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Entrevista: Moisés Ferrão


Nesta edição, conversamos com Moises Ferrão, artista em formação no canto lírico, com trajetória que transita entre a música, a biologia e a educação. Um olhar sensível que conecta ciência e arte — e que encontra na expressão artística um caminho de identidade e propósito — em homenagem a uma das maiores figuras do espetáculo brasileiro: .

DM: Moises, sua trajetória é marcada por caminhos diversos entre arte e ciência. Como essa construção começou e o que te trouxe até aqui?


Moises: Em 2022, comecei a estudar música em Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco, no CEMUVI, e segui para o Conservatório Pernambucano de Música, na cidade do Recife. Tive a oportunidade de estrear minha primeira ópera, Cavalleria Rusticana, no Teatro de Santa Isabel, aos 18 anos, que também era um desejo meu. Acredito que, quando você realiza um sonho, descobre que ele era só o começo de algo ainda maior.


No lado de professor, na infância eu tinha fascínio por animais e dinossauros. Como no estado de Pernambuco não tem graduação em Paleontologia, segui para Biologia, onde você estuda a vida como um todo. Hoje estou terminando minha graduação em Ciências Biológicas. Antes eu não queria ensinar, mas depois da minha última experiência na escola, com as pessoas que me inspiraram e o amor pelas crianças, a educação foi algo em que também consegui me encontrar — e agora começo um novo ciclo. Meu grande sonho era passar no vestibular de Música (canto lírico) na Universidade Federal de Pernambuco, e agradeço a Deus por esse sonho estar se realizando.


Mas, entre o mundo das artes e da biologia, eu sou a ponte que transforma vida em expressão.


DM: Quando você teve seu primeiro contato com o trabalho de Rogéria e qual foi o impacto dessa descoberta na sua trajetória?


Moises: Conheci o trabalho da Rogéria através da televisão. Aquela grande artista e loira magnética chamou atenção pelo seu talento e, após sua morte, virei completamente um admirador, no qual ela se tornou uma referência para mim e passei a reconhecer a grande importância dela no Brasil.

DM: O que fazia de Rogéria uma artista tão única no cenário brasileiro?


Moises: Havia o carisma natural. Rogéria dominava o palco com uma elegância e segurança impressionantes. Não era só sobre se transformar visualmente, mas sobre encantar o público com inteligência, humor e emoção.Outro ponto essencial era sua versatilidade artística. Ela não se limitava ao transformismo: atuava, cantava e improvisava com facilidade. Em programas de TV, teatro ou entrevistas, conseguia transitar entre o glamour e a espontaneidade de forma muito autêntica.


DM: Como você enxerga a importância dela para a representatividade e a liberdade artística no Brasil?


Moises: A sua importância histórica e cultural. Em uma época com muito mais preconceito, Rogéria abriu caminhos para artistas LGBTQIA+ no Brasil. Sua presença em espaços como televisão e grandes espetáculos ajudou a quebrar barreiras e normalizar discussões sobre identidade e arte.


DM: Existe algum momento ou apresentação de Rogéria que te marcou de forma especial?


Moises: Sim! Ela mesma contou em entrevistas que sofreu um acidente de carro, no qual pensou que sua carreira tinha acabado. Em 1982, ela retorna no programa Estúdio A…Gildo fazendo uma performance magistral cantando “Je suis Toutes Le Femme”, demonstrando força, talento e não deixando que um acontecimento encerrasse sua trajetória.


DM: De que forma o legado de Rogéria ainda influencia os artistas de hoje?


Moises: O legado de Rogéria ainda influencia artistas de hoje ao abrir caminhos para maior visibilidade LGBTQIA+, incentivar a liberdade de expressão e mostrar a importância da presença e identidade no palco. Sua trajetória ajudou a quebrar preconceitos e inspira novas gerações a unir arte e resistência.

Sobre o entrevistadoMoises FerrãoArtista, estudante de canto lírico e graduando em Ciências Biológicas

Conteúdo digitalDelcio Marinho & ChatGPT

 

Delcio Marinho


 
 
 

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