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Revista do Villa

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Revista luso-brasileira de conteúdo sobre cultura, gastronomia, moda, turismo,

entretenimento, eventos sociais, bem-estar, life style e muito mais...

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  • Coelho Branco Coelho Vermelho chega ao Teatro Maria Matos a partir de 25 de Março

    Imagens : https://9tiox.r.sp1-brevo.net/mk/cl/f/sh/1t6Af4OiGsGQ0yNReRbd3MMAJNIysn/Ykl2sdpR5oir Site : https://9tiox.r.sp1-brevo.net/mk/cl/f/sh/7nVU1aA2ng5mmELkTABryGBf7dShcBh/o_2iG0vj1QGW Bilhetes : https://9tiox.r.sp1-brevo.net/mk/cl/f/sh/7nVU1aA2ng7flkr3RjQK0cVTHzxUM8D/mBxmLHBV1tam Descubra o que acontece sem ensaios, sem encenador, com um intérprete diferente a cada apresentação e o texto guardado num envelope selado à espera de ser aberto. Cada apresentação de "COELHO BRANCO COELHO VERMELHO" conta com um protagonista diferente que sobe ao palco para descobrir o texto pela primeira vez: Ana Bola, Beatriz Batarda, Diogo Infante, Fernanda Serrano, Gabriela Barros, Ivo Canelas, Miguel Guilherme, Rita Blanco, Rui Melo e Rui Maria Pêgo são os nomes confirmados para as 10 primeiras apresentações que terão lugar de 25 de Março a 3 de Junho, às Terças-Feiras, no Teatro Maria Matos. "COELHO BRANCO COELHO VERMELHO", do iraniano Nassim Soleimanpour, é uma das peças mais apresentadas da história recente do teatro. Em palco: um intérprete e um envelope fechado. A cada noite uma experiência completamente diferente, dependente unicamente da forma como as palavras do autor ressoam em cada um dos artistas em palco. O espectáculo que abraça a tragédia e a comédia, e que alcançou um sucesso sem precedentes, chega agora a Portugal com alguns dos mais reconhecidos nomes do nosso teatro, cinema e televisão. Proibido de deixar o seu país, o dramaturgo Nassim Soleimanpour condensou a experiência de toda uma geração numa peça selvagem e absolutamente original. “COELHO BRANCO COELHO VERMELHO” é tanto sobre o Irão contemporâneo como sobre as dinâmicas de poder no resto do mundo. Desde a sua estreia conjunta, em 2011, nos festivais de Edimburgo e SummerWorks “COELHO BRANCO COELHO VERMELHO” foi traduzido para mais de 30 línguas e apresentado mais de 3.000 vezes por alguns dos maiores nomes do teatro e do cinema mundial. Com Ana Bola, Beatriz Batarda, Diogo Infante, Fernanda Serrano, Gabriela Barros, Ivo Canelas Miguel Guilherme, Rita Blanco, Rui Melo, Rui Maria Pêgo Produção Força de Produção, em associação com Nassim Soleimanpour Productions Teatro Maria Matos, Lisboa A partir de 25 de Março Terças-Feiras às 21h Bilhetes 20€ M16 Revista do Villa | Força de Produção

  • O badalado café da manhã dos Embaixadores do Rio no Fairmont Copacabana

    Numa ação conjunta da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ e do Hotel Fairmont Copacabana, um grupo de 65 convidados participou de um café da manhã. O salão Copacabana foi o local escolhido. Viviane Fernandes que preside a Associação deu as boas vindas e incentivou os presentes a lutarem por um Rio melhor e sempre enaltecerem os aspectos positivos do Estado. Bayard Boiteux fez uma prestação de contas de 2024 mostrando a força da entidade em eventos, ações promocionais e institucionais e divulgação do Rio. Apresentou também a programação de 2025 e as parcerias. Como convidado especial Eric Herrero palestrou de forma objetiva e com desenvoltura sobre o Theatro Municipal. Tomaram posse dois novos embaixadores: a chef Dan Dan e Sérgio Firmino. O evento, que contou com a colaboração técnica de Matheus Oliveira, terminou com uma visita técnica ao hotel. As fotos de Messias Martins mostram um pouco como foi a manhã de interação. Netto Moreira ,diretor geral do hotel com Viviane Fernandes e Bayard Boiteux  Matheus Oliveira e Fátima Simões  Marco Rodrigues ,Lígia Teixeira ,Alicinha Silveira ,Ana Botafogo e Vanda Klabin  Dorys Daher e a chef Dandan  Monica Delgado, Franklin Toscano e a Baronesa Diana Macedo  Thelma Innecco e Chico Vartulli  Luiz Villarino ,Regina Bogossian e Constança Carvalho  Sérgio Firmino ,Ana Cristina Carvalho e Tatiana d’angello Orlanda Freire e Zizi Magalhães  Eric Herrero ,Flávia  Fernandes   e o consul geral do Uruguai no Rio Alejandro Mongrell Walther Class e Sylvia FAILLACE  Gustavo Delesderrier ,a sacerdotisa Alana Morgana e Lucy Deccache O café da manhã  Marcello Antunes e Willians Haubrichs  Carlos Decastro Lyra ,Ana Botafogo e Alex Gonçalves  Sophie Barbara e a cantora Hanna  Sumaya Neves e Viviane Fernandes  Orlanda Freire e Bernadete Simonelli Viviane Fernandes e Célia Domingues  Márcia Melchior e a consul geral da China no Rj Tian Min Cristina Braga  Revista do Villa | Divulgação Rio

  • Exposição Arte Subdesenvolvida apresenta o Brasil do século XX no CCBB Rio de Janeiro

