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  • Tom na Fazenda chega a NY e Londres em outubro

    Há quase dez anos em cartaz, com mais de 220 mil espectadores em mais de 600 apresentações, chega pela primeira vez a Nova York e Londres o espetáculo TOM NA FAZENDA . texto de Michel Marc Bouchard . tradução de Armando Babaioff . direção de Rodrigo Portella . com Armando Babaioff, Denise Del Vecchio, Iano Salomão, Camila Nhary Em Nova York, as apresentações acontecem no Skirball, grande teatro de artes cênicas localizado no campus da Universidade de Nova Iorque (NYU), em Manhattan, dias 08, 09 e 10 outubro. Em Londres, no prestigioso Barbican Centre, o maior centro de artes cênicas e culturais da Europa, de 13 a 17 de outubro A peça, vencedora dos Prêmios da Associação de Críticos de Teatro de Québec, Shell, APCA, APTR, entre outros, já se apresentou no Canadá, França, Reino Unido, Suíça e Bélgica, Coreia do Sul e nos importantes Festivais de Avignon e Edimburgo. Camila Nhary, Iano Salomão, Armando Babaioff and Denise Del Vecchio em Tom na Fazenda. Crédito fotográfico - Victor Novaes Uma das peças mais aplaudidas e premiadas desde sua estreia em 2017, TOM NA FAZENDA, em turnê nacional desde 2025, se prepara para estrear em Nova York e Londres, em outubro próximo. Em Nova York, as apresentações acontecem no Skirball, grande teatro de artes cênicas localizado no campus da Universidade de Nova Iorque (NYU), em Manhattan, dias 08, 09 e 10 outubro. Em Londres, no prestigioso Barbican Centre, o maior centro de artes cênicas e culturais da Europa, de 13 a 17 de outubro. O sucesso internacional vem sendo confirmado nas viagens ao Canadá, França, Suíça, Bélgica, Coreia do Sul e no maior festival de teatro do mundo, Festival de Edimburgo, na Escócia (Reino Unido), quando reuniu mais de 7.000 espectadores em 23 apresentações. Recebeu destaque nos principais jornais do Reino Unido, como The Guardian, onde o crítico Mark Fisher escreve que TNF é um “impressionante estudo sobre a homofobia”, e que é "tão cruel quanto hipnotizante". Paralelamente, a turnê pelo Brasil, iniciada no ano passado, prossegue até o final deste ano. O projeto conta com o incentivo da Lei Rouanet, o patrocínio da Petrobras e a realização do Ministério da Cultura. A montagem, idealizada por Armando Babaioff com direção de Rodrigo Portella, traz no elenco Denise Del Vecchio, Iano Salomão e Camila Nhary, além do próprio Babaioff, em um drama potente que aborda questões contemporâneas e urgentes, como a homofobia e o patriarcado, entranhados em complexas dinâmicas familiares. Tom na Fazenda é baseada na obra "Tom à la Farme", do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan. Michel Marc Bouchard, autor da obra original, sintetiza a essência do espetáculo em uma frase poderosa: "homossexuais aprendem a mentir antes mesmo de aprender a amar". Esta citação resume a dor e os conflitos internos vividos não só pelo personagem central, Tom, mas por diversos jovens, diariamente, em todos os lugares. SINOPSE Em cena, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral de seu companheiro. Ao chegar na casa, descobre que a sogra Agatha (Denise Del Vecchio) nunca tinha ouvido falar de sua existência e tampouco que o próprio filho era gay e, para piorar, descobre que ela está a espera de Helen, a suposta "namorada" do filho morto, que na verdade é Sara (Camila Nhary), numa farsa criada para convencer Agatha da heterossexualidade do filho. Nesse ambiente rural e austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada por Francis (Iano Salomão), o truculento irmão do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complexa interdependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior o choque de suas contradições. Armando Babaioff em Tom na Fazenda. Crédito fotográfico: Victor Pollak. A MONTAGEM O diretor Rodrigo Portella revestiu o palco com uma grande e rústica lona, sobre a qual há lama e água, numa alusão ao solo rural, e também numa provocação à estabilidade dos atores, que se (des)equilibram ao longo do espetáculo, em atenção e conexão máxima com os seus próprios corpos e dos colegas em cena. A instabilidade permanente reflete as tensões entre as personagens. “Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias”, comenta o diretor Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez, por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós e traz o problema para dentro das casas, para o núcleo familiar mais íntimo, que todos nós conhecemos”, explica o diretor. Armando Babaioff, Denise Del Vecchio e Camila Nhary em Tom na Fazenda. Crédito fotográfico -: Victor Novaes. TOM NO BRASIL E NO MUNDO O espetáculo TOM NA FAZENDA é vencedor do Prix de la Critique - Melhor Espetáculo de 2018 / Association Québécoise des Critiques de Théâtre (AQTC), além dos Prêmios APCA, Shell, Cesgranrio e APTR de Melhor Espetáculo, Ator, Direção, entre outras categorias e premiações. TOM NA FAZENDA esteve presente nos principais festivais de teatro do Brasil, como FIT Rio Preto (2019), Festival de Curitiba (2018), Festival de Inverno de Garanhuns (2018), Festival Internacional de Teatro de Londrina (2017) e também presente nos Festivais Internacionais de Teatro: Festival TransÀmeriques - FTA (2018) em Montreal, Festival Off Avignon (2022) onde recebeu o título de “coup de cœur” do público e crítica do festival e o Festival Mythos (2024), em Rennes, Bretagne, ambos na França. Em julho de 2022, no Festival Off Avignon, foi eleita uma das 13 peças favoritas, segundo o Le Journal Du Dimanche, e recebeu o "Coup de cœur" do Festival, (traduzindo literalmente, um golpe no coração) dado pelo Jornal La Croix. Em 2023, fez uma temporada em Paris no celebrado Théâtre Paris-Villette, de 09 de março a 03 de abril, batendo o recorde de público e bilheteria da história do teatro. Foi a primeira vez que um espetáculo latino-americano ocupou o palco do Paris Villette. Essa temporada rendeu críticas positivas dos jornais franceses Le Monde e Liberation. Em destaque: Armando Babaioff em Tom na Fazenda. Crédito fotográfico: Alex Woloch “Michel Marc Bouchard soube fazer uma peça universal que ultrapassa épocas e fronteiras e tem ecos de um extremo ao outro do planeta. Sua tragédia é falada em diversas línguas. Em ‘Tom na Fazenda’, a tessitura das palavras é feita sob medida para a encarnação dos atores. Mas no Théâtre Paris-Villette a interpretação exacerbava o texto. Tanto que a apropriação brasileira tem ares de