Revista do Villa
Revista do Villa
Revista do Villa
Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...
Resultados encontrados para busca vazia
- Festival de cinema celular leva talentos brasileiros a Cannes
Karl Bardosh e Liza Andrews Um programa inovador idealizado pelo cineasta Karl Bardosh abriu as portas do cinema mundial para 11 brasileiros, oferecendo-lhes a chance de criarem curta-metragens gravados inteiramente com celulares. Com patrocínio de agências e apoiadores culturais americanos, o projeto, que combina workshop e festival, proporcionou aos participantes uma experiência única: transformar sonhos em obras cinematográficas e apresentá-las no prestigiado Festival Marche Du Film em Cannes. Pioneiro na modalidade de filmes feitos com celulares, Bardosh implementou essa técnica em vários países. No entanto, a inspiração para o formato veio de sua experiência ao dirigir um filme sobre o cineasta brasileiro Arnon Dantas, que vivia entre Miami e o Rio de Janeiro. Essa ideia, concebida muito antes do surgimento dos smartphones, ganhou força com a revolução trazida pelo primeiro iPhone em 2011 e a explosão das redes sociais, democratizando o acesso à produção cinematográfica. O festival aconteceu entre outubro e novembro, quando os participantes criaram seus curtas, submetendo-os a um júri internacional. O voto popular e a cerimônia de premiação foram transmitidos no programa da apresentadora brasileira Liza Andrews, alcançando espectadores ao redor do mundo. A exibição online atraiu mais de sete mil espectadores e registrou quase dois mil votos. Pela primeira vez em duas décadas de concursos liderados por Bardosh, a maioria dos participantes eram mulheres acima de 35 anos. Entre os finalistas, o público escolheu como vencedora Vera Santana, presidente da GAFFA USA, Inc., com seu filme dedicado ao apoio às famílias de autistas. No júri oficial, composto majoritariamente por cineastas, editores e documentaristas, três filmes se destacaram para representar o Brasil em Cannes. O terceiro lugar foi para Angelita de Paula, presidente da Fraternidade Sem Fronteiras USA, com "Mães no Campo", um retrato sensível de sua missão em apoiar mulheres na África. O segundo lugar ficou com Cláudia de Lima e seu impactante "Verdades Fatais", que abordou sua história pessoal de adoção sob um ângulo reflexivo. A grande vencedora foi Gislaine Murgia, com "A Vida em Azul", um relato poderoso sobre como superou a obesidade severa por meio do autoconhecimento e do amor próprio. Para esses brasileiros, o festival foi mais que uma oportunidade; foi a realização de sonhos e ideias. Sem experiência prévia no cinema, eles encontraram no programa o suporte necessário para criar histórias que agora ecoam internacionalmente. E se a matéria te inspirou e você quer saber como pode participar, acesse aqui e descubra. Claudia Cataldi
- Caixa Cultural apresenta o espetáculo "Todo Dia", da Dupla Tiquequê
Com três apresentações no espaço cultural do Centro, Wem e Diana Tatit agitam o Rio de Janeiro reproduzindo os maiores clássicos da dupla que contabiliza mais de 300 milhões de visualizaçoes no youtube. Diretamente da tela para os palcos cariocas, a CAIXA Cultural apresenta nos dias 07 e 08 de dezembro o espetáculo musical “Todo Dia”, realizado pela dupla musical Tiquequê. Com mais de 318 milhões de visualizações no YouTube, o Tiquequê estabeleceu uma presença significativa nas plataformas digitais, onde o sucesso surgiu como fruto de um trabalho constante em se conectar com seu público. A turnê do espetáculo, que já percorreu várias cidades do Brasil, revive os grandes sucessos da dupla e promete uma experiência divertida que incentiva a dança em sintonia com as melodias. Serão três apresentações ao todo, sendo duas nosábado, 07 de dezembro, marcadas para as 11h e as16h (esta sessão terá intérprete de libras). E mais uma no domingo, dia 08 de dezembro, às 16h. O espetáculo mistura a performance de música e teatro em um show incrível, onde cada canção apresentada aborda as alegrias simples e os momentos marcantes da infância. Por isso, não poderiam ficar de fora do repertório os grandes sucessos da dupla, como "Quer Dançar?", "Barulhinho, Barulhão" e "Festa na Floresta" – músicas cujos vídeos têm imensa popularidade no YouTube. A dupla destaca o resultado como objeto de um esforço dedicado em se comunicar com os pequenos, destacando a importância da inteligência das crianças de forma singular. Com uma abordagem avançada que combina interatividade visual e sonora, o Tiquequê convida o público a participar ativamente da apresentação. "A atuação é cheia de energia e integra música, contação de histórias e teatro, sempre envolvendo o público. Nosso objetivo é criar um momento de entretenimento único", afirma Wem. Diana Tatit ressalta que a apresentação busca promover a liberdade nos movimentos. “Queremos que cada pessoa se sinta confortável para cantar e dançar, aproveitando cada instante