    Após Temporadas de Sucesso em São Paulo e Belo Horizonte, Mostra Será Inaugurada em 19 de Fevereiro no CCBB RJ, Com Mais de 130 Obras Assinadas por Grandes Nomes da Arte Contemporânea Brasileira, entre 1930 e 1980. Abdias Nascimento, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Cândido Portinari, Cildo Meireles, Glauber Rocha, Lygia Clark, Hélio Oiticica, Randolpho Lamonier, Solano Trindade, estão entre os Artistas Integrantes da Exposição. Para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1-dSBMxrEqkjfdAgQPorkvae84DPL6wsW   A partir dos anos 1930, mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), países econômica e socialmente vulneráveis passaram a ser denominados “subdesenvolvidos”. No Brasil, artistas reagiram ao conceito, comentando, se posicionando e até combatendo o termo. Parte do que eles produziram nessa época estará presente na mostra Arte Subdesenvolvida , que ficará em cartaz entre 19 de fevereiro e 05 de maio de 2025, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). Com a curadoria de Moacir dos Anjos e produção da Tuîa Arte Produção, a exposição terá entrada gratuita, mediante retirada de ingresso na bilheteria ou pelo site do CCBB .     O conceito de subdesenvolvimento foi corrente por cinco décadas até ser substituído por outras expressões, dentre elas, países emergentes ou em desenvolvimento. “Por isso o recorte da exposição é de 1930 ao início dos anos 1980, quando houve a transição de nomenclatura, no debate público sobre o tema, como se fosse algo natural passar do estado do subdesenvolvimento para a condição de desenvolvido”, reflete o curador Moacir dos Anjos. “Em algum momento, perdeu-se a consciência de que ainda vivemos numa condição subdesenvolvida”, complementa.   A mostra, com patrocínio do Banco do Brasil e BB Asset, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apresenta pinturas, livros, discos, esculturas, cartazes de cinema e teatro, áudios, vídeos, além de um enorme conjunto de documentos . São peças de coleções particulares, dentre elas, dois trabalhos de Candido Portinari . Há também obras de Paulo Bruscky e Daniel Santiago cedidas pelo Museu de Arte do Rio - MAR .    Após a temporada carioca, a exposição segue para o CCBB Brasília, ainda em 2025.     PRINCIPAIS DESTAQUES Peças de grande importância para a cultura nacional estão presentes em Arte Subdesenvolvida . Duas obras de Cândido Portinari , Enterro (1940)  e Menina Ajoelhada (1945), fazem parte do acervo da exposição. Muitas pinturas do artista figuram o desespero, morte ou fuga de um território marcado pela falta de quase tudo.   Outra obra que também se destaca na mostra é Monumento à Fome , produzida pela vencedora da Bienal de Veneza, a ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino . Ela é composta por dois sacos cheios com arroz e feijão, alimentos típicos de qualquer região do Brasil, envoltos por um laço preto. Esse laço é símbolo do luto, como aponta a artista. O público também terá acesso a uma série de fotografias da artista intitulada Aos Poucos.   Outro ponto alto da mostra é a obra Sonhos de Refrigerador – Aleluia Século 2000 , de Randolpho Lamonier . “A materialização dos sonhos tem diversas formas de representação, que inclui um grande volume de obras têxteis, desenhos e anotações feitos pelas próprias pessoas entrevistadas, objetos da cultura vernacular e elementos que remetem à linguagem publicitária”, ressalta o artista. “Entre os elementos que compõem a obra, posso listar, além dos têxteis, neons de LED, letreiros digitais, infláveis, banners e faixas manuscritas, até conteúdos sonoros com relatos detalhados de alguns sonhos”, completa Lamonier.   Assim como em SP e BH, lúdica e viva, a instalação multimídia realizará também um inventário de sonhos de consumo dos cariocas, que inclui desde áudios e manuscritos das próprias pessoas entrevistadas a objetos e peças têxteis. Vai ocupar toda a Rotunda do CCBB Rio e, como explica o curador Moacir dos Anjos, “faz uma reflexão, a partir de hoje, sobre questões colocadas pelos artistas de outras décadas”.    Ao todo, mais de 40 artistas e outras personalidades brasileiras terão obras expostas na mostra , entre eles: Abdias Nascimento, Abelardo da Hora, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Artur Barrio, Candido Portinari, Carlos Lyra, Carlos Vergara, Carolina Maria de Jesus, Cildo Meireles, Daniel Santiago, Dyonélio Machado, Eduardo Coutinho, Ferreira Gullar, Graciliano Ramos, Henfil, João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, José Corbiniano Lins, Josué de Castro, Letícia Parente, Lula Cardoso Ayres, Lygia Clark, Paulo Bruscky, Rachel de Queiroz, Rachel Trindade, Solano Trindade, Regina Vater, Rogério Duarte, Rubens Gerchman, Unhandeijara Lisboa, Wellington Virgolino e Wilton Souza.    No período em que a exposição ficará em cartaz no CCBB RJ serão realizadas atividades educativas integradas, como a palestra “Arte e subdesenvolvimento no Brasil”  com o curador e pesquisador Moacir dos Anjos. O evento discutirá os modos como a arte brasileira reagiu à condição de subdesenvolvimento no país entre as décadas de 1930 e início da de 1980. E como ela incorporou, temática e formalmente, os paradoxos dessa condição. Discussão que importa para entender a recente virada política na arte brasileira contemporânea. A palestra conta com tradução simultânea em LIBRAS.     