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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

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Resultados encontrados para busca vazia

  • Devagar, Devagarinho

    Estreou Martinho, Coração de Rei - O Musical, no teatro Riachuelo. Um espetáculo de Miguel Falabella. A idealização e realização é de Jô Santana. É uma superprodução, com sofisticados figurinos, cenários, e iluminação.    A dramaturgia é de Helena Theodoro que nos apresenta um texto sensível, poético, com uma narrativa estruturada, que nos possibilita conhecer as diversas facetas de Martinho José Ferreira.   Ninguém mais apropriado do que Helena para redigir o texto. Ela é amiga pessoal do artista, redigiu uma biografia sobre o mesmo, é letrada, culta, filósofa, e professora doutora. Portanto, ela é uma mulher preta qualificada.   Helena inicia o texto na África ancestral, com o Griô  narrando a história do orixá do tambor bata, Ayan, e seu filho Ayangalu, os que tocam atabaque nos terreiros. A história de Ayan e seu filho é aplicada ao contexto brasileiro, personificando em Teresa de Jesus Ferreira e em seu filho Martinho José Ferreira. A partir desse momento, a dramaturgia passa a narrar a vida do artista brasileiro.   O musical é biográfico, não linear e cronológico, e nos faz conhecer o Martinho sambista, cantor e compositor; o militar, sargento do Exército; o político, que luta por sua cultura e pela sua arte africana com as Kizombas, e a relação com a cultura africana na construção da cultura brasileira como base e essência; o do mundo, do amor e da plenitude que atua em todas as frentes, que faz curso universitário  depois dos setenta, que escreve para crianças, que é pleno em sua vida; o Martinho das mulheres, sua verdadeira  paixão; o torcedor do Vasco da Gama, entre outros aspectos da rica e diversa trajetória do artista.   Helena também teve o mérito de inserir no texto a figura de Noel Rosa, o "poeta da Vila", e realizar o encontro imaginário com Martinho. Os dois não se conheceram. Noel morreu jovem, vítima da tuberculose pulmonar, e não conheceu Martinho nem o GRES Unidos de Vila Isabel. No texto teatral há espaço para a imaginação e a criatividade!   E de dramaturga, Helena virou personagem do musical. Lá estava ela, a amiga do cantor e compositor!   A dramaturgia é complementada pelos excelentes sambas do cantor e compositor, os grandes sucessos como Madalena, Mulheres, Canta Canta, Minha Gente, entre tantos outros. Texto e musicalidade estão intimamente associados, construindo um espetáculo que exala poesia, samba, cultura preta, ancestralidades, e diversidade cultural. O elenco como um todo tem uma atuação perfeita! Contudo temos que sublinhar a atuação do ator Alan Rocha como Martinho da Vila. Há quatro atores interpretando o cantor e compositor. Mas, Alan é o principal, e arrebenta! Tem uma atuação de gala! A voz do ator é idêntica a de Martinho. Parecia que o último estava sob o palco. Ele é uma alegria e vibração! Interpreta, canta e dança de forma notável, e transmite emoção, esquenta a plateia.   O elenco é acompanhado por uma banda, cuja direção musical é de Josimar Carneiro. Os atores interpretam ao vivo versões das músicas de Martinho, que são bem cantadas e interpretadas pelo elenco, e estão em sintonia e ajustados com a banda. A dinâmica entre o elenco e a banda funciona de forma perfeita.   Josimar Carneiro como diretor musical também teve o mérito, como já comentamos, de selecionar os grandes sambas de sucesso, e incluir os sambas-de-enredo como o inesquecível Para Tudo Se Acabar na Quarta-feira, composto para o desfile do ano de 1984. Os figurinos criados por Claudio Tovar são bonitos, de um bom gosto fora do comum, e adequados. Ganham destaque os da primeira parte do musical no contexto africano, e os de reisado no contexto do morro dos Pretos Forros.   A cenografia criada por Zezinho Santos e Turíbio Santos é incrementada, adequada e arrojada. Reconstrói a letra M, inicial de Martinho, e apresenta adereços decorativos com motivos africanos. A iluminação criada por Felipe Miranda é bonita, adequada, e sofisticada com efeitos especiais.   Martinho, Coração de Rei - O Musical é um mega espetáculo, com uma superprodução, e uma dramaturgia potente; apresenta um elenco forte e talentoso; e cenografia e figurinos de bom gosto, criativos e de alta qualidade. Excelente produção de teatro-musical! Fotos: Erick Almeida Alex Varela

  • Abertura da Exposição "A Poética do Cerrado" no Centro Cultural Justiça Federal

