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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

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  • Festa de comemoração dos 10 ANOS da “Maneira Advogados” com show do Grupo Samba Quente

    O escritório  Maneira Advogados completa 10 anos com atuação consolidada no direito tributário e civil, e presença em quatro praças estratégicas: Rio de Janeiro (a matriz  localizada no prédio comercial da Academia Brasileira de Letras –ABL, um escritório boutique com vista para a Baia de Guanabara),  São Paulo, Brasília e  Minas Gerais, estado natal de seu sócio- fundador,  Eduardo Maneira, nascido em Araxá, é professor titular da UFRJ (Universidade Federal do RJ).   E para celebrar a primeira década, o Maneira Advogados vai comemorar com uma festa no  Copacabana Palace, reunindo colaboradores, clientes e parceiros, dia 10 de abril, sexta-feira.   Nessa década o Maneira Advogados tem atuação consolidada no direito tributário e civil, e tem muitos motivos para celebrar:  o escritório figura nos mais prestigiados rankings como Chambers  &  Partners, com posições de destaque em Tax RJ (Band1) e Tax Litigation The Elite (Band 2), além de classificações em Dispute Resolution e Corporate and Comercial.   Eduardo Maneira e o trabalho social do escritório.   Com base acadêmica – o sócio-fundador Eduardo Maneira leciona há 35 anos – o escritório direciona parte de sua atuação a projetos educacionais voltados para estudantes de baixa renda, como o ProAção, em Minas Gerais, o Instituto Pontes, no Espírito Santo e o “Mãos Amigas”, em Brasília. A estratégia associa responsabilidade social à formação de capital humano, com potencial de impacto econômico no médio prazo.   Professor Maneira é um dos nomes de maior destaque nacional na questão do direito tributário no Brasil  -  é autor de vários livros sobre o tema, alguns em coautoria, e também auta na área consultiva e conteciosa. Ele pertence a várias insituições importantes: é membro do IAB (Instituto dos Advogados Brasileiros), do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo), diretor do ABDF (Associação Brasileira de Direito Financeiro), diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA), da OAB Nacional - onde é o organizador científico dos congressos internacionais dessa instituição. Ex-Presidente da Comissão Especial de Direito Tributário da OAB Nacional. Fundador e ex-presidente da ABRADT (Associação Brasileira de Direito Tributário). Ex-conselheiro da OAB/MG e da OAB/RJ. É Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal de MG (UFMG) e Doutor em Direito Tributário pela UFMG. Cristina Granato

  • Entrevista: Cassiano Barreto (cantor e ator)

