Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
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- Harmonização de Vinhos e a Ceia de Fim de Ano
Como escolher o vinho ideal para cada prato da festa. Harmonizar vinhos com os pratos das ceias de fim de ano é uma arte que eleva a experiência gastronômica, tornando-a memorável. Para escolher o vinho ideal, é importante considerar os sabores, texturas e intensidades das receitas tradicionais dessa época, criando combinações que realcem o melhor de cada prato. Meu intuito é apresentar um guia prático e abrangente para harmonizar vinhos com os pratos mais comuns nas festas de Natal e Ano Novo: 1. Entradas e Aperitivos As entradas costumam ser leves e variam entre tábuas de queijos, castanhas, frutas secas e saladas. Para essas opções, os vinhos ideais são frescos e fáceis de beber. Queijos suaves e frutas secas: Espumantes brut ou Prosecco são escolhas versáteis, equilibrando o leve salgado dos queijos e a doçura das frutas. Saladas frescas com frutas: Vinhos brancos jovens, como Sauvignon Blanc ou Chardonnay não barricado, harmonizam bem com a acidez e frescor. Petiscos fritos ou com oleaginosas: Um espumante rosé seco ou um vinho branco com boa acidez, como Pinot Grigio, ajuda a limpar o paladar. 2. Pratos Principais Os pratos principais de fim de ano são geralmente ricos em sabores, com carnes assadas, frutos do mar e acompanhamentos variados. Carnes Brancas Peru ou Chester: Essas carnes de sabor delicado harmonizam bem com vinhos brancos encorpados, como Chardonnay com passagem por barrica, ou tintos leves, como Pinot Noir. Presunto assado: Vinhos complexos, como Chardonnay ou Riesling, são ideais. O fundo de carvalho do Chardonnay, com sua boa acidez e notas frutadas quentes, complementa perfeitamente o sabor salgado e suculento do presunto. Evite vinhos altamente tânicos: Para carnes salgadas como presunto, evite tintos com muitos taninos, pois o sal pode acentuar a sensação áspera e amarga. Tender com molhos doces A doçura do tender e seus acompanhamentos (como abacaxi ou mel) pede vinhos levemente adocicados, como um Riesling demi-sec ou espumante moscatel. Outras opções interessantes incluem Prosecco, Moscato ou Ripasso, que equilibram sabores doces e salgados com frescor e complexidade. Bacalhau ou Peixes Assados Vinhos brancos com boa acidez, como Alvarinho ou Vermentino, são ideais. Tintos leves, como Gamay, também funcionam se o prato incluir acompanhamentos mais pesados. Carnes Vermelhas Pernil ou Paleta de Cordeiro: Essas carnes suculentas combinam perfeitamente com tintos encorpados, como Cabernet Sauvignon, Syrah ou Malbec. Lombo de Porco: Dependendo do tempero, um tinto médio como Merlot ou um branco aromático como Viognier pode ser excelente. Frutos do Mar Camarões ou Lagostas: Vinhos brancos mais elegantes, como um Chablis (Chardonnay) ou espumantes brut, destacam a delicadeza do prato. Pratos com frutos do mar e molhos cremosos: Aposte em vinhos brancos encorpados ou espumantes com boa estrutura. 3. Acompanhamentos Os acompanhamentos das ceias de fim de ano são diversificados e pedem vinhos que complementem sua intensidade. Arroz com frutas secas e castanhas: Espumantes brut ou vinhos brancos aromáticos, como Gewürztraminer, equilibram a doçura e o toque salgado. Farofa com bacon ou linguiça: Tintos leves e frutados, como Tempranillo ou Beaujolais, harmonizam bem com o sabor defumado. Batatas assadas ou gratinadas: Vinhos brancos encorpados ou tintos de taninos suaves, como um Carménère. 4. Sobremesas As sobremesas de fim de ano costumam ser doces e intensas, como rabanadas, panetones e tortas de frutas. Rabanadas: Espumantes moscatel ou vinhos de colheita tardia, como Late Harvest, equilibram o açúcar e as especiarias. Panetone: Um vinho espumante demi-sec ou um Moscato d’Asti combina com a leveza e o toque frutado. Tortas de frutas ou mousses: Sobremesas leves vão bem com espumantes doces, enquanto sobremesas de chocolate pedem vinhos mais robustos, como um Porto Ruby ou Ice Wine. 5. Considerações Gerais Espumantes são coringas: De brut a moscatel, eles combinam com a maioria dos pratos e são especialmente festivos. Cava e Prosecco são opções que oferecem frescor e versatilidade. Equilíbrio é essencial: O vinho não deve sobrepor o sabor do prato, nem ser ofuscado por ele. Busque complementaridade ou contraste harmonioso. Exploração de tintos: Barbaresco, Chianti e Ripasso são escolhas sofisticadas para quem deseja tintos elegantes que equilibram bem com pratos diversos. Temperatura do vinho: Brancos e espumantes devem ser servidos frios (6-10°C), enquanto os tintos levemente frescos (16-18°C). Com essas orientações, sua ceia de fim de ano será uma celebração de sabores e aromas, garantindo que cada taça realce a magia dos pratos e das companhias. João Souza
- Entrevista: Alex Palmeira
Alex Palmeira e o estonteante universo do visagismo. Visagismo - Crédito Débora Diniz Alex Palmeira é cabeleireiro, visagista e também escritor. Mergulhado no mundo da beleza, conquistou espaço no teatro cuidando pessoalmente da caracterização de personagens. Tornou-se amigo de grandes estrelas e hoje cuida pessoalmente de seus looks. Ah, e faz do mundo das noivas algo especial para ambos! Confira a entrevista que o profissional concedeu à Revista do Villa e veja o quanto podemos transformar clientes em eternas amigas, levando-as conosco para a vida toda. O universo dos cabeleireiros é, digamos assim, o alicerce da sua trajetória. Quando foi que despertou em você a vontade lidar com cabelos, maquiagem e coloração? Digamos assim: eu era criança e amava ver novelas e filmes e sempre aquilo me deslumbrada muito. Lembro minha tia Helena me levando para ver o ‘Holiday on Ice’, onde tinha o La Traviata. Aquilo me encantou, e minha mãe sempre muito vaidosa também... ou seja, ver aquelas maquiagens era para mim um sonho. Eu sabia que era isso que eu queria. Mas, na verdade, as coisas aconteceram mesmo por conta do destino. Tive um grande amigo, o Laurentio Igrejas, um grande maquiador. Ele foi a primeira pessoa a me apoiar na vida. Sou muito grato ao Laurentio! Pena ele não está mais aqui neste mundo pra me ver. Ele teria muito orgulho de mim! Você se especializou no universo das noivas, ficando inclusive famoso e fazendo diversas capas de revistas. Como se diferenciar num nicho tão concorrido? As noivas! Tão divinas e tão sensíveis! Costumo dizer assim. Eu era criança e me encantava de ver os véus no vidro do carro e as latinhas amarradas. Era realmente assim (risos)! Sabe, elas, as noivas, vieram de boca em boca. Acabei fazendo várias revistas e fui considerado o ‘Mago das Noivas’. Lógico que fico lisonjeado com tudo isso, pois não tive pretensão e não tenho ego. A única coisa que me importa é elas olhando e sorrindo para mim. Tanto a noiva quanto a sua família espera por esse momento. E tenho que fazer o meu trabalho com amor e alegria. O mundo feminino abraçou você, principalmente pelo seu talento e vocação. Estar ao lado das mulheres aguçou, de certa forma, o seu trabalho como transformista? Pois