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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

Resultados encontrados para busca vazia

  • Carmen Miranda: a Homenagem é Eterna

    Carmen Miranda, nascida em 9 de fevereiro de 1909 em Portugal e radicada no Brasil desde tenra idade, tornou-se um ícone cultural que transcendeu fronteiras. Conhecida como a "Pequena Notável", sua trajetória artística brilhou intensamente tanto no cenário brasileiro quanto no internacional. No Brasil, Carmen iniciou sua carreira musical no final da década de 1920, alcançando sucesso estrondoso com a marcha Taí em 1930, que vendeu 35 mil cópias, um recorde para a época. Sua presença marcante no rádio e no cinema consolidou-a como a principal intérprete do samba nos anos 1930. Foi no filme Banana da Terra (1939) que ela adotou o icônico figurino de baiana, interpretando O Que É que a Baiana Tem?, de Dorival Caymmi, performance que se tornou um marco em sua carreira. O Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, foi palco de apresentações memoráveis de Carmen. Foi lá que o produtor da Broadway, Lee Shubert, encantou-se com seu talento e a convidou para se apresentar nos Estados Unidos. Em 1939, Carmen estreou na Broadway e, posteriormente, no cinema hollywoodiano, levando a cultura brasileira para o mundo. Seu estilo único, com trajes exuberantes e turbantes adornados com frutas, tornou-se sua marca registrada, conquistando o público internacional. Apesar do sucesso no exterior, Carmen enfrentou críticas ao retornar ao Brasil em 1940, sendo acusada de estar "americanizada". Em resposta, gravou a canção Disseram que Voltei Americanizada, reafirmando seu orgulho pelas raízes brasileiras. Sua carreira nos Estados Unidos incluiu 14 filmes entre as décadas de 1940 e 1950, tornando-se a mulher mais bem paga do país em 1945, segundo o Departamento do Tesouro americano. Hoje, Carmen Miranda permanece viva na cultura popular. No Carnaval brasileiro, sua imagem é celebrada em fantasias que vão do luxo ao improviso, simbolizando a alegria e a diversidade do samba. Em Hollywood, sua influência é reconhecida como precursora da representação latina no cinema. Sua trajetória inspira artistas e continua a ser referência de autenticidade e talento. #CarmenMiranda #PequenaNotável #Samba #Carnaval #Hollywood Fontes : Delcio Marinho ChatGPT (com suporte da Inteligência Artificial Avançada) Revista do Villa | Delcio Marinho

  • Marcia Echeverria comemora aniversário em grande estilo no Iate Clube do Rio de Janeiro

    Recém-chegada de um tour pela Disney World, onde foi levar o neto Frederico para conhecer os parques e atrações, a incansável Márcia Echeverria resolveu reunir uma centena de amigos para festejar seu aniversário.  A festa foi organizada com três dias de antecedência, que é marca registrada da anfitriã, mas que sempre dá certo. Animação, alegria e beleza marcaram o evento, nos salões do ICRJ, decorado com o talento do florista Carlos Augusto. O saxofone de Felipe Schimidt animou a tarde, garantindo a pista cheia até o início da noite. Foi um festão que fez todo mundo esquecer do calor e do trânsito, levando para casa, além de memórias agradáveis, deliciosos suspiros (os recheados, de Marta Prota). Fotos: Vera Donato Revista do Villa | Vera Donato

  • Empresária Bernadete Simonelli comemora anivérsario no Boteco Sabu - Ipanema

    Bernadete Simonelli inovou, ao invés de comemorar a nova idade em um dos seus restaurantes Fratelli, recebeu um grupo de amigos numa animada festa no bar Boteco Sabu em Ipanema. Muitas amigas da Barra atravessaram o túnel para conhecer o simpático bar da Rua Maria Quitéria que tem um terceto tocando bossa nova todas às sextas-feiras no primeiro andar e fecha o segundo andar para festas privadas. De Socialites da Barra como Hosana Pereira e Theresa Macedo a embaixadores de turismo do Rio de Janeiro como Rawlson de Tuin  e Bayard Boiteux, todos dançaram ao som do DJ Otavio Sampaio e se deliciaram com os petiscos do famoso boteco de Ipanema. Mais carioca impossível. Fotos: Vera Donato Revista do Villa | Vera Donato