reescrita. No entanto, este não é o caso. Michel Marc Bouchard é o autor. Esperamos que ele também encontre na França diretores desta envergadura que confirmem o clamor da América Latina: "Tom na Fazenda" é uma peça importante do repertório contemporâneo”. Joëlle Gayot, (Le Monde, Joëlle Gayot) “É raro ver uma encenação ser ovacionada de pé todas as noites, e uma atuação alucinante de seus atores, que fazem um trabalho incrível de interpretação.” Laurent Goumarre, (Libération, Laurent Goumarre) Em janeiro de 2024, TOM NA FAZENDA deu início à turnê de 45 apresentações pela Europa, passando por 27 cidades da França, Bélgica e Suíça. De volta a Paris, se apresentou no Museu Quai Branly. Realizou cinco sessões esgotadas na Bélgica, no importante Théâtre Wallonie-Bruxelles e no Théâtre National de Bretagne, representando o teatro brasileiro no Festival Internacional de Rennes. Em 2026, apresentou-se na Coreia do Sul, primeira parada asiática da peça. "Estreamos em março de 2017, seguimos firmes nestes 8 anos principalmente graças ao público, sempre com temporadas lotadas, no Brasil e no exterior, o que nos mostra que Tom na Fazenda é um espetáculo necessário, pela temática e pela qualidade artística, e que ainda precisa ser visto por muito mais pessoas no Brasil e no mundo. A encenação de Rodrigo Portella é um convite a experimentar o teatro na sua máxima potência. É um privilégio poder circular com o espetáculo pelo Brasil e mostrar no exterior como a potência do teatro brasileiro”, celebra Babaioff. Em 2025, TOM NA FAZENDA cumpriu temporada de 23 apresentações no Festival de Edimburgo, Escócia, como parte do processo de internacionalização do espetáculo, uma vez que o Festival de Edimburgo é a maior “feira de negócios” do setor. A peça se apresentou no Venue Pleasance no EICC - Centro Internacional de Conferência de Edimburgo e recebeu diversas críticas positivas e citações nos principais jornais, entre eles The Guardian, a revista New Yorker, The Scotsman, entre outros. Em destaque: "Uma encenação densa e sombria, isso faz desta fazenda não apenas um reduto reacionário, mas um beco cultural sem saída. É um lugar onde qualquer possibilidade de progresso é extinta como o gado doente que Francis atira em uma vala. A peça não se trata apenas da morte de um filho, mas da morte da esperança.” Mark Fisher, The Guardian "Tom na Fazenda é uma peça teatral marcante e perturbadora. Sua intensidade física, rica paleta visual e performances psicologicamente complexas resultam em uma peça memorável e comovente”. Culture Fix "Tom na Fazenda é brutal, poética e envolvente. Você não ousa desviar o olhar". SUSAN MANSFIELD, The Scotsman Tom na Fazenda -Crédito fotográfico: McCarthy HISTÓRICO TOM NA FAZENDA estreou em março de 2017, no Teatro Oi Futuro, Rio de Janeiro. Em junho de 2018, foi apresentado no Festival TransAmériques (FTA), em Montreal, no Canadá, um dos festivais mais importantes da América do Norte. A peça era a única representante brasileira e foi indicada pelo próprio autor da obra, o dramaturgo canadense Michel Marc Bouchard, que mora em Montreal, mas assistiu à peça em sua estreia, no Rio. Ainda em 2018, a peça participou do Festival de Curitiba (abril), do Festival Palco Giratório do SESC, em Porto Alegre (maio). Em 2019, o espetáculo foi contemplado com o Prêmio Tônia Carrero de Teatro e circulou pelas Zonas Oeste e Norte do Rio de Janeiro, além de uma apresentação em Rio das Ostras, Região dos Lagos. Em março, estreou sua oitava temporada, primeira na cidade de São Paulo, no Sesc Santo Amaro. Em maio, fez uma circulação por cinco teatros da rede SESI-Firjan. Em julho, fez duas apresentações no FIT Rio Preto / SP e, em setembro, fez duas apresentações no Sesc Santos / SP. A última temporada no Rio de Janeiro foi no Teatro Petra Gold, em fevereiro de 2020. Em julho de 2022, a montagem fez sua primeira temporada na Europa, onde realizou 18 apresentações, no teatro LA MANUFACTURE, dentro da Mostra OFF do Festival de Avignon. Festival de Inverno de Garanhuns (julho) e do Festival Cena Contemporânea, em Brasília (agosto). INDICAÇÕES E PRÊMIOS ● Prêmio Aplauso Brasil 2019 (5 indicações): Iluminação (Tomás Ribas), Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard) e Espetáculo Independente; ● Espetáculo vencedor do Prêmio APCA 2019 na categoria teatro; ● Espetáculo vencedor do prêmio de Melhor Espetáculo Estrangeiro da Associação de Críticos de Teatro de Québec; ● 30º Prêmio Shell de Teatro (5 indicações): Direção (Rodrigo Portella), Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz), Cenografia (Aurora dos Campos) e Música (Marcelo H.). Espetáculo vencedor em duas categorias: Direção (Rodrigo Portella) e Ator (Gustavo Vaz); ● 5º Prêmio Cesgranrio de Teatro (7 indicações): Direção, Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz), Cenário (Aurora dos Campos), Iluminação (Tomás Ribas), Espetáculo e Especial (Lu Brites, pela preparação corporal). Espetáculo vencedor em três categorias: Direção (Rodrigo Portella), Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz) e Cenografia (Aurora dos Campos); ● 6º Prêmio Botequim Cultural (10 indicações): Direção, Espetáculo, Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard e Camila Nhary), Figurino (Bruno Perlatto), Cenografia (Aurora dos Campos), Iluminação (Tomás Ribas) e Música (Marcello H). Espetáculo vencedor em sete categorias: Melhor Espetáculo, Direção (Rodrigo Portella), Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard) eCenografia (Aurora dos Campos) e Iluminação (Tomás Ribas); ● 12º Prêmio APTR (6 indicações): Espetáculo, Produção, Direção, Ator (Armando Babaioff e Gustavo Vaz), Iluminação (Tomás Ribas) e Cenografia (Aurora dos Campos). Vencedor na categoria Melhor Espetáculo; ● Espetáculo vencedor do 7º Prêmio Questão de Crítica; ● Prêmio Cenym de Teatro Nacional (17): Espetáculo, Direção, Ator (A. Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Camila Nhary e Kelzy Ecard), Texto Adaptado, Qualidade Artística, Qualidade Técnica, Elenco, Preparação Corporal (Lu Brites), Iluminação, Cenário, Montagem, Cartaz ou Programação Visual (Bruno Dante), Fotografia de Publicidade (José Limongi, Renato Mangolin e Ricardo Brajtman) e Trilha Sonora (Marcello H). Espetáculo vencedor em oito categorias: Espetáculo, Direção, Ator (Armando Babaioff), Ator Coadjuvante (Gustavo Vaz), Atriz Coadjuvante (Kelzy Ecard), Qualidade Artística, Montagem e Preparação Corporal (Lu Brites). Cena de Tom na Fazenda Alex Varela