do espetáculo. A inocência da infância transforma cada show em algo encantador”, reforça. O Tiquequê sempre trouxe consigo uma ideia de excelência musical, oriunda da inventividade de seus arranjos. A combinação de instrumentos convencionais com batidas corporais e materiais inusitados demonstra às crianças que as criações musicais podem ser enriquecidas por diversas fontes de som. SERVIÇO: TIQUEQUÊ APRESENTA "TODO DIA" Apresentações: 07 de dezembro (sábado) - 11h e 16h (sessão com intérprete de libras) 08 de dezembro (domingo) - 16h Local: Teatro Nelson Rodrigues / Caixa Cultural Endereço: Av. República do Paraguai, 230 – Centro / Rio de Janeiro Informações: (21) 3509-9621 Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) Link para compra de ingressos: https://bilheteriacultural.com Classificação Indicativa: Livre Duração: 60 minutos Patrocínio: CAIXA e Governo Federal SOBRE O TIQUEQUÊ: O Tiquequê é uma dupla musical formada por Diana Tatit e Wem, que há mais de duas décadas se dedica a criar música infantil de qualidade. A banda possui cinco álbuns lançados e alcança mais de um milhão e meio de plays mensais em plataformas de streaming. Além de sua presença musical, eles se destacam no mundo digital, com mais de 318 milhões de visualizações em seu canal do YouTube. Alex Varela
- Teatro Villa-Lobos: uma memória
O Novo Teatro Villa Lobos. 1979. Sem autor. Revista Sino Azul. 1979. Acervo Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro Construído em apenas 13 meses, não obstante a dificuldade técnica, o prédio do Teatro Villa-Lobos concentrava o que havia de mais moderno para um espaço teatral no Brasil. O edifício foi inaugurado em março de 1979, no final do governo Faria Lima (os mandatos começavam e terminavam no dia 15 de março), ainda sob o contexto da narrativa do “Brasil Grande”, da ditadura militar. Governador Faria Lima. 1986. Acervo Arquivo Nacional do Rio de Janeiro Antes da construção, no grande lote da avenida Princesa Isabel, bairro de Copacabana, funcionava a “sede” de uma escola de samba da zona sul carioca. Em 1974, o então governador do desaparecido estado Guanabara, Chagas Freitas, permitiu que o terreno fosse ocupado pela escola de samba Unidos da Zona Sul, onde a agremiação construiu sua quadra de ensaios. Governador Chagas Freitas. 1971. Autor desconhecido. Acervo Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. Fundo Correio da Manhã Chagas Freitas, político populista que ficou conhecido pelo suposto uso da máquina pública para fins eleitorais, criando uma rede de clientelismo, apelidada de “política da bica d’água", foi o último governador da Guanabara e o segundo do “novo” Estado do Rio. Provavelmente, com o fim do mandato do “padrinho”, e isso é uma conjectura deste autor, o então presidente da escola, um policial apelidado de “Formiga”, acabou perdendo o terreno. Emblema da Escola de Samba Unidos da Zona Sul. 1979. Acervo Site Galeria do Samba A Funterj, antiga Fundação de Teatros do Rio de Janeiro, criada em abril de 1975, foi a responsável pelo planejamento e financiamento do novo teatro. Só em dezembro de 1979 será formada a Funarj, Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro, a qual é o resultado de uma fusão da Funterj com a Femurj, Fundação Estadual de Museus do Rio de Janeiro. Durante os quatro anos do novo Estado, ex-Guanabara, a atuação da fundação se destacou pela execução de obras, como a reforma do Teatro Municipal do Rio, do Teatro João Caetano e a construção do Villa-Lobos. Nem tanto por uma “política cultural”, de fomento e organização da atividade teatral estadual. A nova Fundação de Teatros, então presidida por Adolpho Bloch, contratou a empresa Wrobel para a construção e montagem do novo aparelho cultural do Rio, estado em eterna luta por mais espaços decentes para apresentações teatrais. A gestão de Bloch foi criticada por opções heterodoxas e por se envolver em polêmicas típicas das licitações de obras no Brasil. Segundo o jornal "Pasquim”, em nota de Mário Augusto Jakobskind, autor do livro “Violência Política e Corrupção” e depoente na CPI da “especulação imobiliária”, de 1978, em Brasília, a gestão de Adolpho Bloch teria supostamente transformado a Funterj “numa ação entre amigos”. Em resposta, desmentindo, Bloch publicou artigos e notas na revista Manchete e em outros órgãos de imprensa. Adolpho Bloch. sem data e autor. Acervo O Globo O prédio do novo teatro, obra do arquiteto Raphael Matheus Peres, de 1977, foi idealizado por Adolfo Bloch, construído em pouco mais de 1 ano com a ajuda de 120 operários e inaugurado em 8 de março de 1979. No terreno passa o interceptor oceânico, coisa que dificultou o estaqueamento de sustentação. Em estilo brutalista, com arcadas de concreto aparente na fachada, o hall de entrada tinha duas escadarias de granito e portas corta-fogo. No interior, tudo de mais moderno para a época, muito granito, vidros “Blindex”, aço escovado, tijolos aparentes. O interior todo em veludo, vermelho nas poltronas e preto nas paredes. As forrações com detalhes em cerejeira e louro, tudo anti-inflamável. Fachada do Teatro Villa Lobos. Reprodução de Internet A parte mais alta do teatro tinha 20 metros de pé direito. O palco foi revestido com “Climatex" (material isolante acústico e térmico). A acústica foi idealizada e executada pelo engenheiro Roberto Thompson. A iluminação cênica, importada da Bélgica (firma belga ADB), com 200 refletores e uma mesa de controle eletrônico de 120 canais. Seu piso, desmontável, estava sobre três grandes salas de ensaio. A cabine de som (com 16 canais) e de luz eram frontais. Novas instalações técnicas do Teatro Villa-Lobos. 