019). Ele também participou de prestigiosas residências artísticas, como o “Silk Road Artists” Rendezvous - China Tour for European.   Exposição “ Horizontes. Memória e pele ” Artista: David Catá Abertura: dia 9 de abril, às 19h Local: Instituto Cervantes do Rio de Janeiro Endereço: Rua Visconde de Ouro Preto, 62 – Botafogo - RJ Período de visitação: de 10 de abril a 9 de junho de 2026 Horário: de segunda a sábado, das 10h às 19h  Assessoria de imprensa: BriefCom Assessoria de Comunicação Bia Sampaio: (21)  98181-8351/biasampaio@briefcom.com.br /@briefcomcomunicacao Entrada franca; classificação livre Alex Varela

  • Maior exposição mundial de Yoshitaka Amano chega ao CCBB RJ

    Mostra “Além da Fantasia” terá 218 obras originais, entre pinturas e ilustrações, de um dos mais importantes artistas da cultura pop. Uma sala imersiva proporcionará experiência sensorial para o público.   Imagens divulgação     Chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro ,   a partir do dia 22 de abril  de 2026, a maior exposição da carreira do artista japonês Yoshitaka Amano , um dos grandes ícones da cultura pop mundial. Com 218 obras originais , incluindo trabalhos inéditos, a mostra “Yoshitaka Amano – Além da Fantasia ” apresentará pinturas e ilustrações de um dos mais celebrados artistas da atualidade. Com curadoria e idealização de Antonio Curti, a mostra ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ e incluirá um espaço imersivo, que completará a experiência do público por meio da tecnologia. Esta será uma oportunidade para o público ver de perto a obra deste aclamado artista. “Os visitantes poderão conhecer obras nunca exibidas, incluindo grandes peças em alumínio – algo que só pode ser plenamente apreciado ao ver o trabalho original, pessoalmente”, afirma o artista, que está muito animado com a exposição. “Fico verdadeiramente feliz em ver uma nova mostra sendo realizada no Brasil, depois da exposição em São Paulo, em 2024. É uma honra ter essa oportunidade, especialmente com o projeto se expandindo de maneira tão significativa. Estou ansioso por isso”.   Dividida em sete núcleos temáticos – Tatsunoko, Final Fantasy, Candy Girl, Devaloka, Vampire Hunter D, Angel’s Egg e  Colaborações  – a mostra revela as múltiplas facetas do trabalho de Yoshitaka Amano . “Yoshitaka Amano é uma lenda tanto no mundo da arte quanto no universo geek”, afirma o curador Antonio Curti . A exposição irá surpreender tanto quem acompanha o trabalho do artista, quanto quem nunca teve contato com a sua obra. “Para quem já conhece Amano, a mostra aprofunda o entendimento de sua trajetória e revela obras raras, processos e nuances que poucos tiveram a oportunidade de ver de perto. Para quem chega a ele pela primeira vez, é uma porta de entrada para um universo visual absolutamente singular, onde cada linha, cor e movimento carregam uma poética própria. A ideia é que todos, fãs ou iniciantes, encontrem aqui uma experiência que os conecte com a sensibilidade e a imaginação extraordinária desse artista”, afirma Curti. A trajetória de Yoshitaka Amano começou na Tatsunoko, estúdio responsável por marcos da animação japonesa, mas foi com Final Fantasy  que Amano marcou seu lugar na história. Ao criar o design de personagens, a identidade visual e o espírito estético da franquia de games, ele estabeleceu a base que moldou não apenas uma das séries de videogame mais conhecidas do mundo, mas também o imaginário de gerações de jogadores e artistas. “Amano é um dos precursores em levar para os games o apuro estético de um verdadeiro artista visual. É um mercado que hoje movimenta um investimento bilionário mundo afora e um campo profissional em contínua ascensão, que atrai milhares de pessoas. Mas para além de proporcionar uma experiência única para uma legião de fãs e conhecedores de jogos, o nosso objetivo com a realização dessa exposição é nos conectar com diversos públicos e ampliar a percepção desse universo como espaço de arte, esporte e cultura”, afirma Sueli Voltarelli, Gerente Geral do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro.   