  • Centro Cultural Lavradio mergulha em nova fase com arte contemporânea e acervos históricos durante a Semana de Arte do Rio

    Antiga Galeria Scenarium amplia sua atuação e reúne cerca de 50 obras de artistas contemporâneos, mostra inédita de Charles Barreto e exposição dedicada à memória do Rio; programação tem entrada gratuita Centro Cultural Lavradio A histórica Rua do Lavradio ganha um espaço cultural renovado durante a Semana de Arte do Rio, que acontece de 16 a 27 de setembro. Após dez anos de funcionamento como Galeria Scenarium, o casarão de 1874, no Centro do Rio, amplia sua atuação e passa a se chamar Centro Cultural Lavradio. A mudança vai além do nome: o espaço reforça sua vocação para as artes visuais e a preservação da memória, inaugura a Biblioteca Carioca e reativa seu auditório, abrindo novas possibilidades para debates, palestras, lançamentos de livros, apresentações e encontros culturais. Durante a Semana de Arte do Rio, o Centro Cultural Lavradio terá funcionamento ampliado, de quarta a domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita. A programação reúne arte contemporânea, acervos históricos e diferentes olhares sobre a cidade em “Rio, Abraço Coletivo”, “Guerreiras”, “Uma Viagem à Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”, “Azul Cobalto – Azulejos e Memórias” e em duas obras de grandes dimensões de Charles Barreto em homenagem a Arthur Bispo do Rosário. Sobre as exposições: Rio, Abraço Coletivo Reúne cerca de 50 obras de 25 artistas, entre pinturas, esculturas, vídeos e assemblages. A mostra aproxima artistas de diferentes estados brasileiros que tiveram trabalhos publicados na revista ARTNow Report, de nomes radicados na Fábrica Bhering e em outros espaços criativos, promovendo um encontro de diferentes origens, linguagens e perspectivas da produção artística. Dentre os artista, destacam-se: Adriano Daruge; Alcina Morais; Anna Siqueira; Andréia Vasconcelos; Antonio Brandi; Armando Paollilo; Axel Sande; Brígida de Murtas; Danielle Sandi; Edna Schomblum; Germano; Gian Scopolatempore, Guilherme Otero; Maíra Pellicano; Marcelo Cortes; Márcia Leivas; Martha Niklaus; Otamy e Pompéia Scapolatempore. Guerreiras O embate entre o passado e a contemporaneidade ganha contornos de pura poética visual na exposição do artista e diretor cultural do Grupo Scenarium, Charles Barreto. A mostra apresenta uma série inédita de assemblages criadas a partir de um objeto insólito e carregado de história: antigos moldes de madeira utilizados na chapelaria. Resgatados do esquecimento e transformados em suporte para novas composições, os objetos dão origem a figuras femininas que evocam soberania, resistência e altivez. Cada obra funciona como um monumento à força da mulher, coroada não apenas por adornos, mas por sua própria trajetória de lutas e conquistas. O processo de criação utiliza o contraste de texturas e temporalidades. A rusticidade da madeira antiga e desgastada e o peso dos objetos vintage dialogam diretamente com a transparência e o brilho moderno do cristal e do acrílico. Essa justaposição cria um jogo sofisticado de luz e sombra, onde o frágil e o resistente se fundem, espelhando a complexidade da alma feminina: profunda, multifacetada e indestrutível. Mais do que uma apreciação estética, Guerreiras convida o público a um mergulho reflexivo sobre identidade, ancestralidade e poder. As peças deixam de ser meros objetos decorativos para se tornarem guardiãs de memórias, assumindo o papel de protetoras de um templo interior onde a vulnerabilidade é transformada em escudo. Homenagem ao artista Bispo do Rosário Duas obras de grandes dimensões também do artista Charles Barreto homenageiam o artista sergipano Arthur Bispo do Rosário, que teve a maior parte da sua vida artística no Rio de Janeiro. Hoje grande parte do seu acervo está exposto no Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea (mBrac). Uma Viagem à Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro A história e as transformações da cidade conduzem a exposição de caráter afetivo que reúne objetos, imagens e peças históricas para percorrer diferentes momentos da trajetória carioca. Em vez de seguir uma narrativa exclusivamente cronológica, a mostra busca aproximar o visitante das memórias, costumes e mudanças urbanas e sociais que atravessaram o Rio ao longo dos séculos. Entre as peças apresentadas estão fotografias raras da cidade; um ampliador fotográfico do século XIX, com quatro metros de comprimento (semelhante aos utilizados por artistas como Marc Ferrez, Augusto Malta e Nicolau Facchinetti); uma forma em ferro datada do século XVII, usada no transporte de blocos de açúcar para Europa. A semelhança do penhasco carioca com esta forma deu origem ao nome Pão de Açúcar; um raríssimo busto de Getúlio Vargas de autoria do escultor Leão Veloso, autor de monumentos como a estátua do Senador Pinheiro Machado na Praça Nossa Senhora da Paz e do monumento equestre do General Osório em Porto Alegre; e uma Carruagem Vitória do século XIX, construída pelo francês Henri Binder, e batizada em homenagem à Rainha Vitória da Inglaterra. Utilizado no transporte dos nobres e das classes mais abastadas da época, o veículo ajuda a evocar o cotidiano de uma cidade em que carruagens percorriam vias como a própria Rua do Lavradio. Azul Cobalto – Azulejos e Memórias Expo Azul Cobalto Apresenta uma seleção da Coleção Nelson Torzecki, acervo formado por cerca de 3 mil itens e mais de 200 tipos diferentes de azulejos, reunidos pelo colecionador e empresário a partir do final da década de 1980. Com peças provenientes de países como Holanda, França, Bélgica, Portugal, Alemanha e Inglaterra, a mostra percorre diferentes técnicas e estilos e apresenta os azulejos como testemunhos da arquitetura e da vida cotidiana ao longo dos séculos. Entre os destaques estão exemplares da azulejaria holandesa produzidos entre os séculos XVII e XX, peças barrocas e rococós portuguesas dos séculos XVIII e XIX, registros de santos encontrados em antigas casas de subúrbio e um antigo painel da igreja do Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro. A coleção reúne ainda peças que integraram interiores e fachadas de residências, prédios e palacetes de antigas capitais brasileiras, recuperando, por meio dos azulejos, aspectos da história da urbanização e das transformações das cidades. Biblioteca Carioca reúne acervo dedicado à história e à memória do Rio Outra novidade desta nova fase do Centro Cultural Lavradio é a Biblioteca Carioca, criada para dar maior visibilidade ao acervo bibliográfico e histórico reunido pelo artista e diretor cultural do Grupo Scenarium, Charles Barreto e do ativador cultural Plínio Fróes. Organizada em torno de temas como Rio Antigo, período em que a cidade foi capital da República, artes, personalidades e fotografia, a biblioteca nasce como um espaço de preservação e compartilhamento da memória urbana, boêmia, musical e cultural do Rio, voltado a pesquisadores, estudantes, moradores e visitantes da cidade. Cardápio do Jockey Entre as raridades do acervo estão um Atlas Mundi aquarelado, datado de 1730; uma rara edição de “Os Lusíadas”, de 1880, limitada a 100 exemplares e produzida em homenagem ao imperador Pedro II; e um álbum de fotografias da Exposição de 1908. A coleção reúne ainda duas peças ligadas a Nair de Teffé: um retrato em pastel a óleo realizado pelo pintor francês Georges-Antoine Rochegrosse Guirand de Scévola e um busto em mármore de Carrara, ambos retratando a artista, caricaturista e ex-primeira-dama do Brasil. Outro conjunto preservado é formado por 31 menus comemorativos do Jockey Club, produzidos entre 1972 e 1976, acompanhados por 31 desenhos a bico de pena com cenas do Rio de Janeiro, entre elas a antiga sede do clube na Avenida Rio Branco. Completa a seleção o raro “Álbum da Cidade do Rio de Janeiro – Homenagem à Visita de Sua Majestade Imperial Rei Alberto I ao Brasil”, de 1920, que reúne fotografias do rei Alberto I, da Bélgica, e do presidente Epitácio Pessoa, além de 103 imagens da cidade e 103 anúncios de estabelecimentos comerciais e indústrias cariocas da época. Semana de Arte do Rio Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea. Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade. Ao integrar festivais, instituições culturais, artistas e agentes do setor em uma programação calendarizada, diversificada e articulada, a iniciativa amplia o alcance das ações culturais, promove a ocupação qualificada dos espaços públicos e reforça a posição do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea. Durante doze dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura. SERVIÇO: Grupo Scenarium na Semana de Arte do Rio 2026 16 a 27 de setembro de 2026 Centro Cultural Lavradio (antiga Galeria Scenarium) Rua do Lavradio, 15 @centroculturallavradio De quarta a domingo, das 10h às 18h (durante a Semana de Arte do Rio). Entrada gratuita Contato: 21 96525-4226 Exposições e programação: Rio, Abraço Coletivo Guerreiras — Charles Barreto Homenagem ao artista Bispo do Rosário Viagem à Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro Azul Cobalto, Azulejos e Memórias Biblioteca Carioca Teresa Tavares - Arteiras

