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REVISTA DO VILLA

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Taís Araujo volta ao teatro com “Mudando de Pele”, solo inédito que acompanha uma mulher em busca de sua identidade

Texto dirigido pela premiada Yara de Novaes faz sua estreia no Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro, a partir de 23 de abril e em seguida aterrissa em São Paulo


Crédito: Pedro Napolinário
Crédito: Pedro Napolinário

Quanto você já se adaptou para estar em algum lugar? Quantos incômodos sentiu por não se sentir pertencente? Qual o significado de se reconhecer em sua pele e identidade? Essas são algumas das perguntas que permeiam “Mudando de Pele”, montagem teatral da autora inglesa Amanda Wilkin com direção de Yara de Novaes que marca o retorno de Taís Araujo aos palcos, e é o resultado da busca da atriz por pesquisar e contar histórias originais sobre mulheres. “Estou há anos em busca de um texto que fale sobre histórias de mulheres e mulheres pretas que não passe pela questão da sobrevivência ou da dor. Mudando de Pele é uma reflexão com temas universais, que dialoga com o público em geral e com a artista que sou”, explica Taís.

 

Para dar vida à empreitada, a atriz buscou a direção de Yara de Novaes e da diretora assistente Ivy Souza, que trouxeram ritmo célere e formaram uma espécie de “solo coletivo” já que no palco acompanham Taís duas musicistas: Dani Nega, que também assina a direção musical, e Layla, responsável por tocar ao vivo instrumentos como a kora africana, uma harpa pouco conhecida no Brasil mas bastante utilizada pelos povos da África Ocidental. “Eu me sinto honrada em construir com a Taís esta parceria junto de outros artistas que admiro muito. Este solo parte de deslocamentos que sua protagonista nem sabia que tinha e que geram uma grande jornada”, aponta Yara.

 

Na montagem, Taís é Mayah, uma mulher de quase 40 anos que sente-se inconformada em ter que reproduzir acordos sociais, emocionais e identitários. Movida por um desejo de ruptura profunda, ela inicia uma travessia de autoconhecimento e transformação, que se realiza a partir do encontro com outras mulheres - uma história que, no palco, para além das músicas originais apresentadas - é também contada por meio de um figurino assinado com maestria por Teresa Nabuco, que revela o estado da personagem em camadas, primeiramente desencaixado para então “mudar de pele” na busca pela plenitude.

 

“Mudando de Pele” tem produção da Quintal Produções, tradução de Diego Teza, dramaturgismo de Nathália Cruz, cenografia de André Cortez, direção de movimento e colaboração artística de Cristina Moura e desenho de luz de Gabriele Souza.

 

 

Sinopse: Mayah é uma mulher de quase 40 anos que, em uma súbita fúria, rompe com um ciclo em que precisava se encaixar para manter um trabalho e sustentar um relacionamento desgastado. Livre de suas antigas prisões, ela encontra um novo lar e um novo emprego. Nesta busca encontra Mildred, uma senhora jamaicana de 90 anos que lutou pelos direitos civis, e Kemi, uma jovem que não pede licença para existir. A partir destas uniões - e de alguns desencontros -, Mayah se transforma enquanto reconhece seu próprio valor e identidade.

 

 

 

 

Sobre Taís Araujo

 

Um dos nomes mais expressivos e relevantes de sua geração, Taís Araujo tem mais de 30 anos de carreira e números superlativos: são cerca de 20 obras entre novelas e minisséries, além de 13 filmes no cinema. Já o teatro ajuda a contar sua própria história desde sua estreia nos palcos, em 1997, com “Orfeu da Conceição”, de Haroldo Costa. De lá para cá esteve no elenco de 10 montagens com destaque para “O Método Grönholm”, dirigido por Luiz Antonio Pilar e “Caixa de Areia”, de autoria e direção de Jô Bilac. Em 2015, estreou “O Topo da Montanha” com direção de Lázaro Ramos. A montagem - pela qual foi indicada ao prêmio Shell de melhor atriz - ficou mais de cinco anos em cartaz e arrebatou mais de meio milhão de espectadores. “Mudando de Pele” é seu primeiro solo e é resultado da pesquisa de Taís por contar e erguer peças com valor social.