  • Entrevista: Diego Rammuz (Aderecista/ Mestre Sala/ Musico /Artista Plástico/ Dublador)

    Morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro (Bangu), Diego Rammuz iniciou sua vida artística no carnaval, atuando como aderecista em 2008 e atua até hoje fazendo trabalhos para algumas escolas.   “Minha jornada como mestre sala aconteceu em 2018 onde recebi o convite do GRES Bangay, quando ainda era Bloco Carnavalesco Bangay Folia. A Vice-presidente Sandra Andrea convidou o Mestre sala Vinícius Antunes, Primeiro mestre sala da Unidos de Padre Miguel para que me auxiliasse nessa jornada e com isso tive o prazer de aprender muito através dos ensinamentos dele e também de projetos que o mesmo conduziu. Vencedor do Prêmio machine de Carnaval como melhor casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Minha relação com a arte é bem ampla, algumas pessoas me chamam de boneca russa, por ter várias habilidades relacionadas à arte.”   “Além dessas já citadas, eu sou Crocheteiro desde os 12 anos de idade, onde aprendi com a minha avó e minha irmã mais velha. Hoje faço desse trabalho que muitos chamam de hobby uma fonte de renda através das peças que confecciono. Estudei violão popular na Escola de música Villa Lobos (núcleo Paracambi), fiz curso de pintura na Escola de Artes Visuais Parque Lage, onde faço outro curso de pintura. Sou estudante da Escola de Belas Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde estudo Gravura. Esse ano participei de algumas exposições na escola de Belas Artes. Dublador da noite carioca LGBTQIAPN+. Iniciei essa jornada em 2023 no 7Bar e Show, em seguida participei do Concurso Águia de Ouro 2023, onde fiquei em primeiro lugar. Rei do carnaval 2024 do Bar The Pride. Participei de musicais MGM, A Extraordinária Vida de Marcelo Guimarães (Olga Dantelle)”.     1-    Quando começou a trabalhar no meio artístico, teve alguns trabalhos no Carnaval... o que representava para você?   Os trabalhos artísticos no carnaval sempre foram muito representativos em minha vida. Aquele espaço de troca fez com que eu crescesse artisticamente e ainda faz, pois minha trajetória continua nos barracões e o aprendizado é algo constante. Como em qualquer ramo, nunca paramos de estudar.     2-    Quando recebeu o convite do GRES Bangay para representar como Mestre Sala qual foi sua caracterização de vestimenta e qual foi a melodia da época?   Quando recebi o convite fiquei muito honrado e ao mesmo tempo foi um grande desafio. Nesse ano eu dancei com a Porta Bandeira Bianca Mourão, éramos o segundo casal e representávamos o orixá Oxumaré. O enredo era sobre a Umbanda e desfilamos no Rio Da Prata em Bangu, pois o Bangay ainda era um bloco de enredo.   3-    Como foi vencer o Prêmio machine de Carnaval como melhor casal de Mestre Sala e Porta Bandeira?   Vencer o prêmio Machine de Carnaval foi um grande reconhecimento de um trabalho árduo de um ano inteiro. No meio de tantos casais incríveis da intendente Magalhães fomos agraciados com o prêmio. Esse prêmio veio em uma forma de dizer que o trabalho vence tudo. Nesse ano estava como o primeiro mestre sala dançando com a Porta Bandeira Carol Bitencourt.   4-    Por que algumas pessoas te chamam de boneca Russa? Crocheteiro desde os 12 anos? Conte esta experiência.   Então, quando alguém me conhece, basicamente acham que só domino a arte que me viu fazer e quando descobre que eu tenho outras habilidades se impressionam e alguns me chamam de boneca russa por isso. Quando você acha que conhece tudo que eu faço eu mostro que sei outras coisas Kkkk. Quanto ao crochê, eu aprendi com minha avó e minha irmã mais velha, eu faço inúmeras peças de crochê (a maioria pra mim). É um hobby, mas gera alguma renda quando alguém dá o devido valor.     5-    Estudou violão popular na Escola de música Villa Lobos... teve alguma apresentação Musical e qual estilo musical?   Estudei viol ão popular, mas nunca foi com o intuito de me tornar um musicista profissional. Isso foi mais um desejo de infância que realizei já adulto. Eu tive algumas apresentações musicais na época em que estudava, mas sempre em grupo.     6-    Além da Música e crochê, estudou também Pintura e Gravura... conte esta fase, por favor?   Eu estudo Pintura na EAV Parque Lage e estudo Artes Visuais/Gravura na UFRJ. Essa fase ainda estou vivendo e pretendo viver mais disso e sobre isso. A experiência está sendo ótima, principalmente por ser duas escolas de prestígio e o aprendizado está agregando muito com o que eu quero futuramente como artista plástico. A caminhada é longa e difícil, mas estou disposto a viver disso.     7-    Participou do Concurso Águia de Ouro 2023, onde ficou em primeiro lugar. Rei do carnaval 2024 do Bar The Pride... o que significou para você estas realizações? O Águia de Ouro f oi o primeiro concurs o de dublagem que participei e fui agraciado com primeiro lugar , cada candidato fazia duas performances na noite e segundo os jurados eu fui arrebatador. Já o concurso do Rei e Rainha do carnaval do Bar The Pride, foi um concurso de performance de samba, onde levei também o primeiro lugar me consagrando o rei do carnaval de 2024 junto de Alessandra Salazary que foi a Rainha do carnaval 2024. Os dois concursos significaram muito pra mim, pois nesse ramo as pessoas dizem que “antiguidade é posto”, mas muitos antigos não colocam a cara a tapa e não participam desses concursos. No caso, eu digo que coragem é posto!     8-    Deixe uma mensagem para quem gostaria de entrar no meio artístico do Carnaval?   Para ser um artista de carnaval precisa gostar, adquirir as habilidades que são passadas, pois ninguém nasce sabendo nada e no carnaval sempre tem alguém para ensinar. É uma rede grande e forte artisticamente, qualquer pessoa pode participar e aprender o ofício. Seja nos trabalhos de barracões, seja ser passista, mestre sala, porta bandeira…são inúmeras formas de fazer parte dessa vitrine cultural Brasileira, que é ainda é feita pelo povo marginalizado e periférico. O carnaval é um grito da nossa ancestralidade preta que deixou esse movimento arrisco para que cuidássemos e seguíssemos, passando para as futuras gerações. João Paulo Penido

