Revista do Villa
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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,
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- Morre Léo Batista: a voz marcante do jornalismo esportivo brasileiro, silenciou-se
Nesse domingo, 19 de janeiro de 2025, o Brasil perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas: o colega jornalista Léo Batista. Aos 92 anos, o jornalista deixou um legado inigualável em quase oito décadas de carreira. Sua voz, símbolo de autoridade e paixão, marcou momentos históricos da sociedade brasileira. Paulista de nascimento assim como eu, Léo nasceu em 1932, em Cordeirópolis (SP), iniciou sua trajetória jornalística na Rádio Globo, em 1948. Sua primeira grande cobertura foi o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. Em 1963, Léo Batista se juntou à TV Globo, onde se tornou sinônimo de esporte. Alguns de seus marcos incluem a cobertura de dez Copas do Mundo, o anúncio da morte de Ayrton Senna em 1994, a apresentação do Fantástico, que foi marcada pela formosa ZEBRINHA da LOTERIA ESPORTIVA, atuou também na apresentação do Jornal Nacional e na grande parceria com o narrador Galvão Bueno, na cobertura das Olimpíadas. Léo Batista recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira: * Troféu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). * Prêmio Esporte Brasil. * Medalha do Mérito Esportivo. Léo Batista deixa principalmente para nós jornalistas uma marca indelével no jornalismo esportivo brasileiro. Sua voz, paixão e profissionalismo irá inspirar gerações de jornalistas. Ele resumiu da seguinte forma as características necessárias para alcançar o sucesso: — "Tem que ter gosto, tem que ter dom e tem que ter treino." Seu legado permanecerá vivo em nossas memórias. Obrigado Léo, Batista, descanse em paz. Gilson Romanelli
- Entrevista: Ana Durães | artista plástica internacional
A minha convidada é a artista plástica internacional, Ana Durães, que acaba de inaugurar sua exposição, A Natureza Que Me Habita, em São Paulo. Ana em seu ateliê momento de criação. 1- O que te inspirou para esta nova exposição? Desde a pandemia, venho mergulhada na natureza. O fato de ter meu ateliê principal hoje na serra fluminense, me fez estar mais integrada com a paisagem ao meu redor. Meu jardim virou meu mundo. Mas a contemplação, a observação, é um exercício permanente. Pinto o que sinto e vejo, mas da minha maneira. Não é uma reprodução real, mas é reconhecível. 2- Qual é o seu método de trabalho? Eu sou muito focada. Às vezes começo a trabalhar às 5 da manhã e vou até o sol se pôr. Como divido meu tempo entre Brasil e Portugal, quando chego aqui me dedico inteiramente ao trabalho. Me sinto quase num monastério. Rs. Meu trabalho é demorado, são camadas sobre camadas vou deixando a pintura me indicar o caminho. Parto de um projeto, imagens que vejo, anoto em pequenos esboços ou fotografo, mas a intuição e os caminhos que surgem vão definindo a obra. As velaturas são feitas com tinta acrílica, depois as formas vão se concretizando com a tinta a óleo. Trabalho às vezes em duas obras ao mesmo tempo. Nada é muito linear, mas tenho meu método próprio de trabalho. 3- O que as pessoas vão encontrar nesta exposição? Vão encontrar o resultado de uma longa dedicação, obras em grandes formatos, fragmentos do meu universo que costuro com meu imaginário. 4- Qual a sensação de uma tela em branco? Uau, é um mergulho no escuro, é um salto ao desconhecido, uma vontade imensa de lançar a primeira cor! Primeiro contemplo aquela tela por dias, imagino coisas, formato primeiro em minha cabeça, depois me jogo. E daí meu mundo vai se compondo, vai se formando, das angústias surgem vida, das dores, alegria - e assim faço. Com muito entusiasmo! Um flash exclusiva para esta coluna na Revista do Villa... 5- Por que pintar a natureza? Pinto a natureza porque vivo perto dela. Vivo dentro dela. Talvez se eu vivesse em Nova York meu trabalho fosse diferente. Mas pinto meu mundo. É simples assim. Não sigo tendências e achei meu próprio caminho. 6- O que você faria se não fosse pintora? Pintaria o mundo… 7- Quais os próximos projetos? Em fevereiro, faço uma exposição em Atenas, junto com o pintor Luiz Dolino, a convite da Embaixada do Brasil na Grécia. Depois, fico em Portugal o primeiro semestre, pintando no meu novo ateliê em Lisboa. Quero me dedicar a contemplar o Tejo. Contemplar as paisagens mais lineares, mais planas, deixar a luz de Lisboa me envolver. Não sei no que vai dar. Mais um mergulho no desconhecido! 8- Como você se divide entre Brasil e Portugal? Tem alguma estação do ano preferida? Não é muito definido. Gosto muito de fugir do verão daqui. Do calor. E o Inverno em Portugal não é muito rigoroso. Sinto mais frio no ateliê daqui do que lá. Então geralmente eu contemplo e imagino novos projetos em Lisboa e pinto aqui. Agora vou inverter. Pintar lá. Vai ser diferente. Um dos belos trabalho da artista plástica, em sua exposição " A Natureza Que Me Habita". São Paulo. (Fotos: Marcia Prates) Chico Vartulli
- Entrevista: Evandro Martini | Sommelier Ítalo-brasileiro
Sommelier Ítalo-brasileiro que retorna ao Brasil depois de uma experiência de 18 anos na Itália, período este aplicado no desenvolvimento de sua técnica em degustação de vinhos. Atuou por seis anos na produção de uvas, com foco no cuidado, gestão e manuseio das parreiras, sendo chefe de vindima e selecionador de campo. Durante dois anos apoiou a parte produtiva de vinhos, conhecendo os processos da mágica transformação do suco de uva em vinho. Taça de vinho do porto - ©Jon Sullivan/Wikimedia Commons Com dez anos na gerência de vendas da Vinícola Pilandro, na Região Marche, responsável pelo lançamento dos vinhos Verdicchio dei Castelli di Jesi. Professor Sommelier, escritor, fundador do Instituto Evandro Martini – Estudos do Vinho, que tem a missão de ensinar e formar novas gerações de consumidores e profissionais enófilos. “Uma taça de vinho melhora em boa companhia.” Um novo roteiro enoturístico na Itália: onde tomar vinhos de vulcão Desde 2006, todos os anos participo da