é, mais uma vez o Lauro na minha vida e história! Foi ele! Certo dia estive na Boite 1140, eu tinha 18 anos. Era um domingo e, então, ei que começou um show com Lorna Washington. Nossa! Fiquei tão hipnotizado com tudo aquilo! Era ali no palco, era ali que eu queria estar. Falei para o Lauro: “Amigo, eu quero fazer isto!” (risos). Tempos depois, teve o aniversário de um outro amigo e eu confeccionei um vestido marrom (risos). Lauro me maquiou, me penteou e fiz o show. Quando terminei, a Lorna me disse assim: “Quero você no meu elenco!” Olha o destino aí de novo! Não pensei duas vezes, subi no palco e, para minha surpresa, comecei a ganhar todos os concursos de dublagem do Rio de Janeiro. Acho eu sou o único que recebeu todos os títulos. É uma história que ficou para trás, mas sempre inspirado nas mulheres. Rita Hayworth era minha inspiração, e a Cláudia Ohana também. Alex Palmeira -(foto Débora Diniz) / com Aisha Jambo e com Clara Santhana (Arquivo Pessoal) Você chegou a ganhar diversos prêmios com as performances. Existe uma personagem única nessa trajetória ou foram várias? Quem era ou quem eram elas? Tive dois números muito importantes: um era uma boneca que fazia vitrine viva com a música ‘Wuthering Heights’ da Kate Bush. E a outra era ‘Comme d'habitude’ da Mireille Mathieu. Eram sempre pedidas! Realmente, era lindo, um trabalho de estudo em movimentos, criatividade e dublagem com respiração. Tanto que fazia em todas as boates do Rio. Inclusive fiquei em cartaz na peça “Eles Juram que São Elas”, com a direção de Clóvis Gierkans, um grande diretor que valorizava os transformista e atores da época, como eu. Lidar com a beleza das mulheres te levou a patamares gigantescos, como ser visagista em shows memoráveis. Sito aqui o ‘Mandou me Chamar’ da Zezé Motta, e mais recentemente o visagismo do desfile da Ana Botafogo, dentre outros. Como é criar todo esse contexto, valorizando ainda mais a beleza de um rosto? Criar a beleza de uma caracterização requer estudo do personagem, da época, da proposta. Tudo tem que ser bem avaliado, as escolhas dos cabelos ou perucas, a maquiagem. Para cada tipo de projeto existe um ‘porém’. É, na verdade, um ‘porquê’. Por exemplo: não dá para colocar um item moderno em uma peça que se passa em 1920. Ou seja, a gente tem de estudar aquela década. É um trabalho sério, temos que recriar o cenário dentro da linguagem perfeita para não ter erro, temos que passar a verdade de uma forma sutil. O público precisa ser surpreendido. O papel de um visagista é primordial em qualquer trabalho, seja ele cênico ou visual, ou até mesmo audiovisual. A construção tem que ser linear, é por aí! Mas, olha só: eu já ouvi falarem para mim: “Você não é essencial, não é o principal para estar dentro do crédito.” Pois é! E o que é um trabalho sem a arte de transformar? Hoje você está como consultor cultural e visagista da peça ‘A Vedete do Brasil’, com a Suely Franco e grande elenco. De quem partiu o convite e quais foram as principais pesquisas para retratar uma época tão deslumbrante? Ah, esta parte é um presente! Que linda pergunta! Eu estava fazendo a make da Zezé Motta em sua casa para o livro que vai retratar a vida dela e é escrito pelo Cacau Hygino. Sentado no sofá, por algum motivo, falei o nome da Virgínia (Lane). E veja só: o Marcus Montenegro havia sido empresário dela. Daí, saiu a ideia do espetáculo, pois a própria Virgínia me pedia para não ser esquecida. E Cacau, hoje um dos maiores escritores de biografia e de peças sobre famosas, me ligou e eu comecei a contar tudo para ele e pesquisar (risos). Enchi o escritor de informação e quase o deixei louco. Ele e a Renata Mizhari escreveram “A Vedete do Brasil” e eu fico honrado com tudo isso. Eu fui visagista e figurinista de algumas roupas da Virgínia, inclusive a que ela usou no Réveillon de 2000 no Copacabana Palace. Cuidei dela por muito tempo, até a última maquiagem da Virgínia eu fiz, isso com ela morta no caixão. Momento surreal de amor, amizade e saudade. Aisha Jambo (fot de Jhonnie) / Françoise Forton (foto de Janderson Pires) / Flávia Monteiro (foto de Thainá Fotos) Como você mencionou, Cacau Hygino e Renata Mizhari assinam a dramaturgia do espetáculo. Claudia Netto estreia na direção. O musical retrata a vida da saudosa Virgínia Lane, que foi sua amiga. Como é entregar aos palcos algo que, de certa forma, você vivenciou com as histórias contadas pela própria Virgínia? Viver essa história é mágico, já que eu sou um personagem na peça. E cuidar de Suely Franco, Flávia Monteiro e Bela Quadros, nossa, foi uma construção muito incrível. E a direção da Cláudia Netto foi essencial. Ela, um dia, disse nos ensaios: “Essas mulheres abriram caminhos para estarmos aqui. Então, entregaremos uma peça espetacular para agradecer a memória delas!” E foi assim que aconteceu! Hoje elas são um pedaço de mim, amigas da minha vida pessoal e profissional. E tudo isso devo à Virgínia, pois sei que, onde ela está, segue muito feliz! Outros espetáculos contam com a sua participação, como o ‘I Feel Love – Um Tributo a Donna Summer’ que tem a Gottsha no papel principal e você assina o visagismo, e o musical ‘Deixa Clarear’ sobre a vida de Clara Nunes, com a Clara Santana e do qual você faz a maquiagem. Como é ser abraçado pelo teatro? O teatro é mágico! A magia acontece porque os deuses tomam conta. Eu me sinto feliz e privilegiado por cuidar das meninas, fazer o visagismo da Gottsha, de quem eu era fã, e fazer as makes da Clarinha. Poxa, a energia é límpida, estamos ali como amigos e profissionais por uma única verdade: fazer arte e levar alegria e cultura para nossa gente, porque como diz meu amigo Marcus Montenegro: “A arte educa!” Você continua ao lado da Zezé Motta, Suely Franco e ainda faz o visagismo da Aisha Jambo. Em sua opinião, o trabalho pode se transformar em amizades eternas? A Zezé é como se fosse uma mãe para mim. É uma amiga, querida, e eu corto o cabelo dela. A Suely Franco eu cuido na vida pessoal e na personagem que ela vive no espetáculo ‘A Vedete do Brasil’. Ela também é como uma mãe. A amizade pode durar uma vida toda, pois isso aconteceu com várias, inclusive posso citar a Virgínia Lane, de quem eu cuidei como visagista e figurinista até o último dia dela aqui na Terra. E tem a Aisha, de quem sou coach e a ensaio para seus personagens. Também sou cabeleireiro e maquiador dela, faço coloração, tudo! Ela é minha amiga de vida. Posso citar a Clara Santana, outra amiga pessoal que inclusive a arrumei quando foi se casar, a Narjara Turetta, são muitas. Tem a Flavinha Monteiro, que se tornou minha amiga amada. Adoro fazer o visagismo dela! Tem a Gottsha, outra amiga amada. Adoro brincar de boneca, e ela diz assim pra mim: “Faça o que quiser. Confio em você!” . O cabeleireiro e visagista, com as mulheres, acaba se tornando íntimo, confidente, um profissional que elas querem do lado. Vai além do dinheiro, entra na credibilidade que o cliente tem com o profissional e vice-versa. Tenho clientes com mais de 30 anos, e que se tornaram amigas, família de verdade! Costumo dizer