  • Neste sábado 22/02: Evento de lançamento de livro infantil sobre autismo na Livraria da Travessa de Niterói

    Estevão Ribeiro lança livro em homenagem à filha, abordando o autismo e a inclusão infantil, na Livraria da Travessa de Niterói Link com fotos No dia 22 de fevereiro, às 16h, a Livraria da Travessa de Niterói receberá o escritor e roteirista  Estevão Ribeiro  para o lançamento do livro infantil  "Guilhermina não gosta de ‘não’!" , da  Editora Nova Fronteira . A obra oferece uma nova perspectiva sobre inclusão, abordando o Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio da história de Guilhermina, inspirada na filha do autor, Guilhermina Vitória. A narrativa mostra os comportamentos e a personalidade única da protagonista, que adora aviões, sorvete e passeios na pracinha, mas enfrenta dificuldades com a palavra “não”. Com ilustrações supercoloridas, o livro convida o leitor a entender os desafios diários das crianças autistas de uma forma leve e divertida, mostrando como cada vitória, por menor que possa parecer, é uma grande conquista no dia a dia de Guilhermina. Com mais de 22 livros publicados, Estevão Ribeiro é um dos principais nomes da literatura infantil brasileira, reconhecido também no universo dos quadrinhos. Criador de personagens como Rê Tinta, ele é roteirista de projetos para grandes canais como GNT, Multishow, Amazon e HBO/Warner. Sobre o Autor Estevão da Matta Ribeiro nasceu em Vitória, Espírito Santo, em abril de 1979. É autor de livros e quadrinhos que somam 22 títulos até o momento. Entre os seus trabalhos de sucesso, estão a série de tirinhas Os Passarinhos, a série de livros infantis e tirinhas da personagem preta e empoderada Rê Tinta e a recém-lançada série de livros Sofi a e a Escola de Piratas. É roteirista audiovisual de projetos para canais como GNT, Multishow, Amazon e HBO/Warner, entre eles, Vovó Tatá, série animada criada em conjunto com a Raccord para o Gloobinho. Alex Varela

