Revista do Villa
Revista do Villa
Revista do Villa
Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...
Resultados encontrados para busca vazia
- Entrevista: Anna Costa e Silva
Entrevista com a internacional artista visual Anna Costa e Silva. Foto exclusiva para esta coluna da Revista do Villa 1 - Olá Anna! Você está realizando uma residência artística na Delfina Foundation em Londres. Qual é o projeto que você irá realizar no espaço? Sim! Estou te escrevendo da Delfina, inclusive. Estou desenvolvendo uma nova instalação de filmes e uma performance ao vivo, que explora a relação entre som, gênero, relações afetivas e pensamento neoliberal. O projeto patriarcal de manter as mulheres em silêncio, a forma que os sons das mulheres têm sido historicamente marginalizados e associados com a loucura ou a bestialidade, e como isso se acentua num contexto de capitalismo tardio, em que as relações humanas se transformam em relações de consumo, ou assets. Estou realizando uma série de gravações de conversas com mulheres, ouvindo suas histórias, pensamentos e sensações e também os seus sons, além de uma pesquisa bastante distópica sobre devices de companhia, ou de sexo, tais como o holograma Gatebox, que foi desenhado para ser a esposa perfeita, ou a boneca sexual Harmony, que não à toa, se chama “harmonia”. Me interessa, justamente, escutar o que as mulheres têm a dizer e como tanto as suas experiências e seus sons escapam das tentativas de controle e dos sistemas binários 0101. Essa coleção de histórias, sons e imagens será apresentada no final da residência, como uma experiência de spoken word ao vivo e, mais pra frente, numa instalação de filmes e um coro de mulheres. 2- Quais são as características principais do seu trabalho artístico? Toda a minha prática se dá à partir de processos de escuta, intimidade e relação entre pessoas. Me interesso muito pelas histórias pessoais e de que forma elas carregam nossos traumas e experiências coletivas. Meus projetos se desdobram em instalações imersivas, filmes, performances e experiências efêmeras, que existem num espaço híbrido entre documentário, ficção, sonho e imaginação. 3- Como você se define artista plástica? Sim, mas não só. Meu trabalho se dá nas bordas e interseções entre as artes visuais, o cinema, a performance e a palavra. 4- Quais são os temas principais que você tem trabalhado em sua produção artística? Me interesso por questões humanas e relacionais, por escutar as histórias e formas de ver os mundo e como elas refletem os traumas e experiências coletivas. Meus dois últimos projetos “Tamagotchi_balé” e “Por favor leiam para que eu descanse em paz” são instalações de filmes, sons e objetos que compartilham esse processo de escuta como ponto de partida mas olham para questões diferentes. "Tamagotchi_balé" - Anna Costa e Silva - videoinstalação - 2023 “Por favor leiam para que eu descanse em paz”, realizado em parceria com Nanda Félix começa quando Nanda encontra um envelope com o mesmo título deixado por sua avó na ocasião da sua morte. Dentro do envelope, havia um laudo psicológico e 16 anos de correspondências trocadas com um padre. MC foi internada com depressão pós parto na década de 1950. O projeto leva às últimas consequências o seu pedido “leiam para que eu descanse em paz”, convidando mulheres para lerem o laudo de MC e contarem suas histórias e reflexões sobre como o estigma da loucura ainda hoje é usado como forma de silenciamento. E o que as mulheres gostariam de tornar público para descansar em paz – em vida. A história de sua avó se torna a abertura de um espaço para que outras histórias possam ser compartilhadas. Foi um processo muito emocionante e envolveu mais de 70 mulheres. Esse trabalho foi exposto no Sesc Copacabana. Já “Tamagotchi_balé” começa com um sonho que eu tive, em que estava fazendo um curso de futuro para aprender a viver num mundo em que as relações foram extintas e o amor, proibido, por atrapalhar a