    A arte de interpretar vai além da atuação: ela se expande quando encontra a música, a comunicação e a vivência real do cotidiano. O artista contemporâneo não se limita a um único palco — ele transita entre linguagens, plataformas e experiências, construindo uma identidade plural e conectada com o público. Nesta edição da Revista do Villa , conversamos com o ator e cantor Cassiano Barreto, um artista que une trajetória, autenticidade e visão empreendedora para construir seu caminho na arte. Apresentação Nome artístico ou profissional:Cassiano Barreto Formação e/ou experiência:Formação em cursos livres de teatro no Recreio e em Vila Isabel, com conclusão em 2008. Experiência em teatro, televisão, música e audiovisual digital. Atuação atual:Ator, cantor e criador de conteúdo digital (vlogs no YouTube) Entrevista DM 1 — Para começarmos, apresente-se: qual é o seu nome artístico ou profissional e como você define sua identidade como ator? Meu nome profissional é Cassiano Barreto. Eu me defino como um artista inquieto e observador, que busca na realidade do cotidiano a matéria-prima para a atuação. Sou um ator que acredita na arte como uma ferramenta de reflexão. Seja no palco, na TV ou no ambiente digital dos vlogs que faço no meu canal no YouTube, minha identidade está ligada à autenticidade e à capacidade de transitar entre diferentes linguagens, sempre buscando passar uma mensagem que faça o público pensar. Assim me defino. DM 2 — Qual é a sua formação e/ou experiência na atuação? Conte um pouco da sua trajetória no teatro, audiovisual ou outras áreas. O interesse começou ainda na sala de aula. Sabe aquela pergunta clássica: “O que você vai ser quando crescer?” Eu sempre respondi que queria ser ator. Enquanto muita gente mudava de ideia, eu levei isso a sério. No início dos anos 2000, também tive uma fase na música, como vocalista de um grupo de funk. Fizemos shows em festas juninas, bailes de rua em Belford Roxo, Caxias e outros lugares do Rio de Janeiro. Nossa música chegou a tocar em rádios conhecidas. Na atuação, comecei no teatro escolar e depois fui estudar em cursos livres no Recreio e em Vila Isabel, me formando em 2008. Também passei pela TV Globo, começando na figuração — e faço questão de destacar que figurante não é ator. Foi preciso muito estudo e dedicação até conquistar meu DRT. Após a regularização profissional, comecei a fazer participações em novelas e integrar núcleos de grandes elencos. Atualmente, estou no ar na reprise de “Amor à Vida” , de Walcyr Carrasco, exibida no Canal Globoplay, com horários às 16:15 e às 22:40. Além disso, tive uma fase como modelo, alcançando o 5º lugar em um concurso exibido pela TV CNT. Foi uma caminhada longa — e sigo em evolução. DM 3 — Que tipo de personagem ou linguagem artística mais te representa hoje? Existe um estilo ou temática que você busca explorar? Hoje eu gosto muito da liberdade que o vlog me proporciona. Posso falar sobre diversos temas no mesmo conteúdo — da maré alta na praia a um livro que estou lendo. Essa liberdade de expressão me representa muito. Como ator, me identifico com o estilo do Walcyr Carrasco: textos diretos, atuais e que abordam temas complexos sem medo. Busco essa verdade tanto nos personagens quanto no conteúdo que produzo. DM 4 — Quais foram os momentos mais marcantes da sua carreira até aqui e o que eles revelam sobre você como artista? Um momento marcante foi meu último desfile em um shopping em Duque de Caxias. Não esperava encontrar tantas pessoas conhecidas — foi uma experiência de muita energia e conexão com o público. Também destaco minha participação em novelas do Walcyr Carrasco. Cada papel, independente do tamanho, representava a realização de um sonho de infância. Isso mostra que sou um artista que valoriza cada etapa do processo e mantém os pés no chão. DM 5 — Para quem está conhecendo seu trabalho agora, como você gostaria de ser lembrado ou reconhecido no cenário artístico? Gostaria de ser reconhecido como alguém que soube unir arte e empreendedorismo. O artista de hoje precisa construir sua própria independência. Quero ser visto como alguém que utiliza a tecnologia e a internet — através dos meus vlogs e futuros projetos — para manter a arte viva. Como digo no meu canal: mostrar a “vida como ela é”, com arte, simplicidade e mensagens que façam pensar. Valorizo cada oportunidade, pois são elas que constroem a nossa história. Canal no YouTube: Cassiano Barreto Vlog Agradecimento final: Agradeço à Revista do Villa pelo espaço. Convido todos a acompanharem meus vlogs e a valorizarem cada oportunidade da vida. Entrevista:Delcio Marinho & ChatGPT   Delcio Marinho

