Segunda sessão do “CineManouche” com o filme “Malu”, com curadoria de Flora Camolese — bate-papo com Pedro Freire e Mauro Pinheiro Jr. — sessões gratuitas
Com curadoria de Flora Camolese, projeto promove sessões mensais gratuitas e aposta no cinema como experiência coletiva, reunindo público, realizadores e profissionais do audiovisual

O CineManouche realizou, no dia 3 de setembro, sua segunda sessão no Manouche, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Com curadoria da atriz e produtora Flora Camolese, o projeto nasceu com a proposta de fortalecer a experiência coletiva de assistir a um filme e criar um espaço permanente de encontro entre o público e o cinema brasileiro.
Após uma estreia marcada pela presença do público na sessão de Sem Coração, de Nara Normande e Tião, o CineManouche exibiu, em sua segunda edição, o premiado longa-metragem Malu, primeiro filme de Pedro Freire, que assina o roteiro e a direção.
Ambientado nos anos 1990, o filme acompanha Malu, interpretada por Yara de Novaes, uma atriz de meia-idade, boêmia e indomável, que enfrenta uma fase de crise pessoal e profissional. Vivendo em uma situação precária, ela precisa lidar com as lembranças de um passado artístico glorioso e, ao mesmo tempo, com as relações complexas com sua mãe conservadora e sua filha adulta, interpretadas por Juliana Carneiro da Cunha e Carol Duarte.
Inspirado também nas vivências do próprio diretor ao lado de sua mãe, a atriz Malu Rocha, o longa aborda temas como maternidade, saúde mental, envelhecimento, afetos e conflitos familiares, construindo um retrato sensível de uma mulher em busca de uma nova possibilidade para a própria vida.
A sessão contou ainda com um bate-papo após a exibição, reunindo o diretor Pedro Freire e o fotógrafo Mauro Pinheiro Jr., que conversaram com o público sobre diferentes aspectos da realização do filme e do processo criativo por trás da obra.
Veja as fotos de Cristina Granato.



























“Malu” e o reconhecimento nos festivais
Antes de chegar ao CineManouche, Malu percorreu importantes festivais nacionais e internacionais. O filme teve sua première mundial no Festival de Sundance, na mostra World Cinema Dramatic Competition, e também foi exibido no New Directors New Films, em Nova York.
No Brasil, integrou a Première Brasil da 26ª edição do Festival do Rio, onde recebeu cinco Troféus Redentor, incluindo Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Roteiro para Pedro Freire, Melhor Atriz para Yara de Novaes e Melhor Atriz Coadjuvante, em premiação dividida entre Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha.
O longa também participou da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, onde recebeu o Prêmio Paradiso, destinado ao apoio à distribuição do filme nos cinemas.
A segunda sessão do CineManouche reforçou, assim, a proposta de transformar cada encontro em uma celebração do cinema, da criação artística e da convivência.
Próxima sessão
O CineManouche realiza sua próxima sessão no dia 22 de outubro, com a exibição de “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues. Após a sessão, haverá um bate-papo com Renata Magalhães e Marina Provenzzano, dando continuidade à proposta do projeto de aproximar o público de profissionais e personalidades
ligadas ao cinema brasileiro. As sessões do CineManouche são gratuitas e acontecem mensalmente no Manouche, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.
Cristina Granato


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