produção 24/7h. Apliquei com esse projeto para uma residência dentro dos estúdios da Ubisoft, empresa de games, e passei 3 meses ouvindo sonhos de programadores e designers. Como essas pessoas estão "desenhando” o nosso mundo, de certa forma, estava curiosa sobre o que estavam sonhando, principalmente no que diz respeito ao coletivo. Ouvi muitos sonhos sobre a simbiose entre humanos e máquinas, a forma como o pensamento neoliberal afeta as relações, gratificação instantânea, narcisismo, branding pessoal, vício em dopamina, tudo isso à partir de narrativas oníricas – algumas bastante surreais e outras bem próximas ao que estamos vivendo. Comecei chamar esse estudo de distopia relacional. E, junto com a equipe de gamers, criamos esses sonhos e reflexões em filmes 3D, numa série de filmes que compôs uma instalação imersiva. Estávamos lidando com essa distopia relacional, mas trabalhando de forma coletiva e imaginativa, o que era interessante. Esse trabalho foi exposto no Centro Cultural Municipal Hélio Oiticica. 5- Como se deu a sua formação como artística plástica? Minha primeira formação foi em Cinema, e também comecei a trabalhar como assistente de direção em filmes e séries aos 17 anos, sinto que trabalhar em equipes de direção foi uma grande escola. E depois fiz mestrado em Artes Visuais na School of Visual Arts, em Nova York, onde morei por dois anos entre 2011 e 2013. Eu aprendo muito com cada processo de trabalho e gosto muito de trabalhar em equipe. Trabalhei com diretores como Cacá Diegues, Jorge Durán, os artistas visuais Mauricio Dias e Walter Riedweg e, mais recentemente, com o Walter Salles e a Daniela Thomas. Além do meu trabalho como artista visual, também dirijo documentários e peças sonoras, entre elas está “Uma coisa por outra”, um audiolivro documental que dirigi com a Daniela Thomas sobre o trabalho do artista Carlito Carvalhosa, que foi exposto no Instituto Tomie Ohtake e também está disponível nas plataformas de áudio. Também a série de documentários “Olhar” sobre artistas contemporâneos que dirigi com Isis Mello para o Canal Arte1. 6- Quais são as suas principais referências teóricas e práticas que embasam o seu fazer artístico? Minhas principais referências são as pessoas que eu encontro e convivo, e minhas conversas com elas – muitas delas acontecem em chamadas abertas para os trabalhos. Mas, falando sobre obras e pensadoras/os que tenho me debruçado ultimamente, citaria Linda Montano, Eleonora Fabião, Sophie Calle, bell hooks, Laurie Anderson, Lygia Clark, Eduardo Coutinho, Aline Motta, Agnes Varda, Margueritte Duras, Tarkovsky, Jonathan Crary, Grada Kilomba, Ana Pi, Sidarta Ribeiro, Ailton Krenak, Willhem Reich. 7- Como você avalia os espaços de exposição no Brasil? Acredito que temos instituições maravilhosas no Brasil, museus e centros culturais, e pessoas muito sérias as dirigindo, que fazem um trabalho hercúlio. Estamos num longo caminho de recuperação das nossas instituições, editais, fomentos, etc, pois muito foi destruído durante o governo do Bolsonaro. Espero que possamos seguir nesse caminho. 8- Quais são os seus projetos para o ano de 2025? Estou agora em residência na Delfina Foundation em Londres e em março apresento aqui a performance em que estou trabalhando. Também participo de uma exposição coletiva “Trou Noir” com curadoria de Bernardo de Souza durante a Arco Madri. Tamagotchi_balé acabou de passar em tela grande no Festival de Cinema de Tiradentes. Tenho outros projetos vindo aqui na Europa e no Brasil, mas ainda não posso comentar sobre eles. "Por favor leiam para que eu descanse em paz" - Anna Costa e Silva e Nanda Félix - videoinstalacão - 2024. Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação Chico Vartulli
- Destinos mais luxuosos pelo mundo afora