 

Sobre a diretora Yara de Novaes

 

É atriz, diretora e professora de teatro. Recebeu vários prêmios por suas atuações e direções, entre eles, APCA, Prêmio Shell, Questão de Crítica, APTR, Aplauso Brasil e Fundacen. Em 2005 formou o Grupo 3 de Teatro com Débora Falabella e Gabriel Paiva. Dirigiu diversos espetáculos, como "Tio Vania", de Anton Tchécov (com o Grupo Galpão); "Caminho para Meca", de Athol Fugard (com Cleyde Yáconis); "A serpente", de Nelson Rodrigues, “A Ira de Narciso”, de Sérgio Blanco; e mais recentemente, “Mãos Trêmulas”, de Victor Nóvoa, “Teoria King Kong”, de Virginie Despentes, “Prima Facie” de Suzie Miller, com Débora Falabella, e “Lady Tempestade”, de Silvia Gomez, com Andrea Beltrão. Seus recentes projetos no audiovisual incluem as séries “Angela Diniz”, e as inéditas “Samu” e “Véspera”. No cinema, foi protagonista do filme “Malu”, de Pedro Freire, filme vencedor no Festival Sundance de Cinema.

 

 

Sobre a Quintal Produções

 

A Quintal Produções é uma empresa de produção fundada em 2008 que se dedica à criação, desenvolvimento e gestão de projetos culturais, especialmente no campo das artes cênicas. Reconhecida por sua qualidade, a Quintal vem emplacando sucessivos êxitos nos palcos brasileiros, entre eles “Lady Tempestade”, com Andrea Beltrão. e Teoria King Kong, ambos dirigidos por Yara de Novaes. Vale ainda citar “Pequeno Monstro” e “BR-Trans”, protagonizados por Silvero Pereira; “Tudo”, dirigido por Guilherme Weber; e, “Cérebro Coração” com Mariana Lima, direção de Enrique Diaz e Renato Linhares. Em cada projeto, a Quintal reafirma seu propósito de promover experiências artísticas potentes, capazes de refletir e debater temas prementes à ideia de civilidade, identidade e diversidade.

 

 

 

Mudando de Pele

 

Serviço

Teatro Sesc Ginástico

De 23 de abril a 24 de maio de 2026

Quintas e sextas às 19h; sábados e domingos às 17h

Ingressos: a partir de 06/04 em www.ingresso.com

R$ 60 (inteira); R$ 30 (meia-entrada); R$ 15 (credencial plena Sesc e conveniados); Gratuito (público cadastrado no PCG)

Classificação indicativa: 14 anos

 

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Mudando de Pele

de Amanda Wilkin

 

com Taís Araujo

Dani Nega e Layla

 

Direção: Yara de Novaes

Tradução: Diego Teza

Dramaturgismo: Nathalia Cruz

Diretora assistente: Ivy Souza

Diretora de movimento e colaboração artística: Cristina Moura

 

Direção musical, arranjos eletrônicos e criação musical: Dani Nega

Arranjos para kora e steel pan: Layla

Preparadora vocal e fonoaudióloga: Janaína Pimenta

Cenografia: André Cortez

Design de luz: Gabriele Souza

Design de som: Arthur Ferreira e Gabriel Salsi

Figurinos: Teresa Nabuco

Videografismo: Alice Cruz e Letícia Leão

Visagismo: Adriana Teixeira

 

Assistente de cenografia: Alice Cruz

Assistente de figurinos: Michelle Rabischoffsky

Costureiras: Sonia Maria da Silva

Alfaiate: Fábio Martins

Diretor técnico: Ricardo Vivian

Coordenação de palco: Antônio Lima

Técnico de som e microfonista: Gabriel Salsi

Técnico de luz e operação: Ricardo Vivian

Técnico de montagem: Iuri Wander

Contrarregra: Nivaldo Vieira

Construção da cenografia: André Salles

 

Equipe de comunicação | Trigo Casa de Comunicação

Coordenação de comunicação: Antonio Trigo

Assessoria de imprensa: Laís Gomes e Renata Ramos

 

Conteúdo digital | Digimakki

CEO: Victoria Oliveira

Coordenadora: Carla Azevedo

Analista: Itaiara Andrade

 

Identidade visual: Fábio Arruda e Rodrigo Bleque | Cubículo

Fotos: Pedro Napolinário

Arte finalista: Marcos Nascimento

 

Diretora de produção: Verônica Prates

Coordenadora de projetos: Valencia Losada

Produção executiva: Camila Camuso

Assistente de produção: Ellen Miranda

Assessoria jurídica: Bruno Mros

 

Produtora Taís Araújo: Cecília Bastos

Produção geral: Quintal Produções e AXIC'S

 

 

Mais informações e fotos:

 


 

Alex Varela


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