  • “Melodrama da Meia-Noite” faz curta temporada no Teatro Dulcina

    (Fonte: RL Comunica)   Devido ao sucesso de público, companhia Melodramática retorna aos palcos cariocas com Rita Von Hunty e grande elenco   Após mais de 15 anos de trajetória, a Companhia Melodramática @ciamelodramatica retoma aos palcos carioca com o espetáculo “Melodrama da Meia-Noite” com Rita Von Hunty e grande elenco. A montagem terá curta temporada, com três apresentações nos dias 24, 25 e 26 de abril (sexta, sábado e domingo), no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro.   Trata-se de uma peça de improvisação inspirada no melodrama francês do século XIX. A obra resgata o universo popular do gênero, com vilões cruéis, mocinhos apaixonados e personagens marcados por emoções intensas.   Sob o comando do Monsieur Le Professeur, os atores interpretam personagens arquetípicos do melodrama e, a partir de jogos dramatúrgicos, constroem tramas inéditas a cada apresentação. Amores impossíveis, famílias despedaçadas, crimes misteriosos e finais surpreendentes surgem em tempo real, sempre com a participação ativa da plateia, que assume o papel de “povo de Paris”.   “'Melodrama da Meia-Noite’ propõe uma viagem ao Boulevard du Crime, na Paris do século XIX, período em que se consolida o melodrama de inspiração francesa. Por meio de um jogo de improvisação, mediado pela figura de Monsieur Le Professeur, o público acompanha histórias construídas ao vivo e é convidado a interferir no destino de vilãs e vilões implacáveis, além de mocinhos e mocinhas apaixonados”, comenta o diretor do espetáculo, Paulo Merisio.   Aqui, o público tem voz — e até arremesso: bolas de meia voam em direção aos atores quando a cena não agrada, enquanto moedas são lançadas ao palco em sinal de aprovação. O destino dos personagens está, literalmente, nas mãos da plateia.   Com figurinos de época, trilha sonora executada ao vivo e iluminação criada em cena, “Melodrama da Meia-Noite” celebra um teatro popular, afetuoso e inteligente, que honra suas raízes históricas ao mesmo tempo em que dialoga com o presente por meio do jogo, da musicalidade e da improvisação.   Antes da apresentação de sábado (25/04), das 13h30 às 16h30, a Cia Melodramática realiza, no Teatro Dulcina, a Oficina Melodrama, voltada para atores, estudantes e amantes das artes cênicas. Ministrada pelo diretor Paulo Merisio, em parceria com o elenco, a atividade propõe uma experiência prática inspirada nos arquétipos do espetáculo, como vilões, mocinhos e personagens marcados por emoções intensas. As inscrições e mais informações estão disponíveis na plataforma Sympla, no link de compra dos ingressos.   Ficha técnica: Direção: Paulo Merisio Elenco: Gabriela De Paula, Glória Dinniz Ribas, Henrique Moretzsohn, Juliana Aquino, Leo Vaz, Marcio Antunes, Paulo Merisio, Rita Von Hunty, Virgínia Castellões e Wesley May. Produção: Glória Dinniz Ribas, Juliana Aquino e Virgínia Castellões. Produção executiva: Yan Pereira Iluminador: Pedro Garcia Operador de Som: Vander Rabelo Figurino: Fil Rodrigues Direção Gráfica: João Caetano Mídias e Gestão de Tráfego: Maria Flor Digital Captação de apoio: Oh Glória Produções Realização: Cia Melodramática Assessoria de Imprensa: RL Comunica     Serviço : Melodrama da Meia-Noite Local: Teatro Dulcina (Rua Alcindo Guanabara, 17 - Cinelândia) Data/ Horário: Dias 24 e 25 de abril (sexta e sábado), às 19h / Dia 26 de abril (domingo), às 18h. Lotação:450 lugares Classificação: Livre Ingressos: Inteira: R$100 / Meia: R$50,00 / Promocional: R$40,00           - Pelo link do Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/melodrama-da-meia-noite-com-rita-von-hunty/3355703   Siga a Rede Social @ciamelodramatica    Nando Andrade