Os destinos mais luxuosos do mundo são conhecidos por sua exclusividade, hotéis sofisticados, gastronomia de alto nível e experiências personalizadas. Aqui estão alguns dos mais icônicos: 1. Maldivas – Paraíso dos Resorts Privativos • Bangalôs sobre a água, praias de areia branca e serviço personalizado. • Resorts como Soneva Jani, Cheval Blanc Randheli e One&Only Reethi Rah oferecem experiências ultraexclusivas. 2. Dubai, Emirados Árabes – Oásis da Extravagância • Hotéis icônicos como Burj Al Arab, Atlantis The Royal e One&Only The Palm. • Ilhas artificiais, lojas de grife e passeios de iate no Golfo Pérsico. 3. Santorini, Grécia – Romance e Exclusividade • Resorts com vista para o mar Egeu, como Canaves Oia, Katikies e Grace Hotel Santorini. • Pôr do sol inesquecível e vinhos gregos sofisticados. 4. St. Barts, Caribe – Refúgio de Bilionários • Hotéis de luxo como Eden Rock, Cheval Blanc e Le Toiny. • Praias paradisíacas, festas privadas e restaurantes estrelados. 5. Courchevel, França – O Ski Resort Mais Exclusivo • Parte dos Alpes Franceses, conhecido pelo luxo e privacidade. • Hotéis 5 estrelas como Cheval Blanc Courchevel e Les Airelles. 6. Kyoto, Japão – Tradição e Luxo Oriental • Hotéis boutique sofisticados como Aman Kyoto e The Ritz-Carlton Kyoto. • Experiências gastronômicas com chefs Michelin e rituais japoneses autênticos. 7. Costa Amalfitana, Itália – Charme Mediterrâneo • Hotéis icônicos como Le Sirenuse e Belmond Hotel Caruso. • Passeios de iate por Capri, Positano e Ravello. 8. Seychelles – Paraíso Tropical Exclusivo • Ilhas privativas como North Island e Six Senses Zil Pasyon. • Praias isoladas e serviço ultra-personalizado. 9. Aspen, EUA – Luxo nas Montanhas Nevadas • Hotéis sofisticados como The Little Nell e St. Regis Aspen Resort. • Destino de ski preferido por milionários e celebridades. 10. Serengeti, Tanzânia – Safári com Conforto Máximo • Experiências de safári em lodges como Singita Grumeti e Four Seasons Safari Lodge. • Passeios de balão e jantares privativos na savana. Esses destinos oferecem o que há de mais luxuoso no turismo mundial, com experiências inesquecíveis. Viviane Fernandes
- Feijoada dos Embaixadores de Turismo
Já estão a venda os ingressos para o evento Carnavalesco Fairmont Copacabana / Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ, no próximo dia 3 de março às 14 horas no Tropik. O ingresso inclui petiscos de entrada, feijoada, bebidas, sobremesas e uma linda camiseta com uma estampa do pintor francês Philippe Seigle. Link para compra : https://www.sympla.com.br/evento/bloco-do-tropik-beach-club/2826057 Viviane Fernandes Diretora de Marketing Nice Via Apia Turismo 55 21 22833083 www.niceviaapia.com.br Viviane Fernandes
- Carnaval e os impactos econômicos no Rio de Janeiro
O Carnaval de 2025 no Rio de Janeiro traz novidades significativas, incluindo a ampliação dos desfiles do Grupo Especial para três noites consecutivas: domingo, segunda e terça-feira de Carnaval. Essa mudança visa proporcionar mais tempo para as apresentações de cada escola, com desfiles agora durando entre 70 e 80 minutos, 10 minutos a mais que no ano anterior. Programação dos Desfiles do Grupo Especial: • Domingo, 2 de março de 2025: • 22h00: Unidos de Padre Miguel • 23h30: Imperatriz Leopoldinense • 01h00: Viradouro • 02h30: Mangueira • Segunda-feira, 3 de março de 2025: • 22h00: Unidos da Tijuca • 23h30: Beija-Flor • 01h00: Salgueiro • 02h30: Vila Isabel • Terça-feira, 4 de março de 2025: • 22h00: Mocidade Independente de Padre Miguel • 23h30: Paraíso do Tuiuti • 01h00: Grande Rio • 02h30: Portela O Desfile das Campeãs, que celebra as escolas melhor colocadas, ocorrerá no sábado, 8 de março de 2025.  Impacto Econômico no Rio de Janeiro: A Riotur estima que o Carnaval de 2025 movimentará R$ 5,5 bilhões na economia carioca, gerando aproximadamente 50 mil empregos. Além disso, o evento deve atrair cerca de oito milhões de pessoas, incluindo turistas de mais de 160 países. O comércio local também prevê um aumento de 2% nas vendas durante o período carnavalesco, com tíquete médio estimado em R$ 150 por compra, especialmente em itens como fantasias e adereços. Para apoiar as escolas de samba do Grupo Especial, o governo do Rio de Janeiro anunciou um investimento de R$ 40 milhões, destacando que a inclusão de mais um dia de desfiles trará impactos econômicos adicionais ao estado. Viviane Fernandes