Vinitaly, principal feira de vinho na Itália, o concurso e exposição internacional de vinhos acontece em Verona, a terra de Romeu e Julieta, mas a região é o Vêneto - local de onde mais saíram imigrantes para o Brasil, por sinal minha família foi uma que atravessou o Atlântico em barcos a vapor lá pelo idos de 1890. A feira recebe mais de 4 mil produtores e quase cem mil frequentadores todos os anos. Vou contar algo da última grande surpresa que tive na Vinitaly, a feira internacional de vinhos em Verona: os vinhos do ETNA. Vinhos vulcânicos, vinho de vulcão, vinho do maior vulcão ativo da Europa - uma experiência singular para quem aprecia grandes vinhos, os enoviajantes compreendem isso. Como conhecedor dos vinhos italianos, eu já sabia da escalada de qualidade dos vinhos daquela região, arrisco dizer que em pouco tempo os vinhos vulcânicos vão se tornar celebridades. Nas minhas degustações na feira, em relação aos produtores ali presentes, deu para perceber a vontade de crescer em qualidade. A uva Nerello Mascalese representa o mundo das descobertas das uvas autóctones na Itália, estão proporcionando ótimos vinhos e com tendência de em breve período de se tornarem grandes estrelas do vinho italiano. As principais uvas além da Nerello Mascalese são Nerello Cappuccio e Corricanti, que são tintos, e o Catarrato para o vinho branco. Na degustação dos vinhos tintos, espere notas minerais do início ao fim, frutas vermelhas, mas não doces, os vinhos que passam por barricas tendem à maturação nas notas de café e chocolate amargo, do mais jovem ao mais envelhecido, a persistência na boca é extremamente longa e forçada a salivação. Na degustação dos brancos, as notas minerais lhe farão sentir o sal marinho, bicarbonato e frutas exóticas como o liche e o damasco, uma certa secura da boca provocando salivação nas partes mais internas da boca, ideal para acompanhar frituras de peixes e legumes. Os vinhos vulcânicos do Etna A ilha da Sicília no extremo sul da Itália tem fatores bem curiosos e ótimos vinhos, imagine os feitos ao pé de um vulcão? Os vinhos vulcânicos têm sido muito apreciados. O clima quente e invernos amenos deixam a ilha bem própria para vinhos fortes e temperamentais, não tenha medo nunca de um vinho Siciliano de 14,5% de álcool, mesmo sendo vinhos de graduações alcoólicas altas são sempre muito saborosos pelo amadurecimento completo dos cachos de uva. Na microrregião do Etna, o cultivo da uva é bem difícil, quase os considero viticultores heroicos, pois há muitas particularidades do terreno e da geografia que exigem acentuada criatividade para levar avante o cultivo das parreiras. Para alguém trabalhar ao pé de um vulcão que é o mais ativo da Europa, o Etna, a pessoa tem de ter muita paixão pelo que faz. Em 2024, o Etna teve erupções de quantidade importante de lava. O solo vulcânico é bom para o plantio de uvas, favorece os vinhos vulcânicos, mas o plantio só pode ser feito em pequenas localidades ao pé do vulcão, e neste solo a uva Nerello Mascalese está fornecendo ano após ano sempre uma qualidade a mais. Minha experiência me diz que quanto mais velha a vinha, melhor é o produto, e eu creio que agora que a maioria das vinhas desta região estão acima dos 40 anos, os vinhos estão na ascendente de qualidade, por este motivo eu tenho propriedade em dizer que logo estaremos vendo os preços desta pequeníssima região subir em espiral. Os produtores estão todos no mesmo lado do vulcão, pois ali o solo está pronto e não corre risco de que o material expelido pelo vulcão os atinja. As vinícolas estão a Leste do Vulcão formando uma meia lua em torno da caldeira magmática. Os cerca de 200 produtores de vinho e outros 400 de uva dividem este pequeno território de 1200 hectares, estão divididos também por terroir, e cada setor da área produtiva representa uma real mudança das características aromáticas e gustativas do vinho. Confira a forma de simplificar as 4 divisões: O Versante Norte : o vinho mais mineral, equilibrado e com ótima tendência de guarda. Versante Leste : os com grande complexidade aromática, tânicos e sabores profundos. Versante Sudeste : vinhos frutados, com mais corpo e mineralidade equilibrada. Versante Sudoeste : os mais vivazes, mais alcoólicos e taninos mais macios. O enoturismo e o vulcão mais ativo da Europa Para se ter ideia da importância dessa microrregião, os produtores decidiram produzir menos garrafas de vinho para poderem melhorar ainda mais a qualidade do vinho de vulcão. Isto na prática quer dizer: quanto menos cachos tenha um pé de uva, mais elementos concentrados as uvas terão, fazendo por sua vez vinhos mais importantes. Na região do Etna estão sendo realizadas muitas obras para favorecer o enoturismo. Em razão da alta busca pela experiência de se provar o vinho produzido perto do vulcão ativo, as cantinas se preparam para receber turistas de toda a parte do mundo, admiradores da natureza, curiosos por causa da visita ao vulcão e também para recepcionar os enoviajantes. Então, na próxima vez que pensar em viajar para a Itália, faça uma parada obrigatória em Catania, que é a cidade do Etna, você terá uma belíssima surpresa, pois poderá visitar algumas “cantinas” da região e entender um vinho feito com muita coragem e ótimas uvas. Fernanda Torres - ©Adam Chitayat/Wikimedia Commons Qual é o melhor vinho para comemorar a premiação do Globo de Ouro? Nos últimos dias, um assunto em alta foi a premiação do Globo de Ouro. Isso me fez pensar na realização de uma atriz como Fernanda Torres em receber um prêmio internacional pela excelente atuação em um filme brasileiro. Representar a cultura cinematográfica de um país, nesse nível, pode ser comparado, pelos amantes do futebol, à honra de ganhar uma Copa do Mundo sendo artilheiro. Diante disso, fiz outro tipo de comparação, comum ao meu dia a dia, e me perguntei: qual vinho eu escolheria para comemorar um evento como a premiação do Globo de Ouro? Quais critérios de escolha eu usaria? Então, vamos lá! Refletindo, cheguei à conclusão de que: a marca de espumantes Italiana que se usa para festejar a vitória na Fórmula1 é a