O trabalho de Amano une o mitológico, o fantástico e o surreal em uma estética que combina tradição japonesa com ecos do art nouveau , surrealismo e pop arte . “Suas criações habitam um espaço onírico onde natureza, tecnologia e fantasia se encontram, refletindo uma visão de mundo que dialoga com o passado e aponta para o futuro”, destaca o curador.   Entre as atmosferas góticas de Vampire Hunter D , a leveza estilizada de séries como Candy Girl  e colaborações com personagens icônicos como Batman, Superman e Sandman, além de projetos para a DC Comics e para a Vogue Itália, sua versatilidade comprova a rara capacidade de transitar entre mundos sem perder identidade.   Para Fabricio Reis, diretor comercial e de produtos da BB Asset, apoiar a exposição é parte do compromisso da gestora para a promoção da arte e da cultura. “Nossa missão vai além da gestão de ativos, que é o nosso core business. Como líderes do setor, entendemos que temos o compromisso de contribuir para uma sociedade mais conectada ao conhecimento, justa e inclusiva. Por isso, apoiamos iniciativas que ampliam o acesso à arte, estimulam reflexões e proporcionam vivências enriquecedoras”.   Apresentada pelo Ministério da Cultura e com patrocínio da BB Asset por meio da Lei Rouanet, a exposição chega ao CCBB RJ após grande sucesso no CCBB BH, onde alcançou a marca de 118 mil visitantes. Após a temporada carioca, até 22 de junho de 2026, a mostra seguirá para o CCBB Brasília (DF).        NÚCLEOS TEMÁTICOS A mostra estará dividida em sete núcleos temáticos:   ·         Candy Girl  Obra referência: Candy Girl M-14 Neste núcleo serão apresentadas pinturas da série Candy Girl , em sua maioria feitas com tinta automotiva sobre painel de alumínio. Iniciada nos anos 2000, mistura fantasia, arte pop e surrealismo. As obras usam cores vibrantes e saturadas capazes de refletir a capacidade do artista de explorar temas de inocência, feminilidade e a complexidade do crescimento em um mundo imaginário. Além de reverenciar suas origens, ele traz influências da pop art , como Hello Kitty e Betty Boop, e segue os passos de artistas pop americanos como Andy Warhol e Roy Lichtenstein.   ·         Tatsunoko Obra de referência: Casshern and Luna Em 1967, Amano encontrou na Tatsunoko Production  o laboratório ideal para seu florescimento. Com apenas 15 anos, passou pelo treinamento e certificação do estúdio onde permaneceu até 1982. Nesse período, colaborou em produções que marcaram gerações, como Speed Racer , Gatchaman  e Tekkaman: The Space Knight . Seu talento rapidamente chamou a atenção do fundador, Tatsuo Yoshida, que o promoveu de animador a character designer , uma função inédita à época, que unia arte e narrativa visual.   Foi nesse período que Amano desenvolveu sua linguagem: personagens de traços longos e etéreos, mundos vibrantes e trágicos, uma estética que unia o design gráfico japonês às formas da arte ocidental.   Neste núcleo, portanto, estão as obras mais antigas da exposição, do início da trajetória de Amano. Os trabalhos possuem várias técnicas, que vão desde desenho sobre papel até pinturas em painéis de alumínio. Esse é o único núcleo que possui células de animação – folhas transparentes de acetato utilizadas na animação tradicional, onde personagens e objetos em movimento são desenhados e pintados à mão. Essas camadas transparentes são sobrepostas a um fundo fixo e fotografadas quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, técnica padrão antes da era digital.   ·         Angel’s Egg Obra de referência: Angel’s Egg — 想空・そら – Ideia Vazia Entre 1982 e 1986, Amano mergulha em uma fase experimental que culmina no filme Tenshi no Tamago ( Angel’s Egg ), criado em parceria com o visionário Mamoru Oshii ( Ghost in the Shell ). Ambos já tinham trabalhado juntos na Tatsunoko em algumas versões dos filmes de Lupin III  que nunca viram a luz do dia. A animação, quase sem diálogos, é uma meditação sobre fé, solidão e criação, e foi relançada recentemente. Cada cena é uma pintura em movimento: uma arquitetura gótica submersa em penumbra, figuras frágeis e luminosas que caminham em um mundo sem tempo.    