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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

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  • Perfil: Van Furlanetti

    Van Furlanetti, um dos maiores atores teatrais da atualidade, conta pequenos detalhes sobre o despertar do seu grande talento nos sonhos infantis e sua jornada artística até os dias atuais.      O ator Van Furlanetti, na década de 90, resolveu mudar-se para São Paulo onde estudou e se formou em Artes Cênicas. Ele já havia atuado em peças infantis na infância e adolescência, onde de fato tudo começou com a peça infantil “Branca de Neve e os 7 Anões”, projeto desenvolvido na escola Walter Carrer sob a direção da professora Delcira Furlan.   Outras mulheres importantes na vida de Furlanetti foram: Lucila Pugliesi e Clara suas grandes mestres, mentoras e incentivadoras na trajetória teatral. No Walter Carrer, já aos 9 aninhos, ganhou  um concurso de poesia. E desde então, Van nunca mais deixou de criar seus personagens em suas próprias histórias criativas que, por ter uma infância solitária, facilitava em muito a criação de seu próprio universo lúdico.   Aos 16 anos o Ator Van Furlanetti decidiu se profissionalizar, já que sempre soube que queria ser ator e não gostava das matérias escolares da época, e então depois de adulto, percebeu o quanto todas essas disciplinas foram cruciais para seu desenvolvimento intelectual, cultural e artístico.   Durante esses anos de difíceis decisões e buscando realizar seus sonhos, foi parar no Colégio William Shakespeare, porque nessa época do ano de 1997, era a única escola técnica em Artes Cênicas do Brasil. No entanto, sem dinheiro e sem querer cursar o colegial normal, a escola William Shakespeare foi uma oportunidade que surgiu em sua vida, mas o grande problema era que o Colégio sendo particular, havia mensalidades. Com muita persistência, coragem e foco, Van Furlanetti conseguiu metade da bolsa de estudos através de uma conversa com a Diretoria de Cultura. Além disso, arrecadou no comércio de São Manuel o dinheiro necessário para pagar as primeiras mensalidades.   Ao desembarcar na grande São Paulo, só com a vontade de estudar e com seu sonho projetado na mente, percebeu que não tinha onde dormir, comer... então se deu conta que dificuldades maiores estavam por vir. Contudo, a sorte se fez presente em sua caminhada e acabou conseguido uma bolsa integral de Leda Vilella, dona da escola. Nesse período o ator foi morar na casa de sua amiga, a atriz Anna Carolina Bispo, por quem tem um amor incondicional e eterna gratidão.   Van Furlanetti é um ator que, por sua história pessoal, por si dó daria o roteiro de um filme sobre determinação e força de vontade. João Sousa

  • “Cabral – o desconhecido” desembarca no Brasil pelas mãos do escritor João Morgado

    O premiado escritor português João Morgado estará de visita ao Brasil para uma série de eventos que marcarão o lançamento da sua obra mais recente: "CABRAL - O Desconhecido". A visita, programada para o período de 22 de março a 7 de abril, passa pelo Rio de Janeiro, Macaé, São Paulo, Porto Alegre, Canoas e Florianópolis. Terá ainda uma passagem pelo Uruguai, por Montevideu e Punta del Este. No Rio de Janeiro, sexta-feira, 22 de março, pelas 15h, o autor estará na Biblioteca da Marinha do Rio de Janeiro, numa cerimónia em conjunto com a Academia Luso-Brasileira de Letras, que o empossará como académico correspondente. Às 19h, estará presente na Casa do Minho, como convidado especial das comemorações do centenário desta instituição, uma iniciativa que prevê a participação de autoridades do Brasil e de Portugal, como membros das autarquias de Viana do Castelo e de Braga, além do embaixador de Portugal no Brasil, Luís Faro Ramos. No dia seguinte, sábado, 23, visitará oficialmente o Real Gabinete de Leitura. No dia 26 de março, terça-feira, pelas 18h, apresentará o livro no Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, no Palácio São Clemente, na presença oficial da Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, a embaixadora Gabriela de Albergaria. Já em São Paulo, dia 27 de março, quarta-feira, será recebido na Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística e, no dia 28, estará presente no tradicional “Almoço das Quintas” na Casa de Portugal. Mais tarde, às 18h, apresenta o livro no Salão Saramago da mesma instituição. João Morgado deverá passar a Páscoa junto da Comunidade Portuguesa de Montevidéu. Dia 30 de março será recebido pelo embaixador de Portugal no país, João Pedro Antunes, e, pelas 15h, falará dos 500 anos do Nascimento de Camões na Casa de Portugal de Montevideo. Além do seu livro “Cielo del Mar” (Em Espanhol), apresentará ainda a obra “O Pássaro dos Segredos”, sobre o “25 de Abril”, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. Domingo de Páscoa estará de visita a Punta del Este, onde falará na sede da “Liga de Punta del Este, Fomento y Turismo”. Em Porto Alegre, no dia 1 de abril, segunda-feira, tem agendada uma participação num jantar palestra promovido pelo Conselho das Comunidades Portuguesas, através do Conselho Regional das Américas Central e do Sul (CRACS). Em Canoas, também no Sul do Brasil, a 2 de abril, terça-feira, começa cedo o dia, as sete da manhã, num “Café com Cultura”, a convite da Câmara de Indústria, Comércio de Serviços de Canoas, numa organização conjunta com os Rotary Club de Canoas Industrial. Em Florianópolis, dia 3, pelas 16h, João Morgado apresenta o livro no Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. No dia 4 de abril, o autor estará presente na FIN Brasil - Feira Internacional de Negócios. João Morgado está convidado como presidente da Casa do Brasil - Terras de Cabral, em Portugal, e apresentará também o livro no palco principal da feira. Dia 5 e 6 de abril, João Morgado estará no Brasil em contacto com a comunidade portuguesa, mais precisamente no Rio de Janeiro. “CABRAL - O DESCONHECIDO” A obra em destaque é uma edição brasileira do original "Vera Cruz", que recebeu a "Medalha do Mérito Literário da Ordem Internacional do Mérito do Descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral”, em 2017. "CABRAL" é um romance biográfico que mergulha na vida do navegador que oficializou as terras do atual Brasil para a coroa portuguesa. O livro é resultado de uma extensa pesquisa sobre essa figura histórica tão significativa. A Editora Clube de Autores apresenta a obra "CABRAL", no Brasil. O autor questiona: “o que conhece de Pedro Álvares Cabral, antes e depois de 1500?”. A obra apresenta aspetos pouco conhecidos da vida do navegador, como a sua rivalidade com Vasco da Gama, as suas batalhas nos desertos de África, a liderança e humanismo em Terras de Vera Cruz em contraste com o seu perfil bélico que levou à destruição de uma cidade nas Índias, e ainda o arrependimento dos feitos ao virar as costas ao rei. João Morgado, além de escritor, é presidente da Casa do Brasil - Terras de Cabral, em Belmonte, Portugal. O seu trabalho de investigação sobre Pedro Álvares Cabral tem sido amplamente reconhecido, sendo agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cívico e Cultural pela República Federativa do Brasil. O autor também recebeu o Troféu "Cristo Redentor" da Academia de Letras e Artes de Paranapuã, no Rio de Janeiro, em reconhecimento ao seu empenho na promoção da rica cultura luso-brasileira.  A sua participação em instituições como o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e a Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina demonstra o seu compromisso com a preservação e divulgação da história e cultura. No Rio de Janeiro, será recebido como académico da Academia Luso-Brasileira de Letras. João Morgado recebeu os seguintes prémios literários: Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca 2020 :: Prémio Literário Ferreira de Castro 2019 :: Prémio "Medalha do Mérito Literário da Ordem Internacional do Mérito do Descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral”, 2017 :: Prémio Literário António Gaspar Serrano, 2016 :: Prémio Nacional de Literatura LIONS 2015 :: Prémio Literário de Poesia Arandis - Manuel Neto dos Santos, 2015 :: Prémio Literário Fundação Dr. Luís Rainha Correntes d’ Escritas, 2015 :: Prémio Literário António Alçada Baptista 2014 :: Prémio Literário Virgílio Ferreira 2012. O trabalho do autor pode ser conhecido em: www.joaomorgado.net Ígor Lopes