Cantina Ferrari, uma empresa de sólida reputação da região italiana do Trento, a qual fornece as famosas garrafas para o momento do pódio. Quem nunca viu os pilotos brincarem com as espumas, encharcando uns aos outros no tão tradicional momento da vitória? Uma alegria singular – uma prática repetida com euforia única, presenciada há longos anos por fotógrafos e cronistas do esporte. Imagens e textos comoventes nascem da garra e determinação dos automobilistas, é impossível não remeter a Ayrton Senna - automobilismo e vitória se tornam sinônimos! Lembro bem de uma imagem dele colocando a garrafa sobre a cabeça, num ato de “autobatismo” com a vitória, numa espécie de profundo agradecimento pela conquista. É também curioso o caso de um consórcio italiano que fechou negociações com uma associação de tênis profissional para que ambos se tornassem os fornecedores dos vinhos para as competições. A Asti DOC (Denominação de Origem Controlada) possui mais de 100 associados e produz os espumantes e vinhos da região do Piemonte, numa parceria que permite que desde 2023 eles levem suas marcas para as comemorações. Agora, voltando ao foco: o Globo de Ouro que Fernando Torres, nossa atriz, conquistou mereceria qual vinho? Logo pensei num vinho espumante brasileiro premiado internacionalmente, o Casa Valduga, por exemplo. Cabe frisar que os vinhos espumantes do Brasil têm um reconhecimento internacional de longa data, embora as exportações aparentemente ainda não façam jus à qualidade das nossas bolhas. No entanto, eu também poderia recomendar à nossa Fernanda um espumante de uma DOC de Pinto Bandeira - RS. Após anos e muito empenho dos produtores, foi possível registrar essa região como DOC. Por meio dessa certificação, os produtores da região se comprometem a respeitar processos de produção das uvas e da fabricação do espumante, fornecer aos órgãos estatais e privados liberdade para controlar e fiscalizar os processos. Taça de vinho na vinha - ©Itu/Wikimedia Commons Considerando outras opções, para esta comemoração poderíamos, quem sabe, propor um Franciacorta italiano, feito na região da Lombardia, norte da Itália. Uma combinação perfeita e proporcional à classe, à elegância e ao perfil extrovertido de Fernanda Torres. A propósito, não há como deixar de fora a pluralidade que marca o povo latino, e isso remete a um cava espanhol, por que não? Noites quentes, ao som das músicas mediterrâneas espanholas, as bolhas brilhariam ao ritmo das danças e festas, o sangue latino fervilha e sabe festejar. Atualmente tem aumentado a preferência pelos espumantes ingleses. Sussex, na Inglaterra, pode ser considerada a melhor região para essa produção, tem sido comparada à Champagne, na França, e conta com uma enorme qualidade e performance na taça – sendo esse espumante de Sussex uma das minhas melhores degustações em 2024. Em contrapartida, penso que a seriedade anglo-saxônica ficaria para uma tarde mais íntima e com poucos amigos. Obviamente, festejar com uma garrafa de champanhe representa o clímax em comemorações em muitos lugares do mundo – grandes produtores, ótimos produtos, experiências explícitas nas taças e nos olhares, são o máximo em meios às opções aqui descritas para a melhor atriz da premiação. Em tempo, cabe lembrar que um Veuve Clicquot combinaria de forma inebriante, a história da viúva Eunice Paiva contra um sistema, que é o enredo do filme Ainda estou aqui , com o champanhe da viúva que também j á foi um filme ( A viúva Clicquot – a mulher que formou um império, 2023), a qual teve sua história de amor interrompida pela lástima da morte... Enfim, histórias não faltarão, bem como, mais sugestões não faltariam, mas, exatamente agora, o que de fato penso: deixaria um Dom Pérignon Vintage debaixo da cama para dar sorte no evento do Oscar. Evandro Martini - Sommelier Ítalo-brasileiro. 1 – Quem era Evandro Martini antes de conhecer as vinhas? Conte um resumo de sua infância, juventude até chegar neste universo dos vinhos. Nascido em Curitiba, em uma família que veio do interior do Paraná em razão da crise do café. Estudei e trabalhei em diversos ramos, com acentuado perfil para vendas. Fui desde auxiliar financeiro em um canal de televisão até baixista em uma banda. Casei em 2.000, mudei para a Itália em 2.006 e meu filho Brenno nasceu lá em 2.010. Desde então, minha trajetória foi se direcionando para o universo do vinho. 2 – Quando começou a trabalhar como Sommelier te passa um filme na cabeça... conte as aventuras que passou neste contexto internacional, citando Itália, entre outros países que conheceu visitando plantações de uva. Eu trabalhava na Itália no campo gerindo o trabalho nas parreiras, quando apareceu um curso da ONAV - Organizzazione Nazionale Assaggiatori di Vino. Eu fiz o curso e descobri um talento: que o meu paladar é limpo, talvez por nunca ter fumado e ter bons hábitos alimentares. Isso foi muito útil para avaliar os vinhos da empresa em que trabalhei. Antes de engarrafar um vinho, muitos degustadores devem avaliar para que nenhum defeito ou sobressalência de algum aspecto gustativo desvie do objetivo do enólogo, e para mim era realmente muito fácil fazer estas avaliações. A maior curiosidade que me impactou foi uma visita à Grécia, fomos a uma vinícola que tinha por característica deixar o vinho oxidar, aquilo parecia um defeito. Fiquei muito intrigado com essa peculiaridade. No entanto, à noite fomos a uma festa típica grega - e lá tudo fez sentido, o vinho servido harmonizava espetacularmente com a gastronomia daquela região, o queijo fresco era presente em diversos pratos, o efeito da oxidação do vinho aprimorava aqueles sabores. Quebrar barreiras de mentalidade num mundo tão tradicionalista como o do vinho acaba se tornando uma vantagem. 