- O Carnaval do Rio de Janeiro de 2025
O Carnaval do Rio de Janeiro de 2025 bateu um recorde histórico ao movimentar R$ 6,5 bilhões na economia da cidade. O valor representa um crescimento significativo em comparação com os anos anteriores, consolidando o evento como um dos maiores motores turísticos e econômicos do Brasil. Fatores que impulsionaram o recorde: 1. Aumento do número de turistas: O Rio de Janeiro recebeu um fluxo recorde de visitantes nacionais e internacionais durante o Carnaval. Segundo dados da prefeitura, mais de 2,5 milhões de turistas passaram pela cidade, gerando alta ocupação hoteleira, com taxas superiores a 90% em bairros como Copacabana, Ipanema e Centro. 2. Blocos de rua e Sambódromo: Os blocos de rua, que atraem multidões, tiveram um papel fundamental nesse impacto financeiro. Mais de 500 blocos oficiais desfilaram pelas ruas, arrastando milhões de foliões. Além disso, os desfiles das escolas de samba no Sambódromo Marquês de Sapucaí foram um espetáculo à parte, com ingressos esgotados em todas as noites. 3. Setores beneficiados: Os principais setores beneficiados foram: • Turismo e hotelaria: Registraram aumento expressivo na ocupação de hotéis, pousadas e aluguel de imóveis por temporada. • Alimentação e bebidas: Restaurantes, bares e vendedores ambulantes tiveram faturamento recorde com o consumo elevado de comidas típicas e bebidas. • Transporte: O fluxo intenso de passageiros gerou crescimento nas receitas de táxis, aplicativos de transporte, ônibus e metrô. • Comércio: Lojas de fantasias, adereços e artigos carnavalescos registraram alta nas vendas. 4. Investimento em segurança e infraestrutura: Para garantir a segurança dos foliões, a prefeitura reforçou a infraestrutura com câmeras de monitoramento, aumento do efetivo policial e postos médicos em áreas estratégicas. Essa organização contribuiu para um evento mais seguro e atrativo. Impacto cultural e social: Além do impacto financeiro, o Carnaval reforça a importância cultural do samba e a visibilidade das comunidades envolvidas com as escolas. O evento gera milhares de empregos diretos e indiretos, desde a confecção de fantasias até serviços temporários. O sucesso do Carnaval do Rio de Janeiro em 2025 reforça a cidade como um dos principais destinos turísticos do mundo e evidencia o poder do evento como impulsionador da economia local. Viviane Fernandes
- AbavEXPO fica no Rio de Janeiro até 2031 com o apoio da Fecomercio
A ABAV Expo é uma das maiores feiras de turismo do Brasil e da América Latina, reunindo profissionais do setor para networking, capacitação e exposição de destinos, produtos e serviços turísticos. O evento conta com o apoio de diversas entidades, incluindo a Fecomércio, que desempenha um papel fundamental na promoção do turismo como motor econômico. A parceria com a Fecomércio reforça o compromisso da ABAV Expo em fortalecer o mercado, proporcionando oportunidades de negócios e impulsionando o desenvolvimento do setor. O apoio da entidade reflete a importância do turismo no comércio e na geração de empregos, além de fomentar a qualificação dos profissionais da área. Com edições anuais de grande sucesso, a previsão é que a ABAV Expo continue sendo realizada até 2031, mantendo sua relevância como um dos principais encontros do trade turístico. Esse compromisso a longo prazo demonstra a confiança na recuperação e no crescimento do turismo, consolidando o evento como um pilar estratégico para o setor no Brasil. Viviane Fernandes
- SAHIC, um dos maiores Eventos de Hotelaria e Turismo do Mundo acontecendo no Fairmont
