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Revista do Villa

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Zeze Polessa em ‘Os Olhos de Nara Leão’, musical inédito escrito e dirigido por Miguel Falabella, uma evocação à Nara Leão

No ano em que se completam 60 anos do lançamento oficial da música ‘A Banda’, no II Festival de Música Popular Brasileira, imortalizada por Nara e Chico Buarque, o solo ‘Os Olhos de Nara Leão’ estreia dia 6 de março, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro


Crédito das fotos: Priscila Prade/ divulgação


Nara Leão é um ícone para se entender a música, a cultura e a sociedade brasileira dos anos 60, 70 e 80. Suas atitudes pioneiras e revolucionárias se refletem em um repertório absolutamente singular e marcam uma trajetória que reverbera mesmo após três décadas e meia de sua partida. ‘Os Olhos de Nara Leão’, montagem que estreia dia 06 de março, no Teatro Clara Nunes (Shopping da Gávea), é fruto do arrebatamento causado pela cantora em Zeze Polessa, que partilha o desejo de revivê-la nos palcos tendo ao seu lado, na autoria e direção do espetáculo, o amigo Miguel Falabella, parceiro em uma série de projetos teatrais. A peça chega ao Rio de Janeiro após exatos 60 anos do lançamento oficial da música ‘A Banda’, no II Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record. A canção, interpretada por Nara Leão e Chico Buarque, dividiu o primeiro lugar com ‘Disparada’, de Jair Rodrigues, tornando-se um fenômeno de popularidade.


Zeze Polessa cresceu ouvindo e acompanhando a carreira de Nara através dos discos e os muitos sucessos apresentados em festivais na TV. Durante a pandemia, ao ler uma biografia da cantora, enfileirou uma série de entrevistas e livros sobre o período, quando, intuitivamente, começou ali a fazer uma pesquisa daquela que seria a sua próxima personagem. Existe muita documentação impressa da vida e obra de Nara Leão.


Ao falar sobre a vontade de interpretar Nara, em uma conversa informal com Miguel Falabella, ele de imediato desejou criar o texto e, ainda no período pandêmico, a primeira versão do espetáculo começava a ganhar forma.


Momentos e canções


No espetáculo, Nara está em cena, como se estivesse vindo de algum lugar do futuro – ou do passado – para compartilhar com o público algumas lembranças e reflexões. Através de um grande fluxo de consciência, o texto relembra momentos e canções da intérprete sem preocupação com cronologias, datas ou qualquer outra formalidade, bem no estilo Nara, uma intérprete que sempre foi ‘fora da caixa’, que permitia-se liberdades como artista e como mulher.


Ao se apresentar, ela logo diz que está de volta graças ao privilégio do teatro. “Eu não procuro imitar o seu jeito de falar ou cantar, existe uma liberdade em todo este processo, não poderia ser diferente com alguém que sempre foi tão livre”, reflete Zeze, que interpreta ao vivo alguns dos muitos sucessos da cantora, como ‘A Banda’, ‘Diz que fui por aí’, ‘Corcovado’, ‘Marcha da Quarta-Feira de Cinzas’, ‘Opinião’, ‘Acender as Velas’ e tantos outros.


Com direção musical de Josimar Carneiro, cenário de Marco Lima e iluminação de Cesar Pivetti, o espetáculo perpassa os diversos estilos e movimentos dos quais Nara participou. Em constante mutação, ela nunca se deixou rotular ou ficar presa a um determinado gênero: esteve no coração do nascimento da Bossa Nova, flertou com o Tropicalismo, participou dos festivais da canção, protagonizou o lendário show ‘Opinião’, com João do Vale e Zé Ketti (e foi quem escolheu a estreante Maria Bethânia para substituí-la), resgatou antigos compositores, cantou samba-canção, músicas de protesto, rock’n’roll e Jovem Guarda. A liberdade e a inquietação de Nara se refletiam, sem amarras, na sua criação artística.


No palco, as canções surgem para pontuar alguns dos momentos de uma vida que se confunde com a história do Brasil daquela época. Ao longo das cenas, alguns temas vêm à tona, como a repressão sofrida no período da ditadura militar, o exílio, o avanço do debate feminista, a revolução comportamental das décadas de 60 e 70, a maternidade, os célebres casos de amor e as demais paixões da cantora.