  • Concerto Sinfônico Bossa Nova Hoje hoje e sempre - Teatro Riachuelo-Centro

    Na última quinta-feira, dia 9, o Teatro Riachuelo foi tomado por uma atmosfera rara — daquelas em que o tempo parece desacelerar para ouvir melhor.  A Noite Sinfônica marcou o nascimento do projeto Bossa Nova Hoje e Sempre, celebrando não apenas um gênero, mas um estado de espírito. Clássicos que atravessam gerações ganharam novos contornos na interpretação da Orquestra Villa-Lobos, sob a condução sensível do maestro Adriano Machado. No palco, vozes que carregam a própria história da Bossa Nova — Roberto Menescal, Alaíde Costa e Wanda Sá — encontraram a nova geração representada por Theo Bial, em um encontro que uniu passado, presente e futuro em uma mesma vibração. Dora Vergueiro conduziu a noite, destacando a presença de Ruy Castro na plateia — guardião e narrador de tantas memórias desse movimento que mudou a música brasileira. Juntos, eles também dão vida ao videocast que irá registrar essas histórias, em conversas com artistas da Bossa Nova  para o portal www.bossanovahojeesempre.com.br . Mais do que um lançamento, foi um reencontro com a essência. Porque a Bossa Nova não pertence ao passado — ela continua acontecendo, agora. RELEASE https://www.midiorama.com/concerto-sinfonico-bossa-nova-hoje-e-sempre   Nome Colunista

  • Emídio Sousa avalia segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro como passo estratégico para a realização do “Portugal, Nação Global”

    Imagem: Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, durante evento em Ouro Preto. Foto: Gabriel Caetano Durante o segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro, realizado entre os dias 25 e 27 de março, em Ouro Preto, Minas Gerais, e organizado pela Câmara Portuguesa de Minas, Emídio Sousa, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, afirmou, em entrevista à Agência Incomparáveis , que o evento no Brasil reforça laços entre Portugal e o país sul-americano, fomenta projetos conjuntos e serve como preparação para criar uma comunidade económica global de portugueses, em linha com a iniciativa “Portugal, Nação Global”, que decorrerá nos dias 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Portugal.   “O ‘Portugal, Nação Global’, que eu tive a oportunidade de o desenvolver, é um evento que estamos a lançar e que visa, precisamente, potenciar o intercâmbio de negócios e as câmaras de comércio luso-brasileiras têm aqui um papel fundamental”, afirmou este governante, relacionando o encontro em Ouro Preto com a preparação para o evento em Lisboa.   O secretário de Estado explicou que encontros como este contribuem para a articulação entre associações, empresários e câmaras de comércio, criando condições para que a iniciativa de abril gere oportunidades concretas.   O objetivo passa por “criar uma comunidade económica dos portugueses”, permitindo que, através da língua portuguesa e do movimento associativo, empresários se entreajudem, descubram oportunidades e façam negócios funcionarem de forma eficiente.   “Portanto, é uma ambição grande e, se o conseguirmos, eu penso que vamos marcar a história da nossa relação enquanto comunidades”, disse Emídio Sousa, que reforçou que o evento prepara concretamente a diáspora para o fórum “Portugal, Nação Global”.   “Aqui, as nossas câmaras de comércio têm um papel fundamental e eu penso que consegui transmitir a importância desse evento do ‘Portugal, Nação Global’ e desta nova marca que nós queremos que fique bem gravada nas pessoas que é esta Nação Global”, salientou.   “Somos nós portugueses, que estamos presentes em 178 países, que temos centenas de comunidades, algumas até nos sítios mais recônditos, portanto, temos tudo para fazer sucesso. Haja agora esta vontade que eu senti em todos de avançar!”, acrescentou.   O encontro em Ouro Preto debateu associativismo, sustentabilidade e cooperação económica, mobilizando associações, empresários, redes consulares e câmaras de comércio como ponte para o lançamento de bases económicas e culturais mais sólidas e duradouras entre Portugal e as suas comunidades globais.   Ígor Lopes

  • Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta Villa-Lobos, George Gershwin e Beethoven no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