    Horizonte Cerrado - Viver no Centro do Mapa Exposição no Centro Cultural Justiça Federal apresenta um panorama da poética do Cerrado, a partir da coleção de Sergio Carvalho, ao mesmo tempo em que estabelece conversas-embates entre obras que configurem este universo que o centro excêntrico (em relação ao mapa cultural brasileiro) produz como discurso visual e estético. Com curadoria de Marília Panitz, a mostra que reúne cerca de 140 obras de mais de 40 artistas, será inaugurada no dia 25 de janeiro ELDER ROCHA Paisagens instáveis 14 Foto Ding Musa FÁBIO BAROLI Batata quando seca a rama é que fica enxuta FOTO DING MUSA FERNANDA AZOU Distopia GISELE CAMARGO Brutos Cipó (11), 2022 ISADORA ALMEIDA Goyazes 5 JOÃO ANGELINE O Bioma Cerrado é o segundo maior da América do Sul. As modernas capitais dos estados abarcados pelo bioma vão tendo que se haver com a potência da ancestralidade em seus entornos. Cada vez mais, os habitantes desses centros, e em especial aqueles cujo matéria prima do trabalho é a poética, lançam mão da natureza e da cultura ao redor, um redescobrimento que deixa sua marca na produção artística e na ação política de declarar suas especificidades em relação a outras regiões. E suas semelhanças.   A proposta desta mostra é estudar, dentro da Coleção Sérgio Carvalho, os indícios de tal hipótese. Sérgio é um colecionador de arte contemporânea brasileira, com um acervo que contempla todas as regiões do Brasil. Mas, talvez por viver em Brasília, tenha um documento dos mais interessantes da produção artística – do final do século passado e das duas primeiras décadas deste em que vivemos –, no centro do país.   Com obras que abrangem as últimas décadas do século XX e as duas primeiras deste século, Horizonte Cerrado  reflete a potência artística de uma região que, embora geograficamente central, é culturalmente excêntrica. Ao reunir produções dos estados do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) e regiões limítrofes de Minas Gerais e Bahia, é possível traçar um mapeamento cultural que transcende fronteiras geopolíticas. O Cerrado, enquanto espaço físico e simbólico, influencia não apenas os que nasceram ali, mas também aqueles que, por escolha ou destino, passaram a habitá-lo, reinterpretando sua força e beleza em diversas linguagens artísticas.   Horizonte Cerrado: Viver no centro do mapa  é uma realização do Instituto de Promoção à Arte e Cultura – IPAC, com produção assinada pela 4 Art e patrocínio da Eletrobras.   A EXPOSIÇÃO A mostra apresenta-se distribuída em cinco salas. Sala 1 – Na linha contínua da paisagem, o que permanece... A ideia de paisagem é percorrida por suas diferentes abordagens. Pode ser uma operação de recorte do elemento que a define, a pedra, em uma experiência de não assentamento, ou de pouso na superfície geométrica de cor – quase um inventário –, ou o relato do cotidiano, ação banal tornada poética. Pode figurar a visão do passageiro que percorre a distância da mata ao cerrado e à cidade futurista, em imagens em movimento que são quase abstrações ou a composição de horizontes oníricos, cujas personagens se perdem na imensidão ao redor. Ou pode mergulhar nos elementos que à compõem, experiência física de diluição no lugar ou decodificá-la através da tela, quase inexistente, como alusão à distopia. Artistas: Dirceu Maués, Fernanda Azou, Gisele Camargo, Irmãos Guimarães e Ismael Monticelli, Marcos Siqueira, Pedro Gandra.   Sala 2 – Entre traçados, anotações e costuras O traço aqui se impõe como desenho, não importando em que linguagem as obras são concebidas. O traço anota o pensamento, anota o lugar, deriva nas possibilidades da figuração, ganha o espaço tridimensional para se inscrever. E na criação dos trabalhos, apresenta certas questões, ou narrativas. É na justaposição, nos recobrimentos e nas emendas que o sentido se apresente para o olhador. Como se a linguagem fosse tomando para si todos os vestígios dos olhares, dos objetos, dos movimentos... Reaproveitamentos do mundo. O que já foi, continua presente nas transformações das coisas?  Artistas: Athos Bulcão, Elder Rocha, Evandro Prado, Helô Sanvoy, Luiz Mauro, Miguel Ferreira, Raquel Nava, Rava, Virgílio Neto.   Sala 3 – Chão de terra, céu azul, chão de concreto Camadas de tempo vão se sobrepondo. O novo inventa uma história fictícia para estabelecer sua hipótese, aposta em um futuro como abandono do passado. Mas a raiz se impõe. Entre a construções, cresce a vegetação que retoma sutilmente o seu espaço. O cerrado dormita a cada ano, parece morrer, mas retorna à primeira chuva. A cultura se modifica e segue aprendendo com a inovação para seguir viva. Sob o imenso céu azul do centro do Brasil – sempre o mesmo – a história se faz inscrita na paisagem. O concreto se desenha sobre o chão mais antigo do país. E passamos a fazer a arqueologia das coisas, com os olhos entre duas direções. Artistas: Adriana Vignoli, Alice Lara, David Almeida, Florival Oliveira, Isadora Almeida, João Angelini, Karina Dias, Luciana Paiva, Ludmilla Alves, Marcelo Solá, Matias Mesquita, Pedro David, Pedro Ivo Verçosa, Wagner Barja.   Sala 4 – Das reminiscências do agora Há algo que atravessa as terras antigas. Uma disposição de ver o invisível. Às vezes por fé, outras por atualização da memória através de suas imagens e objetos... às vezes por medo. Há ainda aquilo que se forja pela metaforização da vida comum, um certo mergulho no fantástico, E há a conjugação das palavras com as figuras. No encontro entre ancestralidade e projeção do futuro, o imaginário se manifesta. Toda imagem transcende sua função rotineira, tudo se desloca no universo das coisas. Artistas: Andrea Campos de Sá e Walter Menon, Antônio Obá, Coletivo Três Pe, Derik Sorato, Léo Tavares, Valéria Pena Costa.   Sala 5 – O comum extraordinário: subversões E a vida comum pode ser extraordinária, a depender do viés do olhar que a captura (?). a forma de descrevê-la pode torná-la experiência única, muitas vezes improvável, outras insuportável. Afinal, a naturalização do que ocorre com a sociedade provoca a banalidade. É preciso visão poética e visão política. É preciso subverter a ordem que não pareça ter sentido. E muitas vezes, é necessário inventar a realidade para poder produzir a mudança. As imagens aqui presentes são figurativas, algumas realistas. Os eventos são reconhecíveis, mas...a partir daí tudo é deslocamento, tudo é estranhamento. Como deve ser. Artistas: Bento Ben Leite, Camila Soato, Fabio Baroli, Pamella Anderson. O COLECIONADOR Residente em Brasília, Sérgio Carvalho, advogado, 64 anos, começou sua coleção de arte contemporânea em 2003, quando conheceu Nazareno, José Rufino, Eduardo Frota e Valéria Pena-Costa, que o apresentaram a outros artistas. Encantado com o universo poético de cada um deles, Carvalho resolveu vender as gravuras de Oswaldo Goeldi que possuía para comprar fotografias de Lucia Koch.   Hoje – 22 anos após iniciar sua coleção – Sérgio Carvalho reúne obras de alguns dos mais importantes artistas contemporâneos brasileiros, entre os quais Regina Silveira, Nelson Leirner, Iran do Espírito Santo, Efrain Almeida, Sandra Cinto, Emmanuel Nassar, Hildebrando de Castro, Rubens Mano, Berna Reale, Ana Elisa Egreja,  Jonathas de Andrade, Flavio Cerqueira  Sofia Borges , Camila Soato e Rodrigo Braga, Zé Crente, Cícero e Mestre Paquinha.   SERVIÇO Horizonte CERRADO – Viver no CENTRO do Mapa Abertura:  25 de janeiro – 15h Visita guiada com a curadora:  25 de janeiro – 16h Período:  25 de janeiro a 23 de março Centro Cultural Justiça Federal Av. Rio Branco, 241, Centro, Rio de Janeiro / RJ Uber: Rua México, 57, Centro, Rio de Janeiro / RJ Dias/Horários: terça a domingo, das 11h às 19h Agende sua visita mediada em: visitas.ccjf@trf2.jus.br   Assessoria de Imprensa Meio e Imagem Comunicação Vera Matagueira: (21) 3807-6497 | 97326-6868 Ana Ligia Petrone: (21) 99985-7744 Alex Varela

