Entrevista: Zezé Freitas - Escritora
- Chico Vartulli

- 7 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
A minha entrevistada é a escritora Zezé Freitas.

1) Olá Zezé! Qual a questão central do seu mais novo livro intitulado Nós?
“NÓS” é uma coletânea de 11 (onze) contos que escrevi ao longo da minha vida.
Todos sobre mulheres. Mulheres em várias situações de vida e de várias idades.
2) Você é historiadora de formação. Mas sua obra é no campo da Literatura. Como você aproxima Literatura e História?
Sou filha de historiador e jornalista. Cresci entre jornais – meu pai teve um jornal.
Durante dez anos: IMPRENSA RURAL- e livros. Ler, na minha casa era normal. Até na praia a gente lia, no Leblon, à tarde, depois da escola e do almoço. Aos 13 anos de idade já tinha devorado Jorge Amado e Lima Barreto e depois vieram os grandes clássicos, Dostoiévski, Tóstoi, KafKa, Camus... Meu pai contextualizava o que eu e meus irmãos liamos, sempre. Em conversas corriqueiras e nós nem percebíamos que estávamos aprendendo. Portanto, História e Literatura sempre caminharam juntas na minha vida. Não se excluem, ao contrário, se completam.
3) Você teve várias experiências internacionais. Qual foi a que mais lhe marcou?
Eu morei fora do Brasil algumas vezes por diferentes razões. Todas foram muito importantes. Confesso que não tenho nenhuma experiência mais marcante do que a outra.
4) Você é historiadora de formação, mas sua trajetória profissional foi consolidada na área de relações publicas, com atuação destacada no segmento de design e arquitetura, especialmente entre Rio de Janeiro e São Paulo. Poderia nos contar sobre a sua experiência no campo de Design e Arquitetura?
Eu quase cursei Arquitetura que sempre adorei, mas História sempre esteve no meu sangue e morar fora foi a minha faculdade de arquitetura e design “in loco” presencial. Cada lugar e cada cidade têm suas características urbanas específicas suas escolas e seu Design, tendências e influências culturais. Eu sempre fui a fundo no CONHECIMENTO e sou uma observadora atenta. Trabalhar como RP neste segmento foi uma possibilidade estratégica para ganhar dinheiro fazendo um trabalho que me deu muito prazer.

5) Qual é o tipo de livro que você mais gosta de escrever?
Escrever para mim é uma compulsão. Comecei a escrever estórias muito cedo.
Tenho essa relação simbiótica com a Literatura e Literatura para mim não tem adjetivos. É Ficção, estórias inventadas e bem contadas, criatividade e observação na forma e no conteúdo. Naturalmente que a vivência é a grande fonte.
6) Quais são os escritores que você mais admira?
Nenhum escritor escapa dessa pergunta, né? Eu tenho muitos que idolatro e estou sempre relendo. Garcia Marques, Camus, Eça de Queiroz, Dostoiévski, mas creio que esses são meio unanimidade, não é mesmo. Atualmente leio muitas mulheres contemporâneas. Brasileiras, portuguesas, africanas e inglesas...
7) Quais são as dicas que você daria para aquilo que você considera como sendo uma boa escrita?
Vou dar a mesma resposta que o meu saudoso amigo, o maravilhoso Rubem Fonseca me deu: “Escreva. Você só aprende a escrever, escrevendo.” Não existem regras nem fórmulas para uma “boa escrita”. Cada um tem seu mundo e seu jeito.
8) Quais são os seus planos futuros?
Te respondo com mais uma frase de um outro grande e saudoso amigo, João Ubaldo Ribeiro, o Jubaldo: “ O escritor não tem futuro, tem é mais um livro para escrever”. O meu próximo é um romance histórico. Aguarde.

Chico Vartulli

Excelente entrevista. Mulheres mostrando o seu valor. A formação em História, e as viagens, além da estrutura familiar, fortalece a criatividade e o dom. Parabéns!
Parabéns Zezé e Luiz. Já aguardando o próximo livro.
Adorei a entrevista! M José é uma pessoa de grandes emoções! zAguardanfo o próximo romance histórico! São os meus preferidos!
Parabéns minha amiga do coração! Sucesso sempre
Parabéns querida Zezé, gostei muito do Nós. Sucesso. 🌷🌷🌷❤️😘