  • Iluminações Poéticas: Arte do Reino saudita no Paço Imperial

    A primeira coletiva itinerante de arte contemporânea saudita  inicia su a jornada mundial no Paço Imperial, Rio de Janeiro, a partir de 13 de novembro. A mostra, que no Brasil terá o nome de Iluminações Poéticas ,  traz à luz a história da Arábia Saudita tecida em termos artísticos e enriquecida pelas questões do presente. Imagens neste link: https://www.dropbox.com/scl/fo/lzshnfsxfwl8ueweaswd7/ABarh4_3RfDgmIzs1FS4OUg?rlkey=t7gtw7vgkgghz47z1odvylfks&st=co5f680f&dl=0 A exposição apresenta ao público brasileiro trabalhos de alguns dos artistas contemporâneos mais representativos da Arábia Saudita, de modo a impulsionar um entendimento mais global sobre a evolução do panorama artístico no Reino saudita. Após sua estreia no Brasil, a mostra fará uma turnê mundial, que começa em 2025, no Museu Nacional da China, em Beijing.   “É possível nos aproximarmos de uma cultura específica através de uma exposição de arte contemporânea? De que maneira as artes visuais contribuem para a reconfiguração das narrativas que construímos a respeito da sociedade, da memória, do passado e do presente?” É na convergência dessas duas questões que se encontra a raiz da exposição, explica a curadora da mostra Iluminações Poéticas , Diana Wechsler.   – Por meio de uma seleção de artistas e obras, a mostra procura aprofundar-se nestes aspectos, presumindo que a matéria da arte – em termos conceituais – é a iluminação poética , aqui entendida como sua capacidade de iluminar, simbolicamente, aspectos do mundo e das realidades que habitamos, incluindo aqueles que fazem parte de nosso passado e também de nossos sonhos, anseios e fantasias  – destaca a curadora.   Simbolismo, história, memória e tradição cultural   As 25 obras de 17 artistas sauditas, reunidas no Paço Imperial, têm profundas raízes na história, na simbologia, na memória e na tradição cultural do país – além de questões que envolvem consciência ambiental, origens e identidade. A diversidade de estratégias visuais e materiais, somadas à visão particular de cada artista, moldam uma cultura visual contemporânea e complexa, que reflete uma matriz cultural comum.   Deste rico conjunto emergem dois vetores principais: o primeiro é o deserto , como definição de espaço, infinito e vida; o segundo é a singularidade  da tradição cultural , assim como o desenvolvimento de uma cultura visual própria, que envolve passados e presentes distintos.   - Neste rico emaranhado de inquietudes, a cultura da Arábia Saudita é tecida em termos artísticos e se enriquece a partir das perguntas do presente” , reafirma a curadora Diana Wechsler.  - “Além de explorar os dois núcleos temáticos, é importante atentar para as interseções que surgem entre eles. Boa parte do interesse e dos atrativos da exposição residem, justamente, em perceber e captar esses diálogos” , garante.   O poder da arte   Para Mona Khazindar, conselheira do Ministério da Cultura da Arábia Saudita, a arte tem o poder de unir pessoas e culturas. “A mostra é um exemplo dessa missão, uma vez que se coloca não apenas como testemunho do incrível talento dos artistas contemporâneos sauditas – destaca. – Ao inaugurar a turnê da mostra itinerante no Rio de Janeiro, nosso objetivo é impulsionar o diálogo entre culturas e o entendimento por meio da arte  – destaca. – Além disso, a mostra lança uma plataforma por meio da qual os artistas podem compartilhar suas histórias e perspectivas com o mundo inteiro – frisa.   À medida que o Reino avança numa jornada de transformação cultural sem precedentes, a mostra Arte do Reino | Iluminações Poéticas oferece uma oportunidade rara para que o público explore os caminhos pelos quais a arte contemporânea saudita contribui para dar forma a novas narrativas culturais.   Por dentro da mostra: algumas obras   O percurso expositivo tem início logo na entrada do Paço Imperial, com a obra de Muhannad Shono , The Ground Day Breaks  (2024), uma grande instalação de areia que ocupa o pátio interno da instituição.   ”Tudo deriva do grão e acaba voltando para ele” , diz Muhannad Shono, que frequentemente escolhe a areia como material para suas obras. Nesse caso, é areia de fundição, do tipo usado para moldar objetos. Seu uso expira com o tempo. O círculo como forma infinita, no sentido de que não tem começo nem fim, encontra o seu limite em seu projeto criativo: se abre e se expande; a areia com que trabalha envelhece; e, apesar da operação de recuperação, tende a desbotar. Como metáfora do desenvolvimento das sociedades ao longo do tempo e do planeta, em termos ambientais, Shono situa esta poderosa, mas frágil, instalação no espaço do Paço imperial, submetendo-a à observação de quem a rodeia e a explora com as suas próprias questões existenciais.   O trabalho Arabi Gharbi (0) (2022), de Nasser Al Salem , recebe os visitantes no primeiro andar, onde a exposição ocupa todas as salas. A obra, em neon, descreve a beleza do gesto caligráfico; e, mesmo para quem não conhece a língua, começa a revelar seu segredo, pois o que é visto varia quando um dos pontos que completam o significado liga e desliga alternadamente. A princípio lê-se Arabi , sem o ponto; e depois, Gharbi , quando o ponto aparece ligado. Assim, com muita sutileza, Nasser Al-Salem apresenta a distância entre a escrita da palavra árabe (Arabi) e a da palavra que denomina o que não é árabe (Gharbi): uma escrita quase idêntica que remete a significados opostos, em termos de pertencimento ou não para uma cultura.   A obra de Nasser Al Salem estabelece a distância cultural e, ao mesmo tempo, a convergência de recursos visuais e operações simbólicas que serão reveladas, como iluminações poéticas , ao longo do percurso. Por isso, ela também foi escolhida para encerrar o trajeto, com a certeza de que o trânsito pelas salas deixou uma marca, e rever a obra ao final iluminará outros sentidos, possivelmente enriquecidos, no que diz respeito ao primeiro encontro com ela.   O Vídeo de  Ahaad Alamoudi , “Niun”  (2018) arquiva e estuda o momento de mudança da Arábia Saudita, questiona a existência do presente e chora sua perda. Segundo o artista, ”o país vive uma fase de ressurreição, na qual uma nova visão do futuro foi ativada: a Visão 2030 . Tudo, desde o setor privado até o público, vem sendo afetado; e o país como um todo está se movimentando em direção a este novo conjunto de metas. Ao questionar o complexo processo de mudança – o que se perdeu e o que se ganhou em função desse movimento –, podemos começar a definir a transparência dessas mudanças ideológicas que estão acontecendo dentro do reino. Para quem são essas mudanças? E como a natureza destas mudanças impostas começa a definir quem somos nós, enquanto nação?” , ressalta.   Dois exemplos desses questionamentos podem ser observados, entre outros, nas obras de Ayman Zedani e Filwa Nazer.   Na Instalação têxtil Five Women  (2021), de  Filwa Nazer , o foco está nas identidades emocionais e psicológicas, em conexão com diversos contextos sociais, com um comprometimento de gênero em sua base. A artista trabalha com têxteis como um material que conecta corpos e espaços.  Já Ayman Zedani , no filme experimental The Return of the Old Ones  (2020), propõe uma perspectiva poética a partir de uma entidade não-humana. Escrito de forma colaborativa, pelo autor e pela pesquisadora e escritora independente Saira Ansari, o diálogo mistura informações factuais e uma narrativa de ficção científica para explorar a história do petróleo por meio da vida, morte e ressurreição de um antigo fungo gigante, conhecido como Prototaxites , cujos remanescentes preservados têm sido encontrados somente na Arábia Saudita e nos Estados Unidos. Completam o percurso da mostra as obras de Lina Gazzaz, Ahmed Mater, ShadiaAlem,  Ahmad Angawi, Moat Alofi, Emy Kat (Mohamed AlKhatib), Manal Aldowayan, Ayman Yossri Daydban, Ahaad Alamoudi, Daniah Alsaleh, Basmah Felembah, Sarah Brahim  e Faisal Samra. Segundo a curadora Diana Weschler, “todos os artistas se encontram no mesmo ponto, em termos de pesquisa e do questionamento de seu ambiente cultural. A partir daí, tentam entender o modo como estão vivendo e como o seu ambiente foi construído, tanto em termos culturais quanto naturais” .   Sobre o Ministério da Cultura e a Comissão Saudita de Museus   A Arábia Saudita possui um vasto histórico de arte e de cultura. O Ministério da Cultura está desenvolvendo a economia da cultura da Arábia Saudita, de modo a enriquecer a vida do Reino. Supervisiona 11 comissões de setores específicos e vem liderando uma transformação cultural, de modo a desenvolver um abundante ecossistema que alimenta a criatividade, destrava o potencial econômico do setor e libera novas e inspiradoras formas de expressão.   A Comissão de Museus é a instituição líder no setor de museus do Reino. Preserva e promove a rica herança cultural da Nação para as gerações futuras – ao mesmo tempo em que alimenta a cena criativa e incentiva novas formas de expressão artística na Arábia Saudita. Ao criar e operar seus museus em linha com as melhores práticas internacionais, oferece e incentiva a experiência do museu em si, além de promover uma jornada de aprendizado e educação, com engajamento cultural e social, atraindo tanto o público local quanto os turistas internos e internacionais.   Serviço   Iluminações Poéticas Abertura:  13 de novembro, das 14h às 19h Paço Imperial  - Praça Quinze de Novembro, 48, Centro, Rio de Janeiro/RJ 55 21 2215 2093 Entrada gratuita Dias/Horários: terça a domingo e feriados, das 12h às 18h Período de visitação: de 13/11/2024 a 12/01/2025   Assessoria de Imprensa Meio e Imagem Comunicação Ana Ligia Petrone: (21) 99985-7744 Maurette Brandt: (21) 98257-4168 Vera Matagueira: (21) 3807-6497 | 97326-6868 meioeimagem@gmail.com