O SUBDESENVOLVIMENTO EM DÉCADAS  A exposição será dividida por décadas. No primeiro eixo, Tem Gente com Fome , apresenta as discussões iniciais em torno do conceito de subdesenvolvimento . “São de 1930 e 1940 os artistas e escritores que começam a colocar essa questão em pauta”, afirma o curador Moacir dos Anjos.   No segundo eixo, Trabalho e Luta , haverá uma série de obras de artistas do Recife, Porto Alegre, entre outras regiões do Brasil onde começaram a proliferar as greves e as lutas por direitos e melhores condições de trabalho.    Já o terceiro bloco se divide em dois. Em Mundo e Movimento  “a política, a cultura e a arte se misturam de forma radical”, explica Moacir. Nessa seção há documentos do Movimento Cultura Popular (MCP), de Recife, e do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio de Janeiro . Na segunda parte, Estética da Fome , a pobreza é tema central nas produções artísticas, em filmes de Glauber Rocha , obras de Hélio Oiticica  e peças   de teatro do grupo Opinião . “Nessa época houve muita inventividade que acabou sendo tolhida depois da década de 1960”, completa o curador.   O último eixo da mostra,   O Brasil é Meu Abismo , traz obras do período da ditadura militar e artistas que refletiram suas angústias e incertezas com relação ao futuro . “São trabalhos mais sombrios e que descrevem os paradoxos que existiam no Brasil daquele momento, como no texto O Brasil é Meu Abismo, de Jomard Muniz de Britto”,  finaliza o curador.    Sobre o curador Moacir dos Anjos Graduado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Economia pela Unicamp e doutor em Economia pela University of London, com   Pós-Doutorado em Arte Transnacional, identidade e Nação na Camberwell College of Arts em Londres.   Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco desde 1990. Foi   curador da 29a Bienal de São Paulo em 2010. Diretor geral do MAMAM, em Recife   entre 2001 e 2006. Curador da ARCO 2008. Dentre as exposições de que participou   como curador se destacam: “H élio Oiticica – Delirium Ambulatorium " (2023 - 2024), no CCBB - Brasília e CCBB - Belo Horizonte, “Vestidas de Branco", de Nelson Leirner (2008), no   Museu Vale, em Vila Velha; "Babel - Cildo Meireles" (2006), na Estação Pinacoteca,   em São Paulo; Contraditório. Panorama da Arte Brasileira (2007), no Museu de Arte   Moderna de São Paulo; Zona Franca, na Bienal do Mercosul (2007), em Porto   Alegre; Marcas – Efrain Almeida (2007), Conselheiro da Fundação Iberê Camargo e   integra o Comitê Assessor da Cisneros Fontanals Arts Foundation desde 2006.   Sobre a Tuîa Arte Produção Tuîa Arte Produção é uma organização que tem em seu escopo   projetos de produção cultural voltados para as artes visuais, expografia   e arte-educação, e que conduz seus projetos pensando a arte e a   cultura como lugar de existência simbólica e concreta para os afetos, os   dissensos e o pertencimento.   Dirigida pela produtora cultural, artista e pesquisadora Bruna Neiva, que possui mestrado na linha de Poéticas Contemporâneas   do Instituto de Artes e é doutoranda em Imagem, Estética e Cultura   Contemporânea pela Universidade de Brasília (UnB). Há mais de doze   anos trabalha na concepção e execução de projetos autorais e   produção cultural, pesquisa em arte contemporânea e arte-educação. Ao   longo dos últimos 12 anos, desenvolveu projetos em produção cultural   voltados para as artes, o pensamento crítico e a arte-educação, tais   como exposições de arte contemporânea, ciclos de palestras e oficinas,   programas educativos para museus, além de desenvolver trabalho   artístico e ministrar cursos e disciplinas em ambiente universitário.   Sobre o CCBB RJ Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.     Sobre BB Asset A BB Asset é a maior gestora de fundos de investimento do Brasil, com R$ 1,7 trilhão* sob gestão, e reconhece na arte um legado que atravessa o tempo, preserva memórias e mantém viva a identidade cultural. O patrocínio à exposição Arte Subdesenvolvida reflete o compromisso da gestora com o investimento constante na promoção da cultura. A mostra reúne trabalhos que marcaram diferentes períodos da arte brasileira, ampliando perspectivas e revelando como cada obra pode continuar relevante muito além do seu tempo. Cada peça exposta convida à observação cuidadosa e à redescoberta, reforçando o papel da arte como um território sempre aberto a novas leituras. Com essa visão, a BB Asset segue apoiando iniciativas que fortalecem a conexão entre o público e a cultura, garantindo que a arte permaneça acessível e continue despertando novos olhares. *Ranking ANBIMA novembro 2024   Serviço Exposição Arte Subdesenvolvida Data: 19 de fevereiro a 05 de maio de 2025 Entrada gratuita Classificação indicativa: livre Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Rotunda e 1º andar Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 –Centro – Rio de Janeiro – RJ Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras. Nos sábados de fevereiro e no dia 1º de março, aberto das 8h às 20h. Ingressos:  Informações: (21) 3808-2020 /  ccbbrio@bb.com.br   bb.com.br/cultura Redes Sociais: x.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | tiktok.com/@ccbbcultura Mais informações para imprensa: Casé Comunica www.casecomunica.com.br   Redes Sociais: @casecomunica Cátia Rejane – (11) 99887-3801 catia@casecomunica.com.br Lizyanne Carneiro – (21) 98870-1089  lizyannecarneiro@terra.com.br Mariana Marques – (11) 97248-1779 mariana@casecomunica.com.br Assessoria de imprensa do CCBB RJ: Giselle Sampaio (21) 3808-0142 gisellesampaio@bb.com.br   Alex Varela

