Entrevista: Homero Lourenço Gomes
- Delcio Marinho

- 2 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Apresentação
Meu nome é Homero Lourenço Gomes. Sou Pedagogo, Mestre em Educação e vou iniciar o doutorado agora em 2026. Atuo como gestor administrativo e pedagógico no CMEI Anjinho Dourado, na Prefeitura de Itabirito. Tenho experiência consolidada na área de Gestão e Avaliação da Educação, sobretudo na Coordenação de Educação Infantil. Também sou Professor Formador do Programa LEEI – Leitura e Escrita na Educação Infantil, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto, instituição onde realizei a minha graduação e o meu mestrado. Meu trabalho no LEEI envolve a formação continuada de professores e o fortalecimento de práticas pedagógicas que valorizam a oralidade, a leitura e a escrita desde os primeiros anos, sempre com foco no acesso à cultura do escrito de maneira integrada, lúdica e significativa.
O que motivou você, como diretor de uma escola, a escrever um livro?
A motivação nasceu do desejo de registrar e valorizar as memórias afetivas das crianças e suas famílias, aproximando ainda mais a comunidade escolar. Como gestor, sempre acreditei que a escola deve ser um espaço de criação de vínculos, de valorização das histórias individuais e de fortalecimento da identidade das crianças.
Nada disso teria sido possível sem a parceria integral da equipe de funcionários do CMEI Anjinho Dourado, que abraçou a ideia com entusiasmo desde o início. A força da equipe fez com que o projeto ganhasse sentido e profundidade para transformar uma proposta pedagógica em uma produção da comunidade.
Qual é o tema central da obra e que mensagem você deseja transmitir com ela?
O tema central de “Sabores da Nossa Infância: memórias que entrelaçam família e escola” é a memória como elemento formador das identidades das crianças. Embora apresentado como um livro de receitas, trata-se de um livro de histórias reais com receitas afetivas que carregam cheiros, sabores e lembranças familiares.
Cada receita está acompanhada de uma história passada de uma geração para outra.
A principal mensagem é a de que educar também é construir memórias. Quando a família, a escola e a comunidade caminham juntas, o aprendizado ganha sentido, afeto e profundidade.
Como sua vivência no ambiente educacional influenciou o conteúdo do livro?
Toda a minha trajetória na Educação Infantil e na formação docente influenciou diretamente o projeto. Minha experiência no LEEI reforça a importância de integrar oralidade, leitura e escrita ao cotidiano das crianças de modo significativo. Minha vivência como gestor mostrou o poder de ações coletivas: professores, auxiliares, equipe administrativa, serviços gerais e todos os profissionais do CMEI se envolveram no processo, garantindo que cada família fosse acolhida e cada memória respeitada. Essa união tornou o livro mais autêntico e representativo.
A cerimônia de lançamento contou com sessão de fotos, apresentações das turmas, figurino personalizado, exposição de trabalhos, buffet e muita emoção compartilhada.
Quais desafios enfrentou durante o processo de escrita e publicação?
Os principais desafios envolveram conciliar o trabalho pedagógico com a organização editorial para garantir que cada história fosse respeitada e que todas as famílias se sentissem representadas.
A busca por 100% de participação exigiu diálogo constante e muita articulação entre a equipe.
Conduzir a diagramação, registro com ISBN e trâmites editoriais foi uma grande responsabilidade, especialmente porque eu desejava que cada criança recebesse um exemplar gratuito com qualidade profissional.
A dedicação coletiva da equipe foi decisiva para superar cada etapa.
Quais são seus próximos passos como autor e educador? Podemos esperar novos projetos?
Com certeza virão novos projetos. No campo acadêmico, inicio meu doutorado aprofundando estudos sobre Educação, formação docente e práticas inovadoras.
Também tenho planos de desenvolver novos materiais, pesquisas e publicações que valorizem a cultura e a potência local de Itabirito. Já estamos com novas parcerias e o objetivo é seguir ajudando a transformar histórias em projetos que marcam para sempre.
Assim como este projeto, já estamos empenhados na construção do projeto do próximo ano, novamente envolvendo toda a equipe e as famílias, porque acreditamos que a escola se fortalece quando a comunidade educativa trabalha em conjunto.
Embora o próximo projeto já esteja com parcerias fechadas e no papel, ainda o manteremos em sigilo. Posso adiantar apenas que será possível acompanhar seu desenvolvimento ao longo de 2026, quando novas etapas e novidades serão compartilhadas com a comunidade.

Entrevista realizada por Delcio Marinho & ChatGPT
Delcio Marinho

Parabéns pelo lindo trabalho Homero.. ja é sucesso!!!
Parabéns pelo trabalho maravilhoso que você esta fazendo. Que orgulho de ver o profissional que você se tornou. Parabéns.
É inspirador perceber que uma proposta que começa com a valorização das histórias familiares alcança um nível tão profundo de significado, resultando em um material que celebra as infâncias, honra os ancestrais e reafirma a escola como lugar de criação e preservação de memórias. Além disso, a participação de todas as famílias, o cuidado editorial e o compromisso com a qualidade mostram uma visão de educação inclusiva, sensível e transformadora. Que só pessoas que se preocupam verdadeiramente com a educação conseguem alcançar. Parabéns pelo projeto!
Que projeto lindo!! O futuro está dentro da escola, todo o sucesso! 🙏🙏
Professor e profissional exemplar na academia e área em que atua ! Parabéns por essa conquista e sucesso com os novos projetos e o doutorado.