  • Com músicas da Liniker, espetáculo de dança “Me Ame Como Se Fosse Uma Sexta-Feira no Centro” estreia no Rio, no Cinema Preto em Movimento

    Inspirado na obra de Liniker, espetáculo da LONAN Companhia de Dança transforma em movimento os encontros, desejos e afetos de corpos pretos e queer na noite urbana. "Me Ame Como Se Fosse Uma Sexta-Feira no Centro" - Divulgação Entre becos, bares e corações noturnos, encontros acontecem, desejos são despertados e diferentes formas de amar tentam encontrar seu lugar em meio ao caos da cidade grande. É nesse cenário que “Me Ame Como Se Fosse Uma Sexta-Feira no Centro”, da LONAN Companhia de Dança, transforma em movimento os afetos, as relações e as ausências que atravessam corpos pretos e queer na vida urbana. Diretamente de São Paulo e inspirado na obra da Liniker, o espetáculo estreia no Rio de Janeiro como parte da programação da Cena Preta em Movimento, projeto realizado pela Confraria do Impossível. Em cartaz no Teatro Chica Xavier a partir desta sexta-feira (11), o espetáculo terá apresentações às sextas e sábados, até 19 de setembro, sempre às 19h. O ingresso custa R$10 e está disponível no Sympla. A trilha sonora é elemento fundamental desse espetáculo de dança. Ao todo, a montagem reúne 23 músicas da Liniker, com faixas dos álbuns “Goela Abaixo”, “Remonta", “Indigo Borboleta Anil” e “Caju”. “A obra musical dela ajuda a conduzir essa narrativa atravessada por amor, desejo, identidade, vulnerabilidade e afeto. As canções receberam edições e recortes especialmente construídos para a cena pelo engenheiro de som Marcelo Ermida, criando transições entre música, movimento e dramaturgia", ressalta Hélio Lima, diretor do espetáculo. A pesquisa nasceu da observação dos encontros que acontecem na noite paulistana, como afirma Hélio: "Percorremos espaços de convivência, festas e baladas, muitas delas frequentadas pelo público LGBTQIAPN+, observando formas de aproximação, desejo, cuidado, celebração e também as solidões presentes nesses ambientes.” No palco, oito bailarinos/artistas constroem essa experiência a partir da dança contemporânea, incorporando também referências do jazz dance e da dança urbana. Em alguns momentos, os corpos deixam de funcionar como indivíduos isolados para formar uma espécie de organismo coletivo; em outros, dão espaço à intimidade, ao contato e à delicadeza. A fisicalidade acompanha, assim, as diferentes possibilidades de relações que a própria montagem investiga. "Me Ame Como Se Fosse Uma Sexta-Feira no Centro" - Divulgação “Queremos que cada pessoa possa reconhecer algum tipo de amor ali: o amor romântico, o amor entre amigos, o desejo, o cuidado, o amor próprio, o amor que nasce na noite, o amor que dura pouco, o amor que permanece e até mesmo aquele amor que ainda estamos aprendendo a nomear. Não queremos entregar ao público uma resposta pronta sobre o que é o amor. Queremos provocar uma pergunta: o que acontece quando podemos amar sem precisar pedir licença?”, reflete o diretor. De São Paulo para o Rio A temporada carioca marca agora um novo momento para a LONAN Companhia de Dança: será a primeira circulação do espetáculo fora do estado de São Paulo. A chegada ao Rio amplia uma característica presente na própria pesquisa da obra: sua relação com o território. São Paulo foi o ponto de partida, mas a companhia entende que cada nova cidade visitada permite que o espetáculo encontre outros corpos, noites, afetos e histórias. “É uma possibilidade de colocar a obra em contato com novas experiências e permitir que ela continue sendo transformada pelos encontros. E talvez esse seja o coração do trabalho: uma cidade cheia de gente, uma multidão atravessada por desejos diferentes e a tentativa de encontrar, no meio de tudo isso, um lugar para amar”, avalia Hélio. Cena Preta em Movimento O espetáculo integra a programação da Cena Preta em Movimento, projeto realizado pela Confraria do Impossível que promove a visibilidade e o protagonismo de artistas e grupos negros e periféricos, oferecendo incentivo financeiro e espaço para que apresentem seus trabalhos no centro do Rio de Janeiro. Neste ano, o projeto amplia sua atuação para além das fronteiras do estado e fortalece o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país. “Estamos trazendo pessoas, culturas e trabalhos diferentes para estarem aqui, trocando e dialogando com a gente. É muito bonito ver esse movimento de pessoas negras na cena, produzindo, ocupando esses espaços e também indo assistir”, destaca Wayne Marinho, co-gestor e diretor geral da Confraria do Impossível. SERVIÇO: Datas: 11, 12, 18 e 19 de setembro (sextas e sábados) Horário: 19h Local: Teatro Chica Xavier Ingresso: R$10, disponível no Sympla Endereço: R. Carlos de Carvalho, 53 - Centro, Rio de Janeiro - RJ Duração: 55 minutosClassificação indicativa: 16 anos FICHA TÉCNICA: Criação e Realização: Confraria do Impossível Direção Artística e Curadoria: ALemos Direção de Produção e Curadoria: Wayne Marinho Gestão do Projeto: Ândrea Cordeiro Arte Gráfica e Comunicação: Giulia Santos Diretor Técnico: Alex Nanin Diretor Logístico: Tarso Gentil Produção: Laíz de Oyá Produção Executiva: Laíz de Oyá, Alex Nanin, Tarso Gentil, Ândrea Cordeiro e Morgana Cardoso Assessoria de Imprensa: Monteiro Assessoria Realização: FUNARTE Higor de Souza

  • Do Rock in Rio ao Qualistage: João Bosco e Joelma mostram a diversidade da música brasileira.