  • Estácio de Sá: O Berço do Samba

    Fundada em 1955 , a Estácio de Sá é considerada o berço do samba , pois suas raízes remontam à Deixa Falar , primeira escola de samba do Brasil, criada em 1928. Representando o bairro do Estácio, a escola leva com orgulho as cores vermelho e branco , símbolos de sua tradição e força no Carnaval carioca. Entre seus nomes históricos, destacam-se Ismael Silva , pioneiro do samba moderno, e Dominguinhos do Estácio , um dos grandes intérpretes do Carnaval. Em 1992, a escola conquistou seu único título no Grupo Especial com o enredo "Pauliceia Desvairada – 70 anos de Modernismo" , celebrando a influência do modernismo na cultura brasileira. O símbolo da Estácio de Sá é um leão , representando sua garra e imponência na Avenida. Com uma trajetória rica e uma comunidade apaixonada, a escola segue mantendo vivo o espírito do samba. Fontes : Delcio Marinho ChatGPT Revista do Villa | Delcio Marrinho

  • InovCluster anuncia ações que apoiam a internacionalização de PME através do seu projeto de internacionalização - EXPORT.i9

    Projeto prevê “o crescimento das empresas portuguesas, sobretudo PME de pequena dimensão para os mercados externos”. Estão disponíveis participação em feiras e em iniciativas on-line internacionais Estão a decorrer inscrições para diversas ações, incluindo participação em feiras e em iniciativas on-line internacionais, no âmbito do projeto de internacionalização EXPORT.i9, promovido pela InovCluster – Associação do Cluster Agro-Industrial do Centro, com sede em Castelo Branco, em conjunto com a Animaforum – Associação para o Desenvolvimento da Agro-Indústria. O objetivo deste projeto, que termina em junho 2025, é “aumentar a base e capacidade exportadora das PME da fileira agroalimentar numa lógica de indústria 4.0”. Entre as ações em curso, está a participação na Feira Internacional Salón Gourmets 2025, que decorre em Madrid, entre os dias 7 e 10 de abril, com foco nas exportações agroalimentares, bem como workshops de Capacitação para a Internacionalização das PME, entre janeiro e maio, quando serão abordadas diversas estratégias e ferramentas para apoiar e/ou acelerar o processo de internacionalização das empresas através da digitalização. Além destas ações, estão previstas, a partir do dia 10 de fevereiro, três importantes missões empresariais internacionais virtuais, com “destino” à América do Norte, Emirados Árabes Unidos e China. De acordo com a InovCluster, o intuito é “promover a internacionalização das PME do setor para os mercados externos da América do Norte (EUA e Canadá), Emirados Árabes Unidos e China”, além de “complementar a presença em certames de relevância nestes mercados”, com recurso à uma “abordagem direta junto de importadores, distribuidores e canal Horeca através de canais digitais com reuniões B2B”. “Estas missões virtuais serão realizadas em formato digital e irão agregar num espaço de tempo definido a presença de vários importadores dos mercados selecionados, assegurando e criando um espaço de contacto para reuniões B2B entre as PME nacionais e os agentes internacionais”, frisaram os responsáveis pela ação. Segundo Christelle Domingos, diretora executiva da InovCluster, “o projeto de Internacionalização do Cluster Agroindustrial 2023-2025 é um projeto conjunto setorial, apresentado pela InovCluster, que visa potenciar o aumento da base e capacidade exportadora das PME da fileira agroalimentar numa lógica de indústria 4.0, através da implementação de um programa estruturado de intervenção de ações promocionais em mercados internacionais identificados como prioritários com a participação conjunta de PME da fileira agroalimentar”. Esta mesma responsável avança que, alinhado com o Plano Internacionalizar 2030, o projeto EXPORT.i9 apresenta linhas estratégicas de intervenção assentes em pontos como “apostar na promoção da utilização das ferramentas digitais associadas à indústria 4.0 ao nível do marketing e comunicação de produtos e empresas; incentivar o uso de novas formas organizacionais de comercialização suportadas em ferramentas digitais, nomeadamente lojas online e adesão a marketplaces; especialização em nichos/segmentos diferenciados ligados a produtos naturais, orgânicos e biológicos, sendo uma forte tendência a médio e longo prazo do mercado global representando uma oportunidade para os alimentos funcionais; e apostar numa promoção na lógica de fileira alargada do setor dando expressão à estratégia colaborativa entre setores”. O projeto prevê “o crescimento das empresas portuguesas, sobretudo PME de pequena dimensão para os mercados externos; a consolidação dos mercados onde as PME aderentes já desenvolveram atividades com bons resultados aumentando o nível de incorporação das suas exportações; o aumento da visibilidade das empresas, dos produtos e do setor agroalimentar nacional através de ações de marketing internacional; além de potenciar o incremento do uso de ferramentas digitais mediante o recurso a processos organizacionais e de marketing associados à indústria 4.0”. “O resultado que se pretende atingir com as ações propostas é o aumento do peso de atividades produtoras de bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis da fileira agroalimentar e potenciar o incremento da orientação exportadora das PME envolvidas no projeto, apostando na diversidade e complementaridade da oferta de produtos portugueses das PME”, indicaram os organizadores do projeto. Todas as ações previstas e com inscrições abertas no âmbito do projeto de internacionalização EXPORT.i9 podem ser consultadas em: https://www.inovcluster.pt/projetos/projetos-em-curso/projeto-conjunto-internacionalizacao-2023-2025/ Imagens cedidas pelo entrevistado. Ígor Lopes

  • Eric Herrero: Tenor e radialista

    O próximo dia 11 de fevereiro traz uma grande novidade: a estreia de Eric Herrero, reconhecido artista lírico e gestor, como radialista. É isso mesmo! "Momento Clássico, com Eric Herrero", programa que ocupará o início das noites de terças-feiras da nova Rádio Tropical Web Brasil promete ser uma ótima opção para a música de concerto, a Ópera e o Ballet, com curiosidades, agenda cultural e entrevistas com artistas, gestores, políticos e personalidades que produzem e movimentam a cultura do país. Para Herrero, o programa é um presente: há um bom tempo tempo pensado em ter um programa que traga música e informação relacionada ao setor, dando espaço aos meus colegas que atuam, produzem e dirigem. Essa estreia dias depois do meu aniversário, com certeza é um presente! A Rádio Tropical Web Brasil acaba de nascer, e está estreando programas variados, desde samba, passando por prestação de serviço até faixa de horário dedicada à música clássica, com oportunidade de participação direta dos ouvintes, via WhatsApp. Uma boa opção para as noites de terça-feira vem chegando, portanto. Serviço : Momento Clássico, com Eric Herrero Sua conexão com a Cultura Todas as terças-feiras, das 19hs às 20h Radio Tropical Web Brasil www.radiotropicalwebbrasil.com.br (Há opção também de app para Android e IOS) Revista do Villa | Eric Herrero