Nesse núcleo haverá obras do início da carreira do artista, datadas de 1985. São desenhos com tinta acrílica sobre papel e sobre tela, que deram origem ao filme, que consolidou Amano como um poeta visual, alguém que não precisa de palavras para narrar. É, talvez, sua obra mais espiritual, um sonho desenhado em luz.   ·         Devaloka Obra de referência: Devaloka Obras em grandes dimensões fazem parte deste núcleo, incluindo painéis de alumínio pintados com tinta automotiva e desenhos sobre papel. A única obra tridimensional feita pelo artista também estará neste núcleo: uma pintura  políptica feita sobre um biombo japonês. Em Devaloka , palavra sânscrita para “mundo dos deuses”, Amano dá forma ao seu próprio cosmos. Cores incandescentes, figuras aladas, templos imaginários e constelações de ouro se misturam em um cenário que parece flutuar entre o físico e o espiritual.   Cada pintura é um portal para o divino: deuses, anjos, espíritos e entidades híbridas habitam esse universo onde o tempo se dissolve. Devaloka é mais do que uma série de obras, é uma cosmogonia pessoal. Amano se torna, aqui, não apenas um artista, mas um criador de mundos, reinventando o mito à sua própria imagem.   Essa fase sintetiza tudo o que o define: a fusão entre técnica e transcendência, tradição e futuro, corpo e sonho.   ·         Final Fantasy Obra de referência: Final Fantasy 35th Anniversary Esse será o maior núcleo da exposição, com pinturas e desenhos cobrindo os 16 jogos de Final Fantasy , bem como artes originais inspiradas nos jogos. A obra Monster será exposta pela primeira vez.   Desde 1987, Amano é o arquiteto visual de Final Fantasy, franquia que revolucionou os videogames e redefiniu o conceito de fantasia moderna. Seu traço deu forma a heróis e heroínas eternos, criaturas etéreas e mundos inteiros, criando uma mitologia contemporânea que une poesia visual e tecnologia. Seu estilo distintivo, caracterizado por linhas fluidas, cores vibrantes e uma fusão de elementos fantásticos com a tradição japonesa, ajudou a criar um visual icônico que se tornou sinônimo da franquia. Ele trouxe para os jogos um senso de grandeza e melancolia raramente visto no gênero, elevando o jogo ao status de obra de arte.   ·         Vampire Hunter D Obra de referência: The Nobel Army that Disappeared Esse núcleo possui artes originais do anime Vampire Hunter D , incluindo cinco obras que serão expostas pela primeira vez. No sombrio universo de Vampire Hunter D , Amano se une ao escritor Hideyuki Kikuchi para criar um épico gótico que mistura ficção científica, horror e poesia trágica. Suas ilustrações capturam o silêncio e a elegância do protagonista, um vampiro solitário que caça sua própria espécie, com uma beleza melancólica e enigmática. A estética de Amano para Vampire Hunter D  é cinematográfica: sombras densas, detalhes barrocos e contrastes sutis entre o grotesco e o sublime. Essa colaboração consolidou Amano como um dos maiores ilustradores do gênero fantástico. Sua arte deu à série uma dimensão mítica, transformando-a em referência estética para toda uma geração de artistas e diretores de animação.   ·         Colaborações Obra de referência: Sandman – Capa da edição brasileira de Caçadores de Sonhos (nº137 da exposição) De Sandman, de Neil Gaiman, à Vogue Itália, passando por Magic: The Gathering , DC Comics e outras parcerias internacionais, Amano expande continuamente suas fronteiras criativas. Sua arte habita tanto galerias quanto revistas, capas de livros, cartas colecionáveis e universos digitais, sempre com a mesma assinatura etérea e inconfundível.   Para Sandman: Dream Hunters , Amano criou imagens que capturam o tom onírico e sombrio da narrativa de Gaiman, transformando o quadrinho em um conto visual de rara delicadeza. Na DC Comics, reinterpretou ícones como Batman e Mulher-Gato sob a ótica de um artista japonês que enxerga o herói como arquétipo mitológico. Sua colaboração com Magic: The Gathering trouxe novas dimensões visuais ao jogo, enquanto sua participação na campanha histórica da Vogue Itália em 2020 marcou a primeira edição da revista sem modelos, substituídas por ilustrações que redefiniram o conceito de beleza feminina.   