1970. Revista Sino Azul. Acervo BNRJ Um ar condicionado central potente refrigerava todos os espaços do teatro. O palco tinha 11 metros de abertura de boca e 10 metros de profundidade. O fosso da orquestra, que podia ser fechado, tinha 80 metros quadrados. Ao lado, na arcada lateral, ficava a Sala Monteiro Lobato, um teatro de fantoches para crianças. No acervo do teatro, uma obra de Alexander “Sandy” Calder, possivelmente um de seus móbiles , comprados ainda no governo Carlos Lacerda. Na inauguração, 8 de março, foi realizado um espetáculo em homenagem ao grande maestro Villa-Lobos, organizado por Carlos Kroeber. Finalmente, no dia 15 do mesmo mês, foi a vez da estreia teatral, com a peça “Pato com Laranja", uma comédia ligeira de William Douglas Home , dirigida por Adolfo Celi. No elenco, Paulo Autran, Marília Pêra, Dennis Carvalho, Rosita Tomás Lopes e Karin Rodrigues. Maestro Heitor Villa Lobos. sem data e autor. Imagem de internet William Douglas-Home. Sem data e autor. Arquivo site williamdouglashome Depois de três décadas de funcionamento, o teatro pegou fogo no dia 6 de setembro de 2011. Anos de promessas não cumpridas por governadores de triste memória, abandono e depredações, deixaram apenas a carcaça do edifício. Em 2023, a Funarj apresentou um projeto de reconstrução do teatro numa audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Nos planos, aportes da iniciativa privada, via Lei Rouanet, para reerguer o prédio que, infelizmente, permanece em ruínas até hoje. Ruínas do Teatro Villa Lobo. Reprodução Site G1 Ruínas do Teatro Villa lobos. Reprodução Site G1 Para nota de Mário Augusto Jakobskind, veja O Pasquim. 1979, ed. 507, p.7; #teatro #villalobos #funterj #funarj #bloch #cultura #zonasul #copacabana #pasquim #pauloautran #mariliapera #williamdouglashome #leirouanet #patocomlaranja #chagasfreitas #farialina #guanabara #riodejaneiro #memoria #historia #unidosdazonasul Flavio Santos
- Anunciado acordo político entre o Mercosul e a União Europeia
Uma vez em vigor, o governo brasileiro espera que haja impactos relevantes para a economia brasileira; UE tem pela frente um amplo universo consumidor para realizar negócios; Acordo está a ser discutido há mais de duas décadas de negociações. Foto: Ricardo Stuckert Mercosul e União Europeia (UE) chegaram, hoje, dia 06 de dezembro, à conclusão dos termos para um acordo comercial que vai valer para 27 países europeus e quatro sul-americanos (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Juntos, os mais de 30 países somam 718 milhões de habitantes e economias com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões. Segundo apurámos, a entrada em vigor desta parceria “depende de algumas etapas formais”. Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a notícia é “um marco verdadeiramente histórico”. Também o presidente do Uruguai, Luis Pou, em representação de todos os países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), salientou “a relevância do dia de hoje”. Por seu turno, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ex-primeiro-ministro de Portugal, classificou como uma “conquista muito importante” o acordo político entre a União Europeia (UE) e os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul). “Saúdo a Comissão Europeia pelo acordo alcançado com os países do Mercosul. Trata-se de uma conquista muito importante”, reagiu António Costa, que frisou que “é bom para a competitividade e para o emprego, é bom para o nosso lugar no mundo, é bom para os nossos cidadãos”. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) do Brasil celebrou a conclusão do acordo histórico, reconhecendo “a relevância estratégica do acordo para o fortalecimento das relações comerciais, a geração de novas oportunidades económicas e a consolidação de laços históricos e culturais entre os blocos”. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, considerou que o acordo é “equilibrado e reforça o compromisso dos países com o Acordo de Paris”. “Após dois anos de intensas tratativas, temos hoje um texto moderno e equilibrado, que reconhece as credenciais ambientais do Mercosul e reforça o nosso compromisso com os Acordos de Paris", afirmou hoje Lula da Silva durante a abertura do encontro de chefes de Estado do Mercosul, no Uruguai, onde foi anunciado o acordo. Fontes explicam que responsáveis pela UE e Mercosul “têm mantido contacto regular”, o que permitiu concluir as negociações políticas nomeadamente em questões como os “compromissos ambientais”, após um primeiro aval em 2019, que não teve seguimento. Para o governo brasileiro, o acordo é estratégico em diversos sentidos. Um dos pontos é que a União Europeia é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China, e as trocas comerciais somaram aproximadamente US$ 92 mil milhões em 2023. A expetativa do Brasil é que a aproximação com a Europa reforce a diversificação das parcerias comerciais do país e também modernize o parque industrial nacional. Entenda os próximos passos Revisão legal: Mesmo após a avaliação dos negociadores, o texto ainda precisa passar por um processo de revisão legal, para que seja assegurada a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos do acordo. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, essa etapa já se encontra em estágio avançado; Tradução: Depois da revisão legal, o texto precisará ser traduzido da língua inglesa, usada nas negociações, para as 23 línguas oficiais da União Europeia e para as duas línguas oficiais do Mercosul, que são o português e o espanhol; Assinatura: Assim como em qualquer negociação, não basta acertar os termos do contrato, é preciso assiná-lo. Quando os dois blocos assinarem o documento revisado e traduzido, estará formalizada a adesão; Internalização: Em seguida, os países dos dois blocos vão encaminhar o acordo para os processos internos de aprovação de cada membro. No caso do Brasil, é necessária a chancela dos Poderes Executivo e Legislativo, por meio da aprovação do Congresso Nacional; Ratificação: Concluídos os respetivos trâmites internos, as partes confirmam, por meio da ratificação, o seu compromisso em cumprir o acordo; Entrada em vigor: O acordo entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte à notificação da conclusão dos trâmites internos. O Itamaraty explica que, como o acordo estabelece a possibilidade de vigência bilateral, bastaria que a União Europeia e o Brasil – ou qualquer outro país do Mercosul – tenham concluído o processo de ratificação para a sua entrada em vigor bilateralmente entre tais partes. Ainda não há um prazo para que isso ocorra. Note-se que as estimativas para o ano de 2044 são: acréscimo de 0,34% (R$ 37 mil milhões) no PIB; aumento de 0,76% no investimento (R$ 13,6 mil milhões); redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor; aumento de 0,42% nos salários reais; impacto de 2,46% (R$ 42,1 bilhões) sobre as importações totais; impacto de 2,65% (R$ 52,1 mil milhões) sobre as exportações totais. Ígor Lopes
- O agito tomou onta de Ipanema nesse final de semana, na festa de lançamento do verão do Estilista Hermes Inocencio
Estilista Hermes Inocencio, lança sua coleção verão 2025 “FLORES DE FRIDA’ com festa que fez tremer Ipanema nesse último sábado”. O Agito tomou conta de Ipanema nesse Final de semana, na festa anual do estilista Hermes Inocencio, no lançamento de sua coleção verão 2025 “FLORES DE FRIDA’, inspirada na inesquecível artista plástica e ativista mexicana "Frida Khalo”. O Ator Igor Maués que vem atuando com sucesso na série “Reis” da Record interpretando o Sodomita “Baraka” é o novo rosto da campanha. Famosos, abrilhantaram com suas presenças , a badalada festa anual, de Hermes Inocendio o “Queridinho dos Famosos”. A festa agitou o bairro de Ipanema, ao som da música eletrônica do DJ Waldo Lobo do melhor Pop, e Tribal. regada a deliciosas comidinhas do buffet assinado por Roberto Moura e muito Prosecco e drinks sofisticados. Foi um badalo só que rolou até as 23h00min horas com presença de convidados, imprensa e famosos como: Roberto Birindelli, Claudia Melo, Evelyn Montesano, Larissa Rodrigues, Ines Galvão, Yara Castanha, Kenny Alberti Marcus Tardin, Van Furlanetti, entre outros famosos do meio artístico. Verão Frida Khalo Ali Sulman Hermes Inocencio e ator Igor Maués - fotos Silas Marques modelo Ali Sulmanm estilista Hermes Inocencio, ator Roberto Birindelli e o ator e modelo da campanha Igor Maués fotos MÊRCEZ@RETINADOTEUOLHAR Hermes Inocencio, Roberto Birindelli, Claudia Melo, Igor Maués e Yara Castanha foto Silas Marques Silas atrizes Kenny Alberti e Claudia Melo entre o estilosta Hermes Inocencio foto Silas Marques ator Igor Maués Roberto Birindelli e o estilists Hermes Inocencio ator Roberto Birindelli, atriz Evelyn Montezano, atriz Yara Castanha e ator Marcus Tardin foto Silas Marques ator Roberto Birindelli e o estilista Hermes Inocencio Dg assessoria e Comunicação Fotos: Silas Marques Bia Mêrcez Revista do Villa: por Déborah Maria Barros Baptista Gonçalves
- Livro reúne a trajetória de 40 anos da artista Bea Machado
