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Gedivan de Albuquerque - ator, músico e criador cênico

Apresentação

Gedivan de Albuquerque é ator, músico e criador cênico, com trajetória profissional iniciada em 1977. Ao longo de décadas, construiu uma carreira sólida e múltipla no teatro, cinema, televisão e música, transitando entre produções autorais, grandes emissoras e projetos independentes. Atuou em montagens teatrais emblemáticas, novelas, séries, programas educativos, longas-metragens e curtas, além de compor mais de 40 trilhas musicais desde os anos 1970. Sua obra é marcada por um teatro energético, crítico e visceral, sempre comprometido com reflexão e expressão artística profunda.


Entrevista


DM — Qual foi o momento decisivo que definiu sua escolha pela profissão de ator?


Gedivan de Albuquerque —

O momento marcante foi durante os ensaios da peça Hoje é Dia de Rock, em 1971, no Teatro Ipanema. Ali percebi, de forma muito clara, que aquele espaço, aquele tipo de criação coletiva e aquela energia do palco eram o lugar onde eu queria estar. Foi ali que a decisão deixou de ser um desejo e passou a ser um caminho de vida.


DM — Como você define o papel do artista dentro da sociedade brasileira?


Gedivan de Albuquerque —

O artista pode e deve divertir informando e informar divertindo. A arte tem essa capacidade de provocar reflexão sem perder o encanto, aguçando debates importantes em todas as áreas da sociedade. O palco, a tela e a música são espaços de comunicação poderosa, onde o pensamento crítico pode chegar às pessoas de forma sensível e direta.


DM — Quais são os principais desafios da profissão ao longo dos anos e como você lidou com eles?


Gedivan de Albuquerque —

A dificuldade na manutenção da profissão continua sendo a mesma desde quando comecei: os altos e baixos. A instabilidade sempre esteve presente. A produção independente acabou se tornando o principal meio de sobrevivência nos períodos de escassez de trabalho. Muitas vezes, a criação passa a ficar por conta dos próprios atores e equipes, com soluções simples, baseadas na boa interação entre o time criativo e o técnico. Isso exige inventividade, parceria e resistência.


DM — Quais referências artísticas influenciam sua forma de criar e desenvolver personagens?


Gedivan de Albuquerque —

Tenho referências muito claras em atores como José Wilker e Zé Carlos Machado. Também me interesso profundamente por temas específicos: Charles Darwin, as ditaduras populares, a loucura lúcida de Dom Quixote, Vianninha, e textos como Asdrúbal Trouxe o Trombone, da primeira fase. Gosto de um teatro contundente, energético, visceral — que provoque e não seja neutro.


DM — Quais são seus projetos atuais ou desejos artísticos para o futuro próximo?


Gedivan de Albuquerque —

Um dos projetos que desejo realizar é uma releitura de Amor por Anexins, de Arthur Azevedo. É um texto que permite diálogo com o presente, sem perder sua força original, e que se encaixa muito bem na minha busca por um teatro vivo, crítico e comunicativo.


Criação de conteúdo digital:

Delcio Marinho & ChatGPT


Delcio Marinho


 
 
 

1 comentário


Kikomorelo
16 de jan.

Gedivan é Fera! Abraço e sucesso!!!

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