top of page
FB_IMG_1750899044713.jpg

LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

Luso-Brasileira

luso-brasileira

Mulheres empreendedoras 50+: elas recomeçam, lideram e faturam

Experiência, autonomia e propósito impulsionam o crescimento do empreendedorismo feminino entre mulheres com 50 anos ou mais no Brasil


Crédito fotográfico - Programa de empreendedoras Braskem
Crédito fotográfico - Programa de empreendedoras Braskem

Elas recomeçam, lideram, criam negócios e conquistam espaço no mercado. Mulheres com 50 anos ou mais vêm ganhando protagonismo no empreendedorismo brasileiro, transformando experiência profissional e de vida em novas oportunidades de trabalho e geração de renda.

Muitas chegaram ao empreendedorismo depois de deixarem empregos formais, enfrentarem períodos de desemprego ou dedicarem anos aos cuidados com a família. Outras decidiram transformar um talento, uma habilidade ou uma experiência acumulada ao longo da carreira em um negócio próprio.


Mais do que uma alternativa de renda, empreender, para muitas dessas mulheres, representa também autonomia, realização pessoal e a possibilidade de construir uma atividade profissional alinhada aos próprios propósitos.

Esse movimento integra o crescimento do chamado empreendedorismo feminino 50+ e já representa uma importante força econômica e social no país. São mulheres que abrem MEIs, pequenas empresas e negócios digitais, desenvolvem marcas, oferecem serviços e criam produtos voltados a diferentes nichos de mercado.

O fenômeno também está relacionado ao conceito de Economia Prateada, que reúne atividades econômicas voltadas ao público com mais de 50 anos e que ganha cada vez mais relevância diante do envelhecimento da população.


Um novo perfil de empreendedora

O empreendedorismo feminino 50+ está presente em diferentes regiões do Brasil, tanto nas grandes capitais quanto no interior. A expansão da internet, das redes sociais, dos marketplaces e das possibilidades de trabalho remoto contribuiu para ampliar o acesso dessas mulheres ao mercado.

De acordo com dados atribuídos ao Sebrae, mulheres entre 50 e 64 anos estiveram entre os grupos que mais avançaram na abertura de novos negócios. Em 2023, elas representaram 38% das empreendedoras iniciantes, segundo levantamento divulgado pela instituição.

A mudança ganhou força especialmente a partir de 2020, período marcado pela pandemia e por profundas transformações no mercado de trabalho. Para muitas mulheres maduras, a necessidade de gerar renda se somou à percepção de que a experiência acumulada poderia ser transformada em uma nova trajetória profissional.

Há ainda outro fator importante: o preconceito etário. A dificuldade de recolocação no mercado formal depois dos 50 anos leva algumas profissionais a buscar no empreendedorismo uma alternativa para continuar economicamente ativas.

A frase "você já está velha demais" pode, em alguns casos, transformar-se em combustível para uma resposta diferente: criar o próprio caminho.


Crédito: Alina Troeva/shutterstock
Crédito: Alina Troeva/shutterstock

Experiência como diferencial

Entre os segmentos que atraem empreendedoras 50+ estão saúde, bem-estar e beleza; educação e mentoria; alimentação, moda e artesanato, além de serviços especializados e negócios digitais.

Consultorias, terapias, cursos, palestras, treinamentos, produtos autorais e serviços personalizados são algumas das atividades desenvolvidas por essas profissionais.


E há uma característica que pode fazer diferença: elas não começam necessariamente do zero. Começam com conhecimento, relacionamentos profissionais, experiência e uma rede de contatos construída ao longo de décadas.

"Eu não comecei do zero. Comecei da experiência", resume uma das empreendedoras ouvidas para a reflexão sobre esse movimento.

A frase traduz um dos principais diferenciais desse público. Credibilidade, conhecimento técnico, capacidade de relacionamento e atenção ao cliente são ativos que podem se transformar em vantagem competitiva.

As ferramentas digitais também passaram a fazer parte dessa estratégia. WhatsApp, Instagram e marketplaces permitem divulgar produtos, conquistar clientes e realizar vendas sem a necessidade de grandes estruturas físicas.


Mulheres que movimentam a economia

O crescimento desse segmento também chama a atenção de instituições financeiras e entidades de apoio ao empreendedorismo. Linhas de crédito, programas de capacitação e iniciativas voltadas às mulheres maduras ampliam as possibilidades de formalização e crescimento dos negócios.

Quando uma empreendedora consegue expandir sua atividade, os efeitos podem ultrapassar os limites de sua própria empresa. Muitas passam a contratar outras mulheres, estabelecer parcerias e movimentar a economia de suas comunidades.


Segundo dados do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI), do Governo Federal, o Brasil possui 9.958.797 empresas ativas lideradas por mulheres.

O número ajuda a dimensionar a participação feminina no ambiente empresarial brasileiro e reforça uma transformação que vai além da abertura de novos CNPJs.

Mulheres empreendedoras têm ocupado espaços, desenvolvido estratégias, criado redes de colaboração e construído negócios com cada vez mais autonomia.


No caso das mulheres 50+, esse movimento carrega ainda um significado especial: a possibilidade de transformar uma etapa da vida que muitas vezes é associada ao encerramento da carreira em um novo começo.

Não existe idade para recomeçar. Existe experiência para transformar, conhecimento para compartilhar e novos caminhos para construir.

Quando uma mulher 50+ empreende, ela não movimenta apenas um negócio. Pode movimentar sua própria vida, gerar oportunidades para outras pessoas e deixar um legado de independência e transformação.



Parabéns a todas as mulheres empreendedoras!

Por Nancy Lino | Colunista AP by Nancy Lino Advogada & Repórter

@vemcomigonancylino

Fonte: Sebrae – levantamento sobre empreendedorismo feminino; DREI – Governo Federal.


Nancy Lino


Comentários


©2024 Revista do Villa    -    Direitos Reservados

Política de Privacidade

bottom of page