Com 200 páginas, publicação será lançada no dia 17 de dezembro, na Livraria Argumento, no Leblon Capa livro Bea Machado (Arts_imprensa) Reunindo os 40 anos de trajetória da artista Bea Machado , será lançado no dia 17 de dezembro de 2024, às 19h, na Livraria Argumento , no Leblon, o livro “ Bea Machado Arts – pinturas e esculturas ”. Com 200 páginas , a publicação abrange toda a múltipla obra da artista, em pintura e escultura, desde o início de sua trajetória nas artes, em 1983, até os dias de hoje, com textos da crítica e historiadora da arte Sônia Siqueira. Além de apresentar as obras mais conhecidas de Bea Machado, o livro também traz pinturas inéditas , nunca mostradas ao público. “Artista multifacetada, dedicou-se ao longo de sua carreira a vários enfoques deste ‘handmade’ como a escultura e a pintura. Entretanto, tanto quanto o tamanho e a composição de uma obra, seu estilo pessoal e falas precisam persuadir não apenas os outros, mas a si próprio. Sejam elas personas coloridas, imensas, minimalistas discretas, ânforas e potes, Bea Machado, enquanto artista persuasiva, é sempre protagonista, jamais a coadjuvante que habita um estereótipo”, diz Sônia Siqueira em um dos trechos do livro. Dividido em oito capítulos, o livro começa com uma biografia da artista, com trechos escritos pela própria, contando sua trajetória nas artes. Os demais capítulos, ou “atos”, como são chamados no livro, trazem, em ordem cronológica, os diversos momentos da obra multifacetada da artista, divididos da seguinte forma: “Abstratos”, “Gestos”, “Copas”, “Potes”, “Cores e Formas” e “Esculturas”, dando um panorama de sua extensa produção. “Tudo o que fiz está aqui, todo o meu trabalho ao longo da minha história. Realizei muitos cursos de arte, mas construí minha trajetória sem seguir tendências ou padrões, fazendo o que eu queria fazer”, afirma a artista Bea Machado, que começou a ter aulas de pintura aos 9 anos no colégio interno. Mais tarde, fez diversos cursos no Parque Lage e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Nascida em Resende e radicada no Rio de Janeiro, Bea Machado começou sua trajetória fazendo pinturas, mas logo migrou para a escultura, sem nunca deixar de pintar. Algumas poucas telas, como as da série “Copas”, em que retrata copas de árvores, foram expostas, mas a grande maioria é inédita e será revelada somente no livro. Já as esculturas, apesar de conhecidas, estão há bastante tempo sem serem expostas. Além disso, muitas pertencem a coleções particulares, estando há anos sem serem vistas pelo público. DA PINTURA À ESCULTURA, DO ABSTRATO AO FIGURATIVO A obra de Bea Machado é bem ampla e vai desde pinturas, figurativas e abstratas, até esculturas. O primeiro capítulo ou “ato” é dedicado aos trabalhos abstratos e geométricos, construtivistas. O segundo trata dos gestos e fala do embate do pincel da artista com a superfície da tela. “São gestos fortes, coloridos ou não, que nos fazem lembrar da gestualidade expressionista, em muitos casos do choque levado a termo pelo pincel de lberê Camargo com o quadro. Percebe-se em cada tela que o ato da pintura prevalece sobre temas e sentimentos e não há distância entre pintor e quadro”, ressalta Sônia Siqueira. O terceiro capítulo, “Copas”, apresenta as pinturas que retratam copas de árvores. “Antecipando os drones que filmam o mundo à distância, Bea nos apresenta um universo povoado de copas de árvores que se entrelaçam, entretecem, questionam: são figuras ou gestos”, diz o texto. Os “Potes” têm espaço no quarto capítulo. “Neste ato a pintora se volta para uma de suas grandes paixões, a argila e nos introduz num mundo repleto de cores e figuras. A argila, o pote, como ela denomina, material-artefato primeiro na história humana, nos fala de conceitos, atitudes, mas, principalmente de cores, muitas cores, uma das paixões de Bea Machado”, afirma Sônia Siqueira. “O pote para mim é o elo entre a natureza, a cultura, o conhecimento e o segredo. Vindo da terra, da argila, o pote foi revolucionário na vida humana. Importante que ele transmite e guarda o essencial”, conta a artista. O penúltimo capítulo é denominado “Cores e Formas”. “Neste ato ela retoma a função lúdica da arte para nos presentear com cores fortes, quentes, seu azul particular, que podemos chamar- porque não - de "Azul Bea Machado", que preenchem figuras líricas, muitas infantis, que nos trazem a memória Miró ou Matisse”, ressalta o texto. O último capítulo é dedicado às esculturas, objetos mais conhecidos da artista. SOBRE A ARTISTA Bea Machado nasceu em Resende e mora no Rio de Janeiro. Fez sua primeira exposição individual em 1982 na Galeria Espaço 81, na Maison de France, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, participou da Bienal Internacional de Arte Contemporânea, na Flórida, onde recebeu medalha de ouro. Em 1984, participou da Mostra de Arte no Círculo Militar da Praia Vermelha/RJ, da Sociedade de Belas Artes do Rio de Janeiro/RJ e da Brazilian Artists Cooperativa, no Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro. Em 1987 recebeu medalha de