  • Entrevista: Antônio Neves da Rocha

    Meu convidado de hoje é simplesmente Antônio Neves da Rocha, um dos maiores decoradores de festa do Brasil! 1. Ao longo de sua carreira, como você desenvolveu uma assinatura estética que se tornou reconhecida no mercado de festas de alto padrão? Bem, não é fácil falar de si mesmo, algum talento há que se ter, mas muita tenacidade e prazer no que faz é fundamental. Amor pelo que se faz facilita muito!!! 2. Qual foi o evento mais desafiador que você já decorou, e como você transformou esse desafio em uma experiência memorável para o cliente? Foram tantos momentos de superação.   Vencer momentos delicados e altamente compensador,locais complicados, problemas com clima, distâncias e prazos apertados, sempre complicam tudo, mas um profissional consegue superar tudo e no final de tudo nos sentimos estimulados. Encantar o cliente é uma necessidade é uma grande recompensa. 3. Em um segmento onde o requinte e a exclusividade são primordiais, como você se mantém inspirado para criar cenários únicos e inovadores em cada projeto? Cultura em geral! Muita arte, viagens ,exposições , museus, arquitetura. Tudo ajuda, renova e abre novos horizontes! Já rodei o mundo, mas o Brasil me inspira demais. 4. Quais elementos ou detalhes você considera indispensáveis em uma festa de alto padrão para criar uma atmosfera verdadeiramente inesquecível? Tudo contribui. Mas eu diria que sem uma boa iluminação fica difícil. A luz tem o poder de valorizar o bom e amenizar o que não vale a pena 5. Como você concilia suas próprias preferências estéticas com os desejos específicos de seus clientes, garantindo que ambos os lados fiquem satisfeitos com o resultado final?   Empatia, prazer, paciência e uma bela dose de psicologia resolvem tudo. 6. A demanda por sustentabilidade e práticas ecológicas tem influenciado suas escolhas na decoração de festas de luxo? Se sim, de que maneira? Sem dúvida reaproveitar materiais, tingir, pintar, rebordar recortar e por aí vai. Eu tenho sempre que estar me vigiando. Sou novidadeiro demais. Mas tenho melhorado. 7. Você tem uma filosofia ou mantra pessoal que guia suas decisões criativas e profissionais no planejamento de eventos? Sou um a pessoa de muita fé, respeito e tenho muita curiosidade com  todas as religiões, mas sou muito católico, apesar de não ser tão dedicado, acredito muito e recorro a ela. 8. Fora do mundo das festas e eventos, onde você busca inspiração para se manter criativamente afiado e trazer novas ideias ao seu trabalho? Tudo que é bom! Uma boa opera, um ótimo filme, teatro.  Até boa música me renova. Outro dia fui a um lindo concerto. Saí de lá renovado e com  ideias lindas. Tudo se comunica: Visão, audição, cérebro e coração. Chico Vartuli