    João Bosco e Joelma levam ao Qualistage, em outubro, duas faces distintas da música brasileira após suas apresentações no Rock in Rio João Bosco João Bosco (Crédito de Leo Aversa) - Joelma (Crédito de Laís Eva) Do Rock in Rio ao Qualistage: dois nomes, dois Brasis — O Rock in Rio 2026 vai colocar no mesmo mapa musical artistas de trajetórias, gerações e estilos completamente diferentes, e o Qualistage prolonga essa experiência ao receber dois desses grandes nomes em sua programação. João Bosco e Joelma têm em comum a passagem pelo universo do Rock in Rio e, depois, um encontro especial com o público carioca no palco da Barra da Tijuca. Primeiro vem João Bosco, que se apresenta no dia 2 de outubro, no Qualistage, com a turnê “João Bosco 80 Anos”. No festival, o artista estará no Palco Global Village, em 12 de setembro, levando sua MPB sofisticada, marcada pelo samba, pelo jazz, pelo violão e pela poesia. No Qualistage, a celebração ganha outro formato: mais próximo, mais intimista e dedicado a uma obra que atravessa gerações. No dia seguinte, 3 de outubro, a Barra recebe a explosão de Joelma, com o Festival Calypsoul. Depois de passar pelo Palco Sunset do Rock in Rio, em 13 de setembro, a cantora leva ao Qualistage sua mistura de calypso, pop e swing paraense em um espetáculo de mais de três horas, com novos arranjos, cenário e figurinos. A sequência revela também o próprio DNA do Qualistage: um palco capaz de transitar entre a sofisticação da MPB e a força dos ritmos amazônicos, reunindo diferentes gerações e públicos em torno da música brasileira. E há uma coincidência deliciosa nessa história: quem encontrar João Bosco e Joelma no universo do Rock in Rio poderá reencontrá-los poucas semanas depois, em momentos completamente diferentes, no palco do Qualistage. Da poesia de João Bosco ao calypso de Joelma, são dois artistas, duas trajetórias e duas maneiras de representar a diversidade da música brasileira, ambos com encontros marcados com o Rio. 2 de outubro João Bosco https://qualistage.com.br/joao-bosco 3 de outubro Joelma https://qualistage.com.br/joelma Rozangela Silva

  • “Uma Lágrima para Alfredo”, com Eduardo Martini e Raphael Gama, estreia no Teatro das Artes no dia 18 de setembro.

    Eduardo Martini e Raphael Gama dão vida a duas senhoras que se encontram na sala de espera de um hospital em comédia que reflete sobre a vida de mulheres com mais de 60 anos Uma Lágrima para Alfredo Estreia no dia 18 de setembro, sexta-feira, na Sala Multiuso Wilson Rodriguez, no Teatro das Artes. Crédito fotográfico - Rodrigo Chueri Em setembro de 2025, o Teatro das Artes de São Paulo inaugurou a Sala Multiuso Wilson Rodriguez, batizada em homenagem ao fundador da rede Teatros.art e um dos maiores incentivadores da cultura brasileira. “Eu devo muito da minha carreira em São Paulo a este grande amante do teatro”, afirma o ator Eduardo Martini, que estreia no espaço em 18 de setembro com a comédia inédita "Uma Lágrima para Alfredo". Escrita por Raphael Gama e dirigida pelo próprio Martini, a peça traz a dupla dando vida a Dulce e Yolanda. As personagens protagonizam um encontro divertidíssimo e cheio de reviravoltas na sala de espera de um hospital, enquanto aguardam a morte dos maridos. Juntas, elas compartilham vivências e revelam segredos. Tendo o casamento como ponto de partida, a comédia aborda temas como maternidade, relacionamentos, família, homossexualidade e bullying. O projeto propõe refletir sobre a vida de mulheres acima dos 60 anos sob o olhar masculino dos dois atores, oferecendo uma análise bem-humorada da sociedade atual pela perspectiva de quem viveu outros tempos. “Quando decidi encenar este texto, pensei muito no ‘sofrimento’ das mulheres mais velhas da minha família, que muitas vezes precisavam se submeter aos caprichos dos maridos. É uma forma de alertar e mostrar aos jovens de onde veio a nossa educação”, conclui Raphael Gama. Crédito fotográfico - Rodrigo Chueri Serviço: Uma Lágrima para Alfredo Texto: Raphael Gama Direção: Eduardo Martini Elenco: Eduardo Martini e Raphael Gama Duração: 70 min Classificação: 10 anos Gênero: Comédia Estreia: dia 18 de setembro, às 21h Temporada: de 19 de setembro a 31 de outubro, sábados, às 21h. Ingressos: a partir de R$ 50 Online: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-das-artes/uma-lagrima-para-alfredo-4228433/?affiliate=GG1 Bilheteria: de terça a domingo das 13h às 20h Teatro das Artes – Sala Multiuso Wilson Rodriguez Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - Pinheiros Capacidade: 100 pessoas Acessibilidade | Café | Estacionamento Flavia Fusco

  • Teatros Riachuelo Rio e TotalEnergies integram programação da Semana de Arte do Rio

    Musicais, teatro, humor e samba fazem parte da programação especial dos espaços durante a iniciativa, que movimenta a cena cultural carioca em setembro Semana de Arte do Rio - Divulgação A programação cultural do Rio de Janeiro ganha ainda mais força em setembro com a participação do Teatro Riachuelo Rio e do Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch na Semana de Arte do Rio. Os dois espaços recebem uma seleção de espetáculos que passeia por diferentes linguagens e reúne nomes de destaque da cena artística brasileira, entre eles Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez, Ary França, Teresa Cristina, Vitor diCastro e o grupo Sururu na Roda. Semana de Arte do Rio A Semana de Arte do Rio celebra a diversidade da produção artística e cultural da cidade, reunindo uma programação especial em diferentes espaços culturais cariocas. A iniciativa convida o público a circular pelo Rio e prestigiar diferentes manifestações artísticas, linguagens e artistas, fortalecendo a conexão entre a cidade, seus espaços culturais e a produção contemporânea. No Teatro Riachuelo Rio, a programação inclui o musical “Mamma Mia!”, em cartaz até 27 de setembro. Ambientado em uma ilha grega, o espetáculo conta a história de Sophie, uma jovem prestes a se casar que convida três ex-pretendentes de sua mãe para a cerimônia, na tentativa de desvendar o mistério que envolve sua paternidade. A história combina romance e comédia ao som de grandes sucessos do ABBA, como “Dancing Queen”, “Mamma Mia”, “The Winner Takes It All” e “Money, Money, Money”, entre outros. No dia 16 de setembro, o palco recebe Vitor diCastro com “INTENSO – meu retorno de Saturno”. Após o sucesso da estreia, o espetáculo ganha uma nova temporada e acompanha Daniel, um homem gay recém-divorciado que, ao se mudar para um novo apartamento, se vê diante das memórias de um relacionamento encerrado e das incertezas de um recomeço. Conhecido pelo humor afiado e pelo carisma, Vitor, apresentador do Mesacast BBB 25 e criador do canal Deboche Astral, interpreta o personagem, que vive situações divertidas e caóticas ao lado da assistente virtual Britney, inicialmente uma simples voz de comando que acaba se tornando sua confidente. Já no dia 23 de setembro, Teresa Cristina apresenta o show da turnê de lançamento de “Tudo Que Eu Tenho”, seu primeiro álbum totalmente autoral e inédito. Produzido por Pretinho da Serrinha, o trabalho reúne canções, histórias de vida e o olhar da sambista carioca sobre o país. O espetáculo promove um encontro entre diferentes momentos da carreira da artista, resgatando composições autorais como “Candeeiro”, “Acalanto” e “Pedro e Teresa”, além de parcerias como “Oferendas”, com Arlindo Cruz; “Sem Poder Dançar”, com Joyce; “Armadilha”, com Kátia B e Dé Palmeira; e “Trégua Suspensa”, com Lula Queiroga. No Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch, a programação conta com “Fim de Partida”, em cartaz até 27 de setembro. Escrita por Samuel Beckett nos anos 1950, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, a obra apresenta Hamm e Clov, personagens que simbolizam um mundo em ruínas físicas e emocionais. Quase sete décadas depois, a montagem brasileira dirigida por Rodrigo Portella e produzida por Fernando Libonati mantém o diálogo com o mundo contemporâneo. O elenco reúne Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França. No dia 23 de setembro, o espaço recebe ainda o Sururu na Roda, que celebra 25 anos de trajetória com o show “Na Linha do Tempo”. Com direção musical do álbum assinada por Rildo Hora, o projeto revisita a história do grupo a partir de um repertório afetivo, popular e profundamente ligado à memória do samba brasileiro. Mais do que um show comemorativo, o espetáculo funciona como uma biografia musical, percorrendo a trajetória do Sururu na Roda desde os primeiros anos na Lapa carioca, passando pelo reconhecimento nacional e pelas turnês internacionais, até a maturidade artística da formação atual. Teatro Riachuelo Rio O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40, reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows. Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço. Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural. Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento. Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão. O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000 pessoas. Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch R. do Russel, 804 – Glória https://teatro.totalenergies.com.br/ Teatro Riachuelo Rio Rua do Passeio, 40 – Centro https://teatroriachuelorio.com.br/ Alex Varela

