Silvia Pfeifer, Adriana Garambone e Helena Fernandes estreiam 'Uma Vida de Amizade'
- Alex Gonçalves Varela

- há 5 dias
- 4 min de leitura
Depois da turnê em Portugal lotando teatros em cinco cidades e oito apresentações,
chega ao Rio para estreia brasileira a comédia UMA VIDA DE AMIZADE
texto de Gustavo Pinheiro
direção de Fernando Philbert
com Silvia Pfeifer, Adriana Garambone e Helena Fernandes
Três amigas de longa data, hoje na casa dos 50+, se encontram uma vez ao ano para cumprir um ritual. Entre lembranças e questionamentos, acabam fazendo uma revisão crítica e bem-humorada de suas vidas e histórias.

ESTREIA: dia 09 de maio (sábado), às 18h
ONDE: Teatro Fashion Mall / Shopping Fashion Mall
Estrada da Gávea, 899/lj. 216 - São Conrado / RJ
HORÁRIOS: sábados às 18h e domingos às 17h
INGRESSOS: R$120 e R$60 (meia) em https://bileto.sympla.com.br/event/118929?share_id=1-copiarlink e na bilheteria de 3ª a dom das 14h às 20h / CAPACIDADE: 427 espectadores / DURAÇÃO: 90 min / GÊNERO: comédia / CLASSIFICAÇÃO: 12 anos / ACESSIBILIDADE: sim / TEMPORADA: até 31 de maio
Depois de percorrer as cidades portuguesas de Braga, Porto, Estoril, Águeda e Espinho, somando quase 10 mil espectadores, chega ao Rio, em estreia nacional, a comédia UMA VIDA DE AMIZADE. Silvia Pfeifer, Adriana Garambone e Helena Fernandes dão vida a três mulheres 50+, amigas de longa data, que cumprem o ritual de se encontrar uma vez ao ano, por uma razão especial. A cada ano, elas se deparam, não sem alguma surpresa, com as transformações nas vidas umas da outras.
De forma bem-humorada, o texto de Gustavo Pinheiro levanta questões sobre as mulheres de 50+, hoje ativas, desejadas e desejantes, mas ainda não plenamente vistas desta forma pela sociedade. O autor questiona estes padrões restritivos e fala da importância de se enxergar e reconhecer publicamente a beleza, a força e a independência destas mulheres.
SINOPSE
Três amigas são intimas desde a juventude nos anos 1990, quando dividiam sonhos, dificuldades e um quarto e sala em Paris, trabalhando como modelos. Desde então, elas cumprem o ritual de se encontrar uma vez por ano numa data especial. Gilda (Silvia Pfeifer) é a conciliadora e, embora pareça ser forte, também esconde suas fragilidades. Yasmin (Adriana Garambone) é a mais leve e também um tanto volúvel. Renée (Helena Fernandes), uma mulher rígida e julgadora, sempre tem um olhar crítico sobre as amigas. No encontro, entre lembranças da vida profissional, familiar e amorosa, emergem novas histórias inesperadas, e algumas surpresas que podem transformar suas vidas para sempre.
A ORIGEM DA PEÇA
Quem conta é o autor, Gustavo Pinheiro: “Escrever sobre o processo de envelhecimento da mulher do ponto de vista de três jovens que tivessem sido modelos era uma ideia que eu tinha há muito tempo. Eu tinha essa vontade, mas era uma ideia guardada na cabeça. Um dia, estou navegando no Instagram e vejo uma foto de Silvia, Helena e Adriana, e penso: caramba, como elas se parecem com as minhas personagens, elas poderiam ser as minhas personagens. Eu printei e guardei no celular. Passaram-se dois dias e Fernando Philbert, nosso diretor, me liga e diz: eu jantei com Silvia, Helena e Adriana, você precisa conhecer, elas falam coisas ótimas sobre o universo feminino. Eu disse: você não vai acreditar, eu acabei de printar uma foto delas… Então, realmente, tinha que ser. Foi uma conjuntura muito bonita. Dali, a gente se encontrou, almoçou, trocou ideias, e eu fui entendendo o que era importante, para elas, dizer ao público, o que está se passando nas cabeças delas. E elas também foram entendendo o que eu achava importante como dramaturgia. A gente se achou nessa frequência, num lugar muito bonito, terno e objetivo. E sem perder a ternura da amizade, que queríamos comunicar ao público. Quem vier assistir a ‘Uma Vida de Amizade’, vai assistir a uma história de afeto de três amigas que atravessaram décadas, com todos os percalços que isso pode implicar, todas as alegrias, mas sem perder a ternura jamais.”