  • Desenvolvimento da Hotelaria Baiana – Parte 2

    Os anos 1970, foram cruciais no desenvolvimento da hotelaria baiana padrão Internacional. Além dos grandes ícones da hotelaria baiana, foi fundada a ABIH Bahia.   A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Seção Bahia (ABIH-BA) foi fundada em 1970. A entidade foi criada para reunir e representar os interesses do turismo e da hotelaria da Bahia, em um órgão de classe.   A ABIH-BA é uma entidade empresarial associativa sem fins lucrativos. A sua missão é guiar, proteger e fortalecer os interesses da hotelaria baiana, atuando como um órgão técnico e consultivo.   Foi também nos anos 70, mais precisamente em 1975 que foi inaugurado um ícone da hotelaria baiana. Situado em uma localização estratégica no bairro de Ondina e um majestoso terreno de mais de 27 mil metros quadrados, O Bahia Othon Palace nasceu como um marco na hotelaria de luxo da cidade. Possuía 12 andares e 280 apartamentos e suítes. Além de seus restaurantes, lojas, Boate e a belíssima piscina localizada sobre as pedras do terreno.   Com vista privilegiada para a orla, o Othon Palace contava também com um gigantesco centro de convenções. “O Bahia Othon Palace era um dos hotéis mais icônicos da orla da capital baiana. O lobby do hotel era majestoso e refletia a rica cultura local. O hotel também foi um ponto de vista privilegiado para assistir aos trios do Circuito Dodô durante o carnaval. ” relato de moradores de Ondina, relembram os tempos áureos do Othon...   A história do Bahia Othon vai além da hotelaria. Lá funcionou a famosa Boate Hipopotamus de Ricardo Amaral. Rivalizava com a Regine’s que pertencia à belga Régine Choukroun, no Le Meridien Bahia, também dona de clubes noturnos em São Paulo, Rio de Janeiro, Paris e Nova York. Cheia de amigos internacionais, a europeia foi a responsável pela vinda de Alain Delon ao Brasil. A fama das duas Boates em Salvador era tão grande que repercutia no Rio de Janeiro, São Paulo e até em Paris. E tanto Régine quanto Ricardo Amaral, dono da Hippo, como era conhecida a casa, eram conhecidos como Rainha e Rei da Noite no Brasil.   Dois milhões, duzentos e dez mil, setecentos e sessenta cruzeiros novos. Esse foi o montante pago pela compra do terreno pela empresa Hotéis Othon S/A, cedidos pela prefeitura de Salvador, à época, comandada pelo prefeito Antônio Carlos Peixoto Magalhães, em 1970.   Em 18 de novembro de 2018, o Bahia Othon Palace encerrou suas atividades; motivada por inúmeras crises no setor do turismo Brasileiro, além do surgimento de um novo perfil na hotelaria, contando com hotéis menores, novos meios de administração e concorrendo com outros tipos de hospedagem como AIRBNB.   Vendido por R$ 109 milhões, o prédio onde funcionava o Bahia Othon Palace Hotel, no bairro de Ondina, em Salvador, foi adquirido em leilão privado pela empresa imobiliária Moura Dubeux, porém, o destino será para a construção de um resort de uso misto, com estúdios, quarto e sala, dois quartos, salas comerciais, lojas e restaurantes. Uma grande parte do empreendimento estará voltada para hospedagem, o que contribuirá para o turismo da cidade.    O projeto ainda contemplará um residencial de luxo, que receberá o nome de Mansão Othon, em homenagem ao antigo hotel, e contará com apartamentos com cinco suítes e 500 m². O novo projeto, então, diverge da escritura inicial de compra e venda do imóvel, assinada por ACM no período. Registrado no dia 30 de março de 1970, no 4º Ofício, o documento aponta que "no terreno ora vendido somente poderá ser edificado e explorado um hotel de turismo de classe internacional". "Utilizando-o, exclusivamente, aos fins do hotel", completa a escritura, que formaliza a transferência do terreno da prefeitura para o grupo.    Na atualidade o edifício do antigo Hotel abriga a Casa Cor Bahia - 2024.   A CASACOR Bahia 2024 celebra a sua 30ª edição, que acontece até 06 de novembro.   O local escolhido para receber a mostra não poderia ser mais emblemático: o Othon Palace, que este ano celebra 50 anos de sua inauguração. Com um espaço de 5500 m², o circuito conta com 50 ambientes, entre cabanas, lofts, estúdios, banheiros públicos, lojas, restaurante e café abertos ao público gratuitamente, além de livings, cozinhas, suíte master, home office, sala de jantar, family room, wine bar, entre outros. Uma praça ao ar livre será o local dos diversos eventos.   Na próxima matéria, falaremos do atual desenvolvimento turístico de Salvador!   Fontes : Acervo Bahia Othon Palace Hotel BAHIA TURISMO Casa Cor Bahia Prodetur Nacional André Conrado

  • Exposição "Entre nós" chega ao Paço Imperial, com obras de 20 artistas e coletivos comissionadas pela Bolsa ZUM/IMS