  • Quatroloscinco faz curta temporada do espetáculo FAUNA no Sesc Copacabana

    Após percorrer 21 estados, grupo mineiro chega ao Rio com uma “peça-conversa” que se inspira na obra O circuito dos afetos, de Vladimir Safatle, propondo uma experiência de cocriação com o público.  O grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum, de Belo Horizonte, apresenta pela primeira vez ao público carioca o espetáculo Fauna , sexto trabalho do repertório da companhia, que acumula 17 anos de trajetória. A curta temporada acontece de 13 a 23 de fevereiro, na Sala Multiuso do Sesc Copacabana, com sessões de quinta a domingo, sempre às 19h.   Nesta montagem, estreada em 2016, Ítalo Laureano e Rejane Faria assinam a direção, enquanto Marcos Coletta e Assis Benevenuto dividem a dramaturgia e a atuação. Proposta como uma "peça-conversa", Fauna  subverte a estrutura teatral tradicional, dissolvendo os limites entre palco e plateia. Sem seguir uma narrativa linear e a ideia de personagens, a obra constrói uma série de situações que integram o público à cena, promovendo um diálogo cênico que estimula reflexão e interação.   “Em Fauna, temos uma dramaturgia fixa a ser seguida, que se apresenta ao público de um modo poroso e aberto à cocriação, e é nessa relação convivial que estabelecemos com os espectadores a dinâmica da peça-conversa”, destaca Assis.   Inspirado no livro O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e fim do indivíduo , do filósofo Vladimir Safatle, o espetáculo aborda temas como violência, desejo, liberdade, intimidade, solidão e desamparo. A peça explora o corpo como instrumento político e social, conectando indivíduo e coletivo para refletir sobre convivência, encontros e a capacidade de transformação. Também são levantadas questões sobre a consciência da extinção da espécie humana e o impacto de nossas marcas no planeta. Em uma das passagens, Marcos compartilha sua experiência nos campos de concentração nazistas de Auschwitz, onde ele visitou galpões turísticos que armazenam cabelos, brinquedos, próteses, pequenos objetos pessoais e sapatos dos mortos. A partir dessa reflexão, ele provoca o público com a seguinte questão: “o campo de concentração fala do que a gente é e pode vir a ser a qualquer momento”.   “Indagar sobre os afetos dominantes que limitam a sociedade e a política atuais são chaves importantes apontadas por Safatle, e para nosso teatro também. Nossa sociedade está cada vez mais individualizada, apesar de hiper conectada. Como retomar o sentido de comunidade, ainda que temporária, como é o caso do teatro?” , finaliza.     Fauna integrou o Sesc Palco Giratório em 2018, o maior projeto de circulação teatral do país, e já passou por mais de 40 cidades em 21 estados, sendo apresentado em diversos festivais nacionais e internacionais.   Sinopse:   "Ei, você me conhece? Posso me aproximar? Eu sou só um animal vivo." Nesta peça-conversa, dois atores convidam o público a explorar a dimensão política dos afetos. Jogam com expectativas criadas a partir de elementos simples, como a profissão de alguém ou o tipo de sapato que usa, questionando assim as imagens que formam as identidades individuais e coletivas. Os espectadores são convidados a participar em uma relação convivial, numa dramaturgia aberta ao diálogo a cada apresentação.     Sobre o grupo:   Fundado em 2007 e integrado pelos artistas Assis Benevenuto, Ítalo Laureano, Marcos Coletta e Rejane Faria, o Grupo Quatroloscinco mantém trabalho continuado de pesquisa e prática teatral baseado na criação coletiva e autoral sob uma estética contemporânea. O grupo busca uma cena centrada no jogo entre os atores, na relação com o texto e no encontro com o espectador. Surgido como um coletivo de pesquisa de alunos de Teatro da UFMG, o Quatroloscinco se profissionalizou e se tornou um dos mais destacados nomes do teatro mineiro, conquistando prêmios, circulando em dezenas de festivais e realizando ações em 88 cidades de 21 estados do país, além de Cuba, Uruguai e Argentina. Criou as peças Velocidade  (2025) Luz e Neblina (2024), Apossinarmológuissi (2023), Tragédia (2019), Fauna  (2016), Ignorância (2015), Humor  (2014), Get Out! (2013), Outro Lado  (2011) e É só uma formalidade (2009), além de um filme documentário e seis livros lançados com a dramaturgia de seus espetáculos.     Sobre os artistas   Assis Benevenuto – Atuação e dramaturgia   Doutor e mestre em Estudos Literários pela Faculdade de Letras da UFMG. Graduado em Letras pela UFMG. Ator formado pelo Centro de Formação Artística do Palácio das Artes. Realizou estudos em Dramaturgia na Universidad Nacional de Las Artes (Buenos Aires, 2017). Trabalha como ator, diretor, dramaturgo, improvisador, poeta e pesquisador. Cocriador e coordenador editorial da Editora Javali, especializada em livros de teatro e cinema. Integrante do Grupo Quatroloscinco desde 2009. Integrou o Grupo Espanca! como ator e dramaturgo convidado (2009-2018). Escreveu e dirigiu espetáculos para diversos coletivos teatrais de Belo Horizonte. Coordenou o Ateliê de Dramaturgia/BH e o Núcleo de Pesquisa em Dramaturgia do Galpão Cine Horto (2013-2015). Traduziu as peças Litoral, de Wajdi Mouawad; Escola, de Guillermo Calderón; Ñuke, de David Arancibia; Adiós Rohejata, de Natalia Santos; Máta-me, por favor, de Eduardo Calla. Foi um dos curadores do Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte/FIT-BH, em 2024.   Marcos Coletta – Atuação e dramaturgia    Doutor em Artes da Cena e Mestre em Artes, ambos pela EBA/UFMG. Graduado em Licenciatura em Teatro pela UFMG e formado pelo Curso Técnico de Formação de Atores do Teatro Universitário da UFMG. Desenvolve trabalhos como ator, diretor, dramaturgo e pesquisador. Cofundador do Grupo Quatroloscinco. Integrou o Mayombe Grupo de Teatro, a Uma Companhia de Improvisação e foi ator convidado da Cia Drástica de Artes Cênicas. É autor de textos teatrais para outros grupos e coletivos mineiros como Os Conectores, Plataforma Beijo, Grupo Trama, Cefart/Palácio das Artes, Conexão Galpão e Cia. Luna Lunera. Possui 7 textos teatrais e um livro de poesia publicados. Realizou workshops e orientações de dramaturgia para espetáculos de formatura do Cefart e do Teatro Universitário da UFMG. Integra a equipe do Centro Cultural Galpão Cine Horto, onde coordena o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro. É membro do conselho editorial da Editora Javali. Foi coordenador pedagógico do Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte/FIT-BH, em 2024. Ítalo Laureano – Direção   Ator formado pelo Curso Técnico de Formação de Atores do Teatro Universitário da UFMG e graduado em Licenciatura em Teatro pela UFMG. Desenvolve trabalhos como ator, diretor e produtor cultural. Cofundador do Grupo Quatroloscinco. Foi ator convidado da Cia Drástica de Artes Cênicas. Trabalhou como produtor cultural na Agentz Produções e em importantes festivais como Festival Mundial de Circo, FIMPRO - Festival Internacional de Improvisação, Festival de Performance de BH e FIT-BH - Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte. Lecionou no Curso de Produção Cultural do Senac Minas em 2017. No audiovisual, atuou em séries, telenovelas, curtas e médias-metragens, tais como "Bom Sucesso" (Rede Globo, 2019); "Espelho da Vida" (Rede Globo, 2018); "No coração do mundo" (Filmes de Plástico, 2019); "Santino e o Bilhete Premiado" (Globo Filmes, 2016) e "Azul Celeste" (Dromedário Filmes, 2022). Rejane Faria – Direção    Atriz, diretora e professora de teatro graduada pela UFMG; formada também no curso de Artes Cênicas - Aperfeiçoamento do Comunicador, no UNI-BH. Cofundadora do Grupo Quatroloscinco. Dirigiu o Grupo de Teatro dos Correios de Minas Gerais, onde também foi Supervisora Sociocultural (2005-2017). Integrou a Cia. Móvel de Teatro, dirigida por Luiz Arthur e Mônica Ribeiro. No audiovisual, atuou em 22 filmes e séries, com destaque para "Temporada", de André Novais, a série "Segunda Chamada", da Rede Globo, e o longa "Marte Um", de Gabriel Martins, representante brasileiro no Oscar 2023 e vencedor de 4 prêmios no Festival de Gramado. Recebeu os prêmios: Sinparc de Melhor Atriz Coadjuvante, 2010; Melhor Atriz no Festival Guarnicê de Cinema do Maranhão, 2016; dois prêmios Sinparc de Melhor Atriz, 2017 e 2020; Melhor Atriz no Festival CineTamoio, 2020; e Menção Honrosa de Melhor Atriz no GIMFA - Gralha International Monthly Film Awards, 2020.   Ficha Técnica: Direção:  Ítalo Laureano Assistência de direção: Rejane Faria Dramaturgia e atuação : Assis Benevenuto e Marcos Coletta Orientação Vocal:  Ana Hadad Orientação Corporal: Rosa Antuña Provocação Criativa: Alexandre Dal Farra Cenografia:  Ed Andrade Figurino:  O grupo Criação de luz : Rodrigo Marçal Operação de luz:  Marina Arthuzzi Trilha sonora : Barulhista Produção local: Amanda Dias Leite Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues | Aquela Que Divulga Produção:  Grupo Quatroloscinco - Teatro do Comum Realização: Sesc RJ     Serviço   FAUNA   Data:  13 a 23 de fevereiro de 2025 Dias da semana: Quinta a domingo Horário:  19h Local:  Sala Multiuso do Sesc Copacabana Ingressos:  R$ 8 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira) Endereço:  Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro - RJ Informações:  (21) 31805226 Bilheteria -  Horário de funcionamento: Terça a sexta - de 9h às 20h; Sábados, domingos e feriados - das 14h às 20h. Classificação indicativa : 18 anos Duração:  80 min Mais informações: www.quatroloscinco.comwww.sescrio.org.br/unidades/sesc-copacabana/     Alex Varela