  • Sagres: o próximo destino do verão português

    Depois de anos de protagonismo de Comporta, o extremo sudoeste do Algarve reúne os sinais de uma nova tendência: natureza, surf, boa hotelaria e férias realmente pensadas para as famílias. Julia Morales - Acervo pessoal Descobri Comporta em 2022, num verão em família. Naquela altura, o destino já reunia muitos dos elementos que ajudaram a transformá-lo numa espécie de marca: praias extensas, arquitetura integrada à paisagem, restaurantes interessantes e uma sofisticação que não precisava parecer ostensiva. Quatro anos depois, Comporta continua na moda. Em 2026, a Vogue incluiu o Na Praia, na costa da região, entre as aberturas de hotéis mais aguardadas do ano. O príncipe Harry e Meghan Markle também voltaram a passar férias na costa portuguesa neste verão, e a imprensa internacional associa o casal a uma casa no CostaTerra, empreendimento situado entre Comporta e Melides. Julia Morales - Acervo pessoal Portanto, esta não é uma tentativa de decretar o fim de Comporta. As tendências não funcionam assim. Um lugar não precisa deixar de ser interessante para que outro comece a chamar a atenção. Talvez seja deformação profissional de quem trabalha com tendências, mas costumo perceber um pouco antes os lugares que, alguns anos depois, começam a aparecer em toda parte. No verão passado, o destino que ficou na minha cabeça foi Sagres. No extremo sudoeste de Portugal, Sagres tem uma paisagem diferente daquela que normalmente associamos ao Algarve. As falésias são mais dramáticas, o Atlântico está sempre presente e o vento faz parte da experiência. Encontrei surfistas, muitas famílias, restaurantes descontraídos e uma hotelaria interessante, sem que o lugar tivesse perdido a sua identidade. O Memmo Baleeira, por exemplo, tem uma linguagem contemporânea, ligada ao design, ao mar e às experiências ao ar livre. Já a Pousada de Sagres mantém um perfil mais clássico e intimista, com vistas para a Fortaleza de Sagres e o Cabo de São Vicente. São propostas diferentes que mostram que a vila já não é apenas uma paragem para assistir ao pôr do sol no chamado fim do mundo. Julia Morales e Maria Antónia - Acervo pessoal Foi ali também que conheci um dos resorts para famílias mais completos onde já estive: o Martinhal Sagres. A nossa estadia não resultou de convite, patrocínio ou qualquer contrapartida comercial. Escolhemos o hotel para passar alguns dias em família. Já estive noutros resorts dirigidos a quem viaja com crianças, mas nunca tinha encontrado uma estrutura tão pensada para elas sem obrigar os adultos a abrir mão do conforto, do design e de uma boa experiência de férias. Maria Antónia amou, e não foi por acaso. Instalado junto à Praia do Martinhal e integrado à paisagem da Costa Vicentina, o resort permite escolher entre quartos de hotel, apartamentos, diferentes categorias de casas e vilas privadas. Para as famílias, essa variedade faz diferença: é possível ter mais espaço, cozinha, jardim ou piscina privativa sem perder o acesso à estrutura e aos serviços do hotel. No total, o Martinhal Sagres possui cinco áreas de piscinas distribuídas pelo complexo. Há ainda um campo de minigolfe com 18 pistas, parques infantis, parede de escalada, pump track para bicicletas, campos de ténis e padel, futebol, atividades aquáticas e espaços destinados a diferentes idades, dos bebés aos adolescentes. A oferta gastronómica inclui três restaurantes, dois bares, opções de takeaway e uma pequena mercearia. O As Dunas fica junto à praia; o Terraço tem vista para o mar; e Os Gambozinos ocupa a praça central do resort. Os restaurantes são preparados para receber famílias e contam com menus infantis e áreas para as crianças. É perfeitamente possível passar vários dias dentro do complexo sem que a experiência se torne repetitiva. Ao mesmo tempo, Sagres está ali para ser descoberta: as praias, a fortaleza, o Cabo de São Vicente, as escolas de surf, os trilhos e os pequenos restaurantes fazem parte da viagem. Julia Morales - Acervo pessoal Naturalmente, trata-se de uma experiência premium, com preços correspondentes, e algumas atividades e serviços são pagos à parte. Também vale a pena reservar restaurantes e programas infantis com antecedência. Mas o principal diferencial do Martinhal está na forma como as crianças são recebidas. Elas não parecem simplesmente autorizadas a circular num espaço criado para adultos. Fazem realmente parte do conceito do hotel. Agora, quando o verão europeu começa a chegar ao fim, o próprio Martinhal apresenta uma campanha chamada Extended Summer, com estadias entre 5 de setembro e 16 de outubro de 2026. A iniciativa acompanha um movimento mais amplo de procura por viagens em setembro e outubro, quando as temperaturas são mais amenas e alguns destinos começam a ficar menos cheios. Sagres ainda não tem a projeção internacional de Comporta. E talvez seja precisamente essa a graça. Continua a ter surfistas, famílias, vento, natureza e aquela sensação de que o destino ainda não foi completamente transformado numa tendência. Mas os sinais já estão lá. SERVIÇO: Martinhal Sagres Family Beach Resort Quinta do Martinhal - 8650-908 Sagres, Portugal www.martinhal.com/locations/sagres Julia Morales

  • “O Crime de Aldeia Velha” estreia em São Paulo, no dia 2 de outubro, revelando os mecanismos do fanatismo e da exclusão

