Entrevista: Adele Fátima
- Delcio Marinho

- 13 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Adele, sua história com o Carnaval parece ter começado antes mesmo de você se dar conta. Como tudo começou?
Começou na infância mesmo. Com quatro anos eu já desfilava no Bafo da Onça, e dali em diante o Carnaval virou meu destino. Foi a porta que me apresentou para o mundo e o início de uma trajetória que me acompanha até hoje com muito carinho.
Você abriu um caminho que hoje é tradição: foi a primeira madrinha de bateria da história. Como é carregar esse pioneirismo?
É uma honra enorme. Em 1981, na Mocidade Independente, vivi algo completamente novo. Hoje é um posto disputadíssimo por celebridades e um símbolo do Carnaval. Saber que fui a primeira, que inaugurei esse lugar, me deixa profundamente feliz.


Nos anos 80 você também ficou nacionalmente conhecida com a famosa propaganda da Sardinha 88, até hoje lembrada. Como foi aquele momento?
Foi um marco na minha vida. A propaganda tomou o país e me levou a um reconhecimento muito grande. E também contribuiu para que eu fosse vista como uma das mulheres mais bonitas do Brasil — algo que eu recebi com carinho e humildade, porque sempre veio do público.
Muitas das capas e trabalhos que fiz, inclusive em países nórdicos e na Itália, reforçaram esse impacto. A beleza era parte do momento, mas o que me guiava sempre foi o trabalho.
A Itália parece ter um lugar especial na sua vida. O que esse país representa para você?
A Itália é um amor antigo. Já estive lá mais de 30 vezes. Falo italiano, me identifico com a arte, com a música, com o calor humano deles. A culinária, a cultura, tudo me encanta. Foi também um país importante na minha carreira internacional, onde fiz cinco capas e tive oportunidades lindas. É um lugar onde sempre me senti acolhida — quase um segundo lar.
Você também é chamada carinhosamente de “Musa da Apoteose”. Como recebe essa homenagem tão simbólica no universo do samba?
Recebo com poesia. A Apoteose é um marco do Carnaval, e esse apelido veio sempre carregado de carinho, é afeto do público — e isso é precioso.

Sua carreira atravessa teatro, cinema, televisão, shows, publicidade… e o mundo inteiro. Onde essa estrada te levou?
Me levou a muita coisa bonita. Viajei, aprendi, trabalhei muito. Conheci diversas culturas e vivi momentos marcantes. Cada passo foi uma escola. Eu sempre digo: vivi várias mulheres dentro da mesma mulher — e isso me enriqueceu como artista e como pessoa.
Hoje você está envolvida com um projeto ambiental grandioso, o “Terceiro Milênio”. O que te move nessa fase?
O planeta está pedindo socorro. O “Terceiro Milênio” é um projeto de consciência ambiental, educação, sustentabilidade e responsabilidade com o futuro. Quero que ele chegue ao Brasil, à Europa, ao Japão, aos Estados Unidos… onde for possível.
Tudo o que eu receber com ele quero destinar às ONGs — especialmente as que cuidam da vida e da saúde. É meu propósito: devolver ao mundo o que recebi.
E o que você gostaria de dizer a quem te acompanha com tanto carinho?
Gostaria de agradecer. Todo o amor, toda a torcida, toda a energia boa. Nada seria possível sem isso. Meu carinho é para cada pessoa que caminhou comigo — e continua comigo — nessa vida tão bonita.
Revista do Villa – Especial Carnaval
Por Delcio Marinho & ChatGPT
Delcio Marinho

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