Entrevista: Mano (Germano Abreu)
- Delcio Marinho

- 24 de mar.
- 3 min de leitura

Entrevista – Artista Plástico
A arte plástica ocupa um lugar essencial na construção de narrativas visuais que atravessam o tempo, provocam reflexões e traduzem sentimentos muitas vezes difíceis de expressar em palavras. Entre técnicas, conceitos e experimentações, o artista plástico atua como um intérprete do mundo — alguém que observa, absorve e devolve à sociedade novas formas de enxergar a realidade.
Nesta edição da Revista do Villa, conversamos com um artista que transforma percepção em linguagem visual, explorando estética, identidade e expressão por meio de sua obra.
Apresentação
Nome artístico ou profissional:
Mano
Germano Abreu
Cidade / Estado:
Eusébio – CE
Nascido em Fortaleza, foi criado em Eusébio, cidade vizinha, onde desenvolveu sua identidade artística e suas primeiras referências visuais.
Formação artística / acadêmica:
Técnico em Mecânica Industrial
Formação artística autodidata
Experiência profissional:
Atuação como técnico mecânico e artista visual independente.
Participação em exposições coletivas e projetos editoriais, incluindo livros.
Atuação atual:
Artes visuais.
Atualmente desenvolve um projeto artístico autoral com lançamento previsto para o meio do ano.
Trajetória na arte:
Desde muito jovem, já demonstrava talento artístico ao produzir trabalhos escolares para colegas, destacando-se na criação de personagens e narrativas inspiradas em histórias em quadrinhos.
Ao longo dos anos, aprimorou suas técnicas e ampliou sua produção, explorando principalmente a pintura abstrata. Durante o período da pandemia, encontrou na arte uma forma de expressão e conexão, criando obras marcadas por cores vibrantes, com o objetivo de levar leveza e alegria às pessoas em um momento de isolamento.
A partir dessa fase, consolidou sua trajetória e inaugurou seu próprio ateliê, localizado na Rua Senador Vergueiro, 218, loja 23, Flamengo.
Entrevista
DM 1 — Para começarmos, apresente-se aos leitores da Revista do Villa. Quem é você na arte e como nasceu sua relação com as artes plásticas?
Meu nome é Germano Abreu, mais conhecido artisticamente como Mano. Minha relação com a arte começou ainda na infância, quando já criava desenhos e personagens. Desde cedo, a arte foi uma forma de expressão natural para mim.
DM 2 — Seu trabalho possui uma identidade visual própria. Como você define sua linguagem artística e quais influências moldaram seu estilo?
Meus trabalhos são marcados pelo uso intenso de cores — uma característica muito forte ao olhar. Gosto de brincar com essa possibilidade de interpretação, onde cada pessoa pode enxergar diferentes formas e significados dentro de uma mesma tela.
DM 3 — No seu processo criativo, o que vem primeiro: a ideia, a emoção ou a experimentação? Como nasce uma obra sua?
Meu processo criativo nasce da emoção. Das coisas que me marcam. Eu transformo sentimentos em formas e cores, traduzindo essas experiências em telas.
DM 4 — A arte contemporânea muitas vezes dialoga com questões sociais, políticas e existenciais. Sua obra carrega esse tipo de reflexão? De que forma?
Acredito que essas mensagens devem ser transmitidas com sutileza. Procuro trazer temas da sociedade e até elementos políticos, mas de forma aberta, permitindo que cada pessoa interprete a obra à sua maneira.
Vejo a arte como um espaço democrático, onde diferentes olhares coexistem — e as cores ajudam a construir essa liberdade de interpretação.
DM 5 — Como você enxerga o cenário atual das artes plásticas no Brasil — há mais espaço, visibilidade e valorização ou ainda existem barreiras?
Ainda existem muitas barreiras. O apoio é fundamental para que a arte e o artista resistam. Precisamos de mais espaços, mais acesso, mais visibilidade — levar a arte para onde ela ainda não chega.
A arte precisa se espalhar, como algo que se planta e se colhe.
A arte salva.
DM 6 — Para finalizar, que conselho você daria para quem deseja seguir carreira como artista plástico nos dias de hoje?
Busquem. Persistam. Não é fácil conquistar visibilidade, mas é extremamente prazeroso e terapêutico.
Trabalhar com arte é um ato de resistência.
Não desistam dos seus sonhos.
Viva a arte.

Entrevista:
Delcio Marinho & ChatGPT
Delcio Marinho

parabens, tuve la oportunidad de ver anteriormente su arte, y me parece interesante el conjugar los llamativos colores interpretados en sus obras, un grato placer ver sus obras