    Escrita por um dos mais importantes dramaturgos portugueses do século XX, peça inspirada em fatos reais discute a intolerância, pressão social e a facilidade com que uma comunidade pode transformar a diferença em ameaça. O CRIME DE ALDEIA VELHA Texto: Bernardo Santareno | Direção Ricardo Brighi Estreia no dia 2 de outubro no Teatro Maria Della Costa Crédito fotográfico - Leo Nogueira e Jéssica Fioramonte Escrita por um dos mais importantes dramaturgos portugueses do século XX, a peça O Crime de Aldeia Velha, de Bernardo Santareno, (1920-1980) estreia em São Paulo no dia 2 de outubro, no Teatro Maria Della Costa. A montagem, dirigida por Ricardo Brighi, preserva a atmosfera e a força do texto original — inspirado em fatos reais —, ao mesmo tempo em que aproxima a linguagem do público brasileiro contemporâneo. A adaptação também propõe uma nova leitura da personagem Glorinha, apresentada como uma adolescente com deficiência intelectual e dificuldades de compreensão do mundo ao seu redor. Presente durante toda a ação, ela observa os acontecimentos a partir de uma perspectiva singular, culminando em um desfecho surpreendente. Ambientada em uma pequena aldeia portuguesa em 1936, a obra acompanha uma comunidade profundamente marcada pela religiosidade, pelo patriarcado e pelo controle social. Nesse ambiente, Joana, uma jovem que não se submete aos padrões estabelecidos, torna-se alvo de suspeitas e acusações que desencadeiam uma escalada de intolerância e violência. Mais do que narrar um crime, Santareno expõe os mecanismos pelos quais uma coletividade transforma preconceito em julgamento e julgamento em condenação. Fé, culpa, desejo, repressão e medo se misturam em uma trama na qual a violência não nasce de um único indivíduo, mas de uma comunidade que se deixa conduzir pelo fanatismo. “Com esta montagem, quero propor uma reflexão sobre os mecanismos coletivos de exclusão e sobre a responsabilidade de uma sociedade diante daquilo que escolhe condenar”, afirma o diretor Ricardo Brighi. Crédito fotográfico - Leo Nogueira e Jéssica Fioramonte Serviço: O CRIME DE ALDEIA VELHA Texto: Bernardo Santareno Direção Ricardo Brighi Elenco: Camila Ferreira, Davi Bosio, Fernanda Morilla, Jorge Pitta, Júlio Sbarrais, Jussara Nascimento, Leobina Bezerra, Leo Nogueira, Lu Martins, Ricardo Brighi. Stand-ins: Guilherme Vendramin e Joviana Venture. Gênero: Drama. Duração: 90 min. Recomendação: 14 anos. Temporada: de 2 a 31 de outubro. Sextas-feiras, às 20h30, e sábados, às 20h. Ingressos: a partir de R$ 40 Bilheteria online: https://www.bilheteriaexpress.com.br/ Bilheteria do teatro abre uma hora antes do espetáculo Teatro Maria Della Costa R. Paim, 72 - Bela Vista, São Paulo 370 lugares Acessibilidade Estacionamento ao lado do teatro Ficha Técnica Texto: Bernardo Santareno Direção: Ricardo Brighi Elenco: Camila Ferreira, Davi Bosio, Fernanda Morilla, Jorge Pitta, Júlio Sbarrais, Jussara Nascimento, Leobina Bezerra, Leo Nogueira, Lu Martins, Ricardo Brighi, ator substituto – Guilherme Vendramin, atriz substituta - Joviana Venture Design de Luz e Iluminação: Agnaldo Nicoleti Trilha sonora original: Vinicius Alves Cenografia: a equipe Produção: Carriola Cultural Figurino: a equipe Projeto Gráfico: Ricardo Brighi Mídias Sociais: Jéssica Fioramonte Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação Produção e realização: Carriola Cultural Produções Artísticas e Culturais Flavia Fusco

  • Igor Cosso estreia “Cruise – Minha Última Noite na Terra”, com direção de Orlando Caldeira