Esse núcleo contém desenhos, pinturas e objetos, como revistas em quadrinhos e cartas de jogos, que foram ilustrados por Amano para diferentes empresas.     EXPERIÊNCIA IMERSIVA Como parte da exposição, uma sala imersiva, desenvolvida em parceria com a AYA Studio, convidará o visitante a adentrar a obra de Amano por meio da tecnologia. Treze obras da série Devaloka  foram escolhidas para dar vida à imersão. Neste trabalho, Amano sintetiza todas as suas influências artísticas em uma mitologia pessoal, onde referências orientais e ocidentais convergem.   “Cores incandescentes aplicadas sobre painéis de alumínio com tinta automotiva metálica, figuras aladas, deuses e demônios, criaturas psicodélicas e elementos de ficção científica compõem um universo onde o tempo se dissolve entre o material e o espiritual”, conta Felipe Sztutman, diretor executivo da exposição. O desafio, segundo ele, não era animar, mas revelar o que já existe latente nessas obras: ondas que se expandem, serpentes que circulam, personagens que respiram. “Essa experiência partiu de um estudo técnico sobre como expandir as ilustrações além do suporte bidimensional. Cada imagem foi digitalizada, recortada, separada em camadas e transformada em movimento, sempre respeitando a fluidez do traço original e a intensidade poética que o caracteriza”, ressalta Sztutman.   SOBRE O ARTISTA Yoshitaka Amano, que vive hoje em Tóquio, nasceu em 1952, na província de Shizuoka, aos pés do Monte Fuji, no Japão. Criado em uma família modesta, era o mais novo de quatro irmãos. Seu pai, Yoshio Amano, era artesão e dominava as técnicas tradicionais de laca em madeira, um ofício que utiliza pigmentos intensos de preto, vermelho e dourado, cores que se tornaram uma marca essencial na obra do artista. Desde a infância, Amano é fascinado por histórias e personagens. Passava horas copiando as criações de Osamu Tezuka, o lendário autor de Astro Boy  e pioneiro do mangá moderno. Em 1967, aos 15 anos, passa por um treinamento e certificação ao ingressar na Tatsunoko Production , um dos estúdios mais inovadores do Japão. Lá, iniciou uma trajetória que o transformaria em um dos artistas mais influentes do universo pop, quadrinhos e games da atualidade. SOBRE O CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.    SOBRE A BB ASSET   A BB Asset, empresa do Banco do Brasil, é responsável pela gestão de mais de 1200 fundos de investimento para 2 milhões de pessoas que buscam realizar seus sonhos. Líder nacional no setor de fundos de investimento, detém aproximadamente 19% do mercado e administra um patrimônio líquido de cerca de R$ 1,8 trilhão*. Além disso, é reconhecida pela qualidade de sua gestão com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Rating e Moody's. Nossas soluções de investimento estão disponíveis para atender a ampla variedade de objetivos de nossos clientes. Como líder de mercado, entendemos nossa responsabilidade na atuação em prol dos desenvolvimentos ambiental, social, de governança corporativa e cultural. Com o objetivo de agregar valor à sociedade, a BB Asset patrocina iniciativas como a exposição “Além da Fantasia”. Porque, além de gerir ativos financeiros, investir em arte e cultura - para a maior gestora de fundos do Brasil - também é melhorar a vida das pessoas! E esse é o nosso propósito! BB Asset: invista com quem é líder.  *Dados do ranking da ANBIMA de outubro de 2025. Serviço: “Yoshitaka Amano – Além da Fantasia” 22 de abril a 22 de junho de 2026 Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (2º andar) Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças-feiras. Classificação indicativa: livre Entrada gratuita Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB - bb.com.br/cultura . Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil Patrocínio: BB Asset   Centro Cultural Banco do Brasil   Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)   Contato: 21 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br   Mais informações em bb.com.br/cultura Siga o CCBB nas redes sociais: facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | tiktok.com/@ccbbcultura Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).   ATENÇÃO Domingos, das 8h às 9h - horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).   Assessoria de Imprensa CCBB RJ: Giselle Sampaio gisellesampaio@bb.com.br             (21)  3808.0142  (21) 99972.6933   Informações para a imprensa:  Midiarte Comunicação                                                    Beatriz Caillaux                                                   beatriz@midiarte.net   (21) 98175.9771 www.midiarte.net     Alex Varela

  • Entrevistado: Gilberto Nascimento Jr. - Vereador/ Empresário e Secretario do Estado de SP: Social, Justiça e Metropolitano

    Explanar de um homem Integro, Família, Cristão, Empreendedor e mantendo uma trajetória na política há décadas, seguindo o mesmo propósito do pai: Deputado Federal Gilberto Nascimento Silva... uma família Tradicional, respeitada, devido grandes feitos pela maravilhosa Cidade de São Paulo... a saudosa “Terra da Garoa”, assim conhecida por ser uma cidade movimentada e também por recepcionar vários povos, oriundos de  lugares distintos do Brasil para morar e construir a vida no âmbito deste lindo progresso. Sabendo que com toda dificuldade que a população enfrenta no Dia a dia para levar o pão, café e o sustento em si para família, uma jornada complexa diária, mas que muitos anos vêm dado certo, sendo este excelente Gestor inserido na área pública. Com toda sua experiência herdada do sangue da genética de seu pai, sempre idealizou cuidar do aspecto Social, Segurança e respeito ´para famílias paulistanas... Agora vamos aqui saber de sua trajetória, realizações, obras e lindos Projetos de Lei apresentados para melhorias na cidade de São Paulo! Sua resiliência, perseverança e dedicação para elaborar uma diversidade de prestação de serviços voltado para o público na periferia, mostrando o destaque de seu comportamento conservador, Religioso no ponto Geral, respeitando toda analogia de crença e abrindo mais espaços para ouvir o lado humano de cada cidadão (ã) de São Paulo e abraçando a causa justa das mulheres, animais e contudo mantendo laços de empreendedorismo e crescimento para cidade de São Paulo.    Biografia resumida do Vereador Gilberto Nascimento + alguns PLs de destaque * Formado pelo tradicional Colégio da Polícia Militar; * Graduado em Relações Internacionais com especialização em Gestão Pública pela Universidade de La Verne, na Califórnia; * 3 x Vereador na Câmara Municipal de SP; * 2 x Corregedor Geral na Câmara Municipal de SP; * ⁠Atualmente, é vice-líder do governo na CMSP e presidente da CPI do Jockey Clube de SP; * ⁠É também presidente da Comissão Extraordinária de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, Lazer, Gastronomia, da Hospitalidade e dos Eventos; e membro da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Iris; * ⁠Também é um dos 07 corregedores da Casa; * Foi 2 x Secretário de Estado do Desenvolvimento Social de SP (Governos Marcio França e Tarcísio de Freitas); * Secretário de Estado da Justiça e Defesa da Cidadania de SP (Governo Geraldo Alckmin); * Secretário Executivo de Desenvolvimento Metropolitano do Estado de SP (Governo Geraldo Alckmin); * Anteriormente à sua atuação pública no Legislativo, foi consultor internacional e empresário. Alguns PLs de destaque em tramitação:   PL 580/2025-Instituir diretrizes específicas voltadas à redução, monitoramento e gerenciamento da presença de microplásticos no meio ambiente. PL 783/2024- Dispõe sobre a criação e manutenção de espaços físicos reservados à meditação e reflexão religiosa nos estabelecimentos da rede pública e privada de ensino. PL 449/2024- Autoriza a criação do Programa Prevenir na cidade de São Paulo para o enfrentamento da dependência química - prevenção de rompimento de vínculos familiares e prevenção de recaídas. PL 434/2024- Dispõe sobre a proibição da realização de eventos, reuniões ou