ouro na coletiva intitulada “Mostra de Arte Século XX”, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em 1992, mais uma medalha, de bronze, na mostra coletiva: Galeria Place des Artes "Open House - Barra da Tijuca/Rio de Janeiro. No mesmo ano fez uma individual no Ipanema Park Hotel. Porto, Portugal. Bea Machado participou de dezenas de exposições individuais e coletivas. Artista multifacetada, transita com desenvoltura tanto pela escultura como pela pintura. Entre os prêmios recebidos ao longo de sua trajetória estão: “Troféu Hípico”, Hípica, Rio de Janeiro; “Troféu do Primeiro Campeonato Serra e Mar de Hipismo FIRJAN-Federação das Indústrias do Rio de Janeiro”, no Banco do Brasil-Volta Redonda, Rio de Janeiro; Bolsa de Valores, Rio de Janeiro; MAM-Resende, Rio de Janeiro, e Annuarie de L'Art Internacional. Serviço: Lançamento livro “Bea Machado Arts – pinturas e esculturas” 17 de dezembro de 2024, às 19h Livraria Argumento Rua Dias Ferreira, 417 - Leblon - Rio de Janeiro - RJ Telefone: (21) 2239.5294 200 páginas Formato: 21 X25 cm Bilíngue (português - inglês) R$150 Alex Varela
- Evento Funcex Brasil
Brasil: FUNCEX anuncia vencedores do Prémio "Personalidade do Ano do Comércio Exterior 2024" durante evento no Rio de Janeiro A Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (FUNCEX) vai realizar no dia 9 de dezembro, no Brasil, a tradicional cerimónia anual de entrega do prémio "Personalidade do Ano do Comércio Exterior", um evento que visa “reconhecer os profissionais que se destacam no desenvolvimento do comércio exterior brasileiro”. A cerimónia terá lugar na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, Rio de Janeiro. A entrega dos prémios tem como objetivo ainda “valorizar as personalidades e organizações que têm contribuído para o crescimento e fortalecimento do comércio exterior brasileiro, consolidando a FUNCEX como um importante ator no cenário internacional”. Neste ano, o prémio "Personalidade do Ano do Comércio Exterior 2024" será atribuído a Atilio Rulli, vice-presidente da Huawei Latinoamérica, pelo seu trabalho na “evolução e destaque do comércio exterior brasileiro no cenário internacional”. Além disso, o prémio "Personalidade do Ano do Comércio Exterior 2023" será concedido a Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Serão igualmente premiados profissionais de diversas áreas, como Danielle Barros, Secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, que receberá o prémio na categoria Cultura, enquanto Bruno Queiroz Costa, Subsecretário Adjunto de Relações Internacionais da Secretaria da Casa Civil do Estado do RJ, será o premiado na categoria Relações Internacionais. O prémio Mídia será entregue a Flávio Lara Resende, da ABERT, e Caio Nabuco, da Tropicool, receberá o prémio na área de Internacionalização de Empresas. O evento também reconhecerá personalidades em diversas áreas no âmbito de 2023. Na categoria ESG, o prémio será atribuído a Aguinaldo Ballon, da CEDAE. Na área de Relações Internacionais, Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, será premiado. Paulo Câmara, do BNB, receberá o prémio na categoria Serviços, enquanto Mario Moreira, da FIOCRUZ, será homenageado na área da Saúde. Durante a cerimónia, serão ainda homenageadas figuras importantes, como Nelma Fernandes (CE-CPLP), José Marinho Paulo Júnior, Promotor de Justiça, Padre Omar Raposo, da Funcex Ação Social, José Augusto de Castro, da AEB, e Sidnei Gonzalez, Diretor da FGV Conhecimento. A agenda do evento incluirá painéis de debate, como o painel "Sabedoria para Cultivar o Futuro", com José Luiz Tejon, e o painel "Nova Potência Afro-Ibero-Latino-Americana", com Rui Mucaje e Paulo Manoel Protásio. O evento será encerrado por Nelma Fernandes e Antônio Carlos da Silveira Pinheiro, presidente da FUNCEX. Ígor Lopes
- Exposição de Fotos no Vogue Square
A vogue Gallery Brasil ,no Vogue Square, na Barra da Tijuca foi palco do vernissage da exposição de fotos “Um mergulho nos destinos Turísticos”, de Bayard Do Coutto Boiteux, que conhece 200 países. A exposição,com curadoria de Fátima Simões e Matheus oliveira apresentou 64 fotos de 12 países. Bayard, que já expôs em mais de 8 países e está na sua 13a. exposição, não se considera um fotógrafo mas um amante da Arte de Fotografar. O evento contou com a apresentação do saxofonista uruguaio Daniel Grooves e um coquetel super inovador com até mini pizzas de vários sabores do Lugare Pizzaria. Alguns registros dos convidados que foram prestigiar uma exposição que reflete sensibilidade e respeito. Parte da receita da venda das fotos irá para o projeto social e educacional Uerê. Messias Martins registrou o movimento de convidados. Revista do Villa : por Divulgação Rio
- Lançamento do livro "Iconografia baiana na Coleção Flávia e Frank Abubakir"