    O ator Igor Cosso estreia no Teatro Glaucio Gill dia 10 de outubro a peça “CRUISE - minha última noite na Terra” texto de Jack Holden | tradução de Rodrigo Nogueira direção de Orlando Caldeira Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida O Brasil – e o Rio de Janeiro - recebe sua primeira montagem da peça britânica CRUISE, aqui rebatizada como “CRUISE – minha última noite na Terra”, com estreia marcada para 10 de outubro, quando o ator e idealizador Igor Cosso sobe ao palco do Teatro Glaucio Gill sob a direção de Orlando Caldeira (indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção por “Pelada – A Hora da Gaymada” e vencedor do Prêmio PRIO de Humor de Melhor Direção pela mesma peça). A peça é uma celebração aos anos 80 e à música eletrônica daquela década, e uma homenagem à geração de pessoas LGBTQIAPN+ que enfrentaram o terror e a ignorância da época do surgimento do HIV. Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida “Quando li o texto pela primeira vez, tive uma catarse. Entre choro e risadas, só tive uma certeza: eu precisava contar essa história de todo jeito. Um ano se passou entre produção, pesquisa, mergulho e encontro com artistas maravilhosos que, ao serem apresentados à peça, pulsaram o mesmo sentimento que o meu. A peça honra uma geração de pessoas LGBTQIAPN+ que viveu, amou, dançou e sobreviveu em meio ao surgimento da House Music da década de 80, e ao terror da epidemia de HIV/AIDS. Ao revisitar a cultura das pistas dos anos 80, CRUISE revela a música e a dança como espaços de acolhimento, pertencimento e resistência. Em meio ao pânico moral, à violência, à negligência e ao luto provocados pela crise do HIV/AIDS, a pista de dança se tornou um lugar onde a dor podia ser transformada em movimento, música e vida. É sobre memória, liberdade e a urgência de viver e dançar como se fosse a nossa última noite na terra.", celebra Igor Cosso, ator e idealizador. Por meio do encontro entre as gerações contemporânea e a que sobreviveu à epidemia da AIDS nos anos 80, a peça reflete sobre a urgência de viver, o envelhecimento queer e a importância de se preservar o legado histórico de toda uma geração sacrificada pelo então desconhecimento cientifico e consequente aumento do preconceito em relação à população LGBTQIAPN+. “Cruise faz refletir sobre a importância de honrar a geração de gays que atravessou os anos 80 e enfrentou o pânico moral, a negligência e o luto, e transformou a cena musical através da House Music. A pista de dança era território sagrado, um templo laico onde corpos marginalizados encontravam abrigo e pertencimento. Cruise é um convite à reconexão geracional. Mostra aos jovens LGBTQIAPN+ de hoje que sua história não começou ontem e que a alegria da pista sempre foi uma tecnologia de sobrevivência, resistência e luta, fortalecendo nossa comunidade.”, conclui Orlando Caldeira, diretor. SINOPSE Jack (Igor Cosso) é um jovem voluntário de um serviço de apoio telefônico à comunidade LGBTQIAPN+, mas não sabe muito bem como lidar com as angústias e demandas que o seu público traz. Até que, numa noite, atende à ligação de Michael, veterano da crise do HIV dos anos 80. Durante uma longa madrugada ao telefone, o jovem é transportado no tempo até o efervescente bairro do Soho, descobrindo as dores, os amores, as perdas e a euforia das pistas de dança de uma época em que o diagnóstico do HIV era encarado como uma sentença de morte, e se jogar na música eletrônica era a catarse e a salvação possíveis. A conversa com Michael provoca uma transformação definitiva na relação de Jack com sua própria sexualidade e com a comunidade LGBTQIAPN+. Igor Cosso - Crédito fotográfico: Moa Almeida FICHA TÉCNICA Idealização e elenco: Igor Cosso Texto: Jack Holden Direção: Orlando Caldeira Tradução: Rodrigo Nogueira Cenografia e Iluminação: Vino Fragoso Figurino: Tiago Ribeiro Música Original: Fabio Mondego e Fael Mondego Assistente de Direção: Olivia Gold Consultor Coreográfico: Heron Leal Fotos: Moa Almeida Costureira: Maria de Jesus Identidade Visual: Lucas Sancho Marketing: Lucas Sancho e Luis Rodrigues Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação: João Pontes e Stella Stephany Produção de Base: Carinne Namba Produção Executiva: Xandy Direção de Produção: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim Realização: COSSO PRODUÇÕES SERVIÇO: Estreia: 10 de outubro (sábado), às 20h Onde: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, Rio de Janeiro/RJ Horários: Sábado, domingo e segunda-feira, às 20h Ingressos: R$ 70,00 e R$ 35,00 (meia) Vendas: Eventim/Funarj e na bilheteria: segunda a sexta, das 16h às 21h; sábado e domingo, das 15h às 21h Capacidade: 104 espectadores Duração: 75 minutos Gênero: Odisseia queer Classificação: 18 anos Acessibilidade: Sim Temporada: Até 2 de novembro JACK HOLDEN – autor https://www.jackholden.net Jack Holden, ator e roteirista premiado, se formou na Bristol Old Vic Theatre School e atuou em palcos por todo o Reino Unido, na Royal Shakespeare Company e diversas vezes no West End. Trabalhou em produções de TV e cinema para Amazon, Channel 4, BBC, ITV e BFI. Recentemente, integrou o programa de residência do National Theatre Studio, e seu roteiro "REVOLTING" foi selecionado para a BRIT LIST 2025. Sua peça de estreia, "CRUISE", foi indicada ao Prêmio Laurence Olivier de Melhor Peça Inédita em 2022. Seu trabalho seguinte, "KENREX" — coescrito com Ed Stambollouian —, estreou no Sheffield Theatres em 2024. A peça recebeu seis indicações ao Laurence Olivier, com Jack ganhando o prêmio de Melhor Ator, além do UK Theatre Award de Melhor Atuação em Peça. O espetáculo foi apresentado no The Other Palace, em Londres, no inverno de 2025/26, e está em cartaz no Lucille Lortel, em Nova York, desde abril de 2026. ORLANDO CALDEIRA – diretor Diretor e ator, indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção (2024) por “Pelada – A Hora da Gaymada” e vencedor do Prêmio Prio de Humor de Melhor Direção pela mesma peça. Assina a direção e o argumento de “Cabaré Melanina” (Gláucio Gill, 2025) e “Macacada” (França, 2025), que estreou na Biennale Internationale de Cirque (BIAC 25), em Marselha. Assina a preparação de elenco da 4ª temporada de "Encantados" e foi diretor no projeto “Potencializa”, ambos na TV Globo. Dirigiu o musical “A Hora do Blec” e os espetáculos “Lívia”, “Será que Vai Chover”, “Negra Palavra – Solano Trindade” e o espetáculo de circo “Atenção”. Como ator, foi indicado a Ator Revelação no Prêmio Melhores do Ano da TV Globo (2019) por “Verão 90”. Atuou nas novelas “Vai na Fé”, “Verão 90” e “I Love Paraisópolis”, além da “Dra. Darci” (Multishow). Atuou em “Os Aventureiros: A Origem”. É apresentador da documental Libertarix TV. IGOR COSSO – ator e idealizador Ator e roteirista, Igor Cosso consolidou sua carreira transitando entre a televisão, o teatro e as plataformas digitais. Na TV, integrou elencos de produções da Rede Globo como “Malhação”, as novelas "Salve-se Quem Puder", "Amor Eterno Amor" e a recente trama do horário nobre "Mania de Você". No teatro, tem uma trajetória autoral sólida, escrevendo, produzindo e atuando em suas próprias obras, como o sucesso “Primeiro Sinal” e “Ponte Golden Gate”. Atualmente, destaca-se também como uma das vozes mais influentes de representatividade LGBTQIAPN+ no entretenimento digital. Adquiriu os direitos exclusivos para protagonizar e produzir a histórica estreia de “Cruise” no Brasil. Alex Varela

  • André Aguiar debate os desafios da IA na educação na FNE 2026, em Manaus

    Especialista participa da Feira Norte do Estudante 2026, em Manaus, e debate como utilizar a inteligência artificial na educação sem comprometer o raciocínio, a criatividade e a autonomia dos alunos. FNE 2026 - Dvulgação O professor, palestrante e especialista em inteligência artificial aplicada ao marketing André Aguiar participará da Feira Norte do Estudante 2026, em Manaus, para discutir os desafios do uso da IA na educação e os cuidados necessários para que a tecnologia contribua com a aprendizagem sem comprometer o raciocínio, a criatividade e a autonomia intelectual dos estudantes. A inteligência artificial já faz parte da rotina de alunos e professores, mas ainda existem muitas dúvidas sobre a forma adequada de utilizá-la durante o processo de aprendizagem. Famílias e profissionais da educação buscam critérios para orientar esse uso, principalmente nos anos iniciais, período fundamental para o desenvolvimento da capacidade de interpretar, argumentar e produzir conhecimento. A IA pode ajudar o estudante a buscar fontes, receber explicações, comparar ideias e revisar um texto. O cuidado precisa ser maior quando o aluno começa a utilizá-la para obter respostas prontas, em vez de realizar o esforço intelectual necessário para a sua formação. “Quando um profissional ou acadêmico já domina determinado assunto, a inteligência artificial pode agilizar e potencializar seu trabalho. Com um aluno ainda em formação, o cuidado precisa ser maior, porque usar a IA para substituir etapas ou criar atalhos pode comprometer seu desenvolvimento educacional. A linha entre otimizar a aquisição do conhecimento e atrofiar a capacidade de aprender é muito tênue”, afirma André. O assunto será discutido na mesa-redonda “Inteligência Artificial na Educação: problema ou solução?”, no dia 23 de setembro, às 14h30, na Sala Grandes Ideias do Manaus Plaza Centro de Convenções. André participará do encontro ao lado de Daniel Lins e Jean Lobo. André pode conversar com a imprensa sobre os riscos, os benefícios e os critérios necessários para o uso da inteligência artificial durante a formação dos estudantes. Serviço: Evento: Feira Norte do Estudante 2026 Mesa-redonda: “Inteligência Artificial na Educação: problema ou solução? ”Participantes: André Aguiar, Daniel Lins e Jean Lobo Data: 23 de setembro de 2026 Horário: 14h30 Local: Sala Grandes Ideias, Manaus Plaza Centro de ConvençõesSite: www.feiranortedoestudante.com.br André Aguiar - Revista do Villa

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