    Idealizada pelo Instituto Moreira Salles, a mostra abre no dia 13 de novembro, no Paço Imperial (RJ). A coletiva reúne trabalhos em fotografia, vídeo e instalação, entre outros suportes, que tratam de temas como ancestralidade, fluxos migratórios e os desafios ambientais                                 Depois de ser exibida em São Paulo – onde esteve no Edifício Copan, numa parceria com o Pivô – a mostra Entre Nós  abre   no Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro, no dia 13 de novembro.  Entre Nós   apresenta  trabalhos de 20 artistas e coletivos produzidos   entre 2013 e 2023,   com apoio  da Bolsa ZUM/IMS . C riada pela Revista ZUM, do Instituto Moreira Salles, a bols a tem o objetivo de incentivar a produção artística contemporânea.  (saiba mais abaixo)   Participam da mostra: Aleta Valente, Aline Motta, Bárbara Wagner, Castiel Vitorino Brasileiro, Coletivo Garapa, Coletivo Trëma, Dias & Riedweg, Dora Longo Bahia, Eustáquio Neves, Glicéria Tupinambá, Helena Martins-Costa, Igi Ayedun, João Castilho, Letícia Ramos, Rafael Bqueer, Sofia Borges, Tatewaki Nio, Tiago Sant´Ana, Val Souza e Vijai Patchineelam .   A curadoria é de Thyago Nogueira, coordenador da área de arte contemporânea do IMS, Daniele Queiroz, curadora do IMS, e Ângelo Manjabosco, pesquisador do IMS. As obras da exposição, muitas delas inéditas, pertencem à coleção de arte contemporânea do Instituto Moreira Salles.   São cerca de 200 trabalhos , incluindo fotografias, vídeos e instalações, entre outros suportes.  As obras tratam de temas urgentes e atuais , como os fluxos migratórios, a ancestralidade,  os desafios ambientais, a restituição de patrimônio, a história da escravização e seus efeitos no Brasil contemporâneo. Tratam ainda de questões associadas à linguagem artística e à expansão do campo da imagem.   A curadoria comenta o processo de concepção da mostra: “Criar uma exposição com obras produzidas ao longo de dez anos é uma oportunidade para rever as utopias e distopias que atravessam a produção artística deste período tão conturbado. Reunidas, estas obras mostram a variedade, a originalidade e a potência da produção contemporânea brasileira; mostram também a lucidez dos artistas sobre o papel que desempenham na construção e reconstrução do país”. Ainda sobre o título da coletiva, comenta: “ Entre nós  remete às relações de confiança e cumplicidade que servem de base a qualquer criação artística. Aponta também aos nós e às tramas que conectam estes trabalhos, feitos em contextos e tempos tão diferentes.”   SOBRE A BOLSA Desde 2013, a Bolsa ZUM/IMS premia anualmente dois projetos inéditos, elaborados por artistas e coletivos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil. O objetivo é apoiar e incentivar artistas a aprofundarem sua produção visual, nas mais variadas vertentes, temas e suportes. Os projetos inscritos devem ser inéditos, sem restrição de tema, perfil ou suporte. As pessoas contempladas recebem uma bolsa, atualmente no valor de R$ 80 mil, para o desenvolvimento das obras. O resultado final do projeto, ou parte dele, é incorporado à coleção de arte contemporânea do IMS.   SOBRE AS OBRAS EXIBIDAS   Avenida Brasil 24h , Aleta Valente (Rio de Janeiro/RJ, 1986) Contemplada com a Bolsa de 2019   Aleta Valente estreia como diretora, apresentadora e personagem, neste documentário sobre a famosa Avenida Brasil. A artista trata das relações entre o corpo e a cidade, ao longo da via expressa mais importante da cidade do Rio de Janeiro.   A água é uma máquina do tempo , Aline Motta | (Niterói, RJ, 1974) Contemplada com a Bolsa de 2018    A niteroiense Aline Motta une audiovisual, fotografia e texto em um livro de artista, para tratar de relações familiares e, ao mesmo tempo, coletivas. A artista apresenta seu projeto de longa duração A água é uma máquina do tempo , que contou com o apoio da Bolsa ZUM/IMS, para tratar dos apagamentos e das memórias que acompanham as travessias atlânticas de pessoas e famílias negras.   Mestres de cerimônia , Bárbara Wagner  | (Brasília, 1980) Contemplada com a Bolsa de 2015   Bárbara Wagner estuda manifestações populares ligadas principalmente à música e à dança. Desenvolvido em parceria com as produtoras Pro Rec e KL, a obra apresenta uma série de fotografias feitas durante as gravações de videoclipes de brega-funk no Recife e de funk ostentação em São Paulo.   A anatomia da água: Livro 1 , Castiel Vitorino Brasileiro  | (Vitória, ES, 1996) Contemplada com a Bolsa de 2021    Artista, escritora e psicóloga clínica, Castiel lida com conceitos da ontologia Bantu e assume a cura como um momento de liberdade, através de noções sobre espiritualidade e ancestralidade.  Seu livro de artista, produzido com a colaboração da artista maranhense Gê Viana, é composto de fotos, textos, desenhos e outras intervenções; narra a experiência de um corpo que se desloca não mais pela necessidade de fuga ou como resposta à violência, mas impulsionado por sinais de liberdade.   Postais para Charles Lynch , Coletivo Garapa  | (São Paulo, SP, 2008) Contemplado com a Bolsa de 2014  No livro de artista Postais para Charles Lynch , o Coletivo Garapa – formado pelos jornalistas e artistas visuais Leo Caobelli, Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes – discute a representação visual do linchamento no Brasil contemporâneo, a partir de um episódio de violência acontecido no Rio de Janeiro em 2014.   Memento , Coletivo Trëma  | (São Paulo, SP, 2013) Contemplado com a Bolsa de 2015   Em Memento , o Coletivo Trëma – formado pelos fotógrafos Felipe Redondo, Gabo Morales, Leonardo Soares e Rodrigo Capote, e dedicado à fotografia documental e editorial – cria fotografias a partir de memórias dos imigrantes Dany Vásquez, da Colômbia, e Theresa Senga, de Angola, que chegaram ao Brasil e aqui vivem.   Casulo/Palco, Dias & Riedweg  | (Brasil-Suíça, 1993) Contemplado com a Bolsa de 2018   A dupla Dias & Riedweg, formada em 1993 por Maurício Dias (Brasil) e Walter Riedweg (Suíça) participou da Bienais de Veneza (1999), de São Paulo (2002) e da Documenta 12 em Kassel (2017). Há alguns anos, os artistas vêm desenvolvendo trabalhos sobre o universo psiquiátrico; é o caso da instalação audiovisual Casulo/palco , que registra o cotidiano de um grupo de pacientes do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, com o objetivo de tornar visível o território designado à loucura e às novas formas de clausura a que esses pacientes são submetidos durante o tratamento psiquiátrico.   Brasil x Argentina (Amazônia e Patagônia), Dora Longo Bahia  | (São Paulo/SP, 1961) Contemplada com a Bolsa de 2016    A videoinstalação Brasil x Argentina exibe os efeitos do aquecimento global e das políticas ambientais dos dois países, na Amazônia e na Patagônia. Questão recorrente no trabalho da artista – que é Doutora em Poéticas Visuais pela ECA/USP e tem pós-doutorado em Filosofia pela FFLCH/USP –, a obra põe em evidência a violência na forma de degeneração ambiental, como consequência de um sistema econômico e social insustentável.   Retrato falado , Eustáquio Neves | (Juatuba/MG, 1955) Contemplado com a Bolsa de 2019    Químico de formação e fotógrafo autodidata, Eustáquio Neves desenvolve um trabalho marcado pela manipulação e pela intervenção em negativos e cópias, que aborda a identidade e a memória de pessoas afrodescendentes no Brasil. No projeto Retrato falado , o artista parte de descrições de parentes, de semelhanças de família e de recursos analógicos e digitais de manipulação fotográfica para reconstruir, em objetos fotográficos, o retrato do avô que não conheceu – e de quem não existe nenhuma imagem nos álbuns da família.   