Uma Homenagem de Qualidade à Bibi Ferreira
- Alex Gonçalves Varela

- 4 de fev.
- 2 min de leitura
Estreou O Céu de Bibi Ferreira, no teatro Sesc Ginástico.

O teatro brasileiro é repleto de atores e atrizes de qualidade e excelência. Diversos ainda estão por aqui, atuando e interpretando seus personagens nos palcos. Outros já não estão mais por aqui. Foram para o céu, como Bibi Ferreira, e lá fazem a sua ribalta acontecer.
Memória é seleção. Há fatos que queremos lembrar. Outros que desejamos esquecer. E, para nós que gostamos de apreciar as produções teatrais, não podemos deixar de lembrar daquelas em que atuou Bibi Ferreira. Ela deu vida a protagonistas marcantes no universo teatral.
O texto de Gabriel Chalita selecionou a atriz Bibi Ferreira, como poderia ter escolhido outra qualquer proeminente atriz brasileira para lhe celebrar. A opção por Abigail foi acertada, pois ela foi uma das mais reconhecidas que atuaram nos palcos brasileiros, interpretando, cantando, representando, dirigindo e empreendendo. E redigir um texto, que é musical, biográfico, memorialístico, poético, emocionante e sensível, para lembrar das suas várias facetas como mãe, mulher, atriz, diretora, entre outras, contribui para preservar a sua memória, que é a do teatro brasileiro, em particular do teatro musical brasileiro.
O elenco é integrado por quatro atrizes: Giulia Nadruz, Bárbara Sut, Luísa Vianna, Fernanda Biancamano. Elas têm uma atuação comovente e digna de aplausos. Elas interpretam e representam com qualidade. Mas é na cantoria que elas se revelam. Elas cantam com afinação e entonação, com um timbre de voz na medida certa, equilibrado e em proporcionalidade. Cantam canções em português, inglês, espanhol e francês! Cantam as canções que Bibi Ferreira interpretou nos musicais em que atuou. Estão unidas, entrosadas e afinadas. Dominam o texto, passando com emoção e suavidade. Dominam o palco, preenchendo todos os espaços nele existentes. Apresentam uma boa comunicação com o público. Portanto, elas têm uma atuação deferida e merecedora de elogios.
As atrizes são acompanhadas por um conjunto de músicos, dirigidos com competência por Carlos Bauzys, responsável pela direção musical. As atrizes e os músicos se complementam, dando uma sonoridade ímpar ao espetáculo.
A direção de Gustavo Barchilon é precisa e certeira, dando uma direção á notável atuação das atrizes, que estão plenas no palco.
A direção de movimento criada por Roberta Serrado deu um dinamismo ao espetáculo, e possibilitou que as atrizes se movimentassem com elegância, postura e suavidade pelo palco.
Os figurinos criados por
Karen Brusttolin sâo de bom gosto, elegantes, combinam as cores preta e cinza, e facilitam a movimentação das atrizes pelo palco.
A cenografia de Natália Lana é criativa, original, e apresenta uma boa distribuição dos elementos cenográficos pelo palco.
A iluminação criada por Ana Luzia de Simoni apresenta um bonito desenho de luz, e contribui para realçar a interpretação das atrizes Ademais, a luz cria e marca o ritmo e o dinamismo do espetáculo. Ela varia de acordo com o contexto das cenas, complementando as interpretações das atrizes.
Texto, direção, cenografia, figurinos e iluminação formam um conjunto harmônico e equilibrado.
Excelente produção cênica!



Alex Varela

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