  • Entrevista: Dra. Sumaya Neves (renomada dermatologista)

    A minha entrevistada é a renomada dermatologista Sumaya Neves.  Drª Sumaya na clínica Médica formada pela UFRJ, Pós-graduada em Dermatologia e Cosmiatria no Hospital das Clínicas de Buenos Aires. Clínica e Dermatologista, Chefe de Clínica Dermatológica do Hospital Federal dos Servidores do Estado, Preceptora de Dermato-cosmiatria da Residência Médica do HFSE-RJ. Atualmente atende na Clínica Goa Dermatologia Avançada (Barra da Tijuca, Rio de Janeiro). Médica auditora da Rede D”Or, atua em Trabalhos voluntários como Inca voluntário Dona Meca (RioInclui). Na clínica fazendo procedimento 1- O que é ser dermatóloga ? É o médico que atende as demandas de saúde da pele, cabelos e unhas. Na verdade a pele, que é o maior órgão do corpo, apresenta muitas doenças internas que são evidenciadas através da pele. E é interessante esse aspecto , porque a gente tem que aprender muito clínica médica para se especializar… e até aspectos emocionais se apresentam através da pele. Esse aspecto é interessante e me fez olhar a dermatologia como um mundo interno susceptível que se exterioriza através de pele. A dermatologia tem vários campos de atuação tanto na saúde pública com os pacientes de hanseniase  (lepra) que até hoje sofrem preconceito, como na área estética,  que seria a Dermatocosmiatria, aonde a gente vai tentar melhorar as doenças com cicatrizes  e as que incomodam os pacientes por serem inestéticas como as manchas , espinhas e sinais no corpo, perda de cabelos e micoses de modo geral. Posso citar ainda a Dermato-cirurgia, aonde atuamos em pequenos procedimentos cirúrgicos até tratamento de câncer de pele. Uma especialidade com tantos desafios é o que nos estimula, amo ser dermatologista.  2- O câncer de pele anda muito em alta, fale um pouco sobre ele. Então, muito importante tocar nesse assunto pq de uns tempos pra cá (2014) vem aumentando a incidência do câncer da pele e é um câncer que pode ser letal e as pessoas não se dão conta que existem formas de se evitar, e são mudanças de hábito fáceis de praticar. Aumentou 165% porque a população não tinha o hábito de se proteger, pelo contrário… A proteção solar, embora polêmica, é muito importante e a gente que é formador de opinião deve sempre ser um motivador (incentivador) para que se use o protetor solar na praia, piscina e inclusive na rua durante o dia a dia. Fotoproteção química e física com formulações mais adequadas aos diversos tipos de pele, além do uso de barreiras como uso de bonés, chapéus, roupas com fotoproteção, barracas... 3- Há necessidade de se reciclar constantemente? Sim, na minha área específica que é a Dermato-cosmiatria, participar de congressos e workshops porque muitos produtos químicos e injetáveis novos chegam a todo momento e são lançados no mercado. Além das novas tecnologias (como laser e ultrassom) que estão sempre evoluindo para melhorar os resultados e para otimizar os tratamentos com menor tempo fora das atividades diárias, sempre com muito critério e qualidade. 4- O que leva alguém a procurar uma dermatologista? Várias causas desde as primeiras marcas da adolescência como as espinhas, até os tratamentos estéticos propriamente como manchas, cicatrizes, rugas, queda de cabelos e ainda feridas na pele que não cicatrizam, sangram e quando vamos diagnosticar já se trata de câncer da pel. É indicado visitar um dermatologista de rotina uma vez por ano, pelo menos, para avaliação e prevenção de várias doenças principalmente o câncer da pele. Importante divulgar que a Sociedade de Dermatologia faz uma Campanha anual que é a “Dezembro Laranja”, onde  reunimos vários Serviços e Clínicas para realizar o Exame dermatológico para a população em geral, para diagnosticar o câncer de pele ou lesões pré-malignas e orientar o tratamento. 5- Como foi o período em que passou em Portugal? Portugal foi um grande aprendizado, nova cultura, novos hábitos, novas paisagens, só não foi possível assumir meu posto de médica em Saúde pública, porque começou justamente nesse período a pandemia e então as mudanças começaram a ocorrer e infelizmente tive que retornar Brasil. Foi um momento muito preocupante com tantas dificuldades e perdas, mas cá estou de volta à terra que tanto amo e também como cidadã portuguesa, terra dos meus avós com muito orgulho. 6- Quais são os grandes desafios da medicina no Brasil? O Brasil é um país continental e claro que a medicina tende a ter desafios bem regionais. A medicina no Brasil enfrenta uma série de desafios atualmente, que envolvem aspectos estruturais, financeiros, sociais e tecnológicos. Eu citaria: distribuição desigual de recursos pelas várias regiões; dificuldade de acesso  nas áreas rurais ou periféricas devido à falta de hospitais ou médicos; nosso Sistema Único de Saúde ainda sofre com insuficiência de recursos para manutenção dos serviços essenciais; carência de médicos e enfermeiros especialmente em regiões remotas. Envelhecimento populacional gerando aumento das doenças crônicas como diabetes, hipertensão e câncer com maior necessidade de unidades de saúde, avanço das doenças infecciosas sazonais, incidência preocupante de tuberculose, hanseníase e sífilis , especialmente em populações vulneráveis. 7- Como é seu trabalho como auditora? Sempre tive interesse em Gestão hospitalar e a pós-graduação em Auditoria no Sistema de Saúde me proporcionou aprendizado necessário para ampliar os conhecimentos dentro das várias áreas da medicina, que cresceu muito nos últimos tempos gerando necessidade da formatação de protocolos para otimizar as internações. Atualmente realizo auditorias na Rede D”Or. 8-  Como você se sentiu ao ser nomeada embaixadora de turismo do Rio de Janeiro Muito honrada em primeiro lugar, porque faço agora parte de um grupo seleto de formadores de opinião, oriundos de várias profissões e culturas e formas de viver o Rio de Janeiro. Essa pluralidade é que nos estimula à vencer os novos desafios para a gente engrandecer ainda mais o nosso estado e a nossa população. Sumaya Recebendo o título de Embaixadora de Turismo do RJ, com Paulo Leite Sumaya com as patronesses da Feira da Providência: Monica Clark e Tânia Carvalho Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação  Chico Vartulli