Nós somos pássaros que andam , Glicéria Tupinambá  (com Mariana Lacerda e Patrícia Cornils) | (Terra Indígena Tupinambá de Olivença/BA, 1982) Contemplada com a Bolsa de 2022   No filme Nós somos pássaros que andam , a artista e professora Glicéria Tupinambá – também conhecida como Célia Tupinambá – narra sua missão de recuperar, material e culturalmente, a tradição dos mantos tupinambá. O resgate desses mantos foi realizado na Terra Indígena Tupinambá, no sul da Bahia, a partir de imagens de museus europeus, que hoje guardam os únicos exemplares disponíveis desses mantos sagrados. Graças ao trabalho da artista, a Noruega devolveu recentemente um desses mantos ao Brasil, para integrar o acervo do Museu Nacional. O filme conta com o apoio da cineasta Mariana Lacerda e da jornalista Patrícia Cornils.   Desvio , Helena Martins-Costa  | (Porto Alegre/RS, 1969) Contemplada com a Bolsa de 2014  Artista visual, bacharel em fotografia pelo Instituto de Artes da UFRGS e mestra em Poéticas Visuais pela ECA/USP, Helena Martins-Costa apresenta, em Desvio , fotografias de pessoas desconhecidas – resgatadas em sebos, feiras de antiguidades e coleções particulares – para identificar tipologias e questionar os sistemas ópticos dos equipamentos fotográficos.   Eclosão de um sonho, uma fantasia , Igi Ayedun | (São Paulo/SP, 1990) Contemplada com a Bolsa de 2022   Artista autodidata, diretora e fundadora da galeria/residência HOA e do MJOURNAL, Igi Ayedun trabalha com pintura, desenho, texto, vídeo, imagens em 3D, fotografia e som. Em Eclosão de um sonho , uma fantasia, Igi apresenta imagens criadas artificialmente por programas de Inteligência Artificial e de interpretação de impulsos cerebrais, como formas de superar o limite óptico das câmeras fotográficas ou mesmo do sistema ocular.   Zoo , João Castilho  | (Belo Horizonte/MG, 1978) Contemplado com a Bolsa de 2013   João Castilho é artista visual; trabalha com fotografia, vídeo e instalação. Recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia em 2010 e o Prêmio Conrado Wessel de Arte, em 2008. Em Zoo, Castilho fotografa diversos animais selvagens e silvestres em ambientes domésticos, com a intenção de “discutir as questões em torno da animalidade e abrir uma porta para a investigação do que chamei de mistério humano”  – afirma.   Microfilme , Letícia Ramos  | (Santo Antônio da Patrulha/RS, 1976) Contemplada com a Bolsa de 2013   Artista e videomaker, Letícia tem como foco de investigação artística a criação de aparatos fotográficos próprios para captação e reconstrução de imagens – e para a criação de ficções com tais aparatos. No projeto Microfilme , a artista registra uma viagem de exploração a um local ermo, construindo evidências paleontológicas a partir de ampliações panorâmicas feitas com microfilmes e polaroides.   Themônias , Rafael Bqueer  | (Belém/PA, 1992) Contemplado com a Bolsa de 2020    Graduada em Licenciatura e Bacharelado no Curso de Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Rafael Bqueer produziu quatro curtas-metragens estrelados por integrantes do coletivo drag Themônias , formado por mais de 150 pessoas que se montam e se apresentam na cena cultural de Belém. Bqueer é uma das fundadoras do coletivo.   Teatro para o artifício , Sofia Borges | (Ribeirão Preto, SP, 1984) Contemplada com a Bolsa de 2017    Formada em Artes Visuais pela Universidade de São Paulo em 2008, Sofia Borges foi uma das fotógrafas indicadas ao Foam Paul Huf Award, em 2010 e em 2014. Publicou, em 2016, o livro The Swamp [O pântano] . Em Teatro para o Artifício , Sofia fotografa uma performance artística que utiliza fotografias, máscaras e colagens para investigar a origem do mundo e de suas representações visuais.   Na espiral do Atlântico Sul , Tatewaki Nio | (Kobe, Japão, 1971) Contemplado com a Bolsa de 2017    Formado em Sociologia pela Universidade Sophia, em Tóquio, Nio estudou fotografia em São Paulo depois de viver por um ano em Salvador, onde descobriu o trabalho do antropólogo e fotógrafo francês Pierre Verger. A obra Na espiral do Atlântico Sul  retoma o tema do fluxo e do refluxo de populações africanas entre os dois continentes – em busca de traços da presença de escravizados libertos retornados do Brasil, no estilo de arquitetura. E também ao promover reencontros imaginários entre imigrantes e refugiados nigerianos que vivem em São Paulo e suas famílias, em diversas cidades da Nigéria.   Chão de estrelas , Tiago Sant’Ana  | (Santo Antônio de Jesus/BA, 1990) Completado com a Bolsa de 2021   Tiago é artista visual, curador e doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Seus trabalhos tratam da representação das identidades afro-brasileiras, ao refletir sobre a permanência das estruturas coloniais, do racismo estrutural e das dinâmicas que envolvem a produção da história e da memória. O filme Chão de estrelas , gravado na Chapada Diamantina, investiga estratégias de fuga e de libertação no período colonial brasileiro, além de discutir como essas táticas reverberam no imaginário visual brasileiro.   Vênus , Val Souza  | (São Paulo, 1985) Contemplada com a Bolsa de 2020    Val Souza vive e trabalha entre Salvador e São Paulo; trabalha com performances desde 2012. Sua prática inclui fotografia, dança, teatro, vídeo e instalação. No projeto Vênus , a artista construiu um painel com mais de mil imagens, que traça relações entre as diversas formas de representação das mulheres negras – incluindo a si mesma – da história da colonização ao Brasil contemporâneo.   Samba Shiva: as fotografias de Sambasiva Rao Patchineelam , Vijai Maia Patchineelam  | (Niterói/RJ, 1983) Projeto contemplado com a Bolsa de 2016   Filho de mãe baiana e de pai indiano, Vijai cresceu em meio ao trabalho fotográfico do pai, geólogo que emigrou para o Brasil nos anos 1970. No livro Samba Shiva , Vijai edita o arquivo fotográfico paterno, em busca de novas conexões artísticas.     SOBRE O INSTITUTO MOREIRA SALLES Fundado em 1992, pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), o Instituto Moreira Salles está presente em três cidades brasileiras: Poços de Caldas, São Paulo e Rio de Janeiro (a sede carioca está atualmente fechada para reformas). Seu acervo está distribuído em cinco áreas principais: fotografia, música, iconografia, arte contemporânea e literatura. O IMS organiza e recebe em seus centros culturais exposições de fotografia e de artes visuais de artistas brasileiros e estrangeiros, promove mostras de cinema e espetáculos musicais, publica catálogos de exposições, livros de fotografia, literatura e música e duas revistas: a ZUM , sobre fotografia contemporânea, e a serrote , de ensaios sobre arte, política e literatura.   SERVIÇO ENTRE NÓS: dez anos da Bolsa ZUM/IMS De 13 de novembro de 2024 a 2 de fevereiro de 2025 Paço Imperial - Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial / IPHAN / MinC   Praça Quinze de Novembro, 48, Centro, Rio de Janeiro / RJ 55 21 2215 2093 Dias/Horários: Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h Entrada gratuita   Abertura:  13 de novembro, das 14h às 19h A inauguração da mostra contará com a presença de artistas da exposição   Assessoria de Imprensa Meio e Imagem Comunicação Vera Matagueira: (21) 3807-6497 | 97326-6868 Ana Ligia Petrone: (21) 99985-7744 meioeimagem@gmail.com Alex Gonçalves Varela