  • Bairros Históricos do Rio de Janeiro - Santa Teresa

    As histórias de Santa Teresa começam poucos anos após a fundação da cidade, em 1565. No início do século XVII, já era lugar da manifestação da religiosidade e das festividades populares que ocorriam no entorno da Capela de Nossa Senhora do Desterro, cuja imagem, tida como milagrosa e responsável por muitas curas, atraía devotos, romeiros e peregrinos. Convento de Santa Teresa e os Arcos da Lapa - 1820 - pintura de Richard Bate A ermida se localizava onde fica, hoje, a Ladeira de Santa Teresa, e foi fundada nos anos 1620 pelo português Antônio Gomes do Desterro, que mantinha uma quinta na colina batizada de Morro do Desterro, por causa do nome dele e da capela. Já nessa época, há registros de escravizados fugidos que se escondiam nas matas do Desterro.   Do Desterro à Santa Teresa   Em 1710, o caminho, que começava em Mata-Cavalos (atual Rua do Riachuelo) até a ermida, foi um dos mais importantes palcos da resistência dos portugueses durante a segunda invasão francesa à cidade. Era também em Mata-Cavalos que morava a família de Jacinta Pereira Alves, nascida em 1715, no dia do bicentenário da santa espanhola Teresa d’Ávila, fundadora da Ordem das Carmelitas Descalças. Querendo, tal como a santa, uma vida de orações, martírios e retiro, ela se encerrou, junto com a irmã, numa chácara abandonada no Morro do Desterro, a Chácara da Bica, cujo ponto mais alto ela batizou de Chácara do Céu. Morro do Desterro e Convento de Santa Teresa O clima, mais fresco que na parte baixa da cidade, e outras questões atraiam e muito os imigrantes europeus que chegavam ao Brasil.   “Quando houve a abertura dos portos, os estrangeiros bateram os olhos para Santa Teresa, devido ao regime de ventos, que deixa a área mais fresca. Além disso, por ser mais distante do centro urbano da cidade, muitas pragas e doenças como a Febre Amarela, não chegavam àquela área”, relatou o historiador Álvaro Braga em 2013, em um documentário sobre o bairro.   O que antes era um alento para poucos, virou a solução de muitos. Devido a esse favorecimento geográfico, por volta de 1850, a região foi intensivamente ocupada pela população que fugia da epidemia de febre amarela. Santa Teresa no século XIX A fuga da febre amarela e outras doenças e, principalmente, a presença do bonde somaram para o desenvolvimento do bairro.   Duas décadas mais tarde, um veículo, que marca o bairro até os dias atuais, passou a dar as caras no Rio de Janeiro. Em 1872, começou a rodar o bonde  que passava pelas Ruas Joaquim Murtinho e Almirante Alexandrino. Inicialmente, o bonde era tracionado por tração animal. Depois, foi dotado de motores e rede elétrica. Último bondinho puxado por burros - final do século XIX Durante o século XX, Santa Teresa assistiu de cima todo o processo de desenvolvimento maciço do centro da cidade do Rio de Janeiro. Em um dado momento desse século, o bairro passou a chamar a atenção de artistas e intelectuais.   