Revista do Villa | Entrevista: Atriz Gina Teixeira
- Delcio Marinho

- 2 de jun.
- 3 min de leitura
Nesta edição, conversamos com a atriz Gina Teixeira, que usava o nome artístico Lady Gigi quando era vedete, e que compartilha sua trajetória, inspirações e reflexões sobre o universo da atuação e os desafios da arte nos dias atuais.

DM: Quando você percebeu que a atuação era mais do que um interesse e se tornaria parte da sua vida?
Gina Teixeira: Desde o primeiro filme que fiz com Grande Otelo, Colé e Jacira Silva, dirigido pelo francês Mellinger, chamado A Transa do Turf ou A Transa do Sexo, em 1973, com música do maestro Araripê, direção musical de Marcel Link e produção do jockey Augusto Garcia.
Depois fui convidada para fazer a turnê de Gostoso Mesmo é Mulher por Santos, Rio Branco, Porto Velho e Cuiabá com Nick Nicola, além de estrear no Rio de Janeiro em Calça de Veludo ou Tudo de Fora, de Arnould Rodrigues e Roberto Silveira, sob direção de Colé, ao lado de Silveirinha e Almeidinha.
DM: Qual personagem, espetáculo ou trabalho mais marcou sua trajetória até agora?
Gina Teixeira: Na fase adulta, Zaquia Jorge – A Vedete do Subúrbio, de Ronaldo Grivet e José Maria Rodrigues.
E no teatro infantil, O Casamento da Baratinha, com direção de Tina Ferreira, supervisão de Bibi Ferreira e produção de Sônia de Paula, onde eu interpretava a gansa.
Ambos ficaram dois anos em cartaz em diversos teatros.
DM: Como funciona o seu processo de preparação para interpretar uma personagem?
Gina Teixeira: Aprendi com os professores da Uni-Rio, na época FEFIEG — Federação das Escolas Federais Isoladas do Estado da Guanabara — a fazer laboratório sobre os personagens.
DM: Quais são os maiores desafios enfrentados atualmente pelas atrizes no cenário artístico?
Gina Teixeira: Creio que seja a memória, pois fiz várias substituições, como em Alegro Desbun, de Oduvaldo Vianna Filho, direção de Zé Renato, e Um Amante para Quatro, de Nelson Moura.
Antigamente decorava rapidamente. Hoje preciso dedicar mais horas de ensaio.
Aproveito para convidar todos para assistirem Os Cegos, de Michel de Guelderode, sob direção de José Maria Rodrigues, direção musical de Tuninho Rosamalta e figurinos de Carlos Maya.
O elenco é formado por artistas na faixa dos setenta anos e estaremos em cartaz no Cine Teatro Joia, em Copacabana, nas sextas-feiras dos dias 5, 12 e 19 de junho, às 19h.
DM: Que mensagem ou sentimento você busca transmitir ao público através da sua arte?
Gina Teixeira:Transmito alegria em representar, tanto em O Mercador de Veneza, sob direção de Sérgio Fonta, e Rei Lear, dirigido por Gavronski, quanto nos números de plateia das revistas Desse Jeito a Coisa Entorta, de Aldo Calvet e F. J. Falcão, Bota Mulher Nesse Trem e também Odracir Oigres, no Teatro Rival.
Sobre a entrevistada:
Gina Teixeira (Regina Maria Teixeira Coelho)
Atriz, cantora, modelo, escritora, pandeirista e auditora aposentada da Receita Federal.
Possui pós-graduação em Direito Previdenciário e uma longa trajetória artística no teatro, na música e na literatura.
Como escritora, apresentou-se em países lusófonos como Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Portugal. Também cantou na Itália, nas cidades de Brescia, Milão e Torino, com a A.C.I.Ma,
sob direção de Sônia Miquelin.
Representou o Brasil em Burkina Faso, no Festival Internacional de Teatro em Desenvolvimento, em 2008. Trabalhou ainda com Haroldo Costa e Mary Marinho em Porto Rico e Montreal.
Atualmente é presidente da Casa do Compositor Musical, com músicas disponíveis nas plataformas Spotify, Deezer, YouTube Music, Apple Music e Amazon Music.
Conteúdo digital
Delcio Marinho & ChatGPT
Delcio Marinho

Parabéns Bela Trajetória
Adorei a entrevista com Gina Teixeira