  • Perfil: Castro Alves

    Ator Castro Alves, de Malhação ao filme " Toda história tem dois lados ", uma carreira de marcada pelo talento e força de vontade.   O ator Castro Alves Nascido no interior da Bahia, e desde criança sempre sonhou com a carreira artística, brilhar nas telas, nos palcos e passarelas das artes. Teve sua infância marcada pela separação dos pais - um trauma difícil na vida de qualquer criança - e então foi criado por sua avó e tias, pois sua mãe, Antônia Rodrigues de Castro, assim que se separou foi para São Paulo tentar novos projetos.   O ator chegou a ser adotado na infância por um casal da cidade de Quixabeira, na Bahia, e todos esses episódios só deram forças para ressignificar traumas, superar diferenças, separações e enfrentar novos desafios na vida pessoal, profissional e assim fez.   No final da década de oitenta aconteceu uma tragédia com seu irmão, que morava com seu pai, o qual veio tirar sua própria vida com uma arma de fogo. Sua mãe resolveu então voltar e juntar os filhos para morar com ela. Já na década de 90 mudou-se para o interior de Sergipe, indo dois anos depois morar na capital Aracajú durante sete anos.   Castro Alves, um menino que começou a trabalhar muito cedo para ajudar sua mãe, aos oito anos vendia geladinho e com um carinho de mão, ia para as feiras livres, onde pegava frente a levava compras das pessoas até suas casas.   Foi para São Paulo no ano de 2003 para trabalhar, e depois de alguns anos, surgiu oportunidade de ir para o Rio de janeiro, onde fez curso de modelo. Logo depois formou-se em artes cênicas na escola de atores LE MONDE, em Botafogo. Em seguida surgiram às primeiras oportunidades para atuar, sendo primeiramente em Malhação e depois em "Deus salve o rei", "Orgulho e Paixão" entre outras novelas na Rede Globo.   Fez também várias participações em novelas bíblicas da Rede Record, como "Apocalipse" e "Jesus". Seu trabalho mais recente é a atuação no filme "Rocinha - toda história tem dos lados", da diretora Raíssa de Castro, filme esse que em breve vai estrear nos cinemas nacionais. João Sousa

  • Pavilhão de Portugal na principal feira mundial de produtos biológicos promete “alavancar” as exportações e a produção nacional

    Portugal vai marcar presença, de 11 a 14 de fevereiro, em Nuremberg, Alemanha, que será ponto de encontro da indústria internacional de alimentos orgânicos e cosméticos naturais. A InovCluster – Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro, com sede em Castelo Branco, vai organizar, através do export.i9, o pavilhão nacional de Portugal na BIOFACH. Segundo apurámos, empresas interessadas e elegíveis podem obter um financiamento de até 50%, apoio inserido na candidatura ao projeto conjunto de internacionalização 2023/2025.   O evento irá decorrer nas instalações da NürnbergMesse, centro de convenções localizado em Nuremberg, onde estarão reunidos expositores e visitantes de todo o sector dos produtos biológicos e cosméticos naturais, com intervenientes regionais, nacionais e internacionais, no qual as empresas participantes têm a oportunidade de experienciar um mercado cheio de oportunidades e uma feira repleta de ideias, inspiração e conhecimento.   A InovCluster, através do projeto export.i9, vai divulgar a participação portuguesa na BIOFACH para a qual as empresas elegíveis podem ter um financiamento de até 50%. Este apoio está inserido na candidatura ao projeto conjunto de internacionalização 2023/2025 que tem como objetivo final “o aumento do peso das vendas internacionais nas empresas da fileira agroalimentar, potenciando o incremento da visibilidade de Portugal além-fronteiras”.   Segundo fontes, as empresas podem, ainda, usufruir do apoio que a InovCluster fornece, através do export.i9, para se “posicionarem, de forma eficaz, nos canais online para a venda internacional, através de ferramentas e canais digitais, tais como, lojas online, adesão a marketplaces e marketing digital para colocação dos seus produtos nos mercados”.     Apoio para o aumento da capacidade exportadora   O export.i9, promovido pela InovCluster, é um projeto conjunto para o setor agroalimentar, que visa “potenciar o aumento da base e capacidade exportadora das PME da fileira agroalimentar numa lógica de indústria 4.0, através da implementação de um programa estruturado de intervenção de ações promocionais, em mercados internacionais identificados como prioritários, com a participação conjunta das pequenas e médias empresas da fileira agroalimentar”.   No âmbito do export.i9, as PME nacionais têm a oportunidade de beneficiar de apoios financeiros, de até 50% de financiamento (com um custo elegível máximo) para as suas participações em feiras internacionais, missões empresariais e missões inversas com maior foco nos mercados alvo de Espanha, Suécia, Alemanha, EUA, Canadá, China e Emirados Árabes Unidos. Ainda neste projeto incorporam-se outras tipologias de ações como forma de complemento às ações presenciais, tal como criação de lojas online, adesão a marketplaces e marketing digital. O export.i9 2023-2025 é cofinanciado pelo Compete2030, Portugal2030, Algarve 2030 e União Europeia no âmbito do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.     Presença no certame   A participação das PME na feira, organizada pela InovCluster, inclui o aluguer de espaço; um stand individual sob o “chapéu” de Portugal (arquitetura, produção, montagem/desmontagem, decoração, transporte e logística); o transporte dos produtos para exposição na feira (com condições específicas a definir de acordo com as especificidades dos produtos a transportar); a gestão e apoio técnico no local; identificação de potenciais importadores/distribuidores no mercado alemão; integração na brochura da feira; viagem de avião Lisboa/Porto – Nuremberga – Lisboa/Porto (1 pessoa por empresa); e alojamento de 5 noites em hotel (1 pessoa por empresa).   “Participar na BIOFACH 2025 pode revelar-se um investimento estratégico para uma PME, já que oferece oportunidades valiosas para crescimento, inovação e expansão internacional, tornando-se assim o alcance perfeito para aumentar a visibilidade da sua marca, apresentando produtos a um público global”, afirmou Christelle Domingos, diretora executiva da InovCluster, que sublinha ainda que “estamos certos da relevância desta feira como plataforma para alavancar as exportações e a produção nacional de produtos biológicos certificados, não só para o setor primário como para a indústria como um todo, o que nos leva a organizar novamente o pavilhão nacional de Portugal na BIOFACH”.   De acordo com os responsáveis pela InovCluster, “as exporem na BIOFACH 2025, as empresas podem beneficiar de inúmeras vantagens como ficar a conhecer as novas tendências do setor; fechar negócios; criar novas parcerias; estar presente onde se encontram os seus concorrentes; alcançar um público mais vasto e global; e estabelecer contactos e relações com potenciais compradores”.   Recorde-se que a BIOFACH é considerada uma montra internacional para expor eficazmente os produtos biológicos das empresas participantes. Na última edição contou com a presença de 35.991 visitantes provenientes de 137 países e com 2.574 expositores do setor.   As inscrições para participar no certame já estão a decorrer e podem ser feitas através deste link: https://www.inovcluster.pt/media/ckppa1ju/ficha-de-inscricao-condicoes-de-participacao_biofach-25.pdf  ou no site da InovCluster em: https://www.inovcluster.pt/proximos-eventos/biofach-2025 Ígor Lopes

  • Premiado em vários países, a montagem BENT, de Martin Sherman, estreia no Rio de Janeiro

