top of page
FB_IMG_1750899044713.jpg

LUSO-BRASILEIRA

REVISTA DO VILLA

Luso-Brasileira

luso-brasileira

Vinícius Teixeira estreia nova temporada de ‘Selva: solidão’

Após o fim de ‘Três Graças’, o ator leva para os palcos do Teatro Glaucio Gill, no Rio de Janeiro, três personagens que buscam provocar as reflexões sobre a solidão LGBTQIAPN+ 


 Fotos de cena: Paulo Aragon // "Selva: solidão"/Divulgação


Após o fim da novela ‘Três Graças’, onde interpretou o personagem 'Vandilson', Vinícius Teixeira retorna aos palcos com o seu solo ‘Selva: solidão’. No monólogo, de autoria de Jefferson Almeida e do próprio ator, Vinicius dá a três personagens buscando provocar reflexões sobre a solidão LGBTQIAPN+. A produção é da A Marica Latina e faz temporada no Teatro Glaucio Gill, Copacabana (RJ), de 4 a 26 de junho, com sessões às quintas e sextas às 20h. 

 

“Estou muito animado em trazer mais essa temporada aos palcos. A novela me proporcionou novos aprendizados e expandiu minhas ferramentas. Com essa nova experiência na bagagem, acho que coisas novas podem surgir nas minúcias da minha interpretação na peça. Além disso, o horário nobre da televisão é muito visto, isso expande muito a visibilidade do meu trabalho. Sou muito feliz fazendo essa peça, e acredito muito que a temática dela tem uma grande importância. Fico empolgado de pensar que, depois da novela, mais pessoas possam assistir e ter acesso às questões e reflexões que a peça levanta. Espero que o público que assistiu a novela se empolgue e corra para o teatro também”, diz ele sobre a expectativa da nova temporada. 

 

SINOPSE: Jonathan, um atendente de fast food, Luiz Felipe, um garoto de programa e Antônio, um professor universitário aposentado, três homens gays que têm suas vidas cruzadas. Através dos desenvolvimentos de suas trajetórias e das relações que se estabelecem entre eles, “Selva: Solidão” convida o público a refletir sobre os efeitos de se crescer como uma pessoa LGBTQIAPN+ em um mundo heteronormativo, e sobre o constante sentimento de solidão presente na comunidade. 

 

“Sinto que é de extrema importância colocar dramaturgias originais escritas e pensadas por pessoas LGBTQIAPN+ nos teatros, nos palcos, nos livros, enfim, em toda a parte! Sinto que estamos num momento, inclusive, em que as questões da nossa comunidade podem e precisam ser aprofundadas nesses projetos e discursos. Entendo que ainda vivemos em um país extremamente LGBTQIAPN+fóbico que, inclusive, é o país que mais mata pessoas LGBTQ+ por 14 anos seguidos e que, por isso, ainda são necessários projetos que falem sobre as descobertas relacionadas a sexualidade e as questões de gênero. Mas percebo que existe, também, uma necessidade de cavar mais fundo e falar sobre todas as complexidades das vivências de pessoas da comunidade como solidão, etarismo, afeto, relação com o corpo, sexo, ansiedade, depressão, abandono, abuso de drogas e muitas outras. Ainda percebo muita dificuldade de viabilizar esse tipo de projeto, visto que muitas empresas não quererem se associar a projetos que tratem de questões relacionadas a comunidade LGBTQIAPN+, por isso também costumo sempre dizer que é de extrema importância que as pessoas da comunidade ocupem os teatros, divulguem essas produções e contribuam para que elas continuem existindo. Tanto para que possamos ver cada vez mais produções com essas temáticas criadas por nós mesmos acontecendo, quanto para que as questões levadas a cena possam ser pensadas por mais pessoas e que, assim, possamos criar um novo imaginário coletivo e uma comunidade com práticas mais saudáveis e acolhedoras”, ressalta sobre a importância de trazer a luz história como as de ‘Selva: solidão’. 

 O ator ainda fala da sensação de voltar aos palcos após o sucesso de Vandilson em ‘Três Graças’. 

 “Me sinto feliz demais pelas coisas que tem acontecido na minha carreira. Eu comecei no teatro e para ele sempre vou voltar. Venho fazendo muito cinema, também, ao longo dos anos. Fiquei feliz de fazer uma novela do início ao fim e experimentar uma nova linguagem. Aprendi muito, conheci pessoas maravilhosas, fiz amizades que quero levar para a vida. Num país que desvaloriza tanto a cultura e com um mercado tão precarizado, fico feliz de conseguir seguir atuando e passeando por muitas linguagens diferentes”, conta.  

 

Além disso, ele espera que o público que acompanhou a história de seu personagem e da trama das 21h queira conhecer mais da história de ‘Selva: solidão’. 

 

“Uma das coisas que mais tem me empolgado nesse retorno da peça pós novela é justamente isso. Meu personagem em ‘Três graças’ tinha uma personalidade totalmente diferente das dos três que interpreto na peça. É muito interessante ter a possibilidade de mostrar essa versatilidade e esse outro lado do meu trabalho. Além disso, ‘Selva: solidão’ fala muito de questões que são importantes para mim. É uma forma de apresentar para as pessoas, também, um pouco de quem eu sou e do que eu penso como artista e como ser humano. Caso as pessoas esperem ver algo próximo ao Vandilson, acho que elas terão uma surpresa grande, e isso me deixa animado”, afirma ele sobre o trabalho bem diferente do feito na TV. 

 

Sem sair dos palcos, após ‘Selva: solidão” o ator estará na montagem de ‘Beijo no asfalto’, de Nelson Rodrigues. 

 

“Depois da temporada de ‘Selva: solidão’, estreio uma montagem de ‘Beijo no asfalto’ ao lado de Eduardo Sterblich, Luísa Arraes, Ernani Moraes e André Mattos. Além disso, estou no aguardo do lançamento de ‘Corpo Clandestino’, filme produzido pela Caboré, que deve estrear em breve, nele interpreto o antagonista, Augusto. Também estou na pós produção de um filme meu em parceria com meu grande amigo Caio Scot. Ele se chama ‘Sangre’ e pretendemos rodar festivais”, finaliza. 


 Fotos de cena: Paulo Aragon
 Fotos de cena: Paulo Aragon

Ficha técnica 

Idealização: Vinicius Teixeira Dramaturgia: Jefferson Almeida e Vinicius Teixeira Direção: Jefferson Almeida Elenco: Vinicius Teixeira Iluminação: Livs Assistente de direção: Victor Seixas Preparação de elenco: Daniel Chagas Direção de Movimento de Vogue: Gabriel Querino Direção Musical e trilha original: Rafael Lorga Direção de arte: Taísa Magalhães Direção de produção: Vinicius Teixeira Fotos de divulgação: Rafael Oliveira Fotos de cena: Paulo Aragon Design gráfico: Ronieri Gomes Assessoria de imprensa: MercadoCom (Ribamar Filho e Victor Santos) Vídeos de divulgação: Stone Art Films Realização: A Marica Latina 

 

Serviço: 'Selva: solidão '

Local: Teatro Glaucio Gill 

Endereço: Praça Cardeal Arcoverde (Copacabana) 

Temporada: de 04 a 26 de junho Dias: quintas e sextas Horário: 20 horas Duração: 70 minutos Classificação: 16 anos

Gênero: Drama LGBTQIAPN+ Ingressos: 30 reais

Link de vendas:

 

 

Alex Varela


Comentários


©2024 Revista do Villa    -    Direitos Reservados

Política de Privacidade

bottom of page