3 – Qual foi a grande fase de sua vida neste conhecimento e apresente suas conquistas através do seu trabalho relacionado à natureza das vinhas. Aprendi a gerir o vinhedo com Giovani, um senhor de 75 anos. Ele respeitava a plantação como se fosse a família dele, eu internalizei esse entendimento. Em 2015, eu gerenciei a vinha sozinho, pois Giovani tinha ido cuidar das vinhas celestiais. Aquela safra estava caminhando muito bem, perto da perfeição, quando numa conversa com o Pietro Lavelli, que era o proprietário, decidimos fazer vinhos concentrados e importantes para guarda, isto é, vinhos que podem durar muito tempo engarrafados. Fiz as podas para que as uvas ficassem com pouca água e muita substância, e isto funcionou, os vinhos: Centanni Barbera e o 110 & Lode Merlot ficaram fantásticos, com pontuações acima dos 96/100. Aprender e executar, isso me trouxe muita satisfação. Realmente naquele momento eu poderia dizer que honrei o que aprendi. Por outro lado, em 2018, quando eu era Diretor Comercial de Região, fiz uma ótima campanha de publicidade e com um vinho recém-criado: Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC - IL Pozzetto 2018, ganhamos o reconhecimento da guia de vinhos “Gambero Rosso”, a mais importante da Itália. 4 - Tem um trecho da Sagradas Escrituras fala de um milagre onde transforma água e vinho, tornando o segundo melhor que o primeiro... com base neste acontecimento você já presenciou algum consumidor falando de cura ao tomar vinho? Essa pergunta me pareceu um pouco inusitada, mas, depois de refletir, posso afirmar que sim. Vou contar o que presenciei. Durante o tempo em que eu estava na Direção Comercial fazíamos muitos eventos, eram jantares, degustações, almoços, aperitivos, reuniões e toda a sorte de confraternizações. Um grupo em particular sempre me pedia para fazer aperitivos. Começaram com poucos, mas com o passar do tempo, o grupo se tornou bastante numeroso, eram empreendedores da região que buscavam um lugar para descontração. O vinho pode contribuir com a melhora da qualidade de vida. Naquele grupo, eu vi essa afirmação se concretizar, no início as conversas não passavam de trivialidades como futebol e notícias corriqueiras, mas creio que o consumo do vinho somado a um ambiente adequado fez com que as conversas subissem de nível. Depois de um tempo, os assuntos sobre alimentação saudável, sustentabilidade, qualidade de vida e de tempo, eram naturais nas rodas de conversa. Eu vi que esses momentos regados a aperitivos contribuíram para que houvesse uma melhor conexão de ideias, formando um tipo de rede intelectual - e a cada duas semanas fui notando uma melhora na qualidade de vida daquelas pessoas. Eu vejo o vinho como uma possibilidade de uma vida melhor, pois permite uma quebra na rotina e normalmente quando você se dedica a algo - nesse caso o universo do vinho - você passa a ser mais criterioso, pois tende a se preocupar com a escolha de alimentos que harmonizam com o vinho, consequentemente o seu paladar o leva a escolhas mais específicas e saudáveis. Poderia afirmar que o vinho, assim como o hábito da leitura, pode transformar a mentalidade das pessoas. 5 – No momento do ciclo de vida ao termos consultas periódicas com cardiologistas, falam para beber vinho que é bom para o coração... além deste fato a companhia de pessoas amáveis em determinado ambiente fica mais agradável? O que pensa neste sentido Evandro? Depois de anos falando que o consumo de vinho faria bem à saúde hoje há muitos artigos que pautados em pesquisa falando ao contrário. Meu entendimento sobre o consumo de vinho e saúde é muito mais holístico, isto é, devemos ter um olhar global para emitir uma opinião. Em relação aos países onde o consumo de vinho é maior, a expectativa de vida acompanha esse percentual. O vinho é um alimento, serve para nos nutrir, o álcool que o vinho possui serve para manter no tempo esse alimento, o álcool pode fazer mal se consumido em alta quantidade ou em produtos de baixa qualidade. Melhorar o produto e o consumo deve ser a meta de quem aprecia o vinho. Considero uma pena que boa parte dos produtores sugeridos pelo mercado acabam usando muitos recursos químicos para obter vinhos mais baratos. Claro que são produtos que não fazem mal à saúde diretamente, mas qual é o limite para correções químicas dos vinhos? Qual a reação suportável para cada pessoa desses aditivos do vinho? Hoje vemos uma quantidade de pessoas com os mais diversos tipos de alergias alimentares, a maioria jovens que ainda não experimentaram o vinho, minha pergunta é: há boas pesquisas sobre os efeitos dos produtos químicos nos alimentos industrializados? Isso é algo com que devemos nos preocupar. Mas tenho certeza de que uma taça de vinho de um produtor que respeita o consumidor faz um bem incalculável. 6 – Atualmente temos variedades de espécies de uvas, utilizadas na fabricação de champanhe, vinho, geleia... o próprio suco integral da uva misturado com maçã, entre outras frutas. Qual a margem de consumo hoje no Brasil? E se há algum país com maior demanda? Explique, por favor. Há mais de 5 mil tipos de uvas, sendo usadas pelo ser humano e pelos animais em diversas regiões do mundo. A planta da uva é muito produtiva, bem cuidada pode produzir muitos quilos de uva. Existem basicamente duas categorias: Vitis Vinífera e Vitis Labrusca. A diferença entre elas é a quantidade de açúcares que produzem. As viníferas são extremamente doces, facilitando a transformação do açúcar em álcool, por isso são utilizadas para fazer vinhos, já a labrusca, sem essa capacidade de acumular tanto açúcar, é muito melhor para o consumo. Exemplificando, a uva Merlot que é Vitis Vinífera é docíssima, se você comer essa uva madura vai te dar muita sede, coisa diferente ocorre se você consome a uva Isabel que é Labrusca, cultivada no Brasil, a quantidade dela de açúcares é baixa dando lugar para acidez e minerais que ajudam a matar a sede. Por isso na Europa é muito difícil encontrar suco de uva, pois eles cultivam a Vitis Vinífera, como dito anteriormente, é muito doce para o consumo direto. Falando sobre o suco de maçã que em quase todos os sucos de frutas é acrescentado, vale dizer que a tecnologia criou macieiras extremamente resistentes a doenças, criando uma superprodução, mas deixando o fruto com pouco gosto característico, e nisso a indústria aproveita para inserir e baratear outros sucos de fruta, um espécie de “efeito chuchu”, aumenta o volume e leva pouco sabor. 