O SAHIC Latin America & The Caribbean – Hotel and Tourism Investment Forum é um dos principais eventos de investimentos em hotelaria e turismo na América Latina e Caribe. A 19ª edição do evento ocorreu nos dias 24 e 25 de março de 2025 no Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, reunindo líderes empresariais, investidores e especialistas para discutir tendências e perspectivas do mercado hoteleiro. Como hoje, 25 de março de 2025, é o segundo e último dia do SAHIC, espera-se a continuidade das discussões iniciadas ontem, com foco em estratégias de expansão e oportunidades de crescimento no setor hoteleiro e turístico. A programação inclui painéis, mesas-redondas e sessões de networking para fomentar parcerias e investimentos na região. Palestrantes e temas abordados: O evento contou com a participação de diversos executivos de destaque, incluindo: • Thomas Dubaere, CEO Accor Américas na Divisão Premium, Midscale & Economy (PM&E), que participou do painel “Perspectivas da indústria: líderes hoteleiros refletem e olham para o futuro”, moderado por Peter Greenberg, editor de viagens da CBS News. • Camil Yazbeck, Global Chief Development Officer da Accor. • Abel Castro, Chief Development Officer Accor Americas PM&E. • Mauro Rial, Chief Operations Officer North, Hispanic Americas Accor PM&E. • Pedro Cardoso, Vice President Astore. • Luis Mirabelli, Vice President of Development for Latin America & Caribbean Accor PM&E. • Claudia Piña, Development Manager – Colômbia, Equador e Peru Accor PM&E. • Jore Zaragoza, Director, Development – México, América Central & Caribe Accor PM&E. • Edouard Schwob, SVP Development Accor Americas Luxury & Lifestyle. • Guilherme Cesari, Head of Development Accor Americas Luxury & Lifestyle. Os temas abordados nos painéis e mesas-redondas incluíram: • Perspectivas econômicas da América Latina e Caribe, apresentadas por economistas do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. • Inovação e resiliência no turismo, com discussões sobre estratégias para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades no setor. • Panorama do mercado da hospitalidade, com dados concretos para definição de estratégias e decisões de investimentos na região. Além disso, foram realizadas dinâmicas de networking, como mesas-redondas e reuniões individuais, para potencializar negócios e parcerias entre os participantes. Objetivo principal do evento: O SAHIC 2025 teve como objetivo principal reunir investidores, desenvolvedores, líderes empresariais e especialistas do setor para discutir estratégias de expansão, oportunidades de crescimento e tendências da indústria hoteleira e turística na América Latina e Caribe. O evento serviu como uma plataforma para fomentar a colaboração, catalisar o crescimento do setor na região e promover oportunidades de desenvolvimento das marcas líderes de mercado.  A realização do SAHIC no Fairmont Rio de Janeiro Copacabana reforçou o papel estratégico da cidade no turismo e no setor de investimentos em hospitalidade, proporcionando um ambiente ideal para discussões que impulsionarão o futuro do turismo na região. Viviane Fernandes
- Dicas de 5 Trilhas e Cachoeiras incríveis no nosso Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro tem diversas trilhas e cachoeiras incríveis dentro da própria cidade, muitas delas gratuitas e acessíveis de transporte público ou carro. Aqui estão cinco das melhores opções: ⸻ 1. Cachoeira do Horto Localização: Parque Nacional da Tijuca, no bairro do Horto, Zona Sul Entrada: Gratuita Como chegar: • De ônibus: Pegue um ônibus para o Horto (linhas como 409 e 410) e caminhe até a entrada da trilha. • De carro: Estacione próximo ao Jardim Botânico e suba a pé até o início da trilha. Sobre a trilha: • Nível: Fácil • Tempo: 20 minutos • Uma das cachoeiras mais populares da cidade, com um poço bom para banho. ⸻ 2. Cachoeira das Almas Localização: Setor Floresta da Tijuca, Parque Nacional da Tijuca Entrada: Gratuita Como chegar: • De ônibus: Pegue um ônibus para a Praça Afonso Vizeu, no Alto da Boa Vista (linhas 301, 302, 345). De