Glamour do Hotel Moderno   Considerado um dos hotéis mais luxuosos do Rio de Janeiro quando foi inaugurado em 1914, o Hotel Moderno, localizado na Rua Cândido Mendes, n°283, tinha uma belíssima vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. O prédio, arruinado, continua lá, e sua história é digna de um filme. Hotel Moderno - Anos 20 O casarão em estilo eclético, de 4 andares, contava com 65 apartamentos e tudo o que havia de mais moderno na época, como:  energia elétrica, dois elevadores, água corrente fria e quente em todos os quartos, ventiladores de teto, imenso restaurante e refeitório e “nada menos” que sete banheiros com água quente e telefones. Daí, o nome Moderno. Anúncio do Hotel Moderno - Santa Teresa De acordo com a propaganda da época, o Hotel contava com uma “cozinha internacional” e todos os seus funcionários falavam fluentemente francês, inglês, espanhol e alemão. Os anúncios também destacavam como qualidades do Moderno: o silencio, o ar puro da parte alta de Santa Teresa e a ausência de poluição. Tantas qualidades faziam do Moderno – ou Moderne – praticamente uma casa francesa de primeira linha. Nomes ilustres ficaram hospedados no Hotel Moderno, entre eles está o da bailarina e coreografa norte-americana, Isadora Duncan, precursora da dança moderna. Duncan era uma das frequentadoras do palacete da mecenas e herdeira do grupo Mate Laranjeira, a feminista Laurinda Santos Lobo, também conhecida como a “marechala da elegância”. Ela era sobrinha de Joaquim Murtinho. A então elegantérrima residência de Laurinda ficava próxima ao Largo do Curvelo, onde hoje é o Parque das Ruínas. Bailarina Isadora Duncan no Hotel Moderno A passagem de Duncan foi noticiada de forma rumorosa pela imprensa da época. É possível ver um raro registro fotográfico da artista, que morreria onze depois em um acidente de carro na França, na parte externa do Hotel Moderno com a Baía de Guanabara ao fundo.   Toda a modernidade e sofisticação do prestigioso estabelecimento não resistiram às mudanças sociais e econômicas da época que levaram o Hotel Moderno a encerrar as suas atividades, deixando órfãos uma legião de hóspedes e admiradores dos tempos do Rio Antigo...   Santa Teresa na atualidade Atual do Bairro de Santa Teresa Depois de muitos anos de degradação, provocada por conflitos entre as 14 favelas que os morros do bairro abrigam, Santa Teresa voltou a ser um bairro requisitado por artistas, atraindo curiosos por seus casarões do século XIX.   A mudança começou a ocorrer em 1995, quando um grupo de moradores procurou a Secretaria de Segurança do Rio. Manifestos foram lidos em praça pública, favelas receberam mutirões de limpeza e foi criado o Viva Santa, hoje uma ONG. Desde então os índices de violência começaram a cair.   Em maio de 1997 a badalação de quatro mil visitantes e 75 artistas do Portas Abertas atraiu a atenção da Secretaria Municipal de Cultura. Um bonde de carga virou o Palco sobre Trilhos. O transporte melhorou, com novas linhas de microônibus e a restauração dos bondinhos. E os antigos casarões, fadados ao esquecimento e a destruição, começam a ser reconstruídos.   Um projeto batizado de “As cores em Santa Teresa” recuperou 40 casas coloniais sob o patrocínio do Grupo Monteiro Aranha. Para dar continuidade e manter a preservação do espaço, a prefeitura está oferecendo benefícios (como isenção fiscal e predial) para moradores ou empresas instalados no local que se comprometem em restaurar ou preservar os antigos edifícios da região.   Santa Teresa : Refúgio da rainha, dos quilombolas e da vida saudável Bondinho: uma história de identidade e de resistência Os saraus da fina flor: os cartões de visita do país Lazer em Santa Teresa O carnaval em Santa Teresa: do claustro à folia     Fontes : Arquivo Nacional Biblioteca Nacional Brasiliana Fotográfica MultiRio Iphan André Conrado