    A apresentação conta com a regência do maestro Carlos Prazeres e a participação da pianista Erika Ribeiro   A  Orquestra Petrobras Sinfônica  apresenta, no  Theatro Municipal do Rio de Janeiro , no dia 14 abril, às 19h, mais uma edição de sua série de  Concertos Clássicos . Sob regência do maestro  Carlos Prazeres , o repertório une tradição e modernidade.  O programa começa com as  Bachianas Brasileiras nº 9 , de  Heitor Villa-Lobos , última obra do seu ciclo que sintetiza a fusão entre a tradição clássica europeia e os elementos rítmicos e melódicos brasileiros. Em seguida, a premiada pianista  Erika Ribeiro  se junta à Orquestra e interpreta os solos de   Rhapsody in Blue , de  George Gershwin , orquestrada por Ferde Grofé. Composta mais de um século depois, apresenta um caráter igualmente vibrante, mas com uma energia festiva própria. Trata-se de uma celebração musical que marcou a união inédita entre o jazz e a música sinfônica, criando uma sonoridade inovadora e marcante.  Para finalizar, a  Sinfonia nº 7 em Lá maior , de  Ludwig van Beethoven ,  uma peça extremamente alegre, frequentemente descrita como a “apoteose da dança”, definição consagrada por Richard Wagner. Esse título é bastante apropriado, pois, desde o primeiro movimento, a música convida a uma grande dança, capaz de envolver até mesmo quem está sentado na plateia, fazendo com que o público sinta o coração pulsar no mesmo ritmo da orquestra. Carlos Prazeres  é um dos mais requisitados maestros brasileiros de sua geração, filho de Armando Prazeres, idealizador e criador da Orquestra Petrobras Sinfônica, onde atuou por 8 anos como regente assistente de  Isaac Karabtchevsky. A tualmente é regente titular da Orquestra Sinfônica da Bahia e diretor artístico da Orquestra Light da Rocinha. Já dividiu palco com renomados artistas como Vladimir Vengerov, Gil Shaham, Hélène Grimaud, Valentina Lisitsa, Pablo Villegas, entre outros.   “Eu sempre fico muito feliz de estar junto com a Orquestra Petrobras Sinfônica, que fez e continua fazendo parte da minha vida. Foi fundada pelo meu pai e lembro-me, ainda criança, de percorrer as fileiras e estantes da orquestra nos concertos da Independência, no hall do edifício-sede da Petrobras, no Centro do Rio. Posteriormente, com o início do patrocínio oficial da Petrobras — que se deu justamente com a Sétima Sinfonia de Beethoven, obra de estreia desse novo momento —, essa relação se tornou ainda mais simbólica para mim. Então, eu tenho dois sentimentos que andam juntos: primeiro, a nostalgia de estar sempre junto a essa orquestra amada e querida do meu coração; e, também, a lembrança do meu pai, com a emoção e a saudade de vê-lo reger justamente a Sinfonia nº 7 com a Petrobras Sinfônica.” afirma Carlos Prazeres.  Já a pianista  Erika Ribeiro  possui uma trajetória marcada por participação em concursos e premiações no cenário da música clássica. Ela foi vencedora de diversos concursos nacionais de piano e se apresenta com frequência nas principais salas de concerto brasileiras. Em 2022, seu primeiro álbum solo foi indicado ao Grammy Latino, na categoria de “Melhor disco de música clássica” e também foi finalista do Prêmio Concerto na categoria “Melhor disco do ano”. Além disso, Erika é professora na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO, onde leciona Piano e Música de Câmera. Villa-Lobos, Gershwin e Beethoven são compositores de contextos distintos que contribuíram para a formação e circulação da música em diferentes sociedades. Villa-Lobos articulou elementos de práticas musicais brasileiras com a tradição de concerto, ampliando a presença do Brasil no repertório internacional. Gershwin aproximou estruturas da música de concerto e linguagens do jazz e da música popular urbana nos Estados Unidos, favorecendo o diálogo entre públicos e circuitos. Beethoven atuou na transição entre períodos da música europeia, expandindo formas e estabelecendo referências que influenciaram a produção posterior. Em conjunto, suas obras seguem presentes, funcionando como pontos de conexão entre tradição, inovação e difusão cultural. Serviço Data: 14 de abril de 2026 (terça-feira) Horário: 19h Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Floriano, S/N - Centro, Rio de Janeiro - RJ Ingressos: na bilheteria do Theatro Municipal ou em   petrobrasinfonica.com.br     Alex Varela