lá, caminhe até a entrada do parque. • De carro: Há estacionamento na entrada do parque. Sobre a trilha: • Nível: Fácil • Tempo: 20 a 30 minutos • Caminhada tranquila por um trecho de mata fechada, com uma bela cachoeira no final. ⸻ 3. Cachoeira do Camorim Localização: Parque Estadual da Pedra Branca, Camorim, Zona Oeste Entrada: Gratuita Como chegar: • De BRT: Pegue o BRT até a estação Rio 2 e depois um ônibus ou táxi até a Estrada do Camorim. • De carro: Estacione próximo à igreja de São Gonçalo do Camorim e siga a pé. Sobre a trilha: • Nível: Moderado • Tempo: 1h • Trilha cercada de mata atlântica, terminando em uma cachoeira com um poço ótimo para banho. ⸻ 4. Trilha do Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Chuveiro Localização: Parque Nacional da Tijuca, próximo ao setor Vista Chinesa Entrada: Gratuita Como chegar: • De ônibus: Pegue um ônibus até o Alto da Boa Vista e caminhe até o início da trilha. • De carro: Vá até a Vista Chinesa e estacione próximo à entrada da trilha. Sobre a trilha: • Nível: Moderado • Tempo: 40 minutos • Caminhada curta e recompensadora, com vista panorâmica da cidade e uma cachoeira refrescante no final. ⸻ 5. Cachoeira Véu da Noiva (Gruta do Belmiro) Localização: Parque Nacional da Tijuca, Setor Floresta Entrada: Gratuita Como chegar: • De ônibus: Pegue um ônibus até a Praça Afonso Vizeu, no Alto da Boa Vista. • De carro: Estacione na entrada do Parque Nacional da Tijuca e siga a trilha. Sobre a trilha: • Nível: Moderado • Tempo: 40 minutos • Uma das cachoeiras mais bonitas da Floresta da Tijuca, com uma queda d’água fina e cristalina. ⸻ Dicas para aproveitar melhor as trilhas e cachoeiras do Rio de Janeiro: Vá com roupas leves e tênis apropriado. Leve repelente e protetor solar. Evite dias de chuva, pois as trilhas podem ficar escorregadias. Leve lanche e água, pois não há comércio na maioria desses locais. Sempre respeite a natureza e leve seu lixo de volta. Viviane Fernandes
- “Visitando Camille Claudel” reestreia marcada por muita emoção
Foto Zeca Amorim "Visitando Camille Claudel" Atriz Adriana Rabelo Na noite de ontem, a atriz Adriana Rabelo subiu ao palco do Teatro Laura Alvim para um reencontro muito especial, a sua Camille Claudel que está de volta para uma curta temporada durante o mês de abril. O espetáculo que tem texto e direção de Ramon Botelho é uma obra prima. A interpretação de Adriana arrebata a platéia ao longo do monólogo em que é possível sentir cada dor, angústia e desespero da escultora que viveu entre o final do século XIX e início do XX (1864–1943). A peça, livremente inspirada na vida e na obra da genial escultora francesa Camille Claudel, segue o fluxo de memória da artista, reinventando de forma poética as passagens marcantes da sua vida: a infância, o auge em Paris, a conturbada história de amor com Rodin, o isolamento e sua interdição. Camille se atreveu a ser escultora, profissão estritamente masculina na época; sofreu com o preconceito da sociedade patriarcal, e acabou internada involuntariamente em um hospício durante 30 anos, de onde jamais saiu. Apesar da história de Camille Claudel se passar entre o final do século XIX e início do XX, os temas que abordamos no espetáculo continuam dolorosamente atuais. Igualdade de gênero, saúde mental, o reconhecimento da mulher no mercado de trabalho, luta antimanicomial. Esses são debates que ainda precisamos ter. E há algo ainda mais profundo: o machismo estrutural. Camille não foi silenciada apenas por sua relação com Rodin ou por conflitos familiares. Ela foi vítima de um sistema que não aceitava que uma mulher fosse tão talentosa quanto – ou mais – do que os homens. O mundo da arte no século XIX, como tantas outras áreas, era dominado por uma lógica masculina que restringia o acesso das mulheres, negava-lhes reconhecimento e autonomia. Peça "Visitando Camille Claudel" - Foto Zeca Amorim O machismo estrutural faz com que as mulheres precisem sempre provar