  • Rita Cortezão lança "lisbolha" – disponível em todas as plataformas

    Descarregar música e press kt Assistir ao video clip Após a sua estreia nas canções com "dia após outro", Rita Cortezão lança hoje “lisbolha”. O tema está já disponível em todas as plataformas digitais. É seguro afirmar que Rita Cortezão é uma das vozes mais promissoras da nova geração da música portuguesa, com uma identidade artística muito segura e singular e uma escrita de canções que revelam uma maturidade e genuinidade artísticas únicas, Rita Cortezão continua a revelar temas do seu álbum de estreia que conta com o selo dos Discos Submarinos e produção de Benjamim. “lisbolha”, nasce da inquietação e da dualidade de sentimentos que a artista nutre pela cidade de Lisboa. Segundo Rita, trata-se de uma “canção-revolta”, que traduz a sensação de ter crescido para além da cidade natal. A letra percorre diferentes estados de espírito, desde a apatia ("eu sei que é lindo mas amanhã nada terá mudado"), passando pela ironia ("vou dar um passeio; encontro um amigo; não há nada de novo"), pela raiva ("esta cidade é luz que não chega até nós") e culminando no desapego ("toda a distância é chamamento"). À semelhança de "dia após outro", o tema reforça a importância da palavra escrita no trabalho artístico de Rita Cortezão na tentativa de criar um lugar seguro para si mesma, onde possa ser o mais sincera possível, como também encontrar formas improváveis de descrever experiências universais e dar novos significados a certos lugares-comuns. “lisbolha” irá integrar, juntamente com “dia após outro”, o primeiro registo de originais da cantautora lisboeta de 24 anos, “tudo, um pouco”, com edição agendada para 2025, constituído por temas escritos e compostos por Rita Cortezão. Agenciament o Força de Produção Revista do Villa | Teresa Sequeira

  • Tempo da Ampulheta

    Ampulheta do tempo começou, cada areia que vai descendo significa o sentido da felicidade da vida... o respirar é melhor presente da Graça Divina.   O observar torna se um lindo arco íris de cores diferenciadas, o ouvir a natureza tranquiliza a alma, o paladar por degustar da melhor da terra saciar, mana leite e mel em terra prometida! Sim! Nosso querido Brasil... cheio de verde mata, ouro amarelo, azul céu anil. Assim o tempo vai passando e os ponteiros rodando o dia inteiro, vou agradecendo o meu Deus justiceiro para àqueles que não sentem amor na alma, recebo o refúgio... as asas me cobrem e o manto me aquece nos dias frios... posso voar alto feito uma gaivota, que também desce rasante na beira do riacho.   Vou levando a vida com bondade e humildade no coração porque o pulsar no sangue vermelho que corre nas minhas veias. Ouve se o batimento da alegria.   Tudo se transforma quando meu pisar tem um propósito, que é seguir em frente, sem medo de errar! A confiança do libertar e de viver, respirando no tempo da ampulheta. João Paulo Penido

  • AILD promove tomada de posse dos novos órgãos sociais com foco em ações nos lusodescendentes