    Uma história de amor nascida em um campo de concentração. Este é o pano de fundo do espetáculo “BENT”, sobre o casal perseguido por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A peça mostra o  cotidiano sub-humano nos campos de concentração, através da trajetória de Max e Horst e estreia no dia 8 de novembro, no Teatro Vanucci, na Gávea.  A narrativa é encenada na década de 1930, durante a ascensão de Hitler, e conta sobre a caça aos homossexuais. Max tenta fugir de Berlim, mas é capturado e enviado para um campo de concentração, não como homossexual e sim como judeu. Lá, conhece Horst, preso por assinar um manifesto em favor dos direitos homossexuais, com quem vive uma inesperada e secreta história de amor. Não muito longe dos dias de hoje, a peça fala sobre o nazismo, o ódio aos homossexuais e judeus. No entanto, nos dias atuais, a situação também é preocupante.  Dados da ONG Anti-Defamation League (ADL) revelam que o Brasil é o país no mundo onde mais cresce o número de grupos de neonazismo no mundo.  Em todo o país, já são mais de 530 células extremistas que foram divididos em categorias, de acordo com suas ideologias, como Hitlerista/Nazista, Negação do Holocausto, Ultranacionalista Branco, Fascismo, Supremacista, Criatividade Brasil, Masculinismo Supremacia Misógina e Neo-Paganismo racista. Segundo o estudo, esses grupos estão concentrados, principalmente, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “BENT é, provavelmente, a história de amor mais comovente do teatro. Passada na Alemanha nos anos 1930, a peça mostra a perseguição dos nazistas aos homossexuais, de onde surge o amor entre dois homens, num ambiente o mais inviável possível para o desenvolvimento desse amor” , analisa Hermes Frederico, idealizador e realizador da montagem no Brasil, que, segundo ele, não possui nenhum tipo de patrocínio para a veiculação. “Premiada em todos os países onde foi apresentada, BENT certamente emocionará também o público brasileiro de 2024 e se tornará uma lembrança teatral inesquecível” , acrescenta.  Além de ser um dos países com a maior crescente em células neonazistas do mundo, o Brasil também figura entre as nações que mais matam pessoas da comunidade LGBTQIAPN+. Entre os anos de 2010 e 2024, 4.108 pessoas da comunidade LGBTQIAPN+ foram assassinadas no Brasil, segundo um levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Somente no ano de 2023, foram 257 mortes violentas registradas contra pessoas LGBT+. Destas, 127 eram travestis e transgêneros, 118 eram gays, 9 lésbicas e 3 bissexuais. Ao todo, 21,39% das vítimas eram negras, 14,39% brancas e 66,2% tidas como não identificadas.  “Esses números mostram a importância de se trazer um clássico como o BENT para o Brasil. A peça, do final da década de 1970, conta uma história de perseguição na nos anos 30, mas quando olhamos os dados atuais, percebemos o quanto não evoluímos como sociedade. Nesse caso, mais uma vez, precisamos colocar o dedo na ferida quando se fala em violência contra a comunidade” , pontua Hermes.  BENT foi premiada como melhor peça em todos os países em que foi encenada; na Broadway foi interpretada por Richard Gere, em Londres, por Ian McKellen. Sinopse curta: A comovente história de perseguição dos nazistas a homossexuais e o surgimento de uma história de amor no campo de concentração.  FICHA TÉCNICA  Autor: Martin Sherman  Realização: Hermes Frederico  Direção: Luiz Furlanetto  Elenco: Daniel Dalcin - Max, San Lima - Horst, André Andrade- Rudy, Nathan Soares - Capitão Klaus, Guilherme Ricardo - Wolf  Atores convidados: Miro Marques- Tio Fred, Breno Pizzorno- Greta, Cenário: Gustavo Rodrigues e Augusto Zacchi Figurino: Reinaldo Patrício  Criação e operação de luz: Marcão  Produção executiva: San Lima e Reinaldo Patrício  Assistente produção: Lívia Miguel  Programação visual: André Andrade Operação de som: Sound Designer - João Guilherme Contra regra: Reginaldo Celestino  Assessoria de Imprensa: Alessandra Costa Idealização: Hermes Frederico, Gustavo Rodrigues (Procenium produções artísticas) e Augusto Zacchi SERVIÇOS Espetáculo BENT Estreia 8 de novembro  Temporada de 08 de novembro a 15 de dezembro Sexta-feira às 22h30, sábado às 21h30 e domingo às 20h30 Teatro Vannucci - Rua Marquês São Vicente , 52 - Shopping Gávea - 3º andar Loja 371, Rio de Janeiro Classificação etária: 18 anos Valores: R$ 100,00 (inteira) R$ 50,00 (meia) Ingressos:  Sympla Alessandra Costa Assessoria de Imprensa e Comunicação: (21) 976 180 422 Alex Gonçalves Varela

  • Perfil: Cacau Niemeyer

    O educador, ator, dublador e artista plural Cacau Niemeyer nasceu no rio de Janeiro desde cedo mostrou seu talento para as artes e já faz algum tempo que atua no meio artístico propriamente dito há 15 anos.   A trajetória do artista Cacau Niemeyer começou na infância despontando inúmeros talentos e já adulto nos palcos da Turma OK mostrou-se pleno em suas inclinações teatrais, também participou das Oficinas de Atores do Professor da UNIRIO - Luiz Oswaldo.   Sua carreira artística é embasada no teatro tendo feito participações em inúmeras peças dentre ela podemos elencar:    * Cole Porter - Teatro Ziembinski, By Silvinho Fernandes; * Nem Tudo Que Balança é Rabo - Teatro Rival Refit, By Safira Benguell; * Diversidade - Teatro Solar, Juíz de Fora, By Safira Benguell; * Musicais Diversos na Turma Ok, desde 2014 trabalha como Coordenador e Apresentador do Concurso The Best Ok.   Cacau Niemeyer coleciona os títulos:   *2012 - Mister OK; *2013 - The Best Ok (Dublagem - By Claudete Coubert); *2014/2015 - The Best Ted White (Dublagem); *2016 - Águia de Ouro (Dublagem - By Carlos Salazar); *2019 - Galo de Ouro (By Jeycow Ferraz); *2020 - Divo de Ouro (By Edinho de Bangu); *2021 - Mister Rio de Janeiro Igualdade Social (By Vovó Fernanda Tilepa); *2021 - Mister Beleza Brasil Igualdade Social (By Vovó Fernanda Tilepa); *2021 - Mister Campos dos Goytacazes Universo; *2021 - Pai do Ano Ok; *2022 - Mister Glamour Região dos Lagos (Macaé); *2022 - Mister Campos dos Goytacazes Universo; *2022 - Mister Brasil Competition; *2023 - Mister Beleza Negra (Macaé);     Concursos e Shows   * Há 10 anos participando do Miss Brasil Gay Versão Bahia, onde por 02 anos participou como Jurado, By Bagagerier Spilberg; * 2021/2022 - Miss Cruzeiro Gay ( Show/Jurado); * 2021/2022 - Miss Lorena Gay (Show); * 2022/2023 - Miss São Paulo Gay, By Ribas Azevedo (Show); * 2023 - Miss São Paulo Gay, By Luiz Polastro (Jurado); * 2022 - Miss Brasil Trans, By Rosana Star (Show/Coreógrafo). João Sousa Psicanalista Clínico especialista em Saúde Mental e Medicina Tradicional Chinesa.

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