mais, resistir mais e se justificar mais do que os homens. Se uma mulher demonstra ambição e desejo por reconhecimento, coloca sua opinião de forma assertiva é taxada de exagerada, nervosa ou descontrolada. Se desafia as regras, é punida. Camille foi punida com o isolamento e o esquecimento. Seu internamento por 30 anos em um asilo, mesmo sem diagnóstico psiquiátrico claro, não foi apenas um destino cruel, mas um reflexo desse sistema que prefere calar as mulheres a permitir que ocupem o espaço que merecem. Levar Visitando Camille Claudel ao palco do Teatro Laura Alvim não é apenas contar uma história. É provocar reflexão. É mostrar como esse machismo estrutural, que destruiu a vida de Camille no século XIX, ainda ecoa nas dificuldades que as mulheres enfrentam hoje para serem respeitadas e reconhecidas em suas carreiras e escolhas. É falar sobre a mulher que tem talento, inteligência e autonomia, mas que encontra barreiras para exercer sua arte e sua liberdade. É um lembrete de que, mesmo hoje, as vozes femininas ainda precisam lutar para não serem silenciadas. Peça "Visitando Camille Claudel" - Foto Humberto Ribeiro Com produção de Carangola Produções e Rotunda e Bambolina a peça fica em cartaz até o dia 27 de abril, sempre às sextas e sábados, às 20h e domingo, às 19h. Hoje, após o espetáculo haverá um bate papo com Pedro Cattapan, psicanalista e professor da UFF e UFRJ e autor do livro “Psicanálise, Criatividade e Depressão”. Revista do Villa || Alessandra Dayrell
- Bairros Históricos do Rio de Janeiro - Flamengo
A história do bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, remonta à descoberta da Baía de Guanabara e à fundação da cidade. O bairro se desenvolveu ao longo do tempo, com a construção de ruas, edifícios e palacetes. Imagem da Praia do Flamengo - seculo XVIII - Arquivo Nacional Segundo a versão mais difundida, o nome Flamengo é uma referência ao navegador neerlandês Olivier van Noort , que tentou invadir a cidade no século XVI desembarcando na Praia do Flamengo . Os naturais dos Países Baixos eram historicamente designados por flamengos, por serem provenientes da Flandres . Em fins de 1503, o navegador Gonçalo Coelho abastecia de água da sua expedição na foz do rio Carioca , que desaguava na atual Praia do Flamengo. Embora os portugueses chamassem o lugar de Aguada dos Marinheiros, os Tamoios influenciaram na mudança do nome para rio Carioca em função de uma feitoria construída no local. Carioca, na língua dos Tamoios, quer dizer casa de branco (cari - branco; oca – casa). Martins Afonso de Souza vem ao Rio de Janeiro, em 1530, e desembarca na foz do rio Carioca, região conhecida pelos índios como Uruçu-Mirim (abelha pequena na língua dos Tamoios), que ficava nas imediações onde hoje está a Rua Barão do Flamengo. Em 1531, Pero Lopes de Souza , que fazia parte da expedição de Martim Afonso de Souza , constrói a primeira casa de pedra da cidade, na foz do rio Carioca, que foi a primeira edificação do gênero existente nas três Américas. Esta casa serviu de moradia ao primeiro juiz da cidade, Pedro Martins Namorado , nomeado em 1565 por Estácio de Sá . A casa foi destruída por uma ressaca, sendo reconstruída no século XVII para servir de moradia para o sapateiro português Sebastião Gonçalves que ali residiu de 1606 a 1620. Por isso, na época, a Praia do Flamengo foi denominada de Praia do Sapateiro. A casa de pedra existiu por um período de duzentos anos, desaparecendo por volta dos anos setecentos. O primeiro sinal de urbanização do Flamengo foi uma estrada construída no século XVII para levar a produção de açúcar do Engenho D’El Rei, que ficava na atual Lagoa, ao Porto do Rio. Imagem da Praia do Flamengo - 1929 - IMS Foi na administração do Prefeito Pereira Passos , com a abertura da Avenida Beira-Mar, que a região se modernizou e o Flamengo ganhou um punhado de prédios e palacetes elegantes. A avenida, que ia da Avenida Rio Branco a Botafogo, era considerada, na