que minha família são minhas amigas e clientes. Você está viabilizando alguns projetos em São Paulo e Rio de Janeiro. Poderia nos adiantar quais são eles? Bom, São Paulo é um bom ponto cultural e o Rio também. Estou buscando levar minha arte a outros lugares. Temos que ser camaleões, e quem faz arte é assim mesmo, não para. Eu estou desenvolvendo um programa onde apresentarei os bastidores dos teatros, e com aqueles que não aparecem em cena, mas que fazem tudo acontecer, além de entrevistas como público e artistas. Lançaremos no final de julho. Já estamos gravando, eu com uma equipe incrível, figurino do Adilson Salu, na parte de filmagem o Waltinho Eduardo, e Thainá na arte. Minha direção fica por conta da atriz Aisha Jambo, via produtora Aisha Produções Artísticas. As aulas de caracterização para alunos de teatro também são parte dos seus projetos. Como está sendo para você passar por esse processo como docente, ou seja, mergulhar na arte do ensinar? Essas aulas de caracterização para alunos de artes dramáticas são importantes, pois o conhecimento da preparação dos elementos cênicos do visagismo é algo que irá acontecer dentro da profissão. E aprender isso não deixa o artista no escuro. Você cria e recria a arte. Sempre dei aula de maquiagem e fico muito feliz por saber que vários alunos, hoje em dia, têm esta profissão. Devemos passar SIM o nosso legado aos outros. A vida é um ciclo e deixar nossa essência é mágico! Apesar da agenda lotada, o universo das noivas nunca te deixou. Por quê? O universo noivas é meu legado de vida! Quando eu arrumo uma noiva é como se eu estivesse próximo de Deus, pois estou fazendo parte de uma transição de vida dessas meninas que entrarão em uma outra etapa da vida, ou seja, virão os filhos etc. Para vocês verem, eu já arrumei mãe e filha juntas (risos). Isso se chama confiança no meu trabalho. Para mim é uma honra, este é o meu legado! Seu foco hoje é a caracterização e a escrita criativa. Ou seja, você também escreve. Em que momento rola o encontro, essa fusão, entre dar vida a um personagem no papel e moldá-lo no visagismo? Ah, é um momento mágico pra mim! A escrita sai entre pensamentos, reações e o lúdico. O Cacau Hygino me incentivou muito e abriu minha mente para isto. Ele tem um curso incrível e eu o acho um grande escritor. Cacau é humano em tudo o que faz, e eu aprendi muito com ele. Escrever para mim é um ato de FELICIDADE. E tem se tornado algo muito especial escrever e criar no visagismo o personagem que eu mesmo idealizei na escrita criativa. Eu faço uma fusão de emoções. e posso falar a verdade? Isto se chama ‘Deus’ dando oportunidade ao talento, dizendo: “Vai, não tenha medo! Você consegue!” A arte está em tudo, em todos, em cada movimento e em cada lágrima ou sorriso. Viva a arte! Algum agradecimento? Sim, a todas essas pessoas que citei, aos meus anjos da guarda Lorna Washington, Virgínia Lane, Beto Carramanhos (visagista), Erik Rzepecki (diretor de make da Rede Globo, in memorin), e à atriz Sandra Barsotti. Foram primordiais em minha vida. Ao Vinícius Belo, pois ele quem me apresentou a Zezé Motta. Se não fosse ele, ‘A Vedete do Brasil’ jamais teria acontecido. É como se ele fizesse a Virgínia me colocar ali, na hora certa, para que eu conhecesse o Cacau. E gostaria de finalizar com um comentário e um pensamento: A vedete do Brasil foi um pedido muito especial, pois a Virgínia Lane morria de medo de ser esquecida. Estou muito feliz com este projeto que foi feito pela WB Produções com Wesley Telles e Bruna Dornellas, tendo na direção a Claudia Netto e assistente de direção a Ana Luiza Folly. Na produção Clarice Coelho (que foi essencial), e parabenizar a equipe criativa: Karem Brustolinni, (figurino), Dani Canavellas (corpo), Alfredo del Penho (direção musical), Adriana Ortiz (iluminação), Natália Lana (cenário) e Gabriel D'angelo (som). Também ao Pino Gomes que fotografou lindamente, aos Bernardos, Lúcia, Sílvia, da equipe técnica e camarim! E a todas as equipes que estiveram ali, agradecer ao Teatro do Copacabana Palace e ao Teatro da Faap. Além de todas as equipes física dos teatros. E um agradecimento especial ao Marcus (Montenegro Talents) que foi empresário e amigo da Virgínia, e à filha da Virgínia, Martha Lane, que foi uma rainha para todos. E finalizando, aos músicos que deram um show! O pensamento é o pedido realizado de uma amiga. É como estar perto da felicidade! Xandy Novaski
- Embaixadores do Rio terminam o ano com happy hour
O restaurante Capitu, no centro do Rio, do Chef Renan Ferreira, foi o local escolhido por Viviane Fernandes, presidente da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ para oferecer um happy hour para os Embaixadores do Rio de Janeiro. Um momento de brasilidade com petiscos típicos, drinks autorais e uma lembrança para cada participante. O vice presidente executivo, Bayard Boiteux fez um balanço das atividades: quinze campanhas promocionais quatro encontros com personalidades três projetos de descentralização da oferta turística dois livros uma assessoria de imprensa forte com 4000 inserções em 2024 uma reformulação da diretoria, do portal e do Instagram em prol do Rio Viviane deixou claro que a pluralidade de ideias e membros do grupo reforçam a visão real de um Rio que luta em prol da sustentabilidade e da criatividade. Veja quem passou por lá nas lentes de Messias: Revista do Villa - Recomendado por Divulgação Rio
- Hermes Inocencio lança Coleção Verão " Flores de Frida" para convidados
No dia 07 de Dezembro, o estilista Hermes Inocencio da grife que leva seu nome, estará comemorando em alto estilo os nove anos de sucesso de sua loja física e lançando sua coleção, tendo como inspiração nesse verão na artística plástica e ativista mexicana Frida Khalo. O estilista aposta nessa coleção na desconstrução do masculino que já vem acontecendo gradativamente. Hermes irá festejar com uma festa que vai fazer tremer o bairro de Ipanema, para convidados, com a presença de famosos e da imprensa, ao som do DJ Wado Lobo. Esse ano o estilista convidou o jovem ator Igor Maués, que vem fazendo sucesso na serie “Reis“, da Record, interpretando o sodomita "BARAKA”. Hermes Inocencio - estilistas de famosos Foto: Léo Rosario Beleza: Luiz Moreno Modelo convidado: Igor Maués Assessoria: DG assessoria e comunicação Modelo exclusivo da marca Ali Sulman Assessoria DG assessoria e comunicação Revista do Villa - sugerido por Déborah Maria Barros Baptista Gonçalves
- “5 DANÇAS” estreia dia 5 no Sesc Copacabana e mergulha na história de dançarinas curitibanas dos anos 60
