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Revista do Villa

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Agles Steib - ator, cineasta, escritor e teólogo

Apresentação


Agles Steib é ator, cineasta, escritor e teólogo. Com uma trajetória sólida de mais de 30 anos de carreira, construiu um percurso marcado por personagens intensos e experiências no Brasil e no exterior.


Entre seus principais trabalhos estão as produções: “Senhora do Destino”, “Malhação”, “Força Tarefa”, “Tecendo o Saber”, “Heleno de Freitas”, a série internacional “Lilyhammer – 3ª temporada” e o filme “Turistas” (Hollywood), entre outros projetos no cinema, na televisão e no audiovisual independente.


Entrevista


DM — Em que momento da sua carreira você percebeu que estava interpretando personagens — e em que momento percebeu que também estava interpretando a si mesmo para o mercado?


Agles Steib —

Tive alguns problemas ao viver personagens, porque, em verdade, eu não interpreto: eu vivo os personagens. Isso é muito diferente de uma farsa. Eu realmente entro naquele universo, a ponto de ficar irreconhecível até para quem me conhece profundamente.


DM — Existe algum papel que você recusou ou aceitou que hoje reconhece como um erro ético ou artístico? O que essa escolha revela sobre quem você era naquele momento?


Agles Steib —

Não. Nunca recusei papéis. Sempre acolhi todos com total diligência e respeito. Cada personagem fez parte do meu processo de crescimento humano e artístico.


DM — O quanto a sua imagem pública limita sua liberdade criativa? Você ainda escolhe personagens ou já sente que, muitas vezes, é o personagem que escolhe você?


Agles Steib —

Minha profissão é extremamente prudente e delicada do ponto de vista psicológico. Hoje reconheço os danos que podem surgir ao viver outra pessoa na própria alma. Por isso, atualmente, sou eu quem escolhe os personagens — e não o contrário.


DM — Se amanhã ninguém mais te reconhecesse na rua, você continuaria atuando? O que exatamente da atuação você não conseguiria abandonar?


Agles Steib —

Eu trabalho por amor. A arte já faz parte da minha vida. São 30 anos de profissão, não há mais como abandonar. Sendo reconhecido ou não, continuarei atuando até a morte.



Criação de conteúdo digital:

Delcio Marinho & ChatGPT


Delcio Marinho


 
 
 

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