  • O Morro dos ventos uivantes: nada é limpo aqui

    O novo O Morro dos Ventos Uivantes acertou onde muitos remakes tropeçaram: não tenta ser atual, ele tenta ser verdadeiro e isso muda tudo! A fotografia é de uma beleza quase dolorida até o fim. Tudo é rigorosamente enquadrado, com uma paleta de preto, branco e vermelho que atravessa a narrativa com força e elegância. Se você gosta de organização como eu, vai adorar os planos simétricos, os personagens centralizados… É precisão nível cirúrgica, mas o melhor é que não é só bonito: é linguagem. E a trilha sonora faz justo o contrário, é leve, delicada, sem invadir, só envolvendo.   Tecnicamente, é um filme perfeito. A direção conduz com segurança, sem as saídas fáceis que todos detestamos. A montagem caprichou respeitando o tempo do drama sem pressa. O filme não entrega emoção chata mastigada. Não facilita, precisamos pensar ao assistir.   Heathcliff (Jacob Elordi) impressiona pela humanidade crua. O garoto que passou por tanta maldade, ele não pede empatia, arranca quase que a fórceps. Existe uma dor ali nele que não se explica, só se sente. Quero destacar um ator que eu não conhecia: Martin Clunes, que faz o senhor Earnshaw, pai da protagonista. Que potência! Em poucos minutos de tela, quase roubou o filme. Catherine Earnshaw  é praticamente uma anti-heroína interpretada por Margot Robbie. Ela faz tudo errado, tudo! E, ainda assim, a gente torce por ela; não sei bem por que. Talvez haja algo reconhecível naquela impulsividade, naquela falha trágica, naquela toxicidade toda.   O filme não romantiza: ele expõe. Tanto Catherine como Heatcliff são tóxicos, atravessam o outro e se ferem de um jeito assustador. E é nesse ponto que o longa ganha densidade. Há uma camada quase psicanalítica, o desejo como falta, como excesso, como repetição de um vazio que nunca se preenche mesmo com os maiores descontroles possíveis.   A pergunta ficou comigo foi: até que ponto a gente também não é assim? No roteiro, não há concessão. É uma história sobre confronto, sobre obsessão, desejo. Tentar enquadrar isso nos valores de 2026 é reduzir a potência desse drama escrito em 1846 por Emily Brontë, ainda atual assustadoramente.   Cláudia Felício (roteirista, escritora best-seller e crítica especializada em cinema)