Iconografia Baiana na coleção Flávia e Frank Abubakir Organização: Pedro Corrêa do Lago Editora Capivara Obras de arte, mapas e livros raros produzidos entre os séculos XVII e XIX trazem à luz o período de formação do Brasil através dos olhares de viajantes, pintores, exploradores e visitantes São 269 imagens e uma cuidadosa análise desta produção artística, cartográfica e documental nunca antes reunida A maior e mais importante coleção privada do país reunindo a iconografia baiana entre os séculos XVII e XIX chega ao público neste mês de dezembro, em volume publicado pela Capivara, com organização de Pedro Corrêa do Lago. São raros e importantes óleos, uma longa série de aquarelas, sketchbooks , gravuras, livros ilustrados (muitos dos quais existem apenas poucos exemplares no mundo), e alguns dos primeiros mapas do Brasil. O patrocínio é da Unipar através da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal. Primeira capital da colônia (até 1763), Salvador, ponto estratégico no processo de ocupação português, despertou a cobiça de navegadores de outros países. Mesmo antes da chegada da família real portuguesa em 1808 e a abertura dos portos, a Bahia já havia sido visitada por artistas, navegadores e exploradores basicamente holandeses, que reproduziram paisagens e personagens. A partir de 1808, a iconografia cresce, especialmente pelo encanto com as paisagens locais. O recorte escolhido para o livro enfatiza a diversidade de interesses dos artistas estrangeiros pelas terras e populações baianas. Os textos são de autoria de sete historiadores/professores/arquitetos. As apresentações de cada uma das seções trazem textos do professor, historiador e consultor, mestre e doutor em História pela Universidade Federal da Bahia Daniel Rebouças. “Essa é uma obra de grande peso, um marco para iconografia sobre a Bahia e sobre o Brasil de modo geral”, afirma Daniel. Flávia e Frank Abubakir vêm reunindo sua coleção há mais de duas décadas, no desejo de contribuir para a memória, a pesquisa e a preservação da arte que retrata a Bahia, democratizando e ampliando o conhecimento sobre o Brasil e as terras alcançadas pelos portugueses em sua pioneira globalização. O Instituto Flávia Abubakir soma mais de 50 mil itens, a maioria dos quais com acesso digital pelo site Instituto Flávia Abubakir ( institutoflaviaabubakir.org ) que disponibiliza o acervo para consulta. Alguns destaques Entre os documentos bibliográficos referenciais estão, por exemplo, o livro Jornada dos Vassalos – narrando a reconquista de Salvador aos holandeses, em 1625, escrita pelo jesuíta português Bartolomeu Guerrero; o clássico Rerum per Octennium in Brasilia , de Caspar Barlaeus – conhecido como “o Barléu” - e a primeira edição inglesa do famoso livro sobre piratas de Alexandre Olivier Exquemelin (c.1645 – c.1707), com o curioso retrato de Rocky Brasiliano, pirata holandês que atuou como corsário na Bahia. Das raridades cartográficas da coleção destaca-se o mapa elaborado por Joos Coecke, engenheiro holandês, durante a ocupação de 1624. Os holandeses tomaram Salvador por um ano, até serem expulsos pelos portugueses. Esse mapa tem impressionante precisão, a ponto de corresponder à cartografia atual da cidade. Na mesma seção, o grande mapa de parede de Georg Marcgraf, de 1647, na sequência da ocupação de Pernambuco por Mauricio de Nassau – uma peça de grandes dimensões que mostra o Nordeste brasileiro, com vinhetas de Frans Post. A coleção de óleos tem telas especialmente importantes de Righini, Selleny, Grenier e Moreaux, entre outros pintores. São 22 exemplares apresentados, alguns fazendo par complementar com telas do acervo do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu de Arte da Bahia. “Os desenhos, guaches e aquarelas foram as principais formas de registro visual dos viajantes que passaram pelo Brasil, sobretudo no século XIX”, aponta Daniel Rebouças. Dentre as aquarelas, destacam-se exemplares de cenas panorâmicas de Manley Hall Dixon e os belos e detalhados retratos da vida urbana de Salvador por William Smyth – ambos, integrantes da Marinha inglesa de passagem pelo país. Desenhos e esboços, tanto independentes quanto inseridos em livros e sketchbooks , trazem inclusive informações sobre costumes – tal como a planta de um casarão do século XIX. As gravuras são o maior grupo de imagens do livro, desde as obras ligadas à época dos holandeses até o trabalho dos viajantes Carl von Martius, Rugendas e Maria Graham, sobre a Bahia oitocentista. Há ainda diversas obras, em vários suportes, baseadas em fotografias, cujos originais são exibidos na mesma página – a arte fotográfica estava em ascensão no século XIX. Iconografia baiana na Coleção Flávia e Frank Abubakir estabelece um novo patamar de conhecimento e apreciação deste importante recorte da produção artística no Brasil - que, de fato, é crucial para compreender o período e os elementos de formação do país. Organizador Pedro Corrêa do Lago, economista de formação, é editor, autor de vinte livros sobre a arte e a cultura brasileiras e sobre manuscritos, historiador, colecionador, curador