inauguração, um dos lugares mais bonitos do mundo. Imagem da Praia do Flamengo - 1915 - MultiRio No início do século XX, o Castelinho do Flamengo construído entre 1916 e 1918 , concebido pelo arquiteto italiano Gino Copede para se tornar a residência do comendador Joaquim da Silva Cardoso e de sua esposa Carolina. Joaquim era um rico construtor português, à época foi responsável por várias construções de palacetes para a sociedade carioca. Imagem do Castelinho do Flamengo - entao residencia do Comendador Joaquim Silva Cardoso Atualmente é um centro de cultura, com uma videoteca que dispõe de mais de 1 500 títulos em acervo. No segundo andar, está o auditório Lumiére, com capacidade para quarenta lugares e mais duas salas para cursos e workshops e uma sala para exposições; na torre (quarto andar), há o espaço Curinga, uma sala de leitura de textos dramatizados. Já o belo Hotel Central não teve tanta sorte. O Hotel figurava na Praia do Flamengo entre os anos de 1915 e 1951. Ficava localizado bem na esquina com a Rua Barão do Flamengo. Ele tinha seis andares, elevadores e 124 cômodos dotados de banheiros com água quente e telefone, um verdadeiro luxo para época. Os terraços mobiliados tinham vista para a Baía de Guanabara. Imagem do antigo Hotel Central - Praia do Flamengo - Anos 20 - IMS Por estar localizado em frente à Praia do Flamengo, onde havia uma curta faixa de areia, o hotel oferecia vestiários na orla e pacotes que incluíam as refeições, sem a necessidade de hospedagem, em uma época na que os banhos de mar começavam a ficar na moda. Imagem do antigo Hotel Central - 1917 - Praia do Flamengo - Brasiliana Fotografica Imagem dos ambientes do antigo Hotel Central - Anos 20 - Praia do Flamengo Com a crescente poluição da Baía de Guanabara e a mudança do público para as vizinhas Copacabana e posteriormente Ipanema, o Hotel Central foi se esvaziando até encerrar suas atividades em 1950, sendo demolido no ano seguinte. A especulação imobiliária colaborou também para a sua demolição. Também na praia do Flamengo, uma casa construída em 1920 destaca-se até os dias de hoje elegantemente. Se trata de uma reminiscência do Rio de Janeiro com inspiração Europeia, de uma época quando a paisagem da cidade era dominada por residências individuais e sobrados. Imagem do então Palacete Seabra - Anos 30 - Casa Julieta de Serpa Imagem do interior do entao Palacete Seabra (atual Casa Julieta de Serpa) O palacete, onde hoje é a Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, foi construído em 1920, fruto de uma linda história de amor. Apaixonado pela mulher, Demócrito Lartigau Seabra, filho de uma importante família de comerciantes, quis dar de presente à sua esposa, Maria José, a mais bela casa do Rio de Janeiro. O casal teve uma vida longa e feliz neste pequeno e imponente palácio. Em 2001, com a morte do filho mais velho da família, o palacete foi vendido para uma empresa que queria construir um prédio no local. No entanto, o Departamento Geral do Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura havia tombado a casa em 1997, logo, a demolição não foi permitida. Um ano depois, o educador e antiquário Carlos Alberto Serpa de Oliveira se interessou e comprou o palacete para nele instalar uma casa de cultura em homenagem à sua mãe, dona Julieta, uma senhora que amava e se dedicava à cultura e às artes, e que sempre desejou criar um centro cultural. Assim, surgiu a Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa O bairro foi alvo de grandes empreendimentos imobiliários, em função de sua localização privilegiada junto ao Aterro do Flamengo, que dá um toque único ao bairro, pela sua beleza natural. Imagem da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa - Diivulgação Na próxima matéria falaremos da construção do Aterro do Flamengo. Não percam! Fontes: Arquivo Nacional Acervo Instituto Moreira Salles Brasiliana Fotográfica Casa de arte e Cultura Julieta de Serpa André Conrado










