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Brasil: Diplomata português e escritor, Francisco Azevedo é agora “Cidadão do Recife”

Foto: divulgação


Numa cerimónia promovida pela Câmara Municipal do Recife, no Nordeste brasileiro, no dia 3 de dezembro, Francisco Azevedo, diplomata português de carreira, escritor, poeta e conselheiro de embaixada e responsável legal pelo posto consular de Portugal no Recife desde 2022, recebeu o título de Cidadão do Recife, uma homenagem proposta pelo vereador Samuel Salazar e presidida por Zé Neto em reconhecimento do seu papel na aproximação entre Portugal e Pernambuco e no apoio à comunidade luso-brasileira.


Segundo Samuel Salazar, o homenageado, nascido em Moçambique, construiu uma trajetória internacional de destaque, tendo atuado como cônsul-geral em Beira (Moçambique), Caracas e Newark, além de ter exercido funções de conselheiro de Embaixada e diretor do Centro de Análise Estratégica da CPLP.


“É um diplomata experiente, respeitado e comprometido com o serviço público. Cuida de uma comunidade de milhares de portugueses que escolheram o nosso Estado para viver, e transformou o Vice-Consulado em um espaço ativo de acolhimento, cultura e diálogo com a Comunidade Luso-Brasileira”, destacou o vereador.


“Uma homenagem justa a quem fortalece os laços entre Recife e Portugal. Parabéns, doutor Francisco Azevedo, agora cidadão do Recife”, acrescentou.


Samuel Salazar salientou ainda que o vice-cônsul foi fundamental tanto na visita do presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, a Pernambuco, bem como na articulação com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que concedeu ao chefe de Estado português o título de Doutor Honoris Causa.


“É um intelectual que soma sensibilidade cultural ao trabalho diplomático, algo que enriquece ainda mais essa relação entre Portugal, Pernambuco e o Recife. Por tudo isso, pelo cuidado com a comunidade portuguesa, pelo fortalecimento das relações luso-brasileiras e pela contribuição à vida cultural e académica da nossa cidade, esta Casa entende que o doutor Francisco Azevedo já é, de facto, um dos nossos”, concluiu o vereador.


Além da diplomacia, Francisco Azevedo também se destaca como escritor e poeta, com romances e obras de poesia que dialogam com a história e a cultura do mundo lusófono.


No evento, juristas e intelectuais, como José Paulo Cavalcanti Filho e Frederico Azevedo, destacaram o trabalho do diplomata em prol da comunidade luso-brasileira, mas também o seu talento literário. Francisco Azevedo, por sua vez, expressou emoção ao tornar-se oficialmente recifense.


“O Recife sempre esteve no meu coração. É uma cidade que necessita do carinho de todos, e temos que colaborar uns com os outros no dia a dia”, sublinhou o diplomata, que realçou o valor da democracia, lembrando que foi criado num ambiente não racista e democrático, e finalizou recitando um poema dedicado à Nossa Senhora da Conceição.

A solenidade contou ainda com a presença do procurador-geral do Recife, Pedro Fontes; do representante do Gabinete Português de Leitura, Celso Gaspar; do empresário André Ferreira da Costa; e da conselheira das comunidades portuguesas, Célia Stamford.


Para Célia Stamford, que é também presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas para a América Central e do Sul pelo Conselho das Comunidades Portuguesas por Recife e Salvador, Francisco Azevedo “deixa a sua marca registada na cidade do Recife pelos trabalhos realizados”, tornando-se uma “grande referência e destaque por todas as suas habilidades que ultrapassam a diplomacia, ele é escritor, grande poeta, pintor, um artista completo.

 


Ígor Lopes


 
 
 

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