  • Suíça: Língua portuguesa ganhou espaço no Salão do Livro de Genebra

    Imagem: Linia Brandt, responsável pela iniciativa. Foto: Agência Incomparáveis A nossa reportagem acompanhou a edição 2026 do “Salão Internacional do Livro de Genebra”, considerada a maior feira editorial da Suíça francófona, que decorreu entre 18 e 22 de março, celebrando a sua 40ª edição com cerca de 100 mil visitantes e 1.500 autores. Um evento que contou com a presença da língua portuguesa através do stand E-Linia Brandt, integrado no “Europa Literatura Network - Clube de Networking Literário”, que recebeu escritores portugueses, brasileiros e de outras geografias lusófonas.   Num ambiente marcado pela diversidade cultural, o espaço destacou-se como ponto de encontro para autores da lusofonia, refletindo a importância da comunidade portuguesa e brasileira na Suíça, e afirmando a língua portuguesa num contexto editorial internacional.   Em entrevista, Linia Brandt explicou que a criação do projeto nasceu de uma necessidade pessoal, afirmando que “a iniciativa nasceu da necessidade de falar para o mundo que eu era escritora”, numa trajetória que começou de forma individual e evoluiu para uma plataforma coletiva de apoio a outros autores.   A entrada no Salão do Livro surgiu de forma quase inesperada, quando percebeu as limitações de acesso ao evento.   “Procurei ter uma mesa aqui no Salão e não tinha mais espaço disponível, apenas um stand”, destacou. Foi neste sentido que Linia procurou estruturar um projeto próprio e criar um espaço dedicado à literatura independente. A partir desse momento, o stand E-Linia Brandt passou a assumir um papel agregador dentro da comunidade lusófona.   “Convidei escritores a virem partilhar comigo esse momento”, disse, recordando que, hoje, o seu espaço “é dedicado a todos os escritores independentes que não sabem para onde ir”, posicionando assim “como uma porta de entrada para novos autores no circuito internacional”.   A iniciativa responde também a uma lacuna identificada ao longo dos anos no próprio evento.   “Sempre procurava no Salão um livro em português”, sublinhou, porém, a reduzida presença de obras lusófonas reforçou a sua missão de “criar um espaço próprio para essa representação”. Um compromisso que se traduziu na abertura do projeto a novos participantes.   “Todos que queiram estar no Salão, participando no meu stand, são bem-vindos”, afirmou.   Para além da promoção de outros autores, Linia Brandt apresentou também os seus próprios livros, centrados na experiência da imigração, identidade e desenvolvimento pessoal. Entre as obras destacam-se “ Uma Edelweiss com Raízes Brasileiras” , onde reflete sobre 26 anos de imigração na Suíça; “ Quer Imigrar para a Suíça?” , dedicado aos desafios emocionais e sociais do percurso migratório; e “ A Arte de Viver Bem, Praticando o Jejum” , baseado na sua experiência pessoal de transformação.   A autora assume a sua identidade como um equilíbrio entre culturas, manifestando ter orgulho em dizer que é suíça, assim como em dizer que é brasileira.   No âmbito do evento, foi ainda apresentada a nova revista “ 40 anos, 40 Mulheres Construtoras de Pontes” , lançada no próprio Salão do Livro de Genebra, reunindo testemunhos femininos ligados à diáspora e à construção de percursos entre culturas.   “Essa revista é para todas as mulheres que atravessam pontes”, disse.   “Posso dizer que a nossa presença no Salão do Livro de Genebra afirma-se como uma plataforma de visibilidade para a língua portuguesa, contribuindo para a afirmação da literatura lusófona num evento de dimensão internacional e reforçando o papel das comunidades emigrantes na difusão cultural”, finalizou Linia Brandt.   Ígor Lopes

  • Segunda edição do Festival “O Que Move Você?” celebra arte, acessibilidade e diversidade no Rio