Link para as fotos: https://drive.google.com/ drive/folders/1ajaQkbqSEm_Y5TXbRKu1suAdINU32GHw?usp=sharing 5 DANÇAS é composta por cinco solos, apresentados em sequência, com duração média de 15 a 35 minutos cada. Idealizada, escrita e dirigida pelo curitibano Fernando de Proença, a montagem convida o público a mergulhar na história da dança por meio das trajetórias de cinco dançarinas, nascidas entre 1960 e 1969, que têm mais de 40 anos de carreira ininterrupta. A temporada será realizada na Sala Multiuso do Sesc Copacabana, de 5 a 15 de dezembro, com sessões de quinta a domingo, sempre às 19h. A partir da vivência no corpo de diversas energias vitais e suas circulações e dinamismos, 5 DANÇAS compartilha publicamente questões atuais sobre a duração de uma vida pública como artistas da dança, expondo aspectos pedagógicos, poéticos e políticos. Nas danças, o teatro, o palco e as coisas que agem junto com as dançarinas em cena, são corpos. Um bailado de materialidades. 5 movidas. Cada uma das dançarinas traz uma abordagem singular, refletindo suas experiências e estilos únicos: Cintia Napoli pensa em cena sobre habilidade e técnica, revive o clássico Paganini , dançando a mesma música de sua primeira audição em 1980 a fim de refletir sobre o tempo; Cinthia Kunifas executa uma dança energética e expansiva, mobilizando o palco com ações que evocam o teatro e a energia da cena; Rosemeri Rocha conduz uma aula de dança ao vivo, entrelaçando som e luz em uma metadança que envolve o público; Marila Velloso dança com copos e líquidos, revelando sua coreografia interna por meio de fluidez e matéria; e Mônica Infante apresenta uma dança autobiográfica, onde gestos guardados em seu corpo se tornam passaportes para que o público acesse sua história. Juntas, essas mulheres constroem a história da dança em Curitiba e no Brasil, abrindo caminhos para futuras gerações de artistas. Para Fernando de Proença, diretor da montagem: " 5 DANÇAS produzem o não esquecimento. É um elogio a história da dança do Brasil. Faz agir nas 5 dançarinas, a partir de trajetórias marcadas nos seus corpos e na história, atualizações sobre conhecimento no campo da dança e convida o espectador a viver, de forma multidirecional, um trajeto ampliado de experiências dançadas" Com iluminação de Beto Bruel, interlocução de Eleonora Fabião e Diego Marchioro e trilha sonora de Edith de Camargo , as cinco peças autônomas, ou "co-peças", ocupam o mesmo espaço e oferecem uma experiência imersiva: o público retira um ingresso único na bilheteria para acompanhar a sequência completa das apresentações, explorando os diferentes modos de viver a dança. Contemplado pelo edital Sesc Pulsar 2023/2024 , a montagem também reflete sobre a longevidade de uma carreira artística na dança, expondo questões pedagógicas, poéticas e políticas. SOBRE OS ARTISTAS Fernando de Proença – idealizador/diretor/dramaturgo Fernando de Proença é ator, diretor, pesquisador de teatro e jornalista. Trabalha na prática de seu ofício na cena entre performance, dança e teatro há 23 anos. Doutor e mestre em Teatro pela PPGT/UDESC. No entrecruzamento de linguagens, procura se atentar às ideias que moram no tempo, no corpo, nas vias, nos contextos e na experiência. Cintia Napoli - dançarina Cintia Napoli - Natural de São Caetano do Sul (SP). Profissional da dança, atua como pesquisadora, bailarina, coreógrafa e diretora. Iniciou seus estudos de dança (1966), em São Paulo e atua profissionalmente desde 1980. Concluiu graduação e especialização em Filosofia. Foi idealizadora e diretora artística do Vila Arte Espaço de Dança (2003 – 2016) onde atuou também como professora de clássico e dança contemporânea e também responsável pela criação do Vilinha – dança pra criança (2012 - 2016). Esteve na direção artística do Balé Teatro Guaíra de 2012 a 2019. Em 2000 fundou a desCompanhia de dança, onde atua como pesquisadora, co-criadora e responsável pela direção artística da Cia. Cinthia Kunifas - dançarina Cinthia Kunifas é artista da dança, educadora somática, docente e terapeuta. Mestre em Artes Cênicas pela UFBA e Especialista em Consciência Corporal-Dança pela UNESPAR/FAP. É preparadora corporal de atores e colaboradora da CiaSenhas de Teatro desde 2006. Orientadora de projetos de pesquisa em dança contemporânea, participou do programa da Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento. Desenvolveu projetos no Asilo São Vicente de Paulo e Instituto Paranaense dos Cegos. É uma das organizadoras do Conexão Sul – encontro de artistas contemporâneos de Dança da Região Sul - versão Paraná. Desde 2002, com Mônica Infante, desenvolve processos de criação em dança/performance: Corpo Desconhecido, premiado pelo Rumos Dança Itaú Cultural 2003 e Projeto Fenda. Rosemeri Rocha - dançarina Rosemeri Rocha é artista/professora/pesquisadora interessada em processos investigativos e perceptivos do corpo nos processos de criação em arte. Doutora e Mestre em Artes Cênicas-UFBA. Especialista em Dança-FAP. Possui Graduação e Licenciatura em Dança-PUC/PR. Docente do colegiado do curso de Licenciatura e Bacharelado em Dança desde 1996- UNESPAR/FAP. Atua como diretora do Centro de Artes e faz parte do colegiado do Mestrado Profissional em Artes. Coordena Projeto de Extensão: UM - Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da UNESPAR Marila Velloso - dançarina Marila Velloso é artista da dança, produtora, professora e pesquisadora. Doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2011); Mestre em Comunicação e Semiótica/PUC-SP (2005); especialista em Consciência Corporal/Dança/Faculdade de Artes do Paraná; Licenciada e Bacharel em Dança/PUC-PR (1990); Professora, Practitioner e Educadora do Movimento Somático pela Body-Mind Centering®. Professora do Mestrado Profissional em Artes e nos Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Dança da UNESPAR. Ministra cursos de dança há mais de 30 anos. Como gestora, foi: Coordenadora de Dança na Fundação Cultural de Curitiba, Diretora Artística do Teatro Guaíra e Presidenta, Vice-presidenta e Ex-officio na Associação internacional de Body-Mind Centering®/BMCA. Mônica Infante - dançarina Mônica Infante é artista, professora e terapeuta. Graduada em Dança pela Middlesex University - Londres, Inglaterra (1985- 1989) com revalidação no Brasil pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp (2003-2004). Orientadora de projetos de pesquisa em dança contemporânea - Casa Hoffmann -centro de estudos do movimento. Articuladora/organizadora do Conexão Sul – Encontro de Artistas Contemporâneos de Dança da Região Sul. Fundadora do Centro de Desenvolvimento de KI – CDKI onde ministra aulas de KI Aikidô (3º grau faixa preta) e de Aiki e Consciência Corporal a partir dos princípios da Técnica Alexander. Formada pelo método Somatich Experiencing ®. Atualmente realiza projetos e ações performativas no campo da criação entre arte e clínica. Ficha Técnica Elenco: Cintia Napoli, Cinthia Kunifas, Rosemeri Rocha, Marila Velloso, Mônica Infante Idealização, direção e dramaturgias: Fernando de Proença Interlocução: Eleonora Fabião Colaboração: Diego Marchioro Figurino: Amabilis de Jesus Luz: Beto Bruel Som: Edith de Camargo Foto: Elenize Dezgeniski Vídeo: Alan Raffo Designer gráfica: Julia Brasil (Pomelet) Traquitana: Estúdio Fábrika Direção de produção: Diego Marchioro Produção executiva: Cindy Napoli Articulação local: Natasha Corbelino Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues | Aquela Que Divulga Idealização: Fernando de Proença Realização: Rumo de Cultura Serviço 5 DANÇAS Local: Sesc Copacabana (Sala Multiuso) Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro Quando: de 5 a 15 de dezembro de 2024 Dia/Hora: quinta a domingo, às 19h Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) duração: 100 minutos Classificação: 12 anos Capacidade: 50 lugares Alex Varela