  • Correios do Brasil e de Portugal assinam protocolo que prevê ofertas a emigrantes

    Foto: Assessoria de Comunicação dos Correios Brasil e CTT Portugal. Os correios brasileiros e portugueses assinaram um acordo que prevê a ampliação da oferta aos emigrantes residentes em Portugal e no Brasil. Também foi estabelecido um “compromisso de oferecer serviços e produtos, operações e atendimento ao cliente em cada empresa nos seus mercados, abrangendo as áreas de negócio onde ambas atuam, como mensagens, encomendas, logística e tecnologia de suporte aos negócios”.   Com a assinatura do protocolo, as partes preveem “o aumento dos serviços às comunidades imigrantes, considerando a forte afinidade entre os países e a relevância da comunidade portuguesa no Brasil e da brasileira em Portugal. As duas empresas também se comprometem a avaliar potenciais investimentos conjuntos em áreas como infraestrutura, tecnologia, inovação e sustentabilidade”.   O presidente dos Correios do Brasil, Fabiano Silva dos Santos, considerou o acordo necessário entre as “nações irmãs” em “atenção especial aos residentes”. Para Santos, a “parceria renderá resultados importantes para as operações postais dos dois países, que possuem históricos laços sociais, culturais e comerciais”.   Por sua vez, o CEO dos Correios de Portugal, João Bento, disse que “os Correios do Brasil são mais uma expressão do nosso importante papel social e da proximidade dos CTT aos portugueses, estejam eles onde estiverem. A partir de agora, a comunidade portuguesa no Brasil terá acesso facilitado aos serviços dos CTT, reforçando os laços e afinidade entre os dois países”.   Ígor Lopes