  • Professor e escritor Fábio Antônio Gabriel lança mais um livro: “Mediação — Fundamentos e Práticas Educativas”

    O professor, pesquisador e escritor Fábio Antônio Gabriel, com diversos livros publicados, entre ensaios e coletâneas, lançou recentemente “Mediação — Fundamentos e Práticas Educativas”. Ao longo da sua carreira, tem se dedicado a temas associados à filosofia e à educação. Com a nova obra, centrada na “prática da mediação” e na importância da “figura do mediador”, desenvolve-se o conhecimento artístico, histórico e cultural.   Para a museóloga e mediadora cultural Danielly Dias Sandy, prefaciadora do livro, a formação de Gabriel e a sua experiência como “docente, pesquisador e escritor” proporcionam uma obra capaz de despertar uma aguçada “percepção do leitor acerca da prática da mediação”.     O “livro é mais do que um guia; é uma obra dedicada a instigar aqueles que desejam aprofundar o seu conhecimento e as suas habilidades na arte da mediação”, enfatiza a museóloga, também pesquisadora na Unidade de Investigação Aplicada em Gestão (UNIAG), Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal.   Dividida em seis capítulos, “Mediação — Fundamentos e Práticas Educativas”, uma publicação (2024) da Editora Inter Saberes, foi pensada por Gabriel para ter uma progressão didática para ajudar o profissional interessado em dar os primeiros passos na carreira sem as “complexidades da mediação” e, assim, facilitar o seu aprendizado como mediador.   Por isso, há uma preocupação do autor, já no capítulo inicial, em desvendar os fundamentos e como aplicar em “diversos contextos”, sendo também uma obra direcionada a outros campos profissionais integrados a programas interdisciplinares, culturais e educativos.   No início de cada capítulo, o autor faz um check-in  do tema desenvolvido e, no final, traça uma “síntese” do referido assunto, seguido por obras para o leitor ampliar os seus conhecimentos. Também disponibiliza “atividades de autoavaliação”, um meio para assimilar as informações aprendidas sobre a formação de mediador.   Com texto fluente sobre a “prática da mediação”, o autor pontua as etapas a serem seguidas pelo leitor e, no segundo capítulo, revela como o profissional deve agir para ser bem-sucedido na mediação.   Já no terceiro capítulo mostra alguns exemplos de como os profissionais podem ter uma visão da prática real e, no capítulo seguinte, abre com um novo exemplo: sobre o “processo de mediação” nos museus, onde “tudo é feito segundo uma intencionalidade pedagógica e educacional”. Há também referências sobre a ética do mediador.   No quinto capítulo, intitulado “Mediações em diferentes contextos no âmbito cultural”, ele segue com exemplos provenientes de galerias de artes e exposições virtuais. No sexto capítulo, Gabriel orienta o profissional a “desenvolver projetos de ação educativa” focados num “maior envolvimento do público” e toma o “pai da filosofia” como exemplo de conduta para os mediadores.   Sabe-se que o filósofo grego, condenado à morte por cicuta, deixou um método, pelo qual, conforme reflexão de Gabriel, deve ser tomado como referência pelo mediador, pois o ajuda a compreender que não está sozinho devido aos “conhecimentos da vida cotidiana” reunidos entre os séculos.   “Ser mediador cultural é ser como Sócrates, figura que estimula as pessoas a pensar em novas perspetivas, visando sempre à emancipação humana. O mediador cultural também é convidado a ajudar as pessoas a desconstruir vários preconceitos e a construir novas ideias e pensamentos, mostrando-se abertas ao novo. Não se trata de uma verdade dogmática, mas de um conhecimento provado pela argumentação e pelo diálogo, com base no qual novos saberes podem ser estabelecidos”, esclareceu Gabriel.   A vida académica de Fábio Antônio Gabriel   Com sólida formação académica, universo onde atua como professor universitário e no ensino médio, dedicou anos da sua vida aos estudos, nos quais se ateve a conexões entre teologia, filosofia, sociologia e educação. A maioria dos seus livros, enquanto professor-pesquisador, são dedicados a temas sobre suas áreas de atuação. Ele também já publicou um livro de poemas.   Gabriel é doutor em Educação pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Brasil, onde adquiriu, no segundo semestre de 2024, o certificado de pós-doutorado em Ensino de Ciências e Educação Matemática. Atualmente, leciona filosofia na rede estadual do Paraná no município de Santo Antônio da Platina e atua como professor contratado do Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), campus Jacarezinho.   Gabriel possui especializações em Filosofia e Ética, Metodologia do Ensino de Filosofia e Sociologia, Ensino Religioso, Gestão e Organização da Escola com ênfase em Direção Escolar, Psicopedagogia Clínica e Institucional.   Nos primeiros anos de formação, bacharelou-se em Teologia e se licenciou em Filosofia, Letras, Pedagogia e Ciências Sociais. O escritor mantém um site , onde divulga suas obras, inclusive e-books , disponíveis gratuitamente: www.fabioantoniogabriel.com . Fotos enviadas pelo autor. Ígor Lopes

  • Apresentação do livro “Teatro José Lúcio da Silva: Contributos para a sua História (1951-1967)” de Adélio Amaro