- Perfil: Marcone Silva
O mineiro Marcone Silva é um modelo, influenciador digital, youtuber e apresentador de programas nas mídias sociais, esse jovem rapaz é um batalhador que corre atrás dos objetivos na vida e sonha em despontar na vida artística onde já atua com muito sucesso em seus projetos regionais. Marcone Silva é conhecido como Marcone do podcast , pois já gravou alguns episódios podcast que estão disponíveis no YouTube, Amazon Music e Spotify. Marcone sonha em expandir seus projetos a nível nacional já que possui um talento marcante na comunicação apresentando variedades pelas plataformas de streaming Youtube, Spotify, Amazon Music, entre outros. Um cara simples que sonha grande. Fotos: arquivo pessoal João Sousa
- Casa Gerson Pinheiro recebe talk show com Dorys Daher
A casa do artista Gerson Pinheiro realizou o seu último talk show do ano com a arquiteta Dorys Daher. Mediado por Bayard Boiteux, o evento gratuito reuniu de forma intimista 20 convidados (a capacidade máxima) que puderam entender os bastidores da arquitetura e como a mesma tem papel fundamental na felicidade e na sustentabilidade. A atividade contou com um vin d‘honneur e com cases de sucesso que foram compartilhados com os presentes. Dorys inclusive trouxe para discussão a arquitetura hospitalar em que tem atuado. Veja quem esteve no evento. (Fotos: Matheus Oliveira) Revista do Villa | Divulgação Rio
- 8º Festival Ópera na Tela ocupa o Parque Lage por 11 dias, a partir de 23 de novembro, e retorna a São Paulo depois de seis anos
Evento celebra Puccini no centenário de sua morte com projeções de espetáculos inéditos da mais recente temporada lírica europeia e traz ainda obras de outros sete compositores, como Bizet e Verdi. Link para imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1auPLHwcAyFUd7UkVXk234K3KwgVvWAvZ A já tradicional tenda com capacidade para 500 pessoas, que abriga o imenso telão de 14x8m, voltará a ocupar a área externa do Parque Lage a partir de 23 de novembro , quando começa a oitava edição do festival Ópera na Tela . Até 3 de dezembro , serão onze dias consecutivos de programação – com destaque para as obras Turandot , La Bohème , Tosca e La Rondine , de Giacomo Puccini , homenageado no centenário de sua morte –, além de uma seleção de grandes títulos de Bizet , Strauss , Verdi , Massenet Offenbach , Delibes e Ponchielli , apresentados em montagens recentes nas mais prestigiosas casas de ópera da Europa. A novidade este ano é a expansão do festival com seu retorno a São Paulo , que sediou uma edição em 2018 e este ano acontece de 26 de novembro a 1º de dezembro , na Sala do Conservatório , no Theatro Municipal . Com a proposta de democratizar o acesso à ópera e tornar o gênero mais popular através de um evento marcado pela informalidade e uma programação de excelência, o festival Ópera na Tela abre mão do rigor dos teatros e deixa a plateia livre e à vontade para este momento de contemplação, sem abrir mão da alta qualidade de imagem e som, além de um serviço de bar e restaurante que funciona durante toda a noite, assinado pelo chef Frédéric Monnier . As mais de 24 mil pessoas que lotaram as edições passadas atestam que a ideia deu mais do que certo. Todas as produções têm legendas em português e cada sessão terá uma apresentação inicial, que explicará a obra em questão. Na sequência do Festival , os filmes são programados para exibição de 4 a 13 de dezembro , no CCBB Rio , e de 3 a 20 de dezembro no Cine Marquise , em São Paulo, garantindo ainda mais acessibilidade para o gênero: “Ficamos muito felizes com nosso retorno a São Paulo no calendário do Ópera na Tela pela segunda vez, o que vai contribuir ainda mais para a popularização do gênero”, comemoram Emmanuelle e Christian Boudier , da Bonfilm , idealizadores e produtores do Festival. As atividades formativas do projeto são compostas por ações realizadas em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura , incluindo quatro palestras do professor e musicólogo Rodolfo Valverde , no Parque Lage e CCBB Rio , e uma Masterclass de Canto Lírico gratuita com Eleonora Pacetti , que acumula mais de 15 anos de experiência e é especializada no acompanhamento profissional de jovens artistas e na preparação de papéis para profissionais na França, Itália e Portugal. Em São Paulo , a masterclass será ministrada pelo maestro e pianista Ramon Theobald , bacharel em Piano pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cursou dois períodos do bacharelado na Hochschule für Musik Karlsruhe, na Alemanha, na classe do Prof. Dr. Michael Uhde, através de uma bolsa de estudos concedida por parceria entre CAPES e DAAD e integrou a Académie de l’Opéra national de Paris em setembro de 2021. A artista convidada pelo festival este ano é a cantora lírica russa Kseniia Proshina . Formada pela Academia de Artes de Samara, a soprano já acumula diversos prêmios de prestígio em países como Espanha, Estônia e Itália. Ela será a atração de abertura do Festival, com um recital ao vivo no Parque Lage , no dia 23 de novembro . Durante toda a programação, o Ópera na Tela contará com serviço de bar, com drinks e um cardápio exclusivo composto de comidinhas e sopas assinadas pelo chef francês Frédéric Monnier . O Festival tem patrocínio master do Crédit Agricole , patrocínio da Persol , Edenred e Servier , Ministério da Cultura , Governo do Estado do Rio de Janeiro , Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura , Prefeitura do Rio e Secretaria Municipal de Cultura ; Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e PROAC CULTSP . PROGRAMAÇÃO PARQUE LAGE : Sábado, 23/11 - Recital de Kseniia Proshina (aprox. 1h), seguido de La Périchole (2h) Domingo, 24/11 - Macbeth (2h26) Segunda, 25/11 - Os Pescadores de pérolas (2h) Terça, 26/11 - Elektra (1h47) Quarta, 27/11 - Don Quixote (2h05) Quinta, 28/11 - Lakmé (2h15) Sexta, 29/11 - Palestra de Rodolfo Valverde (1h30) seguida de Turandot (2h20) Sábado, 30/11 - Palestra de Rodolfo Valverde (1h30) seguida de La Bohème (2h) Domingo, 01/12 - Tosca (2h15) Segunda, 02/12 - La Rondine (A andorinha) (1h56) Terça, 03/12 - La Gioconda (3h20) SERVIÇO Festival Ópera na Telawww.operanatela.com De 23 de novembro a 3 de dezembro, às 19h Local: Parque Lage Endereço : Rua Jardim Botânico, 414 – Jardim Botânico Ingressos a R$ 40 e R$ 20 (meia) Vendas : no site sympla a partir do dia 10/11 e no local (Tenda do Festival - Parque Lage) todas as noites a partir de uma hora antes do filme começar. Classificação indicativa : 14 anos Informações: operanatela@bonfilm.com.br Palestras Rodolfo Valverde Endereço : Parque Lage Datas : 29/11, de 16h30 às 18h (Tosca e Turandot) 30/11, de 16h30 às 18h (La Rondine e La Bohème) Endereço : CCBB Rio Datas : 4/12, de 16h às 17h30 (O Apogeu da ópera romântica italiana: Verdi