Ao que endossa o diretor, Fernando Philbert. Para ele, esta peça não percorreu o caminho habitual em que alguém escolhe um texto, reúne uma equipe e toca uma produção. Ela começou despretensiosamente num encontro de amigos, quando se comoveu e se divertiu com as histórias daquelas três mulheres, e ali enxergou uma possibilidade cênica: “Uma vida de amizade é uma comédia emotiva que nasceu na mesa de um bar na Gávea. Estávamos juntos após uma peça e contávamos histórias da vida. Este trabalho é um encontro feliz, emotivo, contundente sobre ter amizades na vida. A peça não é este conjunto de histórias, e sim esta amizade. Ser amiga não é concordar com tudo, mas seguir junto, segurando a onda.”.
FICHA TÉCNICA
Autor: Gustavo PinheiroDireção: Fernando PhilbertElenco: Silvia Pfeifer, Adriana Garambone e Helena Fernandes
Figurino: Karen BrusttolinCenário: Natália LanaIluminação: Vilmar OlosTrilha Sonora: Rodrigo PennaVisagismo: Cláudio BelizárioAssistente de Direção: Adriana TolentinoDireção de Produção: Bárbara Montes Claros
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany
GUSTAVO PINHEIRO - autor
Jornalista, roteirista e dramaturgo. É colunista do Segundo Caderno do jornal O Globo.
Autor de nove peças, encenadas por nomes como Antonio Fagundes, Lilia Cabral, Christiane Torloni, Alinne Moraes, Ana Beatriz Nogueira, Otavio Augusto, dentre outros. Ele assina o roteiro dos filmes “A Lista” e “Prova de Amizade” (ambas Estúdios Globo), “Gregório Fortunato” (RT Features) e “Tire cinco cartas”, além das séries “Lavando a Alma” (Modo Viagem/Globosat) e “Companhias do Teatro Brasileiro” (Canal Curta/ Camisa Listrada).
FERNANDO PHILBERT – diretor
Fernando Philbert iniciou sua carreira como diretor assistente de Gilberto Gawronski, Domingos Oliveira e, desde o ano de 2008, com o diretor Aderbal Freire-Filho, de quem foi assistente em mais de quinze peças, entre elas “Hamlet” com Wagner Moura; “A Ordem do Mundo” com Drica Moraes; “Incêndios” com Marieta Severo; “Macbeth” com Renata Sorrah e Daniel Dantas, entre outras. Assinou a codireção de “O Topo da Montanha” com Lázaro Ramos e Thaís Araújo. Como diretor assinou “O Escândalo Felipe Dussaert”, com Marcos Caruso, vencedor de todos os prêmios de melhor ator no Rio de Janeiro em 2016. Em 2017 dirige “Contos Negreiros do Brasil”, em 2018 dirige Louise Cardoso em “O Que é Que Ele Tem”, baseado no livro homônimo de Olivia Byington.
Entre outros espetáculos, dirige Kiko Mascarenhas em “Todas as Coisas Maravilhosas”, indicado aos Prêmios Shell categorias Melhor Direção e Ator; Pedro Paulo Rangel em “O Ator e o Lobo”, indicado a categoria Melhor Dramaturgia; Thelmo Fernandes em “Diário do Farol – Uma Peça sobre a Maldade”, Prêmio Cesgranrio categorias Melhor Ator e Melhor Espetáculo; “Órfãos” e “Três Mulheres Altas”, agraciados com diversos prêmios e indicações. Recentemente dirigiu “JOB”, com Bianca Bin e Edson Fieschi, e “Na Marca do Pênalti”, autobiografia cênica com Walter Casagrande.
Alex Varela

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