    No último dia 17 de fevereiro, a Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) celebrou a Tomada de Posse dos novos órgãos sociais, numa Sessão Solene no Palácio Galveias, em Lisboa, que ficou marcada pela presença de entidades e autoridades. O evento foi conduzido por Pedro Ramos, diretor geral de Internacionalização da AILD. Entre os convidados, destacaram-se o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, e diversos deputados da Assembleia da República portuguesa, eleitos pelos círculos da emigração. O cantor Toni Carreira também prestigiou o evento, sendo reconhecido como um "símbolo do sentido de ser lusodescendente no mundo e de portugalidade”. Várias outras Associações e entidades fizeram-se representar no evento. José Governo, diretor executivo e Fundador da AILD, apresentou o Plano de Atividades para 2025, delineando o conjunto de projetos e iniciativas que visam “fortalecer a conexão entre os lusodescendentes e as comunidades locais em todo o mundo”. Para a presidência da Mesa da Assembleia Geral tomou posse Philippe Fernandes; para a presidência do Conselho Fiscal, José Martinho; e, para a presidência da direção, Cristina Passas. O ato eleitoral decorreu no dia 11 de dezembro de 2024. Pedro Ramos, na condição de diretor geral para a Internacionalização, destacou a importância da AILD como um ponto de encontro para os lusodescendentes. “A AILD não só reforça laços culturais, mas também se propõe a facilitar negócios e parcerias que promovam a identidade lusodescendentes. Estamos comprometidos em criar Delegações em diversos países para garantir que as vozes e as culturas dos lusodescendentes sejam ouvidas e valorizadas”, disse Pedro Ramos, que tem a sua atuação nacional e internacional conhecida por ser "embaixador da lusofonia", sem contar a sua experiência em liderança e gestão de pessoas. Segundo apurámos, o seu compromisso é “estabelecer uma rede (traduzida na constituição de delegações formalizadas) de apoio e colaboração entre as diferentes comunidades lusodescendentes, bem como entre empresas e empresários nas várias regiões do mundo, promovendo os quatro principais pilares/dimensões da AILD: a Cultura, a Responsabilidade Social, a Investigação/Educação e os Negócios e Empresas em cada uma das delegações no mundo”. Para Pedro Ramos, “países como Brasil, Angola, Países Baixos, Cabo Verde e Vietname são os destinos de formalização de delegações da AILD”. O evento da AILD, que contou com um momento cultural a cargo da Universidade Sénior de Oeiras, teve o apoio da Camara Municipal de Lisboa. Mais informações sobre a Associação podem ser consultadas em: www.aild.pt Foto: cedidas pelo evento Ígor Lopes

  • Espetáculo de dança “Água redonda e comprida” faz três apresentações no Sesc Tijuca