e Puccini) 5/12, de 16h às 17h30 (Ópera à francesa e o Modernismo germânico: Bizet, Delibes, Offenbach, Massenet e Richard Strauss) Entrada franca SOBRE OS FILMES : LA PÉRICHOLE , de Jacques Offenbach Filmada no Théâtre des Champs Elysées (2023) Duração: 2h Ópera-bufa em três atos Libreto de Ludovic Halévy e Henri Meilhac Inspirada na peça de Prosper Mérimée: Le Carosse du Saint-Sacrement Cantada em francês / Encenada pela primeira vez a 6 de outubro de 1868 no Théâtre des Variétés, em Paris, numa versão em dois atos, mais tarde adaptada para três atos e quatro quadros a 25 de abril de 1874 ainda no Varietés. Maestro: Marc Minkowski Direção e figurinos: Laurent Pelly Direção do coral: Salvatore Caputo Les Musiciens du Louvre Coro da Ópera Nacional de Bordeaux ELENCO: Marina Viotti (La Périchole, mezzo-soprano) Stanislas de Barbeyrac (Piquillo, tenor) Laurent Naouri (Don Andrés de Ribeira, vice-rei do Peru, barítono-baixo) Rodolphe Briand (Conde Miguel de Panatellas, tenor) SINOPSE: Em Lima, após diversas peripécias, um casal de cantores ambulantes indigentes consegue levar a melhor sobre o vice-rei do Peru, um obstinado falocrata. MACBETH De Giuseppe Verdi Filmada no Festival de Salzburgo (2023) Duração: 2h26 Ópera em quatro atos / Libreto de Francesco Maria Piave e Andrea Maffei Inspirada na tragédia de William Shakespeare / Encenada pela primeira vez no Teatro della Pergola, em Florença, a 14 de março de 1847 / Cantada em italiano / Direção: Krzysztof Warlikowski Maestro: Philippe Jordan Orquestra Filarmônica de Viena Coro da Ópera do Estado de Viena dirigido por Jörn Hinnerk Andresen ELENCO: Asmik Grigorian (Lady Macbeth, soprano) Vladislav Sulimsky (Macbeth, barítono) Tareq Nazmi (Banco, baixo) Jonathan Tetelman (Macduff, tenor) SINOPSE: Três feiticeiras anunciam ao general Macbeth que ele está destinado a ser o rei da Escócia. Encorajado por sua mulher, ele mata o rei, assume o trono e, em seguida, movido por sua paranoia, assassina outras pessoas. Tem início uma guerra civil para depor Macbeth, provocando mais mortes. OS PESCADORES DE PÉROLAS De Georges Bizet Filmada no Théâtre du Capitole de Toulouse (2024) Duração: 2h Ópera em três atos / Libreto de Eugène Cormon e Michel Carré / Cantada em francês Encenada pela primeira vez no Théâtre Lyrique, em Paris, em 1863 Direção: Thomas Lebrun Maestro: Victorien Vanoosten Orquestra Nacional do Capitole de Toulouse Coro do Capitole ELENCO: Anne-Catherine Gillet (Leila, soprano) Mathias Vidal (Nadir, tenor) Alexandre Duhamel (Zurga, barítono) Jean-Fernand Setti (Nourabad, barítono) SINOPSE: Situado na ilha do Ceilão, o libreto conta como o pacto de amizade entre dois homens se vê ameaçado pelo amor de ambos pela mesma mulher, ela própria dividida entre sua atração pelo pescador Nadir e seu voto de castidade como sacerdotisa. ELEKTRA De Richard Strauss Filmada no Festspielhaus Baden-Baden (Festival de Páscoa) Duração: 1h47 Ópera em um ato Libreto de Hugo von Hofmannsthal, inspirado na peça do mesmo nome estreada em 1903. Cantada em alemão/ Apresentada pela primeira vez em 25 de janeiro de 1909 na Königliches Opernhaus, em Dresden (Alemanha) Maestro: Kirill Petrenko Direção: Philipp M. Krenn e Philipp Stölzl Orquestra Filarmônica de Berlim ELENCO: Nina Stemme (Elektra, soprano) Michaela Schuster (Clitemnestra, mezzo) Elza van den Heever (Crisotemis, soprano) Johan Reuter (Orestes, barítono-baixo) SINOPSE: Ao voltar da Guerra de Troia, Agamênon é assassinado por sua mulher, Clitemnestra, e pelo amante desta, Egisto. Elektra, filha de Clitemnestra e de Agamênon, leva seu jovem irmão para longe, para protegê-lo. DON QUIXOTE De Jules Massenet Filmada na Ópera de Paris Bastille (2024) Duração: 2h05 Comédia heroica em cinco atos Libreto em francês de Henri Cain Apresentada pela primeira vez na Ópera de Monte-Carlo, a 24 de fevereiro de 1910. Adaptado de Don Quixote , de Miguel de Cervantes, a partir da peça de teatro Le Chevalier de la Longue-Figure , de Jacques Le Lorrain. Cantada em francês Maestro: Patrick Fournillier Direção: Damiano Michieletto Orquestra da Ópera Nacional de Paris ELENCO: Christian van Horn (Don Quixote, baixo) Gaëlle Arquez (Dulcineia, mezzo-soprano) Etienne Dupuis (Sancho Pança, barítono-baixo) SINOPSE: Obcecado pela busca de um amor ideal e apaixonado por Dulcineia, a quem na verdade jamais encontrou, Don Quixote decide lutar para libertá-la de um suposto encantamento lançado por feiticeiros. Acompanhado por seu fiel escudeiro Sancho Pança, ele se envolve em uma série de aventuras extravagantes. LAKMÉ De Léo Delibes Filmada na Opéra Comique de Paris (2024) Duração: 2h15 Ópera em três atos / Libreto de Edmond Gondinet e Philippe Gille / Encenada pela primeira vez a 14 de abril de 1883 na Opéra Comique de Paris / Cantada em francês Direção musical: Raphaël Pichon Direção e figurinos: Laurent Pelly Coro e Orquestra Pygmalion ELENCO: Sabine Devieilhe (Lakmé, soprano) Frédéric Antoun (Gerald, tenor) Ambroisine Bré (Mallika, mezzo-soprano) Stéphane Degout (Nilakantha, barítono) Philippe Estèphe (Frederick, barítono) SINOPSE: Em uma Índia recentemente colonizada, o amor à primeira vista entre um oficial britânico e a filha de um brâmane desperta tensões entre as duas comunidades TURANDOT De Giacomo Puccini Filmada no Teatro Alla Scala de Milão (2024) Duração: 2h20 Opera em 3 atos Maestro: Michele Gamba Diretor: David Livermore ELENCO: Ana Netrebko (Turandot) Raul Gimenez (Emperador Altoum) Vitalij Kowaljow (Timur) Yusif Eyvazov (Calaf) Rosa Feola (Liu) SINOPSE: A princesa Turandot, por vingança contra estrangeiros por terem matado uma de suas ancestrais, não quer se casar e propõe que aquele que desejar desposá-la deverá responder a três enigmas. LA BOHÈME De Giacomo Puccini Filmada na Arena de Verona (2024) Duração: 2h Ópera em quatro atos Libreto de Giuseppe Giacosa e Luigi Illica, baseado em Scènes de la vie de bohème , de Henri Murger. Estreia no Teatro Regio de Turim em 1896, sob a regência de Arturo Toscanini. Cantado em italiano Direção: Alfonso Signorini Maestro: Daniel Oren ELENCO: Vittorio Grigolo (Rodolfo, tenor) Juliana Grigoryan (Mimi, soprano) Lucas Micheletti (Marcelo, barítono) Fabio Previati (Schaunard, barítono) Eleonora Bellocci (Musetta, soprano) SINOPSE: Em Paris, em 1830, o poeta Rodolfo, o pintor Marcello, o filósofo Colline e o músico Schaunard levam uma vida despreocupada, típica de jovens artistas. Na véspera de Natal, Rodolfo conhece sua vizinha, Mimi, e é amor à primeira vista. Contudo, o romance apaixonado entre os dois se choca com a dura realidade, marcada pela pobreza e pela doença. TOSCA De Giacomo Puccini Filmada na Arena de Verona (2023) Duração: 2h15 Ópera em três atos / Libreto de Giocosa e Illica, a partir da peça de Victorien Sardou / Encenada pela primeira vez no Teatro Constanzi, em Roma, a 14 de janeiro de 1900 / Cantada em italiano. / Maestro: Francesco Ivan Ciampa Direção: Hugo de Cana Orquestra e Coro da Arena de Verona ELENCO: Sonya Yoncheva (Floria Tosca, soprano) Vittorio Grigolo ( Mario Cavaradossi, tenor) Roman Burdenko (Scarpia, barítono) SINOPSE: Na Roma de 1800, a história trágica e tumultuada da cantora Floria Tosca ao tentar lutar para salvar seu amante, o pintor Cavaradossi, de convicções republicanas, do sádico chefe de polícia Scarpia. LA RONDINE (A andorinha) De Giacomo Puccini Filmada no Teatro Alla Scala de Milão (2024) Duração: 1h56 Ópera em três atos Libreto de Giuseppe Adami Apresentada pela primeira vez na Ópera de Monte Carlo a 27 de março de 1917 Cantada em italiano Orquestra e coros do Teatro Alla Scala de Milão Maestro: Riccardo Chailly Direção: Irina Brook ELENCO: Mariangela Sicilia (Magda, soprano) Rosalia Cid (Lisette, soprano) Matteo Lipi (Ruggero, tenor) Giovanni Sala (Prunier, tenor) Pietro Spagnoli (Rambaldo, barítono) SINOPSE: Magda de Civry, num impulso frívolo, tenta escapar da sua condição de mulher da alta sociedade e de seu amante e protetor Rambaldo. Ela não hesita em satisfazer seu capricho, mesmo que às custas do jovem Ruggero, a quem ela acaba abandonando. LA GIOCONDA De Amilcare Ponchielli Filmada no Teatro San Carlo de Nápoles (2024) Duração: 3h20 Melodrama em quatro atosCantado em italiano, baseado na peça Angelo, tirano de Padova , de Victor Hugo. Maestro: Pinchas SteinbergDiretor: Romain Gilbert Costumes: Christian Lacroix Orquestra, cor e ballê do Teatro di San Carlo ELENCO: Anna Netrebko (La Gioconda) Eve-Maud Hubeaux (Laura) Alexander Köpeczi (Alvise Badoèro) Kseniia Nikolaieva (La Cieca) Jonas Kaufmann (Enzo Grimaldo) Ludovic Tézier (Barnaba) SINOPSE: A ação se passa em Veneza no século XVII. Enzo Grimaldi, um nobre banido de Veneza, retorna disfarçado de marinheiro. É amado pela cantora Gioconda, mas ama Laura, esposa do grande vereador Alvise. Barnaba, um espião que deseja Gioconda, mas que ela rejeita, reconhece Enzo e o denuncia ao conselho. PROGRAMAÇÃO CCBB: Quarta, 04/12 10h– Sessão educativa16h – Palestra Opera18h – La Rondine Duração: 1h 55minDiretor: Nicolas JoëlSinopse: Magda, uma cortesã francesa, se apaixona por Ruggero, um jovem idealista. Eles tentam viver um amor verdadeiro, mas as diferenças sociais e o passado de Magda complicam a relação.Classificação indicativa: Livre Quinta, 05/12 10h – Sessão educativa16h – Palestra Opera18h – La Bohème Duração: 1h 55minDiretor: Robert DornhelmSinopse: Na Paris de 1830, o poeta Rodolfo e a costureira Mimì se apaixonam. No entanto, a pobreza e a doença de Mimì colocam à prova o amor do casal.Classificação indicativa: 12 anos Sexta, 06/12 14h – Il Trittico Duração: 3hDiretor: Giacomo PucciniSinopse: Uma coleção de três óperas de um ato: “Il Tabarro”, uma história de ciúme e assassinato; “Suor Angelica”, sobre uma freira que busca redenção; e “Gianni Schicchi”, uma comédia sobre um testamento fraudulento.Classificação indicativa: 14 anos 17h30 – Turandot Duração: 2h 15minDiretor: Robert WilsonSinopse: O príncipe Calaf se apaixona pela fria princesa Turandot. Para se casar com ela, ele deve resolver três enigmas, sob pena de morte.Classificação indicativa: 12 anos Sábado, 07/12 15h – Madame Butterfly Duração: 2h 10minDiretor: Frédéric MitterrandSinopse: Cio-Cio-San, uma jovem gueixa japonesa, se casa com um oficial da marinha americana, Pinkerton, que a abandona. Ela espera fielmente por seu retorno, mas enfrenta uma dura realidade.Classificação indicativa: 12 anos 17h30 – Tosca Duração: 2h 15minDiretor: David McVicarSinopse: A cantora Tosca e seu amante Cavaradossi se envolvem em uma trama de amor, traição e política na Roma do século XIX.Classificação indicativa: 14 anos Domingo, 08/12 15h – Romeo et Juliette Duração: 2h 30minDiretor: Baz LuhrmannSinopse: Uma adaptação moderna da tragédia de Shakespeare sobre dois jovens amantes de famílias rivais que lutam para ficar juntos.Classificação indicativa: 14 anos 18h – Don Quichotte Duração: 2h 5minDiretor: Ferdinand Zecca e Lucien NonguetSinopse: As aventuras do cavaleiro Don Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança, enquanto ele tenta reviver a era da cavalaria.Classificação indicativa: Livre Segunda-feira, 09 de dezembro 14h – Carmen Duração: 2h 50minDiretor: Benjamin MillepiedSinopse: Uma reinterpretação moderna da ópera de Bizet, focando na fuga de Carmen pelo deserto mexicano após o assassinato de sua mãe.Classificação indicativa: 16 anos 18h – Lakmé Duração: 2h 15minDiretor: Sanjay KhandelwalSinopse: Na Índia colonial, a filha de um sacerdote brâmane, Lakmé, se apaixona por um oficial britânico, Gerald, desafiando as barreiras culturais e religiosas.Classificação indicativa: 12 anos Quarta-feira, 11/12 14h – La Vie Parisienne Duração: 3h 15minDiretor: Christian-JaqueSinopse: Dois jovens parisienses, Raoul de Gardefeu e Bobinet, estão apaixonados por Metella, uma bela jovem aspirante à alta sociedade.Classificação indicativa: 12 anos 18h – La Périchole Duração: 2hDiretor: Patrice MonnetSinopse: A história de dois cantores de rua peruanos e um vice-rei lascivo que deseja fazer de La Périchole sua amante.Classificação indicativa: 12 anos Quinta-feira, 12 de dezembro 15h – Os Pescadores de Pérola Duração: 2hDiretor: Fernando MeirellesSinopse: Uma história de amor proibido, amizade traída e desejos de vingança, ambientada no Ceilão durante a Antiguidade.Classificação indicativa: 12 anos 17h30 – Rigoletto Duração: 2h 25minDiretor: Leo D. PaurSinopse: Durante a Grande Depressão, um recluso rico e desfigurado se muda para uma mansão abandonada, onde começa a dar aulas de música para uma jovem que trabalha para ele.Classificação indicativa: 14 anos. Sexta-feira, 13/12 14h30 – Macbeth Duração: 2h 25minDiretor: Joel CoenSinopse: Um senhor escocês se convence, por meio de uma profecia de três bruxas, de que se tornará o próximo rei da Escócia, e sua ambiciosa esposa o apoia em seus planos de tomar o poder.Classificação indicativa: 16 anos. 17h30 – La Gioconda Duração: 2h 50minDiretor: Romain GilbertSinopse: A história de Barnaba, que está obcecado por Gioconda e fará de tudo para tê-la, incluindo tentar prender sua mãe por bruxaria.Classificação indicativa: 14 anos. Informações para a imprensa: Pedro Neves ( pedrohneves@gmail.com ) Leila Grimming ( leilagrimming.imprensa@gmail.com ) Alex Varela
- Entrevista: Pedro Alex
