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Revista do Villa

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Entrevista: Mano (Germano Abreu)

Entrevista – Artista Plástico


A arte plástica ocupa um lugar essencial na construção de narrativas visuais que atravessam o tempo, provocam reflexões e traduzem sentimentos muitas vezes difíceis de expressar em palavras. Entre técnicas, conceitos e experimentações, o artista plástico atua como um intérprete do mundo — alguém que observa, absorve e devolve à sociedade novas formas de enxergar a realidade.


Nesta edição da Revista do Villa, conversamos com um artista que transforma percepção em linguagem visual, explorando estética, identidade e expressão por meio de sua obra.


Apresentação


Nome artístico ou profissional:

Mano

Germano Abreu


Cidade / Estado:

Eusébio – CE

Nascido em Fortaleza, foi criado em Eusébio, cidade vizinha, onde desenvolveu sua identidade artística e suas primeiras referências visuais.

Formação artística / acadêmica:

Técnico em Mecânica Industrial

Formação artística autodidata

Experiência profissional:

Atuação como técnico mecânico e artista visual independente.

Participação em exposições coletivas e projetos editoriais, incluindo livros.

Atuação atual:

Artes visuais.


Atualmente desenvolve um projeto artístico autoral com lançamento previsto para o meio do ano.


Trajetória na arte:

Desde muito jovem, já demonstrava talento artístico ao produzir trabalhos escolares para colegas, destacando-se na criação de personagens e narrativas inspiradas em histórias em quadrinhos.


Ao longo dos anos, aprimorou suas técnicas e ampliou sua produção, explorando principalmente a pintura abstrata. Durante o período da pandemia, encontrou na arte uma forma de expressão e conexão, criando obras marcadas por cores vibrantes, com o objetivo de levar leveza e alegria às pessoas em um momento de isolamento.


A partir dessa fase, consolidou sua trajetória e inaugurou seu próprio ateliê, localizado na Rua Senador Vergueiro, 218, loja 23, Flamengo.



Entrevista

DM 1 — Para começarmos, apresente-se aos leitores da Revista do Villa. Quem é você na arte e como nasceu sua relação com as artes plásticas?


Meu nome é Germano Abreu, mais conhecido artisticamente como Mano. Minha relação com a arte começou ainda na infância, quando já criava desenhos e personagens. Desde cedo, a arte foi uma forma de expressão natural para mim.


DM 2 — Seu trabalho possui uma identidade visual própria. Como você define sua linguagem artística e quais influências moldaram seu estilo?


Meus trabalhos são marcados pelo uso intenso de cores — uma característica muito forte ao olhar. Gosto de brincar com essa possibilidade de interpretação, onde cada pessoa pode enxergar diferentes formas e significados dentro de uma mesma tela.


DM 3 — No seu processo criativo, o que vem primeiro: a ideia, a emoção ou a experimentação? Como nasce uma obra sua?


Meu processo criativo nasce da emoção. Das coisas que me marcam. Eu transformo sentimentos em formas e cores, traduzindo essas experiências em telas.


DM 4 — A arte contemporânea muitas vezes dialoga com questões sociais, políticas e existenciais. Sua obra carrega esse tipo de reflexão? De que forma?


Acredito que essas mensagens devem ser transmitidas com sutileza. Procuro trazer temas da sociedade e até elementos políticos, mas de forma aberta, permitindo que cada pessoa interprete a obra à sua maneira.

Vejo a arte como um espaço democrático, onde diferentes olhares coexistem — e as cores ajudam a construir essa liberdade de interpretação.


DM 5 — Como você enxerga o cenário atual das artes plásticas no Brasil — há mais espaço, visibilidade e valorização ou ainda existem barreiras?


Ainda existem muitas barreiras. O apoio é fundamental para que a arte e o artista resistam. Precisamos de mais espaços, mais acesso, mais visibilidade — levar a arte para onde ela ainda não chega.

A arte precisa se espalhar, como algo que se planta e se colhe.

A arte salva.


DM 6 — Para finalizar, que conselho você daria para quem deseja seguir carreira como artista plástico nos dias de hoje?


Busquem. Persistam. Não é fácil conquistar visibilidade, mas é extremamente prazeroso e terapêutico.

Trabalhar com arte é um ato de resistência.

Não desistam dos seus sonhos.

Viva a arte.


Entrevista:

Delcio Marinho & ChatGPT


Delcio Marinho


 
 
 

1 comentário


carlos
25 de mar.

parabens, tuve la oportunidad de ver anteriormente su arte, y me parece interesante el conjugar los llamativos colores interpretados en sus obras, un grato placer ver sus obras


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