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Revista do Villa

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"Vinte!" estreia no CCBB RJ com direção de Mauricio Lima e texto de Tainah Longras

Atualizado: 7 de mar.

Espetáculo teatral é uma releitura poética do Rio, das artes e do tempo a partir de "Tudo Preto", da Companhia Negra de Revistas (1926).

Fotos: Íra Barillo
Fotos: Íra Barillo

A fusão entre teatro, dança e música dá o tom de 'Vinte!', espetáculo escrito por Tainah Longras e dirigido por Mauricio Lima, que estreia no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) em 13 de março de 2025. A temporada acontece no Teatro III, com apresentações de quinta a domingo – quinta, sexta e sábado às 19h; domingo às 18h – até 6 de abril.


A montagem propõe uma revisitação ficcional dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil, em diálogo com a cidade do Rio, as artes, e suas camadas de tempo. A peça parte de uma crítica à montagem "Tudo Preto" (1926), da Companhia Negra de Revistas, para reconstruir narrativas sob uma perspectiva negra e contemporânea.

 

O Harlem Renaissance, movimento cultural e intelectual que floresceu na comunidade negra de Nova York na mesma época, serviu como ponto de partida da pesquisa. "É a abertura para toda a investigação e fonte de muitas elaborações importantes para a peça", explica Longras, que está em cena ao lado de AfroFlor, Felipe Oládélè e Muato. A pesquisa levou à Companhia Negra de Revistas, grupo que reuniu nomes como Pixinguinha e De Chocolat e marcou a história do teatro musical negro brasileiro. "Esses artistas e suas histórias são nossos maiores pontos de conexão com o Rio dos anos 1920", destaca a dramaturga.

 

No palco – ou melhor, no espaço cênico que dissolve as fronteiras entre artistas e público – a palavra ganha múltiplas formas: falada, cantada, dançada, inventada. "A encenação parte de uma relação radical dos atores com a palavra. Isso não significa que exista uma hierarquia entre as linguagens. O teatro, a dança e a música dialogam de forma orgânica, compondo uma cena que se constrói numa perspectiva filosófica afroindígena não linear do tempo e, consequentemente, da História", explica o diretor. O espetáculo aposta em uma experimentação cênica e sonora inspirada no choro, jazz e samba, ritmos fundamentais na identidade cultural negra.

 

A direção musical é de Muato, com direção de movimento de Romulo Galvão, direção de arte de Júlia Vicente, direção de produção de Bem Medeiros e iluminação de Dadado de Freitas.


Sinopse

Vinte! é uma reivindicação ficcional da memória dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil. A partir de uma crítica à peça Tudo Preto (1926), da Companhia Negra de Revistas, a peça constrói uma relação poética com a cidade do Rio, com as artes e com o tempo, sob uma perspectiva negra e contemporânea.

 

Ficha Técnica 

Idealização e Texto: Tainah Longras 

Dramaturgia: Mauricio Lima e Tainah Longras  

Direção: Mauricio Lima  

Assistência de Direção: Juliane Cruz 

Elenco: AfroFlor, Felipe Oládélè, Muato e Tainah Longras  

Interlocução de direção: Ana Kfouri 

Interlocução teórica: Olívia Burzlaff 

Direção de Produção: Bem Medeiros 

Produção Executiva: Matheus Ribeiro 

Direção Musical: Muato 

Direção de movimento: Rômulo Galvão 

Direção de arte: Júlia Vicente 

Iluminação: Dadado de Freitas 

Assistência de iluminação e Operação de luz: Tayná Maciel 

Montagem de luz: Hud Figueiredo 

Operação e montagem de som: Bob Reis 

Fotografia: Íra Barillo 

Vídeo, Design e Social Media: Rodrigo Menezes 

Visagismo Sessão de fotos: Thiogo Andrade 

Costureiras: Lisete Alves e Ana Vita

Captação de Parcerias: Renata Leite 

Assessoria de Imprensa: Lyvia Rodrigues/ Aquela Que Divulga 

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e L&B Produções Culturais  

Este projeto foi fomentado pelo PROGRAMA FUNARTE RETOMADA 2023 - TEATRO

 

Tainah Longras – autora, dramaturga e atriz  

Tainah Longras é atriz, diretora, preparadora de atores e curadora independente. Fez a formação profissional na Casa das Artes de Laranjeiras, estudou Letras na UFRJ e Dança na Angel Vianna. Dirigiu com Felipe Vidal, a peça-palestra "O Museu sem fim de 1976", de Daniele Ávila Small. Seus trabalhos mais recentes como atriz no teatro são Catarse - uma para-ópera em 2018; Há mais futuro que passado, em 2017-2022, com o qual fez duas temporadas no Rio de Janeiro, participou de Festivais Internacionais em São Paulo, Brasília e Cidade do Porto (Portugal); e Revenguê, em 2021, projeto de áudio-dramaturgia disponível no spotify. Compôs a curadoria do Festival às Escuras - primeiro festival de artes performáticas negras lgbtia+ online realizado pelo Pandêmica Coletivo de Criação em setembro de 2020. Como assistente de direção trabalhou na peça "Uma frase para minha mãe", de Christian Prigent, com direção e atuação de Ana Kfouri em 2018- 2020 com quem vem desenvolvendo parceria em artes da cena, audiovisual e ensino ao longo de 8 anos. Na televisão fez preparação de atores na série "Desalma" e na série "Vicky e a Musa", ambas da Globoplay. 

 

Mauricio Lima – direção e dramaturgia

Mauricio Lima é ator e performer formado pela Escola de Teatro Martins Pena e graduando do curso de Teoria da Dança, UFRJ. Em seu trabalho autoral tensiona as questões ético-estéticas relacionadas às negritudes contemporâneas latino-americanas, suas identidades e ancestralidades. Está indicado ao prêmio Shell 2025 nas categorias de melhor direção e melhor dramaturgia pelo espetáculo “Arqueologias do Futuro”, ao lado de Dadado de Freitas. Foi artista contemplado no programa NEXT GENERATION da fundação holandesa Prince Claus Fund, criando a obra transdisciplinar Museu dos Meninos - obra-museu composta por uma série de ações no audiovisual e nas artes cênicas e visuais, a partir de depoimentos e memórias de homens negros moradores do Complexo do Alemão, território de origem do artista, investigando processos de inscrição, preservação e invenção de memória. É diretor artístico e curador do Festival às Escuras, mostra de artes cênicas voltada para artistas negres e LGBTQIA+, com realização do Pandêmica Coletivo Temporário de Criação, do qual faz parte. Integra a cia carioca Teatro de Extremos e o coletivo de performance Líquida Ação. 


Sobre o CCBB RJ 

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.   

 

Serviço: 

VINTE! 

Temporada: 13 de março a 06 de abril de 2025

Quando: quinta a sábado, às 19h; domingo, às 18h 

Duração: 100 min    

Classificação: 12 anos   

Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (Meia) - disponíveis na bilheteria física ou no site do CCBB (bb.com.br/cultura)  

Estudantes, maiores de 65 anos e Clientes Ourocard pagam meia entrada  

Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Teatro III 

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro (RJ) 

Tel. (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br  

Informações sobre programação, acessibilidade, estacionamento e outros serviços: bb.com.br/cultura  

Confira a programação completa também nas redes sociais:  

 

 

Alex Varela


 

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