Meu convidado é o Chef dos Chefs, o presidente da Abrachefs, associação brasileira dos chefs, o renomado Pedro Alex. 1- Como se deu sua formação na área de gastronomia? Escolhi o curso por afinidade com a cozinha. Sou pioneiro da primeira turma do curso de gastronomia na Universidade Estácio de Sá no campus Tom Jobim, Barra da Tijuca. Trabalhei em muitos restaurantes mas obtive meu destaque por conta da minha atuação nas forças armadas. 2- Quais os principais desafios de um chef? Relacionamento interpessoal, pelo fato de lidar com muitas pessoas, e habilidade para fazer várias coisas ao mesmo tempo. É preciso ser resiliente e amar muito a profissão. É um trabalho árduo, porém gratificante. Também é importante estudar, ler e conhecer outras culturas para agregar no repertório. 3- Como é ser presidente da associação brasileira dos chefs? Eu vejo como uma grande honra e um grande desafio estar representando essa classe em diversos Estados pois pretendo valorizar cada vez mais o profissional de cozinha através do meu cargo. 4- Como é seu trabalho no dia a dia atendendo a vice presidência da República? Foi uma experiência super gratificante em poder estar em um lugar que você cozinha para grandes autoridades. Minha passagem por lá serviu para me impulsionar e me qualificar como cozinheiro, o que me credenciou para novos grandes desafios. 5- Quais são os grandes diferenciais de um restaurante ? A gestão de pessoas e de estoque, além da mão de obra qualificada. Também é preciso estar atento às novas demandas da alta gastronomia. 6- Cozinhar é um dom ou requer aprendizagem ? É um mix dos dois. Você pode ter o dom, mas são os processos e aprendizados do dia a dia que contribuem para fazer o nome do cozinheiro. 7- Como você avalia os constantes concursos de gastronomia na televisão ? Muito positiva pois eles incentivam as pessoas a cozinharem, trazem a tona insumos diversos que as pessoas nunca ouviram falar e também enriquecem muito a cultura gastronômica como um todo. É difícil encontrar uma pessoa que não é apaixonada pelos realitys pois creio que é uma forma de entretenimento e de transmissão de conhecimentos que veio para ficar. 8-Quais são os seus pratos preferidos ? Como um bom carioca acho que a feijoada, o cozido à brasileira e a rabada com agrião e batata são pratos que eu mais aprecio. Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação Chico Vartuli
- Copacabana, a princesinha do mar – Parte II
A história de Copacabana começa de fato com a inauguração do Túnel de Copacabana , a 6 de julho de 1892 (hoje Túnel Alaor Prata , mais conhecido como Túnel Velho ), construído pelo engenheiro Coelho Cintra, gerente da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico. Por muito tempo Copacabana foi habitada apenas por humildes pescadores que viviam em palhoças. Muitos homens e companhias de empreendimentos anteviam as possibilidades do bairro e apostavam nelas lançando loteamentos. Foi o progressivo entrelaçar desses loteamentos que deu o aspecto geometricamente ordenado às suas ruas. Um homem em particular, o Doutor Figueiredo Magalhães , acreditava muito no futuro de Copacabana. Morador de uma chácara no bairro, desde o começo da década de 80, do século XIX, passou a apregoar os benefícios terapêuticos dos bons ares e mares da tranquila Copacabana a seus pacientes. Para motivar ainda mais o público, as companhias interessadas, como a do Jardim Botânico, alardeavam as qualidades do bairro, mas alguns acionistas da empresa achavam temerário fazer circular bondes sobre terreno arenoso. Seus diretores, porém, argumentaram que "as duas praias de Copacabana e Arpoador são dotadas de um clima esplêndido e salubre, beijadas constantemente pelas frescas brisas do oceano, constituindo dois verdadeiros sanatórios e que como parte de uma cidade periodicamente dizimada por epidemias, rapidamente seriam procuradas pela população como nas cidades balneárias da Europa". Os primeiros anos do século XX foram de grande progresso para o bairro de Copacabana , quando foram instalados os primeiros bondes movidos a eletricidade para o ramal do Túnel de Copacabana até a estação Malvino Reis (atual Praça Serzedelo Correia) . É construído um grande restaurante-balneário, no final da praia do Leme e criado o Grupo Carnavalesco o Prazer do Leme. Em 1906, 4 de março, é inaugurado o Túnel do Leme (atual Engenheiro Coelho Cintra) que ligava Botafogo à Rua Salvador Correia (hoje Avenida Princesa Isabel ) , com bondes de tração elétrica até a praça do Vigia (atual Praça Júlio de Noronha ). Nesse mesmo ano, o prefeito Pereira Passos inicia as obras de construção da Avenida Atlântica , que até então não passava de fundo de quintal das casas da Avenida Nossa Senhora de Copacabana . A pedreira de Inhangá é arrasada e as calçadas são revestidas de mosaicos pretos e brancos, com desenhos em ondas, trazidos de Portugal. Com as facilidades de acesso ao novo bairro torna-se moda ir à Missa do Galo, na Igrejinha de Copacabana. Uma grande novidade: é inaugurado o primeiro cinema do bairro, na Praça Serzedelo Correia. Nessa época, os habitantes das cerca de 600 casas do bairro podiam divertir-se na Cervejaria Brahma, no final do ramal do bonde do Leme, e no Cabaré Mère Louise, próximo à Igrejinha, que funcionava dia e noite e lembrava um cabaré de far west. Em 1910, dezoito anos após sua existência como bairro, Copacabana tinha 20.000 moradores que enviaram um abaixo-assinado à Prefeitura reivindicando a instalação de escolas, sanatório e praça para recreação infantil. Nessa época beber leite em estábulos era um hábito sofisticado entre os amigos moradores cultuadores da boa saúde. O Estábulo Mimoso Internacional, onde se podia beber o copo ao pé da vaca ou fazer encomendas, pertencia ao português José Marques e funcionava em 2 endereços: na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e na Rua Santa Clara , 52 A aviação estava em franco desenvolvimento e a praia de Copacabana era considerada um excelente campo de pouso, não só pela sua extensão de areia, como pelas ótimas condições de visibilidade para os pilotos dos aviões, que decolando da praia, iam fazer piruetas nos céus do Centro da cidade. Com a presença do presidente da República, marechal Hermes da Fonseca, em 1914, junto à Igrejinha é inaugurado o Forte de Copacabana . No ano anterior, eram iniciadas as obras de construção do Forte do Leme (hoje Forte Duque de Caxias) no início da praia do Leme, no Morro do Vigia do Leme. Somente em 1915 foi assinado pelo prefeito Rivadávia da Cunha, o decreto determinando a separação de Copacabana do distrito da Gávea, apesar de sua criação em 1892. Outro decreto de outubro de 1917 reconhece a denominação de Praia de Copacabana , nos seus mais de 4km de extensão, que tinha 45 ruas, 1 avenida, 4 praças, 2 ladeiras e 2 túneis. Os banhos de mar entram na moda e a Prefeitura resolve regulamentar o funcionamento dos balneários. Em 1917 o prefeito Amaro Cavalcanti, baixou um decreto regulamentando o uso do banho de mar: "O banho só será permitido de 2 de Abril à 30 de Novembro das 6h às 9h e das 16h às 18h. De 1 de Dezembro à 31 de Março das 5h às 8h e das 17h às 19h. Nos Domingos e feriados haverá uma tolerância de mais uma hora em cada período.""Vestuário apropriado guardando a necessária decência e compostura.""Não permitir o trânsito de banhistas nas ruas que dão aceso às praias, sem uso de roupão ou paletots sufficientemente longos, os quaes deverão ser fechados ou abotoados e que só poderão ser retirados nas praias.""Não permitir vozerios ou gritos, que não importem em pedidos de socorro e que possam alarmar os banhistas.""Prohibir a permanencia de casaes que se portem de modo offensivo à moral e decoro públicos nas praias, logradouros e nos vehiculos". Eram tempos bem diferentes dos dias atuais... Na próxima matéria, a inauguração da Avenida Atlântica. Não percam! Fontes: @aclubtour Arquivo Nacional Brasiliana Fotográfica Instituto Moreira Salles IPHAN André Conrado