7- Qual é o vinho considerado mais caro hoje e qual origem? Um tema interessante que eu gostaria de expandir: o preço do vinho. Poderia citar os grandes vinhos franceses das melhores safras históricas, garrafas que chegam a centenas de milhares de dólares, são leiloadas assim como ocorre com quadros e obras de arte. Mas sugiro refletir o que leva um vinho a custar tão caro? Poderíamos dizer que é pela raridade, pelas poucas garrafas que existem, mas então eu argumento sobre pequenos produtores de 1.000 garrafas, mas seus vinhos custam pouco. Dizer sobre a localização do vinhedo, Petrus que é um dos vinhos mais caros do mundo é vizinho de outros tantos produtores do Pomerol que não chegam nem a 10% do preço do Merlot Petrus. A safra? Quando é o melhor ano, como aconteceu em 2015, todos os vinhos melhoram. Dessa forma, o preço se mantém o mesmo por questões de mercado. O preço das safras excepcionais tende a aumentar de preço dez anos depois. Qual é o elemento que faz o vinho ter preços altíssimos? A minha experiência reconhece que o fator principal é a história. Sim, se você tem um vinho, você possuirá a história daquele produto. Por exemplo: é como um livro impresso por Gutemberg, foge do mundo material e entra no campo da consciência histórica, representa uma empresa, uma família, uma vida, todo o esforço em criar a bebida que representa a criatividade humana e a transformação natural. Sobre preço, ele diminui quando entendemos o valor. Um exemplo, pagaram pelo Domaine Romainée-Conti 1945 482.000,00 Euros, o equivalente a 3.015.430,00 reais, observe o ano. 8 – Quando você visita as plantações de uva, consegue identificar a qualidade pela cor da uva? Qual a coloração ideal para estar no ponto? Nossa que pergunta interessante. Existem muitas regras fáceis para quem planta uvas, uma delas é que dentro de um território, onde uma uva se adapta bem, quase tudo ali vai ser aquela a dominante. Por exemplo: se estou na Serra Gaúcha, os vinhedos que mais eu vou ver são da uva bordô, mais plantada em absoluto, muito adaptada à região. Caso eu vá para a região de Champagne, na França, com certeza vou verificar a Chardonnay em todo lugar. É tipo a regra do futebol que em time que está ganhando não se mexe. Vou contar uma coisa que aconteceu comigo, quando estava nas minha primeira vindima, o período de colher as uvas. Naquela ocasião, no meio da uva Turbiana havia algumas plantas de Chardonnay, então durante o ano marcamos onde estavam aquelas plantas, reconhecemos pelo desenho da folha e pela cor mais intensa delas. Na hora da vindima, observamos que o trabalho de identificar e sinalizar foi inútil, pois eram totalmente diferentes das outras, não tinha como errar. Funciona que cada varietal tem sua própria formação de folhas. Sobre a maturação ideal para as uvas, na Itália temos um ditado: “Chi trova il giorno giusto per la vendemmia presto gira in Ferrari per la campagna”, ou seja, Quem encontra o dia exato para fazer a colheita das uvas, logo vai ter uma Ferrari para ir andar na fazenda. Isso indicava a importância desse dia. Tem algumas curiosidades como: o melhor dia da colheita são 100 dias depois da floração, quando os pássaros começam a comer as uvas ou os javalis as derrubam no chão, histórias não faltam. Hoje na realidade são feitas medidas para ver a curva de maturação. Ideal é quando os açúcares se estabilizam com os ácidos, o máximo do doce com a melhor acidez. 9 – Você já ganhou alguma premiação sendo degustador de algum Cliente? Comente. Bem, eu estive no comando das vendas de uma Região da Itália, Marche, e posso dizer que o maior prêmio foi que um brasileiro conseguiu vender por 3 anos seguidos todo o estoque de vinho, chegando a ter que negar novos clientes, pois me faltava o produto. Minha experiência em adaptar o nosso vinho aos pratos que os restantes propunham me fez ser reconhecido como o brasileiro do vinho. Um fato curioso, um cliente que conquistei queria o vinho mais importante nosso, que era Passione Verdicchio Superior, mas quando fui provar os pratos daquele restaurante notei que o nosso Pozzetto, que era um vinho mais básico, seria muito melhor para harmonizar o estilo do tempero dele, tendo base em verdes como a salsinha e a cebolinha, o que harmonizava muito mais com o vinho mais simples e mais barato. Quando sugeri, o proprietário não acreditou muito, achando que o Superior faria mais efeito, mas por insistência minha ele colocou os dois vinhos na carta, o vinho Pozzetto virou febre e naquele restaurante era quase só consumido este vinho, o proprietário entendeu a importância de um Sommelier. 10 - Você escreveu em nossa revista sobre os vinhos do vulcão Etna. Faça um link dessa ideia com uma mensagem para aqueles que estão iniciando seus estudos a respeito do vinho. Os vinhos do vulcão Etna, na Sicília, são uma metáfora sobre brincar com o perigo. Essa é uma mensagem parecida com a que eu digo sempre aos iniciantes do mundo dos vinhos, brinquem com os mais variados tipos de vinho, sejam curiosos e arrisquem nos mais diversos estilos, mantenham a cabeça aberta para que o inusitado seja uma bela surpresa na taça, não percam oportunidade de provar novidades, todo o vinho melhora se a companhia é boa. Se quer estudar, vale a pena. O Brasil está precisando de críticos no vinho, pessoas com conhecimento apropriado para melhorar o nosso produto e consumo. Voltei ao Brasil com o objetivo de desenvolver projetos para o conhecimento dos vinhos e o bem estar que isto proporciona. João Paulo Penido
- Copacabana, a princesinha do mar – Parte 9