práticas análogas que façam apologia a prática de qualquer tipo penal previsto no Código Penal Brasileiro. PL 785/2024- Isenta as ONGs do Imposto Predial e Territorial Urbano. PL 423/2023-Institui o projeto Turismo pedagógico na rede pública municipal de ensino. PL 714/22 - Programa Rua 24 horas - consistirá na escolha, pelo Poder Público Municipal, de vias públicas localizadas no Centro da Cidade de São Paulo e nos principais polos comerciais de seus bairros, nas quais será permitido o funcionamento ininterrupto das atividades comerciais e de serviços aí desenvolvidos, inclusive aos domingos e feriados. PL 324/2025 - Obriga o poder executivo municipal a enviar notificações de alerta sobre ações de coleta domiciliar seletiva e cata- bagulho. PL-643/2025 - Criação da inspetoria de atendimento ao Turista da Guarda Civil Metropolitana. PL 96/2019 – Merenda também para professores- Autoriza o consumo de merenda escolar por professores e demais servidores lotados nas unidades da rede municipal de ensino, onde ela é oferecida aos alunos, e dá outras providências.    Entrevista 1 - Como foi para você crescer ao lado do Deputado Gilberto Nascimento, seu pai, uma personalidade forte no meio político, e que também foi delegado? Meu pai, o deputado federal Gilberto Nascimento, com mais de 40 anos de vida pública, é um grande exemplo e a principal referência para mim. Ele sempre teve o sonho de ser delegado e conquistou esse objetivo após se formar em Direito. A segurança pública foi uma de suas bandeiras, mas a defesa do direito das igrejas e o fomento à saúde são um trabalho constante para ele. Meu pai ama e pensa no Brasil o tempo todo e é um inconformado com a má gestão dos impostos que arrecadamos e o crescimento absurdo da dívida pública, entre outras questões nacionais. Seu legado é admirável. 2 – Ao estudar no Colégio da Polícia Militar, uma instituição reconhecida pela disciplina e formação de caráter, o que esse período de aprendizado trouxe para a sua vida?  R: Aprendi muito sobre disciplina, hierarquia, obediência e respeito às autoridades, além de valorizar a família e outros princípios fundamentais. Também é sempre muito reforçado o amor à nação e o respeito aos símbolos pátrios. Esses valores me acompanham até hoje na vida pessoal e na vida pública. 3 – Na sua trajetória de formação superior, o que o levou a escolher cursar Relações Internacionais e, posteriormente, Gestão Pública no exterior? R: Comecei a trabalhar aos 14 anos. Na época da faculdade, eu já atuava com comércio entre Brasil e países da África e percebi a necessidade de aperfeiçoar o inglês e aprofundar meu conhecimento em relações internacionais. Por isso, decidi cursar Relações Internacionais nos Estados Unidos. Já Gestão Pública eu fiz quando tomei a decisão de entrar de vez para a vida pública, entendendo que precisava me preparar tecnicamente para isso. 4 – Com sua experiência como vereador e também como vice-líder do governo, convivendo com diferentes ideologias e partidos, como você lida com essa diversidade de pensamentos? R: A política, especialmente o Legislativo, é um. Espaço do diálogo. Aprendi isso muito com meu pai. Nesses três mandatos na Câmara Municipal de São Paulo, procuro sempre ouvir e compreender o ponto de vista de todos os vereadores. Também busco discernir se os projetos são apenas ideológicos ou se, de fato, resultam em boas políticas públicas para a cidade. O foco precisa estar no que é melhor para a população. Estamos sempre vigilantes para não permitir que se aprovem leis prejudiciais às famílias e à vida, contra a liberdade religiosa e de expressão, e a favor da liberação das drogas.   5 – Pensando no turismo em São Paulo, você tem hoje algum projeto voltado ao fomento desse setor na cidade? Com que tipos de parceiros busca dialogar para atender essa demanda? R: Destaco nosso projeto de lei que tem como objetivo apoiar e fomentar o polo de ecoturismo da Cantareira, na Zona Norte. Trata-se de uma região exuberante, uma verdadeira floresta urbana, com enorme potencial turístico. Muitos empresários da região já demonstraram interesse em investir. Por meio das Parcerias Público-Privadas (PPPs), conseguimos tirar projetos do papel, melhorar a cidade e, ao mesmo tempo, gerar economia de recursos públicos. 