    O escritor leiriense Adélio Amaro vai apresentar, no próximo dia 18 de janeiro, pelas 15 horas, com entrada livre, o livro: “Teatro José Lúcio da Silva: Contributos para a sua História (1951-1967)” , numa iniciativa inserida na comemoração do 59.º aniversário do Teatro José Lúcio da Silva, onde decorrerá o evento. Recriando o primeiro aniversário do Teatro (1967), a sessão contará com um momento cultural da responsabilidade do Coro do Orfeão de Leiria e do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez. Nesta mesma sessão, com acervo do Arquivo Municipal de Leiria e da Biblioruralis (Associação Cultural), será inaugurada uma exposição com alguns cartazes do primeiro ano de atividade do Teatro, assim como diversa documentação e maquetas anteriores à respetiva inauguração. A exposição ficará patente até ao dia 3 de março e poderá ser visitada diariamente das 18 às 22 horas, com entrada livre. Segundo apurámos, o livro “Teatro José Lúcio da Silva: Contributos para a sua História (1951-1967)”, além do enquadramento social, cultural e político do concelho de Leiria, retrata, ao longo de 478 páginas, o processo da demolição do Teatro D. Maria Pia (1958) e descreve todo o procedimento que levou ao aparecimento do novo Teatro, após José Lúcio da Silva oferecer “5 mil contos” para a respetiva construção. Desta forma, o leitor terá a oportunidade de conhecer a dinâmica da cidade enquanto se discutia, na praça pública, o futuro do novo teatro e, principalmente, a sua nova localização. Note-se que foi José Lúcio da Silva que desbloqueou a situação ao oferecer o novo teatro à cidade de Leiria. Este acabou por ser construído nos terrenos cedidos pelos herdeiros de António Marques da Cruz e inaugurado a 15 de janeiro de 1966. Durante o primeiro ano de atividade, o Teatro José Lúcio da Silva recebeu o melhor que havia no país no âmbito da Sétima Arte e do Teatro. Para o presidente do município de Leiria, Gonçalo Lopes, autor do prefácio, o “Teatro José Lúcio da Silva é uma das mais notáveis instituições culturais de Leiria, com uma história de décadas de serviço à comunidade e à cultura. Fundado em 1966 pela generosidade de José Lúcio da Silva e da sua esposa, este teatro nasceu com o propósito de promover a democratização do acesso à cultura e às artes, uma missão de enorme valor. Esse legado encontra-se plasmado nesta obra, da autoria de Adélio Amaro, a quem importa deixar um agradecimento pelo contributo para o conhecimento da história desta instituição e da relevância que assume para a comunidade leiriense”. Adélio Amaro é também presidente do Centro do Património da Estremadura, consultor para a Cultura Popular na Câmara Municipal de Leira, responsável pela Biblioruralis e diretor do jornal Gazeta Lusófona, da Suíça. Foi distinguido recentemente pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina – AFCHL, com sede no Brasil, assim como pela Academia Luso-Brasileira de Letras, do Rio de Janeiro, entre outras entidades portuguesas e internacionais. Imagens: Agência Incomparáveis e departamento de Comunicação da Câmara de Leiria Ígor Lopes

  • Companhias aéreas se unem por mais voos entre Portugal e Brasil

    Azul Linhas Aéreas Brasileiras e euroAtlantic Airways vão operar juntas em voos entre São Paulo e Lisboa. Com o aumento da demanda as empresas aéreas vão operar entre o Aeroporto Viracopos, em São Paulo, e o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. [Crédito da foto: divulgação/euroAtlantic Airways] A euroAtlantic Airways (EAA) anunciou no dia 2 de janeiro, em nota à imprensa, um acordo com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras para oferecer voos entre Brasil e Portugal. Devido à demanda por voos entre os dois “países irmãos”, a união é considerada estratégica e oferece, conforme divulgado na nota, “voos diretos adicionais conectando o Aeroporto Viracopos, em São Paulo, ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa”. As operações vinham sendo realizadas desde 19 de dezembro de 2024.   Considerada uma das principais empresas portuguesas no “setor de aluguer de aeronaves (wet-leasing) e serviços charter”, a EAA opera no mercado há um pouco mais de 30 anos. O CEO da companhia e também presidente, Stewart Higginson, revelou que a “colaboração estratégica com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras” fortalece o relacionamento “entre o Brasil e Portugal”. Ele recordou que foram “mais de três décadas de excelência operacional” e prometeu “oferecer a excepcional segurança, conforto e qualidade de serviço que os passageiros da Azul esperam.”   O presidente da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, Abhi Shah, destacou que a “euroAtlantic Airways possui relações comerciais com grandes companhias aéreas em todo o mundo e ampla experiência no transporte de passageiros. Além disso, é reconhecida pela qualidade no serviço prestado e confiabilidade no setor.” ígor Lopes

  • Instituto Caminhos da Palavra inaugura com oficinas on-line de escrita literária