Imagem da orla de Copacabana - Anos 70 Nos anos 70, no governo Negrão de Lima, foi inaugurada a ampliação da praia e da Avenida Atlântica . Uma nova concepção urbanística dá à praia de Copacabana uma grande faixa de areia. As calçadas da orla marítima, continuaram com seus desenhos em forma de ondas, mas o canteiro central ganhou belos desenhos geométricos, do arquiteto e urbanista Burle Marx e várias árvores. Imagem da Boate Fred´s , terreno onde seria construido o Le Meridien Rio Imagem da duplicação da Avenida Atlântica - anos 70 “Copacabana, pode não ser o melhor - e é um ponto bastante discutido pelos urbanistas -, mas, para os seus moradores e para o visitante, o bairro é infinitamente lindo e viável ”. Parte dos problemas do bairro veio do crescimento do número de automóveis, e para estes, Copacabana é quase inviável, por não ser possível acomodá-los nos estacionamentos e garagens existentes. Visando a uma melhor solução para os problemas foram se formando as Associações de Amigos e Moradores das seguintes áreas, como: Bairro Peixoto, Praça Cardeal Arcoverde, Leme, Pedra do Inhangá, Postos Quatro, Cinco e Seis e Arpoador . Entre 1974 e 1976, a avenida Atlântica ganharia seus dois arranha-céus. O Le Meridièn Rio e o Rio Othon Palace Hotel. Inaugurado em 1975, Hotel Le Méridien Rio foi inaugurado pela rede francesa Le Méridien. Com 545 quartos distribuídos em um prédio de 39 andares. Imagem da construção do Hotel Le Meridien Rio - Anos 70 - Arquivo Leme Antigo - Esta altura só foi possível graças a um acordo com o governo do então Estado da Guanabara , que autorizou a construção do prédios acima do gabarito da região, com a condição de que eles fossem sempre mantidos como hotéis. Está situado em uma localização privilegiada, com vista para a Praia de Copacabana e o Oceano Atlântico , com vistas diretas sobre o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor no Corcovado . Imagem da cascata de fogos do Hotel Le Meridien - Anos 70 O hotel era endereço de famosos que passavam pela cidade, conhecido também pelo estrelado restaurante Le Saint-Honoré, além da cascata de fogos que descia do terraço pela fachada no réveillon. Numa iniciativa do Méridien, no Réveillon de 1976, promoveu uma deslumbrante queima de fogos do alto de seu edifício, assim fixou-se no calendário da cidade esse evento e institui-se a queima de fogos na praia. O hotel virou referência do Réveillon de Copacabana, com sua cascata de fogos de Copacabana por 21 anos. Para quem via a cena da praia, a sensação era como se o edifício sumisse diante dos fogos e da fumaça. Em 1974, Copacabana acompanharia a construção de um dos maiores hotéis do Rio de Janeiro. O Rio Othon Palace Hotel, no posto 5 da Avenida Atlântica nº 3264; começa a ser concebido pelas mãos do renomado arquiteto Affonso Eduardo Reidy em 1974. Imagem do mapa da aréa que seria construído o Rio Othon Palace Hotel Para isso, seis antigas casas (sendo duas na orla e quatro de fundos) foram demolidas para a construção do grande arranha-céu que marcaria para sempre a história da bela princesinha do mar. Imagem das casas que ocupavam o terreno do Rio Othon Palace Hotel - Inicio anos 70 - Arquivo Pessoal Imagem da construção do Rio Othon Palace Hotel - 1974-75 - Copacabana - Arquivo Pessoal Inaugurado em 1976, na fase de expansão da rede hoteleira Othon, que se tornou a maior da América do Sul. Tudo no Rio Othon Palace era grandioso; com os seus impressionantes 34 andares, 586 apartamentos e suítes ,5 restaurantes e 14 salões de eventos, o gigantesco hotel contribuiu enormemente para o crescimento hoteleiro da cidade. Imagem da duplicação da Avenida Atântica nos anos 70 - Leme Imagem da Avenida Atântica com o final das obras do Rio Othon Palace - 1975 “Os anos 70, os hotéis altos de Copacabana – Rio Othon Palace e Le Méridien despontaram nos céus de Copacabana, modificando a paisagem da orla e indicando um novo crescimento imobiliário, ocorrido no início dos anos 1980, substituindo-se antigos prédios nas ruas próximas à praia por edifícios residenciais e comerciais de alto padrão”. Noite dos anos 70 Nas infindáveis noites de Copacabana, brilhavam as duas boates que tinham os dois grandes hotéis como endereço. O Regine’s do Méridien e o Crocodilos do Rio Othon Palace. Régine foi pioneira ao criar o conceito de discotecas com DJs, lançando um novo modo de viver a noite. Ela entendia que o segredo do sucesso era não apenas o local, mas quem estava nele, e por isso impôs uma rígida política de portas, tornando seu espaço ainda mais desejado. Imagem da Boate Regine´s do Hotel Le Meridien com a anfitriã. Régine’s não era apenas uma boate; era um símbolo de status social. Desde sua fundação, a boate cultivava um ambiente de exclusividade onde apenas os mais privilegiados e influentes poderiam entrar. A política de portas era extremamente rigorosa, e Régine tinha um olho clínico para quem deveria ou não entrar. Celebridades, aristocratas, empresários, e políticos faziam parte do seleto grupo que frequentava o local, e a lista de convidados era criteriosamente escolhida. A filial no Rio de Janeiro, trouxe o luxo europeu para a alta sociedade brasileira, atraindo tanto estrelas internacionais quanto locais. Crocodilo’s – Rio Othon Palace Hotel. Não tão famosa como a Regine´s, a Boate Crocodilos do Rei da noite carioca, Ricardo Amaral agitou a noite já muito movimentada de Copacabana. Na próxima e última matéria, chegaremos aos anos 80 e 90 na centenária Copacabana. Não percam! Fontes: Arquivo Pessoal Arquivo Hotéis Othon S/A Brasiliana fotográfica Leme Antigo (David Groisman) André Conrado
- Inscrições para a sexta Colectânea de Poesia Lusófona em Paris encerram a 20 de janeiro
Foto: cedida pela organização As inscrições para a sexta Colectânea de Poesia Lusófona em Paris estão abertas para pessoas maiores de 18 anos e residentes “em qualquer país do mundo, desde que escrevam na Língua Portuguesa”. O tema é livre e os analistas estarão atentos à qualidade dos poemas, que poderão ser negados se tiverem “temas obscenos ou que possam ferir a dignidade de terceiros”. Os poemas devem ser enviados até o dia 20 de janeiro (segunda-feira) com a ficha de inscrição, uma fotografia pessoal e nota de apresentação para o e-mail poesiasofonaparis@gmail.com . Caso o autor tenha os seus poemas escolhidos, deverá assumir “o compromisso de adquirir um livro por cada poema selecionado no valor de 15 euros”. Neste mesmo e-mail, os interessados podem solicitar o regulamento. Os coordenadores Adélio Amaro e Frankelim Amaral, escritores reconhecidos na comunidade lusófona pelos poetas, frisam que a coletânea, uma parceria entre a Portugal Mag Editora e a BiblioRuralis — Associação Cultural, foi criada para promover os poetas de “Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor espalhados por todo o mundo”. As cinco edições anteriores contaram com a participação de mais de 340 poetas de vários países de Língua Portuguesa. Neste ano, ressaltam os organizadores, as apresentações da colectânea já têm garantida a participação do Consulado Geral de Portugal em Paris. Ígor Lopes