Não é a primeira vez que Zeze vai cantar em cena. Sua trajetória foi pontuada por alguns musicais: ‘Noel Rosa’, de Domingos de Oliveira, ‘Receita de Vinicius’, e também foi protagonista em uma versão de ‘A Noviça Rebelde’, em montagem inovadora. “As canções de Nara me acompanham há muito tempo, eu já sabia as letras de uma boa parte do repertório e agora o desafio foi justamente selecionar quais as músicas que entrariam na peça, já que ela produziu muito ao longo da vida e gravou sempre canções muito pertinentes e necessárias”, conta a atriz.


Uma amizade eternizada nos palcos


Zeze Polessa e Miguel Falabella se conhecem desde os anos 70 e já dividiram o palco diversas vezes. Trabalharam juntos em montagens como ‘Mephisto’, ‘O Submarino’, ‘Florbela Espanca – A Bela do Alentejo’ e mais recentemente em ‘A Mentira’ e ‘Os Monólogos da Vagina’. A longa parceria artística se reflete na sintonia entre atriz e diretor neste novo trabalho.


Sinopse


Ao longo de toda a sua trajetória, Nara assumiu um compromisso intenso com a liberdade e se eternizou como uma das grandes personalidades brasileiras do século passado. Zeze Polessa revive agora o mito desta mulher pioneira, que marcou época, quebrou tabus, lançou modas e esteve no centro de movimentos como a Bossa Nova, o Tropicalismo, os grandes festivais, o resgate do samba e as canções de protesto durante a ditadura militar. Escrito e dirigido por Miguel Falabella, ‘Os Olhos de Nara Leão’ traz de volta a cantora, que volta do passado – ou do futuro – para dividir com a plateia as suas lembranças e reflexões, além de reviver seus muitos sucessos como ‘A Banda’, ‘Diz que fui por aí’, ‘Corcovado’ e ‘Marcha da Quarta-Feira de Cinzas’.


Ficha técnica


Os Olhos de Nara Leão

Com Zeze Polessa

De Miguel Falabella

Direção: Miguel Falabella


Assistente de direção: Erica Montanheiro

Direção musical, arranjos e produção musical: Josimar Carneiro

Cenografia: Marco Lima

Desenho de luz: Cesar Pivetti

Desenho de som: Arthur Ferreira e João Gabriel Mattos

Figurino: Nathália Duran

Visagismo: Marcelo Dias

Músicos (estúdio)

Bateria e percussão: André Boxexa

Piano e acordeon: Antônio Guerra

Violão: Josimar Carneiro

Contrabaixo: Pedro Aune

Saxofone, clarinete e clarone: Rui Alvim


Preparação vocal e assessoria em fonoaudiologia: Mariana Baltar

Professora de canto: Cecília Spyer

Direção de movimento: Marina Salomon

Camareira: Maninha Xica

Operador de luz: Zeca Hermógenes (Teatro Clara Nunes)

Operação de som: João Gabriel Mattos

Diretor de palco e microfonista: Douglas Fernandes


Comunicação:

Redes sociais: CulturaLAB

Gestão de performance: Lead Performance

Fotógrafa: Priscila Prade

Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho


Idealização: Zeze Polessa

Realização: Polessa Produções e Brica Braque Produções

Direção de produção: Priscila Prade

Produção executiva: Thomas Marcondes

Administração: Kelly Marietto


Serviço


Os Olhos de Nara Leão

Local: Teatro Clara Nunes

Bilheteria:(21) 2274-9696 |

Temporada: de 06 de Março a 26 de abril de 2026

Horários:

Sextas às 20h

Sábados às 20h

Domingos às 19h

Ingressos à venda pela bilheteria do Teatro ou online pela Sympla

Plateia: R$160 (inteira), R$80 (meia), balcão: R$140 (inteira), R$70 (meia)

Classificação etária: livre

Duração: 80 minutos

Redes Sociais: @osolhosdenaraleao


INFORMAÇÕES À IMPRENSA:

Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

21 2522-6843


Alex Varela


 
 
 

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