    O escritor e gestor cultural carioca Henrique Rodrigues inaugura em 22 de janeiro o Instituto Caminhos da Palavra , com o intuito promover a literatura nacional nas suas mais diversas manifestações, por meio de acesso, formação e difusão. Um dos destaques do Instituto são as oficinas de criação literária , com formato on-line, oferecendo conteúdos diversos relacionados às manifestações literárias. O instituto passa a ser também responsável pela realização do Prêmio Caminhos de Literatura , destinado a revelar novos talentos da literatura brasileira.   Em fevereiro, estão programadas oito oficinas on-line: Aline Bei (Clube de Escrita), André Vianco (Escrevendo Horrores), Flávia Gasi (Tem história nesse jogo), Jéssica Balbino (Escrever o Corpo), Julián Fuks (Fundamentos do Romance), Cíntia Moscovitch (Conto, esse pequeno notável), Luna Vitrolira (Poética das vozes) e Paula Gicovate (Roteiro de longa-metragem: primeiros passos). Informações sobre inscrição, valores e forma de pagamento estão disponíveis no site: www.caminhosdapalavra.com.br     O Instituto dá início às atividades em 22 de janeiro, quarta-feira, por meio de um bate-papo on-line com transmissão pelo site do Instituto Caminhos da Palavra às 19h30 com as participações do escritor, editor e gestor público José Castilho e do escritor, ator, contador de histórias e produtor cultural Otávio Júnior, e mediação de Henrique Rodrigues.   Programação - Fevereiro de 2025   Oficina on-line: “ Clube de Escrita”, com Aline Bei Data : 3 /10 / 17 e 24 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Ao longo dos quatro encontros, os integrantes irão desenvolver a escrita como um estado contínuo de criação, um modo de existência para além do ato de vestir com linguagem o que se almeja escrever.   Sobre Aline Bei – É formada em Letras pela PUC-SP, em Artes Cênicas pelo Teatro Escola Célia-Helena e pós-graduada em Escritas Performáticas pela PUC-RIO. “O peso do pássaro morto”, finalista do prêmio Rio de Literatura e vencedor do prêmio São Paulo de Literatura e do prêmio Toca, é o seu primeiro livro. Em 2021 lançou seu segundo livro, “Pequena Coreografia do Adeus”, pela Companhia das Letras. O romance foi finalista do prêmio Jabuti e do prêmio São Paulo de Literatura e já vendeu mais de 140 mil cópias. Os dois livros foram publicados em Portugal pela Particular editora.   Oficina on-line: “Tem história nesse jogo”, com Flávia Gasi Data: 3 / 10 / 17 e 24 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: A oficina será baseada em análises de jogos e exercícios de transcrição de textos literários para narrativas de videogames, seja na adaptação de obras existentes ou na criação de material inédito.   Sobre Flávia Gasi: Com mais de 24 anos de experiência em jornalismo e comunicação no mercado gamer e de cultura pop como escritora e editora, Flávia Gasi escreveu games, traduziu obras, e tem games, livros e HQs publicadas. Foi premiada pelo troféu Ângelo Agostini por Melhor Publicação Independente de Grupo. Seu trabalho acadêmico se debruça sobre narrativa de videogames e desradicalização de extrema-direita de comunidades games. Atualmente é diretora de narrativa, professora doutora de narrativa, escritora e produtora de conteúdo.   Oficina on-line: “Conto, esse pequeno notável”, com Cíntia Moscovich Data: 4 / 11 / 18 e 25 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Ao longo dos quatro encontros, serão realizadas leituras analíticas e exercícios de escrita do conto, esse pequeno notável da literatura.   Sobre Cíntia Moscovich : escritora, jornalista e ministrante de oficinas literárias. Autoras de 8 livros individuais, entre eles "Essa coisa brilhante que é a chuva", mereceu os prêmios Jabuti, Portugal Telecom e Clarice Lispector, entre outros.   Oficina on-line: “Escrever o Corpo”, com Jéssica Balbino Data: 4 / 11 / 18 e 25 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: O que seu corpo diz sobre você? A oficina explora a escrita como ferramenta de investigação do corpo como espaço de memória e criação. Por reflexões, textos e exercícios, vivências corporais serão transformadas em narrativas que ressignificam dores, descobrem afetos e criam novas existências. Os encontros são divididos em: “O corpo como arquivo: narrar uma história guardada no corpo”, “Café com monstros: o que seus monstros dizem sobre você?”, “O texto que rebola: celebrar sensualidade da palavra” e “Encerrando ciclos, abrindo caminhos: uma carta ao corpo”.   Sobre Jéssica Balbino :  jornalista, mestre em comunicação pela Unicamp, colunista do Estado de Minas e produtora de conteúdo para a revista TPM. Escreve sobre corpo, diversidade, literatura e periferia. É autora dos livros "Gasolina & Fósforo" e "Traficando Conhecimento". Atua também como roteirista, podcaster, curadora de literatura, diversidade e conteúdo. Viciada em café, tem medo de estátuas e acredita que as narrativas em disputa podem transformar o mundo. Nas horas "vagas", é psicanalista.   Oficina on-line: “Fundamentos do romance”, com Julián Fuks Data: 5 / 12 / 19 e 26 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: O romance é um gênero literário em constante transformação, sujeito a crises sucessivas que parecem sempre prestes a acabar com ele. Em quatro encontros, veremos as muitas metamorfoses que vão sofrendo ao longo do tempo os elementos fundamentais que o compõem: voz narrativa, personagens, enredo, tempo, espaço, linguagem. E pensaremos, na teoria e na prática, as diversas estratégias que têm garantido ao gênero sua continuidade e sua permanência.   Sobre Julián Fuks:   escritor e crítico literário. É autor dos romances "A resistência" e "A ocupação", entre outros, tendo recebido os prêmios Jabuti, Saramago, Oceanos e Anna Seghers. Escreveu também o ensaio "Romance: História de uma ideia", publicado pela Companhia das Letras. É colunista do portal UOL, e já teve seus livros traduzidos para onze idiomas.   Oficina: “Roteiro de longa-metragem: primeiros passos”, com Paula Gicovate Data: 5 / 12 / 19 e 26 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Nos quatro encontros serão apresentados elementos básicos da criação de um longa-metragem, acompanhados de exercícios voltados para a estruturação do roteiro.   Sobre Paula Gicovate: formada em Letras | Formação de Escritor pela PUC Rio, é escritora e roteirista. Recentemente desenvolveu o roteiro de uma série da Thalita Rebouças, escreveu séries como "Homens são de Marte” (GNT), programas como “Onda Boa com Ivete Sangalo” (MAX) e “Esquenta” (Globo), além de desenvolvimentos de argumentos originais e adaptações literárias para o cinema. Recentemente foi selecionada para o LAB Varilux 2023 para desenvolver o argumento da adaptação de seu último romance "Notas Sobre a Impermanência, que foi semifinalista do Prêmio Oceanos 2022   Oficina: “Escrevendo Horrores”, com André Vianco Data: 6 / 13 / 20 e 27 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: Ao longo das quatro aulas, serão apresentados os fundamentos da literatura de dark fantasy , com exercícios para a elaboração de contos e romances dessa categoria literária.   Sobre André Vianco: Escritor, roteirista e dramaturgo, um dos mais renomados autores de terror e dark fantasy . Criador de uma elogiada obra que já ultrapassou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos. Estreou em 2000, consagrando-se best-seller ao ser publicado por sua primeira editora. Foi roteirista contratado da Rede Globo, professor da Roteiraria, dirigiu curtas-metragens, e fundou a Vivendo de Inventar, onde orienta e ensina novos escritores em suas carreiras.   Oficina: “Poética das vozes”, com Luna Vitrolira Data: 6 / 13 / 20 e 27 de fevereiro de 2025, das 19h30 às 21h30 Sobre a oficina: A oficina é um convite à reflexão sobre poesia, a partir de noções de ritmo, imagem e memória, propondo o exercício da escrita e estimulando o uso da voz e do corpo no processo criativo. Além disso, a oficina objetiva direcionar para os caminhos da publicação, considerando os passos necessários para elaboração do livro: organização dos poemas, criação de conceito e narrativa, diagramação, orelha, capa e estratégias de divulgação para lançamento com criação de conteúdo para redes sociais.   Sobre Luna Vitrolira: Luna Vitrolira é poeta, performer, cantora, pesquisadora, educadora e Mestra em Teoria da Literatura. Autora dos livros “Memória tem Águas Espessas”, lançado em 2024 e “Aquenda - O amor às vezes é isso”, finalista do prêmio Jabuti 2019, com o qual estreou na literatura, na música e no cinema, com livro, disco e filme, homônimos. É também idealizadora do projeto “Mulheres de Repente”. Foi jurada de dois grandes prêmios Oceanos e Jabuti, na categoria poesia. Integra a exposição Falares no Museu da Língua Portuguesa - SP.     Inauguração do Instituto Caminhos da Palavra: 22/01/2025, quarta-feira, bate-papo “Um Brasil literário” com Henrique Rodrigues, José Castilho e Otávio Júnior, às 19h30 transmitido pelo site: www.caminhosdapalavra.com.br   Informações sobre as oficinas: Site: www.caminhosdapalavra.com.br WhatsApp: (21) 98816-7955 E-mail: contato@caminhosdapalavra.com.br Instagram: @icaminhosdapalavra     Alex Varela