- InovCluster renova o seu reconhecimento como “cluster de competitividade” até 2030
Associação, com 15 anos de atividade desde Castelo Branco, Portugal, foca na “valorização económica e social do conhecimento” e em estratégias de eficiência coletiva entre os clusters Governo português decide voltar a reconhecer a InovCluster como “cluster de competitividade” A InovCluster — Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro, com sede em Castelo Branco, obteve do Governo de Portugal, por meio da Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), a renovação do reconhecimento de cluster de competitividade até 2030. Com mais de 38 projetos realizados e sete em andamento, a InovCluster empenha-se na “valorização, inclusive com recursos, de diferentes setores da atividade económica”. Segundo fontes, a renovação “consagra uma trajetória de 15 anos dedicada à contribuição da produtividade nacional e internacional da Região Centro de Portugal, bem como das empresas em processos de inovação”, inclusive a agroalimentar e também a “transferência de conhecimento, formação, desenvolvimento de novos produtos, serviços e processos, marketing e internacionalização”. Com as atividades da InovCluster em avaliação pela IAPMEI para certificar os seus propósitos com relação aos “clusters de competitividade com impacto nacional”, o reconhecimento sinaliza também a importância da associação e do entendimento sobre a relevância e “valorização económica e social do conhecimento”, bem como dos “domínios das transições ecológicas e digital”. A diretora-executiva da InovCluster, Christelle Domingos, explicou que o “reconhecimento dos clusters de competitividade nacional visa incentivar a mobilização dos atores económicos para a partilha colaborativa de conhecimento”. Esta responsável realçou ainda que as “ações” estão centradas na “eficiência coletiva nos domínios da investigação e desenvolvimento e inovação, da capacitação, da internacionalização e na sustentabilidade dos recursos que permita dar à economia nacional uma dimensão tendencialmente mais global”. Num mundo onde a norma é a globalização e a busca incessante das nações por novas cadeias económicas, a InovCluster alinha-se ao continente europeu por uma “transição” de “neutralidade climática e para a liderança digital, visando traçar uma estratégia industrial consubstanciada na inovação dos ecossistemas industriais que definiu e onde as PME devem ser tidas em conta em todas as ações no âmbito desta estratégia”. A InovCluster, apoiada pelo Município de Castelo Branco, integra um consórcio com mais duas entidades, resultado de um protocolo entre a PortugalFoods e a PortugalFresh: ambas mantêm as suas identidades e figuras jurídicas e criam estratégias individuais em prol do setor, sempre focadas na eficiência coletiva. “Com a agregação das três entidades num só Cluster será possível reforçar a participação ativa dos diversos parceiros institucionais e setoriais e, principalmente, das empresas, na construção de uma estratégia coletiva de suporte à internacionalização e à inovação do sector agroalimentar”, comentou Christelle Domingos. Esta união de clusters estabeleceu marcas de sucesso e desenvolvimento económico de dinamização do setor agroalimentar e conta “com 387 empresas Associadas (90,6% dos Associados) e 40 outros Associados (entre os quais 24 entidades do SI&I), o Portuguese AgroFoood Cluster representa uma enorme diversidade de atores relevantes de todas as regiões do País”. Note-se que a InovCluster conta “147 associados, dos quais 112 são empresas, 15 são Associações/Cooperativas, 12 Instituições de Ensino Superior, Instituições de I&D ligadas ao setor agroindustrial e agroalimentar e oito entidades públicas”. A importância das ações internacionais dos clusters reflete, conforme dados avançados em 2023 pela AICEP, uma entidade pública: “as exportações do setor agroalimentar representaram 12,83% das exportações totais portuguesas de bens, demonstrando a relevância do setor para a economia e a competitividade do país. Em 2023, Portugal exportou para 177 mercados, representando os cinco principais mercados (Espanha, França, Brasil, Países Baixos e Reino Unido), cerca de 58,95% das exportações totais do setor”. O reconhecimento de 17 clusters por parte do governo português foi divulgado no Diário da República, no dia 7 de janeiro deste ano, onde o governo evidencia que todas estas ações são “essenciais para a competitividade da economia nacional” e “visam incentivar a mobilização dos atores económicos para a partilha colaborativa de conhecimento, centrada em ações de eficiência coletiva nos domínios da investigação e desenvolvimento e inovação, da capacitação, da internacionalização e na sustentabilidade dos recursos que permita dar à economia nacional uma dimensão tendencialmente mais global”. Ígor Lopes
- Ariadne Coelho celebra aniversário restaurante Casa 201, no Jardim Botânico/RJ
Na última terça-feira, 14 de janeiro, foi aniversário da querida empresária Ariadne Coelho e para celebrar a data, sua filha Tiffany Coelho organizou um jantar surpresa para a mãe aniversariante no top restaurante Casa 201, no Jardim Botânico que foi fechado nessa noite só para celebrar o aniversário. O chef João Paulo Frankenfeld criou um menu exclusivo para a noite com harmonização de espumantes e vinhos. Os amigos queridos e a família e Luiz Saucha estavam super felizes. Ariadne Coelho em noite esplêndida de rosa shinning e com make -up muito atual de Alan Moura. Pequenos arranjos de flores nas mesas nos mesmos tons do vestido de Ariadne. Um luxo! O empresário Márcio Saldanha Marinho com a mulher Rosa também aniversariava nessa noite e foi brindado com um bolo especial para ele. Ariadne Coelho fez um lindo discurso e agradeceu principalmente aos filhos Jorge Coelho, os gêmeos Tiffany e Jair Coelho e a caçula Maria Saucha e a mãe Zélia Lima e a irmã Maisa Lima e seus amigos. Uma noite alegre e chique. Revista do Villa | Vera Donato Fotografia