    Criado no Rio Grande do Sul, projeto tem direção geral de Geórgia Macedo, que divide a cena e a criação das coreografias com a bailarina Nayane Gakre Domingos, jovem indígena Kaingang Inspirada no conhecimento e na cosmovisão do povo indígena Kaingang, a bailarina e mestra em antropologia social Geórgia Macedo idealizou, ao lado de Iracema Gah Teh e Angélica Kaingang, o espetáculo de dança contemporânea “Água redonda e comprida” . Nos dias 20, 22 e 23 de fevereiro , o espetáculo será apresentado no Sesc Tijuca . “Água redonda e comprida” foi contemplado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar.   Em cena, Geórgia Macedo divide o palco e a criação das coreografias com a bailarina Nayane Gakre Domingos, pré-adolescente indígena Kaingang. Neste encontro, as intérpretes brincam e criam movimentos orgânicos e intuitivos por meio de jogos e também a partir da interação com objetos, criando imagens coreográficas fluidas. O cenário remete ao movimento das águas e se transforma ao longo do espetáculo, trazendo histórias que foram apagadas por séculos. A trilha sonora é de Thiago Ramil, e Isabel Ramil está à frente do figurino e da cenografia. A bailarina Camila Vergara assina a direção de movimento e Kalisy Cabeda, a direção cênica.   Em 2015, Geórgia começou a pesquisar a educação, a territorialidade e a cosmologia Kaingang durante o seu mestrado em antropologia social na UFRGS. “Na época, conheci a Angélica Kaingang, mãe da Nayane [então com apenas 5 anos] , que foi a minha primeira professora indígena. Foi ela quem me apresentou à liderança política e espiritual Iracema Gah Teh .” Angélica e Iracema fazem a orientação cênica do espetáculo.   “Água redonda e comprida” busca construir caminhos para a conscientização da conservação, preservação e proteção das águas. Pelo conhecimento do povo Kaingang, as águas não são vistas apenas como fonte da natureza, mas a partir da noção de parentesco. Conforme explica Iracema, “as águas são parte do nosso corpo e também desse corpo terra. A água que brota da terra é como o leite que brota do seio das mulheres. E jogar sujeira na água seria como jogar uma sujeira no olho da nossa avó ou mãe”.    O povo Kaingang concebe dois tipos de água no mundo: Goj tej (água comprida, dos rios) e Goj ror  (água redonda, as nascentes, os lagos). Essas águas são complementares, como toda a cosmologia Kaingang, e é na união e troca entre as duas metades que o mundo pode ficar em equilíbrio. Não só as águas, mas todo universo Kaingang é dividido entre as coisas redondas (ror) e compridas (téj).    “No Rio Grande do Sul, nós vivemos em territorialidade com os povos Kaingang, Mbya-Guarani, Charrua e Xokleng. Como aprendi com Iracema, o Rio Guaíba e seus afluentes são compreendidos como partes de um grande corpo. Deste corpo água que é o planeta Terra. Esses conhecimentos, que buscamos trazer através da dança, quebram a ideia de que as águas, os animais e as árvores são apenas recursos da natureza”, conta Geórgia. Geórgia Macedo (bailarina e direção geral) Mestra em Antropologia Social, bailarina, educadora e produtora. Trabalha desde 2016 junto aos povos indígenas em projetos culturais através da produtora Tela Indígena. Seu primeiro trabalho autoral foi “Afluência” (2019), concebido e apresentado junto a artistas da música e artes visuais, sendo indicada ao Açorianos de Dança (2020) por espetáculo do ano, bailarina, coreografia, direção (coletiva) e destaque em dança contemporânea. Seu último trabalho autoral é o espetáculo de dança contemporânea “Água redonda e comprida”. Tem experiência internacional com Les Gens de Uterpan (Paris-França), em 2018, e com a Cia VALLETO (EUA/México), em 2021. Recentemente na residência Puertos de Sur a Sud (novembro/2023), promovida pelos Institutos Goethe na América do Sul (Colômbia, Argentina, Venezuela, Uruguai, Chile, Brasil e Paraguai). Nayane Gakre (bailarina) Jovem Kaingang da terra indígena do Votouro, mora na cidade de Porto Alegre junto com sua mãe na Casa de Estudante Indígena da UFRGS. Acompanha sua mãe participando das lutas políticas em Brasília e dos encontros de lideranças do Estado do Rio Grande do Sul. Nayane tem 13 anos, participou dos grupos de dança nos territórios onde viveu e seu primeiro trabalho nas artes cênicas foi com o espetáculo "Água redonda e comprida", quando foi indicada ao Açorianos de Dança 2022 na categoria "Intérprete Destaque".   FICHA TÉCNICA Orientação cênica: Iracema Gah Teh Nascimento e Angélica Kaingang Direção geral: Geórgia Macedo Bailarinas criadoras: Geórgia Macedo e Nayane Gakre Domingos Direção artística: Geórgia Macedo e Kalisy Cabeda Direção cênica: Kalisy Cabeda Coreografia:  Geórgia Macedo e Nayane Gakre  Domingos Direção de movimento: Camila Vergara Preparação corporal: Camila Vergara e Geórgia Macedo Figurinos e cenografia: Isabel Ramil Criação e operação de luz: Thaís Andrade Trilha sonora e operação de som: Thiago Ramil Voz e narrativas: Iracema Gah Teh Nascimento e Angélica Kaingang Design gráfico: Vini Albernaz Redes Sociais: Ananda Aliardi Produção Temporada SESC RJ: Vergara Produções Artísticas - Camila Vergara SERVIÇO Espetáculo:  “Água redonda e comprida” Apresentações: 20, 22 e 23 de fevereiro de 2025 Horário: 19h (quinta) e 16h (sábado e domingo) Local:  Sesc Tijuca Ingressos:  R$ 5 (associado do Sesc), R$ 10 (meia-entrada), R$ 20 (inteira), Gratuito (PCG) Informações:  (21) 2547-0156 Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 9h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 20h. Classificação indicativa:  Livre Duração:  60 minutos Instagram : @aguaredondaecomprida     Assessoria de imprensa: Catharina Rocha (21) 99205-8856 catharocha@gmail.com   Paula Catunda (21) 98795-6583 paula.catunda@gmail.com Alex Varela

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