  • Tributo a Roberto Leal na Casa de Portugal de São Paulo emocionou o público

    Crédito da imagem: Imagem: Odair Sene O cantor e compositor Roberto Leal, que se tornou um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 1970, recebeu homenagem do filho Rodrigo Leal, que desde menino o acompanhou em várias apresentações pelo Brasil. No dia 30 de novembro, Rodrigo se apresentou na Casa de Portugal de São Paulo (CPSP) com a banda que sempre acompanhou o pai no Brasil e as participações especiais de renomados cantores, como Sérgio Reis e Sula Miranda.   Com a casa lotada por saudosistas das canções de Roberto Leal, falecido em 2019 devido a um câncer de pele, Rodrigo Leal, que contou com a participação da filha Mayra Leal no show, revelou o tributo como um sonho pessoal e possível de ser realizado onde surgisse um convite.   “Começar a levar esse tributo para fora de São Paulo era meu desejo, levar aonde puder, desde o início eu sempre disse que isso é uma saudação, não é só vender um show, é muito mais que isso, é uma alegria e não se perder o bom vício de se manter as festas que o pai fazia, foi o que prometi para ele. Mais do que divulgar as canções do Roberto Leal, é não parar de trazer Portugal para o Brasil, esse é o intuito e isso a gente vai fazer”.   A CPSP tornou-se um ambiente especial para Roberto Leal, onde ele se apresentou algumas vezes, mas sobretudo por ter sido o “último destino que meu pai teve”, lembrou Rodrigo, de onde saiu o cortejo fúnebre até o cemitério Congonhas, zona sul da cidade.   “Eu tento não me basear nisso nesse detalhe, eu fico com as dezenas de vezes que vim aqui desde criança acompanhando meu pai, é a casa com certeza mais emblemática para mim aqui em São Paulo. Quantos shows meu pai fez aqui, quantos shows eu fiz aqui com ele, quantas vezes vim garoto nesse mesmo camarim, então tem sim um sentimento muito especial. Aliás, as casas portuguesas todas, o Arouca, o Gebelinense, lugares que meu pai esteve tantas vezes, mas aqui tem um sabor diferente porque é a casa de toda a gente”, relatou Rodrigo.   Com o tributo na CPSP, instituição da guarda e proteção dos valores da comunidade luso-brasileira e também da história musical de Roberto Leal, Rodrigo a escolheu três vezes para cantar os sucessos mais destacados do cantor mais representativo da cultura portuguesa no Brasil, com mais de 30 milhões de discos vendidos.   Diante de várias canções marcadas pelo sucesso e constantemente tocadas nas rádios dos anos 1970, Rodrigo descontraiu-se com uma brincadeira ao falar que preparar uma seleção de canções do pai é uma “encrenca”, mas em seguida reconheceu as vantagens de poder contar com tantas opções para um repertório de 20 músicas. Ele disse: “fica sempre uma para fora”.   “Então tentei mudar algumas músicas, desde a última vez que vim aqui. Temos um show especial hoje com amigos como Sérgio Reis, Sula Miranda, Padre Antonio Maria, Dalvan que vão cantar músicas que estavam fora do repertório”, mencionou Rodrigo, antes de entrar no palco e destacar a canção “Panela Velha”, que a banda nunca tocou e interpretada no show por Sérgio Reis.   Outra canção, com letra comovente de Roberto Leal, “Como é linda minha aldeia”, foi cantada por Dalvan, instante mencionado por Rodrigo, quando prometeu: “conseguir não chorar”. A “última vez que meu pai cantou com Dalvan”, lembrou Rodrigo, “tem quase 40 anos”.   O primeiro sucesso de Roberto Leal no Brasil foi “Arrebita”, lançado em 1971 num compacto simples. Após sua presença na Discoteca do Chacrinha, sua voz levou os brasileiros à alegria e balançou os portugueses saudosos da “terrinha”. Depois vieram outras, como “Bate o Pé”, “Uma Casa Portuguesa”, entre outras. Ígor Lopes

  • Com programação gratuita, "6º Festival Ziembisnki de Esquetes - Os Ciclomáticos" reúne grupos de teatro de todo o Brasil