de importantes exposições no país e no exterior, com atuação destacada na história da arte. Formou aquela que é considerada a maior coleção privada de manuscritos do mundo. Em 2001, fundou com sua esposa, Bia Corrêa do Lago, a editora Capivara, especializada em arte brasileira, que publicou os primeiros levantamentos completos das obras dos maiores pintores viajantes. Foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional de 2003 a 2005, lançando a Revista de História da instituição. Em 2022, publicou, pela Gallimard, na França, o livro Marcel Proust: une vie de lettres et d’images (premiado no país do escritor) e apresentou a exposição A magia do manuscrito no Sesc Avenida Paulista, depois da mostra na Morgan Library, de Nova York, em 2018, com livro homônimo publicado pela Taschen. Iconografia baiana na Coleção Flávia e Frank Abubakir Organização: Pedro Corrêa do Lago – Editora Capivara Autores: Daniel Rebouças e Pablo Magalhães (também colaboradores associados ao Instituto Flávia Abubakir), Dilson Midlej , Francisco Senna, João Dannemann , Rafael Dantas e Sávio Queiroz Lima Diretora do Instituto Flávia Abubakir: Ângela Ferreira Projeto gráfico: Calixto Comporte Páginas: 320 / Formato: 27 x 31 cm / Encadernação: capa dura Idioma: português / ISBN: 978-65-88610-14-5 Preço sugerido: R$ 195 Alex Varela
- Entrevista: Claudia Saldanha, diretora do Paço Imperial
Entrevista com Cláudia Werneck Saldanha, diretora do Paço Imperial, um dos maiores centro cultural da cidade. 1- Há 10 anos você assumiu a direção do Paço Imperial, um dos mais prestigiados espaços culturais do Rio de Janeiro. Quais foram os principais desafios ao longo desse percurso? Os desafios são sempre relacionados aos investimentos para a conservação e preservação do monumento histórico e também para a programação de exposições, seminários e outras atividades. Os investimentos do Iphan são majoritariamente destinados à conservação e manutenção. Mas faltam investimentos para a manutenção de uma programação de qualidade do centro cultural. 2 - Poderia citar três das principais conquistas obtidas? O reconhecimento do centro cultural como importante polo de difusão e debate com uma programação contínua; A parceria com universidades e escolas de arte na promoção de seminários, palestras e exposições dos programas de artes visuais e história da arte; A implementação de um programa educativo para receber escolas e outros grupos. 3- Como funciona o processo de seleção das mostras exibidas pelo Paço Imperial? Existe chamada de edital público? Hoje não há edital porque não há investimentos suficientes para direcionar para tal projeto. Um Conselho de Programação formado por artistas, professores e gestores faz a indicação dos projetos de interesse para o Paço. A programação é definida pela equipe e pela direção do Paço a partir da disponibilidade de espaço. 4- Em sua gestão, quais os tipos de exposições que foram priorizadas? Buscamos uma programação que contemple tanto as exposições monográficas como as coletivas, de artistas de relevância e também daqueles que iniciaram suas trajetórias há pouco tempo. Buscamos também exposições que trazem à luz a obra de artistas que por alguma razão deixaram de mostrar sua obra. 5- Quais são os referenciais artísticos que norteiam seu trabalho? Não há referências artísticas, mas sim de relevância para a cena artística e cultural. 6- Você, que também já teve experiencia de direçao em outras instituições ligadas a arte, como o Parque Lage, por exemplo, poderia nos falar sobre como o poder publico apoia os museus e centros culturais do Rio de Janeiro? Gostaria também que citasse algumas das ações que considere valiosas para as instituições. Como gestora tive uma ótima experiência na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Fui também curadora do MAC de Niterói e diretora do RioArte e do Espaço Cultural Sérgio Porto. Todas essas instituições são públicas: do Estado, do município de Niterói e do município do Rio. Os desafios são enormes e por essa razão estimulam meu trabalho. 7- Pode nos revelar seus planos para os próximos anos no Paço Imperial? Em 2025 o Paço Imperial completará 40 anos de existência. Vamos criar uma programação especial com várias mostras, seminários e debates ao longo do ano. Pretendemos também publicar um livro sobre os 40 anos deste importante centro cultural. Estamos com uma importante parceria com o Instituto Pedra que vai nos ajudar a encontrar soluções para uma série de adequações do espaço físico do edifício histórico para atender a demanda de público de visitantes a cada dia maior. O Paço vai continuar aberto, mas faremos algumas obras necessárias para atender as mostras de grande porte. 8- Qual é o orçamento do Paço para as exposições? Não há orçamento para exposições. Contamos sempre com a parceria dos artistas, colecionadores, galeristas, universidades e institutos culturais. Fotos :Marco Rodrigues Chico Vartuli