6 – Você atuou como secretário de Desenvolvimento Social e da Justiça em diferentes governos. Como foi essa experiência na gestão pública do Poder Executivo? R: Foram experiências riquíssimas, principalmente porque, no Executivo, vemos as políticas públicas acontecendo na prática – ou deixando de acontecer – e isso nos obriga a agir com mais pragmatismo e responsabilidade. Além disso, essa vivência facilita muito o trabalho no Legislativo, porque eu já sei, na prática, o que é ou não exequível. Assim, não perco tempo com propostas ou leis que não têm como sair do papel. 7 – Fale sobre sua trajetória como consultor internacional e empresário. Em quais negociações você participou que trouxeram maior sensação de realização? R: Minhas experiências como consultor internacional sempre foram muito gratificantes, especialmente quando conseguimos estruturar parcerias que levaram empresas brasileiras a conquistar novos mercados pelo mundo. É muito enriquecedor conhecer outras realidades, entender as necessidades de diferentes países e promover esses intercâmbios. Cada projeto bem-sucedido, em que geramos emprego, renda e integração entre nações, traz uma grande sensação de realização. 8 – Na vida religiosa, você se identifica como cristão e mantém o legado de fé da sua família? Qual denominação frequenta e que emoção essa vivência traz para você e seus familiares? R: Sem dúvida. Minha vida é pautada pela fé em Jesus Cristo. Frequento a Igreja Pura Fé, mas minha família tem uma forte tradição na Assembleia de Deus. Minha criação e a igreja sempre nos ensinaram a valorizar a vida em família e a entender que cada pessoa tem um propósito. A vivência cristã nos fortalece, traz equilíbrio em meio às pressões da vida pública e renova diariamente o nosso compromisso com a ética, com o cuidado ao próximo e com a responsabilidade diante de Deus e da sociedade.     9 – Resuma alguns dos seus principais projetos de lei e quais benefícios eles trouxeram para a população paulistana. R: Tenho muito orgulho de um projeto nosso que virou lei: a Creche Noturna, voltada a atender famílias cujos pais trabalham fora do horário comercial tradicional. Também destaco a lei que autoriza o Ensino Médio no CIEJA, ampliando oportunidades para jovens e adultos que precisam de educação em horários alternativos.  Na área de proteção à criança e ao adolescente, aprovei dois projetos para apoiar e fortalecer o Serviço de Famílias Acolhedoras na cidade.  Outro ponto importante é nossa atuação para pôr fim às cobranças indevidas de IPTU sobre igrejas. A Constituição Federal, no artigo 150, garante imunidade tributária aos templos de qualquer religião, mas muitos foram cobrados e até processados indevidamente. Para resolver o problema, aprovamos uma lei que reorganiza e facilita o acesso das igrejas a esse direito.  Hoje, temos 222 projetos de nossa autoria em tramitação e mais de 60 que já se tornaram lei na cidade de São Paulo. 10 – Para o leitor que tem interesse em ingressar na vida pública, o que é necessário fazer para buscar a excelência nesse propósito e contribuir de forma efetiva com a sociedade? R: É fundamental ler muito, estudar constantemente e desenvolver pensamento crítico, para não se deixar levar apenas pela “verdade” dos outros. É preciso aprender a pensar coletivamente e entender que quem entra na vida pública trabalha para a população.  Se a pessoa não está disposta a se envolver com os problemas do cidadão e da cidade, se não gosta de ouvir as pessoas, de debater, de buscar soluções concretas e de conviver com quem pensa diferente, o Legislativo provavelmente não é o lugar ideal para ela.  A excelência na vida pública exige preparo, humildade para aprender, coragem para enfrentar pressões e, principalmente, compromisso real com o interesse público.                                        João Paulo Penido

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