    Com premiações em dinheiro que somam R$ 10 mil, o evento celebra os 28 anos d’Os Ciclomáticos, que agora é Ponto de Cultura do RJ, e realiza pela primeira vez uma Mostra de Espetáculos Teatrais, mantendo a tradição de oferecer Oficinas de Direção Teatral. E-Flyer Mostra de Esquetes e de Montagens - 6º Festival Ziembisnki de Esquetes Os Ciclomáticos O ano de 2025 começa com o Centro do Rio de Janeiro sendo palco de uma grande celebração ao teatro. Com entrada totalmente gratuita e contando com a participação de grupos oriundos de diversos estados do Brasil, o 6º Festival Ziembinski de Esquetes - Os Ciclomáticos acontece de 14 a 18 de janeiro no Teatro Municipal Gonzaguinha , que fica no Centro de Artes Calouste Gulbenkian. Não satisfeitos em dar um valioso espaço às novas gerações de artistas que vem se formando, os integrantes do grupo Os Ciclomáticos Cia de Teatro , criadores, organizadores e dirigentes do evento, inovam e, pela primeira vez, realizam uma Mostra de Espetáculos Nacionais (em caráter não competitivo) que acontece no mesmo teatro, de 21 a 25 de janeiro . Antes disso, no dia 19 de janeiro , as cinco cenas finalistas do Festival se apresentam na Areninha Cultural Municipal Jacob do Bandolim , no Pechincha, em Jacarepaguá. Gisberta - Basta um nome para lembrarmos de um Ódio - leticia atriz Ratificando que o evento é uma grande festa das artes cênicas que tem como principal característica agregar e reunir artistas de todos os lugares, gêneros e classes sociais, o Festival promoverá também ações formativas através de duas turmas de uma Oficina de Direção Teatral , desenvolvida pelo diretor Ribamar Ribeiro , que acontecerá no Espaço das Artes Os Ciclomáticos , nos dias 28 e 30 de janeiro . Tamanha movimentação reforça uma das principais ideias do projeto que, contemplado pelo edital Pró-Carioca , programa de fomento à cultura carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, é uma homenagem da companhia Os Ciclomáticos ao diretor polonês Zbigniew Ziembinski , revolucionário no teatro brasileiro. “É uma sensação incrível realizar este evento porque somos fruto de festivais de teatro, já participamos dos grandes festivais nacionais e internacionais. Termos a possibilidade de promover o nosso festival, que já faz parte do cenário teatral do Rio de Janeiro, é uma grande honra e de uma importância ímpar, pois permite que novos grupos e companhias solidificadas tenham a possibilidade de dar mais visibilidade ao seu trabalho e, dessa forma, permita a continuidade da obra teatral. Hoje o Festival se tornou uma referência no Rio de Janeiro e reconhecido por grupos do Brasil”, celebra Ribamar Ribeiro no primeiro grande evento de sua companhia em 2025. Querência-quer-ver-o-mar - Teatro-Duvelhomoco-Criações - bergsescramos Berg Farias Em caráter competitivo, o Festival distribuirá prêmios em dinheiro aos três melhores esquetes (sem ordem de classificação), eleitos pelos jurados oficiais, além do Melhor Esquete eleito por um júri popular . Além disso, o Festival premiará com troféus as categorias de Melhor Direção , Melhor Atuação (dois prêmios), Concepção Estética , Prêmio Especial do Juri e Prêmio Especial de Os Ciclomáticos . A sexta edição conta com números expressivos: foram mais de 95 inscrições pra Oficina de Direção Teatral, 130 espetáculos para a Mostra de Espetáculos Nacionais e mais de 120 interessados em apresentar e concorrer aos prêmios Festival Ziembinski de Esquetes – contando com procura até de companhias de Portugal. Em 2025, o montante soma R$ 45 mil como aporte total de recursos para os grupos das duas Mostras, com parte do valor em prêmios em dinheiro e também na estrutura de ajuda de custo. A dinâmica do evento contará com quatro eliminatórias , cada uma com pelo menos cinco esquetes , totalizando 20 participantes . Um júri formado por Milton Filho , Renata Tavares e Vinícius Cristóvão , profissionais de renome no mercado das artes cênicas, irá escolher as cinco cenas que participarão de uma final, onde serão reapresentadas e definida a premiação pelo corpo de jurados. Menina Mojuba - Fotos de Bruna Prado - 008 - Iboru O 6º Festival Ziembinski de Esquetes Os Ciclomáticos abre a celebração pelos 28 anos d’Os Ciclomáticos Cia de Teatro, grupo que nasceu em festivais de teatro como os produzidos pela FETAERJ (Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro) e a extinta Universidade Gama Filho. A companhia contabiliza apresentações mundo afora, como quando levou parte de seu repertório à Espanha através do festival ¡Hola, Rio! , selecionada pelo edital Casa de América . Antes disso, Os Ciclomáticos marcaram presença em festivais de países como Alemanha , França e Peru – neste último, no FESTEPE , a Companhia recebeu o Prêmio de Companhia Ilustre da América Latina e Ribamar recebeu o prêmio como diretor pela pesquisa de linguagem desenvolvida no grupo.   “Cada vez mais Os Ciclomáticos vem se expandindo: em 2024 nos tornamos Ponto de Cultura graças a todo o empenho levando arte pelo país. Estamos com muita força na Europa e América Latina, conseguimos ultrapassar a fronteira, e cada vez mais estamos reverberando nossa identidade periférica para o mundo. Foram projetos lindos e viagens fantásticas e inesquecíveis com um público maravilhoso que nos recebeu com tanto amor! Em breve faremos o Cineclube Os Ciclomáticos e a versão 2025 do projeto ‘ Verão é tempo de teatro ’ ! E tem mais novidades em breve! Viva a arte brasileira, que não para!”, conclui Ribamar. Leões, vodka e um sapato 23 - Fotos Miguel Ramos   SERVIÇO :   6º FESTIVAL ZIEMBINSKI DE ESQUETES - OS CICLOMÁTICOS QUANDO : 14 a 18 de janeiro de 2025 HORÁRIO : 18h (apenas no dia 18 de janeiro começará às 17h) LOCAL : Teatro Municipal Gonzaguinha – Rua Benedito Hipólito, 125 – Centro – Rio de Janeiro   MOSTRA ESPECIAL (AS CINCO CENAS PREMIADAS) QUANDO : 19 de janeiro de 2025              HORÁRIO : 18h LOCAL : Areninha Cultural Municipal Jacob do Bandolim ENDEREÇO : Praça Geraldo Simonard, s/nº - Pechincha - Jacarepaguá ENTRADA GRATUITA - Retirada de senhas no local e dia do evento   MOSTRA DE ESPETÁCULOS TEATRAIS QUANDO : 21 a 25 de janeiro de 2025 HORÁRIO : 19h LOCAL : Teatro Municipal Gonzaguinha – Rua Benedito Hipólito, 125, Centro, Rio de Janeiro, RJ ENTRADA GRATUITA   OFICINA DE DIREÇÃO TEATRAL COM RIBAMAR RIBEIRO QUANDO : 28 de janeiro de 2025 (Turma A) e 30 de janeiro de 2025 (Turma B) HORÁRIO : 13h às 18h LOCAL : Espaço das Artes Os Ciclomáticos ENDEREÇO : Rua Santana, 119 - Lojas A, B, C e D - Centro - Rio de Janeiro GRATUITO - Vagas limitadas Alex Varela