- “Escolhas” | Alteração no elenco
Link para Press Kit: https://9tiox.r.a.d.sendibm1.com/mk/cl/f/sh/1t6Af4OiGsGQ0yNReRbd3MMAJNIysn/NokYVbBDa4BW Informamos que por motivos de força maior, a actriz Ana Brito e Cunha irá substituir Joana Pais de Brito no espectáculo que estreia já no próximo dia 13 de Fevereiro. “ESCOLHAS” é uma comédia interactiva, com encenação de Marco Medeiros, onde cada decisão está nas suas mãos e cada apresentação é única. Com texto de Sébastien Azzopardi e Sacha Danino, "ESCOLHAS" combina humor, emoção e dinamismo, transformando cada apresentação numa experiência imprevisível. Neste espectáculo, o público é o grande protagonista, debatendo-se com um dos maiores desafios do dia-a-dia: a dificuldade de tomar decisões. Hugo Mestre Amaro, Jessica Athayde, José Pedro Vasconcelos e Vasco Pereira Coutinho compõem o restante elenco. SINOPSE Miguel trabalha na ourivesaria do cunhado, tem uma namorada estável e um talento musical que nunca conseguiu levar além do sonho. Tímido e indeciso vive a vida em piloto automático, até que acontece o inesperado: no dia do seu aniversário entra pela porta da loja o seu primeiro amor, que não via há anos. A partir deste momento Miguel embarca numa jornada de incertezas que o leva a confiar ao público o poder de decisão sobre as suas escolhas. Amor, trabalho, amizade, família: que caminho deve seguir? O destino está nas suas mãos! FICHA ARTÍSTICA Texto Sébastien Azzopardi e Sacha Danino Encenação e Desenho de Luz Marco Medeiros Tradução Ana Sampaio Cenário e Figurinos Rui Lopes Assistente de Encenação Rebeca Duarte Produção Força de Produção Com Ana Brito e Cunha, Hugo Mestre Amaro, Jessica Athayde, José Pedro Vasconcelos e Vasco Pereira Coutinho. Bilhetes Site Revista do Villa | Força de Produção
- Perfil: Maria Yudina
Cantora lírica russa Maria Yudina : do palco da ópera ao topo dos eventos Web3. Maria Yudina é considerada uma das mais belas cantoras líricas da atualidade, a Diva possui personalidade impressionante e multifacetada. Sua trajetória é uma jornada que vai dos palcos dos melhores auditórios do mundo à organização dos maiores eventos no universo Web3. Combinando a arte clássica com as tecnologias mais avançadas, ela demonstra como anos de experiência musical podem se transformar na base para o sucesso nos negócios. Raízes musicais: o início no mundo da arte A belíssima Maria Yudina nasceu em 12 de agosto de 1994, na Rússia. Desde cedo, a música fazia parte de sua vida: estudos na escola de música, apresentações e participação em concursos. Ficava claro que o destino de Maria estava entrelaçado com a arte. Após concluir a escola de música, ela se mudou para Moscou, onde ingressou na Academia Coral de Música V.S. Popov. Seu talento a levou a se apresentar em salas de concerto renomadas e a colaborar com lendários maestros como Vladimir Fedoseyev, Mikhail Pletnev e Mikhail Shekhtman. Enquanto avançava em sua carreira, Maria se tornou vencedora de diversos concursos internacionais, recebendo também o apoio do fundo Eutherpe, na Espanha. Foi lá que ela começou a explorar as bases da arte operística, que se tornaria uma parte fundamental de sua trajetória artística. Novos horizontes: do palco ao mundo dos negócios Determinada a expandir suas habilidades, Maria mergulhou no mundo do marketing e fundou sua própria agência, a Ma Yu Marketing . Paralelamente, ela continuou colaborando com grandes eventos, como o WOW Summit , o Web3 Forum e o próprio EmTech Invest . Sua vida passou a unir tecnologias inovadoras, desenvolvimento de metaversos e aprendizado constante sobre negócios. A sinfonia entre arte e negócios Maria acredita que a arte e os negócios têm muito mais em comum do que parece. "Sem a música, o mundo seria vazio e cinza". Maria Yudina não é apenas uma mulher linda, é considerada hoje um fenômeno em sua expansão vocal nos palcos mundiais. Sucessos maiores. João Sousa
- Novos Embaixadores de Turismo do RJ tomam posse
O Em concorrida cerimônia, na Sociedade Nacional de Agricultura, no centro do Rio, tomaram posse os 16 novos Embaixadores de Turismo do RJ, a saber: Ralph Camargo, Sumaya Neves, Monica Delgado, Marcos Ariel, Jorge Luiz Rodrigues, Willans Haubrichs, Tatiana d‘Ângello, Marcelus Fassano, Alex Ferraz, Luiz Otávio Pinheiro, Maurício Cotta, Sophie Barbara Jube, Carlos Magnaini, Alex Varela, Lucy Deccache e Priscila Valério. O júri que escolheu os agraciados foi presidido pelo nutricionista Matheus Oliveira e integrado por 16 personalidades. O programa Embaixadores de Turismo do RJ é uma promoção do Portal Consultoria em Turismo e é coordenado pelo Professor Bayard Boiteux, há mais de 30 anos. Constança Ferreira foi responsável pelo cerimonial e Viviane Fernandes apresentou os dez mandamentos dos Embaixadores. Após a titulação, foi servido um vin d honneur , sob a supervisão de Renan Ferreira, do restaurante Capitu. Veja quem passou por lá nas fotos de Messias Martins. Diana Macedo ,Bayard Boiteux e Ralph Camargo . Tatiana D Angello e Matheus Oliveira Sophie Barbara Jube e Carlos Magnaini Rawlson de Thuin e Marcos Ariel Renan Ferreira e Priscila Valério Eric Herrero e Mauricio Cotta Chico Vartulli e Sumaya Neves Marcelus Fassano prestigiado por toda a família Bayard Boiteux ,Constança Carvalho e Matheus Oliveira Luis Villarino ,Dorys Daher e Gilsse Campos Lucy Deccache Renan Ferreira e Luiz Otávio Pinheiro Willans Haubrichs e Viviane Fernandes Bernadete Simonelli e Orlanda Freire O grupo de novos Embaixadores Alex Ferraz e Eric Herrero Mauricio Cotta ,Estela Bogossian e Bernadete Simonelli Marcelus Fassano e Martina Farmbauer Os jornalistas Alex Ferraz e Jorge Luiz Rodrigues Alex Varela e Viviane Fernandes Mônica Delgado e Sérgio Chamone Revista do Villa | Divulgação Rio