  • A pequena invenção de um grande brasileiro

    Uma das figuras mais importantes da medicina e da ciência do Brasil, o médico Manoel de Abreu é uma das personalidades científicas brasileiras totalmente ignoradas atualmente. Salvou milhares de vidas e outros tantos milhares de contos de réis e cruzeiros ao “contribuinte”. Foto 1. Manoel Dias de Abreu. 1942. Foto domínio público. Autor não identificado. Acervo do Arquivo Nacional. Fundo Correio da Manhã. Manoel Dias de Abreu nasceu na rua Barão de Itapetininga, capital paulista, em 4 de janeiro de 1892. Filho do português Júlio Antunes de Abreu e da sorocabana Dona Mercedes Dias. Não foi um dos alunos mais brilhantes no curso de Medicina, mas se formou com distinção, defendendo uma tese relacionando clima com civilização. Talvez, uma variação das antigas teorias “deterministas” sobre as causas do desenvolvimento ou atraso dos povos. Foto 2. Hospital Militar do Morro do Castelo, antiga Faculdade de Medicina. Jornal A Noite 1913. Foto sem identificação. Acervo BNRJ. Após a formatura, em 1913, (em outras fontes, 1914), na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, partiu para França com a família. Retido em Lisboa pelo início da Primeira Grande Guerra, desembarcou na França em 1915. Trabalhou no  Nouvel Hôpital de la Pitié , sob orientação de Gaston Lion  e no velho hospital do Hôtel-Dieu , onde o Dr. Augustin Nicolas Gilbert  era professor de clínica médica. Foto 3. Hôtel Dieu. Paris. Sem data. Postal sem identificação. Reprodução de internet. Certa vez, viu o mestre Gilbert auscultando um paciente na enfermaria. Ao final do procedimento, o médico vaticinou que não existia afecção pulmonar. Entretanto, após exame radiológico subsequente, o especialista constatou que o enfermo tinha um quadro gravíssimo de tuberculose. Essa experiência chamou a atenção de Abreu para a importância da radiologia no diagnóstico preciso da doença, na descoberta das chamadas “lesões mudas”. Foto 4. Professor Augustin Gilbert. Cartão. Sem data e autor. Acervo National Library of Medicine. EUA. Durante a Guerra Mundial, o front consumia recursos materiais e humanos. O laboratório de radiologia tinha poucos insumos e era comandado por uma pessoa sem formação. O Dr. Gilbert convidou Abreu para assumir a direção do setor. Abreu trabalhou, em 1917, no hospital mantido pela comunidade brasileira na França, o Franco-Brésilien, sob a direção de Paulo do Rio Branco, filho do famoso barão. Foi neste estabelecimento que iniciou seus trabalhos com radiologia e daí para a fotografia do monitor (ecrã) radiológico. Com base em muito estudo, em 1918, apresentou uma comunicação à Academia de Medicina Francesa sobre a densimetria dos campos pulmonares. Foto 5. Hospital Franco Brasileiro de Paris. Sem data, sem autor. Cartão postal. Rua Vaugirard. Site researchgate.net Acabado aquele grande conflito, trabalhou no hospital Laennec , de Paris, com o fisiólogo Edward Rist,  onde adquiriu maior familiaridade com as radioscopias. Essa experiência gerou um livro, de sucesso internacional, lançado em 1921 (em outras fontes, 1920) e prefaciado por Rist,  “ Radiodiagnostique dans la Tuberculose Pleuro-Pulmonaire ”, obra pioneira sobre a interpretação radiológica das lesões pulmonares. Foto 6. Hospital Laennec. Paris. Sem data. Cartão Postal. Site geneanet.org Foto 7. Dr. Eduardo Rist. Sem data. Foto Estúdio Damrémont. Banco de Imagens Université Paris Cité Retornou ao Brasil em 1922. A tuberculose, a “peste branca", foi um dos problemas de saúde mais graves no país da primeira metade do século XX. No Rio de Janeiro, matava 5.000 pessoas por ano, na década de 1930. O preço para fazer uma chapa de raio-x era proibitivo para ser usado em larga escala. Os profissionais envolvidos eram poucos e eram submetidos a cargas repetidas. Além disso, as radiografias exigiam grandes espaços para o maquinário e outro tanto para a armazenagem dos resultados dos exames. Foto 8. Instalações de Raios X. Revista A Casa. 1936. Foto autor não identificado. Acervo BNRJ. Foto 9. Aparelho de Raios X. Revista A Casa. 1936. Foto autor não identificado. Acervo BNRJ. Entre os anos de 1935 e 1936, trabalhou nos hospitais Jesus, de Vila Isabel, onde chefiou o serviço de radiologia, e no antigo Hospital Alemão do Rio de Janeiro, da rua Barão de Itapagipe, bairro da Tijuca, onde retomou suas experiências. Anos depois, com a Segunda Guerra Mundial e a entrada do Brasil na luta ao lado dos aliados, o hospital passou a se chamar “Itapagipe” e, finalmente, em 1942, o Hospital Central da Aeronáutica. Foto 10. Hospital Jesus. 1935. Revista da Semana. Foto sem identificação. Acervo BNRJ. Foto 11. Hospital Allemão do Rio de Janeiro. Revista Excelsior. 1934. Reprodução de divulgação. Acervo BNRJ Com o auxílio de insumos mais refinados e aparelhagem moderna, Manoel de Abreu conseguiu resultados satisfatórios em suas experiências, chapas com maior nitidez. O novo aparelho era, basicamente, uma máquina fotográfica que utilizava filmes de 35 milímetros na base pequena do aparelho e o monitor na base grande, separados por uma caixa em forma de pirâmide truncada, impermeável à luz. Foto 12. O aparelho de abreugrafia. A Noite. 1937. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ O novo método foi apresentado à Sociedade Brasileira de Tuberculose em julho de 1936. Foi aprovado e indicado como processo de excelência para o diagnóstico da tuberculose. No mesmo ano, Abreu enviou os desenhos do aparelho para a Siemens , na Alemanha, e para a sede da General Electric , nos EUA. Ambas as matrizes das companhias ignoraram solenemente o projeto. Foto 13. Abreu, ao centro, de pé, observa o Dr. Francisco Benedetti que examina uma chapa de abreugrafia. Jornal A Noite . 1938. Foto de autor desconhecido. Acervo BNRJ Contudo, em novembro de 1937, chegou ao Rio para uma conferência, na Academia Nacional de Medicina, o famoso radiologista alemão Dr. Hans Holfelder , da Universidade de Frankfurt. O alemão se empolgou com o invento e enviou o projeto para a matriz da companhia Siemens, na Alemanha. Conseguiu que se produzissem modelos que se espalharam pela Europa. O primeiro aparelho de abreugrafia do Brasil foi fornecido pela Casa Lohner (avenida Rio Branco, número 133), representantes da Siemens-Reiniger-Werke, de Berlim, famosa pela revenda de produtos da indústria alemã. Foto 14. Casa Lohner. 1929. Revista O Malho. Foto autor não identificado. Acervo BNRJ Foto 15. Aparelho de Roentgenfotografia alemão. 1938. Acervo site ResearchGate-Siemens-Archive Abreu creditou o sucesso internacional do seu invento à interferência do Dr. Holdelfer . Infelizmente, o doutor alemão era um antissemita, um nazista convicto e um SS-Führer empedernido. Os exames radiológicos ajudaram a selecionar os membros da fictícia “raça ariana”, da SS e da juventude hitlerista. Holfelder foi o criador das “Tropas Roentgen” que conseguiram realizar milhares de exames na Alemanha. Ele morreu em 1944, em Budapeste. Tinha muitos admiradores no Brasil, principalmente na área da medicina. Foto 16. Hans Holfelder em 1931. Acervo site ResearchGate Na rua do Resende, número 128, foi instalado o aparelho de “roentgenfotografia” (nome em homenagem ao descobridor dos raios-x, Wilhelm Konrad Von Roentgen), no ano de 1937, fornecido pela Casa Lohner , no Centro de Saúde número 3 da antiga Capital Federal. Esta unidade se tornou o primeiro centro de recenseamento torácico do país. Dali por diante, o exame podia ser feito em salas ventiladas e sob os cuidados de pessoas minimamente treinadas. Três tiras de filme da marca “Leica”, de 2,4 por 3,6 centímetros, produziram 200 exames. Para efeito comparativo, em 1937, cada mini chapa de roentgenfotografia custava módicos 150 réis. Já as antigas radiografias custavam 15 mil reis, a unidade. Foto 17. Prédio da Diretoria Geral de Saúde Pública. Rua do Resende. Revista Leitura para todos . 1914. Foto autor não identificado. Acervo BNRJ. Foto 18. Prédio da antiga Diretoria Geral de Saúde Pública, da rua do Resende. Aspecto atual. 2025. Foto do autor. O sucesso do novo exame atraiu a comunidade médica internacional para o centro de saúde da rua do Resende. Entre 1937 e 1938, o cadastro torácico universalizado se espalhou pelo Brasil, pelo continente sul-americano e pela Europa. Foi em 1939, durante o Primeiro Congresso Brasileiro de Tuberculose, que, por sugestão do presidente do evento, doutor Ary Miranda, adotaram oficialmente o nome de abreugrafia. Em 1958, o presidente Juscelino Kubitschek criou o “Dia da Abreugrafia”, comemorado em 4 de janeiro. Até sua morte, o doutor Manoel de Abreu foi uma referência em sua área, sempre ocupando cargos de chefia e supervisão em órgãos de saúde da antiga capital federal. Foto 19. Reprodução da primeira abreugrafia. 1937. Reprodução de internet Na década de 1970, já não era necessária uma grande triagem e exposição da população aos exames de abreugrafia, devido à diminuição drástica de casos. A OMS - Organização Mundial de Saúde - em 1974, recomendou o fim do uso da abreugrafia em massa. A doença passou a ser detectada pelo exame do escarro. Foto 20. Manoel de Abreu. Data e autor desconhecidos. Acervo Academina Nacional de Medicina. Reprodução de internet. Manoel de Abreu era um fumante inveterado. Confessou que, em certa altura da vida, fumava de 4 a 5 maços de cigarros por dia. Morreu, ironia do destino, de câncer de pulmão, no Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1962. Está sepultado em São Paulo, no cemitério da Consolação. Ainda em vida, apenas vinte anos após sua pequena grande inovação, já era um completo desconhecido dos brasileiros. * Nas fotos: “BNRJ” significa Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro #abreugrafia #hospitaljesus #radiologia #tuberculose #roentgenologia #distritofederal #riodejaneiro #historiadobrasil #historia #memoria #fisiologia #vonroentgen #tísica #raiox #clínicamedica #hoteldieu #augustinnicolasgilbert #tisiologia #nazismo Flavio Santos

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