  • A história de Malcon Mclean, o inventor do Contêiner de Transporte

    Na década de 1950, um homem teve uma ideia que revolucionaria para sempre o transporte, o comércio internacional e a economia global: Malcom McLean, o inventor do contêiner de transporte. Nascido nos Estados Unidos em 1913, McLean começou a trabalhar em um posto de gasolina e juntou dinheiro suficiente para comprar um caminhão usado em 1934, iniciando sua trajetória no setor de transportes. À medida que sua empresa crescia, a frota de McLean se expandiu para mais de 1.700 caminhões com 32 filiais, tornando-a a segunda maior companhia de caminhões dos Estados Unidos em 1955, até sendo listada na Bolsa de Valores de Wall Street. No entanto, McLean estava muito ciente das ineficiências do transporte marítimo. Na época, as mercadorias eram transportadas de forma avulsa em navios cargueiros, exigindo processos manuais demorados de carga e descarga nos portos. Esses atrasos frequentemente se estendiam por semanas, elevando drasticamente os custos de envio. Um dia, enquanto observava esse processo em um porto em Nova Jersey, McLean teve um pensamento revolucionário: "E se meu caminhão pudesse ser carregado no navio de uma só vez, com toda a carga?" Essa ideia mudaria o curso da história. Ele imaginou retirar a carroceria do caminhão e carregá-la diretamente nos navios. Para tornar esse conceito realidade, projetou contêineres metálicos com dimensões compatíveis com os reboques. Assim nasceu o contêiner de transporte. No início, ninguém queria transportar essas grandes caixas. As empresas de transporte marítimo rejeitaram a ideia por considerá-la pouco prática. Determinado, McLean comprou a Pan-Atlantic Steamship Company, mais tarde renomeada como SeaLand, para implementar sua visão. Em abril de 1956, McLean realizou a primeira remessa: 58 contêineres transportados de Newark a Houston em um antigo petroleiro da Segunda Guerra Mundial reformado para carregar contêineres. Os resultados foram surpreendentes. McLean não apenas reduziu o tempo de envio, mas também transformou a logística de transporte de bens, passando de "porto a porto" para "porta a porta". Essa inovação reduziu a necessidade de mão de obra, o tempo de permanência nos portos e os custos de envio. Em 1967, McLean conseguiu um contrato para transportar suprimentos militares ao Vietnã. Ele percebeu que, em vez de voltar com contêineres vazios, os navios poderiam parar no Japão e trazer produtos para os Estados Unidos, abrindo novas rotas comerciais com a Ásia. Apesar de seu impacto profundo no mundo, a contribuição de McLean nunca foi plenamente reconhecida. Ele faleceu em 2001 e permanece relativamente desconhecido para o público em geral. Em dezembro de 1999, a Maersk adquiriu o negócio internacional de contêineres da SeaLand. Em 2000, a Maersk Line adotou o nome comercial global Maersk SeaLand, consolidando o legado de McLean na indústria marítima. Malcon McLean é o exemplo de como uma ideia inovadora pode mudar o mundo.  Gilson Romanelli

  • Empresária luso-brasileira, Sofia Lourenço foi distinguida como “Personalidade do Ano de 2024” em Portugal

    A presidente da Associação Mais Lusofonia, empresária e responsável pela Clinibeira, em Castelo Branco, Sofia Lourenço, foi recentemente distinguida como "Personalidade do Ano de 2024". A cerimónia de entrega do prémio decorreu no Museu do Oriente, em Lisboa, e contou com a presença de várias personalidades ligadas à cultura e à literatura, incluindo o presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal (NALAP), Dom Nuno Barroso, e representantes da Literarte e do Instituto Cultural de Évora. Comentando o prémio, Sofia Lourenço afirmou: “É uma grande responsabilidade, isto porque ser destacada por toda a acção humanitária entre os países de língua portuguesa enche o meu coração de orgulho. Somos privilegiados, espalhados pelo mundo, ligados pela mesma forma de comunicar, apenas com sotaques diferentes. De forma alguma alimenta egos, mas sim aumenta a força para continuar. Obrigada a todos os membros da Associação Mais Lusofonia, por toda a nossa união e sentido de solidariedade”. Este prémio surge após uma série de conquistas notáveis da autora e gestora de instituições. No início de 2024, Sofia Lourenço recebeu a “Comenda Luís Vaz de Camões”, em Leiria, na Capela de São Pedro, Monumento Nacional, um reconhecimento pelo seu contributo à literatura e à cultura da língua portuguesa e pela sua dedicação à comunidade lusófona. Além disso, em outubro de 2023, lançou o livro “Mulheres Extraordinárias” em Castelo Branco, um trabalho que reúne relatos inspiradores de mulheres de todo o mundo, incluindo o seu próprio percurso. Uma obra da qual é coautora. O livro, lançado anteriormente em São Paulo, contou com a presença de diversas personalidades, incluindo representantes da Embaixada de Cabo Verde em Portugal e da Câmara Municipal de Castelo Branco, entre outros. Além do seu trabalho literário, Sofia Lourenço tem uma carreira destacada na área da saúde, sendo responsável pela Clinibeira, em Castelo Branco, uma clínica com mais de 22 anos de experiência, onde são oferecidos serviços de medicina dentária e terapias complementares. Sofia Lourenço foi também agraciada com uma “Moção de Honra ao Mérito” pela Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina, no Brasil, e foi aceite como Académica Correspondente da Academia Luso-Brasileira de Letras, com sede no Rio de Janeiro, durante uma cerimónia em março de 2023. O reconhecimento de Sofia Lourenço reflete o seu empenho contínuo na promoção da língua e cultura portuguesas, bem como a sua dedicação à melhoria da saúde e bem-estar das comunidades que serve. “Agradeço o reconhecimento, há muito a fazer. Vamos caminhando”, concluiu Sofia Lourenço, que também lidera a Associação Mais Lusofonia, empenhada em ações humanitárias em várias geografias do mundo.   Fotos: Agência Incomparáveis Ígor Lopes

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