    O Ministério da Cultura e o Rio Brasil Terminal apresentam a segunda edição do Festival O Que Move Você?, com apoio da Prefeitura do Rio, por meio da Cidade das Artes, e realização da Embaixadores da Alegria. O evento acontece nos dias 11 e 12 de abril, das 15h às 21h30, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, com entrada gratuita. @embaixadoresdaalegria_ @cidadedasartes_.   Com foco no protagonismo da pessoa com deficiência, o festival reúne artistas com e sem deficiência em uma programação diversa de música, teatro, painéis, exposição, yoga, atrações circenses, DJs, oficinas e área gastronômica. Entre os destaques estão nomes como Jonathan Ferr, Bossacucanova, Alfredo Del-Penho, Rodrigo Sha, Marco Suzano, Jovi Joviniano, Guilherme Dantas, Luís Carlinhos e Bel Kutner.   A programação inclui ainda a exposição “Sou Down, Soul Up”, oficinas de musicalização, meditação guiada, dança em cadeira de rodas, contação de histórias e apresentações especiais com total acessibilidade, pensadas para diferentes deficiências. Programação completa em ingressos @0qmovevc.   No teatro, dois espetáculos ganham destaque: “Meu Amor é Cego”, dirigido por Bel Kutner, e “Meu Corpo Está Aqui”, obra premiada baseada nas vivências de artistas PCDs, abordando afeto, autonomia, corpo e sexualidade.   Os painéis “Encontros que Movem” ampliam a proposta do festival ao promover debates sobre ciência, inclusão, maternidade atípica e cotidiano da pessoa com deficiência, com convidados como a pesquisadora Tatiana Sampaio, Caio Leitão, Yohama Eshima e Maria Teresa Stengel.   Idealizado por Caio Leitão, cofundador da Embaixadores da Alegria, o festival reforça a arte como instrumento de inclusão, acolhimento e combate ao capacitismo, criando um espaço de encontros, escuta e valorização da diversidade humana. Fonte: Sheila Gomes Nando Andrade

  • “Mais do que nunca é importante a gente fomentar o comércio exterior”

    Imagem: Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil. Foto: Funcex/divulgação Durante a comemoração dos 50 anos da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Funcex), no Rio de Janeiro, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, foi homenageado como “Personalidade do Ano 2025” em Comércio Exterior. Na sua intervenção, o dirigente refletiu sobre o papel histórico da fundação e sobre a evolução do comércio internacional, destacando a capacidade de adaptação do Brasil às transformações globais e a importância de uma visão estratégica no apoio às empresas nacionais.   Galípolo iniciou a sua intervenção recordando o contexto geopolítico do passado, incluindo o impacto do choque do petróleo de 1976 e as movimentações estratégicas entre grandes potências, como os Estados Unidos e a China.   Segundo o presidente do Banco Central, essas mudanças mostraram que “passou a haver uma queda de exportação na China diretamente para os Estados Unidos, mas o aumento das exportações da China para o Vietnam, para o México, do México para os Estados Unidos” demonstra a complexidade das cadeias comerciais globais e a necessidade de adaptação das políticas de comércio exterior.   O presidente do Banco Central salientou também o valor civilizatório do comércio internacional, afirmando que ele promove interdependência e cooperação entre povos, o que permite que o bem-estar de uns dependa da contribuição de outros.   Para Galípolo, esta dimensão humana e económica torna o papel da Funcex especialmente relevante.   “Defender o comércio exterior neste momento histórico tem um papel civilizatório, tem um papel de defesa de uma dimensão da humanidade”, destacou.   Ao longo do discurso, o responsável enfatizou ainda a importância de reconhecer a função estratégica das instituições no fortalecimento do comércio exterior, lembrando que a Funcex atua como facilitadora da internacionalização das empresas brasileiras e promotora de políticas públicas.   “Mais do que nunca é importante a gente fomentar o comércio exterior enquanto uma peça desse tecido que envolve a integração dos povos e a interdependência do trabalho dos seres humanos”, referiu Galípolo, que encerrou a sua intervenção com uma saudação à Funcex pelo seu cinquentenário e votos de continuidade, defendendo que a fundação deve continuar a ser um instrumento essencial para o desenvolvimento sustentável do comércio externo brasileiro e para a inserção do país nos mercados globais.   “Queria dar os parabéns pelos cinquenta anos, mas, mais do que isso, desejar toda a sorte para os próximos cinquenta anos, que a gente possa contar uma história de êxito de futuro, de integração no Brasil um papel essencial no formato do comércio exterior”, concluiu.   O evento que celebrou os 50 anos da Funcex na cidade maravilhosa decorreu no último dia 25 de março. Ígor Lopes

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